"Quase fui presa no dia do meu aniversário" c/Corinha Ep#12
Ela andava de pé descalço na rua do DAER e, anos depois, asfaltou a mesma rua como prefeita. No episódio 12 do Prata da Casa, a ex-prefeita de Sapiranga Corinha Molling conversa com Ederson Nunes e Ismael Specht sobre a pessoa por trás do cargo.A escolinha de madeira onde estudou, o primeiro emprego entregando merenda em cima de caminhão, o pai que ouvia o Repórter Esso e dizia que "a política resolve tudo na vida da gente". E os bastidores de oito anos na prefeitura: o susto no dia do aniversário, a pandemia, a luta pelo IFSul e pela UPA.No caminho, a Sapiranga que empreende — da pizza vendida de porta em porta ao primeiro espeto corrido do RS — e o começo do Inova Sapiranga, o movimento que juntou os apresentadores deste podcast.Instagram: https://www.instagram.com/pratadacasa.podcast/YouTube: https://www.youtube.com/@PratadaCasaPodcastSpotify: https://open.spotify.com/show/5YV1Ig1z7NsPse1y1Xv9KfApresentação:Ederson Nunes — http://instagram.com/elnunesIsmael Specht — https://www.instagram.com/ismael_specht/Marca Prata da Casa criada por Roger Ochoa.
- A infância de Corinha Molling e sua conexão com Sapirangamenina que andava descalça na Rua do Dayer·honra de asfaltar a mesma rua·conhecimento da cidade de norte a sul·brincadeiras saudáveis na juventude
- O empreendedorismo e a inovação em Sapirangaempresários que impactaram a cidade·história do primeiro espeto corrido·crescimento e prosperidade da cidade·criação do movimento Inova Sapiranga
- A jornada política de Corinha Molling e os desafios da gestãoinfluência política do pai·convites para ser vereadora·decisão de concorrer à prefeitura·dificuldades da reeleição e do COVID
- Legados e sonhos realizados durante a gestão de Corinha Mollingconstrução da UPA e do IFSul·Travessão São Jacó e iluminação da RS-239·passarelas na RS-239·gratidão e dever cumprido
- A trajetória educacional e profissional de Corinha Mollingestudo na Escola São Carlos·professores marcantes·formação em magistério e pedagogia·primeiro emprego entregando merenda
- Conselhos para futuros políticos e o futuro de Sapirangapolítica para servir e não ser servido·importância de gostar de pessoas·melhorias na saúde e educação·desenvolvimento do turismo e infraestrutura rural
Começando mais um Prata da Casa aqui diretamente do Flyhub em Sapiranga. Eu e meu colega Ismael, eu sou o Ederson Nunes, Ismael Schperrit.
Olá pessoal, tudo bem?
E hoje a gente tá aí com uma pessoa que tá cravada no nome da cidade aqui, né, pessoa muito importante. E Ismael, pode continuar com a apresentação.
Olá pessoal, tudo bem? A gente está muito feliz com a nossa convidada de hoje. É uma pessoa que fez muito pela história de Sapiranga. A gente conhece ela muito bem porque ela foi a nossa querida prefeita Corinha. A gente está muito feliz e agradece muito a prefeita pela presença, pela honra de estar aqui conosco. Uma pessoa que tem tanta história, uma caminhada, uma jornada e uma pessoa muito ocupada E dedicou o seu tempo neste momento.
A gente quer agradecer por ter vindo até aqui num dia de chuva, no meio da eleição, né, com todos os compromissos corriqueiros aí. Muito obrigado já desde já.
Seja bem-vinda.
Eu digo olá para todos e quem está feliz somos nós, né, sou eu, minha equipe, por ser convidada por um programa que tem um nome tão bonito, né, Prata da Casa. Então me sinto muito honrada.
Seja muito bem-vinda.
Obrigada.
E aqui o nosso objetivo, Prefeita Corinha, é justamente conhecer as pessoas que fizeram coisas importantes, coisas legais pela nossa cidade. E você tem essa história, a primeira prefeita mulher reeleita. Então é certamente alguém que fez muito. Mas a gente está acostumado, e eu também estava acostumado, a conhecer a prefeita, aquela pessoa pública. E hoje a gente quer começar conhecendo a pessoa, o CPF. Então, se você puder contar para nós quem é a Corinha, onde estudou, onde trabalhou.
Olha, eu sempre gosto de dizer que eu sou aquela menina pequena, pode olhar nessa câmera aqui, que eu sempre gosto de dizer que eu sou aquela menina pequena que andava de pé descalço na Rua do Dairo.
Que legal!
Rua do Dairo fica Hoje é a Jacó Milton Benneman, e que eu tive a honra de asfaltar, colocar lâmpadas a LED, né, lembrando da escuridão da infância.
Sim.
Mas por que aquela menina pequena que andava de pé descalço? Porque realmente eu andava de pé descalço junto com toda a garotada, que meus amigos e amigos que a gente cultiva esse carinho até hoje, e conversa e se visita. E meu pai trabalhava junto com os outros, outros pais, era acho que umas 20 famílias, todos trabalhavam no Dayer. Então eu conheço essa cidade, eu sempre digo, de norte a sul, de leste a oeste.
Que legal!
Eu vi a RS-239 de chão batido, ônibus e carros atolados. Eu vi a construção da primeira pavimentação, enfim, asfalto, né, da via, e também vi a segunda via. Então eu conheço muito essa cidade. Brincávamos embaixo da ponte porque passava o rio, né, o arroio, enfim. Então era uma juventude muito saudável, muito A gente pescava, tinha bastante arroio.
Era uma época muito boa, né? Dava para fazer muita coisa, curtir as ruas, brincar nas ruas.
Exatamente.
E a gente também sempre valoriza muito aqui no podcast as escolas, professores. Então a gente sempre pergunta em que escolas a senhora estudou, como é que foi esse período, quem foram professores marcantes.
Olha só, nós, eu me lembro da alegria da minha mãe e de mais umas 3, 4 amigas tomando chimarrão. Eu lembro disso quando disseram, olha só, prefeito vai fazer uma escola aqui nessa rua, na Rua do Daire. Ainda era Rua do Daire. E era o Carlos Vaz, prefeito Carlos Vaz, hoje falecido, mas ele fez muito pela educação de Sapiranga. E aquela alegria, aquela felicidade, era uma escolinha que tinha duas salas de aula de madeira assim, aquelas tabuão pintado de cal, né, e um puxadinho assim que era a cozinha.
Mas a alegria, porque senão nós tínhamos que ir a pé até o Genuíno Sampaio, e era longe, porque não se tinha condições financeiras de ir de ônibus. Então, ou tu ia de bicicleta ou ia a pé. E a preocupação das mães, imagina, Nós morávamos, era tudo bairro Amaral. Aí ir para o centro, né? As pessoas ficavam preocupadas. A gente ia para o centro uma vez por mês, pegava o Citralão lá e ia para o centro da cidade, né? Então, alegria.
E ali eu estudei na Escola São Carlos, escola municipal. Depois, meu esposo como prefeito fez o São Carlos que é hoje, toda aquela estrutura linda e maravilhosa, com todo conforto que os alunos merecem, os professores. E também o ginásio. Então a minha alegria sempre foi assim. Eu tive professores maravilhosos no primário. Sim, eu lembro da professora Eliane. Professora Eliane hoje é falecida também, mas continuei com amizade com ela por muito, muito tempo.
