William Magna - Na Colmeia #18
No episódio 18 do Na Colmeia, Fred Beneti e Gabriel Brasil recebem William Magna, o Will, fundador da Neurollar, empresa de automação residencial com pegada em saúde e performance. Vindo da construção civil e com passagens por agro, hardware e até uma franquia de alimentos com 40 lojas, o Will conta como passou seis meses em "modo caverna" aprendendo a construir software com inteligência artificial e como isso mudou a operação da empresa dele por dentro.É uma conversa sobre IA aplicada de verdade no dia a dia de uma empresa de obra, sem promessa mágica. Do software interno que traduz projeto de AutoCAD para a linguagem da obra até uma tese pouco comum: a de que a inteligência artificial veio para nos tornar mais humanos, não menos. No segundo tempo, o papo fica pessoal e vai fundo em produtividade, TDAH, dopamina, esporte como regulador e a virada de saúde do Will.Alguns dos assuntos que rolaram:🏗️ IA que resolve problema real de obra: O Will mostra como criou um software interno e um ERP próprio que traduzem o projeto técnico para algo que qualquer pessoa na obra entende, do engenheiro ao ajudante. Segundo ele, a economia de tempo em projeto passou de 80%, número que ele diz ter medido. A régua não é impressionar, é fazer funcionar na ponta.🤖 A euforia perigosa da IA: A sensação de poder que a IA dá no começo, quando parece que dá para virar milionário criando aplicativo atrás de aplicativo, e a queda para o pé no chão de quem percebeu que ferramenta nenhuma salva tudo.💾 A vez que a IA apagou o banco inteiro: A história, contada com bom humor, de quando um comando dado cansado às onze da noite dropou todas as tabelas de um projeto, e o aprendizado sobre confiar demais na automação rodando sozinha.🧠 IA, dopamina e TDAH: O Will abre o jogo sobre o ciclo de dopamina de completar tarefas rápido demais com IA, a relação com o TDAH, o esporte e a banheira de gelo como reguladores, e por que ele encara a própria neurodivergência como benção, não como doença.⚖️ Menos clientes e melhores: Por que o Will escolheu um time compacto e poucos clientes bons no lugar de virar fabriqueta de site, a roda da miséria contra a roda da fortuna e a coragem de demitir um cliente que drena energia.👷 Liderança que pega na enxada: A ideia de que a IA, ao automatizar o trabalho robótico, libera tempo para o que importa: estar perto da equipe, criar vínculo e entender a dor de quem está na ponta.Sobre o Na ColmeiaO Na Colmeia é o podcast da HiveAgent, empresa especializada em IA e automação para empresas. Aqui, Fred Beneti e Gabriel Brasil trazem conversas diretas sobre tecnologia, empreendedorismo e o impacto real da inteligência artificial nos negócios, sem guru e sem papo de prateleira.📌 Se você conhece alguém com uma história interessante no campo de IA, produto ou automação, ou de uma profissão tradicional aprendendo a conviver com IA, como a construção civil, deixa nos comentários. A gente quer ouvir.Para saber dos serviços da Hive, visite: https://www.hiveagent.com.brOferecimento🔶 EpicFlow: Se sua empresa tem vários números de WhatsApp e a comunicação com o cliente virou bagunça, o EpicFlow resolve isso com um único número, usando a API oficial da Meta. Sem bloqueio, sem dor de cabeça. Conheça mais em https://epicflow.com.br/🔶 Aizen CRM: CRM focado em IA, feito para times comerciais que ainda não adotaram nenhum CRM ou que sofrem com ferramentas difíceis de implantar. É o seu primeiro CRM, arroz com feijão bem feito, com suporte real para a adoção. Conheça mais em https://aizencrm.com.br/
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Sejam bem-vindos a mais um episódio do Na Colmeia. Meu nome é Fred Benetti, tô aqui com meu parceiro Gabriel Brasil. Boa noite, Gabriel.
Muito boa noite.
Só isso?
Boa noite, galera!
É nosso 18º episódio. Acho que antes aqui, Gabriel, tem recadinhos aí?
Recadinhos, galera, falar do Epic Flow. É, se você tem uma comunicação derrotada na sua empresa, que cada comercial fica com o número do WhatsApp, aquela confusão que cliente não sabe quem chama porque tem 300 números dentro da empresa, você precisa organizar isso o mais rápido possível. Então o Webflow cuida disso para você usando API oficial, e você acaba com confusão, centraliza toda a comunicação da empresa em um software, tá bom?
Junto com Webflow a gente também vai falar do Wise, que também é parceiro ali do Webflow. Eles funcionam integrados, que é um CRM A gente brinca que é o seu primeiro CRM, nada daquele canhão para matar mosquito. Ele ajuda de toda, ele tem toda a integração, né, do que você consegue gerar uma conversa no WhatsApp lá e já integrar com o Aizen, e dali tocar o seu, a sua área comercial e integrar, deixar tudo montadinho com suas atividades, deixar sua equipe comercial equilibrada, tá? Esses recadinhos, show de bola.
Além disso, né, se você quiser fazer parte também desse rol de patrocinadores junto com o Epic e com a Aizen. Tem um QR code aqui na tela, entre em contato com a gente. A gente tá crescendo a cada episódio, então tamo aí para bater 5 mil inscritos. Inclusive, se você tiver assistindo a gente aqui, não for inscrito ainda, se inscreve. Toda semana, toda semana não, né, duas vezes por semana a gente traz convidados aqui que estão na linha de frente, no campo de batalha, que seja como for.
Que é que você queira falar, que tá aplicando IA no dia a dia, tá aprendendo, tá errando, e vai compartilhar aqui com a gente, que é o caso do nosso convidado hoje também, tá? Aí, último aviso, a gente tá com o primeiro lote da nossa imersão aberto, imersão de cloud. Então, em setembro, ou setembro, em setembro, um dia inteiro comigo, Gabriel, onde a gente vai ensinar tudo que a gente sabe, basicamente, que a gente entrega nos workshops em company.
A gente vai entregar essa imersão. E o chato, né, que não dá para a gente montar e inventar antes, né, porque todo dia tem atualização do cloud. Então não tem nem como a gente falar que já tá pronto, né, porque todo dia tá lançando coisa, todo dia tem modelo novo, todo dia é cloud design, cloud coworking, e a gente vai acompanhando e a gente acha que hoje é uma das ferramentas, acho que, para pegar uma ampla área aí. Recados dados, vou apresentar aqui o nosso convidado.
Hoje a gente tá aqui com meu amigo William Magna, carinhosamente como Uhuu. Muito obrigado por ter vindo, cara, pelo seu tempo. Segunda vez aí, que a primeira acabou não dando certo, né, mas dessa vez deu tudo certo, cara. Mas eu acho assim, ninguém melhor do que você mesmo para você se apresentar, né? Então se você puder falar para a gente um pouquinho de quem é o Uhuu.
Perfeito. Boa noite, pessoal. Primeiro, obrigado aí, cara, pelo convite. Um prazer estar aqui, ver isso aqui se materializar. O cenário tá fantástico, né? Até falei para vocês, é muito legal o trabalho de vocês. E bom, meu nome é William Magna. Hoje eu tenho uma empresa de automação residencial. Eu sempre trabalhei na parte de construção civil, já tive projetos fora aí com agro, com parte de tecnologia desenvolvendo hardware. Já tive até franquia de alimentos, então a gente teve uma franquia com 40 lojas aí ao redor do Brasil.
Então já transitei por vários meios, vários, como chama, segmentos, obrigado, vários segmentos. E hoje já faz um bom tempo que eu tô na construção civil, que é da onde eu vim. A construção civil ela sempre esteve comigo, né? E teve uma coisa que sempre me incomodou muito, é que por ter vivido tudo isso, eu achava que a construção civil é muito básica. Aí foi aí que entrou, né, a tecnologia, tudo isso que eu tinha vivido da parte do Aro, que a gente desenvolveu uma estação solar com controle para irrigação.
E aí hoje eu consegui juntar tudo isso na Neurolar, que é minha empresa de automação, que faz a automação residencial com uma pegada voltada para saúde, performance, que é a minha paixão pessoal, né? Esporte, isso eu gosto bastante. Então é isso, um resumo é esse, o resumo é esse, o resumo bem resumido.
A gente vai destrinchando isso ao longo do episódio.
E para a gente cumprir protocolo, vamos começar para você contar para a gente como é que você começou com IA, como é que tá sendo a trajetória com automação, como é que você usa hoje, que que sua empresa usa. Você falou que é construção civil, dá para encaixar no no dia a dia?
Com certeza. Então comecei, comecei com a IA, o Jean tá fazendo uma mentoria de marketing. Então também sempre fui muito apaixonado por essa parte de marketing, produto digital. E até, bom, a gente se conheceu, né, a gente se conheceu num mastermind de marketing digital, aí acabou que foi uma mentoria. Nessa mentoria o Jean, braço Jean, do Jean Vazacas, ele apresentou para gente a parte do como usar IA para produção de conteúdo.
Aí começou, faz negócio aqui no ChatGPT, aquela, aquele uso padrão, né, o feijão com arroz, né. Exatamente. Aí um dia ele chamou a gente para ter uma aula do Visual Code com Cloud Code. Bom, aí meus treinos foram no saco, acabou 5 meses enfurnado. Depois isso daqui é diferente de tudo. E aí começou projeto, projeto, e foi, acho que esses últimos foram 6 meses, já 6 meses em janeiro, é mais pesado assim. Eu venho trabalhando desde o ano passado, mas com ChatGPT muito tímido.
E aí De janeiro até começo de julho, tudo assim uma imersão, fiquei modo caverna 100%, tanto que pega meus treinos assim, vinha tudo bonitinho, de repente o Strava falou, uai, o que que tá acontecendo, né, cara? Zero, zero, fiquei totalmente imerso nisso. Sem parar. E foi uma experiência muito interessante, porque assim, cara, no começo você cria um monte de coisa que não serve para porra nenhuma, porque você vai tendo ideia. Nossa, eu vou ficar, nossa, vou virar o gênio de tudo agora.
Aí você começa a fazer a coisa. E a inteligência artificial, ela tem um negócio, cara, que é muito perigoso, porque ela te dá uma sensação de poder Cara, é totalmente irreal, porque você começa a fazer, aí você, nossa, eu quero montar uma landing page, sai a landing page, meu Deus do céu, coisa mais linda do mundo, né? Que você tivesse que pagar alguém, você fala, não, é disso daqui para eu criar meu sistema operacional, uma semaninha isso daqui vai ficar pronto.
Só que não é bem assim, né? Aí você começa, você vai entrando no negócio, pô, pera aí, não Não é tão simples assim, eu preciso estruturar. E acho que um pouco da emoção inicial foi que, cara, você até esquece um pouco dos princípios que eu falo, são leis básicas da vida, né? Não tem nada que vai chegar e vai simplesmente salvar tudo que você quer fazer, não. Tudo são ferramentas. E sair desse estágio da euforia até chegar num lugar sólido, pô, não, agora eu entendi, né?
É pé no chão, que funciona aqui, o negócio funciona lá na ponta, tem funcionário usando, é diferente. Aí, fantástico, é uma ferramenta que não tem nem o que falar, realmente é o que vai vir por aí. Mas eu acho que não é tudo o que se perguntar para o William de janeiro, mas pô, não, julho eu vou estar milionário, um monte de aplicativo, E não é bem assim, só que se você aprende a usar muito bem, você faz coisas. Tava numa reunião hoje de tarde falando com o cara, eu até fiz um stories que eu coloquei que eu economizei mais da metade do tempo de projetos.
Aqui na verdade foi mais de 80%, eu tenho números, porque é impressionante. Hoje a gente faz sempre foi feito projeto da construção civil no AutoCAD. O AutoCAD, ou qualquer outro software automático, maldito, né?
AutoCAD é um maldito.
Só que assim, eles são feitos de acordo com as normas técnicas. Falava, chega numa obra com papel, tipo, norma técnica, o eletricista vai pegar e falar assim, ah, entendi. Não, pode deixar, patrão. Cara, você vai voltar, ele não fez nada, ele não entendeu porra nenhuma. Porque a norma técnica, o cara, pô, você tem uma formação, beleza, você olha, você entende. Só que na obra, lá no dia a dia, cara, não é assim que funciona. Às vezes, pô, levou um ajudante, o ajudante às vezes o cara tá começando ali, ele— então você precisa ter um cabo de tanto, o cabo amarelo, o cabo vermelho.
Pô, abriu coisa, não quero. Vamos fazer um AutoCAD. Ah, beleza. Ela começou lá, faz o, fez a primeira, o sketch, deu um monte de BO. Aí você vai fazendo, vai fazendo, aí você vai otimizando até um ponto, cara, que hoje pega uma foto do projeto, joga lá, puxa um risco aqui, aqui vai uma caixa de som, já tá integrado com o nosso ERP, também tá 100% criado por nós. Aí você puxa, que você vai puxando a setinha, ele vai colocando um cabo de som, totalmente, tipo assim, não tem como errar.
Ah, então vocês criaram uma solução que imita o AutoCAD para você estimar as coisas, deixar mais claro para pessoa, para ela não ver aquela, aquela planta que sai do AutoCAD, é isso?
Eu ia falar putaria em vez de planta, mãe. Foi tipo um tradutor, porque aquilo é uma putaria realmente. Você entregar para um cara hoje É maluquice, cara. Não sei se você já viu.
AutoCAD eu tive na faculdade, né? Aí eu só lembro do professor que era o Trim Trim Offset, que acho que resolvia tudo com isso. Eu só lembro disso na aula assim, sabe? Que a gente tinha que fazer as peças, tá ligado?
Ah, se dimensionar isométrico, né?
É porque aí, pô, você faz, aí sei lá, você faz um cilindro para, aí você dá o substrato, sei lá o que que era, e fica, nossa, mano, é um inferno isso aí.
Esse, cara, é totalmente assim AutoCAD for Dummies, que é um negócio que você— aqui vai uma caixa de som. Da caixa de som, a hora que você clica nela, não dá para você clicar com um cabo elétrico, só com o cabo de som. Aí você arrasta, mostra um cabo daqui até aqui, não tem. E é isso, só vai clicando, ele já vai aparecendo embaixo de cada segmento. Ó, daqui para cá vão 2 cabos, daqui para cá vai um, daqui para cá A ligação série paralelo, cara, série paralelo serve para quem entende do negócio.
Você coloca na mão do cara que vai fazer a passagem do cabo, pode ser que até o eletricista entenda, mas ele levou de novo o ajudante. O cara ajudante não vai entender, aí ele vai olhar, vai fazer cagada se não tiver muito, muito claro. E aí, mesmo que o eletricista lá, o mestre, seja para— vai ter que refazer o trabalho, e às vezes não é tão simples. Então o negócio, cara, que você vê, é uma ferramenta que nos poupou Muito tempo, muito tempo. Então esse tipo de coisa, aplicação disso, cara, não tem assim nem o que.
Então é um software interno que vocês fizeram para resolver um problema de processo de vocês, para facilitar ali. Igual você falou, 80% é muita coisa, cara, é muita coisa. Ao invés da gente ficar perdendo tempo, entende agora.
Porque antes tinha que colocar debaixo de cada linha, aqui vai um cabo, aqui vai outro, aí puxa a setinha, aí não fica igual. Você perdia mais tempo fazendo, tornando o projeto legível na obra do que efetivamente pensando tecnicamente.
Mas você ainda precisa fazer a norma técnica porque tem projeto que precisa ser aprovado e tal. Aí disso, sei lá, você tira uma foto, isso vai para esse software seu, depois vocês vão arrastando as coisas.
