Episódios de SoMente Solo RPG

SMS Entrevista: Marcelo Collar da Água Viva XP

01 de maio de 20261h50min
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No primeiro episódio do SMS Entrevista, recebemos Marcelo Collar, da  @AguavivaXP  e autor do maravilhoso Nômades: Primordial.

Quer conhecer o Nômades: Primordial? Acompanha a série de vídeos que fiz aqui no canal: https://www.youtube.com/playlist?list=PLk_THc9eNPfPIysa2aXrN-Cyc_Tx0JZ9N

Para adquirir o Nômades e conhecer mais do trabalho do Marcelo, acesse o instagram da Água Viva XP e mande um direct: https://www.instagram.com/aguavivaxp/

Baixe o Nomads: Unbound Battlegrounds, o wargame no universo do Nômades: Primordial: https://marcelocollar.itch.io/bgt

Para conhecer o Nomads: Unbound lançado pela Minds Vision no exterior, acesse: https://www.minds-vision.com/pages/nomads-unbound?srsltid=AfmBOoqqwxA279Y4UZ8XJ8WFRf_qhuEx6G9MVWUbNdrWRvtVoO25mYvy

Dicas do Marcelo:

Battle Tech Alpha Strile: https://btbr.club/manual-em-portugues-de-alpha-strike/

The Pitt: https://www.hbomax.com/br/pt/shows/pitt-2024/e6e7bad9-d48d-4434-b334-7c651ffc4bdf

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Assuntos5
  • Solidão na vida nômadeInspiração em Pathologic · Álbum conceitual 'Corona' da banda · Love, Death & Robots · Sistema de jogo inspirado em Mythic · Uso de cartas para mecânicas de jogo · Capa e nome 'Água Viva' · Cheiro de erva-cidreira nos portais · Arte de Chichi Luatong · Influência de 'Tales from the Loop' · Conto como apresentação do universo · Personagens humanos e falíveis · Conceito de 'espelhos' e multiverso · História de um jovem cuidador e idoso · Possibilidade de HQ
  • história do jogoPrimeiros contatos com RPG · Aventuras Fantásticas · RPG Aventuras Fantásticas (livro preto) · D&D da Grow · Dragão Brasil · Warhammer Fantasy · Wargame · Jogos de tabuleiro · Comunidade de RPG Solo no Facebook
  • Indústria de JogosDesafios financeiros no Brasil · Marketing e divulgação · Diagramação e produção · Interação com o público · Diferenças entre RPG solo e de grupo
  • Água Viva XPExperiências Narrativas · Publicação independente de jogos
  • Nomads Unbound BattlegroundsWargame em tempo real com aplicativo · Uso de miniaturas e cartas · Cenários modulares e setup rápido · Campanha densa e batalhas rápidas · Disponível gratuitamente no Itch.io · Inspiração em 'Onde Há Gigantes'
Transcrição271 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Fala galera, Adriano do Somente Solo aqui, e hoje vamos começar um quadro novo entrevistando aqueles game designers, as pessoas que a gente gosta do RPG, pra ouvir o que elas tem pra falar e pra elas contarem a história delas. E hoje não podia ser diferente, tá aqui o game designer, o cara que criou o Nomads Primordial que tem aqui no canal uma temporada completa jogando.

Então, seja bem-vindo, Marcelo Collar, da Água Viva XP. E aí, pessoal, tudo bem? Muito legal estar aqui. Agradeço o convite. Como a gente estava falando em off antes, falar de jogo é muito legal. Então, a única desculpa que eu peço antecipadamente é se eu não calar a boca. Podem já me interromper e continuar com o roteiro previsto.

A gente quer ouvir você. E pra fazer essa entrevista junto comigo, eu chamei o meu amigo ilustrador, mestre comissionado de RPG, ele é multifacetado, Ed Bortolotti, bem-vindo. Valeu pelo convite aí. E é isso, Ed Bortolotti, e estamos aí. Estarei no co-host aí pra ajudar, por necessário.

E eu quero começar pedindo para você, Marcelo, falar qual é a tua história no RPG. Como é que começou, como é que você se enfiou nesse meio e como é que surgiu o RPG solo na tua vida, já que nós estamos aqui no canal somente solo. Então, alívio para você desmanchar aí em fala, fique à vontade. O RPG começou com...

Ele tem um ponto muito visível na minha vida, que eu até escrevi sobre isso na introdução do Nomads, que eu era criança ainda, né? Estava em casa. Se eu não me engano, era um sábado de manhã. Na época não existia, literalmente, eu acho que não existia celular, anos 80 ali. E eu recebo uma ligação, um telefone fixo de casa de um amigo meu, colega de escola.

E ele tá emocionadíssimo, falando que ele comprou um livro que parece jogo de computador. Parece, tu joga no livro. E eu assim, mas como tu joga no livro? Tu joga dado e não sei o que. E era um livro da série Aventuras Fantásticas. Ele tinha comprado Cidadela do Caos. E aí...

Eu fiquei muito emocionado. E ele falou assim, cara, tu precisa comprar esse livro. Tu tem que pedir pra tua mãe, pedir não sei o que. Tu vai, vai, vai, vai. E aí eu, assim como qualquer criança de classe média, comecei aquela negociação. Eu cheguei nervoso. Sabe quando tuas mãos ficam molhadas, suadas? Porque eu precisava daquele livro. E eu acho que os meus pais ficaram tão chocados com o fato de eu estar pedindo um livro. Que eles falaram, porra, né?

Claro, né? Criança tá pedindo um livro, né? Vamos lá. Aí eu fui, era num shopping centro, minha cidade aqui é uma cidade pequena do Rio Grande do Sul, tem um shopping center na cidade, né? Tinha aberto há pouco tempo, inclusive, né? Nessa época. E eu fui lá e tinha uma livraria, com outro nome, mas existe até hoje no mesmo lugar. E...

E estavam os livrinhos, eles tinham três ou quatro, eu acho, da série Aventuras Fantásticas. Aí tinha Cidadela do Caos, que eu pensei, não vou comprar porque ele já tem. Aí tinha Floresta da Destruição e tinha Feiticeiro da Montanha de Fogo. Aí eu pensei... Olhei a capa do Feiticeiro da Montanha de Fogo, achei massa, assim, pensei, bah, esse aqui, né, tem um dragão em cima, tem um mago ali e tal.

E aí eu fui pra casa dele, a gente ficou explorando aquilo, jogando, muito emocionado e tal. E aí uma coisa vai levando a outra. Vai vendo mais sobre esses livros, até que tu acha aquele livrinho preto, RPG Aventuras Fantásticas. Que ele deixa de ser um livro-jogo e se torna um RPG propriamente dito. Ele te explica como jogar com o mestre. E quem tinha isso, ele era o irmão mais velho desse meu amigo. Que era um cara já...

ciente da vida, ele já era, a gente tinha 12 anos, 11, 12 anos, ele tinha já seus 14, 15, então ele já manjava mais de como explorar essas coisas e ele tinha esse livro preto RPG Aventuras Fantásticas e ele acabou nos mostrando como jogar com mestre.

E aí a gente enlouqueceu, né? O negócio. E dava pra criar a tua própria história. E não sei o que. A gente contava as histórias como se elas tivessem acontecido na vida real. Eu tava lá e o bicho me atacou. E eu joguei uma faca e não sei o que. E daí os colegas de escola ouvindo isso.

começaram a querer jogar também, chegou um momento em que a gente, todo o recreio da escola, a gente se juntava pra jogar RPG, literalmente todos os dias, né? E de vez em quando essa jogatina vazava pra dentro da sala de aula, tomava uma outra mijada de um professor, aquela coisa assim, começou a se juntar aquela galera no fundo da sala, a gente começou a matar a educação física, e sabe? É o nerd, é o típico, né? Não saber jogar futebol, ninguém conseguia jogar futebol, a gente...

pegava, beleza, vamos jogar, o professor dividia a turma em duas, uma ia pra uma quadra, um campinho de areia que tinha na rua, assim, e a gente tentava se meter nessa turma e vazava, assim, pra jogar RPG. E aí foi, né? E a partir daí, cada vez mais complexa a situação, assim, de a gente querendo jogar, daí surgiu o D&D da Grow, né?

Aí quando surgiu a ideia da Gro, é difícil talvez para o pessoal mais novo entender, mas é uma época em que não tinha internet, assim, dizendo as coisas que eram lançadas aqui, então o momento em que tu te deparava com alguma novidade, tu pisava na loja e a coisa estava na tua frente, tu podia encostar na coisa, ela já estava ali. Então a gente chegava ou nas revistas também.

Isso eu acho que ainda precede, o Day of Day da Growl, eu acho que precede a Dragão Brasil ainda. Veio antes da, ou mais ou menos, pouca diferença. Mas eu lembro que a primeira Dragão Brasil já tinha aventura para o Day of Day da Growl. Então a gente já tinha ele por aqui, salvo engano, nesse momento. Então a gente viu aquela caixa, na época era um preço absurdo, né?

E a gente... E rolou mais aquela negociação, né? De meses e meses e meses, até que alguém da turma conseguiu o D.D. da Groa, a gente começou a jogar e tal. Enfim... Aí eu acabei andando um pouco tempo afastado do RPG.

Na época em que eu comecei a ter banda, aí veio depois o que deu uma afastada no D&D na minha vida foram os Ramones, né? Aí comecei a ter banda, é punk rock e tal. Aí eu parei um bom tempo de jogar RPG e eu queria algum jogo mais rápido, assim, né? Não precisasse tanto comprometimento, assim.

Aí eu tive banda um bom tempo, aí eu comecei a ir para os jogos de tabuleiro, quando começou a ser lançado as primeiras coisas assim em português, acho que um dos primeiros jogos desses mais moderninhos que foi lançado em português no Brasil, foi o Warcraft, o jogo do videogame, né? Warcraft, o jogo de estratégia, assim, que veio pra cá.

a versão em português de Portugal veio pro Brasil, né? Caramba, era da Devir, por acaso? Eu acho que era, início dos anos 2000, eu tentei já procurar quando ele saiu aqui, mas não foi muito conclusiva a minha pesquisa, assim, e aí foi, outra coisa, antes disso, foi antes? Foi antes.

eu lembro que aconteceu a coisa mais legal assim para mim em termos de de nerdice de RPG assim porque eu tinha muito disso né eu era aquele que eu era eu era um negociador eu ficava às vezes um ano um ano e meio negociando para ganhar alguma coisa aí eu abria mão de Páscoa abria mão disso abrir a mão de tudo que as pessoas quisessem dar para os parentes eu pedia pedia dinheiro e tal então sabe para conseguir ganhar alguma coisa

E aí eu consegui, numa época, na época que existia uma loja chamada Forbidden Planet, em São Paulo, se eu não me engano, que é uma loja que nós aqui do interior do Rio Grande do Sul só conhecíamos de nome e de anúncios na Dragão. Eu nunca sei como... Não sei como foi essa loja, mas ela existia, ela tinha RPGs importados, tinha um monte de coisa. E aí eu ganhei uma caixa, um starter do Warhammer Fantasy de miniaturas. Caramba.

