Episódios de Vozes que Ninguém Ouvia

Entender não é suficiente para mudar

02 de maio de 20264min
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Perceber não garante transformação.

Neste episódio, você encontra um ponto comum de frustração: entender o próprio padrão e, ainda assim, continuar repetindo.

O insight é importante mas não atua sozinho.

A mudança não acontece apenas no nível da consciência, e por isso não é imediata.

Ainda assim, algo começa a se modificar: surgem pausas, pequenos intervalos, momentos em que já não é totalmente automático.

E é nesse espaço que a mudança, aos poucos, começa.

Participantes neste episódio1
R

Rodrigo Buoro

Host
Assuntos1
  • Mudança de perspectivaIntervalo entre perceber e agir · Repetição de padrões · Consciência e transformação
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Tem um momento estranho em que você percebe antes de fazer. Antes de fazer, você percebe. Você vê o padrão chegando. Reconhece a situação. Sabe como aquilo costuma terminar. E mesmo assim, continua. Não totalmente automático, mas também não totalmente diferente.

É como se tivesse um intervalo. Um pequeno espaço entre perceber e agir.

E às vezes esse espaço não é suficiente. Você percebe. E ainda assim, repete. No caso dele, isso começa a aparecer com mais clareza. Ele já entende o que acontece. Já reconhece o tipo de relação. Mas em alguns momentos, não consegue sustentar algo diferente.

E isso incomoda de um jeito específico. Porque não é mais ignorância, não é mais o não saber, não é mais a falta de informação. Ele sabe. E mesmo assim, não muda como gostaria. E é aí que muita gente se engana. Acha que entender deveria resolver. Mas entender? Não foi feito para resolver tudo.

Entender acontece em um nível, mudar já acontece em outro. Você pode nomear, pode explicar, pode reconhecer e ainda assim se ver atravessado por algo. Algo este que não acompanha esse entendimento. Porque a repetição não depende só do que você pensa.

Depende do que ainda te move, que te movimenta. No caso dele, o entendimento começa a produzir algo diferente. Não uma mudança total, mas pequenas pausas. Momentos em que ele percebe. Ele percebe antes de ir até o fim. E isso pode parecer pouco, mas não é.

porque antes nem isso existia, talvez você já tenha vivido isso. Fazer diferente por alguns segundos, quase sair do padrão, mas não sustentar.

E depois pensar, então, nada do que eu fiz adiantou. Mas adiantou, porque agora não é mais completamente automático, agora existe um intervalo, um pequeno intervalo. E é neste intervalo que algo começa a mudar. Não de uma vez.

Mas aos poucos. Mudar não é apagar o que existia. Nem substituir imediatamente. É construir outra forma. É construir outra forma de responder ao que te atravessa. E isso leva tempo.

Porque até aqui você foi percebendo, reconhecendo, se implicando. Agora começa a sustentar pequenas mudanças. E talvez o ponto não seja mudar tudo de uma vez. Mas não voltar exatamente para o mesmo lugar.

Mesmo que a diferença ainda seja pequena. A gente continua no próximo episódio. Eu sou o Rodrigo Buoro e esse é o Vozes que Ninguém Ouvia.