ALERTA DUI: Como um copo de cerveja pode te DEPORTAR dos EUA
Cuidado! Um DUI nos EUA pode ser o fim do seu sonho. Entenda as leis na Califórnia, riscos de prisão e deportação para brasileiros com o guia do quadro 911 do podcast Brasileiros em Los Angeles.Neste episódio do podcast Brasileiros em Los Angeles, mergulhamos fundo nos desafios legais e de segurança que os brasileiros enfrentam na Califórnia. Recebemos o policial Edwin e o advogado Patrick Benedek para um guia essencial de sobrevivência nos EUA.Falamos sobre o que fazer em emergências, como funciona o sistema policial no aeroporto (LAX), os direitos dos imigrantes (mesmo os indocumentados) ao reportar crimes e as graves consequências de um DUI (dirigir sob influência). Se você mora ou pretende morar na Califórnia, este vídeo é obrigatório!Destaques deste Episódio ✅ Segurança em Primeiro Lugar: Entenda por que a polícia da Califórnia prioriza a segurança da vítima em vez do status imigratório. ✅ DUI é Coisa Séria: Saiba por que recusar o bafômetro ou o teste físico pode resultar em culpa automática e suspensão da carteira por um ano. ✅ Achado não é Roubado? Nos EUA, pegar algo que não é seu sem tentar devolver pode ser considerado crime de furto (Grand Theft dependendo do valor). ✅ Planejamento Familiar: A importância de ter um "Trust and Will" para evitar que seus bens e seus filhos caiam no sistema do governo em caso de fatalidade. ✅ Cuidado com Fraudes: Dicas para não cair em promessas falsas de "anistia" ou serviços jurídicos prestados por quem não tem licença.Gostou do conteúdo? ✅ Inscreva-se no canal Brasileiros em Los Angeles. 🔔 Ative as notificações para não perder as próximas dicas. 💬 Deixe sua dúvida nos comentários!#BrasileirosEmLA #MorarNosEUA #DireitosNosEUA #VidaNaCalifornia #PodcastBrasileiro #ImigracaoEUA #DUICaliforniaPodcast sobre assuntos da Comunidade Brasileira de Los Angeles na California. Temas baseados em Postagens em nossos Grupos de Facebook e Network do Portal https://cadebr.com - CALIFORNIA 🇺🇸🏡 Podcast BRASILEIROS EM LOS ANGELES📍 Apresentação: JASON LANZARINI https://www.instagram.com/jasonlanzariniYouTube – https://youtube.com/@BRLosAngeles 📺 Assista também nas outras plataformas: Spotify – 🎧 https://open.spotify.com/show/4AjnnAQfprzjnjjdBpaf1EApple Podcasts – 🍎 https://podcasts.apple.com/us/podcast/brasileiros-em-los-angeles/id1891864778Amazon Music – 🎵 https://music.amazon.com/podcasts/bdc57f0f-b2ea-4cc6-8c66-6598ad35a894/brasileiros-em-los-angelesiHeart ❤️ - https://www.iheart.com/podcast/269-brasileiros-em-los-angeles-329402961/Facebook PAGE – https://www.facebook.com/BrasileirosLosAngelesFacebook GRUPO - https://www.facebook.com/groups/BrasileirosdeLosAngelesInstagram – https://www.instagram.com/brlosangeles/TikTok – https://www.tiktok.com/@brlosangeles LinkedIn – https://www.linkedin.com/company/112734160/admin/dashboard/X (Twitter) – https://x.com/BRLosAngeles_👉 Siga o PODCAST em todas as outras redes (+8) pelo @brlosangeles🔔 Inscreva-se no canal, curta o vídeo e ative o SININHO para não perder nenhum episódio!📅 Novos episódios TODA SEGUNDA-FEIRA.💬 Comente sua OPINIÃO, DÚVIDA ou PERGUNTA sobre o episódio! Sua participação ajuda o canal a crescer.🎥 Produção 🎬 Spot73 Studios | Los Angeles 🌎 https://spot73.comYouTube – https://youtube.com/@spot73s Instagram – https://www.instagram.com/spot73s/ Facebook – https://www.facebook.com/spot73sLinkedIn – https://www.linkedin.com/company/spot73/TikTok – https://www.tiktok.com/@spot73s😳 NOS VEMOS NO PRÓXIMO EPISÓDIO
Jason Lanzarini
Edwin
Patrick Benedek
- Consequências de DUI nos EUADUI com álcool e maconha · Recusa de bafômetro e teste físico · Impacto do DUI no status migratório · Penalidades para DUI
- Política de Imigração dos EUADireitos de imigrantes indocumentados ao reportar crimes · Sistema policial na Califórnia · Diferenças culturais entre Brasil e EUA · Assistência jurídica gratuita para brasileiros · Direitos de imigrantes em relação ao trabalho
- Planejamento FuturoImportância do Trust and Will · Custódia de filhos em caso de deportação · Fraudes em serviços jurídicos · Diferença entre advogado e paralegal · Advanced Directive para decisões médicas
- Direitos e Deveres Policiais na CalifórniaLei 'Need to Know' para acesso a informações · Procedimentos de checagem de antecedentes · Direito de prisão por cidadãos (Private Person's Arrest) · Nível de treinamento de policiais na Califórnia
- Leis de Furto e Apropriação Indébita nos EUAConceito de 'achado não é roubado' nos EUA · Crime de 'asportation' · Valor limite para furto maior
- Operacoes AeroportuariasMortes em voos internacionais · Procedimentos policiais em caso de falecimento · Acidentes e processos no aeroporto · Atuação de consulados em emergências
- Coletivização do cuidadoAbuso do sistema de Foster Care · Papel do governo no sistema de Foster Care
Ele não vai pedir teu status de esmagatória. E ele também não vai usar tua informação e colocar no sistema. Uma orientação. Geralmente uma conversa aí, uma consulta de uma hora, meia hora, e já meio que explica. Pra ajudar brasileiro a entender um pouquinho mais. Em português, né? Pra sobreviver em Califórnia. E falam a nossa língua, que entendem a nossa cultura. Precisam que a gente entenda a cultura deles. A gente tá sujeito aí no dia a dia. E muitos brasileiros que estão aqui são sozinhos, né?
Olá pessoal, voltamos com Brasileiros em Los Angeles, aqui um podcast da comunidade brasileira aqui na Califórnia, dos grupos do Facebook, que começamos em 2014 e estamos até hoje atingindo já mais de 150 mil membros, seguidores no Facebook. E você está mais convidado para conhecer essa turma aqui que está me ajudando hoje com mais informações sobre 911, emergência de brasileiros aqui em Los Angeles, que é uma coisa que acontece aqui na comunidade que muita gente não...
Não tem nem ideia em que a gente vai estar passando hoje para vocês aqui do meu lado. Edwin, o policial brasileiro, que está aqui há mais de 20 anos aqui em Los Angeles, no LAX. E um advogado, o Patrick Benedek. Benedek é da onde, Benedek? Benedek é húngaro. É húngaro? Eu ia falar alemão, mas húngaro é legal.
Patrick Bedeck, ele é um especialista aí na parte de business, a parte também, junto com o consulado, na parte de assistência aos brasileiros, faixa marrom de jiu-jitsu, vice-presidente da Câmara Brasileira de Comércio Brasil-Califórnia.
É um cara que está bem integrado com a comunidade aqui também, né? Isso é muito legal. Obrigado pela sua presença aí, Patrick. Obrigado por ter me chamado. É um prazer, uma honra. Muito bom. É uma ajuda muito grande, eu acho, para a comunidade brasileira, que brasileiro quando vem para cá, especialmente de Califórnia, que tem tanta lei, tanto regulamento, tem tanta red tape que a gente fala.
que é difícil de entender tudo de uma vez, e tendo um serviço que nem do Patrick para ajudar brasileiros a entender um pouquinho mais. Em português, né? Como sobreviver em Califórnia. É importante, eu acho importante. E a gente vê o resultado porque a gente sente, não só juridicamente, mas emocionalmente também, quando a gente tem um...
o retorno dos clientes, das pessoas, dos amigos, que falam nossa língua, que entendem nossa cultura, precisam que a gente entenda a cultura deles e a gente... É mais fácil de conectar, entender. Conecta melhor. Principalmente nessas situações difíceis de fragilidade emocional, quando perde um parente ou quando acontece uma coisa grave, que é onde a gente está focando inicialmente, não é uma coisa...
