Diego Rondon - Na Colmeia #19
No décimo nono episódio do Na Colmeia, Fred e Gabriel recebem Diego Rondon, co-founder e CEO da e-volve, para uma conversa sobre inteligência artificial, RH, recrutamento e futuro do trabalho. Diego é empreendedor há mais de 20 anos, investidor, conselheiro em três empresas e toca uma consultoria de hunting focada em tecnologia e executivos. Ele tem uma opinião pouco confortável sobre quase tudo que o mercado anda fazendo com IA.E ele começa derrubando o caso de uso mais popular do setor.🚫 "A maior burrice é usar IA para analisar currículo"Diego é categórico: quem coloca IA para filtrar CV perde os melhores candidatos. Segundo ele, os candidatos mais fortes raramente são óbvios no papel, porque a análise que importa é comportamental e de trajetória, não técnica. Onde a IA entra de verdade no processo dele: screening automatizado por WhatsApp, entrevista técnica assistida, validação de aderência e agendamento direto na agenda do consultor.🏢 A volta ao presencial, o caso Nubank e o elefante imobiliárioO post dele sobre o assunto passou de 450 mil visualizações. Diego destrincha a conta real de produtividade entre remoto e presencial e conta, como conselheiro, como decisões de ocupação predial nascem de vacância em fundos imobiliários. No meio disso, um desabafo sobre a escala 6x1.🤝 Autonomia é responsabilidade com reconhecimentoA definição que ele usa para gerir time remoto sem microgerenciamento, e por que gestão remota mal feita quase sempre é preguiça de gestão.🤖 Cláudio e Gilcinho: os assistentes que rodam no Telegram deleO nível de automação pessoal que ele construiu sem saber programar: IA lendo WhatsApp, montando agenda otimizada de São Paulo por logística, sugerindo resposta de e-mail e rodando rotina de manutenção no sábado para não desperdiçar token. Regra fixa: a IA sugere, ela nunca responde sozinha.🧠 "IA não é inteligência, IA é estatística"Os piores usos que ele vê em RH: devolutiva de processo seletivo automatizada sem contexto, feedback genérico e PDI gerado por modelo. Por que o bom gestor sabe que você está se separando e a máquina não.⚡ Horizontalização das profissõesEngenheiro, designer de produto e PM estão fazendo a mesma coisa hoje. Para Diego, os três viram uma pessoa só. E a previsão desconfortável: cada vez mais coisas novas e cada vez menos profundas.🔧 Robôs que não precisam mais de linha no chãoComo a IA generativa muda a robótica e por que a automação sai do software e entra no mundo físico. Aqui ele projeta números fortes de substituição de postos em cobrança.Sobre o Na ColmeiaO Na Colmeia é o podcast da HiveAgent, empresa especializada em IA e automação para empresas. Aqui, Fred Beneti e Gabriel Brasil trazem conversas diretas sobre tecnologia, empreendedorismo e o impacto real da inteligência artificial nos negócios, sem guru e sem papo de prateleira.📌 Se você conhece alguém com uma história interessante em IA, produto, automação ou uma profissão tradicional aprendendo a conviver com IA, deixa nos comentários. A gente quer ouvir.Para saber dos serviços da Hive, visite: https://www.hiveagent.com.brOferecimento🔶 EpicFlow: se sua empresa tem vários números de WhatsApp e a comunicação virou bagunça para o cliente, o EpicFlow resolve isso com um único número, usando a API oficial da Meta. Sem bloqueio, sem dor de cabeça. Conheça mais em https://epicflow.com.br/🔶 Aizen CRM: CRM focado em IA, feito para times comerciais que ainda não adotaram nenhum CRM ou que sofrem com ferramentas difíceis de implantar. O Aizen oferece suporte real para a adoção. Conheça mais em https://aizencrm.com.br/
- Recrutamento mais humano com IAAnálise de currículos por IA · Screening automatizado por WhatsApp · Entrevista técnica assistida por IA · Automação de feedback e PDI
- Gestão de equipes e liderançaAutonomia e responsabilidade · Gestão preguiçosa vs. gestão ativa · Produtividade e qualidade de vida
- O Trabalho DevolveNubank · Impacto cultural e individual · Especulação imobiliária · Híbrido adaptativo
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- Capacitação IA profissionaisEngenheiro, designer e product manager · Tendência de superficialidade e novidade · Substituição em massa de empregos
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Muito boa noite, sejam bem-vindos ao 19º episódio do Na Colmeia. Meu nome é Gabriel Brasil. Então, antes de apresentar o convidado de hoje, vou dar alguns recados aqui. Primeiro, falar do AppKey Flow. Então, se você tem o WhatsApp, usa o WhatsApp na sua empresa, aquela bagunça, cada número, cada pessoa com o número do WhatsApp, aquela confusão, você não consegue gerir direito as comunicações da sua empresa, usa o AppKey Flow, traz tudo para API oficial, um número só, e você organiza a comunicação da sua empresa, consegue gerir, acompanhar, né, os atendimentos, e tudo fica organizado.
Também a gente vai falar um pouco do Wise, que é integrado ao AppFlow. Então a gente brinca que o Wise é o seu primeiro CRM, nada daqueles CRMs que precisa canhão para matar mosquito. Então o Wise é um CRM onde você não precisa de grandes conhecimentos em informática para usar. Ele é feito para as pessoas, para ser simples mesmo, para as pessoas, para ajudar as pessoas que tem, é que tá começando a usar o CRM. E é isso. Muito boa noite, Frederico.
Boa noite, Gabriel Brasil. Boa noite, pessoal do YouTube, tá aqui com a gente ao vivo. Muito obrigado pela sua presença. Não esquece de participar com a gente aqui ao vivo. Antes do convidado, outros dois últimos anúncios, né, últimos recados, né. O primeiro é com relação ao patrocínio. Então, se você quiser fazer parte aqui do Nacomé com a gente, quiser patrocinar os nossos episódios, o QR code tá na tela. Vem bater um papo com a gente, a gente consegue mostrar números para você.
Então a gente já bateu os 5 mil inscritos, vamos bater os 6 mil muito rapidamente, chegando aí ao 19º episódio, agenda cheia até meio de setembro. Então tá bem legal, sempre trazendo histórias, trajetórias assim, pessoal que tá ali usando o IA no dia a dia. O segundo recado é referente à nossa imersão, tá com o primeiro lote aberto. Imersão vai acontecer em setembro. Então, basicamente, o que a gente entrega nos nossos workshops para as empresas, a gente vai entregar nessa imersão exclusivo com o uso de cloud.
Então, eu gosto de brincar com o Gabriel que a gente não consegue montar a imersão antes 100% porque todo dia tem novidade, todo dia a gente tá aprendendo, todo dia a gente tá aplicando nos nossos clientes e projetos. Para te ensinar nesse dia comigo e com o Gabriel na parte da manhã e na parte da tarde. Então o QR code está na tela também, entra lá no grupo para trocar uma ideia com a gente. Da minha parte é isso, Gabriel.
É isso. Então o nosso convidado de hoje, Diego, co-founder e CEO da Evolve. É isso?
É isso aí.
Muito bem-vindo, cara, obrigado por ter aceitado o nosso convite. E para começar, ninguém melhor para se apresentar, falar um pouco mais Conta para a gente, se apresente para a gente.
Maravilha, gente, obrigado por esse espaço, obrigado por esse bate-papo. A gente já tava na prévia aqui no esquenta, né, fazendo essa, essa troca de ideias, e é muito pertinente estar aqui com vocês porque nada mais recente e que a gente tem que se atualizar, falar sobre, em todos os Em todas as carreiras a gente tem que falar sobre IA. Então falar sobre IA como carreira é uma das coisas que eu quero muito desenvolver com vocês e quero muito desenvolver para quem está aí assistindo, porque é essencial essa discussão.
Eu sou empreendedor há mais de 20 anos fazendo negócios, já quebrei, eu acho que é um aprendizado importante para todo empreendedor, não desejo para todos, mas... Acho que é importante ter histórias para contar. Nos últimos 10 anos eu tenho estado— 10 não, né? Já vai para 15 anos aí, estou até perdendo a conta de tempo. Eu tenho estado totalmente conectado ao ecossistema das startups e de alta tecnologia, seja como investidor, a gente tem um veículo de investimento.
Então, para quem tem startup que está com um produto legal e tem que ter IA, não tem jeito, quiser fazer um pitch, né? A gente faz alguns checks aí por ano, 3 ou 4 checks por ano, a gente procura investir. Nós temos uma consultoria focada em pessoas e crescimento e uma consultoria de hunting exatamente focada em tecnologia e parte focada em executivos também, né, que vem do nosso histórico. Estamos há mais de 10 anos fazendo isso.
Então essa é a apresentação. Falar que sou filho do jardineiro, um abraço para o meu pai, o jardineiro. E de fato, meu pai jardineiro também tem uma larga responsabilidade na minha história, me formou como uma pessoa íntegra, honesta e tal, mas também com bastante ambição de crescer. Então estamos por aí.
Diego, para a gente não perder o costume, vamos começar falando de IA. Você é muito ligado a RH e, cara, você sabe que a gente tem muitos amigos que falam muito mal de RH, não gosta de RH, existe um preconceito ali, principalmente na área, os devs, de tecnologia assim, sabe? Então, cara, vamos começar falando disso um pouco, de IA, claro. Como que o seu setor hoje tem usado IA? Como que você vê o mercado para o futuro para isso? O que que tem ajudado as pessoas da sua área?
Vou fazer uma conexão da hype da IA. Nós estamos falando 3 anos mais ou menos, né?
Se a gente pegar a IA generativa, alcance ao público, né?
Foi entrega ali, vai, 3 anos. A gente já fala de IA acho que desde 1995, a gente fala com IBM lá, né, que tinha o Watson.
Watson, putz, cara, eu apanhei muito de Watson.
Era caríssimo, né, não era acessível. Mas nós estamos falando de 3 ou 4 anos aí que a inteligência artificial se tornou ferramenta como plataforma, né. E eu venho batendo na tecla dos meus, com os meus companheiros, colegas de RH, que a nossa oportunidade do RH, a gente já teve algumas, mas a verdadeira oportunidade do RH tava na plataformização do uso da inteligência artificial. E por quê? Você tem duas pessoas, duas entidades, dois seres, dois seres humanos nesse momento ainda, ou talvez nem tão mais humanos 100%, que dominam completamente a empresa, sabem tudo que todo mundo faz.
É o CEO, o executivo principal, e é o RH. Por que que isso é tão importante? Por que que isso seria a nossa chance? Eu digo seria porque eu vejo muito, muitos RHs perderam o bonde. Alguns conseguiram aproveitar, mas muitos perderam já esse bonde, em que sabendo o que as pessoas fazem na empresa, você sabe quais competências você pode melhorar, potencializar com o uso da inteligência artificial. Então a primeira, e eu venho sendo talvez quase que andorinha solo, né, tentando fazer verão nessa história, conclamando a RH, que a RH tomasse a frente, tomasse a dianteira.
E eu vi alguns fazerem, tá? Hoje, por exemplo, Jean-Pierre Sperati, que é um dos executivos principais, principal executivo de RH do Acreditas, ele foi liderança da IA na empresa anterior e hoje ele também lidera esse movimento. Então o RH, muito se fala, né, muitas pessoas não gostam do RH e tal, porque o RH é uma área que se contenta em ser uma área acessória. E eu tô em conselhos, alguns conselhos, conselhos administrativos, tem RHs muito bons.
RH, por exemplo, do Axios, que é um dos conselhos que eu estou hoje, é um RH fantástico. A nossa estrutura ali com uso de tecnologia é maravilhosa. E a líder principal de RH, ela é uma pessoa cabeça super para frente. Mas eu tava muito acostumado em reuniões de conselho, quando você tinha algum tema de RH, a pessoa até virar o olho para cima, você fala, vem o RH abraçar árvore, falar de conceitos etéreos e tal.
Por quê?
Porque não fala em dados, não fala na linguagem do negócio, não consegue conectar a importância do RH, das pessoas que são o ativo principal da empresa, por enquanto continuam sendo potencializados com IA agora, mas continuam sendo, não conseguem trazer isso de fato ao entendimento de um CFO que tá preocupado ali com os dados financeiros. Pô, o absenteísmo custa tanto para empresa. Se você falar isso para o CFO, ele vai te escutar.
Olha, o absenteísmo custa tanto, como é que a gente combate absenteísmo? Aí você vem: então, com investimento X você combate o absenteísmo Y, e aí você tem um ganho efetivo. Pronto, você conquistou os ouvidos do teu CFO, do teu CEO. E por que que aí também é oportunidade, não só naquilo que eu falei, que é saber onde potencializar, mas aí também a oportunidade para RH, porque RH não vai precisar se especializar em dados mais. RH pode utilizar toda a sua plataforma com inteligência artificial para poder tirar esses insights e defender.
Olha, tô percebendo, o RH tem muita percepção, tem muito feeling, né? Tô percebendo que a gente tem um gargalo aqui, a gente pode resolver de tal maneira. Como que eu vou comunicar isso para o meu CFO? Pensa que você é um CFO que pensa desse jeito e tal, tal, tal. Ou seja, quando você vai fazer o prompt daquilo que você precisa comunicar, você traz contexto. E aí, nesse contexto, se o RH souber usar, ele vai conquistar qualquer interlocutor.
É um potencial diferencial. Você não precisa ser mais especialista em tudo, é a grande graça. Tem que ser generalista. Especialista tá ali na tua plataforma, no teu ChatGPT, no teu Cloud AI, no teu whatever. Você tem N possibilidades.
