Episódios de Erika Ender - Biografia Relâmpago

Erika Ender (Parte 1 — História Completa)

03 de maio de 202621min
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Biografia Relâmpago: Erika Ender — Parte 1 — História Completa. Uma produção da Inception Point AI.

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This content was created in partnership and with the help of Artificial Intelligence AI.
Participantes neste episódio1
T

Tavinho Alencar

HostInteligência artificial
Assuntos5
  • Erika Ender: Compositora e AtivistaComposição de Despacito · Raízes brasileiras e influência musical · Fundação Puertas Abiertas e impacto social · Empoderamento feminino na indústria musical latina · Ponte lusófona entre Brasil e América Latina
  • Despacito: Fenômeno GlobalImpacto cultural e alcance mundial · Certificações de platina e recordes de streaming · Arquitetura da canção e a contribuição de Erika Ender
  • Música Cristã BrasileiraSubestimação e apagamento histórico de mulheres na música · Exemplos de compositoras brasileiras (Chiquinha Gonzaga, Dolores Duran, Rita Lee) · Erika Ender como vitoriosa e representante de uma linhagem · A necessidade de dar protagonismo às autoras
  • Técnica de composição musicalTradição de compositores no Brasil · Compositor como engrenagem na indústria moderna · Erika Ender como anomalia e ato político · A importância do trabalho e método sobre inspiração
  • A Ponte Lusófona de Erika EnderHabilidade de transitar entre espanhol e português · Álbum MP3-4-5 como exemplo de trabalho multilingue · Potencial para colaborações entre artistas brasileiros e latinos
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Aqui é o Tavinho Alencar. E se, eu sou uma inteligência artificial. Mas tenho acesso a cada entrevista, cada disco, cada fita cassete, cada fofoca de estúdio da música lusófona. E te trago tudo isso sem perder a alma de quem ouviu essas gravações na vitrola do pai. Isso é Biografia Relâmpago. O boletim diário sobre os ícones da música que estão fazendo barulho agora mesmo. Hoje, Erika Ender.

Olha só, antes de começar, preciso te dizer uma coisa com honestidade, que é como a gente começa qualquer conversa que vale a pena. A notícia da semana sobre a Erika Ender, ou as campanhas de empoderamento feminino, os projetos novos da Fundação Puertas Abiertas, as colaborações com artistas lusófonos que estava prometida, e esse eco perdi a certa cara.

[trecho inaudível]

Não tem manchete quente. Não tem Singo estreando hoje. E eu prefiro te contar isso do que inventar urgência. Não tem, não tem Singo estreando hoje. E eu prefiro te contar isso do que inventar urgência. E tudo criticamente não tem Singo estreando hoje.

Mas quando eles falam disso, de algo muito mais forte e algo mais de hoje. Porque o que a Erika Ender está fazendo é uma coisa mais lenta, mais bonita, mais difícil de virar clickbait. Ela está construindo uma obra que já virou infraestrutura cultural do mundo latino.

E essa obra continua respirando, continua se movendo, continua impactando milhares de crianças no Panamá, enquanto a gente conversa aqui. Então deixa eu te contar quem é essa mulher. Porque o nome Erika Ender, para muita gente no Brasil,

Passa batido. A pessoa ouve e pensa, Desmucera Despacito, deve ser alguma cantora latina que eu não conheço direito. E aí eu pergunto, você conhece Despacito? Assamim, Despacito.

Aquele refrão que tomou o planeta em 2017, que entrou em casamento, em festa de criança, em funeral até. Juro que ouvi uma vez. Pois é. Quem co-escreveu? Despacito, foi ela. Erika Ender

Uma mulher panamênia, com raízes brasileiras, que passou décadas escrevendo canção para os outros antes de virar nome próprio. E é aqui que a história fica interessante para a gente, que ama música brasileira. Mas ele tinha queria acontecer que desaprofeita a composição de figura. A história que se faz um problema de minha ação, porque a Érica tem essa ponte lusófona que poucos compositores latinos têm.

Ela transita entre o espanhol e o português com uma naturalidade que vem de origem. Sabia que Deus perfeito pela vítima parte com o mar. A mãe dela é brasileira e isso não é detalhe decorativo, isso é a espinha dorsal de como ela escuta a música. Ela escreve em espanhol, em inglês, em português. Ela lançou uma série chamada MP3-4-5.

Um álbum conceitual multilingue com a BNG, em que as canções vêm em versões paralelas. Dar-nos um dia, e day off, até logo, e hasta luego, e till next time. Repara no gesto, a mesma emoção atravessando três línguas, como se a canção fosse uma criatura que muda de pele, mas não muda de alma.

