🎙️ EP010 - LPs, CDs e uma Calcinha: As relíquias bizarras da coleção de Aldo Portes de França
Neste episódio do 41 Cast, recebemos Aldo Portes, um dos maiores colecionadores de LP do Paraná — dono de uma coleção impressionante e de um estilo ácido, direto e sem filtro quando o assunto é música.
Ao longo do papo, mergulhamos no universo do colecionismo, passando por histórias curiosas, momentos marcantes em shows e reflexões sobre o verdadeiro valor da música. Também falamos sobre o mercado de vinil, a diferença entre colecionar por paixão ou status, e situações inusitadas que só quem vive esse mundo conhece.
Um episódio leve, cheio de histórias reais, opiniões fortes e aquele tipo de conversa que mistura nostalgia com realidade.
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- Vendas de discos de vinilHistórias de colecionadores · Diferença entre colecionar por paixão ou status · Mercado de vinil · Experiências em shows · Valor emocional da música
- Tecnologia na Produção MusicalDiferença entre vinil e CD · Evolução do consumo musical · Streaming e sua influência
- Influência MusicalImportância da crítica construtiva · Polêmica sobre artistas
- Cultura do RockBandas subestimadas e superestimadas · Influência do rock na cultura
Olá pessoal, 41cast na área, episódio 0010, e hoje é comemorativo, porque teve muita gente lá atrás que pensou que não ia chegar nem no 3 lá, Marcelo. E hoje eu trouxe uma pessoa muito legal, uma pessoa muito bacana, um grande colecionador aqui no nosso estado do Paraná, um dos maiores, e que tem uma vivência também na internet, como youtuber ali, né, tem um canal pé vermelho.
Não, não. Isso, eu sou o pé vermelho, mas na verdade eu me auto intitulo como pé vermelho porque eu sou paranaense, né? Paranaense. Mas, na verdade, o canal leva o meu nome, né? Que é Aldo Portes de França. Muito bem. Eu sou o Jefferson Stujac. Eu sou o Marcelo Persec. E que bom estar aqui hoje com o Aldo, né? No episódio 10. E que normalmente, o número 10 no futebol é o que melhor toca a bola. O melhor ver as coisas, o melhor distribuir jogadas, né?
O que tem a melhor visão das coisas. Sim, sim. 10 é o que tem a melhor visão das coisas. Às vezes não é artilheiro, mas é o que tem a melhor visão do que acontece. E por que você escolheu o Aldo para ser o nosso camisa 10? A primeira pergunta é para mim, não para o bate-papo. O bate-papo é o que já precisa explicar. O pessoal já está criticando que a gente fica falando entre a gente e não faz o bate-papo. Não, não. Vamos explicar. O Aldo é um namoro mais antigo aqui. Porque logo quando começou...
Quando começou o podcast, comecei a trazer o pessoal aqui, aí o pessoal falou, ó, tem o Aldo, cara, o Aldo é um cara legal, ele tem história, ele é colecionador, é um cara muito bacana e nós temos, vocês têm que gravar com o Aldo. Aí eu conhecia pouco, assim, o Aldo, comecei a falar, puxa, o Aldo vai ser o nosso número 10.
É verdade. Foi ou foi o comercial? Desde o começo. Três a gente já conversou sobre isso. Aí o Aldo até, falei que o Aldo ficou um tempo assim, eu acho que o Aldo até pensou que nós tínhamos esquecido dele. Mas eu falei Aldo, você é o número 10, cara. Você vai vir falar com a gente o número 10 aqui, não sei o que. E nós vamos falar sobre o que nós amamos, música, colecionismo e essas coisas todas.
Eu vou começar aqui, Aldo. Se apresenta aí, faz um breve resumo. Eu já vou começar a primeira pergunta, Marcelo, pra ele. Já que você fez a pergunta pra mim, alterou tudo o nosso roteiro aqui. Aldo, eu sei que tem uma história que o primeiro disco parece que você teve, você ganhou do teu pai, aí você acabou emprestando aquele disco lá e não voltou mais. É verdade isso? Primeiro se apresente aí, vamos lá.
Então, primeiramente eu quero agradecer aí a você, Jefferson, Marcelo, pela oportunidade de estar participando aqui do 41Cast, que assim como vocês falaram que é um namoro antigo, eu também fui amor à primeira vista quando eu vi o primeiro episódio, né? Que foi o do Will Hunter, né? Nossa, Will! Que é meu amigo, por sinal, também entrevistei ele para o meu canal, mostrei lá os autógrafos dele.
e é um cara também bem legal. Aí, na sequência, veio o Alexandre também, outro grande amigo. Enfim, eu olhei aquilo lá e eu me vi aqui sendo entrevistado. Não é possível, esses caras vão me dar oportunidade. Aí, tá bom, surgiu a situação de estar aqui, então, por isso...
Agradecendo mesmo de coração de vocês terem dado essa oportunidade aqui e de eternizar esse momento, essa conversa, esse bate-papo aqui. Legal, cara. Bem assim descontraído mesmo. E respondendo a tua pergunta, na verdade é o seguinte, eu ganhei realmente, o primeiro disco que eu ganhei na minha vida foi em 1986. Eu tinha 12 anos.
E eu ganhei o disco do RPM, o Rádio Pirata, né? Que naquela época, em 86, estourou. O RPM foi um... Não, aquele disco. Digamos assim, que aqui no Brasil, o que mais próximo chegou da Beatlemania foi o RPM. Na década de 80, teve Globo Repórter sobre o RPM. Era uma febre mesmo. E aí, é o seguinte, eu ganhei aquele disco, e eu tava lá com meus 12 anos, adolescente, e eu levei na escola. Aí...
Eu estava ali na sexta série, no ginásio, no antigo ginásio, como era chamado, ali na época. Aí eu cheguei lá e eu percebi que as meninas gostaram mais até do disco do que os rapazes. Rapazes olharam meio assim, RPM, meio som assim, que era um som que chamava a atenção mais das meninas por causa do Paulo Ricardo, que era um sex symbol.
Aí, o que aconteceu? Eu percebi, opa, peraí, as meninas gostaram mais... É isso aí, é bom, é o que eu preciso. É o que eu preciso. Eu ali saindo justamente ali da adolescência, começando, na verdade, da adolescência, saindo da infância, né? Pra adolescência, pré-adolescência.
Pensei, pô, que legal isso aqui, né? As meninas vieram conversar comigo. Elas não me davam moral em momento algum. Porque agora eu disse. Me chamou atenção. Falei, pô, então, se isso traz atenção... Esse é com a minha. Já que eu pensei até no momento, eu pensei em ser músico, na verdade. Eu pensei, vou aprender a tocar guitarra, vou aprender a...
tocar violão, só que aí entra uma questão assim que eu acho que é dom mesmo, eu tentei, tentei não foi, não foi e eu falei, não, não, vou ficar mesmo no colecionismo mas o disco em questão, que eu ganhei na época, eu realmente acabei emprestando, não sei o que aconteceu ele sumiu, eu não tenho aquele que o meu pai deu, mas tempos depois eu encontrei novamente esse disco obviamenteなんかなんかなんかなんか
E eu tenho na minha coleção ele, né? Eu gostaria de ter aquele disquinho surrado, mas foi o estopim pra que eu começasse a ser colecionador. Por quê? Porque até então, eu já gostava de música, né? Eu nasci numa família, que o meu pai, por exemplo,
Ele gostava muito de música sertaneja raiz ali, né? Tinha um carreiro de Pardinho, Sérgio Reis, essa coisa mais antiga, Toninho Boutinoco. E ao mesmo tempo ele gostava da música gaúcha, o Teixeirinha, o Zé Mendes, os Bertucci. Enfim, era a praia dele, né? O que o meu pai realmente gostava. Além daqueles cantores populares ali, o Daír José, Antônio Marcos.
tudo daquele período da década de 70. Então eu fui criado ouvindo, e aqui quem é de Curitiba, por isso que o 41QS é legal, vão lembrar muito bem da extinta finada Rádio Atalaia. Ah, sim, Rádio Atalaia. Então a Rádio Atalaia tinha um programa Placar Atalaia do Sucesso.
E lá eu escutava muito essas músicas, como eu falei, Antônio Marcos, Odair José, a música popular, mas assim, eu nunca tinha me transformado, digamos, alguém que gosta mesmo, essencialmente, hoje, a minha coleção, o que eu coleciono, essencialmente, embora eu tenha vários estilos na minha coleção, mas 70% eu diria que é o rock, desde o...
Elvis Presley, o rock lá dos anos 50, indo até o rock mais pesado, mais extremo, né? Digamos, sepultura, ou aí uma coisa ainda mais pesada, né? Então, surgiu naquele momento...
Se não fosse o meu pai ter comprado esse disco, eu acho assim, talvez hoje eu não fosse um cara que tivesse ido para esse lado do colecionismo. Até mesmo o meu gosto musical, né? Talvez não seria igual. Então, assim, eu agradeço ao meu finado pai, né? Que já não está mais com a gente há quatro anos.
Mas ele trouxe pra mim essa herança, esse presente, né? Que legal, que legal. Essa herança musical. Então, respondendo a tua pergunta, foi isso. Não, é assim, o Aldo, né, ele tem uma veia, né? Eu tava até vendo com a filosófica de colisionismo, né? Ah, não, não, não. Mas assim, no lado da filosofia, qual é a diferença que dá, assim, do que é o colisionismo e o cara que é um acumulador de objetos?
Ótima pergunta. E você é o acumulador? Você escuta o que você tem lá? Essa linha é tênue. Você que tem uma filosofia, Nathel. Muito boa pergunta. Porque assim, é difícil até responder essa pergunta, mas eu vou tentar aqui. Olha, quem olha de fora, vai olhar lá, por exemplo, a minha coleção, e quando a pessoa vai visitar a minha casa, quem não é do meio, é lógico que ele vai achar assim, pra que tudo isso, né?
E olha que eu acho que a minha coleção não é tão grande. Quatro mil itens? Oito mil itens, aproximadamente. É pequena a coleção. É pequena a coleção. Mas você entende o que eu quero dizer. É grande, é grande. Mas se você pensar nesses colecionadores que tem 30, 40, 50, 100 mil itens, a minha acaba sendo modesta. Agora...
Vamos lá, 8 mil itens. Alguém pode perguntar, mas você ouve isso? É lógico que quando eu comprei o item, pelo menos uma vez eu ouvi, né?
Agora, faz sentido a pergunta da acumulação? Porque existem pessoas que têm o prazer de comprar, de ter. Isso. Ah, eu quero ter toda a coleção de uma determinada banda ou artista. Eu não penso exatamente assim. Eu vou dar um exemplo aqui. Tem bandas que eu gosto. Vou citar aqui o Metallica, por exemplo.
Existe um disco do Metallica que eu acho todas as músicas uma porcaria. Certo. É o Sun Anger, o álbum de 2003. É o que ele é mais polêmico. Ele já fala ali que ele não gosta. Eu não gosto desse álbum. Respeitando quem gosta, mas eu não curto. Nunca gostei. Então, eu não tenho ele na minha coleção. Não faz sentido, mesmo sendo uma banda que eu...
curto, eu vou dizer assim eu quero ter por ter se pelo menos uma música não se salva eu não compro e também tem outra eu acho essa questão do acumulador até um pouco tanto estranha uma vez eu estava numa feira aqui em Curitiba e um cidadão assim do meu lado isso eu vi ele pegou ali um disco do Oswaldo Montenegro
que é aquele disco Trilhas, que é um disco de 1977, que foi lançado de forma independente, e é super raro. E o cara na minha frente ali, ele conversou com o cara que estava vendendo ali na banca e pagou R$800,00. Isso eu estou falando em 2000? R$800,00 do Oswaldo Montenegro? É, mas esse disco é raro. Não, não tinha ganho do Oswaldo Montenegro, não é? Não, sim, mas esse disco, quem está me ouvindo aí, quem quiser pesquisar, a edição original do Trilhas, disco de 1977, o primeiro do Oswaldo Montenegro, é muito raro. Eu não sabia. Aí...
O cara ali do meu lado, ele, naquela época não tinha piques nem nada, ele simplesmente tirou ali 800 reais e pagou pro cara, né? Aí eu do lado dele eu falei assim, poxa, você deve ser um grande fã do Oswaldo Montenegro pra ter gastado isso aí, né, comprado. Ele falou assim, não, na verdade eu nem gosto do Oswaldo Montenegro. Eu comprei por ser raro. Eu quero ter na minha coleção pela raridade.
Aí eu já acho que é mais assim, não tô dizendo assim, não tô julgando, mas eu acho estranho alguém comprar algo que não gosta pra ter na coleção. Aí entra na questão do acumulador. Inclusive tem um...
um empresário lá em São Paulo, o nome dele é Zero Freitas, que o cara tem um milhão de discos. Ele tira fotos todos os dias, faz todo o merchan ali. Faz o merchan lá. Ele tem um barracão lá, ele diz que ele está fazendo, para futuramente ser um museu, uma espécie que possa servir para pesquisa. Tudo bem, o cara é milionário. Ele tem dinheiro para isso, ele quer gastar. Quem sou eu para julgar o cara?
Agora, eu acho estranho. Eu, por exemplo, até quando eu fiz agora 50 anos, recentemente, eu pus na minha cabeça o seguinte, olha, não tem espaço mais na minha casa, eu não estou afim de quebrar a parede, não tem mais como fazer isso. Então, agora, eu dei um tempo. Chegou o limite. Eu tenho lá espaço na minha casa para uns 100, 200 itens no máximo.
Então, mais que isso, eu não vou conseguir. Então, eu tenho que... Ainda bem que as bandas e os artistas que eu curto, eles já não estão quase gravando, alguns já morreram. Então, eu estou meio tranquilo nessa situação. Mas é uma coisa difícil. Essa questão do acumulador e do colecionador é uma linha muito tênue mesmo. E é difícil, é difícil você avaliar. Eu considero colecionador, porque eu ouço.
E tanto é verdade que agora eu estou fazendo para o meu canal os rankings, né? Sim. E eu percebi que artistas que eu fui fazer, eu pensei assim, nossa, isso aqui faz mais de 10 anos que eu não ouço. Nessa hora que você percebe que ali você está beirando o acumulador.
Então é difícil você chegar a esse... É um auto julgamento ali que você fez. Você tem que fazer uma autocrítica. Mas eu acho assim, eu não estou aqui para julgar ninguém, eu acho que nem vocês, vocês justamente estão aqui para perguntar. Eu acho que cada um tem que fazer aquilo que traz a sua felicidade. Se a pessoa se sente bem daquela maneira, ah, eu quero ter aqui, independente de ouvir, é um prazer eu estar aqui e pegar esse item a hora que eu quiser.
Faça isso. Faça isso que vai servir como uma válvula de escape, uma terapia. Porque a coleção, antes de tudo, a meu ver, ela é uma terapia. Nós temos falado muito sobre isso aqui. Para levar essa pessoa ao físico, ao social, a conversar com as pessoas. Isso que nós estamos fazendo aqui nesse momento. Isso é muito importante. Aí tem uma outra questão, o Aldo está falando dos LPs, dos discos, do pessoal. O Aldo também é um grande colecionador de CDs.
Também, também. Inclusive, tem mais CD do que LP ou não sabe? Olha, até um tempo atrás era 50-50. O CD chegou a passar ultimamente, por quê? Aí eu vou voltar uma outra coisa que é importante frisar. Quando eu comecei a colecionar, obviamente só existia disco de vinil. Exato. Não existia ainda o CD. Na verdade, até existia.
E até agora eu vou contar um caso engraçado aqui para quem está nos... Legal. Em 1988...
