Episódios de Rabino Eliahu Stiefelmann

Qual é o Limite da DOAÇÃO? A Estrutura da TZEDAKA Segundo a Torá - BECHUKOTAI

05 de maio de 202630min
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Qual é o limite da doação?
10% • 20% • ou mais?

Nem pouco.
Nem excesso.

Tzedaká é equilíbrio.

Doar não é perder —
é alinhar o dinheiro ao propósito.

Parashá Bechukotai
Tzedaká • Maaser • Estudo da Torá

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Participantes neste episódio1
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Rabino Eliahu

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Assuntos4
  • Doação e AbundânciaTzedaká e o limite de 20% · Proibição de doar tudo · Comportamento de Hassid · Tzedaká como redenção da alma · Diferença entre Tzedaká e promessas/votos
  • Promoções e PatrocíniosOpinião de Maimônides (Rambam) · Opinião do Rama · Opinião do Alter Rebe (Tanya) · Contradição em Maimônides
  • Níveis de Serviço a DeusNível limitado (foco em si) · Nível altruísta (foco no próximo) · Nível de redenção da alma
  • Exílio e redençãoHashem e o exílio (Galut) · Redenção dos prisioneiros · Fim da pobreza e guerra
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Estudaremos a terceira Sihah da Parashah Berroquotai, do volume 27. Essa é uma Sihah muito, muito especial, que descreve toda a ideia da Tzedakah, principalmente a ideia do Chomes, do 20% que nós devemos dar.

E toda a questão é se podemos dar mais do que 20% para Tzedakah, ou se é uma proibição que não podemos doar mais do que 20% do nosso dinheiro para Tzedakah. O Rambam, no final das leis de Erhindar Haramim, de promessas,

e consagrações que a pessoa consagra objetos, animais, dinheiro para o Beit HaMikdash. Então, o Ram, ele escreve no Sefrayad, a pessoa nunca pode consagrar todas as suas posses para Deus.

E a pessoa que consagra tudo o que ele tem, ele está transgredindo o que a Torá nos ensina. Porque a Torá fala, na nossa paraxá de Berchocotai, que toda a promessa ou toda a consagração que a pessoa consagre para a Shem, de tudo aquilo que ele tem. E no hebraico tem mikol ou kol.

Kol HaSheló significa tudo aquilo que ele tem. Mi Kol HaSheló significa de tudo aquilo que ele tem. E essa letrinha Mem a mais, nossos sábios, eles aprendem que a pessoa pode doar parte daquilo que ele tem, e não tudo aquilo que ele tem, ele não pode prometer e doar para Hashem.

Assim a Gamara, ela descreve, assim a Gamara, ela aprende dessa palavrinha Mikol. Então essa é uma proibição. E agora ele entra numa questão de Hassidut, de quem é um Hassid. Um Hassid, não é somente um Hassid do Rebbe, mas Hassid é uma pessoa que ela faz além da lei, além da obrigação. Um Hassid é uma pessoa devota, devota a Shem, que ela faz além da obrigação. Então fala o Rambam, a pessoa que faz isso, ele não é um Hassid?

Não é um comportamento de devoção a Shem, e sim é uma tolice. Porque ele está perdendo todo o seu dinheiro, e ele vai precisar pedir esmola doação das outras pessoas. E uma pessoa que fizer isso, emera ha-mi-malava, nós não temos compaixão sobre ele.

Porque ele errou. E assim também, Agmarad escreve sobre um chassid chote. Um chassid, que ele é chote, que ele é um bobo, que ele é um tolo. E essas pessoas, como ele, são pessoas que destroem o mundo. Então, por isso, o Ram, ele conclui, ele fala... A pessoa que ela vai gastar dinheiro em mitzvot, dando tzedakah, ele não pode desperdiçar, ele não pode dar mais do que um quinto das suas posses. Tá uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma

E a pessoa deve fazer como que os nossos profetas nos ensinaram, que ele administra as suas coisas com justiça, tanto na vida judaica de Torá e tanto nos assuntos mundanos. E mesmo nos corbanot, nas oferendas para o templo.