Que bacana!
Professora Regina.
Olha, é bom a gente relembrar esses nomes porque o pessoal que nos assiste conhece, são familiares, então eles sempre ficam muito felizes. E Sapiranga, a gente sabe, tem professores renomados, pessoas que fizeram, fazem ainda hoje trabalhos lindos pela cidade.
É, aí eu lembro inclusive do professor que foi depois que me supervisionou no estágio, o diretor João Malma. Tenho um grande carinho por ele, pela família. E a Glória Regina Lago de Oliveira, que foi a que me supervisionou, porque ela era então Na época, vice-diretora, coordenadora, enfim, né? Então são pessoas que me ajudaram muito na vida. Eu sempre digo, sou muito grata, porque ninguém chega sozinho em lugar nenhum.
É verdade.
E a gratidão, a gratidão é tudo num ser humano, ser grato por todas as coisas. E aí, por causa dos bons professores que eu tive no jardim da infância, primeiro aninho, Professora Dalva. Eu me tornei professora porque era o sonho, sonho dos meus pais, e é o que se podia na época, com muito sacrifício, a filha professora. Então, com muito orgulho, eu me tornei professora e com muita vontade, assim, sempre tive esse prazer de ser professora, está dentro da gente.
Por isso que valorizei sempre, quando estive à frente do executivo, valorizei sempre os professores, sempre fiz tudo que pude pelas escolas, pelos professores, boas escolas, uma alimentação escolar excelente. Sempre estudei em escola pública. Sim, estudei depois no Genuíno, do 5º ao 9º ano, e depois fui para a Escola Estadual Ensino Médio, onde fiz magistério. E depois então estudei na Unicinos à noite e me tornei pedagoga.
Que bacana!
Sempre com muito orgulho. Que bela trajetória! Vitórias, são vitórias, porque nascendo aonde a gente nasceu, com uma infância muito feliz, muito boa. E uma das coisas que eu sempre relevo é que eu tive pai e mãe. Sim, isso foi de suma importância na minha vida e creio que seja de importância de todos, né?
Sim.
Sim, e a educação que meu pai e minha mãe me deram eu levo até hoje na minha vida, né?
É a primeira educação, é a base que a gente recebe, ela é fundamental, né?
A base em todos os sentidos, né? Inclusive na fé em Deus.
Exato, principalmente nisso. Correto, correto.
Foi uma infância muito, muito boa.
Que bacana, que bacana!
Também uma adolescência muito boa também. Ah, tem tantos amigos, lembro com saudade, lembro com carinho. Juventude maravilhosa, né?
E falando de lembrar, a gente gosta sempre de lembrar de pessoas assim como vocês que ajudaram a construir essa cidade. Quais são assim nomes que você lembra de pessoas, empresários que tiveram um impacto legal aqui na cidade?
Olha que pergunta difícil, né? Porque são tantos, são muitos. Mas vamos destacar a a nossa, aqui onde estamos, Paquetá Calçados, né? Então, do seu Arlindo, seu Alcides Weber, o seu Adalberto, senhor Adalberto, né? Toda a família, esposa, enfim, pessoas que marcaram muito. Nós tínhamos também o João Wolf, exatamente, diretor até pouco tempo do nosso hospital, que fez um trabalho maravilhoso, é verdade. Destaco isso também, né? Eu destaco também aqui, Bairro Amaral, calçados na época então era Sarai Musa, depois tornou Musa, todos os empresários, né, que fundaram Nuke Calçados, Calçados Globo, é o Liberto Lênin também, sim, que sempre O Liberto sempre ajudava muito também a sociedade.
É verdade, eu lembro com carinho do Liberto, uma pessoa que muito fez também com a sua empresa. O Eliseu Lênin e a Vera também. E temos também mais jovens, a Sueli Neisinger, que fundou as Massas Italianas.
Que legal!
Sueli Neisinger foi professora e diretora da creche aqui no bairro Amaral.
Olha que bacana essa informação!
Todos conhecem, né? Sueli Neisinger. E a Sueli foi minha colega professora, gostava muito dela. E ela começou fazendo pizza em casa com os dois filhos maiores e a Cléa, a Cléa que era menorzinha. E ela, eles vendiam pizza depois de casa em casa. Um senhorzinho que tinha uma Brasília velha.
Isso que é empreendedorismo.
Aí tem também, foi muito importante aqui, o frigorífico Zimmer.
Sim, é verdade.
Foi muito importante. Os Oliveiras também, frigorífico. Enfim, nossos restaurantes, né? Temos empreendedores que da gastronomia, o Matias, o Juca, entre eles, né? Queda Livre, são pessoas empreendedoras.
Existe uma história que eu não sei o quanto ela é verdade ou não, de que o Matias inventou o espeto corrido. Isso é fato, será?
É fato. Primeiro espeto corrido do Rio Grande do Sul.
Olha só que interessante!
Quero destacar, porque é difícil a gente falar, são tantas empresas, mas também as metalúrgicas, né? Claro, claro. Aqui pertinho, Altero, a metalúrgica do Cezinha é Metalzã também, a gente não pode esquecer. E sem contar também as pessoas que costumam em casa e que fazem moda, todos os ramos.
Todos esses terceirizados envolvidos com calçados, né?
Sim, e também de roupas, né? Os nossos lojistas.
Sim.
Eu acho esse pessoal muito corajoso.
Eles são. A gente faz essa pergunta justamente para fazer essa conexão, e você conhece tão bem Sapiranga, e o nosso propósito aqui é conectar as pessoas e Sapiranga. Você viveu muito dessa transformação que está acontecendo. Como é que tem sido toda essa mudança aqui na nossa cidade? Como era a cidade antigamente, como ela tá se transformando hoje.
É, tu sabes que às vezes eu passo em certos lugares, eu me lembro, nossa, que saudade, aqui tinha tal coisa, aqui a mãe nos trazia para tomar sorvete, hoje tem um prédio.
Sim.
E o que que eu percebo assim, eu falei até essa pergunta vem de um encontro que eu falei com uma colega com a minha irmã umas duas semanas atrás, eu disse, mana, tu viu que Sapiranga tá crescendo cada vez mais? São prédios e prédios. E eu fico muito animada, muito feliz, porque antes dizia assim, ah, Sapiranga. Não, mas hoje nós somos uma cidade grande, próspera, e graças aos nossos empreendedores e também, né, também aos nossos trabalhadores, claro, porque aqui tem mão de obra, né?
Tem mão de obra. Nós temos um outro pessoal que empreende muito, né? Que a gente percebe, o pessoal ali do Posto Ferrabrás, o Kleber, que também tem empresa de calçado, Ivanor, são pessoas que vieram de mala e cuia, como eu converso e digo para eles, já falei até com o prefeito em discursos, e hoje eles são empreendedores e empregam. Isso é bacana, mas eles têm uma relação muito boa assim com os funcionários, né? Uma relação de liderança.
