Episódios de Na Colmeia

Matheus Duzzi Ribeiro - Na Colmeia #15

09 de julho de 20261h36min
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No décimo quinto episódio do Na Colmeia, Fred Beneti e Gabriel Brasil recebem Matheus Duzzi Ribeiro, Head de Dados e IA da Auto Avaliar, para uma conversa sobre como a inteligência artificial já está por trás da avaliação do carro que você troca na concessionária, e o que isso ensina sobre dados, produto e o mercado de trabalho em IA.Matheus é estatístico formado pela Unicamp, com MBA na USP e pós na Fundação Dom Cabral, e fundador do capítulo de Campinas da comunidade New Hack. Na Auto Avaliar, ele lidera a frente de dados e IA de uma empresa que opera no Brasil, em Portugal e na Espanha, e que nasceu para modernizar o famoso caderninho de avaliação de veículos das concessionárias.A conversa vai do repasse de veículos até o debate honesto sobre vibe coding, governança de código gerado por IA e o que sobra para o profissional técnico quando qualquer pessoa vira programador.🚗 A IA que enxerga seu carro na foto: rede convolucional que detecta repintura pela diferença de pixel, pneu careca pelo gomo e dano na lataria. As mesmas fotos que viram anúncio também treinam os modelos de avaliação.📉 A verdade sobre a Tabela FIPE: seu carro nunca vale a FIPE e você nunca paga a FIPE. Matheus explica de onde vem a tabela, por que o lojista quase nunca paga esse valor e como a Auto Avaliar montou uma tabela própria a partir do preço real da nota fiscal.⚡ A invasão dos carros chineses: o que os dados mostram sobre elétricos de entrada x premium, por que a bateria define o valor e o que esperar do segundo semestre.🤖 Nem toda IA é ChatGPT: Matheus separa estatística, machine learning, deep learning, visão computacional e IA generativa, e privacidade na prática, com blur automático de placa e LGPD.👨‍💻 A bolha estourou (e a IA que estourou): júnior x sênior, salários três vezes maiores no exterior e a frase que fica: a IA acelera tudo, inclusive o erro.🧱 O gargalo mudou de lugar: gerar código ficou fácil, revisar virou o problema. Se a IA gera mil pull requests, quem revisa os mil? Governança, lixo de código e por que conhecimento de negócio virou o diferencial.🕵️ O meme do Scooby Doo da automação: todo mundo quer automatizar tudo com IA, mas quando você tira a máscara do monstro descobre que não existe processo, não existe documentação e os dados não estão organizados.💸 Quanto sua empresa deixa na mesa: o lead anotado no papelzinho em 2026, a meta que já nasce impossível e o comercial operando em metade do potencial sem ninguém perceber.🐝 New Hack Campinas: a comunidade que passou de 600 membros e quer virar o vale do silício do interior paulista.Sobre o Na ColmeiaO Na Colmeia é o podcast da HiveAgent, empresa especializada em IA e automação para empresas. Fred Beneti e Gabriel Brasil trazem conversas diretas sobre tecnologia, empreendedorismo e o impacto real da inteligência artificial nos negócios, sem guru e sem papo de prateleira.📌 Conhece alguém com uma boa história em IA, dados, produto ou automação? Deixa nos comentários. A gente quer ouvir.Para saber dos serviços da Hive, visite: https://www.hiveagent.com.brOferecimento🔶 EpicFlow: se sua empresa tem vários números de WhatsApp e a comunicação virou bagunça para o cliente, o EpicFlow resolve com um único número, usando a API oficial da Meta. Sem bloqueio e com mais segurança nos dados. Use o cupom NACOLMEIA15 e ganhe 15% de desconto na mensalidade por 6 meses. Conheça em https://epicflow.com.br/🔶 Aizen CRM: CRM focado em IA, feito para times comerciais que ainda não adotaram nenhum CRM ou que sofrem com ferramentas difíceis de implantar. O Aizen oferece suporte real para a adoção. Conheça em https://aizencrm.com.br/

Participantes neste episódio3
F

Fred Beneti

Host
G

Gabriel Brasil

Host
M

Matheus Duzzi Ribeiro

ConvidadoHead de Dados e IA
Assuntos9
  • Manutenção básica de veículosAuto Avaliar · Rede convolucional · Visão computacional · Repintura de veículos · Pneu careca
  • Codificação GenerativaGeração de código por IA · Revisão de código (PR) · Governança de código · Lixo de código · Conhecimento de negócio · GitHub Copilot
  • Mercado Carros EletricosCarros elétricos de entrada · Carros elétricos premium · Bateria de carro elétrico · Carros chineses · BYD · Volvo
  • Automação de CRM e VendasAutomação com IA · Processos manuais · Otimização comercial · Metas de vendas · CRM · N8n · Gemini
  • IA e a interpretação de dadosFormação em estatística · Habilidades técnicas · Python vs. R · Mercado de trabalho em IA · Salários no exterior · Demanda por profissionais
  • Tabela FIPE vs Auto AvaliarTabela FIPE · Tabela Auto Avaliar · Preço real de nota fiscal · Margem de lucro do lojista
  • História e Aplicações da IAMachine learning · Deep learning · IA generativa · Visão computacional · Privacidade de dados · LGPD · Blur de placa
  • Projetos pessoais e empreendedorismo com IANew Hack Campinas · Vale do Silício · Ecossistema de startups · Engajamento em comunidades · Rocketseat · Embaixadores de tecnologia
  • Desenvolvimento de Produtos e MarcasValidação de ideias · Plano estratégico · Modelo de negócio · Marketing e vendas · Vibe coding · Ferramentas internas
Transcrição225 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
GBGabriel Brasil

Muito boa noite, sejam muito bem-vindos ao 15º episódio Dona Colmeia. Antes de apresentar, meu nome é Gabriel Brasil, antes que o Frederico me xingue, e antes de apresentar nossa convidada de hoje, hoje eu vou passar um recado, Frederico vai passar outros, tirando toda a ressaca que a gente tá por causa do jogo. Eu tô de vermelho, convidado já brigou comigo, eu tô de vermelho, não é por causa da Noruega, não é provocação, beleza, galera?

É o seguinte, ó, vamos falar um pouco do Epic Flow. É, se você tem uma empresa, precisa organizar o seu setor comercial, tem muita gente no seu setor, cada um olhando um número de WhatsApp, o Webflow resolve esse problema unificando tudo em um número oficial e trazendo muito mais segurança nos dados e segurança nas informações da sua empresa, tá? Esse mês a gente tá com a promoção de 15% de desconto na mensalidade durante 6 meses.

Então você entra, o cupom, se eu não me engano, Bruno colocou aí na na tela para vocês é NAACOMAIA15, tá? Então 15% de desconto durante 6 meses da mensalidade. Fechou, Frederico? Com você, muito boa noite.

FBFred Beneti

Boa noite, Gabriel. Boa noite, galera aí que tá nos acompanhando no YouTube. Seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda. Não esquece de deixar o like, compartilhar, participar aqui com a gente ao vivo. A gente deixa aí seu comentário, a gente vai, vai lendo conforme vai chegando. É falar do nosso segundo patrocinador, o Wizen CRM. Então a gente brinca que o Wizen é o primeiro CRM, é aquele CRM arroz com feijão e o tempero maneiro, né?

GBGabriel Brasil

Ele é feito para você usar, não é feito para você ficar 3 meses descobrindo o que usar, ficar implantando e ficar aquele monte de coisa tal.

FBFred Beneti

Então ele é bem simples, tá aqui no QR code aqui desse lado, dá uma visitada lá, tem integração com o Epic. Então Se você não utiliza nada ainda e quer começar a profissionalizar sua empresa, acho que são duas soluções bem interessantes aí. Suporte legal, né, Gabriel? Demais.

GBGabriel Brasil

Exatamente.

FBFred Beneti

Muito bom. O segundo recado é sobre o nosso grupo no WhatsApp e a nossa imersão. Então a gente tá com o primeiro lote aberto que vai acontecer em setembro. Então se você quer aprender sobre cloud, não só Cloud Code, mas falar do Cloud Design, Cloud Coworking, enfim, tudo que dá para fazer com cloud, que até setembro vai ter mais coisa, né, Gabriel? Toda semana aparece uma novidade. Então a gente vai te ensinar. Então basicamente o que a gente entrega para as empresas nos nossos workshops, a gente vai conseguir entregar nesse dia.

Eu e o Gabriel vamos estar lá na parte da manhã, na parte da tarde, e você vai sair de lá com a cabeça fritando, tenho certeza. O link tá, o QR code tá aqui também, então faz parte lá do grupo, troca uma ideia, a gente te ajuda com as coisas lá. Tem mais um recado que eu sempre esqueço. Ah, patrocinador, se você quiser patrocinar o Na Colmeia, se você gosta do tema de IA e quer pegar um podcast que tá começando, a gente tá no 15º episódio, QR code também tá aqui, chama a gente, a gente troca uma ideia, te apresenta os números aí, acho que dá para fazer uma parceria bem legal igual o Wizen e o Webflow tá fazendo. Meus recados são esses, Gabriel Brasil.

GBGabriel Brasil

E comentem, faz um comentário aí. Frederico arregão, que não veio com camisa da seleção, parou, falou que vinha durante a Copa toda, mas arregou hoje.

FBFred Beneti

Isso é verdade, gente, mas tô de ressaca. A partir de quarta-feira eu volto com as minhas camisas até o final da Copa.

GBGabriel Brasil

Bom, nosso convidado de hoje, Mateus Duzzi, Head de Dados e IA da Autoavaliar. Boa noite, cara, obrigado por ter vindo. Queria que você se apresentasse para a gente, que a gente sempre fala que eu sou preguiçoso, então se apresenta aí para todo mundo.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Tranquilo. Então, pô, prazerzaço estar aqui hoje, obrigado pelo convite, gente. Então, tenho 28 anos, ainda começando um pouco a carreira aí, mas já com grandes desafios, principalmente ali na Autovaliar, para liderar a frente toda de IA e dados da empresa. Então hoje a gente tá no Brasil, Portugal, Espanha, E o nosso principal mecanismo ali de fazer dinheiro, né, todo mundo gosta, é o repasse de veículos. Repasse de veículos, ele acontece na porta dos fundos da concessionária, que é onde você leva o seu carro para trocar por um veículo zero.

E não necessariamente esse veículo que você levou para lá vai ser vendido na concessionária, ele vai ser repassado para um lojista. E aonde que a Auto Avaliar entra? A gente faz avaliação A gente pega esse carro, faz um anúncio no nosso próprio marketplace, a gente tem mecanismos de IA para, por exemplo, ver se o carro está danificado, se tem uma pintura, pneu careca e tudo que possa conglomerar isso de dados e IA, com certeza vai passar pelo nosso time ali, que é o que eu lidero.

E bom, falando um pouquinho da minha trajetória, né? Então eu sou estatístico de formação, Eu formei pela Unicamp, fiz ali um MBA na USP e hoje eu tô em pós-graduação na Fundação Dom Cabral em Gestão Estratégica e Inteligência Competitiva e sou fundador da comunidade New Hack Campinas, que foi por onde que eu conheci o Fred ali no LinkedIn também, que a nossa missão é trazer essa vida de inovação, empreendedorismo e tech para Campinas.

A gente sabe que esse interior tech, até que a gente tá aqui em Americana também, é muito carente de eventos e unir essa galera toda num único lugar. Então, de um geralzão, né, acho que eu sou campineiro, a única coisa que esqueci de falar, mas é um pouco sobre mim aí.

GBGabriel Brasil

Massa, cara. Conta um pouco para a gente da Auto Avaliar, como é que a empresa, quanto tempo tem de empresa?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Tem 11 anos, cara.

GBGabriel Brasil

11 anos. Então, Auto Avaliar não começou com a IA, foi integrada depois, aí vocês começaram a caminhar. Como é que foi isso? Conta para a gente.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Por mais que a IA não tenha nascido hoje, né, a IA seja um assunto ali desde a época até do Alan Turing, a gente já fala de IA há muito tempo, autoavaliar ela nasceu como uma forma de modernizar o caderninho dos concessionários. Quando eu falo caderninho é o seguinte: quando você vai levar o seu carro para fazer uma análise de qual que é a quilometragem, se ele teve batida, tudo mais, Antes eles documentavam tudo isso literalmente caderninho, datilíbra ali.

E qual que era a dificuldade disso para gerenciamento? Perdeu o caderninho, perdeu as avaliações. Ou mesmo perdeu o caderninho, não sei quando eu paguei no Onix ou uma Belina um tempo atrás, e a hora de você fazer uma análise de outra Belina, aquilo se perde. Outro ponto também que a gente vem para solucionar: quando você só vende para o seu mesmo cliente, você não tem uma competição de preço. Então a lei da oferta e demanda, ela é importante nesse mercado porque a partir do momento que você tem várias pessoas brigando por um produto, a demanda vai lá em cima, então você consegue cobrar um pouco mais caro.