Boa, mas é uma coisa importante A gente está abordando São os temas que estão A gente está sujeito aí no dia a dia E muitos brasileiros que estão aqui São sozinhos, né? Eu, por exemplo, sou um deles Que não tenho parente nenhum aqui Não, isso é verdade Mas a razão por que a comunidade brasileira é tão unida também
Porque quando os brasileiros vêm aqui, não tem a família. Bom, pra mim, né? Pessoalmente pra mim, quando eu vim pros Estados Unidos, quando eu saí do Brasil, fui pra Taiwan, eu achei, pô, Taiwan é tudo um pouco mais devagar, o pessoal não é tão caloroso que o brasileiro, né? Não é tanta amizade que nem o brasileiro, mas o pessoal é legal. Aí quando eu vim pra Los Angeles, pior ainda.
Tudo está fechado. Ninguém fala com ninguém. Você está andando na rua, você fala oi para alguém, o pessoal olha para você estranho. O que você está falando oi para mim? O que você quer? No Brasil, você está... Não é a norma, não é uma coisa natural. Não, não é uma coisa natural. Você nem anda muito na rua, você está de carro. É, mas mesmo assim, se a gente estivesse no shopping, você vê alguém que faz contato de olho, de visão, você só dá um nodo, fala oi. No Brasil, é normal. Se você não falar, você é mal educado.
Aqui nas casas tem uma plaquinha aqui, ó. Não fala comigo, fica longe. Não sou listening, né? É, não sou listening. Como que é? Tem uma arma, não sei o que. Tipo assim, sai daqui. Ameaçando o pessoal, sai daqui. Não é para conversar. É muito mais fria do que para mim, né? Essa é a minha experiência. Eu sei que cada um tem essa experiência.
Uma vez até o Eliel, o Edwin, né? Ele tem um podcast com o Eliel, que eles fazem, chama Palavrão Tático, e são dois policiais que falam dos temas policiais. E uma vez até o Eliel comentou sobre... Porque a cultura americana, como é uma cultura muito vinculada com guerra, com muita... Teve muito... Teve problema muito com droga, né? Também envolvendo os passados, né? Por causa dos anos 60, né? É porque...
Na verdade, a droga estava muito ligada com as guerras, com a participação. Uma coisa com a outra, que os filhos vão para a guerra e você acaba perdendo o filho. Mas eu acho que tem muito a ver com a comunidade, porque a cultura latina...
É, eu acho que é mais quente. Olha que, por exemplo, no Brasil a gente nunca teve guerra, então a gente nunca viveu, por exemplo, tantas perdas juntas, entendeu? Para mim tem muito que a ver com a família, né? O núcleo familiar, como você é criado. E no Brasil, se você não falar oi, se você não cumprimenta, meu pai já chegava aí. No Brasil você tem um núcleo familiar que dura muito tempo. Os filhos meio que ficam na casa um tempo. Aqui você chega 18 anos de escola, a pessoa já... Manda embora.
Nem os pais querem mais o filho ali. Tipo, o filho não quer ficar com os pais, mas os pais não querem. Eles querem ir para o dorm para morar na universidade onde eles estão indo. Em outro estado, se você oferece um estado... Quanto mais longe, melhor. Ah, não, você pode ir aqui, você vai dirigir meia hora, você chega lá. Não, não, não. Eu quero aquele... Eu vou no East Coast.
Um avião que demora cinco horas é melhor para mim do que o trânsito de meia hora. Eu acho que tem muito a ver com como você é criado, a família, o moral da família, a ética, a educação da família. Porque eu acho que mais...
Não sei, a cultura brasileira eu acho muito mais familiar. É. E esse calor brasileiro, a gente consegue ter um atendimento policial brasileiro. Se acontece alguma coisa, é mais fácil, é mais flexível. Um advogado que consegue entender a diferença. A pessoa acabou de chegar aqui, às vezes ela fica bem perdida. É bem diferente de atender um americano, que ele já é muito mais objetivo, muito mais direto. E o brasileiro dá aquela volta.
e alguém muito competente porque o consolado confia nele pra ajudar se fosse qualquer advogado que você pegasse que a gente chama de, aqui em inglês chama de ambulance chaser esses caras que vai em acidente de qualquer coisa no aeroporto, no aeroporto tinha uma coisa que se você escorregasse e caísse no aeroporto
e você processasse o aeroporto, a cidade de Los Angeles, eles tinham, automaticamente, eles ofereciam 10 mil dólares só para sair, porque custa muito dinheiro, só para pegar uma advogada, para... Ah, eles vão ter que pagar a defesa deles, vai ser uma fortuna, uma pequena fortuna. A gente sempre brincava disso, porque o repórter que a gente tomava como policiais, que eles escorregavam, caíam...
tinha luz no ambiente, tinha água, você via alguma coisa que escorregava no chão, que tipo de sapato, tinha que tirar foto do sapato, do chão, tudo isso para se proteger. Quando eles processassem, sempre processam, quando eles processassem, eles já tinham um cheque de 10 mil dólares, ó, toma isso daqui e vai embora.
Paga na hora, para não ter nem processo. É que assim, como o Edwin trabalhou quase 20 anos no aeroporto, isso aconteceu muita... Em Los Angeles, na geral, na parte de Los Angeles. Na parte de Los Angeles ali. E uma grande parte no aeroporto. E no aeroporto aconteceu muitas coisas que até nem sabia que era comum. No aeroporto tinha bastante crime de sem teto, tinha bastante crime que é específico do aeroporto. Uma das ocorrências que acontecia bastante era o pessoal que estava...
desaparecidos no aeroporto. Tinha esse, tinha o pessoal que chegava em voos já falecidos. Isso acontecia muito de viagens mais largas. Longas. Falando espanhol de novo. É espanhol. Ele não está aqui para tirar a sacra do senhor, não.
E as viagens mais longas que vinham do Oriente Médio, da Ásia. Pessoas idosas. Pessoas de terceira idade ou pessoas que estavam doentes, já vinham doentes, né? Aí aconteceu uma coisa, estão dormindo e não acordavam, não conseguiam acordar e eles faleceram no meio do voo. E acontece coisas com a diferença de pressão.
Acontecia bastante. E o processo pra gente como policial, quando chamavam a gente, parece que essa pessoa faleceu. Chegando lá, confirmava um pouco que não precisava fazer CPR, né? Respiração. Respiração, nada assim. Aí chamavam os bombeiros, os paramédicos. Tá. Assim, eles checavam com certeza o pulso e tudo isso. E eles pronunciavam a hora da morte. Aí a gente tentava...
Com a papelada, as fichas que tinha a aerolinha, dava para saber quem que, familiar, no telefone que tinha na ficha, que a gente pode ligar. Tentava encontrar um familiar dizendo, isso que aconteceu, pode vir para cá.
Aí você pedia ter o nome de um doutor da família, ou essa pessoa estava doente, tinha alguma coisa... Passaporte, na última página do Passaporte, geralmente tem, em caso de emergência, tem uma informação, acho que ninguém preenche aquilo. Ninguém preenche, ninguém assina o Passaporte, você crê? Ninguém nem assina o Passaporte. Mas...
Tendo isso, o paramédico vai ligar pro doutor se ele estiver ao lado do... Vai saber a história dele, se eles tiveram uma doença, alguma coisa que eles estavam... Mas vamos supor, o cara tá vindo do Brasil pra cá. Morreu no voo, estava ali sozinho, chegando aqui.
E se não está preenchido no passaporte números de emergência no Brasil? Como? Imagino que a companhia aérea tem algum tipo de informação daquela pessoa. Deveria. Alguma coisa. Quando a gente compra passagem, realmente a gente bota um mínimo ali de informação. A gente bota ali o nosso nome, o e-mail, o telefone e o cartão de crédito. E só, né? Então realmente não tem muito mais do que isso.
Mas o procedimento da polícia, no mínimo da polícia, é que, claro que os paramédicos vão contactar o Corner. Como é que fala o Corner em português? ML. ML. Legista, médico legista. Então, contactavam eles para vir para tomar posse do corpo, né? Mas entre se a gente não consegue encontrar alguém para contactar, para vir para dizer quem é essa pessoa, tal, tal, tal.
A gente contactou, se é um voo internacional, a gente teve uma vez um voo japonês que veio do Japão, a gente contactou o consulado japonês. E o consulado japonês mandou um representante do consulado pra vir ficar com o corpo. Assim, ficou com o corpo até conseguir contactar alguém, foi com o corpo até o corner no downtown, né? Que levou o corpo, ficou até chegar um familiar.
Mas o consulado brasileiro nunca é isso. Isso foi incrível.