A gente percebe, Sapiranga tem esse dom forte para empreender e para inovar. E a gente hoje justamente está com uma pessoa que foi muito importante para esse pontapé inicial da inovação em Sapiranga. A gente vê hoje um movimento muito forte. E a gente sabe que a Corinha esteve lá no início do movimento chamado Inova Sapiranga.
A gente já falou isso também no nosso episódio número 8, né, que é eu com o Ismael conversando sobre os anos. O que ligou a gente foi justamente esse movimento de inovação, né?
É, tu sabes que eu vou dizer uma das minhas características: eu sou uma pessoa muito curiosa, mas eu tenho assim Sabe? Sim. Mas também reconheço que sozinha tu não faz nada. E eu gosto muito de escutar, principalmente a juventude, porque a gente aprende muito com a juventude. A experiência das pessoas de mais idade, mas a juventude te traz, a juventude te traz uma coisa tão boa assim, uma alegria, uma força, uma esperança, né?
E o futuro é da juventude. E eu me lembro então quando fui secretária de educação que o Everal trabalha até hoje nessa parte. Ele dizia vamos botar rádio em todas as escolas porque a senhora vai vai vai vai poupar muito em telefonia porque se gastava muito.
Internet por rádio.
Sim, é. E a gente e o gestor ele tem que cuidar bem do dinheiro público porque o dinheiro a arrecadação anual de uma prefeitura ela dá É o básico, tu não consegue fazer, se tu não buscar, tu não consegue fazer muitas outras coisas. E o Everaldo disse, não, vai funcionar. E funcionou. E dali foi engrenando mais coisa, né, foi indo, foi indo. Aí depois eu me afastei, não, da vida pública. Quando voltei a prefeita, aí começou toda essa inovação, tecnologia.
E como eu lia muito e gosto de ler muito até hoje, Eu via, não, mas nós temos que trazer isso para cá. E aí, conversando com Everaldo, com a turma dele, tem uma turma muito boa, assim, muito—
a gente convive com ele aqui de vez em quando, a gente encontra ele, ele participa também das nossas reuniões, é um cara muito amistoso, muito.
É, e tem uma garotada muito bacana para Frentex, como se diz, né, ou se dizia na minha época de juventude. E aí foi, nós fomos a Santa Catarina. Porque aí conversei, eu sempre tive muito, eu gostei muito do trabalho do Sebrae, Sebrae, Senac, SESI. E eu tinha muito uma amizade, um carinho muito grande, já desde a época que meu esposo era prefeito, com Copete, que creio que está aí no Sebrae, uma pessoa para frente, né? E ele me ajudava muito, nós falávamos sobre isso.
E um dia ele chegou, me ligou e disse, prefeita, Vai a Santa Catarina, ali para o lado de Canasvieiras, era por ali, que essa inovação tem um centro todo tecnológico lá. E aí foi que eu comecei a conhecer e vi essa maravilha assim de pessoas trabalhando, todo mundo num espaço, né, mas cada um fazendo o seu trabalho, aquilo que gosta, mas tudo interagindo.
Sim.
E aí foi que nós fizemos o Inova Sapiranga. Que na época não se sabia o nome, não sabia. Foi o próprio Everaldo, disse: prefeito, vamos colocar Inova Sapiranga. Porque era isso, como gestora eu queria uma Sapiranga inovada, que agregasse outras coisas, que trouxesse outras empresas, né, que aproveitasse essa capacidade da juventude.
E olha só que legal, prefeita, graças a esse movimento. O Éder até comentou, a gente já comentou em outros momentos, a gente foi se conhecer como amigos por causa do movimento em Nova Sapiranga. E hoje nós estamos sentados aqui nesta mesa do Prato da Casa graças a esse movimento. Então olha como o círculo se completa. E com certeza esse pontapé inicial, e como a senhora bem disse, não é sozinha, é com tantas outras pessoas E agora esse movimento depende da cidade, depende dos moradores, da comunidade, para que isso aconteça.
É, sabe que eu sempre tive assim uma preocupação muito grande com a juventude, o que eles vão fazer. Então cada vez que eu ia numa escola ou que passava aquele desfile 7 de setembro, eu me emocionava às vezes porque eu pensava na juventude, porque como sou mãe também, né, A gente pensa, claro, será que eles vão ter oportunidade? E mas eu vejo que hoje assim a juventude ela está se achando em Sapiranga, tá gostando de Sapiranga, porque importante é amar a cidade que tu vive, correto?
E eu trabalhei sempre muito isto. Eu me lembro que eu logo como prefeita eu disse, chamei a moça da imprensa, eu disse vamos todo mundo diz, ah, mas lá em tal lugar é lindo, tal lugar, não vou citar nome de cidades, né? Pessoal vislumbrava, aí eu dizia, tá, mas e a tua cidade? Tu ama tua cidade? Tem que amar tua cidade, tu tem que amar a frente da tua casa, tu tem que limpar, tu tem que botar uma florzinha. Então, para desenvolver, e eu me lembro que eu disse, vamos criar um coração, eu amo Sapiranga, e começamos a distribuir e também para botar na Guruja, né, de marrom.
Eu disse para que as pessoas precisam entender. E não era só, não era, não era só as pessoas da, assim, mais dos bairros da cidade, até os empresários diziam. Eu ficava chateada, chateada não, ficava brava, porque eu pensei, pô, mas tu mora na tua cidade, tu empreende na tua cidade, aí tu vai dizer que lá é mais bonito? Não, a tua cidade tem que ser mais bonita.
Exatamente. Exatamente.
E eu fui desenvolvendo isso e consegui, eu consegui.
E hoje eu vejo assim, eu vejo Sapiranga grande, Sapiranga está crescendo, está ficando cada vez mais bonita. E é importante a gente entender que a gente faz parte disso, né? Como comunidade também pode participar, pode contribuir, porque a senhora bem sabe, como prefeita, as pessoas cobram dos outros, mas a gente também pode contribuir do nosso jeito. Ajudando na escola, ajudando na empresa, fazendo na nossa rua, no nosso bairro, ajudando uma pessoa mais necessitada. Isso já é também contribuir para melhoria.
É, eu acho fantástico associação de bairro, acho fantástico. Eu queria que as pessoas se envolvessem mais, porque associação de bairro tem força. Sim, eu falei ontem até em Araricá, eu estive ali fazendo uma visita e E esse senhor me levou na casa do vizinho, daí ele disse, Corinha, tu me conhece? Eu sou de Sapiranga. E eu fui, eu fui presidente lá na Vila Esperança. E lá foi tu e teu marido Renato que fizeram as benfeitorias para nós.
Nós estávamos, nós não tínhamos água, não tinha iluminação, não tínhamos calçamento. E vocês dois, como casal na política, vocês que tomaram o nosso bairro, enfim, as nossas ruas, né, os arredores. Mas eu acho que é esse, esse é o papel de uma associação, reivindicar. Sim, tem que participar, participar do círculo de pais e mestres, que hoje eu não sei se é esse o nome, né, mas da reunião de pais, saber, saber da vida do teu filho, ajudar a escola, porque a escola convida, ela chama, mas são poucos os obreiros, né.
É verdade, inclusive O dia que a gente tá gravando esse programa aqui é o Dia do Voluntário.
Ai, que bacana!
