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Marketing e Cinema - Marketing Talks #49 - Poderoso Jeffinho

07 de maio de 202646min
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Marketing e cinema vão além da estética. Eles constroem narrativas que geram conexão e memória.Neste episódio do Marketing Talks, Gabriel Derisio conversa com o Poderoso Jeffinho sobre como storytelling, emoção e construção de personagens podem transformar a forma como as marcas se comunicam e geram impacto no digital.

Participantes neste episódio2
G

Gabriel Derisio

HostProfessor
J

Jefinho

ConvidadoInfluenciador
Assuntos6
  • Marketing e CinemaRelação entre cinema e marketing · Ecossistema da indústria cinematográfica · Campanhas de marketing de filmes · Product placement em filmes · Estratégias de divulgação digital · Fragmentação da atenção do público · Adaptação de roteiros para atenção fragmentada · Marketing de licenciamento de produtos · Influenciadores digitais e cinema · Cabines de imprensa e pré-estreias · Estratégias de marketing da Marvel · Estudo de marketing em filmes
  • Case BarbiePlanejamento de comunicação do filme Barbie · Marketing de lançamento do filme Barbie · Impacto social e discussões geradas pelo filme Barbie
  • Licenciamento de Produtos CinematográficosImportância do licenciamento para o lucro de filmes · Star Wars e licenciamento de produtos · Super Mario e licenciamento de produtos · Franquia Marvel e licenciamento de produtos
  • Lançamento e Numeração dos FilmesInício da carreira de influenciador de cinema · Estratégias de conteúdo para redes sociais · Parcerias com estúdios e marcas · Popularização do cinema no Brasil
  • O Diabo Veste Prada 2Ações de marketing offline e digital para O Diabo Veste Prada 2 · Impacto de mídia gerado por O Diabo Veste Prada 2
  • Filmes para Estudo de MarketingBarbie como case de marketing · Os Smurfs e o marketing de licenciamento · Franquia Marvel e sua estratégia de marketing
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Fala, pessoal. Mais um Marketing Talks ao vivo. Hoje aqui com o Jefinho. Hoje a gente vai falar sobre marketing e cinema. Vamos falar bastante sobre ele. Quero apresentar depois melhor. Quero que ele se apresente também. Mas já começando assim de cara, Jefinho. Você ama cinema, certo? Posso te chamar de cinéfilo, né? Hoje em dia eu não vejo muito pessoal falando esse termo, cinéfilo. Mas enfim, você é um cinéfilo.

como cinéfilo e também alguém que já estudou marketing. Que relação que você vê entre esses dois mundos? Muito obrigado por participar e se apresenta para a gente.

Boa gente, boa noite para todo mundo, boa tarde, bom dia, independente do horário que você esteja vendo isso aqui no futuro. Eu sou o Jefinho, o vulgo poderoso Jefinho, assim que eu me apresento nas redes sociais. Sou formado em Marketing pela INB Morumbi, fui aluno do professor Derizio. Inclusive nunca nos conhecemos pessoalmente, porque eu me formei no momento de pandemia, então a gente nunca se encontrou.

mas sempre tive um carinho muito grande pelo professor, e eu acho que quem conhece ele sabe muito bem o porquê, né? Uma pessoa incrível. Enfim, sim, falo sobre cinema. O termo cinéfilo, por incrível que pareça, ele é muito utilizado, só que ele é utilizado mais dentro da bolha cinéfila, então as pessoas, tipo, dentro da bolha ali, da galera do Letterboxd e tal, a gente usa esse termo, sim, então eu me considero sim um cinéfilo.

E a relação entre cinema e marketing, cara, tipo, pra quem talvez olha de fora, acha que, sei lá, o máximo que você vai ter de marketing envolvido em um filme ou em um cinema é no máximo, sei lá, o trailer. Só que quando a gente vai a fundo nesse tema, a gente consegue encontrar produções que têm um orçamento de marketing mais caro do que o próprio filme.

Porque existe muita grana envolvida no cinema em relação a marketing. É tudo um ecossistema que funciona ali. É toda uma grande indústria que acontece ali. Nos bastidores, muita coisa a gente acaba não sabendo. E é coisa que você vai acabar aprendendo só quando você se envolve muito nesse nicho. Então, assim, cinema e marketing e mercado e comercial e tudo está muito relacionado. Vai muito além dos trailers que a gente vê no cinema, cara.

Então, eu concordo 100% com você e eu vejo um exemplo prático. Quando a indústria, um estúdio em si, quer fazer um grande lançamento, eu vou dar o exemplo do filme Barbie, que eu vi você fez um vídeo brilhante, que eu adoro, que é, se você gostou do filme Barbie, assista a Clube da Lu. Eu adorei esse vídeo. Eu assisto mesmo esse vídeo.

E aí, o Barbie, cara, ele foi uma campanha de marketing, um planejamento de comunicação tão brilhante, né, cara? Primeiro, eu acho que o tema do filme já foi pensado sobre um viés de mercado, né? De marketing. E depois o lançamento, o pré-lançamento, o burburinho, e as pessoas indo para o cinema. Cara, eu acho o Barbie um grande case.

disso tudo que a gente está falando, que envolve também product placement, não sei se estou falando os termos corretos para cinema também, mas ações de trade marketing. A gente tem também o marketing rolando sobre o filme dentro de discussões que abrangem também a sociedade como um todo, de falar sobre assuntos que têm a ver com aquele filme.