Que foi a coisa mais legal que eu já tive na vida, em termos de RPG, de board, que era uma caixa enorme com trocentas miniaturas. E aquilo acabou me levando para o Wargame. Irado. Foi uma coisa que me pegou direto. Provavelmente eu sou um daqueles jogadores...

e provavelmente iremos falar em mais detalhes nisso, um daqueles jogadores que jogam um RPG mais convencional e que estariam muito mais felizes no Wargame. Aí... Sim. É. E aí o que acontece é o seguinte, começo a ir para o Wargame, começo a querer jogar jogos mais táticos, aí que acontece essa questão do tabuleiro, né? Porque o Wargame é muito caro, o Wargame é quase... Demais. É quase... é, inviável, assim. Aqui no Brasil, hein?

da gente seguir no hobby, principalmente naquela época, né? Então eu comecei a explorar esses jogos no tabuleiro e gostei muito dali. Daí eu fiquei um bom tempo só em tabuleiro, Wargame. E aí eu tô pra dizer que eu voltei ao RPG quando eu descobri o RPG solo. Aí a gente começa a conversar. É, porque tem aquela coisa. Eu tive aquele negócio de jogar RPG, daí ir pra banda e tal, mas os meus amigos, eles... ... E aí

Eu fui o único que, da galera do RPG da época, eu fui o único que voltou, assim, pra jogatina analógica como hobby. A maioria dos meus amigos da época, eles continuaram jogando, mas jogando jogos de PC e RPG de PC e essas coisas assim, né? Então eu pensei, poxa, eu quero jogar coisas, né? E principalmente, eu queria criar coisas. Isso é importante. E eu queria criar...

criar algum Wargame, criar algum jogo de tabuleiro, eu pensei, cara, eu acho que o que seria mais viável pra criar seria um RPG, um livro, né? Porque eu trabalhei muito tempo como editor de jornal, então, pra mim, o processo de diagramar um livro, de fazer toda essa parte, era muito mais tranquilo do que criar um jogo de tabuleiro, por exemplo.

E até a questão de custo também, de gráfico, é muito mais tranquilo criar um livro do que um jogo de tabuleiro. Então eu fui nessa pegada. E aí eu descobri o RPG solo. Eu não lembro exatamente como que eu descobri o RPG solo, como que eu cheguei, o que eu procurei, o que eu fui atrás que acabou aparecendo. Mas eu achei a comunidade no Facebook, né?

E aí eu comecei a explorar. Eu acho que eu já tava com pré-nomades em produção, assim. Daí eu... Porque a ideia desse pré-nomades ia ser algo, quase um livro-jogo, só que mais aberto, assim, né? Então, quando eu descobri o RPG Solo, eu falei, é isso aqui que eu tô procurando, é isso aqui que vai se encaixar no meu projeto.

E aí o Nomads começou a evoluir a partir daí. Aí eu entrei na comunidade, comecei a publicar pra ver o que as pessoas achavam das coisas que eu ia fazendo e o Nomads foi se criando a partir daí. Irado. Então eu vou aproveitar que tu falou do Nomads, porque a próxima pergunta era justamente pra começar a falar desse jogo maravilhoso que, assim...

Eu não joguei uma cacetada de RPGs, até porque eu entrei no RPG basicamente tem um ano, um ano e um pouquinho a essa altura. Então assim, não tive contato com...

jogando de fato muitos RPGs, apesar de que eu fiz um vídeo recente falando tudo que eu joguei em 2025 e a hora que eu comecei a olhar foi bastante coisa até, ainda mais comparado com a galera que joga só D&D a vida inteira, né? Sim. Então assim, eu tive contato com muita coisa e Nômades é top 3 pra mim tranquilamente, assim, é puta de um jogo.

E aí, justamente, queria aproveitar para perguntar de onde veio a ideia do Nomads? Já que você já estava preparando um pré-Nomads ali, de onde veio? Como é que surgiu isso, essa vontade de escrever e escrever o Nomads? Quando eu pensei que, assim, vai ser um livro que eu quero fazer, eu fazia jogos de computador também, pixel art e tal,

Só que são coisas que são muito complexas, assim, tu acaba perdendo o controle depois de um tempo, acaba ficando complexo demais, assim, pra seguir sozinho naquilo, fazendo gráfico, fazendo todo o gameplay de um jogo eletrônico sozinho, né? E aí eu sempre fui muito afobado por ter a coisa jogável logo, né? E aí quando eu decidi que seria um livro que eu ia fazer, eu pensei, pá, eu vou...

eu vou começar um curso de escrita, né? Porque eu ficava meio receoso de escrever um negócio nunca, tendo estudado escrita formalmente fora do jornalismo, só estudado escrita de notícia, né? Aí eu comecei a fazer um curso de escrita criativa, uma pós-graduação, e paralelo ao meu trabalho jornalístico, né? E aí... E aí...

Comecei a fazer o Nomads. E eu pensei, como é que vai ser a história desse negócio? Aí eu tinha uma história da... Da onde veio? Foi no início dos anos 2000, que eu joguei aquele jogo Pathologic do PC, que é um jogo que fala de um vilarejo meio sinistro, numa quarentena, assim. Aí, não sei se alguém vai acreditar nisso, tá?

Mas eu julho que é verdade. Tem no SoundCloud, tá? Olha só, é sinistro. Nessa época, eu tive essa ideia de uma vila em quarentena. Criei toda uma história pra fazer um jogo. Um personagem que ele vai... Ele é um personagem que aconteceu uma coisa muito ruim com ele. Ele vai pra essa vila. Sabe aquela pessoa que quer começar a vida do zero de novo?

E vai e larga tudo, larga trabalho, larga tudo, vai embora e vai viver numa vila. Só que ao mesmo tempo essa vila é cercada por forças militares que ninguém sabe de onde vêm. Só que não parece muito humano, que é uma mistura do Half-Life 2 também. Tem aquela coisa, eu me lembro que eu ia fazer eles com máscaras, tipo as dos soldados do Half-Life 2. Aí conta a história dessa quarentena.

Isso no início dos anos 2000, 2002, 2003. E eu comecei a desenvolver uma história. A partir daí tinha um personagem que recebia algum poder absoluto ali, ele surtava e destruía toda a vila e tal. Daí o outro personagem recebia outra parte desse poder absoluto nessa vila de quarentena, eles quebravam o pau. E essa quarentena é porque uma força de outra...

Outra realidade que sabe que esse combate entre esses dois personagens encarnados ia acontecer ali, fez essa quarentena pra tentar descobrir quem era e eliminar eles antes que essa destruição acontecesse, basicamente. E daí eu não consegui fazer um jogo nisso. E eu pensei, cara, isso rende um álbum conceitual pra minha banda de metal.

Aí, sabe como era o nome do disco? Do nada veio essa palavra na minha cabeça. Em 2000 e... A gravação foi 2008 ou 2009. A gravação é de 2014. Mas o nome do disco era Corona. Falando de uma quarentena em 2014. Eu falei, quando começou a coisa da pandemia, cara, eu chamei o pessoal da banda. Cara, vocês viram o nome desse vírus? Vocês viram o nome desse vírus? Já achamos o responsável.

Do nada. É. E aí o seguinte, eu pensei, poxa, essa história podia funcionar bem e tal. Aí eu vi na própria curso de escrita, um professor passou pra gente aquela série Love, Death and Robots. Sabe? Do Netflix. E tem um episódio que é uma personagem que ela...

ela encarna uns bichão sinistro, uns monstrão, para lutar em arena, sabe? É como se ela controlasse, o pessoal que luta, bota os monstros para lutar em arena, e eles estivessem comandando telepaticamente, ou alguma coisa assim, aqueles monstros ali, mas no final se descobre que a mente dela sempre esteve dentro do monstro e tal.

E era uma vibe meio cyberpunk, meio sinistra, assim. E a partir daí eu tive a ideia da personagem, que é a protagonista da campanha do Nomads. E a partir dessa quarentena eu tive a ideia de uma parte da campanha do Nomads.

E eu comecei a pensar se os personagens pudessem ir pra... Tipo o suporte técnico universal, tem problemas acontecendo em vários universos e os personagens resolvessem. Eu quero me distanciar um pouco do personagem herói, daquela coisa que o personagem... Sabe aqueles filmes que tu olha que o personagem tá uma hora ajudando todo mundo e lutando todo mundo?

Por que ele tá aí? Por que ele não tá em casa? Por que ele tá fazendo aí? E não tem nenhum motivo. A pessoa tá se botando em risco. E depois vão ser personagens que vão resolver os próprios problemas. Mas eles vão estar inseridos em um contexto de... Como se fosse super-herói. Por super-poderes. Aí foi surgindo o Nomads. Aí eu... Comecei a pesquisar sistemas de...

de RPG solo e tal, gostei muito do Mythic, né? O cerne do Nomad é muito inspirado pelo Mythic, só que eu queria que fosse algo que a gente pudesse jogar na velocidade que a gente pensa, assim, né? E eu sempre fui meio, desde criança, apesar de jogar Wargame, eu sempre fui meio lento pra matemática, assim, né? Mais rápido nas humanas e mais lento nas exatas.

E eu pensei, ah, eu não quero que a pessoa jogue 2d6, some uma habilidade, subtraia outra coisa e faça não sei o que pra saber se ela vai acertar um golpe. Daí eu comecei a ver o que é mais rápido. Aí eu comecei a ver carta. Daí eu falei, não, carta é o número de 1 a 13 ali, né? Imagina, 1 a 13 vai somar 7, diminuir 3, dividir por 2. Não, o que é mais rápido? Vira a carta e vê a cor. Daí eu passei, pá, eu fazia assim, eu jogava um dado.

E eu virava a carta e via a cor. Jogava um dado e fazia o cálculo, virava a carta e via a cor. Eu falei, virar a carta é mais rápido. Daí eu começava a fazer essas testes assim. Até que eu chamei um amigo que estava fissurado no RPG solo também. Eu falei, ô Mel, chega aí, vamos testar esse sistema, ver como é que está ficando. O cara lançou...

depois disso, depois... Eu não lembro quanto tempo depois, mas ele também é conhecido na comunidade, pelo menos na comunidade do RPG Solo há um tempo atrás. Agora faz tempo que ele não lança nada, mas ele lançou aquele RPG Manifesto que tem na comunidade do RPG Solo. Até recomendo para quem tem na comunidade do Facebook lá. E aí ele veio aqui e a gente começou a testar, assim, o sistema sem mestre, né?

E começou aquilo a funcionar tão direitinho, assim, a gente, mas parece que tem uma entidade, assim, comandando o negócio, né? Porque a gente vai virando as cartas, vão vindo os resultados, e a história vai se encaixando. E daí eu vi, tá, é isso aí. Daí eu bati o martelo no sistema e comecei a escrever o livro propriamente dito, assim.

E uma curiosidade é que a primeira coisa que eu decidi do livro foi a capa da primeira edição. A primeira edição é um livro branco, uma capa que tem uma água viva, né? E aí eu decidi, essa capa tá demais, né? Deu assim, quer saber, eu vou chamar os portais de Águas Vivas, porque eles...

Eu já tinha na cabeça que o portal era meio ondulante, era parecido bonito, era parecido com a pessoa, olha, uau, vê aquela coisa brilhante, ondulante, eu falei como se fosse um nado de uma água viva, eu falei, vou fazer com que os personagens se chamam esses portais por esse nome, pela similaridade. Aí tem outro detalhe também no Nomads, que os portais têm um cheiro de chá, quando eu era criança, eu morava numa casa,

E a casa tinha um pátio dos fundos. E aí esse pátio dos fundos era meu outro universo, assim, né? Saía correndo, brincava. Eu sempre passava muito tempo... É, quando eu era criança, eu passava muito tempo sozinho, assim, criando minhas próprias brincadeiras e tal. E tinha uma... Um pé de erva-cidreira, que é um chá com um cheiro bem característico, bem bom, assim. Demais. E eu pensei... É, eu pensei, quer saber? Eu vou fazer que os portais do Nômades tenham esse cheiro. A pessoa primeiro sente o cheiro, e depois ela percebe o...

o portal, pra me arremeter também a essa coisa da infância aí quando eu mandei a primeira edição do livro, eu tive a brilhante ideia de botar um spray com cheiro de erva cidreira em todos os livros minha mulher teve repetidas crises de rinite, ela tinha que se trancar no quarto pra eu botar o negócio, mas deu certo mas essa é a história vários rodeios, mas essa é a história do

Como o Nômades surgiu na... O Água Viva XP, então veio depois de você definir que os portais são Água Viva? Isso, é, porque aí eu, depois do Nômades, eu sou uma das pessoas que eu conheço que tem mais projetos engavetados, assim. Aí depois do Nômades eu queria lançar um Wargame, lançar várias outras coisas. E eu pensei, o meu arroba na época ali era Nomades RPG.