Então faz sentido aí tudo que a gente tá falando, né?
Exato.
Todas essas pessoas que se doam para um propósito maior, né? Então a gente tem que agradecer também todas essas pessoas que trabalharam com a senhora e também hoje, né, auxiliam em alguma coisa pela nossa cidade.
É, tu sabes que querendo ou não, quando tu é gestor de uma cidade, tu é um voluntário e às vezes as pessoas não entendem assim, porque tu deixa toda a tua família de lado. Sim. Quando me tornei prefeita, a nossa filha tinha, quando secretária de educação, ela tinha 5 aninhos. Então fiquei até quando ela tinha 12 anos, me tornei prefeita, e quando eu vi, minha filha tava adulta, tava com 18 anos. E tu perdeu aquela fase ali porque direito, né?
Aquela coisa de andar de bicicleta, levar numa pracinha, como eu fazia com Vinícius. Com a nossa filha Larissa eu já não tive isso, mas eu nunca— eu sempre fui muito agradecida a Deus porque eu sempre tive pessoas que me ajudaram a cuidar dela. Então sou grata a essas pessoas. Sim, enfim, e são propósitos. Mas eu sempre digo assim, Deus nunca me deixou faltar nada para que eu— eu sempre tive muita força. Eu era prefeita, mas era mãe, dona de casa.
Depois me tornei avó, era esposa, filha, tia, sobrinha, tudo isso. A mesma coisa, eu continuei indo no mercado, levando filho em médico, que bacana, cuidando de neto, ajudando. Então é isso aí, né?
Quando a gente fala de inovação, muita gente acha que isso é só para grandes empresas, para quem tem muito dinheiro, mas você comentou as pequenas empresas, pequenos negócios também podem inovar, também podem contribuir. Qual a importância dos pequenos empresários para uma cidade?
Olha, quando a gente vê esses programas aí, que domingo sempre tem, né, a gente vê tanta coisa maravilhosa. E tu não precisa começar com muito dinheiro, tu só tem que ter persistência, força de vontade, persistência e propósito. Exato. E as cidades hoje Elas, elas, o pequeno empreendedor, ele emprega muito também, e dali saem outros empreendedores, porque é o exemplo, é o exemplo. Então, o que eu posso dizer para vocês, que o pequeno empreendedor, ele faz a diferença, é uma pessoa que trabalha no dia a dia.
Eu sinto que há muito que não tenha mais leis assim que possa ajudá-los, e principalmente na parte financeira. Sim, porque a gente sabe que existe tanto governo federal quanto estadual, existe apoio, mas tudo é tão limitado e tão burocrático que às vezes as pessoas esbarram aqui um pouquinho ali e acabam não conseguindo seus empréstimos. E e quanto alavancaria, né? Porque a pessoa que ela empreende hoje, que ela é pequena, mas ela pode se tornar uma grande potência.
Nós temos isso no Brasil, o nosso Rio Grande do Sul, aqui em Sapiranga. Quantas pessoas que começaram lá na garagem de casa.
É verdade.
Então esses são micro e pequenos empreendedores, correto?
E qual a importância dos grandes empresários empresários para uma cidade, para um movimento de inovação, porque eles têm tanto conhecimento e a sabedoria de saber como implementar negócios. Como eles poderiam participar mais desses movimentos de inovação na cidade?
Olha, eu creio que é uma das coisas é oferecer para esses, esses empresários é mais oportunidades como essa que eu estou tendo aqui, e levar esses empresários, é até para dentro das escolas, sim, principalmente o 9º ano, ótimo, ensino médio, para que as pessoas— porque hoje tu olha assim, tu vê a visão, né, que eu imagino assim, porque também já fui jovem. Tu olha para o empresário, tu pensa assim, pá, né, ele tem uma casa bonita, tem um carro, uma empresa, mas não se sabe quantas vezes ele deixa de dormir, E quantas vezes ele não sabe para quem recorrer para continuar com aquela empresa aberta, porque eu creio que muitas vezes o empresário é o último a receber para deixar suas contas em dia.
Sim.
Então é a sugestão que eu dou, chamar mais essas pessoas para palestrar. Nós temos hoje, nós temos a Cisa, Nós temos a CDL, faz um trabalho maravilhoso. E convidar, convidar, uma das coisas mais assim, ó, mais animadoras é levar para dentro das escolas.
Tá aí uma ótima ideia, né? As escolas convidarem os nossos empresários a conversarem com os alunos, palestrar, contar um pouco dessa vida, inspirar a nossa geração de jovens.
Exatamente, porque é a mesma coisa que vocês me Sério, vocês viam antes a ente Corinha, hoje vocês estão conhecendo a Corinha humana. E é assim que eu vejo que a juventude, principalmente, que é o futuro, ela deve ver muitas vezes o empresário, né, mas não conhece o que ele passou para chegar onde ele está. E esse exemplo tem que ser passado. Sim, até para fortalecer. É verdade, essa juventude que tá aí que vai ter que começar a trabalhar, empreender.
É verdade, é uma bela forma de começar a conectar essa comunidade sapiranguense, né, de mostrar, olha, o empresário tá lá, mas ele também pode se aproximar das escolas, se conectar mais com as escolas, escolas também se conectar mais com as empresas.
E eles gostam de fazer isso, eu tenho certeza, eles gostam de ser chamados. Mas aquela coisa assim, né, às vezes a pessoa tá só esperando um chamado, às vezes falta o convite, né?
Exatamente. E você comentou, Corinha, da questão de ser prefeita. A gente ficou curioso para entender como é que foi esse chamado para se tornar prefeita, para tentar concorrer a ser prefeita.
Ai, é uma história. Eu sempre fui, eu sempre fui muito política desde pequena, sim, porque o meu pai era muito política, minha mãe muito política, meus avós por parte da minha mãe, meu avô e as tias por parte de mãe. E tu sabes que aqui nós temos uma história lindíssima e que ainda precisa ser muito mais explorada, que é a Jacobina. Sim. Então eu acho que eu já nasci com um pouquinho de sangue dela, porque aos 8 anos de idade eu sabia nome.
O pai, eu sempre digo, meu pai gostava de escutar, só tinha rádio, rádio grande, né? Botava uma taquarinha ainda para pegar bem a sintonia. E ele escutava o Repórter S, nunca esqueço. E até a voz lá de Brasília, como é que se chama? É a voz do Brasil. E o pai gostava muito de escutar, e eu escutava junto. E eu sabia, ai, adorava! Eu sabia o nome daqueles presidentes do mundo todo, né? Sempre sabia. Eu sempre tinha muito, e tem até hoje da minha infância, nomes de políticos.
Tem até hoje, porque o pai sempre falava, meu pai sempre dizia assim, filha, um dia vocês vão precisar da política, porque a política resolve tudo na vida da gente. E meu pai sempre tinha muita preocupação com a educação, com estudo. Ele sempre dizia, filho meu tem que estudar, e se não quer estudar, tem que trabalhar. E realmente ele era muito incisivo: tem que estudar. E ele batia nessa tecla, sim, ele sabia, né?
Então esse chamado já vinha de casa mesmo, vinha de casa.
