Marcus Brasil - Estoque Legal - Na Colmeia #25
No 25o episódio do Na Colmeia, Fred Beneti e Gabriel Brasil recebem Marcus Indio do Brasil, da Estoque Legal, para uma conversa sobre um assunto que todo dono de varejo sente no bolso mas quase ninguém entende de verdade: a diferença entre o estoque que está na prateleira e o estoque que os arquivos fiscais dizem que deveria estar. Marcus está na informática desde 1984. Viveu a era do mainframe, do Cobol, do Clipper e do primeiro microcomputador que ninguém sabia pra que servia. Quatro décadas depois, usa inteligência artificial no dia a dia e traz uma leitura rara: a de quem viu a computação nascer e sabe separar o que é hype do que veio pra ficar.A conversa vai do chão da loja ao contencioso tributário. O que é estoque fiscal? Por que uma empresa de grande porte toma uma autuação milionária sem perceber? O que o Bloco K, o Bloco H e o SPED têm a ver com o pão que a padaria vende? E onde a IA entra nisso tudo?Do Cobol à IA: Marcus começou na informática em 1983/1984, na época do mainframe e do Cobol, quando microcomputador era novidade que a própria família achava perda de tempo. A trajetória de quem viu cada virada da tecnologia por dentro.O que é a Estoque Legal e por que estoque fiscal não é estoque físico: a empresa nasceu para reconciliar o que a loja tem na prateleira com o que os arquivos fiscais dizem que ela deveria ter. Quando esses números não batem, o problema deixa de ser operacional e vira tributário. Aqui entram SINTEGRA, SPED, Bloco K e Bloco H em português claro.O varejo de transformação complica tudo: padaria, panificação e atacarejo são o pesadelo do estoque. Você compra farinha em tonelada e vende pão por unidade. Cada transformação precisa ser desmembrada no Bloco K, ou a inconsistência vira exposição fiscal.O caso dos 23 milhões: Marcus relata um cliente cuja inconsistência fiscal, no papel, chegava à casa dos 23 milhões de reais e foi reduzida a uma fração disso depois da reconciliação dos arquivos (relato do episódio, não como dado auditado).Roubo, perda e o perigoso ajuste de estoque: no varejo, furto e quebra são rotina. O problema é que o ajuste de estoque interno gera documento fiscal, e é aí que muita empresa cria, sem perceber, um passivo com a Receita.Preventivo x autuação: o foco da Estoque Legal é agir antes. Blindar a empresa para que ela não seja autuada, em vez de correr atrás do prejuízo depois que a multa chega.IA veio pra ficar, e quem acha que é bolha vai perder o bonde: quem programa desde a era do Cobol é categórico sobre IA. Marcus mostra, na prática, a otimização que ela trouxe pro trabalho dele e por que estudar IA hoje é inegociável.Especialista em IA não existe: a provocação de Fred e Gabriel. Como alguém pode se dizer especialista em algo que muda toda semana? Uma conversa honesta sobre aprendizado contínuo.Sobre o Na ColmeiaO Na Colmeia é o podcast da HiveAgent, empresa especializada em IA e automação para empresas. Aqui, Fred Beneti e Gabriel Brasil trazem conversas diretas sobre tecnologia, empreendedorismo e o impacto real da inteligência artificial nos negócios, sem guru, sem papo de prateleira.Conhece alguém com uma história boa em IA, produto, automação ou em um setor tradicional se reinventando com tecnologia? Deixa nos comentários. A gente quer ouvir.Para saber dos serviços da Hive, visite: https://www.hiveagent.com.brOferecimentoEpicFlow. Se sua empresa tem vários números de WhatsApp e a comunicação virou bagunça para o cliente, o EpicFlow resolve isso com um único número, usando a API oficial da Meta. O gestor passa a ver tempo de resposta e relatórios de atendimento em um só lugar. Conheça mais em https://epicflow.com.br/Aizen CRM. O seu primeiro CRM, focado em IA, feito para times comerciais que ainda não adotaram nenhum CRM ou sofrem com ferramentas difíceis de implantar. Conheça mais em https://aizencrm.com.br/Onde encontrar a Estoque Legal: site estoquelegal.com.br ou pelo telefone 31997532005
- Estoque Fiscal vs Físico· EconomiaInconsistências em arquivos Sintegra e SPED·Bloco K e Bloco H·Autuações fiscais milionárias
- IA na Prática e Futuro· TecnologiaOtimização de processos com IA·Aprendizado contínuo em IA·Oportunidades para jovens em IA·Prompt Engineering
- Prevencao e Autuacao Fiscal· EconomiaAção preventiva da Estoque Legal·Defesa em processos de autuação·Parceria com escritórios de advocacia tributária
- Evolucao da Inteligencia Artificial· TecnologiaMainframes e Cobol·Microinformática nos primórdios·Inteligência Artificial (IA)·ChatGPT
- Varejo de Transformacao· NegociosPadaria e panificação·Desmembramento no Bloco K·Farinha em toneladas vs. pão por unidade
- Ajuste de Estoque e Roubo· NegociosRoubo e perda de mercadorias·Ajuste de estoque interno·Passivo com a Receita Federal
- Estoque Fiscal Contábil· EconomiaCorreção no Bloco H da EFD·Comparativo com a ECD (Estoque Contábil)·Impacto do MVA no valor do estoque
- Desafios em Varejo e Atacarejo· NegociosKits de produtos e SKUs·Fator de conversão em atacarejo·Trocas e devoluções no vestuário
- Lançamentos de Cinema e Streaming· Entretenimento2001: Uma Odisseia no Espaço·Interestelar·Robôs e IA em filmes
Olá, muito boa noite! Sejam muito bem-vindos ao 25º episódio do Na Colmeia. Antes de apresentar nosso convidado de hoje, Frederico, muito boa noite!
Boa noite! Para variar, ele esqueceu de se apresentar.
Todo mundo já falei que eu sou famoso, cara, não precisa mais.
Já foi reconhecido, tá sendo reconhecido em mercado e pizzaria, cara.
O cara me conheceu na academia, na academia, tá vendo? Eu fiquei feliz já que ele não falou, opa, você que é o gordo do podcast?
Bom demais. Bom, gente, quem tá aqui com a gente, muito bem-vindo, muito bem-vinda. Não esquece de participar com a gente aqui no chat, não esquece de se inscrever se puder, é deixar o like aqui, passar essa live para quem se interessar sobre o assunto. Infelizmente a gente ainda é refém do algoritmo, então qualquer engajamento é muito bem-vindo. Antes de passar para o Gabriel de novo, é dois recados rapidinhos. O primeiro é com relação a patrocinadores.
A gente tá com slot aberto aqui Se você tem alguma empresa que apoia tecnologia, tem produto tecnologia, gosta de falar de IA, é entusiasta de IA e quer estar nessa jornada com a gente aqui na Colmeia, tem um QR code na tela. Entre em contato, a gente pode apresentar números. A gente tá crescendo, então a gente tá para quase bater 8 mil inscritos, 7 mil e tralá lá em menos de 3 meses. Acho que é um baita resultado. As nossas horas aumentando, horas assistidas cada vez mais.
Então a gente tá bem feliz, sem contar que em todas as mídias, né? Então é YouTube, é Instagram, é no Spotify. Então tem muito, muito espaço para trabalhar. Aí o Segundo a Vida, a respeito da nossa imersão, a gente tá fazendo uma, tá com lote aberto, uma imersão exclusiva de cloud para ajudar pequenos empresários, pequenos e médios empresários a construir seu site, focar em SEO, focar numa sigla nova que chama Dio, que é para você aparecer nas inteligências artificiais.
Como que você faz para sua empresa aparecer no ChatGPT? Como faz para sua empresa aparecer no Cláudio, no Gemini, como especialista em determinado assunto? Então é um dia inteiro comigo, Gabriel. Então na parte da manhã a gente vai te ensinar conceitos, na parte da tarde toda essa parte prática usando o Cláudio para construir o site da sua empresa focado nesses resultados. Você vai ter acesso a várias skills nossas que são exclusivas, que a gente só usa em cliente.
A gente vai liberar essa skill na imersão, a gente vai te ensinar a subir o site em um lugar gratuito para você. Você vai sair de lá com o site pronto, bem dizer.
É isso.
Então, da minha parte, é isso, Gabriel.
E para aproveitar, vamos falar do Epic, para a gente não perder o costume, do Epic, do Wizen. Primeiro do Epic. Então, se você tem aquela bagunça de WhatsApp na empresa, aquele monte de número, cada um com WhatsApp, você não consegue controlar a sua parte comercial, sua parte financeira, usa o Epik Flow, que através da API oficial com o número você consegue ajustar tudo, colocar tudo dentro da Meta, API oficial, e você consegue controlar, e o gestor consegue ver tudo que tá sendo conversado na empresa, tempo de resposta, os relatórios de atendimento, tudo com Epik.
E o A gente fala que é o seu primeiro CRM, tudo que você precisa para controlar sua empresa na parte comercial, tá? Sem canhão para matar mosquito, tudo muito bem resumido, otimizado e com UX bem bom para vocês.
Fechou?
Então vamos apresentar o nosso convidado de hoje, Marcos Brasil do Estoque Legal. E é o sobrenome, não é coincidência, é meu tio, é o primeiro familiar que eu recebo aqui no podcast com muito Com muita alegria. Muito obrigado por ter vindo.
Obrigado a você, Gabriel, pelo convite. Obrigado a todos aí. Estamos aqui para conhecer sua casa. Foi um prazer você nos chamar aqui. Então vamos ver o que que eu posso falar para ser útil a vocês aí, o que que a gente pode trazer de benefícios aí.
Eu falo que eu tava falando, conversando aqui agora há pouco, que o Max foi a minha referência de tecnologia. Então se eu trabalha com tecnologia hoje foi por causa dele, que ninguém mais da minha família foi para o lado da tecnologia, pelo menos não até eu sair de Belo Horizonte. Não sei como é que tá hoje, mas foi graças a ele aí que eu tô nisso hoje. Não sei se é bom ou se é ruim, né?
É, acho que é ruim porque a gente tem que ter muita gente envolvida na tecnologia, né?
E realmente ficou muito restrito, mas faz parte aí da Cara, para a gente começar, se apresenta para todo mundo, conta como é que foi a jornada até agora.
É, eu tô aqui desde nessa área de informática, desde, vamos colocar, 1984, né, quando começamos aí na, na verdade, 83, que foi na Araguaia Minas Informática. Eu sempre gostei de tecnologia desde novo, né, então eu tinha aí 16 para 17 anos. Não, 17 anos, quando o papai tinha um amigo que tava fazendo essa questão da, começando a lidar com informática. E na época tinha somente mainframes, né, os grandes computadores, linguagem COBOL, aquelas coisas todas.
E eu fui convidado para ir para essa empresa em Uberlândia para fazer um, começar a entender microinformática. Ninguém sabia o que que era isso. Os computadores tinham diminuído, ficaram no tamanho aí de uma televisão e tudo.
Deixa eu te perguntar uma coisa que eu nunca perguntei. Vovô, como é que foi isso? Ele entendia isso na época?
Absolutamente nada.
Vai virar um vagabundo.
Ele falava assim, cara, o que que você vai mexer com isso? Ninguém mexe com isso, né? Ninguém trata desse tipo de informação. Mas eu sempre gostei, era uma coisa que me chamava atenção. E eu falei, cara, eu ficava imaginando Como é que seria guardar um conteúdo dentro de um computador? Como é que é? Aí uma pessoa falou comigo: ah, é 0 e 1, é 1 byte, é 1 bit. Foi, pô, não faz para mim, não fazia o menor sentido. Mas enfim, eu comecei a querer estudar sobre isso, né?
Teve essa, essas dúvidas, até que surgiu essa oportunidade de eu ir para essa empresa lá em Uberlândia. E aí eu fui, larguei a família, larguei todo mundo. E fui embora para Uberlândia, fui entrar nessa empresa para trabalhar com microinformática, né? Todo mundo trabalhando nas grandes empresas aí, todo mundo com mainframes, e eu lá com microinformática achando que eu ia descobrir o mundo, né? Porque ninguém entendia como que aquilo funcionava.
Enfim, fiquei lá 8 meses, aprendi realmente o que que é. Na época era PC XT, PC-AT, 286. Era começando com blocos de disquetes de 8 polegadas, depois caiu para 5 1/4, aí depois vieram aqueles mini drives, né, aquelas coisas todas. Mas o computador era um 386 com 256K de RAM, de memória RAM, e aquilo já processavam as coisas que a gente achava um absurdo na época. Bem, se eu tô falando em 1984, a gente vai entender que lá em 1960 o povo tava indo para a Lua com os foguetes desse, com os computadores desse tipo, né?
Enfim, aí saí de lá e surgiu uma oportunidade, um convite para eu trabalhar na Prodengi, Processamento de Dados do Estado de Minas Gerais, fazer um trabalho lá de transferir todo o conhecimento que obtive lá na época para dentro da área de informática da Prodengi. E eu fui trabalhar lá em 1987, em 1987, para trabalhar com informática. Quando eu entrei, a Prodengi é um monstro de tecnologia. Na época foi o lançamento, se eu não me engano, governador Hélio Garcia lançou uma uma parabólica que buscava o sinal de satélite, era um absurdo de preço do minuto, né, de lançamento.
