Episódios de Na Colmeia

Thiago Rodrigues de Castro - Na Colmeia #14

07 de julho de 20261h45min
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No 14º episódio do Na Colmeia, Fred Beneti e Gabriel Brasil recebem Thiago Rodrigues de Castro, o "Mancha", biólogo da Koppert, referência mundial em controle biológico de pragas. A conversa mostra um lado do agronegócio que pouca gente imagina: uma das maiores empresas de agricultura biológica do planeta rodando inteligência artificial no dia a dia, do WhatsApp do produtor rural à base científica que sustenta os produtos.Mancha conta a história por trás da Koppert (que nasceu de um fazendeiro de pepino que adoeceu por agrotóxico), explica como a empresa virou a maior produtora de abelhas do mundo e provoca: o futuro da lavoura é biológico sempre e químico só quando necessário. E a IA está acelerando esse futuro.Uma conversa sobre agricultura como alta tecnologia, IA aplicada a um setor tradicional e o que muda quando o biólogo, o engenheiro e o pessoal de TI passam a falar a mesma língua.🐝 A maior produtora de abelhas do mundo: A Koppert cria abelhas e mamangavas em escala industrial para polinização, com fábrica na Europa e logística refrigerada, porque o produto é vivo e morre no calor. Mancha conta como o controle de pragas virou ciência de ponta e por que lidar com organismo vivo é muito mais complexo do que jogar veneno no tanque do trator.🐛 Inimigos naturais no lugar do veneno: O termo que a Koppert usa não é só agrotóxico, é inimigo natural. A empresa produz em larga escala os macrobiológicos (insetos predadores e vespas parasitoides) e os microbiológicos (fungos, bactérias, vírus e nematoides) que controlam pragas no campo, dentro do conceito de manejo integrado de pragas: a natureza primeiro e o químico só quando é preciso.🤖 IA no WhatsApp do agricultor: A sacada da Koppert foi conectar a base científica do time de PD e dos agrônomos a uma IA que responde as dúvidas do produtor direto no WhatsApp, em segundos: compatibilidade de produto, mistura no tanque, aplicação em campo. Antes era preciso deslocar um agrônomo pro meio do Mato Grosso pra responder o que hoje a IA resolve na hora.🃏 O inseto que virou Pokémon: A "cartinha" que o produtor solta na lavoura é um produto real, com vespas parasitoides (tricograma) que colocam o ovo dentro do ovo da praga e a destroem de dentro pra fora. Mancha explica como o time de comunicação transformou biologia pura em algo que parece carta de Pokémon, inseto que combate inseto no campo, uma das sacadas de marketing mais inteligentes do agro.🌱 O agro brasileiro é o mais sustentável do mundo? A defesa polêmica de um biólogo que trabalha há 22 anos com controle biológico. Comparando por área e por eficiência, ele defende por que a agricultura brasileira é ecologicamente mais avançada do que a de muitos países ricos e ainda entra no debate espinhoso sobre a expansão agrícola na Amazônia.Sobre o Na ColmeiaO Na Colmeia é o podcast da HiveAgent, empresa especializada em IA e automação para empresas. Aqui, Fred Beneti e Gabriel Brasil trazem conversas diretas sobre tecnologia, empreendedorismo e o impacto real da inteligência artificial nos negócios, sem guru e sem papo de prateleira.📌 Se você conhece alguém com uma história interessante no campo de IA, produto ou automação, ou de uma profissão tradicional aprendendo a conviver com IA, como o agro, deixa nos comentários. A gente quer ouvir.Para saber dos serviços da Hive, visite: https://www.hiveagent.com.brOferecimento🔶 EpicFlow, se a sua empresa tem vários números de WhatsApp e a comunicação virou bagunça para o cliente, o EpicFlow resolve isso com um único número, usando a API oficial da Meta, sem risco de bloqueio. Em julho, quem fizer o cadastro ganha 10% off na contratação. Conheça mais em https://epicflow.com.br/

Participantes neste episódio3
F

Fred Beneti

Host
G

Gabriel Brasil

Host
T

Thiago Rodrigues de Castro

ConvidadoBiólogo da Koppert
Assuntos8
  • Início na agriculturaCorporate Artificial Intelligence (CAI) · WhatsApp para agricultores · Base científica de P&D · Automação de tarefas
  • Impacto na população e vida cotidianaAha moment com IA · Universidades e IA generativa · Ferramentas de estudo para alunos · Letramento em IA nas escolas
  • Inovação e Sustentabilidade no AgronegócioVisão de longo prazo para 10 anos · Uso prioritário de biológicos · Computação quântica e Big Data · Adaptação profissional às novas tecnologias
  • Ataques CiberneticosRansomware · Phishing e ataques via Teams · Clonagem de voz e deepfakes · Proteção de dados corporativos
  • Agrocristianismo no BrasilLiderança em controle biológico · Comparativo com outras agriculturas · Expansão agrícola na Amazônia · Rotação de culturas · Valor agregado na cadeia produtiva
  • Controle Biológico KoppertHistória da Koppert · Ian Coopert · Controle de pragas · Macro e microbiológicos
  • Comunicação CientíficaCartas estilo Pokémon para produtos · Tricograma (vespa parasitoide) · Adaptação de conteúdo para redes sociais · Desafio de comunicar ciência
  • Importância das abelhasPolinização em larga escala · Logística refrigerada · Mamangavas (Bombus terrestris) · Legislação brasileira
Transcrição349 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
GBGabriel Brasil

Muito boa noite, sejam bem-vindos ao 14º episódio do Na Colmeia. Meu nome é Gabriel Brasil. Boa noite, Frederico.

FBFred Beneti

Boa noite, Gabriel. Boa noite, galera. Recadinhos de sempre, né? Você que tá acompanhando a gente aqui no YouTube, não esquece de se inscrever, deixar o like, participar com a gente aqui ao vivo nos comentários. Então sempre a gente para para ler o que que tá rolando, agradecer sua presença também. Falar rapidinho do nosso patrocinador, Epic Flow. Então, se a sua empresa tem algum problema com WhatsApp, então time de vendas, geralmente time de vendas tem mais de uma pessoa, e aí usando o celular próprio você não sabe o que que tá rolando, se a pessoa tá mandando mensagem para o lead ou não, se precisa passar para o setor financeiro, operacional, o sucesso do cliente, enfim, fica aquela salada ali dentro do número do WhatsApp.

O Epic Flow soluciona isso utilizando a API oficial do WhatsApp, do Facebook. Você não corre risco de ser banido. Então você tem uma tela onde você consegue acompanhar tudo que tá acontecendo dentro do WhatsApp da sua empresa.

GBGabriel Brasil

E tem um detalhe aqui que mês de julho, 10% off, tá? Para quem fizer o cadastro, para quem entrar no Epic, 10% off na contratação.

FBFred Beneti

Tá bom, exatamente. E aí, se você não sabe se é para você ou não, se é o momento, entre em contato, agendar um diagnóstico de 20 minutos e descobrir como que o Epic Flow ajuda a operação da sua empresa, comunicação, e você ter tudo meio que na palma da mão mesmo, mas sem ter esse monte de número, né? Ah, tem um número do financeiro, tem um número do comercial, tem um número do marketing. E o seu cliente fica perdido no que tá acontecendo, tá?

O segundo recado, tô aqui com a camiseta do México. Como eu falei, ao longo da Copa eu vim com essas camisetas. Os caras amassaram quem ontem mesmo, amassaram alguém ontem. A gente tá até preocupado se vale a pena o México ou a França, né, depois do jogo, né? Mas enfim, é camiseta que eu achei legal.

GBGabriel Brasil

Tem mais dois Patrocine a gente.

FBFred Beneti

Exato, né? O primeiro é, se você, sua empresa gosta de IA e quer patrocinar aqui o nosso podcast, a gente tem alguns slots. Então tem o QR code aí, entre em contato, a gente mostra números, mostra o plano de como trabalhar com sua marca. Acho que fica legal. E a gente tá também com o primeiro lote da nossa imersão aberta que vai acontecer em setembro. É focado em cloud code, é em cloud no geral. Então se você, a sua empresa, você quer aprender a usar e não sabe como ainda, vem conhecer.

A gente tá com lote 1 aberto. Então basicamente que a gente entrega no workshop para as empresas, a gente vai entregar nessa, nesse dia. É um dia todo comigo, Gabriel, mergulhando em como usar cloud em todas as instâncias, tá? A gente não vai falar só do do cloud ali. A gente vai falar de cloud design, de cloud code. Você vai sair dali com algum problema seu resolvido. A gente não sabe qual, a gente vai descobrir junto na hora, mas é o que a gente entrega nos workshops, tá bom?

Dito tudo isso, vamos para o nosso convidado. Tá aqui hoje, é Thiago de Castro, da Coperty. Mas adianto que vai ser muito difícil chamar ele de Thiago, que é um amigo querido, mais de 25 anos, 30 anos, sei lá. A gente fez colegial junto.

TRThiago Rodrigues de Castro

É o Mancha, Colegial Integridade, né, lá no ângulo, no ângulo Campinas, Unidade Americana.

FBFred Beneti

E Mancha, primeiro, cara, prazerzão te rever. Fazia um tempo que a gente não se via, então gostei muito desse encontro. E conta pra gente quem é Mancha, o que que a Cooper faz, enfim, pra gente começar, tá bom?

TRThiago Rodrigues de Castro

Eu acho que primeiro eu queria agradecer, foi uma esbarrada no LinkedIn, acho que você viu um material meu lá e se interessou e viu que tinha match com o que vocês estão fazendo aqui. Mas bom, basicamente estudamos juntos colegial, na época que ainda existia colegial, primeiro, segundo, terceiro, né, da oitava série, primeiro, segundo, terceiro. Agora tá tudo diferente, a gente tá velho, a gente precisa aceitar, a barba branca tá vindo, cabelo tá faltando.

É, mas acho que para contar um pouco da minha história, depois eu entro na história da Coperty, porque a gente meio que mescla uma história na outra. Eu resolvi depois do nosso colegial fazer biologia. Então, por que fazer biologia? Na verdade, eu ia fazer ciência da computação, não sei se você lembra disso. Olha que nada a ver, né?

FBFred Beneti

Nada a ver, né?

GBGabriel Brasil

Eu acho que você foi para um caminho melhor.

TRThiago Rodrigues de Castro

Não sei, tem minhas dúvidas, mas eu resolvi não fazer ciência da computação porque eu tinha muita dificuldade em matemática. Eu entrei no currículo lá da Unicamp e eu vi que tinha, sei lá, 7 semestres de cálculo, cálculo, física. Isso não é para mim.

FBFred Beneti

Geometria analítica, estatística.

TRThiago Rodrigues de Castro

Aí eu fui bem zona de conforto e falei, cara, qual que é a disciplina que eu menos odeio de vir assistir aula aqui no colegial? E era biologia, que sempre tem uns cara meio maluco, né, que dá aula. Tinha o Foca, tinha o Fábio, tinha E a gente foi fazer aquela viagem lá. E minha irmã é formada em biologia na Unicamp também, então eu vi a vida dela. Ela é professora muito renomada lá em Campinas, mas eu vi ela fazendo a graduação quando eu era muito mais novo, que ela tem quase 8 anos de diferença para mim.

Então eu queria aquilo para mim e acabei indo para essa linha, meio que na zona de conforto mesmo. Não me arrependo, apesar de biólogo ser tudo pobre, né? É uma carreira difícil, mas é difícil ver um biólogo que não gosta do que faz também. Biólogo é muito apaixonado, é muito— isso tem muito a ver com a empresa que eu trabalho também, que eu vou contar daqui a pouco. E aí a vida foi me levando para um negócio meio maluco de, puta, acabei a graduação ali, meu orientador, que eu fiz iniciação científica desde o primeiro mês de faculdade, porque realmente a ESALQ, onde eu me formei, tem essa história, eles gostam de envolver o aluno em ciência desde o comecinho.

E aí acabou que eu fiz um mestrado direto ali e o meu orientador falou, cara, eu acho que não é muito aqui que você vai achar o que você quer. E eu tenho uma amiga que formou comigo no meu doutorado lá em Cornell, nos Estados Unidos, que ela é norueguesa, ela é professora lá. Você não toparia morar lá? Falei, cara, topar eu topo, mas como que é a vida lá, né, cara? Porque é um país que a gente sabe muito pouco, né, tanto da cultura. A gente sabe do Thor, a gente sabe da mitologia, mas a gente sabe muito pouco.

FBFred Beneti

Mesmo a gente sabe do Brasil, que é samba e futebol, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

É, e isso é um negócio legal para eu contar mais para frente também, porque eles se assustaram, né? Chegou um cara brancão lá que não sabe jogar bola, que não sabe dançar. Não é brasileiro, cara, é brasileiro, cara, é mais europeu que eu, pô, um negócio maluco. E aí eu fiz o meu mestrado lá, trabalhei muito com microbiologia, trabalhei com basicamente com fungos que controlam ácaros. E ácaros na agricultura é um problema muito grande para o rendimento da fazendeira mesmo.

E aí a hora que eu voltei eu falei, puta, para mim deu, não quero mais ficar nessa parte acadêmica, é muito científico, é muito E aí eu fui fazer, fui trabalhar, fui para Goiás, para Brasília, fui fazer levantamento de entomofauna, que é que eu tinha me especializado. Mas também não foi muito para mim assim esse negócio, não achei que tinha tanto impacto quanto eu imaginava que tinha, né? Porque eu achei que eu ia num, sei lá, eu fiz alguns trabalhos de uma mineradora de ouro queria saber se o buraco que eles vão fazer lá para cavar, para pegar o ouro, se ia ter algum impacto ambiental.

E aí tem um monte de relatório que tem que ser feito para o biólogo, que é o ERI, blá blá blá. E aí eu lembro que eu fiz, falei que ia ter impacto, e eles simplesmente falaram que, ó, vou fingir que eu não vi, é o dinheiro que paga. Quanto você quer para mudar o seu laudo? Eu falei, eu não quero nada. Então obrigado, a gente vai contratar outro biólogo que vai fazer o laudo que a gente quer. E aí eu vi que não era para mim esse negócio, Não tava ali para ganhar dinheiro, eu tava ali para gerar algum impacto no mundo.

E aí eu falei, ah, quer saber, eu acho que eu vou estudar mais um pouco. Aí conversei com meu orientador aqui da ESALQ, ele falou, cara, o orientador da sua orientadora da Noruega falou que topa te orientar lá na Dinamarca. Você topa passar -40 graus de frio de novo e morar na Dinamarca? E eu topei, fui trabalhar com outros tipos de fogo que controlam todos os tipos de inseto. Fui me especializando e assim que eu terminei meu doutorado veio a proposta de trabalhar na BASF, porque a BASF tava começando com esse projeto grande de controle biológico, negócio que tava muito em voga há 15 anos atrás quando eu formei.