O uso de AI, então você acha que assim, eu ouço muito papo, né? Tem um cara que eu também sigo no LinkedIn, acho que é o Léo Kaufman, acho que é uma parada assim, esqueci o nome dele. Ele fala muito do RH estratégico, né? Então parece que é um mito, né? Porque às vezes tem coisa tão básica, o RH não consegue fazer, e fala-se do RH estratégico. Você acha que com a IA o pessoal vai conseguir chegar nesse ponto do RH estratégico ou não tem nada a ver?
Deixa eu fazer uma defesa RH também aqui, porque a gente não tá só para bater, né, gente? O RH tem muita demanda. Então a gente costuma dizer que RH é curva de rio. Eu vivi muitos anos à frente do RH e assim, a pessoa caiu de bicicleta vindo para empresa, aconteceu, se estabacou toda lá, foi parar no hospital, problema do plano de saúde daquela pessoa que tinha alguma coisa, enfim. Então tudo isso vai parar no RH, coisas aleatórias, histórias fantásticas.
Tem algumas que eu posso contar, não falo aonde, não falo as pessoas, mas conta as histórias. Bom, quando, né, o relato anônimo, mas o RH tem muita demanda de muita coisa, normalmente muito operacional. E aí, como é que você vai ser estratégico sendo que você tá preocupado com a folha, o fechamento da folha? Folha todo mundo ama até dar errado, né? Quando você tem erro na folha, o mundo acaba. As pessoas têm que receber sua remuneração.
Isso é, a gente costuma dizer na pirâmide de Maslow, né, é o fator higiênico, é o fator mínimo. Se você não tem um fator higiênico, ou seja, a folha bem feita, com uma demanda altíssima de operacionalização, você não vai— não adianta você ter estratégia, não adianta você investir em desenvolvimento, nada disso, que não vai funcionar. Bom, dito isso, sim, a inteligência artificial ela tem a capacidade como plataforma de potencializar o RH.
Primeiro, vai ajudar a diminuir a demanda operacional. Que é gigantesca. Segundo, o RH, ele normalmente tá formado no contexto mais de humanas. No contexto de humanas, tem dificuldade em codar, eu tenho dificuldade de fazer uma análise de dados, eu tenho dificuldade em gerar. Obviamente você tem RHs que fazem, sabem fazer muito bem.
Até pensar numa eventual automação, né?
Exato. RH é mais difícil. Agora, com plataforma, plataformas agênticas, aí você consegue utilizar de uma maneira fantástica. Eu tava hoje fazendo uma reunião com os meus sócios e passando para eles um pouco do formato do que eu uso de IA. Mas como é que você chegou nessa, nesse nível de automação? Eu não sei, eu pedi para IA fazer, fui tendo ideia, fui pedindo, foi dando errado, eu fui pedindo para corrigir. Então quando você faz de verdade uma imersão, quando você tem vontade, quando você tá a fim de mexer com a inteligência artificial, você sai daquele óbvio que é usa aí como você usava o Google, ou para escrever email, te ajudar a escrever email, escrever um email.
Quer dizer, assim, obviamente hoje o nível de automação que eu tenho, a minha inteligência artificial tá integrada, ela já me fala. Eu leio os emails, claro, mas assim, maior parte dos emails eu já vejo o tópico primeiro. Ela já me dá qual que é o tópico, quais são os emails em prioridade que eu tenho que responder, e ela me dá uma parte de sugestão. E como eu tô com ela integrada, quando eu começo a escrever o email, eu já tenho o tom, se o tom tá bom, se o tom não tá, enfim, eu já deixo isso automatizado.
Então ela vai me dando sugestões de melhoria de forma automatizada. Como é que eu fiz isso? Não faço a mínima ideia. Saiu, saiu, porque eu fui falando, olha, isso aqui não tá bom, isso aqui não funcionou, né, melhora isso. Aí eu tenho uma rotina semanal que a minha, ela roda todas as minhas tarefas, toda a minha, toda, todas as schedules que eu tenho para ver o que que dá para melhorar, usar menos token. Porque assim, vamos falar real aqui, vocês usam IA bastante.
Se você deixar solto, você deixa um carro por mês ali de token, né? Então eu tenho os controles ali e a minha automação semanal de sábado, né? Porque assim, IA, as IAs tokenizadas, não usou, jogou fora, perdeu, né? Então eu fico, eu fico tentando trabalhar e consumir as minhas sessões, né? Eu de sábado, por exemplo, não tô trabalhando, deixa a minha rodando para melhorar a IA, né? É um nível de automação que eu já não sei mais como é que cheguei lá, cara.
Uma dúvida assim, eu na minha empresa, a gente conversou até isso no outro bate-papo, que eu não tinha um RH dentro. Eu cheguei a ter 20, 21 ou 22 funcionários e tal. Então sempre empresa de, a gente lidava muito com dev, designer, enfim. Mas o que que mudou assim do processo de antes para o processo de agora? Por exemplo, né, antes eu ia procurar currículo no LinkedIn normalmente, onde eu básico mais usava, baixava currículo, analisava, que para mim que não sou de RH era sempre um gostei mais desse aqui, sabe?
É aquela coisa bem no escuro assim, né? Sem experiência do RH e tal. O Bruno, por exemplo, daí com a gente, veio de um processo desse, né? Tem 7 anos que o Bruno tá aí, veio de um processo bem cru, né? Bem, bem sem, bem amador, bem amador. É isso. Mas lógico, eu errei. Não vou falar que eu errei mais que acertei não, porque a gente vai moldando as pessoas, né? Vai direcionando o caminho delas e tal. Mas o que que mudou você acha desse processo tão manual que era, de você tá falando de ter que analisar os currículos, né?
Antes era assim, né? Vocês analisavam, o RH analisava um a um as coisas. Hoje, o que você fala de automação é exatamente nesse ponto onde existe uma base que consome os currículos, que nada a ver com isso?
Posso falar assim? Você polêmico aqui, tá? A maior burrice que você pode fazer é colocar inteligência artificial para analisar um currículo. Eu vou te dizer por quê. Não sei como é que tá o teu LinkedIn, confesso que não fiz o stalking completo. O teu eu vi.
É, eu sou bem ruim de LinkedIn, tá? Tem preguiça, muita preguiça de LinkedIn.
Se eu for colocar, por exemplo, tô tentando te rankear e for colocar o teu LinkedIn para como base, ou um currículo que às vezes não é muito bem feito como base, perdi candidatos fantásticos. Os meus melhores candidatos muitas vezes não são tão óbvios quando eu tô fazendo uma seleção de perfis. Eles não são óbvios de perfil, de CV, de LinkedIn. Eles são óbvios de história, trajetória. Quando você faz um processo de seleção o teu, a tua, a tua análise, ela é mais subjetiva, comportamental do que técnica.
E as pessoas não estão acostumadas a ter tudo 100% atualizadinho, ainda mais hoje com inteligência artificial, que você já não sabe mais o que tá acontecendo. Então você precisa do ser humano para analisar o currículo, para analisar o histórico. Você precisa do ser humano para entrevistar. O que que a inteligência artificial pode fazer? Ela pode fazer contatos em massa com os currículos que você selecionou. Eu acho que a coisa mais burra você colocar, de verdade, me desculpe, mas a coisa mais burra você colocar aí, ah, para selecionar o currículo.
Não, seleciona você. Qualquer coisa vai selecionar mal. Quando você põe aí, aonde a gente tem usado aí, primeiro contato, a gente chama de screening, primeiro contato automatizado com WhatsApp. Antigamente eu ficava lá mandando mensagem e assim, eu vou falar, tenho 20 anos de RH, 20 anos atrás a gente tinha até fax ainda. Tem gente que não sabe o que é fax, tá? É mais jovens aí, não sabe, vocês sabem.
O cara que a gente ia contratar sala sabe, né?
O advogado, esse sabe bem, ele queria mandar o fax para vocês.
A gente foi alugar uma sala, aí no contrato ele pediu para toda comunicação com ele fosse via fax.
Esse ano o contrato, por causa disso, foi copiar e colar assim.
Aí virou uma piada nossa de que manda por fax. Mas é da época que eu comecei a trabalhar com RH, a gente usava fax para mandar currículo, recebia currículo por fax. Bom, então o que que acontece? Quando você tem, né, esse processo, essa automação de currículo, esquece. Mas quando você tem automação, envio de mensagem, eu ficava naquela época mandando mensagem para 100, 150, 200, 300 pessoas por dia para poder fazer o contato. Hoje, com inteligência artificial, posso mandar para 500.
E o tempo, né, que antes você tinha que fazer, né, um tempo precioso na operação do boleto, mandando uma mensagem.
E eu vou dizer, eu coloquei primeira automação, olha que coisa louca, primeira automação de envio de mensagem em massa para candidato. Que delícia! Mandei 5 mil mensagens, falando de 15 anos atrás, mas eu mandei 5 mil mensagens. Primeiro, bloqueou a conta da empresa. Segundo, eu passei uma semana respondendo, porque aí as pessoas devolviam. Como é que eu vou fazer com IA hoje? Eu automatizo esse primeiro contato. E assim, automatizo de que forma?
Vamos lá, processo seletivo comum. Você tem uma vaga de desenvolvedor especialista Python, saiba usar IA para trabalhar híbrido, tá acontecendo presencial, tá acontecendo em tal cidade. Como é que você faz um disparo em massa para essa turma? Você põe ali para ele o primeiro contato e fala: olha, a vaga é essa, os pré-requisitos são esses, é indispensável que a pessoa faça isso, isso, isso. O nosso agente, obviamente você tem que pôr guardrail, né?
Principalmente deve. Os caras adoram quebrar a gente, adoram tentar cavar espaço e tal. Você põe os guardrails, você põe as proteções para falar sobre aquilo que você quer que fale. Pronto, ele me dá os candidatos que estão a fim, estão a fim da vaga. Tem uma remuneração mais ou menos adequada. Essas coisas simples ele automatiza. Eu mando 300, 400 mensagens, recebo de volta 15 candidatos. Aliás, já tá automatizado no nosso sistema ali, eu já tenho a possibilidade do cara falar assim: fazer entrevista técnica com IA mesmo.
Aí já vai, faz uma entrevista técnica também, já valida e dá um perfil de aderência. Ou não, quero agendar com consultor, vou falar com gente agora. Os devs não querem, tá? Mas outras pessoas, executivos, querem.
Eu não gosto de conversar com gente, não gosto, é tudo chato, cara.
Dev é terrível, terrível, terríveis. Eu tenho muitos amigos, mas às vezes são dev também.
A maioria dos meus amigos são dev, aí não quer. Mas não deixa de ser chato.
Mas a gente já automatizou, você já tem na ponta automatização que você coloca na agenda Você coloca uma agenda disponível, o cara automatiza e já vai para agenda do consultor, tá lá, aparece uma agenda. Então aí você automatiza de forma inteligente e utiliza o melhor que a IA neste momento pode te oferecer. Por que que eu falo nesse momento? A gente tá em constante evolução da inteligência artificial, vai melhorar, vai aumentar a capacidade, mas vai substituir?
Ainda não. Próximos passos, a gente já tá desenvolvendo também. Eu vou colocar um suporte, um apoio à entrevista. Aí ela tá me apoiando na entrevista, eu tô entrevistando você, eu venho aqui e começo a fazer as perguntas. Aí ela me suporta, ó, pergunta sobre isso, esqueceu aquilo, tá faltando isso, como um suporte, como apoio. Ela não me substitui ainda.
É o mesmo esquema do telemarketing, né?
Que é 2 exemplos, né? O Mário do CPQD, ele veio aqui para falar que o CPQD tem um projeto de voz que eles estavam, a IA tava ajudando a humanizar o telemarketing, porque a pessoa conversa e essa IA do CPQD eles conseguem pegar a emoção da voz da pessoa do outro lado. Então no terminal começa a aparecer perguntas para a pessoa do telemarketing fazer para quem tá do outro lado, o atendente. E tem um amigo meu, ele não veio aqui ainda, ele vai vir em algum momento, ele é médico, que aqui americano, né?
E foram testar uma IA lá no consultório lá, que ele conversando com o paciente, a IA vai listando coisas que ele deve perguntar para ajudar ele no diagnóstico. Conforme ele vai perguntando, vai aparecendo lá: pergunta se o nariz tá escorrendo, pergunta se tá com dor, não sei o quê, né?
Um copiloto, né?
É um copiloto, é um copiloto.
Você quer completar uma coisa sobre isso? Eu ia te perguntar coisa de curiosidade, de curiosidade total, não tem muito a ver com IA, mas você falou sobre o híbrido e o presencial, entendeu?
Remoto, híbrido e presencial, né? As 3 camadas.
Eu tenho opinião muito clara sobre isso, mas eu tô falando da minha empresa aqui, é pequena e tal. O que que você acha desse movimento da volta para o presencial? Do ponto de vista do RH, do humano mesmo, tá? Porque eu vi muita gente falando, ah, mas é porque os caras precisam se relacionar, a equipe fica mais feliz de lidar um com o outro no ambiente de trabalho. Como é que, como RH você vê isso?
Olha, toda realidade, cada empresa tem sua realidade, tudo tem um caso a caso. Eu tenho uma crítica ferrenha, aliás, foi acho que o meu post que mais deu visualização nesse semestre, 400, 450 mil visualizações da atrocidade que o Nubank fez. Ele resolveu simplesmente assim: o bonito mora lá no Uruguai porque ele quer, a vida dele e tal. Vou trabalhar presencial, faço escritório aonde eu quiser e moro onde eu quiser e faço escritório.
E todo mundo que volte para o escritório, mais ou menos isso. Eu tive de executivo do Nubank, desenvolvedor, assim, me ligando.
O Slack do Nubank cantou nesse dia aí, né?