Mas a gente entrou na área de microinformática. Eu já era um bom conhecedor dessa área e me chamaram para ser, trabalhar no TI da Brodenges, na área de implantando a microinformática nas secretarias do estado. Então começou aí com a Secretaria da Fazenda, Secretaria de Educação, Secretaria de Segurança Pública, tudo nessa área. E me chamaram para ser instrutor de microinformática, que nada é nada mais nada menos do que você transferir o que você conhecia de tecnologia em microinformática para aquele pessoal que ia começar a trabalhar com os computadores, né?
Você vê, na época todo mundo trabalhava com os grandes portes, computador de grande porte, linguagem COBOL, aquelas coisas todas. E a gente começando a fazer o trabalho de microinformática. Então, pô, uma coisa interessante, vamos lá. E aí você vê, na época eu era jovem, aí vamos colocar 18, 19 anos, né? E era interessante porque os seus alunos Tinham 30, 40 anos, 45 anos de idade, e eram pessoas assim que nunca tinham visto um computador.
Então a gente tinha uma área, uma área de instrução onde cada um eram 2 para cada computador, para empregar. Liga o computador. Como é que liga? Pô, tem que apertar o botãozinho aí. Mas onde que é? Desde o básico mínimo possível até eles entenderem o conteúdo, como que aquilo ligava, como que aquilo funcionava. E aí, pô, era muito divertido porque era, era um conhecimento extremamente novo para época. E eu ficava feliz porque eu sabia o que que eu estava fazendo, o que que eu estava apresentando de conteúdo.
E ficava mais feliz, mais satisfeito ainda, porque no final do curso que eu dava, as pessoas começavam a entender o que que era microinformática, a trabalhar com aquele computador, a processar alguma informação. De leitura, não de processamento, não de entendimento computacional ali, não. Era só mesmo para entender as regras novas que estavam aparecendo, que estavam surgindo ali para eles, né? E a gente foi um dos pioneiros na época.
A gente tem uma sala, uma área específica disso. E aí começamos a entrar nessa área de microinformática nos primórdios aí, vamos dizer.
E aí hoje a gente tá falando um salto temporal gigante, e hoje basicamente já resolvendo tudo ou quase tudo. Você assusta, cara, quando você vê assim?
Você, quando a gente analisar, a primeira IA que eu imaginei que eu vi na minha vida foi uma Alexa, que eu ficava olhando para ela e falei, cara, eu vou mandar essa Alexa, vou perguntar uma coisa para ela, ela vai me responder? Isso é um absurdo, como é que ela vai me responder? Mas aí tem uma coisa interessante. Eu sempre, eu assisti um filme há muitos anos atrás, eu acho todo mundo devia assistir, que é 2001: Uma Odisseia no Espaço.
Cara, na época que eu assisti esse filme, um filme bem antigo, né, 1970, uma coisa assim, eu assisti o filme, eu falei assim, como que o homem é capaz de imaginar uma situação dessa? Nem de fazer isso, uma espaçonave lá, um computador mandando a vida dele. Isso é impossível, isso não tem jeito, não dá. E eu fiquei, mas era legal, não era difícil, mas era uma coisa interessante você analisar e começar a pensar nisso. Aí quando começaram a surgir essas novas tecnologias, eu sempre fui me aprofundando cada vez mais para entender o que que era isso, o que que fazia isso, cara.
E no momento assim, do nada, surgiu essa quantidade de, muito rápido, muito, muito rápido, muito assim. Começou aí a ChatGPT, vai todo mundo fazendo chat. Usava chat no telefone para perguntar temperatura, chat quem descobriu o Brasil, chat onde eu vou amanhã, o que que eu vou fazer, umas coisas assim muito óbvio, muito básicas, né? E aí você vai começando a analisar, falei, gente, pera aí, esse negócio é muito pouco maior do que a gente prevê, do que a gente previu, né?
Não é simplesmente uma coisa assim não. Eu acho que tem algo mais profundo nisso, de conhecimento, de entendimento. Aí você fala assim, não, mas pera aí, o que que aconteceu na época tal na Europa de não sei de onde? Ele te responde na hora. O que que aconteceu antes? E te responde. Eu fiquei assim, pera aí, esse conhecimento então a gente vai poder usar para muitas outras coisas. Aí vamos entender como funciona o chat, né? Onde que é, que faz, que como funciona.
Aí você, aí vem outros chats, aí vem outras IAs e começa a aparecer para todo lado, todo tipo que pode te atender de todas as formas. Eu tenho a minha empresa que quando eu comecei a usar IA nela, eu falei assim, eu acho que tem coisa aqui que dá para usar. Que dá para aproveitar, entendeu? Tem uma situação aqui, apesar de eu não acreditar no início do potencial que tinha, e realmente eu fiquei falando assim, não, todo mundo tá falando, quer dizer que tem alguma coisa, mas não acho que não é muito assim não.
Até que é o básico e todo mundo assim, né? Na minha empresa não vai funcionar isso, né? Passou por isso, né?
Exatamente isso.
A empresa é tão diferente que para mim não funciona.
Isso aí funciona para aquelas coisinhas ali, mas para mim não Isso não vai funcionar não. Eu, um pouco de reticência aí na época e tal. E aí começamos a pensar aí, falei assim, não, mas eu acho que encaixa um pontinho aqui, eu acho que de repente cabe outra coisa ali. E aí a coisa apareceu de um momento, hoje a gente não vive sem ela, impossível.
Porque o que a gente sempre fala assim, começa resolvendo problema pequeno, sabe, aquele problema pequenininho. Mata uma planilha, ajusta uma parte comercial e tal, e depois você vai aumentando, você vai descobrindo o que dá para fazer.
Você fala, pô, esse relatório é horrível, pera aí, deixa eu mexer aqui. Ó, ficou legal. Ah, mas é só para relatório. Aí você fala da planilha, pô, essa planilha aqui me atende, mas se eu colocar uma coisa, eu vou pedir aí para fazer, vamos ver se ela faz. Aí ela te dá um resultado que você pediu uma coisinha, mas ela te dá uma coisa absurdamente melhor Eu falo assim, ferrou, que eu vou ter que mexer no meu sistema inteiro agora para poder adequar isso aí, né? Então foi isso aí.
Você quer?
Pode ir lá.
Do quê? Não, eu ia pedir para você comentar o que que é a sua empresa hoje, né? Porque eu ainda não entendi o que que você faz.
Tá bom, vamos lá.
Aqui, cara, eu trabalhei com ele muitos anos e até hoje eu não entendo.
Na verdade, é assim, Nós criamos a Stock Legal em função de uma necessidade. Eu posso falar até do início como foi? Assim, eu fui trabalhar quando eu voltei do Rio de Janeiro aí em 2007, 2008. Eu voltei, fui trabalhar com meu irmão, e na época a gente tava mexendo com telefonia, né, telefonia, linhas de telefone, uma coisa não tinha nada a ver na época com o que efetivamente era um dealer de uma operadora, da operadora e tal. Então assim, mas é aquilo ali para tapar buraco, né, que tinha acabado de chegar e tal.
E um amigo nosso, um grande amigo nosso, Weber, ele começou, ele nos apresentou um sistema que ele havia produzido, né, havia desenvolvido e tinha gastado alguns milhões de reais nesse sistema, acho que uns 2, 3 milhões na época, se eu não me engano. E ele falou assim, Marcos, eu preciso que você me ajude a comercializar isso aí, a levar para as grandes empresas, para as grandes empresas. Elas vão utilizar, vão fazer acontecer, porque meu sistema é muito bom.
Na época, a Secretaria da Fazenda trabalhava com os arquivos Sintegra, chamado Sintegra, que é o quê? São os arquivos que as empresas na época, elas trabalham, produziam as informações através dos RPs de acesso deles. E depois eles geravam esse conteúdo em cima desses arquivos, e que continham as movimentações de compra e venda de mercadoria, de tudo que entrou, tudo que saiu, tudo que transferiu, saiu da matriz, foi para filial, aquelas coisas todas.
E esses arquivos eram encaminhados à Secretaria da Fazenda para que ela pudesse fazer, operacionalizar a movimentação, para ver se havia alguma sonegação, levantamento de impostos, essas coisas todas. Era os arquivos Sintegra.
Só para quem não entende assim, e essa é a parte que eu não entendo do burocrático da coisa, tá? Eu lembro de você dando uma explicação na época assim, cada coisa que compra, que uma loja vende, então vendeu uma camisa, vendeu, sei lá, um tênis, cada item desse tá nesse arquivo Sintegra.
Isso é assim, vamos supor que você é uma empresa, uma uma distribuidora e eu sou uma empresa que vende mercadoria, eu compro a mercadoria de você aí e você me emite a nota fiscal. Então a nota fiscal chega para mim com a discriminação de todos os produtos que eu comprei, cada produto com seu QR code, o SKU lá definido, descrição do produto, valor, etc. E aí a gente pega aquela informação, dá entrada no sistema para justificar aquela mercadoria que chegou.
Para você. Então você tem a entrada da mercadoria quantificada naquela movimentação que tá na nota. Após, aí você vai distribuir aquela mercadoria dentro da sua empresa, vai fazer os cadastros todo da sua movimentação e tudo. E depois você vai vender aquela mercadoria, você comprou e vai revender. Aí você começa a soltar as mercadorias lá nos PDVs, na venda, nos balcões, etc. Cliente tá comprando, que a mercadoria tá vendendo.
Então você comprou, deu entrada naquela mercadoria e depois tá vendendo. Então toda essa movimentação de compra e venda, você compra com nota e vende com nota, aquilo gera informação, gera conteúdo. Esse conteúdo é transferido posteriormente através do ERP que a empresa utiliza para geração de uma, de um arquivo, que na época a gente tá falando aqui no momento do Sintegra. E esse arquivo é encaminhado para Secretaria da Fazenda.
Para quê? Para que quando a Secretaria da Fazenda enxergar essa movimentação, entender o que que você fez, ela comparar para ver se você não tá sonegando deles. Então, pera aí, a empresa, a empresa distribuidora informou para Secretaria da Fazenda através do Sintegra que a informação que você comprou aquilo ali Aí ela falou, espera aí, essa empresa sempre falou que ela comprou, ela comprou mesmo, que tá aqui no arquivo. Então ela começa a consolidar aquelas informações para ver se tá tudo batendo.
E aí ela pode fazer um levantamento mais coerente possível sobre arrecadação de ICMS, porque quanto melhor a qualidade na informação, mais fácil fica para Fazenda enxergar o que que ela vai ter de recolhimento de imposto ali. Então isso ia no Sintegra. Aí, voltando lá para o sistema, quando você pegava esse arquivo Sintegra era um problema, porque você tinha que transmitir essa informação para a Secretaria da Fazenda, e através da internet.
Então você tinha um PVA lá, o sistema da Receita, da Fazenda, que você transmitia o conteúdo Ela pegava aquele conteúdo para poder trabalhar. Então não era mais você recolher toda a movimentação, entregar fisicamente. Agora era digital. É um aperfeiçoamento, aprimoramento que foi feito nessa, nesse sistema, dessa forma. Aí quando você gerava os integras, você tinha que transmitir a informação. São milhares de empresas fazendo isso, então tinha que ter uma ordem no caos.
A Ordem do Caos era o validador da Receita. Então você transmitia, que para você transmitir tinham as regras para você fazer isso na época. Então se você não enquadrasse a sua, os seus arquivos naquela regra, você não conseguia transmitir. Aí o que que esse sistema desse amigo nosso fez? Ele transportou essa informação. Eu tô falando isso tudo que você vai ver como é que depois a coisa enquadra e encaixa direitinho. Esse sistema, ele começou a antecipar a sua transmissão para Secretaria da Fazenda, de forma que ele pudesse validar aqueles arquivos que a empresa gerou, de forma que ele demonstrava na validação: olha, isso aqui tá errado, isso aqui tá errado, antes dele enviar.
Por quê? Porque a transmissão antigamente era muito demorada. Então muitas vezes você ficava um tempão esperando transmitir aquela informação, depois dava pau. Ó, não foi porque você errou, porque não passou no validador, essas coisas todas. Aí não passou no validador porque tinha uma sequência de erros que você tem que corrigir. Então o que que nós fizemos, esse programa fez, era um pré-validador. Ele trouxe para dentro da empresa uma forma de facilitar isso.
A empresa gerava o arquivo, passava nesse validador dele, nesse sistema dele, E aí, quando passasse, falou, ó, beleza, agora você pode transmitir que vai estar tudo certinho. Só que era, a coisa andava muito rápido. Então, quanto mais informações você passava para empresa, para ela qualificar aquele conteúdo que ela tava gerando, mais rápido a Secretaria da Fazenda colocava no sistema dela, mais conteúdo ela colocava. Então, olha, antes tinha uma Tinha, sei lá, vamos dar um exemplo assim, tinha 20 ordens para você seguir.