Que a pessoa, ela tinha a obrigação de trazer sacrifícios, mas a Torá se preocupa com o dinheiro do povo de Israel. E a Torá orienta que ele precisava trazer de acordo com a sua capacidade. Se é um boi, para um rico. Menos rico, um carneiro. Menos rico, um pombo. Menos rico, um pote de farinha. Então, se para trazer oferendas para o templo, a Torá descreve dessa maneira...

Então, muito mais para assuntos de promessas e doações que a pessoa não tem essa obrigação, a pessoa não pode prometer além da sua capacidade, e sim a pessoa tem que doar de acordo com a sua capacidade que Hashem deu para ele. Então, dessas palavras do Maimonides, do Ram, nós aprendemos que a pessoa que doa dinheiro em mitzvot, em tzedakah, ela não pode doar mais do que um quinto.

Quer dizer, o Ráma fala isso sobre mitzvota em geral. Então nós aprendemos que sobre tzedakah, mitzvah de tzedakah, a pessoa também não pode dar mais do que um quinto do seu dinheiro. E com certeza que ele não pode doar todo o seu dinheiro, todas as suas posses para tzedakah.

Só que o interessante é que o Alter Hebe, o primeiro Hebe do Rabat, o autor do Tanya, ele fala muito sobre a ideia de Tzedakah, e ele fala também em vários lugares que a pessoa pode dar, doar mais do que um quinto, e mais ainda. O Alter Hebe descreve que a pessoa poderia doar todo o seu dinheiro para Tzedakah.

Assim o Altareba traz no Igeret Atchuvá, no capítulo 3, sobre a ideia que a pessoa que fez transgressões e ela precisaria fazer um número enorme de jejuns, então existe a maneira de você resgatar, trocar jejuns por Tzedakah. Então se a pessoa fez muitas Averot e ele teria que fazer muitos jejuns, então ele teria que doar muito dinheiro para Tzedakah.

Então, eu falo ao Tereb, mesmo que o cálculo final vai doar muito dinheiro, muito além do que os 20%, não se preocupe com a declaração dos nossos sábios, que há, às vezes, o termo em homens, que você não pode gastar mais do que um quinto, porque, neste caso...

Não é chamado gastar, bisbuz, porque a pessoa, nesse caso, ele está redimindo a sua alma dos jejuns e das flagelações que ele teria que fazer com os jejuns. Então, ao invés de ficar jejuando, ele vai doar para sedacar. E essa situação não é inferior ou menos importante do que a saúde do corpo e qualquer outra necessidade.

Para a saúde do corpo, a pessoa gastaria todo o seu dinheiro por causa de uma operação, uma cirurgia, um tratamento. Ou se ele quer fazer uma grande compra, ele gastaria todo o dinheiro para comprar um apartamento. Então, para redimir e salvar a sua alma dos pecados e dos jejuns que ele precisaria fazer, ele pode, então, fazer tanta doação, que seja mais do que 20%, ou se chegar em todo o seu dinheiro, também não teria essa proibição.

Isso em Nugereta Tchuvá. Nugereta Kodesh, na próxima parte do Tânia, o Alter Eber explica também que o judeu deve distribuir o seu dinheiro para Tzedakah sem limites, porque dessa maneira ele estaria corrigindo e espiando as suas averotas que ele fez.

E o Alter Eber fala lá, ai, está escrito que não pode doar mais do que um quinto. Isso se aplica somente a uma pessoa que ela nunca pecou, ou que ela retificou totalmente as suas transgressões. Mas uma pessoa que ela tem um tikkun para ser feito, com certeza a cura da sua alma não é menos importante, não é inferior à cura do seu corpo. Que para a cura do corpo, o dinheiro, as pessoas não levam em conta. O mais importante é a saúde, a cura.

