Falar da Morte às crianças - Amor e verdade dão segurança!
Falar da Morte às crianças - Amor e verdade dão segurança!
- Filosofia da MorteVerdade com palavras suaves · Construção de narrativas e histórias · Importância do amor e segurança · Evitar mentiras e ilusões
- Trauma e o silêncio sobre a morteNegação do sentir e imposição de força · Angústia e vazio na criança · Dificuldade em nomear sentimentos · Castração emocional pelo silêncio
- Lidar com a dor e o luto infantilEspaço para expressar emoções · Compartilhar o sofrimento adulto · Segurança emocional e previsibilidade · Promoção de desenhos e brincadeiras
- Experiências de perda e recuperaçãoMorte dos pais por suicídio · Impacto da desinformação na infância · Esperança de retorno e idealização da morte · Busca por verdade e amor
- Morte de ArishtasuraConceito de irreversibilidade · Desenvolvimento intelectual infantil · Medos e ansiedades infantis · Adaptação da linguagem à idade
- O legado das pessoas queridasPresença através de memórias e ensinamentos · Viver para sempre dentro de nós · Relação com a pessoa falecida · Superação da dor com amor
- Mortalidade e finitude existencialIncerteza sobre o futuro · Aceitação da mortalidade · Desejo de viver plenamente · Probabilidade mínima de morte precoce
Olá a todos, espero que estejam bem, muito obrigada por continuarem desse lado. Hoje vamos ter mais uma conversa sobre um tema mais sensível, mas muito importante. Vamos falar sobre algo que às vezes é muito difícil, que é como falar da morte às crianças.
E antes disso, convém falar um bocadinho sobre a morte. E a morte, de facto, é um tema que muitas vezes tentamos evitar, especialmente quando falamos com crianças. Existe esta ideia de que devemos proteger, evitar o sofrimento ou até adiar estas conversas. Mas a verdade é que a morte faz parte da vida. E as crianças, mesmo quando não falamos diretamente sobre o tema, percebem que há o que está a acontecer. Sentem mudanças, emoções e há ausência.
Por isso, mais do que evitar, talvez o caminho passe por encontrar formas adequadas, seguras e ajustadas à idade para abordar este tema. Para começarmos, Diana, as crianças compreendem o conceito da morte da mesma maneira que os adultos? Depende da idade.
As crianças até aos 5, 6 anos não têm a capacidade de perceber a irreversibilidade, ou seja, o nunca mais, esta coisa de nunca mais vai voltar, isto para eles é...
Não é muito difícil, é mesmo incompreensível. Eles não têm ainda desenvolvimento intelectual para conseguir perceber esse conceito do nunca mais. E, portanto, não encaram a perda por morte da mesma maneira que os adultos. Até aos 10 anos já começam a ter um pouco essa noção do que é, se calhar isto nunca mais vai acontecer.
Mesmo assim, a morte é sempre um tema de uma compreensão não total. Ou seja, e portanto, muitas vezes surgem muitos medos nestas alturas, não é? Falam muito de morte, há muitos miúdos que nestas alturas falam da morte, e se morrer, e se eu morrer, e se os pais morrerem. E portanto, estão ali muito à volta com este tema porque estão a tentar perceber.
A partir dessa idade, dos 10 anos, já compreendem a morte como qualquer adulto. Claro que tem que se adaptar a linguagem à criança, não é? Mas, acima de tudo, a perda...
faz parte do amor, faz parte de amar. Portanto, o sentir-perda é um sinal de que houve amor, um sinal de que houve relação. E as crianças sentem como aos adultos.
E portanto, evitar, mentir, esconder, tens que ser forte, esta frase é terrível, não é? Porque é uma imposição a uma criança que nem sabe bem o que é que está a sentir, quanto mais como é que eu vou dar a volta a isto. E por isso há...
Há formas diferentes de dizer, obviamente temos que nos adaptar, e cada criança é uma criança, há crianças mais sensíveis, há outras mais práticas e resilientes, mas acima de tudo dizer a verdade com palavras suaves.