Cara, deixa eu te contar uma coisa sobre compositores. O C.O.L.A.N.E. do Medica. Domingo Versa. City Show.

Laine du Medica. Du Medica, cal Laine du Medica. No Brasil, a gente tem essa tradição que vem do Noel Rosa, passa pelo Cartola, chega no Chico, no Paulino da Viola, no Aldir Blanc, enfim, o compositor como figura sagrada, o sujeito que fica na sombra e faz a canção que o cantor vai eternizar.

Fora do Brasil, essa figura quase não existe mais na música popular. O compositor virou engrenagem, virou equipe de seis pessoas numa sala em Miami, martelando o refrão até dar hit. A Erika Yender é uma anomalia bonita nesse sistema. Ela acuscreve sim, ela trabalha com Sergio Cárdenas, ela trabalha com Luiz Fonse e Dery Yankee e meio primeiro, mas ela manteve a assinatura autoral.

Ela defendeu a ideia de que a canção tem autor. E isso, num mercado que trata a composição como commodity descartável, é quase um ato político. O número exato é esse. Ela é a única compositora, mulher, latina, panamenha, mulher, com um símbolo certificado 141 vezes platina, pela RIA.

141 vezes platina. Para a pessoa que não está familiarizada com como funciona essa conta, cada certificação de platina, nos Estados Unidos, representa um milhão de unidades vendidas, ou equivalentes em extreme. Então a gente está falando de Despacito como fenômeno que atravessou 141 milhões de unidades certificadas só no mercado. Este Paulo faz uma arma de que ria necessariamente

Não seremos humaníssimos em teorias, ou despacito como um fenômeno, e abre o mesmo separado, que não pode ser como o Ojo de... E a Billboard, deixe seu pós de contando, que a Bíblia do Charting americano, desde os anos 30, deu para essa canção o título de canção latina da década. Ela liderou a Hot Latin Songs.

por cinquenta e seis semanas cinquenta e seis o recorde histórico desde mil novecentos e oitenta e seis pausa porque esse número precisa respirar cinquenta e seis semanas no topo é mais de um ano é uma canção que se recusou a sair de cena

E a Erika ainda coassinou cada segundo daquilo. Mas, olha só, a história dela não começa no Despacito. Isso é o que eu gosto de explicar para quem chega agora. Despacito foi 2017. Ela já tinha décadas de estrada. A Erika nasceu no Panamá. Cresceu ouvindo música brasileira em casa por causa da mãe. E começou a escrever canção muito nova.

Ela foi se firmando na indústria latina como compositora de bastidor, aquela que coloca a letra na boca dos grandes intérpretes do mercado hispânico.

Entre as colaborações documentadas, tem uma que me encanta particularmente. Me falta um pecado. Que ela co-escriveu com Sérgio Cárdenas para Los Tigres del Norte. Hoje vamos conversar sobre o Mati Mexicano. Aquele grupo lendário do Norte Mexicano. Os Reis do Corrido, do Narco Corrido, da Canção de Fronteira. Boa noite. Hoje vamos conversar sobre o Macaça. E essa canção, escrita por ela, chegou ao número 1 no México pela lista Monitor Latino.

Depois veio o Mal Negócio, outro single dela para Los Tigres del Norte. Entende o tamanho dessa ponte. Uma mulher panamena escrevendo o corrido mexicano para o grupo mais tradicional do gênero. E acertando o número um. Isso é estrada, meu. Isso é ouvido treinado. Isso é alguém que escuta todas as línguas da América Latina como se fossem dialetos de uma única canção maior.

E aí a gente chega na parte que, para mim, é o coração da Erika Ender. Porque a fita conta outra coisa quando a gente sai do charting e vai para a fundação. A fundação, portas abiertas, outras abertas, em bom português, casuos. É o projeto dela no Panamá, que funciona há anos impactando educação, talento juvenil, inclusão.

Em setembro de 2025, na OZI Primeira Gala Panamá Impositivo, ela recebeu o Prêmio de Excelência pelo impacto significativo no país. Impositivo seria até situação. Estão vivendo os elêncios, mas depois você falou para cada semana mesmo cada fundamental.

E essa semana mesmo para o elencio de deselência pelo impacto significativo no país. E os números que foram apresentados ali? 12 centros educacionais inclusivos, mais de 8 mil pessoas, beneficiadas diretamente pelo trabalho da Fundação.

A portas abertas também organiza o Talent Pro, uma espécie de grande competição de talento juvenil que vai ao ar em rede nacional no Panamá e que premia o vencedor com educação universitária. Educação, não fama. Universidade, não contrato de gravadora. Volta no ar para a terça pessoa. Cara, deixa eu te contar. Vem presos. Isso é radical. Bom, universidade, não contrato de gravadora.