Consulado brasileiro tem, porque eu não sei se alguém vai ficar ali com o corpo durante tanto tempo, mas o que tem é, nesse trabalho que eu faço com o consulado, que é de assistência jurídica aos brasileiros aqui em Los Angeles, na área do consulado de Los Angeles, que aí abrange vários estados aqui perto da gente, vizinhos, e o sul da Califórnia. Tem um sistema de assistência jurídica gratuita. Nesse serviço que a gente faz, e...
Eu já participei de um caso que foi assim, aconteceu... A pessoa morreu, não foi no avião, ela saiu do avião, andou um pouco no terminal e...
Aconteceu alguma coisa aí? Aconteceu alguma coisa, ficou, tipo, se eu não me engano, ele ficou sentar, ele pediu para sentar, sentou numa cadeira ali no portão de barque e ficou ali e faleceu ali no portão de barque. Quer dizer, obviamente, é alguma coisa que talvez deva ter trazido do próprio avião, né? De ficar sentado durante horas ali no avião e a causa, não sei, mas, enfim, deve ser relacionada. Então, então
E agora, o que faz com essa pessoa? Aí o consulado é contratado e aí a gente começa a mexer nesse caso. Aí o consulado tenta achar a família no Brasil de algum jeito, como que eles acham. Enfim, bota a Polícia Federal no meio da história para saber quem é essa pessoa. Tem os documentos dele, óbvio. Então, com esses documentos, a Polícia Federal tem...
A gente quer achar quem é. Enfim, a família é contatada e começa a se comunicar com o consulado. Aí o consulado ajuda. O nosso trabalho é...
dar orientação e botar em contato com o IML. Uma das situações que a gente tentou entender desse caso é a gente querer as câmeras de segurança do terminal para poder ver o que estava acontecendo, como que foi o momento específico do falecimento. Ele estava acordado e, de repente, ele já não está mais. Então, a gente queria pegar essa câmera.
eu me lembro de correr atrás, falar com a polícia do aeroporto, com a polícia local, a administração do aeroporto, para tentar pegar essa informação, para ver isso. Porque a gente passou pela cabeça da família, tipo, será que isso é uma responsabilidade de alguém?
Dentro do avião, dentro do aeroporto, de quem é a responsabilidade. Tipo, pode ser que o cara morreu porque ele morreu e pronto, ia morrer de qualquer jeito, independente. Mas de repente não, de repente é uma situação onde tem uma culpa de alguém. De quem é a culpa? A gente então teve que meio que investigar essa culpa. É responsabilidade legal.
responsabilidade legal para, tipo... É, mas escorregou, caiu, bateu a cabeça e morreu. Será que foi? A gente não sabe. Então, tinha que pegar, como que a gente... O cara está morto para falar, não tem como contar a história. Então, quem sabe? Alguém sabe? Tem testemunha? Não? Então, a gente participou disso para chegar nesse ponto. E depois, o consulado ainda tem a questão do, ok, se a família está aqui e pode ajudar e vai determinar o que fazer com o corpo...
É uma coisa, mas se a família está no Brasil, tem que ter alguém do consulado determinando, ok, vai para a funerária essa ou aquela. Tem que fazer a decisão. E o que vai ser feito com o corpo. Na mesma ordem do consulado, quando a gente prendia um turista...
brasileiro que seja, da China, quando você prende alguém que não é residente daqui, ou que só está visitando como turista, que não fala o idioma, nada assim, você pode ligar para o consulado do país que está no passaporte. A gente tem um, como policiais lá...
Especialmente no aeroporto, a gente tinha uma lista de consulados direta. 24 horas que a gente podia ligar direto e alguém sempre ia atender. E tem alguém sempre no túnel que atende. Ah, ok, essa pessoa foi prendida por tal, tal, tal. Ok, então a gente sabe quem que é. Tinha um outro japonês, mas ele tinha cometido um homicídio. E ele era fugitivo aqui dos Estados Unidos. Mas ele fugiu pro Japão.
Eu lembro disso aí que a gente quando contactou o consulado, eles sabiam exatamente quem já era. Ele já era famoso. Mas o consulado normalmente vai fazer todas as notificações da família.
A gente só vai prender e ele vai passar pelo processo jurídico aqui. Faz parte de documento, manda para a polícia, manda as informações. O consulado recebe essas ligações da polícia, de várias polícias, de vários departamentos, ou da prisão mesmo. A pessoa entra em contato com o consulado, às vezes o consulado ajuda.
Dentro desse programa que a gente faz, dando orientação para o preso ou para a família do preso, de que situação, de que é isso, que crime é esse que essa pessoa está sendo acusada. É um crime que a pessoa no Brasil, a família do Brasil, não tem a menor ideia que seja isso, porque que é isso, como funciona o sistema penal aqui. Então, o consulado oferece essa assistência para dar essa orientação.
Inclusive, em algum momento, até servir como meio de comunicação entre o preso e a família.
No Brasil, não tem um telefone que a pessoa vai ligar da prisão. É, internacional não tem. Internacional, não tem. Tem que fazer isso pelo consulado. Então o consulado está aí para ajudar nisso também. O representante do consulado sempre pergunta. A gente dá os dados da pessoa, o número do passaporte. A gente até pode mandar por foto ou... Bom, nos meus tempos é fax. Mas ele perguntava então o nome do policial, que departamento, que número que pode contactar, onde que ele vai estar agora e amanhã onde que ele vai estar.
Que prisão, que holding cell que ele vai estar. A gente dá toda essa informação. Quando a família for contactada, ele vai ter toda essa informação onde vai estar essa pessoa e vai poder encontrar. Isso é muito importante. A comunicação entre o consulado, o serviço de um consulado para um cidadão de outro país, é muito importante.
porque essa é a única fonte de informação que a família vai ter para encontrar essa pessoa porque a gente que mora aqui a gente sabe, quando você está no sistema jurídico, penal, de justiça você desaparece quando você for preso, você desaparece você pode procurar no website buscar o nome, mas você desaparece, eles não vão saber exatamente onde você está tem aquela informação na internet mas e daí, o que você faz com aquela informação? ele está nessa prisão essa prisão tem... o que você faz com aquela informação?
Tem branches todo lugar para até encontrar essa pessoa. Não é que o consulado vai representar você no teu processo, te defendendo, nada disso. Mas essa parte que a família social, que a família no Brasil...
no exterior precisa de algum tipo de informação meu filho está preso não sei nem porque ele foi preso não acho que ele foi preso por uma coisa que precisava ter sido preso, será que foi? e se eles não falam o idioma, pior ainda então não entende é uma questão de tradução é uma questão de explicar o contexto o que aconteceu
A acusação é desse crime, assim, assim, assim. A gente tenta explicar e o processo funciona assim. Você vai para uma audiência, a primeira audiência é assim, a segunda audiência vai ser tanto. Vai ter o direito a um defensor público, geralmente, se for um caso criminal. E o consulado contrataria o seu office, o seu escritório, para perguntar, para pedir para você conversar?
Com a família? A gente está no programa que o consulado passa para mim e eu e mais uma advogada, a Gisele Ambrosio, a gente faz essa consulta inicial, essa orientação. Então, por telefonema ou por vídeo, enfim, a gente presta esse serviço, uma orientação.
Geralmente uma conversa, uma consulta de uma hora, meia hora, já meio que explica. Às vezes tem casos mais complicados que a gente tem que ficar voltando no mesmo nacional, na mesma pessoa, várias vezes, durante meses às vezes, para tentar... Muitas das vezes a situação é assim, a família, a pessoa foi presa, a família do Brasil...
precisa de algum tipo de informação, onde está meu filho? Será que está sendo bem tratado? Aí a gente entra em contato com o defensor público, por exemplo. Vem cá, quando ele vai sair então da prisão? Ele tem mais tantos meses. Mas ele não sabe por quê, porque depois que ele falou que tinha tantos meses, ele brigou na prisão e vai ficar mais tantos meses.
Então a família fica perdida. Por que não saiu ainda? A gente tem que pegar essa informação e explicar ali. E esse serviço que a sua... Mas desculpa, eles não vão me contratar para ser o defensor público ou o advogado daquele nacional. Eles não vão contratar ninguém para fazer isso. Nem se fosse realmente a minha... Se eu fosse um advogado criminal de defesa criminal, eu não faria... O consulado não iria me pagar para fazer essa defesa. Isso.
No caso criminal, tem um defensor público. Essa família não tem como pagar, tem um defensor público. Mas nos outros casos, de inquilino, proprietário, ou a gente falou outra hora mais cedo sobre violência doméstica, divórcio, o consulado não vai pagar o advogado para representar. É só mesmo essa orientação inicial para saber o que fazer.
