ACUMULADOR nos Estados Unidos - MORREU SOTERRADO PELO PRÓPRIO LIXO! Advogado DÁ A DICA! 911 SOS
Neste episódio especial do Quadro 911 Emergência, recebemos o advogado Patrick Benedek e o policial Edwin Wu para um guia de sobrevivência jurídica e prática para brasileiros na Califórnia.Você sabia que um acidente de carro ou a falta de um planejamento patrimonial (Trust) pode colocar tudo o que você construiu nos EUA em risco? Discutimos casos reais e chocantes, incluindo a história de uma casa de acumuladores onde a família quase perdeu a herança por falta de documentação.
Edwin Wu
Jason
Patrick Benedek
- Planejamento patrimonial e Trust nos EUAImportância do planejamento patrimonial para brasileiros nos EUA · Casos de acumuladores e a falta de planejamento patrimonial · O que é um Trust e como funciona · Diferenças entre Trust e Testamento (Will) · Benefícios do Trust para evitar processos de inventário (probate) · Holding familiar como conceito similar no Brasil
- Guia de sobrevivência jurídica para brasileiros na CalifórniaImportância da documentação em conversas e acordos · Diferenças culturais e o 'jeitinho brasileiro' na atuação policial · Barreira da língua e a confiança gerada por falantes de português · Atuação do consulado brasileiro em Los Angeles e clínica jurídica · Serviços jurídicos oferecidos pelo consulado para a comunidade
- Violência doméstica nos Estados UnidosViolência doméstica como segunda principal causa de morte de policiais · Diferenças culturais na percepção de violência doméstica entre Brasil e EUA · Casos de violência doméstica envolvendo casais brasileiros e americanos · Ordem de restrição (restraining order) e suas implicações · Definição de violência doméstica e GBI (Grey Body Injury)
- Inventário (Probate) e casos de acumuladores nos EUAProcesso de inventário (probate) para quem morre sem testamento · Dificuldades e demora em processos de inventário com disputas familiares · Caso de acumuladora (hoarder) falecida sem planejamento patrimonial · Investigação para encontrar herdeiros e bens em casos complexos · Desafios na limpeza e preparação de imóveis de acumuladores para venda · Valorização de terrenos em áreas como Huntington Park, Califórnia
- Acidente de carro e hospitalizaçãoAcidentes de carro como principal causa de morte de policiais nos EUA · Indústria de Seguros nos EUA · A importância de um advogado em casos de acidente de carro · Exemplo de caso de queda de árvore sobre carro e a disputa entre seguradoras
A regra geral é, documenta tudo o que você estiver conversando. Eles tiveram que brigar entre eles, porque o seguro dela não queria pagar pelo carro. A pessoa morre aqui, não tem família aqui, não tem filho, não tem marido, não tem nada. É aqueles imóveis que você vê parado e fica parado. Parar, tá inventar justificativas pra não pagar. Um business, eles querem ganhar dinheiro. Então se eles estão dando dinheiro pra você, eles estão perdendo dinheiro deles.
A primeira coisa que mais mata policial nos Estados Unidos é acidente de carro. O segundo é...
violência doméstica. Olá pessoal, voltamos aqui com Brasileiros em Los Angeles, o podcast da comunidade brasileira, que começou lá em 2014 nos grupos de Facebook e hoje já está nessa nova fase de podcasts falando sobre a comunidade brasileira. O quadro de hoje, 911, emergência brasileiros em Los Angeles, os casos mais estão atrizadas.
complicados e as dificuldades que os brasileiros têm aqui em relação a algumas ocorrências e coisas do acaso que acontecem, né? E hoje eu tô aqui com o Patrick Benedek, que é um especialista, um advogado aqui na Califórnia.
É lutador de jiu-jitsu, faixa preta? Não, marrom. Faixa de marrom. Quase, tá quase. Tá quase lá. Advogado, advogado na área de imigração, na área de business, área de família, área, é bem vasta a atuação sua também na área de advocacia, né? Aqui na Califórnia, né? Mais a Califórnia focada, né?
Mais focado na Califórnia, claro. Além disso, é vice-presidente da Câmara do Comércio Brasil-Califórnia, é isso? É isso, é isso. Esqueci alguma coisa? Não, basicamente é isso mesmo. E também, Edwin, do podcast Palavrão Tático Policial, aqui há mais de 20 anos, aqui em Los Angeles, especialista no LAX. Faz um tempinho já, aqui em Los Angeles, faz desde...
Pô, então é em Los Angeles desde 1994. Então, já... Uma longa história. É. E aí você conta tudo no podcast, né? No palavrão tático, né? A gente fala um pouquinho lá, mas é muito interessante aqui sobre emergências aqui em Califórnia, porque ajuda muita gente que vem aqui. E sendo imigrante, né? Sendo imigrante aqui em Califórnia, conhecendo muita gente que é imigrante em Califórnia.
Não tem ideia do que acontece. Se acontece isso, o que a gente tem que fazer? Qual é o procedimento? Porque aqui, em Califórnia, tudo é regra, né? Tudo é procedimento, tudo é lei. Tem que sempre seguir alguma coisa. Melhor coisa do que um advogado para dizer não, isso é de verdade, não, isso é mentira. Isso é mito. Tem muito mito lá fora. É verdade. E o legal também do que você vai me ajudar hoje a colaborar, fazer perguntas aqui para o Patrick.
E também sobre o que acontece principalmente no aeroporto, na LAX, que você comentou comigo que antes de gravar algumas ocorrências, a gente vai estar comentando aqui hoje no podcast. Vamos, vamos. Tá bom? Legal. Então, Patrick, esse trabalho que você faz, eu conheço o Patrick desde que eu cheguei em Mazzanjou. Primeiro passo aqui. Foi em 2014. Espera aí, te prenderam. Você teve que procurar uma advogada para te tirar. O que foi, DIY? O que foi?
Eu não sei se o Patrick lembra, mas eu fui roubado em Boston antes de vir para cá. Ah, então você morava em Boston? Não, eu. Califórnia. É que quando eu cheguei aqui, eu transferi minha escola para cá, vim para cá, e aí tinha... o Consulado tem todo mês aquela... Uma clínica jurídica. Eu queria falar uma palavra sobre isso daqui a pouco também. O Consulado tem esse programa, eu faço parte disso, a gente dá uma orientação para a comunidade brasileira.