Eu lembro muito sobre falar sobre as meninas poderem se divertir ali no filme Barbie, elas poderem também se divertir como os meninos fazem com os filmes de super-herói da Marvel, né? E aí, pensando no filme Barbie e em alguns outros que surgiram, né? Eu vejo que...

a indústria consegue, principalmente, enfim, pautar as discussões. E isso é o mais difícil hoje em dia para qualquer setor, para qualquer profissional de marketing, é entrar nas discussões, é você estar por dentro das discussões que envolvem o dia a dia da pessoa, porque é tanto assunto, é tanta atenção fragmentada, que é difícil. E aí, o que eu noto?

Eu vejo muita gente reclamar sobre pessoas que vão aos filmes e estão no TikTok, estão vendo vídeos no Reels. E, cara, eu acho isso o absurdo dos absurdos. Mas, se você for pensar sobre o viés de que a atenção está muito fragmentada, olha como o Barbie conseguiu captar a atenção de todo mundo. Quem assistiu, quem não assistiu, quem gostava de Barbie, quem não gostava.

e eu tenho certeza que as pessoas estavam assistindo muito menos TikTok e Rio no filme da banha. Entendeu o que eu estou falando? Entendi. Essa captação da atenção vem do pré-lançamento até eu assistindo ali o filme na hora, né? Você acha que os filmes, a gente nem conversou sobre isso previamente, mas você acha que os filmes, eles estão como as séries da Netflix, já prevendo que você está com uma atenção fragmentada, eles estão mudando os roteiros?

Sim, em total. Inclusive, a gente já tem notícias disso, né? Da própria Netflix, inclusive, tudo bem que nem todos os filmes da Netflix. Eles vão pro cinema, mas alguns que vão, eles já confirmaram que alguns roteiros, eles são escritos já considerando que você está usando o celular, que você não está prestando atenção no filme.

Então, e o mesmo argumento que eles usam para justificar isso, a gente consegue encontrar em outros filmes que vão para o cinema. Sabe aquela coisa do filme ser repetitivo, do filme ficar se auto-explicando a todo momento, e ele muitas vezes tratar o telespectador, às vezes, como uma pessoa burra que não vai entender o filme?

Nem sempre é isso. Às vezes é só uma técnica pra ele ficar repetindo a mesma mensagem pra você, pra você entender. Porque às vezes eles... Às vezes não. Eles sabem que muitas vezes a pessoa não tá prestando atenção. A pessoa tá no celular, a pessoa foi no banheiro, foi dar, sei lá...

fez um cochicho ali com alguém, estava conversando. Então, a indústria, ela está muito pautada nessa questão dessa fragmentação da atenção, né? Porque, infelizmente, não é todo filme que consegue prender a atenção do telespectador ali no cinema ou em casa, que seja. É muito difícil. Às vezes, isso acontece, então, filmes como Barbie, que captam a atenção, que captam a atenção não só do público, mas do mercado, né? Quem aí não viu, tipo, empresas que não têm nada a ver...

Tipo, falando sobre Barbie, colocando produtos rosas, etc. Lançando produtos rosas. Justamente pra você tentar capturar um pouco dessa atenção pra você também. Agora que a gente teve a Shakira no Rio, muitas empresas, muitos mercados que não tem nada a ver com música ou com audiovisual, o que seja, estavam ali também relacionando algum produto com Shakira e não sei o que pra pegar um pouco dessa atenção também.

O Big Brother, por exemplo, é um grande exemplo de como um negócio tão grande consegue captar toda a atenção do algoritmo das redes sociais para si. Então, por exemplo, no momento em que o Big Brother está passando...

Existem alguns dados que apontam que talvez ali no momento que está passando algum comercial é um ótimo momento para você soltar algum post. Porque é o momento que o pessoal que está em casa solta o controle da TV, não está olhando para a TV, está olhando para o celular e vai ser impactado pelo seu conteúdo. Então toda essa captura de atenção vale também para o cinema.

E a indústria, ela entende isso também. Então, e isso acaba entrando em vigor quando alguém vai começar a produzir um filme. A pessoa que está escrevendo o roteiro ali, antes do roteiro chegar à sua aprovação final, ele já tem que ter um pouco disso em mente também. Que vai ter momentos, dependendo do tipo de filme que você está fazendo, se for um filme mais palatável, um filme mais fácil de ser entendido, às vezes para um público infantil, para um público mais jovem.

ele vai precisar ser um pouco repetitivo na sua mensagem para que o telespectador capture a mensagem. Alguns filmes um pouco mais cabeça, por assim dizer, eles já vão abrir mão um pouco disso, porque aí eles estão visando muito mais a arte em si do que uma atenção para a indústria. A gente tem muito essa diferença de um filme comercial e um filme mais culto, por assim dizer, um filme que é mais contemplativo, que a gente às vezes chama.

Perfeito, Jafim. E eu estava pensando no seguinte, você falou sobre a lógica do digital mudar até o roteiro, mas principalmente muda a estratégia de divulgação. Eu tenho uma notícia aqui que eu vou colocar na tela, do filme que está dando o que falar agora, nesse momento, que é o Diabo West Proda 2.

teve muita ação offline, de divulgação, porém, todas elas pensando na lógica digital, eu acho que é aí que está, o pulo do gato, usar todas as mídias possíveis online, offline, mas usando a lógica do digital, por exemplo...

nos desfiles de moda que tiveram a divulgação já, esperando que tivesse uma ativação de conteúdo do GC, que as pessoas fossem postar sobre aquilo, principalmente também focando no público-alvo. Eu acho que o cinema tem uma grande habilidade de conseguir se comunicar com o público-alvo certo. A indústria do cinema no Brasil sempre esteve...

ativa e com um olhar atento a novas mídias, como podcast. Então, assim, é uma gama de divulgações, mas também sempre mantendo esse olhar digital. O que eu queria que você comentasse um pouco mais, como que você tem visto essas campanhas de marketing, de lançamento de filmes, elas têm sido...

muito digitais ou tem usado essas estratégias que eu falei. O que você tem achado das últimas aí? Comenta um pouquinho sobre o Diálogo Vestiprado também.