Eu fui na loja Savarim, que é aqui de Curitiba também. Existe até hoje. Savarim está arrancado, tem que trazer o Savarim aqui. Porque o Podiguesse, o Savarim, o Savarim, vamos trazer ele. O Savarim é um cara legal e ele vai adorar vir aqui. Sabe por quê? Porque ele é um cara de bate-papo e ele adora falar sobre a história dele, sobre como ele começou. Vai render um ótimo programa. E se o Savarim vir aqui, eu vou contar por que eu não vou na loja dele. Olha aí. Opa, polêmica. Polêmica. É polêmica. Polêmica.
Aí em 1988, eu já tinha ganhado o disco do meu pai, em 86, e já estava começando a colecionar, eu economizava lá o dinheiro do lanche, como muita gente faz para sobrar no final do mês e comprar um disco. Porque não tinha salário, não tinha nada, era só a mesada ali do pai e da mãe, né? Que servia para você comprar um disco, né?
E eu fui com os amigos, né, no centro de Curitiba, ali onde ficava a loja do Savarim. E o Savarim, em 88, ele era a única loja aqui de Curitiba que tinha o CD. Ali tinha as outras lojas, Palácio Musical, Rei do Disco, mas ele só tinha o vinil. O Savarim já era a frente do tempo dele, né? Sim, ele sempre teve. Aí o que aconteceu? Eu cheguei lá na loja e perguntei, olha, eu tô procurando...
O CD, o disco de vinil Hair of the Dog, do Nazaré. Aí ele olhou pra mim e falou assim, esse eu tenho, só que eu não tenho em LP, eu tenho só em compact disc. Ele usou, ninguém falava CD, era o compact disc.
Aí eu peguei, entendendo que era um compacto, né? Eu disse, não, pode ser um compacto, porque eu queria a música Harold the Dog. Aí ele pegou e trouxe a caixinha de acrílico lá, o CD na minha frente, né? Eu olhei assim, meus amigos do lado, ninguém falou nada, eu abri aquilo lá, né?
assim né, meio estranhando você não sabia mesmo? não, nunca tinha visto, lembrando né naquela época era uma época pré internet sim, não tinha divulgação foi a primeira vez na minha vida que eu tive contato e o Savarin tinha lá e o Savarin tinha na loja dele, ele já vendia só que era
caro, vamos supor, se um LP era, vamos trazer 50 reais, era 200, era 4, 5 vezes mais caro, um CD dava pra comprar era a evolução do álcool aí eu com aquele objeto na minha mão ali, né, poxa que legal, né, mas o que eu digo agora eu olhei assim, vi aquele furo no meio né, e daí eu virei assim e falei tá, Savarim, mas me diga uma coisaなんかなんかなんか
como é que eu faço pra colocar agulha em cima desse negócio aqui? Não vai deslizar? Aí ele deu assim aquela risada. E os meus amigos ali, rolaram de rir, né? Mas assim, eles também não sabiam. Teriam feito a mesma pergunta. Teriam feito a mesma pergunta, só que eles esperaram eu pagar o bico, né? Aí o Savarin, não!
Você não tem o CD player? Eu falei, não, você tem que comprar esse aparelho aqui. Daí ele foi lá e mostrou. Então foi a primeira vez que eu tive o contato, mas só em 92, 93, só 5, 6 anos mais tarde, com a popularização um pouco maior do CD,
é que eu fui começar a comprar. Então, o CD apareceu dessa maneira na minha vida. Puxa, que legal. A história lá do começo mesmo, né? Do começo mesmo, né? Porque aí, 88, eu falei assim, eu não sabia o que era, mas em 88 eu... Qual foi o teu primeiro CD? O primeiro CD? CD? CD. O disco eu não sei, mas o CD...
O CD eu não sei, Marcelo Mas eu acho que é todo mundo Eu acredito que na nossa geração Todo mundo tomou contato mesmo Mais evidente com o CD A partir dos anos 90 Nos anos 80 Era algo estranho Era uma coisa assim que não era comum Porque não era popular Não era do gosto popular, o vinil ainda estava no auge E daí o que aconteceu? Eu comecei a comprar o vinil E aconteceu, aí começou a mágica
digamos, em 94, 95, aí eu já estava trabalhando, já tinha meu salário. O que aconteceu? O disco de vinil, de repente, todo mundo começou a jogar fora. Ah, isso aqui não serve para mais nada. Queremos a revolução digital.
E aí eu ia nessas lojas, no Savarim, ali na Raridade, discos. Raridade. E várias outras lojas, né? Que existiam. Aquela loja do Seu Clóvis, que ficava... Ô, Seu Clóvis, é só música. É só música, exatamente. É o Seu Clóvis. Aí a gente chegava lá. Lá eu ia bastante. E tava lá.
Naquela época, em 94, 95, um real os discos de vinil e sete, oito, dez reais os CDs. E eu fui ali, opa, eu quero vinil, eu quero vinil, eu quero vinil, e eu comecei a pegar muita coisa naquela época. Então assim, eu fiz muito da minha coleção de discos de vinil numa época que era barato comprar, antes de se tornar modinha, como dizem hoje, né? Ter essa ressurreição aí do disco de vinil.
Quando aconteceu ao contrário, que o disco de vinil ficou caro e o CD passou a ser descartável, aí eu fiz o movimento inverso. Eu comecei a comprar o que eu não tinha em vinil, o que eu achava muito caro. Ah, estava lá o disco de vinil.
Um disco do Smiths. Tava lá o vinil a 100, 150. Mas o CD tava a 20. Poxa, meu dinheiro não cresce em árvore, né? Sim, sim. Eu vou. Então eu nunca tive essa questão assim. Se você me perguntar, o que você acha melhor? O CD ou o LP? Eu vou dizer pra você, eu não sei.
Porque eu gosto de ambos. Eu acho que cada formato tem o seu charme, o disco é mais legal, o tamanho para você ver a capa e tudo mais. O CD tem a questão, a vantagem de não ter o chiado, embora para muitos o chiado seja justamente o charme.
Então assim, eu, falando por mim, eu não tenho um formato predileto. Eu escolho de acordo com aquilo que eu vejo da minha necessidade e do que eu acho que soa melhor. Inclusive eu fiz um vídeo no meu canal sobre isso. Tem um disco lá, por exemplo, do Black Sabbath.
O Black Sabbath, no CD, dá a impressão, pelo menos no meu ouvido, que ele perde um pouco daquela crueza, daquele som mais pesado. Você vai ouvir no vinil, parece que você está ouvindo aquele baixo.
Mais gordo, mais potente. Uma coisa mais assim, que realmente é mais orgânica ali. Ao passo que você vai colocar ali no CD, parece que limparam aquilo ali. Eu não sei se foi na masterização ou alguma coisa. Parece que o som ficou assim, legal, mas ao mesmo tempo perdeu aquela crueza original. Sim.
Eu tenho um relato que o disco de vinil, o CD também, mas o disco, nós que gostamos de música, é um ritual. Você pega o disco, você pega ele, dá uma limpadinha. Tem uns caras que dão a soprada, né? Não é recomendado, mas tudo bem, é só pra agulha, coloca lá, aí o cara senta no sofá, vai ler o encarte, vai ler a capa, vai ver os músicos que estão tocando lá.
Aquele chiadinho do começo, assim, ó, eu digo uma coisa aí, por mim, quando dá aquele tec-tec no comecinho ali, eu já vou nas nuvens, assim. É um santo grau, assim, que eu já vou ali. Então tem essa mágica do ritual de ouvir a música. O CD depois também tinha, tinha uns CDs com uns encartes muito elaborados, alguns boxes muito bonitos, muito legais. E eu digo mais, que a gente tá falando em 90...
em 4, 95, 96, 96, ali 97, que eu acho que parou de se produzir vinil em larga escala, né? No Brasil, acho que talvez no mundo, eu não tenho essa informação, mas a gente começou a consumir CD, porque as bandas ainda continuavam produzindo música, mas eles já estavam, a remasterização já era pro CD.
Sim. Então, a remercialização de antes era pro vinil. E o vinil, até a questão do sulco do vinil ali, ele tem um som mais gordo mesmo. Um som mais fete ali. Se você perceber o sabá, o sabá tinha uma sujeira na música. Era aquela sujeira, aquele drive lá. Até esqueci o nome que o pessoal fala. Aquilo que dava aquele...
preenchimento sonoro no teu ouvido. E aqui, tanto que a gente sentava e botava o fone ainda, assim, pra escutar tudo aquilo. E dá a impressão, pelo menos é o que passa pra mim, que quando eles masterizaram, ou remasterizaram, as frequências, os agudos, os médios e os graves, eles foram como se fosse feita uma limpeza. E essa limpeza, pra quem é mais purista,
Som assim um tanto quanto não é legal. Porque isso que você falou faz sentido. De 90 e pouco, 95, 96 e em diante, aí o que aconteceu? Já era gravado no digital. Então se você tem um disco, um álbum que foi gravado no digital, ele vai ser melhor no digital, é óbvio. Porque a origem dele já nasceu no digital. Então ele não vai ser legal no... Então por isso que muita gente chega e diz assim, ah, mas esse disco aqui...
de 2002, eu prefiro no CD do que no LP. No LP parece que eu estou ouvindo o CD. Mas é lógico, você está ouvindo o CD mesmo. A única coisa que está lançando hoje em LP é vindo a remuneração do CD. Daí é lógico que não vai ter um ganho. Aí você vai ouvir uma coisa que já é...
A origem dele já é digital. E é o que acontece, o pessoal simplesmente usa a matriz do CD e joga no LP. Não é o que era feito antigamente, que era casfita master. Então, aí era diferente. Por isso que as coisas gravadas nos anos 60, 70, é muito melhor.
em tese, não é uma regra, mas a maioria é melhor ouvir no LP mas já nos anos 80 e em diante que já começou no mundo a produção de CDs, aí já não dá pra você dizer aí depende muito do que o teu ouvido quer então é bem isso é muito legal essa diferença, é bom saber quem tá ouvindo hoje virou o streaming o streaming, a pessoa hoje talvez esse papo aqui seja até estranho pra...
um moleque de 16, 17 anos que está ouvindo aqui e que prefere ah, porra, mas o pessoal ir falando em disco em Devinil e CD. Com o meu Spotify eu tenho tudo na minha mão. E de fato tem. E até que privilégio que esse pessoal tem. Porque a gente gostaria de ter tido uma informação porque era tão olha uma das coisas que agora eu lembrei que era muito engraçado. Você chegar numa loja e estava lá lacrado.
tanto o disco de vinil como o CD e aí você com aquela vergonha de pedir pro cara abrir o disco, né? E aí ele abria, de repente você não gostava ele colocava uma ou duas músicas você comprava de vergonha Eu já fiz isso Eu vou levar Era a minha intenção comprar um CD naquele dia às vezes meio de vergonha de eu ter feito ele deslacrar o CD, comprava, né?
E hoje não, né? O cara pode ouvir a hora que quer. Só que assim, pra mim, pro meu ouvido, o streaming, ele é legal como fonte de pesquisa. Mas assim, quando eu coloco lá pra ouvir pra audição, assim, poxa, eu sinto que falta algo. Sabe o que que falta? Você que... É uma coisa que eu bato.
A gente tem o objetivo, tem o pensamento e o objetivo. Só que no meio disso tem um negócio chamado processo. Então a música antigamente, eu também sou da década de 80, então aquilo você tinha que sair de casa.
Eu escutava, às vezes, na rádio, escutava em algum lugar, alguém falava, você era na determinada loja. Tinha aquele camista aí, pensa, vou ver o disco, daqui a pouco aparece um outro. O Jefferson falou uma coisa que era melhor. Aí chegava alguém e conversava com você. Era o que tinha nas redes de locador também, antigamente. Aí tinha aquela parte social, as pessoas trocavam ideias, compra isso aqui que é legal. Então, todo esse processo, ele era rico. Sim.
Hoje não, hoje chega assim Ah, eu quero escutar Ramon, você quer escutar? O cara vai lá no Spotify Nossos filhos fazem isso hoje Ah, que legal, não sei o que Então assim, eles perderam De certo modo, a juventude Essa rapidez, eles tem algo na mão Que tem acesso a tudo Mas o processo pra chegar a isso tudo é muito rápido Eu acho que a geração de agora Claro, existem exceções Mas a maioria da geração atual
dos adolescentes e jovens de hoje, ele tem uma certa preguiça. Ele tem tudo na mão, mas ao mesmo tempo ele tem. A hora que eu quiser, eu vejo. A gente não. Eu lembro, a gente tinha essa galera, que eu comentei a questão do CD ali. Quando um comprava um disco, vem aqui em casa. Isso. Se reunia pra escutar o disco. E outra. Aquele disco rodava.
Rodava ali entre os amigos. Depois, com o passar dos anos, eu passei a não emprestar mais nada. Porque eu acabei perdendo algumas coisas. Começou a se lembrar do RPM. Então, daí, por essa situação que eu peguei. Falei, opa, melhor não, não vou emprestar mais nada. Que meus amigos me perdoem. Se quiser alguma coisa, eu gravo aqui. Mas não vou emprestar. Então, para chegar hoje, né? Hoje tem essa coleção aí que...
felizmente eu tenho e hoje eu estou satisfeito com o que eu tenho mesmo eu estou numa fase, que eu falei esses dias aí, inclusive o nosso amigo Alexandre, que foi um dos entrevistados aqui de você, falei pra ele ele falou assim, ai Aldo, eu não cheguei nesse ponto ainda eu falei, olha eu dei um tempo, eu dei um tempo realmente porque não tenho como não tenho mais como ter um espaço eu não quero jogar disco no chão que eu sou bastante cuidadoso, eu cuido da minha coleção eu fazia isso, caraなんか
Eu não consigo pensar dessa forma. Então, o que aconteceu? Como eu não tenho mais para onde crescer, eu pus na minha cabeça que chegou no meu limite. Então, eu só vou comprar mesmo algo assim que, puta, surgiu alguma coisa aqui que esse eu não posso deixar passar. Mas eu não estou fazendo como eu fazia há 5, 10 anos atrás que eu comprava em média 20, 30 CDs por mês. Meu, também.
Eu cheguei a fazer isso. Eu cheguei a comprar uma vez, não estou exagerando, é uma verdade, 2004, não me esqueço mais o ano, o Luiz Augusto Xavier, que é um radialista, que foi narrador aqui de futebol, aqui na Rádio Cidade, antiga Rádio Cidade. Depois ele... Na Rota é na RPC, né? Nos jogos aqui do Plata de Tiba, do Paraná Clube também. E o que aconteceu? O Luiz Augusto Xavier vendeu.
discos dele, discos de vinil, no Sebo Fígaro, que tem até hoje ali na Lamea Lins. E o que aconteceu? 4 mil discos ele tinha. 4 mil discos de vinil. E o dele era a maioria daqueles discos assim, amostra, que eles davam, invendável, que eles passavam justamente pra ele, que fazia parte ali das rádios, como um divulgador. Então era tudo disco lindo, assim.
E eu dei a sorte de chegar no momento que o Paulo, que é o dono da loja, estava colocando esses discos ali. Eu comprei 120 discos de fio. Claro que, nós estamos falando em 2004, esses discos não eram tão valorizados. Hoje eu não ia conseguir comprar 120 nem a Paulo. Não tenho bala para isso.
Mas na época custou 10, 15, 20, os mais caros. E eram discos assim, raríssimos. Discos que hoje o pessoal paga 200, 300, 400 reais. E que eu achei por uma ninharia. Então eu fui muito sortudo, digamos assim, de encontrar discos no momento que eu pude pagar. Até porque eu não tenho condições hoje. Eu sou funcionário público, inclusive eu não falei sobre isso, mas não consigo dizer, eu sou funcionário público. Há quantos anos?
