Mario Uliani e Marcelo Bertier - Sintezy - Na Colmeia #26
No 26o episódio do Na Colmeia, Fred Beneti e Gabriel Brasil recebem Mário Uliani, pesquisador do CPqD e Marcelo Bertier, fundador da Sintezy, para falar de IA aplicada à saúde, o que separa produto de verdade do hype e como uma startup brasileira constrói tecnologia própria sobre modelos de linguagem.Mário atua há mais de 20 anos no CPqD. Marcelo tem 29 anos, é formado em Ciência da Computação pela UFSCar e toca três empresas, uma delas a Sintezy. A parceria nasceu quando a Sintezy foi incubada na Unicamp e desenvolveu, com o CPqD e apoio do Embrapii, o motor de diarização (separação de quem fala) do produto.🩺 A Sintezy escuta a consulta e escreve o prontuário: a IA ouve o atendimento, separa médico e paciente com a diarização do CPqD, filtra o que não é clínico e devolve a documentação estruturada. Dado sensível é anonimizado antes de chegar ao modelo.🧠 Por que a diarização importa tanto: sem separar os locutores, a IA embola o caso de um paciente com o do anterior. Vira risco clínico e foi o divisor de águas do produto.👵 Resistência, etarismo e a frase que virou bordão: a resistência do médico mais velho à IA e a paráfrase atribuída ao CEO da Nvidia: você não perde o emprego para a IA, e sim para quem usa IA. Tem também o paralelo com o "vibe coding" que tropeça na escalabilidade.🌎 O modelo não sabe o que é dengue: modelos treinados com dados de fora carregam viés regional. Como garantir que uma suspeita de dengue seja bem interpretada no Brasil? A Sintezy mantém um protocolo que reavalia dezenas de modelos a cada lançamento.💸 O custo real de rodar IA no Brasil: infraestrutura, fine tune, GPU e a caça a incentivos e créditos de big techs. (Valores citados são relatos do episódio, não dados auditados.)⚖️ Segurança jurídica para o médico: um prontuário mais completo protege o profissional quando o paciente não segue a orientação e volta com um problema. O que normalmente não fica registrado passa a ficar documentado.🖥️ Os quatro quadrantes e o problema do acrílico: o caso real em que a solução "não funcionava" e o problema estava no microfone atrás de uma placa de acrílico. Nem tudo é alucinação do modelo.🎟️ Blockchain, NFT e o fim do cambista: Marcelo abre as outras duas empresas, uma martech de marketing de influência e uma tiketeira com blockchain própria para revenda segura de ingressos, com QR code que muda sozinho. Entra também a disputa com iFood e Zig.📲 WhatsApp, Telegram e a cobrança da Meta: por que o brasileiro não larga o WhatsApp, o que muda com a cobrança por mensagem na API oficial e como isso conversa com os produtos da Hive.🎬 Zum Zum Zum: no bloco leve, filmes (Uma Mente Brilhante, O Jogo da Imitação, Interestelar, K-Pax), futebol, bicicleta e lan house dos anos 2000.Sobre o Na ColmeiaO Na Colmeia é o podcast da HiveAgent, empresa de IA e automação. Fred Beneti e Gabriel Brasil trazem conversas diretas sobre tecnologia, empreendedorismo e o impacto real da IA nos negócios, sem guru e sem papo de prateleira.📌 Conhece alguém com uma boa história em IA, produto ou automação? Deixa nos comentários. A gente quer ouvir.Conheça a Sintezy e teste gratuitamente: https://sintezy.comServiços da Hive: https://www.hiveagent.com.brOferecimento🔶 EpicFlow: Se sua empresa tem vários números de WhatsApp e a comunicação virou bagunça para o cliente, o EpicFlow resolve isso com um único número, usando a API oficial da Meta. Sem bloqueio e sem dor de cabeça. Conheça mais em https://epicflow.com.br/🔶 Aizen CRM: CRM focado em IA, feito para times comerciais que ainda não adotaram nenhum CRM ou que sofrem com ferramentas difíceis de implantar. O Aizen oferece suporte real para a adoção. Conheça mais em https://aizencrm.com.br/
- Sintezy: IA na Saúde· SaudeIA para documentação clínica·Diarização de áudio·CPqD·Embrapi·Unicamp
- IA e Resistência Médica· SaudeEtarismo e IA·Produtividade com IA·Vibe coding
- Blockchain e Ingressos· TecnologiaBlume (tiqueteira inteligente)·NFTs para ingressos·Revenda segura de ingressos·QR Code dinâmico·iFood e Zig
- WhatsApp vs Telegram· TecnologiaCobrança por mensagem na API·Fidelização do usuário·Hive
- Custo e Infraestrutura de IA no Brasil· TecnologiaIncentivos fiscais·Créditos de Big Techs·Oracle·Google Cloud
- Viés Regional em IA· TecnologiaDengue no Brasil·Fine-tuning de modelos·Contexto brasileiro
- Recomendações Culturais· CulturaUma Mente Brilhante·O Jogo da Imitação·Interestelar·K-PAX·Futebol·Bicicleta·Lan house
Muito boa noite, sejam bem-vindos, seja bem-vindas a mais um episódio na Colmeia, o podcast que dá raiva, nosso 26º episódio. O nome é Fred Benetti, tô aqui com meu parceiro Gabriel Brasil.
Boa noite, Gabriel, seja muito bem-vindo, gente. Boa noite, 26º, né? Então só engordando, cara, não só eu, mas os episódios também. Galera, vamos começar aqui falar do Epic. Então acho que já estão, quem acompanha a gente já tá cansado de saber, mas vamos de novo. Se você tem uma empresa, tem a equipe comercial, equipe financeira, cada um tá usando um WhatsApp, o Webflow traz uma solução onde você consegue unificar tudo usando a API oficial do WhatsApp.
Então centraliza toda a comunicação da empresa em um lugar só, sem aquela confusão, sem aquela bagunça, e principalmente sem risco de ser banido, tá? Hoje a Meta tá com leis aí muito duras para quem não usa API oficial. Então o AppFlow vem para te ajudar com isso. Junto com isso, a gente também apresenta o Wizen, que é um CRM, o seu primeiro CRM, tá? Que nada daquela confusão de CRM, um milhão de coisas para você fazer. Ele junta, ele é bem integrado com o Epic.
Então você cria um ecossistema muito bem feito ali. E o Wizen tem tudo que você precisa. A gente brinca que é o arroz com feijão muito gostoso, muito bem feito. Dados recados, Frederico?
Show de bola.
Lembrando quem tá aqui com a gente no YouTube, não esquece de se inscrever, deixar o like aqui, participar com a gente ao vivo, passar esse link para quem é entusiasta do assunto, né? Aí outros dois recados. O primeiro, a gente tá com cota de patrocinador aberta. Então se você tem uma empresa de tecnologia e gosta de IA, gosta de falar do assunto, é anti-hype, né? Usa aí, pé no chão, acredita na IA, mas não é essa galera que prevê fim do mundo, essas coisas.
A gente tá com porta aberta aqui, chama a gente para conversar, a gente mostra nu. A gente tá crescendo semanalmente a cada episódio, rumo aí aos 10 mil inscritos, muitas horas assistidas e tal. Então tá bem legal. Aí, último recado é referente nossa imersão, que tá com lote aberto. Então se você tem uma empresa, uma pequena empresa, um pequeno comércio ou trabalha também e tem ainda esse medo de usar IA, vem para imersão com a gente.
A gente vai te ensinar a usar o Cloud, vai te ensinar as skills que a gente usa, que entrega para cliente, e principalmente quebrar alguma crença ou alguma barreira que você tem de, pô, isso não é para mim. É para você, tá? Então, uso da IA, a gente quer democratizar cada vez mais. Gabriel, não te contei, cara, mas tem um exemplo interessante. Esse final de semana, meu pai Quase 70 anos, tá usando IA, usando o Gemini, sabe para fazer o quê?
Restaurar capa de disco.
Barato dele é esse. Então assim, ele vai na feirinha lá em Campinas, compra o disco, e a capa às vezes vem toda zoada. Então eu ensinei ele a dar o prompt de como restaurar, e ele tá lá restaurando. Aí ele me passa para eu aumentar ela e colocar tudo no negócio para ele poder imprimir depois, tá ligado? Então assim, a IA é para todo mundo, tá? Não tenha medo, tem o link aqui, chama a gente para conversar, para a gente explicar certinho quando vai ser.
Vai ser ao vivo, é nada gravado, nada. É eu, Gabriel, lá do seu lado te ensinando as coisas, tá? Recados dados, vamos para os nossos convidados. Então, primeiro convidado retornando, o Mário Uliani, especialista em IA lá do CPQD. Mário, muito boa noite, muito obrigado por voltar aqui para gente.
Muito bom.
E o segundo convidado hoje é um convidado, uma entrevista dupla, né, um bate-papo duplo. Marcelo Berthier da Síntese, falei certo? Marcelo, obrigado pelo seu tempo. É a primeira pergunta que a gente pede, né, sempre para vocês se apresentarem, né? Então acho que começando pelo Mário. Mário, rapidinho ali, né, tipo, quem é você, né, o que você faz, depois passando para o Marcelo aqui.
Sim, pessoal, boa noite, todo mundo que tá assistindo. Fred, Gabriel, obrigado aí pelo convite para voltar aqui. Eu sou o Mário, casado com a Suelen, estou no CPQD há pouco mais de 20 anos. Tive a oportunidade de trabalhar desde muito tempo atrás, desde que eu entrei no CPQD, na aplicação de inteligência artificial. Naquela época, um contexto diferente de agora, mas já eram algoritmos de aprendizado de máquina ali que se enquadram na categoria de inteligência artificial aplicada em soluções reais.
Muito tempo na área da fala, de fala, e mais recentemente, né, agora estou num cargo ali de coordenador de soluções de IA generativa ali no CPQD. Então tive uma trajetória sempre aí de aplicação de técnicas, algoritmos de IA nos momentos de soluções digitais.
Esse é o meu background aí.
Nossa!
Fala para a gente, Marcelo.
Bom, primeiro, boa noite aí, pessoal. Obrigado aí pelo convite, pô, prazer tá aqui. Me chamo Marcelo, tenho 29 anos, tô na categoria antes dos 30, né? Eu sou formado em Ciência da Computação, mexo nessa parte mais de startups aí desde 2020, 2018, 2020. Hoje eu tenho, faço parte aí de 3 empresas da área de tecnologia. Basicamente uma é uma MarTech, uma é uma HealthTech que a gente vai falar aqui hoje, e uma é uma etiqueteira. Não sou casado ainda, mas acreditei nos próximos 2 anos. Envia as vênias, né?
Envia as vênias.
Acho que já recebi um cartão amarelo aí, acho que nos próximos 2 anos vou estar casando. E cara, mexo com essa parte aí de inteligência artificial, sempre gostei dessa parte de Principalmente inteligência por parte de dados mesmo, que eu sempre tive contato ali na faculdade. Eu fiz a Universidade Federal de São Carlos e ali foi uma das áreas que eu tive primeiro contato ali com inteligência artificial. E a minha faculdade em específica é uma das mais com foco assim nessa parte de IA.
Desde que eu entrei ali, ela já tem um pouco esse direcionamento aí para parte de inteligência artificial. Então tive esse contato muito cedo. É bom, praticamente é isso que eu faço.
Bom, aproveitar para começar perguntando para você, beleza, cara? Você veio, você começou ali em 2018 que você falou, cara?
Eu comecei em 2018, eu tive uma empresa em 2018 que ela era basicamente uma, era um aplicativo para fazer compra de supermercado, tá? Ali na minha faculdade a gente tinha um problema muito grande que é muitos universitários e mercado longe. Então ali dentro eu tive uma das disciplinas que era essa parte de empreendedorismo. E ali a gente pegou, tinha uma ideia, tipo assim, cara, era uma dor que a gente tinha na época porque a gente morava ali, também tinha São Carlos, o bairro universitário ele fica entre a USP e a UFSCar.
Ali a gente viu uma demanda ali de mercado que era uma dor nossa, que era de ir no mercado que era longe. Então assim, cara, na época ali muitos dos meus colegas não tinham carro. A gente falou, cara, e se a gente pegasse e juntasse a compra da galera ali da região fazia uma compra só e comprava no atacado. Então você acaba, acabava mais barato comprando ali no aplicativo do que no supermercado. Então essa daí foi a minha primeira empresa ali, foi em 2018 que a gente começou ela.
Não, a pergunta é porque, como é que você viu a transição para IA? Como é que você saiu ali do código?
Tá, cara, eu tive meu primeiro contato com IA foi em 2023, com essa IA que é uma que é a de hoje em dia assim, que é o ChatGPT, tá?
2023.
Antes eu tive um contato que um dos meus professores, eu tenho até, chamava Estevam, ele foi um dos programadores que desenvolveu o antecessor do ChatGPT, chamava Neverending Language Learner, que era basicamente uma, uma, o começo ali da inteligência artificial, que ela varria as páginas web e conseguia já começar a ter um princípio ali de pensamento assim que a gente pode dizer. Esse cara aí, a gente tinha uma disciplina lá que na parte de iniciação científica que era com esse professor em específico na parte de dessa já começo de uma inteligência artificial, né?
Foi ali que eu tive o primeiro contato, mas com o ChatGPT, com a IA que a gente conhece hoje, foi em 2023 que a gente já começou a mexer com a parte de código e tal, realmente na parte de desenvolvimento e produtividade.
Entendeu? E aí hoje os produtos, as empresas que você trabalha hoje, são, tem essa base de IA forte assim em todas?