Esse eu confesso que eu ainda não consegui assistir, eu perdi a pré-estreia, não consegui ir. Mas sim, eu quero muito assistir, inclusive. Mas concordo super com o que você falou, eu acho que elas são muito voltadas para o digital, porque é onde as pessoas estão hoje, né? A gente tem muitas ações presenciais, com eventos e tal, mas até esses, eles são muito pensados para uma divulgação online, para que aquilo reverbere de forma online, né? Então, desde uma...

um backdrop do filme, onde as pessoas vão tirar foto, a gente tira foto pra quê? A gente tira foto pra postar nas redes sociais, né? Então, até o material, às vezes, impresso, o material físico, ele é pensado pra que a pessoa leve, às vezes, pro digital também. Então, tem tudo a ver.

O Diabo Veste Prada, a gente tem esse exemplo, por exemplo, os desfiles, a gente tem as próprias publis, que às vezes, de novo, não tem nem a ver com a divulgação para o filme, mas as pessoas se apropriam disso para poder falar do seu próprio conteúdo. Então, por exemplo, eu vi esses dias uma sósia da...

da Anne Hathaway, brasileira, que era super parecida, e ela foi contratada para fazer uma propaganda de um salão de beleza whatever, eu não sei o salão que era esse, e ela fez uma publi toda, assim, temático ao filme, né? Então, fingindo que era a personagem da Anne Hathaway no filme.

fingindo, falando algumas falas da personagem. Então ela se aproveitou desse momento, às vezes não tem nada associado ao filme, mas ela utilizou isso aí pra fazer uma campanha pra ela, né? Fez uma publi, ganhou a grana dela aí. E a gente tem diversos outros exemplos disso. Então, quando a galera pensa no marketing, eu acho que eles já pensam no marketing de divulgação do filme, eles já têm isso em mente que não só o filme, e o filme acaba sendo divulgado indiretamente, né? Então eles sabem que...

quando eles têm um filme como esse, ou até como o Michael também teve um pouco disso agora, eles já sabem que eles vão ter um marketing direto com essas outras marcas que vão falar do filme sem falar do filme, mas também o próprio material que eles produzem vai ajudar na divulgação online do filme, porque hoje, basicamente, tudo que eles fazem para o digital. Então, por exemplo, existem muitas coisas que acontecem só no Eixo Rio São Paulo.

mas, assim, por uma questão de orçamento também não dá pra fazer em todos os estados. Mas eles fazem com que as pessoas que consomem esse conteúdo sejam impactadas pelo conteúdo que foi construído aqui no Eixo Rio São Paulo. Então...

as pré-estreias de filmes, principalmente essas grandes, assim, como foi a do Jardim Veste Prada, elas são um grande exemplo disso, porque uma pessoa, às vezes, que tá lá em Manaus, ela tá vendo que tá rolando uma pré-estreia aqui do filme, onde todo mundo tá vindo elegante, tem dress code, enfim, tem tudo isso, então, eles, beleza, a gente não fez uma pré-estreia em Manaus com isso? Não fizemos, mas a pré-estreia que a gente fez em São Paulo reverberou束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束束

em todos os cantos do Brasil, por exemplo, ou do mundo, às vezes. Eu acho que o cinema é o que mais sabe usar essa multicanalidade, e essa multicanalidade com estratégia é focada no digital, porque a entrevista que vai sair no canal do YouTube ou na TV, que a assessoria de imprensa faz, é o banner que backdrop lá no cinema, que já é instagramável, é o...

um copo que vende no McDonald's e no Cinemark, que também o cara vai tirar foto, então...

Cara, é muito legal ver esse setor, né? Sim, e quando a gente fala, a gente começa a ir mais para esse setor, área de produtos, é aí que está a grande magia, é onde a grana realmente acontece, que são os produtos licenciáveis. É o McDonald's fazendo o brinquedinho do Super Mario, são os brinquedos do Super Mario que vão surgir por conta da licença do filme, então às vezes a gente acha que o filme... Obrigado.

existem alguns exemplos, né? Às vezes o filme não vai muito bem de bilheteria, mas você sai por aí em mercados ou entra em lojas online e você tem diversos produtos e produtos licenciados daquele filme, que às vezes a gente assistia e falou, putz, que bomba de filme. Mas o que esse filme lucrou com a parte comercial de produtos é brincadeira. Um grande exemplo disso é o próprio Star Wars.

O George Lucas, quando ele foi vender o Star Wars pra Disney, uma das coisas que ele negociou foi justamente uma parcela grande da venda de produtos da marca dele, Star Wars. Ele não ficou negociando ali bilheteria, bombonieri, que são coisas que também as pessoas negociam. Ele foi no que ele entendeu na época que ia dar grana pra ele, que eram os licenciáveis. Então o cara foi genial nisso e hoje, meu...

onde você vai, existe alguém com sabre de luz, com bonequinho de Star Wars, com Lego, um milhão de produtos e uma parte dessa grana tá indo lá pro bolso do Jorge Lucas, que negociou isso quando ele foi vender a marca dele há anos atrás. É tipo o Michael Jordan, como foi fazer o tênis, né? Exato. E se você for ver essa lógica de que o produto final é o licenciável, o cinema é só uma mídia, é mais uma mídia. O produto final é isso. E aí

você vê claramente, nitidamente, não nos produtos que a indústria oferece, porque tem muito produto ainda que é arte. Sim. Eu não posso falar o que é ou o que não é arte, cada um define por si o que é arte, mas que foca na parte artística. Hoje, os que têm mais investimento da indústria são produtos que, no final da cadeia, vão dar essa margem.

de lucro grande em licenciáveis. Então, se prioriza hoje, podemos chegar a essa conclusão, filmes que vão ter o licenciável lá no final dando lucro. Então, eu vou lançar mais Super Mario, eu vou lançar mais...