E a BASF tinha um programa grandão, falou, cara, acho que você tem o currículo, tem a história e tem o negócio para tocar isso aqui. Fiquei lá 2 anos e aí eu fui hanteado pela Coopert, que na verdade era o meu sonho. Inclusive eles patrocinaram o meu mestrado meio que por fora, né, porque tinha um projeto grande da Noruega com a Holanda na época que tinha a ver com o meu projeto de mestrado e tudo mais. E a Coopert é uma empresa líder global hoje, mas ela começou de um engano.

É bonita a história da Coopert, justamente porque o dono, que é quem fundou, que é o Ian Coopert, por isso chama Coopert, é um sobrenome, ele era um fazendeiro, ele plantava pepino, e foi bem naquela época que o agrotóxico fez o boom, que realmente foi uma revolução verde que a gente chama, né, realmente Deixou a gente conseguir plantar muito mais área do que a gente conseguia antigamente. Só que também não tinha tanta preocupação com a saúde humana.

E o Ian, ele aplicou aqueles DDTs da vida, aqueles agrotóxicos muito fortes, e ele acabou adoecendo. Ele ficou uns 3, 4 meses de cama. E nesse período, por conta do agrotóxico, ele não sabia na época, né? Ninguém sabia. Ele tava muito doente, com uma dor de cabeça muito forte, mal-estar, e não consegui cuidar da plantação. Os filhos tentaram ir um pouco, mas eles eram muito novos, não deram conta. E aí, 3, 4 meses depois, ele falou, cara, vou voltar lá, os bichos vão ter comido tudo, não vai ter nada.

Ele voltou lá, para surpresa dele, tava lindo. Cara, mas não prometeram que aqueles agrotóxicos que eu tava usando ia proteger a plantação? Se fosse eu, ia colher o pepino, vender, ficar feliz que eu não tinha perdido dinheiro e seguir a vida. Mas ele tinha um fundinho de cientista ali, apesar de não ter escolaridade nenhuma, acho que ele tinha até a 4ª série só. Ele viu que tinha potencial, pegou um monte de folha e levou para a Universidade Wageningen, que é lá na Holanda, que é uma baita faculdade de agricultura, né, com cientistas fantásticos.

Que é, a gente fala que a Exauca aqui no Brasil é a Wageningen da Europa, né. E ele chegou lá com aquilo ali e os ecologistas lá, os biólogos, eles olharam e falaram, cara, É óbvio que você não precisou aplicar nada. Tem um monte de bichinho aqui que é benéfico. Cara, mas tem inseto e ácaro que é benéfico? Vai falar, é, cara, tem isso aqui, ó, esse ácaro que come esse outro ácaro, que é o que come a planta. E em vez de você ter que aplicar o agrotóxico, o ácaro tá fazendo o seu serviço.

Então você tem meio que um exército para trabalhar ali para você. Se você aplicar o agrotóxico, você vai matar ele também. Mas foi, ó, caso esse ácaro, mas que é condição climática, cara, foi sorte, porque podia ter simplesmente o ácaro fitófago lá, que é o que come a planta, ter comido a planta inteira e ter perdido tudo. Por ocasião, sei lá quem botou a mão ali, fez o negócio funcionar, tinha um ácaro certo na hora certa que conseguiu controlar o problema dele ali.

GBGabriel Brasil

Então, um monte de coisa, né, de remédio, tudo que é muita coisa ao acaso, né, cara.

TRThiago Rodrigues de Castro

O Fleming, que foi quem descobriu a penicilina, todo mundo já tomou a Besetacil aí porque tava com dor de garganta. Acho que nem sei se aplica mais essas coisas nas crianças, mas Cara, o Fleming descobriu sem querer a penicilina. Esqueceu um monte de placa, ele trabalhava com bactéria, esqueceu um monte de placa de Petri em cima da bancada, contaminou com fungo que era o penicílio. E a hora que ele voltou lá, ele falou: contaminou.

Se fosse eu no meu doutorado, jogar fora. Mas aqui tem um halo de inibição, as bactérias não estão crescendo. Por que não tá crescendo? Ele esqueceu das bactérias e começou a estudar o fungo. Olha que coisa fantástica! Então o cara mudou a história do mundo na Segunda Guerra Mundial porque ele criou a penicilina.

GBGabriel Brasil

E o outro que você usa também, que foi o Viagra, também disse que foi sem querer.

TRThiago Rodrigues de Castro

Era para um problema cardíaco, né, Fredão? Que você tem problema cardíaco.

FBFred Beneti

Demorei para entender. Ele até fica baixinho.

TRThiago Rodrigues de Castro

Ai, meu Deus! Bom, mas o Ian Copert, ele Ele descobriu isso daí, e aí ele viu que tinha um nicho de mercado que zero pessoas estavam trabalhando nisso. Então ele falou, cara, e se eu começar a produzir esses insetos benéficos em larga escala aqui e começar a vender para os meus amigos agricultores em volta? E assim fundou a Cooperty há 67 anos atrás, em 1967. Então é uma empresa que tem uma história bonita por trás. E que hoje a gente se especializou em produzir em larga escala inimigos naturais, tanto macro, né, que a gente fala que é inseto, acro-predador, inseto parasitoide, quanto os micros, que são bactérias, são vírus, são nematóides.

FBFred Beneti

Tem, vocês produzem insetos?

TRThiago Rodrigues de Castro

A gente produz, a gente tem a maior fazenda de produção de ovos de inseto do mundo. Caraca! A gente produz toneladas de ovos de inseto por ano.

GBGabriel Brasil

Toneladas no negócio que é isso, né, cara? Me lembrou muito, não sei se você conhece, besteira, eu sou fãzasso de, já assistiu Primos Agro?

TRThiago Rodrigues de Castro

Eu gosto para caramba, cara, eles são muito engraçados.

GBGabriel Brasil

Eu zero o feed daqueles cara, velho.

TRThiago Rodrigues de Castro

E eles fazem muita sacanagem com biológico, não sei se você já viu, porque como a gente trabalha com organismo vivo a gente tem que ter logística refrigerada, que o bicho é vivo. Você deixa ele quente, ele morre. E aí eles passam com o carrinho de sorvete, pega pesado.

GBGabriel Brasil

São muito bons, o jeito que eles acharam fazer publicidade é muito da hora, né, que eles colocam no vídeo.

FBFred Beneti

Muito foda. Uma vez eu vi, eu não sei se foi aquele Globo Rural, foi algum programa, e eu fiquei impressionado que os caras estavam É, não sei se é produzindo o termo, fazendo abelha rainha. Então eles meio que produzem ela em laboratório, modificar ela de um rolê que a colmeia aceita ela, porque tem que ficar trocando a abelha rainha, né? E faz um negócio, cara, eu fiquei impressionado assim, sabe?

TRThiago Rodrigues de Castro

Inclusive até falei que o nome do podcast é muito Muito, muito bom para gente também, porque a Cooper tinha a maior produtora mundial de abelhas do mundo. Então a gente vende comércio, a gente conseguiu com essa tecnologia aí que você tá falando. Fica na Eslováquia, eu fui visitar a fábrica, é um negócio descomunal, gente. Vocês não fazem ideia do que é um galpão gigantesco cheio de abelha, cara. Você encosta em uma assim, ela começa zumbi, negócio vira um barulho ensurdecedor, cara.

É meio assustador, inclusive. A gente produz aquelas bambubiças, aquelas— qual que é o termo em português para bambubi? É mamangava, que é aquela abelha grandona.

GBGabriel Brasil

Mas ela é meio— não era que é meio inofensiva assim?

TRThiago Rodrigues de Castro

Não é, cara, eu não aconselho você tomar uma picada dela, mas realmente você tem que irritar muito ela para ela fazer alguma coisa.

GBGabriel Brasil

Que é uma grandona, é gigante, preta, mas o veneno é doído, cara.

TRThiago Rodrigues de Castro

Eu já tomei várias picadas.

FBFred Beneti

Não, mas aqui no Brasil não tem, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

Tem, tem, são espécies diferentes, tá? Tá, mas lá é bombos terrestres, aqui a gente tem outras.

GBGabriel Brasil

Ela parece um besouro quase, não é, cara?

TRThiago Rodrigues de Castro

Ela voando, cara, é bem assustador de escutar.

GBGabriel Brasil

Eu morei um ano na chácara agora recentemente, cara, entrava no meu quarto direto, no escritório, é, e dá uma agonia.

FBFred Beneti

Você não quer ficar perto daquilo, você não quer irritar aquilo.

TRThiago Rodrigues de Castro

Elas são muito pacíficas, realmente não é para matar, pelo amor de Deus, gente, porque elas são muito importantes para polinizar tudo aí. Mas a gente vende as colmeias para produtores de Berries dos Estados Unidos, para algumas produções do Japão. Então cada região do mundo a gente produz um tipo especial de abelha para fazer o serviço ali para gente, porque a gente consegue aumentar de 30 a 60% a produtividade da área do cara porque tem abelha.

É muito maluco, né? Então, puta, bom gancho que você pegou, porque tem tudo a ver com o que a Cooper ficou famosa fora do Brasil. Aqui no Brasil a gente ainda não tem produtos à base de abelha, Por causa da legislação, porque a nossa abelha não é tão pacífica quanto a europeia. Então a gente tem uma certa dificuldade de conseguir registrar um produto para isso, mas a gente tá arrumando para isso e é meio inevitável também.

FBFred Beneti

Vai ter um exemplo só, é um outro caso, né? Aí me corrige se eu tiver errado, tá? Abelha africana, ela é proibida no Brasil?

GBGabriel Brasil

Era, era.

FBFred Beneti

Porque tem um caso, Navarro, que é um amigo nosso, que a gente fala que é o Kratos 1.0, esse é o Kratos 2.0, que ele é careca e barbudo também. E teve uma situação, ele mora aqui em Santa Bárbara, ali perto do— não vou falar onde ele mora, que vai vazar aqui e tal, né? Mas enfim, é que ele não gosta, né? Mas enfim, ele mora numa região de chácaras e teve um incidente com abelha africana, o vizinho dele Tinha sei lá o quê, mas, cara, ao ponto de as mataram, umas 3, 4 galinhas dele, né?

Ele tentou salvar uma, salvou, não lembro, tipo mais 100 ferroada. E ele foi tentar salvar. Então assim, ele saiu de casa com um negócio na cabeça porque veio um enxame, né, na piscina. Ele, cara, a história é assustadora assim, e era um, não podia ter.

TRThiago Rodrigues de Castro

É, teoricamente você não pode produzir isso em larga escala, é porque ela já foi introduzida aqui. E como ela é mais agressiva que a europeia, que é a que a gente tinha antes, que fazia o mel para gente, africanizou, que a gente fala, né? Uma misturou com a outra, que as espécies são muito próximas. E hoje o que a gente tem é tudo africanizada, nem tem mais a europeia aqui no Brasil porque ela toma pau da africana. E a africana ela produz mais mel, por isso que todo mundo quer.

E aí faz meio que fora da lei Mas teve um acidente feio lá na Exalc, na Fazenda Areião ali, que um funcionário faleceu porque as abelhas atacaram ele, ele tinha alergia e tudo, faleceu. Então é perigoso, cara, né? É que a gente tá falando mais sem picada, é de uma vez, cara, não tem para onde você correr porque o bicho voa muito rápido.

FBFred Beneti

Então aqui, utilidade pública, se um dia vê um enxame, o que que faz? Nada, só aceita e chora, ou deita no chão, não tem o que fazer, pula em algum corpo da água e tenta.

TRThiago Rodrigues de Castro

O duro que elas ficam esperando, cara.

FBFred Beneti

Elas são espertas, elas ficam esperando.

TRThiago Rodrigues de Castro

Você tem que ir o mais longe possível.

GBGabriel Brasil

Você não morre de abeja, mas afogado.

TRThiago Rodrigues de Castro

É complicado, cara. Tenta jogar água e foge.

GBGabriel Brasil

Não tem um negócio que a gente, você sente, alguma coisa, feromônio, sei lá, assim, que ela sente?

TRThiago Rodrigues de Castro

Na verdade, esses insetos normalmente eles têm um sensor que nós não temos, que é de CO2. Então o inseto é atraído por CO2. O mosquito te pica porque você tá respirando. Então você tá exalando CO2, ele te encontra e te pica. Sua temperatura também é um sensor que eles têm. Carrapato é normalmente por CO2. Inclusive, quando a gente fazia na Exalc levantamento de carrapato, a gente colocava um lençol branco gigante lá e colocava gelo seco no meio.

Puta, ficava preto de carrapato. Então realmente funciona bem assim, o sensor deles é bom. Mancha, manda ver!

GBGabriel Brasil

Começar a falar de IA um pouquinho. Cara, conta para a gente como é que, como é que tá sendo na Coperty a questão da introdução IA, como é que foi, né? Como é que tá sendo, o que que tá acontecendo e como é que foi, como é que a IA encontrou o biólogo ou vice-versa?

TRThiago Rodrigues de Castro

Cara, eu acho que primeiro aquela história que eu contei de querer ter feito ciência da computação sempre me atraiu, eu sempre tive facilidade de ter contato com pessoas e com a área de tecnologia. É um negócio que me deixa muito animado. Acho que meu pai, desde 92, sei lá, tinha computador em casa. Eu desmontava o computador, ele ficava pistola comigo.

GBGabriel Brasil

Eu passei por isso aí também.

TRThiago Rodrigues de Castro

E é uma curiosidade que eu sempre tive, é um negócio que eu gosto. Mas eu acho que é inevitável que a biologia encontre a tecnologia hoje, principalmente porque a gente tá arrumando para fatores que vão muito além da nossa capacidade analítica. Então a gente tá falando de genoma, a gente tá falando de coisas— a biologia não vive mais sem a informática, tanto que o profissional que sabe as duas coisas hoje é muito valorizado no mercado.

É um cara que tem o conhecimento biológico e sabe usar as ferramentas, é um cara que é difícil de encontrar hoje. Ele é muito valorizado e muito importante para o futuro da biologia em si. Então a gente tá falando hoje de engenharia genética, coisa que a gente não falava antes. Então CRISPR, tecnologias de realmente você colocar algum gene num ser vivo que ele não é natural dele, mas que ele vai poder expressar, é um negócio que depende totalmente da tecnologia.

E aí, muito além disso, tem tudo que a Copart tá investindo hoje justamente por saber que o futuro é esse. E a gente sabe que um pode ajudar nossos clientes. Acho que tem várias linhas que a gente tá atacando ali dentro da Company. A gente tem muita dificuldade hoje de divulgar de forma certa, porque é uma ferramenta, o controle biológico é uma ferramenta muito técnica, tem que saber muito de biologia para poder usar da forma certa.

