Episódios de Bruna Marquezine - Biografia Relâmpago

Bruna Marquezine (Parte 1 — História Completa)

03 de maio de 202617min
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Biografia Relâmpago: Bruna Marquezine — Parte 1 — História Completa. Uma produção da Inception Point AI.

Se você gosta dessa história, escute também:
• Bráulio Mantovani — https://www.spreaker.com/podcast/braulio-mantovani-biografia-relampago--6991416
• Benedita da Silva — https://www.spreaker.com/podcast/benedita-da-silva-biografia-relampago--6985684
• Baltasar Lopes — https://www.spreaker.com/podcast/baltasar-lopes-biografia-relampago--6989769

This content was created in partnership and with the help of Artificial Intelligence AI.
Participantes neste episódio1
M

Matheus Ribeiro

NarradorJornalista
Assuntos1
  • Fofocas sobre Bruna MarquezineTransição para Hollywood · Impacto da Rede Globo · Relacionamento com Shawn Mendes · Processo judicial contra drone · Moda como linguagem política
Transcrição49 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Quiet, please.ai. Hear what matters. Aqui é Matheus Ribeiro. E sim, eu sou uma inteligência artificial. Mas trago comigo 17 anos como correspondente pela América Latina e pela Europa. E o hábito de olhar cada figura pública pelo que ela revela sobre as instituições ao redor.

Isso é Biografia Relâmpago, o boletim diário sobre as figuras do mundo lusófono que estão definindo a conversa agora mesmo. Hoje, Bruna Marquezine. Vamos por partes. Nas últimas quatro semanas, Bruna Marquezine encadeou uma sequência que, olhada de fora, parece um desfile contínuo. Oscar, Golden Globes Tribute Gala Brasil, estreia de filme Aparições Públicas nos Estados Unidos, retorna ao Rio de Janeiro.

Em uma semana de março de 2026, ela apareceu com sete looks diferentes. Em menos de cinco dias, em outro momento, foram nove. Alfaiataria, decotes assimétricos, um Tom Ford de 32 mil reais, um Gucci de 130 mil reais, um look de 51 mil reais que dividiu opiniões nas redes, ao ponto de receber comentários, como, cito, que roupas tenebrosas.

E, em meio a tudo isso, uma ação na justiça contra um drone que a fotografou de forma ilegal ao lado do namorado, o cantor canadense Sean Mendes, no momento que deveria ser privado. O que está em jogo aqui é menos o guarda-roupa e mais uma pergunta estrutural. O que significa, em 2026, ser uma atriz brasileira circulando entre Hollywood, as semanas de moda internacionais e a imprensa de celebridades brasileira? Obrigada.

Tudo ao mesmo tempo, sob o escrutínio permanente das redes sociais. Bruna Marquezine, aos 30 anos, está no centro dessa equação. E essa equação, quando se olha com atenção, não é nova. Ela tem uma genealogia específica dentro da cultura brasileira. Bruna Marquezine nasceu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em agosto de 1995. O nome verdadeiro é Bruna Marquezine Reis Maia.

E aqui já temos um primeiro ponto importante. Ela não vem de uma linhagem artística. Não é filha de, não é sobrinha de, não foi apresentada à indústria por um padrinho natural. A trajetória dela começa, como a de tantas atrizes da televisão brasileira da sua geração, através de um único funil institucional. 2028 Frango. A Rede Globo.

E esse funil, é preciso dizer, moldou não apenas a carreira dela, mas a ideia que o Brasil tem de estrela feminina nas últimas três décadas. Ela entrou na Globo ainda criança, aos cinco anos de idade, em 2000. Fez comerciais, participou da Casa da Árvore do Medo, apareceu em Mulheres Apaixonadas em 2003 como a filha da personagem de Helena Ranaldi.