O que que acontece hoje? Você já tem, por exemplo, Revit, ele já faz isso com as normas técnicas, tá? Então isso já existe, fantástico, funciona, manda, fica como documentação para obra. Agora, para você mandar para obra, e cara, obra, o negócio, você faz o projeto, esquece, a obra tem dois projetos, projeto inicial e o projeto final. Não tem jeito, né, de ter um negócio, porque, cara, você tem que fazer um projeto aqui no final.
Se você fez um projeto da sua obra e terminou com o mesmo, pode ter certeza, tem coisa errada, tem coisa que não tá. Porque durante a obra as coisas, e não tem como, ah, mas incompetência, não, não é incompetência da galera, é que obra, cara, é um negócio que às vezes, puta, não deu. Projeto, papel aceita tudo. E por mais cálculo, é muita equipe envolvida, é muita gente envolvida. Numa obra. Então às vezes uma coisa passa despercebido.
Por isso a pessoa que tá executando, que tá fazendo, o cara tem que ter uma consciência para fazer essas, né, esses ajustes. E eu falo que não só em projeto de construção, qualquer projeto que a gente vai fazer acontece esses ajustes no meio do caminho. Cara, se você pegar, fazer meu projeto para correr 5 km, você vai ter uma coisa na cabeça, não vai terminar, vai ser totalmente diferente. Que é isso, tem a lesão, tem isso, tem aquilo.
Com todo projeto, é uma lei de projeto, vai ter alteração no meio do caminho. E você lidar com essas alterações num software que seja flexível é muito mais fácil. Então, ao invés de ter que perder um puta de um tempo alterando ali, porque você apaga uma linha na AutoCAD, tem que apagar tudo, cara, uma dificuldade. O nosso ERP, ele já é programado de acordo com o que nós usamos. Pode ser que uma outra empresa use de outra forma.
Isso que eu acho mais fantástico da IA, porque cada um, cara, tem um jeito de trabalhar e não tem jeito certo e errado. Se funciona, tá tudo certo.
É o que funciona para sua empresa, né?
Exatamente.
Então, eu tô falando de obra, de obra. Você já viu? Você acompanha o negócio da obra do Primo Rico lá? Você viu algum vídeo daquilo?
Vi algumas coisas.
É um negócio absurdo aqui, o negócio, cara. Os cara, aí ele errou aqui essa placa que custa R$400 mil. Não, tem que comprar outra. Eles jogam o negócio fora de R$400 mil e compra outra. Aí fala, cara, imagina o que parece para mim, é o que você tá falando, né? Que entregaram o projeto para os caras, eles não entenderam bosta nenhuma e estão contratando outra aqui para refazer. Só que é muita grana, muita grana que vai para o lixo quando o cara não entende a obra ou quando ele faz uma aplicação errada, né?
Um negocinho errado vira uma obra dessa dos cara que é gigantesca. E eu tava vendo assim, cara, imagina quando erra na casa da gente que a gente não tem um bilhão de reais para arrumar.
Você senta e chora e aceita. Aí parede ficou torta.
Ficou lindo, minha mãe.
Mas é todo custo em obra, cara. Que obra não tem R$500, cara? Obra deu cagada é 5 pau para cima.
Não, mas, cara, ó, aqui no podcast, tá, para sala que você tá vendo, a gente fez uma estimativa, a gente errou muito. Primeiro assim, a gente não tem experiência fazer orçamento de obra, não foi falar uma mini obrinha, vai, que a gente fez aqui. Mas quando você soma as coisinhas pequenas, tipo tomada elétrica e tal, e coloca isso no papel, para quem não tem experiência, né, de executar esse tipo de coisa, cara, ficou 3 vezes o tamanho que a gente pensou.
É porque a gente orçou as coisas caras, cadeira, o microfone, câmera, isso a gente orçou.
Falou não, isso aí, cara, isso foi um terço das coisas que a gente achou que era caro, foi um terço da da obra.
A gente fala que casa é assim, ó, quando você tá nos primeiros 3 meses, você olha para casa e fala assim, nossa, eu consigo com o dinheiro que eu tenho construir umas 5 dessa casa. A hora que você começa a chegar no final, você fala assim, eu não devia ter construído nem essa. Porque, cara, vai avançando no negócio, porque levantar a casa, por exemplo, é muito barato. Você levantar a casa, a parte cinza, né, que a gente chama disso, cara, você vê a casa subindo assim, nossa, Vai evoluir esse negócio, mês que vem eu mudo.
Aí começa a chegar no acabamento. E olha que interessante, cara, como tudo funciona assim. A parte do software, né, que a gente começou a conseguir, a gente tá falando do negócio da IA, constrói tudo rápido, cara. Você começa a construir a base do sistema ali, coloca uma página XYZ, o negócio vai, vai, vai, vai, vai. Aí você entra na parte do acabamento. Tem dia que você passa um dia inteiro em uma página, acertando as funções da página, acertando não sei lá o quê, acertando o maldito do front-end, que, cara, então são coisas, você vê que o que eu acho legal é que, cara, tudo funciona mais ou menos, consegue fazer o mesmo paralelo.
Então o projeto, e aí logo você já fica preparado para tudo, né? Por exemplo, além da parte de automação, eu tenho um marketplace de esporte. Que é a Sprive. E a gente, cara, fiz lá tudo, né? O primeiro, tipo, uma galera se cadastrou e tal. Aí um dia eu tava voltando, cara, de não sei, tava voltando tarde. Nossa, quero terminar aquele negócio na Sprive, não sei lá o quê, papai. Cheguei em casa cansado, 9 horas da noite, já nas últimas, cara, cansado.
Não, deixa eu terminar isso aqui. Não deu um comando. Padroar todas as tabelas. Nossa, cara, nossa! Aí você fala, puta que pariu! Mas aí você respira e fala, tá, beleza. Aí no dia seguinte eu fiz um email brincando com tipo uma charge que o estagiário tinha pagado tudo e tal. Mandei para galera, ó, quem a gente vai pegar uma grana de estagiário agora e nós vamos aplicar em anúncio para quem se recadastrar. Então assim, são coisas que acontecem, que aquele negócio que você tava falando, né, antes de dar certo, cara, você começa um projeto, vai dar errado, aí depois ele dá certo.
Então você tem que pegar isso daí e, cara, obra, mesma coisa, toda obra o cliente tem BO. E isso é muito interessante porque tem um padrão, sempre acontece uma vida, uma coisa na vida do cliente. Ah, puta, cara, você já até sabe que vai acontecer. Ah, puta, aconteceu isso. Então tudo que você pega, tudo que você se dispõe a fazer, vai acontecer alguma coisa.
Você tem que usar ali o jogo de cintura, na cintura, e no final dá certo. A gente tem um exemplo recente, né, no app que a gente faz quando o cliente não tem as coisas no Facebook, conta verificada, não sei o quê tal. A gente faz isso para ele, implantação, né. E, cara, nunca deu problema implantação com nenhum cliente. Chegou um cara umas duas semanas, duas semanas, dava restrição na conta dele, cara. Tipo, a gente entra, restrição, entendeu?
Aí a gente ia ver lá alguma coisa de automação, cara. Você fez alguma automação? Não, não fiz. Mas, cara, sua conta da SBO, né? Tipo, o cara ia e perdeu dois portfólios. Porque tava, tomou restrição máxima lá do Facebook. E cara, a gente não consegue entender o porquê, só a conta dele fez isso. Hoje a gente fez uma implantação num outro cliente, foi liso, entendeu?
É que o app que tem, não é porque nem a Meta tem umas pegadinhas, hein, que ela te desafia o tempo todo. Primeiro dela, daí ela fala erro, é isso que ela te dá. Se vira aí. Você não pode falar com suporte, você não pode porra nenhuma, você se vira. Então nesse caso a gente resolveu depois de outra forma para esse cara, mas tem muito problema. Imagina que você tá com WhatsApp rodando na empresa direto lá, bombando no seu WhatsApp, mas você precisa tirar do não oficial e passar para o oficial, no caso Meta com Epic ali e tal.
Aí a gente sempre alerta, né? O primeiro é, cara, você vai migrar esse número Porque tipo, você pode colocar o número no API oficial e ela, sei lá, dá algum BO, igual aconteceu, ou ficar algumas horas inativa até a Meta te ativar, né, cara? Tudo que podia dar errado do cara com a Meta deu, mas assim, não foi o checklist completo, tudo que podia dar errado. E uns 2 dias assim de sufoco até a gente conseguir, tipo, o que a gente já tá fazendo já tava totalmente fora da implantação que a gente cobra e tal.
Mas foi bom para a gente, como para entender, sabe, o desafio que algumas pessoas podem enfrentar. E tomara que nenhum enfrente mais.
Não, mas é bom para discurso de venda, né? Tipo, a gente já, agora que deu esse B.O. desse jeito, né, a gente já sabe na próxima implantação ter esses avisos, né? Ó, pode acontecer isso que já aconteceu, sua conta é nova, não é, você já rodou alguma coisa de automação aí ou não? Porque não tem como a gente saber o histórico da conta, entendeu?
É isso, cara, é uma coisa que eu tava até falando com um cliente na semana, mês passado, que ele tinha uma previsão de custo para fazer a passagem dos cabos elétricos na casa. O nosso orçamento tava mais do que o dobro. Eu olhei o orçamento do cara, falei, me desculpa, esse cara ou ele tá, ou ele é uma ONG, ele não vai terminar esse serviço para você, não tem condição dele terminar por esse valor. E isso vem muito, cara, da experiência.
Não tem jeito. Você olha para um negócio, você sabe que é isso que você tá falando. Quem, só quem passou sabe quais são os caminhos, né, como fazer resolver esse tipo de intercorrência que acontece em toda implementação. Então muito, eu acredito, do que a gente fala quando em serviço, né, de projetos, etc., vem da economia de tempo, porque todo mundo coloca na ponta do lápis quanto vai gastar para fazer, mas ninguém coloca na ponta do lápis quanto tá deixando de ganhar ou gastando enquanto ainda não está pronto.
E, cara, essa conta invisível aqui vai muito dinheiro. É melhor você contratar alguém competente para terminar rápido e identificar quais são os gargalos, quais são os pontos ali, e já resolver para você tem entrega mais rápido do que você contratar alguém inexperiente que às vezes vai passar. Exatamente.
A gente fala muito disso, né, que tem cliente que gosta de pagar duas vezes, né, que ele paga primeiro mais barato tentando economizar e depois ele paga o dobro. Já teve mais de um cliente que voltou, né, para a gente resolver.
É porque é muito desafiador. Primeiro, sempre falo, né, barreira de entrada do cara entender, cara, é assim, ó, Muitas vezes a gente vai para uma reunião comercial já sabendo que esse cara pode ter sido enganado alguma vez. Então sobra para a gente o papel de convencer o cara: a gente não tá te enganando, o que a gente tá te falando é o certo a se fazer, é o pé no chão. E aí o cara quer promessa, promessa a gente não faz. A gente decidiu isso como premissa da raiva.
E, cara, não vou vender nenhuma facilidade para o cara. Se for fácil, beleza, ok. Mas a gente sempre tenta colocar o pé do cara no chão. Você descobriu aí, né? A gente acha que é mágica no começo, depois você cai na real que não é bem assim. Hoje muito cliente vem com argumento de: você vai cobrar esse preço com IA que você tá fazendo? Obrigado. Tem isso agora também que a gente tem que escutar. Então ele acha que, ele acha que a IA ocupou todos os espaços da empresa e não existe mais funcionário, tudo se faz com IA hoje.
Então normalmente quando a gente tá muito sem paciência, fala: faz você. Então por que você tá me ligando, porra?
É isso.
É, e de fato assim, é isso que você falou, né? Aí ela é uma ferramenta ótima, mas cara, você ainda tem que pegar ela, né, e apertar o parafuso. Não tem como: solta aí a IA e ela vai fazer tudo automaticamente, porque não tem Já tentei inclusive isso e já não funciona. E por mais que você estude ali, ah não, vou fazer um cérebro que ela aprende automático. E outra coisa que eu acho que é muito perigoso, você começa a usar, às vezes ela tem um índice de acerto, né?
Você, nossa, de 10 mensagens você manda assim, 9 ela faz, cara, agora ela tá rodando sozinha. De repente você manda um que ela caga tudo que ela fez.
Tem um lance que a gente vai confiando mais, sentido, ah, beleza, você lê aqui, não, faz aí, continua. Aí ela te dá o próximo passo, você dá aquela ali, de novo, né, vai, continua. No terceiro você já tá confiando nela para cacete e fala, cara, só vai até o fim aí. É onde dá cagada. Inclusive tem um negócio, serve como dica, comecei a usar uma skill, acho que eu comecei a usar tarde demais, que é uma que chama Gwiumi. E o que que é o negócio?
Eu quero construir uma feature, e aí eu uso essa skill que ela começa a me perguntar. Porque assim, eu fico borbulhando de ideia, falando de coisas para época, a gente fica borbulhando querendo melhorar o produto para o cliente. Então eu explico a feature, explico onde eu quero aplicar e uso essa skill, e ela começa a me fazer perguntas e mais perguntas. Eu queria ter um amigo desse na vida. Que fica me perguntando, cara, essa decisão que você vai tomar, você já pensou nisso, nisso, nisso?
Já pensou que pode não ser desse jeito? Como é que você quer usar isso? Como é que você acha que o cliente vai entender isso da forma que você pensou? Pô, se alguém tivesse um cara desse o tempo todo na vida assim do seu lado fazendo pergunta certa, a gente não errava, ou deixava de ser, deixava de fazer cagada assim. E ela faz isso, aplica no cloud code, você consegue guiando, ela vai te guiando assim, perguntando, perguntando.
Muitas vezes dá sentido. Isso que eu quis criar, eu falei, não, acho que não vale a pena, tá, cara? Porque te faz tanta pergunta certa, tal, tal, bem da hora. Fica como dica para quem não tiver usando ainda. É mais chato que você tem um processo, cara, às vezes ela vai te colocar 30 perguntas. É, até ela chega um momento, já teve uma vez que eu usei que ela chegou no 40 e tantas perguntas, eu Cara, vai, não conseguiu dessa vez, só faz aí.
Ela conseguiu estruturar melhor a ideia e a gente vai respondendo para ela, vai armazenando para gerar o prompt final para a gente construir, né?
Ela consegue chegar nos limites ali, né?
E é muito interessante quando a ideia tá certa, você tá no caminho certo da ideia, você parece que convence ela também que aí dá 6, 7 perguntas. Aí não, beleza, já tem um resumo aqui. Maneiro, segue em frente, sabe?
Animal. Não tem tanto curo, né?
Não tem. Aí isso é legal, é porque é justamente isso, essa facilidade, né, de criar.
Aí você quer criar tudo, mas às vezes nem tudo, às vezes não precisa, cara. É porque é tão fácil criar que você quer criar tudo. É isso. Então quando às vezes falta essa skill para te fazer pergunta, para ver se você tá, se é isso mesmo que você quer, saca? E tenha algo que sai da cabeça da gente que a gente acha que vai ser uma puta ideia E mais tem um lado do cliente, como é que ele vai absorver aquela ideia, se ele vai comprar ela também, né?
A gente tava falando disso, né, no app que a gente construiu duas features num dia, soltou no outro dia. Aí a gente acordou, sei lá, 2 dias depois a gente acordou, foi olhar lá como é que tava o movimento dessa feature. A galera usando as features já sozinha, acharam, encontraram a feature, começaram a usar. Que maneiro, né? A galera entendeu rápido o processo.
Mas aí eu tenho uma reflexão, pensei agora, isso que vocês falaram de é fácil fazer e quer fazer tudo, né? Eu acho que por eu ter a carreira de dev, né, por muito tempo eu fui treinado, acostumado a falar muito não, porque fazer feature era caro. Então toda hora eu tinha que colocar na balança o que que o time ia fazer ou não. E aí eu não tenho esse rolê que vocês têm, eu acho, de construir feature. É tipo assim, eu acho que meu cérebro foi tão treinado a—
tá machucado?