Então, todo mês a gente faz uma clínica, mas é um programa que está o mês inteiro, mas a gente, em uma vez por mês, a gente se dedica um tempo especial para isso. Isso aqui em Los Angeles, né? Em Los Angeles a gente atende brasileiros com qualquer tipo de dúvida, de problemas jurídicos.
geralmente, não é sempre, mas é um professor de mais baixa renda que não tem muito acesso a advogado, a informação, e eles procuram um consulado para saber direitos e deveres e opções do que fazer numa situação. Foi aí que o Jason chegou para a gente nessa clínica que a gente estava tendo.
pra ver se valia a pena ou não, né? Ir atrás do problema, né? Que eu tive e... A gente dá uma orientação, tipo, vale a pena fazer? É o que acontece com o imigrante também, aqui dos Estados Unidos, que não importa se você fala espanhol, se você fala português, você, claro, mesmo se você fala inglês, eu me sinto mais...
a vontade com alguém que é um esperto, que fala português. Aí você tem aquela confiança já. Automaticamente, você já tem aquela confiança. Ah, eu confio porque ele fala português. Tem a confiança e tem a cultura. Então a gente entende um pouquinho mais da cultura. Você vai no escritório de um americano, primeiro você se sente mal pela barreira da língua, primeira coisa. Mas ainda tem também, talvez, vamos dizer, a frieza.
que os americanos têm... Eles não entendem a cultura. E a gente não é assim. A gente é um pouquinho mais... Tem que ser mais flexível. A gente... A gente não é muito direto. A gente vai chegar num ponto ao outro e dar uma volta. Dar uma volta. Na minha experiência, o jeitinho brasileiro, a cultura brasileira, ajuda muito na profissão de policial aqui. Porque americano crescido aqui...
quando entra em algum tipo de situação de high stress, de alto stress, ou é preto ou é branco. Eles não têm o jeitinho de, ah, já passei por isso. Vindo do Brasil, você já tem aquela certa desperteza de rua. Claro. É flexibilidade, né? Aqui é que eles falam que é on the book, né? É, chega um suspeito assim, você já, ô, calma, cara, calma. Você já tem aquela cal... Calma.
Isso é mais calmo, né? Em situações de high stress. Em americano, acho que a cultura é um pouco mais diferente e isso ajuda o brasileiro. E fora as expressões, talvez, né? A pessoa poder se explicar melhor, né? Aconteceu. Pois é. Barreira da língua também acho que é a primeira, mas aí acho que a questão da cultura é muito forte também e acho que tem que...
ser levado em consideração também. A legalidade do Brasil, alguém vindo do Brasil e você entendendo a legalidade no Brasil e aqui para poder cruzar, fazer os dois, conectar os dois e falar, não, aqui é diferente do Brasil por causa disso. E qual é o maior volume de ocorrências que acontece, tipo assim, de dúvidas do pessoal, é mais alguma coisa legal? Que tipo de legalidade que o Patrick é especializado.
A minha prática é diferente disso que eu faço com o consulado. A minha prática é business, é estate planning, que é a criação de como você deixar suas coisas, seus bens para os herdeiros. É litígio, entrar em briga, quebra de contrato, coisas assim, até um pouco de direito trabalhista também. Mas...
Nessa questão do consulado, é bem geral, é bem amplo. A gente recebe casos de todos os tipos. Divórcio. Divórcio, violência doméstica. Eu diria que a maioria dos casos que a gente tem que tratar ali é violência doméstica. Não tem uma porcentagem, uma estatística certa, mas eu diria que violência doméstica é o grande...
O motivo da pessoa buscar informações para saber o que acontece, o que vai fazer. Isso também vem de cultura, né? No Brasil é muito diferente. Eu acho a violência do... O que é considerado violência do básico aqui...
E no Brasil é muito diferente. É. É. E aí você dá só a orientação para a pessoa saber o que ela vai fazer, procurar. É, a gente não vai pegar o caso da pessoa, não vou representar essa pessoa na corte ou no processo dela ou nada disso, mas só essa luz que a gente dá, esse caminho, você vai nesse caminho aqui, só isso, a gente já se sente assim como tendo feito...
Um grande trabalho humanitário. Eu falo que estou ganhando crédito de karma fazendo isso. Isso é verdade, porque dá muito medo para uma pessoa. É, porque eu sinto o feedback que eu pego das pessoas, a apreciação por esse trabalho.
É lindo. E não parou, mesmo com a pandemia, aí você só mudava para atendimento por telefone. Começou por telefone, por telefone hoje, de vez em quando por vídeo. Mas, inclusive, a gente não abrange só, você perguntou em Los Angeles, não é só Los Angeles, é toda a jurisdição do consulado brasileiro de Los Angeles, que vai por Utah, Arizona, Nevada.
Hawaii, até a metade daqui do estado da Califórnia para o sul. O sul da Califórnia. Temos que se tivesse algum estado, mas basicamente todos esses estados da jurisdição do consulado a gente atende. É bastante, acho. E atualmente pode ser por telefone esse atendimento. E é todo último... tem alguma data específica? Geralmente a gente focaliza na última sexta-feira do mês, mas...
Bom, primeiro, para acessar esse programa, ou pode me contatar direto, eu vou botar vocês em contato com o consulado, ou tem uma página no consulado, eu te deixo a página depois. É só mandar um e-mail para o consulado, fala, eu tenho um problema assim, assim, e eles passam isso aí para... Fazer um agendamento. Um agendamento, é. E pode ser uma coisa, não tem que esperar o fim do mês, depende. Se for uma urgência, a gente vai resolver isso...
urgente. Ah, tá, tá. Legal, muito bom, parabéns pelo seu ativo. Esse é um serviço muito, muito bom pra qualquer brasileiro. E eu não sei se tá sendo muito bem divulgado, porque a gente às vezes tem meses que não tem muita gente, às vezes tem muito caso, muita coisa, às vezes fica assim, a gente fica super... Será que ninguém...
Eu tô aqui desde 1994, eu não sabia que tinha esse programa. E eu já ajudei o consulado a fazer palestra de desastres e tudo isso. Eu não sabia que tinha esse programa. Eu sabia porque eu trabalho com os grupos no Facebook, que a gente lançou os grupos e a gente acaba divulgando lá. Devia divulgar mais. Mas é que, assim, teve uma época que eu participei do Conselho de Cidadãos, no consulado, então participava mais.
Aí mudou, né? Apesar que agora o pessoal que tá no consulado tá bem mais participativo. Eu percebi assim que deu uma...
mais uma avivada na divulgação, deu uma melhorada. Não sei se faz tempo que mudou o pessoal que está lá agora. Eu sempre escuto crítica do pessoal do consulado. Eu vou ter que falar que são críticas que não são realmente justificáveis. O pessoal do consulado é fantástico, eles vão além do que eles precisam fazer. Eles são muito bons, eles sempre tentam ajudar mesmo da melhor forma.
É só uma questão de saber, talvez, como chegar naquela informação. E as pessoas, talvez, têm preguiça, ficam com medo do website do consulado, tem muita informação e não quer, ah, não vou ler isso tudo. Se você não vai ler isso tudo, você não vai ter a informação que você precisa. Mas a informação está lá e tem como saber a informação. Então, só...
limpando aqui a barra do consulado. Ah, não, não. Toda a experiência com o consulado aqui de Los Angeles é excepcional. É excepcional. O serviço é bom e completo. É, não, eu digo assim, em relação à comunicação mesmo. Tem épocas que o consulado comunica menos, participa menos, mas atualmente eu estou vendo que está mais participativo até nas...
na própria página do Facebook, está divulgando mais os eventos, está bem ativo. Isso que é importante. Só para chegar em você. Só de memória, de cabeça, minha experiência como policial em Los Angeles, a pergunta mais grande que a gente sempre tinha...