Então aí ajuda a gente a meio que educar o nosso cliente. Então ele tá acostumado a tratar com agrotóxico ali, que você abre o negócio, coloca no tanque do trator e aplica, e beleza, não tem segredo. Só que fazer isso com microrganismo é muito diferente. Você aplicar um ácaro predador na plantação, você precisa de uma ferramenta. Não dá para colocar ali dentro do tanque do trator. Como é que você aplica um ácaro predador? Com drone.

É o único jeito de você conseguir aplicar macro numa plantação de 100 mil hectares. Não tem como você entrar com trator, não tem como aplicar um negócio que tá vivo. Então acho que a tecnologia entrou de um jeito que ajuda demais a gente a comunicar melhor com o nosso cliente. E aí eu acho que foi uma sacada muito boa do nosso gerente de TI lá, o Felipe Lacerda. Tem que vir aqui falar um pouco sobre isso. Ele criou o CAI, né, que é o Corporate Artificial Intelligence.

E basicamente uma ferramenta integrada dentro do WhatsApp, tem tudo a ver que você estava falando aqui no começo da ferramenta. Fiquei até interessado, inclusive depois a gente precisa conversar, que ele percebeu. E eu acho, tô longe, eu tô, ele teve o feeling que normalmente os cara de TI não vão muito para o campo, né? Pelo menos na minha área eu vejo que não. E aí a gente percebeu que a gente foi para o Talvez ele até vá para o campo, né?

FBFred Beneti

Você abre um chamado, tipo isso, cara, em 3 dias.

TRThiago Rodrigues de Castro

Essa é uma piada constante lá, cara. Eu preciso trocar o mouse, eu vou lá, ô Gustavinho, troca o mouse lá para mim. Você já abriu o chamado? Pô, para trocar o mouse, mas é normal. Eu acho que faz parte do KPI dos cara lá, então deixa aí. Mas basicamente ele teve o feeling de, inclusive ele trouxe os gringo, hein, ele trouxe os holandês para cá. Botou os cara no carro e foi para Mato Grosso, foi rodar com os cara. E o que eles sentiram é que o cliente não vai usar uma ferramenta sofisticada de, putz, ele quer um negócio prático.

E aí ele viu que os cara usava muito o WhatsApp o dia inteiro para falar com fornecedor, para falar com funcionário da fazenda, para falar com— e aí a sacada do nosso TI foi, cara, vamos criar um uma IA com a base de dados científica do P&D e do desenvolvimento agronômico, que é os agrônomos que fazem as ferramentas funcionarem, é para que a hora que ele perguntar no WhatsApp para um negócio que é virtual ali, né, é IA que tá respondendo, ele acessa esse banco de dados e consiga dar a solução para ele.

Fala, ó, tô com uma dúvida aqui, eu vou aplicar esse microrganismo aqui de vocês, esse produto Tal, se eu colocar um inseticida junto, é compatível, não é, no tanque do trator? E aí, com base nos dados que a gente tem dentro da Copert, que é o PID que faz, ela dá resposta. Então, cara, isso facilita de um nível que a gente não tinha isso antes. A gente tinha que mandar um agrônomo lá para o cara ir lá tirar. Ah não, é só, pode misturar, tranquilo.

Só que o custo do cara se deslocar da onde ele tá para Cuiabá, sei lá, no meio do Mato Grosso lá, para responder um negócio que é simples. Então uma ferramenta como essa do Kai é fantástico. Então não é só biologia, acho que hoje em dia a gente precisa da biologia na cabeça do cliente, né?

FBFred Beneti

Esse caso aí é até curioso, se um dia ele puder vir para contar, porque assim, a gente sabe que aí ela alucina, e fazer isso que ele fez possivelmente é um HAG, né, que é o termo técnico, é Enfim, eu estou só chutando aqui. E a gente faz isso, né, para cliente. E o ponto é, ela vai alucinar, você tem que ensinar a não alucinar. Além disso, né, tipo, o que que você faz quando ela alucina, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

E são clientes.

FBFred Beneti

Não, e se ele fala que não dá nada e o cara faz e dá alguma coisa, entendeu? Esse é o B.O., entendeu?

TRThiago Rodrigues de Castro

Exatamente. E acontece bastante. A gente deixou a ferramenta sendo testada durante muito tempo e é que você falou, acontece com frequência, acontece porque ela tem que dar uma resposta, ela vai achar alguma coisa.

FBFred Beneti

Tem ajustes finos que você faz para tentar contornar isso, mas precisa ter um disclaimer gigante, tipo assim, cara, é uma IA generativa respondendo, que pode, né? Então confirma, né, alguma coisa. Que a gente costuma fazer, eu só finalizando, a gente costuma fazer em cliente é Dá a fonte da resposta, que aí se tiver dúvida, confere aqui. A gente se baseou, né, nessa base de conhecimento, nesse artigo, nesse e-book, nesse blá, aqui, né. A pessoa clica, é uma forma de fazer um check news, né. Exato, exato.

TRThiago Rodrigues de Castro

E basicamente o que a gente tem feito de de machine learning ali é justamente ensinar a generativa que ela em alguns casos ela tem que falar, ó, consulte um agrônomo da conta. E cara, os programadores lá são fantásticos assim, eles estão mandando muito bem. O Paulo arrebenta lá, tem um monte. Vou ficar falando nome aqui, senão os cara vão falar, pô, você não lembrou de mim.

FBFred Beneti

Então manda um abraço para todos, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

Tem todo um coração aqui lá, eu acho que a proximidade com o PID é muito grande, eles ajudam a gente demais. Mas esse negócio de criar ferramentas para facilitar a vida do dia a dia do nosso cliente é fantástico. Fora que ajuda a gente no dia a dia. Eu como gerente de PID lá, meu Deus do céu, eu acho que eu não escrevo mais um email sem passar pela ferramenta antes para ver se eu não tô falando besteira. Uma coisa que eu sinto muita falta como cientista É que eu não achei uma ferramenta ainda que me agrade para a parte científica.

Ela alucina muito mais nessa parte do que em outras. Porque eu lembro que eu tava conversando com ela, não lembro nem qual ferramenta que era, mas eu lembro que ela respondeu um negócio que eu falei, cara, isso não faz o menor sentido. Tava alucinando, obviamente. Eu nem sabia desse termo ainda, foi os caras da TI que me explicaram. Porque para mim, se eu tava colocando uma informação e tava perguntando ali, ia me trazer alguma coisa que era verdade.

E cara, ele me deu uma lista de artigos científicos que não existem. Ele BIU. Sim. Aí eu falei, cara, mas esses artigos não existem. Ah, é verdade. Mas tem tempo isso, cara?

GBGabriel Brasil

Tem tempo isso agora?

TRThiago Rodrigues de Castro

Ah, não, faz tempo, faz uns 5 anos, 3 anos.

FBFred Beneti

Logo começou, logo começou.

TRThiago Rodrigues de Castro

Eu tava super empolgado com ferramenta. Hoje em dia tá, o Cláudio eu nem usei ainda, mas já falaram que é outro nível de, cara.

GBGabriel Brasil

Mas tem muita gente que gosta de saber disso, que a gente gosta de contar essa jornada, né, de não usar IA, como é que a empresa começou. Você sabe contar de quanto a Coppeit virou essa chavinha assim? Ou você mesmo, quando você—

FBFred Beneti

e até eventual restrição de ferramenta, tá? Porque a gente sempre gosta de falar que empresa maior, você fala que— não sei se você usou esse termo, mas assim, a gente sempre gosta de trazer o caso da Cargill, né? A Cargill é uma empresa gigante e tal, e cara, só Copilot, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

Só pode usar Copilot.

FBFred Beneti

E aí Mudou o ano fiscal deles lá, né? O Newton veio aqui e eu não tô vazando nada, né? Então ele contou essa história, né? Então teve a mudança do ano fiscal, que acho que foi maio, junho, sei lá quando. E aí foi legal ele contando que teve um comunicado do CEO que ele fala, né? Vão existir duas empresas no mundo: a que usa IA, que não usa. A Cargill vai ser uma empresa que usa. Então assim, porque a gente quer continuar. E aí começa a acelerar.

Então assim, O negócio do Copilot, por causa de Microsoft, deve ter um lobby fodido, não sei o quê e tal.

TRThiago Rodrigues de Castro

Mas, né, as pessoas começam a se mexer para, né, a gente tá exatamente nessa, nessa fase de temos que sair do Microsoft. E, cara, aí envolve o pessoal da Holanda, porque tem proteção de dado e maior medo de vazar. E aí tem toda uma parte educativa dos próprios funcionários ali. O TI vive mandando email falando, gente, não pode colocar dado pessoal do seu cliente numa ferramenta gratuita, isso aí vai vazar. Não pode botar no ChatGPT seu particular, entendeu?

Então, só que também a gente tem que dar soluções. Então tem que ter um corporativo ali que não seja o Copilot, ou proteja os dados da empresa, porque a gente fica muito exposto também, né? Imagina, vaza um dado financeiro da da Coopert para uma concorrente nossa. Então a gente tem que ficar muito esperto. Isso passa muito por educação também. A gente tem toda uma parte de educação do TI interna lá, justamente porque a gente já sofreu com ransomware já. Então a gente já foi pego, já teve que pagar as desgraças do resgate.

FBFred Beneti

É doído.

TRThiago Rodrigues de Castro

E os cara travaram o nosso servidor, cara. Os cara tava, tinha tudo nosso ali.

GBGabriel Brasil

Eram os Windows Server da vida?

TRThiago Rodrigues de Castro

Dá, cara.

GBGabriel Brasil

A gente já pegou.

TRThiago Rodrigues de Castro

Aí você já entrou num negócio que não é a minha área, mas dá para perguntar para o Lacerda quando ele vier aqui. Mas, putz, cara, é um negócio que a gente fica muito assim, porque a gente quer usar, mas tem medo de usar, porque a gente não tem segurança, não sabe para onde vai. Então a gente tá meio que nesse pé. E mas eu já tô vendo, pelo menos aqui no Brasil, eu sinto muito que a gente fala, é igual Cargill. Não tem, não tem volta.

Como que a gente faz da melhor forma possível? Eles estão estruturando isso daí.

FBFred Beneti

Esse negócio de ransomware é engraçado. Tem dois clientes que sofreram com isso, mas olha a ingenuidade que foi, né? Os caras, eles não invadiram o servidor, eles não travaram o banco, não fizeram nada. Os caras conseguiram invadir invadir, porque eles conseguiram a senha, né, o Registro.br. E aí eles mudam o endereço do coisa, eles mudam a senha do Registro.br, aí você não consegue mais. Aí quando eles mudam, cai para o cara, entendeu? Ele fala o seguinte, ó, para voltar aqui é X mil reais.

GBGabriel Brasil

Perdeu, perdeu.

FBFred Beneti

Só que qual que é a burrice desses dois casos do hacker, né? Que o hacker ele não se interessou em saber o que que as empresas faziam. E aí ele pediu, sei lá, 10 conto, só que ele podia pedir 100 que os cara pagava, podia pedir 200, porque tipo era um negócio, entendeu? Então é puxado assim. E aí não adianta você falar, eu avisei, eu falei para você colocar 2 fatores, você não quis. Aí que deu, entendeu? Se tivesse colocado os 2 fatores, não tinha acontecido, não sei o quê. Aí é só da dor que a galera aprende, literalmente.

TRThiago Rodrigues de Castro

Cara, tá tendo muito agora ataque meio phishing, mas não o clássico, né? Todo mundo sabe, ah, tem um email lá que você ganhou 10 milhões no Quênia, no príncipe não sei da onde, clica aí, ou, né, aumento de membro, né? Clica aí que você vai conseguir. Mas o que tá acontecendo bastante, a gente entrando em contato via Teams, cara, corporativo. Eu nem sabia que isso era possível. Os cara consegue entrar no Teams corporativo trocando ideia com a nossa gerente financeira.

Aí ela percebeu, cara, essa pessoa aqui não é essa pessoa mesmo, porque eu conheço ela, ela não responderia isso. E olha que nível de— mas aí a pessoa hackeou a pessoa, não faço a menor ideia, aconteceu, não sei. E cara, rolou um monte de email lá falando, ó, gente, fica esperto, se alguém entrar em contato com você via Teams Não é tão seguro quanto a gente esperava.

FBFred Beneti

Tem um caso, depois o pessoal pode procurar na internet, o Bruno pode procurar aí, que é o seguinte: os criminosos, ele entrado em contato com o CFO da empresa, chamou ele para uma reunião, e todo mundo tava na reunião era IA. E o cara liberou 2 milhões, 3 milhões, porque, cara, convém. Exato, todo mundo falando. E era tipo, eu não sei se tinha IA de imagem, mas era a voz, não sei o quê. E assim, você pega, por exemplo, se alguém quiser clonar minha voz hoje, a voz do Gabriel, a gente tá ferrado.

Porque assim, cara, só de podcast a gente tem 14 vezes 2 horas aí, cara, tem conteúdo a rodo, entendeu?

TRThiago Rodrigues de Castro

Exatamente igual, entendeu?

FBFred Beneti

E aí é problema. A gente trouxe o Mário, que é do CPQD, que o CPQD tem tecnologia de voz. Eu falei, cara, não existe hoje um negócio que consegue identificar rapidamente se é a sua voz ou se não é, entendeu?

TRThiago Rodrigues de Castro

E tem tanta gente tomando golpe aí de Cara, a imagem fica igual, sabe? Como é que os cara consegue fazer aquilo ali? Então dá para usar para o bem, que é o que a gente gosta de fazer, mas a gente tá vendo que tem que tomar muito cuidado também porque maldade tá aí, cara.

GBGabriel Brasil

Mas toda a questão que eu vejo hoje assim dessas, todo mundo que conta para a gente as histórias de de como começou a ganhar, né? Teve, a gente fala muito do aha moment, né? Quando que foi seu aha moment? Você teve um aha moment?

FBFred Beneti

Você falou assim, caraca, que foda isso! Aha moment é quando brilha, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

É tipo eureka.

FBFred Beneti

É, exato. Nossa, para cientista é eureka, né?

GBGabriel Brasil

Agora, ó, fiquei em dúvida se a gente usa o aha moment ou eureka. Não, eureka é foda, não dá, cara.

TRThiago Rodrigues de Castro

Muito batido. É, mas cara, do IA em si, tecnologia, eu acho que eu sempre fui envolvido, eu sempre gostei muito. Mas IA me veio a sacada a hora que realmente eu comecei a ver professores universitários não sabendo o que fazer porque os alunos estavam fazendo dissertação e tese de doutorado via Cara, e agora, sabe? A gente aprova o cara, a gente proíbe o cara, a gente tira o título do cara, expulsa o cara. E aí foi a hora que eu falei, cara, essa tecnologia aí é mais do que a gente tá imaginando.