O Diabo Gatti Prada, 3, 4, 5... Todos os filmes da Marvel, todos os filmes da DC... Maiko, tudo, né? Tudo isso. Eu acho que é isso. Mas, assim, ainda tem espaço, né? Para a arte. Tem. E no Brasil a gente tem poucas salas de cinema focadas em filmes ditos não comerciais, né? Aqui em São Paulo tem bastante ainda, né? A gente não pode reclamar, né?

Mas eu fiquei com uma curiosidade pessoal, assim, quantas vezes você vai ao cinema por mês? Por mês? Cara, foi muito difícil. Cara, às vezes, sei lá, eu acho que dependendo do mês, pode chegar umas 10 vezes. Não acredito. Cara, mas é... É, mas eu entendo... É o trabalho dos sonhos, não é? Não é muito legal? É muito legal, eu acho.

Mas não é, né? Porque todo trabalho é trabalho. É, todo trabalho é trabalho, mas existe um luxo assim, porque é um negócio que é diferente, que as pessoas gostam e beleza, não deixa de ser trabalho. Mas não é porque é trabalho que necessariamente precisa ser chato. Às vezes é chato, às vezes tem uma coisa que você vai...

Esse aqui é difícil, aí você tem que ir. Você vai. Eu ainda vou menos. Eu tenho amigos que, inclusive, vão muito mais. Como eu tenho meu trabalho CLT, né? Eu faço essa dupla jornada. Existem as cabines de imprensa, né? Que é quando jornalistas e influenciadores assistem o filme antecipadamente. No horário da manhã. Mais focado em jornalista.

eles assistem no período da manhã, por volta de 10h30. E eu não consigo por conta do meu trabalho, eu não consigo falar, querido chefe, dá licencinha que eu vou assistir um filme ali, daqui a duas horas e meia eu volto. Não dá pra fazer isso. Por enquanto. Por enquanto. Mas eu tenho muitos amigos que é isso, às vezes rola cabine de imprensa três vezes na semana, às vezes duas.

Sempre tá tendo, eu recebo esses convites, eu acabo não indo, porque infelizmente não dá, mas eu acabo indo bastante pra, né, tá atualizado nos assuntos, nos filmes que estão, pra eu conseguir fazer conteúdo de um produto novo, né, de um filme fresco, e também porque eu gosto. Exatamente. E se eu for analisar assim, você faz parte hoje de um grande exército virtual de influenciadores do cinema, né?

E você tem um conteúdo que se destaca, assim. Eu acho muito interessante, realmente. Acho que tem um diferencial ali, mas tem um grande exército aí de conteúdos, de criadores de conteúdo. E quando você vai numa prévia...

você vai lá e tá toda essa galera, você já se conhece e tudo, né? Sim, sim. Nesse momento a gente tá em casa, a gente revê amigos, parceiros. O momento de pré-estreia e cabine de imprensa é isso, é você revê a galera e assistir um filme. Mas sim, tipo, existem muitos criadores de conteúdo desse nicho. Às vezes... Me conta um pouquinho disso, qual que é a relação dos estúdios, né, com esses influenciadores. É o estúdio que te ama, é o cinema que te ama, porque eu já fui em duas.

dessas, né? Eu tinha um amigo que trabalhava na Cinépolis, e aí quando sobrava ingresso de última hora, não tinha ninguém para ir, ele me mandava, né? Aí eu fui na estreia do filme do...

do Fred Mercury, do Queen, lá no Alliance Park, com os influenciadores, e foi um outro também, e eu achei muito interessante ver, coisa que eu mais achei interessante, que você pode contar pro pessoal aqui, é que eles pegam o seu celular e lacam num saquinho pra você não filmar nada, mas não sei se todo mundo sabe disso, como é que é a sua vida de influenciador, eles te chamam, como é que é?

Cara, é bem interessante isso. Existem várias formas de você ir em uma cabine de imprensa ou numa pré-estreia. Normalmente tem alguém intermediando isso, geralmente é assessoria de imprensa. Então você imagina que tem o grande estúdio ali, uma Warner Bros., uma Disney, uma Diamond Films, eles têm uma assessoria de imprensa.

E essa assessoria de imprensa, ela, uma parte, imagina assim, como se fosse cotas. A assessoria de imprensa, ela tem uma cota de ingressos onde ela vai usar a estratégia dela pra convidar as pessoas que ela acha interessante pra ir assistir aquele filme ou não e fazer algum conteúdo, seja ele...

Texto, vídeo, enfim, depende da estratégia do estúdio. Nem sempre os influenciadores de filme vão ser convidados. Eu já fui em pré-estreia que só tinha influenciador de livro, por exemplo, porque era um filme sobre algum livro. Então, eles preferiram chamar os influenciadores de livro. Então, depende da estratégia deles.

Então, beleza, aí a gente tem a assessoria de imprensa que ela vai entrar em contato com esse influenciador. Normalmente, você já tem um cadastro com aquela assessoria, né? Então, você entra no mailing dele, preenche um form, isso lá e tal.

E você começa a receber release com notícias e coisas pra você postar, pra você fazer conteúdo, né? Então, eles te dão muitas ideias de conteúdo por e-mail, eles mandam pra você. E, eventualmente, eles mandam esses convites também pra você ir, né? Numa pré-estreia ou numa cabine de imprensa. Isso é pela assessoria de imprensa. Às vezes, o próprio estúdio, ele entra em contato direto com você porque ele tem algum motivo que ele quer te convidar.