Ou seja, não é fácil, mas muito no sentido de não incutir ilusão de que a pessoa vai voltar, porque isso é enganar a criança. E podemos sempre construir uma narrativa, uma história, digamos, pode ser uma história sobre a morte, falar de morreu, porque isto é um...
É uma palavra que eles vão ouvir bastante entre os adultos, portanto é melhor não a esconder, não é? Essa pessoa morreu, mas o que é que isso significa para uma criança de 4 anos, não é? O morrer. Pode ser... Eu estou a ouvir aqui, quando os meus pais morreram, eu tinha 5 anos. Também foi de uma maneira...
que não é comum. Infelizmente cada vez mais comum nos dias de hoje com as taxas de suicídio, morto por suicídio. Mas para quem não conhece, o meu pai quando eu tinha 5 anos com uma doença psíquica acabou diagnosticada, acabou por matar a minha mãe e morrer de suicídio.
Eu tinha cinco anos e consigo viajar para o momento em que não me foi dito a verdade, não me foi contada uma história suave, foi-me contada que tinha havido uma explosão e que os meus pais tinham morrido. E essa foi a verdade com que eu vivi durante muito tempo.
a meu ver, demasiado tempo, e que eu com cinco anos, e ajustando aqui o que estava a ouvir, de facto, durante muito tempo, eu acreditava.
que muitos dias de manhã, quando entrava à luz do dia no quarto e a porta estava entreaberta, eu achava, pronto, isto foi tudo uma brincadeira, e agora vieram-me buscar. Foram viajar, tiveram a jogar à escondidas, qualquer coisa, e eu sentia mesmo, e de repente não entrava ninguém.
pelo quarto e era mais um dia normal. Mas eu tinha 5 anos e a ideia da morte para mim, eu percebia a ausência, eu tinha as saudades, mas existia esta esperança de, se calhar porque não me contaram nenhuma história bonita, mas também o que me contaram foi tão duro, mas não foi suficiente para que eu idealizasse a morte sem um retorno.
Porque foram várias as vezes em que eu acreditei que vão entrar e vêm buscar e estão a brincar. Esse aspecto da verdade acho muito importante porque de repente nós ouvimos, mesmo nos silêncios, ouve-se a morte faz-se sentir. E eu acabei por saber a verdade sem amor nenhum.
entre portas, entre corredores da escola e já só mais à frente é que soube como é que os meus pais morreram mesmo. É muito difícil para uma criança, e aí eu já fui crescendo e não era criança, lidar e gerir a morte.
quando há mais silêncios do que conversas? É muito mais difícil. Porque não há nada mais angustiante para uma criança do que ficar deixada à sua imaginação.
porque a criança não tem capacidade para nomear aquilo que sente, não tem capacidade para perceber o que se passa, não tem capacidade para pensar sobre aquilo que sente e, portanto, vai arrumando os seus assuntos de uma forma totalmente, normalmente, desarrumada, idealizando situações porque é isso que as salva, essa esperança que o pai e a mãe entrassem do quarto é uma maneira de se manter viva.
de não desistir a verdade acima de tudo quer dizer, não sei se essa verdade não seria um bocadinho violenta para uma menina de 5 anos não sei se calhar contada de outra forma até porque imagino que tivesse tido sinais de que não havia muita saúde mental na relação familiar etc sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal sal
E, portanto, é obviamente por causa disso que não acreditou naquilo que lhe contaram, porque não tinha acreditado. E as crianças são muito puras e se sentem tudo. E sabem quando lhes estamos a mentir ou não estamos a mentir. E, portanto, o dizer... Construir uma história não é mentir. Construir uma história é ajudar a criança a perceber, porque nós sabemos que ela não tem idade para perceber.
aquilo que eu fiz com o filho meu quando o avô morreu que ele gostava muito e que era uma pessoa muito importante na vida dele ele tinha precisamente 5 anos foi nunca negar que ele morreu mas construir uma história para quê? uma história que ele conseguisse imaginar
mas que não fosse mentira. E a história foi, o avô, o corpo deixou de funcionar, portanto já não vai estar aqui, apanhou um avião e foi para o céu.