Cara, praticamente as 3 empresas a gente tem um pilar ali bem sólido na parte de inteligência artificial, porque assim, hoje eu pelo menos acredito muito nisso, que a empresa que não entrou ainda na parte de inteligência artificial, ela tá muito atrás, entendeu? Porque assim, a produtividade que você consegue gerar Antes, para você ter uma ideia, a gente, para fazer um sistema, a gente demorava tipo assim, cara, 6 a 8 meses no código, ainda 3 a 4 desenvolvedores.
Hoje a gente conseguiu montar uma etiqueteira ali em 60 dias, entendeu? Com uma qualidade assim, cara, de design, de front-end, de back-end, assim, cara, absurda, qualidade absurda, que a gente conseguiu ter uma produtividade fora do comum ali utilizando inteligência artificial, entendeu?
Nossa, e Mário, qual que é a relação de vocês dois aqui, né? A gente conversou antes aqui da da solução CPQD de voz, que a gente abordou no primeiro episódio que você veio também, né? Mas é uma solução que a gente achava que só grandes empresas, bancos utilizavam, né? Mas no caso a gente tem uma startup utilizando solução CPQD, né?
Sim, minha relação com a Sintesi começou quando eles fizeram, eles foram incubados na incubadora de empresas da Unicamp, né? Então assim, hoje uma empresa que tá ali E quando eles foram incubados, eu passei a atuar um pouco como mentor ali dessa empresa. E eles tiveram a oportunidade de desenvolver um projeto com fomento ali, Embrapi, que é um dos recursos aí federais para ajudar no desenvolvimento de novas empresas, startups.
E o CPB é uma unidade Embrapi. Então eles tiveram um projeto em conjunto com Sebrae e o CPQD para desenvolver uma solução, né, uma parte do componente da solução deles que envolve fala. A gente vai falar um pouquinho mais da solução deles, que faz uso de tecnologia da fala para transcrever a conversa médico-paciente. E aí o CPQD atua no desenvolvimento dessa solução de fala e tive a oportunidade de acompanhar o desenvolvimento deles.
Até hoje assim sou entusiasta e acompanho o desenvolvimento da Síntese, que faz uso aí, né, que desenvolveu solução em conjunto com CPQD e faz uso de solução de fala.
Então a síntese, então ela é um produto que vocês utilizaram e utilizam IA para o desenvolvimento dela, para acelerar, mas ela também é um produto que tem pelo menos duas IAs aí acopladas, né, a IA do CPQD de voz e principalmente uma LLM aí para fazer algum processamento de documentos. Se puder contar para a gente aí o que que a síntese que faz, cara. E se puder entrar, né, no uso de IA, né, aí a gente mostra. Eu acho que é legal, né?
Tá, vamos lá. A síntese, ela é um sistema que ela auxilia o médico na produção da documentação clínica. Então, basicamente, de forma bem resumida, ela ouve a consulta do médico e faz toda a documentação para o médico. Então, meio que a gente acaba com aquele problema do médico ter que ficar digitando escrito, depois presta lá no paciente, entendeu? Então, cara, tô aqui falando com o paciente, a IA tá ali escutando, pegou, faz toda essa diarização que a gente faz, separação dos locutores ali para ter uma melhor interpretação do modelo.
Terminou ali, o médico clica no botão, a gente pega, processa esses dados, devolve, cara, todo estruturado ali, tipo queixa principal, esse layout todo customizável. Mas a gente tem o uso desse modelo, tem o uso também do modelo de transcrição ali, e tem muito também parte de desenvolvimento, tá? Então a gente faz ali, a gente tem não só o documento principal, a gente consegue gerar, como a gente consegue gerar também os documentos auxiliares.
Por exemplo, encaminhamento, um pedido de exames e tal, a gente consegue abstrair tudo que foi falado ali de relevante dentro da consulta. Porque é importante falar isso, porque às vezes você entra numa consulta e fala, porra, mas e o Corinthians, não sei o quê? Então tipo assim, cara, isso daí não pode quebrar gelo, né? Tipo assim, isso daí não pode ir para um documento clínico, né? Então a gente faz esse filtro aí, a gente consegue fazer essa separação aí com o nosso modelo e consegue estruturar certinho ali, principalmente na geração de documentos auxiliares como principal. Beleza, legal.
Conta como é que surgiu assim, como é que foi para criação da empresa, de onde que você falou, cara, preciso resolver esse problema?
Então assim, tá, vamos lá. Ali na minha família eu sou um pouco meio que a ovelha negra ali, porque minha família só tem médicos, né? Né? Então meu tio é médico, meus pais são médicos, meu irmão é médico, e eu fui para a área de tecnologia. Então eu sempre via os meus pais assim vendo esse processo aí da tecnologia desenvolvendo e tal, e eu via que assim o processo que eles faziam as coisas ali ainda era um pouco mais arcaico, tá?
Para você ter uma ideia, minha mãe usava papel até 3 anos atrás, entendeu? Então eu via que era um pouco mais arcaico. Aí a gente acabou Conheci o Natan ali, conheci o Lucas também. A gente teve a ideia de, cara, vamos ver se a gente não consegue pegar essa onda aí da inteligência artificial e montar alguma coisa nesse sentido aí para acelerar esse processo do médico. Tipo, cara, eu via muito nos meus pais, principalmente em consulta e tal, era uma coisa que assim, meu pai ficava até depois ali digitando, entendeu?
Tipo, paciente já tinha ido embora, meu pai ainda tava digitando ali para poder ter aquilo lá documentado. Então eu vi ali muito, talvez, um gap ali que a gente conseguiria introduzir inteligência artificial para acelerar esse processo. Aí conversei com os meninos, na verdade os meninos meio que juntou comigo ali e falei, cara, eu consigo fazer a parte ali da tecnologia. E aí a gente organizou o time ali e começamos ali um MVP, né?
Então assim, cara, no começo a gente fez, para ter uma ideia, eu ainda Quando começou a Síntese, eu ainda fazia código na mão. Então, cara, a primeira versão da Síntese foi feita todo em PHP ali, escrito código linha a linha, entendeu? Aí a gente pegou, eu cuidei dessa parte da tecnologia ali, os meninos eram mais parte comercial e tal, de financeiro e tal. Aí a gente pegou, validou a ideia e conseguimos o o investimento ali para desenvolver o projeto do, através do Embrapi, porque a gente precisava muito da transcrição, entendeu?
A diarização, a gente tinha uma transcrição, mas a diarização foi o diferencial, porque a transcrição, a gente caiu num problema ali de, por exemplo, eu tô fazendo a consulta aqui com você, você me dá um exemplo, você é o médico, você fala assim, cara, o seu caso aqui ele não é tão sério, mas o do outro paciente que tava aqui ele tinha câncer. Nisso a IA embolava e falava assim, porra, o paciente tá com câncer em estágio terminal, não sei o quê, entendeu?
Então tipo assim, virava conta de um problemão. A partir do momento que a gente colocou a diarização, fala assim, cara, o médico tá falando isso, paciente tá falando isso, a própria IA consegue entender ali o que eu tô dizendo é uma queixa e o que você tá dizendo é um exemplo, entendeu? Então a gente pegou, recebemos um investimento de principalmente anjo de fora Conseguimos o apoio do CPQD para poder fazer o projeto do Embrapi e conseguimos desenvolver um diarizador em parceria com o CPQD.
Então a gente utiliza ali a tecnologia deles por trás para fazer essa separação de locutor, tipo, a médico, paciente, e a gente, cara, conseguiu ali atingir um resultado absurdo, cara, um diferencial, cara, d'água para o vinho, entendeu? Então foi basicamente um pouco disso, a trajetória que a gente teve ali Até essa entrada aí no mercado, integração com alguns prontuários aí que a gente teve no decorrer do tempo. Mas a gente teve que quebrar essa barreira aí, tipo assim, cara, era um puta de um problema que a gente tinha, entendeu?
E como é que tá hoje a comercialização disso? Vocês estão conseguindo? Como é que vocês estão correndo atrás disso? Atrás de clínicas, parcerias? Como é que funciona?
Legal.
É difícil convencer o médico assim que não tem intimidade nenhuma com tecnologia e você Provar muita coisa para ele é difícil, porque assim, a gente vê hoje uma coisa que acho que vocês devem ver bastante também: quanto mais velho a pessoa, assim, quanto mais de idade a pessoa, mais resistência ela tem com relação à inteligência artificial. Que assim, na minha opinião, eu acho a maior besteira isso de tipo assim, a IA vai substituir as profissões, vai acabar com as profissões.
Eu vejo muito isso na parte de desenvolvimento. Eu também, cara, a produtividade você consegue alavancar ela de uma forma absurda. Só que eu não vejo um projeto sendo feito sem um desenvolvedor. Eu acho que assim, realmente eu já me deparei com alguns projetos que foram vibe codados, que é tipo assim, cara, eu pego, começo a pedir para IA lá e começa a fazer o sistema. Quando começa a cair em algumas lacunas de escalabilidade, começa a tropeçar o projeto.
Então assim, independente de você usar a ferramenta, você consegue fazer um MVP, fazer uma tela bonita e tal, mas quando o negócio começa a testar mesmo a bronca, se você não tiver um profissional por trás, você começa a ter tropeço. Então hoje eu acho que assim, principalmente na parte de médicos, muitos têm uma certa resistência ainda a entender que assim, cara, sua profissão não vai acabar, sua profissão vai ser complementada com uma inteligência artificial, entendeu?
É algo que potencializa a sua atuação. Mas o médico tem essa dúvida de tipo, a IA vai me substituir, o médico Cara, assim, a gente sente um pouco que eles, que eles têm ainda essa resistência, entendeu? Eles acham assim, cara, mas eu vou ser colaborativo com essa solução até que ponto? Porque eu vejo assim, a própria assistência, a gente tem um suporte ali em tempo real, cara, aí vai interpretando que vocês estão conversando. Aí às vezes ela pode falar assim, cara, pergunta isso aqui para ele, entendeu?
Porque isso daí é um apoio que às vezes o médico, cara, o médico faz plantão de 32 horas, 34 horas, sei lá, tá morto, cansado. Então, cara, para ele esquecer alguma coisa é muito normal, entendeu? O cara é um ser humano. Então a gente vê que a IA serve como um apoio, tipo assim, cara, pergunta isso aqui, às vezes faz sentido. E o médico ali, cara, eu tô usando a ferramenta. Se a IA me der uma pergunta ali que não faz sentido, eu tenho meu senso crítico aqui de falar, porra, mas o que ela tá falando aqui não faz sentido nenhum, não vou perguntar, entendeu?
É uma ferramenta. Então a gente vê hoje, o médico assim tem esse primeiro contato com a solução, ele tem um pouco de pé atrás, tipo assim, porra, mas isso aqui É muito avançado, entendeu? Tipo assim, como assim ele tá me sugerindo uma pergunta?
Pô, mas que faculdade que ele fez?
É, entendeu? Então assim, a gente sente um pouco esse receio que eles têm, que tipo assim, no meu ponto de vista é a maior bobagem que existe, porque tipo assim, eu não vou aí numa ser atendido por uma IA, entendeu? Eu quero que, cara, o médico me dê atenção. E cara, obviamente que ele tem um apoio, entendeu? É a mesma coisa de um robô de cirurgia, cara. Se o médico consegue fazer a cirurgia na mão, mas no robô é Pô, muito mais seguro e mais rápido, cara, usa um robô, entendeu?
É preciso. Então assim, eu vejo muito, é, principalmente assim, a gente roda campanhas e tal, entra em contato com clínicas, fala direto com o médico e tal. A gente vê uma parte ali do mercado ainda com um pé atrás, que eu acho que não deveriam ter, entendeu? Acho que assim, hoje eu até lembro de uma frase que o CEO da NVIDIA falou, que assim, cara, você não vai perder o seu emprego para IA, Mas você vai perder o seu emprego para quem utiliza IA.
Eu acho assim, cara, eu acho que é a maior verdade que tem. O médico tendo uma ferramenta de apoio, cara, a chance dele cometer um erro, alguma coisa assim, é, cara, menor, entendeu? Você vai falar assim, ah, mas é impossível. Obviamente que não, porque aí também não faz milagre, entendeu? Aí é uma ferramenta, como qualquer ferramenta, quem opera ela que consegue controlar, entendeu? Então assim, a gente se depara ainda com isso e a gente percebe que Quanto mais velha a pessoa, assim, mais de idade, mais receio ainda tem, sabe?
Tem uma resistência ainda para aderir a essa parte. E também não é a regra, porque a gente também vê algumas pessoas assim, cara, médicos aí, igual ele falou do exemplo do pai dele, tipo, cara, tem gente ali que você mostra, ele fala, pô, vou usar, passa para cá.
A gente vive mais ou menos a barreira de entrada, essa barreira de entrada, mas não é só com gente velha, viu, cara?
A gente vive isso com gente teimosa.
Se o cara dá uma oportunidade para apresentar algo, para mostrar, acaba, a gente acaba dobrando ali com o tempo. Mas o problema é que normalmente as pessoas não têm ideia do alcance ou do ganho que vão ter.
Sim.
E quando ela não tem ideia nenhuma, e quando as pessoas que permeiam a vida dela estão, dependendo do que elas estão falando sobre AI e tal, o sobrinho tá ali gerando imagem ou vendo videozinho, enfim, ela acha que aí é fútil, e é só tem aquilo ali.
Então usa só para substituir o Google, né?
Mas quando a gente consegue quebrar um pouco a barreira e mostrar a solução, porra, é tranquilo. A gente teve caso assim com gente um pouco mais velha que foi mais difícil sim, mas depois que notou que dava para soltar as rédeas, foi, cara, foi deslanche. Mas sempre tem uma certa resistência, né? Com gente jovem, gente velha, é gente que não sabe o quanto pode vender mais, quanto que, sei lá, área financeira pode ter mais de tempo. Enfim, acho que tem tudo. E é o trabalho da gente, né, ensinar.