E aí ele escutava tudo, eu escutava junto quando dava a época política, né, que os programas partidários, aí ele escutava e todo mundo tinha que ficar quietinho. A gente não podia falar, tinha que escutar junto com ele. Mas ele não obrigava a gente escutar, mas eu gostava, né? E eu sempre fui muito comunicativa. Eu vivia na casa dos outros, né? Eu vivia na casa, na verdade era isso, né? Eu lembro que às vezes a mãe me buscava e eu não queria ir embora, e a mãe ficava brava comigo, mas eu vivia na casa dos outros, era sempre assim. E eu sempre fui, você vê, eu sempre fui muito de liderar.
Sim.
E aí meu primeiro emprego, eu me formei em magistério e fiz o concurso. Tinha concurso já na época, tinha concurso, 1984. Fiz o concurso, fiz o estágio meio ano, primeiro meio ano, depois fiz o concurso. E tinha uma vaga na Secretaria de Educação de Sapiranga para entregar merenda nas escolas e cuidar do Serviços Gerais e merendeira. Mas olha o detalhe, ninguém queria subir em caminhão e entregar merenda, mas eu queria. Primeiro porque eu queria me formar numa universidade em pedagogia.
Primeiramente sempre pensava muito em psicologia, mas não tinha condições de estudar de dia, tinha algumas cadeiras de dia, então fui estudar. E aí eu precisava trabalhar para pagar meus estudos. E aí, quando surgiu essa vaga, eu não pensei duas vezes. É o que tem. Olha, tá na vez de ser chamada, Corinha. Me chamaram na secretaria: é tua vez, tá na vez de ser chamada, mas tem uma vaga para ti aqui. A moça que cuida disso vai casar e ela vai morar em outra cidade e não quer mais E então, primeiro, porque eu precisava muito desse trabalho, e segundo, porque a minha vida inteira foi subir em caminhão.
Que como eu era do país do Daire, subir em caminhão, subir em patroa. Então a minha vida foi essa, e eu fazia isso com muito orgulho. Carregava caixa de tomate, caixa de cenoura, o que tivesse eu fazia. Nunca me neguei nada, eu sempre tive muita boa vontade de trabalhar e orgulho daquilo que eu fazia, eu tinha orgulho. Aí nós saíamos, aí eu lembro que eles na época só me davam as pessoas de mais idade que estavam quase se aposentando, né?
E aí eu bem feliz saía com eles, levava café, levava lanche e a gente ia esses morros tudo aqui afora, nós saíamos em Nova Artes por dentro desse morro, porque era Araricá, Nova Artes, faziam parte de Sapiranga, todo aquele lado de Porto Palmeira lá. Hoje era Aricá, Parobé, Navarrates, mas antes era tudo Sapiranga. Então a gente saía de manhã e levava uns lanches, aí eu trocava de lanche com os senhores que me ajudavam e fiz belas amizades, só fiz amizade.
E meu maior orgulho, quando diziam assim, ah, tem tal coisa, porque naquela época a gente tinha que buscar tudo em São Leopoldo ou em Porto Alegre, lá Porque era impressionante, né? Se fabricava o leite aqui na Corlack em Taquara e aquilo ia para Brasília, e de Brasília voltava para o cais aqui. Olha, olha o que era, né, a coisa assim desorganizada. Então tinha que buscar em Porto Alegre de caminhão, ou às vezes em Leopoldo, que tinha uma subdelegacia que também distribuía merenda, alimentação escolar.
E meu maior orgulho é quando o pessoal dizia assim: ah, pede para Corinha, porque para Corinha nenhum peão se nega. E verdade, tudo que tinha que entregar é pedir para Corinha, que a Corinha, eles, eu conseguia. Eles: ah, para Corinha eu faço. Eles diziam para Corinha: eu vou. Porque era maneira de lidar com as pessoas com carinho, com educação, com amor, com respeito, que isso vem de casa, né? Exato. E depois, quando veio, aí como eu era muito metida, né, sempre muito metida, aí eu fiz aquele recadastramento, recadastramento de título, porque eu quando trabalhava na Secretaria então da Educação, que eu já fazia isso, eu era assistente social, ajudava na assistência social já, que era pouca gente, poucas pessoas, cidade era minúscula, né?
E aí Ah, tem que fazer tal coisa. Quem é que chama sempre? Cartório eleitoral, recadastramento, né, do governo federal, do governo do estado. Ah, pede para Cora, porque eu era a única solteira, podia trabalhar em sábado e domingo. Então eu ia para as comunidades e me tornei conhecida. E o pessoal sempre dizia assim, a próxima, sempre me convidava. Então desde os 18 anos já me convidavam para ser candidata a vereadora. Mas dizer não, eu não quero, tô esperando a nova política.
Mas diziam, tu tem potência. O próprio prefeito da época me dizia, o Valdomiro dos Santos, foi um grande amigo nosso da família, ele dizia, Corina, vai, minha filha, tu tem condições, tu tem carisma. Sim, mas eu sempre dizia assim, não, tô esperando a nova política, a nova política. Até que um dia eu entendi que a nova política quem faz é a gente, não são os outros. É tu que faz a nova política. Sensacional, né? E aí, mas isso foi assim, aquela coisa assim, quando tu deita, dorme, conversa com Deus, só um pouquinho.
A nova política, se eu não fizer, nunca vai vir, porque eu sou a nova política. E aí foi, aí na época, tá, tu vai ser candidata. Aí fui candidata a vice, nós perdemos. E não tem só vitórias não, tem aprendizados cada vez que Quando tu perde, tu tem que aprender o porquê e fazer um, né, todo um menu ali, por que que tu perdeu. Enfim, então teve, tive vitórias, tive derrotas, né. E aí depois fui candidata. Então quando fui candidata tinha bastante adversários, todos homens.
E eu não sei, eu me, sabe que o primeiro discurso eu fui prefeita, eu sempre fui muito espiritual. Eu tenho uma fé em Deus inabalável. E como eu sempre fui muito calma para lidar e sempre gostei muito de criança e tal, e eu perguntava assim, Deus, o que que tu quer que eu fale hoje? E eu baseei toda a minha primeira campanha em 2012 na Bíblia. Abria, conversava com Deus na madrugada, enfim. Sempre fui muito, eu durmo muito pouco, sempre fui de dormir muito pouco, né?
Aí conversava com Deus, abria a Bíblia, tá aqui meu discurso de hoje à noite. Porque naquela época tu podia fazer discurso, subir em caminhão, subir em ônibus, né? Subir em palanque, fazer discurso nos clubes, enfim. E eu me lembro que aí um dia uma Uma cunhada minha disse, eu vou começar a ir nos teus discursos porque as pessoas dizem que tu está falando muito bem. Por quê? Porque não se acreditava em mim. Sim, eu era uma dona de casa, fui professora, trabalhei na Secretaria de Educação, na Assistência Social, mas então aquela época eu estava 5 anos em casa, eu tinha me afastado da política.
E de uma hora para outra, não, tem que ser tu, tem que ser tu. E aí meu marido não queria de jeito nenhum. Passei uma noite inteira sem dormir. Aí eu pensei, não, já fui secretária de educação, que é uma secretaria difícil. Sim, não tive rejeição nenhuma, fiz um belo trabalho. Quer saber? Eu vou dizer sim. E foi que eu fiz, dei o meu sim, concorri, Não foi fácil, né, porque eu tinha, se não me engano, na época mais 4 adversários.