20 anos, eu só funcionava por... Mas eu, na verdade, sou jornalista por formação. Só que eu me desiludi com a profissão de jornalismo, porque, até vou contar um bastidor aqui, não vou citar nomes, eu fui numa rádio fazer o estágio, quando eu terminei a faculdade, então eu fui fazer o estágio numa rádio famosa aqui de Curitiba. E aí aconteceu o seguinte, eu estava lá, eu e mais dois amigos...
e nós disputando a vaga lá pra trabalhar, né, pra fazer uma parte de plantão e fazer ali a parte de matérias pra essa rádio e tal, que era o lado pro programa que o locutor fazia lá, mas a gente ia trabalhar na edição das notícias, né. Então era uma coisa que eu tinha vontade de fazer. E aí a gente disputou, né, e a gente conversando entre nós ali, ó, se um de nós ganhar, vai ser justo, agora aquele fulano ali não pode ganhar.
Porque nós descobrimos que ele era sobrinho do dono da rádio. Então, esse dono da rádio, eu falei, não vou citar nome, mas vou dar pistas. Ele era um cara, um deputado e tal, né? E, num determinado momento lá...
Saiu lá a seleção e quem foi escolhido? O sobrinho. Aí aquilo ali me deu um baque. Eu pensei assim, eu não vou ficar me batendo aí com esse tipo de situação. Aquilo me deixou desanimado. Porque eu já tinha começado a faculdade já um pouco atrasado. Eu comecei a faculdade com 25 anos.
Eu fiquei um período trabalhando, quis ganhar dinheiro, falei, ah, não, vou deixar para estudar. Quando eu realmente me der vontade, eu agora não vou conseguir conciliar o meu trabalho, eu estou afim de ganhar dinheiro. E ali eu tinha um trabalho que, naquele momento, eu trabalhava com informática, né? No CPD do Demeterco, aqui, hoje não existe mais Mercadorama. Eles tinham automatizado as lojas e eu trabalhava naquela parte da automação, que naquele momento era uma novidade.
Aí, num determinado momento, o grupo Demeterco vendeu o Mercadorama para o grupo Sonai, que era um grupo português, e transformaram depois em Big, e foi rodando. Até que eu peguei e... Ah, vou estudar agora, porque de repente eu estou achando que o meu emprego está em risco.
porque veio outro grupo, né? Vou estudar e vou ir pro jornalismo. Então, eu já tava com... Quando eu me formei, eu já tava com quase 30 anos. Eu falei, pô, eu já tô com quase 30 anos aqui, eu vou ficar batendo cabeça com esse pessoal aí que dá preferência pra um cara que é sobrinho, que é parente, ou sei lá, por alguma outra razão, não pela competência. Não, não vou fazer isso. Eu vou fazer concurso público.
E eu vou passar no concurso público. O primeiro que eu passar, eu vou pegar. Não quero nem saber, nem que ganhe pouco, mas eu quero chegar lá e estar meu dinheiro garantido e que eu não vou ter o risco de chegar alguém e dizer assim, ó, você está fora. Ou você foi substituído pelo meu sobrinho. Então foi isso. Ficou com trauma ali. E daí voltando para o colecionismo.
Eu, com o salário que eu ganho e com a renda que eu tinha, eu só conseguiria ter esse acervo pelas oportunidades que me apareceram. Porque eu nunca fui de cometer excesso. Por exemplo, o disco mais caro que eu paguei até hoje, um separado, foi R$300. Que eu já acho caro, vou ser bem sincero. O máximo que eu paguei por um disco de vinil foi R$300. Tem gente que paga.
Mil, dois mil, três mil. E Aldo, seguinte, você falando aqui de... Vou contar uma história bem brevezinha para entrar no que eu quero dizer. Eu tinha um chefe que trabalhava comigo, que era um cara também que tinha um humor ácido assim, já sagaz, daí uma vez ele chegou numa reunião lá e falou assim, puta, eu estou com colesterol, meu colesterol está 250.
Daí o cara chegou assim, pô, o teu tá 250? O meu tá 380. Daí ele virou assim pro cara e falou assim, porra, tem gente que não gosta de perder nem no colesterol. No mundo dos colecionistas. É, como que é isso aí? Como é que é? O que que você pode dizer assim? Puta, esse cara, mas tem muita...
Gogó, né? Muita coisa. O cara não quer perder. Marcelo, que eles contam pra eles o importante. Ah, o Aldo tem 5 mil? Eu tenho 6. 6, 7. Eu tenho 7. Como é que é? Como é que é esse meio assim? E já puxando o gancho, que eu acho que nós vamos entrar aqui já, você vai me contar que o Aldo, ele tem ele é um pouco cítrico. Certo. Ele tem uma acidez no papo dele ali e ele criou o canal, Marcelo, e...
2021? Se eu estiver falando um besteira, ele me ajuda. Isso. Ele cresceu, cresceu.
crescendo e tem seguidor, tem hater, tem tudo e ele faz uns comentários lá que deixa a pessoa um pouco meio o que é? aí na linha do Marcelo vamos entrar nessa aí então, o Marcelo tocou num tema bem sensível o que é que eu vou falar eu vou pisar em ovos aqui, mas eu vou responder a tua pergunta pode quebrar alguns também eu não vou fugirなんか
De fato, existe o colecionador papudo, que eu vou usar esse termo aqui, e aquele colecionador que ele parece que ele não gosta de ver você ter algo, né? E ele sempre vai procurar desmerecer. Eu mesmo já cheguei, assim?
olha, saindo assim de uma feira, de uma loja, o que você comprou aí? Ah, comprei isso aqui. Quanto você pagou? Ah, paguei 20. Nossa, pagou caro, cara. O que é isso? Esse disco aí eu já achei por 3, 4 reais. Então é aquele cara que gosta. Ou então aquele cidadão que diz assim,
Vou dar um exemplo, assim, que também é chato, assim, mas é uma grande verdade. É o cara que fala que tem, assim, só para dizer, assim, em nenhum momento ele comprova. Eu já percebi, assim, mas, cara, já que você tem aqui, deixa eu dar uma olhada, né? Esse material é interessante, né? Porque, imagina, eu estou aqui dizendo para vocês que eu tenho algum material.
De repente você diz assim, pô, Maldo, mas se você tem, a mesma coisa, você hoje, antes da gente começar a se bater papo, ontem, você conversou comigo e disse assim, se você puder trazer tais discos. Sim, sim, isso. Imagina, se eu tivesse só falado o que tinha, pô, que vergonha, eu ia ter que inventar que, ah, é que esse disco aí eu não consegui encontrar. Esse dia eu estava vendo um vídeo, não vou citar o nome de um canal aí no YouTube, o cara dizendo assim, é, a minha coleção aqui, ela tem 30 mil CDs.
pensei na hora, assim, só que o estranho é que esses 30 mil CDs não foi assim, por exemplo, como vou dar um exemplo aqui, o Gastão o Regis Tadeu, esses caras o Ed Mota, esses caras mostram e realmente você vê pelo fundo da casa deles, assim, que os caras realmente eles tem um arsenal lá
Agora o cara falou que tinha 30 mil CDs e eu nunca vi. Claro, ele mostra um ou outro ali. Aí eu fiquei pensando, porra, 30 mil CDs. Vamos levar em conta que o cara começou a comprar esses CDs lá em 94, mais ou menos. Que é mais ou menos o... Sim, começou. Aí, vamos lá. Ele teria que comprar, hoje nós estamos em 2026, quase mil CDs por ano.
Nós estamos de 94 a 2026. 32 anos. No intervalo de 32 anos, ele tinha que ter comprado quase mil CDs por ano. Quase, mais ou menos, o quê? 80 CDs, 90 por mês.
Não estou duvidando, mas ao mesmo tempo, será? Porque o cara não é mais velho que eu. E mais esse detalhe. Vamos supor, se fosse um senhor lá de 60, 70, 80 anos, até de repente ele começou a comprar lá atrás, começou lá quando saiu, até eu poderia engolir. Mas, porra, o cara não mostrou. Então, assim, existe muito essa questão do colecionador papudo, colecionador invejoso. A gente vive nesse meio. Infelizmente, é uma realidade.
Eu estava falando do YouTube, do canal do Aldo lá, mas como ele falou que eu pedi para trazer algumas coisas, a gente vai... Aqui, eu falei, a gente vai para frente, volta e o assunto não tem a métrica que é. Depois a gente vai falar do YouTube. Mas eu quero que você me mostre um LP que eu pedi para você trazer hoje aqui. Aprova, aprova. Aprova, aprova. É porque ele falou que tem um monte de cara para pular, diz que tem, diz que não tem.
Eu falei, Aldo, eu quero que você traga isso aqui. Eu pensei, eu vou pegar ele no pulo. Esse aqui...
que é o disco que você falou pra mim ontem, é do Alice Cooper, né? Alice Cooper. Esse disco aqui tem uma coisa muito especial. É porque tem uma curiosidade. E esses dias aí eu fiquei me achando mais ainda de ter esse disco. Vou explicar por quê. Eu acabei de citar agora há pouco aqui o Regis Tadeu, que é um youtuber bastante conhecido.
E o Regis Tadeu fez um vídeo, né, na live dele lá, ele mostrando que finalmente ele conseguiu esse... Aí eu fiquei pensando, porra, o Regis Tadeu, um cara que tem mais de 30 mil discos de vinil... Que tem acesso, né? Que tem acesso a muita coisa, só agora foi conseguir esse disco. Então eu falei, porra, eu já tenho ele há quase 20 anos. Mas por que é tão raro assim? Então esse disco é o seguinte, além que ele abre como uma carteira, né, tem essa abertura aqui, né?
Ele abre como uma carteira. E aqui dentro, ele tem o disco. Envolta numa calcinha. Na verdade, uma calçola. De repente, da época era. Era moderno isso. Uma calçola. Hoje a gente diria uma calçola de tiazona. Mas assim, vinha assim, normalmente. Então, com essa... Deixa eu pegar na calcinha. Deixa eu pegar na calcinha. Olha aí, ó.
Então, legal mesmo. E daí ele abre aqui também, né? Ele tem essa aqui atrás do disco, aqui na contracapa, né? Como se fosse um...
Então ele abre assim pra fazer como se você quiser colocar. Expositor? É. Se você quiser, você coloca assim, né? Ah, ele faz um... Oxe. É, então essa edição original... Isso é raro meu, bicho. É, esse disco aí eu comprei na época no eBay, né? O eBay, né, que é um site como o nosso... Sim, sim, sim. O Mercado Livre. É o Mercado Livre estrangeiro, né? Em 2007, 2008 eu comprei isso aqui. Na época eu devo ter pagado... Aí que eu digo.
que que esse disco aqui não custou 300 reais para mim que eu lembro que eu falei que o máximo que eu paguei na época deve ter custado uns 15 20 dólares certo e hoje daria uns cento e poucos reais com calcinha e tudo com calcinha e tudo tá pensando numa coisa que era olha a ideia
que o Vando perdeu. O Vando fez. O Vando fez. O Vando fez. O Vando fez. Aliás, eu procuro esse disco. Interessante. Você puxou um gancho que de repente você nem sabia. Nem sabia. O disco do Vando chamado Tenda dos Prazeres. Esse é o nome do álbum, de 1990. Olha, nem sabia. Só que tem um detalhe. Somente as edições promocionais
É que foram com a calcinha, não sei se foram 100, 200, 500, mas só pouco. Então, sempre que eu estou numa loja e vejo o disco levando tenda dos prazeres, eu abro para ver se não está lá a calcinha. Eu nem gosto, mas esse eu queria ter. Se eu achasse, porque eu sei que era provável que até eu conseguisse ser barato, porque muita gente nem sabe, né? Nem saberia. Nem saberia. Mas agora vamos saber também, né?
mas é isso, é um disco é um disco raro, é um disco bem interessante é um disco difícil, é um disco que eu vi pouca gente ter claro, tem os colecionadores aí principalmente esses mais assim que tem um acervo maior, vai ter mas é um disco bem raro, embora não seja o meu mais raro, que se você quiser eu já vou mostrar pra você mais pro final, você pode deixar? não, nós vamos assim tem mais uma coisa que eu pedi pra ele trazer aqui que eu pedi eu pedi pra ele
E eu pensei que ele não tinha. Porque me quebrou de volta. Eu pensei que ele era dos colecionadores papudos, mas ele não era dos colecionadores papudos. Eu falei pra ele, cara, você tem aquele CD do Edgay lá, cara? Aquele CD que foi um CD que eles fizeram por conta própria, lá independente. E acho que saiu mil cópias.
É, eu não sei bem, eu sabia que essa é uma informação que eu procurei saber, mas eu nunca tive uma coisa certeza, se é 500 ou é mil cópias. Mas eu acho que é mil. Se eu não me engano, parece que é mil cópias. Eu não consegui essa informação, porque o Edgai... Mas são pouquíssimas, né? Eu tô com a camisa aqui, por sinal, pra quem tá assistindo, e de repente vai pensar, pô, mas que diabos é Edgai, né? Então, muita gente, ninguém é obrigado a saber, até porque não é uma banda popular, não é uma banda assim que tá entre as maiores. Mas o Edgai foi uma banda que surgiu pra mim nos anos 90,
ali, e que foi a primeira banda da minha vida que os integrantes eram mais jovens que eu. Eu tive essa surpresa. Todas as bandas que eu gostava até então, o ACDC, os Rolling Stones, todas eram pessoas de outra faixa etária superior à minha. O Edgar foi a primeira que eu olhei assim, porra, esses caras aqui, na época, né, eu tô falando, esses caras aqui tem menos de 20 anos, porra. Porra, esses caras são mais jovens que eu. Que legal, né?
E ali começou uma coisa. Eu colecionava Rolling Stones, que é uma das minhas bandas favoritas, né? Aí eu pensei, pô, mas Stones dá muito trabalho e muito dinheiro. Eu tô tentando comprar e eu tô vendo que eu não tô conseguindo comprar tudo. Começa a parecer pirata, começa a parecer disco holandês, disco chinês. Eu não vou dar conta. Sim. Aí o Edgai eu percebi que, opa, aqui é mais tranquilo, né?
Vou começar a ir atrás. E comecei a procurar, comecei ali justamente procurando no eBay, nesses discogs, esses sites assim, e comecei a comprar. Comecei a comprar de fora porque era muito melhor, não como hoje, que hoje tem essa taxação aí que o governo inventou, que acabou matando.
A taxa da blusinha ferrou com o colecionador. O disco não tinha lá, disco é cultura, né? É, livro. Livro. Isso aí deveria ser isento, né? Mas enfim, esse é um outro papo, né? Mas acabou ferrando com os colecionadores. E aí o Edgai, né? É uma banda que faz um som assim, pra quem não conhece, um som parecido com influências do Halloween, até lá atrás do Iron Maiden um pouco, só que é um pouco mais melódico. E aí o que aconteceu?
Eu posso te cortar? Pode sim, sim. Eu vou cortar você, porque eu quero falar aqui sobre o Edgai, cara. Eu fiquei surpreso em saber que o Aldo era fã do Edgai. Eu sou, modéstia aparte, o maior colecionador. E quando nós fomos conversar aqui, antes de nós entrar aqui, ele me contou que ele esteve num show lá, 30 anos, 20 anos. Foi em 2001, na verdade. E eu também estava nesse show. E você que é jovem, o Edgai, o Tobias Samet, ele é o cara do A Fantasia.