E essa aplicação da síntese, eu enxergo um cenário, um desafio. A gente que desenvolve, trabalha com tecnologia, acho que um grande desafio para a sociedade nos próximos anos é pensar como é que a gente vai, como é que a gente não vai acabar com a humanização da sociedade, porque as pessoas estão cada vez mais dependentes de tecnologia e se relacionando com o humano cada vez menos assim, né? A proposta mais nobre, acho que, dessa solução da síntese é de melhorar o relacionamento.
Eu tô fazendo uso de IA para melhorar o relacionamento humano com humano, para melhorar o relacionamento do médico paciente. O médico vai melhorar o atendimento dele porque aquela tarefa burocrática— e hoje a gente vai ser atendido ali, né, numa consulta. Tem muito médico assim, passa a maior parte do tempo olhando para a tela do computador e não interagindo.
Dá uma sensação de desamparo de certa forma, porque a gente já viveu duas experiências, né? Você vai no médico particular, todo mundo fala, pô, você vai no médico particular, mas bem atendido. Ah, cara, o cara tem uma hora ali com você, sei lá o tempo que ele determina, então você Vamos falar que obrigatoriamente você recebe uma atenção um pouco melhor do cara. No SUS, como a gente já foi também, pô, o cara tá numa pauleira sabe lá quantas horas.
Então todas as vezes que eu pensei em reclamar, não reclamar com ele, mas reclamar com a minha esposa, é, que bosta de atendimento que foi, cara. Eu não sei, eu sempre penso, eu não sei quantas horas o cara ficou ali, quantas horas o cara tá morrendo, tá virado, não tem apoio nenhum, é uma bagunça generalizada.
E uma ferramenta dessa, pô, acelera demais. É assim, eu acho que o que o Mário falou é a pura verdade, porque querendo ou não, você vai no médico, você espera uma certa atenção, né? Então, tipo assim, muito isso daí eu pelo menos percebo muito isso. Muita gente prefere ir numa consulta particular justamente para receber o olho no olho, contato ali, do que o cara tá próximo, sabe? Tipo uma fila de produção, tipo, vai, vai, entendeu?
Então assim, eu acho uma das partes mais nobres mesmo, igual o Neto falou, é você ter essa interação com o paciente, entendeu? Tipo assim, cara, eu não preciso mais digitar, deixa isso aqui de lado, vai, me conta, me fala, entendeu? Tipo, atenção é sua, vai me falar qual é o problema, entendeu? Assim, isso eu acho sensacional que a solução consegue proporcionar, sabe?
O seu pai, você falou que é médico, meu pai é médico. E quantos anos ele tem?
O meu pai tem 67, se eu não me engano. E atua hoje normal, atende normal.
E qual que foi a, hoje qual a relação do pai?
É isso, foi o meu pai, foi o meu irmão. O meu irmão ainda foi um pouco mais difícil porque o meu irmão ele é rádio, então tipo assim, meu irmão ele só fala com computador, entendeu? Meu irmão não atende, sabe? Tipo aparece o exame para ele, ele só lauda e tal. Só que o mais interessante que assim, até o meu irmão na parte de rádio ele usa IA também para poder fazer auxílio ali da interpretação. É porque ele tem que gerar, ele pega o laudo e tem que às vezes gerar um texto num certo formato.
Então, tipo assim, cara, em vez dele ter que ficar toda hora, tipo, Ctrl+C, Ctrl+V, Ctrl+C, Ctrl+V, entendeu? Ele pode usar a IA, por exemplo, só para digitar o que ele tem que escrever. Tipo, escreve ali, a IA formata para ele, ele envia, entendeu?
Mas a dúvida sobre o seu pai é, você provavelmente testou ele para caramba ali, e como é que foi com ele hoje, ele aceita de boa?
Ele, cara, assim, eu tive um exemplo ali do que a gente falou dessa parte de etarismo aí, foi os meus pais, porque meus pais já são mais de 60. A minha mãe, ela, cara, ela teimou no papel, tipo, ela falou, não, eu gosto do papel, eu quero papel, não sei o quê. Até que ela fez a primeira vez, tipo, não, porra, gostei, entendeu? Então, tipo assim, ela teria essa resistência, tipo assim, não, não, eu gosto do papel, até fazer. Hora que fez a primeira vez, falou, pô, mas aí eu não preciso mais preencher?
Não, não precisa mais preencher. E o exame que eu pedia, que eu tinha que mandar para a prefeitura, já mandou, entendeu? Então assim, eu vivi ali com eles, principalmente quando a gente tava testando. Tudo bem que eles foram uma cobaia, né? Então tipo assim, cara, um bug ou outro eles vivenciaram, entendeu? Mas a gente testou ali com eles e assim, a gente percebeu muito isso, que no começo tem uma resistência. Hora que ele testa e vê que o negócio tipo assim, pô, funciona, eu consigo usar, aí—
Mas eu imagino que eles colaboraram também, ao falar aqui não tá legal, aqui podia melhorar.
Colaboraram, é, colaboraram. Mas você sabe como é que é pai e mãe, né? Tipo assim, pô, isso aqui ficou uma bosta.
Não vou usar nunca, quem garante, entendeu? Tipo assim, pô, mas falei para você virar médico, pô.
Mas onde que eu clico nessa bosta? Tipo assim, ali a gente teve que fazer um acompanhamento meio de perto. Mas para a gente que desenvolve, a gente brinca que assim, cara, o feedback é a melhor coisa que a gente pode receber. Então o cara que fala é esse cara que ajuda a gente, porque o cara que tá usando, beleza, eu já sei que tipo, pô, o cara gostou. Agora o cara que porra acha um problema e fala assim, cara, isso aqui não tá bom, melhora, esse cara que ajuda a crescer.
Entendeu? Então a gente sempre teve essa, foi muito aberto quanto a isso. Então assim, cara, a gente até brinca lá que assim, o mais legal, a gente conseguia até recompensar esse cara que dá o feedback pra gente, porque, cara, é o que mais ajuda a gente a entender. Porque senão eu te solto um sistema, o cara simplesmente para de usar, como é que eu vou saber por que o cara parou? Entendeu? Se o cara tá usando e falando assim, cara, isso aqui tá ruim, isso aqui tá bom, isso aqui tá ruim, isso aqui tá bom, eu consigo pegar a parte ruim e deixar boa, entendeu?
Então assim, ali é isso daí, foi uma cobaia, mas uma cobaia meio que tipo Fala tudo, entendeu? Para a gente é melhor cenário, tipo, pô, não tem erro.
A gente passou por fase de produto, né? Tipo, a gente desenvolve, a gente tem o nosso produto. E como eu falei no episódio passado, assim, ninguém da minha família é de tecnologia. Tem uma pessoa que é o que veio aqui que é de tecnologia. Eu acho que na sua também não. E a gente passou, qual que é a nossa solução para a galera testar um produto novo? É dar beta e deixar a galera socar lá até que verde. E a gente tá vivendo esse processo de a gente tem um produto que tá em beta e galera socando, não tá legal isso, não tá legal.
Mas a gente conseguiu criar uma espécie de comunidade assim que tá dando feedback legal.
E é o cliente que a gente gosta, é o que ajudou a construir produto, né, que é o que molda, né, o produto, que é o usuário, cara, o cara que usa mesmo, né.
Porque eu tenho usuário por trás da dor, né, o cara que traz a dor, né.
Eu vi esses dias um cara falando que, cara, todo produto bom Teve o cliente que precisou sangrar para o outro sorrir.
É basicamente isso, né?
Eu tenho uma curiosidade, não, desculpa, por favor, eu ia fazer só completar, né?
Hoje as metodologias para construção de soluções digitais se baseiam nessa interação, né? Você ouvir bastante, validar com o cliente a dor, trazer a dor e tentar resolver o problema do cliente, e não tentar olhar para tecnologia e forçar a aplicação da tecnologia goela abaixo, goela abaixo para o cliente, né? Sempre a relação tem que ser ao contrário, você entender bem bem a dor do seu cliente, o problema dele, e definir a melhor solução para resolver.
Em muitos casos hoje também a gente vive na ideia, no mindset do hype da IA, é o pessoal querendo usar IA para resolver tudo, e às vezes não precisa. Então até nisso quem desenvolve solução tem que ser crítico para falar, ó, eu preciso de fato, porque IA traz problemas também junto dela, né? A gente tem que entender se eu preciso de IA, onde a IA vai ajudar e onde também ela— eu vou ter problema com o uso da IA, né? Então é porque o desafio hoje, no desenvolvimento de soluções digitais, você não acha que é porque o barulho inicial que a IA criou, ela—
todo mundo veio: meu Deus, agora tudo vai acabar, tudo não vai existir mais nada, vai ser tudo IA. E a gente tá meio que colhendo um pouco.
É sim. E hoje uma empresa, né, a gente que tem uma solução eu bato numa empresa, a empresa já vai me perguntar, ó, você faz uso de IA no seu produto?
É a primeira coisa.
Se você falar que não faz, parece que já diminui ali, né, o valor daquele produto.
Você vai falar que não faz, mas tem o outro lado, né? O cara que às vezes procura um sistema com a gente, que a gente passa o valor da hora, tem gente que fala, pô, mas você usou IA para fazer isso? Tipo, o seu custo não era, não é mais com 30 devs, agora é com 10.
Tá com o que vale é isso aqui, é isso, mano.
Vai explicar para algumas pessoas isso.
Complicado.
Eu já vivenciei também o extremo ali da IA, que é o usuário que tipo assim acha que a IA é um oráculo, sabe? Então tipo assim, o cara pergunta assim, viu, tô com dor de cabeça, o que que eu tenho? Para IA. Aí ela fala assim, ah, pode ter não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê. Aí você tem o cara que fala assim, porra, mas o que que eu faço? Eu vou viajar em tal dia, eu vou em tal. Tudo que o cara faz, ele consulta a IA, entendeu?
E é chato, né, que às vezes tem caso, a gente tá conversando com a pessoa, pera, para, deixa eu ver aqui isso daí.
Aí o cara fala, tem um amigo nosso, cara, que Foi bem interessante.
Ele não tava usando IA, tá? Aí eu falei, cara, e ele tem um negócio financeiro e tal, falei, vou te ajudar a fazer o sistema para você controlar suas coisas e tal. Então eu comecei, startei para ele, entreguei, ele assinou o cloud e pôs em frente. Pô, ficou apaixonado, resolveu, automatizou e tal. Hoje o cara tá fazendo o seguinte, ele não conversa mais no Tinder. Aí o cloud resolve os problemas do Tinder para ele, ele pergunta, agenda as paradas do Tinder para ele.
Falei, cara, o único trabalho que você tinha para chegar onde você quer, você pulou. Ele falou, cara, eu não preciso disso. Aí resolve o seu probleminha, ele agenda, ele olha, eu tenho um encontro hoje à noite. Olha que absurdo, cara, o nível que chegou isso, cara.
É foda, é foda. Lá a gente brinca assim, que assim, no escritório que eu fico, eu fico mais no escritório de tecnologia ali, cara. A gente tem um dev ali que a gente brinca que tipo assim, ele dá até bom dia para IA, entendeu?
Tipo, ele chega lá, olá IA, o que que vamos fazer hoje? Ô Bruno, teve o caso hoje, né, com a namorada do Bruno, ele Pô, acabou os créditos dela, tá precisando resolver problema no trabalho dela. E aí ele tava me contando, falou, pô, durante o dia hoje eu entrei, assinei para ela poder resolver lá no trabalho dela. E aí ele entrou na conta para ver como é que foi o dia que ela conversou lá, e ele tava, ei, bom dia, eu compro o Cláudio, tudo bem?
Mas só dois comentários. Isso da solução TI, a gente sofre muito às vezes, porque assim, às vezes a pessoa vem com a necessidade, querendo IA, a gente vai ver, na verdade, a pessoa precisa de uma automação. A gente dá um banho de água fria na pessoa, né?
Às vezes nem precisa de IA, né?
Acontece muito. E aí uma curiosidade que eu tenho é o seguinte, pode ser para os dois, tá? Se quem quiser responder depois complementar, é quais modelos vocês estão usando em termos de saúde, né? Porque a gente sabe que, pô, IA generativa é um modelo matemático probabilístico, vai gerar alguma coisa, né? Como que cerca isso? Porque assim, eu acho que um receio do médico é igual vocês falaram, ainda tem que perguntar, tem o— mas e se aí induz ele a um diagnóstico, né, com algumas perguntas?
Onde tá essas barreiras, né? Tipo, tem algum modelo específico que vocês usam? Enfim, é mais curiosidade porque o Gabriel tem um exemplo recente que ele tentou fazer coisa de diagnóstico na IA e a IA não deixou, né? E falou, vai procurar um médico. E não rolou. Ele conseguiu, mas enfim, não é todo mundo que sabe usar, sabe usar. É, mas o, porque assim, eu acho que tanto área médica quanto área de direito ainda tem esses problemas, né?
Porque enfim, esse é um desafio assim grande, né, para eles assim, é de ter um modelo que funcione, responde bem, e ter um modelo em operação. Só que também o custo, a solução, os modelos estão evoluindo, né, eles têm um desafio de substituir eventualmente a evolução do modelo e garantir que no mínimo a qualidade do cliente, do médico, continue no mínimo a mesma. Ou melhore, né? O que a gente fez, e é uma contribuição que eu dou ali para eles na Síntese, eles têm hoje um projeto com bolsista de iniciação científica e com apoio de professor da Unicamp.