É claro que policial não sendo advogado só sabe a partir da... do começo. Do acidente de carros. Isso que o pessoal tem mais pergunta que me bateu um caminhão, aconteceu isso, quais são os meus direitos, o que eu tenho que fazer, o que a segurança tem que fazer. Se eu pego um advogado ou não pego, o que eu tenho... Eles têm muita pergunta. A acidente de carro é muito comum aqui e tem muitas leis. E gente que vem do Brasil, você não sabe de tudo isso. Você só vai com o que a segurança te diz. Pois é. Não.
E inclusive, indo só com o que a segurança te diz, você provavelmente vai estar perdendo muito dinheiro. E não é só dinheiro, muitos direitos que você tem. O seguro é um business, eles querem ganhar dinheiro. Então se eles estão dando dinheiro para você, eles estão perdendo dinheiro deles. Então, bota um advogado na história, o advogado vai fazer tudo para... Se você tem algum direito, algum dinheiro, você vai receber aquele dinheiro.
É, o advogado é o representante do motorista que teve acidente e vai tentar buscar o melhor resultado para o cliente. E a segurança não está aí para ajudar o cliente. Está aí só para cobrir a lei e ganhar dinheiro. O seguro vai talvez até tentar inventar justificativas para não pagar. Ah, não. Isso aqui estava assim, tinha que estar assim. Se estivesse assim, a gente pagava. Mas como estava assado, a gente não paga.
Eu tive um exemplo disso. A minha filha tem 22 anos de idade. Acho que uns dois anos atrás, quando a gente tinha comprado um carro novo pra ela, um Mini Cooper, né? E esse dia tava chovendo e tinha vento. Aí caiu uma árvore em cima do carro. Total. Total quer dizer, foi completa perda do carro, né? Perda total. Total do carro. Amassou o carro inteiro, não tinha como consertar.
Aí ela tinha a segurança própria dela, mas sem experiência. Ela ligou para... falou qual é a segurança? E era a segurança da... Seguradora. A seguradora do proprietário da casa que a árvore estava na propriedade dele.
Ligou para eles, em vez de ligar para a segurança dela. Ligou para... do carro, seguro do carro, né? Ligou para o proprietário da casa, me dá a seguradora e eu vou ligar para eles. Ligou para eles, aí eles perguntaram, ah, estava ventando esse dia? Estava ventando. Estava chovendo? Estava chovendo. A gente não cobre chuva. E desligaram, né?
Não queriam pagar nada, nada, nenhuma responsabilidade. Aí ligamos para o seguro do carro dela. Aí eles falaram, não, cobre, se estiver ventando, cobre vento, porque aqui é San Bernardino County, cobre vento, não cobre chuva. Mas estava ventando.
Aí eles tiveram que brigar entre eles, porque o seguro dela não queria pagar pelo carro, o seguro da casa não queria pagar pela árvore, não queria pagar pelo carro novo. Então os caras brigando até o final, alguém pagou. Mas eu não sei quem que foi que perdeu e pagou. Mas aí a briga entre as seguradoras, no caso. Mas se ela tivesse um advogado, teria buscado o melhor...
Ela não tinha que fazer tudo isso, não tinha que preparar, ligar. E nesses casos de acidente, muitas vezes, o advogado não vai nem te cobrar nada para fazer esse trabalho, vai te cobrar uma porcentagem, se você ganhar alguma coisa, vai ganhar uma porcentagem daquilo. Então, não custa nada. Não custa nada. É de graça, um advogado de graça que você vai ter nessa situação do acidente. Vale a pena.
A gente tem aqui nos grupos que é um apoio nosso, que apoia a gente, o Adrianos. Adrianos é um advogado que cuida da parte de acidente de trânsito mesmo. Ele apoia, quando eu falo assim, que ele divulga com a gente aqui na comunidade há alguns meses, quase um ano já.
Ele é filho de brasileira, ele fala português, meio enrolado. Eu estou até querendo trazer ele aqui, só que ele fica com medo de falar... O português dele é bom. Ele consegue? Então eu vou convencer o Adriano, vamos participar aqui do podcast. Não tenha medo, não. O Patrick está dizendo que você... No nosso podcast do Palavrão Tático, quando eu...
Porque o meu português faz tempo. Eu saí de lá com 18 anos. Eu vi que você está falando segurança em vez de seguro. Ele fala espanhol. Bom, minha esposa é mexicana. Os pais são mexicanos, eles não falam inglês. Então, eu só falo espanhol com eles. E falo espanhol com as crianças também.
quase não toco português, desde que a gente começou o podcast, comecei a falar mais português. Acho que meus pais vão falar chinês. Eles misturam, eu ia ficar zoando eles. Nossa, e sai o espanhol de vez em quando, é difícil, mas... Mas podia sair sem chinês, eu falei pra você, fala chinês, aí não vai zoar. Mas a cidade de Los Angeles me pagavam extra, 5% extra pra falar espanhol. E o chinês também? Chinês também, bom, eles...
Outras cidades, eles pagam por língua. Cidade de Los Angeles é só o title, bilíngue. Quer dizer, qualquer língua que você fala. Pode falar 10 línguas. Pode falar 10 línguas. Um preço fixo. É, só um preço fixo. Mas você fala o que hoje? Só espanhol e chinês. Mandarim, né? Eu falo mandarim.
Mandarim, inglês, português, espalho. São quatro, mas que já é bastante. Português não se usa muito no mundo policial, não tanto aqui em Los Angeles, porque todo mundo fala ou espanhol ou inglês. Os DIY que a gente faz, dirigindo a embriagada, é tudo espanhol, a maioria. A maioria é espanhol. Eu falo espanhol.
Mas eu sei que a sua área não é muito acidente de trânsito, né? Tu é mais, por exemplo, se tiver um problema, incidentes mais residenciais. Eu lembro que eu acho que teve algum... Uma vez eu até perguntei para você sobre o problema de aluguel, problema de roommate, essas coisas. Você cuida.
Aluguel eu faço pessoalmente no meu escritório, eu faço isso, mas é uma coisa que a gente fala muito também nesse contexto do trabalho do consulado. Tem muita gente que liga, pergunta, eu estou com o meu vizinho, está fazendo não sei o que, o meu landlord está me exigindo não sei o que. E a gente tem que tentar explicar, ok, é mais assim, faz assim.
Eu falo geralmente, em regra geral, sem quebrar a confidencialidade de nada disso, e sem até puxar a sardinha para um lado ou para o outro, porque a gente não sabe nem o que vem na nossa porta. Vem gente dos dois lados. Vem o landlord e vem o tenant, o proprietário e o inquilino.
Então, a regra geral é documenta tudo o que você estiver conversando. Tudo o que for falado em pessoa, pessoalmente, ao vivo, você tenta documentar isso de alguma forma para poder ter um recorde. Uma prova, né? Uma prova depois de que, olha, você me falou tal coisa, está aqui. Aí eu costumo fazer, como tem um app, um aplicativo imobiliário, qualquer coisa eu mando por texto.
Porque eu prefiro do que ligar. Porque eu acho que se eu ligar e falar com eles, às vezes eu não vou... Eu não tenho uma comprovância. Talvez ele vai falar, não, eu não falei isso. É, então. Se tiver um texto, está ali. Está com data, está com horário. Está com e-mail. Alguma coisa por escrito só para... É uma prova, né? É uma prova. Tá. E agora, voltando a esse lado de violência doméstica... É...
que é o que mais tem incidentes no consulado, nessa clínica jurídica que ele chama, né? A gente chama de clínica jurídica, pode ser, assistência aos brasileiros. Tá. Clínica jurídica é outro nome também que a gente...