Não foi fácil, né, mas fui indo, fui fazendo os meus discursos conforme Deus me apontava. E sempre eu gostei, sempre gostei muito de estar assim nas vilas, nos lugares. E aí foi a minha reeleição depois também. Não foi fácil a reeleição, e posso dizer para vocês que eu achei mais difícil a reeleição que a eleição.
Eleição.
E também esses 4 anos últimos eu também achei mais difícil de liderar do que nos primeiros 4. Tudo isso a gente tira uma lição, né? Mas sempre tive assim, eu não posso reclamar do apoio da comunidade, porque todas as vezes que eu precisei da comunidade, a comunidade sempre respondeu, sempre ajudou, porque não se Não se lidera o município sem o apoio da comunidade. A comunidade é que faz, e tu faz o que a comunidade quer que tu faça de benfeitoria, né?
Que legal, que bacana!
E a gente vai tirando as lições. Tem momentos bons, tem momentos ruins. Eu me lembro que primeiro, primeira, logo meu aniversário é 9 de março, e eu ingressei, né? Então dia 1º de janeiro assumimos a prefeitura. E eu lá feliz, 9 de março, 7:30 da noite, louca para ir para casa para comemorar com a família meu aniversário. Aí chegou a Andréia Oberheim apavorada, ela era do meio ambiente. Prefeita, prefeita! E eu tava sentada ainda, era umas 7:30 da noite, sentada ali na minha mesa.
E também, né, tudo era novo para mim. E aí ela chegou, prefeita, prefeita! Melita, a patroa tá lá na Setriza e a senhora pode ser presa hoje ainda. Aí eu, com toda minha calma, olhei bem para ela, eu tava escrevendo, olhei bem para ela. Andréia, mas não tem solução mesmo? Será que eu vou ser presa no dia do meu aniversário? Senta aqui, vamos conversar. Ela sentou. Mas os homens estão lá, os homens estão lá. Chama eles para conversar mosco aqui.
E no fim tinha solução, era alguma denúncia que fizeram infundada, né? Claro. Aí depois a gente ajeitou as coisas que a gente tinha que ajeitar. Mas às vezes, se tu não tem calma e não tem paciência, tu— é difícil, sabe? Porque todo dia na tua vida de prefeita ou prefeito, tu tem uma— tu tem— é todo dia novo, tu nunca sabe se tu vai acontecer, nunca sabe. A surpresa, né? E uma outra coisa que eu lembro muito assim também, que foi bem difícil, foi a época do COVID.
Sim, é verdade.
Tá ali, tu não sabia, o governo do estado não sabia o que fazer, governo federal também não. E as pessoas que estavam, tinha um padre que me ajudou muito, um padre Everton, ele tava em Riozinhos. Aquele padre me ajudou muito porque ele veio da Itália. Ele tava lá estagiando por 5 anos e ele viu o que era o COVID.
Sim.
E aí, e foi um momento muito difícil na minha vida.
Foi, foi mesmo perguntar assim, antes de falar dos momentos melhores, mais gostosos assim, se de repente esse foi o momento mais crítico assim na tua vida política assim, na época do COVID. Tem alguma outra Alguma notícia, alguma outra coisa?
Não, o COVID foi o que mais, mais me abalou assim, realmente foi para todos. E a gente não sabia. E daí, na época, eu era, não, não era mais presidente da Associação dos Municípios do Vale dos Sinos, mas a gente não sabia o que fazer. Era, hoje são 15 municípios, na época eram 12, e não se sabia o que fazer, né?
Ninguém sabia, ninguém tinha informação correta, data, era tudo muito novo, muito diferente, né?
Fechou muita coisa também. E dessas, muitas empresas, e de tudo que é tipo, né, de comércio, enfim, empresas não reabriram mais, né? Sim.
E essa era justamente a nossa, uma das nossas perguntas, entender esse bastidor da vida de um político. Então a gente tem a oportunidade hoje de conversar com alguém que foi prefeito da cidade. A gente só via muito crítico da humanidade, a gente só via a prefeita, a profissão. Mas como é que é? Como é que é a vida de um político? Como é que é a vida de uma prefeita? O que que muda nessa vida?
Olha, que nem no meu caso assim, eu não, eu continuei a mesma pessoa, sabe? Eu não mudei, eu Eu tinha orgulho e tenho ainda muito orgulho de ter sido prefeita, de ter saído com aprovação, se não me engano, de 86%. Isso é muito importante.
Foi muito alto, né?
Foi. Mas eu continuei com uma vida normal, como eu disse. Eu ia no mercado, ia na padaria, eu ia na farmácia, eu caminhava nas ruas, sempre andei em todos os bairros de dia de noite, sempre só eu dirigindo. Faço isso até hoje, eu dirijo, eu vou. E não é porque não tenho pessoas, tenho, mas é porque eu acho que tem coisas que eu tenho que fazer. Então sempre gostei muito de estar nos bairros, nas vilas, na casa das pessoas. E não mudou muito.
Claro, tem dias que tu tá tenso, tem dias que tu tá bem feliz. Outros dias, quando tu vê que tu não consegue fazer aquilo que a tua cidade, que a tua comunidade precisa, chateia, entristece a gente. Porque às vezes tu queria fazer uma escola de educação infantil a mais, uma creche que precisa, mas tu não consegue, tu não tem dinheiro para isso. Queria fazer mais casas populares, mas não consegue. Isso me entristecia, entristecia muito.
As pessoas chegavam assim na minha frente e diziam que não, que não, não queria moradia, não podiam pagar. Ah, é triste isso.
É uma questão que às vezes o pessoal não entende, né? Não é que a pessoa, o prefeito não quer fazer, é porque às vezes não tem mesmo recurso para aquilo, né?
Não tem. Eu posso, isso eu posso assim, né, com certeza eu tenho experiência e certeza no que eu tô dizendo. Só a verba anual do município não dá conta de todas as coisas, não dá. Precisa ajuda estadual e principalmente federal. Não adianta. Sim, tu consegue levar o município, mas benfeitorias tu não consegue fazer. E também não dá para fazer muito empréstimo, né? Porque aí tu endivida o município. E fica muito perigoso conseguir até verba federal, né?
Entendo. E qual foi o maior sonho realizado aqui em Sapiranga como prefeita, daquilo que a senhora queria fazer e conseguiu deixar de legado?
Vou te dizer que a UPA, a escola técnica, sim, o IFESU, importantíssimo para a região.
É verdade, é verdade.
E nós quase que perdemos. E foi uma luta muito grande. A UPA e a UIF-Sul foi uma luta muito grande. Olha, deu dor de cabeça e nervosismo, por mais calma que eu seja, mas eu fiquei muito apreensiva. Porque nossa, então foi as primeiras coisas que eu agradeço muito os dois cartórios até A Celita e seu Assir, que fizeram toda a documentação em 15 dias, porque eu tinha 15 dias, do dia 1º até o dia 15 de janeiro.
E esse não é um processo tão simples e tão rápido, então eles conseguiram acelerar isso.