Ele é o cara por trás do Xamã, lá com o Dermatos, com a Pride. Sim. Ele cantou o Pride junto. O DVD, claro, do Xamã, ele tá cantando o Pride lá. Sim, o Ritual Live, né? Esses primeiros, ele tocava baixo e cantava, depois ele foi só cantar. Então, se vocês não conhecem o Edgai...
Ó, oportunidade. O Aldo falou pra mim que muita gente tá indo no canal dele e falando, pô, obrigado, você me apresentou essa banda que eu não conhecia, agora eu tô escutando essa banda. Isso é o legal, esse é o mais gratificante. Ele tá sendo o influencer do bem, cara, não é pro bem próprio dele. Ah, curtidas, é likezinho? Não. Ele tá apresentando pro cara mais novo.
o que a gente ouvia lá e esse cara não tem conhecimento. Ficou muito no ostracismo devido a essas grandes bandas que a gente adora, a gente adora Iron Maiden, a gente adora Seagans or Goals, a gente adora também, mas tinha que, principalmente se rock é alemão, o cara tem que ouvir. É de primeira qualidade. Desculpa, Aldo. Não, imagina. Foi importante a tua intervenção, inclusive, o Edgai, né, então esse aqui é o item, né, Jefferson, você pode... Independente.
Opa! Ele vai dar uma refletir ali, mas se quiser pode tirar até do encarque aqui, se você quiser tirar aqui pra mostrar. É que daí não vai refletir, né? Isso aqui é a capa, né, Adorno? Aí, ó.
Sonzeira, moçada. É, e na verdade, esse disco aí é de 1995, eles estão ali bem moleques mesmo, né? Em 2001, como o Jefferson citou, a gente teve aqui a primeira vez que eles vieram no Brasil e acabaram vindo fazer um show em Curitiba no finado 1250 da Avenida Paraná. Avenida Paraná, 1250. A gente se encontra lá. É, exatamente. Então, e a gente foi lá, né? Tinha na época o quê? Umas 300 pessoas, né? Mais ou menos.
Mas ali começou aquela coisa, né? Na verdade... Só o truzão mesmo, verdadeiro. Só o pessoal mesmo das antigas lá. E aí eu comecei a colecionar, comecei a me aprofundar, como você citou ali, o Tobias Semi deu um tempo hoje no Edgai, justamente pelo sucesso do Avantasia, né? Você falou Avantasia e agora eu não vou te corrigir. Eu vou aproveitar para dizer uma coisa sobre isso. Não, não é informar. Sabe por quê?
Porque existem pessoas que são fiscais de pronúncia, né? Ah, o cara falou aqui errado. Não, eu não vou dizer que o Jefferson falou errado. Sabe o que acontece? Existem situações que o pessoal é muito assim. Eu fui numa loja, isso em 94, 95, lá na galeria do Rock em São Paulo. Cheguei lá e falei assim, viu, eu gostaria de comprar um CD do Van Halen.
Aí o lojista todo metidão assim, olhou assim pra mim. Sou melhor do rock. Do Van Halen, você quer dizer, né? Daí eu peguei e fiquei quieto, né? Eu tinha meus 20 anos, né? Quietinho, piá ali. Que vergonha, o cara me corrigiu, né? Vim pra casa me sentindo humilhado do lojista lá, né? Eu com todo o respeito, a reverência ao cara que de repente era conhecedor, né? Pô, o cara que... Van Halen.
Porra, anos mais tarde, 10, 15 anos mais tarde, eu fui descobrir que não era nem Van Halen e nem Van Halen. Era Van Halen, né? Porque é holandês. Se fosse hoje, ai, que eu tivesse oportunidade, se eu pudesse voltar no tempo. Quando o cara olhou pra mim e falou assim, você quer algo do Van Halen? Não, Van Halen. Ele dizia, não, não, eu quero do Van Halen.
Para mostrar que é holandês, meu amigo. A pronúncia é assim. Então, por isso que eu digo, esse negócio de corrigir pronúncia, você falou a fantasia. E não está errado. Por quê? Porque nós não vamos ficar aqui falando Ramones. Ramones. Mazaras. Metallica. Não, não. Nós vamos falar metálica mesmo. Nós não vamos falar accept. Nós vamos falar o accept, velho, de guerra.
Mas você sabe, Aldo, fica até mais fácil para as pessoas se nós apresentarmos muitas coisas. Isso. Fica até mais fácil para as pessoas ir buscar. Ela vai procurar, porque se você fala, tudo bem, você falou a fantasia, o cara vai lá, ah, olha, se ele escrever dessa forma que você fala, vai aparecer lá para ele. Exatamente. Agora eu falo avanteise aqui, o cara vai ficar, mas como? Se alguém que não conhece, claro que vai acabar encontrando.
Mas eu só trouxe esse gancho. Não, é o caso da história. E o Edgai, que é uma banda que eu coleciono de tudo. Eu tenho, para você ter uma ideia, baqueta. Eu tenho palheta de guitarra. Eu tenho revistas onde eles saíram na capa. Não é só o CD. Eu tenho todos os itens deles, com exceção de dois. Eu sei qual que é.
são as fitas demos 92 e 93 eles lançaram 94 e 90 as duas de 94 eles lançaram duas fitas demos em cassete essas só saíram em cassete
E daí eu não sei nem qual é a tiragem, talvez nem o Tobias tenha. É difícil mesmo. Eu nunca vi quem tenha essas fitas cassete. Então essas eu nunca encontrei, nem em eBay, nem em lugar nenhum. Esse é o santo grau mesmo, ainda que coleciona a Edgai. E o outro que eu procuro, aí eu já vou começar a mostrar, aproveitando já o gancho. Que é o seguinte, há pouco tempo atrás, o Edgai, inclusive esse aqui é o mesmo da minha camisa, né?
O Edgai relançou toda a discografia em vinil. Aí o que eles fizeram? Eles lançaram esse mesmo disco, por exemplo, em três versões. 100, 400 e 500 cópias. Então todos eles, 100, 400 e 500.
O que aconteceu? A gente tinha que correr lá na pré-venda e pegar o quanto antes. Porque imagina, um troço que tem principalmente os de 100 cópias, já nascer raro. É, já nascer. Então esse aqui é um exemplo. Não vai aparecer, não sei se dá para ver lá, mas aqui a gente está vendo 100, limitado a 100 unidades. Se a pessoa aproximar lá, talvez vá ver. Tem um selinho lá, 100 unidades. O que tem de diferente? O de 500 é preto, por exemplo. O de 400 é amarelo.
Esse aqui, ele é o chamado Splatter. Ele tem umas manchas aqui, como se fosse uma... Dá para mostrar lá, Jefferson? Olha, ele tem um... Dá para ver lá que ele fica como se fosse umas manchas. Então, esse de 100 cópias é o Splatter, que eles chamam. Então, eles lançaram uma edição ainda mais limitada. Olha, outro exemplo aqui, mesmo caso. Olha que bonito esse aqui, mostra lá. Que é do segundo álbum da banda.
Também sem cópias. Olha só. Bem bonito, olha só. Lindo mesmo, hein, cara. Eu confesso pra você que é a primeira vez que eu tô vendo os LPs. É. Raríssimo. E aí eu vou chegar aonde eu tô sendo o meu outro sofrimento. Kingdom of Madness. Kingdom of Madness. É o segundo álbum da banda.
E aí no terceiro álbum da banda é que tá a minha dor de cabeça. Por quê? Porque eu tenho, né? A versão de 400 e de 500. Essa aqui é a versão de 500, por exemplo. Mostra lá, Jefferson, fazendo favor. Obrigado. Ah, tem cor também. É, esse aí é o verde.
Coisa linda. É. E aí, o que está faltando para mim? Está faltando a versão 100, a de 100 cópias, splatter, que é cheio de... Ah, cheio daquela... Isso. Daqueles enfeites ali, digamos assim. Então... Eu não consegui. Eu não consegui.
A última vez que eu vi no Discogs, estava R$ 1.700. Aí eu não me animei a pagar. Eu falei, ah, não, eu não vou gastar R$ 1.700. Mas sabe, hoje, isso foi há uns 4, 5 anos atrás, hoje me dá um arrependimento. Eu pensei, porra, esse R$ 1.700 eu poderia ter recuperado. E assim, quando eu era o último que me faltava para completar.
Esse valeria a pena mesmo. É, era o último. Mas eu assim, pensei, não, eu não vou gastar 1.700 num disco, porque eu tenho muito essa comigo. Eu falei, eu sou muito pé no chão. Tem horas assim que até os outros amigos colecionadores, como o Alexandre, como o Will, diziam assim, pô, cara, mas você perdeu a oportunidade.
Perdi, cara, porque eu sou um pouco pão duro nesse sentido. Então ficou faltando. Então sobre o Edgar é isso. É a banda que eu coleciono tudo. E vamos ver se eu consigo assistir. Me diga uma coisa, Aldo. Tipo assim, eu percebo que você tem uma certa crítica lá no teu canal.
Antes de falar sobre o canal dele, antes de falar sobre isso que eu ia falar, eu quero falar como é que nasceu a ideia de fazer o canal. Por quê? Por que que o Aldo, colecionador, falou eu tenho que mostrar as minhas coisas? Você já sabia que ia sofrer um pouco de... ia ter gente de hater lá? E uma coisa que o Aldo fala lá que é muito legal, que os dislikes que...
são importantes. Fale sobre o canal. 2021 estava o Aldo comendo lá uma batata frita, tomando refrigerante. Vou fazer um canal no YouTube. Não, não foi assim. Conta pra nós. Na verdade, assim, eu vou... Pra chegar no canal, eu tenho que aqui fazer um...
parênteses aqui para falar de um podcast que eu participei até recentemente que chama-se Antigas Novidades. Antigas Novidades é um podcast feito aqui pelo amigo meu aqui de Curitiba, o jornalista Aroudo Glombe. Ele criou esse podcast também acho que se eu não me engano na pandemia. Ele criou na pandemia 2020.
Naquele período ali que a pessoa estava procurando alguma coisa para fazer, todo mundo ficou em casa, era um período bem difícil. E ali surgiu a maioria dos podcasts. Tudo surgiu ali naquele momento. O cara não tinha o que fazer, falou, estou aqui em casa, não posso fazer nada. Ah, vou fazer um podcast, vou falar aí para a galera. A febre começou ali. E ele me convidou, ele me convidou no início de 2021. Ele disse, Aldo, você não quer participar aqui comigo? Você entende de... Eu não tinha o canal, detalhe isso.
Ah, vou, né, cara? Vou participar, né? E eu quis participar por uma simples razão. Porque não aparecia meu rosto.
Porque eu achei assim, primeiro, eu tinha, embora não pareça, talvez para alguns, mas eu sou tímido para caramba. Eu tenho assim essa coisa, eu fico meio retraído e tal. E essa foi uma das razões que eu não queria participar, nunca quis. Eu já existia outros canais de YouTube desde 2010, mas eu nunca quis aparecer. Eu achava assim, não. Primeiro, eu não tenho uma dicção boa. É você que está dizendo, eu sendo crítico a mim mesmo. Eu não tenho uma voz boa, não tenho.
Eu acho que eu não falo bem com a câmera. Não falo. Marcelo, é ele que está falando. Porque eu vejo que ele é mais enrolado que a gente. Ele é bem mais. Então, mas assim, como crítico de mim mesmo, eu nunca achei que eu ia trazer algo assim. Putz, eu vou chamar atenção para alguém assistir algo que eu produza. Então, eu quis participar lá como um quadruvante. Ah, ele produz o podcast, eu vou ser só um cara que vou falar.
E mesmo assim, pra mim, foi um parto. Os primeiros, assim, eu tenho até vergonha, porque eu tava imbido. O próprio Arlô dizia, não, Aldo, você solta aí e fala mais, eu sei que você conhece de música, não tenha vergonha de falar. Se você quiser dizer que não gosta, também diga que não gosta, e tá tudo bem. Até que um dia eu tava lá em casa, né, e a minha namorada, com quem eu já tô a...
Seis anos com ela, por sinal, uma companheirassa, que eu ia abrir um parênteses aqui, mandar um beijo para ela, para a Mara, meu amor. É importante, tem que ganhar uns pontos. Valorizar quem está do lado, isso é muito importante. E realmente ela é uma companheira diferenciada em todos os sentidos. Aqui a gente não é rasgação de seda, não é nada, é porque realmente é uma mulher que está junto comigo. Ela é aquele tipo de companheira que se eu acordar duas, três horas da manhã, e dizer assim, porra, eu que me dei uma fome, deu uma vontade de comer um cachorro quente, lá no Tio Dog.
mas também a a garota pra chegar na casa do maluco com 8 mil itens da casa, esbarrando em CD, esbarrando em disco de vinil esbarrando em revista, que não falava em revista aqui também, conheço nisso e ter seu lugar ao sol ali ter seu lugar ao sol, tem que gostar muito no camarada é Mara né? é Mara parabéns Mara então, e elaなんか
O que é mais importante, ela em nenhum momento ela chegou assim querendo, porque geralmente vocês sabem aqui, vou fazer uma vou fazer uma fofoca aqui, né?
Tem colecionador que sofre com as mulheres. Tem que chegar com os discos escondidos. A gente sabe bem disso. Vai colocando a sacola mocada ali pra entrar pra dentro ter casa. E quando a mulher acaba descobrindo, pergunta, mas quando você gastou isso aí? Ah, foi baratinho, foi dezão, né? Então o cara pagou 500 reais, mas ele não conta, né? Por quê? Porque ele tem medo da mulher mesmo. Aí a vantagem é pra puta o contrário dele.
E aí, o que aconteceu? Ela chegou e ela me deu força. Ela falou assim, ah, legal. Até porque ela já me conheceu, colecionador, né? Ela falou, não, eu acho legal isso aí. Não é o que eu faço, não é o que eu jamais faria. Mas ela me deu maior força e do nada. Um dia, eu tava lá perto da minha coleção, ouvindo, ela chegou pra mim e falou assim, por que você não faz uns vídeos?
Ela falou? A ideia foi dela. Porque você não faz uns vídeos, eu falei, não, capaz mesmo, eu não me vejo fazendo um vídeo no YouTube. Não, mas eu gravo aqui para você, e aí você assiste e você vê se ficou legal. Aí tá bom, eu fui lá, assim, e eu noto que no primeiro vídeo, assim, eu estou olhando até meio sem graça para a câmera, com vergonha mesmo. E eu fiz aquele vídeo e... Ah, vamos colocar, coloquei.
Eu levei muita sorte que um cara que tem um site até bem conhecido aqui, pra quem é colecionador, chamado Collectors Room, que é um cara, o Ricardo Selig, ele é um cara de Florianópolis, né? Ele tem esse site, Collectors Room, e ele pegou e viu o meu vídeo lá e falou, olha, um amigo que eu conheço aqui, que ele já me conhecia, ele tinha feito uma entrevista comigo, mas uma entrevista escrita, não tinha nada de vídeo.
que eu mandei lá respostas das perguntas que ele fez sobre minha coleção. O cara está entrando aqui no mundo dos youtubers. E ele colocou no site dele. Nossa. Ele já tinha mostrado a sua coleção em fotos. Em fotos, outras coisas. Mas daí ele mostrou aquilo. Isso, exatamente. Mas isso tinha sido lá em 2009, 2010. Já tinha até 10 anos depois, né?
E ele falou, Aldo, posso colocar esse teu vídeo aqui? Eu com uma vergonha. Falei, coloca então, cara. Não sei se isso vai adiantar em alguma coisa. Falei, pura vergonha alheia, mas coloca, né? Aí começou a donada, o pessoal. E ali, naquele mesmo ano, 2021, teve um show do Metallica no Couto Pereira.