Teve briga, um monte de coisa lá, gritaria e tal. Mas assim, o que que acontece quando você faz um movimento em que você tem uma cultura que está na cultura 100% remoto? Você fala assim, vamos para o híbrido ou vamos para o presencial, sem olhar o contexto. Aí tem gente que mudou para aquela empresa para trabalhar remoto porque cuida do pai, o pai tem câncer, e é quem leva, é quem leva o pai para fazer o tratamento de câncer. E não, agora você vai para o presencial e acabou.
Tem uma amiga do RH aqui, cuidava do pai, teve um AVC, cuidava do pai. Se não fosse remoto, ela não conseguiria trabalhar. E dá para trabalhar remoto em muitos, muitos aspectos. Então assim, primeiro, do ponto de vista da visão cultural da empresa, assim, as empresas elas fizeram movimentos horríveis, horríveis, sem individualizar situações em massa. No geral, para quem pode estar no escritório e não fere a pessoa estar no escritório, é muito bom você ter uma troca que não substitui.
A gente tava falando aqui entre nós, né, antes da gravação do podcast ao vivo, a diferença de estar aqui juntos É a diferença de você fazer um podcast 100% remoto. Você perde qualidade, perde um pouco, mas perde principalmente porque por má vontade, é falta de vontade, falta de vontade da gestão. Isso machuca muito o profissional. Primeira mudança, então tem que ter opção.
Você acha que teve uma especulação de ser um fato imobiliário também? Porque Teve um caso desse, né, que seu problema imobiliário e tal.
Teve isso aí, grandes centros, né, que assim, os investidores de imóveis, grandes imóveis, são investidores de empresas, quem força, quem movimenta todo o rolê. Não é só a volta, né, ele volta a movimentar alimentação, imobiliário e tudo mais, né.
Ou você acha, é porque, cara, falando o que aconteceu comigo, tá, tô na cidade pequena, né, relativamente pequena. E a gente, qual que era o meu problema? Eu tinha que contratar gente só da cidade, então os desenvolvedores presencial, só gente da cidade, limitava para caramba. Muita, tem uma ou duas faculdades, é isso, né, Bruno?
Que tem o quê, 180 mil habitantes? Pois é, aí a gente tinha só um ponto, tá? Campinas, o Diego é de lá, é quando era só presencial, além de ter a dificuldade era um pool pequeno de empresas de tecnologia que você tinha que ficar rondando aquela, é o rouba-montes, né? E aí, isso, só um caso interessante, se você concluir, só fazer essa resenha. Eu trabalhei em Campinas, eu formei em 2007, aí entre 2008 e 2011 assim eu trabalhava em empresa de tecnologia em Campinas, né?
E o que acontecia, tinha o acordo de cavaleiros ali que um não contratava do outro para não subir salário, né? Então eu tava na empresa A, eu não podia ir para empresa B, C, D, meu currículo nem chegava por eu estar na empresa A, entendeu? Aí uma vez eu consegui dar o bypass no RH, né? Um brother meu levou direto no gerente dele, aí me chamou para conversar. Aí na conversa o RH tava, aí RH, como meu currículo é bom assim, então fala um pouquinho o que você tá fazendo na empresa.
Na empresa A.
Aí aconteceu, aí eu despiroquei, aí eu fui para o Rio Grande do Sul. Aí eu falei, ó, vou mandar currículo para o Brasil inteiro, quem me pegar eu vou. Não era casado, não era nada. Aí onde eu fui fazer, passei um tempinho lá em Porto Alegre por conta disso, cara.
É uma sacanagem, né? É, então você bloquear a possibilidade da contratação de um profissional por empresa A, empresa B. Empresa, a empresa ela tem que manter o profissional porque o profissional quer ficar nela. Tem que engajar o profissional para que ele queira estar.
E aí o diretor da época falou assim, ah, fiquei sabendo, você foi fazer lá na empresa B, se quiser ir para lá é como se mudasse de área aqui dentro, é só fazer bem conversando. Esse cara falou que ele vai fazer carreira, não, ó, tchau, filho.
Mas para concluir, me deu uma sensação, primeiro só para voltar um pouco, então quando eu peguei Mas você ter a possibilidade de contratar gente de outros estados e tal, pô, para mim foi fantástico. E aí a sensação que eu tenho com esse lance do presencial é talvez a falta de capacidade da liderança liderar quem tá remoto. Você acha que tem a ver?
Em grande parte sim.
A liderança, eu sei o seguinte, é diferente liderar uma equipe de 10, 15 pessoas com equipe de 1000.
É muito mais fácil no remoto, porque tu põe todo mundo numa sala online, tá todo mundo online, cada um na sua jornada. A consultoria, por exemplo, a nossa, eu mantenho remoto. Eu tenho escritório, a gente tem o espaço, a gente visita parceiro, cliente, estamos sempre juntos, mas o time tá remoto. Você falou muito bem, é uma gestão, primeiro, a gestão mesquinha e tacanha. Você pega o diretor um executivo, qual é a remuneração desse cara?
Qual é a capacidade dele de morar perto do escritório? Põe um desenvolvedor, ainda ganha bem, mas vai para alguém mais da ponta da linha ali, tem uma remuneração difícil. Onde ele mora? Em São Paulo, principalmente perifericamente, demora 2, 3 horas às vezes no transporte. Isso quando é um transporte público, demora mais ainda e tá naquele aperto, aquela aquela relação, aquela situação. É ridículo. Tem posições que você precisa estar presencial, não tem jeito, mas tem posições que você não precisa.
Você tá despejando um monte de gente no trânsito, piorando o trânsito. Trânsito de São Paulo depois da pandemia agora, terrível, ridículo, é absurdo. E nos dias de home ainda, quando você fala do híbrido, me engano, acho que terça e quinta são os piores dias e tal. Ah, você não consegue chegar em São Paulo. Você fala de cidade menor, por exemplo, eu cheguei de Campinas aqui meia hora fácil, é tranquilo. Meia hora lá em São Paulo, quando eu vou da primeira, quando sai do flat, eu também fico em São Paulo uma vez por semana, muito comum.
Eu saio do flat e vou para qualquer reunião, eu demoro mais de meia hora para chegar.
Surreal.
É falta de capacidade da gestão em fazer uma integração. Porque sim, quem pode estar presencial vem, é bom estar presencial. Quem não pode estar presencial, que venha no híbrido, que esteja no híbrido e conecte, esteja conectado. Então, integração dos meios de comunicação, é a formalização das tomadas de decisão, é você poder abrir esse espaço para quem não está participar como se estivesse. Eu, por exemplo, vários casos na época da COVID, quando começou a voltar, quando a gente fazia— não é que eu não faço reunião com o time, a gente faz uma vez por mês no mínimo, eu junto a liderança toda da empresa.
Quando você tem alguém que não pode estar, ela entra remoto e participa da reunião e fica ali, participa até da brincadeira. Então tem a falta de capacidade Tem a especulação imobiliária, sem sombra de dúvida, também tem. Isso é fato, aconteceu, porque sou investidor, faço parte de grupo de investidores, faço parte de grupos executivos. Pega um family office, pega alguém que tem uma massa de recurso financeiro para investir. A gente é investidor pequenininho, né?
Faz um exit ali quando a empresa tá valendo 500 milhões, tal. Eu nem cheguei a fazer exit de empresa unicórnio. Meus exits acontecem antes.
A gente é investidor de cheque menor.
Pega investidor muito grande, na distribuição de capital desse investidor você tem fundos imobiliários, aí você tem um pouquinho ali no risco, startup, você tem ações em empresas XYZ, e que você influencia, esses caras influenciam. Você não sabe o poder que tem um conselho. Eu sou conselheiro hoje em 3 empresas, mas eu fui conselheiro em outras 3 que eu já, já tornei para mim conselho Tem período assim, né? A não ser que você esteja realmente sendo relevante.
Eu gosto de ter mandato e entregar alguma coisa. Enquanto você tá naquela entrega valorosa, vale a pena. Depois, para ficar lá só para, já sabe, já conhece, não tá mais valorizando, não sabe. Eu preciso imaginar o poder que conselho tem. Tem uma empresa, conheço os meandros ali do conselho, Ela é uma empresa que tem como acionistas, tem bancos. Os acionistas do banco comandam a empresa via conselho. Eles determinam quanto a empresa vai faturar, porque elas atendem os bancos.
Eles determinam numa canetada de uma reunião de conselho faturamento da empresa do ano. Imagina o tamanho do poder que tem o conselho. Então sim, Determina todo mundo voltar, vamos fazer ocupação predial porque a gente tá com muita vacância nos nossos fundos imobiliários.
O meu questionamento muito sobre isso, cara, é que assim, eu não sei se é a melhor forma de gerir, tá? Mas eu nunca fui o cara que cobrei, que cobra o horário 8 às 18. Lógico que eu gosto da disciplina, eu tenho problema com atraso, tá? Então se a gente combinou que é 9, é 9, tá? Dali para frente, se você for sair mais cedo e tal, é outro esquema. Mas eu sempre defini meta do dia, meta da semana e tal. O cara acabou, tá indo embora, show de bola, tá cumprido a meta.
Eu tenho a sensação que a liderança, muita liderança, ainda tem a meta do tempo. É 8, meio-dia, 1, 18. Às vezes ele nem tá preocupado com tanto o cara tá produzindo, mas ele tem que cumprir a tabela dele.
O cara até que tá sentado lá, ele tem que estar vendo o cara lá, não importa o que ele tá fazendo. É o gestor incompetente, é o gestor que não consegue gerir entrega, desenvolvimento. É o gestor tá acostumado no chicote, né? Quer ser microgerenciamento, nem microgerenciamento, porque a maioria, a maior parte do tempo, o cara não tá produtivo dentro da empresa. Vamos falar de produtividade. O cara vai trabalhar remoto, Ele acorda uns 15 minutos antes, faz um café, bota uma pantufa e senta no computador dele.
Tá pronto para trabalhar, tá inteiro, não tá cansado, começa a trabalhar, começa a produtividade dele. Se ele for disciplinado, porque aí é ele, for disciplinado, provavelmente meio período ele fez tudo que ele tinha que fazer no dia. Obviamente ele vai fazer alguma coisa a mais, vai ter reunião, um monte de coisa. Ele pode fazer o extra mile, mas ele vai trabalhar em termos de conforto muito maior, ele vai trabalhar com uma capacidade de entregar uma cabeça mais limpa, mais tranquila.
Vamos comparar esse mesmo profissional indo no presencial. Não tô fazendo a defesa veemente 100% do remoto aqui, eu acho que o presencial tem suas vantagens, tem um híbrido, cabe muito bem quando existe uma possibilidade. Mas eu não abriria mão de ter um profissional bom só porque ele tá remoto. Porque vamos comparar o mesmo profissional numa condição diferente. Vou trabalhar, vamos entrar às 8, vamos. Ele acorda 5:30 da manhã, escova um dente e tal, prepara às vezes uma marmita.
Acabou o vale dele, né, que ele tá tendo que usar o vale para comer lá. Vai na Faria Lima, Qualquer coisa que você come, menos R$50, R$60, você não come um prato de porpeta, entendeu? Almôndegas, você não come. Então ele já gastou, ele tem que levar uma marmita. Ele acorda 5:30, vai preparar qualquer coisa, uma baixa qualidade de alimentação e tal. Às vezes ele não toma café, tá correndo, sai correndo, toma um banho, às vezes não toma e tal.
Se ele precisa pegar um ônibus, ele tá lascado. Ele vai sair 6 horas da manhã para ele chegar às 8, se ele tiver sorte para chegar.
É considerando São Paulo, duas horinhas.
Se ele tá no transporte público, já tá cansado. Se não tá, já tá estressado. Se ele tá dirigindo, então, cara, tem como, pode pôr uma música, pode fazer o que você quiser, você tá estressado, é trânsito, é povo buzinando e tal. Já chegou com 3 horas de cansaço, de estresse. Nível de produtividade dele, qualidade, criatividade Já caiu, caiu 30%, já chega desesperado para ir embora. Ele chega, vai tomar um café, fumar um cigarro, vai no banheiro.
Tempo que ele produziu durante a manhã, bater um papo. Tempo que ele produziu durante a manhã, 1 hora e meia, 2 horas. Por isso que ele tem que trabalhar o resto do dia, porque não conseguiu fazer muita coisa. Sai para almoçar, se ele tem a marmita dele, vai lá, esquenta a marmita, tal. Ele já tá cansado, vai tentar dar uma dormida. Já tá estressado, bater um papo. Quem fuma vai fumar um cigarro, sei lá, qualquer coisa assim. Carro demodei agora, mas ele vai ter ali 1 hora e meia, 2 horas de almoço.
Ah, ele volta na mesa, volta trabalhando, ele vai ver o WhatsApp, ele vai ver Instagram, ele vai ver o LinkedIn, ele vai sapear por lá.
No remoto eu fiz isso, ó. Morar normalmente 8 às 18, tem hora de almoço, então Aí que eu reparei, né, a galera chegava às 8, acordava, entrava na call e falava, ó, vou no banheiro, vou tomar um café, tal, tal, tal. Esse tempo todo, 9 horas. Eu falei, gente, vamos entrar às 9. Que aí todo mundo foi tranquilo no banheiro. Eu tiro uma hora de trabalho de vocês por dia, não tem problema. Pronto, isso resolvido. Aí eles entravam às 9, vou no banheiro, vou tomar café. Falei, ó, cacete, não foi no banheiro.
Vai depois.
Eu gosto da galera tá de manhã porque para organizar o dia, tal, horário de sair, a galera acabou e tal, sempre liberei, cara.
