Episódios de Aulas do Mochi

O mercado dos games 2025/26

03 de agosto de 20269min
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Neste episódio do podcast Aulas do Mochi, mostramos os principais resultados dos relatórios Newzoo do mercado de games de 2025 e 2026.

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  • Indústria de JogosCrescimento e maturidade do mercado · Receita global e gastos por jogador · Plataformas: mobile, console e PC · Geração Alpha e o PC · Estratégias de lançamento e precificação · Remakes e remasters · Jogos como serviço (GaaS)
  • Furosemida Refratária e Estratégias AdjuvantesLançamento no primeiro semestre · Early Access e tempo ideal de lançamento · Lançamentos simultâneos vs. escalonados · Faixas de preço intermediárias · Conteúdo pós-lançamento (DLCs, microtransações)
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Olá! Sejam muito bem-vindos a mais uma análise visual profunda! E bom, logo de cara, é muito importante avisar que este material faz parte da grade das aulas do Mochi. Isso mesmo, é um conteúdo idealizado pelo professor Luiz Mochizuki, lá da EASH-USP. É um prazer enorme trazer essa apresentação estruturada tanto para a nossa sala de aula quanto para quem mais estiver acompanhando a gente. Então, bora mergulhar nesse universo? A base de toda essa nossa conversa hoje vem de dois documentos que são, literalmente, pesos pesados da indústria: as edições de 2025 e 2026 do Global Games Market Report da Newzoo.

O que a gente vai fazer aqui é pegar essa montanha de dados super densos e transformar tudo num detalhamento visual bem dinâmico e, o mais importante, totalmente voltado pra ação. Vamos traduzir essas tendências e previsões globais em sacadas que vão, de fato, saltar aos olhos. Nossa rota de hoje tá dividida em 5 passos bem diretos. 1. O mercado global em 2025. 2. Plataformas e geração alfa. 3. O poder dos remakes. 4. Estratégias de lançamento.

E por fim, 5. Visão para analistas. Vamos lá? Parte 1: O mercado global em 2025. Dando aquele zoom inicial na foto maior do mercado de games agora, Olha, os números são gigantescos. Dá uma olhada nisso: 3,6 bilhões de pessoas. Sim, bilhões. A gente tá falando de 61,5% de toda a população global conectada à internet jogando videogame. E por que tanta gente assim joga? Muito disso é graças aos celulares, né? O mobile abriu as portas para novos públicos, principalmente em regiões em desenvolvimento.

Mas, ó, tem um sinal de alerta aqui: a proporção de jogadores em relação à população online geral Tá começando a estagnar. Sabe o que isso significa? Que a gente tá lidando com um mercado que já atingiu sua maturidade. Aquela fase de crescer a qualquer custo meio que passou. E quando a gente fala de dinheiro? Bom, a projeção de receita global é de quase 189 bilhões de dólares. Mais exatamente, 188,8 bilhões. É um crescimento de 3,4% no ano.

Mas aí a gente se pergunta: peraí, se a proporção da base de jogadores está estagnando, como o mercado ainda cresce 3,4%? A resposta tá nos preços. Os softwares estão mais caros, a galera continua gastando pesado com títulos premium e, claro, tem aquele impulso forte de novos hardwares no horizonte. Tá todo mundo de olho na chegada do Nintendo Switch 2, por exemplo. Agora, presta muita atenção nessa diferença aqui, porque ela é vital.

A base de jogadores está crescendo 4,4%, o que é maior do que o crescimento de 3,4% na receita. Matemática básica, gente. Se o número de jogadores sobe mais rápido do que o dinheiro que entra, o gasto médio por pessoa tá caindo. A grande sacada aqui é que nesse novo ciclo de mercado, reter o público que você já tem virou uma questão de sobrevivência, muito mais do que simplesmente tentar adquirir novos jogadores a todo custo. Parte 2: Plataformas e geração alfa.

Então, pra onde tá indo o tempo e o dinheiro de todo esse pessoal? Olhando pra divisão das fatias de mercado, o mobile continua sendo o rei absoluto, faturando US$103 bilhões. Sem grandes surpresas, né? Mas o ponto de virada é o fôlego renovado dos consoles, com quase 46 bilhões, e do PC batendo ali nos 40 bilhões. Na verdade, o PC tá com um ritmo de crescimento de novos jogadores que já ultrapassa tanto os consoles quanto os celulares.

É um ecossistema que se provou super resiliente e, olha, tá crescendo de vento em popa. E quem é que tá puxando esse bonde do PC? A resposta é pura mudança demográfica. A geração Alpha, aquela galera nascida a partir de 2010. E por que essa geração cresce e joga tanto no PC? É simples, eles já se desenvolvem dentro de ecossistemas enormes, tipo um Roblox da vida, que bate seus 70 milhões de usuários todo santo dia. E aí a transição para o teclado e mouse acaba sendo o caminho natural.

Fora isso, plataformas como o iSteam continuam crescendo num ritmo impressionante, muito acima da média do próprio mercado de PC geral. Muito desse impulso vem de países como a China e o Japão, que estão abraçando de vez essa plataforma. Parte 3: O poder dos remakes. Com um mercado desse tamanho todo, como é que as empresas sobrevivem à concorrência? Parece até meio contra-intuitivo, mas a grande jogada de hoje é olhar lá para o passado.