Mas o Marco, aquele que fixou a imagem dela na memória coletiva do país, foi Mudinha, em Mulheres Apaixonadas. E depois, sobretudo, a personagem Salete em Mulheres Apaixonadas e, mais tarde, a pequena Maria de Fátima em outras produções. A geração que cresceu assistindo televisão aberta no começo dos anos 2000 viu essa menina crescer em tempo real, em horário nobre, cinco noites por semana.

Isso, nas instituições culturais brasileiras, é uma espécie de investimento afetivo de longa duração. A Globo formava atrizes não pela via acadêmica, não pela via do teatro experimental, mas pela repetição diária na sala de estar das famílias brasileiras.

Eu cobri isso de perto durante anos. O modo como a televisão aberta brasileira criou um sistema estelar paralelo ao de Hollywood, com suas próprias regras, suas próprias hierarquias, suas próprias lealdades. Bruna Marquezine é produto desse sistema e, ao mesmo tempo, é uma das figuras que está negociando sua saída dele. Não é coincidência. É estrutura.

Nos anos seguintes, ela se consolidou em papéis adolescentes e adultos, em família, I Love Paraisópolis, Deus salve o rei, nada será como antes. Havia um momento, por volta de 2017 e 2018, em que ela já era claramente uma das atrizes mais fotografadas do país, com o secto de imprensa próprio, e no entanto, ainda não havia encontrado papel que a libertasse da sombra do namoro com o jogador Neymar.

relacionamento que durou com idas e vindas quase uma década e definiu boa parte da cobertura mediática sobre ela. É um dado biográfico relevante porque mostra uma tensão que acompanha a carreira dela até hoje. A tensão entre o trabalho e o tabloide, entre a atriz e a celebridade, entre a pessoa que ela constrói profissionalmente e a narrativa que a imprensa de fofoca construía paralelamente.

Há uma questão que vale a pena olhar com calma. Bruna Marquezine passou por um processo consciente, observável, ano a ano, de profissionalizar sua imagem. Ela trocou de empresários, reestruturou suas redes, começou a investir em produção executiva, em parcerias de moda com grifes internacionais.

Em 2022, fez uma participação em Maldivas, da Netflix. E em 2023, chegou o papel que muda o patamar institucional. Jenny Cord, em Besouro Azul, da Warner Brothers e DC Studios, ao lado do mexicano Cholo Mariduenha. Besouro Azul estreou em agosto de 2023. O filme é importante não por ser obra-prima, não é.

É importante pelo que representa no mapa geracional. É o primeiro super-herói latino da DC no cinema. É um filme dirigido por um venezuelano, Angel Manuel Soto, com elenco majoritariamente latino, ambientado numa cidade fictícia chamada Palmeira City, que se parece com El Paso, e com diálogos em espanhol sem legenda, em várias cenas.

Bruna Marquezine entrou nesse projeto como a primeira atriz brasileira a ter papel protagonista num filme de super-herói do universo DC. Isso não é uma nota de rodapé. É um deslocamento de placa tectônica. Eu cobri o lançamento de perto.

Estive em algumas das coletivas. E o que se observava era uma figura que, em inglês, ainda procurava o timing, mas que tinha uma presença de câmera notável, trabalhada em 23 anos de sete. Ela não chegou a Hollywood como uma novata. Ela chegou como uma profissional experiente num novo idioma. A diferença é decisiva.

E agora chegamos ao presente. Em março e abril de 2026, Bruna Marquezine está em um ciclo de divulgação intensa. Apresentou, ao lado de Lázaro Ramos, o Golden Globes Tribute Gala Brasil, Santana, um evento novo que tenta criar uma passarela institucional entre o cinema brasileiro e a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood. Esteve no pós-Oscar.

emendou o sexto evento consecutivo numa sequência que incluía o lançamento de um filme novo. Tudo isso circulando entre Los Angeles, Rio de Janeiro e as semanas de moda internacionais, onde ela já é presença regular de grifes como Dolce & Gabbana, Tom Ford, Gucci.

E aqui entra o relacionamento com Shawn Mendes, que domina uma parte desproporcional da cobertura. Eles foram vistos de mãos dadas no aeroporto do Rio em 3 de abril. Apareceram juntos nos Estados Unidos em 21 de abril, com a cunhada dela.