E eu fiz um vídeo na frente do show do Metallica. Olha, tô aqui. Primeiro show pós-pandemia. Tô aqui pra ver essa banda, tal, tal, vendo o Metallica. E ali, a galera que tava no show ali, não sei como aquele vídeo também.
deu uma viralizada e começou a surgir. Inscrito, inscrito, inscrito. E o pessoal pegou gosto. Pegou gosto ali e pra mim foi uma surpresa. Porque eu jamais imaginava que o meu canal, diferente do de vocês aqui, e aqui eu não estou, não é crítica nem elogio. Cada um faz do jeito que quer.
O meu canal é pura e simplesmente eu falando sem corte, sem edição. Então você vai ver vídeo lá, tem a minha gaguejada, tem o momento lá que eu falo porta, né? Que o meu sotaque do leite quente, né? Então não tem jeito. Então é eu espontaneamente.
O que acontece? É simplesmente aquele vídeo sem nenhum chamariz. É simplesmente eu mostrando um disco lá, dizendo, ó, esse aqui, esse disco eu comprei em tal lugar, ou então, sobre essa banda aqui, esse aqui eu considero o pior, esse aqui eu considero o melhor. Isso foi chamando atenção.
Você sabe, Marcelo, uma coisa que eu achei legal no áudio lá, que ele é bem root mesmo esse lance, assim, ele não tem edição, e fica com qualidade, ele não se preocupa tanto, mas fica com qualidade. E até hoje eu perguntei sobre os shorts, como é que faz isso aqui. Ele faz lá uns vídeos falando sobre álbuns, alguma coisa assim, que é bem interessante.
eu entendi o que ele faz e eu achei maravilhoso, que não é? Tem muito vídeo aí que é só vinheta e coisa explodindo na tela e não traz informação nenhuma é como eu disse Jefferson eu não estou aqui, eu acho que você não tem nem vinheta, nada nada, nada, o meu é o pro grupo
cru mesmo, o meu é o canal raiz mesmo, mas eu falo, ó, se eu pudesse, e sabe por que eu não faço vinheta? Porque eu sou um analfabeto digital nesse sentido, eu não sei lidar eu admiro quem faz esses cortes legais, essas intervenções, essas chamadas porra, eu acho bonito mas assim, primeiro, eu não tenho paciência
Eu não teria paciência. Segundo, eu não sei realmente fazer, assim, puta, essas edições legais, essas chamadas. Então eu preferia deixar assim. Quem gostar, gostou. Quem achar legal, vai se interessar. Porque o que salva mesmo é o conteúdo. É que nem vocês aqui. Se alguém achar que o que eu tô falando, o que vocês estão apresentando aqui é legal, vai ter público. E vocês são um exemplo disso.
O canal de vocês ainda está engatinhando. Esse é o décimo vídeo que vocês estão fazendo de entrevista. Mas já tem vídeos que vocês têm mais visualizações do que inscritos. Isso é um sinal que já furou a bolha. Vocês já conseguiram pegar... Opa, peraí, nós temos menos de 300 inscritos quando a gente está falando hoje aqui.
mas nós já temos vídeos que já tem mais de 1.500 visualizações, cinco vezes mais. Então isso significa que vocês já... Opa, esses caras já chamaram a atenção dele. Sim, alguém para ver. Então é isso aí. E vamos contar com a ajuda do Aldo aí. O pessoal que segue o Aldo segue a gente lá também, que vai trazer muito conteúdo legal.
Unindo com o Aldo, sempre unido aqui, nós aqui da nossa cidade, aqui do nosso estado, vamos se unindo, tudo sendo malucado aí, quem se enchendo de disco, de vinil, nós estamos se unindo. E Marcelo, o Aldo, ele pisou num pântano bem complicado lá, porque é um negócio que ele dá a opinião dele própria sobre álbuns, diz se é bom, diz se é ruim, e ele sempre frisa lá que a música não é exata, você gosta ou não gosta. É que assim, o que acontece?
Quando eu falo que música não é ciência exata, eu me refiro ao seguinte, existem pessoas que a opinião delas, e eu sempre digo isso, que a minha opinião não é mais importante que a de ninguém. E assim como a opinião de qualquer um. É opinião. O que é opinião? Opinião, você não está falando de um fato. Você está dizendo assim, essa música aqui eu acho melhor.
Mas não significa que é um fato, que você não pode contestar que é uma verdade absoluta. Então eu sempre digo, gente, isso aqui é a minha escolha. Eu coloquei isso aqui em último, mas pode ser o teu primeiro. É, justamente. Porque a música, você não existe nada, e se tratando de música, não existe nada absolutamente certo. Sim. E nem nada totalmente errado. São humanas. Humanas. Artes humanas. Humanas, então não são exatas. Vamos botar uma polêmica aqui? Vamos, vamos. Vamos, vamos.
pra você, o que seria qual, na tua opinião, né? Uma parte não exata. Aldo, né? O que é uma banda superestimada?
Que você fala assim, putz, todo mundo fala muito, mas eu, Aldo, não vejo de repente... Isso tudo. Isso tudo, né? Uma banda superestimada. Olha, eu vou dar um exemplo aqui, claro, eu vou falar até de uma banda assim que particularmente eu tenho disco, porque eu acho que foi representativo e tudo mais, gosto de uma ou duas músicas, mas eu acho que não era isso tudo. Eu estou falando do Sex Pistols, que é uma banda lá que foi gerando... O Aldo!
Que gerou o punk e tudo mais Que causou, não foi a primeira Banda de punk, mas foi a banda que Causou lá na Inglaterra toda aquela Revolução lá na música
Eu, particularmente, acho assim, que é uma banda superestimada, porque ela levou a sorte de nascer naquele momento, ela estava no lugar certo, na hora certa. Era a fotografia daquele momento. Daquele momento. Então, na verdade, ela teve o mérito de estar naquele momento? Teve. Mas eu acho assim, que se ela tivesse surgido, talvez, dois, três anos depois...
Já teria sido engolido pelas outras bandas. Então ela não é uma banda que... E agora eu vou falar de uma outra banda que também sei que você gosta, que é o Nirvana. Que eu também acho que o Nirvana, e eu gosto do Nirvana, mas eu acho que ela é superestimada. Tem gente que coloca, nossa, o Nirvana assim... Uma idolatria muito... Um patamar muito alto, assim, demais. Embora eu goste, eu acho assim, que o Nirvana só se transformou no que se transformou por causa da morte do Kurt Cobain.
Da maneira que foi. Então a lenda é maior que a banda. Então isso é uma banda pra mim superestimada. É aquela banda que, digamos, o nome dela é maior que a música dela. A música dela, de repente, a qualidade musical, e aí qualidade musical é subjetivo, é gosto, eu não estou dizendo que é ruim, isso é bom, mas eu acho assim, talvez o Nirvana não tivesse o tamanho que tem, talvez não, com certeza não teria o tamanho que tem se não tivesse acontecido o suicídio do Kurt Cobain. E uma subestimada.
subestimada, aí ó, então existem bandas que elas não alcançaram um lugar que outras conseguiram alcançar e que não eram tão boas quanto, né, eu vou dar um exemplo aqui existe uma banda chamada Grand Funk Railroad nossa senhora é top, hein é uma banda legal pra caramba dos anos 70 puta, é uma banda assim que ela merecia estar ali no mesmo patamar que Led Zeppelin, que Deep Purple The Who The Who
E não, ela ficou ali na segunda ou na terceira divisão. E o que é uma maldade? Lá fora, nos Estados Unidos, até ela tem um reconhecimento maior. Mas aqui no Brasil é uma banda praticamente desconhecida. É só mesmo ali os roqueirões das antigos. Você sabe que está vendo uma redescoberta agora aí, com essa onda de vinil aqui. Eu vejo bastante pessoal falando aí, cara. E vamos torcer para que eles apareçam mesmo, que é tardio.
Então, essas bandas eu considero bandas que mereciam, se tem um exemplo apenas que me veio aqui na memória, mas existem muitas outras bandas que mereciam um lugar melhor ao som. Deveriam estar ali na primeira divisão, perto do Queen, perto do Led Zeppelin, perto do Deep Purple, então infelizmente não chegaram.
por razões que a gente não sabe se foi falta de divulgação, se de repente é algum empresário. Existe uma banda chamada Badfinger, por exemplo, que é uma banda que nasceu ali, originou-se praticamente, é um embrião ali, digamos, uma ramificação dos Beatles, porque eles eram do mesmo selo da Apple.
E quando eles começaram, né, foi até interessante, porque eles começam exatamente quando os Beatles terminam. Então poderia ser o herdeiro dos Beatles ali. Só que os caras tiveram um monte de azar. Dois dos integrantes se suicidaram. É...
o momento que eles lançaram o disco não era o momento que não era o apropriado e a banda ficou ali no limbo então é uma banda excepcional de qualidade, mas que não vendeu milhões de copos e eu vejo lá que você agora começou a fazer um ranking é 100? e o Aldo já, eu fui ver lá eu ia trazer ele aqui, tem que ver um pouco do Aldo fui ver lá, ele colocou o Dimo Borges em 90º no copo
O que é isso aí, Al? Você interpretou mal, então. Vamos lá. Explica, vamos saber também. Vou explicar. Não é que o Dimo Borger, que é uma banda de black metal, para quem está ouvindo, coloquei em 92º. Não é isso. Aquele é o meu 92º vídeo de ranking.
Entendo? Ah, entendo. Ah, entendi errado. Não é, é o... Entendeu? O meu primeiro vídeo de ranking foi o The Who. Ah! E não significa também que o The Who seja a minha banda favorita. Que eu coloco ela lá em primeiro. Não, não é isso. Foi assim. Esse ranking, é bom também explicar pra gente pra ver. É, é bom. Ranking é complicado. Foi um inscrito no meu canal que sugeriu. Foi um rapaz chamado João Paulo.
Ele chegou para mim num comentário lá e falou assim, cara, por que você não faz os rankings de uma... Não é nada inédito, tem várias, principalmente fora do Brasil, aqui tem muita gente que faz isso aí. Hoje eu posso dizer que eu já sou o canal no Brasil, posso bater no peito e dizer. Não tem nenhum que tenha feito 92 vídeos até o momento, eu vou fazer 100. Não tem nenhum canal que eu conheça.
que tenha feito 92 vídeos do ranking. Não sei se isso é relevante ou não, mas é uma coisa que do meu canal, eu posso dizer que... Ah, é relevante, porque se eu estou perguntando para você... Mas eu digo assim, muita gente pode dizer assim, ah, mas o que me interessa saber a opinião desse cara aí, né? Porque sabe, como você falou, existem os haters, né? Ah, sim. O cara vai lá e vai olhar assim, ah, pô, o cara está falando aqui que do The Who, esse aqui é o pior e esse aqui é o melhor.
O que me interessa a opinião desse sujeito aí? O que ele está achando que ele é? Então, por isso que eu expliquei, quando eu fui fazer o vídeo de ranking, o primeiro ranking eu já digo assim, gente, eu vou começar a fazer um vídeo de ranking aqui, eu vou rankear aqui qual que eu considero o décimo, o nono, o oitavo, chegando ao primeiro, mas é apenas a minha opinião. De maneira alguma eu pretendo que isso aqui, eu vou ter a arrogância, a presunção de achar que a minha opinião sobrepõe a de vocês.
Então, vocês comentem aqui, qual que vocês acham? E porra, a ideia foi dando uma repercussão legal.
E para você ter uma ideia, eu fiz lá, estou falando só de rock, mas eu fiz já do Milionário José Rico, do Tião Carreira e Pardinho, que eu tenho coleção, eu tenho coleção completa desses artistas, e até artistas pop, por exemplo, surpreendentemente para alguns, eu tenho a coleção de discos, de CDs, da Taylor Swift.
que é um artista pop. É, eu sou ali, ele aceita, não sei se ele quer. Sim, exatamente, eu sei. Muita gente que a gente fala assim, mas cara, você gosta disso? Gosto. Todo mundo tem os seus esqueletos no armário, né? Eu gosto, eu acho que faz, eu acho que naquilo que você propõe a fazer, é bom. Eu sempre penso o seguinte,
Existem artistas que você tem que analisar se naquela praia que ele está, se ele é bom. Então eu sempre fui assim. Claro, existem estilos musicais que eu não consigo gostar. E aqui eu vou abrir uma polêmica também, vou citar, não tem problema. Não estou fazendo juízo de valor de quem gosta. Eu nunca consegui gostar do funk carioca. Eu nunca consegui gostar do sertanejo universitário. Eu nunca consegui gostar do axé.
São estilos musicais que... Você não vai pra você mesmo. E isso eu não tenho nada. Então aí entra a questão de eu não ser acumulador. Isso. Porque se eu fosse acumulador, eu ia lá, achava um lote de CDs que tivesse... Aí a chefe é a chefe. É, vai lá, tem discos da banda Eva, da Daniela Mercury. Ah, eu vou comprar, tá barato.
Não, eu não compro, entendeu? Então, eu compro aquilo que eu gosto. Eu faço ranking ou faço vídeos daquilo que eu gosto. Eu não perco tempo, isso é importante frisar, eu não perco tempo falando daquilo que eu não gosto. Eu acho que não faz sentido eu vir aqui simplesmente para, de repente, ganhar mais likes, mais inscritos, eu pegar e dizer assim, olha, a Daniela Mercury é uma artista, é uma porcaria.
Cara, porque eu só vou ofender o cara que gosta. Ah, sim, né? E ele tem todo o direito de ter gostado da Daniela Mercury. E pra ele, a música da Daniela Mercury funciona. Tem o valor. Quem sou eu pra pegar? Agora, eu me dou o direito de dizer, não, é música pra mim. Sim. É isso. Então, o ranking é isso. Eu falo pras pessoas. Às vezes as pessoas... Cara, mas como que você gosta de, vamos supor, de Sepultura, de Iron Maiden? E você gosta da Taylor Swift? Ou como que você gosta do Milionário José Rico? Sim.
Não, eu sou bem amplo nesse espectro, só que eu procuro a qualidade. Se eu achar que é qualidade, no próprio sertanejo. Eu herdei do meu pai esse gosto pelo sertanejo, mas o antigo. Eu não consigo gostar desse pessoal agora, do Jorge Mateus, do Gustavo Lima, do Luan Santana.
Não entra no meu coração. Não vai, não vai. O meu limite aí é o Zezé de Camargo e o Luciano, no máximo. Ali, ó. É o meu limite de comer ali nos amigos. É bem isso. Os Chitãozinho, Chororó, Leandro Leonardo e Zezé. Marcelo, parece que o sucesso que o Aldo tem lá no YouTube, nas redes, apesar de ser uma pessoa excelente assim, é dele ser muito verdadeiro e falar o que ele gosta, não gosta, ok.
Mas aí me pediram pra perguntar isso, cara. Eu falei que ia trazer o Aldo, aí o cara tem que falar. Eu nem ia entrar no contexto aqui, mas alguma coisa que eu vi, o Aldo, ele é crítico, ele tem muito sommelier de música na internet, tem cara que merece estar lá porque é cara que produziu muita gente, cara que fala muito, mas estão aparecendo gente com personagens, chamando música de...
falando que um certo artista é merda outro é cocô, que é uma coisa pra mim assim, é ridícula e não é só um, tem vários porque se tornou, traz seguidores traz influenciadores pra cima e o Aldo trollou um desses caras aí
Mandaram perguntar. Eu nem sabia. O cara top, eu nem sei quem que é. Se quiser falar, não pode falar. Mas deu uma trollada. E o que aconteceu? Não, na verdade é assim. O que aconteceu? Essa situação nasceu da seguinte forma. Realmente, esse personagem...