Aí quando você conseguiu fazer as 20, agora tem 25. Saía decreto, saía normativas, saiu um monte de situações que aí quando você igualava ela já aumentava. Então ficou uma coisa meio, meio sem sentido ali na hora. E ele queria que a gente comercializasse aquele produto para ele, mas na época era só esse validador. Só tinha um validador lá na SEFAZ, na Secretaria da Fazenda. Você gerava o Sintegra e mandava ali. Então era uma coisa muito, eram os primórdios, né?
Era muita coisa que tava sendo gerada, mas o conteúdo em si era muito, muito ruim, a qualidade era muito ruim. E aí, enfim, a ideia era fazer antecipar ao validador, colocar tudo, depois agora tá certo, agora realmente corrigiu. Vamos transmitir a informação. E aí transmitir, essa era a ideia que tinha. E ele gastou muito dinheiro gerando, criando esse sistema na hora, porque era, ele usou a melhor tecnologia na época, investiu muito, mas tava crescendo muito rápido.
A gente falou há pouco tempo atrás aí da IA, né, que aí começou com chatzinho ali. De repente hoje tem N IAs aí no mercado, porque uma puxou a outra rapidinho. E isso acontecia lá na época. Então eu fui visitar um grande cliente, um grande varejista em São Paulo, fui fazer um evento, custei a conseguir uma reunião. Quando eu cheguei lá para apresentar esse trabalho, esse sistema, né, dele, a empresa falou comigo assim: olha, eu achei muito legal, é um gargalo mesmo que a gente tem.
Mas no momento não é o que eu preciso. Eu falei, como assim? Falei, olha, nós estamos sofrendo aqui uma, tivemos uma notificação, e essa notificação, se a gente não resolver, ela vai se tornar um auto de infração sobre mercadorias acobertadas. A gente tem um problema no estoque. Falei assim, tá, mas qual que é o problema? Aí ela disse, nós temos isso, e me mostrou o que que era o problema. Então veio, eu vi o relatório da Cefaz, da notificação, eu vi o que que eles estavam errando, né?
Eram diversos problemas lá de incoerência no resultado final. Tipo assim, ah, você falou que você comprou 50 quantidades de um produto X, vendeu 30, mas você falou que você só tem 50, que você ainda tem 50 de estoque. Não faz sentido. Ou que você que tem 50 vendeu 20 e só tem 5. Então tá tudo errado. E aí, esse que é o seu problema, é esse que é o meu gargalo. Ainda falei, olha, infelizmente nós temos essa solução para você, mas como eu vim trazer esse processo, se você me permite, eu vou, nós vamos ao Rio ainda e voltamos a Belo Horizonte. Lá a gente vai, eu vou apresentar isso aqui e trago para você o resultado.
Que nunca, né, vendeu o que não tinha. Era bem isso.
Mas eu entendi na hora o que que ela precisava. Ela tinha um problema de estoque, mas não era estoque físico, era estoque fiscal. Ela tinha uma desorganização. Essa empresa, que é uma das maiores do Brasil aí no varejo, ela não comprava mercadoria sem nota, ela não vendia mercadoria sem nota, mas ela dava um descontrole interno em algum momento, onde internamente no sistema de gestão ela tá perfeita. Tá tudo certinho, controle de estoque, fez isso, fez aquilo, tá tudo maravilha, recolhimento de semente, tá tudo bom.
Porém, o resultado final, que é o que importa, é por isso que eu falo muito com a área comercial, é assim, cara, as empresas não precisam se preocupar. Aliás, nós não nos preocupamos com o sistema interno de gestão dela. Isso ela pode fazer o melhor ERP que ela tiver, que ela vai gerar, vai vai fazer o controle que ela quer. O que importa é o resultado final, é o que que ela tá transmitindo a informação. Muito bem. E aí eu falei assim, fui sair de lá, fui para Belo Horizonte, falou, cara, isso aqui nós não precisamos, nós precisamos disso aqui nesse momento.
Mas eu não troco, eu não faço, eu não sei o quê. E tinha um dev lá que era muito, muito esperto mesmo, cara, e de uma inteligência absurda. E ele falou assim, não, eu faço isso aí com você, eu faço, eu desenvolvo isso aí para você, o que você tá precisando. Então vou te falar o que que eu preciso, é disso, disso, disso e disso. Eu tenho um prazo mínimo que eu tenho que retornar lá com o relatório pronto. Eu tenho o conteúdo deles que eles me deram lá, uma cópia dos mapas.
A gente fez o NDA lá direitinho para entregar para eles, para não ter problema nenhum. Mas eles me entregaram o conteúdo e eu falei assim, eu preciso disso aqui. Aí ele fez lá para mim e tal, tal, tal. Falei, eu já sei onde está o problema deles, porque se eu tenho uma entrada e não tá condizendo com a saída, gargalo tá aqui em algum momento. Vamos identificar o que que é. E voltei com aquela informação para lá. Quando eu voltei, eu falei assim, ah, eu vi o seu problema.
Não, isso aqui a gente faz, nós temos uma base lá que faz isso. E etc., etc., etc. É isso aqui o seu problema, ó. Você comprou isso aqui, mas você não tem, você vendeu uma coisa que não tá apontada na sua nota. E lá era o seguinte, o problema deles era assim, você vê, nós estamos falando isso em 2011. Olha para você ver, eu falo muito isso, por mais que a empresa faça o processo correto, ela nunca imagina que internamente tem um descompasso.
Então, nesse caso que eu tô exemplificando, era assim: ela tinha uma compra, ela comprava um produto pela, da China, em vestuário. Aquilo ia, na época, ela ia para fazenda, entrava lá na importação, e da importação que era liberado para eles. Então eles tinham lá Na época eles faziam cada produto uma nota fiscal. Então eles compravam lá mil pares de meia, então a nota fiscal mil pares de meia. Ah, mas agora tem mil pares de meia, mas tem 100 calças jeans.
Era uma nota mil pares de meia, nota 2, 100 calça jeans, nota 3, camisa. Era tudo assim, até que alguém lá teve a ideia de fazer: pera aí, eu não preciso fazer uma nota para cada. Juntava lá na CACEX, falou: não, pera aí, eu vou fazer uma nota, mas com tudo que eu importei, fazer tudo de uma vez. Então a nota, ela passou a ter uma nota com 30, 40, 50 itens. Óbvio, né, que hoje é o normal, mas nós estamos falando de lá em 2011, que era esse problema.
Aí eles trouxeram a informação e viram assim: pera aí, vamos dar entrada nessa nota, que agora é uma nota só, mas com 50 itens. E o cara ia lá digitar, a pessoa ia lá digitar uma nota número tal, meia, sapato, não sei o quê, calça, e ia fazendo. Aí quando eu fui analisar a entrada da informação, porque eu tinha número da nota, eu tinha a transferência dela, então sabia a origem da nota. E quando eu ia olhar, falei, não, pera aí, cadê esse produto aqui que não tá aqui?
Aí foram analisar. Eles foram analisar e falou, não, mas a nota é essa, mas não tem um produto. Por que que não tinha um produto? Porque o TI, o sistema deles era um para um, como eu falei com vocês. Na hora que eles mudaram, colocar 50 itens ou 2 ou 3, o que seja, numa mesma nota, o sistema fazia, aceitava aquela informação, mas na hora de salvar, para quem é de desenvolvimento, falava assim, dá o update aí. Dar um insert aí naquele conteúdo, só ia um para um.
Então, a uma nota entrava o primeiro produto, como era antigamente. Então, por mais que eles acertaram, a gambiarra deles, pegaram o mesmo sistema, aceitaram aí o input da informação, mas não dava um insert lá dentro do banco. Então era uma nota, um produto, e não 50 produtos.
E a profecia se cumpriu.
5 minutos que eu tô tentando entender onde tava o problema.
Você tava aí calculando onde que ele vai chegar, onde que tá o problema do rolê.
Porque assim, você tem entrada e tem a saída, pô, como que—
mas cara, eu saquei rápido. O problema é onde sempre é, não tem.
Então assim, alguém no desenvolvimento esqueceu dessa óbvia coisa, óbvia, porque nós estamos falando de milhares de notas dando entrada. Então são milhares de erros. Eu vou pensar assim, é muito problema. E na época era um alto assim de valores de R$20, R$30 milhões, só que a Secretaria, nesse caso era Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro, eles foram muito condizentes. Eu vou falar uma coisa aqui que muita gente, muita, muito empresário não aceita, mas para mim que tô nessa área é muito certo.
Veja bem, a Secretaria da Fazenda, na sua maior parte, tá, pelo menos das que eu conheço, região Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste, Assim, nós estamos falando, muita gente aí, muita gente aí fazem o seguinte, acham que a Secretaria da Fazenda tá aí para tomar o seu dinheiro, autuar e pegar o seu dinheiro e não quer nem saber. Faz auto de infração, valores absurdos, e você que responda lá no CAD, vai, senão vai para o judicial e que se dane.
Não é, eles querem a qualidade da informação. Porque quando a Secretaria da Fazenda está fazendo o levantamento de valor de ICMS, de recolhimento de ICMS, que ela vai ter à disposição para poder jogar no estado, ela não pode falar assim: eu vou ter uma arrecadação de R$50 milhões e depois arrecada R$10 porque tá tudo errado, ou eu vou gastar R$10, R$20. Ela quer qualidade no que ela tá fazendo. Como que ela consegue qualidade?
Na informação que tá chegando para ela. Então, quanto mais qualidade ela tiver, mais assertiva eles vão ser. Muito bem. Quando nós chegamos, e eu tô falando isso pelo seguinte, o que lá no Rio na época era um valor absurdo, eles falaram, não, tem uma coisa errada. A empresa que a gente tá auditando, elas não estão fazendo de— não é possível que uma empresa desse porte vai fazer uma coisa de má-fé, de sonegação assim. Então tem uma coisa errada.
E deram tempo para eles corrigirem. Quando eu entendi o problema, na mesma hora eu desenvolvi o meu sistema. Nós colocamos ele para fazer o correto, foi, quero todas as notas. Aí eles me deram, nos deram as notas, nós começamos a corrigir as informações, né? Uma nota, 50 itens. Aqui tá errado. Eles internamente passaram uma semana de manhã, de virar a madrugada, era 24 horas, um período. Para reentrar aquelas notas.
Essa época não tinha arquivo digital da nota?
Não, não, não, não, não, era na hora, tinha que digitar, era o XML, contrataram digitadores externos, fizeram um monte de coisa. Não tinha esse XML, não tinha nada disso, era aquela confusão mesmo. Mas eles fizeram, eles foram demonstrando que tinha. Então, primeira coisa que eu falei com eles assim, nota número tal, nós vamos corrigir essa nota aqui. Aí eles corrigiram a nota, nós fizemos acompanhamento dos produtos daquela nota e vimos resultado final.
Você, o caminho é esse, que agora você tá tendo saída para ele correto. Então um produto que às vezes tava devendo aí, vendeu 1000 unidades, mas só tinha 5 entradas, começou a ter 900 entradas, 1100 entradas, começou Baixou muito aquele problema.
Deixa eu tirar uma dúvida. Ele tinha muito problema de empresa, tipo, por exemplo, eu comprei, elas compravam, né, uma calça e uma bermudinha, aí ela vendia como pijama, como kit. Isso daria, dava problema? Até hoje tem, até hoje tem muito problema com produto separado, junta, faz um kit.
E o exemplo claro é um exemplo básico, computador. Ah, você vai na loja, eu quero um computador. Eu vi um computador game agora, um game para ter, e o meu game quero que seja o melhor. Então tem a placa-mãe, tem a vídeo, placa de vídeo, processador, você tem mouse, teclado, monitor, você compra o computador. Você não vai lá e compra uma CPU, você quer um computador bacana que funciona tal, tal, e vai e leva. Só que você, a empresa, ela não compra um computador para te vender um computador, ela compra um teclado, um mouse, uma CPU, entendeu?
Ela compra um conjunto de situações para te vender o computador. Então, antiga, muita, muita empresa fazia essa montagem de um kit, vamos dizer assim, e depois se perdia, porque ela comprava muito produto, vendia um computador e depois ficava sobrando. Dá entrada, tem N entradas e pouquíssimas saídas.
Isso aí me lembra, eu atendi um cliente uma vez, isso aí devia ter problema em matéria-prima também, tipo de material, né, que é transformado em outra coisa. Porque essa questão de indústria, ele só falava que era, acho que era explosão que ele falava. Então assim, o trabalho que a gente tem que fazer era, dado um SKU dele de coisa que ele vendia pronto, tinha que ter a fórmula das coisas que ele comprou.
Então, se ele vendia coisa para fogão, por exemplo, hoje tem o Bloco K, ele entra nesse processo hoje.
Foi muito polêmico na época que saiu o lance do Bloco K, não foi? Porque eles discutiam, ah, vai com a Coca-Cola, vai colocar a fórmula dela aqui.