Então juntando todo esse cenário, a gente faz avaliação do veículo no aplicativo que a gente tem. Nesse momento ele pode vender mesmo na concessionária e usar como controle avaliação, ou ele joga essa avaliação para virar um anúncio no nosso marketplace. E aí a gente tem clientes grandes, como grandes locadoras aqui do Brasil, a gente tem as maiores concessionárias do Brasil com a gente, e os lojistas entram na nossa plataforma para comprar o veículo.

Como a gente faz isso desde 2015, a gente tem a base transacional de mais ou menos 90% do Brasil todo de concessionária, então a gente consegue falar com precisão qual que é a média da prática do preço, tanto para você vender seu carro para um concessionário para o concessionário vender esse carro para um lojista e para o lojista vender esse carro para uma pessoa física final. Então assim, o domínio do mercado feito pela Autovaliar em diversos pontos foi onde a gente trouxe ali de ser só um aplicativo para tornar um ecossistema de fato.

FBFred Beneti

E aí quando você fala de avaliação, você falou do caderninho, né? Mas eu lembro que a última vez que eu fiz avaliação, o cara foi com uma prancheta né? E tinha tipo uma planta do carro, né? Então tinha o carro lá e ele saía ticando as coisas, né? Ele olhando, ah, tá riscado aqui, tá não sei o quê, e vai não sei o quê. Isso é o primeiro momento, seria a digitalização disso para concessionária, enfim, ter essa base de dados.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Isso, isso. A gente tira as fotos do veículo já pensando que vai ser um anúncio. E quando você como lojista vai olhar para aquele carro como mercadoria para o seu estoque, aí entra uma primeira IA nossa, que é ver, por exemplo, aonde bateu a foto, se tem o sol iluminando e tá com pixel diferente do outro. Já existe ali uma rede convolucional que analisa a possibilidade de ser uma repintura. Pneu careca, a gente sabe que tem o gominho, né, do pneu.

A gente analisa isso nas fotos também. E quanto mais a IA analisa essas fotos, e os clientes vão falar assim, ó, aqui tá meio ruim, era um risco, você não pegou, mais ela vai ficando inteligente. Então nesse momento que tinha um mockupzinho, ainda não tinha autoavaliar ali, mas se tivesse, teria, por exemplo, um bounding box, que aí você estaria treinando a nossa IA também.

FBFred Beneti

Entendi. E aí quando você fala da avaliação, vocês conseguem fazer essa previsão de preço Porque assim, uma coisa que eu fico cabreiro quando eu vou trocar de carro é o raio da tabela FIPE, né? Tabela FIPE serve para quê? Porque não serve para ninguém. Para mim nunca serve, meu carro nunca vale a FIPE, né? E quando eu vou comprar, a FIPE também nunca é o valor da FIPE, é sempre mais. Então meu carro sempre vale menos do que a FIPE e sempre eu preciso pagar mais do que a FIPE. Desmistifica para gente, tá, cara?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Tabela FIPE, ela surgiu ali com a FGV há muito tempo atrás, ela foi consolidada inclusive como o referencial para calcular IPVA, né? A gente usa isso no Brasil. E o lojista muito raramente ele vai pagar FIPE no teu carro, porque, cara, ele precisa de uma margem para poder comercializar aquilo. Como a gente sabe o preço que de fato vai na nota fiscal, a gente tem a tabela autoavaliar, que no começo também foi construído com a FGV.

A FGV fez parte da primeira versão Hoje a gente tem a tabela proprietária que por pegar a nota fiscal sabe quanto que até o lojista coloca de margem. Então até uma dica para quem tá em casa é: tudo bem, você quer a FIPE no teu carro, muito provavelmente o lojista não vai pagar, mas quer saber o quanto de fato ele vai pagar? A tabela Autovaliar é um pouco mais confiável nisso.

FBFred Beneti

E essa tabela ela é pública?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Pública, qualquer pessoa queira acessar tabela.autovaliar.autovaliar.com.br.

GBGabriel Brasil

Então, um caso interessante, eu não entendo nada de carro, eu não ligo para carro, tipo Não é uma parada que me pega assim, sabe? E o que aconteceu é que eu tava para vender um carro, e aí eu falei com um amigo, ele falou, cara, leva o carro do jeito que tá, não precisa nem lavar. Foi, cara, como é que eu vou lavar isso? Que eu morava no chácara, carro marrom, né? O carro era preto, mas tava sujado. Não precisa, cara, você gastar dinheiro à toa.

Não, cara, eu vou lavar esse carro. Não só lavei como mandei polir o carro todo e tal para chegar lá Tô levando o filho para, né? E aí cheguei no lugar deles fazendo avaliação, né, com o cenário onde eu vou pegar outro carro. O cara, sei lá, foi, tirou 3 fotos do meu carro assim, 4 fotos, sei lá, não tá avaliado. O cara não falou nem para ele, falou limpinho o seu carro, hein?

FBFred Beneti

Quer nem saber.

GBGabriel Brasil

Para compensar os R$800 que eu mandei lavar.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Era concessionária, provavelmente era da autoavaliária. Então, cara, é assim, Hoje no Brasil é difícil a gente encontrar uma concessionária que não tá no nosso ecossistema. A gente tem, acho que um grupo que assim, até para os lojistas que assistem vocês é interessante, a gente tem o Grupo Barigui. Grupo Barigui, cliente nosso sendo anunciante, eles são patrocinadores das maiores maratonas do Brasil. Falo isso porque eu gosto de correr, então acompanho.

Eles têm ali é um domínio da região sul incrível. A gente tem outros clientes muito grandes como Grupo Parv, Servopa, aqui também da região de vocês o Grupo Caminho. Inclusive um abraço para o Thiago, que gosto bastante dele porque é um piloto da gente. Então o cliente nosso vira também potenciador de novas tecnologias. Então, cara, é muito difícil você ter ido e não ser cliente da gente, porque é muita gente que usa autoavaliar hoje. Para essa modernização toda.

GBGabriel Brasil

Legal demais. Eu tô falando porque é um papo que eu não fico totalmente por fora, sempre fico refém, cara. Tudo relacionado de carro, eu sou refém. Eu sou aquele cara que leva carro na concessionária mesmo, nunca manda no mecânico para trocar óleo, é sempre na concessionária.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Entendi.

GBGabriel Brasil

Pago 3 vezes mais, né, que eu sou cagão.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Mas, cara, assim, até desse ponto da concessionária A gente também vê hoje a volta desse costume que você tem pelo carro elétrico, porque como a gente não sabe muito como funciona o carro elétrico, é novidade para o brasileiro, tá voltando essa ideia de ir na concessionária e fazer todas as revisões por lá, porque também não tem muita pessoa ainda capacitada para esse tipo de mecânica, né? Então não se sinta sozinho, tem muita gente assim.

FBFred Beneti

E aí, só um ponto a respeito do carro elétrico, mais curiosidade, né? Avaliação diferente do carro elétrico para o carro comum, sei lá como fala, porque deve ser igual de iPhone que eles olham quanto por cento da bateria, sabe? Eu digo porque é o seguinte, eu já estudei mais de um lugar que o cara fala o seguinte, que para o carro elétrico pegar, a revenda precisa ser boa. Então assim, o cara com grana vem, ele é o inovador e comprou aquele carro, né?

Ele só ele só vai partir para um próximo carro elétrico se ele conseguir vender bem, conseguir, né? Então acho que é onde entra o trabalho de vocês, né, cara?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Isso assim, tem um mundo de dados que a gente consegue entrar aqui, mas tem algumas informações que são boas para entender esse mercado. Primeiro, bateria. A bateria, ela ocupa um valor do carro que assim, estragou a bateria, estragou o carro. E olhando hoje para uma análise, realmente, como que tá o estado da bateria? Aí depois olha algumas outras coisas, que nem lataria, tudo mais. E a questão da compra do seu carro elétrico para um lojista, um concessionário, a gente começa a ver até em dados que existem dois números distintos: a compra do elétrico de entrada e do elétrico premium.

Hoje já existe uma aceitação muito grande do elétrico de entrada, e quando a gente fala isso é Ora, Dolphin, Dolphin Mini, até alguns ali da linha um pouco mais premium da BYD. Mas quando você olha para carros que nem uma Volvo elétrica, eu acho que o lojista ainda tá com o pé atrás de entrar nesse mercado, que é carro que não nasceu elétrico, ou não, que a fama dele não necessariamente é por ser elétrico. Nem a Volvo tem um aspecto de segurança muito forte nas pessoas.

Não é por ser elétrico que vai comprar o Volvo. Enquanto o BYD, a pessoa já vai, e na maioria das vezes por ser carro de locadora. Hoje uma Localiza, uma Movida tá entrando com uma linha elétrica muito forte, para Uber também muito forte. Então a gente vai começar a ver no mercado agora, isso é uma informação muito boa para quem quer comprar um elétrico, que vai ter muita marca e modelo novo entrando no segundo semestre. Tem uma matéria da G1, se eu não me engano, falando 50 novos modelos Chineses, maioria deles, maioria deles.

GBGabriel Brasil

Você sabe que, cara, como eu nunca liguei para carro, uma vez eu comprei um Tiggo 2011, sabe? Um carro, era Chery só na época, cara. Lembro minha família assim, a galera da minha família queria me matar. Pô, para um Tiggo, tava, cara, tava tão novinho, ele tava com, sei lá, 20 mil km. Eu comprei ele, sei lá, vou te dar uma data, 2014, era em 2011. O cara tinha morrido, ficou parado o carro com os filhos, com eles andavam e tal, só fazer revisão, o carro é boa.

Andei com esse carro muito tempo, tava assim, andei até uns 70, 80 mil km, depende. E realmente você vende ele por, cara, vende por R$12 mil o carro. Não é um carro para você vender, é um carro para você casar com ele, ter na família, você virar um integrante da família. E mas eu adorava, eu nunca fui, eu por não sei negociar carro, nunca comprei carro para negociar depois. Então aí eu passei por alguns carros, mas meu lance com carro é assim: eu compro o carro, anda até 40 mil no máximo e vendo.

Por não entender de carro, fico com medo de ficar na mão e tal, então ando pouco. E agora eu comprei um Tiggo de novo, só que o novo, né, cara? Eu adoro o carro. E como o chinês tá entregando para gente muito mais do que os outros modelos É que custam, sei lá, duas vezes o preço, né?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Sim.

GBGabriel Brasil

E o carro, pô, o carro elétrico do Marcelinho, que é o BYD e tal, animal o carro. Mas ainda acho que ele comprou na época que tava mais caro do que teoricamente hoje. Assim, você tá vendo essa entrada, essa invasão de carro melhorar até a condição dos carros atuais que a gente tem hoje, abaixar o preço? Você acha que não?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Existe uma comparação simples que eu acho que até você vai acabar respondendo. Por que que você não comprou um T-Cross?

GBGabriel Brasil

Eu acho mais bonito o Tiggo. Eu sou um péssimo exemplo para isso, cara, não vai ser bom para você. Mas a T-Cross, mas você sabe, só desculpa, eu nunca gostei de Volkswagen, não sei por quê, não entendo de mecânica, eu nunca curti.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Embaixo é alemão, pode ser assim. A gente tem uma expressão comum ali no mercado de carros que é o carro, ele é que nem tênis, sapato. Para cada tipo de carro existe um tipo de pessoa que vai encaixar naquele número certinho. O que que eu falo isso? O cara do T-Cross, lógico que agora vai ter um deságio ali dos preços que eu imagino para os próximos meses, que ele dificilmente vai trocar o T-Cross dele para um chinês, um cara que gosta muito do alemão.

Mas o cara que colocar na balança, por exemplo, para um Atos que acabou de lançar agora, que é um elétrico flex, e colocar o preço num T-Cross lado a lado, ele não vai comprar o T-Cross. Mesma coisa que o cara vê uma caminhonete agora ali que vem da GWM, da BYD, e vê uma Maroc, vai ter muito público da Maroc ainda, que é o público clasterizado que gosta ali da Maroc por ser alemã. Mas vai ter uma galera que já ia gastar esse mesmo preço que vai comprar um chinês.

Então sempre vai existir o público nichado, que vai ser o cara que vai gostar de repente de comprar um carro mais Hyundai, Honda, porque nunca quebra, e o cara que é entusiasta. Então vai ter o cara que vai olhar para o preço, o cara que sempre vai ser fiel à marca, que vai ter esses dois mundos paralelos.

GBGabriel Brasil

Porque quando eu fui comprar, o que eu coloquei na balança, eu pesquisei um pouco e tal, e por esse preço, o que que esses outros carros têm para me oferecer? Porra, mas perde de muito, você falou, na faixa de preço. E aí eu ia pegar aquele Tiggo 8, que era, que era o híbrido, sim. Aí eu desisti porque o próprio vendedor da loja, que era da própria Caoa, falou, cara, a Caoa tá entrando agora, nem híbrido, espera mais um pouquinho para comprar híbrido e tal.