Física, então assim também a cor espiritual. E ele conclui com uma frase muito bonita. O que quer que um homem tenha, ele dará em benefício da sua alma, em benefício da sua vida.

E o que ele está explicando aqui no Tânia, não é na teoria, mas aqui é a lachá lemaisi. Isso aqui é a lachá, a lei prática, como que a pessoa deve se comportar. E o Altareb fala que o costume é de todos os haridim lidvar Hashem, todos os temerosos que seguem as palavras de Hashem, eles devem ler bodme odme odbe tzedakah, aumentar muito, muito na tzedakah.

E assim também ele conclui lá naquela carta, no Igeret HaKodesh, que a pessoa pode distribuir para Tzedakah, sem limites, para consertar os seus pecados. Nós precisamos nos comportarmos dessa maneira, sem limites, sem bloqueios. Como a Agumara também fala em Gittin, que a Tzedakah não tem limite, porque qualquer hora sempre existem pobres.

que não tem dinheiro e nós sempre precisamos doar cada vez mais. Então aqui nós trouxemos o Memonides, o Rama, que fala que não pode mais do que 20%, e aqui vem o Alter Eber, e fala que sim, podemos e devemos doar mais do que 20%. Como que fica essa questão?

Então, para entendermos tudo isso, vamos mergulhar no próprio Maimonides, que existe uma estirah, uma contradição em dois lugares do Rambam. Existe uma Mishnah conhecida que nós falamos todo dia de manhã, Eiludvarim She'en La'em Shi'ur Gimilut Ha'asadim. Essas são as coisas que não têm limite. E uma delas é Gimilut Ha'asadim, atos de bondade. Não tem nenhuma medida fixa para atos de bondade.

Vem o Rambam no Pirusha Mishnayot, o Rambam interpretando esta Mishná. Ele fala o seguinte, isso que está escrito que que atos de bondade de Tzedakah não tem limite, isso significa ajudar pessoas com seu corpo.

Ser voluntário, entregar halá, entregar coisas, montar kits para a sinagoga, isso não tem limite. Mas ajudar com seu dinheiro, fala Oramã, sim, tem um limite, que isso é um quinto do seu dinheiro. E a pessoa não pode se comprometer a dar mais do que um quinto do seu dinheiro? E ele conclui, somente se a pessoa fizer isso, bem-me-dat chassidut com o comportamento de um chassid.

Ou seja, o próprio Ramam aqui ele descreve que no comportamento racídico de uma pessoa devota que capricha nas mitzvot, ela sim tem essa permissão e essa abertura de doar mais do que um quinto do seu dinheiro para Siddhaka. Mas trouxemos antes que o Ramam no Sefer Ayah, no livro de Allahod, Yad HaZakah, o Ramam descreve claramente que a pessoa não pode doar mais do que um quinto, e se a pessoa fizer isso, não é um comportamento de um racid, e sim de um shoite, de um bobo, de um tolo.

Então essa é uma contradição no próprio Maimonides. Mais uma pergunta. Naquela Mishnah, em Ner'in, a Mishnah descreve que a pessoa pode consagrar para Deus do seu gado, do seu rebanho, mas se ele consagrar tudo o que ele tem...

não valeu, não valeu a consagração assim fala Rabeliezer fala Rabelazer Benazaria que nós aprendemos aqui que se a pessoa ela não pode consagrar pra Shem pra Deus, pro Betamigdash todas as suas posses com certeza que a pessoa não pode que a pessoa ela deve ser cuidadosa com as suas posses, com o seu dinheiro quer dizer, ele aprende como que nós devemos cuidar do nosso dinheiro

vem a Gmarah e questiona essa Mishnah, que a Mishnah trouxe duas opiniões, Rabelazar, Rabeliezer, que falou que a pessoa não valeu a sua consagração, e daí vem Rabelazar e fala, olha, se não pode ir para Deus, então não pode, a pessoa deve cuidar do seu dinheiro. Fala Gmarah, parece que é uma contradição, mas não tem nenhuma contradição. O Rabelazar e o Rabelazar só estão...

acrescentando as palavras do Tanakama do Rabeliezer. E a Gemara responde, Ika Benayu, tem uma diferença entre os dois. A diferença é o que Rabi Ila falou. Rabi Ila falou que na cidade de Ucha foi decretado, foi feito um matacaná, que a pessoa que ela gasta o seu dinheiro, que dá o dinheiro para tzedakah, ela não pode gastar mais do que um quinto do seu dinheiro.