Então seria o consulado contactando vocês para ajudar a explicar isso para a família. E só. E acabou. A relação. Se a família quiser contratar você para ajudar... Pode contratar por fora. Eu vou indicar outra pessoa. Mesmo se não for representar como um advogado, só para ser uma pessoa que pode... Um law firm que pode ajudar...
Passar informação para eles? Porque eles não têm família aqui, não tem como contactar direto? Dependendo da situação, a gente pode... Ou eu vou fazer o caso por fora, uma coisa entre eu e o cliente, a família. Ou se eu não faço, eu vou passar isso para um outro advogado, mexe com esse caso especificamente. Essa coisa do consulado mesmo é essa orientação inicial.
É uma luz ali no fim do túnel que eles têm de entender a situação. É no mínimo isso, porque tem muitos consulados de outros países que não têm esse serviço. Tem muitos consulados brasileiros nos Estados Unidos que não fazem isso. Porque isso ajuda muito. Só para você ter uma ideia, se uma família... Imagina, você mora no Brasil, não fala inglês. Você tem um familiar que foi preso aqui, você não sabe por quê. Imagina o pânico que você tem, sendo um familiar brasileiro.
Quem que eu ligo? Pra quem que eu ligo? Você acha que vai poder ligar pra polícia? A polícia não vai te responder. Você acha que vai poder ligar pra prisão?
Eles não vão querer saber. O que você está procurando? Você não consegue comunicar? Como é que vai comunicar? Não tem nem idioma para ligar. Não tem. Não sabe nem para onde ligar. Não tem nenhum número. Não sabe nem onde é que está. Sorte que você vai saber que condado ou que cidade. Além de falar com a família, a gente ainda tenta entrar em contato com a polícia. Eu entro, eu ligo para o promotor público. Eu lembro para o xerife. Eu ligo para o defensor público. Para quem quer que seja.
para tentar pegar informações suficientes para explicar para a família, olha, esse é o quadro que teu filho está envolvido. Isso. Então, ele está sendo acusado de tal coisa, tem uma audiência no dia tal, essa audiência é para isso, isso, isso. Então, a gente explica a história toda. Eu não posso tirar teu filho da prisão.
Ah, mas ele não fez nada. Essa é uma palavra que a gente ouve muito. Interessante também. A pessoa fala, não fiz nada. A família fala, ele não fez nada. Ele é um bom menino. Ele é inocente. Claro. Essa coisa de falar que eu não fiz nada tem um detalhe. A lei criminal especificamente é tão ampla. A gente pode botar tanta coisa...
fazer com que os fatos caibam ali dentro de uma forma tão ampla que a pessoa fala, não fiz nada, ele fez alguma coisa.
que a polícia achou que aquela coisa fosse um crime, uma suspeita, tem uma suspeita de que ela cometeu aquele crime, e vai ter um processo criminal até ela ser determinada inocente ou culpada. Não é que não fez nada, alguma coisa fez. E a polícia achou que...
Uma das leis que mais, eu acho que, surpreendia o pessoal que não é de Califórnia é o dito brasileiro que diz achado não é roubado. Aqui nos Estados Unidos, se o meu celular está aqui e eu esqueci o celular, eu saio para lá, aí você pega o celular, coloca... Não precisa nem colocar no teu bolso. Você coloca aqui e esconde para lá.
Aí eu volto, cadê meu celular? Aí eu não vejo, eu vou embora. Você não fala nada.
Você não pegou, não colocou no teu bolso, nada assim. Isso já é um crime. Em inglês aqui, o código penal, dizendo asportation, quer dizer de mexer de um lado para o outro, mexer o objeto de um lado para o outro, com o intento de deprive, de tirar da pessoa, de não deixar essa pessoa ter o objeto dele de volta. Isso já é um crime. Não importa se você conseguiu colocar no bolso, se você foi embora.
O fato de você achar uma coisa, você não falar... Falando de aeroporto, você está no TSA, você encontra um negócio no tray, você encontra um celular. Se você está no teu tray, onde está o teu sapato, você tira o sapato, coloca, você vê o celular. Se você não pegar o celular e falar, quem é isso? Ou dá para o TSA? Ou você só pegar e colocar no teu bolso e ir para lá? E alguém fala, eu achei aqui. Ah, não, está aqui. Aí já é muito tarde, você já cometeu o crime.
Isso que o pessoal às vezes não dá pra entender que aqui tem certas leis que... Mas no caso desses, sempre aconteceu isso. A pessoa já cometeu um crime. O TSE já chama a polícia ali e já... Se você olha nos aeroportos de cada terminal, em cada terminal tem uma estação de polícia lá dentro, um lugar onde o policial senta. Às vezes não dá pra ver.
Mas isso é mais para antiterrorismo, né? E você imagina, o celular custa no mínimo 1.200 a 1.500 dólares. Aqui em Califórnia, passar de 950 já é um delito maior. Não é nem um... Não posso nem te dar uma multa. Não. Tem que te prender. Você me lembrou agora o caso que uma vez eu estava falando até com um roommate que eu tive aqui.
eu falei pra ele assim, cara, o único problema é que se a gente der um azar de fazer uma coisa errada, pra dar uma tipo assim, você tá andando de carro e de repente passa alguém correndo, você atropela alguém
aconteceu alguma coisa assim tua vida acabou aqui o teu projeto, né? aí ele falou assim, ou se pegar você roubando isso aí não é azar o cara tem que se ferrar mesmo, né? mas daí encaixa justamente nisso, não achado não é roubado, que às vezes o cara ele acha que ele não tá roubando mas aqui é considerado um roubo. É, tem muitas muitas leis como uma briga entre duas pessoas e aí
Se o policial não estando lá, sendo considerado um misdemeanor, e o policial não está lá, tem uma briga. Ninguém se feriu, tem sangue, não tem nada, vocês brigaram, eu acabei de chegar, e ele fala para mim, eu quero que você prenda ele. O policial tem obrigação.
porque ele vai assinar o PPA, o Private Person's Arrest, ele vai colocar você na prisão. Ele como advogado ou como uma pessoa normal? Qualquer pessoa, qualquer cidadão pode dar uma ordem de prisão na outra. Mas claro que eu tenho que fazer a minha investigação, vocês brigaram, tal, tal, tal. Eu sei que já brigaram. Eu não sei quem começou, não sei qual a razão. Os dois têm o direito de colocar uma ordem de prisão um no outro. Aí você quer uma ordem de prisão nele. Quando eu coloco, você vai preso, aí ele vai ler.
uma nota pra você, e ele vai assinar falando que ele tá colocando você, ele tá dando ordem de prisão. Aí eu tenho que falar pra você, bom, vocês brigaram, ele bateu você também, você também pode colocar uma ordem de prisão nele. Aí vai os dois presos. Em outro país, eu não acho que no Brasil tem isso daí, não. Eu não me recordo disso. Mas mesmo um imigrante pode ter assistência mesmo de direito ou não?
Pode. Qualquer pessoa. Essa questão de imigrante são duas coisas muito diferentes. A questão de imigrante, a lei de imigração é uma coisa, e toda essa lei de criminal, e tem toda uma gama de direitos estaduais que não tem nada a ver, que as pessoas às vezes não fazem coisas, tipo não quero reclamar desse meu direito porque eu acho que eu sou imigrante e não tenho direito. Não, você tem direito. Isso é um direito estadual de emprego, de...
qualquer coisa que seja de consumidor, você tem direitos, independente do teu status imigratório. Não tem nada a ver. A coisa que... Mas tem coisa que tem. Por exemplo, eu não posso ter uma arma porque eu sou imigrante. Não, você está comentando um crime. O que a gente está falando é para você reportar um crime que foi feito contra você.
A última coisa que um departamento de polícia, uma cidade... A última coisa que eles querem é que você... Você... Saber o seu... Independentemente do teu status imigratório, você não tem que se preocupar. Se você estiver reportando que alguém cometeu um crime contra você, não importa se é grande ou pequeno, você quer chamar a polícia, a polícia não vai te perguntar se é cidadão, antes de...
Você sendo cidadão ou não, não tem diferença. Califórnia. Não tem diferença. Isso é na Califórnia? O que você acha? Isso é diferente em outros estados? Deveria... Bom, em Flórida, eles assinaram o MOU, o Memorandum Understanding, que eles vão participar com a imigração. Então, se...
por qualquer razão, eles contactar um cidadão, eles podem. E o pessoal que é policial, eu tenho bastante amigo policial em Flórida, se o pessoal que é policial em Flórida, se essa informação estiver errada, corrija a gente nos comentários. Mas, o que eu sei é que aqui o que a gente faz, quando eles estão na prisa, se a gente prende alguém e eles forem indocumentados, mas eles são, eles têm uma antecedência ou estão presos por um crime, aí sim, quando eles estão na prisão, e eles foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram na prisa e foram
a imigração vai conversar, vai ser notificada, mas a prisão não vai segurar a pessoa para a imigração vir pegar. Aí eles vão soltar a pessoa no tempo adequado, vão soltar a pessoa, se a imigração chegou, chegou, não chegou.
eles vão soltar. Esse é o status de um estado que é santuário, imigratório. Eu sei que em Flórida o governador se dá um contrato de entendimento com a imigração federal, que se eles contactam uma pessoa, de qualquer forma, eles conversam, eles podem perguntar se você é cidadão ou não, se você...