Eu fui para o 7, que é o melhorzinho dos 7 deles lá, não lembro nem se eu mudando meu carro. E tô super feliz com o carro, acho que eu precisava do 8, que é uma banheirona, né, que é muito maior do que o outro. Mas toda vez eu vejo anúncio de carros chineses novos E principalmente a galera que falava, uma galera que falava, tinha preconceito com carro chinês. Você anda meio quarteirão, você vê muito chinês hoje, né? Você acha que a galera tá trocando o desejo por ter uma marca específica para ter um carro simplesmente?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Cara, é uma boa pergunta. Acho que não é o único fator, tem vários envolvidos. Tem dados que a gente olha dentro da nossa plataforma Que tem gente, por exemplo, saindo de um Corolla indo para um Song. Tem gente saindo de um Corolla indo para um Hora 5, que agora é um SUV de entrada dos elétricos. Então não tem um padrão que você fala assim, todo mundo que é desse jeito vai para esse outro lado. É muito variado. Só que também existe o FOMO, né, o FOMO de você perder.

Esse é o único que não experimentou um chinês ainda. Eu acredito que existe isso. E tem também o lado do incentivo fiscal, porque também tem muitos estados hoje que estão com incentivo fiscal bom de chinês, inclusive no caso de elétrico híbrido, em questão de IPVA, em questão de licenciamento, para alguns estados é importante isso também para dar uma olhada.

FBFred Beneti

Tem próprio incentivo até da própria fábrica, né? A fábrica, tanto que eu acho que na Bahia que tem, né?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Acho que tem na Bahia.

GBGabriel Brasil

Sim, eu quase comprei o carro em Joinville na época, quando de IPVA era bem mais em conta lá também.

FBFred Beneti

Agora, uma coisa que a gente olha muito, principalmente, só completando, vocês veem essa parte de IPVA também na audição?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Então a gente olha para questão de colocar o anúncio no ar depois, para o lojista comprar ciente que tá o IPVA pago, falta X parcelas. Mas a gente olha para essa questão de chineses para tabela autoavaliar, porque da mesma forma que a gente tem esse produto aberto ao público em que todo mundo consegue consultar o preço de compra e venda do carro, tem os produtos que os concessionários compram, por exemplo, onde a gente vai olhar qual que seria o tempo médio para se vender o veículo.

E olhando o tempo médio para se vender o veículo, quanto ele vai valer daqui 3 meses. E o impacto que a gente vê e que a gente espera é o como que tá sendo os bônus que as próprias montadoras colocam em cima do veículo que agora tá vindo chinês. E que vamos supor que eu comprei um BYD por R$115 mil, eu comprei ele ano passado, aí eu vou vender esse meu BYD esse ano e lançou um novo com uma derrubada de preço dele do zero. Aí compensa eu comprar o zero do que comprar o seminovo.

Então nessas idas e vindas de bônus de mercado também te acompanha muito para questão de valorização do seminovo ou desvalorização.

GBGabriel Brasil

E nada a ver, tá, com o que você faz, tá, mas é opinião de quem gosta de entender carro. Preço de carro no Brasil é algo, me parece, fora de um de normal assim, né? Fico vendo carros populares assim, preço absurdo.

FBFred Beneti

Mas comparar com salário mínimo, pois é, não é um negócio.

GBGabriel Brasil

O cara tem que escolher entre uma casa e um carro, sei lá, para ir para o trabalho, sei lá, porque é um negócio absurdo. Você acha que com toda essa mudança do chinês já tá mexendo muito em preço? Eu achei um preço do meu carro, por exemplo, um carro barato pelo que ele tem. Você acha que isso a curto prazo vai ter uma mudança muito grande nas montadoras de uma forma geral?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

A médio prazo. Eu não imagino que de uma virada de ano, é, que a gente tenha de 26 para 27, vai ser uma mudança muito rápida. Mas a gente tem um esquema do imposto no Brasil que não vai deixar de existir de um ano para o outro. Acho que isso vai continuar deixando o preço do carro caro. Mas eu acho que a competição entre uma montadora e outra, até que a gente tava falando, eu adoro quando o Codex lança alguma coisa porque o Ford lança em seguida.

Isso para a gente é excelente, que pressiona o preço de uma montadora para outra. Isso vai ser genial para quem quer comprar um T-Cross, que querendo ou não vai ser inevitável abaixar o preço de um para o outro para ter competição de mercado. Mas abaixar o preço geral de carro eu acho muito difícil, isso até o longo prazo, cara.

FBFred Beneti

Massa! Tem carro indiano também, meu pai vive falando de uns carrinhos indianos que vai chegar aí, que eu não vejo a hora de chegar. É uns carrinhos menorzinhos, não sei o quê.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

A gente vê muita daquelas motinhas elétricas agora para rua também, né? E a gente precifica tudo.

GBGabriel Brasil

Acabou de deputar aqui, ó, Cláudio, que é o Codex.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Daqui a pouco vai cair também.

FBFred Beneti

Vai, vai. Ô, Matheus, é curiosidade, quando a gente fala de IA, né, as pessoas estão muito acostumadas com a IA generativa, que é o que tá acessível, né? Que é um negócio muito amplo, né? Lá na autoavaliar, tu consegue dar exemplo de IA que vocês usam? Comentou ali, mas assim, entrar um pouquinho mais em detalhe, se tem aí IA generativa ou não, se algum projeto que vocês fizeram, alguma coisa, e a preditiva, né? Pô, vocês usam ali, porque assim, você fala que são 11 anos já de empresa, então vocês devem ter muitos dados, né?

E com a gente falando do elétrico agora, o elétrico tem menos dados, né? Óbvio, mas Facilita a coleta, não facilita? Como que tá sendo de maneira geral assim?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Cara, então eu acho que assim, para falar de inteligência artificial, como um bom estatístico, a gente tem que separar ali o que que é a IA que a gente tá falando. Quando a gente fala do conglomerado do que envolve a inteligência artificial como área de atuação, existe machine learning, deep learning, e dentro disso existe a estatística básica, que ela funciona muito hoje ainda. Que você pode olhar para uma série temporal. O que que é uma série temporal?

É um dado histórico. A gente usa muito isso na Autovaliar para o que a gente falou de médio, longo, curto prazo, para saber quanto vai valer um veículo, para falar da questão do carro tá batido ou não. Então a gente tem um parceiro hoje que ajuda a gente com essa parte de car damage, que a gente fala, e é um dado de visão computacional. Isso já é outra inteligência artificial. Quando a gente fala de privacidade, né, porque placa ela é um dado sensível, sensível ao nível de que a gente precisa primeiro armazenar ela de uma maneira correta e também anonimizar quando for preciso.

A gente tem algoritmos que fazem blur de placa para não aparecer a placa numa foto. A gente tem leitura, por exemplo, de documentos com OCR e também sem OCR pensando na extração do texto, fazendo análise com IA generativa. Então, cara, assim, eu nunca fiz a contagem de quantos agentes a gente tem, mas a autoavaliar, antes de ter essa onda de IA generativa para a própria tabela, a gente já usava muito de machine learning, deep learning para isso já também.

FBFred Beneti

E o tipo de profissional, para o que a pessoa precisa saber? Porque assim, a gente tem essa dificuldade de às vezes mostrar para pessoa Que aí a gerativa é um rolê, e que às vezes a pessoa vê, né? Lembra um cara que veio falar de arte que é aprenditivo para gente, machine learning? O cara já achando que era a mesma coisa que colocar no ChatGPT, sabe? Então, que tipo de formação que esse cara precisa, essa pessoa precisa?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Cara, essa é uma boa pergunta, porque eu acho que mudou de alguns anos para cá. Se a gente falasse isso até lá para 2021, 2022, para falar o que que o cara precisa para ser um cientista de dados. Eu falo assim, não, estuda estatística, vai muito a fundo nisso, fica ali seus bons anos estudando inferência, probabilidade. Não que não tenha mais que estudar isso, eu acho que tem que ter uma base muito forte, mas hoje você entendendo essa base e escolhendo um dos campos de atuação como engenharia, analista, ou cientista de dados, se você não gostar, você migra muito fácil, porque um Clod da vida, você sabendo interpretar a estatística que tem por trás, para você trocar ali, ah, não gostei muito da área de ciência de dados, quero ir para um Power BI, cara, você tem uma enciclopédia gigantesca para ajudar a migrar de carreira.

Então eu não diria que teria uma gama de habilidades que, ó, segue essa receita de bolo certinho que você vai aprender. Aprende a base, uma lógica de programação, estatística, aprende como ali basicamente funciona o SQL e, cara, vai curtindo a jornada que vai dar certo.

FBFred Beneti

Aquele R também, o R já é muito mais—

MDMatheus Duzzi Ribeiro

eu não aprenderia, é, por mais que eu gosto de R, não iria hoje tanto no R porque, pô, com a IA hoje eu acho que o Python já tá mais aceitável para começar no Python. O R para o estatístico na faculdade a gente usa muito, mas o Python hoje é indiscutível. Mais usado no mercado.

FBFred Beneti

Então hoje na Autoavaliar vocês, a galera é mais do Python lá?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

A gente tem algumas coisas em R ainda, mas mais legados, mas é mais Python, muito mais Python.

FBFred Beneti

Aí vocês estão migrando alguma coisa assim ou não?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Ou não, às vezes a gente continua dando atualização no R mesmo porque tem algumas coisas estatísticas mais densas lá que a gente continua com R, e sim, dá para fazer deploy com R tranquilo, mas o Python ele é mais versátil até para você conversar com programador, às vezes o programador também sabe Python, vai embora.

FBFred Beneti

Equipe lá é que tamanho, cara?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

De dados, cara, a gente tá com 14 pessoas dividido entre analistas e mais focados em BI, engenheiros mais focados em engenharia de dados, pipeline, uma equipe de ciência, uma equipe de IA. E, cara, eu tenho uma pessoa para soluções. E por que que eu adoro falar dessa pessoa de soluções? A gente contratou esse ano, é uma pessoa que era do comercial, estudou muito com IA, assim, aprendeu a fazer fluxo no N8n, deploy ali no Vercel, faz coisa no Supabase ali também.

E por que que é legal ter essa pessoa? Que é uma pessoa com uma visão de negócio absurda, sabe muito de processo, sabe muito como fazer um pitch de repente para uma IA de fomento de vendas. Isso é essencial. E ela aprendeu sobre tecnologia. Então esse cara, eu acho que até uma coisa assim que eu vou começar a ver mais no mercado, sem ser essa curva de estatística, mas são de repente pessoas de produto muito forte que vão saber usar ali e não vão parar de ser pessoas de produto, mas vão ter protótipos mais fidedignos à realidade também.

FBFred Beneti

E essa pessoa, esse exemplo que você deu, ela já veio treinada ou era alguém de dentro que vocês começaram a estimular, ó, vai atrás disso tal, que em algum momento tem essa caixinha para você, ou vocês criaram? Porque como foi a seleção disso? Porque é diferente, né?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

É diferente. Essa pessoa, ela entendeu que realmente o mercado para explorar dentro da área que ela tava, ela já começou a atuar em alguns projetos, e vendo o talento, a gente absorveu para dados para dar mais treinamento. Então foi mais do lado dela. Mas, cara, foi um case tão bom que a gente começou a fazer processos de embaixador na empresa, porque não adianta só ficar o conhecimento na área de dados, sendo que numa hora, por exemplo, que eu precisar usar IA para prototipar alguma coisa para o financeiro, eu não ter alguém meu lá e precisar fazer toda uma reunião, esboçar tudo mais.

Então até a gente fala muito do uso do Gemini na empresa, que a gente contratou para dar mais essa liberdade, porque tem todo um commitment de segurança, privacidade, que a gente deixa as pessoas mais livres, treinadas e vai embora, não sendo da área de dados. Viram realmente pessoas, a gente fala que é embaixador mesmo dentro de cada área da empresa.

FBFred Beneti

E o que que você encara como embaixador? A pessoa tá ensinando os outros ou ela só tá...?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

É assim, vou explicar como funciona uma formação de embaixador, que isso assim, para quem quer fazer dentro da própria empresa, eu acho o negócio Sensacional. A gente pega turmas trimestrais e seleciona pessoas engajadas. Então, basicamente, tem que ser uma pessoa que você vê que ela quer explorar alguma coisa, já tem ali um espírito mais de inovação. Você traz ela para ali, a gente tem um grupinho ali no Teams e faz treinamentos com essa pessoa, como usar o Gemini, como fazer ali um bom prompt, o que que é um agente.

Dentro ali do Gemini também a gente tem o Agent Design. Como eu crio, por exemplo, uma automação para toda vez que vir algum email específico ele resumir todos daquela mesma categoria e me dá um resumo, um relatório? Ou eu tenho várias reuniões, como que isso pode gerar um produto novo? Então, para área de produto isso é um case, para área de comercial tem outro case. Então, no final dessa turma a gente faz um desafio que vale alguns prêmios ali na empresa.