O Rashi explica que o rabi Eliezer, o rabi Eliezer, ele concorda com o rabi Eliezer, que não pode doar mais do que um quinto. E por isso que o rabi Eliezer, o rabi Eliezer, falou que a pessoa deve cuidar do seu dinheiro. Só que o rabi Eliezer, o primeiro que disse lá na Mishnah, ele não concorda com o rabi Eliezer.

A opinião do Rabeliezer é você pode doar mais do que um quinto, contanto que você não doe todo o seu dinheiro. Se você guardou um pouquinho pra você, que seja 10% pra você, não tem problema. Você pode doar pra Shem quase tudo, guardando um pouquinho pra você. Ou seja, tá na cama Rabeliezer, ele opina, não como Rabeliezer, que existe o limite do Rômej.

E a pessoa, ela sim pode doar mais do que um quinto para tzedakah. E Rabi Lázar Ben Azar, ele fala como Rabi Lá, que a pessoa não pode doar mais do que um quinto, e que dessa maneira ele estaria cuidando de todo o seu dinheiro. Então se o Rambam, no Pirusha Mishnayod, na explicação dele sobre a Mishná,

ele levou em consideração a opinião do Rabila, que a pessoa não pode doar mais do que um quinto, ela sim deve seguir essa regra de não doar mais do que um quinto. Então, por que ele fala depois?

que se a pessoa doou mais do que um quinto, isso aqui é um comportamento de um chassir, midat chassidut, sendo que ele próprio descreve, nazalah roger, rimachar amin, que a pessoa não pode doar mais do que um quinto, e se a pessoa doar mais do que um quinto, não é chassidut. Então ficou muito complicado aqui a opinião do Rambam.

Alguns comentaristas explicam que esses dois lugares que o Ramam se contradiz, o Ramam, na verdade, não está se contradizendo, porque ele está falando sobre dois tipos de tzedakah, duas maneiras de tzedakah. No Perujamishnayot, o Ramam está falando...

Numa situação que a pessoa está obrigada a dar Tzedakah muito além daquilo que ele gostaria de doar. Porque a situação é que os pobres ou os carentes estão batendo na porta dele o dia inteiro. Estão mandando para ele um WhatsApp o dia inteiro. Procurando e implorando pela Tzedakah. Como que o Rama fala que Xadamire quando a pessoa vê prisioneiros que ele tem que resgatá-los da prisão. Famintos que ele tem que alimentá-los. Pessoas nuas que ele tem que vesti-las.

E ele tem a obrigação de dar comida e de dar roupa para essas pessoas. Porque a Torá diz que escreve claramente, você tem que dar para ele aquilo que está faltando para ele, para o pobre. Então, numa situação como essa, menos do que um quinto ou até um quinto do seu dinheiro, não é mais do que a obrigação dele. Porque ele tem a obrigação de sustentar essas pessoas.

Agora, já que tem uma fila enorme na frente dele, isso daqui já vira um midata chassidut, já vira um comportamento de um chassid, de ele doar mais do que um quinto. No outro lugar, que o Ram ele fala no Ilhotra Erachim Becharamin, é uma situação de promessas.