Vai nessa, tem que fazer entrega o teu dia e vai embora. É isso, é organização. Quando você vai trabalhar, só finalizando, né, aí o cara do presencial vai para casa, sai 6 horas, 5:30, 6 horas, 7 horas, o cara vai chegar na casa dele 8:30, 9 horas, aí vai ter que fazer uma janta, já tá cansado, preparar Quem limpa a casa, quem arruma as coisas, é um terror. Produtividade lá embaixo, cansaço, chega no final do dia. Isso não vou nem falar de escala 6 por 1, né?
A 6 por 1 tem um elefante lá no Senado sentado. Não tô falando do presidente do Senado, ele não é até nada disso, é magrinho, adora ficar dançando lá. Na hora de botar para votar o negócio para acabar essa desgraça aí, isso é uma desgraça, bicho. Você trabalha 6 dias na semana O lazarento acorda 5 horas da manhã, vai voltar para casa 10 horas da noite. Quem que limpa a casa do cara? Quem faz comida da pessoa? Se for a mulher, então tá mais lascada, porque ainda jogam tudo nas costas da mulher.
Ela faz o trabalho fora de casa e volta para casa para fazer. Sobra um dia para descansar, só quer dormir, não vive, não vê filho, não educa filho. Aí quem que cria o filho? Sei lá, televisão, a rua, aí vira essa desgraceira. Não tem lazer, não Porcaria nenhuma. Tem que acabar essa porcaria de vocês. Ah, essa gritaria que vai acabar, vai ser organizada, empresário. Pelo amor de Deus, empresariado, se organiza, faz escala que vai dar certo, vai ser melhor para todo mundo.
Todos os estudos mostram. Aí eu tava dando uma entrevista numa TV. Ah, porque a associação do não sei o quê, associação do blá blá blá qualquer, falou que você, que estudo? Aí eu dei um estudo da Gallup. Mostrando o aumento de produtividade.
Todo mundo ganha.
Eu falei, que estudo que os caras têm para apresentar? Dá um estudo, estudo bem feito. Não tem, não tem estudo que fala que tem que ser 6 por 1 e tal, que não tem reorganização. Tem um impacto sim, uns 20% de custo no total do custo geral para readequação, talvez, mas o incremento de produtividade tá aí para devolver isso e mais para quem fizer bem feito. Bom, Voltando à questão do remoto, cara, aí quando você tem uma estrutura e trabalha bem no remoto e faz uma boa gestão, para fazer gestão no remoto não dá para ser gestor preguiçoso.
Eu não tô vendo que você tá trabalhando, você tem que fazer uma daily de manhã, tem que usar dial, tem que usar metodologia inteligente de gestor bom. De manhã, galera, ó, nós temos isso, as tarefas da empresa, o que que você vai fazer? Se tem alguma coisa que tá te engargalando, me fala, te ajudo, a gente desbloqueia e vamos embora. Meio do dia, o gestor tem que estar online, porque muito do que acontece tem gestor que é pilantra.
O gestor só quer ficar ali olhando os outros trabalhar, mas não quer trabalhar não. Gestor tem que trabalhar também. O gestor tá lá disponível online, vai conectando com todo mundo, vai resolvendo os gargalos, resolvendo o B.O. Chegar no final do dia, faz closing. Como é que foi o dia? Você fez de bom? A minha equipe, quem reporta para mim hoje em dia remotamente, eu não faço mais closing, não precisa. A turma já sabe, entendeu? Já estamos online trabalhando.
É preguiça do método mesmo. No caso, falando muito do Bruno, porque o Bruno é um moleque que entrou muito novinho na empresa e tá com a gente muito tempo, e eu fui tentando o treinamento da autonomia, né, da autonomia para ele. Ele fala, cara, quando tem 3 anos que eu falo com ele, cara, designer, que ele entrou como designer na empresa, é uma profissão que você tem um teto ali, a não ser que você se torne um cara muito fora da curva e você vai estourar de ganhar dinheiro porque você é um artístico, é um artista muito conceitual assim.
Mas você cria uma linguagem própria, né?
Exato. Conheço um cara que criou e é um monstro, é uma minoria, cara, que vai por esse caminho e tal. Então ele começou a treinar muito o atendimento ao cliente, ele começou a ajudar o atendimento ao cliente. Ele resolveu os problemas dele na empresa direto com o cliente, ele criou essa habilidade com o cliente. Ele tem a lista de coisas dele que ele trata direto com o cliente, ainda na área de criação, mas eu acredito muito na autonomia.
Você, cara, esse cliente é seu, você trata com esse cara. E eu não tenho problema com isso hoje, eu não preciso segurar esse cara, esse cliente na mão. Então muitas vezes a gente faz uma reunião, vamos dizer assim, duas vezes na semana, porque ele já tem o script dele montado, ele sabe o que precisa fazer. Melhor coisa para mim como gestor, cara. Primeiro que tá tudo desenhado, ele tirou o problema de mim, que é isso que tem valor.
Falei, cara, o que que, como é que eu faço para ganhar mais? Tira problema de mim, resolve o problema, assume, cara.
Autonomia é responsabilidade com reconhecimento. Se o gestor compreender que autonomia é responsabilidade com reconhecimento, ele tá feito, cara. Você vai ter gente feliz. O que que você quer? Você quer ser produtivo, cara. A sua felicidade não é o salário no final do mês. Claro, salário é necessário, você tem que pagar conta, mas a sua alegria é ser produtivo. Você faz aquele dia assim, virou a página.
Eu falo que é virar a página.
Olha quanta coisa eu fiz. Entendeu? Hoje eu posso me dar o luxo, muitas coisas, empresário, ter sucesso, construir renda passiva também, né? E hoje que eu quero que meu sócio, time que tá comigo, também faça, também tenha essa construção de patrimônio, renda passiva, um monte de coisa. Tudo é bonito, bonito, mas é difícil, cara. Você tem que trabalhar para fazer, a não ser que você seja herdeiro. Não tem nada de errado ser herdeiro.
Tem. Eu sou, como eu sou filho de jardineiro, tem nada para herdar, né? Então, mas assim, eu queria muito ser herdeiro. Eu também queria, também queria ser herdeiro, mas seja produtivo, né? Seja herdeiro produtivo.
Eu vi uns cara ali, a gente já ralou tanto, podia cair aquela herança enrolada, né?
Pô, caiu do nada, agora cai lá, tem um milhãozinho na conta assim.
História legal aqui, negócio de herdeiro, acho que eu te contei, eu não conheci meu pai e tal. Conheci ele, já era mais velho. E aí minha mãe foi numa padaria uma vez, aí tinha um dono de uma rede de padarias, e aí ele foi um ex-namorado da minha mãe, ele virou para ela, falou: Oriana, vem cá. Muitos anos que eles não se viam. Falou: deixa eu ver. O Gabriel é meu filho, não é? Aí minha mãe: lógico que não, cara, tá maluco? Não, ele tem certeza que aquele cara é meu filho.
Minha mãe: não. Aí ela chegou em casa e me contou. Eu falei: mãe, que idiota! Pelo amor de Deus, eu sou o que ele quiser, caramba! Entendeu?
Assim, vamos lá, cara, você ser produtivo é o que te faz feliz, até por herdeiro, né? Senão, quer fazer alguma coisa, eu quero entregar alguma coisa, quero realizar alguma coisa, e você vai mudando o patamar do que você quer realizar. Existem ambições e ambições, mas tem nada mais que te deixa mais satisfeito do que ser produtivo, do que realizar e ver alguma coisa que você realizou. Vai lá e faz uma mesa, constrói a mesa. Legal, pô, essa mesa é linda, tá?
Mas quando você constrói isso aqui, tem um valor muito maior.
É, vocês estavam falando disso, que a gente tem essa sala aqui, ó, que vocês fizeram. Então você ser produtivo, você ter autonomia com a responsabilidade, e aí ter o reconhecimento, cara, é o segredo do sucesso para qualquer gestor. Verdade.
Fazer só dois comentários de tudo isso. Você comentou muito de São Paulo, né, deu o exemplo ali e tal. Cara, não precisa ir longe. Minha mulher em Campinas sofre isso aí, entendeu? Quando ela não precisa ir para empresa, tipo, ela acorda mais tarde, ela consegue, a gente toma um café junto com as crianças, leva na escola. A gente tem os gatos, cuida dos gatos e tal. Agora, quando ela precisa ir, ela entra às 8, né? Ela acorda 5:30 para tomar banho, fazer as coisas que precisa fazer ali e tal, né?
Não leva trânsito, não toma café, nada. Aí chega e depois pega todo o trânsito de volta também, que Campinas tá ficando com trânsito, no horário de pico tem trânsito também, como São Paulo, pelo menos 1 hora e meia. Pelo menos 3 horas, né?
Uma hora e meia de manhã, uma hora e meia para voltar, entendeu? E quando ela tá em casa, cara, o que que ela fez essas 3 horas?
O que que ela produziu?
Não fez nada, porque ela fica no fretado, não tem o que fazer.
Deixou todo ódio, tudo ruim.
Conhece ela, tipo assim, os dias que ela precisa ir é um mau humor tremendo, porque sabe, porque é esse negócio, porque assim, o time, boa parte do time dela não tá em Campinas, Entendeu?
Aí vamos para se encontrar. Mas eu sou super a favor de um híbrido adaptativo. Ah, tô lançando moda aqui e tal? Não, não tô lançando nada, tô inventando nada. Isso aí já existe, cara. É um híbrido adaptativo que é assim: uma, duas vezes por semana, quando possível, se dá, é mais do que o suficiente para você fazer integração, para você ter o gancho, a cola cultural para você fazer reuniões presenciais que são importantes. E por que que eu falo adaptativo?
Eu não vou deixar de ter uma pessoa que tá lá no Nordeste fantástica porque ela não vai vir uma vez, não vai. Ou você quiser pagar, ela pega um avião, vem, vai embora assim. Não, pô, deixa vir uma vez por mês, aí passa uns 3, 4 dias aqui, uma vez a cada 2 meses. Enquanto isso, vai fazendo um remoto bem feito, com cuidado, acompanhamento. Sabe? Então assim, o híbrido adaptativo é a melhor coisa que a empresa pode ter, porque ela dá qualidade.
E adaptativo em horário também, inclusive. Você falou, pô, tua esposa tem que entrar às 8. Não, se ela entrar às 11 e até sair mais tarde, trânsito nenhum ela pega. Então se ela entrar às 11 e sair mais tarde, todo mundo entra às 11 e sai mais tarde, cara. Pronto. Então eu acho que você tem que ter a flexibilidade para fazer uma volta seja coerente, que seja justa, que olhe para a realidade das pessoas também, entendeu? Ah, mas vou ver um por um. Sim, larga de ser preguiçoso.
O segundo ponto que eu ia falar é isso: tem um cara, chama Gary Vee, ele tem umas empresas muito grandes nos Estados Unidos, tal, escreve uns livros legais de marketing e tal. E ele fala muito de liderança também, né? E ele fala que uma das falas dele é que perguntam para ele, né, como que você lidera tal, não sei o quê. Ele falou assim, eu tento identificar o que a pessoa dá mais valor para ela ser feliz e eu tento prover isso.
Porque onde que ele pega, né, que a empresa no geral ela quer tratar todo mundo igual, todo mundo é uma caixinha, as regras são exatamente para todo mundo desse jeito. Ele fala que não. Ele fala o seguinte: o cara solteiro, ele tem uma pegada diferente do cara que é casado. O cara solteiro, se ele quer mais dinheiro, né, ele dá um exemplo, não, o cara solteiro quer mais dinheiro, então, cara, trabalha mais aí, eu vou te dar mais bônus, não sei o quê tal.
O cara casado, ele não quer que você enche o saco dele quando ele precisar levar o filho na consulta, tiver que fazer não sei o quê tal. Então ele fala que ele vai cercando dessa forma para pessoa ficar feliz e produzir. Ele falou que o trabalho dele como liderança é deixar a pessoa feliz ali, mas descobrir de maneira genuína o que a pessoa quer, o que é o melhor para ela, né? E aqui eu não vejo no Brasil ninguém fazendo isso.
Essa que é uma questão de aculturamento. As startups, a cultura de startup trouxe muito essa renovação de conseguir flexibilizar responsabilizando a ponta. As pessoas sabem o que elas têm que fazer, responsabiliza. Se não entregar, sofre consequência. Eu gosto de contratar rápido e demitir mais rápido ainda se não dá certo. A gente teve uma troca na nossa gestão administrativa financeira. Eu tinha uma gerente administrativa financeira que a gente confiava super.
Foi super dolorido quando ela resolveu sair porque eu tinha uma confiança gigantesca. E aí a pessoa que a gente contratou, essa nova profissional, tava acostumada a trabalhar 100% presencial. E aí não, vamos fazer um híbrido então, a gente faz um esforço, você vem uma vez por semana tal no escritório. E aí tudo bem, manteve, eu vinha, eu me esforçava em ir, porque às vezes eu nem ia, mas eu me esforçava em ir para poder encontrar e tal.
Aí eu falei assim, mas não entendi por que que ela tá com essa paranoia e tal. E eu percebi que uma das coisas que ela tava fazendo no remoto era ficar com a avó. Ela cuidava da avó, levava para médico, alguma coisa nesse sentido, né? Não entrando em muito detalhes para não expor ninguém. Mas aí eu falei, em algum momento eu falei assim, não, é que eu tô indo malhar agora, escorreguei o horário, vou malhar um pouquinho mais tarde. Ah, nem consegui malhar hoje.
Eu falei, por quê?
Não, porque eu tive um negócio aí, fui almoçar meio-dia, uma hora eu voltei.
Para quê?