Não vai ser um negócio que vai ser só um pouquinho, é muito além, cara. Ela vai ter, ela vai, não vai substituir o ser humano, mas ela vai substituir ações nossas cotidianas. Por exemplo, escrever uma dissertação, uma tese, de uma forma que acho que o ser humano não tá preparado para lidar com isso. Tanto que as universidades não sabem o que fazer com isso agora.

GBGabriel Brasil

Eu vi uma defesa esses dias de um aluno que tomou um pau lá da professora, porque da faculdade, sei lá. E qual que foi a defesa que eles apresentaram? Por exemplo, a gente não pode usar calculadora. Que você pede, ela entrega um resultado.

TRThiago Rodrigues de Castro

Mas antigamente era proibido.

GBGabriel Brasil

Não, mas que foi atual, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

Agora foi. Em algum momento aí também vai ser ok como uma calculadora. Só que que a gente faz nesse meio do caminho? Que a gente— e acho que foi meu aha moment, foi isso daí.

FBFred Beneti

Foi tipo, não é só um negócio, é muito mais.

TRThiago Rodrigues de Castro

E é um negócio que vai estar no nosso dia a dia, assim como a internet, cara. Eu tava brincando, não sei o que que eu tava falando esses dias, que eu falei, cara, Já parou para pensar como você chegava nos lugares antes? Se tivesse na 5ª série indo na casa do Fredão, eu ia pegar a lista telefônica, pegar aquele mapa que tinha no final lá, achar os quadrantes, achar a rua.

GBGabriel Brasil

A gente falou disso outro dia, cara.

TRThiago Rodrigues de Castro

Aqui, cara, depois veio o Google Maps, que já ajudou, porque a gente imprimia aquele negócio ali falando as direções, mais ou menos o caminho ali, né, cara? Eu não sei sobreviver hoje, cara.

GBGabriel Brasil

Tem 10 anos que eu moro aqui. Americana. Eu não sei determinados lugares ainda. Eu tenho um negócio que chama idiotia geográfica. Então eu falo assim, para que lado que tá o centro de Americana? Fudeu, eu sou nesse nível, sabe?

TRThiago Rodrigues de Castro

Tamo junto.

GBGabriel Brasil

E aí a gente tava conversando, nunca, minha esposa falando comigo, cara, serra caminho com Waze. Imagina na época que você tinha que abrir, não dá, cara.

TRThiago Rodrigues de Castro

Cara, como é que chamava aquele 4 rodas lá? Para outro estado, cara. E de repente o negócio ficou, a gente não vive mais sem, cara. Se acabar energia hoje, tá tudo morto, cara. Acho que a gente é uma espécie que não consegue mais sobreviver sem tecnologia. E a internet, cara, falta energia em casa meia hora, a gente já fica desesperado porque não tem o que fazer, não tem, não dá para nem ler um livro porque o livro tá no Kindle.

GBGabriel Brasil

Uma bateria dura para caralho.

TRThiago Rodrigues de Castro

Não, não, graças a Deus. A bateria dura bastante, mas se não tiver carregado, você rodou. Então, cara, eu acho que meu aha moment foi esse aí, de realmente trazer, de ver que o negócio ia ser, ia estar tudo que a gente faz, cara. E realmente hoje eu vou trabalhar, eu sento, eu já abro o Copilot ali, cara, eu tiro até dúvida com ele de coisa, buscar informação básica para mim. Porque era um negócio que antes eu tinha que ficar procurando e hoje em dia é automático.

Em 30 segundos eu tenho a mesma resposta que eu demorava uma hora para conseguir. Então, cara, facilita. Você quer fazer uma coisa simples no Excel, cara, você tinha que manjar para caramba de programação ali para colocar a fórmula e blá blá blá. Hoje em dia você vai lá e fala com o Palio, eu preciso fazer isso aqui no Excel, ele te dá a fórmula, você joga lá e pronto. Então isso Eu tenho um pouco de medo. Eu gosto muito daquele filme Idiocracy lá, não sei em inglês como é que é a tradução, que o cara acorda 30 anos depois lá, não sei quantos mil anos depois, e a sociedade tá burra.

É muito bom esse filme, é um pastelão, né? Totalmente, que foi totalmente desacreditado, ninguém assistiu esse negócio.

GBGabriel Brasil

Burra de não saber se dar um nome assim, uma parada.

TRThiago Rodrigues de Castro

Não, eles não sabiam escrever, era tudo com iconezinho que eles apertavam assim, eles meio que babavam. Meu medo é a gente ir para esse lado, porque, cara, eu tô sentindo que até para escrever email eu uso a ferramenta para facilitar meu dia a dia. Antes eu demorava uns 10 minutos ali para ler, ver se não tinha nenhum erro ortográfico, não tinha nenhum erro no inglês. Cara, hoje em dia eu aperto um botão, eu falo, ó, corrige aí para mim, o negócio faz, cara.

Então acho que tá mudando não só profissionalmente, mas pessoalmente, cara. Tudo, eu vou, ah, puta, eu vou para São Paulo viajar, Quero passar o final de semana, puta, o que que tem de legal para fazer? Faz um roteiro aí para mim.

GBGabriel Brasil

Oi, faz uns planos de viagem animal, cara. O Marcelo fez recentemente um plano de viagem assim com custo, com, cara, fez um tipo 30 páginas para ele de plano de viagem com animal.

TRThiago Rodrigues de Castro

Muito foda.

FBFred Beneti

Um caso que eu uso lá em casa, eu Ensinei minha mulher a usar, né? Logo começou, né? Ela usava muito, depois eu fui ensinando ela tal. Hoje ela ajuda muito a nossa filha estudar.

TRThiago Rodrigues de Castro

Então, pode crer, isso que eu pensei no amigo meu.

FBFred Beneti

Então, por exemplo, o livro da escola, às vezes ela tem que estudar, porque assim, ela tá numa escola, tem um rolê diferente, ela tem prova toda semana, ela tem uma prova, uma matéria, não é uma matéria por semana. Então assim, quinta-feira tem prova de inglês, aí na outra semana, sexta-feira, tem prova de matemática. Porque a metodologia da escola é a criança estudar sempre, não estudar só na semana de prova. Porque na escola anterior era semana de prova, cara, era um saco, todo mundo ficava estressado em casa.

Eu imagino, porque chegava e a escola era tão— eu não entendi a lógica de deixar matemática para o final. Você, criança, já tá exausta, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

Como é que você vai ter lógica no cérebro que já tá desgastado?

FBFred Beneti

Enfim, aí mudou, a gente mudou de escola e tal. E aí às vezes são muitos capítulos para o assunto que é relativamente simples, né? Então lá, falar translação e rotação, né? Assunto simples, mas tem 30 páginas, né? E aí o que que eu ensinei ela a fazer? Ela pega tudo, coloca tudo no Canva, né? Faz um PDF, manda para IA, né? Aí manda resumir, né? Faz assim, ó, faz um resumo, você vai fazer um resumo para minha filha que tá no 6º ano, com analogias, com analogias explicando, uma lista de exercício no final, explicando a resposta depois, né, tal. Cara, a Yasmin, ela sai de nota, sei lá, 7, não sei o quê, para 8,5, 9.

TRThiago Rodrigues de Castro

Olha isso, entendeu? A fixação do conhecimento tá mais fácil porque tá dando mais E esse mesmo rolê tem um amigo nosso, o Gutinho.

FBFred Beneti

Filho dele aconteceu exatamente a mesma coisa. Ele começou a fazer, só que ele não faz desse jeito que eu faço. Ele só faz a lista de exercício para o moleque. Só que são listas que exige-se ali a resposta tal, mas consegue explicar de uma forma que a criança entende. Porque como você ensina uma criança, né? Então assim, o professor tem a didática, não sei o quê, mas se é um conteúdo denso e a criança na sala de aula às vezes se perde e tal, só que quando vem analogia Lá em casa a Kátia gosta de fazer com a Yasmin e tal, cara, a menina.

TRThiago Rodrigues de Castro

E aí você fixa o conhecimento, né?

FBFred Beneti

E é legal que aí eu imprimo, eu imprimo, e ela gosta de escrever no papel e tal. E o que que ela faz? Ela leva na escola e aí ela estuda com as amigas e tal. Então assim, ela tá, melhorou demais o desempenho dela na escola porque a gente tem interação com os coleguinhas. Exato, porque elas fazem tudo lá. Aí quando a gente quer sofisticar um pouco mais, a gente entra no Já usou notebook LLM do Google? Experimenta depois um dia, tá?

Aí o que a gente faz, a gente coloca esse mesmo PDF lá e ele gera um vídeo de até 4, 5 minutos daquele conteúdo. Aí você consegue escolher qual que é o tema. Então assim, eu coloco umas coisinhas mais infantil, cara, é mentira, vídeo narrado em português com com o tom que você quer, né? Pô, é uma criança, então tem que fazer analogia, não sei o quê. Ele cria um áudio, é tipo podcast, então são duas pessoas conversando, homem, uma mulher conversando, contando sobre aquele assunto.

Ele gera uma apresentação, um PowerPoint lá deles, lá, que lá, slide, imagem, não sei o quê. Então você pode, aí que eu fiz, o primeiro gerou tudo colorido, né? Aí eu mandei assim, ó, eu vou imprimir branco e preto, faça só em tons pretos para mim. Aí ele refaz só coisa preta para imprimir, não ter contraste assim. Notebook LM do Google, cara.

TRThiago Rodrigues de Castro

Vou dar uma olhada isso daí, cara. Eu acho que eu posso usar até como ferramenta de trabalho.

FBFred Beneti

Pode, porque ele é muito usado para estudo, onde você manda um monte de conteúdo, né? Então PDFs, artigos, então É N fontes que você pode mandar. Aí você pode conversar sobre essas fontes que ele vai te dar, e você pode ter apresentação, vídeo, português, inglês.

TRThiago Rodrigues de Castro

Eu tenho muita dificuldade às vezes de passar um negócio extremamente científico e complexo, que para minha cabeça é muito óbvio e ok, para um público que não tem a mesma linguagem que eu. Então às vezes esse tipo de ferramenta consegue me ajudar a criar um tipo de conteúdo ali que vai me ajudar a passar informação de uma maneira muito mais, muito mais simples. E dentro da empresa a gente tem linguagens muito diferentes, né? O financeiro tem uma linguagem, o cientista tem uma linguagem, os cara do TI tem outra.

E cara, como fazer isso funcionar? O agrônomo, biólogo, às vezes a gente precisa de ferramentas que ajudem a gente.

FBFred Beneti

É, tem cliente que às vezes eu tenho dificuldade de, porque assim, eu não posso entrar em termos muito técnicos, então a pessoa não entende, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

Aí eu começar a falar uns negócio difícil para mim na sua, aí eu peço para IA, parei no HTML, JavaScript ali e tal, CSS, alguma coisa ali, né?

FBFred Beneti

Aí eu peço para IA, eu falo o seguinte, eu quero falar isso para pessoa, a pessoa não é técnica, só que eu preciso passar isso, me ajude a fazer analogia.

GBGabriel Brasil

Na verdade, ele escreve assim, Ela escreve: esse cliente é um idiota, um imbecil.

TRThiago Rodrigues de Castro

O prompt dele é esse.

FBFred Beneti

Só que eu não posso falar isso, né, gente?

TRThiago Rodrigues de Castro

Muito bom, eu vou usar esse prompt.

GBGabriel Brasil

Eu tô aqui para falar essas verdades, cara.

FBFred Beneti

Entregou o cara. Tem que ser mais polido assim, né? Mas algo nessa linha. E aí ele retorna para mim, eu falo: pô, analogia massa que ela fez aqui, né? Só que se a pessoa não entender, aí é um completo idiota mesmo, tal, né? Aí não tem muito o que fazer, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

Mas mais do que isso, aí a pessoa tem que nascer de novo, né?

FBFred Beneti

Exato, aí teria que desenhar.

TRThiago Rodrigues de Castro

Né?

FBFred Beneti

Mas é, eu uso muito, cara. E o lance do prompt, ele é importante, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

Eu acho que as escolas vão ter que ensinar esse negócio, cara, para geração nova.

GBGabriel Brasil

Aí, de novo, vai na China, o quarto episódio da China.

FBFred Beneti

O pessoal fala, sabe o que eu descobri? Brasil não tá tão atrás disso. Brasil tem um plano também, cara. Achei muito massa descobrir essa semana, tô até preparando conteúdo disso, que é o que eu falo nos episódios aqui, cara, que a China Ela tem um plano, eu não lembro agora, China +30, uma parada assim, que até 2030 as escolas precisam ter letramento de IA. Eles não vão barrar o uso, eles vão ensinar a usar, porque, pô, né? E assim, os modelos chineses, a gente testa assim, cara, tem muito modelo chinês da hora para usar, sabe?

DeepSeek, por exemplo, para usar em API, que é infinitamente mais barato. A gente tá falando de coisa 10 vezes mais barato.

TRThiago Rodrigues de Castro

Quebrou NVIDIA essa ideia aí, né?

FBFred Beneti

Inclusive, enquanto um paga $1 no tipo assim, se paga 10 centavos de dólar, pô, né? Então para algumas coisas você consegue usar, né? E aí a China tem esse plano assim, capacitar os professores para passar para as crianças e tal. Então não é mais se vai usar, os cara já vai usar isso aqui, sabe? E o Brasil não tá atrás, tá? Eu não vou falar certinho aqui porque ainda tava lendo o artigo, tá preparando, que é muito conteúdo que eu vi.

Mas eles têm, ou tá com uma ideia, não sei se é o Ministério da Ciência e Tecnologia ou Desenvolvimento, enfim, não sei, são vários ministérios juntos que criou. Então assim, eles vão capacitar agentes públicos, pessoas que queiram também vão ter acesso às formações. E cara, formação grande, meu, pô, sei lá, 60, 80, 100 horas de formação para uso de IA em ambiente público. Achei muito massa, muito massa. Inclusive, cara, dentro do Gol BR tem conteúdo de RAG, cara, falando o que que tem que fazer, como fazer, quais são as bases que vão poder ser acessadas.

Cara, tudo rico, achei muito, muito da hora. Eu tô preparando conteúdo no LinkedIn para fazer isso.

TRThiago Rodrigues de Castro

De síndrome de vira-lata, porque essas coisas não chega para gente, entendeu?

FBFred Beneti

Pô, como que chega? Acho que tem um problema de comunicação às vezes.

TRThiago Rodrigues de Castro

Então para pensar Como tudo tá bem estruturado, pensando na parte de software, a gente vota usando uma urna eletrônica. A gente, cara, vou fazer meu imposto de renda, fica assustado. Meu imposto de renda hoje eu passei em 5 minutos, o bagulho caçou tudo que eu tinha feito no ano, cara.