Ah, é porque eu contei com ajuda do meu esposo em Brasília. Sim, foi por isso. Tinha um representante em Brasília que lutou por isso, como lutou para UPA. Mas assim, o que mais me deixou nervosa logo no início, e eu sem experiência, foi perder o Issô. Não poderíamos perder de jeito nenhum.
Sim, sim.
E não é só para Sapiranga, para região.
Exatamente, exatamente.
O Travessão, Travessão São Jacó, Ferrabrás, que eu chamo da Transsapiranga, é verdade, porque liga, né, desafoga a 20 de Setembro, Amauá, Centro, mas liga Sapiranga à RS-239 e ao 116, né? Isso, entre outras, a iluminação a LED da RS-239 foi uma inovação da nossa gestão, eu como líder, gestor do município, né? Não podíamos botar pelo canteiro central, mas aí veio a solução. Bom, mas as laterais são do município, Então vamos colocar nos postes das laterais.
E fez uma grande diferença, porque a gente sabe o perigo que é a RS-239, quantas mortes, né?
É verdade.
E batalhei muito, muito, muito, muito como prefeita nesses 8 anos e conseguimos as duas passarelas, né? Ficou faltando uma, mas já conseguimos duas, avançamos em duas.
E esses trabalhos ficam, né, para gerações que vêm depois e que podem colher esses frutos e benefícios para toda a comunidade, né.
Eu tenho, eu tenho coworking aqui na Rua Coronel Eugênio Sampaio e os meus estagiários são do EVSul. Então a gente vê como é que liga as coisas.
E eu encontro também às vezes quando vou na casa das pessoas assim visitar a mãe, avós, ou até Garotada, quando me encontro na rua, às vezes no mercado, ela começa a falar, ô, Prefeita Clarinha, eu me formei no IFESUL, eu já tô trabalhando em tal lugar porque me formei no IFESUL.
Que bom ouvir isso.
É tão bonito. E as pessoas dizem assim, ó, graças ao IFESUL. Então, como é bonito isso, é gratificante. É a certeza assim de, como gestora, ter o dever cumprido, né? Isso é muito bom. Me alegra muito.
E agora, Corinha, então concorrendo a deputada federal. Conta pra gente que história é essa, como assim?
Olha, esse novo chamado, o que que eu penso assim, eu sempre, aí tá uma história que eu não lembrei na hora de contar. Eu, antes de ser prefeita, na minha infância eu sonhava em ser deputada. Deputada, né? Então, mas eu sempre digo, Deus me preparou primeiro como secretária, como primeira-dama, secretária de educação. Já me deu o primeiro emprego público, sim, que era para mim conhecer a máquina pública, como funciona. Pois primeira-dama, secretária de educação, prefeita.
E eu sempre dizia, eu sabia muito bem pilotar o fogão lá em casa, né? Mas eu tinha experiência pública.
Sim.
E agora eu vejo que nós precisamos de um representante com experiência e com capacidade de vida e que conheça o caminho de Brasília para conseguir conquista para o nosso estado, mas principalmente para nossa região, porque um deputado federal, querendo ou não, ele representa todo o Rio Grande do Sul, claro que representa, sim, mas ele tem que levantar a bandeira da sua região. E nós temos uma região imensa aqui, é verdade, temos Vale dos Sinos, temos Paranhã, temos aqui uma parte da serra.
Não é que não temos representante, mas poderíamos fazer muito mais, é verdade, e podemos fazer muito mais. Então é desse desejo que nasce a vontade É, e por saber que é lá em Brasília, nossos recursos vão para lá. Sim, tá errado isso. Tem que lutar para que venham para cá. E tem maravilhas que se consegue. Sim, é na moradia, é mais posto de saúde, colocando mais UPAs, estrutura, tudo tá lá. E hoje nós temos aqui essa maravilha da nossa história, da Jacobina, dos mucas, tem que explorar mais.
Sim, isso aí tu tem que fazer um trabalho muito grande na parte do turismo e ser reconhecido. Sim, e se adonar dessa história, porque ela não vai embora de Sapiranga.
É, a gente precisa manter viva essa história, ela é muito forte, muito, muito bonita, né?
Muito bonita. É, a Jacobina é guerreira, quando diz o nosso hino, né?
Ela é um exemplo, né, para nós. Então a gente precisa resgatar esse, esse exemplo. E para quem tá nos escutando, Corinha, e que gostaria de ser político, que conselho você dá para essa pessoa? Como é que a gente pode fazer para se tornar um político, ou de carreira ou na cidade atuando? Que mensagem você deixa para essas pessoas?
Primeira coisa, você, para você ser político, você tem que amar a política e entender que política para servir e não ser servido, servir as pessoas. Mas você tem que exercer liderança lá na sua rua, no seu bairro, na escola do seu filho ou na sua própria escola. Você tem que fazer isso e tem que ter muita força de vontade, muita perseverança, persistência, resiliência. Mas acima de tudo, tem que gostar de pessoas, sim, e de todas as classes. Tem que saber lidar com todo mundo, e aí você chega lá.
Sim, tem que estar engajado e ter esse desejo de participar e de contribuir. A gente falou da palavra voluntário, né? Muita gente acha que ser um político é só chegar lá e ser político. Não, começa com um emprego que vai receber, né?
Não, mas não Então é bem diferente disso, ó. Tu tem que estar à disposição 24 horas. Sim. E tu nunca mais, quando tu exerce uma liderança, né, como prefeito, como vereador, como deputado, tu tem que atender as pessoas, tu tem que ouvir as pessoas. E tu tá ali, tu tem que saber que como vão te agradar, podem te atacar. Acontece sim, tu estares ali no restaurante, no mercado, e as pessoas, porque a vida segue, a vida continua. Sim, é o ente público, mas por trás do ente público tu tem uma família, tu é uma pessoa.
Sim, claro.
E as pessoas te perguntam, tá, vou totar o lei lá, por que que tu fez isso? Me explica. Sim, acontece.
As pessoas não dividem o momento CPF do momento cargo público, porque tu 24 horas, tá dizendo?
É público, 24 horas. Então a gente tem que gostar de pessoas, tem que atender. Muitas vezes, por experiência própria, as pessoas vêm com 10 pedras na mão, daí tu vai explicando um jeito, né? E tem que ter jeito, tem que ter tato, porque às vezes eu vejo assim que é uma revolta geral. É difícil fazer política hoje no Brasil.
É difícil, é difícil. Mas a gente sabe, a gente lembra como você sempre esteve nas festas participando, conversando com as pessoas, sempre próxima da população. Isso também é importante, né?
É. E como a gente é de uma, vem de uma cidade que era pequena, sempre gosto de dizer pequena. Eu não gosto mais quando diz interior não, Sapiranga não é interior, não é mais coisa nenhuma, já mudou. Eu brinco com isso. Então Então, às vezes eu vejo que meus colegas lá em Porto Alegre, né? Ai, Sapiranga, não sabe onde fica Sapiranga? Vai aí, olha aí agora no Google, vê onde é que é Sapiranga, vê quem é Sapiranga, né? Aí eu brigo, tem que brigar pela cidade, né?
Tem que sim.
Eu nasci, me criei, morei aqui e criei meus filhos, então gosto muito de falar e frisar isso, né?
