IA Agêntica: a nova aliada da contabilidade
Será o contabilista um futuro gestor de agentes de IA? Neste episódio, analisamos como a Moneris aplica esta inovação da Salesforce para potenciar o talento humano e a produtividade.
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- Desafios na contabilidadePotencializar talento humano e produtividade · Gestão de agentes de IA por contabilistas · Automação de tarefas repetitivas · Tomada de decisão autónoma por agentes
- Inteligência artificial em reuniões corporativasDesafios na contratação de contabilistas · Automação de 80% do trabalho atual · Evolução do papel do contabilista · Necessidade de juízo crítico e conhecimento técnico
- Moneris e SalesforceServiços de contabilidade e reporte financeiro · Plataforma Salesforce para gestão de clientes · Transformação digital e adoção de robôs de software · Digitalização de documentos e processos
- Tecnologia e InovacaoInteligência Artificial como motor de mudança · Agentes de IA e sistemas de linguagem natural · Agent Force World Tour Lisboa 2026
Como é que a tecnologia está a ajudar uma empresa de apoio à gestão? Já a seguir no segundo episódio de A Conversa com a Inovação, um podcast do Observador Lab em parceria com a Salesforce.
Bem-vindos. As empresas e os cidadãos têm de seguir um calendário apertado de compromissos financeiros, salários, impostos, contribuições, entre outros. Como é que a tecnologia as pode ajudar? É o que vamos descobrir no episódio de hoje. Temos connosco o Fernando Brás, Portugal Country Leader da Salesforce. Bem-vindo, Fernando. Obrigado. Também o Carlos Duarte de Oliveira, Chairman da Moneris. Bem-vindo, Carlos.
Muito obrigado. Começavas por si, explique-nos o que é a Moneris, o que faz e há quanto tempo está esta empresa no mercado. A Moneris é uma consultora que presta serviços, acima de tudo, na área da contabilidade, do reporte financeiro.
e ainda do processamento de salários. Para além disso, tem áreas de formação e áreas de apoios e incentivos à entrega de projetos. Portanto, atualmente somos 280, éramos 5 quando fundei a empresa em 2008 e estamos em 13 escritórios pelo país. Portanto, a Moneris é isto.
Tem uma cobertura nacional? Temos uma cobertura desde o Sul, desde Almancil e Albufeira até Chaves, portanto cobrimos bastante bem o país, os polos principais são Lisboa, Santarém, Correios, Leiria, Porto, mas são 13 escritórios no total. Muito bem. Fernando, onde é que a atividade da Salesforce se cruza com a atividade da Moneris?
Bom, obrigado mais uma vez, João. A atividade Salesforce cruza-se naturalmente com todas as empresas que têm um bem importantíssimo, um bem, o melhor ativo e o mais importante ativo que são os seus próprios clientes. Portanto, a Salesforce o que permite é ter uma plataforma que permite às empresas gerirem melhor a sua relação com os seus clientes em várias dimensões. Não só ter o cliente no centro de tudo aquilo que fazem, da sua atividade, no caso da Moneris, o que o Carlos acabou de partilhar.
mas também coisas simples e importantes que as empresas às vezes esquecem-se, que é o histórico de relação que tiveram ao longo dos anos, a informação num sistema deste não se perde, seja com 10 anos, seja com 15 anos, toda a interação comercial que houve, toda a interação de uma reclamação, de uma necessidade, de uma ajuda de apoio.
E isso é um valor importantíssimo que empresas como a Moneris têm que ter quando estão a prestar serviço aos seus clientes e ter essa visão e poder ter uma plataforma que os suporte. Carlos, pode dar-nos alguns exemplos de tecnologia que oriunda da Salesforce no dia-a-dia da Moneris?