FBFred Beneti

Tem um amigo nosso, é isso que o governo sabe de mim, é isso que ele vai ficar sabendo, é isso que ele vai continuar sabendo.

TRThiago Rodrigues de Castro

Mas é muito impressionante, cara. Porque eu converso com meus amigos europeus, cara, lá ainda é cartório, papel, assina, passa. Tamo um milhão de vezes Pix, cara. Sim, cara, inveja gigante.

FBFred Beneti

O próprio gov.br a gente tem problemas que dá tal, mas assim, as coisas que eu preciso usar, cara, para mim é de boassa, sabe? Nunca tive problema, consigo entrar lá, assinar meus documentos e tal que às vezes eu preciso. É isso. Meu pai, cara, usa o INSS, fazer prova de vida, não sei o quê. O que que é o B.O.

TRThiago Rodrigues de Castro

do meu pai?

FBFred Beneti

A foto dele não funciona, não sei por quê. Não sei porque eu acho que ele tá mais velho, tem ruga, alguma coisa assim. Pô, é um saco. Aí eu preciso ir lá ajudar ele, não sei o quê, e vem e vai, não sei o quê. Mas tirando isso, cara, para a gente funciona.

GBGabriel Brasil

O problema que eu vejo assim, o Golfe BR deu um salto muito grande ali dentro, mas aí é problema não só do Golfe BR, cara, e o X, e o XY é o grande problema. Assim, tem um cara que quer resolver Parece que os cara, a engenharia falou, cara, vamos resolver, vamos deixar isso foda, mas não encontrou o cara de UX/UI para deixar isso fácil para a população. A experiência é muito, cara, eu acho, por exemplo, o UX/UI do Google uma merda, das ferramentas do Google. Facebook é um negócio assim que não faz sentido, cara.

FBFred Beneti

A AWS para subir máquina lá, cara, dá desgosto. Você olha aquilo lá, você fala, meu Deus do céu, eu não quero, por que que eu tenho que fazer aqui? Não tem um outro jeito, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

É muito chato, cara.

GBGabriel Brasil

Um que é foda aqui, eu acho que ganha espaço por causa disso, é Digital Ocean, por exemplo.

FBFred Beneti

É bom, é muito fácil, é muito fácil, simples, mas agradável.

GBGabriel Brasil

Mas, ó, deu um comentário aqui, Caterine Reale. Conhece?

TRThiago Rodrigues de Castro

Conhece?

GBGabriel Brasil

Ainda bem, porque ela te mandou aqui, ó. Maravilhoso ouvir o Thiago, baita profissional. Parabéns por trazê-lo nessa edição. Então parabéns é para a gente, Frederico.

TRThiago Rodrigues de Castro

Obrigado, vocês que são fantásticos. É o time de comunicação da Coperty lá, os caras. E sem eles não teria como divulgar a ciência que eu faço dentro da empresa.

GBGabriel Brasil

Mas eu não sei se é assim que lê, tá, gente, mas Eladio Baço.

TRThiago Rodrigues de Castro

Esse é o cara do TI aí. Espero que ele tenha feito alguma pergunta inteligente.

GBGabriel Brasil

Thiago é fera, ponto.

FBFred Beneti

Manda pergunta aí agora.

TRThiago Rodrigues de Castro

Ele recebeu um chamado agora, faz umas muito inteligente aí para parecer que eu sou melhor do que eu sou, cara. Mas Eladio é feraça também, você tá louco. Esses cara do TI, bicho.

FBFred Beneti

E é engraçado que é uma área grande de TI que vocês têm lá, grande, cara.

TRThiago Rodrigues de Castro

Não sei quantos funcionários não, mas tem bastante gente, cara, e tá crescendo. E aí esse digital transformation, a gente quer inclusive, a ideia dessa parte é juntar todo esse pessoal de TI com as outras áreas. Então integrar com o PID, porque a gente tem muita dificuldade de conversar. E aí a gente precisa de um cara que é o que eu falei, que sabe um pouco de biologia e sabe um pouco de TI para conversar com os cara de tecnologia para criar as ferramentas que a gente precisa.

FBFred Beneti

É tudo ferramenta interna assim?

TRThiago Rodrigues de Castro

Sim e não. Às vezes tem uma ferramenta pronta no mercado que a gente usa também, compra. Só que como é que a gente fica sabendo se a gente não tem contato com os cara? Porque, por exemplo, eu não vivo mais sem software de gerenciamento de projeto. Eu não sei como eu vivi fazendo o gerenciamento de projeto com Excel.

FBFred Beneti

Mas o que que você usa, por exemplo?

TRThiago Rodrigues de Castro

Hoje a gente usa o Wrike. Não pode, a gente paga, né? Mas, cara, foi uma exigência que veio lá da Holanda. Wrike. Mas tem um monte de software que é insano, ótimos. Planner da Microsoft, que eu odeio pessoalmente porque realmente é muito complexo, falta UX, né, que você fala, falta isso daí para ele.

GBGabriel Brasil

Eu odeio grande parte das coisas Microsoft também, cara. Teams, quando o cara marca reunião, me manda o convite do Teams, eu já fico puto, velho.

TRThiago Rodrigues de Castro

Tudo, não abre câmera. Bom, não vou ficar falando mal da Microsoft também porque a gente usa, pagamos bastante dinheiro para eles inclusive, mas é a melhor opção corporativa que tem o pacotinho, fica mais fácil proteger dado e é isso. Então o legal de ter essa interação entre os departamentos é que a gente tem que criar linguagens que façam isso acontecer. Eu acho que a IA tá aí para ajudar a gente também. E aí a gente tem uma área de engenharia, e é quem vai construir as máquinas para fazer esse tanto de tonelada de ovo de inseto por ano.

E aí, como é que o engenheiro vai entender o que uma mariposa precisa? Não precisa conversar com o biólogo. Mas, cara, como é que eu vou automatizar essa máquina aqui? Puta, precisa conversar com o cara do TI lá, pô. Fazer automação da máquina. Então eu acho interessante esse movimento da corporate justamente para integrar todos os departamentos de uma forma que a gente consiga conversar mais confortavelmente.

FBFred Beneti

E aí TI é uma área isolada, tipo é uma área de TI, tá todo mundo ali, que TI serve todas as áreas.

TRThiago Rodrigues de Castro

Eu brinco com os cara de TI que eles falam que eles estão lá só para consertar internet quando cai, para consertar impressora quando tá sem cartucho. Pistola, já jogou lá, ele vai mandar outra mensagem aí. Mas, cara, óbvio que não, né? Vou chutar que tem umas 15 pessoas, 20 pessoas de TI lá.

FBFred Beneti

Não, não, mas é uma área isolada assim nesse sentido, né? Não, porque eu digo, eu não sei se ainda usam, tá? Eu sei que popularizou muito uns anos atrás o lance do Squad do Spotify, né? Então meio que todas as áreas tinham alguém de tecnologia, né? E aí eu trabalhei numa empresa que a gente tentou fazer isso, porque o que que rolava? A gente tinha um produto, a equipe de TI tinha que fazer o produto, e demandas de RH, marketing, não sei o quê, nunca era atendido porque nunca ia ser prioridade, né?

Tipo assim, a gente tem um produto para evoluir, você tem um problema ali, sempre chora, né? Vai entrar na fila, algum momento a gente vai ver isso, mas o fato é que nunca havia, né? E aí a gente tentou fazer isso de deixar uma pessoa de tecnologia vivendo o problema daquela área, né? E aí, a partir do momento que ela passa a viver a ideia, né, como ela passa a ver, ela passa a ter ideias, porque ela sabe o que dá para fazer, automatizar, qual ferramenta usar, não sei o quê.

Só que aí ela passa a ter a vivência ali, ela começa a sentir a dor da outra área, sabe? Foi legal, né, o tempo que a gente conseguiu fazer isso. Só que aí a gente não soube lidar com a parte meio que a pessoa chega um momento que ela ficou ociosa, é que resolve os BOzinho ali e tal, e aí tem que fazer alguma outra coisa, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

Então, é, e cara, tem um monte de estratégia de gestão de projetos. Uma delas é esses squads, tem sprint, tem waterfall e blá blá blá. Só que eu acho que nenhuma agrada 100% e nenhuma resolve os problemas de todas as empresas 100%. Tem que fazer meio que uma mistura Tem que achar o que funciona no meio do caminho, que funciona para o que você tá passando naquele momento da empresa também. Porque às vezes a empresa, a empresa não, ela tem que evoluir, sabe?

Não precisa ficar presa, engessada naquele, naquele sistema de gestão de projetos. E a Copit tem passado por isso várias vezes, assim. Foi o que eu falei quando eu entrei há 9 anos atrás. A gente fazia gestão de projeto com Excel. Nossa, que doido! Era, nossa, cara, e a gente tem muito projeto, cara. Eu acho que a gente tem uns 60 projetos rodando ao mesmo tempo, com cabeças diferentes, com times diferentes, porque tem que colocar nego da engenharia, tem que colocar gente do PID, tem que envolver os cara lá do campo para ver se o que a gente tá criando faz sentido.

Porque às vezes a gente criou a Ferrari e os cara quer andar de fusquinha, porque a Ferrari vai atolar, entendeu? Então é complicado, a gente tem que ter, tem que ser flexível.

GBGabriel Brasil

Falou de Ferrari aí, você já tem uma piada interna nossa aí, mas sabe uma coisa que eu não senti no papo aqui até agora? É assim, ó, toda empresa grande que a gente conversa, até média empresa e tal, teve um momento que a galera brigou para começar o uso da IA, sabe, para mergulhar no uso da IA e tal. Eu não senti que a Copete teve esse processo, essa resistência, não teve em algum momento, teve essa discussão, vamos, não vamos, vamos começar agora?

TRThiago Rodrigues de Castro

Não, o que eu sempre senti foi justamente o contrário. Eu acho que faz muito, tem muito a ver com o perfil do próprio gerente de TI, que é um cara super aberto. E é o Felipe Lacerda, é o cara que, e o jeito que ele leva a informação é leve, sabe? Então não teve discussão, ele trouxe de um jeito com tanto argumento Todo mundo falou, tá, e aí, qual que é o próximo passo? Então ensina a gente, vamos fazer.

GBGabriel Brasil

Que a gente vê muito, não é que é o contrário disso, tá, mas é que demora mais a introdução, sabe? A diretoria, a galera de cima fica, será que tá na hora? Será que vale a pena?

TRThiago Rodrigues de Castro

Então, e tem resistência também, né?

FBFred Beneti

Principalmente de quem tá na ponta, né? Principalmente que vai roubar meu trabalho.

TRThiago Rodrigues de Castro

Ah, isso teve bastante, mas é o que eu falei. O Felipe Lacerda trouxe inclusive numa convenção da indústria, ele trouxe uns caras especialistas em, acho que foi uns 2 anos atrás, 3 anos atrás, que ele trouxe uns caras especialistas para falar que, gente, não vai roubar o emprego, só que vocês vão ter que se adaptar, não vai dar para trabalhar do jeito que vocês trabalhavam antes.

GBGabriel Brasil

Então é esse discurso de roubar o emprego, a gente fala aqui direto, tipo, a gente primeiro, nosso primeiro discurso é não vai roubar emprego. Aí tem um papo muito chato que rola, que só vai roubar emprego de quem não usar.

TRThiago Rodrigues de Castro

Exato.

GBGabriel Brasil

E a gente fala, vai roubar emprego, cara, deixa de ser otário, começa a usar esse negócio porque você tá fodido.

FBFred Beneti

Dependendo do que você faz, então, mas é que não acho que—

TRThiago Rodrigues de Castro

eu acho que alguns trabalhos vão ficar sem sentido. E não é que vai roubar o seu emprego, você vai ter que se adaptar para não fazer aquilo que você tava fazendo antes, é usar a ferramenta para fazer o que você tava fazendo antes e mais. Porque eu acho que vai trazer resultado mais rápido, porque a pessoa que fazia só aquilo, ah, tem um cara que confere Excel para ver se não tem erro, esse cara não tem mais emprego. Mas será que o cara não consegue fazer, usar a ferramenta para corrigir isso e além disso fazer um monte de outras coisas que a empresa precisava de?

FBFred Beneti

Sim, é o trabalho repetitivo. Quem faz o trabalho repetitivo, essa pessoa tá com os dias contados e as pessoas têm que se mexer.

TRThiago Rodrigues de Castro

Essa pessoa tem que se mexer.

FBFred Beneti

E é legal, cara, a gente fala muito da Cargill porque é um nome que todo mundo conhece, né? E a gente teve vários exemplos assim lá dentro, né? Então o Newton, ele comentou o seguinte: a Cargill consegue contratar gente muito boa, só que coloca para fazer às vezes um negócio muito repetitivo, né? E no workshop a gente conseguiu mostrar alternativas para as pessoas, cara, que é muito da hora, que é o aha moment dela, né? Então assim, Você pega a pessoa, ela precisa entrar em 30 Excel porque cada um é de um cliente, né?

E nesse Excel tem um lugar lá que tem um dado específico, todo, que todo começo de mês ela precisa fazer uma conferência porque é um esquema que eles têm lá de meio que propósito comercial. Você vai lá e te dá um benefício fazer isso, tem que vender não sei quanto, tem uns negócio lá. Aí cada um tem o seu acordo. Então eles precisam entrar na planilha para ver se foi cumprido aquele acordo ou não. Aí o que que as meninas tinham que fazer, cara?

Todo dia abrir uma, ver não sei o quê tal. A gente mostrou para elas como fazer isso com script, cara. A mina pirou. Não, não, não, não é prompt, macho. Não, desculpa, fazer o nosso workshop aqui.

GBGabriel Brasil

Obrigado, obrigado.

TRThiago Rodrigues de Castro

É isso, cara. É igual você vir falar aqui que genética é fácil.

FBFred Beneti

Não, a gente ensina a pessoa a fazer um script, a criar um script para rodar um prompt. É isso? Não, script, ele é como se fosse, como se fosse, não, ele é um código, né, que ele pega todas essas 30 planilhas, né, como entrada, procura os dados lá e mostra a saída. Só que assim, ela só precisa usar IA uma vez para criar o script. Dali para frente ela só usa o script, ela não precisa queimar crédito em IA. É isso que a gente ensina ela.

Então a menina fala, eu sou engenheira química e saí fazer um script em Python de um negócio que demorava X dias, eu faço agora em 30 segundos. Então esse é o tipo de aha moment que a gente quer levar, entendeu?

TRThiago Rodrigues de Castro

Fantástico, cara. E eu acho que a Coperty e o controle biológico tá indo para esse caminho e é inevitável. Já falei isso com vocês antes aqui. E eu acho que o interessante é justamente a gente ter esses aha moments várias vezes. Eu acho que não vai ser uma vez só, acho que a gente vai descobrir coisas novas constantemente.

