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Conceito de Esport

03 de agosto de 20266min
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Neste episódio do podcast Aulas do Mochi, apresentados os conceitos de Esports;

Assuntos3
  • Esporte Pós-FísicoEvidências empíricas de esforço fisiológico · Exigência de habilidades motoras finas e neurocognitivas · Interação humano-digital como fonte de habilidade · Reinvencao do esporte na era da informação
  • Contexto esportivoDefinição de esporte · Esportes tradicionais vs. Esports · Critério da fisicalidade · Esforço físico e cognitivo
  • Longevidade e Preparação Física no EsporteContínuo esportivo: físico vs. cognitivo · Intensidade do esforço físico e cognitivo · Resistência acadêmica à definição de esporte
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ADAulas do Mochi

Sabe aquela linha divisória entre os esportes tradicionais e o universo digital? Pois é, ela se tornou uma das fronteiras mais fascinantes e debatidas de hoje em dia. Nossa ideia aqui é desconstruir de fato o que define uma atividade como um esporte e tentar entender se aquele fenômeno gigantesco dos jogos eletrônicos competitivos realmente se encaixa nessa caixinha. Basicamente, a gente vai fazer uma verdadeira viagem conceitual sobre os limites do esforço humano.

Mas, ó, antes de a gente mergulhar de cabeça nisso, eu preciso dar os devidos créditos, que é super importante. Todos os conceitos, definições e essas pesquisas sensacionais que a gente vai ver nessa explicação pertencem originalmente ao podcast Aulas do Mochi, que é criado e conduzido pelo professor Luiz Mochizuki, lá da AISH, a Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. É exatamente o trabalho acadêmico de excelência do professor Mochizuki que fundamenta toda a nossa análise aqui, beleza?

E pra gente organizar as ideias, a nossa análise de hoje passa voando por 5 pontos. Primeiro, o conceito de esporte. Segundo, definindo o esporte. Terceiro, o grande debate acadêmico. Quarto, o critério da fisicalidade. E, fechando com chave de ouro, por que é esporte? Então, bora lá pro nosso primeiro ponto, o conceito de esporte. A questão central aqui, puxando lá de frameworks acadêmicos históricos como os do Allen Guttmann, é que esporte tem uma definição bem amarrada.

É uma competição institucionalizada, governada por regras e que exige habilidade física humana. Ou seja, não é só jogar ou brincar de forma recreativa, sabe? Pra ser esporte mesmo, precisa ter aquele esforço físico deliberado, uma estrutura competitiva formal e um conjunto de regras rígidas que todo mundo tem que seguir. É exatamente o que separa a galera batendo uma bolinha no fim de semana de uma final de Copa do Mundo. O que nos leva ao número 2: definindo o esporte.

Com o salto gigantesco da tecnologia, a gente chega numa definição super moderna e precisa. Segundo a Federação Asiática de Esportes Eletrônicos e a literatura acadêmica, o esporte se refere a atividades onde a galera desenvolve e treina habilidades mentais ou físicas, mas usando tecnologia de informação. No fim das contas, são competições facilitadas por sistemas eletrônicos. A interação acontece toda através de uma interface humano-computador.

O ambiente mudou, claro, mas a busca por aquele aperfeiçoamento constante, seja motor ou cognitivo, continua sendo a grande estrela do show. E aí que chegamos no ponto 3: o grande debate acadêmico. Se a gente colocar os dois mundos lado a lado, o contraste é simplesmente fascinante. Pensa bem, os esportes tradicionais operam basicamente em domínio público. Ninguém é dono do basquete ou do futebol, né? Além disso, eles exigem o uso do corpo inteiro.

Já os esports vivem dentro de plataformas que são propriedades intelectuais puramente privadas, controladas por empresas que desenvolvem os jogos. E a fisicalidade não é aquela de bater num objeto real, ela é mediada por teclados, controles ou mouses para gerar uma ação lá no mundo virtual. E é exatamente essa dinâmica que levanta a pergunta de 1 milhão de dólares: será que essa mediação tira a legitimidade esportiva da coisa?