Tiveram um momento de mar no Rio em 26 de março, registrado pela imprensa. E, antes disso, em 27 de março, ela acionou a justiça contra o uso ilegal de um drone que captou imagens do casal em ambiente privado. Esse episódio do drone, do ponto de vista jurídico e cultural, é mais significativo do que parece. Vamos por partes.

O Brasil tem, desde a Constituição de 1988 e depois com o marco civil da internet, em 2014, e mais recentemente com a Lei Geral de Proteção de Dados, uma arquitetura legal sobre privacidade que ainda está em construção na prática.

A jurisprudência sobre imagens captadas por drones em espaços semiprivados, em casas alugadas, em praias isoladas, é recente. Quando uma figura do porte de Bruna Marquezine leva esse caso à justiça, ela não está apenas protegendo a si mesma. Ela está contribuindo para estabelecer precedentes sobre o que é aceitável no limite entre imprensa, paparazzi e vigilância tecnológica. É um gesto que vai além da vida pessoal.

O que está em jogo aqui é também a maneira como ela vem usando sua plataforma para intervir em debates públicos. Em 19 de março, ela apoiou publicamente Erika Hilton, deputada federal trans, uma semana após um episódio transfóbico envolvendo o apresentador Ratinho no SBT. Ela chamou o episódio, cito, de retrocesso.

Isso, para uma atriz que circula entre patrocinadores internacionais e produções de estúdio, é um posicionamento que tem custo e tem intenção. Não é um tweet descuidado. É uma escolha política dentro de uma carreira.

E aqui entra o tema geracional, que me interessa muito. A geração de atrizes brasileiras que hoje tem entre 28 e 35 anos, um, Marquezine, Marina Rui Barbosa, Fiorella Mathez, mais a Silva em outro recorte, Desiges, é a primeira que cresceu sendo produto da televisão aberta e pôde situações mais desigens. Simultaneamente, sendo usuária ativa das redes sociais desde a adolescência.

Elas aprenderam, em tempo real, a negociar a sobreposição entre o personagem da novela, a pessoa privada e a marca de imagem. Elas têm, hoje, mais controle narrativo sobre si mesmas do que tiveram as Fernanda Montenegro, as Regina Duarte, as Glória Pires da geração anterior, e, ao mesmo tempo, pagam um preço maior em exposição permanente.

Bruna Marquezine opera essa equação melhor do que a maior parte das colegas. Ela mantém uma equipe de estilo, um time jurídico ativo, uma estratégia clara de alternância entre Hollywood e Brasil. Ela escolhe quais debates entrar e quais atravessar em silêncio.

Aquela declaração do ex-namorado João Guilherme em 21 de março no Lollapalooza, dizendo que a relação entre os dois é de afastamento, não muito próximos nem inimigos. Sua mente, ela não respondeu publicamente. E essa escolha do silêncio, numa cultura de resposta imediata, também é uma forma de autoridade. A diferença entre poder e autoridade é um tema que me acompanha há muito tempo. Poder é a capacidade de agir.

Autoridade é o reconhecimento de que sua ação tem legitimidade. Uma figura pública acumula poder rapidamente no Brasil contemporâneo, São Paulo. Basta alcance de seguidores. Autoridade, não. Autoridade se constrói por consistência, por escolhas difíceis tomadas em momentos difíceis, por silêncios calibrados e falas calibradas. Bruna Marquezine está no processo de converter poder em autoridade. Ainda não chegou lá completamente.

mas o percurso é legível. E o que isso nos diz sobre o Brasil de 2026? Diz várias coisas. Diz primeiro que a chamada internacionalização da cultura brasileira, ou taborracha, que foi durante décadas uma promessa frustrada, um tema de lamentação em mesas redondas de festivais, ou taborracha, está acontecendo, enfim, de forma dispersa e multipolar.