Eu gostei muito do que você disse antes, que é a questão de amar a cidade. E isso tá em grande parte conectado com o que a gente tá fazendo aqui, né, com o podcast, que é devolver para a cidade justamente esse amor pela cidade, esse carinho pela cidade, e acima de tudo a participação de tornar o nosso trabalho, nosso convívio, uma comunidade mais uma vez. Então a gente sempre fala sobre isso aqui, né?
É porque assim, se você olhar a história de Sapiranga Sapiranga cresceu por mãos de pessoas que se uniram.
Exato.
Se uniram, fabricaram calçado e foram vendendo de casa em casa.
Sim.
Se uniram, pediram asfalto na rua e tal. Mas união, essa é a palavra. E essa é a mensagem que eu deixo.
Que bonito, que legal.
Tem que ter união, mas tem que ter boa vontade, boa vontade. E outra coisa da nossa que você disse, você quer política, vamos, Sapiranga, tu está no mercado, tu está na padaria, tu vai ali tomar um café com teus filhos, com teus netos, mas também tem um diferencial que quando eu falo para o pessoal que é lá de Porto Alegre, eles não acreditam. A gente atende as pessoas na casa da gente, as pessoas batem na casa da gente.
Sim.
E não é só Sapiranga, a nossa região é assim, sabe? Sabe onde político mora. Sim. Então tu não vai te negar de atender as pessoas porque a emergência da pessoa é naquela hora, não é a final de semana, passa segunda, não. É na hora, a pessoa precisa de ti na hora. Sim. E muitas vezes não é muita coisa, mas muitas vezes até falta de orientação e falta de má vontade de atender as pessoas. Tem isso ainda. Então a gente atende as Às vezes um recado para o filho, mesmo não estando hoje, né, tendo cargo público, mas a gente continua ajudando as pessoas como pode.
Ainda somos referência e a gente ajuda com maior alegria e prazer. E quando não consegue, a gente se entristece.
A gente sempre, sempre antes de encerrar o nosso podcast, a gente gosta de fazer uma pergunta para os nossos convidados. Como a gente tem esse apelo muito forte com a cidade, a pergunta é: o que você gostaria de ver melhorar na cidade, já que você tem esse olhar tão clínico da nossa cidade? O que você gostaria, se pudesse melhorar, e que pode ser feito por Sapiranga?
Primeiramente, a nossa saúde. Sim, eu gostaria que as pessoas tivesse mais procedimentos aqui, que pudesse fazer essas cirurgias eletivas que esperam 3, 4 anos, espera na vesícula, né? E também nessa parte de exames, tu tem que esperar lá pelo Gerinde em Porto Alegre 3, 4, 5, 6 anos. As pessoas estão ali com problema na hora. Na educação, creio que nós poderíamos, pode ser oferecido mais e mais até na parte de línguas estrangeiras.
É verdade, porque o espanhol, fui eu como prefeita, nós, né, não gosto de dizer eu, nós, na nossa gestão que colocamos, deixei prontinho o inglês também, porque não tínhamos verba para aquele ano para contratar, já deixei pronto. Então são essas coisas que a gente vê que pode melhorar. A princípio, que eu acho que é o mais urgente, melhorar a qualidade de saúde das pessoas. E creio que atacar mais lá no bairro, né, a saúde, eu acredito muito na saúde de preventiva.
Ótimo.
Eu acredito muito nisso, né? Ainda vejo que nós precisamos trabalhar muito, muito. Existe muito animais abandonados, é verdade. Me compadece isso. Eu tenho muita tristeza de ver o que a gente vê no dia a dia, né? E eu acho que essas ONGs poderiam ser mais ajudadas também, porque elas não conseguem dar conta. Existe uma irresponsabilidade muito grande em quem pega os animaizinhos e depois não cuida, porque os animais têm alma também, tem sim, né?
Eles sentem, eles sofrem. A parte do turismo, nós temos uma região aqui maravilhosa para o turismo, tanto é que criamos a Rota Romântica, sim, os 12 municípios. Também fui eu como presidente da administração que comecei a Rota Romântica, que está aí hoje, né, as cidades todas integradas. E podemos levar mais, eu penso na parte rural, mais asfalto para as pessoas melhor se locomoverem. E tem como fazer isso, mas tem que buscar, claro, tem que buscar.
Muitos por si só não conseguem, né. Acho que seria essas as prioridades, legal, na minha visão, né, claro. Existem muito mais coisas, mas na minha visão acho que seria isso.
Perfeito, perfeito, muito bom.
Bem, eu tô muito grato por você ter vindo aqui, por você ter vindo aqui. A gente, quando a gente vai falar de política, às vezes a gente tem um pouco de ranço, né, porque é tudo meio uma coisa muito radical, tem uma animosidade assim, e a gente vê da calma da Corinha aí, essa transparência e E paciência, que nem tu falou, de ter resiliência, de ir atrás das coisas e não se deixar abalar pelo primeiro problema. Assim, muito grato por ter vindo aqui numa noite assim chuvosa.
Exatamente. E no meio de todas essas coisas que estão acontecendo aqui, a gente fica realmente muito feliz, agradecido, Corinha, e principalmente por mostrar para a gente que dá para fazer política conversando, trazendo boas ideias, que política tem um ser humano por trás do cargo público. Então fica o nosso agradecimento. Também agradecemos a vocês que nos assistem e apoiam sempre.
E aproveitar que, já falando do link que a gente nos criou, que é o Nova Sapiranga, né, agradecer também o nosso amigo Everaldo também, que tá com a gente de vez em quando aqui. Um abraço para ele também.
E convidar as pessoas a conhecerem aqui o FlyHub, que é um trabalho muito legal de inovação e que é feito para todos, para a comunidade como um todo. Então todos podem conhecer, é gratuito para vir aqui. Quem tem uma empresa, quem quer conhecer como é que funciona a inovação, esse espaço é para todos nós.
Isso aí. Agradecer então mais uma vez.
Obrigado.
Mais alguma despedida?
Ah, eu que agradeço. Né, e dizer a vocês que vocês são pessoas maravilhosas, fazem um trabalho maravilhoso. Essa oportunidade é excelente para que as pessoas possam conhecer o outro lado do político, né, mas um político mais humano, não agressivo, né, que leva assim a política a sério, muito a sério, e sabe que a política pode resolver, decidir a vida de muitas e milhares de pessoas. E também deixo aqui, e eu não conseguia antes falar, que eu tenho uma grande preocupação com as pessoas que não têm moradia.
Ainda que Sapiranga há uma falta muito grande de moradia também, mas isso tudo a gente pode buscar com o tempo, né? Essa É a minha mensagem, é uma mensagem que agradecendo muito a vocês pela oportunidade.
Claro, a gente fica muito feliz.
Desejando sucesso por esse espaço maravilhoso, muito grata por vocês terem me agraciado com esse bate-papo tranquilo, maravilhoso, por essa oportunidade. Que Deus abençoe a todos vocês, ao programa. E a trajetória de todos, o dia a dia. Que legal!
Muito obrigado, Corinha. E a vocês então, curtem, comentem, compartilhem o nosso programa e até a próxima.
Até mais, tchau tchau!