Porque ela é ampla, mesmo que não é uma área sua, mas você orienta a pessoa para onde ela vai. Tipo, o criminal, eu não faço casos criminais, mas a gente orienta. Ontem eu estava falando com alguém que é um caso especificamente criminal. Quanto tempo de prisão, por que é prisão, se esse é um crime, se não é um crime. A gente tem que discutir sobre aquela situação.
Só para dar uma orientação. Para dar uma orientação. Eu não vou pegar o caso. Não sou eu o... É não a especialidade da tua... É. Tá. Tá. E também o atendimento é mais superficial também. Não se aprofunda muito. Você só dá um encaminhamento e... Um encaminhamento, exatamente. E para a pessoa não ter uma luz. E você conhece diferente... É...
Advogados? Advogados de... Outros áreas. Que faz criminalidade. De acidente. De imigração. De imigração. Tudo que eu não posso fazer, eu posso referir, claro. Isso é muito importante também. Família, né? Do que procurar no Yelp, pra procurar um advogado. Ah, não, não. Tem alguém pra falar, não, eu conheço essa pessoa, ele vai trabalhar bem. Ou sendo brasileiro, talvez. E esses casos de... Que aparecem de violência doméstica, é mais o caso de...
Entre brasileiros ou casamento americano, brasileiro? Como que é? É mais... Existem casos de brasileiros com brasileiro. Mas a grande maioria... Vou chutar um número. 80% é o marido americano e a esposa brasileira. Tem casos de homossexuais também.
Muitos casos assim. E que quebra um pouco essa barreira do marido americano e mulher brasileira. A grande maioria é essa situação. Você fala que a maioria da vítima é feminina, mulher. Vítima é...
É bom, a pessoa que está me ligando é a vítima, então eu vou chamar de vítima, né? Tá, é. Porque eu... Às vezes o próprio marido também vai reclamar, não, mas é ela que está fazendo isso e isso assim. Então, mas não...
enfim. Tá, no caso... Quem está certo, quem está errado... Não é você que vai dizer, né? Não é uma questão de quem está certo e quem está errado, é uma questão de vamos resolver esse fogo, apagar esse incêndio e ver o que dá para ser feito, quais as opções que você tem, você pode sair, pode pegar um divórcio, pode pegar uma restraining order, uma ordem de restrição, geralmente é uma ideia ótima, que algumas pessoas nem sabem disso. E... E...
A ordem de restrição é até tantos métodos, você não pode se aproximar, não pode ligar, é isso? Isso, a ordem de restrição é isso. A pessoa não pode chegar, não pode te contatar, não pode chegar até você. Você tem uma distância legal, uma distância jurídica que é criada. O juiz determina que a pessoa não pode fazer tal coisa. Se a pessoa vai fazer tal coisa, isso é o problema, talvez, policial que...
a gente não tem muito como controlar. Tem um papel que fala, você não pode chegar... Mas tem que ter um papel, porque se tem um casal brigando, a primeira coisa que o pilotocial vai perguntar é... Se ela tem restrição. Alguém tem uma... Restraining order. Tem uma ordem de restrição. Aí se...
Por exemplo, vamos falar, uma esposa e um marido. Você já atendeu algum caso? Já, muitos. A maioria... O incidente que o policial mais se machuca, que mais tem incidente de uso de força, é domestic violence.
A primeira... A primeira coisa que mais mata policial nos Estados Unidos é acidente de carro. O segundo é violência doméstica. Tentar apartar a briga. Não, porque sempre você... Pra saber o que tá acontecendo, você não sabe o que eles têm na casa. Tem pistola, armas... Você não sabe... O pessoal não está emocionalmente...
equilibrados você chega numa ocorrência você não sabe quem é o agressor porque você sempre tem que levar o agressor mais dominant agressor dominante mais forte não, que está agredindo mais não precisa ser mais forte
Às vezes a mulher. O que está mais alterado. Às vezes a mulher que machuca. Qualquer coisa que a gente chama de GBI, Grey Body Injury, que é alguém que cortou a pele, está sangrando. Tirando o telefone e o celular de alguém. Isso também é violência doméstica. Não ter acesso a um celular ou telefone.
Se eles começam a discutir, primeiro a gente tem... Vocês já estão se divorciando, já estão separando, tem uma ordem de... Restrição. Restrição. Aí se o marido fala, não, eu tenho, eu tenho contra ela. Ah, então por que você está aqui? Pergunta para a esposa. Ah, ele me convidou para vir. Adivinha o quê?
Ela está em violação da ordem e ele está em violação da ordem. Porque não foi que ele estava em casa e ela apareceu. Ele convidou ela para vir ou ele foi para ver ela. Aí depois começou a brigar, não está indo bem como você pensou. Aí ele vai mostrar, não, não, eu tenho uma ordem aqui, leva ela para a prisão. Não pode fazer isso, porque você violou a ordem também do juiz. A ordem do juiz não é só para a vítima, é para os dois.
Se você violar, você também vai pra prisão. É violação de corda ordem. Você já entendeu brasileiro assim? Brasileiro? Brasileiro não, porque a área que eu tava, a área que eu patrulhava era mais Inglewood, né? É, perto do aeroporto, né? Inglewood, não tinha muito brasileiro lá, não. Mas então a lei é pros dois lados, né? Muita gente que falava só espanhol, né?
Não entende a cultura hispana de machismo. Não, eu te disse isso. Eles não acham que... Eu peguei o teu celular. Eles não acham que isso é um problema. Esse cara reage contra o policial daí.
normalmente é, sempre que você não sabe você começa a prender o homem ou a mulher, dependendo, né e de repente a mulher parte em cima pensando ah, esse é o meu marido aí sobe em cima de você, você não sabe, né a vítima vira um agressor contra o policial isso acontece muito
É uma situação complicada. Pelo menos o advogado não vai entrar nessa. O advogado não tem que entrar nessa, mas ele vai levar o... Tudo isso que eu estou falando, ele já tomou um telefone que alguém falou para ele, isso que aconteceu, e exatamente assim.
Mas você não faz violência doméstica, essas coisas, no seu consultório, né? Eu já fiz, já peguei alguns casos. Restraining order eu posso fazer. Prefiro não. Não faço direito de família, divórcio, a parte de divórcio eu não mexo com ele. É muito complicado, né? É, mas sempre cai um pouquinho de alguma coisa que a gente tem que resolver. É que é tudo conectado, né? De repente você está fazendo um probate, ou você está fazendo uma separação de bens, alguma coisa, você tem que lidar com a força, né? É, também.
E o Patrick estava comentando comigo até sobre um caso específico, especial, que acontece que às vezes a pessoa morre e não tem... Isso. Alguns casos, não foi só um, foram alguns casos muito parecidos. E a pessoa morre aqui, não tem família aqui, não tem filho, não tem marido, não tem nada. Tem uma casa, uma conta bancária, algumas coisas. E aí, morreu? Como é que...