Tem estados e cidades, até eu acho que a gente chama de santuário, que vão ser mais lenientes, que não querem nem saber qual o status. Tem alguns, como você está falando, que vão...
notificar o ICE, a Polícia da Migração, sobre esse status. Mas o que eu estou falando é que, em termos gerais, os não cidadãos, até quem está ilegal aqui, tem direitos a reportar crimes, a reportar abuso de trabalho, a reportar problemas em vários setores e totalmente independente deles estarem em status legal e migratório ou não.
E tem gente que não sabe, tem gente que acha, que se sente com medo de não quero ligar para a polícia para falar isso, não quero reclamar isso com o meu patrão, ou não quero reclamar isso com tal pessoa, porque eu acho que eu não tenho direito, porque eu sou imigrante. E não é assim. O pessoal que é imigrante, que trabalha, que não tem status imigratório, legal, aqui.
E o patrão diz, não, eu só vou te pagar isso. Não, você não pode tomar o teu break de almoço. Você não pode almoçar. Você tem que trabalhar 12 horas. Ou começa a abusar os empregados. Esse pessoal...
Deixa o abuso passar, porque eles acham quem que eu vou reclamar? Se eu vou reclamar, eles vão me mandar de volta pro meu país. Vão me prender. Essa não é verdade. Não é verdade. Se estão te abusando de qualquer forma, que nem você falou agora, mas se eu ligar pra polícia, não sendo cidadão, eu posso pedir pro policial dar ordem de prisão? Pode. Se alguém bater em você, você tem que chamar a polícia e pedir uma ordem de prisão. Preenche o papel e diz, eu te tô...
processando por isso, tal, tal, tal. E tem uma coisa que você tem que ler e acabou. Ah, tá. Você tem que ler... Ninguém vai te pedir o teu status imigratório. Se você não fala inglês, eu vou chamar o intérprete pra ajudar. Não tem essa de... Mas isso é uma regra aqui na Califórnia, mano. É uma regra que faz muitos anos, muitos anos. E essa é uma prática que é de todos os departamentos políticos que eu conheço aqui em Califórnia. É assim, porque...
Nenhum policial quer ver um crime ser ignorado por causa que você pensa que eu tenho medo de ir para a polícia, de ser deportado. Eu tenho esse medo. Não. Acontecer um crime contra você, reporta que não vai acontecer nada com você. Com certeza. É bom, né? Porque as coisas acontecem de forma mais natural. E para falar... E adiante mais um pouquinho, quando você reporta um crime...
Quando o policial está conversando com você, ele vai perguntar qual é o teu nome, né? Ele vai falar, porque ele precisa da tua informação. Teu número de telefone, onde é que você vive. Ele não vai pedir teu status de maniatória. E ele também não vai usar tua informação e colocar no sistema pra checar na ficha pra ver se você tem antecedências. Se você tiver alguma ordem de prisão, alguma coisa assim. Só os suspeitos vão fazer isso. Tem que ter a razão de passar nesse sistema criminal.
Se você está reportando alguma coisa, eu não vou passar você no sistema. Por isso, não precisa ter medo de que a polícia vai pegar a tua informação, vai colocar no sistema, vai estar em algum lugar. Não tem nada disso. Só se você cometer um crime. Aí é diferente. Se você for suspeito, eles vão fazer um background check, um antecedentes.
Mas se você só for reportar, não vai ver o teu antecedente. E se o policial fizer, isso é contra o procedimento do departamento, pode ser mandado embora, é contra a lei. É uma lei em Califórnia que chama Need to Know. É que nem um policial falando, minha filha está namorando esse cara, deixa eu pegar a informação dele e colocar na ficha para ver se ele teve alguma antecedência.
Ah, claro, pode fazer isso. Teve alguém que deu um problema, um chief que deu problema disso, que ele fez isso, exatamente assim, com a namorada da filha, e deu problema. Você pode ir pra cadeia, como um policial.
colocando a informação de alguém que não tem nada a ver com nada e você só quer saber se... Será que essa pessoa... Eu tenho um programa que eu uso, que eu subscrevo para esse programa, que é para pegar a informação de pessoas. Tem vários níveis de saber a informação da pessoa. A pessoa consentiu, eu vou ter tanta informação. A pessoa não consentiu. Mas por que eu quero essa informação? Porque eu quero...
para uso civil num processo. Ok, eu vou ter tanta informação. Para que eu quero? Só porque eu quero, eu vou ter mínimo de informação ou nenhuma informação. Então tem níveis de informação que a gente tem acesso. O sistema que um policial coloca para checar uma pessoa na ficha, no computador, é o sistema só para policiais. E eles checam o FBI para ver se você não terroriza alguma coisa. Eles checam todos.
os estados, e checam o sistema do Detran, do DMV, tudo. Checa tudo, tudo, tudo. Então sai tudo. E um policial não pode só usar porque eu não gostei do modo como ele tá me falando. Eu vou checar ele. Tem que ter uma razão. Você tem que ter uma razão que pode falar se eles... Porque eles checam. Todo mês eles checam. O... H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H H
O departamento do CLATS, do Criminal History, eles checam, eles colocam e tem...
O teu departamento fez mil. Eles pegam uns 20. Entendi. E é tudo tirado de sorteio. Aí eles vão checar. Por que você fez isso daqui? Aí se você não escreveu no teu... Por que todo dia o policial tem que escrever? Eu fiz isso, eu fiz isso, eu fiz isso cada vez. Eu encontrei com essa pessoa, eu encontrei com o Jason, com o Patrick, eu falei sobre isso. Mas o Patrick estava... Ele tinha batido no Jason, então eu...
chequei o antecedência dele, eu não chequei dele. Tem que escrever tudo isso. De todos os departamentos de polícia dos Estados Unidos inteiros, a Califórnia é o mais evoluído nesses direitos de pessoas. Porque quando eu comecei, uns tempos atrás, o policial podia fazer o que quisesse, de verdade. O policial podia escrever, só escrever um reporte. E eu vi policial que já foi pra cadeia por causa disso.
fazendo um repórter mentindo, colocando alguém na prisão, mentindo, hein? Pra tirar vantagem. E todo mundo, todo mundo acredita num policial do que num suspeito. É só ele escrever um repórter bonito, mas aí eles viram que, encontraram que ele tava copiando o repórter de outras, era a mesma prisão, ele tava fazendo a mesma coisa, ele acabou sendo processado pelo promotor público, mandaram embora e tem que fazer tempo de cadeia.
Mas isso é muito importante, porque é uma posição de confiança. A polícia da Califórnia é uma polícia diferenciada, porque a bem treinada é mais... Você fala que tem mais... O rigor, até na seleção dos policiais. Porque antigamente não tinha tanto rigor, por isso que tinha muita coisa meio... Inclusive, se você é policial em Califórnia, você pode ir nos Estados Unidos inteiro e ser policial.
Mas se você é policial em Tennessee, você não pode vir para a Califórnia e ser policial. Você tem que ir para a academia daqui, de novo. Por causa do nível padrão que a gente tem de formação de um policial é muito mais alto do que a maioria dos outros estados. A academia deles, às vezes, não é nem mais de dois meses, três meses. Entendi. É muito curto o treinamento. Califórnia, eu acho que é mais...
evoluído nessa forma de patrulhamento, polícia, leis. Eu acho que eles estão achando o equilíbrio. Acertando. A gente tem que achar o equilíbrio agora. Patrick, nessa relação sua com a comunidade brasileira aqui, aspecto de polícia...
Você estava comentando até do podcast anterior que a violência doméstica é o mais pesado e tal. Depois que liberou a maconha, o DUI, você até comentou outro dia, até só juntando as informações, que hoje em dia tem mais preso DUI com maconha do que com álcool. Isso.
O brasileiro vem pra cá com a cabeça do Brasil, que nada acontece, que... Ah, é só um... Um jeitinho. Só um jeitinho. Você já chegou a acompanhar casos de brasileiros, tipo assim, que pegaram DIY de maconha, foram presos, alguma coisa? Não me lembro de nada específico da maconha, não. DIY, sim, mas geralmente... Porque segundo DIY que é preso, né?