Cara, deixa eu te contar. Vem presos. Isso é radical.

Num continente onde programa de talento musical virou fábrica de carne fresca para a indústria do entretenimento, a Erika montou um programa que usa a música como porta e entrega a criança na universidade do outro lado. Isso é uma pessoa pensando a longo prazo. Isso é uma pessoa que sabe que o talento é começo, não fim. E agora voltando para a pergunta que guia esse boletim, por que ela importa esta semana?

Porque mesmo sem uma manchete específica batendo na porta, a Erika Ender continua ativa no que ela faz de mais importante, empoderamento feminino na indústria latina, projetos da fundação, colaborações em vários idiomas incluindo português. Ela participou, em data não especificada, do Leading Ladies of Entertainment, uma iniciativa do Grammy Latino que homenageia mulheres da indústria, ao lado de nomes como Selena Gomez.

E esse tema, Marta Lopes Abbas, mulher latina, compositora, composa pessoa, é um dos assuntos mais urgentes da música popular hoje. Por quê? Olha, vou te falar uma coisa que eu penso há muito tempo. A música latina e a música brasileira sempre foram ouvidas por mulheres compositoras e intérpretes extraordinárias. E o mercado sempre tratou essas mulheres como se fossem decoração.

A gente tem Chiquinha Gonzaga no Brasil, que escreveu o primeiro samba carnavalesco em 1899 e passou a vida inteira sendo subestimada. A gente tem Dolores Duran, que morreu aos 29 anos, deixando uma obra que o Tom Jubim disse em entrevista ser uma das bases da bossa nova.

A gente tem Rita Lee, que teve que brigar muito para ser levada a sério como compositora, e não só como vocalista dos Mutantes. A gente tem Marissa Monte, a gente tem Adriana Calcanhoto, a gente tem Cell. E a gente tem tantas outras que o mercado apagou. Ela continua se contando com desse mundo.

Ele tem santas barrosas, que o mercado apagou. Ele tem santas barrosas. Quando uma Erika Ender sobe num palco panameño em 2025 e recebe um prêmio de excelência por trabalho social e simultaneamente mantém o status de compositora mais premiada do mercado latino, isso é uma vitória que não é só dela.

Isso é a vitória de uma linhagem inteira de mulheres, que escreveram canção e viram outros colherem a glória. E tem outra camada aqui que me interessa muito. Como brasileiro ouvindo isso, a Erika Ender faz Ponte Lusófona. O álbum MP345 tem, até logo ali, com certeza um dedo brasileiro na guia. Ela traduz a moção entre espanhol e português, com uma precisão que só quem tem as duas línguas no ouvido desde criança consegue.

E isso importa para a gente porque a música brasileira, historicamente, é uma ilha lusófona num mar latino. A gente está cercado de espanhol e fala português. Nossos intérpretes conversam pouco com os intérpretes latinos.

A Erika é uma tradutora natural dessa ponte. Se a indústria fosse mais esperta, ela seria uma das pessoas mais requisitadas para produzir colaboração entre artista brasileiro e artista latino.

E quem sabe, sei lá, uma Anitta fazer canção com ela. Um seu Jorge escrever com ela. Uma Marília Mendonça. Outra beça viva Anitta de milho nove centavos. Ah, se a Marília ainda estivesse aqui, o primeiro favorito teria feito uma canção com a Érica que atravessaria a fronteira.

Cara, deixa eu te contar uma coisa sobre Despacito que pouca gente para para pensar. Aquela canção é um monumento de construção. Ela tem uma arquitetura de três movimentos. Verso do Luiz Fouci. Rápido da Rianchi. Refrão universal. E o refrão, aquele Despacito.

É um daqueles achados melódicos que parece ter sempre existido. Parece que alguém simplesmente pegou no ar. Mas não foi no ar. Fui a Erika Ender numa mesa, em algum estúdio de Miami ou do Panamá, construindo sílaba por sílaba, uma coisa que ia entrar na cabeça de 3 bilhões de pessoas. Porque a canção passou de 8 bilhões de visualizações no YouTube.

3, 4, 5 bilhões. Anos a desagim. Eu perdi a conta. É a canção mais ouvida da história do streaming em espanhol. E dentro daquela sílaba despacito, tem uma mulher panameia brasileira que decidiu que aquela era a palavra certa.

Essa é a parte invisível do talento. O trabalho. A Erika Ender, em todas as entrevistas documentadas que existem no arquivo público, fala menos em inspiração e mais em ofício, em método, em sentar para escrever todo dia.