Não, não é machucado, pode ser tipo para quê, por quê, sabe? Tipo fazer essas perguntas que não é tudo que eu tenho vontade de fazer.
Entendeu?
Porque acho que foi falar memória muscular, sei lá qual que é o termo, do tipo assim, de falar tanto não e escolher o que a gente achava que seria a melhor feature para lançar, que aquilo teria mais retorno, que não sei o quê, que as bobagens, mas aqui a gente não foi convencido que seria melhor, ficava de lado e nunca foi priorizado tal, e hoje você não precisa mais tomar essa decisão. Mas eu acho que o esforço mental que a gente teve que ter calejado assim, acho que não é fácil quebrar assim, sabe?
O que eu penso hoje é assim, ó, o app passou por um período de reconstrução. Teve uma primeira versão do app que entrou cliente, mas ele me incomodava profundamente assim. A qualidade dele tava me incomodando, o visual tava me incomodando e tal, até que a gente começou uma reconstrução. A gente refez tudo e os clientes se manteram ativos, mantiveram ativos na V1. Depois a gente saiu migrando todo mundo para V2 e foi uma migração de sistema mesmo, de um para o outro.
Teve que migrar banco, migrar imagem.
Imagina você pegar empresa lá que tinha, sei lá, 300 conversas por dia. Migrar isso para, pô, puta responsabilidade e tal. Mas enfim, passando por esse processo, depois que a gente encontrou, tá, o produto é esse, o que eu penso hoje na construção de feature é qual que é o risco que ele pode causar para o que tá funcionando. Performance, né, que eu sempre fico pensando, e às vezes a gente tem várias conversas sobre isso. Cara, eu quero aplicar essa feature por causa disso, vai afetar, você acha, performance?
Ah não, a gente tem, tá ok, dá para fazer. E aí hoje eu penso muito no Quanto tempo que eu vou levar para fazer essa feature e quanto que ela vai resolver para o meu cliente? Tem feature que a gente matou em 2, 3 horas, tá funcionando direitinho, homologação, colocamos testes e tal, soltamos no dia seguinte e tá lá a galera usando. Pode ser que uma hora, quer dizer, pode ser não, uma hora a gente vai errar de achar que é uma puta ideia e não é uma puta ideia.
Mas eu acho que depois você tem um produto pronto rodando, você tomar essa decisão de construir ou não a feature é mais fácil do que Como eu já fiz em outros produtos, tá? Que antes do produto tá pronto, tô construindo feature para ele, novas features, né? E com IA eu passei por esse processo também. A gente desenhou um sistema até aqui, mas nem acabou de desenvolver, você já tá querendo que ele esticar ele, sabe?
Então não colocou nem à prova ao mundo, né?
E aí já tá construindo coisas, tá?
É tão fácil, né? Só mais 2 horinhas, de 2 em 2 horinhas passou um mês e E nem viu, você nem validou o produto ainda.
Aí tem um outro ponto que me pega muito também, é um livro que em inglês é Good to Great, eu não sei qual que é a tradução em português, acho que é Empresas Feitas para Vencer, uma parada assim. E aí tem um conceito do que o cara fala, o Jim Collins, né, ele fala do conceito porco-espinho da empresa.
Então, e ele compara com, acho que compara com o pato, né.
Então o pato não faz nada direito, o pato boa, o pato nada, o pato corre, mas sai tudo meia-boca.
Olha lá, meus amigos triatletas, ó, que a gente não faz nada direito.
E o porco-espinho, ele se defende muito bem, né? Ele vira bolinha lá e é isso. Então o que ele fala é o seguinte: a empresa, as empresas que foram feitas para vencer, são empresas que têm esse conceito porco-espinho. Então elas, o core delas fazem muito bem. Tanto que isso eu falo em consultoria, né? Às vezes a empresa quer, sei lá, ela quer começar a desenvolver um ERP do nada. Pô, mas você é uma empresa de educação, para que que você quer fazer um ERP?
Contrata um ERP aí, não tem time para fazer, né? Tá, isso antes da IA, tá? Hoje com IA faz quem quer, né? Não sou mais, mas tem essa parada. E aí esse monte de feature, né, às vezes a gente fala assim, pô, isso aí é o core do sistema? Às vezes é uma puta feature legal, né, mas é o core do sistema, né? As pessoas estão vindo por causa disso, né? E vira e mexe a gente tem essas discussões de feature por causa disso, né? Porque eu acho que eu ainda tenho esses dois, vou falar bloqueios, mas é coisa que é muito tempo, né? E mudar comportamento é difícil, né?
Com certeza. E tem com esse negócio agora da Insider, né, tô vendo muito muita marca de suplemento. E algumas coisas me chamaram muita atenção em algumas marcas famosas, que você entra, a marca ela vende um produto, cara, você entra na página, é uma landing page que vende um suplemento. Eu achei isso de uma genialidade, porque você entra ali e você sabe exatamente É tão simples a proposta que você bate o olho uma vez, fica gravado na sua cabeça.
E por que que eu tô dizendo isso? Porque às vezes quando a gente criar features internamente, várias coisas para ajudar, que você vai ter, por exemplo, funcionário ele vai ter que fazer, vai auxiliar, ele tem predisposição para aprender porque aquilo vai deixar o trabalho mais eficiente, etc., ok. Quando coloca muita feature às vezes para cliente, feature diferente, que muitas vezes não ajuda, mas, ah não, é só para ter. Aí o negócio começa a ficar tão complexo, o cara vai olhar e fala assim, nossa, mas não tô entendendo para que que serve isso daqui.
Fica confuso, você acaba perdendo, vendo, perdendo o cliente, porque a sua proposta de valor ela deixa de ser uma coisa óbvia. Como por exemplo, claro que não dá para fazer, né, no caso suplemento dá para fazer uma coisa que seja um só, mas me serviu de inspiração. Tanto que agora a gente lançou a versão 2 da Sprive. Eu enxuguei porque tinha um monte de coisa interessante que as pessoas até usam, coisa para prova, anunciar. Pera aí, qual que é exatamente?
Qual que é o core da Sprive? Então deixa eu voltar para isso daqui depois, a hora que a coisa tiver evoluindo, todo mundo entender a A base, a base é a proposta principal, feijão com arroz delicioso, né? Exatamente.
Aí você sabe que dois exemplos para isso, tem um negócio que chama paralisia por análise, né, que é quando você dá opção demais para o cara, o cara não escolhe nada e não faz porra nenhuma. Então o que acontece, cardápio de restaurante, Netflix, é Netflix, a gente passa mais tempo na, no, acho que eu vi uma esquete, acho que é uma esquete do Porta dos Fundos, é só assistir Netflix, que você faz, fica passando lá. Mas tem o exemplo que eu gosto Eu gosto do restaurante porque eu sou gordo, então eu gosto de falar de comida, né?
Você vai no cardápio, pega um cardápio de restaurante, tem um cara, odeio quando tem 1 milhão de coisas. Esse cara não faz porra nenhuma direito, tipo, saca? Sensacional que você falou, né, do pato. E é muito bom quando você vai no restaurante que tem 6, 7 escolhas de prato. O chefe tá ali para fazer 6, 7 pratos assim perfeitos assim. Então é muito da hora, eu me sinto mais seguro na escolha. Cara, minha esposa não consegue escolher.
Ela tem esse problema de paralisia. Se eu quero dar um presente, se eu não quero dar um presente para Lu, não quero, eu dou opção para ela. Ó, eu tenho uma bota, um sapato, um celular e um carro. Pode ser isso. Ela vai falar todos. Não, ela não consegue, ela trava, ela não consegue escolher. Ela quer todos e ela não consegue escolher. Então ela fala: não quero nenhum. Eu tenho 21 anos de casado. Em 21 anos ela nunca escolheu o que ela quer almoçar.
Ela tem essa dificuldade, então eu tenho que muita calma procurando, sabe, ajudando ela na escolha.
Aí só um parênteses, tá? Você me indicou uma lanchonete aqui em cima, eu fui lá, que tem aqui no posto, né? Fala o nome do cara, porque quem for de Americana, é de Burger. O que que eu achei?
Patrocinador da gente agora.
O que que eu achei genial dele ali, tá? Ele tem acho que 4 ou 5 lanches, que é o carro-chefe deles, e ele tem a parada monte o seu lanche.
É isso, entendeu?
Eu falei assim para o cara, eu falei, o que que sai mais? É esse daqui. Beleza, eu quero esse aqui, entendeu? Mas assim, eu tinha 4 ou 5 opções, entendeu? Um era blá blá blá, o outro era de hambúrguer, o negócio era de frango, os outros eu não lembro, tal. E o resto era monte o seu, você escolhe uma carne, ia colocando os ingredientes lá, tal. Aí não precisou montar o cardápio, entendeu?
Eu achei muito, muito massa assim, muito massa, porque o qual que sai mais é muito prova social, né? É, cara, isso é muito massa.
E eu gosto quando o cara me indica o que não é o mais caro, que aí ele tá sendo honesto. Porque eu já fui em lugar, cara, indicou mais caro. Pô, indicar o mais caro é fácil, né?
A gente foi num restaurante esse fim de semana e eu não vou falar o nome, que é sacanagem, mas restaurante todo grão fino aqui e tal.
Muito.
Eu tenho muita síndrome de pobre. Então assim, como eu sou muito descolachado, eu tenho dificuldade de alguns comportamentos, sabe, de me manter fino. Eu não sou uma pessoa.
Exato. Nossa, a gente vai dar workshop, ele fica tenso, cara, de se vai sair alguma coisa.
É, cara, eu tenho que segurar para mim palavrão, segurar o jeito de falar e tal. O mineiro já tem um jeito de falar um pouco mais solto, né, assim, com as coisas. Eu acho que o paulista é mais formal. Enfim, então a gente foi no restaurante, aquele cardápio gigantesco, um monte de comida que eu não conhecia. Pedi um lá que eu já tive vontade. Para variar, eu escolhi o prato da esposa, porque dentro do que eu conheço dela. Mas foi o mesmo lance, cara, eu quase que não consegui escolher, saca?
Um exemplo bom disso é o Wizen. Né, porque o Wise é um CRM que a gente criou. Por que que vocês criaram um CRM 2026, né, 2025, né, quando criou? Porque o público que a gente atende, por exemplo, a gente atende muito laboratório, cara, a galera não entende tecnologia.
Então você dá um CRM para ele, tipo, um, fala, ah, tá, o outro lá, o PipeDrive, cara, esquece, trava, porque é tanta coisa, é tanta coisa, o cara não consegue, ele não sabe para onde vai. E fica caro porque o cara precisa usar isso aqui. Às vezes o cara não tem nem processo comercial, entendeu? Você ensina o cara o processo comercial e, né?
Foi por isso que eu montei o ERP da minha empresa, montei por conta disso.
O que tem no mercado é coisa demais, né?
É coisa demais. E na construção civil, cara, vocês têm um negócio que é muito, tem muita especificidade. Começando pelo financeiro, não tem, não existe data de pagamento. É por medição, mas não é bem por medição, é por fase de obra. Não tem CRM que você cadastra, pelo menos eu não, já tentei, procurei muito, você não acha. Aí fica um monte de parcela atrasada lá no sistema, não tá atrasado, né? É, tem um monte de campo que você não usa, um monte de campo fica vazio.
Deixa eu criar o, aí, para sua necessidade. Exatamente, para mim.
Ah, mas um dia se for crescer, daí paga empresa para melhorar o sistema. E assim vai.
Foi muito isso. Então a gente conseguiu, a gente fez um mapeamento do que que é o arroz com feijão bem feito. A gente fez esse processo e colocou na mão das empresas. E ainda assim, cara, hoje os dois produtos, né, o app e o Wise, o app tem uma facilidade de entendimento muito maior, porque a pessoa já tá familiarizada com WhatsApp ali e tem mais recursos dentro do app.
Mas aí o público é o mesmo dos dois?
É o mesmo, basicamente o mesmo. O Wise, as pessoas ainda têm mais dificuldade, mas não é com a ferramenta em si, é com entender o processo comercial, porque muita empresa não tem processo comercial. Imagina que eu jogo um celular na sua mão, WhatsApp, joga na mão dele e distribui WhatsApp na empresa. E como é que você controla a sua venda? Como é que você controla quem que você ligou ontem, para quem que você tem que fazer um follow-up? Galera não tem esse processo, não existe.
Quem você pode ativar, né, que tá em liberdade de retorno.
Chega um momento que o dono da empresa fala assim, galera, ó, agora CRM, que não tá no CRM não existe. A galera fica puta, a galera não quer, ela quer o papel dela, ela quer perder o lead dela. Então tem esse processo de educação, é muito complicado e depende muito da liderança, saca?
Isso é uma coisa, eu dei uma mentoria de processos inclusive, e hoje eu tô de forma completamente diferente. Sempre que entra em contato comigo para mentoria de processos, é o problema. Primeiro, primeiro ponto: CNPJ não tem problema. CNPJ não tem problema. CNPJ não quebra. CNPJ, cara, é uma garrafa d'água, ele é uma coisa. Porque sempre que você pensa, ah, essa empresa tá com problema, não é empresa. Aí você entra, você entende da onde vem o problema, e o problema tá sempre na liderança.
E eu sei, né, também tem empresa para eu reconhecer isso, não é uma coisa tão— acho que uma das maiores viradas no empreendedorismo para mim foi entender que tudo era culpa minha. Ah, mas foi funcionário. Não, culpa minha, porque eu não treinei, porque eu aquilo.
Então sempre que eu entro fazer mentoria numa empresa, menos aqui, viu, Bruno, a culpa sempre é sua.
Então sempre que eu vou fazer mentoria de processo, cara, você vê que ninguém ali tem rotina para nada. Eu gosto muito de trabalhar em relação ao esporte com isso, porque quando você começa a fazer, por exemplo, esporte, vai fazer um negócio chamado hábitos angulares. Então se você começa a ter disciplina na academia, ou sei lá, em qualquer outra coisa, você começa a trazer essa disciplina no trabalho, você começa a anotar tudo no CRM.
Só que é algo pessoal. Não é uma técnica, um software, não, não tem jeito. Algumas coisas, algumas coisas a gente veio aqui na vida para aprender e não tem como você escapar disso. Então a IA ela vai resolver muita coisa, mas ela não vai isentar você de aprender disciplina, de aprender uma série de coisas que a gente veio para aprender. E até inclusive eu usei a Eu uso hoje a IA para ajudar o pessoal a ter disciplina, porque ela que vai mandar mensagem todo dia às 7 horas, o pessoal fazer.
Então, ao invés de às vezes um cara que é gerente ter que cobrar coisas muito básicas, eu coloco a IA aqui para cobrar. Ela cobra, tem a daily ali, o pessoal preenche relatório e tal, envia, consolida, vai ler. Mas voltando à questão da disciplina, né, isso é um negócio, é uma habilidade pessoal que É por exemplo, não tem jeito. Ah, meu chefe não chega aqui todo dia 10:30, hora 11 horas, hora não sei lá o quê, chega sei lá. Todo mundo, primeiro, quem for disciplinado vai sair, quem não for vai continuar a mesma coisa.
Agora, inclusive tava conversando hoje com uma pessoa que quer entrar na mentoria, enfim, vai entrar com a gente aqui na Esprayer. Poxa, mas eu também quero a mentoria. Eu falo, olha, de você estar com a gente na Esprive, automaticamente você vai ter a mentoria gratuitamente, porque é viver o negócio. E não tem mentoria para mim, funciona da seguinte forma: se você entrar numa mentoria esperando que eu vá te conduzir a algum lugar, já nem, nem é.