Hoje tem essa discussão, até hoje tem. Porque assim, eu fui no cliente lá em Belo Horizonte, uma rede de supermercado lá, e ofereceu o trabalho, o processo. Aí ele virou, primeira coisa que ele falou comigo assim, o supermercado em si é um excelente cliente, mas quando você entra na panificação, na padaria, na fábrica de N produtos, né, então você tem pães doces, pães de sal, biscoitos, bolos, etc., tem uma série de situações que são produtos de transformação.
Você compra farinha de trigo em toneladas Mas, ó, você compra farinha de trigo no pacote, 1 kg, e vende 1 kg para o consumidor final, um para um, beleza, tá fazendo lá. Mas você compra toneladas de farinha de trigo para fazer pães, bolos, o que seja. Esse produto você tem que desmembrar ele no bloco K, porque esse produto não, o pão que você fez ele tem que ser desmembrado. Ó, eu fiz um pão, só que para eu fazer esse pão Eu gasto farinha, açúcar, sal, e até as medidas tem tudo desmembrando.
É aquele que tinha que ver isso aí, é, vem ele aí, negócio chato, né?
É muito complicado. Só que aí ele virou para mim e falou assim: você acha que eu vou colocar o produto que eu mais vendo? É um pão de azeite, que era um, eles eram o melhor, realmente eu já comi, é um espetáculo deles. Você acha que eu vou colocar, desmembrar certinho o que eu faço? A partir desse momento que ele falou isso, eu já não consigo mais calcular o dele. Eu não posso oferecer um serviço de quantificação final do estoque para ter uma qualidade se ele já tá me dando a informação errada.
O cara prefere talvez aí ele vai, ele discute lá na fiscalização depois, depois ele resolve lá, ele vai dar o jeitinho dele. É porque ele falou assim, o meu concorrente perde de mim por causa do meu pão de azeite. Se eu fornecer exatamente informação e essa informação vazar, aí ferrou o cara. O cara vai fazer igual o meu e é concorrência.
A nota vem com a receita agora.
O exemplo que você tava dando da Coca-Cola, imagina se a Coca-Cola desmembrasse exatamente o ingrediente dela no bloco K. A Pepsi ia conseguir, se bem que Pepsi não, mas o, sei lá, o Baré Cola, entendeu? Cada um ia, podia gerar um problema aí. Então isso acontece, isso acontece. Mas voltando lá o assunto, só para a gente entender como que eu cheguei nessa coisa, estoque legal. Entendendo essa situação, depois de pegar todas as informações e passar o tempo e a gente conseguir reorganizar isso, nós chegamos à conclusão que ele tinha lá 17 milhões de produtos na época.
Que estavam desacobertados. Nós reduzimos isso para 32 mil dos 17 milhões depois que a gente conseguiu reorganizar as informações deles. Caiu para 32 mil. Aquele valor de 23 milhões caiu para pouco mais de 200 mil. E eles falaram assim: agora, paga, paga e acha bom, porque é o que deu. Eu não vou ficar fazendo trabalho agora de formiguinha. Aí entra a questão do kit que você tava falando. Eu vou dar, continuando dando um exemplo aqui.
O cliente vai lá e pega uma camisa preta, manga comprida e algodão, e levou, pagou e levou. Tem o SKU dela direitinho, montou aí, pegou a informação e vendeu, saiu lá no cuponzinho fiscal e levou embora. Aí, como é que funcionava antes? Ele, pô, não gostei da preta não, ficou horrível, e não gostei da P, eu quero a M. Só que você tem um SKU para preta, para P, para M, para G, e você tem um outro SKU para cor. Então vem desmembrar, apesar de que os primeiros códigos, primeiros dígitos, são para aquele modelo de camisa que você tem.
Então você tem um modelo, você tem cor, tamanho, etc., etc. Isso funciona para camisa, funciona para sapato, para tudo, para toda essa linha. Nós estamos falando de vestuário, né? Aí o cliente vai lá e pega, falou: pô, não gostei dessa preta, então vou lá devolver. Aí quando ele vai para devolver, ele fala assim: ah, mas você tem a branca? O cara fala: tenho. Aí eu quero agora. Imagina que está um tumulto na loja, tá cheio de gente lá e tem que fazer acontecer.
O gerente vai lá e pega, falou: não, pera aí, me dá a camisa preta aqui. Então leva a branca, tchau, obrigado, vai embora, vai embora. Sabe, resolveu o problema. Aí aquela camisa branca, por enquanto, saiu sem nota.
Nunca mais ninguém coloca.
É, saiu, foi embora. Que que ele tem no estoque dele agora? Uma faltando e uma sobrando. E uma sobrando. Era mais um tipo de problema.
Agora imagina um monte de loja fazendo isso.
E N dias, toda hora acontecendo isso. E a gente foi entendendo esses erros que aconteciam lá atrás. Hoje a coisa tá mais apurada, né? Hoje tem sistemas que controlam isso de uma melhor forma. Você vai devolver, você precisa entregar a nota. Você tem que, se você vai hoje no vestuário de uma grande empresa, você vai devolver a mercadoria, se você não tiver a nota é um problema. Muitas vezes eles nem aceitam se você não tiver. Aí tem um prazo para devolver, tem uma certa situação, né?
Pois é, você tem que chegar, guarda aquele cupom. Se você quiser devolver, você tem, sei lá, 30 dias para devolver. Se você não devolver, perdeu.
Vai, a Decathlon, que é legal nisso, Essa Decathlon, você compra, né? Primeiro que agora você põe tudo numa sacola, você nem passa no caixa.
Algum é para troca? Sim, tem 5 itens, ele imprime 5 papel, entendeu? Aí você só leva papelzinho lá, ele já sabe que é daquela compra, que o item tá atrelado aqui, o laço. Não tem problema nenhum, cara. A coisa mais fácil é gastar dinheiro na Decathlon. É, Decathlon tá assim, a Zara tá assim, a Zara tem área também lá Apesar de ter um pessoal que adora fila, que o povo brasileiro adora fila, né? Você vai nos caixas lá, as filas estão enormes, e os de autoatendimento tá tudo vazio.
É porque a pessoa ainda não pegou o hábito. Eu acho que, ou uma, ela não sabe usar, e segunda, ela tem vergonha de querer aprender. Porque ela vai lá, em vez, ela fica lá no caixa, e agora, o que que eu vou fazer? Tá escrito lá o que que eu vou fazer, mas será que é isso mesmo? Agora vou pôr meu cartão, não vou dar meu cartão assim não, sabe? As pessoas ainda têm uma certa desconfiança. Mas eu acho que isso é, é com o tempo, isso vai, vai amadurecendo e vai resolvendo muito problema.
Mas enfim, eu ia te perguntar, no caso de roubo, porque essas lojas têm muito roubo, roubo, estrago. Eu ia perguntar também, quando perde tudo, né?
Porque sei lá, entrou 50 blusas na loja, vendeu 30, e essas 20 que foram roubadas vai ficar sempre faltando.
Você pensar que, vamos dar um exemplo assim, Um funcionário, vamos colocar o funcionário como vilão na história, né? Não só como um exemplo. Um funcionário de má-fé furtou uma camisa por dia, uma blusa por dia, são mais de 300 por ano. Ele conseguiu, ele fez ali. Aí vai chegar num momento qualquer que a empresa vai fazer um inventário.
Ordem das blusas, ele abriu um correio, ele vai fazer um inventário ali.
E na hora que faz inventário, aquela blusa que faltou, normalmente no primeiro momento eles fazem ajuste de estoque. Existe um documento fiscal, um CFOP específico, que você faz ajuste de estoque, mas isso gera um documento fiscal e gera uma nota e gera imposto. Então as empresas procuram evitar ao máximo esse procedimento. Por quê? Para sonegar mesmo? Ou é para sonegar ou para esconder? Não, tem um problema muito mais, muito pior do que isso, que é assim: a empresa fez o levantamento, fez lá, falou, cara, tá faltando 10, mas é furto, ou foi o inventário inicial que tava errado?
Ah, eu acho que foi o estoque inicial lá que começou com 10 a menos. Mas por quê? Ah, porque ano passado Deu problema, aí vai chegar onde nós entramos. Nós fazemos os últimos 5 anos, a movimentação dos últimos 5 anos. Por quê? Que às vezes na hora que faz o inventário, tá lá aquela quantidade de produto, o cliente vai lá, vai lá, o cliente, o inventariante vai lá, a empresa vai lá inventariar aquele processo, e uma caixa de um produto, um exemplo, eu tô dando exemplos assim, Ficou escondido debaixo de uma mesa.
O cara inventariou tudo, faltou aquela caixa, foi embora e fez. Aí chegou para a área do estoque, né, o responsável de estoque falou assim, ó, essa camisa você tem 100 unidades dela. Eu falo, não, mas eram 110. Ele não viu aquela caixa escondida, tava ali, mas eram 110. Não, eu inventariei duas vezes, tem 100. Tá bom. Aí ele faz um ajuste de estoque interno. Olha, não é 110 não, é 100. E aí virou o ano, ele levou o estoque inicial dela, 100, tá certo?
E foi passando, passando, passando. No meio do ano alguém acha aquela caixa. Não que achou e falou, achei. Não, pega aquela caixa aí, não pode ficar debaixo não, vem para cá. Aí vem outro inventariante fazer de novo, ele nem sabe que ele tava perdendo, que tava faltando, nem sabe. Ele vai contar tem 10 a mais. Aí o cara vai lá e faz o ajuste. Então começa a gerar um problema atrás do outro. Então quando a gente faz a movimentação dos últimos 5 anos, quando a estoque legal vem e faz esse processo, a gente descobre um monte de problemas que a empresa em si nem sabia.
Porque como é que uma empresa que tem aí 100, 200, 300 filiais, a matriz em São Paulo, o que que aconteceu numa loja do Acre que tá lá com omissão de entrada e saída de mercadoria em 2021? Ela não vai ter nem ideia, mesmo porque a rotatividade é muito grande de pessoal, de recurso humano. O funcionário que deu entrada não tá lá mais, o gerente que era responsável por isso não tá lá mais, e aí pode gerar uma série de problemas.
É só para finalizar a questão daquela empresa que eu estava citando aqui. Quando nós finalizamos o trabalho, que a coisa reduziu muito, o fiscal nos chamou lá. Nós fomos à empresa contratada para resolver o problema. Nós fomos com eles lá na fiscalização, atender fiscalização. E ele falou assim: olha, meu diretor quer saber como é que vocês saíram de R$23 milhões para R$200 mil. E a gente tinha os relatórios todos para comprovar.
Olha, por que que primeiro, por que que deu R$23 milhões? Por causa disso, disso, disso, por causa disso, disso, disso. Eram 18 milhões de peças que estavam desacobertadas, que na verdade não estavam, mas foi um erro de um processo interno. E aí a gente, ele atendeu, ele aceitou o que nós apresentamos de informação na época e falou assim, cara, entendemos, não, parabéns. Agora, gerar, e nós, ah, um detalhe, quando acabou tudo, nós geramos os novos arquivos para eles. Né, para empresa, para empresa com aqueles quantitativos novos.
Tratou os arquivos, aí você gera de novo.
Nós pegamos os arquivos, né, que a gente já sabia como era, e nós pegamos aquele conteúdo e resolvemos aquela situação, geramos as novas entradas e já tinha processo pronto. E falou assim, ó, esses aqui são os arquivos reais que vocês têm que apresentar. Muito bem. E aí foi aceito. A gente teve um cara, foi espetacular o resultado disso. Essa empresa nos indicou outra, que nos indicou outra, que nos indicou outra. Falei, cara, o negócio tá aqui, o processo tá aqui.
E aí eu voltei lá para esse amigo nosso, falei assim, olha, esse processo que você fez para mim não vale. O que vale é o meu agora, que eu não quero, eu vou focar no estoque. Nós estamos em 2011, 2012, por aí. Eu vou focar no estoque. Ah não, que não sei o quê, eu não vou abrir mão. Naquela, aquela história que a gente tava conversando aqui nos bastidores, né? O cara gastou aí R$3 milhões, como é que ele vai ter coragem de jogar aquilo fora para saber que não funciona mais?
Pergunta para ele hoje isso. Não vale nada código.
Não precisou te perguntar hoje.
O que que vale código hoje, Fred? O que que vale código hoje?
Nada, vale nada, velho.
É que virou commodity mesmo. A gente escutou isso há pouco tempo.
Não, e não precisou nem te fazer isso hoje porque que um ano depois eles lançaram o SPED. Esse processo dele todo foi desenvolvido para o Sintegra. Aí eles lançaram o SPED fiscal, que matou o Sintegra. Ele tem um conteúdo muito maior, muito mais registros, muito mais qualidade, e pegou o Sintegra, enterrou o Sintegra. Então aquilo que era focado para o Sintegra deixou de acontecer.
Mas o A mudança do Sintegra para o SPED, eu acho que eu tava na agência.