A família, de algum jeito, no Brasil, ficou sabendo. Os irmãos, os sobrinhos, os primos, os tios, alguma coisa que não é uma coisa, aquela família próxima. Imediata. Imediata. E ficou sabendo.
E aí, como resolve isso? O que faz? Eu tenho que ir para os Estados Unidos para resolver? Eu tenho que fazer alguma coisa? Tem uma questão de visto que a pessoa talvez consiga, talvez não vai conseguir. Tem a questão de dinheiro, de pagar uma passagem para vir, de emergência e tal. E no final das contas, é um processo que demora, que pode ser um processo que vai demorar bastante tempo. Então...
eles acabam me achando, seja... Pelo consular? O consular tem ali uma lista de advogados, eles acabam me achando de alguma maneira, alguém que conhece, enfim. E como é que resolve? Como é que a gente ajuda? Dependendo da situação, são situações onde a gente tem que ir para a corte, tem que entrar com o processo judicial para resolver o problema.
Às vezes não precisa, às vezes é só uma questão de, ok, quais são os bens? Tem uma casa, tem uma conta, tem isso aqui? O que eu vou fazer? Tem uma instrução, tem um trust, tem uma instrução, uma herança, um testamento especificando o que fazer com aquilo. Primeiro, o que é aquilo tudo, o que fazer com aquilo tudo e para quem vai aquilo tudo.
E às vezes a gente não precisa ir para a corte. A gente pode só pegar... Ok, tem uma casa, vamos vender a casa e o dinheiro vai para o Brasil, para a família. Então, tem os casos que a gente pega assim.
Tem dois trabalhos envolvidos nisso. Um é o trabalho do advogado, se tiver que ir para a corte. O outro é o trabalho do executor, do inventariante, do trustee, ou do executor, do administrador. Da pessoa que vai cuidar desse cara. E são dois trabalhos paralelos.
Eu posso fazer os dois. Nesses casos que a gente conversou, trabalhei nessas duas capacidades. E... A situação que a gente vê, as pessoas que têm casas e que não fizeram nada sobre... Nenhuma instrução, não tem nenhuma instrução... No planejamento. No planejamento.
É assustador, porque a gente tem uma família no Brasil que a gente não sabe até que ponto aquela família legitimamente é a parte certa para quem eu vou mandar o dinheiro. Eles não me conhecem para saber como é que eu vou confiar em mim um estranho, só porque alguém indicou alguma coisa, não tem, né? Como é que eu vou vender uma casa e mandar, eles vão saber que eu estou mandando dinheiro para eles. E...
E às vezes gasta muito dinheiro indo para a corte. Então, o ideal seria, a pessoa tem uma casa, tem algum bem, faz um trust. Trust é um documento onde você cria uma entidade, uma pessoa jurídica e vai deixar todos os seus bens para dentro, botar todos os bens dentro desse trust, dessa pessoa jurídica. Vai nomear alguém para...
administrar isso, a própria pessoa, enquanto está viva, é a administradora daquilo, pode fazer o que quiser com aquilo, vive da casa, mora na casa, se quiser alugar a casa, aluga a casa, vende a casa, então você faz o que você quiser. Quando você morre, tem as instruções, ok, quando eu morrer, fulano vai ser o administrador disso aqui. Então a gente já sabe que tem alguém.
Não há transferência do patrimônio, é só interno. É automático. É como se fosse ações. Como se fosse ações. É uma coisa automática que passa para esse administrador administrar. Se a instrução é vender e dar para o meu herdeiro, então o administrador vai pegar e vai vender e vai passar para o herdeiro. Quem é o herdeiro? Está no papel, está ali escrito. Eu quero que seja para o fulano, para o ciclano. E não para o Beltrano. Eu não quero nada para o Beltrano.
Essa pessoa já tem que participar da empresa junto? Não. Não é uma empresa. A gente meio que trata como uma empresa porque é uma pessoa jurídica. Mas não é uma empresa propriamente dita. Não é uma LLC? Não é uma LLC. Não. É uma limitada. Não é. É uma pessoa jurídica que...
que funciona como se fosse uma empresa. Na prática, no dia a dia, você vê como se fosse uma empresa, porque é o manager, o administrador da empresa, usando os bens da empresa e determinando o que fazer com aquilo. É, tá, isso aí... É que... É que eu não sei se fosse uma empresa, não sei se fosse uma empresa, não sei se fosse uma empresa, não sei se fosse uma empresa, não sei se fosse uma empresa, não sei se fosse uma empresa, não sei se fosse uma empresa, não sei se fosse uma empresa, não sei se fosse uma empresa, não sei se fosse uma empresa, não sei se fosse uma empresa, não sei se fosse uma empresa, não sei se fosse uma empresa, não sei se fosse uma empresa,
É que parece que se a pessoa não fizer isso, a parte de imposto é bem alta, quando você for imigrante e falecer. A parte de imposto, eu não quero me meter muito na parte de imposto, não, mas tem uma parte, em algum momento desse planejamento, a gente também trata da questão de imposto.
Dependendo das circunstâncias, dependendo do tamanho dos bens, da quantidade de bens, a gente tem uma parte específica para falar de imposto. O imposto não é necessariamente o principal objetivo de fazer isso. O principal objetivo de fazer isso é dar uma determinação daquilo que você quer fazer com aquilo, com aqueles bens. Para quem vai à tua casa quando você morrer? É o desejo do falecido.
Está escrito, não é só um testamento, é mais que um testamento. Testamento é, qual a diferença, vamos dizer, do trust e do testamento? Testamento é, quando eu morrer eu quero que minha casa vai para meu filho. Ponto. Ou para minha esposa, ou para quem quer que seja. O trust já começa a valer desde agora, enquanto você está vivo.
Então, tem regras dessa administração. No dia que a pessoa falece, então, ok, agora é mais ou menos como se fosse um testamento.
É diferente, a natureza jurídica ali é um pouquinho diferente. Mas, no final das contas, você vai transferir... A gestão do negócio. Para aquela outra pessoa. É como se você transferisse a gestão e não o patrimônio. Você transfere a gestão e o gestor novo vai, então, definir o que fazer com o patrimônio. Vai transferir o patrimônio para a pessoa certa. Então, isso é muito importante. E o que acontece?
E se não tiver um trust? Né? Esse último caso que a gente estava conversando, não tinha trust. Eu procurei, eu catei, a gente falei com vizinhos, com quem tinha acesso ali a algum tipo de informação, não tinha trust. Então, o que faz? Vai pelas regras de... ...
de gente que morre sem testamento. Do Estado, né? Do Estado. A regra do Estado que passa sem testamento. O que faz? Vai para a esposa? Vai para os filhos? Se não tem esposa ou filho, vai para os pais? Se não tem pai, vai para os irmãos? Não tem irmão, vai para sobrinho? Então, tem umas regras. A gente tem que seguir aquelas regras. Para seguir essas regras, a gente tem que entrar num processo de inventário probate. E...
É um processo chato, demorado. Às vezes demora bastante tempo, mas demora anos, dependendo da situação. Se tiver briga entre a família, tipo o sobrinho e o primo não estão de acordo. É aqueles imóveis que você vê parado e fica parado por anos. Parado por anos. Para resolver o problema jurídico.