Isso foi o maior erro, comprando mentorias e vendendo mentorias, achando que eu ia chegar aqui, tá? E aí, o que que eu faço? Cara, mentoria, você paga para alguém para perguntar. Todas as mentorias que mais deram certo para mim foram mentorias onde eu não expliquei nada, eu só respondi perguntas. A riqueza do resultado foi muito maior do que a mentoria que eu falei, não, faz assim, assim, assim, assado. Primeiro porque quem compra mentoria é um ticket muito alto.
Quem compra mentoria, a pessoa já tem um jeito dela, pessoa quer saber os caminhos, a pessoa quer saber as dicas, mas ela não quer exatamente o que você faz.
Ó, para onde que eu vou?
Aí ela vai fazer do jeito dela, porque 100% das vezes ela tem competência para fazer, ou manda ele fazer, enfim. Então não quer que você pegue na mão dela, não quer videoaula, não vai assistir aula, não vai entrar em plataforma, nada disso. Ela quer saber, viu, aumentou, ela quer conversar, ela quer conversar, ela quer uma direção.
É por isso que não sei se vocês viram essa estatística de psicólogo que migrou a carreira para mentoria porque já tem uma habilidade natural da pergunta, de provocar, né? Fazer a pergunta e provocar. E às vezes a gente vai no psicólogo achando a terapia, achando que você vai conseguir respostas dele, né, do terapeuta. E na verdade o cara vai te provocando, te perguntando. Quando eu fiz terapia a primeira vez, comecei, a minha ideia era isso, era de que o cara ia me dar, eu ia contar um monte de merda E o cara ia me dar um monte de respostas, saca?
E não foi isso, né? O cara vai te perguntando, você vai vendo quão cuzão você é, na verdade, porque o cara vai te provocando de todas as formas, né? E eu tô falando um negócio do psicólogo porque quando eu contratei uma mentoria foi exatamente isso. O cara me fez perguntas que você sai de lá, pô, verdade, né? A resposta tá aqui, mas eu te provoco por um caminho Interessante. É algo que a gente tenta muito fazer com a galera.
É porque, cara, isso foi assim, tanto que antes eu até movimentava mais meu Instagram para fazer venda de mentoria. Hoje eu segurei, tô vendendo mentoria só assim cirurgicamente, porque acho que gerar um desejo de uma mentoria não é algo tão que assim me trouxe muito resultado. Às vezes a pessoa chega mais querendo um curso. E aí, curso, eu particularmente não gosto, porque curso não resolve, né? Curso tem que comprar uns 3, 4, já aprendi, cara, uns 3, 4 para você chegar na sua solução.
Isso normal, é até bom para quem pensa em comprar curso e acha que vai resolver no primeiro, não vai.
É igual comprar automação pronta, né, de V8N.
Aí, só um parênteses, negócio do curso, cara, eu escrevi um conteúdo exatamente disso Eu caí numa discussão semana passada, no, discussão assim lá no LinkedIn, né? E aí eu escrevi isso, acho que segunda-feira. A mina tava falando que era muito difícil achar conteúdo que saía do básico quando falava de IA, né? Ela, os cursos é tudo muito básico, não sei o quê tal. Aí eu caí na discussão e dei minha opinião lá, que como eu faço, né?
Então a gente teve que entregar uma parada para um cliente E tinha um negócio que eu não sabia fazer, né? Aí, para eu chegar na solução, eu consumi vídeo e conteúdos da IBM. Eu comprei um curso na Deep Learning para assistir 2 módulos, e tinha 10 módulos, eu assisti só 2, só aqueles 2 me interessavam, o resto eu já sabia. E aí eu caí em mais alguns vídeos mega nichados no YouTube, de uma galera que é muito boa tecnicamente, mas não sabe fazer marketing.
Então é aquele vídeo que o conteúdo é muito bom, mas assim, a câmera do cara é esquisita, não sei o quê tal, mas o conteúdo é muito rico, né?
E essa parada, tipo, fala indiano provavelmente.
Não, pior que sei não, pelo menos esses aí não falava, né? Mas é de, cara, curso geralmente é muito básico, porque a parada avançada, na minha opinião, tá, para você conduzir o pensamento, né, você precisa de muito contexto, né, para chegar. Você deu aquela solução porque você tem que explicando o porquê você tomou cada decisão, cara. E às vezes numa mentoria você consegue explicar isso melhor do que um curso. Até o cara entender, você vai explicando tal, né.
E numa conversa o cara, não, que eu já entendi, ele já direciona para onde ele quer ir, né? Eu acho que é muito mais simples.
E é isso, mentoria, para mim, como mentor, antes eu não tinha ideia de como era ser um mentor. E hoje eu vejo que a mentoria ela não é a hora só que a gente tá junto, porque muitas vezes você vem aqui, me fala umas coisas e tal, sai daqui, eu fico pensando, pensando uma semana, duas, pô, tem um negócio prédio. E isso vai acontecer. Então hoje todo mundo que está em processo de mentoria comigo, muitas vezes eu tenho insight no meio do, eu tô ali no meio da obra, tem um insight de gestão, cara, viu?
Faz assim, assim, essa, porque são coisas que a gente vai conectando, a gente vai pensando no problema da pessoa, vai conectando os pontos. Então é um processo que ele é contínuo, um processo meio que de parceria. Inclusive por isso que tem ser caro, porque senão sua cabeça fica pensando no problema do outro. E inclusive por isso que eu saí de cursos baratos, né, que antes eu vendia ticket entrada ali, os R$197, essas coisas, e eu queria pegar o cara do R$197 e dar uma mentoria para ele.
Só que isso não é, é um salto muito grande, né?
É assim, não tem como. Aí você fica naquela, meu Deus, eu preciso ajudar esse cara aí, pois não, Pera aí, eu não posso vender ticket baixo. Então aí, por isso que, mas mentoria é um negócio que de fato, se quer um negócio avançado, vai na mentoria. Ah, mas é caro. Mas é o que resolve, é o que vale a pena. E não é caro, né?
É a hora que você vê o resultado.
Tem um negócio que acontece na, por exemplo, em marketing, meio um paralelo ali, tá, sobre mentoria e tal, mas Uma coisa que eu sempre pensei, a gente discute muito sobre isso também, que é, a empresa te contrata para ela ajudar no marketing, precisa ajudar no marketing e tal. Então você não é um cara que vive o processo da empresa, né? Quem vive o processo são eles, eles que sabem melhor conteúdo. Você pode lapidar aquilo para aquilo ir para fora da empresa de uma forma melhor, mais marqueteira e tal, que gera mais resultado.
Mas quem gera o bruto ali, empresa e tal, Então a grande discussão que a gente tem, que é quase diária e é cansativa muito, é explicar para o dono que a gente tá ali para fazer as perguntas certas para ele, né, deixar isso muito bem claro. Mas a base, a coisa, a base é ele que tem que entregar para gente, né. Então é uma movimentação, acontece no mercado dele, ele que vive, a gente não vive as coisas que ele vive. E aí você tem que passar por convencimento de o cara precisa criar conteúdo, O cara precisa gravar vídeo, o cara, para chegar onde ele quer.
E nesse processo o cliente busca muito, quero ver os resultados. Deixa eu ver como está meu resultado lá do meu Analytics desse mês, sei lá. O que que você fez para não dar esse resultado, cara? Ah, mas empresa de marketing faz. Não é empresa de marketing faz, é você que faz. A gente aplica, mas é você que faz. Então existe uma discussão muito grande na nossa área quando a gente tem, a gente dá as mentorias na área de marketing e tal, que é Uma coisa é você contratar alguém de marketing, colocar dentro da empresa, esse cara tem que resolver os seus problemas internos porque tá vivendo aquilo.
Então ele vai produzir o conteúdo e vai colocar isso para fora. Nenhuma agência vai entregar o que um cara que tá dentro da empresa entrega, sabe? Um cara que foi contratado, que vive o processo dele e tal. Então ele, primeira separação que a gente tenta criar: nós somos aqui para te apoiar, né? Então E falando de mudança de processo e tal, tem muito segmento que a gente tem essa dificuldade. E por causa da liderança, de fazer o cara entender, cara, que muda o seu processo, ajusta seu conteúdo, quem cria é você, e a gente tá aqui para te dar um apoio para isso, saca?
E é tudo problema que a liderança mais alta, liderança, às vezes os donos mesmo, eles estão tão acostumados a comprar por um serviço pegar empacotadinho e trazer, que eles acham que a gente é gerador de conteúdo, mas eles misturam as coisas, sabe? Sim, é uma dificuldade muito grande que a gente tem no dia a dia.
Isso é uma coisa que assim, quando tem uma frase que quando eu comecei a planejar a parte da mentoria lá com a Jana, que me deu mentoria para fazer a estrutura minha, A gente, por uma frase que era: não existe CNPJ, não existe CPF, não existe CNPJ maior do que o CPF que o controla. Então tudo tá preso no CPF. E é um negócio que, sabe aquele ditadinho que é o olho do dono que engorda o boi? E recentemente tava conversando com uma pessoa que ele trabalha numa empresa, tava me contando umas coisas.
Não, porque esse cara Falar uma coisa, não vai funcionar. Não, mas isso não vai funcionar porque é o seguinte: os donos, eles não estão interessados. Não sai da sua competência. Agora, se você me perguntar, não, mas como? Eu não sei explicar, mas depois de 15 anos empreendendo, eu entendi que primeiro empreender um negócio completamente irracional não é lógico. Ah não, se eu compro, eu vendo. Não, vem umas coisas, cara, Eu passei por algumas experiências do empreendedorismo que assim não dá para explicar.
O dinheiro que ele não tá, é uma coisa muito louca. E só que quanto mais atenção você direciona para o seu negócio, mais lucro ele dá. Eu sei que logicamente não faz sentido, não tem uma planilha que comprove isso, e todo mundo que empreende pode ter certeza, você dá atenção para o negócio, você segue ali algumas coisas O negócio vai para frente. Se você tira sua atenção, para mim assim, tudo, tudo existe paralelo na vida, né?
Então quando você tem, quando você vai, quando você tem um filho, tá? A empresa é um filho, inclusive porque a sociedade é quase um casamento com exceção de uma parte, né?
Espero manter desse jeito, porque o casamento você tem um contrato Certo?
Na sociedade você tem um contrato de divisão, no casamento também. E aí vocês têm um filho que é a empresa, tá? Nos primeiros meses você tem filho, você sabe, cara, é dedicação total. Nos primeiros meses de uma empresa é dedicação total. Se você investe bem no seu filho até ele, a fase adulta, Ele vai ser um adulto saudável, cara. Você esquece, ele vai te dar frutos. Se você relaxa na educação do seu filho nos primeiros anos, ele te dá problema.
Empresa, mesma coisa. Se você investe nela no começo, lá na frente, cara, você vai só colher frutos, ficar no conselho, né, e acabou. Se você não investe, a empresa vai te dar dor de cabeça o resto da vida, e a culpa é sua. De quem? Ah, mas o governo na minha época, cara, E sabe quando eu comecei? Tava em 2010, 12, sei lá, tava saindo da faculdade. Aí tinha uma fábrica lá de luminária e ia ter uma crise no sei lá o quê. Puta, bem na minha vez, né?
Saí da faculdade, crise. Aí depois teve uma outra de alguma coisa, cara, e só teve crise, né?
Cada 2 anos tem crise.
Pera aí, se eu ficar vivendo de crise em crise, eu tô ferrado, eu não vou sair do lugar. Foda-se a crise, crise vai sempre ter, e vamos para frente. E aí você, quando você vai mudando essas coisas na cabeça, fala, porra, a coisa acontece. Mas tudo é uma questão de você colocar atenção no negócio, tipo, vou fazer isso daqui acontecer, e não achar que vai ser no primeiro mês, né? Que é isso, é a mesma coisa. Você tem um filho, dá um mês, beleza, filhão, vai arranjar um emprego. Não tem a menor condição, você tem que fazer a coisa acontecer.
Eu não te perguntei na Quantas pessoas tem sua equipe hoje? 10 pessoas. Como é que foi integrar IA com elas? Tô faltando para ela, que acabou, eu esqueci de perguntar isso.
A maioria é o pessoal de obra. Ah, tá. Mas como então? Isso é fantástica, porque você, eu fui implementando conforme o nível de entendimento de cada um. Também engenheira, ela mexe, tem um aplicativo lá, ela mexe basicamente tudo. Que no ERP faz projeto. Já o cara que tá lá na ponta, ele tem um aplicativo que ele abre, ele abre o aplicativo, tem um login dele, ele dá zoom no projeto. Que quais são as coisas que o cara tá habituado a fazer?
Mexer no YouTube, muito bem. Dá zoom, sabe fazer. Se fosse um aplicativo onde ele vê o projeto Não altera. E tem um botãozinho aqui embaixo de suporte, aonde ele consegue ler o manual de toda a instalação. Que aí tem uma outra questão: você chega na obra, ah, fulano, entendeu? Entendi. Entendeu mesmo?
Entendi.
Ixi, amanhã tá pronto. Você vira as costas, não faz. Aí assim, não é porque o cara é relaxado, É porque ele tem às vezes vergonha de falar para você que não entendeu. E aí ele, puta, acha que entendeu e não entendeu. E vai chegar lá, ele dá umas desculpas tal, mas na verdade não, né? Então eu peguei aí para fazer um monte de imagem. Você abre assim o aplicativo de suporte, cara, tem, ó, o fiozinho aqui é assim, liga tudo naqueles desenhinhos, sabe?
É, não tem. Aí o cara vai fazendo assim Porra, legal, tá tudo aqui. Então sim, ensinei coisas básicas. Então desde o engenheiro até o cara que tá lá na ponta da obra, ele consegue, cada um mexe de acordo com o seu nível de entendimento do negócio. Agora tem um mestre, um doce, que já manja mais celular. Beleza, aí eu coloquei mais um módulo lá para ele fazer o relatório de obra. Então fui liberando módulos de acordo com o conhecimento de cada um.
A pergunta é justamente, a gente tá falando de liderança e processo, e é uma coisa que a gente bate muito, né? Primeiro parte da liderança, mas que você pega um cara que ele não vai desenvolver nada, mas ele usar o que você desenvolveu dentro da empresa, para os recursos que você desenvolveu como software, animal.
É isso, uma coisa, porque assim, a gente faz, só que aí tem que colocar no mundo. Colocou no mundo, não adianta. Aí, galera, baixa todo mundo aí, começa a usar.
Não é assim.
Até minha engenheira, que é uma pessoa super competente, Ela foi usar, ela tava usando um negócio errado. Mas quer dizer, não é que era errado, era o jeito dela, só não era do meu jeito. Na minha cabeça era uma coisa muito lógica e óbvia, né?
Lógico que óbvio.
Eu fico puto com isso aí, cara. Isso aqui, ó, como ele foi dev a vida inteira, aí às vezes eu mostro uma parada para ele que o Cláudio gerou, uma migração, alguma coisa, paciência que ele não tem, cara. Você não tá vendo? Isso aí é uma migration que faz tal coisa. Eu falei, que se dane, meu irmão! Eu não sei quem tá falando comigo, cara. Fala direitinho e tal.
Eu falo com ele, explica Ah, era um retardado, vai.
Agora, porque vem com os tecnicês dele, não quero saber, entendeu?
E isso é uma coisa, cara, porque aí que a gente entra na questão das pessoas. A gente falou do negócio do que eu acredito que a IA ela veio para tornar a gente mais humano. Porque pensa o seguinte, pô, qual o valor de você tá lá na ponta explicando para o cara? Uma coisa muito icônica que aconteceu, cara, em obra, que foi muito fantástico para a gente ver assim como tem algumas coisas que A gente não imagina, tava numa obra de irrigação há muito tempo, aí o cara tava cavando o buraco e eu tava com camisa social, tava cavando um buraco lá embaixo, não sei lá o quê, era sexta-feira, final da tarde, aí tinha uma enxada e um monte de terra e um buraco para tampar.