Aí eu pensei, o que eu posso fazer pra poder falar de outros títulos, outros projetos ali? Eu criei o Água Viva XP, Água Viva Experiências Narrativas, pra que eu pudesse lançar outras coisas e outros projetos. E no fundo, no fim, eu acho que eu já não lancei nada, só lancei nomads igual. Fiquei bem engavetando umas outras coisas ali e tal. E desde o momento você sempre quis publicar independente ou você foi atrás de outras editoras até criar a sua?

Não, teve uma época que eu falei com uma editora, foi o pessoal, acho que da 101, que me recomendou, bah, fala com os caras e tal. E aí, só que eles falaram que o livro era muito caro para produzir, porque era colorido, era 250 páginas colorido e tal, eu falei, beleza, não tem problema, né? Porque é o...

Era o livro que eu queria lançar, era aquele ali, né? Não era outro. Aí eu pensei, não, deixa assim, porque assim, às vezes eu até me sinto um pouco roubando no jogo, né? Porque eu vou lá, lanço o meu livro, capa dura, papapá, e vendo a um preço que eu considero justo, bom, assim, né? E daí eu penso, um leitor inclusive falou assim no...

num Diversão Offline que eu expus lá, né? E foi aí que caiu a ficha, sabe? Ele assim, nossa, esse livro aqui, mais esse material extra, capa dura, colorido, com esse preço, como é que vocês conseguem? Eu falei, não, é que eu não vivo disso. Aí quando foi aquele eu não vivo disso, eu comecei a olhar ao redor e comecei a ver um monte de gente que vive disso. Me deu até uma bad, assim, que eu pensei, poxa, né? Bad, super errado. É, as pessoas, mas enfim.

E aí eu comecei a repensar as coisas, mas a minha ideia sempre é lançar o melhor possível pelo menor preço possível. Eu tenho essa coisa de gostar do livro bonito, da coisa e tal. Sim. Se tem um livro bonito, é o Nomads. Obrigado, obrigado. E falando em um livro bonito... Obrigado. Obrigado.

Também fala um pouquinho da escolha das artes E como a arte Meio que integra a história Do livro, então como você conseguiu fazer Uma gama de experiências O Nômades Original A única pessoa que tem Eu não tenho mais A única pessoa que tem é o Tarcísio Lucas Criador da Comunidade Solo RPG Ele tem uma cópia, a única que eu fiz na vida Do Nômades Original Caramba, que rígida É Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur

Era em fotos. Daí eu, como eu trabalho com imagem, enfim, mas eu assino e conheço sites de fotos, de bancos de imagem, coisa assim, né? Aí eu fiz um apanhado, assim, de coisas que tinham aquela vibe, assim. E aí eu fiz várias... Fiz um banco, assim, meu ali, e o Nomad Original era com fotos. E aí eu comecei a pensar, bah, mas tem...

E se eu entrar nesses mesmos lugares que eu capto essas imagens e ver se não tem ilustrações, né? Aí eu lembro direitinho, assim, eu tava aqui onde eu tô agora, no meu computador. Aí eu entrei e achei umas ilustrações que tinha uma pessoa flutuando, assim, num lugar surrealista, com cheio de águas vivas, assim.

E eu pensei, eu preciso saber como eu faço para usar essas artes, né? Quem é esse artista? Porque eu já tinha falado com uma dupla de fotógrafos chamado Mothmeister.

Mothmeister, eles fazem... Eles fazem... Eles se vestem, fazem uns looks bizarros e tem, às vezes, uns animais empalhados junto. E eu ia licenciar fotos deles. Eu ia licenciar... Moth, M-O-T-H, Meister. Eu ia licenciar fotos deles para serem as criaturas de outros universos do Nomads, né? Originalmente, as criaturas dos...

dos universos tem essa aparência na minha cabeça. Aí eu licenciar fotos deles. Eu pensei assim, achei esse ilustrador, um ilustrador da Tailândia, se não me engano, Chichi Luatong. Bastante gente usa as coisas dele, mas bastante gente usa as coisas mais fantasia dele. Só que ele tem um...

um lado dele que é bem de surrealismo, que era aquilo que eu queria. E aí eu estava no computador aqui, eu me lembro que, novamente, assim como quando eu ia ter meu primeiro livro-jogo, que as mãos ficam úmidas de nervoso, eu comecei a procurar o que eu fazia para usar. E daí eu consegui saber os caminhos jurídicos financeiros para usar o material dele. Justo.

E aí, como o livro não estava pronto, muita coisa acabou se moldando através daí. Através das artes e do material que ele tinha o costume. Dizer que se eu tivesse um artista, que se eu tivesse a liberdade de fazer os briefings para ele e dizer exatamente o que eu quero, não teria saído tão perfeito para o universo quanto as artes dele. Muito irado isso. Então foi muito...

explosão mental, assim, quando eu vi o material dele. E aí, até hoje, assim, ele é um artista que eu me inspiro pra escrever. Como a gente tem o RPG Tales from the Loop, né, que é um RPG criado em cima de artes, eu posso dizer que o Nomads foi parcialmente criado em cima das artes dele, assim.

Quem fala muito sobre usar artes para inspirar é o Capacli também, que ele pega uma arte e aí ele cria o RPG a partir da arte que ele encontra. E muitas cenas e muitas situações da história do Nomad foram criadas a partir de música também.

Eu ia, pegava meu ônibus pra ir pro jornal, botava meu fone de ouvido, ia ouvindo umas playlists, assim, ouvindo discos e tal, e... matutando histórias na cabeça, assim, pra... a parte de ficção do livro, assim, né? Pronto, perfeito. Já tava querendo puxar essa linha aí. Eu vou fugir até do script que eu mandei pro Ed.

Que é, assim, em todo lugar que eu falo do Nomads, eu digo, eu vou dizer exatamente o que eu vou dizer aqui agora. Eu falei, se ele escrevesse um livro com a parte do conto que ele escreveu, eu compraria esse livro de olhos fechados. De onde surgiu a ideia de apresentar o jogo pelo conto? Eu sempre quis dar segmento no universo a partir de um livro, assim.

Mas eu acabo tendo ideias mais rápido do que eu consigo escrever. Então eu tenho uma ideia de um pedacinho de um conto, eu escrevo. Antes de eu terminar, eu já tenho ideia de outra coisa. E o Nomads tem isso. Ele tem coisas, contos e situações...

às vezes separadas entre si, né? Então tem essa vibe, assim. E a ideia de escrever assim foi que eu nunca fui muito fã, assim, daqueles jogos que querem apresentar o universo e despejam um Atlas, assim, na nossa cabeça, sabe? Eu prefiro muito mais que o jogador...

tenta visualizar e sentir a vibe do universo através de diálogos de personagens e de situações do que dizer pra ele o universo é assim assado ele tem essa e aquela regra e as coisas acontecem assim, assim, assim então até por ser um RPG solo eu prefiro que ele

sinta esse universo, presencie cenas acontecendo nesse universo, e se ele tiver alguma dúvida sobre as regras do universo, ele pode resolver como ele quiser. Ele não precisa... Não existe errado. Ele não precisa...

que eu diga o tempo todo pra ele, não, isso aí pode acontecer, isso não pode, porque não faz sentido no universo. Qualquer coisa faz sentido no universo que o jogador vai criar a partir dali, né? A partir do momento em que ele tá jogando, o universo não é mais meu, né? É dele, então o que ele for fazer e que fizer sentido pra ele vale, sabe? Claro que eu vou seguir...

universo lançando outras coisas, outros projetos da forma como eu havia planejado, mas o jogador pode seguir da forma como ele entendeu e como ele planejou, né? Então eu gosto muito disso, assim. E tem muito dessa coisa dos... de eu sempre querer que os personagens sejam humanos, né?

eles, salvo uma possibilidade do Nomads, que eu falo que é quase aqueles New Game Plus que tem depois que tu chega no fim de um jogo de videogame e começa ele de novo com um personagem poderoso, assim mas os personagens são bem humanos então eu cria eles uma situação humana, né

personagem, sei lá, personagem tomar um rivotril no Nomads, eu acho, o herói, ele tá nervoso, ele tem que tomar um remédio porque ele tá muito nervoso, entendeu? Então é esse tipo de coisa, assim, que eu penso, humanizar mesmo, né? Deixar as pessoas gente como a gente, assim. Porque, assim, a pergunta central do jogo é o que...

que tu estaria disposto a deixar para trás para conhecer a verdade do universo, né? Sim.

E pra fazer essa pergunta, eu tenho que colocar o personagem do jogador na condição do humano, assim, pra que o jogador possa responder também. O jogador não vai saber responder se o personagem dele fosse super ultrapoderoso e pudesse voar pelos universos. Não, se ele mesmo, ele jogador praticamente, pudesse conhecer os universos, o que ele faria, né?

Isso. É tomar as decisões humanas de o que eu tô deixando pra trás quando eu tô vendo o espelho, né, que é uma das paradas do nome. Eu vou entrar e eu não vou. Isso vai mudar o quê, né, na minha vida? É muito foda. Eu queria muito que fosse isso. Que cada espelho fosse um salto às cegas, assim, né? Não tem como voltar, não tem como saber o que espera do outro lado e cabe ao outro.

Essa parada do não tem como voltar é muito foda. Porque isso deixa uma tensão, assim, toda vez que aparece um espelho esse não tenho como voltar e se mudar um negócio que eu não queria que mudasse. Me fudi. Sabe que uma das histórias que eu quero executar ainda, mais antigas que eu tenho na cabeça do Nômades, é o seguinte. É uma pessoa jovem que mora com um que mora com um espelho.

Um ente querido, um parente, que já é idoso e que precisa de cuidados. E é um idoso que não se comunica, mas escuta, enxerga, reage. Então é uma pessoa que... Ah, que...

Pega ônibus, vai pro trabalho, volta, faz mercado, sabe? Paga conta, tem que, sabe, calcular as contas pra conseguir vencer no final do mês. E ela descobre os espelhos e começa a acessar novas realidades. É uma pessoa muito solitária, assim, né? Ela chega em casa e ela conta tudo pra esse idoso que ela cuida, esse parente, esse ente querido.

com muita empolgação, dividindo com essa pessoa essa empolgação. E esse dividir com essa pessoa, essa empolgação começa a deixar a vida dela com mais sentido, né? E ela começa a passar cada vez mais espelhos, né? Então ela começa a ter uma conexão maior com essa pessoa, que antes na vida dela era só um fardo, né?

Até que um momento ela passa um espelho, passa outro, passa outro, até o momento que ela chega em casa e ela está sozinha em casa. E o porta-retrato que ela tinha com essa pessoa, está só ela. Então, é numa realidade em que essa pessoa que ela cuida não existe mais. E ela não pode voltar, ela não tem mais como... Eu arrepiei, geral. Eu arrepiei muito agora. Eu queria fazer uma época, eu queria fazer um curta-metragem disso, mas...

Eu tenho mais ideia do que tempo pra executar, às vezes. Ed, vamos fazer um HQ, Ed. Bora, bora. HQ funcionaria bem, isso é legal, é. Esse conceito de cada escolha é uma renúncia, é de moda, né, de princípio. Mas HQ rola, hein? HQ não tem orçamento de imagens, né? Então pode fazer a maior loucura possível.

Sabe que uma curiosidade, como eu trabalho com vídeo, né? Aí eu já criei, não sei se fica perceptível isso, mas o Nômades, o espelho é algo muito simples, né? Ele é uma leve distorção na... Tá, a água-viva é um portal, tem todo... Mas o Nômades, assim, no nível mais básico de história, que é Nômades e Espelhos, antes de ter águas-vivas para outros universos e tal.