E tendo esse desafio completo, a gente premia a pessoa e dá um certificado que ela tá graduada para ensinar as pessoas do time dela. Isso. E aí a gente vai pegando outras pessoas de outros times, vai fazendo trimestral isso.

FBFred Beneti

E é para um grupo grande de pessoas ou são poucas pessoas?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Cara, na base de 15 pessoas, né?

FBFred Beneti

Tipo assim, e vai muito da pessoa dela tá afim, né, mas ela acaba sendo de certa forma reconhecida ali, né.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

É, foi assim que a gente descobriu a pessoa que era do comercial e que a gente trouxe para o time. Então se a pessoa tem um desejo de imigração, já é uma oportunidade e vira quase como se fosse um curso que a gente contrataria, mas a gente deu dentro de casa. E aprendendo que meio que na dor, né, tipo aprendendo no dia a dia, né, que os projetos que às vezes a galera pensa ali para trazer para virar case são coisas do dia a dia dela, né.

FBFred Beneti

Que eu acho que é o melhor rolê, né, cara? É porque a pessoa sente a dor, vê a oportunidade, a melhor pessoa para trazer coisa é isso aí.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

E já surgiram projetos também que a gente viu que às vezes a pessoa como embaixador não ia dar conta, porque às vezes era alguma coisa que precisava de uma API, de alguma coisa um pouco maior, a gente trouxe para o time, a gente desenvolveu. Também vira um depósito de ideias ali também para a gente, é super legal.

GBGabriel Brasil

Você que tá trabalhando com dev direto, Você acha que vai mudar o esquema da forma de contratação? Eu digo, na época que eu contratava, então o cara saiu da faculdade, tem um período aí de carreira e tal. Você acha que vai chegar no momento que a gente vai contratar não devs assim, ou não necessariamente um cara formado, mas que ele vai resolver o problema dentro do time como um dev?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

É difícil, pelo menos no que eu vejo hoje, projetando para um médio prazo, eu pensar nos problemas que eu vivo de um cara não técnico resolvendo. E assim, o cenário que eu vivo, né, alguns outros podem ser diferentes, mas a gente tem hoje, por exemplo, vários tipos de— vocês falaram de CRM, mas os CRMs de concessionária, onde a pessoa vai lá e coloca qual o carro que tá no estoque, Existem vários tipos de o que a gente chama de DMS que, cara, quando dá algum problema, eu não vejo alguém não técnico resolvendo aquilo.

Então as pessoas profissionais técnicas, eu acredito que tem um amplo espaço para crescer. O cara que é bom naquilo que ele faz tecnicamente vai longe, porque com IA ele dá uma alavanca. E um ponto interessante, até trazendo um dado que eu vi lá no Vale do Silício nesse começo de ano, Conversando com algumas pessoas de Big Tech, eles falaram, cara, alguns técnicos que foram demitidos em layoff não voltam para o mercado porque eles entenderam que quando eles são muito bons, eles fundam empresa, eles fundam empresa.

Então assim, a amplitude para um dev virar empreendedor também, cara, é magnífico, porque, pô, ele sabe muito do técnico para desimpedir o negócio de alavancar, né?

GBGabriel Brasil

Porque você sabe que na época contratava bastante, os melhores devs que eu tive não eram formados, eram caras que passaram por muita dor assim, aprenderam sozinho, quebraram a cabeça e tal. E os devs que vinham da faculdade, não tô generalizando, tá, sim, mas era uma parte considerável, eles estavam entrando na empresa com uma espécie de agora eu vou começar o meu curso. Meu aprendizado vai começar agora, né, minha prática e tal.

Então, de certa forma, saía caro, né, quando não é o estagiário. O estagiário já vem preparado para isso, mas o cara que já vem contratado, um júnior ali, ele sai caro, né, quando ele tem que começar a ensinar o cara para começar a te dar algum retorno e tal, né. E o que eu vejo hoje, eu tenho notado e vendo algumas coisas, é que tem muita gente que tem um pensamento lógico legal E consegue produzir bem, né? Tem toda a parte de validação, de precisar de um cara técnico e tal.

Mas eu achei que o mercado ia mudar para isso, sabe? De não necessariamente o cara ser um dev de carreira para começar a atuar numa área de desenvolvimento.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Eu acho que a formação, a nível de precisar de uma graduação, beleza, eu concordo com você. Também tem pessoas que não são formadas, mas a casca de estar ali passando em bug, passando em PR mal resolvida, né, que você vê ali que o cara realmente tem uma experiência. É o verdadeiro, é verdadeira graduação que a gente tem de mercado. Eu acho que se o cara viveu mais tempo e não necessariamente ele tem uma graduação, beleza. Mas o que que tá acontecendo?

A pessoa às vezes no boom que teve ali de 2020 de 2020 a 2022, basicamente, que deu esse surto de IA e as empresas estavam contratando muito, cresceu muito ali o desejo de entrar para área de dados e IA. E as pessoas, depois que deu esse boom e que deu uma acalmada, ainda acham que é fácil de entrar. A curva tava muito baixa para você entrar na área de dados porque tinha muita gente precisando e muita gente contratando. Basicamente, essa aqui é vir para área de dados, pode vir. Agora não é mais assim.

GBGabriel Brasil

Na época a gente sofreu muito, cara, porque entrou a pandemia ali, galera indo para fora, né? Teve um movimento desse indo para fora, meus funcionários pedindo. Eu tentava assim, é difícil, né? Tentava era uma conversa, porque, pô, você tem um salário nível Brasil, que é um teto que se pagava aqui, o cara chegava, pô, vou ganhar 3 vezes mais lá fora. Falar, ok, cara, vai embora, tipo, vai ser feliz, porque não tem como concorrer com com salário 3 vezes mais alto.

Só que eu falava na época assim, não com eles, né, claro, mas essa bolha uma hora vai estourar, porque no Brasil não se paga, tipo, um produto não se paga com esse valor para manter débito prescritável. E de fato não imaginei que a bolha ia estourar com surgimento de ARN, né? Acho que ninguém imaginava isso, mas de fato estourou e mexeu muito com o mercado, né?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

É, o pessoal fala assim, ah, será que a bolha vai estourar?

GBGabriel Brasil

Já estourou, já estourou.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Porque quando a gente falava exatamente desse momento, era muita polêmica no que que é o sênior, no que que é o júnior. Hoje a gente volta a ver o que que é isso, porque como a IA ela acelera tudo, isso pode ser frase de caminhão assim, né? Como a IA acelera tudo, inclusive o erro, um cara que faz muito erro, a IA vai funcionar esse tipo de coisa.

GBGabriel Brasil

A dificuldade que eu mais tive na época assim foi, além de deve sair e tal, por atividade comercial, cara. Porque imagina, seu funcionário, sei lá, chutar preço aqui, custa R$6.000 por mês, né, o salário dele, sei lá. E aí, a partir do momento que tá acontecendo esses movimentos, você tem que subir o salário desse cara para tentar segurar ele. Consequentemente, a sua hora sobe também. E os clientes que você tá dando manutenção há 5, 6 anos, é difícil você falar com ele, cara, agora o seu preço aqui era R$1.000 é R$2.500, porque então isso foi a parte mais difícil para mim na época, foi esses ajustes de preço, foi muito difícil convencer o cara.

E quantas vezes a gente escuta: problema seu, cara, pô, funcionário pede aumento, eu sei, meu cara, amigo, o problema é nosso, alguém vai pagar essa conta.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

O que eu tô fazendo aqui é meia, mas cara, é uma bola de neve assim, né? A gente fica se perguntando de bolha, fica se perguntando de de o que que eu devo estudar para estar dentro do mercado. Cara, é tanta coisa para acompanhar que, olha, todo dia é um 7 a 1 diferente, né?

GBGabriel Brasil

Mas a minha pergunta sobre profissional e tal é que assim, o Fred sempre fala comigo sobre, pô, mas você cresceu, né, você foi evoluindo no meio de devs. É verdade, eu comandava equipe de devs, eu tenho uma noção do que é a programação, mas longe de me considerar um programador. Nunca fui programador, nunca quis ser, na verdade. Sim, o que mudou para mim foi que eu comecei a furar fila, né? Porque antes eu tenho que esperar para— como eu sempre fui de criação, eu crio os produtos.

Na Hive eu pego mais a criação de produtos, e como eu sempre gostei dessa parte, eu pulei essa fila de não ter que esperar o dev para fazer um BP, para colocar em produção, enfim. Então hoje eu pego, faço, entrego É um caminho contrário, nem para o Dev validar. Então eu achei que no mercado ia surgir mais profissionais nesse aspecto. Ele pode— hoje eu preciso dar, a gente tava falando negócio de PR do Git, eu me viro e tal, mas eu morro de medo de tudo que eu vou fazer até hoje, cara.

Eu vou fazer uma migração no banco de dados, eu tenho medo, cara, sou cagão para essas coisas, sabe?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

E eu acho que tem que ter, é bom.

FBFred Beneti

Sim, é bom.

GBGabriel Brasil

É igual moto, né?

FBFred Beneti

Quando você pede, não tem medo. Acho que tem, cara. Hoje eu fizer fazer um negócio, eu abro uma transação para antes fazer. Depois deixa eu abrir aqui a transação, né? Que a transação, que é, você roda o comando update, alguma coisa assim, ele não altera para todo mundo, ele altera só na sua sessão. Você abre ali e tal, faz as consultas, beleza, estão commit, entendeu?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Mas até hoje tem, é bom ter esse medo, cara, porque É um sinal inclusive que talvez você não vai ultrapassar esse limite e tá tudo bem, né? Porque se ocorre é outra coisa, né? Então é que nem eu tentasse fazer algum design, por exemplo, de publicidade, cara, meu design ia ficar muito pior que o teu.

FBFred Beneti

Aí eu faço, hein, eu faço, ele adora meus designs.

GBGabriel Brasil

Ele sabe 3 cores, cara, ele só conhece 3 cores.

FBFred Beneti

Não, são 21.

GBGabriel Brasil

A raiva tem 2 cores porque ele pediu para não colocar mais. Entendi.

FBFred Beneti

Eu falo, são 21, é as 7 do arco-íris, os 3 tons, é isso. Porque é o verde, verde claro, verde escuro, né? Não é verde oliva, verde não sei o quê. Não, você colocar 3 tons, você sente 3 tons. Sempre vai ser um mais escuro, uma—

GBGabriel Brasil

esse é o Dev falando.

FBFred Beneti

Isso aí. E lá vocês usam IA generativa para codar ou não?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Usamos.

FBFred Beneti

E como que é o controle disso, cara?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Assim, eu vou falar muito por cima porque a minha área ela não usa tanto como uma área de desenvolvimento em si. A gente tem explorado mais o uso de não necessariamente colocar ali o cloud como uma ferramenta de consulta e sim criar alguns agentes de uso comum da empresa. O grande desafio que a gente tem debatido bastante é sobre governança desse tipo de coisa. Então, quando se gera muito código, a gente tem o perigo de gerar muito lixo junto.

E até um ponto que o GitHub falou em uma das palestras que a gente foi lá no começo do ano, falou, cara, aqui a gente gera a cada 1000 issues, 1000 agentes. Mas aí veio a pergunta e o cara deu uma, ah, mas eu não sei muito como faz. Mas e a PR disso depois? Você tem 1000 pessoas para revisar? Que não necessariamente você vai conseguir colocar tudo aquilo para dentro, alguma coisa você vai ter que descartar. Então hoje eu acho que gerar código, de fato a gente tem gerado muito bem, mas para toda empresa, não só para a gente, eu acredito que muito do gargalo é revisão.

Como que a gente vai revisar aquilo que de fato é qualidade, né? Não é só garbage in, garbage out.

FBFred Beneti

Ainda mais quando gera muito código, né? Às vezes você manda fazer um negócio, lá tem mais de 1000 linhas alteradas, né? A revisão disso é problemática. Mas aí você não consegue contornar isso, sei lá, com teste automatizado, por exemplo?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Consegue, consegue. É uma coisa que a gente já tem aplicado, mas ainda existe o gargalo, é inevitável. E tem um outro ponto que eu acho que acaba sendo uma coisa que a gente tem apostado muito, é no conhecimento de negócio. Então, da mesma forma em que uma pessoa de produto ela começa a ficar habilitada a protótipos mais fidedignos do momento que nasce uma ideia, Um desenvolvedor, por poder fazer um papel, às vezes até no papel ali de liderança dos tech leads, um papel um pouco mais rápido, ele tem um tempo um pouco maior de estar dentro do negócio.

Então a gente tem explorado, por exemplo, treinamentos de produtos para os nossos desenvolvedores, que ajuda muito para o cara não fazer uma feature e desconecta. Então a gente tenta aprimorar isso até ensinando um pouco mais sobre a gente mesmo para os devs.