Você tava, é isso, é exato. Ficou, nós trabalhamos muito com a Sintegra, né, até 2011, 2012, e depois as empresas foram migrando para o SPED. A primeira vez que nós fomos visitar uma empresa, foi antes dessa inclusive, o cara chegou, olhava, não, nós vamos, nós usamos o SPED. Eu falei assim, legal. Deve ser interessante esse SPED, nunca tinha ouvido falar nisso. Mas vocês utilizam? Não, tem uma área nossa que é específica para SPED, a gente só trabalha com SPED.
Comercial, bicho que não tá faltando, né, cara?
Só trabalhamos com SPED, que não sei o quê. Eu falei assim, é, então eu sempre ouvi muito mais do que eu falei quando eu não conhecia o processo. Então eu ficava escutando aquilo ali e guardava aquelas informações todas Depois eu saía para estudar o que que é que aquele contador falou comigo, aquele gerente tributário falou, porque eu falava assim: essa empresa que eu já perdi, porque eu não tenho nem ideia do que que ele tá falando.
Mas eu guardava aquela informação para eu otimizar o meu sistema, para eu melhorar a qualidade daquilo que eu tava desenvolvendo. E foi aí que nós criamos o primeiro sistema nosso, que foi o Sismef nessa época. Aí depois eu fui migrar sair dessa ideia, né, do se integra, e fiz junto com meu irmão.
Uma dúvida que você falou, você falou que analisa os últimos 5 anos, mas é porque não sei se a Receita antes de 5 anos precisa se preocupar, tipo, ou ela só pega os últimos 5 anos?
Não, não, ela tá, ela, você é responsável, você tem uma responsabilidade sobre os últimos 5 anos de movimentação sua. O que tá O que está depois dos 5 anos, por exemplo, nós estamos agora trabalhando com 21, né? Até 21. O que está em 20 já prescreveu. A lei fala que está prescrito, você não tem mais, teoricamente, uma responsabilidade em si. A não ser que haja uma denúncia de sonegação fiscal real, que aí é um problema judicial, né?
Um problema. Aí eles vão fazer uma perícia em cima da sua movimentação para saber. Mas isso é só quando há um problema muito sério. Mas normalmente são 5 anos, você trabalha com aquele processo durante 5 anos. Então aí, então nós estamos falando de 2021 para cá, né? E lá na época nós começamos a trabalhar com somente SPED fiscal, onde a gente conseguiu entender a dor do cliente, que o cliente não sabe que tem. Porque essas empresas, as grandes empresas de lucro real, lucro presumido principalmente, Elas estão focadas no processo, vamos dizer assim, interno deles, na melhor sistema, no melhor sistema de gestão interna.
Então eles querem o melhor sistema de controle de estoque, o melhor sistema de controle tributário, o melhor sistema contábil, o melhor sistema de compra e venda. Eles querem tudo do melhor. Para quê? Para eles terem a melhor qualidade na informação possível. O cara da compra, ele quer apertar o botãozinho dele e falar assim: olha, vai chegar a Páscoa na área de atacadista, supermercados e tudo, ele que vai chegar a Páscoa, eu preciso comprar X toneladas de chocolate, de ovo de Páscoa e tudo mais.
Mas é sazonal, é só um período. Fala assim, eu preciso comprar, só que eu não posso comprar muito, senão sobra, e eu não posso comprar pouco porque falta. Então ele quer o melhor sistema de controle para aquilo, saber o que que tá comprando. Isso acontece com a Páscoa, isso acontece Dia das Mães, nós tivemos aí o Dia dos Pais. Então eles querem saber o seguinte: qual é, quais são as mercadorias que impactam nesse movimento, nessa hora, né, nesse, nessa área, nesse momento sazonal?
E que não vai nem sobrar nem faltar na minha. Senão eu compro lá o de Páscoa, vou vender o de Páscoa o resto do ano com preço baratinho, né? Hoje as indústrias até pegam, mas era uma dúvida que tinha.
Fazer um comentário aqui, você tinha uma pessoa que tinha um talento para proporcionar uma boa Páscoa. Ele sempre chegava em casa com, não sei nem uma vez você comprou um ovo, é, nossa senhora, cara, desse tamanho assim, abriu na grama. E gordo, né, cara? Só um mergulho assim, eu não podia deixar passar, não tem nada a ver.
Lembrou bem, guardou isso, né? Então a gente sempre teve esse, a ideia nossa da Stock Legal é enxergar essa dor que o cliente tem. Como eu tava falando, ele tem, ele quer internamente para mostrar até para sua diretoria, para sua, para toda a estrutura da empresa que essas áreas estão bem técnico— tecnicologicamente, tecnologicamente falando, eles estão bem. Então eles têm, eles vão proporcionar para a empresa o melhor resultado possível na compra, na venda, na transferência de mercadoria, dos CDs para as lojas.
E enfim, eles querem isso. E tanto que isso acontece que muitas vezes a gente vai oferecer esse trabalho o trabalho nosso para as empresas, e elas falam assim: não, já tenho. Você já tem o quê? Eu já tenho aqui dentro que faça isso. Faça o quê? Ah, esse controle de estoque. Quando o cara faz, dá até dor de barriga, porque eu vi que o meu comercial não conseguiu mostrar o que que a gente faz. Eu não faço controle de estoque, não me interessa o estoque dele, é o estoque físico dele, se ele tem um CD lá que é— meu CD gigantesco, mas é tudo automatizado.
É um robozinho que vai descarregando mercadoria, que vai. Não quero saber disso. Ele pode ter, como eu disse, os melhores sistemas. Meu negócio é, tá bom, você tem o melhor sistema, gerou, fez tudo bonitinho, eu quero saber o seu resultado. Qual que é o seu resultado de todo o processo? De todo o processo você fez é o SPED, porque aquele SPED é que eu valido, a informação válida para Serasa.
É o que vai custar dinheiro se tiver errado, né?
Eu, exatamente, é o que vai determinar se tudo que ele investiu internamente em tecnologia é válido ou não, tá funcionando ou não. E eu descubro, eu vou te falar, nós estamos aí desde muitos anos já, 2011 quando migrou até hoje.
2011 quando migrou do Sintegra, estava antes ainda, estava no Sintegra.
Mas o Sintegra era muito fraco, né? Muito, tinha pouco, pouca condição da gente poder proporcionar alguma coisa bem efetiva para as empresas. Mas quando migrou para o Sintegra, que nós entendemos o que que precisava ser feito, eu falo o seguinte: não me interessa o que você tá fazendo, eu quero saber o seu resultado. Qual que é o seu resultado? É o que você mandou para a Cefaz. Então me dá os arquivos aí que você mandou para a Cefaz, de 1 ano ou de 5 anos, me dá aí.
Aí nós vamos pegar essa informação e vamos trazer para você tudo o que a Cefaz vai enxergar na sua movimentação fiscal antes que ela veja. É isso que a gente faz, esse que é o nosso primeiro propósito. Aí muita empresa fala assim: ah, mas a gente, nós somos um grande conglomerado, temos várias empresas aqui no grupo, E aí as Big Four vêm, auditam a gente, nós temos os melhores sistemas de auditoria. Assim, não me importa, vocês podem ter aquela informação que for.
Ah, mas auditar as Big Four, uma das Big Four aí fazem o KPMG, o que seja e tal, vem aqui, faz esse conteúdo para gente. Não me importa. Por que que não me importa? Porque o meu negócio é mostrar a você, em primeiro lugar, Até mesmo que as empresas de auditoria fazem. Você tá ferrado aqui, aqui, aqui, por causa desse problema. Assim, assim, empresa que fala comigo hoje, eu não tenho problema de estoque, ela tá mentindo. Por que que ela mente muitas vezes?
Porque aquele profissional tá olhando o lado dele, ele não tá olhando o lado da empresa. Ele tá assim, poxa vida, eu trabalho aqui há anos, se eu mostrar Tem aquele profissional correto que fala assim, ó, realmente nós temos que arrumar porque a empresa não pode ter esse problema. Mas tem aquele profissional que fala, se eu mostrar para o meu diretor que a gente tá descoberto desse jeito, ele me manda embora. Não é possível, você tá trabalhando e não vê.
É isso que a pessoa não consegue entender. O nosso propósito é ajudar, é auxiliá-lo a fazer esse trabalho. Eu já tive muito problema na hora que a gente apresentou isso que a empresa fala assim, principalmente contador, principalmente contador, quando a gente apresenta o contador, ele fala assim com ele: vamos levar isso, vamos seguir com o projeto. O contador fala assim, ó, meu problema é, se eu, para eu assimilar o seu custo, eu tenho que cobrar do meu cliente.
Para eu cobrar do meu cliente, eu tenho que justificar o que que eu estou fazendo. Para eu justificar o que estou fazendo, eu tenho que mostrar para ele que o que tem é o resultado daquela operação final lá no SPED, tá errado. E o cliente fala: problema seu, seu contador, você devia ter visto isso. E não é responsabilidade do contador. O contador recebe a informação da empresa, recebe as notas, recebe tudo.
Não tem que tratar esse tipo de coisa.
Não, ele não tem que fazer. Não é preocupação. A preocupação dele é fazer a contabilidade da empresa. Mas o que vem para ele já informado, ele trata aquilo como oficial, como verdade, é óbvio. Aí ele joga aquele, aquela informação, faz aquela movimentação toda, recolhimento dos impostos, faz a conta baseada naquilo ali. E aí vem uma empresa, fala assim: tá errado, tá errado. Não a questão dos impostos, mas tá errado os estoques fiscais que eles mandaram, que eles elaboraram, que eles geraram e mandaram.
E muitas vezes não é o fiscal, o contador que faz isso, a não ser que a contabilidade seja interna, né? Aí sim. Mas escritórios de contabilidade morrem de medo da gente porque nós queremos trazer uma solução. Eles acham a solução extremamente viável, excelente para eles, mas o medo é: se eu mostrar isso para o meu cliente e falar que ele tem que comprar sua solução, ele vai falar para eu pagar. Então o contador fica naquela entre a cruz e a espada.
Ou eu ofereço, falo com meu cliente que eu vou aumentar o custo para uma melhor qualidade na informação e tentar vender isso para ele, ou ele vai falar que eu sou, cara, esse é problema seu, você se vira, e eu não vou, não vou aumentar o custo não. E o pior do contador, a empresa só tem uma dor de barriga O primeiro que deixa de receber é a contabilidade. É normal isso aqui no Brasil. Deixa, aí vai ter uma crise, não sei o quê.
Então imagina, paga a contabilidade, paga depois, pede para segurar. Ó, é o cara que mais sente a dor financeira, é ele ali. Então assim, não é um parceiro bom para gente nesse caso, nessa ideia. Então assim, no primeiro momento Nós queremos mostrar para as empresas o seguinte: olha, a Secretaria da Fazenda, baseado na movimentação dos seus últimos 5 anos, vai te apresentar, pode te apresentar um auto de infração no valor de X por mercadoria desacobertada.
E a gente sabe que eles não estão fazendo, que eles não estão fazendo errado, mas algum erro de processo interno que eles não estão vendo tá gerando um resultado ruim. Mas ele só vê isso depois que a gente apresenta o resultado ali. E o que que nós fazemos de diferente? Que eu tava dando exemplo das últimas, das Big Four aí, que audita e faz, acontece. Nós estamos mostrando a eles: olha, você tá vendo que você tem esse problema?
Beleza. Você entendeu que você tem esse problema? Entendi. Nós vamos resolver isso, nós vamos pegar toda a movimentação sua dos últimos 5 anos e vamos corrigir isso. Nós vamos reorganizar as suas informações dos seus estoques. Por quê? Porque se você tem uma nota fiscal de compra de 50 unidades e só tem notas de venda de 30 unidades, o seu estoque é de 20 unidades. Seu estoque fiscal é de 20 unidades.
E hoje com os arquivos é mais simples de fazer, né?
Por isso que você quer abranger esses 5 anos. Não é alguém olhando a nota lá, editando de novo e colocando. A empresa vai falar assim: não, mas peraí, aqui, ó, 2025, eu realmente vim aqui, comecei com estoque pela movimentação dos últimos 5 anos, eu não tinha mais estoque, comprei 100, vendi 50, então meu estoque é 50. Ah, esse ano tá certinho. Só que o ano anterior que você falou que você não tinha estoque, você tinha 30 de saldo, porque esses 30 vieram do ano de 23, de 24, 23, 22, e vai por aí afora.
Então assim, tudo impacta. Foi um erro interno, por algum motivo lá não carregou a informação correta e gerou esse descontrole aí da informação. E uma coisa muito fácil também que acontece, você, que a gente tava dando exemplo lá das camisas, né, pequena, média, grande, a gente consegue enxergar essa movimentação e mostrar o seguinte, olha, Quem que é o pai dessa camisa? Quem é o pai desse produto? Ah, começou com o código 0010.
Esse é o pai, porque a compra foi no código 0010. Só que quando chegou a mercadoria do 0010, na formação do SKU dele, chegou lá 100 unidades no código 0010. Só que das 100 unidades vieram 10 brancas, 10 vermelhas, 10 azuis, pequena, média, grande. Então a empresa, ela expande o SKU dela. Ela fica 00010.01.20 ponto não sei o quê. Onde o 01 é o tamanho, 02 é a cor, 03 é não sei o quê, entendeu? E vai por aí afora. Então a gente enxerga essa movimentação e fala assim, olha, eu entrei com 10.