Vai malhar esse horário. Não, mas aí eu já fiz uma hora de almoço. Não tô entendendo. Ela não tava aculturada no remoto. Eu falei assim, viu, eu quero que você esteja disponível, faça as coisas que você tem que fazer, suas tarefas você sabe são essas. Tudo bem organizadinho. Você é uma pessoa super— eu quero que você esteja disponível para mim quando eu te pedir alguma coisa, né? Não me importa. Assim, normalmente eu não vou te pedir coisas depois das 6, porque normalmente não precisa.
Mas se eu te chamar, me atende. Fora isso, vai malhar, vai trabalhar da casa da sua avó lá uma vez por semana, duas. Vai viver a vida, pelo amor de Deus, e atende o que a gente precisa. Então tem esse aculturamento ao contrário, que ela, depois que descobriu a qualidade do remoto, meu Deus, ela falou assim: eu não sabia, eu não imaginava, né?
Então uma coisa a gente discute muito, discute muito aqui interno, é que o lance da IA, pelo menos para o nosso setor, deu uma capacidade de liberdade maior. Né? Primeiro que assim, o projeto que durava, mesmo projeto durava 30 dias, hoje dura, pode durar 3, 4, vai. É isso. Então você tem uma decisão para tomar nesse momento do caminho. O que que você vai fazer? A gente vai sair para rua vendendo 10 vezes mais para cobrir esse tempo, ou vamos investir em qualidade de vida?
É o que a gente tem feito, investir em qualidade de vida. Então o Bruno tinha uma rotina muito mais pesada antes de trabalho a gente de uma forma geral tinha uma rotina mais pesada, porque o desenvolvimento não é uma coisa fácil. E todo esse poder e liberdade que ela trouxe para gente até agora foi investida em qualidade de vida, que é sair na hora que precisar sair para resolver alguma coisa de casa e tal. Mas eu queria, a gente queria, né, que isso não funcionasse só para gente, para as nossas vidas como donos assim.
A gente queria que isso funcionasse para para vida de quem trabalha para a gente também, a gente poder reverter isso. Então a gente já sabe a nossa receita, a gente já sabe, né, os valores que a gente cobra. E a gente queria muito, em vez de lotar nossa agenda de cliente, ficar louco e virar aquela fabriqueta de serviços, de entregas, a gente quis converter esse tempo em qualidade de vida. E tem dado muito certo, né, para a gente funcionou muito bem.
A gente brinca muito que a gente passou da época de É workaholic que fala de ficar maluco por trabalho assim. A gente quer fazer o nosso, fazer bem feito, ter poucos e bons clientes. E aí apoia a gente muito nisso. Isso envolve o que a gente tá falando sobre remoto, presencial e tal.
E, cara, você não é mais produtivo, mais criativo?
E assim, e tem uma questão, durante o dia, meu dia é muito voltado para atendimento ao cliente. Então tem muita conversa comercial, tem muita reunião e tal.
Prospecção.
Mas a hora que eu sou criativo é à noite. Então toda parte criativa que eu pego para fazer à noite, porque eu não consigo criar durante o dia, porque tem tanta gente me interrompendo o tempo todo, eu não consigo voltar normalmente, né? Então vou pulando de um problema para o outro. Então eu paro um pouco mais cedo no trabalho durante o dia e para começar uma segunda jornada que eu gosto da noite.
É uma escolha minha, mas você curte aquele momento e ele não pede isso para ninguém.
Ele não pede, não cobra nada. Às vezes eu chego de manhã, tem mensagem dele lá, entendeu? Que eu tenho uma rotina completamente diferente dele, e a gente dá certo.
Porque, cara, é uma escolha minha nesse método de trabalho. Então eu sei que ninguém, não é todo mundo tá disponível. O Bruno, como eu falei, 7 anos com a gente, raras as vezes, claro, dá para contar nos dedos das mãos uma vez que eu precisei de perguntar alguma coisa para ele depois das 6. Porque eu me policio muito com isso, que eu não gostava disso. Eu já tive chefe que foi me buscar em casa nas férias porque precisava de mim na empresa. Ô, cacete que eu vou fazer isso com os outros, saca?
Eu quero ter, quero que a pessoa tenha também vida, liberdade.
Já aconteceu de não pedir para fazer coisas, mas pedir alguma informação. Cara, esqueci a senha de tal coisa, sabe? Isso ainda acontece de vez em quando, mas não é uma cobrança no dia seguinte. Pô, não me respondeu tal coisa que eu precisei, cara. Vacilo meu de não ter pedido isso antes.
Eu costumo, nesse caso também, eu sou workaholic porque eu curto o que eu faço. E assim, eu faço muita coisa, né? Então, que hora que eu vou ver um documento de conselho para reunião? Vou ver de noite, vou ver durante o dia, no meio do período assim, um monte de gente mandando mensagem, tem 50 mensagens. Desculpa se sofreu, né, mensagem para mim e tal. Cara, tem 50 mensagens por período chegando novas. E cara, eu com time, se eu vou mandar, normalmente eu mando email que dá para programar.
Aliás, WhatsApp, pô, cadê a galera do WhatsApp? Bota programação de mensagem para você pôr um horário para mandar também, legal. Aumentar o horário. Já tem, já tem, nós temos isso lá.
Aí tá vendo, a gente tem no mensagem template, né?
Mas tem a comum também.
Isso é legal porque manda mensagem para quando? Amanhã de manhã, a partir das 8 horas da manhã mando mensagem para todo mundo. A partir das 8 horas da manhã atendo todo mundo, respondo todo mundo. Passou das 6 horas, normalmente eu não respondo mensagem. Meu time sabe, meus sócios sabem. Eles mandam assim para mim, tá on? Aí eu respondo, tô, que você precisa. Agora manda mensagem com um monte de coisa, dificilmente eu respondo.
Eu dou muito valor para isso aqui que nós estamos vivendo agora. Meu celular tá lá com o Gus, tá com meu produtor lá, o celular. Se tiver alguma urgência, se alguém ligar e tal, é capaz dele interromper. Ah, seu filho precisa de alguma coisa, sei lá. Mas fora isso, eu dou valor porque a gente tá vivendo aqui. Meu celular, eu olho o dia inteiro, eu olho quando eu tô trabalhando. Final de semana vai ser difícil arrancar uma resposta.
Hoje você sofreu comigo, que você me ligou duas vezes, eu vi.
A gente tava fazendo as coisas aqui na sala, eu mandei mensagem, não respondeu, mandei de novo. É que eu tava preparando a vinda, né, tava preparando com motorista, né, que a hora da volta, na verdade, não tava muito preocupado com a vinda, tava preocupado com a hora da volta com motorista, que eu preciso deixar avisado para ele, né. Isso é outra coisa também que eu me dei ao luxo. Não dirijo mais. Eu dirijo na minha vida pessoal.
Qualquer coisa de trabalho, de influência, do mundo digital, cara, eu vou vir dirigindo? Minha esposa falou assim, ah, você pegou o carro elétrico, carro novo aí e tal, não vai?
Cara, eu adoro dirigir, mano, me divirto dirigindo.
Ah, é uma coisa que eu não gosto não. Vai dirigir para São Paulo lá pegar trânsito. E meu sócio, cara, eu ia de carro, né? Aí meu sócio começou: não, Rondon, pega o motorista, vai com motorista. Falei: não, muito caro. Até se tem de Uber e tal. De Uber para São Paulo, tá? Campinas, São Paulo. Não, muito caro. Aí um dia eu, no meio de uma reunião, porque assim, eu Eu tava indo, eu tava dirigindo e eu tava trabalhando, reunião, no meio de uma reunião deu uma freada que o celular foi parar lá no pé e ele tava na reunião comigo.
Ele falou assim, ó, os seus reembolsos eu que tenho que autorizar, eu não autorizo mais reembolso seu de combustível, de pedágio, de estacionamento do carro. Você vai de Uber? Nunca mais eu fui de carro, cara, em São Paulo. Aliás, até para— a gente teve o casamento de uma sócia nossa Eu com a minha esposa. Ah, vamos ficar no flat?
Vamos, vamos, vamos de Uber. Essa é vida, cara.
Eu me divirto dirigindo. E, cara, é um momento assim que eu viajo e tal. Para São Paulo é que a gente tá falando de qualidade de vida. Eu tenho uma escolha de não ir, simplesmente.
Essa escolha é minha, eu ainda não tive.
Então assim, eu tenho bastante cliente São Paulo. E grandes clientes. Então eu só determinei, cara, não vou nesse horário, nesse horário, nesse dia, ponto.
Você vai lá, pega menos trânsito.
Quando eu preciso mesmo, é uma reunião muito importante, preciso estar cedinho, vou um dia antes, durmo no hotel.
E é que assim, aí no meu caso, né, eu preciso otimizar. Então, e eu vou para São Paulo quase toda semana, quase toda semana eu tô em São Paulo. A gente tem o flat, fica lá no flat e tal. Então o que que eu faço? Eu boto agenda, vai do almoço de um dia, porque aí eu saio para chegar para almoçar, até o outro dia. Se eu ultrapasso as 3 da tarde, aí eu vou até o final do dia, ainda janto aqui, eu faço agenda de janta e vem embora depois, ou durmo, né, lá em São Paulo.
Depois eu volto e durmo. Mas aí eu tenho que otimizar a agenda, então encaixo várias reuniões.
Começou a acontecer, foi assim, ó, os clientes maiores, eles começaram a falar, vem para São Paulo, a gente precisa conversar tal coisa. Normalmente durava 30 minutos, 40 minutos a reunião, não faz sentido, cara. Então era 2 horas e meia para chegar em São Paulo, 3 horas em São Paulo, faz reunião, você paga um mega estacionamento, mais alimentação, mais 3 horas para voltar para casa no puta trânsito. E aí é aquele negócio, você começar a respeitar o seu tempo das coisas.
Eu falo, cara, qual que é a pauta? Você vê que essa reunião não vai durar mais de tanto tempo, remoto.
Você sabe uma coisa que eu comecei a usar? E aí, para otimizar as agendas, né? Então eu automatizei um monte de coisa. Aí a minha agenda eu começo a montar, eu coloco aí, também lê as minhas mensagens do WhatsApp, Então eu vou deixando as mensagens falando assim, vamos, vamos agendar, vamos, quando? Semana que vem e tal, mais ou menos. Aí ela vai lendo e aí ela falou, opa, fechou um dia, vai ser um dia bom você ir na quarta-feira.
E aí você tem essas agendas aqui para você dormir, porque eu já deixei programado mais ou menos como é que é a rotina. Normalmente eu vou na quarta, durmo quarta para quinta, Volto na quinta, mais ou menos isso. Então deixei programado. Aí eu deixo a IA lendo as mensagens, eu não deixo a IA responder sozinha, tá? Isso é importante, porque já fez, já respondeu bobagem. Então não deixa responder sozinha, não deixa fazer email sozinho, nada disso.
Ela sugere muitas coisas legais, mas aí eu faço, não faço. Mas ela lê e vê, opa, você já fechou uma agenda para essa semana, então agora otimiza e põe mais uma ou duas agendas aqui, vai ficar bom. E aí eu peço sugestão de localização também para distância, né? Porque essa otimização logística, meu sócio ficou há uns 3 anos mexendo a paciência que eu tinha que ter uma secretária. A gente contratou a secretária super errado, cara.
Pensa, eu sou uma pessoa completamente louca, sou workaholic, sou doido. Eu, se eu confio, eu confio e vou. Essa secretária que a gente contratou uma vez, cara, olha a loucura. A gente faz uma festa final de ano, a gente junta todo mundo. Hoje a gente aluga uma fazenda porque a equipe cresceu, mas antes era no hotel. Pois bem, secretária tava cotando e pôs na cotação lá um hotel e fechou com outro. Eu sabia que a gente ia, não sei se era para Amparo, e o hotel que ela cotou era em Serra Negra, ou ao contrário.
Dia de sair, e a gente levava as famílias na época, então Botei as crianças no carro, cachorro, periquita, aquela história toda, né? Fui para o hotel errado. Era em Amparo, foi para Serra Negra, é a Serra Negra, foi para Amparo. A hora que eu cheguei, eu cheguei olhando assim, ó, ela achou que eu ia demiti-la, né? Falei, mas tava na minha agenda, cheguei uma hora e meia depois e tal. Aí eu falei para o meu sócio, falei assim, cara, Não consigo, secretária não vai dar para trabalhar.
Aí, aí virou minha secretária, mas é uma secretária de mão cheia. Tem muito boas, tá? Eu não dei certo com essa pessoa, que também é uma profissional muito competente.
Inclusive, a gente não se adapta mesmo, a gente não se adapta.
A gente ajudou ela a se recolocar e tal, mas eu sou muito, eu sou muito livre, eu sou espírito meio livre assim. Então muitas vezes na minha agenda vaga um horarinho, espaço, eu já ligo para alguém e falo, viu, vou estar em tal lugar, você quer tomar um café comigo?
Vamos.
Então, cara, isso com AI você consegue torear. Com a secretária é difícil. Secretária, ela precisa comandar a tua agenda, e eu sou indisciplinado para isso. Então, para ter uma secretária lidar bem, ela precisa realmente comandar, ser mais linha dura e tal.
Então eu criei também com IA, funciona no meu Telegram, cara, foi, tá sendo animal, que é o Claudinei, que é o do Cláudio. E agora eu criei o Gilcinho, que é com GPT para ter, tô testando lá, testar, ver quem. Gilcinho é fantástico também. Gilcinho, Gilcinho, Gilcinho.
Eu não, eu tenho um amigo que conversa com, pôs apelido também na IA dele e tal e tal. Eu sou completamente seco. E aí, para mim, máquina.
E não, eu bato raro, você não tem ideia.
Eu não peço desculpa, não peço por favor, peço nada, cara. Tá ferrado, cara.
