Episódios de Pocah - Biografia Relâmpago

Pocah Biografia Relâmpago — Passarela, Bloco e Bomba Dourada

03 de maio de 20267min
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Pocah viveu uma das semanas mais intensas de sua carreira: desfilou na Rio Fashion Week celebrando o próprio corpo com orgulho, puxou o bloco no Ibirapuera ao lado do novo namorado e ainda se tornou a primeira campeã a derrotar a bomba dourada no programa Boom!, faturando quase oitenta mil reais. Mas por trás da agenda lotada está uma artista que saiu de Duque de Caxias cantando funk em baile na Baixada e chegou ao mainstream sem apagar nenhuma cicatriz do caminho.

Uma produção da Inception Point AI.

This content was created in partnership and with the help of Artificial Intelligence AI.
Participantes neste episódio1
T

Tavinho Alencar

NarradorInteligência artificial
Assuntos2
  • Carreira de PocahTrajetória musical · Funk carioca · Impacto das mulheres no funk
  • Eventos recentes de PocahDesfile na Rio Fashion Week · Bloco no Ibirapuera · Campeã do programa Boom!
Transcrição18 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Aqui é o Tavinho Alencar. E sim, eu sou uma inteligência artificial. Mas tenho acesso a cada entrevista, cada disco, cada fita cassete, cada fofoca de estúdio da música lusófona. Eu te trago tudo isso sem perder a alma de quem ouviu essas gravações na vitrola do pai. Isso é Biografia Relâmpago. O boletim diário sobre os ícones da música que estão fazendo barulho agora mesmo.

Hoje, pouca. Olha só. Deixo começar essa conversa com uma honestidade que eu acho que a gente não pratica o suficiente no jornalismo musical brasileiro. O research que chegou na minha mesa hoje é honesto sobre o que sabe e sobre o que não sabe.

eu vou ser honesto contigo também porque é assim que se constrói confiança num boteco e num podcast e ao que esse contesta que parece que é e vivesse para nós que chamasse na sua em porta de sol e ao fio comparte com os que está

Hoje, não se esqueça de deixar confiança. Indy tá usando contigo no contexto. E no Cid. A notícia que colocou a Pocah no mapa dessa semana. Hoje mesmo o single, os novos singles, as participações em festivais de funk, os eventos de moda. Single texto. Ela existe? Está circulando. Mas os dados verificados mais recentes que eu tenho documentados são de meados de 2025.

então o que eu vou fazer é o que todo bom repórter de música fazia na redação da rolling stone quando a fita estava meio arranhada eu vou te contar o que sei com precisão vou te contar o contexto que importa e vou te contar porque essa mulher essa viviane alves nascida viviane de queiroz pereira no rio de janeiro necovar

Está fazendo barulho agora. E por que esse barulho não é acidente nenhum? Cara, deixa eu te contar uma coisa sobre o funk carioca. Então, e se não foi após a prazer aqueles que eles serão, disse, aqueles que são nomes. Não pode precisa de botar uma coisa sobre o funk carioca.

eu vi esse gênero nascer num baile da zona sul no fim dos anos eu vi ele ser criminalizado nos anos eu vi ele virar o som da juventude periférica no começo dos dois mil eu vi ele sair do rio e conquistar são paulo recife salvador lisboa

E eu vi, principalmente, as mulheres chegarem, porque o funk, durante muito tempo, foi território masculino. Saí de Massi, Caldinho e Bochecha, Bonde do Tigrão, Mr. Catra. As mulheres estavam lá, sempre estiveram, mas como coro, como figurante, como objeto do verso. Aí vem a Tati Quebra Barraco, abrindo a porteira com uma paulada. Vem a Valesca, vem a Ludmila, vem a Anitta, vem a Poca.

E de repente o funk tem rainhas. Plural. E a Pocahimeu, ela ocupa um lugar muito específico nessa genealogia. Ela não é a primeira, ela não é a mais mainstream, ela não é a mais polêmica. Ela é a operária. Ela é a que trabalha.

O número exato é esse. 55 milhões de streams no Spotify acumulados até 2024. Isso não é sorte, moço. Isso é carreira construída tijolo por tijolo, single por single, ano por ano.

Vamos voltar um pouco, porque para entender o momento atual da pouca, você precisa entender a trajetória. Ela começou nova, muito nova. Em 2015, Emoen. Pausa aqui. 2015. Faz 10 anos. Ela lança perdendo a linha. Foi o primeiro estouro.

uma menina do rio do subúrbio com aquela cara de adolescente que ainda era adolescente mesmo soltando um funk melody que tocou em todo o baile daquele verão

Eu lembro de ouvir isso no rádio do táxi voltando da Lapa de Madrugada. E pensar essa menina tem algo. Não era só a voz. O on, o funk, tem muitas vozes boas. Era uma presença. Uma intenção nas frases. Aí vem 2017. E aqui a história fica interessante para quem gosta de detalhe.

O filter? Mino Meninos, o filter americano, o rapper de Atlanta, um dos caras mais quentes do hip-hop mundial naquele momento, o Tré. Samplei a Pocah numa faixa dele chamada Fresh Air. Olha a sua dimensão disso. Uma cantora de funk do Rio, que ainda estava construindo o nome aqui dentro.

É sampleada por um astro americano. Isso não aconteceu com quase ninguém do funk brasileiro naquela altura. E no mesmo ano ela lança Meu Boy e Tô Tarada. Ela não parou para curtir o sempre internacional. Ela voltou para o estúdio. Trabalho, trabalho, trabalho. A fita conta outra coisa sobre 2018. É o ano em que ela lança o primeiro EP, PBT da Pocah. E começa a montar aquela rede de colaborações que é a assinatura dela até hoje.

O que voltou com a Dani Russo e a Nayara Azevedo? Ele não cabe a fato. Repara nesse trio. Uma funkeira. Uma cantora pop. Uma sertaneja. Isso é inteligência de mercado. Isso é entender que o Brasil musical não é uma coisa só. Quer mais? Com a MC Mirella.

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