Bom, para responder a isso, a literatura julga os esportes usando 3 pilares clássicos: competição, institucionalização e fisicalidade. Na parte da competição, tá todo mundo de acordo: os torneios são acirradíssimos, com regras super rígidas e rankings globais. Na institucionalização, a gente tem ligas mundiais, patrocínios gigantes, atletas profissionais, tudo nos conformes, mesmo sendo jogos de empresas privadas. O problema real, o verdadeiro campo de batalha, tá lá no terceiro pilar, o que nos puxa para o ponto 4 da nossa jornada: o critério da Fisicalidade.

A complexidade de tudo isso fica bem óbvia quando a gente imagina um contínuum esportivo, como uma linha contínua mesmo. Nessa escala, as atividades não são julgadas só num esquema é ou não é, mas pela intensidade. No extremo, você tem os esportes primariamente físicos, tipo rugby ou atletismo, onde a demanda do corpo é absurda. Conforme você vai andando por essa escala, passa por coisas focadas em alta coordenação, tipo ginástica, até chegar nos esportes motorizados.

No outro extremo, lá no finalzinho, a gente encontra os esportes primariamente cognitivos, como xadrez e, claro, os esportes. A carga de esforço transita daquela força bruta para uma exigência mental absolutamente implacável. Só que a gente precisa ser imparcial e reconhecer que existe uma baita resistência acadêmica aqui. A visão tradicional defende com unhas e dentes que um esporte precisa, sem negociação, exigir controle de corpo inteiro e que o corpo humano seja ferramenta direta.

Aí vem a crítica principal, apontando o tal do comportamento sedentário. O pessoal argumenta que, nos esportes, os jogadores ficam sentados por horas. E como o movimento é de um avatar na tela e não um movimento corporal direto no mundo físico, para eles falta aquele esforço raiz para ser chamado de esporte tradicional. E então a gente chega no nosso quinto e último ponto: afinal, por que é esporte? Apesar de todas essas críticas que a gente comentou, existem dados empíricos reais que mudam a perspectiva completamente.

Quando os pesquisadores foram medir a fisiologia dos atletas de esportes em plena atividade, os resultados foram de cair o queixo. O esforço físico existe sim, a frequência cardíaca vai lá nas alturas, batendo de frente com esportes super consolidados como tiro com arco, por exemplo. Além disso, existe uma exigência quase surreal de habilidades motoras finas, com movimentos de mão altamente precisos repetidos em frações de segundo.

E a demanda neurocognitiva é colossal. O processamento simultâneo de visão e decisão é comparável à precisão que a gente vê no automobilismo de ponta. Tem uma frase sensacional do pesquisador Kwan que resume perfeitamente essa virada de chave: os esportes representam um domínio esportivo pós-físico, onde a habilidade e o esforço emergem da interação humano-digital. É praticamente o nascimento de um conceito novo na era da informação.

Em vez de descartar atividades só porque não tem ninguém suando a camisa numa maratona, a academia começa a entender que, hoje em dia, a habilidade de elite pode nascer dessa dança perfeita entre a velocidade do cérebro humano e a precisão da máquina. É o esporte se reinventando para os novos tempos. E depois de toda essa nossa análise, fica meio impossível não se perguntar o seguinte: se a tecnologia hoje já consegue medir foco extremo e respostas motoras finas com exatidão científica, qual vai ser o futuro do esporte no mundo que tá cada vez mais digital e pós-físico?

Como é que os nossos limites humanos vão continuar sendo testados daqui a 10, 20 anos? Fica aí essa provocação gigantesca para a gente pensar sobre o futuro da nossa própria performance. E só para não deixar passar batido, encerrando essa nossa explicação, lembrem-se que toda a fundamentação, os conceitos e essas diretrizes incríveis que discutimos pertencem totalmente ao podcast Aulas do Mochi, feito pelo professor Luiz Mochizuki, da IATE-USP.

É graças a esse trabalho de pesquisa brilhante que a gente consegue entender fenômenos tão modernos de um jeito tão claro. Um abraço e até a nossa próxima análise!

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