Você não precisa mudar tudo precisa se implicar
Talvez a mudança não esteja em fazer tudo diferente.
Neste episódio final, a série chega a um ponto essencial: você não controla tudo, não entende tudo, e não muda de uma vez. Mas ainda assim, há um lugar possível.
Se implicar não é se culpar é se incluir.
É reconhecer que, mesmo sem controle total, você participa daquilo que vive.
A transformação não acontece pela força, nem pela tentativa de eliminar o que dói.
Ela começa quando você sustenta um outro lugar diante da própria experiência.
E talvez isso não seja um fim mas o início de uma nova forma de escutar a si mesmo.
Rodrigo Buoro
- Transformação e Mudança
- Participacao Ouvintes
- Transformação Pessoal
Se você chegou até aqui, provavelmente alguma coisa te tocou. Mesmo que você ainda não saiba exatamente o que é, alguma coisa deve ter te tocado. Talvez nada tenha mudado por fora. As situações ainda sejam parecidas, as relações também. Mas a forma de olhar já não é exatamente a mesma.
E isso cria um efeito estranho, porque você começa a perceber coisas que antes passavam direto. E perceber nem sempre alivia. Às vezes, complica mais. Então fica uma questão, se você não controla tudo, se você não muda só porque entendeu, o que de fato é possível fazer?
Não é mudar tudo, não é virar outra pessoa, não é eliminar o que dói, é se implicar. E isso costuma ser confundido, porque se implicar não é se culpar.
Não é se cobrar mais, se implicar, é se incluir. Se incluir no que você vive. É reconhecer. É reconhecer que mesmo sem controlar tudo, você participa. Participa de algum modo. No caso dele, isso não resolveu tudo.
A vida não mudou de uma vez, os conflitos ainda aparecem, mas algo se deslocou. Ele já não se escuta, não se escuta como alguém a quem as coisas só acontecem. Ele começa a se incluir no que vive. E isso muda a posição, mesmo quando a situação não muda.
Talvez você ainda repita, talvez ainda volte, ainda se veja nos mesmos lugares, mas já não é exatamente do mesmo jeito. Agora existe alguma coisa entre o que acontece e o que você faz com isso. E é nesse espaço que você pode se implicar, não controlando tudo.
mas não ficando completamente fora. Você não precisa mais mudar tudo. Precisa sustentar. Sustentar um outro lugar. Porque isso não termina aqui. Não fecha. Continua. Na forma como você se escuta. Se algo disso ficou,
Não tenta resolver rápido. Não fecha a questão. Fica um pouco mais com o que apareceu e daí que alguma coisa pode começar a mudar. Eu te ouço. Eu sou o Rodrigo Buoro e esse é o Vozes que Ninguém Ouvia.