Mas não é sempre que o estúdio vai direto em você. E às vezes tem marcas parceiras ou o próprio cinema que está recebendo aquela outra estreia. Então, às vezes acontece igual o seu exemplo. Você falou, um amigo do Cinépolis, ele estava com o ingresso lá sobrando, ele te chamou. Às vezes o próprio cinema tem uma pequena cota também. Geralmente são os que têm menos cota.

é o próprio cinema que tá recebendo. Geralmente eles ou nem têm direito a convidar ninguém, ou é uma quantidade muito pequena, ou às vezes também alguma marca parceira. Então, por exemplo, eu já fui em pré-estreia de filme infantil, sei lá, Lilo Stitch, Moana, e aí existem diversas marcas envolvidas ali na divulgação por conta dos produtos licenciáveis, né? Então já existe às vezes alguma lista, sei lá.

igual aconteceu com Moana, tinha produtos da Pernambucanas, da Avon, e esses caras, às vezes, eles tinham o poder de ter uma cota dessa quantidade de pessoas que eles podem convidar. Então, dependendo de quem está chamando do filme, é dividida uma cota de ingressos e cada um utiliza a sua estratégia para convidar. Mas a maioria dos influenciadores ou é convidado pela assessoria de imprensa ou pelo próprio estúdio.

Eu acho que o engenheiro que eu recebia é quando algum influenciador não confirmava realmente. Aí ia sobrar uma vaga ali. Porque ele me convidava faltando duas horas. É tipo isso. Porque a gente tem que confirmar a presença. Eles mandam pra gente. Falar, ó, tem que confirmar até dia tal. E aí eles fazem a conta. Ou às vezes sobra lugar, às vezes falta lugar, às vezes dá overbooking, porque sempre tem as vezes...

Ou eles mesmos convidam demais, ou às vezes, tipo, entra uma galera que penetra, assim, sempre acaba rolando. Mas acontece muito, assim, tipo, eu já fui, eu já, um dia desse eu tava, fui tomar um café num cinema aqui de São Paulo. Eu nem sabia que ia ter pré-estreia no dia. E aí, eu conheço o pessoal lá do cinema e tal, e ele falou ah, vai ter pré-estreia desse filme aqui, você quer vir? Eu falei, uou, aí...

Ele me deixou entrar, entrei e fiquei lá, entendeu? Então, às vezes acontece. E tem isso também de lacrar o celular, né? Não são todos que pedem pra lacrar, mas alguns específicos eles pedem pra lacrar. E aí você não pode filmar nem nada. Alguns eles lacram, alguns eles só pedem. Depende muito ali de quão rígido a galera tá. É, então, e eu percebo que...

essa rigidez está um pouquinho menor. Eu não sei se você percebe isso, mas alguns anos atrás era muito rígido por conta da pirataria de DVD também, e da pirataria desses streams piratas. Mas hoje parece que a galera quer que você filme dentro da sala. Por quê?

Tem muitos vídeos do Michael, né, por aí agora na internet, do pessoal filmando na sala de cinema, né? O que eu queria falar com você sobre isso é assim, eu vi influenciadores, acho que eu posso citar, tipo o Cauê Moura, né? O João Gordo também, nesses aí que eu tava, né? E depois eu falava, será que o cara vai postar alguma coisa? Eu posso estar enganado, mas eles não postavam nada.

Então não tem assim, tipo assim, você é obrigado a postar, né? Acho que quando você está começando, você fala assim, não, pô, tem que postar, os caras me deram ingresso. Mas não tem obrigatoriedade nem de você falar bem do filme, né? Não, isso não existe. Eu nunca...

Eu já fui em várias pré-estreias, já fui em algumas cabines de imprensa também, né? Mas nunca existiu essa obrigatoriedade de você falar bem do filme. A parte de filmar depende muito. Algumas eles realmente pedem, gente, não filma. E aí existem várias estratégias por trás, tá? Às vezes eles sabem que o filme não é bom.

Então eles querem segurar até o último momento qualquer tipo de assunto sobre o filme. Então às vezes você tem que assinar um termo dizendo que você não vai falar sobre o filme até dia tal e hora tal. Você não pode falar de jeito nenhum. E aí chama embargo isso.

Então, tipo, sua crítica embargada, você não pode falar até dar o horário. Alguns casos, é principalmente porque o filme não tá legal. Então, pra evitar, porque como a cabine acontece tipo, às vezes, uma semana antes do filme estrear, se a galera já começa a macetar o filme antes, você mata a estratégia do filme, porque a primeira semana de estreia e o primeiro final de semana de estreia de um filme é muito importante pra definir as próximas semanas dele, né? Porque...

Se ele vai continuar, né? Se ele vai continuar, porque se o cinema falar, putz, não, esse filme foi uma bomba aqui, a gente corta metade das salas dele, acabou o filme, entendeu? Então, muitas vezes, se o filme tá muito ruim, eles pedem pra segurar algumas críticas. Não é regra, mas é uma coisa que eu já percebi. Quando o filme não tá muito legal, aí assina termo, lacra celular, você não fala sobre o filme até a hora de estrear. Aí fala, então eles tentam segurar a crítica no limite, assim.