E muitas vezes acontece da gente enxergar lá na hora a movimentação, o código 0010 entraram 50 unidades, zero saídas e zero estoque. Tá lá, então ele tem omissão de saída, né? Porque ele falou que ele tem 50 e não tem estoque, tem omissão de saída. Mas o código aí aparece lá na movimentação de 0010.01.05, vendeu 30 peças. Ou seja, esse código não tem entrada, ele tem 30 saídas e não tem, e tem 10 de estoque ainda. Mas pera aí, então ele vendeu 30, ainda tem 10 estoque, então tem uma opção de entrada de 40 unidades.
Então essas, eu só tô dando exemplo, tá? Isso aí acontece de toda forma. Atacarejo, só concluindo aqui, atacarejo. Você tem um atacarejo que você vende fardo de arroz, você vende pacote de arroz, você vende os dois. Aí o meu sistema computa lá que é unidade, é um pacote de arroz. Quando chega o fardo, eu multiplico por 5, 6. Fator de conversão tá instalado lá corretamente? Ah, tá. Aí você vai ver lá no SPED, não tá, não foi carregado.
Ou seja, o processo do cara foi certo, a venda lá no cupom foi correta, mas por um erro interno lá, de alguma, em algum momento não foi carregado o fator de conversão. Então ele vendeu tudo errado porque ele vendeu um pacote de arroz por R$100. Entendeu?
Superfaturou.
Então, como é? E a gente enxerga isso em vários produtos, várias situações. E hoje o nosso sistema tá muito focado em corrigir esse tipo de problema dele. E o cliente preguiçoso, cliente entra na tacarejo, vai comprar um pacote de arroz. Pô, a mulher pediu para comprar um arroz. Ah, mas ele tá lá do outro lado, eu já tô na fila do caixa e vê aqui uma, uma gôndola aqui que tá cheia de fardos de arroz. Ele olha lá, rasga aquele plástico refrigerante faz muito isso, né?
Rasga aquele plástico, tira um, se dane para o resto. Já quebrou o esquema todo, já atrapalhou tudo, porque aquilo ali era para ser vendido como fardo.
Nunca fiz isso.
Aí fala assim, não, mas foi, era para ser vendido como fardo, mas na verdade ele rasgou aquele fardo ali, vendeu como unidade, e um outro cliente comprou aquele fardo, mas por falta do fator de conversão Saiu unidade ou valor de R$100? Então ele tem um pacote por R$10 e tem um fardo por R$100. Saiu um por um, uma unidade a R$10, uma unidade também a R$10. Aí só que você vai ver lá preço unitário R$10, R$10, R$10, R$100. Pera aí, como é que o cara comprou um de R$100? Você pode ver que era um fardo, que ele não colocou o fator de conversão ali.
Uma dúvida: o processo é muito preventivo, né? Vocês fazem muito preventivo. Isso. Mas já teve caso que vocês precisaram certa forma, através dos seus relatórios, defender alguém que foi autuado? Como é que entra um advogado tributarista? Nada a ver?
Não, tem muita, muita sinergia com escritório de advocacia tributária. Porque é o que acontece assim, eu dei um exemplo aqui do nosso trabalho, que é o preventivo, né? Vamos, antes que a fiscalização te incomode, antes que a secretaria de fazer falso uma notificação, vamos corrigir tudo. Vamos deixar tudo pronto. Beleza, foi, fizemos o trabalho. Esse é um trabalho que a gente tem, entrega tudo pronto. Nós fazemos todo esse trabalho de correção, nós geramos os novos arquivos SPEDs, nós validamos ele no PVA, e aí nós devolvemos para o cliente pronto.
Ele sem só que transmitir. Obviamente que a gente tem isso tudo catalogado, tudo em relatórios, o que foi feito, tá tudo certinho, não tem nada de nenhum tipo de problema aí. Entregamos lá, é o preventivo. Aí vamos agora para o processo que você citou. A empresa foi autuada, ela tá tentando fazer uma defesa lá no CAD, porque é uma defesa administrativa ainda e tal, ou ela já perdeu no CAD, tá na esfera judicial. Tem os dois problemas.
E aí nós é onde nós entramos na parceria com os escritórios de advocacia tributária. Porque muitas vezes os advogados precisam defender o seu cliente, os seus clientes. Só que essa defesa, ela precisa estar embasada. Então ele tem que, ele tem que fundamentar a defesa dele para ter um bom embasamento na defesa, no relatório que ele vai apresentar à corte. É onde nós entramos, porque quando ele foi autuado ele recebe da SEFAZ todo o processo que gerou aquela autuação.
Então eles mandam os arquivos em PDF lá com a relação de todos os produtos que foram autuados, por que foram autuados, quais as informações que foram apresentadas e tudo mais. Então o que que nós fazemos? Pera aí, esse aqui o fiscal autuou vocês, muito bem. Esse aqui é o conteúdo. Nós utilizamos hoje, até vamos começar a entrar no assunto da IA, Antes era um problema porque a gente tinha que ler aquele PDF, transformar aquilo em informação.
Hoje você põe na IA, resolve o problema. Aí, ó, se vira aí. Basicamente isso, né? É, monta para mim aí e acabou. Ela tá pronta. Então o que demorava um tempão para a gente fazer, hoje a IA vai lá e resolve isso rapidamente para nós. Ela transforma aquele PDF em uma condição que o meu sistema vai enxergar da carga no meu sistema. E a gente começa a analisar o seguinte: eu tenho da empresa os mesmos arquivos que eles encaminharam.
Você faz, tinha assinatura digital, então a gente sabe que é o mesmo, é original ali. Então eu faço no primeiro momento auditoria no nosso, na nossa forma. Aí eu pego o que o fiscal fez, trago para cá, ó, produto X lá, o fiscal autuou Por omissão de entrada, omissão de saída, ele autuou. Aí eu vou no nosso, pego o mesmo produto, a mesma ordem, mesmo todo.
Por que que ele autuou?
Opa, ele autuou mesmo, tá aqui. E autuação no primeiro momento era quase dolo, é considerado um dolo porque ele omitiu, ele fez um problema lá e ele só negou aquele imposto. E é uma sonegação fiscal, é um crime. Né? Então os diretores começam a ficar preocupados com essa situação, porque vai estourar no colo dele. Então a gente enxerga aquilo lá, falou assim, ó, pera aí, realmente deu omissão aqui, mas por quê? Aí a gente descobre o seguinte: ah, porque o código filho dele lá, você lembra que eu contei a história do pai e filho?
Ele tá solto aqui. Então nós temos que reorganizar essa informação e comprovar para o advogado que aquela, aquele trabalho que o fiscal fez ali, que no primeiro momento aceita, porque realmente ali é um erro processual e não um dolo ali, não foi uma má-fé que gerou a sonegação. Pera aí, nós temos que comprovar que todo aquele processo que o fiscal autuou, a gente tem como defender, porque foi um erro de processo. E que todas as informações estão devidamente escrituradas e os seus impostos devidamente recolhidos.
Então a gente consegue embasar os advogados, ó, é isso aqui que nós vamos entregar a vocês. E a gente põe os relatórios todos à disposição dele lá, que aí ele dá exemplo, mostra o que que era, o que ficou, mostra que quando você tem o pai e 5 filhos, unifica todo mundo, a movimentação fica correta, todo quantitativo bate, o estoque em formato tá certinho. E muitas vezes assim ele tá, ele tomou um alto sobre mercadorias acobertadas em 100 unidades.
Quando a gente faz toda a correção, cai para 3, 4. Ele tá errado. Então 3 ou 4 ali ficaram com omissão mesmo. Aquela questão que você perguntou: alguém furtou, alguém levou a mercadoria, ou ela se perdeu, ou era um copo de vidro que se quebrou e ninguém viu, entendeu? A mercadoria sumiu. Desapareceu ali. Então ela ficou, deu omissão. Mas quando a gente faz esse procedimento, mostra que houve um erro de processo e não um dolo ali colocado.
E aí a gente consegue, com os advogados tributaristas, com esses advogados, fazer uma defesa de conta. Então a gente faz a prevenção, que é todo esse procedimento, e a gente faz esse processo de auxílio aos escritórios, aos advogados, que podem ser tanto advogados contratados como pode ser advogados internos da empresa mesmo. Ó, pera aí, nós vamos comprar essa briga aqui, vamos mostrar o tamanho do problema que é real. Então às vezes é um problema gigantesco que quando a gente faz o nosso trabalho, aquilo cai lá para baixo.
Outra situação que a gente faz, se eu tiver falando muito, vocês até falar mesmo. Outra coisa interessante que a gente faz ali É o seguinte, a empresa às vezes ela tem uma, uma, um trabalho com os advogados que ela começa a apresentar muita informação e os advogados se perdem no processo como um todo. A gente dá toda uma forma de pegar desde o primeiro processo que nós encontramos de erro até o último para ele. Dar o caminho para ele.
Olha, segue esse caminho aqui nessa situação, que aqui tá tudo comprovado, tudo certinho para ele fazer essas devidas correções. Então assim, agimos no preventivo, agimos depois. O que que as empresas fazem? A gente tava citando um exemplo aqui que é muito comum: fusão de empresas, aquisição de empresas, grandes grupos comprando grandes grupos, né? Então faz ali. Qual que é um exemplo assim curto, mas é o que acontece? A empresa A comprou a empresa B, foi lá, fizeram a compra ou aquisição, uma fusão, que seja, fez ali.
É na hora dos valores, pera aí, se for uma compra, ó, o A comprou o B por R$1 milhão. Vamos colocar a conta bem básica. 1 milhão. Só que na hora que ela vai pagar o B, ela não vai pagar 1 milhão, ela vai pagar aí uns, talvez uns 500 mil, 50%, talvez 60%, 65%. Ela não vai pagar 100%, que ela vai recolher, vai segurar uns 30%, 40% para dívidas que porventura venham, seja trabalhista, seja tributário. Ela sempre faz isso. Então ela tem 5 anos Para segurar esse processo até prescrever.
Até prescrever, vai prescrevendo, ela vai soltando o dinheiro. Então assim, ó, prescreveu 21, então ela vai pegar daqueles 30, 35, passa aí, não deu problema. Até que porventura a fiscalização fala: não, aqui, ó, nós achamos um problema aqui. Aí ela já tá com aquele dinheiro retido para poder cobrir aquela despesa que porventura venha. Então eu falo muito assim, vai fazer uma compra, vamos pegar primeiro, vamos pegar de quem você tá comprando, vamos organizar a vida deles, vamos reorganizar aquelas informações, vamos corrigir, vamos fazer um levantamento novo.
E me admira muito as grandes empresas de auditoria que tem aí entrarem num processo de auxílio, né, ali, etc. E não fazer as correções necessárias que tem que ser feita. Falar simplesmente, falou assim, ó, aqui você tem um passivo muito grande, então o dinheiro tem que reter esse dinheiro. Não tem que reter o dinheiro, tem que resolver o problema de quem tá vendendo. Se o cara tá vendendo porque ele quer vender, ele quer ficar livre, ele quer, tá morrendo, alguma coisa assim.
Então vamos organizar a vida dele lá primeiro, vamos colocar a coisa numa situação que fica 100%, aí sim eu falo, olha, você não precisa reter 40, uns 35, 40 não, e tem 20 com problema trabalhista que possa vir, etc. Mas o resto, nessa questão, na parte de estoque fiscal, esquece, nós vamos deixar tudo prontinho lá para ele, cara.
Eu vou pedir, oi. É isso, eu ia pedir o Frederico para ler porque eu não enxergo.
Além da galera falando boa noite aí e tal, tem duas perguntas. Eu vou fazer uma de cada vez. Sim, tá. E aí você responde, tá. A primeira é o seguinte, ó: gostaria de entender como o SOC Legal atua de forma preventiva, identificando possíveis inconsistências ou riscos fiscais antes que eles possam gerar problemas junto ao fisco. A importância de uma ação preventiva.
É isso, a gente falou que é nisso mesmo. O entendimento maior que nós temos é assim: a empresa, ela tá focada internamente nos seus processos, né? Como eu disse, ela gastou dinheiro na área de tecnologia, ela gastou dinheiro na área de recursos humanos, ela quer o melhor para ela. A única coisa que ela não quer é o fisco pegando o pé dela. Então o que nós fazemos é: vem cá, você tá fazendo a coisa certinha?
Tô.
Eu acho que não. Pode ser que não. Deixa eu validar. Ah não, eu só quero validar, só quero enxergar se vocês estão fazendo certo. Por quê? Porque eu vou trazer os olhos do fisco da mesma forma que ele faz para dentro. Vou mostrar para vocês na forma preventiva o que que tá rolando. Então, na hora que ela fizer, que conseguimos mostrar para ele o tamanho do problema, que às vezes a empresa não tem problema, ela fala assim, cara, eu tenho o melhor de tudo, eu não tenho problema.