Não, primeiro. Não, tipo assim, se o DUI não for tão elevado, ele é o primeiro? Não, você é preso na primeira. Ah, é? Quando o policial te para. Claro que vai ser por causa de uma infração de veículo. De modo que você está dirigindo.
Quando o policial aborda o carro, começa a conversar e ele constata, faz a determinação que você está dirigindo abaixo da influência de álcool, de drogas, de medicina, que seja. De algum entorpecente. Nessa hora você tem duas escolhas. Ou você vai...
Como é que fala? Seguir os testes de soberanidade que fazem aqui. É o teste físico e depois o teste químico. Dependendo que droga que seria. Ou álcool. Bafômetro. É, bafômetro. Ou exame de sangue. Dependendo se você teve um acidente de carro. Você é obrigado a fazer o exame e tudo? Tem certa obrigação e tem certa que você pode negar. Se você negar qualquer uma dessas coisas, é automaticamente culpado.
E eles tiram a tua carteira de habilitação por um ano. Mínimo. Se você negar fazer o bafômetro? É, se você negar o teste físico de FSTs, se você negar isso daí, é automaticamente um ano. Culpado já, tem que ir pra corte, eles tiram teu carro.
E a carteira de habilitação é suspendida por um ano automaticamente. Não tem escolha. Maconha não é bafômetro, é um outro tipo de teste. Se for de qualquer outra química fora álcool...
Tem dois tipos de modo de identificar. Um é chamando um policial especializado, que chama DRE, a Drug Recognition Expert, que todos os departamentos têm muitos, você pode certificar, demora uns meses para certificar, e eles têm um modo diferente de checar o teu pulso, os teus olhos.
E dependendo da tua caminhada, eles vão saber que tipo de droga, mais ou menos, o que é, se é um estimulante, se é um depressante. Depressivo. Antidepressivo. E com isso, ele já, com o statement dele, com o relatório dele, já pode colocar você em prisão.
Na primeira vez. Não tem... Eu ouvi falar que era na segunda. Não, não tem essa de... Eu vou te dar uma... A segunda prisão é pior. O segundo processo é pior. A multa é mais alta, a pena é mais alta, mas é um processo igual. O processo vai ser muito parecido, os dois. Vai ter a prisão, vai ter o processo criminal, mas a pena é que é diferente.
Cada vez mais. Toda vez que você vai... A primeira talvez seja mais repreensiva e a segunda é... Mas você vai preso, não importa se é a primeira vez. A primeira vez você paga 5 mil dólares de multa, a segunda vão ser uns 10, 15 mil dólares. Mas não é só multa também. E tempo de prisão também. E tempo que eles vão suspeitar a tua carteira. Normalmente a primeira prisão é quanto tempo?
de KDE. Depende. Depende do nível. Depende muito do nível. Como que tava dirigindo, como que tava... Se teve acidente... Matou alguém ou... Ah, tá. Dano pra alguém. Depende muito disso, mas... Eu falo porque, assim, às vezes eu via... Aqui tinha dormitório, né? Que a gente tinha estudantes brasileiros. 80% eram brasileiros. Tipo, tinha 20, 30 brasileiros. E aí os caras trabalhavam em Uber, cara.
Tava tomando cerveja ali, fazendo churrasco, e ele falava, ah, vou fazer Uber. Vai. Não. Eu falei, cara, você é doido, cara. Moleque, cara, assim, sabe? Nova, assim, você vai fazendo...
Sabe, com aquela consciência do Brasil ainda, né? É exame de sangue, é o mais accurate. Como é que fala? É curado mesmo. É o mais certo. O que você sabe exatamente o que tem no teu sangue é o exame de sangue. Você tem um kit pra fazer o exame de sangue? Não, você tem que levar eles pro hospital. O hospital ele pega. Mas se você tiver um acidente, isso é obrigatório. Na hora, eles podem tirar o teu sangue.
E se você negar, é automaticamente tudo suspendido. Ok. Mas não tem primeira chance, não tem aviso, nada. Primeira vez que aconteceu, aconteceu. E a prisão por DUI, às vezes, dependendo da gravidade da situação, pode afetar o teu status migratório. Com certeza.
geralmente não é uma coisa boa. Qualquer prisão... Acho que no status obligatory tem uma sentença que fala que você tem que ser de bom caráter, moral e ético. E você cometendo qualquer crime pequeno, de um furto, qualquer coisa pequena, quer dizer que ele já pode rejeitar a tua aplicação falando que você não é de... Dependendo da circunstância, você pode cair dentro de uma situação onde vão definir que...
Você não tem um bom caráter moral. E por isso, negar o benefício, perder o green card, perder... Cidadania, não, você não perde, mas você pode perder até o green card mesmo. Aplicação, o teu processo de aplicação. Porque eu já vi pessoas que colocaram a informação errada, mas não é errada só de... Eu nasci em 73 e aí eu escrevi 74 de erro. Mas alguém tentando mentir na aplicação, falando que...
esse era o meu irmão, na verdade não era, ou eu trabalhava aqui, mas não trabalhava, tentando mentir na aplicação, se eles descobriram isso aí, eles podem cancelar a tua aplicação, podem rejeitar. Então tem que estar ligado, tem muito problema que pode acontecer e a gente aqui é visita. Tipo assim, enquanto não é cidadão, vocês já são cidadãos.
Mas quando tu não é, quando tu tá com green car, é uma permissão. Igual uma driver license, né? Uma permissão. E falando isso de status imigratório, agora, até em Califórnia, acho que foi em 2023, e hoje a gente tava conversando sobre isso, que passou uma lei aqui em Califórnia que agora você, mesmo não sendo residente permanente, só tendo uma carteira de trabalho, você já pode aplicar pra ser policial.
Porque antes você tinha que ser residente permanente que já aplicou para a cidadania. Quer dizer que você já tem todos os requisitos para aplicar para a cidadania e você já aplicou. Aí sim você pode aplicar para ser policial, porque você pode ter porte de arma. Porque a lei federal, se você não é residente permanente, no mínimo, você não pode ter porte de arma.
nos Estados Unidos. Então esses policiais... Agora tem gente imigrante que pode ser policial. Mas vão poder carregar? Carrega no serviço. No final do turno do serviço, tem que devolver a pistola. Só enquanto tá trabalhando. E não pode carregar fora do trabalho. Aí teve esse... Esse cara, acho que foi em Illinois, algum lugar assim, que também tem essa lei, que foi tentar comprar a pistola própria dele. E quando foi tentar... Há gente que fez um negócio.
comprar a pistola própria dele, descobriram que ele tinha antecedências e outras coisas, porque eles colocam no sistema e prenderam ele. Era policial. Era policial.
Isso acontece, né? Mas aí não tem nada a ver ele ser policial porque ele tem uma carteira de trabalho com ele ter tido um antecedente. Como é que a polícia não descobriu que ele tinha antecedente quando aplicou para a polícia? Esse que eles não descobriram no background check, eu não sei. Mas nessa situação, se eu tiver uma carteira de trabalho, eu sou policial, eu devolvo minha pistola. Mas sabe o que? Eu quero carregar a pistola fora do trabalho. Aí eu vou lá e tentar comprar uma pistola, eles vão rejeitar.
Porque a lei não deixa uma pessoa com carteira de trabalho comprar uma pistola. A lei federal diz que você tem que ser um residente permanente para poder comprar uma pistola. Residente permanente é Green Car. É. Green Car. Então, ele só te rejeita. Não vai para prisão nada assim. Só te rejeita e fala que você não pode comprar. Ah, tá. Mas é engraçado como funciona a dinâmica entre a imigração e as leis que estão mudando tudo para...
ajudar mais o imigrante? Não sei se ajuda. Uma hora muda para um lado, outra hora muda para o outro. É mais uma obra de político do que resolver, né? Depende de quem está lá em cima. É, então. É mais uma obra política do que... Começa a mudar para um lado ou para o outro. Infelizmente, é isso aí. Mas é o que a gente tem, né? É o que a gente vive aqui. Tudo tem o lado bom e o lado ruim, né? Califórnia...
É igual o Brasil, né? O Brasil tem o lado bom e o lado ruim. Não existe uma receita. Então, acho que você aproveitar, tentar aproveitar aquela parte boa é melhor do que reclamar da parte ruim. É isso aí? Não, é verdade. Tem a razão, porque a gente está aqui, né? A gente está aqui por uma razão.