Você sabe que você vai morrer de alguma coisa. Quando ela tomar conta, botar na lista dos que, ó, cara, É o meu brother, sabe? Tudo ele. E é legal que vai conversando do jeito da gente falar e tal. Eu converso muito por áudio, então é muito interessante quando ela vai aprendendo o jeito de falar e responde do jeito, cara. É muito do teu jeito, cara.
Esse amigo meu é meio compadre meu, pai da minha afilhada. E aí ele fala isso para mim, ele fala porque ele viu algumas automações, algumas coisas que eu fiz e tal e tal. Mas você fala desse jeito com a IA? Já tem todo o contexto? Já não, mas você tem que dar bom dia, boa tarde, boa noite.
Bicho, eu tenho um amigo que é grosseirão assim, mas com a IA dele é um fofo. Eu tenho muito medo, o Paulo.
É, eu acho que eu vou estar na forca a hora que a IA tomar conta aí, vai, vamos pendurar de ponta-cabeça, porque não tenho nada de fofinho.
Não, eu ia voltar no nosso viés. Você ia puxar o quê?
Não, não, pode ir, vai lá.
Não, não, é que a gente conversou antes, você falou que tem alguns exemplos do mau uso de IA. Aí você deu um exemplo do, de ver o currículo tal, né?
Que colocar coisas, colocar coisas que não são automatizáveis de forma inteligente para IA fazer, deixar IA fazer sem nenhum tipo de supervisão. Obviamente, a partir do momento que você faz muita supervisão, você tem algumas coisas que você já libera automação. Mas, cara, as pessoas estão num nível que—
desculpa, é só para completar, porque assim, no geral de RH e seleção, assim, eles têm alguns processos que você vê que a galera tá usando mal, que não deveria usar, entendeu? Algo nessa linha.
Fazer mensagem automatizada assim, escrever de qualquer jeito. Você sabe que aí conversando com o candidato e RH. Eu leio, eu leio, por exemplo, alguma coisa que as pessoas escrevem, é tão gritante, é tão latente que foi uma IA que escreveu aquilo, você não dá nem vontade de responder, sabe? Aí tem os vícios de quem usa, porque assim, uma coisa é você faz um texto, eu por exemplo escrevo artigo 3 por 4, Eu tenho artigo publicado uma vez por semana, pelo menos.
Eu escrevo o artigo e eu ponho para correção, para inclusão de informação, algum viés que ficou meio esquisito ali, né? Mas eu escrevo. E aí, quando você vê o texto que a IA escreveu, o cara que não tá usando a IA para melhorar, não tá usando, escreve aí qualquer coisa sobre qualquer coisa. É ridículo, é ridículo. Sabe que aquilo foi uma IA que escreveu, e aí erra, e as pessoas não estão nem corrigindo mais. Então, mensagem, né, eu falei do mau uso, o cara usa para mensagem.
Eu ouço reclamação o tempo todo de executivo: a mensagem que me mandaram aqui, por quê? Porque não tá fora de contexto a mensagem de uma resposta de processo seletivo Tá fora de contexto. Vamos lá, gente, eu uso em massa para fazer aquela primeira conexão, que é aquele serviço burro, braçal. Agora você tem um candidato que passou por um processo seletivo, o cara dedicou tempo às vezes para fazer um teste, dedicou 5, 6 horas em um monte de entrevista e tal.
Você vai dar uma negativa para ele, vai deixar uma IA responder qualquer porcaria? Melhora o seu texto. Fala assim, olha, você não foi aprovado, escolhemos outro candidato, você pode melhorar aqui, aqui, aqui. Deixa aí dar um tom melhor, acalmar e tal. Usa aí para melhorar seu texto. O ponto é o seguinte, eu já usava, eu já tinha aprendido a usar a minha equipe para fazer isso. Então eu tinha um texto, tô brigando com o cliente lá, tô meio brigão.
Brigando com o cliente lá, escreva um negócio. Nunca mando, não mando para o meu sócio. Dá uma olhada isso aqui, como é que tá o peso? Mandava, né? Agora eu mando para ele, mandava para o meu sócio. Dá uma olhada, isso aqui tá muito pesado. O que que você entendeu disso? Usar IA para fazer isso, para melhorar o tom. Que tom você quer dar e tal? Isso é um ponto. Segundo ponto, as pessoas usam IA sem contextualizar. Então eu tava ajudando a automatizar do meu sócio lá.
Ah, mas como é que você chegou aqui? Ela foi melhorando, melhorando, melhorando, e eu fui pedindo para melhorar. Eu vi coisa que não funcionava, mas aí uma das nossas sócias colocou lá, e aí ela não deixava ela nem dar o input de um pedido de projeto, de um pedido de agendamento, de nada, porque Eu não tinha contexto, né? E eu só ir no cloud, no coworking, você não contextualizar o que você é, o que você fala, ele não automatiza as coisas para você.
Você tem que dar um contexto gigantesco. Às vezes você escreve muito mais, ou você fala muito mais do que o output que vai sair. O input que você dá é maior em termos de quantidade de informação para sair um output bem feito. Você tem que contextualizar. As pessoas vão ali e usam de novo como se fosse o Google. Ah, devo usar a pomada A? Para quê? Não, é que agora as AIs estão com um disclaimer, né? Você não deve usar isso como se fosse um médico, blá blá blá.
Você tem que chamar, procurar um médico, tá? Mas depois dá resposta. Ainda não, mas assim, as pessoas usando sem contexto, pessoas usando para automatizar o processo de feedback. Eu já vi isso. Qual é o contexto do feedback?
Não tem.
Automatiza o feedback. Parabéns, foi muito bom. Olha, você tem que melhorar. Ou seja, tudo isso é como não usar, né? Como não usar a IA. Tem muito mais como não usar do que como usar. Aí ela não tem controle, né? Aí não é uma inteligência, é uma estatística, a possível melhor resposta.
Aí a generativa, no caso, a generativa.
Os caras são especialistas, né?
Tem uma amiga minha que ela trabalha em RH na empresa dela lá e ela fez um negócio legal com o IA que você falou do feedback. Eu lembrei do case que ela me contou, foi o seguinte: eles têm avaliação, sei lá, cada 3 meses, 4 meses, alguma coisa assim, né? E eles têm, eu vou te perguntar se foi uma boa ideia ou não, né? Então eles têm lá júnior, pleno e sênior, né? E aí eu trato A gente tava conversando e eu falei para ela o seguinte, falou que ela queria dado um feedback como que a pessoa poderia se desenvolver, né?
Eu falei, ó, o que tá faltando ainda na sua planilha, você não pode falar só o que que é Júnior, Pleno, Sênior, você precisa dar ponte, né? O que que precisa ser feito, né, para sair do Júnior para o Pleno, né? Falei, ó, você precisa mapear competência, curso que vocês vão oferecer, blá blá blá, né? Ela fez para o meu trabalho, né, de sair mapeando. Porque assim, empresa tinha, sei lá, 30 competências que tinha que fazer, né? Ou um monte de coisa, tipo um Excel gigante, né?
Então tinha um monte lá, né? Aí isso tinha pesos. Então, sei lá, autonomia que a gente falou aqui era um negócio que tinha mais peso. Então assim, a empresa culturalmente precisa que as pessoas sejam autônomas, né? Beleza, ela fez. E aí, qual foi o output final, né? Dado um feedback, a IA entende aonde que a pessoa tá no nível, saca qual que é a ponte ali que ela precisa, vê os cursos e os materiais disponíveis e tal, e no final monta um PDF ali, um email para pessoa falando, ó, feedback foi esse, que foi o que o gestor falou, esse aqui são os pontos, aqui é um possível PDI, né?
Não é o PDI, aqui tá uma sugestão Mas ela deixa claro, foi a que fez, tá uma sugestão, converse com seu gestor para se alinharem aí se vai ser feito ou não. Mas porque assim, uma coisa que eu critico muito de PDI é o seguinte: pessoa que vai te ajudar o PDI muitas vezes não sabe o que tá te pedindo, que ela não foi treinada, não ensinaram ela a fazer PDI. E aí é muita responsabilidade você montar um PDI que é pelo menos 6 meses da carreira da pessoa, quando não é mais, né?
E você dá orientações ali que às vezes não tem nada a ver com o que a pessoa quer, entendeu? E aí desse jeito eu acho que ela achou que ficou legal ali, sabe?
É difícil criticar sem ter muita densidade dentro do, dentro inclusive da tua percepção daquilo que é, né? Mas quando a gente fala de um plano de desenvolvimento Você tem uma contextualização também do indivíduo, quem ele é, qual a história, qual é a trajetória dele na empresa, que isso provavelmente você tem um pouquinho mais de histórico, mas quem ele é antes. E aí é o feeling do gestor, é o tato do gestor. É o bom gestor, ele conhece o gestorado.
O bom gestor, ele sabe que você tem um filho, a idade do teu filho. Bom gestor sabe se você tá se separando. Eu, por exemplo, tenho uma pessoa que eu acompanhei a trajetória. Eu era gestor dessa pessoa. Essa pessoa tava se separando, se divorciando. Eu fui acompanhando toda a história no momento limite assim, crítico da crise, que eu falei, cara, vai tirar uma semana. Aliás, você vai tirar um tempo indeterminado. Some, vai para casa da tua família, quem tá no lugar, e fica lá.
E você vai voltar quando você tiver melhor. Durou uma semana, tal. Aí as coisas que tem para fazer, vou assumir. Porque tem um contexto que você precisa olhar enquanto ser humano. É muito crítico para mim usar a IA desse jeito, aí a sugerir o PDI, mesmo que seja sugerido possível. O que eu enxergo que aí pode agregar, primeiro, não sei como é que nessa matriz de competência ela funciona. Eu gosto muito de construir matriz de competência baseada em guia de level, o leveling do Google, né?
Que você tem 5, 6 competências, são zonas de domínio da empresa, vai ter que selecionar o que que é mais importante. Aí você tem dos níveis de senioridade quais são os comportamentos esperados num grupo de comportamentos. Isso é uma coisa, dá um trabalho do caramba e ajuda muito a fazer, mas dá um trabalho do caramba Quando você tem essa base do que que é o comportamento esperado, você tem que ter uma análise de quais são os exemplos de comportamento.
E de novo, aí, ah, não tem exemplo. Você tem que fazer um nivelamento, um leveling muito denso para poder oferecer uma quantidade de informação suficiente. Muitas vezes tá na cabeça do gestor. Do gestor e do gestorado. Então pode ser uma boa ferramenta de apoio. Agora, de longe, é ridiculamente raso em termos de acompanhamento para gerar uma sugestão de PDI, a não ser que tenha muita informação imputada ali, muita informação. Eu, quando a gente faz, por exemplo, a gente atua, a nossa consultoria, ela tem leveling.
E eu construí guia de level para empresas, várias. Construí para Globo guia de level, por exemplo, Globo Editora. A gente foi contratado lá, fez um projeto gigantesco, construiu guia de level. Quando você tem a densidade boa de informação, aí é uma boa ferramenta que te ajuda a sugerir, né? Mas ainda estamos muito longe daí a conseguir capturar contexto.
Como é que acho que o ponto é o contexto, né? Porque mesmo que você tenha tudo isso daí, você não tem tudo isso do contexto antes da pessoa, né, para fazer, não vai conseguir.
Onde eu acho que a gente vai chegar com inteligência artificial, por exemplo, a minha inteligência artificial, inclusive estão conectadas as duas principais que eu uso, já tem um contexto muito forte sobre mim, histórico, que eu faço, que eu deixo de fazer e tal. E como eu uso muito, eu talvez ela tem um contexto um pouquinho maior para ter uma capacidade, se eu liberar para alguém acessar o contexto da minha IA para falar se eu sou bom ou não em alguma coisa.
Mais para frente isso vai estar mais integrado, não sei quanto tempo, talvez alguns, alguns anos aí, 3, 4 anos. Fora isso, cara, nem na tua rede social eu consigo capturar o teu contexto, no teu currículo. Por isso que é muito difícil, cara. Você olha um currículo com a inteligência artificial, tá olhando puramente dado. Você não faz ligação. E tem uma coisa que é o histórico. Por que que um headhunter de cabelo branco, ou no meu caso barba branca, né, tem muita capacidade?
Porque eu tenho tanta história. Olhar meu LinkedIn lá, o que mais bomba são as histórias. A galera curte para caramba, coisa de 100, 200, 300 mil visualizações, e galera curtindo e massacrando, macetando, brigando, comentando. Mas o que eu tenho de história em 20 anos contratando gente, contratando executivo, cara, eu conheço a empresa ABCDEFG. Posso não ter trabalhado com a empresa, mas eu já entrevistei pessoas daquela empresa.
Então tem empresas que eu conheço por dentro, que eu nunca trabalhei com a empresa, mas eu conheço funcionamento, liderança ali, porque conheço a liderança. Então eu tenho muito contexto que tá dentro da minha cabeça. Até a gente estar 100% online com todas as transcrições de tudo que a gente faz e tal, para ter minimamente um pouquinho de inteligência de fato e ligar se serve ou se não serve, a gente ainda vai ter um chãozinho pela frente.
Temos sobrevida como seres humanos. Mas é uma coisa legal que a gente tava falando também, que acho que a gente não comentou, né? As pessoas trabalham no digital uma parte já se tocou no digital, no online, aqui uma parte já se tocou que inteligência artificial como plataforma já é uma ferramenta necessária. Quem não se tocou é quem ainda tá no offline, cara da indústria muitas vezes, pessoal de um balcão de atendimento. Mas a realidade é que nos próximos 2 anos vai mudar.
E eu sei, eu Já não acho que é 2 anos, não acho que é antes, viu, cara?