FBFred Beneti

É uma coisa que a gente tem usado aí, a generativa, é para documentação do sistema. Gabriel fez um negócio muito massa no final de semana. Você quer contar da Gabi?

GBGabriel Brasil

Eu acho melhor você contar, porque tecnicamente você vai explicar isso melhor.

FBFred Beneti

Conta do seu jeito.

GBGabriel Brasil

E aí o que eu vou contar do jeito idiota?

FBFred Beneti

Não, porque é legal, porque assim, ele identificou o problema, né? Porque assim, o app, em alguns casos, é a gente ainda que atende os clientes, né? Proximidade com a consultoria, né?

GBGabriel Brasil

Quando o cliente fecha com a gente, a gente quer dar essa atenção a gente mesmo, explicar essa ideia.

FBFred Beneti

A gente fecha com o dono, né? Então a gente gosta de ter essa proximidade, né?

GBGabriel Brasil

Então a gente vai fazendo esse atendimento mais próximo e tal, até a gente ver que as coisas— e é legal que o cara contrata hoje, aí durante a primeira semana tem muita dúvida, né? O cara não sabe fazer isso aqui, porque, cara, a gente é E a gente sabe que a API oficial da Meta é chato, cara.

FBFred Beneti

Nossa, é muito chato. Qualquer coisa do Facebook é chato de mexer. Hoje a gente tava, só um parênteses, né, a gente tava fazendo um negócio no Epic para integrar com o Instagram, cara. É o caos aquilo lá, é muito chato, é muito chato. Aí hoje eu descobri, né, fizemos tudo lá tal, não chegava mensagem, né? Também não chega mensagem, né? Tipo no Instagram da Hive, né? A gente mandava mensagem no Instagram da Hive, não chegava, não chegava, não chegava.

Eu descobri que enquanto não tá publicado, só o testador oficial do WhatsApp tá lá dentro, pode mandar. Aí mandei o convite, não chegava o convite. Só consegui ver o convite no Instagram web, no Instagram web. Web não tem, tem que ser no web.

GBGabriel Brasil

Foi a mesma coisa, a gente costumava descobrir isso com o Marcelo também. O Marcelo que achou. Cara, mas inclusive eu acho que Google e Facebook desconhecem o cara que trabalha com UX/UI. Eles não contratam esse cara. O Consolid Amazon, é possível, é de padaria, né? Que isso, nossa, cara, é um negócio assim fora de série. Os caras, eu não sei se o dificultar a usabilidade faz parte do core deles para não ficar fácil demais qualquer um contratar.

Sei lá que porra que é que eles arrumam, cara. Mas é um inferno. Mas o negócio é o seguinte, né, a gente querendo reduzir as perguntas iniciais do Epic, uma ideia foi criar um RAG, como de RAG e tal, onde a pessoa pudesse entrar e consultar a base de conhecimento de uma forma mais interativa assim, né. Então, e aí a gente tava falando sobre RAG, sobre N8N e tal, que antes eu aprendi montar RAG no N8N de uma forma, era um RAG mais burro, né, preguiçoso, mais preguiçoso, né.

Mas dava um trampo maior assim, né, configuração de chunk, dos embeds e tal, até configurar a parte de database. Enfim, dava um trabalho maior. Cara, eu vou tentar fazer isso com o cloud, porque usando o Fable, né, então que eu fiz, eu pedi o cloud para analisar tudo que o app tinha de função. Eu já tinha uma documentação, mas eu não queria que ele explorasse a documentação que eu já tinha, eu queria que ele que o Feibo analisasse tudo de novo.

Então ele fez toda análise do app, função por função, cara. Tipo, para anexar um arquivo para uma pessoa, clica no clipe, tem acesso a essa função. Então a esse nível assim. E o app é uma ferramenta de certa forma grande, tem muita coisa nela. Então ele fez toda análise, toda documentação, criou os artigos já preparado para o RAG. Como a gente tá no Supabase ali, ele já subiu para base vetorial. Oi, ficou animal! E toda função nova que eu construo, que a gente implementa no app hoje, ele já documenta.

Já temos, a gente criou uma skill para ele já documentar, mandar para base editorial, e ele já cria uma animação, uma animação em HTML para incorporar no RAG. Então o cara tem toda a documentação, tem a animação que ele abre, vê tudo, tudo que tá sendo explicado ali em animação na tela. E automático, cara, não tem dor, não tem a validação, que é a parte mais chata. Mas falar de validação hoje, reclamar disso é, porra.

FBFred Beneti

E você pega, eu gosto, falei bem, cara, sobre a parte técnica. Assina embaixo aqui, ó, tu quer falar?

GBGabriel Brasil

Sou dev agora, galera.

FBFred Beneti

Mas eu gosto de trazer esse exemplo porque documentação é um negócio muito chato de fazer. Dev não gosta de fazer documentação, né? Documentação de API é uma coisa que eu não entendo hoje em dia, é por que que os SaaS, né, de maneira geral, né, a API nunca tá documentada da última versão, né. Às vezes você vai ler a documentação, tem sempre um veja bem, né, as coisas que a gente vai integrar sempre tem um veja bem. Hoje é tão fácil manter a documentação atualizada, é só pedir para o papai fazer, ó, atualiza aí, cara.

Tem forma de fazer que você coloca os arroba lá, não sei o quê, mas Cara, é impressionante. E aí esse exemplo é legal porque, por exemplo, o Fable que ele usou, ele mapeou o sistema, ele gerou 76, 80 artigos.

GBGabriel Brasil

Agora já tá com 96 artigos.

FBFred Beneti

Ele gerou 96 artigos sozinho com todas as funcionalidades do sistema, né, tudo animado. Então agora o primeiro contato, né, que a primeira dúvida, que basicamente é um FAQ, Tem explicação, ainda tem uma animação do que a pessoa precisa fazer, cara. É muito—

GBGabriel Brasil

e tem um painel no nosso admin onde tudo que é pesquisado não é encontrado, ele armazena no nosso painel administrador para falar: o cara tá tentando encontrar isso, não tá achando sobre isso, para ferramenta já criar essa documentação.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Sim.

GBGabriel Brasil

Então ela passa lá de vez em quando para ver o que não foi encontrado, para dar feedback para criar.

FBFred Beneti

E tem coisa que não precisa ser criada, né? Igual o teste que a gente falou, quem é Michael Jackson, né? O cara fala: não, isso não tá na documentação e não estará, né?

GBGabriel Brasil

Mas a partir de agora nada vai ficar sem documentação mais, porque com a Skill, né, a gente vai, tudo que é implementado novo, ela vai.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Agora uma dúvida, né, isso é uma polêmica ali no mundo de desenvolvimento e produto. Quando é algo que é uma solução para você e que ela pode ser vibe codada? E quando é uma solução que pode ser vendida, na opinião de vocês? Porque assim, hoje uma solução para ir para produção, ela tem desafio de performance e tudo mais. Quando que vocês decidem, cara, isso aqui é legal, vou vender, ou isso aqui tá legal, mas eu vou deixar aqui dentro de casa e depois eu vejo o que eu faço?

GBGabriel Brasil

Cara, ó, aí eu vou colocar o chapéu de criador de produtos, que é o que eu faço. Tem muita coisa que a gente criou que a gente usa interno. Por exemplo, a ferramenta que a gente usou para te convidar, né? Então a gente tá integrado com WhatsApp, que convida o cliente, ele vai para um painel onde, enfim, você viu lá como é que funciona. Então aquilo é uma coisa para— nunca pensou em vender aquilo também, nem seria o mercado para isso.

Mas a gente é cheio de ferramenta interna nossa. O que eu fui aprendendo ao longo do tempo foi que eu sempre tive a responsabilidade, por viver muitos anos na área da programação, né, beirando ali. Eu sei que não é qualquer coisa que dá para o cara vai me codar hoje e colocar em produção. A gente já teve experiência aqui interna que eu criei produto, a gente conversou um pouco antes, que Era para resolver um problema interno nosso, mas mesmo assim eu criei um problema de performance gigantesco e custou dinheiro para empresa, porque problema de performance tava estourando o convex, não, o limite do acesso de banda do banco.

Então assim, passou para o Fred passar para equipe dele para avaliar tudo, para enfim. Então o que a gente sempre fala é da responsabilidade de quem tem um superpoder de codar. Agora todo mundo virou programador, né? Todo mundo acha que virou programador. Então qualquer coisa que é feita, você quer colocar no mercado, show de bola, cara, mas entrega para um dev. O papel dele não foi, não foi substituído aí. Então tudo que vai hoje, que a gente cria o produto, fala, cara, esse pode ter tração, passa para nossa equipe, para nossa equipe validar tudo, corrigir o que precisar corrigir e colocar no mercado.

Então é muito, tem muito critério nisso aqui. A gente não apoia de forma alguma alguma, o cara criar um projeto no Lovable e tacar isso no mercado. E tá acontecendo isso muito, né?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Muito demais.

FBFred Beneti

E a gente fica muito atento à demanda, né? Então a gente conversa com os clientes, a gente percebe ali que tem uma demanda parecida entre eles, né? Pode vir com uma solução, né?

GBGabriel Brasil

E tem um negócio, cara, que o lance da galera, todo mundo ter virado programador, é que Facílimo desenvolver um produto hoje, assim, com todos os critérios e tal, mas é mais fácil do que era, sei lá, 4 anos atrás desenvolver um produto. Antes o cara vinha até a gente, ele sempre contava que tem uma grande ideia que vai mudar o mercado. Nunca era uma grande ideia.

FBFred Beneti

Eu quero que você seja meu sócio.

GBGabriel Brasil

Exato, que essa, isso é clássico, né? Ele, cara, te convida para ser porque ele teve uma grande ideia, então a gente tem que ser sócio dele. Essa grande ideia tá dando oportunidade para gente.

FBFred Beneti

Só deixa o centro, que a ideia dele, o povo fica movendo.

GBGabriel Brasil

Isso. O combinado é você desenvolve, você assume todos os riscos de desenvolvimento, você paga todo desenvolvedor, e quando der certo a gente divide isso aí. Então isso é essa proposta para a gente, cara. Todo dia chegar uma proposta assim. Então hoje o desafio que a galera não entende, hoje não, sempre foi, mas desafio que a galera não entende, nunca, eu acho, nunca vai resolver com IA, seja o que for, pode facilitar, é vender o produto.

Adianta nada você ter um mega produto na mão, a galera não sabe quanto custa o marketing, quanto custa ads, quanto custa toda—

FBFred Beneti

não só quanto custa, como faz, que são habilidades muito distintas, né? Você aprender a vai decodar, é, você tira a ideia da sua cabeça e para você tá funcionando. Agora, colocar o barco na água e fazer virar, cara, não é fácil.

GBGabriel Brasil

Antes você tentava pescar um investidor para o desenvolvimento, né? Principalmente para primeira fase. Hoje você tenta pescar o investidor para o marketing, né, para colocar grana em marketing.

FBFred Beneti

Verdade que é o que interessa, pelo menos para a gente, né, o que interessa é conversão. A gente precisa trazer cliente, a ferramenta tá funcionando, tal, a gente precisa trazer gente. E é difícil, eu brinco assim, cara, como você conversa, convence a pessoa a abrir a carteira? Como que é o modelo de negócio da Auto Avaliar? Onde que ela ganha dinheiro? Faturamento em venda de software ou intermediação, é assinatura, é por carro vendido, por carro vendido, entendeu?

Aí tipo é meio que se vender, então ela ganha, né? Mas em outros casos, quando você vai fazer um SaaS, a pessoa tem que confiar na sua solução, né, pagar ali, e ainda tem um desafio de manter. Como que você mantém? É, não pode, por exemplo, eu e o Gabriel, a gente tem discussão às vezes, tipo assim, que feature que a gente vai colocar e por quê, né? Porque senão a gente começa a criar um Frankenstein nas coisas, que é, ah, beleza, é legal essa feature, um cliente pediu tal, mas será que vale a pena fazer?

GBGabriel Brasil

E se deixar, eu vou embora, cara.

FBFred Beneti

Vai ter que ficar segurando, entendeu? Porque hoje é tão fácil e gostoso subir feature, né? Pô, né? Mesmo passando por validação, a gente escreve teste, passa por validação, não sei o quê, E é muito rápido, né? Isso que eu ia perguntar também lá na tua avaliação. Quando você— uma coisa que eu noto lendo, né, tal, hoje em dia tá muito fácil criar, tirar a ideia da cabeça, né?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Sim.

FBFred Beneti

Mas é muito mais difícil validar essa ideia depois, né? Vocês têm algum critério? Igual você falou, que às vezes a pessoa tem e tal, mas tipo, até onde que vai Para parar ou continuar, né? Porque assim, hoje tirar a ideia da cabeça não tem mais segredo, né? A não ser que você vai lançar um foguete. É o que eu falo, né? Tipo, software financeiro, software que mexe com vida da pessoa, saúde, ou lançar um foguete para Marte e a Lua, daí já é mais difícil. Mas qualquer outra coisa que é fazer CRUD é muito mais simples, né?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Assim, na autoavaliar A gente tem um plano estratégico definido ali todo fim para começo de ano. Então, obviamente, a gente tem as metas traçadas em cima dele e tudo aquilo em que a gente origina de ação em cima do plano estratégico, a gente acaba tendo ideias que podem chegar lá mais rápido. Então, para nortear se algo vai entrar ou não como feature, na maioria das vezes a gente vê se vai seguir o que a gente colocou como plano estratégico.