Ele não tem pirotecnia, né? Eu já criei isso pensando na possibilidade de filmar um dia. Então eu pensei, não posso ser que o espelho é uma grita de coisa. Eu, não, é só uma coisinha ali discreta. Tu recorta uma camada, dá um blurzinho ali no editor de vídeo, ali que já faz. Sim. E aí foi assim que surgiu também. Muito foda. E tem uma história que é...

que é do do Kahn, que é o personagem é o Gandalf da parada, que eu falo do nome, que ela acontece que tem exatamente um dia eu vou até tirar foto disso, postar talvez, porque tem exatamente os pontos que essa história acontece aqui na minha cidade eu ia pensando na história o lugar que ele caminha, o lugar onde ele trabalha o corredor que ele acha, a água viva tudo existe aqui, são todos os lugares isso seria muito foda fazer uma postagem assim Tchau

Mas posso estar explicando, porque era um lugar, uma época que eu trabalhava, que eu ia a pé do trabalho até em casa, então era um caminho bem, que eu ia matutando essas coisas. E qual que é essa relação com o público mesmo, já que você lançou um trabalho por conta própria, então você tem mais contato com...

com o público, né? Qual é essa relação de ter lançado? Qual a experiência de ter lançado algo por conta própria? O que te afetou? É muito legal, assim, eu sempre fui bem bicho do mato, assim, né? Até hoje, assim, nas redes sociais são meio low profile, assim, eu não posso muito, não, mas...

eu não apareço muito, enfim, mas é muito louco, assim, ah, o vídeo do Somente Solo eu mandei até pra minha mãe, eu filmei a tela do... é sério, é sério, as pessoas acham que é, eu respondo, falo, mandei até pra minha mãe, acham que é zoeira, não, é real, eu filmo a tela...

Eu filmo a tela do computador ali e mando para minha mãe as coisas, mando os links e tal. E aí, mas como eu sou meio bicho do mato, assim, eu não participo muito de comunidades, assim, né? Mas é muito legal quando a gente vai nos eventos e as pessoas vêm falar, né? Aí, uma vez eu estava...

no DOF, é, Direção Offline, chegou um jovem, assim, não sei se tinha 20 anos, e daí ele chegou, se aproximou do stand, eu comecei, opa, tudo bem, tal.

Ah, eu estou trazendo aqui para o evento o Nomad, que é assim, assim, assado. Tu é um personagem, pode passar para o Universo Paralelos. Aqui o livro, se quiser dar uma olhada. Eu expliquei para ele o livro, e daí ele era mais quieto que eu ainda. E daí quando eu estava explicando, ele falou assim, não, eu tenho o livro já. E eu, pô, que legal, ele falou, eu tenho a primeira edição.

E eu joguei muito o teu jogo, joguei muito o teu jogo. Pô, que legal, ele falou, eu matava a aula pra jogar o teu jogo, entendeu? Ah, ah, ah, ah, ah. E era muito legal, daí eu tava, o outro momento, tava, sei lá, é, conversando, apresentando também um livro pra coisa, e passa um cara assim, fala,

aponta para mim, Marcelo, eu sou teu fã, eu gosto muito do teu jogo e tal, era uma pessoa que eu não conhecia ainda, sabe, então ele não tinha nenhuma obrigação de falar aquilo para mim. E é muito legal, assim, muito legal ver as pessoas falarem, porque no jornalismo, uma época eu tinha a fama de ser sisudo, mas é porque eu sou quieto mesmo, tímido, não tenho o costume de, eu falo muito, mas eu...

não inicio conversas, assim. Tem que ser provocado. É, se alguém chega a falar, e aí? E a jogatina? Adeus pra ela, né? A pessoa vai sair com dor de cabeça de tanto que eu vou falar. Mas eu não vou chegar e puxar. Mas é muito legal, assim, ver o feedback, ver as pessoas, ver as pessoas jogando e postando os seus gameplays, ver o que elas criam em cima daquilo. E o mais louco é muito legal.

É ver como elas captam a vibe do universo. O Nômade tem um clima, né? E essas pessoas, mesmo que esse clima não esteja explícito no livro, as pessoas captam. Que é aquela coisa... É uma coisa meio no ar, meio... Muito. Não é uma coisa aventura, assim... Não, é uma coisa... Tem uma melancolia, né? No ambiente.

É quase como se tivesse uma melancolia e ela tem uma pitadinha do cyberpunk, da noite, do neon, assim, mas com uma, sabe?

E aí, isso as pessoas captam, assim, e eu acho isso fantástico, assim, tu olha os vídeos, a trilha sonora que colocam, teve um americano que fez da versão internacional, e ele botou uma música clássica, que é um piano, assim, e eu pensei, essa música podia ser a trilha sonora do negócio, né? E é muito massa, assim, ver as coisas que são construídas em cima do livro e das pontapé inicial que eu dei, assim, com o livro.

Antes de entrar um pouquinho no papo de falar sobre a versão internacional, eu queria saber de você, colocando na balança, se você consegue equalizar o trabalho versus a recompensa de trabalhar independente. O que valeu a pena para você fazer esse livro independente? Quais foram os percursos para chegar nisso? Quais foram as dificuldades e o que resultou em bonificações, em gratidões? Sim.

Eu acho que, assim, RPG no Brasil, eu já vou tirar o elefante da sala que dinheiro não dá. Pelo menos eu não consigo, eu não me vejo, claro, falando por mim, com a velocidade de produção que eu tenho, eu não me vejo conseguindo trabalhar com isso, exclusivamente com isso.

Porque, não sei, a forma como eu olho a minha vibe, a minha pira de fazer RPG é fazer coisas que talvez ainda não existam. Pelo menos não existam exatamente daquela forma. Então, eu não conseguiria fazer um D&D, por exemplo. Ah, eu vou fazer uma coisa parecida com o D&D. Eu não conseguiria, né? Então, eu sempre faço bem devagar as minhas coisas.

E em alguns momentos é bem estressante, assim, né? Pena que a mulher não está aqui para dar o depoimento dela, né? Eu, assim, não vai dar certo. Não vai, não vai, acabou, acabou, já era. Não vai dar, não vai. Eu calculei errado o catarse e não vai dar certo. E no final dava certo, enfim. Mas são uma série de processos que a gente precisa aprender.

que extrapolam a criação do texto. Tem o teu texto pronto, tem muitas outras coisas, tem a metade, tem muitas outras coisas que precisam ser feitas e que precisam ser produzidas a partir dele.

Desde a diagramação, que a diagramação é uma das minhas etapas favoritas, tem gente que eu odeia, eu gosto, né? Até, tu precisa, não adianta, tu precisa de algum marketing, tu precisa...

Falar para as pessoas o que tu tá fazendo, mostrar para as pessoas o que tá fazendo. Não existe isso da pessoa ser descoberta do nada. Tu precisa entrar nos fóruns, olha pessoal, aqui ó, precisa se apresentar para o jogo, né? E ir criando as pessoas que se interessam pelo teu conteúdo. Tu precisa entender que o teu conteúdo vai ser...

sem graça para várias pessoas que não vão querer aquilo, que é um tipo de público que tem outra pilha e que não adianta insistir nele, né? E precisa saber onde tu vai apostar as tuas fichas, com quem tu vai conversar, criando os teus seguidores, as pessoas que confiam, que gostam do teu trabalho, e fazendo...

ligar para a gráfica para ver como é que funciona, sabe?

encher o saco dos amigos, ex-colegas de trabalho, como é que eu faço para fechar o arquivo para gráfica assim, assim, assado, sabe? Então, precisa ir aprendendo e explorando essas outras tarefas que surgem com a produção independente, né? Claro que se a pessoa for fazer só online ali, PDF, algumas partes dessas, algumas etapas assim não existem, mas mesmo assim requerem uma série de

de aprendizados, né? E isso acaba sendo muito legal quando finalmente consegue colocar o teu material pro mundo e ver as pessoas chamando teus personagens pelo nome, sabe? Aquele personagem que teve aquela ideia, sei lá, duas da manhã de insônia.

as pessoas interagindo com ele no gameplay, sabe? Tá no gameplay, as pessoas estão interagindo com aquele personagem que só existe na tua cabeça, e é uma pessoa que tu não conhece alguém, sabe? Então, isso é muito legal, assim, poder ver o mundo que tu criou na cabeça tomando vida na cabeça de outras pessoas, assim.

Isso é quase uma metalinguagem dos infinitos universos do Nomad, né? Os infinitos universos são os que os jogadores criam, né? Cada um tem o seu, cada um tem a sua versão, ele pode ser muito visto como uma metáfora para um RPG, né?

A pessoa solta o próprio D&D, né? A empresa ali solta o... Sei lá, eu nem lembro mais direito o nome dos mundos, mas o Forgotten Realms ali, e cada um vai ter o seu, né? Cada um vai criar a sua própria realidade ali. E a gente poder...

ter uma realidade que a gente criou e ver como elas ficam nas mentes de outras pessoas é quase a premissa do livro, é quase como tu explorar outros mundos, então é muito legal olhando os gameplays eu fico assim, sabe? emocionado vendo o que foi criado a partir dali, é muito legal é muito muito

satisfatórios. Sem falar, ah, evento, conversar com as pessoas, porque uma coisa, é o hobby, uma das atividades favoritas que a gente tem. Quanto mais a gente puder desempenhar ela e falar sobre, né, o mais legal é. Sim, claro.

Apesar de ser RPG solo, compartilhar a experiência, ter outras pessoas... Então parece que às vezes o RPG solo é mais social que o RPG de grupo, porque as pessoas jogam mais, falam mais, debatem mais sobre. Pelo menos nessa comunidade, ela é sempre muito viva, sempre muito movimentada.

Eu falo isso sempre, a comunidade do RPG solo, ele joga sozinho, mas a convivência, conversar sobre, falar sobre jogos, buscar jogos novos é incessante. Porque jogar em mesa em grupo, normalmente você deixa o assunto do grupo, né? Então quando você tá jogando solo, você quer mostrar isso pra outras pessoas. Isso, é, é. O assunto do grupo não extrapola o grupo, né? O assunto do solo vai pras comunidades, circula, né?

O cara vai falar, pô, tive uma experiência muito foda com esse jogo, conheçam esse jogo aqui solo? E aí a galera começa a jogar e começa a conversar sobre, e aí vira uma bola de neve de assunto, é muito foda. E uma coisa que eu, na primeira edição do Nomads era meio extra-oficial, e na segunda eu botei alguns parágrafos oficializando, é que um RPG sem mestre permite os jogadores se reunirem para jogar.

E depois cada personagem, depois eles se separam, cada personagem faz suas próprias suas próprias agendas ali, tem seus próprios interesses, e depois se reúnem de volta pra... Isso eu acho que dá uma riqueza muito grande pras histórias dos personagens, né? É tipo aquele... Eu sempre ficava imaginando, assim, o grupo de nômades como aquele...

Aquele grupo de veteranos, assim, cada um tem sua própria vida, mas de tempos em tempos eles se reúnem pra sacanear com o Oculto do Vidro, que é os vilões do... mais ou menos, assim, do... pra botar uma bomba num prédio, pra fazer alguma malcriação, assim, e depois saem e ficam um ano, dois anos, assim, sem se ver e tal, depois voltam. Tá demais.

Eu vou aproveitar o fio que tu puxou também ali da publicação no exterior, que tem um gringo que fez uma sessão, né? Umas publicações. E entrar nessa linha. Como é que foi preparar o Nômade para publicar no exterior? Teve que fazer muita alteração? Foi você que escreveu em inglês ou alguém traduziu? Como é que foi isso aí? Ele foi traduzido pela editora, né?

E eu diagramei, né? Eu falei, ah, eu gostaria de... Ah, da hora. É, eu gostaria de diagramar pra manter meu estilo e tal. O texto é o mesmo, mas o produto é diferente. Ele vai vir numa caixa, né? Vão ser três livros ali dentro.

três livros, oito mapas, os cartões de referência que tem na versão nacional, vai ter miniaturas de papelão, aqueles stand-e's de papelão. Então, o Nomads e a maioria dos RPGs sem mestre, eu sempre vi eles muito... que se beneficiam muito da gente ter alguma representação física na mesa, né?