O cara tá sem enxada, eu vou tampar esse buraco. Aí eu catei, pô, é uma delícia, né? Você vai fazendo assim, aí o cara Pô, patrão, você pegando na enxada, caramba! Aí você ganha o respeito do cara com um negócio tão idiota. E mais, o segurança passou, cara, lá embaixo, falou: aí sim, patrão! Olha que coisa idiota, porque o cara às vezes ele te vê lá em cima, nossa, o playboy, não sei lá o quê, ainda mais eu que comecei a empreender muito novo, aí era moleque de nem cabelo branco.
E aí o cara vê que você pega mão na massa também, pô, você ganha respeito do cara e ele gosta. Aí, cara, essa galera, quando você cria vínculo, eles são, é muito massa, porque aí vira uma relação de parceria. Tem um cara que a gente tá tentando trabalhar junto, mas a gente ainda vai trabalhar junto, e ele trabalhava para mim na fábrica E aí que ele teve um acidente de moto, tá? Aí eu fui, né, quando ele teve acidente, fui lá no hospital, família dele.
Pô, até hoje a gente virou brother por conta disso. E no fundo, cara, são pessoas, né, que a gente tá falando de começar, são relações, é através de pessoas que a gente, pessoas de confiança. E para mim a confiança tá, cara, em você tá ali com o cara. Então E é onde aí entra nisso, né? Se você tem processos mais otimizados, se você tem mais tempo, automaticamente, primeiro você vai ter mais paciência para ir lá explicar para o cara, que você já não tem tanta coisa mais para fazer.
Por mim, administrativo é 100% agora tudo automatizado, porque administrativo é muito fácil, né, para automatizar. Agora, então eu tenho mais tempo de sentar lá com o cara, eu estar na obra E quando essa galera gosta, você vai, gosta de ver você na obra lá, contar piada, tirar sarro. É isso que ele, isso que faz a coisa, é o vínculo, né?
O vínculo é o cafezinho, né? É o cafezinho do escritório.
É o líder que não é capaz, que ele não sentou, não vestiu o boné do liderado, normalmente não é um bom líder, né? Porque não entendeu a dor do seu liderado, não passou por aquele processo. Eu falo, eu contei isso aqui uma vez, que tive um chefe que ele falava: quem não sabe faz, quem sabe faz, quem não sabe manda. E eu cresci com esse, escutando assim, foi um dos primeiros empregos. Esse negócio martelava na minha cabeça e me traumatizou de certa forma, porque ninguém gostava do cara na empresa, sabe?
Ninguém. Ele não tinha ideia do que, o que que a empresa dele precisava para funcionar, a dor que o funcionário dele sentia. No dia a dia. Consequentemente, os funcionários reclamavam de alguma coisa e é tudo bobagem, porque ele não entendia o processo do liderado, né? Então, normalmente assim, nos lugares que eu passei, o líder que— o cara que virou, foi jogado ali para ser líder, não passou pelo processo de conhecer a parte de baixo, de pegar numa enxada e fazer algo, normalmente—
e olha que interessante, né? Tem um amigo nosso que até, enfim, é o Serjão, Serjão de Minas. Hoje ele é CEO de uma grande empresa de aços, né? E ele tava contando que eles tiveram uma reclamação lá no— aqui eu tenho uma siderometal aqui na Hortolândia, não tem o quê, uma siderometal, que é aquela de indústria de aços, enfim. É uma empresa mundial gigantesca. E na época ele era diretor aqui. Aí falou que teve uma reclamação dos caras carregando no sol.
Aparece com gente, falou, não, isso aí, sei lá o quê, os caras reclamam. Não, pera aí, vamos lá ver, vamos lá ver, cara. Saiu lá da torre de controle, foi na área de carregamento E o Sérgio, ele é um cara muito fantástico. Ele é assim, tá quieto, é muito quente, vamos fazer um, ele tava absorvendo ali, cara. Ele é muito, é porque tudo ele vai, pensa, ele analisa, um cara assim, puta, um exemplo de vida. E aí assim, porque Ele foi lá, não, deixa eu ver, deixa eu sentir na pele, porque aqui da onde eu estou sentado na minha mesa é muito fácil dizer que, pô, refrescura dos cara.
Não, vamos lá ver, porque muitas vezes, às vezes pode até ser, né, às vezes pode ser. Então deixa eu ir lá ver, deixa eu colocar minha pele ali para ver se é isso mesmo. Não, realmente era. Aí mandaram fazer uma cobertura lá, colocaram o negócio. Mas é, e cara, não tem jeito, se você quer crescer, né, se você quer ir para gestão, você tem que ter boas relações embaixo, porque senão, até defensores, né? Porque senão, cara, é de baixo que vem o golpe, a rasteira.
E se você tem pessoas ali tocando barco, te ajudando, e outra coisa, o Tiagão fala nisso, não é isso, né? Porque a gente, não, todo mundo vai querer Cara, não é todo mundo que vai querer ser gestor, não é todo mundo que vai querer ser coisa, porque junto com o gestor, com empresário, com isso tem um monte de responsa, né?
E, cara, tem gente que quer risco, risco, risco.
Nossa, é os tombos. Então assim, é muito mais, cara, porque realmente tem que viver o negócio na pele. E aí onde, né, voltando à questão daí, ó, A gente tendo mais tempo de estar próximo da galera, de ver a coisa acontecendo, eu acho que, eu acredito que vai deixar tudo mais humano. Porque, cara, se você tem mais tempo para estar ali com o seu colaborador, para escutar o cara, é outra coisa, cara.
Ou tirar o trampo chato do cara também, né? Às vezes consegue automatizar um rolê que é muito maçante para pessoa fazer e ela consegue fazer as coisas são mais legais, por exemplo.
Sim. E aí eu falo até as coisas mais humanas, né? Porque tem coisa que aí ela não faz, cara. Não tem jeito. Porque aí é criativa, não é criativa. O negócio é um—
ela faz o que você mandou. Na verdade é você que é criativo.
E assim, se a gente focar em fazer coisa mais, por exemplo, relacionamento, uma coisa que é batata em obra. Ah, é só mandar pedido. Manda pedido para uma qualquer, qualquer lugar, manda um pedido e vê se vem o que você pediu. Não é assim, cara. Até não é só mandar o email, não, você tem que ligar. Pô, falou não, quebra. É tudo, você tem que ter uma pessoa. Não adianta automatizar 100% do negócio, não dá para automatizar. Agora, o que que dá para automatizar?
Esse negócio, entrada e nota fiscal, cara. Todo dia, 5 horas da manhã, tem um servidor que roda busca no CFAS, dá entrada nas notas, ele sabe o que acabou. Isso. Mas olha só que louco, né? A gente não tem coisa que chama de trabalho robótico? Não trabalho humano, trabalho robótico. Então, porra, é de um robô, nunca foi do ser humano. Então essas coisas, tudo que chama de trabalho robótico, dá para a gente robotizar, simplesmente entregar.
O ser humano tem que fazer, cara, fazer coisa de ser humano, ir lá conversar. Ô fulano, beleza? Você não faz isso aqui?
O lance muito que a galera perdeu a mão, aí eu tô me colocando no meio, tá? Porque eu nunca imaginei ter uma entrega tão rápida. Eu acho que ninguém imaginou poder entregar tantas coisas num tempo tão menor do que a gente entregava antes. A gente tava falando outro dia, no outro episódio, que a gente passava prazo para entregar um site do cara em 30 dias, pô. Se você pegar o negócio ali de ponta a ponta, fazer seu bonitinho, ajustar tudo, 3 dias você Um dia para fazer o site, mas 2 dias para você fazer toda a parte.
Então jamais a gente imaginou chegar no ponto desse, foi entregar algo muito bem feito. O que acontece muitas vezes que a gente nessa, nesse hype, nessa lança de IA, a gente perde a mão de não colocar o freio nas metas da gente, né? Porque aí encurtou nosso tempo, a gente falou, pô, então eu posso entregar em vez de um por mês, posso entregar 10. E aí que tá o perigo, e aonde eu tô notando até eu perco a mão muito com isso, né?
Porque eu tenho muita dificuldade em ter uma ideia, começar a executar e não acabar. Então, pô, durmo às vezes 3, 4 horas da manhã que eu não consigo frear. E tem muito, muita liderança perdendo essa mão também. O cara produzia 10 horas, né, agora ele produz 50 com o iA, entendeu?
Porque isso é um exercício que eu tô fazendo agora, inclusive saindo, porque o que você falou do cérebro, né, que ele acostuma, de fato é isso mesmo. E se eu passei 6 meses vidrado nesse negócio, já agora para voltar a treinar Ah, eu tô treinando, tô pensando no negócio. Para com isso, sabe? Volta. E agora o objetivo tá sendo diminuir o ritmo, diminuir o meu ritmo e soltar cada vez mais coisa para inteligência fazer e focar nisso, conversar com a galera.
Então assim, não mais, sabe aquela reunião, tá, não, beleza, e aí, papum, não viu? E pô, como você tá? Porque isso melhora a produtividade, isso faz o cara querer aprender, isso faz o, né, E óbvio que assim, tudo que eu tô falando aqui não é também naquele extremo que eu tava vendo aí um podcast do cara. Ai não, porque o meu chefe me trata, meu cara, pelo amor de Deus, a gente evolui na pressão, tem, né, as responsabilidades, tem que ser um pouco, né, faca na caveira, fazer o negócio acontecer, tem que ter meta, tem que ser assertivo.
Também não acredito nesse negócio muito, né, aquela coisa, deixa a vida me levar, né, abraçar árvore, vai na obra para abraçar árvore, né.
A galera acha muitas vezes que a gente que é dono de empresa não passa por pressão, e o tempo todo a gente passa por pressão. E é só pressão. Aí, a mesma, mesmo assunto, a gente vê os cara reclamando de patrão que bota pressão, que a gente não tá transferindo a nossa pressão, mas tudo pressão na vida é assim, né, cara?
A gente segura uma parte. A questão é, a gente segura uma parte. Isso, cara, se o funcionário tivesse a pressão que a gente tem, porque sempre o cara espana, porque não tem como, não tem, é muita coisa. Ah, mas ganha mais, mas não ganha igual jogador de futebol, né? Pelo amor de Deus, não ganha tão mais não.
A galera não entende assim, lógico que existem níveis e níveis de empresas e tal. A gente, nós somos uma microempresa como a grande maioria, né, no país, e a gente tem É essa responsabilidade de a gente é o último a receber. Pô, se a gente não pagar todo mundo, a gente não recebe, né? A gente passa por esses processos, tem mês que vai bem de venda, tem mês que não vai bem. A gente fez escolhas também, que é um time compacto, menos gente.
A gente queria mais qualidade de vida, a gente não queria passar por estagiário mais, sabe? A gente envelheceu e a gente fez uma escolha de ter menos e bons clientes do que, cara, eu já passei por loucura de, porra, tem uma porrada de cliente virar fabriqueta de cuspir software, de cuspir site, cheio de B.O., né? Engordei para caramba na época, sabe? Dormi 4 horas da manhã, café com Coca-Cola, café com Coca-Cola, achando que foi a época que eu ainda achava que, pô, vou ficar milionário disso aqui.
E acelerando muito, chega um momento da vida, você fala, cara, tem muitas coisas, outras coisas importantes. Então você começa a reescrever, né, o que você quer. Então, e quando você passa por esse processo de mais qualidade, a qualidade não vem junto com a quantidade, né, das coisas que você quer para você. Por exemplo, cliente, quero ter 3 mil clientes, cara, atendendo, né. Atender as pessoas bem. As pessoas que vêm para raiva, a gente dá o maior carinho, maior cuidado, a gente mergulha no processo delas, que a gente quer se preocupar com isso. A gente não quer 50 clientes ligando para gente, é, enchendo o saco.
É, não, porque de fato, se você tem um volume gigantesco, né, obviamente vão ter mais erros, estatisticamente vai ter mais erro, estatisticamente vão acabar ligando mais por problemas, e aí vira uma roda da miséria o negócio, né? Porque aí começa a produção. Tem hora que você tem que, porque senão é bom trabalhar na roda da fortuna, né? Que aí você, cara, você atende um, ganha, todo mundo ganha bem. E, cara, é impressionante quando todo mundo ganha bem, sai todo mundo feliz, o resultado na empresa é melhor também.
O resultado na empresa, no cliente, é melhor. Isso é muito louco. E eu comecei a usar ao meu favor também, tá? Beleza, quando eu for contratar, eu vou pagar bem, que aí eu vou ficar mais feliz. 100% das obras que a gente faz e o cara mexe muito no projeto ou pede muito desconto para todo mundo, primeiro ele fica mais infeliz no final da obra, 100%, é impressionante. E geralmente não fica como ele quer, ele começou a cortar muita coisa.
O cara que deixa a coisa rolar, obra tranquila, a coisa vai muito bem. Inclusive tem obra que aconteceram uns problemas assim, quando o cara é muito cri-cri, acontece com ele. Não tinha que voltar Newton, Einstein, porque, cara, não é possível, ia contra as leis da física o negócio.
Sabe aquela coisa assim?
Não, isso aqui parece uma sorte dele, isso é impossível de acontecer.
Impressionante, aconteceu. Então, e é um negócio assim, é impressionante, cara. É estatística. Sempre quando vem o cliente que reclama muito, que quer ver problema em tudo, que, cara, vai dar problema na obra.
É isso mesmo, cara. Não, vontade de chorar.
E é exatamente isso, cara. O cara que quer desconto O cara que pede demais, o cara que não entende prazo, o que nunca tá bom, o que nunca tá bom, enfim, vai habitar um time.
Não, e isso é interessante porque assim, é até para a gente, pelo menos uso muito para eu aprender. Eu falo assim, caramba, às vezes eu começo a ficar chato numa negociação, fala assim, puta, eu tô sendo, cara, deixa eu voltar para trás, senão o negócio vai começar a dar errado comigo.
Não, o Frederico tem alguns assuntos para resolver ainda, mas assim, eu consegui me livrar Ao longo dessa mudança de pensamento assim, de mudança de vida, a gente ficando mais velho, a gente vai ficando mais chato também, né? Então tem cliente que simplesmente não é sua vibe, e tá ok, cara, você demitir um cliente, saca? Você falar, cara, não quero mais, tipo, não tô mais a fim.
Eu tava num evento da escola que o Michel, acho que é Michel, que ele foi, que é um carequinha, que ele falou que ele quer ser presidente do Flamengo.
Sim, estava.
Não, ele falou uma parada ali para ele, não falou para mim, né? Ele falou ali, eu não lembro exatamente, mas ele falou que se o cliente ele esgota a sua atenção, a sua energia e o seu tempo, ele talvez não seja um cliente bom. E ali me deu coragem de demitir um cliente. Entendeu? Porque assim, eu tinha um cliente que pagava tudo em dia, né, era ali de gente boa, mas tinha alguma coisa que me incomodava e eu não conseguia entender o que que era que me incomodava, né.
E essa fala dele bateu, é isso aí, principalmente a energia. O cara me drenava do tipo mandar mensagem de final de semana, é uma parada que eu não curto, mano. Não quero, sabe? Final de semana não, 11 horas, domingo, mano, eu não vou ler, sabe? E aí eu falei, não, beleza, entendi que é isso e vou sair fora. Isso para caralho, cara, porque, pô, era um ticket muito da hora, o cara confiava em mim e tal. Mas eu falei para minha mulher, falei, ó, vai rodar porque eu entendi e não vai mudar, que o cara é assim, né?
É o rolê dele é ser desse jeito. Eu não vou mudar o cara, entendeu? É mais fácil eu sair do que mudar o cara, entendeu?