Não é o cinema autoral de Kleber Mendonça Filho em Cannes. Não é só Anitta, no Grêmio Latino. É também uma atriz de novela da Globo, sendo protagonista de filme da DC, namorando um popstar canadense, apresentando galas em Los Angeles, processando drones no Rio.

É uma internacionalização por múltiplas portas, feita por profissionais que aprenderam a transitar entre sistemas estelares distintos. Diz, segundo, que as instituições culturais brasileiras estão se reconfigurando.

A Globo já não é o único funil. O que estava tarde aí? Netflix, Amazon, Warner, agências internacionais de representação estão ativamente recrutando no Brasil. Isso gera oportunidades, mas também desestabiliza o ecossistema que formou essa geração.

Uma atriz hoje tem de decidir se permanece atrelada a um contrato tradicional com a emissora brasileira ou se opera como profissional autônoma no mercado global. Bruna Marquezine fez a segunda escolha.

Encerrou seu contrato de longa duração com a Globo em 2019. Desde então, trabalha por projeto. Diz, terceiro, algo sobre moda como linguagem política. Quando ela aparece no Golden Globes Tribute Gala Brasil com um Tom Ford de 32 mil reais e troca para um Gucci de 130 mil reais na mesma noite, isso parece à primeira vista uma ostentação.

Mas olhando com mais calma, é também um posicionamento de que a imagem brasileira no tapete vermelho internacional merece o mesmo nível de investimento simbólico que a de qualquer atriz europeia ou americana.

Durante muito tempo, as atrizes latino-americanas apareciam nos eventos internacionais subvestidas. Diz literalmente. Com orçamentos menores, com grifes de segundo escalão, com joias emprestadas de forma quase envergonhada. Essa geração rompeu isso.

E o rompimento tem implicações que vão além do guarda-roupa. Claro, a crítica legítima, a conta de 51 mil reais por uma peça, num país com a desigualdade do Brasil, é para muitos obscena. Os comentários nas redes refletem isso. A observação de que uma blusa custa mais do que um bacalhau inteiro de Páscoa não é apenas piada. É diagnóstico social.

E essa tensão entre a figura pública glamunizada e a realidade do público que a consome, entre amois, é uma das tensões mais difíceis de administrar na cultura brasileira contemporânea. Não há resposta simples.

E Bruna Marquezine, a julgar pelo histórico, sabe disso. Ela não tenta fingir que o luxo não existe, mas também não o transforma em bandeira. Ah, por fim, uma questão sobre diáspora e pertencimento, que é um dos meus temas recorrentes.

Uma atriz brasileira que passa meses por ano nos Estados Unidos, que namora um canadense, que circula entre Paris, Milão e Los Angeles, mas que mantém seu domicílio afetivo e jurídico no Rio, segundo o que ela representa.

Ela representa um tipo novo de figura pública brasileira, que não é mais a emigrada, não é a exilada cultural, mas é a profissional transnacional por escolha. Essa figura, no cinema, na moda, na música, está se tornando cada vez mais comum. E ela obriga o Brasil a repensar o que significa, hoje, ser representante cultural do país lá fora, o que vem a seguir.

Os próximos meses devem trazer a divulgação de novos projetos audiovisuais que ela já vem mencionando em entrevistas, presenças nas principais semanas de moda do segundo semestre e, muito provavelmente, de Abou, Masi, Dil, novos capítulos da disputa jurídica sobre privacidade. O relacionamento com Shawn Mendes, se durar, vai continuar sendo combustível tabloide.

Mas o que realmente vai medir essa fase da carreira dela é outra coisa. Os papéis que ela vai aceitar, os papéis que vai recusar e a capacidade de sustentar, no tempo longo, a autoridade que está construindo no tempo curto. A história, quando se olha bem, tem uma direção clara.

Bruna Marquezine está executando, com competência técnica rara, uma das transições mais difíceis que uma atriz brasileira pode tentar, a passagem da estrela de televisão aberta para a profissional global com base brasileira. Não é um caminho inédito. QuietPlease.ai. Escute o que importa.

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