Na verdade, não é um personagem, ele mesmo diz que não é, então eu vou concordar, porque eu sempre digo o seguinte, quem sabe a melhor da pessoa é a própria pessoa. Então, se ele diz que ele não é um personagem, então eu vou acreditar nele. Embora pareça, em alguns momentos. Eu estou falando do Registadeu, que é um crítico musical bastante conhecido. De longa data. É um cara que tem uma coleção.
Assim que perto da coleção dele, a minha fica uma coleção minúscula. Vamos dizer que não é aventureiro de agora, né? Não, o cara... Ele mesmo conta que ele começou a ouvir lá em 1970, lá com o Black Sabbath, lá quando ele tinha 12, 13 anos, ficou com medo, colocou no escuro lá. Então é um cara, assim, que eu respeito. Eu vou dizer bem a verdade, eu respeito ele, assim, a história dele. Só que eu achei, acho, né, de muito mau gosto, quando eu vejo, por exemplo, o vídeo dele, assim, dizendo...
Ah, pra que serve o Gustavo Lima? Pra que serve o Belo? Pra que serve a Daniela Mercury? Ele é desfazendo da pessoa pra ganhar ali uma repercussão. Por um lado, ele merece meus parabéns, porque ele conseguiu uma repercussão e tá ganhando dinheiro com isso, né?
De certa forma... Assim como o Belo, assim como todo mundo. Assim como todo mundo, exatamente. Então ele foi bem sucedido. Então eu tenho que tirar o chapéu, porque ele alcançou o objetivo. O cara tem um canal de mais de 800 mil inscritos. Então isso aí, ninguém consegue isso por acaso. Então ele tem o seu mérito. Aí num determinado momento, um dia lá, surgiu uma ideia pra mim. Mas já que ele faz isso, eu vou fazer uma coisa. Vou fazer um vídeo.
E olha que eu nunca tinha feito vídeo polêmico. Eu coloquei, pra que serve o Regis Tadeu? Olha.
nesse vídeo, né? Só que eu fiz esse vídeo, é o vídeo mais visto. Veja como o pessoal gosta de sangue mesmo. Gosta, gosta. Eu coloquei lá, olha, eu, o Regis Tadeu, respeito. E no momento eu fui desrespeitoso com ele, não chamei ele de babaca. Até porque eu não vejo dessa forma, eu não considero ele dessa maneira. Eu falei, eu acho, né, o Regis, né, ele talvez não tá nem aí com a minha opinião e tudo bem também. Eu acho que ele seria muito mais respeitado e tudo bem aceitado.
não seria visto assim como um cara que é arrogante, é presunçoso que você coloca que a opinião dele é melhor que a dos outros, chamando alguém que gosta de uma determinada banda de retardado, que é até um termo que eu particularmente hoje eu não gosto que a pessoa use, né? É meio pesado. É meio pesado, né? Então, assim...
Eu fiz esse vídeo e eu falei, olha, o resto de Tadeu teria uma... algo mais assim, de ser representativo, mais respeitado ainda, se ele não fizesse esse tipo de coisa. Eu acho que ele conseguiria, com o conhecimento dele, e principalmente agora que ele já tem a relevância que ele tem, é desnecessário. Quando ele fala de música, é muito bom os vídeos dele.
Eu mesmo acompanho, eu não posso ser hipócrita aqui de dizer, eu fiz um vídeo pra que serve o Regis Tadeu e eu não assisto o canal dele, eu assisto. Só que quando eu vejo aquelas coisas assim, pra que serve o fulano? Esses eu pulo. Porque eu acho que isso aí não vai agregar nada. Eu não me interessa saber pra que serve, principalmente no sentido de você falar mal da pessoa e até mesmo entrar na questão pessoal em alguns casos. Por exemplo, você dizer, ah, o fulano de tal lá,
tem o cérebro do tamanho de um alpiste. Eu acho assim, que daí você ofende a pessoa. Você não está falando da questão musical. Você dizer que o fulano que escuta o cara que escuta o Gustavo Lima tem o cérebro do tamanho de um alpiste. Por que eu vou falar isso? Existem pessoas aí, de repente, empresários, bem-sucedidos, pessoas, jornalistas...
que gostam desse tipo de música. E daí? Eu vou julgar a inteligência do cara por isso? Eu vou dizer que o cara deixa de ser inteligente só porque ele gosta de uma determinada música? Você foi bloqueado? Não. Incrivelmente não. Sabe que não? Isso é uma coisa que eu me surpreendi. O Regis está deu, talvez, pelo fato de... Parabéns pro Regis. Eu acho que é porque eu não ofendi ele. Então, falando aí, foi bom até esclarecer e aproveitando a oportunidade pra esclarecer. Porque se for pegar, vamos dizer, o Gustavo Lime só falou.
ele tem que ir andar um público gigantesco. O cara tem uma... Olha onde o cara chegou. Onde o cara chegou e tudo. E você vê nessa linha de caminhos, né? Ele falou do Registradeu. Eu sigo o Registradeu. Vejo lá. Tem horas que eu acho engraçado e tal. Mas tem um outro que eu sigo, que é o Júlio... Júlio... Júlio... Júlio... Júlio... Júlio... Júlio... Júlio... Esse já é mais técnico. O Júlio... Júlio... Engraçado. Eu comecei a seguir ele porque ele fazia a trilha.
E uma vez nós fomos lá no Morro dos Perdidos. Eu peguei um vídeo dele e vi como era o caminho e tal.
E eu depois comecei a seguir ele porque ele pegava essa parte da história das músicas, das letras das músicas. Bem legal. E bem isso falou. Ele fala de uma maneira, é assim, a história é essa. Não critica ninguém e ele passa a história. Eu acho muito legal. Eu acho muito legal porque você não entra naquele mérito da questão, ah, isso é ruim, isso é bom. Embora eu estou sendo um pouco contraditório, porque eu faço vídeo de ranking onde eu dou minha opinião. Mas eu deixo bem claro. Ó, pessoal.
não é nada não está aqui nesse ranking o melhor ou o pior não está aqui uma coisa que não pode ser questionada muito pelo contrário, eu posso estar errado eu já fiz rankings que estão lá atrás e que eu me arrependi, eu falei, puta, o que eu fiz nesse disco do Scorpions, eu coloquei eu coloquei ele em antepenúltimo esse disco é bom você vê algo, tipo assim, você estava falando ali Gustavo Lima, o Jefferson eu não sei quem é Gustavo Lima
posso até aparecer fora da casinha. Mas falando de Michel Telogia hoje, eu não sei quem é Michel Telogia, Gustavo Lima, eu não sei quem que é. Então, talvez, siga por isso. Talvez eu não tenha nessa bolha comercial que as pessoas se encontram ali e tal. Mas, é... Regis, esse aqui que é o nosso cara aqui de Curitiba. Curitiba, região do Paraná. Direto do Rio Branco do Sul, para o mundo.
não, mas é na verdade, se algum dia esse vídeo aí talvez não chegue pro Regis mas se um dia chegar, que fique bem claro nada contra a pessoa do Regis eu só não acho legal a maneira de ele ser, mas isso é a vontade dele, ele faz o personagem ou a personalidade, melhor dizendo dele
Marcelo, eu vou deixar uma... Para você, porque eu sei que você tem maior conhecimento do que eu sobre isso aqui. Os colecionadores, cara, eles são malucão, meu. Porque não é só música, não é CD, áudio, VHS. Os caras estão conhecendo VHS, meu. Não precisa de tempo de ouvir ali, cara. Vai ver aonde? Cara, e essas revistas aí, Marcelo? Pô, você já estava olhando aqui. E muitas delas são da minha história de adolescente, né? Então, eu vendo aqui a revista Placar.
O Aldo aqui tem uma... Por que essa placar? Placar.
E a Placar foi uma revista da minha época de jovem. Jovem mesmo. Era a informação do futebol. Tudo aí. Era a bíblia do futebol isso aqui. Era o que tinha. Isso aqui a gente esperava na banca, a questão dos times, né? Então isso aqui era pra que a gente gostava de futebol na época. Sim, preenchia a tabela lá. Eu com as 60 tabelas, isso aqui é nos 80 e isso aqui. E essa aqui eu acho que é a primeira revista Veja? É uma das primeiras.
Eu já vou explicar o contexto. É de 1968. Tem até o Mister aqui, ó. O meu fulmin.
Não fume, né? Meu pai e minha mãe fumavam ministra direto. Então, assim, isso é uma revista também que a Veja foi uma referência, né? Da minha também, da minha educação política, social e tal. E a Veja tem algo que eu, assim... Depois ela foi mudando, né? Mas não vamos falar do depois. A Veja tem pra mim uma conotação que eu acho interessante.
Ela falava, claro, de política, né? Sim. Nas primeiras partes. Mas aí ela tinha nenhum assunto, viagem. Ela tinha um assunto cientista, tal, comportamento. Tinha a parte final que tem coisa artística. Então, muitas vezes, ela foi um direcionador assim, dizia assim, olha, você gosta... Não é uma pessoa só disso, principalmente nisso. Mas eu vou te mostrar também viagem. Eu vou te mostrar o comportamento. Eu vou te mostrar... Então, ela ia abrindo.
E as páginas amarelas eram entrevistas fantásticas que tinham nela. Sim. As duas revistas que tinham entrevistas fantásticas. A Veja e a Playboy. Só que a Playboy a gente comprava pela entrevista e acabava tendo um bônus. É. Sim, sim. Sempre a primeira entrevista, mas tinha um bônus. Então são revistas aqui. Então fale para nós dessas revistas que estão me enchendo o coração aqui de vez. O Marcel está emocionado aí. Voltou o tempo. Então.
Na verdade, eu não coleciono apenas CDs, LPs, né? Eu também sou um colecionador de revistas. E eu tenho revistas de música, obviamente, né? Como colecionador, não poderia deixar de ter lá revistas como Abyss, Rock Brigade, né? São três. São três. Eu tenho até a revista pop, que é mais da década de 70. E aí o que aconteceu? Como também uma das outras paixões que eu tenho na vida é o futebol, né?
E aí, a placar, como o Marcelo bem falou, era a revista... Essa edição aqui é de 1970, quando o Brasil ganhou o tricampeonato. Então saiu aqui o Caneco é de vocês, que saudade dessa época, onde a gente ainda era campeão. Então agora a gente está às vésperas de uma Copa do Mundo e sabe, sei lá Deus, vamos ter chance de ganhar. Só Deus sabe. Mas nessa época aqui, a placar, você pegava...
tinha lá o jogo de botão você cortava lá pra colar no joguinho de botão você tinha lá o tabelão que você preenchia com os jogos a tabela, o resultado porque vivíamos numa época pré-internet a Veja eu acho legal
que nem o Marcelo já matou ali a charada, a Veja começou como uma revista questionadora. Inclusive, isso aqui é um claro exemplo. Essa revista aqui é de 19 de dezembro de 1968.
Quando saiu o ato institucional número 5, que foi que o presidente Costa e Silva fechou o Congresso. Olha lá. Fechou o Congresso e realmente ali a ditadura militar pesou, né? Porque até 68 era uma ditadura branda, que pensava em, digamos, proteger o Brasil de um regime comunista, né? Soviético. Sim.
E até instaurar eleições livres. Só que chegou em 68, os guerrilheiros da esquerda estavam tentando tomar o poder. Opa, não está dando. Vamos ter que pesar a mão. Aí ele acabou com o mandato dos deputados e essa foto é sintomática. Coloca o presidente no Congresso e as cadeiras vazias e ele lá, como quem diz assim, eu estou aqui. E, em detalhe, essa revista foi apreendida nas bancas.
Essa revista aqui é rara, raríssima. É uma das mais difíceis de encontrar, talvez a mais difícil de encontrar da Veja, porque quando ela chegou nas bancas, obviamente que a ditadura militar pegou e não, isso aí não pode. Então quem tinha comprado, comprou.
E quem não conseguiu comprar, o resto foi incinerado, né? Então é muito simbólica essa revista. Eu quis trazer por causa disso, né? Mostrar algo que eu também coleciono, né? Revistas antigas. Eu tenho também, você citou aí a Playboy. Também fez parte da minha... Não adianta... Isso é inegável, né? A gente pegava lá, via... Ah, poxa, Vera...
Fischer, né? Porra. A Cláudia Raia posou no... Você queria ver, né? Você queria ver. Fez parte da nossa juventude, depois já da fase adulta também. Da nossa cultura mesmo, né? Quando a gente já era mais adulto, já veio a tiazinha, a peticeira. E essa revista aqui, eu quis trazer também, é uma revista argentina, chamada El Gráfico.
Ela nasceu em 1919. Veja que revista antiga. Ela tem mais de 100 anos. Essa aqui é de 1978, quando a Argentina ganhou a Copa em casa. E por que eu trouxe essa revista? Alguém pode dizer, mas trazendo uma revista da Argentina campeã do mundo. O que é isso, cara? Eu trouxe por causa de uma foto que é considerada talvez a foto mais legal já feita da história do jornalismo esportivo. Sim. Essa foto é a seguinte.
Eu não sei se vai dar pra ver, mas se você quiser mostrar mais perto lá, Jefferson. É o seguinte. El abrazo del alma. O que que significa? Tá lá o Fidjol, que era o goleiro, né? E o Tarantini, que era o zagueiro. Os dois abraçados, comemorando. E um torcedor invade o gramado pra dar um abraço neles. Só que o torcedor não tem os dois braços.
Vocês podem reparar que... Ah, é verdade. Ele não tem... Esse torcedor, depois, ele até saiu numa propaganda da Coca, que tem no YouTube. Ele é contando. É problemático mesmo. Ele é contando porque... Não, ó. Ele não tem. É só as mangas da camisa ali, ó. Ele não tem. Então, o abraço da alma. Eu vou abraçar vocês. A fotografia, né? Muito linda, né? Então, a simbologia. E em 2014, isso aqui virou um comercial da Coca-Cola. Eles fizeram o reencontro.
Do Victor? Do personagem? Com os dois aqui. E daí mostra lá a Coca-Cola mostrando. Daí ele se abraçando novamente. Ele fazendo o abraço como se tivesse... Então assim é muito emocionante. Então realmente assim eu procurei essa revista.
Quando um amigo meu, o Rodolfo, foi para a Argentina, eu falei, cara, procura essa revista. Em algum lugar ache para mim. Missão fácil. E ele foi lá e achou, cara. Aí eu falei, porra, aí eu ganhei... Nossa, fantástico. Então, não é uma revista muito fácil de achar hoje, né? Embora tenha saído bastante na época, mas eu quis trazer esse exemplo aqui de coisas que eu coleciono. E, voltando, eu preciso mostrar? Vamos mostrar. Até o tempo... Não, até o tempo... Não, até o tempo...
O tempo não urge, o tempo é nosso. Eu quis trazer aqui também um disco que eu comprei, eu citei aqui que eu comprei o do Luiz Augusto Xavier, quando o Luiz Augusto Xavier se desfez da coleção dele. Eu comprei naquela ocasião, na loja Fígaro, mais de 100 LPs. Foi a minha maior compra da história. Eu gastei, tive que levar de pouco para casa, não pude levar o incentivito de uma vez só, porque eu levei de sacolas.