Não é regra. É, acontece. Não é bem uma regra, mas eu já assisti muito filme bom que você não podia falar nada. Às vezes é justamente por isso. Pra você não dar spoiler, pra você não queimar a largada e tal, acontece. Mas eu já percebi de alguns filmes ruins que você fala assim, por que esses caras me seguraram tanto assim se o filme é desse jeito? Aí você entende. Justamente pra eu não falar que é desse jeito. Porque senão vocês não vão querer assistir. Entendi. E você começou a gravar assim, por...

por paixão mesmo, né? Nada assim, ah, eu vou ganhar dinheiro por isso, né?

Não, de jeito nenhum. Eu comecei assim, foi em 2021 que eu comecei a criar conteúdo. Aquela coisa, pandemia, não tem nada pra fazer, preciso fazer um negócio e tal. Aí eu comecei junto com um amigo meu. Na época eu nem gravava vídeo, eu fazia mais um conteúdo direto lá no final do Twitter, e atual X, né? Fazia conteúdo lá, era muito mais voltado pra filme de super-herói, que eu gostava bastante na época e tal.

E aí ficava ali falando, porque crescia muito o Twitter, assim, quando você falava de super-herói e tal. Então eu fazia um conteúdo ali porque eu gostava muito. E aí a coisa foi escalonando, aí outras pessoas foram entrando na página junto comigo. E aí chegou em 2023, tipo, eu não aguentava mais falar de super-herói, não aguentava mais esse assunto. Eu falei, puta...

não quero mais continuar, mas eu ainda quero falar sobre filme, eu quero falar sobre outras coisas também. E na época eu já gravava alguns vídeos, porque a gente começou a expandir, a gente criou, acabou criando um canal no YouTube e tal, e eu não tava muito satisfeito com as coisas. E aí eu decidi sair da página e começar uma coisa à parte, né, inicialmente seria um podcast, né, era na época também estavam os podcasts explodindo, em 2023 na verdade já tava mais ou menos, né, mas ainda tinha muito podcast surgindo e tal.

E aí seria o podcast com esse mesmo nome, Poderoso de Afim, eu ia falar muito mais sobre vida, sobre coisas, sobre várias coisas, e acabei mudando assim, falar, putz, eu vou falar sobre filme mesmo, que é o que eu gosto de falar, só que eu vou fazer igual esses outros tiktokers que existem aqui, que foram minha inspiração, minhas grandes inspirações que hoje são amigos meus, é o Kenai e o Caio de Aquino, que são dois caras gigantes aí nesse mesmo formato de conteúdo que eu faço.

Me inspirei muito neles e comecei a fazer essas resenhas sobre filmes e tal. Fui dando uma mudada também para fazer alguns conteúdos interagindo com o público, porque eu percebi que também isso dava bastante resultado. Então hoje eu tenho esse foco, eu falo sobre filme, faço minha crítica, faço algumas comparações, dou dicas, faço algumas listas. E também eu tenho um conteúdo que é mais interativo com as pessoas, de levar as pessoas no cinema. É uma coisa, inclusive, de...

de marca de branding como Poderoso Jefinho, que é levar as pessoas pro cinema. Então eu tenho feito isso bastante esse ano, já levei, vai, acho que já tô chegando na casa de 50 pessoas que eu levei só esse ano pro cinema, em diferentes sessões, três, não sei o quê. E aí eu tô muito nisso.

Gente, sigam arroba poderoso.jefinho eu vejo mais pelo TikTok eu te segui hoje no Instagram porque eu só assisto conteúdo no TikTok, cara

Instagram, eu só posto mesmo, mas o seu conteúdo no TikTok dá muito certo também. Dá, dá, fica bem legal, dá bastante resultado lá também. Eu acabei trocando, eu acabei focando um pouco mais até no Instagram no último ano pra cá, porque o Instagram é onde as marcas estavam olhando um pouco mais. Exatamente. Então eu acabei dando um foco um pouco maior, né, pra tentar fazer porque... O seu tipo de conteúdo é muito importante.

Então, e aí, né, tipo, preciso ganhar uma grana, não dá pra depender de só, de grana de monetização de rede social, né? Na época eu tava com o meu Twitter monetizado, depois desistir do Twitter, e aí falei, putz, vou tentar focar, dar um gás aqui no Instagram, que é onde as marcas tão olhando mais, né, pra fazer mais conteúdo voltado pra publicidade, né?

Você posta quantas vezes? Você posta todo dia? Qual a frequência? Eu tento postar alguma coisa todos os dias. Conteúdo no feed mesmo, eu estou tentando agora manter pelo menos umas três vezes na semana. É bem difícil. Ano passado foi bem complicado manter.

Até porque são bons conteúdos. Você poderia postar qualquer coisa, né? Exato. Assim, e é isso, assim. Tipo, você consegue viralizar fácil, seguindo algumas formulinhas e tal. Mas é um conteúdo que não me agrada muito, assim, de postar. Não é o meu tipo de conteúdo. Dá pra fazer? Dá pra fazer. Mas eu prefiro postar, fazer um conteúdo... Eu faço roteiro, eu edito, eu gravo, eu refaço. Às vezes eu olho pro conteúdo e falo puta, não dá pra postar, vou fazer outra coisa. Eu desisto daquele vídeo.

Porque eu tento prezar mais pela qualidade do meu vídeo. E, pra mim, já deu muito mais resultado do que número. Eu, nas redes, eu não tenho grandes números. Mas eu já fiz alguns trabalhos grandes que algumas pessoas que têm números muito maiores que eu que nunca conseguiram fazer. Então, pra mim, é uma estratégia que tem dado certo. De focar realmente no conteúdo e na qualidade do meu conteúdo. Mas não pela quantidade.