E o foco do trabalho é criar um protocolo de teste e avaliação de modelos. Então eles definiram dados de teste, definindo o que seria as melhores respostas para dados de teste, E hoje ali o protocolo é capaz de testar mais de 50 modelos e escolher para condições diferentes, desde fazer a sumarização dos dados que vão para o prontuário, né, sintetizar os dados do prontuário, gerar pergunta, gerar hipótese diagnóstica. Então eles têm esses diferentes tipos de avaliação e aí métricas ali objetivas para avaliar a qualidade da resposta dos modelos.
E a ideia é não ter um modelo, mas ser capaz de avaliar e continuamente capaz de avaliar os melhores, escolher os melhores modelos para cada aplicação que eles fazem ali na sua ação de teste, que roda mensalmente, diariamente, não sei o quê tal.
Aí pode acontecer de, por exemplo, tem novos modelos, né, novos modelos foram lançados, aí é tipo um benchmark que vocês estão fazendo com isso.
Não tem essa política de automação desses testes, mas eventualmente a gente falou, ó, saiu tal modelo, vamos ver como é que ficou. Roda a batalha de teste, ranqueia de novo os modelos para definir ali o modelo, melhor modelo para operação. E assim é isso, tem um benchmark pré-estabelecido e a ideia é sempre que sai modelos novos fazer o re-rank ali desse benchmark para definir os melhores modelos. Isso é difícil, né? Então essa é uma etapa difícil.
Um outro desafio é também ter a capacidade de fazer fine-tuning mesmo, adaptação de modelo para o modelo contexto brasileiro, né? Existem desafios. Por exemplo, hoje grande parte dos modelos, diria que talvez todos os modelos, são meio que puxados por desenvolvimento de big techs de fora do Brasil. Né, estadunidenses, chinesas, e com majoritariamente dados coletados desses países. Para trabalhar no idioma português, em geral, esses dados são coletados.
No entanto, eles trazem um viés regional, né? Por exemplo, a gente vivencia no Brasil um problema que é eventualmente ter epidemia de dengue, por exemplo. Será que a dengue, né, é um problema que existe no contexto desses países. Os modelos sabem desambiguar a hipótese suspeita de dengue num contexto regional que eu tô tendo um surto de dengue, né? Meu desafio é uma lacuna. Então existem problemas regionais que a solução desse tipo tem que ser tratado, e eles se preocupam em trabalhar esse tipo de contexto, que as empresas que não têm base tecnológica também só vive do hype de nem entende esses problemas de viés de modelo, né?
Ó, meu modelo não vai, não entende o que que é dengue porque ele não tinha dado, treinado com esse tipo de dados também, né? Esse cenário, né? Então o interessante da, da síntese também é essa preocupação de trabalhar com modelos que representem bem e avaliem o contexto do cenário brasileiro, né?
Um exemplo só, só para ilustrar esse tipo de problema de viés, né? Acho que o exemplo mais, mais clássico tem é a geração de imagem, né? Então quando você pega esses modelos de Big Tech e você fala assim, gera uma mulher bonita, um homem bonito, só fala isso, vai vir no padrão ocidental, entendeu? É uma mulher branca, uma mulher loira, um cara branco, olho azul, não sei o quê, que não é o padrão de beleza do oriental, enfim, de outro, né?
Então o viés da imagem é o mais fácil de explicar que existe. Isso existe, né, nessas coisas. Então sei lá, as doenças que tem os dados nos Estados Unidos, na China é diferente. Então lá tem o surto, sei lá, de gripe aviária, sei lá o que que pega. Os Estados Unidos, obesidade, alguma coisa assim, né? E aqui tem, né? E você ia comentar alguma coisa que eu ia puxar?
Não, eu ia perguntar, que eu fiquei curioso assim, no caso de falar que vocês estão construindo a sua própria, sei lá, devem pensar nisso. Você já se deparou com incentivos no Brasil para, eu falo de servidores, que a gente sabe que não é barato, né, para rodar isso.
O principal é o custo mesmo.
Qualquer coisa que uma startup brasileira vai começar e tem um desafio massa como vocês têm, onde vocês buscam apoio para isso? Como é que tá isso hoje?
Vocês ainda não estão, assim, a gente sempre tá por dentro dessa parte aí de apoio, porque assim, hoje o principal custo de uma empresa de tecnologia é a infraestrutura própria. Entendeu? Então assim, cara, por mais que a gente deixe tudo em nuvem e tal, pra gente rodar um modelo próprio hoje, o custo disso é absurdo. Então você ainda tem não só o custo de infra, você tem o fine tuning igual o Mário falou. Então você, cara, eu preciso treinar um modelo.
Então posso pegar um modelo open source, tipo um Leão, alguma coisa, pode pegar um modelo open source, mas ainda tem que fazer o treinamento dele. Então preciso gerar os dados. E a gente lidar ali um pouquinho com dados muito sensíveis. Então tipo assim, cara, dentro da nossa solução, Tudo que é dado sensível a gente tem que anonimizar antes. Por quê? Por mais que a gente use um modelo por fora e tal, e tenha também o modelo que a gente vai treinar, esses dados tem que passar por um filtro antes, porque ele não pode sair com dados sensíveis.
Então, tipo assim, eu não posso falar, por exemplo, o João Pedro tal tá com hérnia de disco, entendeu? Mas eu posso falar assim, ah, o Joãozinho, homem de 30 anos, entendeu? Tipo, a gente passa uma anonimização. Às vezes também escapa, por exemplo, número de documento. Entendeu? Não posso jogar isso pro modelo, porque o modelo tá fora, entendeu? Às vezes a gente pluga o modelo ali também pra gente treinar. Então a gente pega ali o modelo e fala assim, cara, vamos colocar essa galera aqui, esses usuários aqui vão testar esse modelo aqui.
Isso daí a gente tá coletando feedback ali. Então, cara, o médico quando ele termina a consulta, ele pode dar um feedback pra gente, tipo, cara, essa consulta aqui, transcrição ficou boa, documentação ficou boa, esse aqui ficou uma porcaria, entendeu? Isso daí a gente vai coletando e vai entendendo ali. O mais difícil hoje que a gente vê assim, por mais que tenha bastante incentivos, Eu vi recentemente que a Oracle tá chegando com incentivos bem grandes aqui no Brasil para essa parte de tipo assim, cara, startups, entendeu?
Não sei te falar quanto que eles vão investir e tal, mas eu não me lembro se foi o CEO do Google ou da Oracle ou alguém do time da Oracle falou que o Brasil é uma mina de ouro para essa parte de startups, entendeu? Então assim, eu acredito que essas big techs vão começar a olhar aqui para gente com uma atenção maior. Com isso, eu acredito vão vir mais incentivo. A gente tem alguns do governo também, igual o Embrapi que o Mário falou, que ele te paga boa parte ali do projeto, da implementação.
Só que ainda assim você tem um custo que você tem que arcar, que por exemplo uma startup às vezes pode ser um custo alto. Um exemplo é um projeto que fique, sei lá, R$300 mil, você vai ter que pagar ali uma quantidade, sei lá, R$45 mil. Dependendo da startup você não tem esse dinheiro, você tá começando um projeto, entendeu? Então você tem que fazer rodadas e tal. Mas a gente vê que assim, cara, eu pelo menos eu acompanho bastante essa parte das big techs aí, tipo notícias e tal, eu vejo que tá começando a ter um movimento deles olharem para gente aqui com tipo assim, cara, vamos dar uma chance ali para esse mercado, vamos ver o que eles fazem.
E foi legal que você perguntou isso porque a gente tem também algumas das VPS que a gente recebe, que a gente usa hoje, elas são modelos da Oracle que são always free, que a gente consegue usar também. Então tipo assim, cara, eles dão uma máquina para você usar que é sem custo, que é uma máquina boa, entendeu? Tipo, cara, tem que é uma máquina, por exemplo, que tem 24 GB de memória, tá, tipo servidor que, cara, se você fosse contratar, é uns R$300, R$400 por mês para você começar um projeto.
Às vezes já começa uma estrutura legal, entendeu? Tipo, cara, consigo validar minha ideia, não tem mais aquele gargalo de tipo ter que testar com uma máquina muito fraca, entendeu? Então assim, muito legal que você perguntou isso, mas a gente sempre fica meio que antenado com esses, esses incentivos. Então até a gente foi incubado ali na parte da InCamp, né? Eles mesmos enviam para gente essa, essas notícias assim relativas a incentivos.
A gente tenta ficar sempre por dentro, cara, porque o que conseguir captar de recurso ali para uma startup eu acho que é crucial.
A pergunta é porque, como a gente trabalha com produtos e tal, a gente sempre tá tentando algum tipo de incentivo e tal antes de ir para rodada, essas coisas todas. Então a gente já conseguiu incentivo do Google uma vez, foi massa, para servidor e tal, foi muito legal. Agora de novo a gente vai participar de um de um outro esquema e tal.
Mas Amazon tem incentivo também.
Amazon, eu nunca participei, né?
Mas vocês conseguiram na Marcela com a síntese, eles tiveram recurso da Microsoft, legal, legal. Receberam recente também do Google, né?
Do Google também a gente teve. Então assim, a gente sempre tá atento, cara. Da Microsoft a gente recebeu uma quantia, se eu não me engano era $20 mil de incentivo.
Obviamente que assim, não é tipo assim, cara, me dá só uns $20 mil aí, né?
Eu uso a minha infra, né? É tipo assim, cara, eu te dou usa meus sistemas aqui e tal. Então, tipo assim, cara, usamos o sistema deles, pô, sensacional. E agora recentemente, cara, menos de um mês aí, recebemos um bom também do Google. E assim, para a gente, o que a gente conseguir usar isso, porque é igual eu te falei, para uma startup o recurso é uma coisa muito delicada, é diferente de uma empresa que você já tem um capital bom para você investir.
A startup é tudo contado, contado, entendeu? Cara, eu tenho, eu tenho que otimizar esse valor porque às vezes eu tirar de um lugar vai faltar em outro.
Ainda mais falando de IA, né, cara? Porque você recebe, sei lá, $20.000 para pegar uma máquina para rodar algum modelo e tal, parece muito, mas não é tanto assim, não é tanto.
Então aí você tem que tomar um certo cuidado.
E tem um contexto que você até comentou, né, Gabriel, que é uma startup, a gente tem que tentar alavancar startup assim, né? Ou seja, Eu preciso deixar o povo testar, e o povo testar eu não posso cobrar. Então isso gera um custo de sustentação. A gente tá passando por um momento, então para alavancar startup tem que pôr usuário ali dentro. Quem que vai pagar por isso, né? Então, como o Marcelo falou, eu não tenho, eu não tenho ainda uma quantidade de cliente, uma receita suficiente para sustentar uma operação que eu tô tentando alavancar.
Então nesse cenário, esses fomentos aí das, né, que auxilia startup são fundamentais.
A gente tá passando por isso no produto de marketing que a gente desenvolveu, que assim é animal. Eu trabalho com isso há anos e fala, porra, a gente consegue resolver um problema aqui. Então a gente fala desde geração de imagem até toda estratégia de marketing e tal, mas ele é caro e a gente tá nessa fase agora dando acesso e cobrando o retorno ali dos feedbacks e tal. Mas é caro para gente, cada cliente sai caro, ele não é um produto barato.
Ele é caro duas vezes assim, ele é caro em deixar usar de graça, você ainda precisa gastar uma grana para pessoa vir, porque assim, organicamente as coisas não acontecem, né?
Tipo, você tá investindo em geração de lead, tentando fazer captação ali, né, de usuários ali, né?
E já que a gente falou divulgação, né, até a pergunta veio agora: como vocês estão fazendo para divulgar a Síntese? Tipo, vocês participam de feiras, eventos, ou é só no boca a boca? Como que tá hoje?
Cara, hoje a gente tem o canal, o canal de prospecção, que é o tráfego pago. Então, cara, inevitável a gente usar. É, hoje qualquer negócio que vai entrar, você tem que estar aí. A gente tem a parte ali das redes sociais também, que a gente tá começando um movimento mais forte nisso, porque assim, uma parte do período a gente tava um pouco segurando para validar a estrutura, principalmente, cara, modelo, qualidade. Então assim, a gente sempre procura ali, principalmente todas as empresas ali que a gente tem, a gente sempre procura ter algo muito bom antes de entrar no mercado.
Porque depois a gente tem uma concepção ali, cara, se não é bom, não deveria estar no mercado. Então a gente sempre dá uma segurada, testa ali, Aí depois a gente vai. Então a gente tem a parte do tráfego pago, a gente tem uma prospecção ativa também que a gente vai atrás de clínicas, atrás de prontuários que a gente quer integrar e tal. E a gente tem um braço também que a gente vai começar agora, que são os influenciadores. Que tipo assim, cara, querendo ou não, o cara que fala com o médico, ele é uma ótima opção para poder te passar ali, o cara, uma mensagem para o médico, cara, eu uso esse sistema aqui, testa esse sistema pelo menos, entendeu?
E assim, hoje a gente dá uma semana ali para o cara testar, cara, a gente não tem limite. É tipo, usa ali mesmo, a gente quer que você use e que você goste. Porque também não adianta, tipo assim, cara, a gente cobrar você por um negócio que você não vai gostar. Então, tipo, cara, usa, gostou, gostou, cara, paga e vai. Então assim, a gente tem hoje essas 3 prospecções aí. E aí fica um braço mais voltado para um B2C, que seria o médico ali, a clínica e tal, individual mesmo, individual, usuário ali autônomo, né.