Porque se no RPG começa... Demais. É. No RPG começa, a gente tem alguém pra bater o martelo e falar não, teu personagem está atrás do balcão, não na frente. O inimigo está na frente, não atrás. Mas cada jogador pode imaginar a sala, o pavilhão, de um tamanho diferente.

Cada jogador pode imaginar o prédio abandonado com um número de andares diferente. Então, tendo uma representação física ali na mesa, no Númes eu falo, pega uma folha A4, desenha e bota uns tokens, umas moedas, uns negócios para representar pelo menos onde cada personagem está. Falando isso, para a editora, eles toparam essa parada de ter mapas, tem vários mapas de localidades genéricas, assim.

e miniaturas de papelão pra poder representar isso na mesa, né? E os livros foram separados porque a gente tem um livro de história que ele condensa toda a parte de história.

um livro de regras e um livro de tabelas. Então são três... O jogador pode deixar só o livro de tabela na mesa na hora que for jogar e tal. Se ele quiser, ao mesmo tempo, consultar tabelas e resolver alguma questão de regra, ele pode ficar com o livro de regras e deixar o livro de tabelas na mesa, enfim. Maneiro, maneiro.

Mas o produto em si mesmo tem algumas ilustrações novas, né? Que a gente encomendou especificamente para o universo de alguns personagens do livro e tal.

mas ficou bem legal, assim, uma caixa legal, a caixa tá legal, é um lado do portal na frente e o outro lado no verso, então ela quase conta uma história, se tem os personagens fugindo de alguma coisa na frente do portal, na direção do portal, a gente vira, tem um personagem já do outro lado do portal, a gente descobre que ele tá sendo atacado lá por essa mesma coisa, então ele tem até uma historinha na caixa, assim. Da hora, muito bom. E, assim,

a ideia que a galera tem, ele vai publicar no exterior, vai começar a ganhar dinheiro. Foi uma parada de pensar, eu preciso tirar alguma grana e ir para o exterior, pode ajudar com isso. Como é que foi essa questão financeira de publicar algo no exterior? Eu vejo que é um movimento que tem acontecido bastante. O que me veio, eu pensei, ele sempre foi...

com o Nomads um RPG mais de nicho, tanto na ambientação dele, como no fato dele ser sem mestre, e tal. E eu penso, é um tipo de título que ele se beneficia em estar disponível para o maior número de pessoas possível, né? Quanto mais bizarro é o teu material, maior...

precisa de mais gente pra que tu capte outros bizarros aí no meio, né? Então, essa foi a minha ideia. Eu gostaria muito de ver o que que acontece com esse livro quando virtualmente o mundo inteiro passa a ter acesso, né? E aí a gente vai... Só que ao mesmo tempo ele é um...

tanto em qualquer lugar do mundo, ele é muito difícil de convencer alguém a largar o D&D dele, a largar o vampiro pra assumir um sistema novo. Então eu confio muito. O financiamento foi legal, a gente conseguiu bater a meta e tal, tudo certo. Mas eu acho que ele é um título que ele funciona muito bem no boca a boca, nas pessoas falando dele. Uns pros outros. Porque ele é difícil de passar a ideia.

rápido assim, né? É, é. Então, eu podia falar que é meio parecido com The Strange, mas ao mesmo tempo não é, a vibe é diferente. Ah, tem uma vibe meio World of Darkness, mas também não é. Não tem nada que eu possa dizer, ah não, é tipo isso aqui. Então, a pessoa precisa de um tempinho pra entender o...

do que se trata e curtir aquilo, né? E eu acho que vai ser legal, assim, quando as pessoas começarem a receber os seus livros, assim, né? Eu acho que vai ser bacana. Eles já têm acesso aos PDFs lá, então? Já têm acesso aos PDFs, daí a gente já tem esses comentários de, ah, vi o PDF, é muito mais legal do que eu imaginava, sabe? As coisas, já tem comentário nesse sentido. Mas eu acho que quando vier os livros, vão ser três livros de capa dura numa Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur

caixa, então estão bem bonitos. Eu queria perguntar justamente isso, como é que está sendo a recepção, se já tem galera jogando, fazendo vídeo, então já deve ter algum burburinho. Tem uma coisa já, um legal que a gente... Como é que é o nome dele?

É o Dave, é um sobrenome complicado. Dave Traumavor? Ele mesmo. Traumavor, alguma coisa assim. Ele fez um vídeo sobre o Nomads, e eu fiquei chocado, assim, que ele falou, ele tem um RPG de multiversos, assim, e ele falou que gostou mais do Nomads do que do jogo dele. Ele falou, ele faz a coisa de um jeito mais legal do que o meu jogo.

Inicialmente ele fala Ah, ele Faz a coisa mais legal do que Tal jogo, porque não sei o que Por que ele tá falando desse jogo, né Vou pesquisar esse jogo, fui ver o jogo dele Né Achei bem legal dele Bem querido E ele tem um alcance muito foda na comunidade É legal, né

E aí foi bem bacana. Mas eu quero ver quando eu consegui pôr as minhas mãos nessa caixa e conseguir fazer um unboxing, gravar um unboxing, mostrar e tal. Quero ver também a possibilidade de trazer algumas dessas. Tem que ver o pessoal da editora como é que faz, porque o frete é caro, é complicado, né? Trazer algumas dessas para o Brasil. Tem um pessoal aqui que... Vai pagar o imposto do inferno.

O pessoal aqui que consome material em inglês, assim, então mesmo pra esse pessoal trazer algumas caixas aqui pra disponibilizar no Brasil também, né? Porque tá bem legal. O cara já tá me cutucando aqui, eu já tô aqui assim, quanto será que vai custar pra eu comprar uma caixa dessa? Ah, e tem um segredo que eu vou contar, não é segredo na real, mas é a mesma editora do Inferno, né?

Ah, é sim, é verdade. Minha editora do Inferno MindsVision. E aí o Inferno, quando veio a prova da gráfica, eu ia fazer umas fotos. Aí o Inferno veio, o Inferno americano veio antes pra mim e eu mandei pro Caio. Eu via... Eu só peguei e mandei uma foto pra ele. O que que tu acha? Ele, meu Deus, tá contigo já, não sei o que. Eu já fiz o que eu tinha que fazer e já mandei pra ele. Da hora.

Vamos mudar um pouquinho de tema rapidinho? Na verdade, vamos voltar um pouquinho para um tema que a gente já passou por ele. Você disse que começou no RPG, mas se apaixonou pelo Wargame, e aí você conheceu o RPG Solo. Mas a gente vê atualmente nas suas postagens, principalmente nas suas conversas, que o Wargame está muito presente na sua vida novamente. Como que foi essa volta, essa paixão aí? Eu até vou pegar uma coisa que eu não sei...

Se vocês vão lembrar do Corvo, do Nomads, é um personagem da campanha. O pessoal aqui do podcast não vai conseguir ver, mas eu vou descrever. Tem este personagem. Ele é o Corvo, que é o personagem da campanha do Nomads. Aqui eu estou mostrando uma miniatura dele. Foda. É. E aí ele...

essas miniaturas são da versão internacional. A gente vai ter miniaturas em... digital, né? Formato STL. Eu quero também ver se eu consigo disponibilizar elas pros brasileiros aqui. E aí, eu sempre gostei muito de miniatura de wargame, coisa e tal. Aí, recentemente, eu fiz a proposta... Eu fiz um financiamento coletivo de um wargame, onde há gigantes o nome.

criei todo o universo e tal, e estava pronto, pronto, pronto, mas acabou não batendo a meta. Acho que o público brasileiro não é muito ligado nos wargames aqui, é muito difícil, né? É tudo muito caro, é complicado, mesmo a gente tentando fazer o mais barato possível, ainda não fica barato, né? E o pessoal às vezes tem que ter algum contato para impressão 3D, tem toda uma série de complicações, assim.

E aí eu acabei propondo um título parecido para o pessoal da editora do Nomads, né? E a gente acabou chegando no... O Nomads lá fora se chama Nomads Unbound, né? Nomads.

solto, liberado, alguma coisa assim, né, Unbound. E a gente acabou chegando nesse título que é o Nomads Unbound Battlegrounds, Campos de Batalha, né, que ele é um Wargame nos universos de Nomads, e a proposta dele é ser do mesmo jeito que o meu Onde há Gigantes, é um Wargame que ele roda em tempo real, porque ele tem um aplicativo, né, e os jogadores podem usar quaisquer Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur

miniaturas que eles tenham, né, de qualquer jogo, desde que esteja nessa escala padrão de RPG, 28 milímetros, 32 minutos, e aí, ele tem um sistema de cartas, que até tem algumas do playtest aqui que eu fiz, em português, ainda que tu pega essas cartas e tu vai comprando elas pra formar o teu personagem, então aqui, sei lá, tem um gás venenoso, escudo, enfim, aí teu personagem, ah, tu começa a olhar o personagem, assim,

e ver, ah, esse personagem tem um rifle, tem uma espada, tem uma armadura. Aí tu vai lá e localiza cartas que façam sentido, né? Ou tem uma carta que é o disparo forte, armadura leve e ataque corporal. Aí tu compra essas cartas, vai dar a pontuação que custa aquele personagem. E já vai explicar o que cada carta representa. Então...

tu roda no aplicativo com as cartas como referência na mesa ali, então tu já tem na mesa, tu já sabe tudo que teus personagens fazem, porque todas as cartas estão ali. E o aplicativo só vai te dizendo quando que um personagem pode agir usando uma daquelas cartas, e todas as jogadas de ataque, defesa, os efeitos de veneno, atordoamento, o personagem pode ser...

dá pra botar fogo nos personagens, todos esses status, assim, vão sendo comandados pelo aplicativo também em tempo real ali, e aí é uma batalha, assim, que é um jogo de wargame de, sei lá, cinco contra cinco personagens ali dura...

20 minutos. É muito rápido, porque em tempo real... É mais ou menos aquela ideia do xadrez, em que tu faz o movimento e aperta no relógio para passar a vez para o adversário, só que aqui a gente tem... Cada pessoa tem um tempo para usar a sua vez.

no que ela passa a vez para o adversário, ou quando termina esse tempo, o adversário pode agir. Só que eu falo que dá para a gente contrabandear umas ações dos nossos personagens para interromper o adversário na vez dele. Então é bem caótico, mas é muito legal, porque é muito rápido o jogo. E esse jogo, Nomads Unbound Battlegrounds, está disponível de graça, em inglês, no It.io, o site.

Deixa eu só ver aqui direitinho. Vou deixar o link na descrição. Na descrição, eu te mando certinho. Vou deixar, vou deixar. Porque o link do It.io não é muito curto, mas ele está lá. E aí é possível...

Ele tem um fast play ali. São poucas páginas de regras. O aplicativo funciona para PC, para Android. E tem um aplicativo web que funciona basicamente para tudo. O pessoal entra ali e abre direto no navegador. E o cenário, ele não usa medida. O Wargame usa medida com trena, normalmente. Ele não usa. Tu pode montar um cenário como tu quiser usar. Livros, caixas, qualquer detrito que tu tiver ali.

separa esse cenário como se fosse ele é uma coluna e uma linha mais que um jogo da velha, assim, ele é 4x4, assim, pode botar pecinhas marcando as intersecções das linhas pra ele ficar esse grid é um grid grande, assim, né?

E os personagens se movimentam de qualquer ponto para outro ponto do grid. Isso inclui aquela situação de poder usar cobertura, se esconder atrás de algum obstáculo. Só que ao invés de ser num grid em que cada quadrado é um personagem, cada quadrado é uma área que o personagem pode se movimentar para qualquer área.