Me conta mais, vamos entrar mais nesse caso, né? É que foi interessante que aconteceu assim na real, né? Mas pode ser nome fictício e tal, mas caiu, alguém te ligou, mas a pessoa não sabia nem o que a pessoa tinha, nem onde era a casa, como que foi isso? Eles não sabem, eles recebem uma ligação...
De alguém, de um vizinho, de alguém... A gente não sabe de quem ligou, como que liga, de onde vem essa ligação. Mas eles recebem a ligação. Ok, e agora o que a gente faz? Aí vamos procurar um advogado, então, para resolver. Me ligam. Fulano morreu. Vamos chamar Maria. Maria morreu e é a minha...
No caso, era minha irmã. É irmã, nessa situação, era irmã da pessoa. Só que a irmã, já são... Uma tinha 70 anos, outra tem quase 90 anos. A Maria tinha 70, a irmã tinha... Quase 90 já. Então, há quantos anos a Maria e a irmã não se viam? Há anos tinham contato. Há décadas elas já não tinham contato. Tchau.
A Maria morreu, não era mais casada, a gente tinha um primeiro marido, divorciou desse primeiro marido, o primeiro marido já não ganha nada porque não está mais casada. A Maria tinha um amigo, mas que também não ganha nada porque é só um amigo.
Então, para quem que vai essa casa? A Maria tinha uma casa. Para quem que vai a casa? Tinha contas no banco, tinha um carro. Para quem que vai isso tudo? Não tem outra. Então, eu pedi para a irmã, me prova que ela é tua irmã. Aí ela começou a me mandar informação, certidão de nascimento, certidão de óbito, certidão disso, daquilo. Nesse caso...
é uma família que veio da Ásia. Quando chegaram, foram para o Brasil. Os pais delas foram para o Brasil. Então eu vi recordes dos navios chegando no Brasil com o nome delas. Como é que você acha isso? Você acha na internet. Incrível. Você tem que fazer um trabalho de investigação. Tem que fazer esse trabalho de investigação.
Parece detetive, hein? A gente viu isso, o navio chegando no Brasil. Ok, mas ela estava nos Estados Unidos. Ok, eu achei os recordes do navio onde ela chegou nos Estados Unidos. Uau! Então, tem toda essa trajetória que a gente descobriu.
mostrando que por A mais B, o pai dessa é o pai dessa, elas são irmãs, porque às vezes você não tem documento para confirmar, documento bom para confirmar. Então a gente determinou que é isso aí. Ok.
Resolvido. Essa pessoa é irmã da Maria. Ótimo. Ela que tem direito. Eu não conheço mais ninguém que tem direito. E ninguém está reclamando também. Ninguém está reclamando. A gente entra num processo, porque como não tem um trust...
a gente teve que entrar num processo de probate, de inventário. Dentro do processo, a gente bota um anúncio de jornal, uma publicação falando, olha, Maria morreu, tem aqui o processo, quem tiver interesse, vem, se tem algum credor, até credor, não é redeiro só, credor. Uma conta, um cartão de crédito, alguma conta que ela não pagou, se você não estiver vendo aquele publicação, você vai ficar perdendo. Obituário, né? É. Obituário. E...
Então, tá. Aí o juiz finalmente me aprova para ser o inventariante, o administrador disso tudo, para trabalhar nisso não só como advogado, advogado eu já sou quando eu entro na corte, nesse processo, mas alguém tem que ser o inventariante. Então ele me aprovou, depois de uns dois meses...
Ele me aprova para ser inventariante. O que aconteceu? A pessoa morreu aqui. A família me contatou aqui. Dois meses depois ainda... Estava em processo. É quando finalmente eu fui apontado para poder... Então fácil para terminar? Seis meses, né? Uns seis meses só para... Foi uns bons quatro, cinco meses. Não sei se chegou a seis meses, que a gente agiu meio que rápido. Mas... E o que acontece com a casa?
ou com tudo. Quem está pagando o imposto da casa. As contas e tudo. Então, ok, finalmente eu posso entrar na casa. Entrar na casa foi uma coisa... Um desafio, né? Foi um desafio. Nossa. Porque...
essa pessoa, essa Maria, não tinha, não sei dos detalhes, se tinha uma doença ou se não tinha, ou se era uma coisa psicológica. Guardava tudo. Mas era um hoarder. Acumuladora. Então tinha papéis... A gente tem umas fotos aqui, estou mostrando aqui as fotos para o pessoal enquanto a gente está falando.
acumulava coisas. E tinha gatos na casa. E os gatos, tinha os ratos também. Então, o cheiro... E ninguém deu de comer por meses? Então, esse amigo vinha ali de vez em quando e dava comida. Ele tinha acesso à casa? Ele tinha acesso à casa. Ele morava com ela? É uma coisa estranha. Não vou entrar muito no detalhe, não. Não, ele não morava na casa.
Porque ele podia falar, não, a irmã não convivia com ela, não via ela por mais de 20 anos, eu vivia com ela, era namorado dela. Ele podia ter feito isso, né? Ele podia. Ele teve a oportunidade de fazer isso até na corte. Ele foi na corte para qualquer coisa. O juiz falou, o que é isso? Quer fazer alguma coisa? Traz o teu papel. Ele recusou? Ele não fez nada. Ele deixou quieto. Muito bem, muito bom. E, enfim.
Você teve que procurar papelada Dessa casa Ainda sinto Ainda entra aqui Toda vez que eu falo Que eu lembro disso Tem uma coisa Você vai ver nas fotos O pessoal está vendo as fotos Realmente é bem É bem chocante Parece coisa de filme Do episódio Hoarders
é, Rourdes, exatamente inclusive tinha dois carros abandonados na garagem você vê o carro, cheio de coisa em cima do carro, ninguém usava aquele carro há anos a gente até pensou Mustang 1967 eu acho 74 vale alguma coisa
Estava tão ruim... Que nem sucata, mandaram sucata. Não vale nada. A gente não conseguiu nada ali com o carro, basicamente. E tinha um outro carro também, né? Menos velho, mas... Tem valor. Não tem valor aquele.
Então o que eu fiz? Como advogado eu continuei no processo, como inventariante eu continuei tratando dessa coisa da casa, das contas, de tudo. A gente contratou um pessoal que vem com aqueles caminhões para tirar o entulho, limparam tudo.
Todo mundo ali de máscara trabalhando. Eu coloquei a foto aqui, o pessoal vê como ficou. Foi limpo. Bem difícil de trabalhar. No final, você vê a situação, como é que era, bem sujo. É que você tem que preparar a casa para vender, né? E a gente tem que preparar a casa para vender. Eu não posso vender daquele jeito. E depois de vender, você tem que usar aquele dinheiro para pagar as contas que você está devendo tanto tempo. Porque tem contas que eu...
eu adiantei dinheiro do meu para não perder a casa para não perder isso a família me mandou um pouco de dinheiro também só uma aguinha mas o Brasil você tem que ser o contador, tem que separar tudo você mandou isso, eu tenho que devolver isso para você você me deu isso tem que fazer tudo isso e a gente então
Conseguiu. Limpou a casa, depois vendeu a casa, achei... Uma das coisas que a gente tem que fazer, quando a gente não tem a menor ideia, não é só a casa. A casa é fácil, porque a casa, você vai no condado, tem ali o registro de quem é o dono daquela casa. Então, eu sei que está em nome de tal pessoa. Fácil, né?