Mas eu vou te falar, nesses anos todos nós ainda, graças a Deus, não encontramos isso, entendeu? A gente sempre vê, sempre acha uma situação que surpreende os empresários, surpreende. Eu já cansei de fazer apresentação para grandes, grandes empresas do varejo que na hora da apresentação do nosso trabalho, que eu falo, eu faço sempre assim: interessou você? Nos dê oportunidade de mostrar. Como? A empresa nos dá um ano, a gente faz um NDA direitinho lá e fala assim: me dá um ano seu aí, você escolhe ou de uma loja pequena ou de uma loja grande ou de um CD, me dá um ano, nós vamos fazer uma análise aqui e eu vou apresentar a vocês.
Se na apresentação a gente vê que não tem nada, damos os parabéns, agradecemos e vamos embora. Mas se a gente apresentar, nós vamos não só apresentar o problema quando nós vamos provar o erro, nós vamos provar aquilo que a gente tá falando. Mas por quê? Porque eu só trabalho com a sua informação, eu não tô inventando nada, eu tô dissecando o problema, eu tô com as suas informações, entendeu? Então o que que eu faço? Eu pego aquele conteúdo que você me deu, os SPEDs de um ano lá com os estoques, eu faço ali e falo o seguinte: olha, vou te mostrar, isso aconteceu, gente, em quase todas as reuniões dos grandes varejistas.
Tem lá empresas de vestuário, então eu tenho diretor comercial, diretor tributário, diretor contábil, CFO ou CEO, tá todo mundo presente, que eles querem ver o que que nós estamos apresentando. Aí tá todo mundo reunido, eu falo assim, ó, tem uma omissão por causa dessa movimentação aqui, essa nota aqui tá errada. Aquele exemplo que a gente tá falando de fator de conversão, essa nota aqui tá assim, assim, assim, faltou o fator de conversão.
Aí o contador: não faltou não, tá aí. Aí alguém lá começa: não, não tá. Aí eu falo assim: pega a nota número tal que tá apresentado no meu sistema ali. Aí você tá, aqueles televisões, aí alguém em algum lugar aperta o botão lá, entra lá no sistema, aparece a nota. Olha a movimentação da nota. Aí entra no Kardex lá, tem a nota, tá aqui, ó, a venda, código, dia tal, número do cupom tal, valor tal, tá? E qual o valor que tá aí? Tá R$100, aquele exemplo que a gente tava, R$100, tá?
Mas o produto custa R$10 de venda. Ah, faltou o fator de conversão aqui. Aí o que que eu faço? Tá vendo esse fator? Aí eu abro o SPED que ele mandou, vou na linha que tá aquele registro e apresento lá. Cadê seu fator de conversão que não tá aqui, que não entrou? Entendeu? Então a gente consegue fazer, respondendo aí quem, o Douglas, né? A gente consegue demonstrar de forma muito clara esse problema, esse problema preventivamente.
Então a gente mostra para ele, falou assim, ó, seu problema, isso foi mostrado lá na reunião e chegou no momento que você falaram assim Poxa, nós tivemos aí 10, 12 embates lá dentro mostrando que, pessoal, não tem erro. Eu falei, tá aqui, entra lá e olha. Eles entravam no sistema, entrava na nota, é errado, errado mesmo. E é engraçado que muitas vezes a gente apresentou, eu, um vira-burro, eu te falei que não podia fazer isso, eu te falei que isso ia dar problema, eu te falei que não era assim que fazia, a gente não podia usar esse CFOP, porque esse CFOP no movimento estoque a gente tinha que usar aquele outro. Entendeu? Então essas coisas aparecem.
Vamos lá, aí tem a segunda, acho que é do Eric. Aí eu não sei, conheço esse rapaz aí, em que momento que ele começou a falar, tá? Mas foi o seguinte, ó: a correção será realizada no bloco H da EFD. Como vocês tratam a diferença entre o estoque fiscal informado no bloco H e o estoque contábil constante da ECD?
Muito bem. O que que é, qual que é o processo que ele tá perguntando aí? Existe um valor final nos estoques? O que ele colocou aí como bloco H é o estoque, é o bloco que apresenta produtos e os quantitativos dos estoques lá. É isso, é normalmente mês de fevereiro, aí depende do segmento, mas normalmente vamos falar de fevereiro aí. Então você tem janeiro a dezembro, Em fevereiro você apresenta o estoque final de 31 de dezembro, que é o resultado da movimentação, que é onde a CFAZ pega as inconsistências.
Então você tem o bloco H lá que apresentou que você tem R$1 milhão em estoque nos quantitativos. Só que aí nós vamos corrigir as movimentações. Esse valor de R$1 milhão, ele pode ir para R$1 milhão e meio, pode vir para R$800 mil, depende. Se você, se você tem 10 e vendeu 5 e falou que você tem 2, você tem um valor de estoque final ali apresentado. Eu falo, não, você não tem 2 não, você tem 5. Então aquele estoque que tava ali, ele aumenta o valor.
Ele no primeiro processo, ele vai aumentar o valor aí. Então no final a gente tem o resultado final do estoque, pode ser majorado ou não, ele pode ser aumentado ou não, porque Porque o estoque contábil que tá em outro SPED, ele já tá declarado, ele tá declarado ali. Então nós fazemos essa correção de duas situações, de duas formas. Uma, nós vamos corrigir os valores do estoque e vamos ver o produto, o preço do produto que foi colocado lá, que às vezes o MVA que eles utilizaram tá majorando o valor do produto.
Então a gente coloca essa, essa movimentação correta para baixar o preço do valor do estoque, para que no movimento final ele fique coerente com a informação do estoque fiscal. Por que que essa pergunta aí? Porque cada loja, você tem o inventário discriminado no SPED fiscal, mas lá na ECD, que é o contábil, ele não é discriminado, ele é o valor total. Então lá no contábil às vezes tá 1 milhão, quando você fez para 1 milhão e 200 Você tem que voltar aí para 1 milhão, você tem que ver o enviar, a movimentação que ele colocou e qual o cálculo utilizado para chegar aquele valor.
Aí você descobre muitas vezes que está totalmente errado. Então você faz a correção ali e você vai ficar próximo. Não é que o contábil deu 1 milhão, você vai dar 1 milhão. Não vai, isso é impossível. Mas você vai chegar o mais próximo possível daquela realidade. Tá, para poder realmente amanhã você tiver alguma notificação, alguma fiscalização, você mostrar, falar, era isso, mas tava irreal, tava errado. O certo agora é esse valor que tem que ser colocado, porque já tá escriturado.
Muitas vezes a sociedade aluga, já foi lançado os valores e tudo. Então você tem que fazer esse, essa justificativa, mas depois que você vai tentar igualar através do cálculo do valor do estoque do produto ali na hora. Para que ele possa chegar o mais próximo da realidade possível.
Bom, espero que tenha respondido o Eric aí, cara.
É isso. Tem muita gente aqui, né, Marcos? Talvez você conheça a tal Jaqueline Brasil, quer mandar beijos.
Beijos, Jaqueline!
É isso.
Não, de IA, né?
Tipo, eu queria puxar o Marcos, que você teve um caso legal que ele contou para a gente um pouco antes.
Verdade, contar para a gente Porque assim, você, como a maioria dos empresários, teve um primeiro negação com os de IA, né? E hoje você tá usando IA no seu sistema e você é um desenvolvedor, né? Então assim, como que foi essa transição? Como que tá sendo essa experiência?
Eu no primeiro momento, eu ver para crer. Né, é um São Tomé da vida aí, sempre fui assim na minha vida. Mas a partir do momento que eu falei assim, acho que cabe aqui alguma situação, nós, como ele deu exemplo aí do PDF, né, e aquilo ali me chamou atenção, falei, cara, então foi muito rápido isso aí, esse negócio tá errado, não é assim não, pera aí, deixa eu fazer manual aqui para ver se é isso mesmo, deixa eu fazer uma conferência aqui, e comecei a enxergar o potencial que a IA traz para dentro de um processo, não só no meu, mas no processo em geral.
A IA veio para ficar e quem não estudar IA, quem não se especializar ou quem achar que isso é um hype, uma bolha, vai passar, é temporário, vai perder o bonde e vai ficar para trás. Alunos de 16, 17 anos aí que se especializarem na faculdade, em IA vão dominar o mercado. Isso aí você pode ter certeza. Eu não dei credibilidade. Olha que eu tô, como eu dei, eu comecei aqui em 84, né, e chegamos agora. E eu falando assim, eu sou dos primórdios do COBOL, né.
Depois nós passamos para o DB/2, depois nós passamos para o Clipper, e veio subindo, né, e veio subindo, chegando. E hoje eu falo assim, Cara, coisa absurda que é isso, é mentira, não é possível. E a gente começa a utilizar e eu vejo a otimização que fez no meu trabalho, no meu procedimento, porque muita coisa que a gente gastava aí escriturando vários programas, né, vários, fazendo vários scripts, vários designs assim absurdos, escrevendo linhas de código imensuráveis, Hoje você pergunta para ela, você passa uma informação, obviamente da maneira correta, né?
Você tem que ser um, se especializar em prompts aí para poder tirar o conteúdo da melhor forma possível, e o resultado é assustador. Então eu falo muito isso, para mim hoje aí é indispensável. Eu não consigo imaginar qualquer situação que eu, eu venha a desenvolver ou venha a cuidar ou venha criar sem IA. Não tem isso aí. Quem não tá mexendo nisso, eu sinto muito, viu?
Mas aí tem uma provocação. Pode falar.
Não, não, eu só ia comentar que tem algumas verdades absolutas que a gente vai descobrindo ao longo dessa jornada com IA que a gente vai vendo, né? Que a primeira é que não existe especialista em IA, justamente pelo que você falou. As coisas mudam muito rápido. E a gente sempre fala isso, cara. O cara entrou para você, falou que ele é especialista de ar, corre. A gente dá workshop para grandes empresas, a gente fala com grandes empresas e a gente se apresenta como não especialista de ar.
É para deixar bem claro que o que ele tá aprendendo no workshop naquele dia, amanhã muita coisa tá diferente. Então isso é um ponto. A outra coisa é que a gente tem no meio que a gente vive e na bolha que a gente vive a quantidade de gente Falando que você falou, ainda duvidando, ainda reclamando. Reclame, duvide, que tem mais cliente para gente. Essa é a verdade. Continue duvidando, principalmente os débitos, continue negando.
E a terceira é a questão que a gente, a nossa geração tem uma vantagem muito, muito grande. Nossa geração trabalhou com tecnologia, tem uma vantagem muito grande que é ninguém faz um prompt tão bom quanto a gente.
Porque a gente sofreu, a gente era provocação que ia fazer.
Então vou guardar e faço essa provocação.
Não, porque assim, você comentou do jovem, né, do especializar em prompt e tal. Posso estar errado, tá? Mas assim, eu acho que é um meio do caminho, né? Essa galera ela não vai ter a bagagem, a experiência, e se ferrar igual a gente teve, que a gente aprendeu a lidar com isso, né? Então assim, a gente tá, você desde os anos 80, né? A gente um pouquinho bem depois, né? Tipo, a gente tá uns 20 anos, né? Eu me formei em 2007, então ano que vem faz 20, né? Você acho que é um pouquinho depois.
É isso mesmo, quando eu tinha 20 você tava nos Estados Unidos, pois é, mandando o cliente para eu fazer site.
Então você pega, a gente foi muito calejado, né? Então hoje aí Pô, a gente corta caminho muito fácil porque a gente sabe, além do, de como isso é todo, o que que você, o seu ponto.
Mas eu vou falar só o seguinte: você hoje, como, como um analista, né, que você não, como é que você falou que você não gosta que seja, especialista, especialista, se você hoje for passar um seu filho ou um jovem sobre técnicas para IA, para desenvolvimento de IA, para desenvolvimento de prompt e tudo mais, você tem uma bagagem que você criou na marra, porque você pegou o processo do início, você criou uma bagagem, aí você sofreu, você apanhou, mas você vai ensinar para alguém.
Você vai ensinar o que deu errado? Não, você vai ensinar para que ele tenha um entendimento que se ele for por esse caminho não dá certo, em função disso, disso, disso que você já sofreu. Mas você vai ensinar para ele uma situação que deu certo, que funcionou, e ele vai aprender aquele conteúdo. Quando eu tô— eu vou dar um exemplo bem básico. Você vai ensinar uma pessoa a dirigir. Se você fala assim, ó, tá vendo aquela placa de para?
Quando você tiver chegando, você vai freando devagarzinho. Até ela parar, até parar. Você não vai falar com ele assim: deixa ele lá, deixa ele quebrar a cabeça lá primeiro, deixa ele bater, depois fala: você não parou, você tinha que parar. Não vai fazer isso, você vai ensinar para ele. Então, quando ele for tirar a carteira dele, ele já sabe que ali ele tem que frear para tirar. Então, o que eu quero dizer é o seguinte: vocês— eu não, porque eu já tô velho, daqui a pouco eu paro, e isso aí fica, segue o caminho de vocês aí.