E isso permite que vários outros elementos de Wargames, como terreno em 3D, a linha de visão, que você tem que se abaixar na mesa para ver por cima da miniatura do personagem, onde ele está enxergando lá, isso tudo se mantém, né? Mas com o gameplay super rápido, assim. Muito bom.

Eu comprei o Five Parsecs From Home, que é um wargame solo muito foda, mas ele é super denso. Ele é mega denso. Você vai jogar partidas de horas. E o Battlegrounds vai ser minutinhos e tiro, porrada e bomba. A minha ideia é que o Battlegrounds tenha uma camada de campanha tão densa quanto a do Five Parsecs.

Então vai ter aquela coisa. Irado. A batalha em si... Imagina... Eu gosto do equilíbrio, né? Porque existem... Por exemplo, se você vai jogar uma campanha de Warhammer... É duas, três horas de batalha... Para cinco, dez minutos de administração da campanha, das anotações ali, deu. Eu quero que o Battleground seja o seguinte... Seja... Dez a vinte minutos de batalha... Para cinco a dez minutos de administração de campanha e história. Então... Que...

A batalha e a história tenham pesos similares, assim, né? E a gente consiga deixar os dois divertidos, assim, que faça sentido o sistema de regras de campanha e tal.

Então essa é a ideia. Mas eu gosto muito que... Eu sempre digo que eu faço jogos para pessoas cansadas, né? Para a pessoa que chegou do trabalho... Pessoa que chegou do trabalho... E outra questão que eu faço é assim... Eu gosto de encurtar a distância entre a vontade e o ato de jogar. Encurtar a distância entre a vontade e o ato de jogar. Para que não dê aquela coisa assim... Que vontade de jogar tal coisa, passou.

Lembrei do setup, lembrei do que tem que arrumar, tá tudo guardado, não vou jogar. Então, o Battlegrounds, por exemplo, dá pra jogar com os mapas do próprio Nomades Internacional, né? Junta os mapas ali, aqueles posters assim, já joga ali em cima mesmo. E aí, ele tem um setup rápido, é bem tranquilo de começar, e as partidas são rápidas.

Eu me identifiquei demais com pessoas cansadas que pensam em jogar e aí quando pensa que precisa... Às vezes eu só penso assim, caramba, eu tenho que botar o livro em cima da mesa, pegar os dados e começar... Ah, deixa quieto, vou ficar deitado aqui mesmo. É, por isso que às vezes é motivo de conflito aqui em casa, mas eu estou jogando... Meu Wargame do momento é o Battletech. Não sei se vocês conhecem a franquia dos robôs gigantes.

e que existe a... Eu já ouvi falar desse. Existe desde os anos 80, assim, há séculos. E aí... Só que ela é bem... Ela é meio nicho dentro dos wargames. Apesar de ser bem antiga, assim, é uma franquia bem... Os jogadores de computador conhecem mais pelos jogos da série Mac Warrior, que é pra ser uma série de jogos de ação que é nesse universo, né? Aí eu tô... Só que o Battletech, ele tem uma coisa que é a seguinte...

cada unidade em batalha é uma folha A4 com parece uma declaração de imposto de renda é muita informação e eu joguei um bom tempo para jogar um robô tem sei lá 5 ou 6 armas

Cada arma tem um alcance diferente, tem uma dificuldade de acertar diferente, tem uma rolagem de dados diferente, tem um ponto da estrutura do robô inimigo diferente que acerta. O robô tem dois diagramas de estrutura, externa e interna, através da armadura você acerta a estrutura interna, você rola críticos, você pode acertar o dissipador de calor do robô, ele é todo detalhado. Aí, lançaram um... Não sei, só que eu vi.

Só que o lore do jogo, o ambiente do jogo, a história, é muito legal. É meio que uma... Existem os robôs gigantes e se partiu da história da humanidade adiante. Colocando esses robôs gigantes e a exploração espacial na equação. Então, ele mais ou menos é um Game of Thrones no espaço.

com tudo que isso implica tem as casas as grandes casas, tem a intriga tem o casamento pra juntar as casas, só que isso antes de Game of Thrones, é dos anos 80 ainda porque ele é mais eu acho que a inspiração real, o que vem aí é sei lá, Akira Kurosawa Dune então essa é a ideia

E a história é muito legal e tem muita coisa, muita, tem, eu acho que, mais de uns 600 anos de história, assim, né? Não? É, acho por aí. 600 anos de história acontecendo mais de 100 romances. Muita coisa. Só que o jogo em si é muito maçante pra jogar hoje em dia, pelo menos pra mim. E agora eles lançaram, agora não, faz um tempo já, eles lançaram um chamado BattleTech Alpha Strike.

que ele condensa todas as informações da folha A4 para uma cartinha. E simplifica muito o jogo. Ah, e é sucesso. E ao invés, o Battletech original, tu joga ele num tabuleiro, dividido por hexágonos, né? E o Alpha Strike joga ele num terreno de RPG, de RPG, de wargame normal, com cenário 3D, prédios e floresta e maquete, assim. Então é... E agora o...

Tem uma coisa que respinga no RPG solo também, que no final do ano passado lançaram uma caixa chamada Battletech Aces, que é uma caixa que permite jogar solo cooperativo, tem uma IA para comandar os inimigos. E essa caixa solo cooperativo...

Foi o lançamento de produto mais bem sucedido da história da franquia. Foi o que vendeu mais rápido. Ou seja, as pessoas estavam ansiosas por algo solo cooperativo nesse universo. E é um produto muito legal, porque ele tem um livro em espiral que ele conta uma história, o jogador, que é uma coisa muito parecida com o que eu estava fazendo no Onde é Gigantes, que Modéstia Pathy veio antes. Sim, eu me lembro disso.

O jogador cria uma companhia mercenária e ele tem uma história que tem um parágrafo, parágrafo não, mas uma página de texto para cada missão.

dizendo o que é o contrato mercenário que envolve essa campanha, qual é o planeta que o jogador vai atuar, dá toda uma história do planeta, a geografia do planeta, porque no norte é mais isolado, no sul, onde estão as comunidades, e a economia é assim, sabe? E aí ele funciona quase como um livro-jogo, o jogador...

Pousa no planeta. Quando o jogador pousa no planeta, o que tu vai fazer? Vai tentar entrar em contato com as vilas locais? Vai tentar estabelecer tua base aqui mesmo? Ou vai já tentar atacar uma base inimiga? Aí conforme a escolha vai pra um cenário diferente. Aí o jogador monta aquele cenário na mesa e joga aquele cenário. Terminado o cenário, ele vê o que ele perdeu.

Anota os danos, os pilotos ganham experiência, e assim vai progredindo. É muito legal. É praticamente um RPG, com uma batalha tática na mesa.

Cara, se a gente vê os Dungeon Crawl mais classicão, Fargan's Darkness, essas coisas, tá muito nessa pegada, né? Você vai, faz uma incursão, aí vai pro próximo e tal. É, eu digo basicamente RPG assim, porque tem muita gente do RPG que quando fala em Wargame, ah, não gosto de Wargame porque eu gosto da história.

mas é tipo, Wargame tem tanta história quanto RPG, mas o foco o foco tá no combate o foco das mecânicas tá no combate, e às vezes por isso que eu digo, às vezes tem jogadores de D&D, que é um jogo bem combativo, que estariam muito mais felizes jogando um Wargame demais

Porque, tipo, o Wargame, tu faz uma batalha entre dois exércitos de, sei lá, 50 pessoas cada lado, numa fração do tempo que isso demoraria no RPG, né? Então tá rolando uma batalha. Tem duas, sei lá, duas companhias de mercenários, 50 guerreiros de cada lado, a batalha acontecendo. É possível no Wargame ter um mestre, né? Tem sistemas que tem o Umpire, que eles chamam, que é um mestre.

que, sei lá, no meio da batalha chega reforços, chega um terceiro lado de monstros que ouviu a batalha e atacou o pessoal todo. O que os jogadores vão fazer? Não pode ter o seu personagem representado na mesa. Então, existe uma ideia por alguns jogadores de RPG de que o Wargame é só luta, não tem história, é quase mais campeonato, sabe? Mais competitivo. Mas não, o Wargame, mesmo...

Aqueles com uma cena competitiva presente, tipo Warhammer, tem modalidades em que o jogo é bem narrativo. O foco é contar a história.

Tu falou agora, eu me lembro, a autora do Mythic fala muito isso. O Mythic pegou tração como um suplemento solo com a galera do Wargame. A galera do Wargame resolveu jogar sozinho e aí encontrou o Mythic e aí o Mythic disparou em venda, aí depois a galera do RPG descobriu. Então tem muito mesmo disso. O Wargame solo é algo super comum, assim. Só que eles falam que é o solitário, né? O jogo...

O jogador joga de um lado, dá a volta na mesa, joga do outro. Tem muito jogador que joga assim.

E tem vários wargames que na caixa está escrito assim, o quão ele é propício para jogar solitaire. Então tem wargames que tu não tem um deck de cartas escondido na tua mão, toda a informação está na mesa. Então não tendo informação escondida que o jogador pode usar aquela carta para enganar o outro e tal, toda a informação está na mesa, então o jogador pode jogar com os dois lados tendo uma experiência similar. Porque às vezes isso tu percebe como o wargamer também gosta da história.

E o Wargame tem regras que permitem que muita história espontânea surja ali. Aquele guerreiro que conseguiu enfrentar cinco inimigos ao mesmo tempo, aquele azarado que errava todos os tiros, aquele que no último momento conseguiu capturar o objetivo, isso acontece muito também, tem muito disso.

Claro, exato. E assim, você agora que está onde há gigantes, infelizmente, não teve sucesso no financiamento, mas aí você já está agora com Battlegrounds. Como é que está sendo colocar o pé nesse mundo do Wargame, que apesar de ter um público muito maior, também tem muito mais competição, eu acho, em termos de mercado, falando assim. Como é que está sendo essa experiência aí?

É legal porque é algo que eu me sinto bem em casa, assim, né? Eu me sinto em casa o suficiente para fazer um jogo esquisito como é o Battlegrounds, assim. Um jogo que eu costumo dizer assim, eu desafio as pessoas a me mostrarem algo parecido.

Porque eu já, pelo menos, né, eu já pesquisei um monte e não achei. Claro que existem outros jogos auxiliados por Apple. Eu acho que o mais parecido seria o board game do XCOM, por exemplo. Mas mesmo assim ele é diferente. Ele é um... Não é o combate tático acontecendo ali, né? E tem outros jogos auxiliados por Apple, mas que não são em tempo real. Então, eu costumo dizer que o Battlegrounds é o jogo de luta dos wargames, assim, né? É uma...

um conteúdo que a gente tá pensando em fazer é o próprio King of Fighters, o jogo de luta, de arcade, né? Porque eles prestam muito a fazer isso, assim, porque são poucas miniaturas pra cada lado, então dá pra fazer um trio pra cada lado e jogar bem nessa pegada. Tu vai pescar um monte de tiozão aí, vai ser da hora. Já quero, já, pô. Já tenho meu trio feito aqui, já. Eu quero muito.

Ele tem muito disso, assim, de... O Battlegrounds, ele é muito... É quase como se eu implorasse, olha, joga, pelo amor de Deus, ele é... As regras são simples, o setup é rápido, tu tem aqui o Fast Play, tu imprime, deixa eu ver, duas páginas, o documento tem seis páginas.

É quase tipo uma página e meia que precisa ser impressa para jogar e todo o resto dá para fazer com objetos do dia a dia. Se a pessoa não é Wargamer, não tem cenários, não tem... Pode pegar qualquer... Até desenhar um papel também. O cenário funciona. Ele já vem com as miniaturas de papel para montar, sabe? E num futuro breve, as miniaturas...

desse kit inicial, desse Fast Play, vão ser dadas de graça. Eu acho que a gente vai começar um Patreon pra criar conteúdo. Essas minis vão vir de graça também. Então, ele é bem... Eu sei como é ser um Wargamer. Eu sei como é começar um sistema novo. Então, eu quis que esse início fosse o mais rápido e intuitivo possível.