Tem uma questão de densidade de acesso, tecnologia de acesso.
É porque o que eu tô falando é que eu acho que ela aí vai te punir antes desse tempo, o não ter, o não usar. Você vai ser punido. Já tem muita gente sendo punida, né, profissões e tal. E eu acho que é muito mais rápido do que isso assim.
As profissões, elas estão todas se horizontalizando. A realidade é essa. Você pega hoje um engenheiro desenvolvedor de tecnologia, um designer conceitual, inclusive de produtização, né, aquele cara que vai o end-to-end, e um cara de produto. Esses 3 caras estão fazendo basicamente a mesma coisa hoje, com alguma capacidade de desenvolvimento que todo mundo tem igual. Hoje, via AI, obviamente o engenheiro tem mais capacidade de adensamento de arquitetura, mas o cara de produto tem mais capacidade de entendimento de negócio, e o cara do design tem mais capacidade de concepção, mas conceitual, mais holística, né, visão do todo.
Esses 3 caras, eles vão ser um só. O engenheiro vai ser um desenvolvedor, o cara de produto vai ser um desenvolvedor, e o cara de design vai ser um desenvolvedor.
Eu acho dos três que você falou, talvez o mais complexo é o cara de produto. O cara de produto, eu acho que ele precisa de um— eu tô falando isso porque eu tô estudando muito, né, a parte de produto. Então eu acredito que um dev ele consegue entregar um mega do que ele faz, deu um código muito bom usando IA, melhor ainda. Mas eu trabalhando com dev a vida inteira, tem muita deficiência da parte de experiência, e eu não sei se a IA é capaz de cobrir isso só com pedidos.
Experiência de usuário que eu tô dizendo, que entra muita parte do design. Mas o cara de produto, eu acho que é difícil ainda Isso dentro das coisas que eu tô criando, tá, que a gente cria aqui e tal. Cara de produto, ele precisa, aí já não consegue resolver bem assim as coisas ainda, precisa muito do olhar humano para as coisas.
Numa visão de mínimo, de produto mínimo viável, ah não, beleza, um MVPzinho, ok, né, um protótipo e tal, que é uma tendência. Vamos falar de tendência. Cara, o que vai acontecer é o seguinte: a gente vai ter cada vez mais coisas novas, menos profundas. Faz sentido também nesse ponto. E aí, claro, por isso que eu acho que assim existe sobrevida para praticamente tudo no adensamento. Quando você vai falar de escala de um produto que começa a crescer, que atinge patamar de alto volume e tal, aí você vai precisar melhorar arquitetura, tal, você vai ter que recorrer a pessoas tecnicamente mais qualificadas para, mesmo utilizando inteligência artificial, desenvolver isso.
Mas a gente, a gente tá ficando, e aí eu falo, eu falo muito de geração Z, essa galera não tem paciência para esperar o tempo. E troca as coisas muito rápido, tá acostumado, tá tudo descartável, sabe? Tudo descartável. E aí até o aplicativo que você usa, para você não ter apego, não dá tempo da maturação, né? Dá tempo de amadurecer, poucas coisas amadurecem, poucas coisas vão amadurecer, e muito, e muitas coisas vão ficar só no superficial. Por isso que é o meu desafio, ou a minha provocação, é essa, cara.
É apocalíptico mesmo.
A gente vai ter uma substituição em massa de um monte de coisa por um monte de coisa, um monte de tecnologia capenga, muito capenga, né? E acho que a velocidade dessas entregas vai ser cada vez mais acelerada. Então o que eu quero é uma casa no campo e plantar alguma coisa para ver brotar o negócio, porque pelo amor de Deus, você é seu vizinho.
Então aí quando você fala tecnologia, você tá falando de de software.
Eu tô falando de uma integração tecnológica, e de novo, promovido por plataformização de inteligência artificial, principalmente agêntica. A gente tá, vamos falar de robô, cara. Antigamente, automação por robô era muito difícil porque você tinha que ter um processo muito bem estabelecido, todo certinho, Se você pegasse o robô que vai automatizar processo logístico interno em galpão, você tinha as linhas que os robôs passavam, e aí você tinha, né, o intervalo para não cruzar, para eles não trombarem, porque lá atrás, lá atrás eles trombavam.
Depois você tinha um processo em que tudo bem, eles não trombavam mais, mas eles não Se tivesse alguma coisa aqui no meio daquela linha, parava o processo de automação. O que que a plataformização de uma IA agêntica faz? Ela transforma esse robô num ser capaz, um ser capaz de— não precisa de linha, não precisa de processo, precisa de nada. É capaz de pegar esse copo que tá ali, tirar daqui e colocar lá. Sem muito contexto, né?
Então esse copo aqui tem que ir para lá, é isso, ele vai fazer. Na primeira vez, no primeiro momento, ele vai tropeçar na mesa, vai quebrar esse, esse. Aí você vai colocando as proteções, né, vai ensinando, e depois ele vai aprendendo sozinho. Acho que não deu certo, eu vou fazer diferente e tal. Então a capacidade de automação da IA, ela não vai estar só no software, Ela começa a invadir um processo palpável, real. Pegar essa garrafa e servir a garrafa, servir a água para você.
Então o garçom vai cair em desuso, o garçom vai se tornar uma profissão muito mais restrita. A gente vai ter desemprego em massa, sim. Nós temos uma investida, eu acredito em foco, tá? Eu acredito em nicho, especialização. Você tem IA que pode fazer qualquer coisa hoje em termos de ligação, atender, responder e tal. A gente tem uma investida nossa que é de cobrança, tem foco em cobrança. Ela é a maior do Brasil, líder disparada, tá nos maiores bancos já e tal e tal e tal.
Eu vou causar um desemprego em massa. A gente tá entrando com voz, vou causar desemprego em massa, empresa de cobrança. Eu tô falando hoje A gente já deve ter tirado uns 50 mil empregos fácil. Vamos tirar uns 500 mil empregos nos próximos 6 meses, 1 ano de cobrança. E eu tenho, por exemplo, em Bauru, lá na minha cidade, eu tenho Multicobra, Nelson Pascoalotto e tal. Tô falando, Nelson Pascoalotto tinha 12, 13 mil pessoas trabalhando.
O Data32 é bizarro de grande. Não tem mais?
Ainda tem, mas não vai ter daqui a 6 meses, 1 ano.
Os caras automatizam tudo. É aquela startup que nasceu dentro deles? Não, não. Ah, tá.
Tem uma investida que hoje é a líder de mercado em termos de inteligência artificial para cobrança, porque na verdade, e esse é um ponto interessante do produto, O produto de— o que que acontece com a inteligência artificial na minha avaliação? Ela ainda é superficial porque ela é muito horizontal. Você faz qualquer coisa. Não, você não faz qualquer coisa. Você começa a especializar, colocar guardrail, inteligência, uso, estratégia com foco.
Você começa a desenvolver. Eu não tô nem falando de engine próprio, você pode usar qualquer engine, mas você começa a desenvolver A estrutura de contexto muito mais forte. E aí você tem um resultado diferenciado. Eu acredito muito, todos os sistemas de gestão vão acabar, não existe mais necessidade de você ter um sistema de gestão se você tiver obviamente uma estrutura de plataforma de inteligência artificial bem ajustada, com segurança, com guardrail.
Para que que você vai ter um SAP fazendo input do jeito que faz, todo quadrado? Aquilo acabou, cara, esse negócio. Eu tenho uma outra investida, eu tava falando com esse founder, né? Ele me ligou: não, deixa eu te mostrar o que que nós estamos construindo, nós estamos usando inteligência artificial. Falei: pô, legal, quero ver o que que você tá usando inteligência artificial. Aí ele começou a mostrar o sisteminha de gestão quadradinho igual um SAP. Aí fala, aí entra aqui.
Fala, para quê?
Não, entra aqui para assim, cara, deixa eu te dizer uma coisa, tá olhando para o retrovisor.
Como assim?
Tá olhando para o retrovisor, tá querendo construir a mesma porcaria que a gente fazia no passado sem mudar contexto, sem mudar estrutura, sem mudar o jeito de trabalhar. As pessoas vão mudar o jeito delas trabalharem, cara. Elas não querem mais entrar aí mexer no sistema do jeito que elas mexem. Elas querem entrar e ter lá uma telinha com a gente. Hoje eu vou fazer isso. E aí as pessoas vão ter o input, output de uma maneira diferente, vai mudar a maneira com que as pessoas fazem esse input de informação e a maneira com que elas recebem o output.
E tem gente que acha que usar IA bem é usar em tudo, né? Tem coisa que não cabe, simplesmente não cabe. E a galera tem umas empresas forçando barra para usar IA de um jeito muito tosco, que fica tosco.
Só usa, tem que usar IA.
Para quê? Depois sai no marketing falando, eu usei uma empresa com IA. Cara, você quer explicar?
Explica aí o Zoom. Cara, o Zoom é um momento que a gente A gente falou de um monte de coisa aqui, né, e a gente tentar humanizar um pouco mais, né. Então a gente gosta, eu gosto muito de começar com um livro, né. Então assim, cara, alguma coisa que você leu, que você indica? Você falou que tem um monte de livro lá. Você falou que gosta muito de ficção também, tem uma metodologia para ler livro técnico e tal. Mas assim, cara, um livro que você dá de presente, você gosta sempre de citar.
Ó, eu vou falar dois livros. Aliás, um é o livro e um é um box de livros. Um é ficção e o outro é um livro mais técnico. Tem um livro que é para mim livro de cabeceira para qualquer pessoa que queira liderar, que é O Monge e o Executivo. Todo mundo conhece, já leu. Deve ter por aí. Esse é um livro para quem quer ser gestor, tem que aprender com o monge. O livro do Monge Executivo. Deixa eu dar um plus aqui, tem um outro livro que é fantástico, me veio na cabeça agora, que as pessoas precisam ler.
Quem nunca leu Start With Why, ou seja, Comece Pelo Porquê, do Simon Sinek, cara, Isso é para você ter um propósito na tua vida, para você entender o que você tá fazendo, por que que você tá fazendo. Start with Why, do Simon Sinek, é o livro que eu dou também assim sempre. Básicos, livros de cabeceira para mim. Quem nunca leu nenhum desses dois? Meu filho com 14 anos fiz ler Quem Mexeu no Meu Queijo. Então ele tem livro para criança também.
Não tá muito acostumado, quem mexeu no meu queijo é gostosinho. É brincadeira, livro eu leio muito. Então agora eu fiquei extasiado com o conjunto da obra dos Jogos Vorazes. Óbvio que tem a diversão do livro, mas tem a crítica social. Você conseguir ler, eu li os 5 livros em 5 semanas. Assim, devorei os livros. Se você conseguir fazer um paralelo da construção social com Jogos Vorazes, vocês já leram?
Não, não.
Já assistiram os filmes? Tem filme também, alguns. Tem filme que você joga fora porque o livro é—
não, mas é sempre assim, né? Lembra de algum, de alguma adaptação que foi melhor que o livro?
Não tem melhor, nunca foi. Mas tem umas que fazem jus, tipo, vai, Senhor dos Anéis. Você leu o livro, filme, falta alguma coisa? Falta, mas o filme faz jus à história.
Mas na grande maioria não.
É que assim, algumas coisas faz. Tem umas cenas que você pensa no, você lê e imagina, isso num filme aí, porque eu li todos os livros para depois querer assistir os filmes. Mas são livros que se você ler com a cabeça certa, de crítica social e tal, vão mudar a tua mente. Então eu recomendo aí esse box inteiro do Jogos Vorazes, inclusive com os antigos, os anteriores, né, que é os 3 Jogos Vorazes. Tem o livro anterior que é A Cantiga da Paça de Serpentes e o Amanhecer na Colheita, depois Os Jogos Dourados.
Leia todos, todos. E os livros técnicos aí, só para começar, Monge Executivo e o Start with Wise são livros indispensáveis.
E filmes, filmes, séries, tem assistido o quê?
Cara, recentemente eu vi aquela série do César, 132.
Ah, eu assisti, negócio bizarro aquele negócio. Bizarro.
E assim, eu conheci a história, né? Então a série, apesar de ter algumas, algumas ficções e tal, exageros, mas em termos de obra, a gente tem que valorizar o que a gente faz no Brasil, né, cara? É uma obra, foi uma obra fantástica, porque além de contar uma história, ela também romantizou, ela tem contexto, o roteiro é bem intrincado ali e tal.
Saiu na Netflix, né?
Saiu na Netflix. Recomendo assim profundamente. E tem um filmezinho assim que eu gosto muito, que é Big Hero. Assisti com os meus filhos. É o bonecão, se eu não me engano, é da Marvel, né?
O Big Hero, eu acho que é o Big Hero, é o Big Hero que é da Marvel. Bruno, dá uma olhada aí.
Dá uma pesquisada. Big Hero é porque assim, na verdade, quando a gente fala essa coisa da tecnologia e da injeção, pensando aqui até na nossa conversa, a injeção de um comportamento num ser que não é um ser humano, o Big Hero tava muito à frente do tempo, né? Em termos de ficção, tava muito à frente do tempo dele quando ele foi lançado. E se você assiste com a cabeça de hoje, você vai compreender que a gente já tem capacidade de fazer isso.
É o pai ou irmão do menino?
É o irmão do menino. É o menino é órfão, tá? O irmão mais velho é quem cuidava dele e tal. Irmão, só para falar aqui, sim, é da Marvel, mas o Big Hero, o filme, é uma adaptação baseado em personagens criados pelo Steven Seagal.
Caramba, mistureba, né?
Steven Seagal é um baita de um fanfarrão, né, e tal.