Nós somos católicos, portanto foi para o pé do menino Jesus, porque foi lá ajudar a tomar conta de todos nós. Ele não vai poder voltar, mas nós um dia vamos lá ter.
Não sei quando é que vai ser, mas um dia também vamos todos fazer essa viagem. Portanto, não é uma mentira. É uma verdade contada de forma a que o meu filho pudesse imaginar onde é que está o avô, porque era isso que ele precisava. Porque senão é tudo muito difuso e muito confuso.
E ele durante alguns dias perguntava, a mãe já chegou ao céu, o avô já chegou ao céu, e pronto, e eu dizia, já, já chegou, já está lá, e agora está a tomar conta de nós. E ele durante o tempo em que precisou para amadurecer, imaginou o avô, a pé de Jesus, a tomar conta de toda a gente. E isto sossegou. Mas o que é que também o sossegue? Não é só esta narrativa, é o espaço para ele chorar, para ele dizer que tem saudades, para ele perceber que nós também sofremos com essa perda.
Não é, tens que ser forte. Não, não tens que ser forte. Temos que sobreviver, não temos que ser fortes. Temos que viver essa dor e perceber que choramos pelas pessoas que mais gostamos. E, portanto, isso também é bom. E, portanto, também tivemos a sorte de ter pessoas tão boas na nossa vida que nos fazem tanta falta.
Claro que isto é uma criança de 5 anos, não faz tanto sentido, não é? Mas é um bocadinho, esta conversa assim, mas noutro tipo de narrativa conseguimos fazer entender isso e depois não deixar a criança sozinha, porque a criança nesses momentos cria muitos medos. Lembro-me que o meu filho teve muito medo que eu desaparecesse, porque se o avô desapareceu assim de repente, ainda por cima foi uma morte não anunciada.
eu também podia desaparecer, portanto ele e eu durante quase um mês tinha que ficar na escola até à hora do almoço, ele vinha cá fora despertar a ver se eu ainda estava lá e depois combinava com ele que tinha que ir trabalhar e depois voltava para buscá-lo daqui a duas horas. Portanto, entre a hora do almoço e às quatro da tarde eu podia sair, mas estava tudo combinado, para quê? Isto é para criar segurança, para eles perceberem que...
Com amor, a dor ultrapassa-se. E com cuidado, com colo, com carinho e com essa verdade. E todos precisamos perceber que não é por ser crianças que não sentimos. E, portanto, numa criança pequenina há que fazer uma narrativa deste género. Não estou a dizer que esta seja a ideal, pode haver outras.
Não mentir, não dizer está a dormir ou não dizer depois um dia ele volta ou coisas assim porque isto é mentira e isto engana. Mas ajudar a criança a passar por essa perda e por essa tristeza, muito cuidado e muito acólico, muito espaço emocional e até promover desenhos e brincadeiras que eles possam projetar a dor deles e depois falar sobre isso. Claro que eu estou a falar aqui como psicóloga.
mas muitas vezes as crianças falam através das brincadeiras e manifestam os seus... E se vir que a criança está muito, muito triste, obviamente procurar ajuda.
E aquelas perguntas difíceis, onde são eles que de repente nos põem a ver a nossa própria morte, que é com o medo que a mãe ou o pai morram, nos perguntam a mãe vai ficar comigo para sempre? A mãe vai morrer? Mas nem nós sabemos, não é? Nós também não sabemos, infelizmente, a lei natural da vida nós a passamos primeiro, mas também não sabemos.
E portanto não há nada mais que dê mais segurança às crianças do que eles perceberem que nós também não temos resposta para tudo. Não temos que ter. Nós não temos que saber tudo. O que nós podemos responder nesses casos é, olha, a lei natural da vida é que quando forem crescidos, já com os seus filhos, já a família feita, se calhar a mãe já vai ser velhinha e naturalmente vai desaparecer, vai morrer.