E a galera tem baixado? Como é que tu consegue ter acesso a essa informação? Assim, se tipo, tá tendo tração? A gente, eu fiz, agora sim, eu fiz, pra divulgação mesmo, assim, foi um post que eu fiz no Reddit falando.

E a gente já conseguiu uma galera baixando, assim, e... Na hora. E a gente vê que as pessoas têm o documento, né? Se estão jogando, a gente ainda não sabe, porque não tem muito o que é. Sim, sim. Mas as pessoas têm o documento. E é louco porque ele é como se fosse uma versão bem aprimorada da ideia de Onde há gigantes, assim.

E no próprio Onde é Gigante, algumas pessoas que jogaram a versão de teste gostaram muito. Então eu acho que as pessoas vão achar legal. Se a pessoa que passar essa barreira entre o jogar e o não jogar, ah tá, eu vou jogar então. Eu acho que ela pegando, quando clicar, como é que o jogo funciona, eu acho que as pessoas vão achar bacana.

Ed, tu viu uma mensagem do Marcelo no grupo do RPG Solo, onde ele meteu um livro de capa verde e disse assim, eu tenho um negócio aqui pra mostrar. Claro, acho que foi isso que chegou até essa entrevista. E se iniciar, né? Então acho que a gente podia falar um pouquinho sobre esse spoiler aí. Então, eu... Há um tempinho já eu queria fazer algo que fosse tipo um nômade medieval, né? De fantasia.

Não fantasia medieval com elfos e anões e coisas assim, mas... Aham. Acho que nômades medieval, para quem conhece nômades, já dá para ter mais ou menos uma ideia da vibe, com tudo que isso implica. Então, eu comecei a... E não seria o sistema nômades num ambiente medieval, mas um jogo novo com a mesma filosofia do nômades.

Aí, isso faz assim, eu acho que faz uns quatro anos, faz vários anos, que eu comecei a criar esse... Eu acho que foi antes do Nomads Primordial ainda. Que eu comecei a criar essa ideia. Que aí seriam personagens que dominam corpos dos outros. O personagem é uma alma vagante, o nome do jogo seria Vagantes.

e ele domina o corpo um do outro e me dá. E uma parte da ficha seria da alma e uma parte da ficha seria do corpo. Eu dei uma simplificada nesse aspecto. Aspecto é o termo que eu uso, que é tipo fate. Tudo no universo de vagantes pode ter um aspecto.

que define as características gerais dessa coisa, ele é inspirado pelos arcanos maiores do baralho de tarô. Chegou uma pessoa, tira um aspecto, já vai dar palavra-chave, vai dar uma característica geral.

uma possível ocupação dessa pessoa, já vai dar várias informações. E daí quando o jogador domina esse corpo, ele pega essa ocupação, essas habilidades que a pessoa tem...

E a forma de evoluir no personagem é quando ele pega outro corpo, ele tem que gastar a experiência para reter as habilidades que ele conquista com o corpo que ele está atualmente. Quando ele sai, ele precisa gastar um valor do jogo para que ele consiga reter essas habilidades na alma e no próximo corpo.

E eu queria fazer algo que o Nômades, eu entendo que ele requer bastante do jogador, né? É um jogo que ele... o jogador precisa estar na vibe, assim, porque ele constantemente está pedindo do jogador. E eu queria fazer o Vagandes um pouco menos faminto de criatividade, assim. O Nômades, ele...

Ele te joga, te levanta bolas o tempo todo e tu precisa entender melhor como essas coisas acontecem na história.

E o vagantes, a ideia é que ele seja um pouco mais direto. Então, o sistema prevê um mapa de cartas que o jogador vai explorando. Ele vira uma carta e a carta já dá na tabela o que tem ali. E o jogador saca uma carta extra, combina com essa do mapa para ver o que está acontecendo. Então, a carta da tabela descreve o cenário.

E a segunda carta que joga vira de ponta cabeça essa situação que a primeira descreveu. Então, tem vários...

várias possibilidades ali e ele tá um pouco mais estruturado tanto no sistema de combate, ele tem um sistema de combate com cartas que os jogadores combinam naipes pra fazer poderes e coisa assim ele tem um sistema de interação social que é similar ao do Nomads, que o jogador quanto mais habilidades sociais, ele tem mais cartas, ele saca e mais ele pode influenciar pra onde a conversa vai, né?

e obter vantagens dessa conversa ou ser atacado ou ser escorraçado dali é quase um minigame de conversa e também usa muito o sistema de incorporação ele usa uma coisa chamada autoridade que é uma sociedade medieval tem essa Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur

a pirâmide social ali e conforme o jogador consegue incorporar pessoas com uma maior autoridade, um soldado um sacerdote, ele tem acesso a ambientes que ele não teria como um camponês, por exemplo então ele tem uma pegada um pouquinho sei lá, Assassin's Creed assim, do personagem se ocultar no meio da Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur

da sociedade e aí o lance até a própria progressão o vagante ele é uma alma trazida de volta ao mundo para corrigir alguma coisa que ficou para trás então ele ele tem assim ele tem os os fragmentos que ele vai lembrando, que é os fragmentos do propósito

Então, conforme o jogo vai evoluindo, ele vai adquirindo esses fragmentos. E esses fragmentos vão começando a formar uma frase, né? E essa frase, o jogador vai interpretando o que aconteceu. Então, tem, por exemplo, uma história no livro, que é uma mulher que sofre uma violência, que é morta, e o jogo é bem sinistro, tá? Eu pego a escrita, eu pego ele um pouco do naturalismo brasileiro, que é aquela coisa que fala até dos fluidos das pessoas, sabe?

meio nojo, assim. Eu sempre falo que eu tenho que terminar esse jogo, que quando um vagante encarna num corpo, acontecem coisas com o corpo, o corpo tenta expulsar. Então, começa essa alma encarnando num corpo e esse corpo vertendo horrores de sangue pelo umbigo, que é pra dar aquela coisa ruim mesmo. E daí eu descrevo.

Ele tentando levantar e resbalando na gosma do sangue, caindo e papapá. Mas ao mesmo tempo eu gosto de botar coisas positivas. Aí, esse corpo conhece uma criança. E eu fico com raiva de ser... Sabe quando me copiam? Só que antes de eu ter feito. Não é que me copiam. Eu copiei alguém sem saber que existia. Esse personagem encontra uma criança. E eu pensei...

Ah não, cara, de novo não, ali tava o Cavaleiro dos Sete Reinos lá, sabe? Com a série do... Que eu não sabia, eu... Lá pelas canções eu meio que abandonei Game of Thrones ali, eu assisti a série até o final, mas começou a me irritar o excesso de violência, que pra mim quando tem o excesso de violência desmotivado acaba... Não, acaba ficando maduro, acaba ficando mais adolescente, mais, sabe?

E eu não comecei a não gostar, mas o Cavaleiro dos Sete Reinos eu achei genial, muito bom. Só que eu pensei, eu escrevi essa história e agora tem esse negócio. Eu escrevi aqui, fui eu que escrevi mesmo, eu estou bem comigo mesmo, que eu nem sabia que existia direito essa história e tá aí. Aí ele encontra-se essa criança, uma criança perdida, né? Assim, alheia, sem pai, sem nada.

E ele precisa que essa criança ajude ele a achar o apotecário, o apotecário da vila, que é essa... Ele tá no corpo de um homem grande e forte, só que a alma é uma mulher. E ela lembra de quando ela sofreu essa violência, dela ter sido intoxicada com ervas.

e daí ela tenta achar um apotecário o único apotecário que trabalha com esse tipo de erva é o flano de tal ela tem que achar ele ela encontra ele, encontra a pessoa que foi responsável pela violência contra ela, se vinga dessa pessoa e a criança junto e quando ela termina a vingança dela que ela não sente satisfação ela percebe que um dos que ela tem que achar ele

guardinha da pessoa matou a criança e a criança tá ali e ela começa a sentir uma culpa extrema e daí aquilo atinge ela e vem na cabeça como uma revelação que aquela criança ia crescer pra ser uma pessoa pior do que todas essas que fizeram a violência contra ela então é como se a alma tivesse sido enviada de volta não pela vingança dela não pela vingança dela

mas que a vingança dela ia colocar ela num lugar, no tempo, no espaço, pra que essa criança não existisse. É cruel, hein? É cruel, e não é pra ser legal, entendeu? Porque, enfim...

As forças que trabalham por trás dessa coisa, assim, na história, eles não deixam... É como se eles falam que eles... A ideia deles é deixar o fluxo natural das coisas seguir, mas na verdade eles influenciam na ordem natural das coisas com essas...

essas almas que são enviadas pra fazer essas tipo aquele efeito borboleta aquele filme que aquela ideia de que se tu mata uma borboleta mil anos atrás enfim e é mais ou menos isso o optimismo do livro seria então as consequências não existe o protagonista mesmo é, não existe

a ideia é o protagonista descobrir o seu propósito no mundo e tentar encaixar isso com com o que a alma foi mandada de volta e nem sempre é um motivo pelo qual a alma

esse vagante pensa que é, né? Talvez eles, ah, eu preciso me vingar de não sei quem, eu preciso resgatar um ente querido que foi não sei o que, eu preciso recuperar a terra natal do meu povo que foi dizimado, sabe? Mas, na verdade, tem outras forças que giram em torno disso. E aí, o jogo tá bem avançado até, a... Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur

a produção, assim, mas estou vendo ainda como vai ser o formato, como que eu vou fazer isso, né? Se eu vou fazer isso, eu acho que sim, eu quero lançar porque ele está legal, assim, né? E tem aquela coisa de RPG, assim, tem lutinha, tem artefato, tem bonecagem, tem arma, armadura, o jogador saca uma carta para a arma, saca uma carta para o efeito que a arma tem, uma espada com Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur

cravejada de joias que vale mais dinheiro. Ou pode ser a mesma espada com... que incendeia e causa dano de fogo. Sabe? Todas as coisas bem tradicionais, de repente, eu coloquei ali, assim. Então... E ele tem essa coisa de ser mais direto que o Nomads, assim, né? Do jogador conseguir jogar sem precisar...

devolver tanto pro sistema, assim, criatividade, o jogador pode ser um pouco mais passivo, assim, na criação, mas ele tem, ao mesmo tempo, ele tem a opção também de se envolver o quanto ele quiser na história. Confesso que eu já tô brisando. Agora que tu jogou, então, total, e agora que ele jogou isso pro mundo, se ele não lançar, ele vai ser cobrado dia sim, dia também. Já tô imaginando aqui o cara incorporando num nômade. É bagunça que ia ser.

Fazer um crossover, é possível. Mas tá bem legal, assim, o sistema e as possibilidades. Daí, como o que mais me prende, essa coisa de, hoje em dia, encareceu muito papel, impressão, então, essa coisa de... Nossa, demais! O que eu tava pensando nisso é...

voltar umas casas e fazer ele numa edição muito parecida com a primeira edição do Nomads que é capa mole não tem tantas firulas quanto a edição primordial ele vai ser um livro um pouco menor não vai ter 250 páginas porque eu pretendo fazer ele um pouco mais focado que o Nomads e manter meus esforços no Nomads também, mas fazer ele um pouco mais mas

objetivo, até porque eu quero deixar bem livre para os jogadores essa questão de todo do universo e da história e condensar mais essa ambientação, como ele vai ter mais tabelas específicas, as tabelas não são tão genéricas quanto nomes, elas são mais específicas a floresta de não sei o que vai ter a tabela lá para tu saber o que tem na floresta de não sei o que aí

Então, a construção do mundo vai poder ser diluída nessas tabelas. Os jogadores vão conseguir entender o mundo antes de precisar criar para esse mundo. Então, eles vão jogando, eles vão entendendo como o mundo funciona, que tipo de personagem tem lá, as coisas que tem lá, através das próprias mecânicas. Sem precisar de eu fazer tanta ficção, por exemplo, para levantar a bola para os jogadores. Sim, muito bom.