E a gente tem um braço que é o braço de hospitalar, que a gente fala ali, que é, cara, prontuários integrados e tal, entendeu? Onde a gente faz essa, a gente divide assim essa parte da prospecção.
Então a ideia é vocês, quando você fala prontuário, tem vários sistemas de prontuário, então vocês integram com esses sistemas. A ideia é isso.
Isso.
Hoje a solução da Sinted ela já é pensada para esse mercado B2B, B2C, né? Então assim, O médico hoje ele tem uma liberdade de customizar o layout do prontuário dele. Por exemplo, eu quero um campo a mais, sei lá, que se o cara é fumante ou não no meu prontuário. Hoje os prontuários já permitem isso. Então isso foi até um desafio para gente, e tipo assim, cara, dinâmico, né, dinâmico. E tipo assim, pô, imagina para o cara que integra com a minha solução, o próprio prontuário às vezes ele tem centenas de médicos, cada um usa o prontuário de um jeito, cada um tem um layout.
Então tipo assim, hoje a gente conseguiu fazer uma estrutura que a gente, que ele consegue passar esse layout dinâmico dinâmico para gente e a gente consegue devolver, tipo, cara, no formato perfeito que ele precisa, entendeu? A gente tá até indo agora para uma frente que a gente tá desenvolvendo, que a gente não precisa mais integrar com o prontuário. A gente tem uma extensão no navegador que detecta os campos ali, monta esse layout tipo médico e preenche para ele direto, sem integração, entendeu?
Então a gente tá indo para esse lado também, mas é um desafio. Então assim, essa parte aí de ser dinâmico, aí a gente teve que trabalhar bem. É, essa daí foi difícil.
Legal. É, o desafio, desafio não, mas a característica deles é não ser um prontuário, né? Eles não concorrem com o sistema de prontuário, então eles têm que agregar valor no prontuário.
Então ele foi construído, né, Marcelo, para ser um suporte para o prontuário mesmo, entendeu? A gente quer ser a IA que o prontuário usa. Tipo, hoje, por exemplo, a gente não tem sistema de prontuário, nem pretende fazer. Entendeu? A gente quer ser a IA que o prontuário usa. Então hoje a gente já tá integrado com alguns prontuários, e um deles é bem grande, tem 150 hospitais. A gente já começou um piloto ali com eles num hospital regional.
Então assim, cara, funcionou no hospital regional, escala para os próximos, próximo, próximo. E o feedback que a gente tem recebido é que assim, cara, o pessoal tem gostado, entendeu? Também porque assim, eles colocaram numa sala, igual você falou, de como se fosse um pronto-socorro ali. Então é um ambulatório de um hospital público que tipo assim, cara, é aqui, ó, entendeu? É pauleira. Ele falou assim, cara, aqui a gente tem tipo, cara, em torno de 2 a 5 minutos para fazer a consulta com o cara, entendeu?
Tipo, não tenho tempo de digitar, entendeu? Isso aqui que vocês me deram é um negócio assim, cara. Eu pecava porque tipo eu tinha que colocar pouca coisa porque já tá o outro cara entrando, entendeu? Então conseguimos ajudar esse cara. Então assim, a gente tá igual o Mário falou, não é muito a ideia nossa competir com o prontuário, sim ser um aliado dele, entendeu?
Eu tenho uma curiosidade que me veio agora. Você ia perguntar alguma coisa? Que é com relação a hardware, tipo assim, que você pega, né? A gente às vezes faz umas call com a galera que fala desse jeito, dá nem para— é qualquer microfone, tipo, precisa de mais de um, tipo, precisa estar posicionado em algum lugar? É porque eu imagino que tem falha também, né? Então assim, o sistema consegue lidar com isso, né? Como que é esse ponto?
Isso eu vou até pedir para o Mário, porque, cara, o Mário ajudou a gente um absurdo com essa parte. Porque assim, tem coisa que a gente acha que é erro de sistema e tem coisa que o problema tá entre o computador e a cadeira, entendeu? Tipo, não é do sistema.
Eu tenho teoria que é 90%, entendeu?
Então assim, cara, eu vou até deixar nesse caso É um problema importante.
Não adianta só achar que a tecnologia sozinha vai resolver tudo se eu não tô capturando. Então já aconteceu, vou descrever um caso ali real de implantação que eu me lembro que eu acompanhei com eles. Então a médica ali, ela tinha um acrílico que separava ela do paciente e ela tava com notebook de um lado do acrílico. Então ela reportou, pô, não tá funcionando a solução, não tá funcionando direito. A hora que a gente foi avaliar o áudio, não gravava, simplesmente não tinha a fala do paciente ali.
Porque além do computador ser um notebook que é direcional ali, o microfone tinha um acrílico que separava o paciente e não gravava a fala do paciente. Simples assim, não tinha fala, não tem como transcrever. Mas então parte da solução passa por a gente garantir uma boa captura. Então, que assim se faz hoje, que é um diferencial também neste mercado, é os microfones, os microfones, né? O médico que assina o plano recebe o microfone de mesa gratuito ou recebe orientação, no caso de clínicas ali maiores, ambientes corporativos, a orientação dos microfones que são homologados, que garante a boa qualidade, e tem uma orientação sobre como posicionar esse microfone numa sala.
Obviamente, em geral, o médico não quer deixar ali no meio da mesa, mas se você colocar ali num canto, mas que tenha uma visada tanto para o paciente quanto para o médico, o microfone ali que foi homologado vai garantir uma boa captura. Então, mínimo assim para, de uma forma que a gente garante a escala do uso dessa solução, tem uma qualidade que vai funcionar.
Eu fiquei curioso aqui, essa cliente não passou pela cabeça dela não que podia ser o acrílico? É, não, calça curta, né?
É mais fácil fácil falar que o problema é do outro, né, Gabriel? Vocês não conhecem usuário, problema é sempre do outro, cara.
A gente brinca que sempre cai no dev, entendeu? Tipo assim, cara, deu um problema, quem que resolve? Ah, joga para o dev, problema do sistema.
E nesses casos de soluções que fazem usuário de IA, o problema tá virando sempre a IA que não funciona.
É o modelo, né? O modelo tá alucinando, né? Deu problema no modelo. E mas ainda com esse negócio do do microfone, né? E tá embutido no curso então isso de vocês darem microfone? Porque assim, um microfone homologado, não sei se pode abrir custo aqui e tal, cara. A gente compra microfone, isso aqui, óbvio que a galera não vai usar esse tipo de microfone aqui, né? Mas precisa ter um custo, né?
Algo ok aí, né, cara? Hoje a gente tem um plano mensal que ele não entra o microfone. Tá, então a gente costuma enviar o microfone no plano anual. É, no anual, sim. E o plano mensal ele é R$249 e o plano anual sai R$169 por mês, recebe o microfone junto. Com relação ao custo, assim, para a gente não—
para ter toda essa solução hoje, o médico paga mensal?
Ele pode optar por pagar mensal, semestral ou anual. Cada um tem R$249.
Cara, o cara não pode nem brigar de ter uma solução dessa.
É, não é, não é um custo alto não.
E se ele fecha o pacote anual, cai para R$169, entendeu?
A maioria faz o mensal, testa, gosta, anual, entendeu?
O cara fala, pô, aí o cadastro assim, se tiver médico, tiver médico acompanhando, tem um período gratuito, né, Marcelo?
7 dias de trial. Tipo assim, cara, testa, a gente brinca aqui, cara, usa, tenta moer. De usar.
Tenta provar que é ruim.
É, tenta provar que é ruim. A gente te desafia a provar que é ruim, entendeu? Você falar que é ruim, a gente não te enche mais o saco, eu te bloqueio, né?
Brincando. Não, mas assim, eu acho que a gente vende produto SaaS também, né? Eu acho que esse custo, se a pessoa colocar na ponta do lápis, não faz sentido.
Qual que é, se o cara, a gente fala, né, qual que é o preço da consulta hoje, o cara divide isso em tantas consultas, cara, é Não tem, não tem discussão assim, não tem esforço de venda que não—
e a gente ainda tem alguns cálculos que a gente faz por trás ali, que a gente estima que o médico que usa a solução ele ganha ali 20% a 30% do tempo que ele tem. Então assim, cara, você imagina, o cara que fazia 10 consultas, o cara passa a fazer 13 no mesmo tempo com qualidade superior. Se o cara coloca na ponta do lápis, ele tá deixando de ganhar dinheiro porque ele quer fazer no manual, entendeu?
Tá falando da parte do cara, do médico ganhar, mas o paciente ganha muito também, né?
É o que mais a gente tá falando, de do tempo de consulta, não tempo de tete a tete com paciente. Isso vai melhorar esse tempo com paciente, mas em geral aquele tempo de digitação que o médico tinha, hoje o que eles mediram lá que reduz o tempo total ali da consulta entre sair um paciente, entrar o próximo, Reduz em média 30 a 40%, porque o médico não perde mais o tempo dele digitando, né? Ele, que que ele tem de benefício? Deu mais atenção para o paciente e ainda teve mais informação, mais completo, né?
O preenchimento do prontuário fica mais completo ainda do que a digitação manual, né?
É porque tava na frente da câmera, cara.
Eu imagino que a gente fica se mexendo aqui, às vezes folga, né, cara?
Mas aí é Você falou das outras empresas, pô, se já existe uma solução dessa, conta mais para a gente.
Tá, vamos lá.
Você queria puxar mais uma coisa da Simpla?
Tinha, só que você mudou, eu esqueci. Eu te atrapalhei?
Não, a gente volta depois.
Eu queria destacar um outro valor assim que eles já validaram. Eu acompanho, eu acho importante. Muito médico reportou para eles, né, que um benefício importante é a segurança. Hoje o médico também se preocupa com segurança jurídica, o médico tá sujeito a erro, verdade? E ter uma informação mais completa, em geral ele faz uma conversa, por exemplo, de 20, 30 minutos de anamnese com o paciente, e o prontuário vai ter algumas palavras ali, mas ele cortou muita informação do paciente.
Então ter mais informação presente no prontuário traz uma segurança para o médico. Eventualmente, se houver uma contestação, alguma coisa no futuro em que ele precise daqueles dados, em que o paciente peça para receber o prontuário, por exemplo, que é uma possibilidade, né, o paciente tem direito de receber o prontuário, o médico tá garantindo que tá mais completo essa informação. Então essa segurança também para o médico é importante, é uma validação que eles tiveram, também agrega valor para o médico.
E o maior serviço que vocês estão fazendo para a humanidade é tirar a caneta da mão do médico para a gente poder entender o que Aí vai ser difícil, hein?
Mas eu lembrei que ia perguntar, na verdade são duas coisas, uma era um comentário e outra era uma dúvida, né? A dúvida é com relação— nossa, me perdi de novo, cara, difícil hoje. Bom, comentário é o seguinte, que vocês falaram de transcrição, né? A gente atendeu um cliente que tinha algo muito parecido, não era médico, nada, era mais com relação à gestão, né? Então eles Eles tinham um monte de meta, KPI, aquele monte de coisa que empresa tem, né?
E as pessoas deixavam para preencher essas coisas no último dia, né? E não viam muita importância, né? E aí eles ficavam mais preocupados em preencher a meta do que discutir sobre a meta, né? E aí a gente fez uma solução que parte da transcrição. Então hoje eles não precisam mais preencher nada. Eles só precisam ter uma conversa de uma hora, já pega tudo guiada, né? Então tem um script, né? Esse script tem algumas palavras-chave e tal.
E aí a gente usa a transcrição para destrinchar tudo, né? E aí o que as pessoas tinham que fazer manual, deixava de última hora, fazia com pouco caso, não sei o quê, agora passa a ter uma conversa, né? E a gente tem duas visões em cima da mesma conversa. Então tem análise quantitativa, que são números de meta, não sei o quê, e tem uma análise que é o que eles mais querem, que é uma análise qualitativa das coisas, de como foi o mês, desempenho mesmo, sabe?
Então é animal assim, sabe? Legal. O uso de transcrição é uma sacada muito boa, né? Hoje você consegue fazer, né? E nesse caso, como eles usam a solução Google É, então o Meet já vem tudo separado, então você sabe quem falou exatamente o que falou por animal, animal. E aí o que eu ia perguntar, pelo comentário eu lembrei, é vocês deixam de alguma forma a transcrição disponível para o médico ou para o paciente? Porque qual que, onde eu quero chegar, né?
Uma vez que o prontuário tá pronto vocês conseguem rastrear de onde da transcrição ele tirou aquela fonte para preencher algum campo, ou isso não é uma preocupação hoje, não precisa? Enfim, sei lá, por questão de segurança, de, enfim, a transcrição não fica em lugar nenhum, cara.
Hoje, por padrão, a gente opta por não manter nada do nosso lado. Então assim, fez a consulta ali, principalmente para as integrações com prontuário, né? O próprio médico pode escolher se quer armazenar ou não, porque às vezes o cara fala assim, pô, vou fazer todas as consultas aqui, reviso no fim do dia, lanço tudo no fim do dia. Tem problema também, pode deixar lá. Então posso colocar para não expirar, pode colocar para expirar também.
Então a parte da transcrição, eu não sei se, como que eu posso explicar isso, mas na síntese, quando você tá durante uma consulta, você tem 4 quadrantes, tá? O primeiro quadrante, ele é um campo de anotação, que é um campo mais para o médico colocar o que ele não quer falar para o paciente. Um exemplo: você entrou na consulta, tá pálido, o médico não precisa virar e falar, pô, cara, você tá pálido, entendeu? É uma coisa, é um campo de anotação que também ele pode subir os exames e tal, tipo exame de sangue e tal, coisa que o cara repara ali na hora, mas não quer falar, entendeu?
Não quer falar.