Mas é isso que em princípio vai acontecer e por isso é que é isso tudo que nós desejamos. E vamos fazer tudo para que isso seja assim. Isto é uma verdade. É uma verdade. É aquilo que se deseja. Eu não posso dizer não, não vou morrer, claro que não, vou estar aqui contigo para sempre.
se eu amanhã tenho um desastre de carro e desapareço, como é que... não é? Não se pode assumir isso. Pode-se dizer aquilo que nós mais desejamos, que é viver com os filhos o mais do que temos.
o maior número de danos que consigamos, obviamente, e dar-lhes essa segurança. E dizer, para não se preocupar com isso, porque a probabilidade disso acontecer é mínima, não vai acontecer quase de certeza absoluta, mas não podemos dizer não, não vou desaparecer. Não podemos dizer isso de maneira nenhuma.
Quando tivermos que falar, se falarmos, e com amor e verdade, nos momentos certos e no conforto do amor e de a família, dá uma segurança e estes temas são recebidos de uma forma muito mais...
de acrescentar, eu acho, em vez de dar insegurança, de dar segurança. Eu contei aos meus filhos como é que os avós morreram e ainda andei a empurrar com a barriga. Eu lembro que foram várias vezes em que o mais velho perguntava, mas como é que os avós morreram? São duas trevinhas morreram juntos. E eu, ah, estamos a chegar a casa.
Também, mas se calhar por isto, porque percebi que iria querer ser eu a ter a conversa e querer que fosse uma conversa com tempo.
com amores. E o que é certo é que quando contei a um, foi com amor, foi com as palavras como conto e como apresentei este podcast, que o avô tinha uma doença mental, que muitas, muitas dores de cabeça e que depois fez uma ajneira muito grande e vieram as perguntas difíceis. Qual é que foi a ajneira, mãe? E eu disse, o avô matou a avó e morreu de suicídio.
E ele foi comum. A arma era grande, era pequena e eu acima.
Só que querida, olha, não sei, a mãe não estava lá. E o que é certo é que depois disto, eu disse, olha, por isso é que a mãe tem o podcast, por isso é que a mãe vai falar tantos sítios, porque há muitas pessoas a sofrer como avô. E nós temos que respeitar estas pessoas e tem que se falar disto. E o Manel vai ouvir imensas coisas do avô e da avô e vai ouvir histórias e vai gostar. E não é a maneira como os avós morreram.
que vai definir aquilo que os seus avós eram. E foi a Manel que me deu um abraço. E a seguir eu lancei o livro e falei para imensa gente adulta e eles estavam lá. E hoje em dia quando se eu livre alguém dizia alguma coisa e eles diziam assim Ah sim, meu avô tinha uma deficiência mental.
E fez isto, e eu olho para estes dois miúdos e vejo que eles têm uma capacidade de gerir esta morte também, que não lhes disse tanto como a mim porque não conheciam, e eu consigo reconhecer essa distância, é muito mais fácil, mas sinto que têm esta segurança do que...
Se fosse alguém num corredor ou um amigo que de repente num dia de césar, ah sim, porque os teus avós morreram assim. E eu sou muito de como senti o que é que foi o silêncio de crescer sem ouvir falar. E eu acho que nem é tanto da morte. Sem ouvir falar das pessoas que morreram, acredito muito por causa da forma como morreram. Que senti muito que...
É uma certeza, todos vamos morrer. Então quando tiver que se falar sobre a morte, quando nos morrerem pessoas queridas, temos que conversar com o amor, porque eu acho que isso nos dá um poder muito grande, o amor e a verdade, em vez de ser uma fragilidade, as saudades que sentimos, a falta que nos fazem.
De uma maneira segura, nós vamos partilhar o que sentimos, nós não temos medo de chorar, nós não temos vergonha de dizer que temos saudades, e eu acho que nós conseguimos isso em nossa casa muito por não termos medo de falar da morte. E existiram já outras mortes perto de nós que foram sempre conversadas. E não é que seja um tema fácil. Nunca é.
Não é? Mas sou muito, muito disto que estavas a dizer, Diana. Que seja qual for a história, seja qual for a forma já esperada ou de uma forma inesperada um dia para o outro, eu acho que é mesmo essencial com amor e com verdade conversar. Conversar, conversar, conversar, dar tempo para eles umas vezes rirem, chorarem.
