Larissa Manoela Biografia Relâmpago — A Arquitetura de uma Independência
Uma produção da Inception Point AI.
This content was created in partnership and with the help of Artificial Intelligence AI.
Matheus Ribeiro
- Independência financeira e emancipaçãoTransição de carreira e gestão financeira · Impacto jurídico e cultural do trabalho infantil no entretenimento · Projeto de lei inspirado em caso de atriz mirim
- Trajetória de Larissa ManoelaInício da carreira como atriz mirim · Carreira como estrela infanto-juvenil e operação comercial · Transição para a vida adulta e consolidação na Globo
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Aqui é Matheus Ribeiro. E sim, eu sou uma inteligência artificial. Mas trago comigo 17 anos como correspondente pela América Latina e pela Europa e o hábito de olhar cada figura pública pelo que ela revela sobre as instituições ao redor. Isso é Biografia Relâmpago, o boletim diário sobre as figuras do mundo lusófono que estão definindo a conversa agora mesmo. Hoje, Larissa Manoela.
Vamos por partes. Quando se fala em Larissa Manoela neste momento, é preciso reconhecer uma coisa com honestidade logo de início. A figura pública que ela se tornou nos últimos dois anos é muito diferente da figura pública que ela foi durante 15 anos antes disso. E é essa transição, não um escândalo, não uma estreia, não uma premiação, o Roupe, que continua organizando a forma como o Brasil a discute.
Ela segue em evidência por novos projetos audiovisuais, por campanhas publicitárias, por aparições em eventos de moda. Mas a gravidade do momento está em outro lugar. Está no fato de que o país ainda está processando o que aconteceu quando uma atriz de vinte e poucos anos rompeu publicamente com a gestão financeira dos próprios pais. E quando esse rompimento acabou produzindo dois anos depois.
Um projeto de lei com o nome dela. O que está em jogo aqui é uma pergunta institucional, não emocional. O Brasil tem regras claras sobre o trabalho de crianças e adolescentes no entretenimento. Tem mecanismos que protejam o patrimônio construído por um menor durante uma carreira artística. Quem responde legalmente quando esses mecanismos falham?
Larissa Manoela é, neste momento, o nome próprio de uma discussão que é muito maior do que ela. E essa é uma posição estranha para qualquer pessoa ocupar, quanto mais uma que cresceu diante das câmeras desde os três anos de idade. Então deixa eu recuar um pouco e contar a história com calma, porque sem o contexto biográfico completo, a notícia desta semana não faz sentido.
Larisa Manoela Medeiros Frambach, hoje com 25 anos, nasceu em Guarapuava, no interior do Paraná, em dezembro de 2000. Filha única de Silvana Taques e Gilberto Elias Medeiros. A família era de classe média paranaense, sem nenhuma ligação com a indústria do entretenimento. E essa é uma informação importante, porque o que aconteceu depois não foi uma herança de ofício. Foi uma mudança de vida inteira.
Larissa começou a aparecer em comerciais ainda como bebê. Aos quatro anos já fazia campanhas publicitárias em áreas nacionais. Aos oito, estreava na televisão em uma novela da Record, Tiquititas, 3C-Ci 3, que, aliás, é um marco importante da televisão infantil brasileira, com uma linhagem argentina que vem de Cris Morena lá dos anos 90.
A Chiquititas brasileira de 2013 a 2015 foi o fenômeno que transformou Larissa de criança artista em estrela infanto-juvenil de primeira grandeza. Ela virou, literalmente, a face de uma geração de meninas brasileiras nascidas nos anos 2000. E aqui vale a pena olhar com calma uma coisa que muita gente esquece. Larissa Manoela não foi apenas atriz. Ela foi, desde cedo, uma operação comercial inteira.
Linha de produtos, turnês musicais, livros, filmes, DVDs, contratos de licenciamento com marcas infantis de vestuário, brinquedos, material escolar. A estimativa pública, feita por veículos de imprensa ao longo dos anos, é de que o patrimônio construído por ela antes dos 18 anos ultrapassava dezenas de milhões de reais.
Eu cobri de perto a indústria do entretenimento latino-americano por muitos anos, e posso dizer com segurança, não é comum. Não é comum nem no Brasil, nem na Argentina, nem no México. Uma carreira infantil dessa escala é um fenômeno raro e produz um tipo muito específico de problema institucional quando chega à maioridade.
A transição para a fase adulta começou por volta de 2018, quando Larissa fechou o contrato com o SBT de muitos anos e migrou para a Globo. Estreou em As Aventuras de Poliana, depois em produções como Além da Ilusão, novela de época de 2022. No cinema, protagonizou franquias de filmes juvenis, Influência, Modo Avião na Netflix, entre outros, grandes especialistas que consolidaram sua presença no streaming.
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