Ou às vezes o cara, sei lá, o cara brigou com a esposa, ou tá com olho roxo, né, entendeu? Marca lá, tipo, não quer falar. No segundo quadrante a gente tem a transcrição em tempo real. Então o médico pode ir falando, ela já vai aparecendo em tempo real para ele, já separando os locutores e tal. Então ele consegue dar uma olhada ali nessa transcrição. O terceiro quadrante é um apoio de perguntas. Então a cada 2 minutos a IA tá processando ali o que foi falado e sugere perguntas para ele para ajudar a desambiguar algum diagnóstico.
Diagnóstico.
E o quarto quadrante que a gente tem é um de hipótese diagnóstica. Então você consegue, ele consegue te dar uma porcentagem de tipo assim, cara, pode ser isso, pode ser aquilo, pode ser isso, pode ser aquilo, entendeu? Hoje a gente tem isso daí. Tudo isso daí que eu falei, ele fica armazenado na consulta. Obviamente ele pode escolher apagar ou não, ele faz o que ele quiser. Então a gente armazena isso, mas assim, por questão da IA precisar disso para interpretar, a partir do momento que ela gera o documento principal Vários dos documentos seguintes utilizam essa transcrição também e utilizam do documento principal para consolidar algum outro documento auxiliar.
Então assim, a maioria dos médicos, ele faz a consulta, já pede os documentos auxiliares, apaga ou mantém se ele quiser. Então a gente hoje deixa isso meio que opcional para o médico, tá? Aí, porque com relação à integração com os prontuários, são eles que controlam. Então você, o prontuário, fala, cara, Puxei aqui, registrei, pode apagar do seu lado, entendeu? A gente não tem muita obrigatoriedade em manter esses dados, sabe?
É nesse caso que eu falei, a gente mantém a transcrição porque precisa de rastreabilidade.
Entendi, faz sentido.
Porque aí, aí a solução é legal porque ela tá indo para um segundo momento, né? Então assim, a galera usa hoje para isso, só que eles querem conseguir conversar sobre a transcrição. Então, por exemplo, vocês dois conversaram sobre as metas, tá? Eu sou gerente de vocês, eu não participei da reunião, mas vocês ficaram uma hora conversando.
Você quer saber o que aconteceu?
Eu quero poder perguntar. Então a gente vai fazer um RAG lá para eles, tal. Vocês vão ficar trocando uma ideia.
Legal, legal.
Eles conseguem fazer assim, a solução da Sinti, ela não tem informações do paciente, mas ela gera um hash ali de cada consulta. Esse hash pode ser enviado para o prontuário. Isso, e é o que garante do prontuário conseguir recuperar informações do paciente, mas não é nominal, é um hash. E o prontuário decide se ele quer manter aquela informação guardada com hash ou não. De qualquer forma, é sempre anonimizado e tem a possibilidade de excluir também essa informação ou de minimizar também, né?
Então tem caso que você substitui, né, dados, eventualmente nome, documento, número de celular, tudo que é dado sensível a gente anonimiza. Então nem chega aí para modelo nada, entendeu? E ainda quando volta, a gente também não preenche por um efeito de sensação que o cara tem de que enviou, porque eu poderia passar uma máscara, a hora que devolve eu passo a máscara de novo e coloco. Mas tem assim, né, um pouco engraçado isso, tem médico que tipo assim, o cara truca a gente, tipo assim, cara, mas será que você não mandou mesmo?
Entendeu?
Na vieta da dúvida a gente devolve, tipo, um colchete, tipo assim, nome do paciente, entendeu? Não sei qual que é, entendeu? A gente não salva isso em nenhum lugar. Então hoje eu acho assim, essa parte aí da transcrição tem, igual o Mário falou, a gente deixa livre para o cara escolher se ele quer ou não armazenar. O ponto que ele falou principal ali da transcrição é a parte judicial, entendeu? Então tipo assim, eu, eu Eu escutei de médicos quando a gente tava conversando ali, o cara falou assim, cara, eu já falei para o paciente fazer isso, o cara voltou aqui e falou que eu não tinha falado, entendeu?
Tipo, e aí, sabe? Tipo, como é que você prova isso que você falou para o cara, entendeu?
É o tipo de coisa que em geral o médico não registra ali. Então esse é um exemplo de um caso importante que essa informação traz mais segurança para o médico. Então quando ele passou orientações para o paciente, que é algo que normalmente não é registrado, o paciente é negligente, deixa de seguir aquela orientação, ele volta depois com problema, ou ele entra com uma ação judicial alegando algum problema ali. Como é que o médico vai comprovar que ele passou uma orientação?
Então esse é um caso que a solução é bem forte nesse apartado judicial. Tem outro ponto que eu me lembrei, que a gente já conversou, que vocês falaram, né? Tem muito médico às vezes falar, mas eu faço já uso do ChatGPT.
Ah, sim.
Ah, por que que eu vou usar o seu se eu posso já usar o ChatGPT? Bom, acho que uma primeira grande diferença é essa redução de atrito, é ter uma solução especialista, né, especializada na área médica, garantir que seus dados não estão sendo enviados para uma empresa de fora do Brasil, treinando modelo, né, não vai ser usada para treinamento de modelos. Então tem vantagens importantes de usar a solução da Sintesi ao invés de usar o o ChatGPT, por exemplo.
Vocês que trabalham com essa parte de acho que mais que ninguém, vocês devem sentir essa diferença de modelo absurda, né? Cara, o ChatGPT, eu já vi gente fala assim, cara, eu uso IA, mas tipo assim, não acho tudo isso, entendeu? Você não usou o suficiente, ou você não usou o modelo certo, entendeu? Porra, ali assim, pelo menos para mim, o modelo faz muita diferença do que você usa.
Então, absurdo. Um exemplo recente, tá? Quem perguntou no chat, eu já vou, já vou responder ali. Mas, ó, recentemente, cara, ontem, ontem a gente recebeu um feedback do nosso produto que tava meio esquisito, que é um agente de ar, né? Tá meio esquisito e tal. A gente mudou o modelo, né? Era do mini, foi do sol, mudando o modelo, mudou da água para o vinho.
Então a diferença, rapaz, A gente vai escalando assim para ver qual modelo que a gente— porque não é uma solução, é uma coisa, precisa ser um gênio daí e tal. Então a gente foi escalando aos poucos. E tava esperando isso, uma anta ali.
Ó, tem pergunta aqui, ó, vocês vão conhecer, tá? O Fascina é o Andrezão, amigo meu, tá? Eu conversei com o Mário aqui, ele é o André Fascina aqui do hospital, ele fez acho que duas perguntas, né? Então, boa noite, conheci o Mário nos de trabalho estão tentando implementar o sistema de ar no atendimento. Dúvida: quando aí é suspeito, por exemplo, de uma pneumonia, ele busca protocolo nacional aprovado pela Anvisa ou busca referências internacionais também?
Não sei se você consegue responder, cara. Quando questão pneumonia, seria pesquisar uma doença, né, para pegar referências.
É isso assim. Aí, André, oi, André, tudo bem? Legal aí saber se tá ouvindo aí. Em geral, o modelo ele é treinado com ambos os protocolos, né? Tem informação de protocolo nacional e internacional. Eu consigo adaptar o prompt. Então, se ele quiser desambiguar isso ou forçar que o modelo use um protocolo nacional, internacional, ou deixar aberto, isso tudo a gente consegue customizar. A gente consegue dar a orientação específica para o prompt para ele tratar da forma como o médico achar mais conveniente.
Hoje, em geral, a gente deixa aberto, então ele vai consultar protocolo nacional ou internacional. Mas se o médico falar, não, eu quero deixar algo mais customizado para tratar aqui um protocolo nacional, aqui por exemplo, é possível, a gente consegue ajustar o prompt ali para dar essa orientação ali para o modelo, né?
Desculpa a minha ignorância, né? Protocolo é a forma de tratar aquela doença, então Então tem diferença? Então assim, a mesma doença no Brasil é tratada de um jeito, enquanto que internacionalmente é tratado de outra forma?
Isso poderia, né, se tratar de forma diferente.
Entendi.
Que maluquice!
Faz diferença.
Mas por que isso? Eu não sei se vocês, maluco, porque assim, é uma doença, né? O remédio faz parte do protocolo. Ou não? Porque assim, aí chega ao ponto de sugerir remédio?
Não, né? Sugerir não, mas talvez algum tipo de tratamento deve ser mais conduta ali para o tratamento, né?
Pode ser dependendo das especificidades aí, né?
Acho que faz diferença assim, entendeu? Às vezes um tratamento de câncer em um país é tratado de um jeito, no Brasil tratado de outro jeito, entendeu? Às vezes é questão de pneumonia, no caso, que ele deu o exemplo ali, né?
Entendi. E aí, o Andrézão, só agradecer a sua participação, cara. Se tiver mais pergunta aí, pode mandar, tá? O André é um amigo aí de longa data, cara. Quando eu mudei para Americana, eu fui estudar no Dom Bosco, Zinho Dom Bosco, né? 98. E, cara, eu sou amigo do André desde 98, cara. Então muita coincidência, né? A hora que eu falei para— mandei aqui, ô Andrézão, assiste hoje aí e tal, que vai aparecer Ele já veio aqui para puxar saco. Mas acho que dá sim, acho que tem algum outro ponto.
Eu queria que ele falasse das outras empresas, eu fiquei curioso.
Tá, vamos lá.
Se você quiser, tá, cara, também não, não fala, sem problema nenhum.
Tá, vamos lá. Ali a gente tem um escritório que a gente brinca que chama Área 51, que é onde fica os ETs. Né, que a gente brinca, é o pessoal de TI. Ali a gente tem 3 empresas. A primeira delas, que igual a gente falou aqui no podcast, é a Síntese, que é a healthtech. Aí a gente tem uma empresa que chama Pimbel, que é uma martech. É uma empresa basicamente para tocar todo o marketing de influência, o braço de marketing de influência que as empresas precisam.
Então ali a gente tem, cara, o buscador hoje tem 350 milhões de creators. Então se a gente tem 40 milhões no Instagram, 290 milhões do TikTok e 15 milhões de YouTubers ali dentro. Então você consegue fazer desde a parte da curadoria, análise de perfil, cara, aonde tá a audiência, tudo, até a parte da contratação, criação de comunidade, pagamento, gestão de nota fiscal, tudo você faz por ali. Então é uma empresa focada em tocar esse braço de marketing de influência.
Aí a gente tem uma empresa que é uma, é uma tiqueteira inteligente. Então o que que a gente viu no mercado?
Um gap muito grande.
Só explica o que que é tiqueteira aí, tá? A tiqueteira é basicamente uma empresa de vender ingresso, entendeu? Você tem ali a Sympla, Ticketmaster, é a mesma coisa praticamente. Só que a gente viu um gap muito grande no mercado de falta de inteligência de dados nessas 2 tiqueteiras. Então assim, a gente sentia que essas tiqueteiras eram muito, como eu posso dizer, atrasadas nessa parte de assim, cara, vou otimizar para você o seu trabalho, eu vou te dar automações para fazer esse trabalho, recuperação de carrinho, mensagem de aniversário, utilizar inteligência artificial para te sugerir uma campanha para ativar um evento, análise de dados, tipo, esse evento que funcionou melhor, isso aqui não, por que que funcionou.
Então a gente sentia muito uma necessidade disso. Então A Blume surgiu dessa, desse gap que a gente viu de tornar mais, como que eu posso dizer, inteligente uma tiqueteira. Então quando que a gente começou o projeto, a gente tinha ali um gap muito grande nessa parte de inteligência e um gap muito grande que a gente sentia da parte de venda de ingresso, que tipo assim, cara, hoje aqui em Americana você deve ver todo ano o pessoal da Festa do Peão ali, você passa na rua ali, o cara tá vendendo ingresso na frente da porta ali, o cambista.
Então eu principalmente na época de faculdade eu comprava muito ingresso de terceiros. Então tipo assim, cara, já caí em golpe várias vezes, já comprei ingresso falso. Tipo assim, cara, aí tinha um outro problema que eu não conseguia vender o meu ingresso, porque o cara que comprava o ingresso muitas vezes ele tinha um pé atrás para comprar, tava assim, pô, mas eu não sei se você vai me dar o ingresso. Aí fico nessa, tipo, pô, eu te mando o ingresso primeiro ou você me paga primeiro? O que que a gente faz?
É igual comprar coisa no OLX, né?
É igual comprar coisa no OLX, você for pagar primeiro e depois eu não recebo, entendeu? Aí a gente sentia esse gap. Aí a gente falou assim, cara, e se a gente utilizasse de blockchain para fazer essa negociação dos ingressos, entendeu? Tipo, sempre fui dessa, desde a faculdade ali eu sempre gostei dessa parte de blockchain. Tipo, cara, um dos projetos ali que eu fiz para graduação foi de mineração de Bitcoin. Então, tipo, cara, sempre gostei.
Aí eu falei assim, cara, conversei com os sócios lá, falei, se a gente conseguisse fazer uma blockchain, utilizar uma blockchain em primeiro momento para a gente negociar os ingressos ali, dá tipo, você compra com segurança, eu sei que eu vou receber. O cara que é produtor, eu pago uma taxa ainda para ele do câmbio. Então tipo, evento, por exemplo, como o da Festa do Peão, que esgotam, o cara a partir dali ele não tem mais lucro na venda.
Só que muitas vezes o ingresso é vendido 2 ou 3 vezes. Então se você pegar uma porcentagem ainda de cada vez que o cara repassa, você acaba gerando um lucro para ele no final que tipo ele nem imagina que ele consegue.
É.