GBGabriel Brasil

Cara, eu trabalho com isso, eu uso o dia inteiro, mas eu uso muito, tá? Mas eu uso muito para produto, para criação e tal. Eu tenho assim que são os orgasmos de 2026 assim, cara, porque eu tenho vários durante o dia, cara, que é animal.

FBFred Beneti

Eu tô sentindo a mesma coisa, cara, só que Tem um cara que vai vir aqui, o Will, ele escreveu uma tese interessante no LinkedIn que ele fala que esse excesso de ahamoment, que é dopamina o dia inteiro, em algum momento é problemático, vai frustrar. É porque assim, o cérebro, né, humano, ele gosta muito da coisa concluída, né? Então, pô, conclui o negócio, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

Quero a próxima, quero o próximo, né?

FBFred Beneti

Concluir, concluir. E aí Antigamente, né, tipo um ano atrás, para você concluir as coisas demorava algum tempo, né. Então principalmente na nossa área de desenvolvimento, um ano brincadeira, mas um pouco, pouco mais, cara, para você concluir uma tarefa às vezes eram dias, dependendo, semanas. Você vê, é, pô, eu tô fazendo uma feature aqui, outro, outro ali e tal, chega uma hora que junta. Então demorava, né, cara. Hoje, do jeito que a gente usa Que isso, cara?

GBGabriel Brasil

Que tarefa que é 30 dias? Você ia pegar um, sei lá, falando de uma coisa boba assim, um site, vai, um site para o cliente. Você tinha um prazo de entrega de 30, 35 dias, só que o projeto ia andando e andando, muita conversa com cliente, chegava no final do projeto, esse ahamonte nem sei se vale a pena tanto assim, porque já tava cansado, você não queria mais ver aquele projeto. Então não era um ahamonte, era alegria de ficar livre.

Entreguei, entreguei. E aí, cara, agora você entrega o projeto assim. Eu sou suspeito para falar que eu sou considerado TDAH desde os 14 anos de idade. Nem se falava de TDAH na época. Então, naturalmente, eu não produzo dopamina como uma pessoa normal. Então aí é para mim, cara, é dopamina pura.

TRThiago Rodrigues de Castro

Você achou sua fonte de dopamina?

FBFred Beneti

Eu acho muito.

GBGabriel Brasil

E é legal que essa dopamina é da criação, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

Então não é à toa que você criou um podcast para falar disso, né, cara?

FBFred Beneti

E ele é muito mais intenso, né? Então assim, às vezes 2 horas da manhã ele tá acordando, fazendo as coisas lá com o cloud, que é o que a gente mais usa hoje. E aí chega no outro dia, dá 7:30 da manhã, ô, você pode falar? Quero mostrar um negócio que eu fiz.

GBGabriel Brasil

Cara, a minha frustração única é que minha esposa, ela literalmente caga para tecnologia. Então assim, se ela pudesse, para ela tava na máquina de escrever, tava show de bola, tranquilo. Então às vezes eu tenho meus arrobos, é E eu quero compartilhar, né, com ela.

FBFred Beneti

Olha que foda! Ela olha para mim com uma cara de cala a boca, cara, que coisa, né?

GBGabriel Brasil

Deixa eu dormir aqui.

TRThiago Rodrigues de Castro

E para pensar no que isso vai gerar para a humanidade assim de produtividade, cara, porque é o que você falou, o negócio demorava 30 dias, tá fazendo em 3.

GBGabriel Brasil

Eu não posso falar muito porque os cara vão dar desconto e tal.

FBFred Beneti

Depois em off a gente conta para quanto caiu esses 30 dias.

TRThiago Rodrigues de Castro

Vou falar 3 aqui porque também não importa. A produtividade vai aumentar do ser humano. Então o que que a gente vai conseguir produzir de conhecimento? E tá numa escala logarítmica isso, né, cara? Quando eu tava na faculdade há pouquíssimos anos atrás, porque eu não sou velho, cara, eu tinha que ir no Ciagri. Acho que você trabalhou lá um tempo, não trabalhei, tinha que ir no Ciagri porque eu não tinha computador, cara. Eu tinha que ir lá, tinha um computador que a universidade fornecia Você tinha uma horinha lá para sentar.

GBGabriel Brasil

E cara, eu tive um lan house, que é a coisa mais velha aqui.

TRThiago Rodrigues de Castro

Ele também teve, eu jogava no lan house. Muito CS lá. Mas cara, a gente vai conseguir produzir muito mais no espaço muito mais curto, cara. Qual que é o limite? A gente vai precisar de computação quântica mesmo, cara, porque não vai dar conta da quantidade de dado que a gente tá produzindo, a quantidade de dado que o departamento que eu lidero hoje produz há 9 anos atrás era um milésimo do que a gente tá fazendo agora, cara, porque as pessoas não estão perdendo tempo com coisas repetitivas, elas estão pensando.

Então, para PID, IA é tudo que tem de melhor, cara, que a gente foca no que a gente realmente tem que focar, que é análise, entender o que tá acontecendo ali e tomar as próximas decisões, cara.

GBGabriel Brasil

E eu notei aqui que na conversa você puxou um monte de saco aí do Eladio, do seu setor de TI, Mas o seu setor de marketing tá fazendo umas coisas bem legais lá, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

Então é verdade, o Fredão comentou um pouquinho antes.

GBGabriel Brasil

Quando ele chegar na empresa, reclame, viu? Que se não fosse eu puxar, ele não ia falar.

TRThiago Rodrigues de Castro

Desculpa, mas eu falei que eles fazem, ele elogiou no off, viu, gente? Não, não, eu falei que eles fazem a ciência que a gente cria dentro do laboratório aparecer para o cliente. Eles estão criando campanhas usando IA, obviamente. É claro que isso, para não ficar artificial, tem toda a parte criativa da equipe ali que é fantástica também. O Fred mostrou aqui as cartinhas estilo Pokémon ali dos nossos produtos, que é justamente para mostrar a força e a capacidade de cada um deles. E fica muito bonito, cara.

FBFred Beneti

O que que é aquilo?

TRThiago Rodrigues de Castro

Aquilo não quer cartinha? Pode, claro.

FBFred Beneti

Ô Bruno, não sei se você consegue dar zoom aqui, cara.

TRThiago Rodrigues de Castro

A cartinha é um produto, a cartinha é um produto, é um produto. E querendo ou não, a gente cria Pokémon, né, cara? Para para pensar, a gente cria um inseto que vai bater em outro inseto no campo. Então é, eu tento ser menos nerd, mas a nerdice me persegue. E cara, a ideia, sacada que eles tiveram da equipe de comunicação foi fantástico, cara. Essa ideia qual é?

FBFred Beneti

É isso que eu ia falar.

TRThiago Rodrigues de Castro

Esse daí é um tricograma. Esse daí é uma vespinha parasitoide, que é da onde veio a história do Alien. Não sei se vocês assistiram o filme Alien, acho que quase todo mundo assistiu. Isso é uma vespinha parasitoide, e basicamente o que ela faz, e a vida dela é essa, ela chama parasitoide por causa disso, ela vai no campo e ela coloca o ovo dela dentro do ovo de outro inseto, e ela se aproveita do material nutritivo que tem ali dentro para que a cria dela cresça.

Então ela mata a lagarta que tá ali e o que sai de dentro do ovo é outra vespinha que vai achar outro ovo e vai parasitar também. Isso é sucessivo, é logarítmico. Então, cara, olha a sacada do time de comunicação de entender que o que a gente faz é Pokémon. Eu nunca falei nada dessas coisas com ele, mas basicamente é. Então, ó, tem uma carta aqui que você pode jogar no campo ali, vai Vai controlar.

FBFred Beneti

O que eu faria aqui, tá?

GBGabriel Brasil

E a gente achando que a gente é foda também.

FBFred Beneti

Não, o que eu faria aqui, o que dá para fazer, ô Jéssica, fica a dica aí, é fazer um vídeo disso, né, que dá para simular fazendo assim, ó, e aí dá um brilho, né, tipo isso aqui é uma carta épica, não sei o quê tal, né.

TRThiago Rodrigues de Castro

É, mas às vezes não jogou Magic suficiente.

FBFred Beneti

Exato, né, faltou, sei lá, conversar com ela e tal. Mas é Isso daqui, cara, a sua explicação é muito da hora e complementa isso daqui. Imagina o outro vídeo que dá para fazer com IA exatamente desse, você explicou. Imagina, chega lá, bota o ovo dentro do ovo e sai a vespinha.

TRThiago Rodrigues de Castro

Porque esse tipo de conteúdo em rede social, é isso, explica para o cliente que a nossa tecnologia é muito avançada.

FBFred Beneti

É muito, cara.

TRThiago Rodrigues de Castro

Eu tô aqui, desculpa, eu tô achando E, cara, para pensar que o que a Cooper está fazendo tá ajudando você todo dia, você nem sabe. Pois é, porque, cara, você tá consumindo menos resíduo de agrotóxico, você tá— porque essa vespinha aí ela é natural, ela tá lá. A gente produz em larga escala porque o homem já alterou o ecossistema ali a hora que ele plantou uma coisa só. Monocultura você acaba com a biodiversidade.

GBGabriel Brasil

É por isso que em lavoura tem o lance de, cara, planta soja, depois tem, sei lá, A rotação de cultura é para tentar prejudicar menos o solo. Obrigado, primos agro!

TRThiago Rodrigues de Castro

Tem toda uma questão de solo e tem também uma questão de sucessão ecológica. Então, se você planta sempre a mesma coisa no mesmo lugar, a chance de você ter uma criação de praga ali é gigante, porque você coloca, ah, vou colocar soja, Aí você, ah, vou colher aqui e plantar soja de novo. O que que tinha ali? Todas as pragas da soja, todas as doenças da soja. Você planta aquilo em cima de novo, você tá se dando um tiro no pé, literalmente.

Então a sacada do ciclar culturas é essa. Mas nem todo lugar permite que você faça isso, não é todo agricultor que quer fazer isso também. E aí tem ferramentas que você consegue usar para evitar que isso seja possível plantar. E de novo, entrando naquele negócio do cachorro de rua lá, cara, o Brasil é líder mundial de utilização de biológico. Alguém sabia disso, cara?

FBFred Beneti

Não, a gente vai saber agora. Vamos impulsionar esse conteúdo aqui, ó. Pega esse corte, Bruno.

TRThiago Rodrigues de Castro

É, cara, porque, cara, não tem outro país, e a gente tá servindo de exemplo para Europa, a gente tá servindo de exemplo para os Estados Unidos, não tem um outro programa de controle biológico que seja tão bem implementado quanto o Brasil. Isso foi muito da cultura que foi meio que imposta desde a década de 70, que as próprias usinas de cana, por exemplo, usavam metarrizo para controle de cigarrinha e tudo mais, e eles mesmos produziam o próprio inimigo natural.

Então acredito que vocês não sabiam que as usinas de cana tinham laboratórios de microbiologia para produzir um fungo que eles aplicavam na lavoura para controlar uma cigarrinha, que era mais eficiente do que o próprio veneno que eles compravam antes.

GBGabriel Brasil

Então, sem entrar no lado político disso tudo, mas você acha que o agro no Brasil é um pouco injustiçado com a falta de visibilidade?

TRThiago Rodrigues de Castro

Eu tenho um pouco de meio enviesado porque eu trabalho com agro, e então é muito difícil criticar uma área que eu trabalho. As pessoas podem não acreditar em mim, mas eu acho que tem que acreditar no biólogo que está dentro de mim. E cara, eu não consigo achar uma agricultura que seja mais sustentável que a brasileira, de longe. Ah, mas nossa, tem grandes áreas. É, gente, tem um impacto. Tudo que o ser humano faz no mundo tem um impacto.

Mas se você parar para equilibrar e comparar com outras agriculturas no mundo, ah, mas usa não sei quantos litros de agrotóxicos. Você vai comparar por área e por por eficiência, o nosso sempre é menor, cara. Então eu acho que tem um monte de naturalista aí, o próprio biólogo Henrique, o como é que chama, o Rasmussen lá, eles defendem o agro brasileiro, que, cara, você não encontra nada parecido fora do Brasil com que a gente tem aqui.

Nós somos extremamente sustentáveis. Eu acho que nós somos um dos poucos que realmente pensa na ecologia dentro da agricultura, que o resto eles estão pensando no produto final, que é o que vai colher. Mas, cara, não consigo ver um país mais sustentável na agricultura. Sim, temos um monte de problemas, mas estamos longe de toda outra realidade.

GBGabriel Brasil

Oi, eu sou fãzão do Rasmussen também.

TRThiago Rodrigues de Castro

É, então eu tinha bastante problema com ele antes dele fazer biologia, que eu falava que ele era muito É muito dramático, sabe? Os negócios que muito para chamar atenção e tal. E eu entendo porque ele queria audiência e beleza. Só que negócio de ficar cutucando bicho na natureza é um negócio que biólogo não gosta muito.

GBGabriel Brasil

Ah, tá.

TRThiago Rodrigues de Castro

E hoje em dia eu vejo que depois que ele formou em biologia e tudo mais, a mentalidade dele mudou e ele se comporta de uma forma muito diferente.

GBGabriel Brasil

Eu comecei a acompanhar ele depois da TV, assim, meio que depois da TV, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

É aquela época que ele ia na Eliana, era brabo. Depois daquela época aí, ele começou a ir mais para internet e mudou até o conteúdo dele, ficou muito mais específico, muito mais.

GBGabriel Brasil

Tem vontade como biólogo ter uma casa daquele esquema que ele tem, cara?

TRThiago Rodrigues de Castro

Eu acho que eu meio que tenho já. Agora pensar o tanto de gato, cachorro, peixe, planta no apartamento no centro de Piracicaba, eu acho que já viu a casa do cara?

GBGabriel Brasil

Não é animal, ele tem um zoológico.

FBFred Beneti

Aí eu vi, acho que recentemente, aquele cachorro que é uma raça que é super não sei o quê. Alguém foi fazer alguma coisa lá na casa dele e ele tava com os cachorros lá.

TRThiago Rodrigues de Castro

Não, ele tem cobra, tem aranha, cara, tem de tudo. Inseto também, tem muita coisa, muito, muito criação de inseto. Só que o legal dele é que eu acho que ele parou de ser bobão, sabe? Virou um negócio mais sério. E acho que agora ele tá indo no caminho bem melhor assim. Se eu gostaria de ter uma casa daquela, com certeza, mas eu tenho que ganhar muito dinheiro para conseguir manter aquele negócio, porque deve ser muito caro.