Que a pessoa por si só falou, sabe o que? Eu vou doar todo o meu dinheiro. Eu estou consagrando todo o meu dinheiro para Tzedakah, para Hashem. Então numa situação como essa, que ninguém está implorando para ele morrendo de fome, ele não pode doar mais o conquinto. E nem por Hassidut ele não pode doar mais o conquinto. Essa que é a diferença. Se a fila está enorme, ele...

deve doar até um quinto e pode doar mais que um quinto como um Hasid, mas se não tem ninguém pedindo para ele e ele por conta própria falou vou doar todo o meu dinheiro, isso é um shoite, isso aqui é um tolo e ele não pode doar mais do que um quinto. Podemos acrescentar que a diferença entre esses dois lugares do Rambam não é somente a questão de duas maneiras de como dar a Tzedakah. Você tem uma fila de espera ou não tem uma fila de espera.

Mas aqui também tem uma diferença entre o Geder, a definição da mitzvah de Erkin Vacharamin, e o Geder da mitzvah de Tzedakah, a definição do que seria uma promessa, uma doação para Hashem, e a definição da mitzvah de Tzedakah.

A tzedakah por si só, mesmo que não tenham pobres na sua frente. O conceito e a definição de Erhindar Haramim, de promessas e votos que a pessoa faz para Shem, como que o Raam explica que a pessoa está consagrando, fazendo um regdesh. Isso é uma mitzvah, que a pessoa deve se comportar dessa forma.

ela deve se esforçar, se esforçar, ou de conduzir o seu Yetzirara, para que não seja pão duro, para que ele não seja uma pessoa avarenta. Ou seja, a ideia do Erhin Vacharamim, das promessas, é um benefício para a pessoa, para o doador. Não estamos olhando e pensando no receptor daquele dinheiro. O bem que isso faz para a pessoa treinar, se acostumar em doar, e doar, e doar.

Já nas Mishnayot, que está falando sobre tzedakah e g'milut chassadim, g'mach, o ponto não é o doador e sim o receptor, o mekabel. O bem-estar que vai fazer para o pobre. Para satisfazer Deimach Soró, ao que está faltando para aquele pobre. Como que o próprio Rábam fala que existe uma mitzvah positiva da Torá de dar tzedakah para o pobre, que fi ma'shera uila ani, aquilo que é necessário para o pobre.

Então, por essa razão, nas leis de Erhindacharamin, de votos e promessas, ele fala claramente que você não pode doar mais do que um quinto, nem mesmo como Midatachassidut. Agora, na Mishnayot, que ele está falando sobre Tzedakah, a necessidade do pobre, a situação do pobre, a pessoa pode dar mais do que um quinto, que isso é o comportamento de um chassid, que ele vai estar ajudando o próximo à necessidade de suprir a falta...

de dinheiro, de comida, que a pessoa está tendo. Com essa ideia conseguimos explicar mais uma mudança, mais uma diferença nas palavras do Rambam em outros dois lugares. Nas Alachot Matanot An'im, presentes para os pobres, o Rambam escreve a seguinte situação. Ba'ani Vesha'al, veio um pobre e pediu aquilo que ele precisa, ele precisa pagar o condomínio, e a pessoa não tem a capacidade de pagar o condomínio para o próximo.

Então você dá para ele o quanto que você consegue. Quanto é aquilo que você consegue e tem que dar? Até um quinto das suas posses. Mitzvah minamuvchar. Isso é a mitzvah caprichada que a pessoa deve fazer. É interessante que a linguagem do Ramam não é na negação. Não doem mais do que 20. Aqui ele fala do lado positivo.

você deve doar até 20%. Por quê? Porque a ênfase aqui é a necessidade do pobre. Então a tua obrigação é doar até 20%. Mais do que 20%. Você pode doar com o comportamento de um chassid. E esse que é o mais incrível.

Quando estamos falando sobre Tzedakah, não existe essa regra de Alevaz Vez e Oterme Chomesh. Não existe a proibição de doar mais do que 20. A proibição e essa frase, esse conceito de dar, de não dar mais do que 20, é em relação a promessas e votos que a pessoa fazia para Shem para o Beit HaMikdash. Quando estamos falando sobre Tzedakah, não existe essa regra.