Mas eu gostava da história no cinema, eu gostava do Steven Seagal, que eu nunca gostei desses filmes de luta e tal, né, Van Damme e tal. Mas o Steven Seagal era legal que ele não tinha aquelas lutas malucas, né? Ele chegava, quebrava um braço, ia para o próximo, quebrava uma perna, ia para o próximo.
Tem um canal que é dedicado a esculhambar o Steven Seagal, se você é o melhor pior filme, depois você dá uma olhada, melhor pior filme, alguma coisa assim. É um canal dedicado a esculhambar todas as obras do Steven Seagal. E assim, o Steven Seagal foi decaindo, né? Então chega no momento do Steven Seagal, a filmografia dele que era fantástica, tinha muita coisa muito legal. Aí ele vai usando os dublês assim, ele engordou para caramba, ele usa um dublê magrelo, ele faz cenas sentado, cara.
Mas assim, filmografia dele no passado é muito legal. Depois ele foi fazendo uns filmes, filmes B assim, que viraram comédia pastelão.
Tem muita gente que tem o Nicolas Cage, a galera critica muito, cara. Eu adoro Nicolas Cage, me divirto muito com os filmes.
Eu adoro Nicolas Cage também, dos meus atores preferidos.
Acho que a nossa geração pegou a fase boa do Nicolas Cage ali e tal, de filmes de ação, seus Oscar, não sei o quê e tal. Depois você aceita Nicolas Cage, é dupla face, que era É Face/Off em inglês, mas eu não sei o que é com o John Travolta, que ele tira.
Pô, cara, muito boa, cara.
Acho que é outra face mesmo.
É outra face, eu falei dupla face.
É outra face. E Diego, e hobby, cara? Algum hobby assim que você gosta? Ou que não é tão óbvio, né?
É, eu tenho, eu gosto de bricolagem, né? Bricolagem é aquele negócio de você fazer, faça você mesmo, fazer as coisas em casa e tal. Eu tava até comentando com o motorista na vinda assim, que por exemplo a gente comprou o carro elétrico e na hora de instalar o wallbox, não sei se é que eu perco a garantia, não sei, mas eu que fiz junto com um amigo meu. Eu adoro fazer as coisas. Aí esses tempos tava chovendo na minha casa, resolvi fazer um telhado lá e tal.
Você vai aprimorando, né? Então eu tenho isso como hobby, adoro fazer essas coisas, aumentando desafio. Se olhar, acho que no meu Instagram até eu fiz. Eu tenho uma pessoa que trabalha comigo que faz arte grafite. E aí no fundo da minha casa tem um beach place lá e tal, né, um lugar de jogar beach mesmo, vôlei e tal, tênis e tal. E aí eu fiz com ele o mural. Lógico que ele pintou, né. O que eu fui fazer ficou todo cagado. Por exemplo, eu resolvi fazer um tubarão, aí ele teve que transformar num vulcão porque ficou uma bosta meu tubarão, claro.
Mas tudo isso que você falou É idade. Eu tô passando por isso aí, cara.
Também curte essas coisas que ele faz aí.
Mas eu comecei agora assim, de ano para cá, a gostar de fazer as coisas em casa. Eu pagava para não fazer. Agora eu tô nessa, não, deixa que eu resolvo.
Mas isso é história de cada um. Cagada a gente faz muito, mas eu já fazia, cara. Sempre adorei subir em telhado. Eu fiz telê minha casa, metade da minha casa eu telei junto.
Obviamente Eu não posso subir no telhado, né?
Já já tá indo, já já vai dar, já já vai dar. Eu gosto muito. Ô Gabriel, só fazer um comentário que vocês estão falando de subir em telhado aí, comentário do Leandro, participação especial aqui, ó. Chama o Leandro eletricista. Ô Leandro, posso?
Ó, Leandro, o Leandro é o seguinte, se der qualquer problema de luz aqui é tudo culpa dele.
Chama ele. Ô Leandro, cara, depois eu vou te chamar lá que eu Instalei o wallbox e deu um problema lá, bicho, e eu não tinha jeito de fazer funcionar aquele wallbox, eu vou perder a garantia do carro, né?
Porque o Leandro, ele que fez, se for o Leandro, eu acho que ele, acho que é ele que fez toda a instalação elétrica para gente aqui, ar-condicionado, ele faz ar-condicionado elétrica sozinho.
Sozinho eu não faço não, tem que ter um profissional junto, mas aí eu me meto fazer junto assim. Normalmente os profissionais já não vão tudo ser ajudante em casa, que eu sou ajudante, gosto de fazer. E tem uma coisa que eu tô curtindo muito, tem uma historinha rápida por trás, né? Ano passado a gente tava comprando uma empresa no meio do ano, comprar uma consultoria, e o consultor, 45 anos, cara, ele tinha. Consultoria são os consultores, e o consultor líder principal da empresa tal, a gente fechando, eu tava no dia preparado para assinar.
Na quinta-feira eu combinei com ele, vamos assinar, vamos, tá? Ele teve um problema, não conseguiu, falou semana que vem a gente assina. Domingo ele sentou no sofá e não levantou, infartou. Infarto fulminante, 45 anos. Tomei um susto da piga. Primeiro, obviamente, apoio, tal, cara, pô, sentimos muito. Enfim, até fiz uma homenagem para ele. Eu conheci inclusive gravando um programa de TV junto com ele. Aí depois ficamos amigos e a gente ia fundir as empresas e tal.
Bom, no meio do ano, finalzinho do ano, eu sou presidente de um dos conselhos que eu faço parte e eu tenho meu secretário. Meu secretário tem 38 anos, infartou, sobreviveu e tal, cara. Aí eu tive que conduzir sozinho, né, a assembleia tal com os acionistas, mas não por isso, mas mais pela preocupação com ele, com 38 anos. Falei, gente, Não dá, né? Preciso me cuidar mais. Aí cheguei, minha esposa é educadora física, cheguei em casa, ela olhou, falou: você tá meio assustado, né?
Eu falei: tô, pô, um infartou, o outro infartou, eu tô na idade de infartar já, né? Ela olhou, eu falei: você não quiser infartar, vamos voltar para academia. Eu sempre odiei academia, cara, mas sempre odiei. O cara que agora eu sou daqueles caras que espera academia abrir na porta. Eu peguei uma paixão, cara, mas sabe qual foi a grande sacada para mim? É um hobby que hoje eu sou apaixonado. Eu vou na academia todos os dias, segunda a sábado, né?
Domingo não, domingo eu só caminho com a minha cachorra. A sacada foi, eu aprendi que não dá para ficar forçando. Então malho todo dia, mas faço um treino que é gostoso de fazer, naquele treino que os cara gemendo não gosta. Quem gosta, tudo bem, né? Mas eu não gosto, aquele povo gemendo. Eu faço um treino que é gostoso E aí comecei a me sentir bem, comecei a sentir mobilidade e tal. Aí eu fui pegando gosto, gosto, gosto, todo dia. Então é um hobby também que eu recomendo.
Eu tenho o lance com personal, cara, eu gosto muito de ir com personal porque primeiro que me força, e aí ainda mais se ele é bonitão, né? Aí, Rafael, um beijo, Rafael, meu gato! Ele vai vir aqui em setembro, né, que ele vem. E o Rafael só atende esse público, é gordo e velho. Segundo ele, é o público dele.
Ele já sabe como é, como julgar.
Ele não gosta de gordo. Então, cara, mas assim, é muito bom porque conduz o treino de uma forma certa, me obriga a sair de casa porque tem alguém te esperando e tal.
Tem esse incentivo, né?
Há muitos anos atrás, sei lá, tem uns 5 anos que eu tô com o Rafael. Eu fiquei um ano sem, mas ele começou Não comecei na academia, comecei fazendo em casa, levava todos os equipamentos para casa, enfim, fazer em casa. Agora a gente tá na academia aqui perto, excelente academia, eu gosto. Nos outros dias que não tenho personal, é difícil, cara. Para mim é difícil sair de casa. Se eu sair de casa, eu gosto do clima da academia, faço direitinho, mas tem dia que dou umas puladas assim pela falta de ter alguém esperando, sabe?
Tem que entender qual que é o teu incentivo. Seu incentivo é comer, Eu também malho para comer, né, que eu gosto de comer. Sabe o que eu não sei se vocês já viram aquele aplicativo de InRats? Sim, sim, sim, eu fiz com meu time e, cara, eu gosto de postar lá com eles. A gente tentou, não deu certo.
Mas deixa eu te falar, eu tenho gostado, eu tenho seguido direitinho o plano e tal, e tem sido muito bom, cara. Eu fico brincando assim, mas com canetinha agora, cara, você não consegue comer, né?
É difícil, você perde É engraçado, o pessoal achou que, acha, né, o pessoal assim, vários investidores que eu invisto junto e tal, emagreci muito e muito rápido, mas eu emagreci porque eu tive pedra na vesícula e eu não queria operar. Aí o endocrinologista falou, olha, você vai ter que operar em algum momento, essa pedra ela pode entupir e tal, mas se você quer não ter crise, diminui gordura, come 40 gramas de gordura por dia, 14, desculpa, 14 gramas de gordura por dia. Sabe o que que é 14 gramas de gordura por dia?
Nada.
Você comer 2 pães, você comeu 14 gramas de gordura. Então assim, eu comecei a comer comida sem gordura, no limite muito pequeno. Também não é tão saudável, você precisa comer gordura, gordura é necessário. Mas eu comecei a diminuir, controlar muito a gordura, emagreci muito. Aí o pessoal, ah, essa canetinha, canetinha, cara, eu não tenho vergonha nenhuma, acho que tem que usar mesmo. Minha mãe tá usando, ela teve problemas de saúde, tal, lipedema, um monte de coisa, e começou a usar canetinha por conta do lipedema.
Fazer várias coisas. Mas ela, eu nunca vi minha mãe tão tranquila, tão feliz, porque assim, ela não queria emagrecer, eu nunca, sempre teve problema de fato com isso. Mas ela come, você tá querendo dizer que come, só não come quantidade, você não exagera. Porque sempre foi um sofrimento esse negócio de fazer uma dieta, aí você não pode comer isso, não pode comer aquilo, um monte de coisa. Cara, minha mãe, uma alegria, uma felicidade, ela ama comer.
Gordinho, tem como, né, cara? Pessoa gordinha não é de graça, ela ama comer, ela come. Até fiz um hambúrguer para ela esses dias, ela tava em casa, tá ainda, veio visitar e ficou em casa. Aí fiz um hambúrguer para ela, que eu tô acostumado, faço um hamburgão assim alto tal, né? Eu mesmo faço, gosto de pegar carne moída. Caraca, comeu metade, aí comeu um pedacinho, não aguenta.
A canetinha te pune se você exagerar ali, ela Controlar, né?
Mas você tem o incentivo para controlar e sim, tá tudo certo. Excelente. Tem que usar mesmo para saúde, tem que usar mesmo.
É isso. Bom, Diego, acho que é te agradecer muito por ter vindo. A gente já tá no finalzinho. Você tem recados, Frederico?
Não, não, é mais a gente sempre pergunta se é balanço, cara, de como é que foi aqui com a gente, e se tem recados, o jabá, enfim, os momentos finais aí.
Baita papo gostoso assim, desde chegar do papo antes aqui. Eu acho que é uma conversa descontraída, não é uma entrevista, nada disso. Eu acho que é um me sentir numa boa, uma troca. Nem vi o tempo passar, sinceramente.
Agora que eu tô olhando quanto tempo a gente tá aqui falando.
Então obrigado, obrigado pelo convite, prazer enorme. Deixar um recado aí, né, para galera. Ó, quem tem startup, mas com uso inteligente de inteligência artificial, pode procurar a gente lá no LinkedIn, Diego Rondon, você vai me ver. E ou no Instagram também, se quiser chamar lá no direct e tal, @oidiegorondon, pode me chamar. Quem tiver startup para investir, quem tiver precisando contratar um executivo ou precisando contratar pessoas de tecnologia que saibam usar de verdade inteligência artificial, também pode procurar a gente, a gente pode ajudar.
E quem quiser só trocar uma ideia também, adoro conversar. Tá meio difícil porque o meu LinkedIn, ele é muito bombado, então é muita mensagem o tempo todo, o dia inteiro. Eu procuro dar atenção, mas às vezes não dá para responder todo mundo.
É isso, massa demais, cara. Obrigado mesmo por ter vindo, foi massa demais, a gente adorou também. E recados finais que temos, galera?
Bom, quem ficou com a gente aqui, muito obrigado. Que tá no YouTube aqui, o Leandro deu a última dica aí para você, ó.
Wallbox precisa de aterramento. Você sabe que é o problema, não era aterramento. A gente fez, eu tinha feito aterramento. Problema é que aquele wallbox, ele tinha um botão, no botãozinho do reset, ele tinha uma chavinha que você tinha que virar para ele soltar e abrir, não funcionava. Instala direitinho, tal. Obviamente eu peguei o eletricista fazer comigo, tal, mas ele não tinha essa sacada da chavinha.
Fechou. Se você tá escutando a gente no Spotify, não esquece das 5 estrelas para gente, de acompanhar o canal aqui no YouTube também. Infelizmente a gente ainda é refém do algoritmo, então todo engajamento, por menor que ele seja, é um engajamento. Então ajuda a entregar mais o nosso conteúdo. Aí a gente tem na meta de chegar nos 10 mil inscritos, estamos quase batendo 6. Em 3 meses, 6 mil, tá uma média boa. De novo, muito obrigado, Diego, cara.
Obrigadão por ter vindo, cara. Acho que foi um papo bem legal, 1 hora e 52 aí. Acho que top demais. Aí minha parte é isso, Gabriel.
Valeu, galera, muito obrigado e até a próxima. Até o vigésimo, né? Próximo.
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