Mas dar isso, porque eu agora já tenho 40 anos, mas eu sinto, insisto em ajudar alguém que esteja a ouvir, conversem, porque faz tanta falta. Falem das pessoas que morreram, quer estejam ainda na viagem, quer depois ao longo dos anos de outra maneira, porque é um aconchego enorme para mim, cada vez que falam dos meus pais ou de outras pessoas que já morreram.
O silêncio revi-me muito quando disseste que...
Andei muito tempo à deriva, imaginar, criar se calhar outras coisas que deixaram muitas coisas em mim que se calhar não eram precisas. E por isso sou muito de conversar com amor, com verdade, sem medo. Nós crianças absorvemos e agradecemos. Mas não há nenhuma dor, nenhuma perda que cause trauma.
for falada ou vivida com espaço, com amor e com verdade. O que causa trauma é exatamente o fingir que não existe, o negar o sentir, o impor força, resiliência e outras questões de fortaleza, de mora para a frente, o homem não chora, e até as coisas que hoje em dia já há menos, mas também existem.
e o silêncio, o evitar. Porque as pessoas não fazem isso por mal, fazem isso porque também têm dificuldade em falar sobre essas coisas, obviamente, não é aqui nenhum tipo de julgamento. Mas o que isso causa muitas vezes é isso, é uma angústia e um vazio enorme dentro da criança.
que a criança está cheia de coisas sentidas que não lhes sabe dar nome e que se nós, enquanto adultos, não lhes damos esse nome ou não as ajudamos a construir esse nome, elas vão guardar como elas sabem e normalmente é mal guardado. É guardado do não se pode falar, é disto que não quer falar e aí sim vem o trauma.
E portanto o silêncio, o não falar sobre as coisas, até porque quando uma pessoa morre, e nós gostávamos muito dela, ela fica muito mais presente na nossa vida do que quando está viva. Porque fica no nosso pensamento todo o tempo, eu diria 24 horas por dia, porque até quando estamos a sonhar. E portanto...
Se ela faz parte do meu espaço mental durante todo o dia e eu não posso falar disso, isto é altamente castrador. E porquê que não posso falar? E a criança não consegue perceber isso. E, portanto, é falar, é lembrar, é contar histórias, é trazer a pessoa nessa figura, não é? E ensinar um bocadinho a criança a relacionar-se com essa pessoa de outra forma.
no outro podcast também disse isso quando a primeira morte mais difícil que tive foi o meu pai e a partir daí eu sentei-o no meu ombro, ele está sempre aqui eu sei que ele está sempre aqui o ombro é uma história contada porque? porque a representação dele
Está aqui dentro. Tudo aquilo que ele me passou, eu continuo a tê-lo aqui. Portanto, se ele ligasse a perguntar ao pai isto ou aquilo, eu sei perfeitamente o que é que ele me ia dizer. Isso já ficou aqui dentro. Claro que nos miúdos pequeninos não tanto, mas nós podemos, com uma forma mais simples de dizer, ele vai viver sempre em ti ou ela vai viver sempre em ti. Porque fez parte da tua vida e a tua vida ainda está aqui. Portanto, com essa verdade, com muito amor, toda a dor se supera.
Obrigada, Diana. Obrigada a todos por estarem desse lado. Neste tema, várias conversas poderíamos fazer. Queríamos recomendar um livro para crianças, e porque esta conversa foi sobre como conversar sobre a morte com as crianças, que é A Mala da Alma, da Pureza Melo e da Mafalda Castela, um livro que trabalha a dores, através de artes plásticas, através de...
de diferentes formas para vários tipos de dor, mas trabalha muito esta dor nas crianças da morte, quando nos morre alguém que nos diz muito. Podem comprar, está à venda, nós depois vamos deixar na descrição. Espero que esta conversa vos tenha sido colo, um grande beijinho e uma ótima semana. Uma boa semana para todos, até para a semana.
Saibam mais sobre o nosso trabalho no nosso site www.wetsbora.pt Não estão sozinhos, Wetsbora fazer caminho, Wetsbora grow together.
Wetsbora