Aí começou um desafio, porque a gente procurou algumas blockchains e você tenta tipo equilibrar custo com tipo, pô, vou usar uma Ethereum, por exemplo. O custo para eu poder registrar numa Ethereum é muito caro para eu lançar um ingresso ali NFT. Então eu posso usar uma segunda camada da Ethereum, por exemplo, poderia usar uma segunda camada, mas também tem relação de custo, tempo de validação. Aí a gente encontrou uma blockchain, ela é gringa, Só que o que que acontece, cara?
Eu não sei se vocês são, entendem muito de blockchain, mas um dos principais conceitos da blockchain, ela não ter um dono, ela é de todo mundo. Então tipo assim, cara, distribuída, então não ser centralizada. E essa blockchain que a gente achou, ela é de uma das tiqueteiras, que tipo assim, cara, eles que controlam. Então, por exemplo, eu tentei utilizar a blockchain e não me aprovaram. Então tipo assim, pô, para mim já quebrou totalmente o conceito de blockchain.
Então tipo assim, cara, beleza, vocês fala que é algo descentralizado, Mas eu tentei usar aqui. E por que que eu não posso ser um nó, por exemplo? Por que não posso ter um validador? Eu quero participar da blockchain. E nisso a gente surgiu uma, uma, um gap aí de tipo assim, cara, tem um outro problema que na hora do cara entrar com o ingresso eu preciso registrar ele na blockchain em um período de tempo que ele tem que, não pode demorar para aquele nó ser chumbado.
Para quem não sabe, tipo, nó ser chumbado é tipo assim, cara, registrei, daqui para frente não muda mais. Registrei, daqui para frente não muda mais. Então, tipo assim, você tem, você tem hoje algumas criptomoedas, por exemplo, Bitcoin, tem ali 10 minutos para chumbar um nó. Usando um exemplo meio grotesco, imagina que eu fosse usar Bitcoin. Você imagina que eu pego ali, eu valido o seu ingresso, eu em 10 minutos ele ainda vai estar constando como não validado dentro da rede.
Então, tipo assim, o outro cara que vai validar pode entrar com o mesmo ingresso que o seu, que ele vai bater lá e falar, porra, não passou ainda. Entendeu? Então a gente tinha esse gap aí de tipo assim, cara, tem que ser algo rápido na validação. Então a gente começou, cara, compramos ali a briga, tipo assim, cara, vamos tentar fazer uma nossa aberta, tipo assim, cara, comunidade total, tipo, quer ajudar a desenvolver, entra, quer ser nó, entra, entendeu?
Então compramos essa briga. E de começo, quando a gente lançou a plataforma, a gente ainda tava desenvolvendo a blockchain, porque tipo assim, cara, não dava para operar nas que eram caras, não dava para integrar na que existia. Vamos fazer a nossa, solta para comunidade, quem quiser usar, cara, etiqueteira, pode entrar. Pô, quero ser validador, pode entrar, entendeu? Tipo, pô, sem problema nenhum, é algo aberto mesmo, entendeu?
Ali na época que a gente soltou a etiqueteira, a principal coisa que o pessoal gostou foi a parte de venda de ingresso, de revenda. O cara fala assim, pô, mas eu compro um show, vou comprar do Cambly, esse cara me vende ingresso de pausa. Nosso sócio mesmo fala assim, cara, eu fui no show do Palmeiras, no jogo do Palmeiras, Cheguei lá, tinha 3 cara com o mesmo ingresso que o meu na minha cadeira, entendeu? Você vai fazer o quê?
Não tem o que você fazer, entendeu? E tem um gap também que assim, a gente vê essas tiqueteiras grandes, elas estão indo para um lado de usar facial, entendeu? Só que, por exemplo, eu compro o ingresso, eu quero transferir esse ingresso, como é que eu vou fazer se é facial, entendeu? Tipo, o problema hoje, eu sempre penso assim, o problema hoje não é o câmbio do ingresso, é como isso é feito. Porque tipo assim, cara, se você tiver uma compra e venda ali legal e o produtor tiver ganhando, por que não deixar o cara revender, entendeu?
Ele vai revender de qualquer jeito, entendeu? Então ali a gente só tá colocando tipo assim, cara, revende aqui que é seguro, entendeu? Porque hoje você for na feira do peão ali, o cara tá revendendo, entendeu?
A diferença é que você vai controlar, ainda ganha na revenda.
Então tipo assim, a gente faz de uma forma que a blockchain você consegue configurar as regras taxas de revenda. Então quando a tiqueteira forja o ingresso, ela pode colocar uma taxa de revenda que ela ganha. Eu como tiqueteira quero ganhar também na revenda, o produtor também ganha. Então tipo assim, pô, a Festa do Peão, não sei quanto que conseguiria aumentar nisso, mas por exemplo, se aumentar 2% uma Festa do Peão só na revenda, pô, quanto que a Festa do Peão vende de ingresso, entendeu?
E é um dinheiro que tipo assim, hoje o câmbio tá moendo solto, não vai acabar o Entendeu? Então, ao invés da gente pegar, pô, vamos lutar contra o câmbio, vamos fazer algo que, pô, você consegue fazer legalizar a operação ainda de forma segura.
Só que aposentar em cima de muito dinheiro é muito dinheiro, né?
É muito dinheiro, entendeu? Então assim, a Blume tem esse diferencial de assim, a gente tá, a gente tá entrando no mercado, finalmente, cara, conseguimos pegar aqui a região de Americana, região de Campinas, estamos começando a entrar agora, colocar um pezinho em São Paulo, e ela tem tipo, cara, 5 meses, 4 meses Entendeu? E vem com uma proposta de tipo, cara, a gente vai bater de frente com as rudimentares ali, as antigas, entendeu?
Tipo, vai acabar com esse negócio de, ah, só tem Simpla, eu só uso Simpla, entendeu? Tipo, a ideia é que a gente, pô, consiga bater de frente com esse pessoal mesmo, entendeu? Tipo, cara, oferece uma solução inteligente que o produtor consiga ganhar mais, porque no final a gente viu isso no mercado de etiqueteira, é meio que uma prostituição do produtor ali mesmo. A gente pega essas casas grandes Rola um dinheiro antecipado para ele para eu conseguir o evento.
Então, tipo assim, pô, um exemplo aqui, imagina um Rock in Rio. Um Rock in Rio, essa tiqueteira grande chega e fala assim, cara, eu te antecipo, sei lá, R$400 milhões, mas você vai usar minha tiqueteira, entendeu?
Então, tipo assim, pô, o produtor ele tende aí para quem antecipa.
Vou fazer o evento sem tirar do meu bolso, entendeu? Melhor coisa que tem, entendeu? Então a gente vê que para entrar nesse mercado aí, a gente tá vendo que tem algumas big techs aqui brasileiras, principalmente o iFood, que é dono da Sympla, recentemente comprou a Zig também, não sei se vocês conhecem, de Comanda, sabe?
A que faz para restaurante, para restaurante.
Tipo, cara, compraram, não sei se chegaram a comprar, mas eu sei que tava para comprar tipo R$700 milhões, alguma coisa assim. Então tá ficando tudo centralizado ali dentro do iFood e não tem uma, a gente vê que não tem alguém tipo assim surgindo no mercado porque eles fecham muito. Sabe, a gente caiu ali também num gargalo que é a parte do PDV, entendeu? Tipo, porra, as próprias maquininhas de venda, cara, foi um parto para a gente conseguir tipo rodar o nosso sistema dentro da maquininha, entendeu?
Que tipo, por exemplo, uma Zig é uma adquirente, entendeu? Tipo, adquirente, tipo assim, cara, sou um banco, tô tipo um Itaú. Por ela ser uma adquirente, ela tem a própria maquininha, então ela tem o próprio sistema. Então tipo assim, cara, onde você vai hoje, você viu alguma diferente da Zig?
Não tem, entendeu, cara? Dos lugares que eu vou, não tem.
Todos os lugares que a gente vai, a maioria das comandas, tudo Zing, entendeu? Então, tipo assim, pô, você fala assim, ah, mas os caras são bons. E eu conversei com donos de casa ali que falou assim, cara, a taxa que ele me cobra, ele me arrebenta, entendeu? E eu vou fazer o quê? Eu não tenho opção. Eu vou para onde, entendeu? Tipo, ele faz meu controle de estoque, ele faz a minha parte de lead ali, ele faz, ele faz o meu controle de comando, a minha parte de ingresso.
Eu vou para quem?
Entendeu? Então assim, a gente tá surgindo ali, cara, obviamente estamos colocando um pé ou outro falando com os produtores, mas a gente quer tentar bater de frente ali com essa galera, entendeu? Pô, aí nada é impossível, entendeu?
A gente pensa que, sem contar exclusividade, né? Porque o iFood ele fecha exclusividade com a rede, né? Veio aquela chinesa aqui no Brasil e meio que dá para trás aí porque não conseguia fechar com os grandes porque já tava fechado exclusivo.
Você viu o movimento que a 99 fez recentemente para tentar catar uns de cupom, né?
Porra, e tava bom, hein? Pô, tinha cupom de 40%, cara.
Eu uso mais 99 do que iFood hoje por causa dos cupons. Então é muito cupom, é muito, é muita promoção, né? E aí eu entro nos dois para comparar, né, cara? Tem às vezes é metade do preço, o mesmo lanche, o mesmo lugar, cara. Pô, que jeito!
A gente, o brasileiro, tem esse negócio da fidelização E tem muito lance da fidelização burra, né? Por exemplo, o WhatsApp é uma delas.
Tipo, WhatsApp é legal, porra, animal, mas o Telegram, por exemplo, faz a mesma coisa.
Faz melhor, na minha opinião, ele faz melhor e tem muito mais recurso e tal. Então a gente tá passando por um momento agora, a gente tem o Webflow, que é um sistema nosso, que a Meta já anunciou que outubro, cara, vai cobrar por mensagem na API oficial. Então oi é 3 centavos, tudo bem 3 centavos, e por aí vai. Essa é assim, tá muito superficial ainda os anúncios, tá rolando umas conversas, mas assim, tipo dessa pegada. Então dá vontade de reunir todo mundo, né, no WhatsApp, falar, galera, agora é Telegram, não tem motivo para vocês usarem WhatsApp, Telegram agora, porque é um aplicativo muito melhor, mais fluido, e tem muito mais recurso que o WhatsApp.
Mas o brasileiro fidelizou e acabou, cara, não tem conversa. Então as empresas vão pagar uma grana boa agora.
Brasil assim, né, parece que é Estados Unidos. Eu já conversei com empresas aí Soldiers não é mais forte no mundo, o mercado maior deles hoje é Brasil.
Do WhatsApp?
Não, acho que a Índia usa bastante WhatsApp também.
Aí temos talvez absoluto sim, mas relativo para população, Brasil é o maior mercado.
A gente tá fazendo o Trout, né, que é o sistema de marketing e tal. Depois eu te mandar, você vai gostar. Aí a gente tá lançando fora, a gente vai começar a jogar lá fora.
Então é direto gringo.
Mas o que que rola é que a gente colocou um bot ativo para cutucar o cara. Cara, hoje tem post, você precisa provar e tal. Enfim, então ele entrega para o cara. Aqui é WhatsApp, né? Mais para fora a gente tá fazendo SMS, cara, porque não adianta fazer WhatsApp, só não vai chegar. Então a gente queria uma coisa proativa para cutucar o cara mesmo.
Legal.
A gente não queria que tivesse essa fidelização tão— talvez agora, né, com com as mudanças da Meta, a galera se mexe um pouco.
Não sei, eu acho difícil, cara, acho difícil, porque assim, quem precisa se mexer é o usuário, é o cliente, é o cliente, o nosso cliente, não só as empresas, né? Então, tipo assim, entendeu?
Se a empresa falou, tô no Telegram, o cliente fala, foda-se, você não vai me atender, entendeu?
Não tem jeito, cara. Eu tenho curiosidade com relação à blockchain. Você falou, se eu perdi, mas quanto tempo que você tá validando? Essa de vocês vale 5 segundos.
O block time é 5 segundos que a gente leva.
É porque é isso, o cara passou, não dá nem tempo de fazer nada.
É 5 segundos. E ainda a gente tem uma proteção dentro, que hoje a gente tem uma, o aplicativo, tudo isso que eu falei para vocês, ele acontece ali pelos bastidores, né? O usuário mesmo, ele nem sente que aquilo ali é blockchain, entendeu? Tipo, ele nem, cara, ele é como se fosse usando um aplicativo normal. O nosso aplicativo que você baixa na Apple Store, ele é uma carteira cripto, entendeu? Então, tipo assim, aquele ingresso que você vê ali é uma NFT, entendeu?
Então, além de ter a camada da blockchain para validação, para não ter como esse cara conseguir revender e não ter como o mesmo cara entrar com o mesmo ingresso, a gente tem uma camada ainda no aplicativo que ele muda o QR code a cada 30 segundos. Então, tipo assim, cara, se você mandar um print para alguém, ele não funciona, entendeu?
Você tem que ter, é tipo uns dois fatores, né?
Tipo, tem até um relógio, ele fica verdinho assim, olha que tá quase acabando. Não sei se você já viram aquele Authenticator do Google, assim, a mesma coisa, ele fica, pá, e gira o QR code. Tipo assim, você mandar um print ou qualquer coisa, o cara vai chegar lá, não vai conseguir entrar, entendeu? Agora, o dono da carteira, eles fazem, porra, mas o cara, se não tiver internet, ele não entra. A gente consegue validar sem internet a carteira do cara, entendeu?