FBFred Beneti

Ô, Mancha, tem uma curiosidade, cara. Um amigo meu uma vez me falou, e aí como você tá falando de água, não sei o quê e tal, achei interessante, queria perguntar. Ele falou, vou falar dos meus termos, você me corrija tudo que eu começar a falar de programação com vocês.

TRThiago Rodrigues de Castro

Você já me corrigiu já do script, eu aprendi, tô aqui para isso.

FBFred Beneti

Ele falou o seguinte, que tem vários locais no Brasil que o terreno, solo não é bom para agronomia, vegetação, etc., tá? E a especulação imobiliária faz com que essas regiões sejam muito baratas e que a China tá vindo comprando a rodo porque eles sabem que em algum momento futuro eles vão desenvolver alguma coisa que aquele solo vai vai ser bom. É isso mesmo? Tipo, tem um certo exagero?

TRThiago Rodrigues de Castro

E a China, eles já são especialistas nisso porque o solo deles é pobríssimo e eles são um país que viveu de agricultura durante muito, muito tempo, né? A história deles vem da agricultura, né? Eles só investiram do jeito certo. E claro que o governo, do jeito que é lá, ajuda também a impor o que tem que ser imposto, né? Mas eu tenho certeza que ele já tem essa tecnologia desenvolvida lá. O que eles querem é, em algum momento a gente vai precisar de mais área do que a gente tem aqui.

FBFred Beneti

Mas o quê?

TRThiago Rodrigues de Castro

Vamos ter mais área, mais área de terreno. Vamos comprar no lugar que a gente sabe que é um celeiro agrícola. Vamos para o Brasil. Com certeza o que eles passam lá é muito mais difícil do que eles vão encontrar aqui. E putz, eu tenho muito contato lá com os professores da ESALQ, né, porque a gente tem o hub de inovação lá que fica dentro da Exalc. E a gente tem muita reunião. A gente recebeu uma comitiva da CAU, que é Chinese Agricultural University.

Os cara tão em outro patamar, bicho. Se a gente pagava pau para americano, pode começar a pagar pau para chinês, cara. Os cara, os cara estão vindo forte, cara. Os cara sabe o que eles estão fazendo.

FBFred Beneti

Eu vi, acho que foi no YouTube, meu pai assiste muito YouTube, né? E ele tava mostrando um negócio da China De novo, eu vou falar de qualquer jeito, aí você me corrige, tá? Em volta das cidades tem tipo fazendas que elas abastecem a cidade, né? E aí os cara tem uma estufa, umas estufas que os cara tavam plantando banana de uma região lá assim que era muito caro, né, para trazer para a China. Eles estavam conseguindo plantar E é um absurdo, porque é dificuldade de solo, de clima, não sei o quê tal.

TRThiago Rodrigues de Castro

É animal, cara, consegue adaptar, os cara consegue.

FBFred Beneti

E eles estão, às vezes pode ser muito ingênuo da nossa parte, porque assim, a gente não conversa com biólogo e é uma área que é completamente diferente da nossa, né? Exato. Agora, se é tipo, é um negócio batido ou é tecnológico revolucionário mesmo essas coisas?

TRThiago Rodrigues de Castro

Não, cara, e eu acho até legal a gente trazer isso aqui no podcast porque agricultura é muito tecnificada, cara. A gente acha que é só colocar a semente no chão lá, cara. O que esses, eu não seria agricultor, eu não seria. O trabalho que esses cara tem, bicho, você tem que estar de olho o tempo inteiro, cara. E eu acho que tecnologia vai ajudar muito, inclusive na vida desses cara, porque eles têm que estar com o pé no barro o tempo inteiro, cara.

Se ele não ficar de olho na e perdeu o timing de alguma coisa, entrou uma praga que ele não percebeu, entrou uma doença, ele perde tudo que ele investiu, cara. A vida dele é aquilo ali.

GBGabriel Brasil

Eu tô brincando, negócio do Primos Agro ali e tal, mas eles fizeram uma série no YouTube muito bem feita, por sinal. Acho que são 10 ou 12 vídeos da plantação até a colheita. Puta aula da hora e divertido de assistir. Vale a pena.

TRThiago Rodrigues de Castro

É porque eles são engraçados, né?

GBGabriel Brasil

Mas eles mostram muita coisa séria por trás, né? É bem legal.

TRThiago Rodrigues de Castro

E você tá corretíssimo na sua afirmação. E eu acho que antes de eu entrar nesse mundo, antes da faculdade, eu achava que a comida chegava e que vinha tudo no saquinho e que era isso. Você vai no supermercado lá e tem a bandejinha do negócio, cara. O que tem por trás daquilo? E a cadeia é muito injusta também, né? O agricultor recebe muito pouco dinheiro, o dinheiro vai ficando no meio do caminho, né? É o valor agregado que vai, né?

É, distribuidor põe preço em cima de preço e blá blá blá. Eu trabalhei no meu doutorado com morango no sul de Minas e eu ia lá, cara, dava dó assim. Os cara tem um terreno grande ali, eles plantavam morango e eles vendiam aquelas caixas que a gente compra por uma fortuna no supermercado, que são 8 caixinhas de morango, era R$4, cara. E aí você vai no supermercado, você paga R$8 cada uma, cada uma daquela, até mais, né? Então é isso.

E engraçado, tem uma história legal, porque no meu doutorado, no meu mestrado, trabalhava com fungo. Que infelizmente a gente não consegue produzir em larga escala. Quem sabe um dia a Coperty consiga, mas tem muita ciência por trás. E que eu apliquei na plantação do cara, me liga até hoje, cara. O cara, que que você aplicou aquela vez lá? Não tem para vender? Onde é que eu compro? Que resolveu o problema do ácaro do cara ali, entendeu?

E é uma ferramenta biológica assim, não é um químico. E eu via muito também coisa contrária assim, tipo Puta, eu ia no agricultor que ele tava aplicando o mesmo inseticida, o mesmo acaricida para aquele ácaro ali 3 vezes na semana. Obviamente não tava mais funcionando porque tem desenvolvimento de resistência, né, a população fica resistente àquele modo de ação. E ele continuava aplicando porque o vendedor ia lá e falava: não, aplica 3, aplica 4 vezes, aplica.

E o cara ganhando dinheiro. Coitado do agricultor ali que tá suando para conseguir pagar aquilo ali, né. Então tem muita coisa Sacanagem, mas tem todo, todo mercado tem isso. Tem mais algum ponto? Vamos para o Zuzu.

FBFred Beneti

A gente não combinou, esqueci de falar, tá? A gente tem um momento Zuzu aqui, momento Zuzu. Momento Zuzu, a gente tenta humanizar a pessoa no sentido quem é o Mancha além do biólogo, né? A gente faz perguntas do tipo, cara, filme, livro, enfim, um monte de coisinha.

TRThiago Rodrigues de Castro

Tá?

FBFred Beneti

E eu sempre gosto de começar com livro, né? Tipo, livro que te marcou, algum que você tá lendo, que você gosta de indicar, seja business ou não, né? Porque a gente gosta de trazer ali, cara.

TRThiago Rodrigues de Castro

Eu acho que você me conhece há muito tempo, sabe o quão nerd eu sou. Então é inevitável que eu diga coisas nerds, né? Tá valendo. Acho que livro, o primeiro que realmente me marcou foi eu ter lido O Senhor dos Anéis antes de sair o filme. Eu lembro que foi uma correria porque Eu e minha irmã, a gente comprou o livrão que veio os 3 juntos, que era dourado e tal. Não, não, era aquele que era tudo junto, que parecia Bíblia, as folhas.

E cara, eu lembro que eu falei, cara, nunca que eu vou conseguir ler isso aqui antes de sair o filme, porque já tava próximo. E cara, o negócio me consumiu de um jeito que eu não conseguia, eu nem ia dormir. A história me cativou de um jeito que me absorveu.

FBFred Beneti

Tá entregando idade aí, né? Porque eu acho que o primeiro filme, 2001, se eu não me engano.

TRThiago Rodrigues de Castro

Mas realmente me marcou muito. Eu, graças ao meu pai, eu sempre fui um fã de Star Wars. Então obviamente eu sou muito nerd. Já falei de Pokémon aqui, já falei de Alien, RPG.

FBFred Beneti

A gente nem falou de RPG.

TRThiago Rodrigues de Castro

Meu Deus do céu, a gente, né? Eu mestrava vampiro. Olha que coisa horrível. Hoje em dia você fala isso para os adolescentes, não sabe nem o que que é, né? Então é Eu, eu, eu, eu, e é engraçado que como eu fico feliz, porque quando eu era criança e adolescente a gente era os bobão, né? A gente, e a cultura mudou. Acho que até Big Bang Theory, essas coisas mostrou que os nerd estão aí para ajudar a sociedade também, né? Então os bobão não são tão bobão assim.

Se não fosse os bobão, não tinha IA hoje, então não tinha controle biológico, então É, mas eu acho que me marcou foi muito isso. E um livro que eu tô lendo agora, eu até falei com a minha irmã, tava na casa dos meus pais agora, que já que eu tô em Americana, vou voltar à raiz, tem que falar pai, mãe, irmã. E eu falei para ela, cara, eu tô lendo um livro que é do Clóvis de Barros, não sei se todo mundo sabe quem que é o Clóvis.

FBFred Beneti

Ele quer trazer, daí fica o convite, né, Clóvis? Se um dia a gente tiver grande o suficiente, né, por favor, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

O Gabriel, ele é demais.

GBGabriel Brasil

Dá um arroba quando a gente for publicar esse vídeo.

TRThiago Rodrigues de Castro

Isso, põe lá.

GBGabriel Brasil

Pô, falou os dois, Clóvis de Barros e Primos Agro. Pô, como eu queria.

TRThiago Rodrigues de Castro

Primos Agro acho que é mais fácil que o Clóvis, viu? Mas ele fez propaganda no Inteligência Limitada de um livro que ele tinha acabado de escrever, que é o Ilíadas e Odisseia. Só que ele é com as palavras dele. Aí ele escreveu, ele interpretou que, cara, é insano você ler aquele bagulho, né? Tipo ler Dante, Inferno de Dante, não dá para interpretar aquele negócio com pouco conhecimento que a gente tem. Ele meio que interpretou e fala com as palavras dele, cara.

É um morro de rir lendo o livro, cara. Eu recomendo fortemente vocês lerem, porque ele faz piadinhas que ele faria num podcast.

GBGabriel Brasil

Tem um corte daqui muito bom, ele fala, pô, o cara deu o trabalho de escrever aquilo, ele teve que pensar e escrever. Você não consegue ler, seu imbecil? Você não consegue entender.

TRThiago Rodrigues de Castro

É muito bom, Clóvis. Eu acho que ele, com palavras muito sábias, ele ensina coisas muito simples para nós que deveriam ser óbvias e não são. Então eu gosto muito dele.

FBFred Beneti

É como chama o livro?

TRThiago Rodrigues de Castro

É Ilíada e Odisseia, uma interpretação deles. Coloca lá Clóvis de Barros, Ilíada e Odisseia, vai achar.

FBFred Beneti

Tem uma curiosidade disso: o Zuckerberg, ele é super nerdola, né? Eu não sei, eu acho que é Odisseia, que ele sabe, não sei se é de cor o livro, incrível, parada assim.

TRThiago Rodrigues de Castro

Ele é muito louco aquele cara.

FBFred Beneti

Esse é o nível, tipo assim, a gente falar o cara bilionário, não sei o que tal, mas ele tem um rolê disso. Eu acho que é Odisseia, tá? Depois tem que pesquisar. O maluco sabe o bagulho de cor em outro idioma, mano.

TRThiago Rodrigues de Castro

Eu não duvido, os caras são malucos.

GBGabriel Brasil

Porque Henrique não tem porra nenhuma para fazer.

FBFred Beneti

Ah não, pensou?

GBGabriel Brasil

Era na época de faculdade.

FBFred Beneti

Não sei se é Harvard, MIT que ele fez lá, acho que é Stanford, sei lá.

TRThiago Rodrigues de Castro

Foi na época que ele era amigo do Eduardo ainda, brasileiro. Agora eles não se falam. Eu sabia, eles não se falavam ainda.

FBFred Beneti

Massa, cara.

GBGabriel Brasil

Acho que a gente não fez essa ainda, mas você tem ideia de o que que você pensa assim da sua, quando é que você vai estar na sua área daqui 10 anos? Muita pergunta de RH isso, né? Cara, mas você consegue visualizar com todas as mudanças acontecendo, a loucura de IA e toda tecnologia?

FBFred Beneti

Além disso, né, e onde é onde você acha, mas onde você também gostaria, né? O que você gostaria que, sei lá, a tecnologia, né, chegasse um ponto? Acho que são duas perguntas interessantes.

TRThiago Rodrigues de Castro

O cara pode começar a fazer. Não, é legal, e não é pergunta de RH, acho que é uma pergunta que acho que todo mundo deveria se autofazer. Porque, cara, isso define muito o rumo da sua vida. Eu acho que há 10 anos atrás eu imaginei que eu estaria onde eu tô hoje, fazendo podcast na Comer aqui. Caramba, mas, cara, eu acho que daqui 10 anos eu vou estar muito cansado, porque, cara, agro é um negócio que consome a gente, porque você tem que estar em cima o tempo inteiro, tudo é muito rápido, ágil, e Eu já estou cansado, inclusive, mas é muito empolgante também.

E eu acho que a IA vai levar a gente muito mais rápido para onde eu gostaria e eu imaginava que eu estaria. Eu acho que o que eu demoraria 30 anos eu vou estar em 10. Então eu acho que a gente vai estar com uma agricultura muito mais sustentável do que a gente já é hoje. Eu acho que, por exemplo, biológico vai deixar de ser a bala de prata, porque hoje em dia o agricultor ele usa tudo que tem de agrotóxico possível e imaginável para resolver o problema dele.

Quando não funciona, ele fala, puta, eu acho que eu vou usar o biológico, que agora acabou minhas opções, eu vou tentar isso aqui. Eu acho que vai ser o contrário, que o nosso diretor lá sempre fala, né, que a gente deveria usar o biológico sempre, porque é um negócio sustentável, um negócio que é da natureza, e o químico quando necessário, porque também é uma baita ferramenta, gente, tanto de ciência que tem por trás do próprio.

E, cara, a gente tá fazendo cada vez mais moléculas menos tóxicas. Eu acho que a gente vai chegar nesse nível de usar o biológico sempre, o químico quando necessário, que é o que eu sonho, que eu almejo, que eu acho que as pessoas vão ter de legado meu, assim. Que eu acho que faz 22 anos que eu trabalho com controle biológico. Agora entreguei a idade. Faz 22 anos que eu trabalho com isso. Comecei a trabalhar com ácaro predador, fiquei fascinado assim.