Não, pode deixar aí que depois a gente ajeita. Isso aí não dá nenhum problema. Eu vou trazer aqui pra mim o que eu considero o meu item mais raro da minha coleção. De todos os 8 mil itens, esse aqui é o mais raro. Por que é o mais raro? Porque eu nunca vi ninguém mostrar. Então eu acredito que esse deve ser raro por isso. Pode ser que alguém tenha? Claro que alguém tem. Mas esse aqui é um disco de uma banda brasileira, o Traje a Rigor.
que vinha nessa sacola aqui, ó. Oxe, eu nunca vi isso aqui. É, então, é a edição promocional que era entregue para o segundo álbum do Traje a Rigor, né? E o Roger? Olha, talvez o Roger deva ter, né? E daí aqui dentro, normalmente, está o disco, né? Com a sua capa original, né? Ó, zero bala. Zero bala mesmo, né? Ó, e vinha aqui junto, ó, porque isso aqui não vinha originalmente, ó.
Vem também um encarte. Cara, que material riquíssimo. É bonito mesmo, com toda a história do disco e tal. Então isso aqui só veio no material promocional. Então completo aqui com tudo, com todos esses detalhes aqui, esse aqui eu considero o meu item mais raro. Porque eu nunca vi.
Eu nunca vi ninguém mostrar. Inclusive, eu fiz um vídeo no meu canal falando assim, qual é o item mais raro da minha coleção. Eu mostrei, esperando que alguém dissesse, eu tenho e vou mostrar aqui, vou provar. Nada até hoje. Não. Você sabe, Marcelo, que hoje, quando o Aldo chegou aqui no nosso estúdio, eu estava com esse disco aqui na frente, que esse disco aqui é o Rebu.
Que é a trilha sonora da novela Rebu. Me causou inveja. E a trilha sonora do Raul Seixas com Paulo Coelho é um disco muito raro numa novela.
E esse disco aqui tem até um valor de mercado bem absurdo. Não se acha por menos de 500 reais. É, muito absurdo. E o Aldo falou que ele... Não tem. Não tem na coleção dele. E eu vou presentear o Aldo com esse disco, cara. Ah, olha, não tem que preço. Porque na sua coleção vai ficar muito mais bem representada a tua coleção. Você está brincando, né? Estou falando a verdade. Eu tenho um apreço muito grande pelo Raul Seixas.
mais ou menos pelo Paulo Coelho. Eu tenho que falar a verdade, eu acho que eu tô aprendendo com o Aldo. Polêmica, polêmica. Eu gosto também, mas é mais ou menos, mas o Raul, eu sou um grande ídolo. Esse disco aqui foi muito difícil pra mim, quando eu colecionava, pra eu conseguir, eu preservei ele aqui, e eu tava esperando, eu não queria vender ele, eu queria entregar pra uma pessoa que ia ficar num acervo, um acervo muito...
Vai ficar bem guardado, né? Uma pessoa que possa... Eu tenho certeza que vai virar um vídeo lá no teu canal. Então eu estou entregando aqui, em boas mãos, um reboot para o meu amigo Aldo. Olha, Marcelo, eu não sei nem o que dizer. Sério mesmo, eu estou sem palavras aqui, porque essa aqui é a trilha sonora que eu mais procuro.
Entre todas. Talvez existe uma outra trilha que é mais cara e mais rara que o nosso amigo Will Hunter que tem aqui, tem. A Indomada. Que ele inclusive está atrás da Adriana Esteves que é a atriz que está na capa.
saiu em 97 então por isso é tão raro porque ele já pegou aquela fase do final então também pedem de mil reais pra cima no disco, é muito raro são os dois discos mais raros que eu acho, então esse aqui pra mim eu tirei um peso aqui, cara
Olha, e foi algo inesperado Realmente eu agora estou surpreso Você aceita? Não sei, não falou assim Eu só espero Eu só espero Que quando terminar o programa Eles aceitam Foi só para dar um like Beleza
Obrigado mesmo e você não faz ideia. Esse aqui, eu não ia ter coragem de pagar o que ele vale. Porque independente, né? Se for aquele colecionador chato, ah, mas ele tem um... Não, não. Isso aqui, independente do estado, ele é raro. É raro você ter. E outra, esse disco aqui, Modeste Apart, na minha mão, eu vou arrumar ele, eu vou dar um trato. Ah, eu tenho certeza. Vou colocar plástico novo.
Vou lavar ele, que é um ritual que a gente faz. Por isso que eu digo, os itens, assim, nós também vamos falar, aproveitando o gancho, olha, aqui nós somos os gancheiros. Gancheiro. Guincheiro, guincheiro. Porque tem, eu não sei como eles chamam, splitter, uma coisa assim, aquele cara que compra o disco, conserva e revende para um preço muito maior para explorar esses caras como nós, somos colecionadores. Tem essa turma, né? Tem, claro.
Você também tem um pouco de aversão sobre isso? Ah, com certeza. A gente vai falar sobre isso. Só um pouquinho, Aldo. Porque assim, cara, a gente como colecionador, a gente sabe quando um item tem mais valor na mão de uma pessoa do que na sua mão. Aí você esquece o valor, esquece o dinheiro e fala, isso é para você que vai ficar muito bem. É a mesma coisa se nós aqui encontrar um item que o Alexandre queira, que é fã do OCDC e não tenha, eu não terei a menor... A menor...
cara de pau de cobrar alguma coisa dele. Sim, sim. Ou como uma novela que o Will não tem, ou um disco que o Def lá não tem, no Ramones, no Mises, eu jamais venderia pra esse porque eu sei o valor que tem pro coração e pra emoção daquela pessoa. Inclusive, quando eu tava conversando essa semana com o Marcelo, eu falei, Marcelo, aqui no nosso podcast a gente quer cara emocionado. É.
A gente não quer. A gente quer pessoa com emoção. Pessoa que vai divulgar a gente, que vai mostrar, vai ter orgulho e tá aqui. A gente não quer só tá aqui e por tá. E aqui tá mais um cara que é desses aí. A nossa proposta foi essa. A nossa proposta é essa.
E fale sobre esses caras, a autovalorização de itens, porque eles que fazem o valor. É, eu não gosto particularmente, porque como você citou, o Alexandre, ele conheceu o meu canal, o Alexandre que foi entrevistado aqui, colecionador do ICDC, ele conheceu o meu canal por causa de um vídeo onde eu mostrava itens da minha coleção do ICDC. E, incrivelmente, existia um item que ele não tinha da minha coleção.
Aí ele escreveu lá, olha, eu não tenho esse encarte do jailbreak. Sim. E eu, pô, que na verdade era uma nota que é a promocional, que vem dentro do disco do jailbreak, da gravadora, né? Dizendo, apresentando lá, olha, esse disco é assim, assim, as músicas são tal e tal. Lembra aquele release, né? Sim, sim, sim. Aí...
Eu falei, cara, não seja por isso. Você é o colecionador do ACDC. Faz um Xerox aí, dessa original, me dá a Xerox e pega a original para você. Por quê? Porque eu pensei da mesma forma. Na coleção do Alexandre, vai se tornar um item mais relevante do que na minha, que não tem o tudo que ele tem. Então, eu também sou assim. Eu acho que...
Se você pode dar uma oportunidade a alguém ter um item que você não... que ele não tem, e que na tua coleção... Eu não tenho essa ganância. E aí, entrando no que você falou, de pessoas aí, claro, sem entrar em nomes e tudo mais, porque não é o caso, existem pessoas que, infelizmente, entraram numa questão de exploração. Explorar, né? Explorar. Essa é a palavra.
Porque assim, a pessoa compra, eu compro esse CD aqui, vamos lá, comprei por 10 reais, 15 reais. Poxa, se eu posso vender ganhando 100% por 30 reais e eu já estou ganhando 100%, aí eu vou colocar por 100? É.
E o pessoal está fazendo muito isso, principalmente disco de vinil. O disco, o cara pagou 100 reais para ele para comprar novo lá. Ele está vendendo por 500, por 600, por 700. Então, não que não possa vender e ter o lucro. Cada um pode vender o que quiser. Eu vou citar dois nomes aqui no mercado aqui de Curitiba. Desculpa que eu vou deixar de citar outros que também são. Tem o Paulo Henrique lá da Ataque e tem o Daniel Carzino.
de discos que eles são preços honestos. Eles compram o disco lá, eles vão higienizar, eles vão limpar, vão escutar, vão fazer uma release, eles vão vender por um preço honesto. Não interessa que... O Paulo, eu até fico mais abismado, dizendo que o Paulo às vezes compra um item com preço muito bom, que tem um valor maior do mercado. Eu vou supor, ele bota o dobro ali, devido todo o processo dele, ele vende pelo dobro. Ele não vende nem pelo valor de mercado.
Então, esses são vendedores honestos. Eu vou colocar aqui para o pessoal comprar. É o pessoal que... A gente sabe, o cara vai pegar o disco, ele vai limpar, vai higienizar, vai colar. Tem o seu valor, tem o seu trabalho, sobrevive disso. Mas não precisa pegar um disco por 50 reais e vender por 500 mil que a gente está vendo no mercado. É sobre isso que nós estamos falando. É bom deixar claro, porque depois a gente não quer que o cara não ganhe dinheiro. Não, e outra. Aqui...
Veja bem, é importante também frisar o seguinte, a gente sabe que, por exemplo, principalmente quem tem loja física,
O cara tem, eu gasto com funcionário, com energia elétrica, água, luz, telefone, enfim. Tudo o que... Hoje, eu tiro o chapéu para quem ainda mantém uma loja física. Agora, esses caras ainda, eu dou um desconto. De ainda cobrar um pouco mais. De eles acrescentarem um pouco mais no preço, em razão do que eles têm de custo. Agora, o que me deixa chateado é o vendedor de internet fazer isso.
O cara compra lá na internet e para revender, aí você chega, por exemplo, eu cansei de chegar assim e lá o cara está vendendo no Mercado Livre, eu sabendo que ele não é um cara que tem uma loja física. Ô amigo, viu, eu vi aqui o teu preço, não é questão de querer colocar o que é preço dos outros, mas eu estou disposto, eu faço uma contraproposta. Você está vendendo esse disco aqui por 500 reais, eu te ofereço 300.
E eu sei que você vai estar ganhando, porque esse disco aqui, eu só não quero pedir ele, porque vai demorar, porque hoje em dia é com a taxação, vai chegar, vai parar na receita, mas ele vai chegar pra mim por 300 reais. Eu só não quero ter um transtorno, então com você eu vou comprar e em uma semana vai estar na minha casa. Porque acordado...
Ah, o cara, não, é esse aí e se quiser. Como quem diz assim, eu sei que eu estou explorando. Praticamente ele dizendo, porra, aí é complicado. Porque se ele vendesse para mim por 300, eu tenho certeza que ele estaria ganhando ainda 150 reais. Sim, ok, justo. Estava ótimo, estava ganhando o dobro do que ele pagou. Mas ele prefere jogar mais um dobro, mais um triplo.
Aí é complicado. E isso fez também com que muita gente... Hoje, eu vou ser bem sincero, não quero desestimular ninguém, hoje se eu fosse para eu começar uma coleção de discos ou CDs, eu não começaria. Calma, calma, calma. Eu não começaria. Eu bato aqui e não começaria. Por quê? Porque eu sei que tudo aquilo que eu tenho na minha casa, eu gastaria no mínimo 15, 20 vezes mais para ter. Então, eu não teria condições para isso. Então, hoje... E aí
Eu fico até com pena de um jovem aí que está começando a colecionar e vai pegar, puxa, eu estou afim de colecionar, quero comprar a coleção do ICDC. Sim. Meu Deus do céu, ele vai gastar 5, 6 mil reais para ter a coleção do ICDC, coisa que eu gastei 500. Sim.
Aldo, eu vi que você trouxe mais raridades. Mostra para nós. Eu trouxe mais algumas coisinhas aqui que é interessante. A gente estava falando do ICDC, do Alexandre. Esse aqui, inclusive, eu fiz um vídeo recente. Foi uma das minhas últimas aquisições.
E foi uma coisa que eu posso dizer, não foi um presente como você acabou de me dar, mas o Alexandre fez o seguinte, ele fez uma surpresa para mim. Eu falei que esse disco aqui era um disco que eu queria ter, porque esse disco foi feito por um lojista de São Paulo, que é o Valcir, da Woodstock.
E eu tenho os 64 LPs da Woodstock, lançado pela Woodstock. Inclusive, eu tenho um vídeo lá, os 64 LPs do Conselho Woodstock, onde eu mostro os 64. Só que esse aqui é pirata. Então, não entrou nos 64 oficiais. Proibidão. Proibidão. É proibido. É um bootleg, que eu chamo, um piratão.
Aí o que aconteceu? Eu falei, olha Alexandre, eu sei que você tem na tua coleção, né, e você tendo na tua coleção obviamente que você não vai vender. Mas eu gostaria muito de ter esse disco Australian Tapes e eu digo mais, eu não quero o normal porque o normal é preto, eu quero o azul.
eu quero o azul porque o azul saiu apenas 500 cópias em 1984 então veja bem, 500 cópias em 1984 sendo que 200 foi mandado pra fora, o Valsir mandou pro exterior, ficou aqui no Brasil apenas 300 isso se espalhou aí o Alexandre conversando com um amigo dele lá do Rio de Janeiro o cara conversou e o Alexandre comprou do cara comprou do cara e o Alexandre conversou
E chegou e falou pra mim, Aldo, é assim, só que saiu um pouco caro esse disco aí, eu paguei 600 reais. Vamos pôr em valores. Eu falei, Alexandre, eu não vou pagar 600 nesse disco, cara. Você sabe como é que eu sou. Não, não. Não, não, mas eu não preciso me pagar. Sabe o que você faz? Eu sei que você tem um disco aí que me interessa. Você tem o Rush, que é um álbum Counterparts, que é um álbum de 93. Eu quero esse disco, eu sei que o teu tá zerado. Vamos trocar?
Vamos trocar esse disco, é caro também, esse disco aí é, hoje em dia tem gente vendendo aí 500, 600, 700. Você troca comigo? Só que como é um pouco mais valioso, você vai dar aí 100 reais, 200 de volta, no máximo. Uma barganha. E ainda eu tentou ceder. Então, como eu estou contando aqui, não estou mentindo, Alexandre, é testemunha disso. Estava aqui agora há pouco. Ainda eu tentou ceder.
Eu dou o CD para você não ficar sem o título. Falei, ah, fechou. Então, daí eu consegui, até fiz um vídeo sobre isso. Finalmente consegui o Pirata, o Australia Tapes. Mas eu fico impressionado. O cara criou lá o Doutor Stock, o Budsley, ele criou uma música branca.
Eu acho impressionante o que tem. E sabe que foi uma coisa que, quando a gente esteve aqui, para mim foi surpresa, porque para mim só existia pirataria de CD. Não tinha pirataria de... Não, existe pirataria de vinil, principalmente lá fora, existia muito, mas aqui no Brasil é raro.
Aqui no Brasil poucos se aventuraram a fazer. Por quê? Porque é mais difícil. O CD é fácil. Você pode produzir em massa, né? E é mais tranquilo de você produzir um CD. Agora, o disco de vinil, ele dá trabalho. Porque você tem que prensar ele. O cara teve que achar alguma fábrica na época que conseguiu fazer sem... Na verdade, ele tinha o CNPJ, mas sem a licença.
Sim, para fazer aquilo. Então ele teve que convencer alguém, olha, talvez em algum momento ele tivesse que dizer, ó cara, se você fizer isso, eu te pago um tanto a mais. Ele teve que, algum artifício. Algum carinho teve que fazer. Eu entrevistei o Valsir, inclusive, não sobre isso. Eu não quis falar sobre isso, porque eu fiquei com o meio pé atrás e a reação dele não serviu. Mas engraçado que quando eu falei nos discos da Woodstock, na entrevista que eu faço com ele, na frente da loja, tem no meu canal, você tem que procurar lá, Valsir do Woodstock, entrevista.