E que contas bancárias que essa pessoa tem? Em que banco que essa pessoa guarda o dinheiro dela? Que dívidas que essa pessoa tem? A gente não sabe. Então, em algum momento, eu estava ali na casa, revirando o papel.
debaixo dessa pilha de papel... De gato. Procurando instrumentos de gato e tudo. De luva, de máscara, de... Botei uma roupa assim, diferente, até procurando algum tipo de indicação de onde tinha... Contas bancárias. Contas bancárias. Correio, né? Então a gente tem que olhar em correio.
Se tiver um cofre, se tiver uma gaveta. Nesse caso, não tinha nada. Não tinha cofre, não tinha gaveta. Nada de valor na casa, né? Na casa, a casa não tinha nada de valor. Tinha joias. A gente pegou, peguei um pouco de joias, botei. Eu vi uma foto aqui de algumas joias também. Eu vendia joias no... Para pagar as contas também. No Penhoas. Esse dinheiro faz parte do espólio, né? Do total, do estate, do espólio.
O que mais? É muito trabalho. É muito trabalho. É uma loucura. Por quê? Porque essa pessoa nunca se preparou para esse momento. Nunca deu uma determinação de o que fazer com aquilo tudo. Primeiro, o que é aquilo tudo e o que fazer com aquilo tudo. Então, já é um trabalho de investigação.
Bem... Mas aí, como foi assim? Ela faleceu doente, provavelmente, no hospital? Foi. E aí... Na casa. Na casa mesmo. Mas ela já estava de idade, mas... Não, mas estava com 60 e poucos anos. Nesse caso, foi na casa. Tá, mas ela foi enterrada como normal, o processo foi...
Porque não tinha parente nenhum. Então, não tem nem uma das coisas que quando a gente prepara essa documentação de trust, de will, esse testamento, a gente prepara um documento falando também o que fazer com o corpo. Sim. Cremar. Cremar. Enterrar. Tanto se você está incapacitado, numa cama de hospital, por exemplo, ainda vivo. Para tirar tomada, né? É.
Ou depois, quando morreu. O que vai fazer? Não tinha nada, não tem um documento. O que a gente decidiu fazer? Nesse caso, a gente decidiu, cremou. As cinzas eu mandei para o Brasil. A família fez uma cerimônia lá, alguma coisa. E...
É um processo tão grande. Mas isso aí, no caso, você que bancou, porque eu estava antes de ter toda a venda. Porque demorou 100 meses. Teve uma parte, alguma coisa eu banquei. Mas, claro, não é eu vou bancar qualquer coisa. É, não é. Tem toda a casa. Você tem uma segurança. Tem que fazer sentido. Tem essa casa aqui. De algum jeito, a gente vai vender a casa. Recuperar o gasto. Então, eu posso investir o que eu precisar, porque, claro, até o limite do que vale a casa, a casa valia...
Mas se a pessoa também que faleceu, se tivesse duas hipotecas, três hipotecas da casa, tiver prestado muito dinheiro e a casa não vale... Não vale nada? Então a gente tem que terminar isso também, logo no começo, para saber se... Se vale a pena. Todo o seu trabalho, porque você não dava trabalho de graça. Ninguém pode fazer isso de graça. Mas a casa estava quitada. A casa estava quitada. Era uma casa bem antiga, bem velha.
É, tá aqui na foto que o pessoal tá vendo que é bem... Cidade boa, que valia bem? A cidade era legal, não era ruim. Então, vale, tinha um valor bom na casa. Tinha um valor de Los Angeles, de Pasadena, um pouquinho antes de Pasadena. Então, eu trabalhava na polícia de San Marino. San Marino é do lado de Pasadena e Alhambra, né? É cidade... Tem valor, tem valor. As park, talvez.
Então, Highland Park, não sei se é esse o nome. Pode ser, mas Highland Park é mais para Los Angeles. É, não sei. É ali, um pouquinho antes de Passadena. Tá. Tem, ah, ok. Foi faz tempo isso ou não? Mais dois anos? Huntington Park. Isso. Huntington Park. Huntington Park. Huntington Park é legal. É. Huntington Park tem áreas boas. Tem áreas boas ali, tem umas casas boas ali. Mas é engraçado, porque você disse que ela é asiática, que ela é Huntington Park, aquela área, mas é hispanos.
Enfim, a origem inicial veio da Ásia, depois do Brasil. E meus pais. Aí mistura tudo, né? E meus pais. O primeiro marido dela, o marido dela, ex-marido, era hispano. Então, não sei. Quando eu trabalhava em San Marino, eram essas mansões gigantes e gente toda de terceira idade.
E o que acontecia, o pessoal da China vinha e comprava essas casas, né? Depois que faleciam os donos. Mas a gente sempre respondia para uma chamada de alguém idoso, que os vizinhos já não viram faz...
semanas, que não sabe o que aconteceu, a gente tem que fazer um door knock, né? Aí ninguém responde, dá pra cheirar. Door knock é ir bater na porta e dá pra cheirar de fora que parece que faleceu. Tem um corpo descomposto já. Aí você entra e a gente teve tanto de hoarders que eles guardavam jornais do piso até o teto e os jornais caíam em cima dela, ela não pôde mexer.
E morreu lá dentro. A gente teve um monte de dias aí. Em Samaritan tem muito, porque é... Como é que a gente fala? Em inglês a gente fala dinheiro velho, né? Old money. Que é de herança, de família. O general Patton tem a casa dele lá. O ex-xerife de Los Angeles tinha caras lá. Também tem muita gente.
afluente, né? Da sociedade que vive lá. Então, as casas... Tem bastante gente... É, não. Porque se for recente, é porque a casa não tinha valor. A pessoa que fosse comprar talvez até derrubasse a casa, mas o terreno ali valia bastante, né? Tenho a impressão de que a ideia seria de derrubar a casa e construir uma coisa nova. Porque não dá do jeito... Essa casa, especificamente, não tinha muito o que aproveitar. Então, claro, o valor abaixa, porque você não está vendendo uma casa que a pessoa pode entrar e morar.
Só o terreno. Só o terreno. Mas o trabalho que você vai ter destruindo, demolindo aquela casa, tirando fundação, refazendo a fundação, enfim, qualquer coisa. Mas, por incrível que pareça, se eu não me engano, já tem quase um ano que o corretor...
que vendeu, passou lá na frente da casa umas duas semanas atrás e falou, a casa está intacta. Ninguém mexeu. Ninguém comprou? Comprou. Comprou, mas deixou lá. Já tem bastante tempo isso, sei lá, uns seis meses, sei lá, uns oito meses, seis meses já comprado a casa. Mas a casa está intacta. Ninguém mexeu. Do jeito que estava, continua. O que é estranho, né? Você acha que a pessoa vai comprar, vai...