Isso me lembra do Tom Ruby, ou Go, pausa reverente aqui, ou Go, que dizia que música é 90% transpiração e 10% inspiração. Citando o Edison, dizia que ficava dias quebrando a cabeça com um compasso. A Erika vem dessa escola.

A escola da compositora que trabalha. Não da musa esperando o raio caia. Em um momento em que a gente vê jovem, achando que talento é suficiente, escutar uma mulher de cinquenta e poucos anos falando sobre método é quase subversivo. Então o que a gente tem nessa semana sobre a Erika Ender, mesmo sem manchete fresca?

Então o que a gente tem nessa semana sobre a Erika Ender, mesmo sem manchete fresca? Erika Ender não sei, mas série a gente tem nessa semana sobre a Erika Ender, mesmo sem manchete fresca. A gente tem uma mulher que continua ativa, continua trabalhando, continua impactando com a Fundação Portas Abertas, continua sendo referência de composição feminina latina.

A gente tem o legado ainda vivo do MP345 rodando nos streamings em três línguas. A gente tem Despacito que não sai da rádio em nenhum lugar do mundo. A gente tem uma ponte lusófona esperando para ser mais atravessada.

E eu vou te dizer o que eu vejo aqui. Fechando. A Erika Ender representa uma coisa que a música brasileira precisa aprender a olhar com mais cuidado. A compositora como protagonista. Não a cantora, não a estrela do palco. Vamos contar a autora. A pessoa que põe a palavra no lugar certo.

o brasil tem chico buarque venerado como autor tem caetano venerado como autor tem cartola tem paulinho tem aldir são quase todos homens ou por vê

A Erika, lá do Panamá, com sangue brasileiro no ouvido, abre uma porta que a gente aqui ainda precisa escancarar, a porta das mulheres autoras da canção latino-lusófona. Quando ela fundou a Puertas Abertas, ela estava escolhendo o nome dela como programa. Portas Abertas.

pra quem vem depois. E isso, cara, é o tipo de gesto que vale mais do que uma manchete. A música nunca vai embora. Ela só troca de disco, troca de idioma, troca de corpo que canta. E a Erika Ender há décadas é uma das mulheres que tá trocando esses discos pra gente, em silêncio, fazendo o trabalho que os homens em geral receberam crédito por fazer.

Que a próxima vez que você ouvir Despacito, tocando numa festa, numa padaria, num rádio de táxi, você lembre do nome dela. Erika Ender. Autora, a compositora, a mulher por trás do refrão. Assim está a história de Erika Ender nessa semana. Obrigado por escutar Biografia Relâmpago.

Se você quer saber mais dos ícones da música lusófona, se inscreve onde você escuta seus podcasts. Seu anfitrião, Tavinho Alencar, assine Anonymous Dest. Lembrando que a música nunca vai embora, só troca de disco. Mais tarde, Vananda. Uma produção da Inception Point. Ai, Vananda pela desesperra. A documentação pública recente dos últimos 12 meses é escassa, ocásia.

E eu prefiro te dizer isso com honestidade do que te inventar tour, disco ou evento que eu não tenho fonte para confirmar. O que eu sei é que ela continua ativa. Continua no bordo da academia. Continua com a fundação. Continua sendo uma das mulheres mais poderosas da indústria latina sem ser, necessariamente, a mais famosa para o público geral. E eu acho que essa é a chave dela. Ela escolheu o poder discreto.

Escolheu o tijolo no lugar da vitrine. Tem uma pergunta que fica em aberto na carreira dela. E é a pergunta que a parte 2 da gente vai investigar.

A pergunta é essa. Como é que uma compositora de bastidor, uma mulher panameia brasileira de 50 anos, mantém relevância no mercado que muda de trem de toda semana, que troca de rei e de rainha a cada tic-toc, que consome e descarta canção num ritmo que não existia, quando ela começou, nos anos 90?

Elevado a cinco pessoas, mas cinco pessoas para que traja buscar ritmos em suas crianças, uma filha da festa aproximada bem brava pela outra maneira, e como se levância se não bem se levada. Onde ela? Como ela continua relevante? O que ela está fazendo agora nesse exato momento que a mantém na conversa? Isso fica para a próxima. A gente se vê lá. Assim está a história de Erika Enger. Or parte 1. História completa.

Obrigado por escutar Biografia Relâmpago. Seu anfitrião, Tavinho Alencar. Uma produção da Inception.ai. O contexto ao usarmos desichados ainda redesepiar. Não foi tanta festa ao terceira parte. De fato que conversa para hoje. Uso por tempo. Origem da 3, 63, 10 e meia receita adições.

QuietPlease.ai. Hear what matters.

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