E, assim, eu sei que você não tem prazo, você tá pensando, mas seria um financiamento coletivo, se fosse pensar? É, eu acho que sim. Eu até pensei nesse tempo, fazer já uma pré-campanha no Catarse, pelo menos pra falar um pouco sobre o projeto, fazer uma pré-campanha, pelo menos pra ver o que o pessoal se interessa, né?

Porque a escrita está bem adiantada. Tem até umas partes diagramadas. E está bem bonito. O porquê da fantasia. Porque enquanto eu procurava material de arte para o Nomads. Para fazer parte do Nomads. Eu achei um artista absurdamente sensacional. Na mesma vibe meio surrealista de fantasia.

Aí eu pensei, não, eu já comprei as imagens e eu preciso fazer uma coisa com esse cara. E já comecei a bolar o mundo e já foi indo, foi indo, foi indo. E acabei sendo essa história. Eu acho que esse mundo é um mundo que precede o mundo do Onge Adigantes. O Onge Adigantes é um mundo pós-apocalíptico e esse é um mundo pré-apocalíptico. É o mesmo universo, né? E...

E ele tem... Deve ter uns seis anos já que eu tô bolando alguma coisa. E não significa que ele seja super detalhado, né? Ele é bem... Bem, assim, solto no mundo. Mas pelo menos tem uns seis anos que eu tô querendo fazer alguma coisa nesse mundo. Caramba! Não tem como, pô. Agora, agora, agora você vai ter que publicar. Você vai ter que dar os seus pôs.

Já pra chegar nos finalmentes. Mas a gente queria saber aí se existem outros projetos além desse. Se você já tá trabalhando, desenvolvendo, ou se tá com pensamentos. Porque pensamentos eu sei que você já tem, deve ter vários, né? Mas se já tem alguma coisa mais complexa... Eu tinha uma ideia. Eu não sei se vocês jogaram isso aqui, esse Gloomhaven Botões e Pixinhos. Caramba! Eu tô doido pra comprar esse jogo. Ele consegue... Gloomhaven é talvez o maior...

jogo monstro de Dungeon Crawler que a gente tem, né? E ele consegue condensar essa parada numa caixinha desse tamanhinho, assim, com poucas cartas, poucas peças e jogo solo. E eu comecei um experimento de condensar um Wargame estilo Warhammer em um baralho de cartas também. Em que as unidades são cartas. Isso já é feito, né? Tem alguns jogos que fazem isso.

Mas as unidades são cartas que a gente vê, coloca elas na mesa para representar a posição, e a gente coloca um sleeve nelas, um protetor, né? E isso aqui, de plástico, assim, e a gente anota os pontos de vida, anota tudo escrevendo na própria carta, assim, né? Então, eu trabalho...

com essa ideia desse projeto. Já está quase pronto para playtest, mas é aquelas coisas que eu vou fazendo de hobby. E como produto, eu acho que ele seria bem interessante, porque ia ser um Wargame completo, num deck de cartas, um deckzinho. Muito bom. E eu penso, as regras serem online, a primeira carta tem um QR Code, um tutorial, e a pessoa pode...

Tem um wargame de mesa Só cabe no bolso Interessante, muito bom O homem O homem tem uma cabeça fervilhante Cara Como eu previ

A gente ia passar dessas 45, 60 minutos que a gente tinha, que eu tinha falado lá, acho que em off ainda, mas, caramba, valeu a pena demais. Que bate-papo maneiríssimo. Assim, eu agradeço demais tu ter topado. Ainda bem que não tem câmera, né? Porque eu fiquei com uma cara de bobo aqui, ouvindo as histórias o tempo todo. Fiquei só admirando.

Eu sempre gostei de falar Como eu disse, eu não calo a boca Mas eu sempre gosto de falar de jogo, de projeto Coisa assim

Cara, foi muito, muito maneiro. Eu queria, uma coisa que eu nem programei, mas eu queria, assim, você já até falou de bastante coisa aqui, mas deixar uma dica, alguma coisa que você está curtindo no momento e que você fala, pô, alguém precisa conhecer isso e eu acho que essa galera não conhece, ou então só dizer, pô, eu estou assistindo alguma coisa, sei lá, dá uma dica de alguma coisa pra galera. Eu vou até googlear aqui pra dar exatamente aqui, ó.

é o Battletech que é a minha fase agora e tem pessoal que é do Battletech Brasil, BTBR .club que eles traduziram manuais para português e o que eu recomendo é o Battletech Alpha Strike em português que é um manual de todas as fases ele tem aqui Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur

Ele tem a versão Fast Play em português. Então ele tem um conto ambientado no universo do Battletech.

Ele tem regras para essa versão Alpha Strike, que é uma versão simplificada, e quando eu digo simplificada, não pense que é simples, porque o Battletech é muito complexo. Então, uma versão jogável, que eu falo jogável para quem não tem 4 horas para jogar um jogo. Então, tem as regras, tem um conto explicando essa introdução ao universo.

Ele é todo colorido, tem fotos e tal, de miniaturas e coisa e tal. E ele tem, no final, miniaturas para imprimir e montar, as cartas das miniaturas, ele tem prédios para imprimir, dobrar e fazer os prédios, ou seja, com esse documento dá para jogar o jogo, basicamente. E apesar de serem regras introdutórias, é basicamente as regras do jogo completo, não tem muito mais além disso.

Dá pra jogar muita coisa a partir daqui. E quem quiser ir mais longe, tem um site, é inglês, né? Mas tem um site chamado Master Unit Info, que tem basicamente fichas pra todos os veículos, todas as unidades, todos os robôs, tudo que tem no universo de Metal Tech. Então, ah, eu quero jogar...

Em tal período da história do jogo, eu vou lá nessa coisa, dá pra filtrar o ano de lançamento, o ano de produção dentro do universo, daquela unidade militar, dá pra fazer os grupos ali e tal, e dá pra jogar. Então, com esse manual em português, grátis, tem, sei lá, muitas e muitas horas de jogo já. Fazer muita coisa com ele. Legal.

Muito bom. Vou deixar o link na descrição. Isso aqui vai ser lançado no YouTube e Spotify, então vou deixar no link dos dois, o link na descrição dos dois lugares. E aí a galera pode curtir e criar mais um tanto de viciado aí no Wargame. E saindo um pouco dos jogos, o que você tem apreciado? O que você tem assistido, lido? O que o Marcelo, quando...

Desliga a mente dos jogos, o que ele faz? O que ele gosta de consumir A última coisa que você gostou? É que meio que não desliga Mas Eu tô assistindo O seriado The Pit, vocês já viram? Hospital, plantão Minha esposa já ouvi falar Como eu gosto, eu trabalho com vídeo Então eu gosto muito de ver A produção Audiovisual, pra mim os dois seriados Que fazem um trabalho Excelente, são similares Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur

É o The Pit e o The Bear. O The Bear é maravilhoso. The Pit no hospital. The Pit está para o hospital, assim como The Bear está para os restaurantes. É a mesma vibe. Eu recomendo muito os dois. São excelentes cenários. Tanto de um aspecto de produção audiovisual e de texto. Eu vejo que principalmente o...

o cinema mais mainstream, ele tá muito carente de texto, né? O pessoal fica brabo comigo, mas eu falo que o estilo Marvel de cinema estragou uma geração inteira de roteiristas, assim, no sentido de todo mundo fica tentando achar aquela galinha dos ovos de ouro da Marvel, aquela magia Marvel, e acaba ficando todos os filmes de ação, todos os filmes de fantasia, acabam ficando iguais, assim, pra mim, tipo, o filme do D&T é um filme da Marvel, né?

É o mesmo esquema. E por isso que eu estou... E um filme muito bom que eu gosto de uma franquia, que eu gosto muito e que não vai nessa vibe que eu estou esperando. O próximo agora é o Dune. O Dune 3, que vai sair no final do ano. O primeiro eu achei muito bom. O segundo é excelente. O segundo, eu saí do cinema falando assim...

Esse é o melhor épico que eu já assisti desde o Retorno do Rei, do Senhor dos Anéis. Para mim, o único que fez frente à trilogia Senhor dos Anéis foi o segundo, o Dune 2. É sensacional. E agora vamos ver o terceiro. Porque, por trabalhar com o audiovisual, a fotografia do Dune é algo fora de série. É vários níveis acima da média. Mas no terceiro...

O responsável pela fotografia não está, que é o Greg Frazier, que foi trabalhar nessa cinebiografia dos Beatles. A gente vai ter quatro filmes dos Beatles saindo no mesmo dia. Um para cada Beatles. E aí ele está fazendo isso e não fez o Dune. O cara só se mete em coisa boa. No final do ano vai ter Beatles, vai ter Dune, vai ter várias coisas legais. Cara, muito foda.

Valeu demais pelas dicas. Inclusive, como eu gosto de The Bear, agora eu vou atrás do The Pit. E outra dica também de livro que inspirou muito Nômades é a série A Torre Negra, do Stephen King, que é o meu favorito e que é assim...

falando de Stephen King, a obra da vida dele, principal, assim, todas as outras derivam daí, e que tem tudo a ver com nômades, assim, multiverso, está indicando o filme, né? É o filme que você está indicando, né? O livro! Filme não, pelo amor de Deus! O filme que você está indicando aqui. Eles pegaram, assim, dois atores perfeitos para os papéis, assim, e o roteiro...

destruiu completamente as possibilidades. É o Idris Elba que faz o... O Idris Elba e o Metal. O Metal, ele tá meio caricato demais, mas ele, a vibe dele, se ele fosse, se ele fizesse a mesma vibe que ele fez no True Detective, primeira temporada, mas sinistro, fechado, assim...

Seria perfeito. E o Idris tá perfeito também. A Torre Negra, os personagens carregam aquele peso, aquela melancolia, sabe? Então os dois são muito legais. Mas o roteiro é pior que fanfic. Que desperdício. Mas os livros são várias dicas. Os livros são perfeitos. Maravilha. É isso, galera.

Marcelo, se quiser falar mais alguma coisa pra finalizar aí, tá, o microfone tá aberto pra você, achar que faltou alguma coisa pra falar lembrou de alguma coisa não, acho que era isso convidar as pessoas aí pra acessarem as redes, né no instagram.com barra aguaviva xp faz um tempo que eu não

Não publico muita coisa lá, porque como eu tô focado agora no lançamento do Nômeds fora, né? Eu acabo não publicando tanta coisa lá, porque eu sei que a maior parte dos leitores são daqui, né? E aí eu acabo não publicando muita coisa, mas logo eu pretendo publicar algumas coisas lá, eu quero ver a possibilidade também de trazer o Battlegrounds pro Brasil também, né? Lançar ele em português. Legal. E aí vamos ver o que surge a partir daí.

Eu aguardo em breve uma postagem de uma capinha verde saindo nas redes. É, queremos. Vamos lá, então. Então é isso. Muito obrigado de novo.

foi muito maneiro conversar com você eu acho muito foda conhecer a galera por trás dos livros e dos jogos que a gente curte eu gosto de ouvir os podcasts das outras pessoas e ter a oportunidade de hoje de fazer isso foi fantástico, muito obrigado eu agradeço também muito obrigado é legal conversar né cara sobre jogos, tanto que eu tô sei lá quanto tempo eu já tenho que terminar uns trabalhos aqui f Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur Ur

aí é isso, valeu Ed quem sabe a gente chama mais alguém e continua essa empreitada de chamar os autores que a gente curte isso é legal a comunidade lá não tá tão movimentada como já foi a gente tem que dar uma animada ali no negócio dar uma sacudida no povo vamos nessa vamos ver se a gente chama o Caio Romero pra próxima

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