Mas vocês, quando passarem o conhecimento para frente, vocês vão passar o conhecimento, vocês vão passar o problema para frente, vocês vão passar aquela situação assim: eu vou ensinar para ele para que ele entenda o que que já teve e mostrar para ele assim, ó, se você vier para aqui, você vai dar ruim, vai dar errado. Porque senão você não vai ensinar. É melhor você falar: vai se virando, quebra a cabeça aí. Agora, a partir do momento que você se propõe a passar o seu conhecimento, você tem que passar aquilo que deu certo.
Por quê?
Porque você sofreu lá atrás, entendeu? É o processo da evolução. Você tá aqui, a coisa vai crescendo, vai melhorando. E aí, o que pegou o conhecimento que você já adquiriu, que você passou para ele— que você pode passar o seu conhecimento, você pode ser um especialista, um expert, o que for, Só que aquilo morre com você, entendeu? Então, se você não quer ir, você quer passar para frente, aquela pessoa que entendeu o que você fez já vai ter o seu entendimento.
Falou assim: eu tenho que ir por aqui, porque se eu for por aqui vai dar ruim. Porque ele já foi lá e viu que deu ruim. E aí ele vai, ele vai chegar na frente lá com seus 10, 15 anos de experiência de vida que ele vai ter para frente, melhor do que você. Você pode estar certo, isso aí vai acontecer. Acho que sim, acho que sim.
É, eu acho que tem um ponto, acho que a gente consegue passar, né? Mas eu acho que essa galera mais jovem, ela, se ela entendeu o problema, acho que ela consegue usar. Acho que o que eu quis dizer é que às vezes ela, a hora que chegar no problema, como ela não tem experiência ainda, ela ela ainda vai ter que bater cabeça de alguma forma.
Então ela vai saber, entendeu?
O problema para mim é a base, assim, ó, é aquela base que a galera tá pulando hoje. E a gente vê pulando, tipo, a gente sabe o que não pode. Não, que você vai construir um site e tal, o que que você não pode fazer?
A gente sabe o caminho que a gente não pode seguir ali, ó, porque tá falando em desenvolvimento de sistema, uma coisa assim, aquele cara é meu concorrente, eu tô vendo que ele tá ruim, deixa ele cair no buraco, é dele. Meu concorrente, ele que se dane. Agora, quem tá desenvolvendo do meu lado, pera aí, não faço não, não faço não, tem que vir por aqui, porque aqui vai dar ruim. Deixa ele se quebrar lá, que concorrente é assim, você quer que ele entenda?
Mas a questão é, eu vejo o cara hoje falando na internet, faz seu site, por exemplo, ruim, mas ele, o cara que vai, escreve um prompt, escreve, gera o site dele, ele não tem a mínima ideia do que que foi feito ali, a base daquilo, ele tá seguro, você não tá seguro, se aquilo pode usar para o mercado de uma forma certa.
Tem SEO, você tem um monte de coisa. E eu acho que fica fraco. O que tá acontecendo é que as pessoas estão aproveitando do que tá pronto ali, né, do que a IA tá cuspindo de um jeito muito fácil, e esquecendo de estudar a base, porque as coisas precisam funcionar bem. Porque muita gente dessa idade, da geração mais nova, acha que nasceu ontem desenvolvimento, começou ontem junto com a IA, e vai lá e pede alguma coisa.
Eu já cheguei na IA, um exemplo bem assim Para entender, para entender, cheguei para ela e falei assim: a minha ideia é que ela me entregasse uma casa com uma árvore na frente e um telhado vermelho. Ela me entregou uma montanha com uma árvore pendurada nela, vermelha, o chão azul. Eu falei: pera aí, não foi isso que eu pedi não. Mas foi, teoricamente. Eu não soube conversar com ela, ela me entregou um conteúdo totalmente equivocado do que eu pedi.
E muitas vezes acontece que você pede a primeira vez, tá, é isso aí que eu quero, mas acrescenta isso. Aí ela acrescenta, boa, beleza, agora acrescenta isso. Ela já mudou totalmente o que que era. Aí começa, aí não, mas não é isso que eu quero, é isso. Aí ferrou, cara, joga fora e começa do zero, porque senão o conteúdo que vem aí é muito ruim, muito pior mesmo. Vamos lá, vamos para o ZuZu. Deixa eu só fazer um comentário só para finalizar aqui.
Eu tenho um problema muito grande, eu tenho sentido isso na pele quando a gente vai apresentar o nosso trabalho para as empresas. Quando eu falo assim, ah, nosso trabalho é reorganizar as suas informações nos SPED fiscais, reorganizar o seu conteúdo nos estoques fiscais. Primeira coisa que as empresas falam: eu já tenho isso aqui. Cara, não tem, não tem. Quando a pessoa fala que já tem isso, ela não entendeu, não quer que você faça.
Então eu peço às empresas que estejam nos ouvindo: nos dê oportunidade de mostrar o conteúdo nosso. Então não entenda que a gente tá lá para fazer apresentação de controle de estoque, vender sistemas. Eu não vendo sistema, eu vendo uma prestação de serviço. Eu não faço nada que não, que vai incomodar a empresa. Pelo contrário, nosso trabalho é trazer conteúdo para você, para as empresas, mas de uma forma que elas entendam que o nosso principal foco é não deixar a ser autuadas.
Como é que uma empresa de grande porte pode tomar um auto de 2, 3 milhões de mercadorias acobertadas? É inadmissível isso. Porque ela tá gastando milhões internamente lá e tá tomando um alto. Poxa, não vamos deixar isso acontecer, não. Pode acreditar no que a gente tem para demonstrar a você, que assim, me incomoda muito eu como CEO da empresa chegar num provável cliente, apresentar o trabalho, falar assim: ah, eu tenho isso aqui dentro.
Não tem. Se tivesse, não tava tomando alto, não tava desacordando, não tava gerando problema. Então assim, aproveitar o canal de vocês aqui, que eu acho que é muito legal para a gente poder colocar isso.
No final você vai deixar o contato, a gente vai deixar na descrição depois o site, né?
E enfim, tá bom, vamos lá.
Ou vamos lá, Marcos, agora a gente vem para o momento zoom, zoom, zoom. Então a gente falou de contar do SPED e tal, mas saber um pouquinho mais do Marcos, né? É, então a gente gosta de perguntas, cara, aleatórias. Tipo assim, você falou do 2001: O Odisseia no Espaço, né? Então assim, cara, algum outro filme que você assistiu recentemente ou gostou? Algum filme que você indica? Alguma série que está assistindo que te marcou assim?
Enfim, olha, filme, eu citei o 2001 porque foi o ponto de partida meu, eu achei espetacular. Mas todo filme de ficção eu sou apaixonado, adoro Interestelar, eu assisti Na primeira vez não entendi nada.
Eu assisti com você, cara, foi muito interessante. A pior experiência da minha vida, velho, que a gente foi, a gente não foi para o Destino Interestelar, a gente foi para algum lugar que a gente tinha que esperar dar o tempo para ir em outro lugar.
Exatamente.
E eu odeio ficar 3 horas parado assim sem fazer nada. Aí não vou assistir aquele filme ali, não fui para o Destino Interestelar, velho. 3 horas e meia de filme, cara, eu tava com tanta raiva que eu não prestei atenção. Fui assistir depois de novo.
Eu assisti a primeira vez, falei, mas O cara fez um buraco de minhoca. Que cacete é isso? O que que ele quer dizer? Ele começou, sabe, entrando nas situações que aí eu saí do filme, fiquei com aquilo na cabeça. Não, eu tenho que entender o que que é isso, o que que tá acontecendo. E aí eu comecei a entender mais sobre essa parte de ficção e fui me empolgando. Hoje eu gosto muito de filme de ficção, mas bons filmes, né? Essas aí não.
Séries eu não tenho muita paciência. Assisti as antigas, né? Tinha o Half Men, não é para diversão. Assisti, como é que eu esqueci o nome daquela do, que é um intelectual que fica desvendando crime. Como é que é? Tanto de, eu esqueci. Eu sou ruim para esquecer, para lembrar nomes assim.
A Jaque tá assistindo dorama?
Muitos. É que a cara dela, ela assiste doramas, né? Ela fica lá nos doramas dela, deixando claro que ela, você tá vendo?
É ela, viu?
Ela assiste todos, todos aí.
Apresentou, a esposa dele apresentou para Lu dorama, cara, minha vida acabou, cara. Não aguento olhar coreano na minha frente, sei lá, coreano.
Minha mulher tem um grupo para ela mesma que ela coloca os doramas que ela assistiu, cara.
Tem mais de 70 doramas que ela já assistiu, velho. Cara, às vezes eu tô dormindo, tô deitado lá, e ela assiste legendado ainda. Ela assiste legendado. Ah não, ela assiste dublado. Não, não dá. É legendado, fica aqueles caras.
Não ia ser admitido aqui em casa.
Ô Marcos, Interestelar tem duas referências aqui, ó. Tem o Tars aqui Em cima do livro, em cima do livro.
E o segundo quadro ali, ó, a hora que aparece isso lá no filme, cara, você vê que o robozinho lá, que vem a água, a onda lá, vai lá, vai ferrar todo mundo agora.
E o segundo quadro que tá embaixo, depois você vê ali atrás da planta, é o cara e a menina daqueles livros, né, que ele tá na tridimensional ali, que dá. E aí tá as abelhas ali, né, a gente fez uma montagem ali.
Legal, é muito gostoso e muito legal isso aqui, cara.
E eu ia perguntar de academia e tal, mas vou fazer você passar vergonha, né?
Não, pode perguntar.
Só você vai falar não, você vai falar comigo, você vai academia? Sabe que ele virou é o cara do cachorro.
Como assim?
Eu quero, não quero cachorro, não quero cachorro. Tá aí apaixonado hoje por um Lulu da Pomerânea.
Ah é?
É, ele tem 11 anos já, o cachorro. Não vou lugar nenhum. Se você me chamar para ir na sua casa, eu puder levá-lo, eu vou. Senão não vou não.
Ah, é assim?
Tá decidido.
Leva o cachorro. É isso aí, que da hora!
Sou apaixonado com ele. Minha filha arrumou um bezerro lá agora para dentro de casa, arrumou um outro lá gigantesco, cachorro. Aquele cachorro que é uma mistura de um dog argentino com vira-lata, um caramelo, é mãe única. Mas deve ter uns 8 pais ali para gerar o que gerou. É um caramelo de rabo comprido, umas patas desse tamanho, mas canela fina. Então é uma coisa, e ele é muito forte, cachorro, mas é uma delícia. Já tá lá incomodando já a gente.
Show, é isso. Muito obrigado por ter vindo.
Agradeço a vocês o convite aí, espero que tenha contribuído.
Tem alguma coisa que você acha que esqueceu de falar?
É a hora agora que a gente não puxou. É, a gente precisa fazer o jabá final aí também.
Eu tô com a garganta seca, eu falei igual um doido, igual uma louca.
Falou uma hora e 45 de episódio já.
Chega, não quero falar mais não, tá bom? Foi um prazer mesmo participar com vocês aqui, fiquei muito satisfeito pelo convite. E vamos lá, vocês estão de parabéns aí, estrutura muito boa, e tomara que tenha um futuro gigantesco aí com vocês. Parabéns! Obrigado.
Você quer encerrar, depois volta?
Não, já para final, tipo, você quer deixar contato? Tipo, é, sei lá, ativo no LinkedIn, alguma coisa, ou só o site do Stock Legal?
Hoje o site, né, o estoquelegal.com.br. A gente tem aí o meu telefone de contato que vocês vão colocar, é 319-9753-2005. Legal, para o que vocês quiserem. Meu email: marcos.cou.brasil@estoquelegal.com.br. Pode mandar informações, se tiverem dúvida, entra no site lá também. Se tiver dúvida, entra, tem um comercial, tem tudo lá no site para vocês participarem. Estamos aguardando aí. Muito bom.
Então beleza, gente. Bom, queria agradecer, todo mundo ficou aqui com a gente 1 hora e 45. Não esquece de se inscrever, de deixar o like aqui. Se você tá ouvindo esse conteúdo no Spotify depois, É, não esquece de deixar 5 estrelas também, algum comentário. Infelizmente a gente ainda é refém do algoritmo, que eu sempre falo. Mas, Marcos, te agradecer, achei muito legal. É um assunto que eu conheço muito pouco, aí eu acho que foi muito esclarecedor saber essas coisas.
E a gente ficar atento também quando a gente atender clientes, isso aqui, né, passar para ele depois.
Mas é mesmo, é nosso, é bem interessante focar Não fazemos controle de estoque, nada. Isso não é problema nosso. Que nós trazemos para o cliente é colocar os olhos da Secretaria da Fazenda dentro da empresa dele, e na hora que ele assustar, a gente vem com a solução. O resto nós fazemos, não tem problema.
Massa, galera! Muito obrigado por ter ficado até aqui. Não esqueça da imersão, nós vamos ensinar vocês a fazer o seu site usando o cloud de uma forma decente, de uma forma bem feita. Então o Bruno vai deixar aí, já tá aí na tela para gente. Fechou? Muito obrigado, até a próxima, valeu!