Recentemente a gente começou a ter na autoavaliar também a linha amarela e verde de máquinas. Então a gente trabalha com Caterpillar, John Deere, trabalha com empilhadeira, coletadeira e whatever ali de máquinas. Mas não foi uma ideia que nasceu de alguém num dia dormindo ali, acordou, meu Deus, vamos mexer com máquina. Não, já tinha feito estudo, já tinha ali, por exemplo, pessoas que já trabalharam com máquinas falando sobre aquilo, tava no plano estratégico.

E uma ideia que pode vir a ser implementada como feature muito provavelmente vai ser olhada para se faz sentido ou se não faz dentro do plano estratégico. E eu acredito que hoje Isso é uma coisa que dá para falar abertamente tendo um podcast, que a maioria das empresas olha para esse tipo de coisa, senta-se de repente numa reunião de sócios no começo do ano, é qual que é o tipo de meta que a gente tem para esse ano e que que a gente vai buscar para atingir.

E eu acho que não ter meta também nesses casos, ele é muito perigoso, que aí cai naquilo de eu vou fazer uma feature porque eu acho bonita e pode ser que você acha não, e pode ser que eu e você Então acho que a priorização ela cabe muito na onde que vocês querem chegar também.

GBGabriel Brasil

O negócio do feeling é o caralho, né? Quando a gente tava falando, fazendo o Trout, que é um outro sistema nosso de marketing e tal, ele conversava muito com o Marcelo, né, que é o meu sócio nisso. Ele falava, cara, vamos combinar um negócio aqui, ó, feeling é o caralho, não existe feeling, tá? Tudo a gente vai ter que criar uma explicação para isso, porque se a gente for no feeling, né, cara, a gente vai Achar um monte de coisa e chegar a lugar nenhum, na verdade, né?

FBFred Beneti

É, mas quando eu perguntei não era focado em feature, é mais ideias, porque você comentou que vocês fazem os embaixadores, as pessoas meio que ficam nas áreas ali e tal, e tem alguma ideia que ela pode chegar a desenvolver, né, cara?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

A ideia que o embaixador geralmente tem é uma dor que ele passa e que acaba originando num pequeno projeto. Vamos supor que todo fim de mês, se você trabalha no financeiro, você tem que preencher 4 planilhas e que essas 4 planilhas você coloca, você recebe dados por email para aquilo. O cara vem às vezes e dá ali uma ideia falando, olha, eu preciso que essa planilha seja preenchida sozinho porque isso vai ocupar muito do meu tempo.

Não necessariamente algo do plano estratégico e a gente vai incentivar o cara a fazer. E existem ideias de, cara, vamos começar a trabalhar agora com barco, porque barco é legal e eu tenho um amigo que trabalha com barco. Aí a gente fala, cara, tenta voltar um pouquinho, vamos dar um passo para trás. Então esse tipo de priorização de ideia, a gente até aborta algumas, mas na maioria das vezes é dor que o cara tem do operacional do dia a dia, do processo mesmo, aí ele acaba E aí as ferramentas é o que ele aprende ali naquele tempo. Que ele aprende no embaixadores, basicamente.

FBFred Beneti

Então, por exemplo, ele pode fazer um N8n, pode usar um Gemini para perguntar alguma coisa, fazer um agente ali no email, por exemplo.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Raramente vai para um nível de N8n, cara. E isso é legal porque às vezes a gente pensa que para usar IA você tem que usar muita ferramenta top de mercado. Às vezes é um negócio tão simples que você toma 2, 3 horas do seu dia Tem o Flows, por exemplo, do Google. O que que é o Flows? É basicamente o NOS do N8N, só que só funciona dentro do workspace. Como a gente só usa workspace, então é ótimo para gente. E se a gente usasse a questão da Microsoft, provavelmente vai ter alguma coisa parecida.

A AWS provavelmente vai ter alguma coisa parecida também. Então aquela mística de que, ah, eu tenho que saber muito sobre IA para automatizar, cara, para muita coisa do dia a dia não faz sentido mais.

FBFred Beneti

O Flows eu não conheço, aí mais curiosidade. Você consegue conectar com, consegue criar um nó HTTPS lá e fazer chamada de API ou não? Ou é só dentro do seu workspace?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

E aí que você faz, é, vamos supor, todo dia de manhã às 8 horas consulte para ver se tem um novo arquivo nessa pasta do Drive, e se dessa pasta do Drive tiver um novo arquivo Leia, me dê um resumo e mande para o email. Ou se toda vez que eu fizer uma reunião e tiver uma transcrição do Google Meeting, gere um email para todos os convidados falando a ata da próxima reunião. Coisa que assim, cara, ata de reunião é um negócio muito chato de fazer. Então quebra um galho.

FBFred Beneti

Entendi. Mas assim, de novo, é só dentro do seu workspace? Tá, aí é porque uma forma talvez seria via Apps Script, né? Via Apps Script você poderia fazer alguma chamada e mandar esse dado para fora, por exemplo.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

E via Apps Script fica muito fácil você codando pelo Gemini ou pelo ChatGPT, vai muito fácil.

FBFred Beneti

A gente tem um cliente que a gente tem uma solução de transcrição, né, que ele faz reunião de resultado e eles tinham que preencher os indicadores no, nunca lembro se era o Monday.com ou ClickUp, era um desses dois, era o Monday, né? E é meio insano assim pensar que usava o gerenciador de tarefa para preencher indicador, né? Mas enfim, era o jeito que eles faziam, tá? E era muito ruim porque eram muitos indicadores, né? E a galera tomava muito tempo deixar para preencher sempre no final, né?

E não via muito o porquê daquilo. Aí depois aquilo tinha que apurar, consolidar para levar, porque tem níveis de diretoria, gerência, o quê tal. E a gente ajudou eles lá, que agora eles só fazem uma reunião, né, essa transcrição. Eles assinaram o workspace, então tem a transcrição. Agora o pessoal faz uma conversa de uma hora, uma hora e meia ali e tal. A hora que cai a transcrição, dispara o fluxo lá no N2N, que faz todo o rolê, ele baixa A transcrição passa pelo Gemini, a mesma transcrição passa em dois nós diferentes com visões distintas, né?

Uma procurando coisa quantitativa, procurando coisa qualitativa dada aquela reunião. Daquilo sai indicador e aquilo aparece na tela para pessoa magicamente lá. Eles adoraram porque não precisa mais preencher nada, você só conversa.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

A pessoa ganhou as suas boas horas, ganhou muito, ganhou muito.

FBFred Beneti

Então assim, é aí com isso Né, aí o projeto, ele é o que a gente fala, né? Pessoa vem com problema para a gente, acha que a hora que resolver aquele problema acabou. Não, só que a gente tira esse problema da frente dela, ela começa a ver outro problema, ela quer resolver. Então para a gente é muito bom. Por isso que a gente, tanto nos workshops que a gente dá, a gente fala, ó, tudo que a gente aprendeu ontem com os nossos clientes, a gente traz para vocês aqui, né?

Que é dar esses exemplos e mostrar que beleza, Seu problema hoje é esse, a hora que a gente ajudar a resolver você já vai ter outros problemas e somente vai—

MDMatheus Duzzi Ribeiro

ou seu problema você acha que é esse, né? A gente começa a ver no mercado também muito a linha de eu quero automatizar tudo com IA, mas quando você vai ver é aquele meme do Scooby-Doo, né? A hora que vai ver o monstro por trás você vê que não existe processo, não existe documentação, porque para fazer a RAG precisa de documentação.

FBFred Beneti

Existe dados organizados, né?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Então quando você vai automatizar alguma coisa com IA, minimamente você tem que saber o que tem que automatizar. E a gente vê hoje todo mundo querendo automatizar coisas que elas nem sabem o que elas fazem também.

FBFred Beneti

Isso é o que eu sempre falo, que a gente tem dificuldade na venda por causa disso, né?

GBGabriel Brasil

A gente tratar, quando tiver mexendo em um processo, tá conversando com o cara hoje falando justamente isso, foi, cara, Muitas vezes o cara se sente, quando a gente tá conversando com ele, que a gente quer invadir a casa dele e falar, ó, teu quarto tá desarrumado, vai lavar suas vasilhas e tal. E não é isso, é, não é isso, mas é porque a gente precisa conversar com o cara muito francamente que o processo dele é ruim. Aí eu falo, cara, quem é você para falar que o meu processo é ruim?

Só que uma das grandes vantagens que a gente tem é que a gente vive muitos processos de muitas empresas, né? Então a gente tá mudando de contexto o tempo todo, falo nós dois, né? Então a gente tá, mesmo tempo que a gente tá na empresa de laboratório, a gente tá atendendo uma empresa que é educacional, da área de educação, depois a gente vai para empresa de contabilidade, enfim, né? Então a gente tá em muito cenário diferente. Então a gente sabe pelo menos onde o processo vai quebrar, né?

Então a gente tem todo esse movimento de sentar com o cara, fazer milhão de perguntas e repetir as perguntas um milhão de vezes para fazer ele pensar, ele chegar a entender realmente isso aqui tá, pode ser melhorado. E tem um negócio, né, cara, eu vou te falar, consultor é o cara que você paga para ele olhar, para olhar no seu relógio, né? Então é mais ou menos isso, tá pagando um cara só para, mas o que a gente consegue fazer entrando nas empresas hoje e administrando o processo dos outros, não deu muita experiência do que não deve ser feito, principalmente do que não deve ser vivido pelo cara e tal.

É a maior barreira de entrada que a gente tem, porque ele tem que tomar a decisão, tá bom, preciso realmente mudar esse processo. Então quando o cara, muitas das vezes que a gente faz uma reunião, o cara vai embora e volta um mês depois Tá bom, cara, tem razão. Vamos conversar aquilo lá.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

A gente enfrentou muito isso dessa resistência, a gente ainda enfrenta para conseguir esses 10% que falta às vezes do mercado, porque tem gente que gosta da pranchetinha de avaliar veículo.

GBGabriel Brasil

Eu acho que sempre vai ter, né, cara?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

E tá tudo bem. E assim, às vezes o cara ele não enxerga o quanto que ele pode estar perdendo, não o quanto que ele pode ganhar, né?

GBGabriel Brasil

Exatamente.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

O tanto que ele pode estar perdendo às vezes é uma margem Que impede ele abrir uma nova filial, que impede ele crescer X%, já bateu uma meta que ele não vem batendo há X meses também. Então imagino que o trabalho do consultor realmente deve ser delicado nesse sentido.

FBFred Beneti

A gente pega muito no comercial, né, esse negócio de o quanto o cara tá deixando na mesa, né?

GBGabriel Brasil

Do mais crítico sempre é o comercial, eu acho, porque ele não sabe, pô, eu tô vendendo aqui R$500 mil por mês, A gente tem que conseguir explicar para esse cara que ele podia estar vendendo um. E não tô falando de milagre, que aí a IA vai fazer ele vender R$1 milhão por mês, não é isso. É que tá muito claro que ele tá atingindo, atingindo 50% do potencial de venda dele, anotando coisa no papelzinho, não automatizando alguns processos que o comercial dele tá tendo que fazer na mão.

Então mostrar para ele que ele pode levar o potencial do comercial dele e acabar com processo repetitivo, às vezes o cara fica muito desconfiado. E que é uma coisa que a gente não faz, cara, é vender milagre. A gente deixa muito claro que não existe milagre nesse, existe trabalho, né? Então, como tudo que você faz bem feito dá resultado.

FBFred Beneti

É porque eu acho que tem uma realidade das empresas que a gente foca em PME, né? Que assim, você tá numa empresa de tecnologia, né? Então você sabe tudo, dá para fazer e tal. Eu vim, venho de uma área de desenvolvimento que eu sei também que dá para fazer, mas Tem um pessoal que é muito carente de tecnologia, que não tem área de TI lá dentro, ou se tem, a pessoa que vai arrumar impressora, formatar o computador ali e tal, mas não é uma pessoa que vai ajudar a automatizar todos os rolês, ou fica na mão de um fornecedor que essa empresa é só mais uma para aquele fornecedor, entendeu?

Então se chegar o ticket lá, o cara fazer alguma coisa, mas ele não Não tá olhar apurado, sincero, sei lá qual que é a melhor forma dele, cara, não é, entendeu? Então quando chega para gente, a gente consegue dar essa atenção e mostrar, pô, não existe 2026 você ficar anotando coisa no Excel mais para fazer controle de cliente, sabe? Tem ferramentas para isso que não são caras e que vai te dar uma baita produtividade. Você vai ter histórico, vai saber, né?