Mais um lugar, o Ram fala no comecinho do seu livro, Il-Hodeot, sobre o comportamento da pessoa, uma pessoa equilibrada. O Ram faz o Psakalaha. A Sula-Ladah, uma pessoa não pode abandonar ou consagrar todas as suas posses. E daí ele vai ficar pedindo esmola para as pessoas. E a proibição é Kol Nechassav. Todas as suas posses é a proibição.

Diferente do que ele falou da outra vez, no Ilhot, el-Chimba-Karamim, que não pode doar mais do que um quinto. Então a proibição é doar tudo ou doar mais do que 20%? Então na Zé Lhot, que está ensinando o comportamento da pessoa equilibrada, como que a pessoa deve se comportar e seguir a vida de Tzedakah? Então por isso que ele não fala...

Você não pode doar mais do que um quinto. Porque o comportamento de uma pessoa... E sim, existem situações que a pessoa sim pode dar ou deva dar mais do que um quinto. Por exemplo, o sedacá. O sedacá, a pessoa, ela pode dar mais do que um quinto, não tem proibição. Agora, quando ele fala sobre promessas e votos que a pessoa vai fazer por conta própria, mas não pra sedacá...

Ele fala, ah, vou comprar então agora o Tfilimo mais caro, o Etrogo mais caro, comprar um Sefer Torá e torrar meu dinheiro pra comprar um Sefer Torá. Isso você não pode. Você não pode gastar mais do que um quinto. E não é considerado um Hassid, alguém que faz uma coisa como essa. Então com toda essa ideia que a proibição de doar mais do que um quinto depende da situação, depende de qual mitzvah estamos falando, então conseguimos entender também o que o Alter Eber descreve no Tânia.

E o Alter Ebb, ele fala que não somente que a pessoa pode doar mais que um quinto, a pessoa poderia colar a Sherleish. Ele poderia até doar tudo que ele tem. Que aqui é uma situação, é uma terceira situação que o Alter Ebb está nos ensinando aqui no Tânia. Que não somente a pessoa pode dar até um quinto.

Não somente que ele pode doar mais do que um quinto, e mais do que um quinto seria um comportamento só de um chassid, mas aqui ele fala, tudo que a pessoa tem, ela deveria doar. E como o Altareb, ele descreve que a pessoa tem que dar com mão cheia e com um bom olhar para todas as necessidades básicas que está faltando para os pobres.

E dessa forma nós estamos dando para eles, para essas pessoas que estão olhando para a gente e dependem da gente e da nossa ajuda. Que isso é uma situação quando o pobre vem pedir para a gente. Então, o que é essa grande novidade do Alter Hebe? Porque isso que explicamos antes, que numa situação da Tzedakah, a pessoa poderia dar mais do que 20%, mas não todas as suas posses.

Isso está ligado com a mitzvah de Tzedakah, que a ideia da Tzedakah é ajudar o pobre. Mas o que o Alter Hebe está escrevendo aqui no Igereta Tchuvá, no Igereta Kodesh, no Tanya, a ênfase dele não é a necessidade do pobre ajudar a pobreza.

Mas o ponto é, letaken et nafshó, consertar, redimir a sua alma, a alma do doador. Porque ele deveria fazer tantos jejuns e ficar sofrendo. Então a forma dele espiar os seus pecados, de resgatar a sua alma, é doar mais do que os 20%. Então aqui é um business pra mim, é um interesse...

do próprio doador. Então, todo o dinheiro que a pessoa tem, quem tem a maior preferência de usar esse dinheiro, é o próprio dono do dinheiro. Então, pra saúde, ele gastaria todo o seu dinheiro. Então, com certeza, pra esse assunto de alma, ele também gastaria todo o seu dinheiro, que seria como um pico arné, um perigo de vida. Ele pode gastar todo o seu dinheiro.