Interessante, geralmente as melhores conversas que eu tenho com cliente é de final de semana, que aí eu tô tranquilo, mano.
A gente não, mas é, mas o cara tá trocando ideia, o cara não tá, entendeu?
Mas é que é de pessoa, é de cara, é de pessoa. Muitas vezes eu acho interessante porque toda relação ela tem que ser bom para os dois lados, né? Muitas vezes o cara ele quer alguém que atende ele no sei lá, e cara Vai procurar outra pessoa. Porque para mim é assim, quando eu tenho uma preocupação de ver o cliente feliz também, ele tem que estar curtindo o processo. Quando o cara não tá curtindo o processo, porque a gente não, né, acho que ninguém, principalmente na nossa idade, empreende, porque a gente fala que até os 35 você tá no ter, né, depois você vira o ser, que é o meu, não é, não quero só ter, comprar carro.
Quando você tá nos 20 e pouco ali, você, cara, Não interessa o que você vai fazer, se tiver dando dinheiro, né? Depois você, pô, é legal, mas eu quero entregar uma coisa que faça sentido para mim. E aí quando você vê o cliente não gostando, você dá uma broxada, ele não tá gostando, tá ficando chato. Aí você começa, porque você não tá empreendendo só por dinheiro, você tá empreendendo porque você curte fazer um negócio, você quer entregar um negócio massa.
Aí nesse momento acho que é isso mesmo, tem que, cara, cada um vai para um lado, vai achar o cara que que tá na tua vibe de às vezes 2 horas da manhã, 3 horas da manhã, porque aí os dois crescem, que os dois ficam na pilha. E cara, cada um tem a sua pira, cada um tem esse negócio.
Dá um puta tesão quando você sente o cliente nessa pira, né? Porque eu gosto de conversar com cliente, eu converso com cliente fim de semana, eu gosto de atender o cara e gosto de sentir que ele tá feliz, tá? Eu não tenho essa, eu não crio essas barreiras de horário, não cria essa barreira de nada. O grande problema hoje, que ainda tem cliente assim que quer desafio, a gente vai livrando aos poucos disso. Primeiro, a gente tem muitas reuniões para fazer ele entender.
É o que eu falei atrás, né? Muito cliente precisa entender que ele tem um papel dele e tem o nosso papel, né? Um papel que tudo acordado, quando não é um contrato, é nas conversas iniciais que a gente deixa muito claro. Então isso é muito importante, a gente tem que ir lembrando o cara das obrigações dele ao longo do tempo. Mas me dá ainda, eu tenho muita energia nisso, muito prazer ainda de conversar com os caras, sabe, e manter esse contrato longo, manter um bom relacionamento.
Realmente me dá tesão isso ainda, eu gosto de fazer. Mas existem pessoas e pessoas de relacionamento, né. Então quando falta respeito, quando o negócio ultrapassa assim, eu não tô falando de agora, tá, eu passei por isso lá atrás. Que foi muito difícil de entender, cara, que cobrar barato é um problema. Eu queria ter muito, eu cobrava um preço menor, queria colocar um monte de gente para dentro. Era as piores espécies de clientes possíveis assim que entrava também, né?
Era feira, como é que você fala, é placa do pão, peça do pão, aí você fala, quando é farra do pão, farra do boi, porra do pão. E era isso, farra do boi, cara, porque a gente não se impunha com qualidade das coisas e tal. E a gente foi fazendo essa migração, sabe, entendendo que a quantidade não era tudo que precisava ter para dentro da empresa. E aí a gente aprendendo outra coisa, cara, que foi um negócio interessante, que quando você tem 100 clientes e você perde, pequenos, você perde um, de boa.
Gostosinho, tem problema, entra outro pequeno. Quando você passa a ter 20 grandes, você perde um, fala: opa, esse dói. Os clientes machucam mais porque o ticket é muito mais alto, então o tratamento é diferente, o lugar que ele tá no seu coração é diferente também, né? Você dá uma atençãozinha para o cara, aí você atende ele no fim de semana.
É isso aí.
E a questão de perfil, né? Ele tem esse perfil e é um perfil que eu jamais vou ter, cara.
É total, para mim é totalmente perfil, cara, totalmente. Porque aí, e é por isso que é bom ter gente diferente. Sim, cara, você tem gente diferente, você sente todo mundo igual, não vai, porque aí todo mundo tem a mesma.
Me dá o Bel para resolver, me dá o Bel para resolver, vai conversar com ele, entendeu? E funciona, entendeu?
Mas é por isso que funciona, para mim, né?
Eu não daria certo, Frederico é insuportável, cara. Fuderei, que é insuportável. Não dá para ter dois na mesma cidade, não dá para ter dois.
Oi, aí, cara, tem uma parada que assim, a gente foi mudando de assunto, né? Eu vou perder um time um pouquinho, mas é o negócio que eu queria te perguntar, porque eu já falei de você aqui no episódio várias vezes, de uma tese, um texto que você escreveu no Substack, e eu vi lá no LinkedIn e me marcou muito, cara, que a parada da que você fala da IA e a dopamina. Né, daquela sensação de você completar as coisas muito rapidamente, né, isso, né, o tempo todo.
Talvez seja por isso que vocês dois aí, com o TDAH de vocês aí, é tanto prazer, mas assim, que não para, né, você fica enfurnado. Eu não sei o seu ritmo de uso, mas o Gabriel é muito tenso, né, com os dias, né. Às vezes, pô, dá 4 horas da manhã, ele tá fritando Né? E só para porque o Cláudio não deixa mais ele usar, porque já estourou tudo os rolê dele, né?
Na maioria das vezes minha esposa estourou o limite dela.
Entendi também, né? Mas aí eu queria trazer você contando isso, né? Enfim, que eu achei que é um puta texto legal, cara. E eu sempre cito, cara, porque, porra, para mim é da hora que eu li.
Isso é um negócio interessante, cara, porque aprender a lidar com isso Foi uma, foi um aprendizado longo, né, longo, porque começou primeiro que assim, passei pela fase lá do remédio, né, tomava remédio. Eu comecei a entender, cara, foi pelo remédio, esse negócio da dopamina, né.
Como assim pelo remédio?
Porque o que que acontece Tava passando por uma puta empresa tal e um monte de coisa acontecendo, e eu fazendo esporte, cara, não tava dando conta. Ah, eu lembro, aí eu falei, pô, quer dizer, negócio, preciso tomar lá o remédio, que eu não vou falar o nome porque senão com certeza vai dar. Aí liguei para amigo meu médico, ele falou, né, para arranjar por fora. Falou, cara, dá 15 minutos que eu vou te ligar. Ele me ligou, ó, deixa eu te falar um negócio, médico vai fazer isso, você vai ficar mais acelerado, sua testosterona vai aumentar, você vai ficar mais corajoso, tem que tomar cuidado na bike, porque papapá.
Ele me deu uma lista de coisas, você tem que desencorajar mesmo, né? Fica esperto, eu vou te dar um e a receita e você toma seu caminho aí. Cara, a hora que eu tomei, meu Deus, minha vida, ela sabe, tudo entrou assim. Todos os efeitos que ele falou que eu ia ter, eu não tive. Tem alguma coisa errada, né? Tem alguma coisa, né? Tinha uma coisa errada que, né? Aí eu fui atrás disso, comecei a entender a dinâmica da parte da cabeça, etc.
E foram pesquisa, teste. Hoje eu não tomo mais. Mas tem um aprendizado. O esporte, ele entra aí de uma forma, tá? Aliás, o esporte, ele é um regulador. O esporte é necessário justamente por conta disso, para regular esses picos.
E você fala pico de—
ele te dá— é, o esporte, ele te dá dopamina.
Ah, tá, o pico de—
tá, é porque a gente tem uma dopamina mais baixa, né? E aí você começa a procurar coisas para subiu um pouquinho ela. Então sabe aquele estado vegetativo de ser assim? Aquilo lá é quando você tá com a dopamina alta. E assim, você começa, né, regulada. A gente não tem isso, então você fica tipo, meu Deus, tem que arranjar alguma coisa para completar. E banheiro de gelo é um negócio que regula para caramba. E aí você vai achando vários artifícios para você conseguir regular essa condição.
Consequentemente Acabei pesquisando para caramba, porque hoje você não, você tem ou o cara do não, remédio, ou que não, isso não existe. E desde os meus 12 anos, quando aconteceu o diagnóstico, comecei lá no outro que é mais fraco, que aí na verdade lá na época minha mãe tirou porque eu comecei a ter toque, nem lembro inclusive. Aí fiquei até os 30 e pouco sem, e depois que eu fui começar a entender. E assim, você não acha, é muito difícil achar um médico que seja, trate o negócio como um profundo conhecimento.
Ou é o cara, não, você tem, toma aqui, vem buscar daqui a cada todo mês, você vem buscar uma receita. Primeiro ponto, remédio já tem no nome, remediar. Ele remedia uma coisa, uma condição que você tem que resolver. Então como que você resolve isso? E aí no fundo você entende que é uma dinâmica que você tem que aprender a lidar. E quando você aprende a lidar com essa dinâmica, aí sim. Só que não é uma dinâmica normal. Quando eu falo normal, é o que a gente tenta.
Por exemplo, aprendizagem. A gente é educado a aprender sentado na cadeira, estuda. Aprendizagem é completamente diferente. Aí depois eu descobri que não é pelo TDAH, é outra coisa. E que aqui no Brasil a gente nem dá, que é o altas habilidades, superdotação, que aqui no Brasil a gente nem, a galera nem, ninguém nem fala disso. Eu fiz um teste lá de QI, aí deu super alto, aí psicóloga, nossa, então é isso, porque enfim, deu umas coisas.
Aí tem gente que vai falar que é o, como chama, autismo, cara, cada um fala um negócio. Aí você fala, tá, pera aí, eu parto do princípio que ninguém nasce errado, ninguém assim sem condições extremas, mas tudo tem um motivo. Descobre o seu motivo. Tem gente que às vezes nas encontros muito piores e a pessoa, nossa, descobri o motivo da minha vida, cacete, eu preciso entender o que é isso, tá, beleza. Aí eu comecei a pesquisar muito sobre isso e foi aí que eu entendi o que, né, esse ciclo de dopamina, etc.
Então basicamente o nosso cérebro, ele gosta muito de concluir coisas, isso vai liberando Tanto que é uma das estratégias para a gente aumentar a venda, checklist, que você já sabe que você vai fazer. Senão, a gente tem uma habilidade muito grande de abrir chave. Por isso que ele conversa muito bem, porque a conversa, por exemplo, você conversa melhor com 5 pessoas do que com uma, né? Tá vendo? É, eu não consigo, eu só consigo quando você toma um remédio, cara, você faz assim, ó, é impressionante.
Falei, tá, eu tô perdendo uma coisa. Eu tô abrindo mão de uma coisa por outra, tô trocando aqui. Então já fiquei esperto, falei, então pera aí. Aí eu fui entendendo para que que eu vou usar isso. E quando você abre muito, sua criatividade aumenta. Quanto mais você abre, mais a criatividade aumenta.
Eu acho inclusive que a primeira vez a gente conversou, você falou algo sobre o remédio comigo, foi no Instagram que você comentou alguma coisa.
É, não postei. Aí, então, eu tava falando que hoje eu não tomo mais. Antes tomava, agora eu não tomo mais.
E eu tive exatamente esse problema. Eu saí um pouquinho aqui para pegar café e eu perdi um pedaço, mas se você tiver falado, desculpa. Mas eu tive exatamente o problema quando eu tomei Vinvance. Eu tive um período na adolescência da Ritalina.
É exatamente uma coisa.
Então tomei Ritalina por muito tempo. Foi quando eu consegui ler livro inteiros assim numa sentada e tal. Mas eu fiquei extremamente mais triste, lento. Consequentemente, me afastei de amigos porque meu ritmo diminuiu, né?
Porque você tava satisfeito. Esse assim, o que que acontece? Porque você tem a dopamina baixa. Aí, cara, você precisa adrenalina, você precisa achar coisa para se nutrir. Aí o remédio vai lá e fala assim: ó, tá aqui, ó, tá aqui sua dopamina para você. Não precisa ir lá fora buscar, tá aqui, ó, sua dose tá aqui, sua dose, tá tranquilo, beleza? Então aí é que entra a questão da IA, porque ela é basicamente como você completa. Sempre que você completa um negócio, você libera dopamina.
Como você completa muito rápido, cara, você vai fazendo um agrupamento de dopamina bizarro, entendeu? Aí você despiroca nisso.
E você passou pelo Venvanse também e tal? É, foi muito pior que a Ritalina, eu acho, dado assim, minha lembrança, Ritalina é adolescência, depois um pouco. O Venvanse para mim, cara, foi uma parada insuportável assim, porque eu tinha um período de alegria insuportável. Então você não tava extremamente feliz, minha esposa tava extremamente incomodada com minha felicidade. Por que você tá feliz desse jeito? Tá feliz demais. Mas criatividade assim, acabou.
Eu sentava no computador para criar o negócio, da cara, cadê, cadê isso? Começou a dar desespero. E aí eu comecei a dormir mal. Porque eu entrei numa nóia que eu não conseguia mais criar. E foi muito, foi um tanto que quando eu fui comprar, quando passaram o remédio, eu comprei duas. E você era caro, né? Não sei se é o mesmo preço, mas era, sei lá, uns 700 pau a cada frasquinho e tal. Eu já comprei dois de uma vez, pensei, vai salvar minha vida, cara.
Minha cabeça precisa desligar um pouco, precisa descansar e tal, tal, tal. Eu tomei uma semana, não tomei mais, e fora o remédio.
Sabe qual a única forma de regular ele?
Esporte.
Eu não tava na época. Hoje eu tô na academia lá, mas na época eu não tava, eu tava só tomando remédio aeróbico.
Inclusive, cara, você regula, não dá para ficar sem, é um negócio assim impressionante. Eu já cheguei assim às vezes parar uma semana tal, tomava o remédio e não fazia esporte, é insuportável. Aí tinha dor de cabeça, tinha não sei o quê. É um papo extremamente longo, isso complexo para caramba. Mas eu vou te falar uma coisa novamente, a questão do remédio. Remédio, ele serve para remediar uma coisa, cara. Para quem tem, beleza, toma de forma estratégica.
Não é um negócio fácil achar médico que trate o negócio que eu tava falando para ele, que pelo menos que eu procurei e achei, é o cara, não, isso aqui não existe, ou não, toma aqui remédio, vem buscar todo mês uma receita. Caramba, velho, não é possível que eu nasci para tomar um negócio, tem alguma coisa errada. De fato tinha. E enfim, aí hoje, cara, a minha tratativa com a condição é completamente diferente. Você vai entendendo o que que dá ficar na frente do computador para mim é só se eu tenho um projeto, eu tenho que fazer um projeto e entregar.
Cara, a hora que senta na frente do computador, você vai achar que eu tomei 5, tipo assim, se tiver engajado no negócio, você acha que eu tomei 5 Venvance, porque Venvance é poderoso.
Mas o hiperfoco, ele debocha do meu hiperfoco.
É assustador, é assustador. Tipo, você fica criativo, a sua lateralidade de pensamento ela fica assustadora. Tipo, você começa a fazer umas, sabe, Nossa, pegar isso daqui, usar isso é absurdo, cara, é absurdo. E a lateralidade de pensamento é o que o remédio tira. Ele faz assim, ó, cara, parece que some tudo, tudo que você tinha para esse lado, para esse lado some, e você consegue fazer isso daqui. E por isso que às vezes ler um livro não— porque você começa a ler ali, cara, você já tá, mas tem outro lugar.