Tem um exemplo muito bom que é o do papelzinho, cara. Tipo, 2026, o cara anotando no papelzinho o lead, cara, é fora de cogitação.

GBGabriel Brasil

Isso é porque a gente foi numa palestrinha para o pessoal desse comercial e a gente começou a perguntar, perguntar, tá, cara, cadê o último lead que chegou para você? Aí o cara falou, não, tá ali na minha mesa. Aí ele fala, então pega lá, pega lá para mim. Aí o cara revirou a mesa dele, abriu uma gaveta, abriu outra gaveta, enfiou as duas mãos no bolso. E pô, não sei onde é qualquer papel. Porra, é isso, cara, esse é o problema.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Isso aconteceu, é difícil acreditar que tem uma boa quantidade de fazer isso ainda, né?

FBFred Beneti

E aí, e aí quem passa vergonha não é só esse cara, é o dono da empresa que tá junto, que a cara dele foi desmontando. O cara acha que tem algum processo e não tem, entendeu? E isso é muita realidade, cara. Isso aí não é, não tá distante não.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Mas a questão também que a gente precisa olhar nesse cenário é o cara, ele quer crescer X% no próximo semestre, enfim, no próximo ano. Ele vai pensar que os caras têm que vender e não matter why, e vai embora. Não importa se é papel, se é papelão, vai vender.

GBGabriel Brasil

São as metas malucas. A gente, pô, Frederico sabe, atende alguns lugares aí que conversa com algumas empresas aí que assim é meta Que o cara coloca a meta no começo do ano, no final do ano anterior, já sabe que não vai bater essa meta, cara. Ele só quer um motivo, parece, para espremer a equipe dele loucamente até no final do ano, cara.

FBFred Beneti

O ano passado, pois é, aumentou mais para esse ano.

GBGabriel Brasil

A meta é vender R$1 milhão, não bateu, não chegou perto de R$1 milhão, do ano que vem é R$2 milhões. Mas como que você vai fazer isso, cara?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Só que é um voo de galinha, né? Assim, você coloca uma meta que você vai conseguir colocar uma, duas, três unidades a mais vendidas ali Só que qual que é o preço do processo não seguido que vai gerar no final das contas? Porque gerar o papelzinho, esse lead, por exemplo, poderia gerar uma recorrência que ele bate nesse primeiro ano, bate no ano seguinte, seguinte, seguinte, seguinte, porque vira um cliente fiel. E essa noção do churn, noção de métricas, realmente dificilmente você vê hoje uma pessoa olhando para mais do que só o ROI também, né?

GBGabriel Brasil

Complicado, cara. Eu queria falar um pouco, você tem alguma coisa para falar desse assunto ainda?

FBFred Beneti

Não, eu puxar da comunidade dele.

GBGabriel Brasil

É, exatamente, puxa então, vai lá. A gente queria saber um pouco mais da comunidade, como é que funciona, qual que é o trabalho, desafio também. Eu tenho frustrações relacionadas, não é frustrações, que a gente nunca avançou com isso do jeito que deveria. Mas vamos aproveitar aí para aprender um pouco sobre, cara.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Então eu fui para o Vale do Silício no final de março, começo de abril, muito para entender do que que realmente era isso que as pessoas falavam que é o Vale do Silício. Porque quando você fala ali de Google, fala de Uber, NVIDIA, são empresas consolidadíssimas, tem processos muito claros. Mas e aquelas startups que muitas vezes até morrem, a gente nunca soube que existiu? Então eu fui muito nessa ideia de realmente visitar até o que o pessoal chama ali de hacker house, que é onde os fundadores moram durante um período de tempo até acharem investidores e fundar de fato a startup.

E eu fui com uma galera da NewHack lá de São Paulo, o Rodrigo Terron e o Paulo Braga. Ele já tem uma comunidade consolidada há um certo tempo lá. O Terron, ele foi fundador ali da Rocketseat, então Ele já tem uma—

FBFred Beneti

o terror. Eu tenho uma história engraçada com ele. Eu pegava carona quando eu falava, cara, nossa, ele morava em Campinas. Eu fui umas 2, 3 vezes com ele para lá, mas quando eu conheci ele, ele fazia o hackathon ainda. Sim, é um hackathon, ele organizava hackathon. Eu tinha esse conhecimento, acho que a Rocket fazia isso, né? Eu não lembro. Enfim, aí depois perdi o contato e tal. Aí você falou o nome dele, eu lembrei.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

E aí, cara, esses caras têm hoje venture capital, eles entram muito forte na parte de startup em São Paulo. E eu tava nessa ideia de trazer para Campinas alguma coisa que eu olhasse para o que é o Vale do Silício e falasse, cara, eu tenho alguma coisa no quintal de casa que é parecida. Que é horrível você ter que ir para São Paulo. Quem pega de quarta-feira que tem um Serena adora ir no Serena, muito legal o que eles fizeram lá.

O Terron comprou uma cafeteria em São Paulo e agora tem lá o espaço para galera fazer evento. Mas pô, ir numa quarta-feira, 7 horas da noite, para São Paulo, pega puta trânsito. Falei, cara, não é possível que a gente tem tanta gente boa em Campinas, não tem algo parecido com isso. E aí eu propus para o Terron para a gente fazer um, o que a gente chama de chapter, que seria meio que uma filial da New Rec em Campinas. Hoje a gente tá perto ali dos 600 membros já, com a tendência de cada vez mais crescer essa comunidade.

E um público muito bom para ter uma conversa de qualidade, que eu acho que isso é importantíssimo para uma comunidade. A gente tem desde pessoal mais sênior tech falando sobre temas avançados de IA, de IoT, etc. A gente tem uma galera fundando startup em Campinas, então teve uma galera que já fez pitch ali com a gente apresentando, e investidores observando também para trazer investimento. Tem se leva. A gente teve ali o Vitor Cavalcanti, que foi ex-diretor de dados da Magalu.

A gente tem o CTO da Ecotrace, que palestrou com a gente no último evento. E, cara, a gente pelo menos todo penúltimo ou último quinta-feira do mês a gente quer fazer um evento totalmente gratuito. Tem vagas limitadas, geralmente esgota. Então quem entrar na comunidade já pega esse hábito de se inscrever logo assim. E a gente não quer parar por aí, a gente quer cada vez mais chegar nessa ideia de ser um interior de verdade tech, para assim, é quase que utopia, mas chegar perto do que é o Vale do Silício para os Estados Unidos.

GBGabriel Brasil

E como é que é a administração de comunidade, cara? Como é que é o trampo disso, cara?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Assim, a administradora tá ali no canto, que é a Lai, a minha esposa. Ela é uma das dos organizadores da comunidade. A gente tem o Rodrigo Alencar, que fundou o CTO Talks, que era um podcast que ele entrevistava CTOs. Foi comprado esse podcast há um tempo atrás e agora muito legal ter o Rodrigo ali com a gente. E tem o Renato, que ele é CTO ali em Vinhedo numa startup também, e ele trabalhava na Magalu. Puta experiência ali em área de tecnologia, a gente juntou nós 4 para ficar aqui em Campinas como organizador.

Então a Laia, ela fica nessa parte de divulgação e responder a galera ali no grupo. Como eu tenho muita reunião durante o dia, inviável, ela fica com essa parte. O Rodrigo, ele faz essa parte de comunidade de fato. Então como ele tem essa experiência de já lidar com uma galera em comunidade, ele traz isso em editorial para a gente do que postar lá. E o Renato cuida geralmente da parte de infraestrutura. Então a gente tá em 4 ali, aceitamos voluntários, obviamente, mas, cara, o desafio é conciliar a vida geral com comunidade, que é sempre bem corrida.

GBGabriel Brasil

Aí, pode falar.

FBFred Beneti

Não, eu ia falar assim, eu já tentei fazer comunidade mais de uma vez e um problema para mim que eu não sei resolver é a parte de engajamento, porque assim, eu não quero ter uma comunidade que eu tem que ficar demandando da galera, porque senão vira fã clube, né?

GBGabriel Brasil

Também não quer ficar spamando também, né?

FBFred Beneti

Exato. Tipo, eu acho que tem que ser orgânico, né? Eu participo, eu tô na— depois pode contar como que você me fez, né? Como você me achou ali no LinkedIn. Até falei que você falou, será que fui eu, né? Aí você me deixou em dúvida se foi uma automação ou não, né? Mas é, acho que isso facilita. Eu tenho várias pessoas que eu conheço que estão lá. Tipo, Pelos tá lá, o Cassiano tá lá, ele colocou o Raul também. Então tem uma galera que tá ali, né, cara?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Assim, a gente não sei se foi sorte ou se realmente é do nosso público, mas como eu fiz esse ranking igual eu fiz com você, eu acho que tinha muita gente com essa mesma dor e que ali se encontrou numa forma de conversar sem que a gente tem que ficar estimulando toda hora. É lógico que quando eu tenho um tempo ali, por exemplo, de sábado e domingo, que eu pego para dar uma estudada em alguma coisa nova da pós ou de IA, eu lanço no grupo: alguém já viu isso?

E aí explode gente comentando. Mas naturalmente, quando alguém faz algum artigo interessante, quando surge alguma vaga legal dentro do próprio grupo— hoje mesmo surgiu lá— eles já começam a se comunicar e isso vai gerando a comunidade ativa. E o que eu vejo que a comunidade tem feito bem, que a gente não pode parar de fazer, é esses eventos presenciais. Porque é no momento onde a gente faz esse evento presencial, gera um burburinho, aí parece que é uma curva assim, aí a gente vai para o próximo e vai nesse, nessa curva de seno, cada vez mais assim crescendo participante, se toca sozinho. Então o difícil é romper o platô do começo. Pelo que a gente percebeu.

FBFred Beneti

E esses eventos, eles também não são fáceis de organizar, porque você precisa, porque como evento gratuito, você precisa alguém ceder o espaço, né, é fazer uma vaquinha ou alguém patrocinar um eventual coffee. Porque eu não fui no evento, mas eu vi a agenda, né. Então assim, acho que você separa um 2 a 3 horas da noite ali, acho que é das 7 às 10, alguma coisa assim. Então tem um eventual credenciamento, tem um comes e bebes ali, tem um tempo da pessoa, tempo network.

Então assim, você querendo ou não, você tá querendo, não, você tá organizando um evento que demanda de coisa ali que geralmente são pagas, né?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

É do espaço, cara. E assim, agradeço muito a quem cede o espaço para gente. É uma questão da gente realmente trazer a parceria, a gente dá o espaço para pessoa falar, divulgar vagas, etc. Mas realmente são parceiros que compraram essa ideia de criar o ecossistema em Campinas. Então a gente teve a Certiva, teve a Weave, teve uma galera que se dispôs a ceder o espaço para gente. Em questão de patrocínio para comes e bebes, mesma coisa.

Teve Thiago Carvalho, parceiraço nosso em Campinas. Ele tem uma empresa focada em salgadinhos. Ele topou muito fazer esse patrocínio para gente, mas a gente para os próximos já tá engatilhado com outros, porque se o Thiago também patrocina, fica pesado para ele patrocinar sempre, né? Então essa é a ideia de que tem vários parceiros que fazem, cada um contribuindo com o que tem um pouco, que construiu a comunidade. Porque se cada um, se pegasse um e patrocinasse todos, cara, ia ficar muito pesado.

Então pegando cada um, e ali já surgiram coisas muito legais. Tem gente que já fechou projeto, tem possíveis sócios de startup, teve gente que acabou fechando ali alguma coisa e acabou contratando depois. Eu mesmo já acabei entrando ali em contato com pessoas para fazer projetos para a própria Autavaliar. E é o que a gente quer, a gente quer que daqui a pouco surjam empresas e que a gente olhe e fale, nossa, cara, esse aí tava na comunidade, conheço e tal.

GBGabriel Brasil

Essa é a parte de relacionamento muito da hora mesmo, a comunidade, né? Porque a parte de relacionamento, de trazer as pessoas para dentro e conseguir administrar isso e fazer disso um... Pô, a gente, quando eu fui naquela Não sei se pode falar que é uma comunidade, agora fugiu o nome, comecei a participar de uma parada aqui, ela tá nível nacional, mas tem grupo, células assim.

FBFred Beneti

É uma enfermagem, não é?

GBGabriel Brasil

Não, não é uma enfermagem, esqueci o nome. Eu conheci aqui americano inclusive, então você ia, mas era uma espécie de comunidade, todo mundo se reunia e foi muito bom para a gente conhecer pessoas novas e tal. Mas depois eu fui ver como é que os caras administravam a comunidade. Aí eu tô falando de manter as pessoas engajadas, tal. Cara, era um trampo absurdo. E é sempre a minha curiosidade relacionada à comunidade, é isso, porque eu sempre entro numa parte, no momento, fala assim, cara, eu vou fazer isso funcionar.