Então numa situação como essa, não tem shiur, não tem limites. Ele pode gastar todo o seu dinheiro. Tudo que a pessoa tem, ela pode doar pelo bem-estar da sua alma. E assim o Altarebe também traz no Shukhanaruch, no Código de Leis. E fazer veitê. Na pessoa ela deve espalhar e doar e doar muito. Midad verav chesed.

Isso é um comportamento e muita bondade, que esse é o comportamento e o louvor de Hashem, de Akadosh Baruch Hu, que ele verá av chesed veemet. E a pessoa se comportando dessa maneira, ela está também se comparando com o próprio Criador. Então trouxemos aqui três situações de tzedakah, que a pessoa pode doar até os 20%, mais do que 20%, ou até todo o seu dinheiro para poder resgatar a sua alma das suas transgressões.

então essas três maneiras de como que podemos doar a Tzedakah, também devemos e podemos levar na nossa vida íntima na nossa Vodata Shem na forma que devemos servir a Kadosh Baruch Hu

A primeira maneira é como a mitzvah de Erkin, de promessas e juramentos, que isso representa um nível de uma pessoa que está servindo a Shem, mas ela está numa situação limitada, num nível espiritual baixo, que ele ainda está focado muito em si. Então essa pessoa deve fazer promessas e juramentos.

E ela deve se comportar dessa maneira, para coagir a sua má inclinação, para que ele não seja uma pessoa avarenta, para que ele não seja a pão dura. Ou seja, o ponto principal aqui não é pensando em Hashem, não é pensando na doação que eu vou doar para o Betamigdash, mas sim pelo toeletatsmó, pelo proveito.

do refinamento pessoal que ele vai ter. Que apesar que eu estou doando dinheiro para Tzedakah, para Shem, para Kudushah, mas o benefício aqui é que ele está subjugando e controlando o seu mau instinto e as suas midod, os seus maus comportamentos, para que ele não seja uma pessoa avarenta.

Então tudo isso é pelo seu benefício próprio. Então já que ele se encontra numa situação limitada, ainda pensando em si, trabalhando e lapidando o seu Yetzirará, então a sua mitzvah também é limitada. A maneira que ele vai cumprir a sua mitzvah também é limitada. Não pode doar mais do que 20% para promessas, para juramentos, porque você é uma pessoa limitada. Então por isso que ele fala, isso não é um Hasid.

Esse aqui é um shoite, é um bobo, é um tolo, que faz, tolo quer dizer alguém que faz algo além da lógica. E um chassid, não é um chassid nesse nível ainda. Ele ainda está engatinhando na sua aproximação, no serviço a Shem. Depois vem um segundo nível espiritual.

Quando ele já saiu, já se libertou dos seus motivos ulteriores. Ele já saiu dos seus bloqueios particulares. Ele não está pensando somente naquilo que eu vou ganhar, mesmo em algo espiritual. Mas ele já pensa no próximo. Ele já pensa na necessidade do próximo. Ele já está no comportamento mais atruísta.

Então já é um trabalho lemala memidav eagbalah. Ele já está servindo Hashem além dos limites, além dos seus bloqueios. E aqui já entra a mitzvah da tzedakah, que toda a ideia da tzedakah não é pelo benefício do doador, e sim pelo bem-estar do receptor do pobre. E por essa razão, a mitzvah que vai ter para essa pessoa, que já está no nível além de si, já não é uma mitzvah limitada com 20%. E ele pode dar mais do que 20%. 20%.

Mas, apesar que eu estou pensando no próximo, mas eu ainda me encontro, eu ainda não saí dos meus limites. Então eu vou saber quanto que você precisa. Quando que está faltando para você? Ah, então eu vou te dar isso. Então uma pessoa como essa, ela pode dar mais do que 20%, mas não tudo aquilo que ele tem, porque ele ainda é uma pessoa limitada.