Então a dificuldade da concentração que a galera fala, porque antigamente era muito tratado como Ah, o moleque é burro. Moleque de TDAH na época era burro, né? Porque tem 40 pessoas na sala de aula, você tá na sala de aula, tá todo mundo conversando, molecada toda conversando, professor explicando. Qualquer buchicho que tem do seu lado, sua atenção tá ali, ó, aquele cara mais a professora, aquelas coisas estão misturando na sua cabeça.
Começa outro aqui, então é um radar, você fica. Então até as pessoas descobrirem que o TDAH é uma coisa séria E estão tentando, eu acho, na minha opinião, né, prostituir isso de uma certa forma. Então deixando de ser sério o debate sobre o TDAH, porque quem tem o TDAH mesmo, primeiro que tem um lance do psiquiatra, da psiquiatra precisa ser formado para isso e especializado em TDAH. Não é qualquer psiquiatra que você vai que ele vai falar.
A maioria deles hoje fala: tem TDAH, cara, desconcentrado, tem TDAH. É isso. Então meio que, na minha opinião, prostituiu um pouco isso.
É um diagnóstico fácil, né? Qualquer coisinha.
Exato, exato. Pô, tem um filho do amigo nosso, não vou falar o nome, mas menina tem 5 anos de idade, ela tem problema de concentração como uma criança de 5 anos de idade. Essa criança tem ADHD. Falei, cara, quantos psiquiatras você levou? Ah, um. Não, leva mais 5, velho, e leva no especializado, porque é um diagnóstico duro. E o que eu tô sentindo agora, ficando mais velho, é que O corpo já não acompanha a cabeça. Aliás, não acompanha muito tempo, pode peso e tal, mas tá ficando mais difícil.
Então eu fico mais cansado mentalmente, mais cansado, mas ainda a dopamina paga esse cansaço, sabe? O que que ajuda?
Mindfulness ajuda, meditação. E meditação, cara, tem um negócio que me ensinou sobre meditação. Então, mas porque ensinaram que meditação É você sentar e—
é, não tem nada a ver.
Tem, é também, mas se você ficar uma hora na esteira, você tá meditando. Meditar, cara, é você colocar ali no tempo presente. Por exemplo, tô andando de bike, cara, você fica andando pensando em muitas outras coisas enquanto você tá andando de bike, você topa em alguma coisa na rua, então você tá ali meditando no negócio. E cansar o corpo Isso é essencial. É muito louco como regula tudo junto nesse sistema de automação que a gente tá, que a gente desenvolveu, né?
Porque a gente criou nosso próprio sistema de automação. Essa pulseira aqui que eu tô usando, ela fica lendo o dia inteiro meus, o corpo, estado de sono, etc. E dentro de casa o sistema sabe, o servidor sabe o que que tá ligado, sabe se eu tô assistindo TV, sabe se eu não, enfim, ele sabe tudo. E ele vai fazendo a correlação. Ó, quando você assiste TV, você dorme mal. Se isso, aquilo. Se você pega o meu desempenho físico, os gráficos de desempenho físico e a parte cognitiva fazendo esporte, sem fazer esporte, é completamente diferente.
Então essa questão do TDAH ser algo muito prostituído, eu acho que é um problema. É um problema.
Mas você acha que existe esse discurso hoje demais exagerado do TDAH?
Eu acho que é como tudo, a gente adora uma moda, né? Então entra até o cachorro, às vezes é moda, tudo tem uma moda. E eu acho que o grande erro é achar que TDAH é um problema, cara. É que eu que tava falando para ele aqui, eu parto do princípio que ninguém, você nasce de uma determinada forma por conta de alguma coisa. Só que é claro, a escola, que é esse negócio, pô, você é burro, é porque a escola é igual para todo mundo. Mas nem todo mundo aprende igual na escola.
Você tem certeza do que você quer, você aprende muito mais rápido que qualquer um.
Exato, tá vendo, cara?
É assim, porque a forma que a gente aprende é diferente.
Mas o período assim na escola, eu não fui bom aluno até um certo ponto, tá? Porque eu não conseguia concentrar mesmo, eu tinha muita dificuldade na escola porque tinha muito problema de concentração. Quando minha mãe me levou para um psiquiatra molequinho e tal, foi o Dr. Walter Camargo. Sempre falo desse cara, que ele foi o primeiro especialista em TDAH em Belo Horizonte, assim, um senhor já experientíssimo e tal, estudou fora.
Enfim, foi o primeiro cara a falar do TDAH em BH. E aí eu fui, fiz o tratamento, comecei o tratamento com ele, e aconteceu aquilo, né? Concentra e tal, e você consegue. Caralho, é isso que todo mundo consegue fazer, agora eu consigo também. E aí depois ele foi desenvolvendo métodos de aprendizagem. Por exemplo, prova na escola primária foi dificuldade muito grande. Então eu comecei a fazer prova afastado de todo mundo, em outra sala.
Eu consegui isso de direito sem fazer em outra sala. Quando eu fui para escola particular, você pode escolher melhor os seus horários, né? Particular, eu já pagava minha escola e tal. Então tinha essas opções. Eu faltava muita aula para poder estudar sozinho em casa, pegava matéria para estudar sozinho em casa, me saía muito melhor e tirava notas melhores do que quem tava, quem ficava ali, tá? Então a sala de aula para mim sempre foi um processo muito, muito difícil.
E no caso do podcast, o único medo que eu tinha na época Quando a gente começava a conversar, falei, cara, eu vou ficar 2 horas conversando com uma pessoa dentro de uma sala fechada e eu tenho que estar focado no que o cara tá falando aqui. É um exercício todos os dias, sabe? Porque de vez em quando a minha cabeça me leva para lugares, eu tô viajando em outras coisas que eu preciso fazer e tal. Então essa organização ela vem melhorando com a idade, assim, com experiência, vai aprendendo a como focar. Mas ainda é desafiador. Mas eu prefiro ter isso do que ter um remédio.
E pensa, para mim, eu comecei a entender que o remédio ele freia, é um freio. Você sente a cabeça tipo freando, é como você freia o carro, você sente. É o sentimento é que a cabeça tá meio amarrada. Caramba, tu deixa— entendi que tava fazendo uma troca. Falei, tá, beleza, eu consigo fazer várias coisas agora. Mas eu tô deixando alguma coisa aqui para trás, e é uma coisa importante, que eu nasci com esse negócio, cara, tem que aproveitar isso.
Então assim, aí tanto que hoje os meus projetos todos eu tenho sócio, que eu entendi que eu preciso de um sócio. E até então eu sempre empreendi sozinho, então colocava tudo nas costas, cara, ele não é natural para mim. Beleza, eu preciso, porque aí eu vou desenvolver o projeto para manter ele rodando, fazendo aquela coisa É mais difícil para mim. Então aí eu vou, hoje eu tenho vários projetos inclusive por conta disso, porque eu vou aqui, aqui, aqui, aqui eu tenho as rotinas que são, que isso ajudou muito, que veio muito do esporte, né, que o esporte a gente tem dia de treino, tem tudo catalogado, mas eu tenho os meus momentos de tipo, cara, vou fazer o que eu quiser daqui, aqui eu faço o que eu quiser, eu quero investir nesse projeto, vai lá e faz essa aqui, vai lá e faz.
Então, e assim, todo mundo tem alguma coisa assim na vida para aprender a lidar consigo mesmo. Vamos ver o que chamam de TDAH, o outro é o, cara, todo mundo tem alguma coisa, né?
O mais importante é você conseguir diagnóstico. Você tem, para mim foi muito importante, é porque você passa a estudar sobre o que você tem, passa a entender que não é uma Não é uma doença. Tem gente que trata ADHD como uma doença, sei lá, gente que não conhece e tal. Eu sinto muito como uma bênção, de certa forma, para a área que eu escolhi, que é sempre fui da área criativa, na área de design e tal, e entre outras coisas. Então, cara, não sei que tipo de profissional seria se eu não— talvez nem seria dessa área se não tivesse isso, sabe?
E você sabe que eu tava até conversando com uma pessoa que tava atrás de um diagnóstico de um monte de coisa, né? Por exemplo, por que você tá atrás disso? Ah, porque eu preciso. Porque para mim aí, assim, pessoalmente, uma das coisas que me atrasou um pouco foi o diagnóstico. Porque aí você fica naquela, meu Deus, eu tenho— acho que quando a coisa começou a fazer diferença foi quando eu peguei, tá, eu sou assim independente do que seja.
Porque, cara, tudo vai ter nome, amanhã troca de nome, e assim Eu sou assim, que que eu faço com isso? Que aí, traduzindo para qualquer outra coisa, é: eu tenho isso daqui, eu tenho esse time, como que eu ganho com isso aqui? Eu tenho esse copo, como que eu tomo água nisso aqui, sabe? E acho que uma das coisas que a gente faz muito pouco é auto-observação. Então, ainda mais agora, que cada vez mais o mundo vai puxando a gente para fora e a galera menos olha para dentro, para tal, né? O que que tá acontecendo aqui dentro? Que que é um—
Alô, alô! Minha esposa perguntou uma vez, ela perguntou para mim: você tem alguém que fica conversando com você o tempo todo? Eu falei: o tempo todo, o tempo todo eu tô conversando com alguém aqui dentro e falo o tempo todo comigo. Ela falou: cara, que maluco isso, né, cara?
Fica—
eu tenho o tempo todo, eu fico conversando comigo mesmo. E depois você vai ficando mais velho, você vai aprendendo assim que isso não é normal. Se analisar e tal. E eu dei muita sorte da Lu, porque a Lu é o oposto. O que eu sou acelerado, ela é— Luciana, ela fumou uma maconha na vida dela no nascimento, que durou até hoje assim, que ela tem uma— ela assim, ela tem uma paciência comigo assim de Jó, porque eu sei que não é fácil.
E ela é muito, por outro lado, ela é muito brava com outras coisas, saca? Mas comigo ela tem muito cuidado com a minha cabeça assim, ela sabe como é que minha cabeça hoje funciona melhor e tal. Mas no começo foi dificílimo, porque, cara, ela dá paz assim para tomar atitude das coisas. Ela pensa, quarta-feira que vem eu vou. Falei, caralho, agora, vamos agora, porque você tá esperando. Eu sou desse ritmo e ela é muito mais paciente com as coisas, saca?
Eu dei muita sorte nesse sentido, porque senão acho que Imagina casar com alguém que tem esse negócio, cara. Os dois, sei lá, morte em casa, sei lá, cara. Não dá, cara.
Ainda mais quando os dois querem a mesma coisa diferente.
É, não, não dá. Não dá nem para sustentar financeiramente isso aí. Eu tenho, eu não sei se você já passou por isso, William, mas eu tenho um negócio que meus amigos debocham muito, que é quando eu decido comprar alguma coisa, eu quero agora.
Ele quer que chega daqui uma hora. Se tivesse a opção de pagar mais caro para chegar agora.
E aí eu sempre tive isso. Hoje eu comecei, hoje não, tem um tempo que eu comecei a fazer, eu comecei que comprar é dopamina também, pô. Você vai, você compra coisa que você quer, Mercado Livre vai chegar amanhã, cara, isso é dopamina pura.
Principalmente o momento da compra.
Exato.
Porque depois que chega, às vezes já não tem um site que vocês viram isso aí. Fizer um site fake, você comprar e ter a sensação ali, você lê tudo, coloca o cartão, não sei o quê tal, só que você não gasta nada, não vai receber nada, mas você tem toda a experiência de compra.
Então tem dois prazeres, cara. Então você, na hora de comprar e na hora que aparece aqui, loucura, sacou? Mas aí eu notei uma vez, eu peguei, tô falando 1, 2 anos atrás, eu peguei a minha lista do Mercado Livre E comecei a falar, cara, um negócio absurdo, sabe, assim, de coisa e tal. Não as coisas que eu comprava, as coisas que eu compro são coisas que eu de fato quero e uso. E como eu sou muito viciado em tecnologia, eu vou atualizando minhas coisas, enfim.
E agora eu comecei a usar o plano de colocar na planilha o que eu quero. Eu quero muito isso, aí eu coloco numa planilha. Se daqui 30 dias eu ainda quero aquilo, ainda desejo aquilo como eu desejava há 30 dias atrás, Eu vou, dou mais. Então beleza, eu quero até hoje, eu quero mais, espero mais 30 dias. E se na grande maioria das vezes o desejo morre nesse período, e as coisas que ainda o coração bate forte por aquele negócio, eu vou e compro.
Então isso reduziu o método que eu criei, mas que reduziu muito essa separação do que eu quero e o que eu desejo, né, o que eu preciso, o que eu desejo. Foi muito bom, mas teve uma fase muito difícil com essa compensação de compra com dopamina, que nessas autoanálises que a gente faz, para parar, eu acho que eu tô exagerando. E a luta mesmo, tinha que falar, ó, será que você precisava disso mesmo, sabe? Então tinha sempre esse papo assim, é perigoso, né?
É, não, por isso que eu falo, uma das coisas que me ajudaram muito ao longo desses anos foi porque a questão do esporte, né? Porque eu O que que acontece quando você— é uma balança, nosso, a questão da recompensa. Se você pega aqui e sofre no começo do dia, automaticamente o seu corpo ele tende a regular a balança. Aí sua dopamina sobe. Então por isso que treinar no começo do dia, tipo, treinar, mas assim Não adianta ir lá puxar um pezinho, tá?
Isso não é treino. Tem que ser aquele lá, cara, você sai destruído, porque aí você sofre aqui, o corpo regula, sua dopamina sobe. Eu tava falando, não sei se tava aqui, da banheira de gelo, cara. Banheira de gelo, procura estudo sobre.
Não, eu já li, cara. Porra, é animal, né?
Absurdo. Quando eu faço banheira de gelo lá em casa, cara, você fica num estado meditativo. Parece que você sai no tapete mágico assim do negócio. É muito bom, né, porque dá essa regulada. E olha que interessante, onde que eu vi que o remédio tava fazendo um negócio meio estranho? Quando dava rebote, eu tomava remédio, ia treinar, a dopamina subia duas vezes, e aí você tinha um rebote. Falei, tem alguma coisa errada.
Derruba, derruba mesmo assim.
Aí eu falei, então peraí, foi aí, cara, foi um, se foram 4, 3 anos mais intensos assim nessa, nessas pesquisas muito loucas, os negócios Rodrigo Barbi lá na época que ele tinha do nootrópico e tal. E aí você começa a entender, você fala assim, porra, olha só, então faço isso daqui. Então peraí, se eu conseguir ter uma overdose com esporte, quer dizer que o esporte me entrega isso? Então, opa, tanto que para sair do remédio, se você faz esporte, é muito mais fácil, é muito mais fácil, porque você basicamente tira, troca um pelo outro.
E para tudo. Mas aí tem que ser aquele esporte que você falou, cara, sai da academia suando, porque ir lá puxar uns pezinho, fazer isso não adianta, não vai te liberar a mesma quantidade de dopamina que libera.
Eu acho que serotonina, né, não sei, enfim, eu acho que eu tive muito Sempre tive muito preconceito com, por exemplo, né, eu te contei aqui um pouco antes de começar que 10 anos atrás, quando eu cheguei americano, eu tava com 190 kg. E aquilo já tava, quando que eu comecei a tomar atitude assim, eu tava ficando zumbido, 90, cara, tava, porque eu já falei isso, é quase isso mesmo, cara, você toma 190 kg, qualquer momento você morre.
E comecei a sentir mal. Comecei a medir pressão, pressão alta, fumante, fumava cigarro mesmo, tal, todo errado. E aí, dia do meu aniversário, eu falei, cara, vou procurar um médico. Eu sempre fui cagão com médico, eu sempre tive medo da resposta que eu sabia que eu ia ter, então fugia dessa resposta. Procurou médico, fiz os exames e tal, falou, tá vendo aqui, ó, tudo fodido, tudo ferrado. E aí, para diabético, enfim, cara, tudo errado.