E como a gente sempre diz na família, né? Uma família de asiáticos, né? Chineses. Na família você sempre tem que ter um doutor, e um advogado, e um contador. Na família. Tá certo. Porque nos Estados Unidos, esses são os três que você mais precisa. Então, se você em casa precisar de um advogado... Aqui está.
Aqui tem o Patrick, que é um advogado que cuida de uma ampla, uma vasta segmento. Só para repetir aqui, que a gente não falou no começo direito, que é a parte de business, não é, Patrick? A parte de business, formação de empresa, contrato entre as empresas. Se o contrato não der certo, a gente briga os contratos também, litígio.
E tem a parte de sucessória, fazer essa documentação, o state planning, testamento, e entrar na corte, fazer processo de inventário também. E faz real estate law também? Real estate law é muito vasto, depende do que você está falando, eu posso fazer também, porque tem uma parte que é muito contratual, eu posso fazer o contrato. Eu tinha uma casa num lugar que era no Hill, aí teve um terremoto.
E era um lugar de alto risco de incêndio, né? Aí a seguradora queria cancelar o policy porque eles não queriam o grandfather. Não queria que você continuasse pagando só pouquinho pra segurar contra os incêndios, né? Aí a seguradora veio e tentou pagar bastante pelos cracks do terremoto, porque tinha seguro de terremoto. Aí eles estavam tentando cancelar um e estavam tentando pagar o outro.
Por isso sempre de um advogado, porque no final o seguro está sempre tentando ganhar dinheiro. E por lei você tem que ter o seguro. Da casa, do carro, tudo. Tudo tem que ter seguro. Legal. Mas se migração você não está mexendo? Migração eu mexo, mas eu sou muito pique no que eu vou pegar de migração agora, hoje em dia. Eu estou passando mais do que eu estou ficando com o caso de migração.
Tem muito problema ultimamente mais do que antes? Por causa desse negócio do AIS? Sempre tem problema. Não sei se tem mais do que antes. Sempre tem problemas diferentes. Sim. Ontem, esses dias, a gente recebeu uma notícia boa. Eu estou num grupo de advogados brasileiros.
nos Estados Unidos, e essa semana a gente recebeu uma notícia interessante, que teve um pessoal que é paralegal, se eu não me engano é na Flórida, não sei muitos detalhes não, mas que foram presos por, aparentemente, acusados de extorsão e fraude, porque meio que se passam como advogados, e as pessoas e as pessoas
A clientela toda paga dinheiro para eles achando que tem algum direito. A pessoa chega no meu escritório e fala, eu estou ilegal aqui, eu não tenho papel, eu cheguei pela fronteira, ou qualquer coisa. Fala uma história que eu... Olha, desculpa, na tua situação eu não tenho muito o que fazer, não tem nada que possa ser feito, não dá para consertar. Mas aí você vai num paralegal... Eles querem tirar o dinheiro. Que não tem nenhum... Obrigado.
uma obrigação com o California Bar, a Ordem dos Advogados. Não tiveram que passar o teste. Tem uma extensa, não tem nada. Não, não, pode vir, dá o teu dinheiro aqui que a gente faz o teu caso. Então, acaba que estraga, às vezes.
pior a situação da pessoa fora que perdeu dinheiro também às vezes são quantias bem altas enfim, a gente recebeu uma notícia essa semana que teve um grupo que foi que foi preso de paralegais 10, 15 pessoas brasileiros? tem bastante brasileiro envolvido nisso se não me engano, talvez são todos não sei os detalhes wow
Não tem aquele negócio que tem um pessoal fazendo vídeo dos 10 anos. Você está há 10 anos, fala com a gente que não existe isso, né? É mentira, na verdade. Mentira. Essa é uma história interessante. Logo que comecei a trabalhar aqui nos Estados Unidos,
com imigração, com escritório, com advocacia, eu trabalhava, eu estava na Flórida, trabalhava no escritório, o advogado super certinho também, fazia as coisas todas bem certas sempre, foi ótima educação para mim, aprender sem nada de experiência ali com isso, aprendi bem legal. Mas,
A gente estava fazendo uns processos... Era uma época que tinha um processo de anistia. Ainda tinha um finalzinho de uma tal da anistia que existia. Mas acabou. Anistia acabou. Morreu, a gente parou. Valeu por uma janela de tempo. Aí a gente via clientes que vinham... Mas eu falei com o escritório do fulano que ele faz anistia. Aí não, não é possível. Aí foi eu e minha esposa no escritório do fulano.
Eu não era advogado ainda. Eu era qualquer um. Eu era uma pessoa do povo qualquer. Eu fui no escritório dele e falei, olha, está eu e minha esposa aqui e a gente quer saber como é que funciona essa anistia. Claro, vamos fazer. Você vai pagar aqui para a gente...
Isso tem 20 anos atrás. Quanto eles pediram 20 anos atrás? 10 mil dólares você vai pagar aqui pra gente. 10 mil dólares, 20 anos atrás. É golpe. E a gente vai fazer o processo pra você. Ah, mas você já pode dar entrada? A gente vai já deixar tudo pronto, porque a anistia vai passar, e assim que tiver pronta a anistia, a gente vai dar entrada no processo. Imagina, o meu processo já tá, os 10 mil dólares já tá lá até hoje esperando.
Porque até hoje não entrou uma anistia nova. Não. Não existe? Foi falado pra mim, direto. Eu fui lá... Olha... E é um pessoal sem ética. Um pessoal sem ética, sem escrúpula, aproveitando de imigrante. É que você vê em outros idiomas também. E vê em hispano também. Era brasileiro. Ah, isso. Mas você vê a importância de conseguir, mesmo alguém tendo um escritório de advocacia, que seja...
de contactar uma pessoa que representa, que tem ética, uma pessoa que trabalha nos parâmetros, que nem é confiada pelo consulado brasileiro para fazer as coisas bem. Eles não iam, o consulado brasileiro nem ia colocar o nome deles com qualquer um aí que vai fazer um trabalho mal feito. É, tem um processo até chegar e poder falar eu estou trabalhando nesse projeto, sou advogado deles, tem todo um processo meio que de antecedentes.
Ainda bem que tem advogados como vocês, né? Que ajudam a comunidade e ao mesmo tempo sabem o que estão falando. Ajudar é uma coisa, mas se você não sabe o que você está fazendo, o que você vai ajudar também? Vocês sabem o que estão fazendo. Eu falei dos 10 anos porque eu vi recentemente ainda falando sobre isso. Mas é uma coisa que eu lembro que é antiga que eles já falavam antigamente.
que, ah, passou de 10 anos, você tem um visto especial, alguma coisa especial, mas não é tudo mentira. E eles aproveitam. Principalmente esses paraligals que têm essas agências que falam, ah, vem, faz, a gente vai ter o visto. Processo de asilo, de grincar, de qualquer coisa que seja, é ilusório, eles não têm... É só para tirar dinheiro do povo. Podem estar fazendo aquilo, não são advogados para...
dar uma opinião jurídica legal para você. Mas se há um advogado falando uma coisa dessas, ele pode perder a licença? Posso perder minha carteira. Posso parar de ser advogado. Posso ser preso até dependendo da situação. Você está roubando dinheiro. É que um advogado não poderia falar um negócio desse, porque ele está gravado. É falta de representação. Falsificação, quase. Falsificação. Fraude envolvida na história. Enfim.
Foi legal, uma esperança que a gente teve de que outros casos vão ser desvendados também. Tá.
mas é, acontece, faz parte por isso que é importante ter eu vou deixar seus dados aqui, Patrick para o pessoal saber do teu contato qualquer, se precisar saber de tanto da parte imigração não é mais o seu foco principal mas você pode ter eu falo ainda sobre imigração, eu sei sobre imigração, a gente conversa muitas das questões que vem nesse projeto do consulado são de imigração então
E para os brasileiros que vivem aqui em Califórnia, contactem o Patrick para fazer o teu Trust and Will, né? Isso. Tem que fazer. Se você tem uma casa, não importa se está pagando hipoteca, se você tem uma casa...
E é tua. Tá no teu nome. Faz um Trust and Will. Eu fui num desses websites, paguei 700 dólares. Eu fiz um Will and Trust. Eu não sei nada do que eles... Eles só me dão papel e não faz... É um serviço. Você gasta um dinheiro e não sabe nem o que você está assinando. É melhor fazer isso do que não fazer absolutamente nada. Mas sabe por que eu fiz isso? Por causa que eu tive uma cirurgia que eles me perguntam. Advanced Directive.
Você tem um Advanced Directive? Entendi. Perguntaram. Aqui nos Estados Unidos, quando você pega uma cirurgia que talvez...