A gente tem um dado aqui que mostra uma realidade até meio cruel sobre como o mercado está concentrado. Mais de 50%, ou seja, mais da metade de todo o tempo de jogo do planeta vai para apenas 20 títulos. É uma panela muito fechada. Num cenário onde o tempo que a galera passa jogando globalmente tá estagnado, tentar emplacar uma franquia totalmente nova, construída do zero, virou um risco absurdo. É muito difícil capturar atenção.

E é exatamente por isso que o poder dos remakes e os remasters antigos é tão forte hoje em dia. Eles funcionam tipo como a chave perfeita pra furar esse bloqueio dos 20 jogos mais jogados. Mas por que remakes geram tanto valor? Porque eles apelam diretamente pra nossa nostalgia. Eles trazem o peso de uma marca que o público já ama e confia, o que faz com que o retorno plano financeiro seja muito mais seguro. Pensa comigo: os custos para desenvolver um jogo hoje são astronômicos, né?

Então pegar um clássico e rever ele acaba esticando a vida da franquia inteira e, de quebra, diminui riscos que poderiam literalmente quebrar um estúdio. Parte 4: Estratégias de lançamento. Beleza, já sabemos que tipo de conteúdo desenvolver, mas quando e como a gente coloca isso na rua? Vamos dar uma olhada nos dados mais operacionais. Muita gente ainda tem aquele senso comum de achar que lançar jogo no fim do ano é a melhor coisa, por causa de Natal e feriados.

Só que os dados dizem exatamente o oposto. Lançar um título no primeiro semestre, ali entre fevereiro e maio, traz um resultado médio 34% melhor. O segundo semestre tá tão saturado que virou uma verdadeira arena de gladiadores, um campo de batalha onde os jogos acabam canibalizando as vendas uns dos outros. Fugir da multidão, matematicamente falando, é a sua melhor aposta. Outra ferramenta incrível de lançamento é o Early Access, o famoso acesso antecipado.

Mas calma lá, tem uma ciência exata por trás disso. Tratar o acesso antecipado como se fosse uma fase de desenvolvimento que nunca acaba é um erro fatal. Os dados deixam bem claro: esse período tem que ser encarado como uma campanha de marketing de pré-lançamento. O ponto ideal, aquele momento exato para sair do Early Access e lançar a versão 1.0 definitiva, é cravado na marca de 6 meses. Se você passar de 9 meses, aí os retornos despencam severamente e fica quase impossível reacender aquele hype inicial da comunidade.

E sobre quais plataformas escolher pra lançar o jogo? Decidir entre lançar tudo junto ou separado faz toda a diferença. Lançamentos simultâneos pra PC e console costumam criar um balanço super saudável de jogadores, geralmente numa divisão de 60% pra 40%. Agora, se o estúdio decide lançar só no PC primeiro e deixar pra fazer o port pro console meses depois, Olha, os números são brutais. Esse lançamento escalonado, que chega atrasado no segundo dispositivo, costuma fisgar só uns 13% do público potencial.

A regra aqui é clara: se puder, o lançamento deve ser simultâneo. Parte 5: Visão pra analistas. Então, pra gente sintetizar todo esse mar de informações e trazer pro lado estratégico dos negócios, o que os analistas e desenvolvedores precisam ter em mente visando o mercado de 2025 e 2026. Primeiro de tudo, a dinâmica de preço mudou. Acabou aquela história de ter apenas o jogo caro de $70 ou totalmente gratuito. Tem um ponto ideal ali no meio, entre $30 e $50, que tá se provando altamente viável.

Além disso, os jogos que custam abaixo de $30 estão engolindo fatias enormes do mercado no PC. E um detalhe crítico quando a gente olha pro Ocidente: mesmo com as pessoas jogando menos tempo no geral, a grana gasta com jogos premium continua subindo. Isso acaba, de certa forma, compensando a queda no engajamento. Mas tem um grande porém aqui: apenas vender a cópia premium e cruzar os braços não sustenta mais nenhum estúdio a longo prazo.

A estratégia moderna exige que até mesmo jogos focados em um único jogador adotem aquela mentalidade de jogos como serviço. Produzir conteúdos a longo prazo, tipo expansões estratégicas, DLCs e até microtransações bem planejadas, virou algo absolutamente essencial. É isso que vai reacender o engajamento e manter aquele jogo vivo e dando lucro por meses ou até anos depois do seu lançamento original. Certo, pra gente fechar o nosso grande manual operacional de 2025 e 2026 de uma forma super acionável, vamos revisar os passos essenciais.

Ponto 1: posicione seus grandes lançamentos sempre no primeiro semestre. Ponto 2: reconheça que a geração alfa tá migrando pro PC, então trate essa plataforma com prioridade máxima. Ponto 3: Explore os preços intermediários com inteligência, em vez de ficar lutando só naqueles extremos do super caro ou do totalmente gratuito. E ponto 4: Por favor, planeje o conteúdo de expansão desde o primeiríssimo dia de produção do seu jogo.

Fechamos a nossa apresentação de hoje com uma reflexão que é simplesmente inevitável. Se a gente assumir que a era daquele crescimento fácil e da expansão desenfreada de público acabou, o desafio definitivo de agora é a extração de valor contínuo. A pergunta que fica martelando na cabeça de todo mundo que trabalha, analisa ou estuda esse setor é a seguinte: quando a maré de novos jogadores parar totalmente de subir, será que os atuais modelos de monetização que a gente usa vão ser capazes de manter o barco flutuando no longo prazo?

Pensa bem sobre isso. Um grande abraço, bons estudos e até a nossa próxima exploração de dados.

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