É, porque também, eu acho que, vou até voltar nessa notícia, acho que as marcas brasileiras estão cada vez mais apostando nisso, né? De ter os influenciadores. Por exemplo, o Diabo Veste Prada 2 tem alguns números nessa matéria da CNBC, da Times Brasil, que diz que...

ele fala alguns cases da Coca-Cola Diet, do Starbucks, do Mercedes, dentro desse filme, mas ele diz que tem uma consultoria ali que se chama Launch Metrics, não sei se você conhece, que simulou como as conversas sobre o filme O Diablo West Prada 2 O Diablo West Prada 2

geraram o valor de impacto na mídia, que seria a M e V. Esse valor de impacto na mídia seria o mais próximo que a gente consegue ter do que aquela conversa nas redes sociais gerou de venda no final para a marca ou de crescimento. Então, por exemplo, essa matéria fala que a Chanel gerou aproximadamente 1.2 milhões de dólares de impacto de mídia. Isso é muito...

Alto, cara. Valentino, 560 mil dólares. Então, assim, a gente precisa desse tipo de métrica no Brasil, para mostrar que as suas conversas vão gerar valor de mídia que vai gerar impacto para a empresa, né? Porque senão você acaba virando só um divulgador simples. Não, você é um influenciador, né, cara? E toda essa influência que você faz positiva também...

reverbera nas marcas, né? Você tem algum tipo de narrativa, algum tipo de modelo dos vídeos que você faz, que você vê que engajam mais, assim? Eu já vi alguns. Tipo, você tem alguns quadros, digamos assim, que eu já vi, né? Mas conta aí pra gente.

Tenho, né? Eu acho que quando a gente começa a amadurecer a criação de conteúdo e a gente começa a perceber isso, tipo putz, como é que eu consigo fazer grana com isso aqui? Porque beleza, tipo, às vezes eu preciso mostrar que meu produto ele é...

é possível alguém veicular algum produto, algum serviço, alguma coisa dentro dele. Então eu tento buscar formatos comerciais onde eu consiga vender alguma coisa. Então, por exemplo, eu tenho... É que agora eu dei uma parada nele, mas eu tinha um quadro que eu soltava toda quarta-feira, sem falta, onde eu falava do grande lançamento da semana. Com o objetivo justamente de promover aquele filme que está estreando, porque os estúdios sabem que...

o primeiro final de semana de estreia de um filme é essencial pro desempenho dele. E os filmes aqui no Brasil, eles são todos lançados na quinta-feira. Então, quarta-feira, eu estava sempre lançando um conteúdo com a grande estreia da semana. Então, eu olhava lá a listinha de filmes que ia estrear, via o que ia dar mais mídia, né, o que as pessoas estavam mais comentando, fazia um roteiro pra promover aquele filme.

E aí, quando eu mandava para algum estúdio, não cheguei nem a fazer alguma proposta comercial, mas quando eu fazia alguma parceria, eu mostrava isso, essa estratégia. Então, putz, eu vou pegar aqui esse seu conteúdo, esse seu filme, e eu vou promover ele na quarta-feira e vou falar dele.

As pré-estreias, geralmente, quando eu peço para algum estúdio, quando eu não recebo alguma coisa, eu já falo com esse objetivo também. Não é só porque eu quero assistir o filme, é porque eu vou divulgar esse filme para você. Não estou indo assistir de graça, estou indo fazer uma divulgação para você. Então, alguns conteúdos interativos também. É uma forma de promover. Quando eu vou, por exemplo...

nessas interações de eu levar as pessoas pro cinema, eu também tô promovendo um filme que tá estreando naquela semana. Então, por exemplo, hoje eu mandei mensagem pra um estúdio de um filme que vai lançar daqui a duas semanas pedindo uma parceria com eles e tal, vendo se eu conseguia fazer alguma coisinha mais comercial junto com eles pra promover o filme deles, que eu, inclusive, assisti ontem. Assisti ontem, antecipadamente, não sei o que e tal.

Falei, puta, eu acho que se eu fizer um conteúdo desse vai ficar legal. E aí eu já mandei pra eles, bonitinho, todo o objetivo que eu queria fazer com ele.

E você também pensa nos formatos que engajam mais com o público, mas você também precisa ter formatos que você consegue vender também, né? Mas isso é muito importante, né? Você conseguir vender para os estúdios, né? E, assim, o seu conteúdo é sensacional, principalmente esse de levar mais pessoas ao cinema, né? De popularizar, porque para quem está assistindo aqui, a gente, do marketing, vive...

completamente numa bolha, principalmente a gente aqui de São Paulo, a gente acha que todo mundo vai no cinema e não é essa a realidade do Brasil. Pouquíssimas pessoas frequentam cinema, esse trabalho do Jeffing é sensacional. Deixa eu te fazer uma pergunta final. Eu sei que você já sabe, porque eu já te adiantei, porque eu falei, não vou pegar ele no pulo. Mas fica que eu nem lembro da pergunta. Então é bom que vai ser uma surpresa, mesmo assim. Eu queria que você indicasse três filmes para quem gosta de marketing.

Porque eu recebo muito essa pergunta nas aulas. Professor, indica filme. Depois eu indico os meus filmes. E aí você... É que os meus filmes não são filmes incríveis sobre o ponto de vista cinematográfico. São bons sobre o ponto de vista de marketing. Por exemplo, Fome de Poder é o que o pessoal sempre indica. Vamos ver. Diálogo Veste Prado pode ser um também.

O que você acha? Eu acho, eu vou indicar vou começar com, acho que Barbie eu acho que é primordial, assim eu vou fingir, eu vou fugir do filmes que falam, tem uma mensagem sobre Martin, vou falar de filmes que você é bom pra você estudar o Martin que teve ali por trás Barbie é o primeiro deles, porque foi genial o que eles fizeram em relação a Martin, a marca

material, a produto, foi incrível. Eu acho que, igual você falou no começo, é um grande case de sucesso para as pessoas realmente estudarem e verem um resultado positivo ali. Eu acho que é o maior exemplo de todos. Um filme que eu acho... Também? Aí a gente vai indicando, eu indicando você. Olha como eu sou chato, eu pedi e eu te tomo bem.