Aí funciona por 3 dias, e aí a vida toma conta de um monte de outras coisas. E a gente deixa a comunidade meio um pouco de lado. Eu passando vergonha, porque acho que 2, 3 semanas atrás falei, galera, agora vai! Tem uma galera lá, não vamos desistir mais, vamos embora! E aí falta engajamento, né? Falta a gente provocar do jeito certo, porque o que pega para a gente assim, eu não quero vender nada para comunidade, é o primeiro ponto.

O que a gente quer é ajudar a educar no assunto IA e automação, para galera não cair no golpe, para galera entender que de fato tá funcionando, que não tá. Então a gente quer colocar a liderança lá dentro para a gente virar uma referência para elas nessa educação com IA, que é o que a gente gosta de fazer. Mas a gente ainda não descobriu o jeito certo de fazer isso, sabe, com a comunidade.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Cara, eu acho que assim, é isso inclusive conteúdo da pós que eu tô aprendendo. Existe um conceito que chama modelagem de ecossistema. Quando você modela um ecossistema, os participantes dele têm que sentir valor em algum momento. Então, sempre que você se perguntar, agora vai, vai por quê? E se vai para você, qual que é seu objetivo? Se a pessoa que vai comprar essa ideia, se ela também tem um objetivo. Então, assim, uma pergunta que até me fazem às vezes Por que você tá fazendo uma comunidade, cara?

É para ser um executivo novo, é difícil, porque eu não tenho hoje, pegando um cara há tanto tempo de mercado, tanta rede de contato como esse cara. Eu falei, por que não vou construir a mim? Então, para mim hoje, para contratar, eu tenho 600 pessoas no meu grupo, que eu jogar uma vaga lá eu consigo mais chance de contratar do que se eu não tivesse a comunidade. Se eu preciso de um projeto, eu tenho 600 pessoas que podem me ajudar a construir aquele projeto.

Então, o fator para mim de valor é ter uma rede de contato muito forte que vai me ajudar na minha carreira executiva, ponto. Eu acho que quando isso é visto na comunidade, tem que estar muito claro para cada participante. Para o líder, por que que ele vai dar atenção para lá e não vai dar atenção para uma outra comunidade? E por aí vai. E assim, para o patrocinador, isso tem que ser muito claro. Nosso patrocinador hoje, que a gente costuma ver, geralmente é vaga, tá muito difícil recrutar.

E lá geralmente vai gente muito sênior. Vamos tentar trazer essa pessoa para dentro. E aí o cara paga e a gente passa as vagas depois ao pessoal do grupo. Então acho que o ecossistema de vocês tem que olhar para isso. E a dica que eu mostro para todo mundo de comunidade é gerar valor. A hora que gera valor e vira essa roda, ela vai girando sozinha.

GBGabriel Brasil

Eu acho que a gente não parou ainda para de fato estudar isso, sabe, e melhorar isso, porque a gente não quer ser o cara chato que fica spamando coisa na comunidade, não quer ficar replicando notícias para comunidade. A gente quer que seja algo de fato de valor. A gente não descobriu ainda como fazer isso sem ser um chato do rolê, saca?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Enquete. A gente no começo da comunidade a gente lançou algumas enquetes para saber o que que as pessoas gostariam de ver, o que elas não gostariam. Todo evento a gente lança uma enquete do que que foi legal, do que que não foi. Primeiro evento que a gente fez foi no espaço aberto e assim tava calor a semana inteira. No dia à noite deu uma ventania, um frio. Aí os feedbacks fazer no lugar fechado, natural. A gente começou a ver lugar fechado.

Questão de palestrante, ah, traz alguém que consiga trazer algum conteúdo de ponta a ponta de IA mais técnico. A gente trouxe. Então, cara, acaba que não tem achismo, né? É dado. E a gente vai otimizando cada vez mais. Quem sabe não trazer de repente algum grande player de uma lovable da vida, algum GitHub, fazer algum evento co-brand, e aí, puta, a galera vai vir só pela marca também. Então tudo depende do que a comunidade vê de valor.

FBFred Beneti

E o que você vê de próximos passos para comunidade? O que que você almeja assim, cara?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

A gente tá muito na linha, isso se tiver alguém da comunidade assistindo, perguntaram no último evento, de trazer coisas que não necessariamente ficam no auditório. Então trazer eventos que possam ser até uma corrida Eu gosto muito desse meio de esporte, então vamos fazer alguma coisa que seja caminhar no Taquarau, correr no Taquarau e a gente fale sobre tecnologia. Alguma coisa em bar, fazer algum— tinha isso em Campinas na época, pint of science.

Então você toma ali sua cerveja e conversa num happy hour sobre emprego, sobre carreira internacional. Então a gente quer explorar um pouco mais fora do auditório ali. Ainda esse ano, mas vamos ver próximos passos.

FBFred Beneti

Vamos, vamos. Bom, agora o Matheus é um momento que eu te comentei, né? Então a gente tenta quem é o Matheus além do head de AI data aí. Eu gosto sempre de começar com um livro, cara, dica de livro, é algo que você tá lendo, algo que você leu que te marcou, pode ser relacionada à carreira ou não? Enfim, alguma aí para o cara.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Eu gosto muito de um livro em particular, eu reli esse ano esse livro, chama A Cabeça do Steve Jobs. Confesso que tá bem atualizado, porque depois que teve a morte do Steve Jobs teve muita coisa ali que até o Tim Cook, ele fez muitas contribuições para bibliografia nos livros mais novos. Mas foi o primeiro livro da minha vida que me fez ir para a área de tecnologia. Então tem aquele livro de cabeceira ali, uma paixãozinha. Cara, não só de livro, gosto muito de podcast.

E para quem tá indo para a área de IA, um podcast muito bom que eu vi, eu vi recentemente, demora 4 horas ali para você escutar inteiro, mas foi do Akita, que, cara, é uma verdadeira aula para quem tá aqui entrando na área de IA. É lógico que tem algumas considerações que de repente você tem que fazer para a área que você tá indo, para sua linha de raciocínio, mas em conceitos técnicos dá para você pincelar bastante coisa dali.

E livros de empreendedorismo, cara, tem um monte. Startup Enxuto, Oceano Azul, que eu vi que vocês têm ali também, bem legal. Então eu acho que são esses que eu recomendaria.

FBFred Beneti

O Aquiton, você sabe, ele é dono da Codemind 42. Conhece? Não. A Codemind, ela tem escritório em vários várias cidades, inclusive tem Campinas. O Thaleson vai vir aqui, tá? Isso é o cara de— ah, é um nome super esquisito lá. Ele faz, ele é tipo um head de aprendizado, é uma parada assim. E ele vai vir aqui no podcast em agosto, agosto vai vir.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

E ele é—

FBFred Beneti

tô animado porque Não sei se ele é sócio do Akita, né? O Carlos, que é o que fez a ponte com a gente, inclusive um abraço para o Carlos, ele mudou para os Estados Unidos e tal, que agora a Code ela tem muito cliente no Brasil, só que eles começaram a fechar muito cliente gringo, né? Que eles trabalham com Rails e tal, forte deles, mas também JavaScript, etc. E eu queria ter trazido o Carlos, só que não deu tempo, né? Acho que a gente tava fazendo a sala, ele tava mudando para os Estados Unidos, né?

E quando ele voltar para o Brasil para visitar a família aí, eu vou tentar trazer ele aqui. Aí é sócio do Akita, Ninguém sabe onde a gente consegue fazer aquilo. Vem trazendo os cara do lado assim, chega uma hora e fala: não, deixa eu falar nesses cara aí também.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Tem que fazer um podcast on the road, aí vocês vão para os Estados Unidos, aproveita, patrocinadores aí, ó, lembra da gente.

GBGabriel Brasil

Show de bola. E filme, cara, o que que você curte?

FBFred Beneti

Filme, série, né, cara?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Assim, a minha esposa ela vai rachar o bico, mas eu sou apaixonado pelo Carros.

FBFred Beneti

Carros, o Relâmpago McQueen.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

É, e assim Desde pequeno adoro esse filme. É lógico que animação a gente assiste mais para divertir. Gosto muito de Interestelar também. Acho que Carros—

FBFred Beneti

olha lá, Interestelar lá, incrível!

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Em forma de abelha fica mais incrível. Mas o Carros é até legal porque, pô, minha família inteira trabalhou com carros usados algum dia da vida. Meu tio, meu avô, meu pai já trabalhou com isso. Eu acho que era inevitável eu gostar de filme de carro, trabalhar com carro. Então é meu filme preferido, mas Interestelar é muito legal.

FBFred Beneti

E hobby, cara? Você falou aí de corrida, do esporte aí e tal, mas como que é, cara?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Hobby, corrida. Adoro correr, sou esse entusiasta aí dos 5, 10, 42, 50, por aí vai.

FBFred Beneti

Aquelas ultramaratons nunca fez, né?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Fiz um ano passado. Foram 47 km. Tudo acima de 42 eu já considero que é ultra, né? Tem umas pessoas que vão falar assim, ah não, mas depende aí. Já fiz triatlon, inclusive treinava com um cara aqui de Americana, com William Barbosa da Tri Action. Cheguei a fazer um meio Ironman também, mas cara, acho que de hobby assim mais corrida hoje, curto para caramba.

FBFred Beneti

Passar rapidinho os comentários. Se quiser virar ali, ó, tem uns comentários ali, ó, quiser dar um bizu. Carla Duz deve ser parente, né?

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Ela é minha mãe.

FBFred Beneti

Sua mãe, né? A mãe não tem jeito. Minha mãe também tá. Mãe, beijo aí, eu sei que você tá assistindo. Bom, Gustavo, amigo nosso, sempre ali. Laiane, acho que é minha esposa, tá aqui. Muito bom. Gilson. É inspiração. Boa, Murilo também ali mandando.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Murilo faz parte da comunidade, sempre quando os eventos lá também.

FBFred Beneti

Da hora, é isso aí. Mateus, tem algum ponto que a gente não passou que você gostaria de trazer? Considerações finais aí, porque a gente na colmeia a gente acaba trazendo um monte de coisa e mistura muito, um monte de assunto aí e tal, né? Então uma leitura geral aí do que achou.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

Enfim, passamos por muita coisa. Eu acho que deu para dar um geralzão da minha trajetória de IA também. Acho que muito legal esse conceito de produto e dev, uma combinação muito boa. Eu acho que assim, uma das coisas que eu queria falar por último antes da gente encerrar é não deixar de se divertir com a tecnologia. Recentemente eu fiz um projetinho lá em casa para uma coisa muito simples, para testar o Fable. Cara, infelizmente não vai ao ar para ninguém, porque era para eu entender como funcionava, queimei meus tokens e vai ficar bem engavetadinho lá.

Porque eu acho que nessa, nesse rumo da gente tentar aprender IA ou tentar monetizar isso de alguma forma, a gente perdeu essa diversão do que que é programar e aprender alguma coisa diferente. Então, para quem tá assistindo, eu deixaria essa dica: continuem se divertindo com tecnologia.

GBGabriel Brasil

Tem um negócio que eu tava conversando com o Marcelo, que ele falando comigo, falou, cara, vamos ficar só fazendo produto, precisa vender não, vamos ficar só fazendo.

FBFred Beneti

Adoro, conheço os dois caras, cara, de fazer produto, literalmente se diverte, cara. São muito intensos assim, sabe? Deixava até 3, 4 horas da manhã, cara.

MDMatheus Duzzi Ribeiro

É isso, para quem tá se divertindo, trabalho é um detalhe, cara.

GBGabriel Brasil

É isso aí, fechou, cara. Muito obrigado por ter vindo, ter ficado essa 1 hora e 35 com a gente. E vocês de casa, muito obrigado por ter acompanhado a gente até aqui.

FBFred Beneti

Recadinhos?

GBGabriel Brasil

Ah, desculpa a minha voz que eu tô parecendo todo fanho, eu tô com alergia.

FBFred Beneti

É o ketchup, tá de vermelho por causa do ketchup hoje. Bom, galera, é agradecer quem ficou com a gente aqui até o final. Se você tá ouvindo isso aqui no Spotify, não esquece de deixar 5 estrelas lá, seguir também, que isso é importante. No próprio YouTube também é se inscrever, que isso faz com que o algoritmo tá sempre— a gente sempre fala do algoritmo, mas se não engajar, o algoritmo não entrega. Então é agradecer, Matheus. Brigadão, cara, ter topado vir.

O espaço tá aberto para outras vezes que você quiser. Quiser também sugerir para a gente convidados, como você tá com uma comunidade agora rica, né, de 600 membros, deve ter gente boa lá querendo participar também. A gente Gosto de conhecer gente nova, tá bom? É a parte aí do Gabriel Brasil.

GBGabriel Brasil

Fechou, galera, muito obrigado mais uma vez. Boa noite.

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Matheus Duzzi Ribeiro - Na Colmeia #15 | Castnews Index — Castnews Index