E aí eu sempre conto para as pessoas, quando fala um negócio de peso, é que a gente não nota, muita gente não nota onde você tá chegando, né, com peso. Por exemplo, onde você chegou, de repente a sensação que dá que um dia você chegou no espelho e falou, caramba, quem que é esse cara aí, sabe? E é assustador isso, porque é um processo lento. Né, que de repente você chega naquela situação, demora para regredir. Então o que que as pessoas normalmente procuram hoje em dia é, acho que a maioria delas é bariátrica, é o estômago, claro que auxilia e tal.
Mas quando chegou nesse ponto, eu falei, cara, eu quero procurar uma solução que eu consiga diminuir peso no mesmo ritmo que eu ganhei peso. Talvez nunca era, é lógico que não, mas é uma coisa muito mais fácil. Mas seja uma coisa saudável, porque eu tive péssimas experiências e exemplos de pessoas que fizeram bariátricas que voltaram a ter o peso, se tornaram alcoólatras, que acharam que o peso era o grande problema da vida delas, mas quando emagreceu através de uma cirurgia descobriram que não era o peso.
Porque o peso não é o problema, é o reflexo, é o resultado. É isso.
Então, vou, tô muito gordo hoje, se eu emagrecer para caramba eu vou arrumar uma namorada. O problema não é só esse, cara. O problema tá na cabeça e tal. Então tenta cortar esse caminho com a bariátrica. Eu entendo que tem casos que precisa, enfim. E aí foi quando eu te contei que a gente conversou com o pessoal e tal, e fui perdendo peso. Hoje baixei 40 kg desse peso devagar, num ritmo e tal. E aí você vai desfrutando desse, desse pouquinho em pouquinho.
Hoje eu uso Monjaro. Que auxiliou mais ainda e tal, que, porra, trata muitas coisas, né, também, além do peso ali. Tem sido muito bom. E o que me dá mais qualidade para ir para uma academia e frequentar academia por tanto tempo, né, que eu já venho de alguns anos frequentando, porque você conseguiu diminuir peso, você consegue treinar melhor, você consegue sentir os benefícios, né, do treino melhor também. Então eu até conversando com o personal que ele vai vir aqui em breve, ele falando, falou, pô, Rafael, não é legal, cara, gravar esse tipo de coisa?
Por que que você não faz essa? Porque ele atende só velho e gordo, é o negócio dele, é o público dele, né? Não é legal você treinar esse tipo de coisa para dar exemplo para as pessoas e mostrar a trajetória das pessoas com isso? Ele falou, cara, é massa, só que eu não posso fazer porque tem muita gente que vê você, por exemplo. Vou começar a gravar você. E ver você conseguindo fazer e a pessoa não consegue é uma frustração muito grande para ela.
Então tem muita gente que não se dá bem com esse tipo, esse antes e depois, sacou? Eu tentei documentar, começar a documentar assim, mas eu não consegui.
Ah, tá, fazer o documento. Acho que é um negócio que você sabe, que quando eu comecei a postar muito disso, é que, cara, eu sou péssimo de postar. Às vezes eu venho, esqueço para caramba. Nossa, não, obra, galera quer me matar, sempre esqueço. Aí, mas sempre que eu posto alguma coisa de bike, sempre alguém, porra, que legal, tal. E assim, não tem jeito, cada um encontra o seu caminho. Tem gente que é através do, sei lá, de esporte, tem gente que através da academia, tem gente que através de qualquer outra forma.
Mas o importante é que acho que a gente acaba estimulando de alguma Acho que mais estimula a pessoa que tá sempre fazendo alguma coisa e qualquer resultado. Porque, porque que eu acho isso? Você pega, poxa, um cara que tá muito distante, mas tô shapeado e tal. Às vezes essa pessoa não tem o mesmo poder de influência que você que tá indo na academia, sabe, que tá indo todo dia ali, coisa de cuidado, porque você é uma pessoa normal.
E pessoas normais acho que acabam influenciando mais pessoas normais do que aquela pessoa que às vezes a gente tem muita coisa, eu vejo na que eu acho que é um absurdo, porque um absurdo com elas próprias, tá? Gente que se auto tira umas fotos bonitas, ah, andando de bike, foi lá, tipo, fez uma puta pose, nem tava andando. É, por que que eu acho zoado isso? Porque você na verdade tá enganando seu inconsciente. Se você foi lá e você fez uma coisa para postar, beleza, você treinou e postou, nada contra.
Eu faço isso direto também, nada contra isso. Mas assim, se você vai lá e posta um negócio que você não fez ou tenta mostrar uma coisa que você não é, automaticamente você tá falando, cara, não tem nada a ver com externo, tem a ver com você mesmo. Você tá dizendo para você, eu sou uma farsa. E isso, cara, você vai, a hora que você começa a estudar o inconsciente Você entende que 95% da tua vida tá no teu inconsciente. Então se você não trata isso muito bem, tá fodido.
E aí você tem que fazer coisas que estimulem. Então quando fala dessa questão de mostrar para estimular as pessoas próximas, cara, porque acho que 3 ou 4 pessoas desde que eu comecei a postar coisa de bike vieram falar para mim, pô, comecei a andar de bike, eu sempre vejo você postando tal. Porque nós somos pessoas normais. Agora, o cara que tá lá, foi no Tour de França e tal, que você já coloca, ah não, o cara é profissional, pô, mas olha a bike do cara.
Ah, mas se eu tivesse— agora, a pessoa normal, cara, não tem desculpa. E eu acho que é mais legal. E tem um vídeo que eu vi que eu achei que não sei quem falou, não, porque eu não vou na academia porque todo mundo me julga, etc. Cara, a coisa mais animal de se ver na academia é a pessoa que parece que não devia estar lá.
Porque, cara, eu sou o cara mais gordo da academia. Não vi ninguém mais pesado que eu.
Isso é legal para cacete, porque, tipo, cara, você tá lá.
É muito engraçado, cara. Eu falo, gordo é ponto de referência, né? E eu sempre, eu me dou muito bem com isso. Eu não ligo para a galera falar isso de zoeira e tal. Nunca liguei, cara. Quer dizer, mentira, na adolescência mais. Depois foi foda, mas eu tinha uma época, emagreci muito, depois casei, engordei tudo de novo. Mas na academia às vezes chega um cara, tá treinando do seu lado, aí o cara do nada, você nunca viu na vida, daqueles tapinha: pô, da hora, vai em frente aí, cara!
Direto, cara, tem uns apoio moral, saca, que vem no cara batendo ombro. Isso aí, cara, vai firme!
Então, que muitas vezes esse cara, ele há muito tempo ele tava— deixa eu falar, eu já fui, cara, 25 kg mais gordo. É isso, você se vê ali, fala assim, porra, animal! Que acreditar no negócio, né, cara? Nunca quem tá falando mal de você nunca tá em cima.
Outra coisa que acontece é que quando vai um gordo na academia, passou por lá, ele vem puxar assunto comigo. Chega um gordo na academia, ele, porra, parceiro, ele tenta fazer amizade, sabe? Tem um caso muito engraçado, cara, que Eu tava em outra academia, o único gordo dessa academia, só tinha marombeiro nessa academia, embora uma academia de bairro. Aí chegou um cara, cara, tão gordo, acho que meu peso assim, que ele era mais baixinho e tal.
E eu falei com minha esposa, pode esperar que vem, cara, não tem jeito. Do nada ele sentou do lado da máquina que eu tava e olhava para mim e tal, eu tentando desviar, olhar, falando, não quero conversar agora, cara, tá doendo muito aqui, vou conversar. Primeira coisa, o cara virou para mim e falou assim: oi, Bolsonaro e Lula, hein? Falei: não, não vai começar esse assunto, não vai começar assim. Falei: é foda, né, cara? Levantei, fui para o trabalho.
Escolheu o pior assunto, né? Nem para falar da máquina, alguma coisa ali. Momento, vamos, vamos, que batemos 2 horas já, cara.
Tá vendo aí? Vamos lá.
O bom, o Zuzunzum é Depois a gente bater todo esse papo aí, a gente tenta humanizar um pouco mais a pessoa com curiosidades e gosto ali, né? Eu gosto sempre de começar com um livro, cara, tipo, sei lá, livro que você tá lendo, algum que você leu que te marcou, que você gosta de indicar. Enfim, pode ser coisa de business ou livro da vida, sei lá, enfim, alguma coisa aí que é o que eu tô lendo, cara, é O Poder do Inconsciente, é o segundo ou terceiro livro que livro que eu leio sobre inconsciente.
É bem legal, esse é, mas mexe com qual que é o daqui?
Esse tipo de livro nunca li, cara.
É legal porque você entende, é muito legal, é muito legal para empresário, porque quer dizer, para todo mundo é legal, mas essa questão de você entender, você encontra ali a trava do seu negócio. Pô, mas papo meio coach, meio humano, né? Cara, não é. A hora que você descobre as coisas, você entende assim, eu sou zero humano, né, tem duas engenharias nas costas, não tem nada. Mas a hora que você olha para isso, você vê que é muito mais lógico do que parece, entendeu?
Você entende porque você tomou algumas decisões. Cara, decisão é o leme do seu negócio. Então se você entender porque Ah, mas todos, eu penso muito antes de tomar minhas decisões. Não, a maioria das nossas decisões são emocionais, a maioria. Inclusive tem um estudo, sem querer me alongar muito aqui, que eles fizeram com eletrodos no cérebro e aí aparecia umas coisas para a pessoa que tinha que apertar sim ou não. A resposta aparecia numa média de 0,8 segundos e a pessoa demorava entre 6 a 8 segundos para apertar o botão.
Nesse meio tempo é o seu consciente justificando. Aí assim, existem as coisas lá, é o seu lado lógico justificando a escolha emocional que você já tomou. Então basicamente você, ah, vou trocar meu celular. Por quê? Não, porque eu trabalho com isso. Não, ah, porque eu quero um iPhone, porque eu quero parecer mais rico. Só que você tá, não, eu trabalho, isso, aquilo. Uma decisão emocional, não foi uma decisão.
Não acredita nele não, viu, Lô. Eu troco iPhone porque eu trabalho, que eu mereço. Essa desculpa que eu uso para Lô, eu preciso trocar telefone.
Por quê?
Comprou ano passado, eu trabalho com isso, não tem jeito.
Eu preciso do novo, eu uso muito. Você já usou essa desculpa comigo? Eu já escutei esses papinhos seus aí de trocar iPhone, de trocar.
É assim, eu sou puto da Apple, cara, não tem jeito.
Eu uso essa desculpa comigo também.
E filme, cara, se a gente Trocou uma ideia que você não é muito um cara de filme ou série também, não pode ser filme ou série. Nossa, não, eu perguntei esse mesmo para você passar vergonha.
Do Harlan Coben, você já assistiu umas séries? Eu assisti umas duas dele, foram duas que me prenderam. Harlan Coben, que que é isso? É um diretor de enigma, eu achei interessante. Harlan Coben, mas que que é?
Tá em algum streaming?
Tá no Netflix.
Mas tem um, o nome é esse nome, ou se procurar Harlan Coben, pega.
Eu assisti umas 2, 3 dele, cara, sensacional. Tem, é que filme agora eu não lembro, que eu não sou muito de filme, mas as séries que me prenderam foram essas dele, 2 ou 3 dele ali fantásticas. As novas, as antigas não assisti não.
E hobby, cara, algum hobby aí?
Esporte, bike, corrida, natação no geral, cara, tudo que de movimento, academia, Cara, que me chamar para hoje eu pratico.
Mas você é bom esporte? Tipo vôlei você joga? Futebol? Tipo qualquer coisa? Rende-bol tá ali?
Nossa, faz tempo que eu não jogo rende-bol, mas jogo.
Eu adorava também no colégio. Inclusive uma coisa que eu não falei, eu adorava o esporte quando eu era moleque e me divertia horrores assim no esporte. E uma das coisas que eu falo muito, pessoal, é, cara, eu tô doido para chegar numa fase do peso que eu posso voltar a fazer esporte sem correr risco.
E eu vou te falar uma coisa, você vai cair para o outro lado do pêndulo, viu? Porque geralmente é assim, cara, tem uma lei na natureza que é tudo negócio do pêndulo. Se você foi para esse lado aqui, a hora que você chegar nesse outro lado, você vai virar o esportista. Geralmente o que acontece, mas esporte, eu sempre gostei também de esporte.
Eu sempre falo assim, ó, cara, você pode me chamar para jogar qualquer coisa, vai ter o número de gente para jogar lá, o vôlei de de rolê lá, sei lá, são 10 pessoas. Você arrumar mais 9, conta comigo que eu sou o décimo, tá? Jogar futebol, que eu cansei de tentar organizar as coisas, mas eu jogo. E handebol, sabe onde tem, cara? Eu nunca fui jogar, mas é o Sesc que é ali perto da rodoviária. Sesc, né? É ali, tem, cara, tipo uma galera joga em 2 dias lá.
Você pode pagar uma petequinha por mês lá, acho que é R$30, uma coisa, jogar handebol, tá lá. Porque não tem, cara, quem é que sã consciência assim, galera?
Vamos jogar handebol?
É, eu jogava na escola, entendeu? Mas adorava o esporte, pô, puta esporte da hora.
Fechou, acho que é isso.
Mais alguma coisa? Acho que só, cara.
Ficou alguma coisa que você Deixamos de perguntar, né?
Já alguma coisa aí? Não, tá tudo equilíbrio aí.
Que que você achou, cara? Fantástico, muito bom. Parece que passou 15 minutos, 2 horas e 5, cara.
Acho que bateu o recorde, bateu, porque o máximo tinha sido 2 horas e 1, 2 horas.
Então você falou de esporte, eu gosto de esporte competitivo.
Se alguém bater, eu volto aqui, você volta aqui, quer estar no top 1 de tempo.
Não, é muito legal, gente. Parabéns pela estrutura de vocês, fantástica. Muito bom conversar com vocês.
Comentário do Gustavo, porque eu não vi. Porque eu tô precisando ficar de gordo. Deixa eu ver.
Sumou conta com o esporte, cara?
Eu não posso falar a resposta que eu quero dar aqui, que eu vou ser preso.
Gustavo é um brother nosso, cara. Ele tá desde o primeiro episódio, ele vem, ele comenta. Pô, moleque, gente boa. Mas é esse estilo dele aí, é um maldito, não presta para nada.
Ontem, cara, entrei na live dele, tá fazendo a live, mandei um Live Pix aí que eu recebi em troca. Pelo menos Live Pix para ele, cara.
Quero ver se ele consegue fazer um Pix maior do que o seu.
Fechou, galera. Muito obrigado pela companhia até aqui, viu? Obrigadão mesmo, valeu mesmo por ter vindo. Tem que combinar outras vezes. E é isso, Frederico.
É, recados finais, galera. Agradecer quem ficou com a gente até aqui, 2 horas e 6. Quem tá ouvindo isso aqui depois no Spotify, não esquece das 5 estrelas, comentar ali para gente também. Se puder encaminhar ou vídeo no YouTube ou Spotify ajuda a gente no engajamento. Infelizmente a gente é refém do algoritmo, não tem jeito. Então a gente precisa pedir essas coisas, mas agradecer demais a presença. E Will, agradecer de novo, cara.
Pô, obrigado por ter vindo. 2 horas e 7 agora. Então, pô, para mim foi animal, fluiu muito o papo.
Ô Bruno, só mais uma coisa: você perdeu o emprego, você devia ter bloqueado o comentário do Gustavo, viu? Tá demitido ao vivo.
Eu já bani ele já do canal, já fica tranquilo. Não, fiquei de prova.
Valeu, galera, obrigado. Até mais, até a próxima.
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