Só quem tem que ter internet é o validador, que eu bato ali, ele tem um fingerprint, né, que é uma impressão digital, e uma máscara em cima que ele vai trocando. Então, tipo assim, eu passo ali o código da carteira dele para ver se aquele endereço pertence àquele cara, e o fingerprint se bate com o que ele tá mostrando para mim. Bateu com o validado, bateu com a carteira do cara, o validador bate, checa na rede, tá liberado. Entrou, entendeu?
Segundos, entendeu? Aí assim, até você comentou as partes da blockchain, um dos desafios que a gente tem com relação à escalabilidade é que a gente tem que desenvolver uma tecnologia semelhante a da Ethereum. Tipo assim, a da Ethereum, ela não, você não passa por todos os validadores para aprovar. Então tipo assim, ele usa ali um sistema de conselho, sabe? Comitê, entendeu? Tipo assim, passa por 128, por exemplo, validadores Cada um com seu peso ali, pô, validou, é isso, entendeu?
Senão você consegue, você acaba, você tem esse desafio de tipo assim, cara, por mais que eu escale, eu não posso deixar ela lenta, entendeu? Então é uma blockchain muito específica para isso, sabe? Precisa ter os nós ali, né, os nós validadores, entendeu? Aí o nó validador você pega lá, a gente tem a blockchain, ela roda com duas, dois tokens, né? Você tem um token de validação e você tem um token de transação, que é o que a etiqueteira paga para poder fazer o ingresso, para poder revender e tal, ela paga esse valor.
O token de validação, ele é de transação, ele é um valor fixo e infinito. Tipo assim, pô, você colocou lá dólar, recebe a quantidade proporcional. Então hoje a gente tem um equilíbrio ali que a gente usa um oráculo que é para não ficar atrelado ao dólar. Então a gente pega ali várias moedas, ele dá uma estimativa de quanto vale, o cara lança o dinheiro lá na moeda dele, recebe a quantidade de token, opera normal a blockchain. E a gente tem do outro lado os tokens de validação, que é o que permite o cara se tornar um validador.
Então hoje É parte ali, na verdade grande parte do que é movimentado ali de relação à taxa vai para os validadores, até para incentivar o cara a ser um nó, entendeu? Tipo assim, pô, como a gente tá começando, não tem ainda muitos nós. A gente conseguiu tipo assim, cara, pegamos alguma galera que tem esse interesse em cripto ali, pô, quer subir o nó, sobe. Tipo assim, cara, máquinas, a vantagem, eu não sei se vocês sabem a diferença do validador e do minerador, entendeu?
O minerador, você faz uma competição de hardware ali para ver quem que vai resolver um problema matemático. O validador, ele não tem isso. É tipo assim, quanto mais token eu tenho, mais autoridade eu tenho. Então, tipo assim, cara, a gente pegou ali, diluiu ali em vários para a gente poder começar ela. A partir dali, negocia quem quiser, compra quem quiser. Tipo, você tem que ter um mínimo ali para você se tornar um validador e segue, entendeu?
E esse token, ele é limitado. Então, tipo assim, a gente sabe que no auge da blockchain vai chegar a ter, se eu não me engano, 1000 nós. Entendeu? Não vai ter mais que isso, cara. Não é algo que assim, pô, vou escalar para ter, sei lá, 50 mil nós. Não vai, porque você vai deixar a blockchain lenta. Então a gente tem essa limitação, e aí passa o sistema de conselho para a gente manter essa velocidade, entendeu?
Vamos, gente, é o momento que a gente tenta humanizar mais vocês, né? Então se a gente ficou falando muito tecnologia aqui e tal, né, Aí quem é mais vocês, né? Então eu gosto de começar muito com filme ou série, né? Tipo assim, coisas que vocês indicam, que vocês estão assistindo ou quer assistir. Enfim, coisas do— dicas aí mesmo, né, para a gente, para a galera.
Posso falar?
Tem dois filmes que eu gosto muito. Um chama Uma Mente Brilhante, que conta a história do John Nash, que criou a teoria de jogos, né? Muito bom para quem gosta da área da computação. E o outro chama, acho que, A Arte da Imitação, que conta a história do Alan Turing, né? Quando ele criou a máquina de Turing, sensacional, é que a teoria básica aí da computação. Para mim são dois filmes que ele meio que vence a guerra porque ele conseguiu decodificar as máquinas Como é que chamava a maquininha dos nazistas lá, né? Enigma. Ele conseguiu decifrar ali, né, o código da Enigma.
Esse filme é bem legal mesmo, cara.
Eu gosto de um que é clássico, que o pessoal gosta, que é Interestelar, que eu acho, porra, é animal esse filme. E eu gosto também de, cara, tem um filme muito legal, não sei se vocês vão conhecer, que chama Capax. É um filme que é o seguinte, cara, é um cara que ele é encontrado numa estação falando coisa que ninguém, tipo assim, ele fala assim, pô, mas eu não sou daqui, entendeu?
Eu sou de outro planeta. Aí ele, ah, é que eu conheço como K-PAX.
É K-PAX, é brasileireio aqui, entendeu?
É com Kevin Spacey.
Kevin Spacey.
Cara, esse outro cara, esqueci o nome dele, que é o psiquiatra, né, cara?
É um filme assim sensacional, tipo assim, cara, você fica toda hora tipo assim, porra, mas aí o cara ou ele é louco ou ele é de outro planeta, só tipo assim, o cara é muito inteligente, né? Ou ele é muito inteligente, que ele fala umas coisas que você fala assim, pô, mas como é que esse cara sabe isso, entendeu? Tipo, até o psiquiatra começa a falar assim, pô, esse cara é de outro planeta, entendeu? Então assim, é um filme muito bom que eu recomendo aí.
Tem uma trilha sonora legal esse filme, é um filme antigo, tá?
É bem antigo.
Eu esqueci o nome do cara agora. É um cara famosinho, ele fez O Grande Lebowski, ele fez— tem um filme que chama A Suí da Rua Arlington, né, que é um dos primeiros filmes que eu assisti que tem um final não feliz. Esse filme aqui, o filme você assiste já sabendo que vai ser feliz, né? Vai, a jornada do herói, né?
Vai dar tudo B.O.
e no final vai dar certo. Esse filme não, cara. E tipo, você acaba o filme assim, não é possível que acabou desse jeito, tá ligado?
Tem um amigo nosso que ele indica filme para mim, eu não assisto porque o final é sempre triste. Toda indicação dele, eu não quero me decepcionar, cara.
Você vai se divertir, para entretenimento.
Eu sou muito fã desse filme porque, pô, eu prefiro estar criando alguma coisa, fazendo tal. A minha esposa assiste um monte e eu quero só ser feliz no final, tá ligado? Só quero aquele filme que me deixa— todo filme que o Paulo indica é uma desgraça que acontece assim. Eu não quero mais.
É o Jeff Bridges, o ator, ele é famoso.
Mas hobby, vocês gostam de fazer?
Cara, eu jogo bola alguma vez na semana ali, cara. Detesto academia, para mim não é comigo. Jogo também, acho que parte de digital assim jogo bastante.
O que que você joga?
Tô esperando GTA aí, né? Agora como é que nós vamos fazer lá no escritório vai ser uma guerra, porque falaram assim, vamos levar um videogame aí, nós vamos jogar, vai revezando aí, trabalhando e revezando. Mas eu jogo, cara, eu joguei bastante LOL, Joguei bastante, joguei Tíbia também. Porra, Tíbia é velho para caramba, época de lan house, entendeu? CS também joguei. Mas, cara, de jogo assim, se você for me perguntar, eu joguei uma paulada. Eu ia para lan house lá fazer corujão, entendeu? O cara trancava na área.
Eu também já tive uma lan house aqui americana, cara.
Ela, como chamava?
Dependendo, era Lanzone. Lanzone era ali perto do, era aqui perto na verdade, subindo aqui a Nossa Senhora de Fátima. Nossa Senhora de Fátima, subidona aqui, né? Então ali do lado esquerdo, pouquinho antes do Veteranos, era dois quarteirão para baixo, ali antigo Corujão, não era? Tinha lanchonete Corujão, era dois quarteirões para baixo, era uma casa de esquina, era no andar de cima, tinha um dentista tal. E aí, cara, o que acontecia? A molecada da escola aqui Cara, matava aula para ir jogar.
É, não, a gente tem problema com mãe lá do tipo assim, não deixa minha filha jogar.
Não, com sua mãe, uma porra dessa aí. Então a minha lan house era numa cidade que tinha Conselho Tutelar. Obrigado, cara, valeu. Era uma cidade de 5 mil habitantes, a única. De repente eu brotei na cidade lan house, a única lan house da cidade. Aí bombou, é tipo chegou um ET, porque Não existia esse negócio para eles, né? Então, cara, aí foi muito B.O., cara. Aí a gente teve que fazer um cadastro das escolas, das crianças que estavam na escola, cruzar com o nosso sistema de lan house, que tinha aquele sistema de lan house, né?
Então a gente cadastrou todo mundo e lá tinha o horário da escola do moleque. Então às vezes o moleque matava ele para lá, falou: não, Juninho, ó, você tem que estar na aula agora, filho, agora não pode. E a gente quase levou multa, deu maior B.O., saca? A gente não tinha controle sobre isso. Mas eu consegui muito dinheiro na época da La House, cara, por causa da cidade pequena, era xerox. Então tinha uma impressora daquelas HP de toner ligada ao scanner, que o cara escaneava e já saía.
O único jeito de ganhar dinheiro com xerox, porque na cidade não existia. Eles pegavam 15 km de estrada para tirar um xerox de um documento assim, sabe?
Isso aí é tudo tossido assim, né?
Era esse esquema, mas era uma época bem massa, divertida.
Legal.
E você, mano?
Hoje é andar de bicicleta, andar de bicicleta, pedala umas 10 horas por semana assim. Que isso? 3 a 4 vezes por semana.
Mas para cá tem tipo mountain bike, vocês têm que fazer meio que trilha, né? Tem que pôr no meio do mato, né?
Tem bastante canavial, mata aqui por perto.
Eles acham uns corpos de vez em quando, esses canaviais americanos lá.
É, o meu medo é as onças me acharem no caminho, né?
Eu sou o cara que é um cara, eu tô andando de bicicleta, eu acho um corpo Eu prefiro a onça. Aí você vai virar o corpo, né, cara?
Fechou, fechou.
É isso, gente.
Esqueceu de perguntar alguma coisa para vocês? Algo que vocês querem complementar?
Primeiro assim, a gente gosta assim um panorama geral de como foi, né? Já vai aí o que vocês quiserem falar. O palco é de vocês para essas considerações finais.
Quer que eu comece, Pedro?
Eu queria só agradecer o convite, um papo muito legal aí de novo. Aproveitar, promover a solução aí do pessoal. Tem o site, né, zy.com, ZY. Eles têm lá a possibilidade de fazer o cadastro, fazer o teste da solução por um período gratuito, e depois tem ali a possibilidade de contratar os planos ou telefone de contato, falar com o Natan. Natan tá aqui no backstage aqui acompanhando também. Então o pessoal aí, né, Marcelo, Natan, estão à disposição aí para ajudar.
Depois que o vídeo subir e tem um processo aí do YouTube, a gente vai colocar lá a URL.
Legal, email se tiver. Enfim, isso aí é de boa.
Bom, queria agradecer aí, cara, oportunidade aí que vocês deram para a gente falar aí. Acho que é muito legal, acho que Eu, como sou dessa parte aí de TI, eu vejo uma falta mesmo do mercado de dar uma atenção para isso, sabe? Tipo, acho que, porra, é uma iniciativa muito maneira que vocês fazem. E assim, cara, trazer a gente para falar aqui, poder contar um pouco do que a gente faz, da experiência que a gente teve, como que surgiu as empresas e tal, acho sensacional.
Então agradecer essa oportunidade e tal pelo convite. E, pô, pessoal que tá assistindo aí também, Acompanha aí, segue e tal. E quem quiser o trial, igual o Mário falou, pô, só acessar lá o site que a gente tem, criar a conta e pode usar. A gente assim pode xingar também, só que xingar vai cair em mim, então prova que é ruim, né? É, mas é isso, cara. Obrigado aí pela oportunidade, foi bem legal.
Esperamos outras vezes, né? Vai contando novidade, você vai vindo para contar para a gente.
Pô, o maior prazer.
Conforme tiver features novas aí, né, isso aí, novos modelos, atualizações, né. Bom, Mário, agradecer de novo a segunda vinda. Marcelo, brigadão aí. Gabriel, muito obrigado pelo papo. Acho que eu nunca te agradeci, acho que é a primeira vez aqui.
Eu não tô acostumado com você educado, mano. Isso não, eu tô, tô, tô sentimental hoje.
A partir de hoje eu comecei a te agradecer.
Obrigado, Frederico.
Vida aqui, galera. Agradecer quem ficou com a gente até agora. Então, 1 hora e 40 aí de episódio, a gente falou bastante. Se você tá no YouTube, não esquece de engajar com a gente. Infelizmente a gente é ainda refém do algoritmo. E se você tiver ouvindo isso aqui no Spotify depois, não esquece de dar 5 estrelas para gente, deixar um comentário, visitar o site do pessoal. Acho que o Marcelo não falou, mas assim, fica aqui o desafio: se cadastra lá e acha que a ferramenta é ruim, prova que é ruim, né?
Porque pelo que que ele falou aqui, acho que facilita demais. Aí é um preço assim, cara, não pode pensar duas vezes.
E tem uma questão, né, toda a facilidade que a IA tá dando para a gente construir produto, tá cada vez mais difícil a gente achar bons produtos, sabe, para tanto para investir, para dar atenção. E tem produtos que vale a pena, e parece que vale muito a pena. Animal, galera, muito obrigado! Obrigado, Mário. Obrigado, Marcelo.
Prazer.