Foi primeira semana que eu tava na faculdade, eu vi um ácaro comendo outro, falei, cara, isso aqui é filme, cara, isso aqui é— e isso me fascinou. E eu tento fascinar as pessoas também com esse conteúdo para que elas entendam que tem muito mais do que só agrotóxico aí. Tem mais tecnologia, tem A biologia é muito bonita e a gente tem que usar mais ela, que a natureza é muito mais sábia do que a gente. E esses insetos, esses microrganismos estão aqui há muito mais tempo do que a gente também nesse planeta, e vão ficar muito mais tempo também, com certeza. Isso eu não tenho a menor dúvida.

FBFred Beneti

Tem uma dúvida só de gancho: por que que hoje o agrotóxico, ele aparentemente ele é mais usado que o natural? É ignorância? Ignorância no sentido de as pessoas não saberem Tem a ver com preço também?

TRThiago Rodrigues de Castro

Não, preço é bem—

FBFred Beneti

é o negócio que você falou da aplicação que é mais difícil?

TRThiago Rodrigues de Castro

Não, cara, eu acho que tem muito mais a ver com zona de conforto e mentalidade. O que acontece que a gente vê uma geração mais antiga que tá acostumada a usar essa tecnologia, que é o químico. E aí, tanto que a gente demora muito para adaptar as nossas tecnologias para encaixar dentro desse manejo. Porque não tem como lutar contra também, a gente tem que entender que tem que ser um negócio que é meio parceria, porque a gente fala de manejo integrado de praga, usar várias ferramentas e tudo mais, mas eu acho que é muito mais mentalidade, tanto que as novas gerações elas têm aprendido dentro das universidades, então tem disciplinas de controle biológico hoje nos cursos de agronomia, coisa que não tinha 10 anos atrás.

Então acho que o conhecimento tá chegando de uma forma muito mais estruturada, eu acho que o IA vai acelerar isso demais e a gente demorou muito tempo para provar que a tecnologia realmente funcionava, porque a gente veio de um histórico do uso de controle biológico que por falta de tecnologia queimou muito a tecnologia, entendeu? Por falta de formulações eficientes, por falta de drone que entregava o macro-organismo parecia que não funcionava, mas na verdade o ingrediente ativo tava funcionando, só não tava sendo entregue no lugar certo da maneira correta.

Então eu acho que o que precisa é uma mentalidade diferente. Acho que vai mudar completamente nos próximos anos.

FBFred Beneti

E aí, tipo, você acredita que geração de conteúdo é uma alternativa? Tipo, precisa chegar para essa galera e não chega? Esse é o ponto.

TRThiago Rodrigues de Castro

Cara, e esse é o trabalho forte da Cate, da Jéssica, de todo o time de comunicação, cara. É muito difícil a gente, um, a gente tem que mostrar um conteúdo que seja científico, com comprovação científica que o negócio funciona, de um jeito fácil e de um jeito interessante. Então acho que essa construção de conhecimento E a educação mesmo de que a tecnologia funciona vai depender muito das empresas, porque não vai vir de outro lugar.

Então o interesse é nosso deles usarem a tecnologia, a gente tem que criar um conteúdo embasado para que a gente ensine o básico, para eles acreditarem que aquilo ali funciona.

FBFred Beneti

É, aí uma opinião minha, tal, pensando, eu acho que olhando rapidinho a rede social aqui, tá, Não é uma crítica, tá? Eu vou tentar falar de um jeito que não sou crítica, tá?

TRThiago Rodrigues de Castro

É construtiva, é bom.

FBFred Beneti

Exato. É que ele parece um perfil institucional, como ele deve ser, né? Mas eu achei que falta uma cara de alguém, né? Porque assim, quando a gente fala de conteúdo, a gente tem tipo um funil, né? Então você falar algo muito técnico Você vai pegar o cara que tá lá embaixo que já sabe exatamente, né? E aí tem estilos de conteúdo, né? Então o topo do funil que a gente fala é o conteúdo mais amplo, não sei o quê. E por exemplo, isso que a gente tá fazendo aqui, ele é um conteúdo que poderia ser explorado, entendeu?

Que é uma informação mais leve, estilo bate-papo, que chama muita atenção de quem tá na rede social, porque a rede social ela é É quase um entretenimento. Então se você quiser ficar palestrando muito em rede social, você perde para o Cazé falando da Copa, você perde não sei o quê, tá competindo com uma galera, sabe? Então eu, a gente acredita muito em conteúdo, cara, muito mesmo.

TRThiago Rodrigues de Castro

Não, eu concordo com vocês. Acho que essa foi a principal ideia de aceitar o negócio, que a gente sabe que tem que entrar nesse nicho de comunicação. E o que você falou é muito verdade. E a gente passa muito com discussões internas mesmo, tipo, será que a gente fica mais científico? Será que a gente deixa mais fácil? Será que a gente tá sendo muito palestrinha? Será que a gente tá sendo muito— é uma discussão eterna e que tem que continuar para chegar no público-alvo, né?

Sim, a gente tá falando para o público-alvo, a gente tá falando para o cientista da Exauc. Ele não vai comprar nosso produto, tá bom?

FBFred Beneti

Mas é que tá, eu acho que tem que falar para todos os públicos em diferentes categorias, porque assim, não é o cara que vai comprar, mas é o cara que vai indicar para quem compra, sem dúvida, entendeu?

TRThiago Rodrigues de Castro

E a influência de uma pessoa hoje em dia vale muito dinheiro. Exato, não é à toa que tem influencer.

FBFred Beneti

Exato, exato, exato. E aí fica a dica aí, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

A dica não, sugestão.

FBFred Beneti

Da Cooper de ter um podcast dela?

TRThiago Rodrigues de Castro

Sim, a gente teve o Biotalks, que era com a Renata Maron, que não era um podcast, era mais um esquema de entrevista, né, porque a Renata Maron é jornalista e tudo mais, mas que atingiu um público muito legal, mas que não era o nosso cliente final porque era muito técnico, muito. Então acho que tem que ter vários, acho que tem que ter um uma parte mais informal, uma parte mais certinha, uma parte mais científica, uma parte mais comercial.

FBFred Beneti

É que o bate-papo atrai a pessoa, sem dúvida.

TRThiago Rodrigues de Castro

A gente falou de um monte de coisa que não tinha nada a ver com controle biológico, que não tinha nada a ver com IA, e é isso que faz com que a pessoa fica, vira entretenimento.

FBFred Beneti

Pois é, pois é, né? Conhecendo a sua história e a sua trajetória, né? E a partir do momento que você tem o apoio institucional, você consegue trazer Imagina, vocês fazem um negócio desse com os professores da ESALQ, né, essa galera que consegue traduzir. Porque uma pessoa que a gente quer trazer, Gabriel sempre fala, que é o professor Kalil. Gabriel fala que é um baita, uma baita referência, só que ele consegue conversar com quem não tá na área tal e fazer o papo ficar interessante, sabe? Ótimo.

GBGabriel Brasil

Agora vou fazer uma pergunta para te quebrar. Sugestão do Bruno: opinião polêmica, cara, para dar aquele corte, para todo mundo acabar com você na internet, sair daqui.

TRThiago Rodrigues de Castro

Tudo bem, eu não sou famoso mesmo, então nem tem rede social, né? Eu não tenho nem Instagram.

GBGabriel Brasil

Opinião polêmica. Você tinha alguma opinião polêmica sobre alguma coisa assim que é controversa, no caso da sua profissão, de alguma coisa que Cara, uma opinião controversa. Aí, Bruno, seu momento, hein? Ele falou, manda essa pergunta para ele.

TRThiago Rodrigues de Castro

Não, cara, agora eu preciso pensar em alguma coisa para dar uma resposta inteligente aqui, né, cara? Porque nível é alto, cara. Controverso, cara.

GBGabriel Brasil

Quebrou ele, Bruno.

TRThiago Rodrigues de Castro

Nossa, quebrou mesmo, cara. Nunca pensei isso, eu tenho alguma opinião controversa sobre alguma coisa. Talvez Marvel é melhor que DC?

GBGabriel Brasil

Eu tô totalmente de acordo.

TRThiago Rodrigues de Castro

Depende, no quadrinho, no quadrinho, não tô falando de filme não.

GBGabriel Brasil

Não, de quadrinhos é DC melhor que Marvel. Aí você foi realmente polêmico.

TRThiago Rodrigues de Castro

Aí tá vendo, deu esse corte, mas é o corte muito nerd.

FBFred Beneti

Não, mas relacionado, por exemplo, a IA ou até do agro assim, alguma coisa que a galera sempre, né, o seu escolhido.

TRThiago Rodrigues de Castro

Eu acho que eu já fui meio polêmico falando que o agro brasileiro não é o monstro que todo mundo fala. Tem parte política, um monte de coisa aqui, cara. Não é para um biólogo vir aqui falar isso.

FBFred Beneti

E não, mas acho que o senso geral, né, o senso geral acredita que a agronomia brasileira é, não sei, os termos que a galera usa, tal. E enfim, aí você vem aqui, defende, né?

TRThiago Rodrigues de Castro

É, eu acho que isso é polêmico vindo de um biólogo, ainda mais ainda, porque Normalmente biólogos falam que tem que ter Amazônia e no país inteiro e não agricultura, mas eles vivem de agricultura. Não consigo entender, acho que eles são controversos, não eu.

GBGabriel Brasil

Mas hoje muitas áreas você falar o que tem que ser é controverso, né? Pois é, você falar o lógico talvez já é um problema muito grande.

TRThiago Rodrigues de Castro

Pois é, expansão agrícola na Amazônia, eu sou contra, a favor? Eu sou a favor da expansão agrícola na Amazônia, mas não vai dar certo, porque ecologicamente não faz o menor sentido. Solo lá nunca vai se adaptar à agricultura, e é por isso que não estão fazendo. As pessoas pensam antes de fazer os negócios, não é? Parece que tá o deus da arábia, o Brasil, mas não é bem assim. A hora que você tá dentro do agro, você vê que tem pessoas brilhantes ali dentro, não tá indo para lugar nenhum.

O negócio tem lógica, o tem planejamento. Então acho que tem que— tudo bem meter o pau, mas tem que meter o pau com argumentos que façam lógica, né? Eu acho que eu assisti aquele negócio do 20 contra 1 do próprio Rasmussen lá contra os veganos, mano.

GBGabriel Brasil

Dá um deprê, né, cara?

TRThiago Rodrigues de Castro

Não tem argumento, né? Aí negócio não anda.

GBGabriel Brasil

Não tem argumento. E o Rasmussen não é um bom debatedor, não.

TRThiago Rodrigues de Castro

Ele é péssimo debatedor.

GBGabriel Brasil

Que ele também não tem argumento, mas visceral não pode ser visceral assim, né, cara?

TRThiago Rodrigues de Castro

Não, sem dúvida. Mas a questão é que fica uma discussão sem sentido, cara.

GBGabriel Brasil

Te agradecer por ter vindo, foi animal, aprendemos um monte de coisa.

TRThiago Rodrigues de Castro

Eu tô maravilhado. Agora vocês sabem que tem Pokémon na agricultura que vocês consomem aí todo dia.

GBGabriel Brasil

Verdade, animal demais. Obrigado mesmo pelo convite. Vamos marcar outras vezes para você trazer mais gente da Cooperative para cá.

TRThiago Rodrigues de Castro

Gostaria muito de trazer o o gerente de TI, o Bruno, que vai ser esse link entre o PID e o TI também, que eu acho que é formidável. E eu acho que a gente consegue fazer um link para o futuro, a gente consegue inclusive ajudar a gente a pensar no que a gente quer para o futuro da Cooper falando com vocês. E vocês são os craques de IA e de tecnologia, a gente precisa de profissionais como vocês, toda área precisa de celulares como esse aí.

GBGabriel Brasil

Tem um negócio, né? Abelha, Copete, patrocínio, tamo aí junto.

FBFred Beneti

Aí, Jaqueline, tem alguma coisa, Mancha, que a gente não tocou? Que a gente tem algum outro assunto para finalizar que a gente— quer dizer, o papo vai tão fluindo, né? Pô, tinha esse negócio aqui que eu queria ter falado, não sei o quê, que vira e mexe acontece. Acaba o episódio, putz, esse negócio aqui que era da hora, não sei o quê. Então a gente começou a perguntar antes também, sabe?

TRThiago Rodrigues de Castro

Não, eu fico, eu fico muito feliz pelo convite porque eu tô divulgando uma tecnologia que pouca gente conhece. E você tá usando todo dia, na verdade, sem saber. E é bom para saúde e tudo mais, para o ambiente. Mas eu acho que a gente tocou nos assuntos principais, eu acho que a gente conseguiu entrelaçar bem a tecnologia com a biologia, que é o que eu gosto de fazer também. E acho que, cara, tem pano para manga para a gente discutir.

Eu acho que legal que vocês convidaram aí a Corporate para vir de novo mais para frente, porque tem muita coisa legal vindo. Tem um monte de coisa que nem eu sei que o pessoal do TI tá fazendo, que ponto que eles poderiam divulgar aqui, que é super legal. Mas da minha parte, eu acho que eu cumpri meu papel de divulgar a tecnologia que a gente cria Muito bem divulgado, diga-se de passagem. Fico muito feliz, obrigado pelo convite de verdade, me senti literalmente em casa.

Eu sei que era a intenção de vocês, vocês conseguiram fazer muito bem e fico muito feliz que vocês estejam trazendo assuntos tão importantes. Cara, sem tecnologia é o que a gente falou da Cargill lá, ou vai ou vai. Não tem mais outra opção. E a Cooper soube disso muito bem também, tanto que nem teve esse aha moment ali, falou, não teve o turnkey ali, foi meio que natural e não teve imposição nem vice-versa, né? Então agradeço aí o espaço. Valeu, Bruno.

FBFred Beneti

Cadê?

TRThiago Rodrigues de Castro

Aqui.

FBFred Beneti

Boa, galera. Agradecer quem ficou com a gente até aqui, 1 hora e 45 de episódio. Então a gente não viu o tempo passar. Como sempre. Se você tá ouvindo isso aqui no Spotify depois, não esquece de dar 5 estrelas, de se inscrever e acompanhar o nosso trabalho aqui, porque de novo, algoritmo é algoritmo. Então se você dá like, se você passa para alguém, isso aqui começa a aparecer para mais e mais pessoas. E é um episódio muito massa de informação que eu gosto muito quando a gente consegue sair da nossa bolha.

Então o episódio com Mancha hoje e com a me fez sentir isso e eu fico muito agradecido. Mancha, muito obrigado por ter topado, foi muito massa.

TRThiago Rodrigues de Castro

E da minha parte é isso, gente.

GBGabriel Brasil

Fechou, galera, muito boa noite, obrigado e até o 15º, a segunda