Imensos. Ou seja, a Moneris começou para já para ser das mais pioneiras ou das pioneiras a instalar robôs de software quando eles começaram a surgir. No nosso setor, que é um setor muito tradicional, poucas empresas o utilizavam. O que é que é um robô? Um robô de software é um agente sem qualquer inteligência.
e que faz um conjunto de tarefas que mimetiza tarefas que às vezes o contabilista tem que fazer, o contabilista tem inteligência, mas infelizmente tem muitas tarefas repetitivas. Por exemplo, entregar declarações declarações de IVA, por exemplo. Entregar declarações ou recepcionar e receber e ir buscar dados à AT e à Segurança Social. E portanto, começaram-se aqui há uns anos a fazer robôs. O problema dos robôs é que os robôs são muito sensíveis às mudanças, como não são inteligentes qualquer pequena alteração
quer da legislação, quer dos dados, quer dos ecrãs, fazia parar. Obriga a uma reprogramação. Obriga a estarmos sempre a reensinar como se fazem as coisas. Portanto, nós aqui há uns anos tivemos a percepção clara e surgiu durante o Covid. Precisávamos de acelerar o processo de transformação digital. Reparem, em 2020 ainda não havia o chat GPT, que saiu em novembro de 22.
Nós começámos esse processo e na altura tivemos de decidir qual é a plataforma que nos pode ajudar neste caminho de transformação digital. Das várias que tivemos a analisar, achámos realmente que a Salesforce era aquela que dava maiores hipóteses de sucesso e de rapidez de implementação. Volvidos há alguns anos, estamos satisfeitos com a decisão e acima de tudo, hoje podemos usar a plataforma para muito mais coisas do que eram só as ideias iniciais.
As ideias iniciais eram ter uma plataforma de gestão da nossa atividade, porque com 300 colaboradores espalhados pelo país é complexo saber como é que está o estado de cada um dos 3 mil clientes, como é que estão os trabalhos de cada um dos colaboradores. Portanto, a plataforma começou com esse objetivo.
mais simples e hoje em dia permite fazer muito mais. O que é que permite? Permite, já com alguma inteligência, ou seja, já não são robôs tão simples, permite enviar todos os outputs para os nossos clientes, de uma forma automática, bastante antes dos prazos limites e sem esforço do contabilista. Muitas vezes o contabilista fazia este trabalho todo manualmente.
Depois há também a parte da introdução dos dados que quer o contabilista, quer o cliente, já os pode inserir diretamente na plataforma. E, portanto, na contabilidade era normal haver sacos com faturas e extratos bancários e cada vez mais essa figura desaparece e são documentos digitais que são entregues aos sistemas e que são depois processados pelos sistemas.
Conseguem pôr todos os vários escritórios a comunicar entre si, a trabalharem todos nos mesmos clientes? Um trabalho deste permite uma coisa que era impensável aqui há uns anos atrás, que é nós temos clientes do Algarve que são feitos, o porçamento salarial é feito no Porto, o contabilista está em Aveiro e o supervisor está no Algarve ou está em Lisboa. Isto não seria possível sem uma plataforma destas e sem a transformação digital que ocorreu.
teria que haver pastas a circular. Eu confesso que quando arrancámos, quando iniciou o Covid, o nosso trabalho principal era a circulação de pastas de papel. Os clientes ainda tinham pastas em papel, portanto isto também houve aqui uma evolução muito grande dos clientes que progressivamente estão a fazer a sua própria digitalização.
Nós, como temos clientes de muita dimensão, pequenos, grandes e médios, nós aqueles que não são ainda clientes totalmente digitais, fazemos essa digitalização por eles. Temos um parceiro que assegura toda a confidencialidade e garante que nós só trabalhamos dados digitais. E são ganhos de produtividade brutais?
São ganhos de produtividade, mas acima de tudo é diminuir a hipótese do erro e permitir acompanhar o aumento de complexidade cada vez a maior. Ou seja, eu se não tivesse esses processos, para fazer o que faço hoje com 300 pessoas, calhar precisava de 400. Mas há uns anos as 300 pessoas faziam menos trabalho porque também havia menos exigência. O nível de exigência da nossa deslegização é cada vez maior.
não é compatível não termos um aumento da digitalização e da automatização para prestar o serviço. Carlos, a Moneris já recorre à inteligência artificial no desenvolvimento das suas soluções? Já, acho que orgulhosamente. Por um lado temos os colaboradores... Abraçou a calça. Abraçou, nós começámos a usar inteligência artificial antes dela estar na moda, porque começámos com projetos, com machine learning.
e na altura ainda não via chat CPT, portanto não estava democratizado a utilização da palavra inteligência artificial. Hoje em dia os nossos colaboradores, quase todos, têm a sua conta de inteligência artificial, que utilizam para tarefas de apoio à sua atividade, mas acima de tudo temos uma série de projetos estruturantes na empresa que só podem ter sucesso com a inteligência artificial. Por exemplo? Por exemplo. Bom...