Mas sabe um filme que eu acho que... Acho que você nem vai lembrar desse na hora de indicar, mas que deu um grande burburinho, que gerou muita venda, muito licenciamento? Os Smarfs, cara.

Os Smurfs é um negócio que estava totalmente apagado pela história, os Smurfs, e eles conseguiram trazer com o filme, e tem isso também, né? Às vezes o filme traz o produto licenciado, depois traz série, depois, enfim, traz tudo, né? Junto.

Sim, traz tudo, traz música também. Se eu não me engano, é no Smurfs que a gente tem uma música da Rihanna nesse novo, se eu não me engano? Eu não sei porque eu não vi. Estou indicando, mas eu não vi. Não, se eu não me engano, é nesse ou no Entroll. Eu acho que ela tem música em Entrolls, mas eu acho que no último Smurfs que saiu ela também tem uma música lá. Meu, fizeram a mulher sair da, sei lá, da aposentadoria pra gravar uma música, na verdade. O dinheiro é bom também.

Exato, que deve ter chegado um caminhão de dinheiro lá na porta dela, assim, sabe? Exatamente. Justamente para poder fazer ela voltar. Um outro filme que aqui eu quero indicar, na verdade não é um filme, mas que é legal a gente estudar sobre marketing, eu acho que a própria franquia da Marvel.

do ponto de vista de marketing, principalmente olhando o apocalipse do uns daí, na verdade, que a gente vai ter agora no final do ano, porque a gente teve toda uma fase anterior que está se encerrando agora, com esse arco que vai iniciar, que foi um grande fracasso.

não deu dinheiro as notas não foram boas aquela coisa, o bolo é ruim, a festa é ruim o som é ruim, foi desastroso e o que eles me fizeram agora eles vamos voltar onde tava dando certo traz de volta Robert Downey Jr traz de volta Chris Evans traz de volta X-Men traz de volta os X-Men clássicos traz toda a galera de volta vai ser apelativo? vai ser apelativo, mas vai vender vamos lá

E vai vender. Inclusive, eles estão trabalhando na base, viu? Porque o que tem de criança que tá apaixonada por Marvel e torna uma criança, ela é do meu filho, 3, 4 anos. Tão trabalhando muito na base. É bizarro o que eles fazem, o que eles conseguiram fazer de transformar a Marvel que era muito menor em relação a DC e conseguiram cara, destronar a DC conseguiram hoje colocar na imagem da criançada e vai vender. E aí

que o herói referência delas é o Homem-Aranha, é o Homem de Ferro. Eu acho que o Homem de Ferro, até um pouco tempo atrás, eu acho que talvez em alguns casos ele ainda se sobressaia. Mas tudo isso foi construído através dos filmes. O Homem de Ferro não era ninguém, história em quadrinho, não era um personagem, era um Zé Ninguém, até o momento em que a Marvel começou a trabalhar ele no cinema. E trabalhou de uma forma que eles...

escriturar o imaginário coletivo da galera para dizer isso aqui é o super-herói não é mais esse super-man o meu a minha época desse né era parte mas agora eu duvido você pegar uma criança aí principalmente menino de três anos que não é apaixonado pelo Homem-Aranha é incrível mas assim eles estão realmente trabalhando muito na base com desenhos no

no Disney Plus e tal, para essa nova era que vai chegar, porque é eles que vão consumir essa era nova.

Sim, total. Eles vão consumir isso. Então, a Marvel e a Disney, eles conseguiram trabalhar essa... Estão conseguindo trabalhar essa base de uma maneira, assim, incrível e muito forte. Então, mérito deles, eu sempre preferi DC, ainda prefiro DC. Mas eu não consigo contrariar o resultado, não consigo contrariar a realidade que a Marvel hoje...

tá no além, sabe? Superou muito mais a DC, né? Infelizmente. Gente, sigam arroba poderoso.jefinho, vocês vão ver que tem conteúdos incríveis. Esse nosso mic de talks foi um pouquinho mais curto dessa vez, mas eu queria te convidar pra duas coisas. Primeiro, pra fazer um segundo, e aí nós vamos analisar algum filme.

que vai chegar, assim, com planejamento de marketing estrondoso. Eu já tenho um em mente, já. Qual que seria? E a gente vai gravar um só sobre ele. A Odisseia do Christopher Nolan, que estreia agora em julho. Boa. Então, vamos gravar em junho. Ou em julho, né? Não sei que dia que vai. Vamos fazer um só sobre ele.

E eu acho que a gente tem muito conteúdo para gravar, uns três ou quatro por ano sobre filmes desses. E o segundo convite que a gente vai fazer é para a gente ir no cinema juntos, cara. A gente fazer um vídeo, tipo o que eu fiz visitando o Google, fazendo indo no cinema com o Jeffy.

A gente faz ao vivo, presencial. Só me falar que eu descolo o ingresso, tranquilo. Ah, eu só ainda tenho ingresso. Então eu pago a pipoca, pelo menos. Se tiver que pagar a pipoca, eu pago a pipoca. Boa, combinado. Obrigado, viu, Jeffinho? E parabéns pelo trabalho. Dá muito orgulho ter sido seu professor. E, gente, realmente o conteúdo dele é muito bom. Eu acompanho de verdade. Eu sei que vocês vão gostar quem está assistindo aí.

Valeu, pessoal. Até a próxima.