Às vezes já está provando o projeto. Eu tenho um amigo meu, o que ele faz, ele é developer, ele é desenvolvedor de propriedades. Investidor. Ele é um general contractor que tem um pouquinho de dinheiro, ele compra as propriedades, uma casa.
Toma a casa e faz 12 unidades em uma casinha pequenininha, um terreno pequeno. Ele coloca esses tipos de apartamentos dentro de uma propriedade. Mas o que demora é a permissão da cidade. É, para converter. Imagino que é isso que ele vai fazer. O terreno era legal. Huntington Park, tá?
tem uma área boa ali para fazer um terreno era uma casa de dois quartos mas tinha um terreno bom atrás então se a pessoa fizer um planejamento direitinho você faz uma coisa mais estendida
E aí hoje com as leis atuais da Califórnia que incentiva você low income, eles valem a pena. Mas isso aí deu bastante trabalho, hein, Patrick? Deu bastante trabalho. É uma história boa pra lembrar e pra... E tem foto, a gente tem que mostrar as fotos também. É, não, mostrei o pessoal. As fotos, tem foto dos dois casos dessa situação, de duas situações aí que eu peguei muito parecidas, que eu falei. A primeira...
Foi muito mais simples. Era uma hoarder também. Sempre, né? Nem sei se o que você está vendo nas fotos é de um ou de outro. Tá. Mas também era uma hoarder. É parecido, né? Mas ela tinha um trust. Ah, foi rápido então. Então, não precisei entrar na corte para perguntar, pedir autorização para juiz, para nada. Nem vi juiz naquele primeiro caso. Então, salva um dinheiro bom para a família que vai estar recebendo isso, porque eu vou...
o que eu vender aqui, o que eu pegar de dinheiro aqui, é deles. Eu não preciso pegar e dar pra um pra corte, pra um processo. O processo tem várias despesas que você tá pagando ali dentro e que...
Que acaba correndo com o valor. E um trust hoje, ele custa caro ou depende do valor que está envolvido no processo? Depende da situação. Depende se é uma coisa de uma casa simples ou de um... Do valor, do volume total que depende.
Se não tem nada, vai ser muito mais barato do que se você tem propriedades e casas e empresas e contas bancárias e coisas. Paga uma vez só, quando você faz um documento. Paga uma vez só, você faz o documento. Se quiser, você pode mudar isso quando quiser. Atualizar. Quando estiver vivo, você vai mudar isso do jeito que você quiser mudar. Não quero mais dar nada para esse filho, quero dar só para essa filha. Não quero dar mais nada para...
Essa pessoa, eu quero para aquela. Essa casa, eu já não tenho mais essa casa. Eu tenho essa outra casa. Agora eu quero essa casa que seja distribuída assim e assim. Existe no Brasil um documento parecido com esse, só para uma referência ou é diferente mesmo? No Brasil você tem o testamento, que é o will. A gente tem isso aqui. O will, testamento, é a mesma coisa. O trust... O que é isso?
Ainda não tem Coisa exatamente igual No Brasil Então a gente tem que ir por outros caminhos diferentes Não quero me meter muito Ah não, não, não É mais falando assim que às vezes Para associar uma coisa com outra Não tem o que comparar Não é uma coisa que as pessoas vão saber A gente fala testamento Sabe o que é A gente fala o trust As pessoas no Brasil Confundi
entender direito o que é. Tem que ter uma explicação. Inclusive, explicar isso para essas pessoas, para essas famílias, essas famílias que estão me contatando, é o primeiro obstáculo que eu tenho, porque eu tenho que explicar. Não só traduzido em inglês para o português, mas explicar o conceito jurídico deles, o que é isso.
Você falou que não é uma empresa, que eu imaginei... Porque algumas pessoas falam que quando você tem patrimônio aqui nos Estados Unidos, é bom você ter uma empresa porque é mais fácil com sucessão, você não fica preso à transferência. No Brasil, existe um conceito hoje em dia que se chama holding familiar.
é nessa área, é nesse caminho, é parecido, não é igual, mas é alguma coisa assim. Se quiser um nome específico, para traduzir, eu diria que é essa holding familiar. Só não é igual. A questão da empresa é uma ideia também. A gente abre empresa, a gente faz empresa. A ideia da empresa é você proteger patrimônio.
de responsabilidade, de liability pessoal. Então, eu não quero, eu tenho essa empresa, eu tenho uma operação aqui nessa empresa, eu não quero, se alguma coisa acontece aqui, alguém cai na empresa e vai me processar, eu não quero que isso chegue nos meus bens pessoais. Então, eu vou abrir uma empresa para proteger isso. Ele fala que são três empresas, uma para operacional, outra para patrimonial. Isso. E uma terceira...
talvez a holding para ser a dona de tudo isso é, um guarda-chuva geral aí você tem questão de taxas também, de tributação que é, enfim é uma especialidade sua nessa área empresarial empresarial é de business nossa, mas é bom
O 911 é focado para essas emergências, esse caso aí que é de brasileiros. Mais uma coisa que eu também não sabia, o Trust é um documento que você, se você já tem patrimônio aqui nos Estados Unidos e às vezes não tem... É que às vezes você pode ter até família, mas às vezes pode acontecer uma coisa, a família aí toda junta, né? Um acidente de carro, às vezes, e não tem o que fazer. Acontece, entra no mesmo problema, né? Então, se você tem patrimônio...
É bom pensar, né? É. Eu diria assim, em regra geral, se você tem uma casa própria, comprou uma casa, faça um trust. Coloque essa casa dentro do trust. Tá? Se você ainda não tem a casa, você só tem contas bancárias, talvez ainda você não precise de um trust.
Mas se você tem a casa, faça um favor para quem você ama, que você quer bem e faz um trust, porque vai facilitar muito a vida deles lá na frente. Legal. Porque em Califórnia também, qualquer casa, em qualquer cidade, já vale bastante. Já vale bastante? Califórnia não tem uma casa de 300 mil. É, não tem mais, né? Não.
Obrigado, Patrick, por todas essas informações aí. É que a gente está fechando uma hora já. E a gente está focando em fazer uma hora os podcasts. Porque existe a dublagem agora. Eles passam por outros idiomas também. Oh, legal. Então é legal para outras pessoas, amigos. Principalmente aqui nos Estados Unidos. Se você quer mostrar para um amigo, quer mostrar para outro idioma, é legal passar. É, meus pais olham no podcast da gente e traduz direto. Pode traduzir em chinês, em inglês. É. O YouTube faz tudo isso automaticamente.
Vai ter que ser um vídeo menos de uma hora. Tem que ser menos de uma hora. Vai ter que editar. Por isso que nós estamos finalizando agora. Obrigado, Patrick, mais uma vez. Legal. Obrigado. Muito prazer. Edwin, por ajudar aí nesse podcast. Esse é Brasileiros em Los Angeles, o podcast da Comunidade Brasileira 911, emergência de brasileiros aqui em Los Angeles. Entre em contato. Vou deixar os dados aqui do Patrick no primeiro comentário.
E você pode entrar em contato direto com o Patrick para tirar todas as suas dúvidas aí. Ok? Obrigado. Tchau. Tchau, tchau.
E aí