O terceiro nível é Letakendet Nafshó. Uma pessoa que ela está aqui consertando e lapidando a sua alma, resgatando a sua alma. Que aqui está falando sobre a essência da pessoa. A vida dela. Como se ela estivesse em Apurus, em Pico Arnefesh. Então uma situação como essa de Apurus...

não tem cálculos, não tem medidas não tem bloqueios e no serviço Hashem seria o que nós falamos no Shema Israel Bechol Meodecha Bechol Meodecha significa com todo o seu dinheiro que esse comportamento é um comportamento de de alto sacrifício que está ligado com com a essência da alma mais elevada que está unificada com o próprio Deus com a Kadosh Baruch Hu uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma uma

Então o comportamento e esse serviço Hashem também é sem limites, sem bloqueios, sem cálculos, sem medidas. Tudo que a pessoa tem, ela tem que dar, ela deve doar todo o seu dinheiro para Hashem, para Tzedakah.

O Rebbe conclui falando que, sendo que pela mitzvah de tzedakah, a pessoa deve doar mais do que 20% quando ele se comporta como midat chasedut, como uma pessoa devota, que faz além da obrigação, e principalmente se tem o pobre pedindo e batendo na porta e pedindo cada vez mais aquilo que eles precisam. Então, se essa é a nossa obrigação, de nos comportarmos dessa maneira, então, com certeza, a tzedakah, que a Shem, que a Shem.

nos dá, porque a gente fala para você pertence a Tzedakah Hashem, e todo dia nós rezamos para Hashem, para que Hashem nos dê tudo aquilo que nós precisamos Dei Mar Soram, então Hashem tem que dar para a gente tudo aquilo que nos falta então Hashem tem a obrigação de satisfazer os pedidos

nossos e nos dar mais do que um quinto, que seria mais do que um quinto do que Hashem ele tem, das posses de Hashem. Então Hashem tem que caprichar na ajuda para nós. Principalmente que nós estamos numa situação de prisioneiros, nós estamos no galuto, estamos no exílio e tirar os judeus do galuto, ajudar os judeus nessa situação de exílio, nós somos prisioneiros.

seria a grande mitzvah de de resgatar os prisioneiros, resgatar os sequestrados. Que isso, Hashem, ele tem a grande mitzvah, a obrigação de resgatar os judeus do galuto, do exílio, e nos levar para a grande geolá, para a redenção futura, como a Shiar.

E mais ainda, que isso é algo que o próprio Hashem vai ser beneficiado. O fato que Hashem vai nos tirar do exílio do Galut, ele também vai ser beneficiado com isso. Porque a primeira coisa, cada judeu tem um pedaço de Hashem dentro de si. Então se nós estamos no exílio, Hashem também está no exílio.

Mais ainda, a presença divina se encontra no exílio. Hashem está no galuto conosco. E quando sairmos desse galuto, Hashem vai sair junto conosco. Hashem vai voltar junto com os prisioneiros.

Então com certeza e com certeza que Hashem precisa se comportar com essa tzedakah enorme, sem cálculo, sem medidas, e dar tudo o que ele tem. Kola Sherleish, o verdadeiro homem, que é a Kadosh Baruch Hu, Hashem e Shemil Hamah, ele tem que dar de tudo para salvar a sua alma, para que ele possa sair do Galut também.

E isso significa que Hashem faça muito em breve a redenção, que possamos sair desse exílio que não demora em nenhum instante, e que num momento, num piscar de olhos, nós iremos sair desse galut. Todos os judeus, um por um, vão ser levados por Hashem, nossas crianças, velhos, homens, mulheres, com nosso dinheiro, com nosso ouro junto, e Hashem vai também sair junto com os prisioneiros, com os sequestrados.

E chegaremos na terra prometida, a terra que os olhos de Hashem estão lá desde o começo do ano até o final do ano. E mereceremos as promessas que não haverá mais pobres entre o nosso povo, não haverá mais fome, não haverá mais guerra.

Não haverá uma situação de pobreza, porque todos os deleites e comidas e prazeres e dinheiro vão estar abertos e à vontade como pó da terra. Que isso seja na redenção futura e completa através de Mashiach, que seja muito em breve, se Deus quiser.

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