O ponto doce da contabilidade, e que toda a gente diz que a contabilidade vai deixar de ser precisa, é os lançamentos automáticos. Nós temos a possibilidade de fazer lançamentos automáticos com base quer no histórico, aprendendo do histórico, mas também com tecnologias mais interessantes, como olhamos para documentos novos e para situações novas como se fosse um problema matemático, um problema de geometria variável e, portanto, fazemos o mapeamento dos lançamentos em espaços multivetoriais de grande dimensão.
O assunto pode ser complexo. Mas o que é mais interessante, porque os lançamentos é apenas uma componente pequena do trabalho do contabilista. E, portanto, coisas como reconciliação bancária, que nas grandes empresas é resolvemente fácil, nas pequenas e médias é bastante difícil. Reconciliação bancária...
Envio de documentos genéricos, produção de relatórios personalizados, gestão dos dados de chegada. Há um conjunto de projetos com tecnologias ligeiramente diferentes, que só é possível, um, porque existe uma plataforma e porque se fez um trabalho prévio de organização dos dados. E, portanto, é interessante ver que há 20 anos muitos destes projetos que eu dei agora o nome, Reconciliação Bancária, Lançamentos Automáticos.
Produção de relatórios também se faziam. Qual era o problema? Custavam muito dinheiro e eram sempre coroados por insucesso. Porque Portugal é o país das exceções, nós temos 300 mil empresas, 90 e tal por cento são empresas muito pequenas e todas têm características muito diversas. Portanto, é preciso um sistema com alguma inteligência, os humanos têm feito um bom trabalho.
Mas é preciso algum sistema com inteligência realmente para lidar com essa diversidade. E a inteligência artificial agêntica? Eu acredito que essa vai ser a nossa grande solução. Porque duas razões. O meu desafio hoje, o meu e dos meus concorrentes, é encontrarmos contabilistas.
com um bom know-how técnico, disponíveis. Não há. Portanto, nós não crescemos mais porque não encontramos contabilistas. Nós precisamos retirar os contabilistas, boa parte do trabalho pode ser automatizado.
Eu sou daqueles que acreditam que 80% do trabalho atual dos contabilistas vai ser 100% automatizado. Vai sobrar os 20% e vai sobrar o que é que eles fazem que vai ter que mudar. Os agentes acabam por ser um parceiro adicional para o contabilista.
com alguma capacidade e alguma inteligência que lhe podem fazer tarefas que não são só as tarefas robotizáveis e repetidas. E portanto eu olho para os meus colegas, para os contabilistas que tenho, como um futuro gestor de agentes de IA daqui a alguns anos.
que autonomamente tomam decisões que autonomamente podem tomar algumas decisões se forem devidamente validadas, mas acima de tudo podem contribuir ativamente para o trabalho desse contabilista. A inteligência artificial agêntica já está a mudar a forma como a Moneris desenvolve a sua atividade? Nós já estamos a começar a introduzir pequenos agentes com base na plataforma e eu volto a dizer, se não houver os dados disponíveis, nada disto é possível.
Porque ou é possível para todos ou não faz sentido. Portanto, o grande desafio é ter a plataforma, ter os dados e estamos já a fazer experiências com pequenos agentes que têm graus de autonomia interessantes. A reconciliação bancária é um deles, em que o agente toma decisões de reconciliação bancária e depois até diz ao contabilista, tenho aqui dúvidas. E, portanto, estas dúvidas, preciso de um humano para tomar a decisão como é que as resolve. Portanto, estão-se a fazer coisas muito interessantes neste setor.