Você pode morrer. É tipo uma procuração que você vai dar dano para uma pessoa, para essa pessoa tomar decisões em seu lugar. Se você não puder estar tomando aquelas decisões, você está em uma cama de coma, você tem uma pessoa que vai falar, desentuba, continua ligado, desliga, ou dá remédio porque está com dor, ou não quer ficar com dor. É minha esposa, então ela vai deixar eu sofrer.
ela vai deixar, tira a tomada e coloca de volta tira e coloca de volta, vai deixar ela ficar sofrendo a minha esposa sim tem que doer coloca o sedativo, não ele não gosta sedativo ele colocou aqui no papel mas eu fiz isso aí online e não me explicaram nada é um serviço só de que acho que um paralegal podia ter feito você coloca isso aí, eles colocam
no sistema deles, eu tenho guardado o sistema deles, eu tenho o login, eu dei pra minha esposa, eu tenho uma cópia que tá numa pasta, eles mandam uma pasta bonita, mas me cobraram quase 800 dólares pra fazer isso aí, não fizeram nada. De repente você paga um pouquinho a mais e você vai ter um documento certo, bem feito, um documento pra você. E explicado. E explicado. Você quer.
Com opções. O que foi esse processo? Foi trustandwill.com, só para você saber. É um website que nem o LegalZoom. Você faz todo o seu trabalho. Eles não fazem nada. Eles só te dão um formulário. Você tem que preencher tudo. Você tem que revisar. Você tem que fazer tudo.
Aí quando termina, não tem alguém checando, falando, ah não, você devia fazer isso. Normalmente as pessoas fazem isso. Não tem ninguém te dando conselho, não tem ninguém falando o que você deveria ou não deveria fazer, o que é melhor pra você. Assistência jurídica no advogado. Essa é a diferença. Aí se você paga um pouquinho mais, um pouquinho mais, você pega um advogado competente que sabe o que tá falando, que vai te ajudar e vai fazer o que é melhor pra você. Não o que é melhor pra... o Will.com.
Isso que é importante. Eles pediram isso pra vocês, tinham que fazer. Eu fiz, quando eu tava fazendo a cirurgia, eles pediram, eu falei, pô, eu não tenho nada oficial.
Aí a cirurgia era em dois dias. Eu falei, eu vou nesse website, paguei o dinheiro, fiz rapidinho. É que você conhecia o Patrick, você conhecia? Eu tive que ir para o notário para fazer a assinatura, para reconhecer a minha assinatura. Aí tinha que pagar extra, mas imprimiram, aí eles me mandam uma pasta tudo imprimido, assim, bonitinho, coloca aí.
Dei pra minha esposa. E caso você acordasse alguma coisa na cirurgia, eles iam usar isso aí pra... Ah, tá. Pra dar pro hospital, né? Advanced Directive. Ah, tá. É. Então, de qualquer forma, precisa, né? Mesmo que seja pra medical ou... Você mora aqui, precisa.
Você mora aqui e busca o Patrick. Outra coisa interessante também, aí junta até a questão da imigração também, dessa coisa do AIS que vem e pega, de repente leva um monte de gente embora. Uma coisa interessante é poder ter documentos também, que não só você vai determinar o que fazer com os bens, ah, mas eu não tenho nada, não tenho casa, não tenho conta, tenho pouco dinheiro na conta, mas de repente você tem um filho, e que vai fazer o quê com esse filho?
Custódia do filho. Quem que vai ficar tomando conta do teu filho se você for preso? Se você for mandado embora, deportado?
então tem um documento também às vezes que determina o que fazer e o sistema do AIS é igual da polícia se a gente prende alguém que seja qualquer crime se tem um menor de idade
Pelo bem do meu coração, porque eu tenho criança, eu vou tentar contactar a esposa, alguém, vou perguntar para a pessoa que eu estou prendendo quem que pode cuidar da criança. Eu não quero ter que chamar os serviços de assistência social de crianças, que é um sistema quebrado já, é um sistema horroroso. Eu não quero colocar essa criança nesse sistema.
E o que vai acontecer se você não tiver um trust and will? Se não tiver algo assim? Uma diretriz de o que fazer com aquela criança? Um documento? Se você for deportado, qualquer coisa, eles só vão chamar o... É o mesmo documento?
Ou é um outro? Você pode fazer no mesmo documento, você pode fazer um documento separado, independente. Eu faria um documento independente só para poder ter mais uma coisa simples aqui. Mas é tudo parte de um pacote. Quando eu faço um will, um trust, eu faço um pacote que tem algumas coisas que...
dão esses direitos. É que nem um menu a la carte, ele pode adicionar, pode tirar, pode colocar mais coisas. Ah, tá, tá. Direciona uma coisa pra uma coisa, outra pra outra. E, se não, no caso da criança, a criança vai parar num sistema do social work, do assistente social, vai pra um... Não tem orfanato aqui, tem... É, o Foça Queira. Você tem famílias que são... Caso de cuidadores, é... Que se registram com o Estado, que fala eu posso cuidar de crianças nessa situação. Então, é uma família que é um... É um...
tem uma casa e a criança vem e fica com você por alguns dias ou algumas horas, alguns meses alguns anos, dependendo de quanto tempo e esse é outro sistema que está quebrado é o governo que paga isso? o governo paga, mas tem muita gente que aproveita e abusa desse sistema porque eles querem ganhar esse dinheiro extra
Não teve um negócio da Somália Que o cara tinha mais de 200 pessoas E o endereço Tinha duas famílias Somália Cada um tinha oito ou nove filhos Então a mulher desse lado falava Eu vou foster care as crianças daqui Porque eles tem problemas mentais Essa mulher desse lado, a vizinha Eles eram amigos Eu vou foster care os filhos dela Então eles estão cuidando dos mesmos filhos Mas eles estão ganhando dinheiro do governo Para cuidar dos próprios filhos Eita vida Eita vida
É um sistema que é bom, mas se você abusa, dá para abusar. Mas não dura muito tempo, porque aí descobriu e vai para a cadeia. Durou muito tempo. Vai para a cadeia, mas não sei, essa é outra coisa. Porque eles estão soltando, muitas dessas pessoas estão soltando também. Estão reduzindo a sentença. É bom, né? É.
Acharam as brechas ali, onde o governo errou, onde as regras erraram. Mas é muito importante o pessoal saber, sendo barato, que nem esse do website que eu usei, sendo barato ou não barato não quer dizer nada. Você achando uma pessoa competente não vai ser o mais barato, com certeza, porque é uma pessoa competente, mas vale a pena, você tem que buscar alguém competente. Se você não conseguir alguém competente...
aí vai dar problema. Mesmo você fazendo toda essa papelada, ainda vai dar problema pra mim depois, se eu não fizer bem. Legal, muito bom, muito bom. Obrigado mais uma vez aí, Edwin, por participar com a gente aí. Prazer. Prazer estar contigo aí. Tem o podcast do Edwin também. Ou Patrick Benedek, advogado. O pessoal chama de Patrick ou Patrick? O brasileiro é Patrick, né? Eu já ouvi de tudo.
Mas é Patrick, né? Em inglês, Patrick, em português, Patrick. Mas tem gente que fala... Você nasceu no Brasil, né? Nasci no Brasil. Tem gente que estão me chamando de Patrick, ultimamente. Tenho ouvido bastante desse. Que engraçado. Mas como é que foi que teu pai pensou, vou te dar um nome americano, assim, Patrick? Francês. Francês? Francês. Ah, então é com o quê? Não, é P-A-T-R-I-C-K. C-K. Mas a ideia é...
Ah, São Patrick, não tem? É, mas também tem muito Patrick na França. Ah, ok. Por isso. Então você quer ir com o quê? Não. Que nem meu pai. Meu pai não deu nome de astronauta. Edwin pensando. Ah, isso aqui. Aí o pessoal no Brasil... Nasci no Brasil também, em São Paulo. Não, eu não consegui nem falar o nome dele. Não consegui. Chama de amendoim. É amendoim. É duim. É duim. É amendoim, né? A minha apelida... Amendoim. Amendoim.
O meu apelido era Amendoim. Aí eu pensei, porra, meu pai já sabia que ia vir pros Estados Unidos, me deu o nome americano, tava vindo pra aqui, o meu jardineiro era Edwin. Que todo salvadorenho, o nome deles são tudo Edwin. Eu falei, porra, para, ele me deu o nome de mexicana, porra. Ok, fechou. Então, obrigado, gente. Semana que vem tem mais podcast pra vocês aí, mais informações. Vou cuidar mais de contrário no final, né? Obrigado, valeu. Até semana que vem, valeu. Tchau, tchau. Até a próxima.