Os contabilistas não vão desaparecer, pois não? Os contabilistas não vão desaparecer. Eu acho que esse é um dos mitos. Sim. Um dos mitos urbanos, acha-se que os contabilistas vão desaparecer. Não, mas vão mudar muito a forma como vão trabalhar. O contabilista vai ser uma função muito mais exigente, porque as partes simples da contabilidade ele vai ter quem as faça. Mas vai ter que as perceber muito bem, porque tem que ter juízo crítico sobre isso.
Porque, no fundo, é ele que vai validar sempre o que a máquina ou propõe, ou se funciona ou faz. Ele vai ficar com as situações extremas e, portanto, tem que ter um conhecimento técnico muito elevado. É ele que tem que perceber o que é que a máquina está a fazer e porquê, porque senão não está ali a fazer nada. E, portanto, o contabilista vai crescer como pessoa e como profissional.
Muito bem. Em todos os episódios há uma pergunta final que coloca todos os convidados desta série de programas à conversa com a inovação. Fernando Brás perguntava-lhe que tecnologia acha que vai mesmo mudar as nossas vidas nos próximos anos.
Acho que o Carlos já respondeu, não é? Sim, é a IA, a inteligência artificial. A inteligência artificial no imediato, que já está a mudar a nossa vida. Acho que aquilo que é de salientar é a capacidade do que nós chamamos de argumentação que as pessoas passam a ter. Portanto, é gratificante ver uma empresa que é referência para todos nós.
no sentido que uma empresa de pequena dimensão, média dimensão, não sei como é que hoje em dia se classifica uma empresa quase com 300 empregados, sem pequena, sem média dimensão, é o quê, Carlos? É pequeno ou média? Para mim, eu tenho noção que a Moneris é pequena. Mas uma pequena, as classificações legais nos classifiquem como de um medium cap, mas isto é uma empresa muito pequena.
E eu acho que é gratificante para nós Salesforce, onde democratizamos também estas plataformas e permitimos que a plataforma seja acessível, seja uma pequena, uma média ou uma grande empresa. Porque às vezes as pessoas pensam que estas plataformas são só para as grandes empresas. Não, estas plataformas ajudam, capacidades e setores com visão, capacidades e setores que têm a ambição de serem mais digitais, de estarem a olhar para o mercado de uma forma mais abrangente.
e a inteligência artificial vem a oferecer exatamente isso portanto as capacidades da repetição que estas entidades têm que fazer pelo forço da atividade contabilística vai dar muito maior capacidade de augmentar os seus contabilistas para fazer outras travestas valores acrescentado e isso é muito gratificante e é bom que nós desenvolvemos estas tecnologias e na Salesforce também
para poder servir melhor o cliente. Carlos, que tecnologia então é que vai mesmo mudar as nossas vidas nos próximos anos? Também subscreve a ideia de que é a inteligência artificial? A pergunta próximos é relevante. Eu comecei a minha vida há 30 e tal anos e o meu primeiro trabalho foi trabalhar em fusão fria, fusão nuclear fria.
que é aquela promessa de energia inesgotável limpa. Na altura, IA, a inteligência artificial, era totalmente ficção científica. Trinta anos depois, a fusão fria ainda está um bocadinho próxima da ficção científica e a IA, a gêntica, já não está. Portanto, eu acredito que a principal alteração e a principal tecnologia vai ser esta inteligência artificial com agentes e ligados com sistemas de linguagem natural e sistemas robóticos.
e isso vai fazer com que qualquer um possa fazer tudo o queira na vida Carlos Duarte Oliveira Fernando Brás, muito obrigado aos dois vai poder ouvir tudo isto e muito mais no Agent Force World Tour Lisboa 2026, um grande evento que vai ter lugar no Centro Cultural de Belém
no dia 20 de maio e que é dedicado à inteligência artificial agêntica. Vai ser um dia de partilha e de contacto entre empresas que estão a unificar vendas, serviços, marketing e dados. Visite o site da Salesforce para saber como se pode inscrever. Regressamos na próxima semana. Até lá.
Moneris
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