Aí eu falo com ele assim, Valsir, você que lançou os discos 64 LPs e também lançou alguns outros, eu não falo pirata, né? Ele faz assim, ó.
Ele tapa o olho. Ele tapa o olho. Que legal. Aí que eu me liguei. Depois que eu fui assistir a entrevista, eu falei, porra, o Valsir deu o sinal que era pirata. Cara, legal, legal. É, então, e foi muito legal isso, né? Então, eu completei, né? No caso, né? Mais uma coisa que eu consegui completar, né? Os discos incluindo o pirata. Porque fora esse aqui tem um do Iron Maiden. O British Thunder. Que é um álbum do Iron Maiden que também o Valsir lançou. Que eu tenho também. Ele fez a singer. É.
Então é muito legal isso aí. É uma coisa que eu quis trazer aqui também para vocês verem. Só tenho mais uma aqui que eu acho legal mostrar também, que eu acho bem interessante. Aparentemente, esse aqui é um disco comum, entre aspas. Pode mostrar lá, fazer um favor, Jefferson. Esse aí é a edição nacional.
do álbum Stick Fingers, de 1971, dos Rolling Stones. Ele vem com um zíper de verdade, né? Tem um zíper aqui, ó. É, um zíper de verdade. É, então, a edição original vinha assim. Eu não vou abrir, que eu não sei como é ser aqui dentro. Ir atrás aqui, né, tem a cueca do Mick Jagger. A cueca do Mick Jagger. É.
É bem isso mesmo. Se você tirar aqui, não sei se eu vou conseguir. É meio explícito. Não, não, não tem nada de tão explícito, mas é acho que não vou conseguir. É meio complicado, ele está meio travado aqui. Mas tem o zíper ali, você abre ali e aparece a pessoa. Aqui tem a língua normal, né? Essa aqui é a clássica língua. A clássica língua do Mick Jagger, né? E aqui dentro... Cara linda a foto, olha.
Vou mostrar aqui, para vocês não ficarem, para o público não ficar certo. Sem ver a cueca do Mick Jagger. E aqui abre ali. E mostra. Então essa edição já é bem difícil, principalmente nesse estado que o meu está. Vou colocar aqui depois a gente ajuda. Não, a gente está com isso. Na Espanha, e unicamente na Espanha, saiu esse mesmo ovo, mas foi censurado a capa, eles acharam de mau gosto. Uma foto aí de um cara em posição sei lá o que.
E aí eles fizeram essa capa aqui, Stick Fingers, que a tradução é Dedos Pegajosos. Então eles fizeram uns dedos. É bonita a capa também. Bem bonita. É uma capa onde a pessoa está como se fosse um feijão, uma conserva. Comida em conserva. E nós temos aquela foto que tem que ser colorida, Marcelo. Exatamente. Você sabe que eu conhecia esse aqui e esse eu não conhecia. Essa é uma edição rara. É edição espanhola, então, para você achar. Esse aqui eu consegui quando eu fui na Espanha, em 2013.
Eu acabei encontrando uma loja lá, falei, não, essa aqui não tem jeito. E engraçado, como eu falei, nunca paguei caro. Isso aqui na época custou 20 euros, o que hoje daria 120 reais. Então, é coisas que a história da coleção vai trazendo. Você vai fazendo amigos. O que eu mais levo dessa história aqui, antes da gente encerrar aí, não sei se a gente tem mais um pouco aqui.
eu penso assim, o mais legal é a amizade que você faz hoje, por exemplo, pelo canal, pelo colecionismo eu estou conhecendo vocês primeiro contato pelo nosso podcast que a ideia é a mesma é a mesma eu fiz amigos, para você ter uma ideia fiz um amigo meu, que eu vou citar o nome dele aqui o Daniel Queiroz, lá de Maceió
Eu fui pra Maceió, né? Fui passear, fui tirar as férias lá. Ele pegou, me presenteou com um disco de vinil, né? De uma banda local lá, Origens. Que é um disco bem bonito mesmo e que ele participa, ele participa tocando viola. Ele é músico.
E aí, ele me apresentou com uma camisa oficial do CRB. Olha aí, do CRBzão lá. A gente conhece o coxa, infelizmente. Nos jogos da segunda. Da série B, né? Da série B. Então, veja, eu fiz esse cara assim, o Alexandre mesmo, um amigo, o Will.
O Will já conhecia antes, na verdade. O Will já é mais antigo. Mas o Alexandre foi pelo canal do YouTube. Teve um rapaz que eu também fiz um vídeo. Eu falei que eu não tinha um encarte de um disco do Kiss. Eu falei, olha, eu tenho os encartes de todos os discos do Kiss que tem encarte. Menos desse aqui, do Revenge.
Eu falando, eu nunca consegui achar o encarte desse disco aqui. E eu estava mostrando discos que têm encartes legais. E eu mostrei um exemplo de um disco que eu gostaria de ter um encarte. Pois, para a minha surpresa, o cara mandou para mim o disco...
novinho, zerado, com um encarte. Que legal, cara. Olha a rede que eu criei. É impressionante a amizade, a parceria. Se não fosse eu ter conhecido o Alexandre, eu não teria ido para o show do ICDC, por exemplo. Essa é a pergunta. Deve ter sido o seu último show que você deve ter ido. Você também é rato de show? Sim, sim, sim.
E quanto para nós a experiência com o Alexandre até, que eu até acabei vendo o teu canal. Você foi com o Alexandre lá, né? E o que que a experiência, agora Aldo, pra da banda e do show do ICDC. Você já foi em algum outro do ICDC? Não. Eu posso só dizer um entre parênteses, eu fui no primeiro aqui no Brasil. No Rock in Rio. No Rock in Rio. Foi no Malvejo. Foi no final de semana. Que inveja também. Queen e ICDC no mesmo final de semana. Meu Deus do céu. Mas vamos dizer assim, mas como é que foi pro Aldo, né?
O Alexandre, que bem é um mestre aqui do ICG. Mas como é que foi a sensação do show para você, a experiência do show? Então, Marcelo, eu para mim foi muito impactante assim, e não é força de expressão, pela seguinte razão, o ICDC das minhas dez bandas favoritas, daquela que eu digo assim são as dez do coração?
Era a única que faltava eu ver ao vivo. Com exceção, aqui eu vou fazer um parênteses, The Beatles e Led Zeppelin, que estão entre as dez, mas que essas ninguém viu. Ninguém viu, justamente. Quem que viu Beatles ao vivo? Não, não, não. Só se o cara nasceu em 1940, né? Não, não, essa não tem bem. Ou o próprio Led Zeppelin, que parou em 1980. Isso, né? Então, é quase impossível alguém ter assistido, né? Principalmente aqui do Brasil. O único brasileiro que eu sei que assistiu Beatles ao vivo é o Ron Yvon.
aí, vamos lá voltando aqui, eu já tinha assistido Iron Maiden eu já tinha assistido o Nazaré nosso Nazaré aqui, que nós chamamos de Nazaré aqui em Curitiba que é a cidade mais onde tem mais fã do Nazaré do Brasil
E eu falei, cara, eu não posso perder esse show, porque em 96 eu perdi por questões de trabalho. Em 2009 eu não pude ir, porque meu avô faleceu bem na semana que houve o show do Instituto de Ensino Morumbi. E eu falei, essa é a minha última oportunidade.
Só que quando começou a divulgar ali o show, eu falei, pô, ferrou, eu não vou ter tempo. Eu não vou ter tempo de ficar nessa fila do Ticketmaster aqui. Aí o Alexandre disse assim, não, não se preocupe, eu compro. Eu compro isso aqui. Eu compro isso aqui, daí depois você me paga, obviamente. Eu compro com o meu cartão.
E você me paga e a gente vê, daí a gente vai cumprir. E ele pegou, e aí volta a importância, né? Se eu não tivesse feito a amizade, se eu não tivesse criado o canal do YouTube, eu não teria a amizade do Alexandre. O caminho aí da gente se cruzou, da gente ter essa amizade, nascer essa amizade legal, justamente por isso, por um canal do YouTube, né? Então, é o que eu falo. Essas relações pessoais, essa coisa que a gente ganha, tá além da curtida, do dislike, do hater. Sim.
que também é importante. Eu falo que o hater é importante por quê? Porque o cara, às vezes, ele é um hater, mas às vezes ele até dá um toque interessante. Por exemplo, teve um cara que chegou pra mim e falou assim, ô cara, tua pronúncia de inglês é horrível. E eu falei, cara, é verdade. Eu falei assim, puta merda, eu vou tentar melhorar. Tanto que agora, sempre que eu vou fazer um vídeo, eu vou lá e escuto, eu vou lá e coloco na pronúncia pra viver, pra tentar fazer um pouco parecido. Porque realmente, meu inglês é uma porcaria.
Nós somos brasileiros. Mas assim, o cara disse, tenta melhorar um pouquinho o teu inglês. Foi uma crítica construtiva, não foi um hater. Eu achei que ele chegou pra mim, o teu inglês tá ruim. E assim, não fica legal você falar uma coisa assim muito fora. Eu falei, pô, esse cara tem razão.
eu também sei ouvir agora se o cara chega com digamos com três pedras na mão lá falando assim, você é um imbecil colocar esse disco aí em último aí eu não vou perder meu tempo, eu vou lá, bloqueio o cara e enfim, mas terminando só, esse DC então pra mim fechou um ciclo
Que foi a banda que eu consegui ver A banda que faltava Então assim, hoje não falta Nenhuma banda, é só se ressuscitasse os Beatles É só se o Led Zeppelin Voltasse aí numa reunião com os três Que ainda estão vivos Então eu fechei Eu fechei tudo que eu poderia Só não vi o Elvis também Que infelizmente não ia dar Então é isso E Aldo, nós já estamos estapolados Mas não tem problema nenhum Mas é assimなんかなんかなんか
Uma pergunta assim que já vamos indo meio que pro final ali. E essa história, velho, você tá falando que vai vender tudo, tua coleção, tudo, os discos, cara. Cara, me fala que é papo isso aí. Não, na verdade assim, não é uma verdade, mas pode ser que seja no futuro. Que o que que acontece? Isso tá nas mãos de Deus, vamos usar uma coisa... A gente não tem controle nenhum sobre a nossa vida. Nós estamos aqui conversando, amanhã...
Um de nós pode não estar mais aqui, daqui um ano, daqui dois anos, esse papo aqui vai ficar eternizado? Vai. Mas a gente não sabe o dia de amanhã. Então eu fiz uma pergunta, só que eu fui esperto. Chegou a hora de se desfazer da coleção. O pessoal não viu o ponto de interrogação.
Será? Chegou a hora. Só deu na localização? Aí o pessoal, né? Nossa, eu sei que você estava vendendo. Eu falei, não. Eu fiz uma pergunta, porque o meu amigo Haroldo, lá que eu citei, que era do podcast, ele falou pra mim, ah, eu estou na hora de vender. Eu acho que pra mim já deu o que tinha que dar. Pra mim não agrega mais. Eu não estou ouvindo. Então está só ocupando espaço na minha casa. Eu resolvi vender.
Eu falei, olha, Haroldo, é uma coisa muito pessoal, eu não vou questionar você, se você acha melhor vender, aí ele até citou um exemplo, ele falou assim, ó cara, esses dias aí um conhecido nosso, o cara tem 35 anos, ele tinha essa ideia de quando ele ficar mais velho, não deu tempo, o cara morreu, deu um câncer no cara, o cara acabou morrendo. Eu falei, pois é, Haroldo, eu entendo o teu lado, mas eu não vou me desfazer por isso, eu não vou pegar e me desesperar, eu vou morrer amanhã, não. Mas eu penso o seguinte,
Se num determinado momento da minha vida eu chegar à conclusão, porque eu sinto isso no meu coração, e agora eu vou trazer para um lado mais emotivo, eu senti muito quando meu pai faleceu, eu guardei a coleção dele. Esses discos que eu falei, ele tinha um carreiro em pardinho, ele acabou entrando para a minha coleção. Eu agreguei eles na minha coleção, os discos do meu pai. Ele não tinha tantos, ele tinha uns 200, 300 discos, mas eu acabei trazendo para mim.
E eu senti muito, porque meu pai gostava muito daqueles discos, assim, eu pensando assim, puta merda, cara, imagina se o meu pai não tivesse eu, né? E eu aqui no detalhe, né? Eu não tenho filhos, né? Isso é uma coisa, agora eu vou falar da minha vida pessoal aqui também, eu não tenho filhos, não sei se vou ter, né? Porque já tô com 52 anos. E, né? Aí, tá nas mãos de Deus, né? Hoje eu seria mais um pai-avô do que um pai. Já tô mais na idade de ser avô.
Enfim, eu pensei assim comigo, olha, eu vou, em determinado momento, se eu sentir, se Deus me dê esse privilégio de eu conseguir ficar vivo como meu pai, conseguiu passar aí nos 70 anos, eu vou vender, quando chegar ali 65, 70 anos.
se eu conseguir chegar até lá. Mas se não der, também eu vou aproveitar o momento. Eu vou viver, eu não vou ficar pensando, não vou entrar numa neura que eu vou morrer amanhã e vou fazer o que eu venho fazendo nos últimos, esse ano está fazendo 40 anos, coincidentemente, que eu estou, que eu entrei para o mundo da coleção. Quantos anos? 40 anos.
Porque foi em 86 que eu ganhei o disco do meu pai, que deu o ponto zero da minha coleção. Então, 40 anos de coleção. Se eu chegar em um determinado momento que ela já cumpriu a sua função social, eu vou vender. O meu desapego, o que eu não me desapego, e agora eu vou entrar em uma coisa muito pessoal e é complicado, o meu medo maior na minha vida não é perder uma coleção de discos.
Eu tenho uma ligação muito forte com a minha mãe. Muito maior até do que eu tinha com o meu pai. Meu pai, eu adorava ele, ele também foi. Mas a minha mãe é uma coisa muito assim... A gente tem aquela coisa muito pessoal. Então, assim, eu tenho muito mais medo do que vai ser a minha perda.
e isso assim pro meu bem se é que é possível dizer isso, tem que acontecer porque eu também não quero que aconteça o contrário, porque se for que você aconteceu o contrário pra ela, vai ser muito pior então assim eu toco nesse assunto, eu sei que até é difícil eu até me emociono
De falar nisso, mas é realmente uma sensação que eu tenho. Porque minha mãe, isso aqui, que nós falamos das revistas, por incrível que pareça, indiretamente, minha mãe quase é semi-analfabeta, mas sabe o que aconteceu? Eu quebrei meu braço quando eu tinha oito anos de idade. Foi fratura exposta. Eu tenho aqui, dá para ver que eu tenho uma cicatriz, e eu tenho aqui pino, nesse braço aqui.
Eu nunca pude endireitar ele. Ele não estica totalmente. Ele tem um limite. Ele tem um limite. E minha mãe, ela se assustou tanto com aquilo da fratura exposta que eu tive jogando futebol, que ela disse, você não vai mais em cancha agora. Eu quero que você vá na biblioteca.
E ali nasceu o meu gosto pela leitura. Então, veja bem, cara. A minha mãe, assim, naquele jeito dela, inocente, simples, ela me empurrou para uma coisa que para mim foi uma... Eu comecei a ler com nove, dez anos, eu comecei a ler clássicos da literatura. Parabéns, cara. Pequeno Príncipe, Mob Dick, As Aventuras de Tintin, aquelas coisas assim, né? Trulio Verne. Trulio Verne, que tem o negócio de marido. Os Irmãos Grimm.
Todas essas coisas que hoje, os livros infantis mesmo, o meu pé de Laranja Lima, o sítio do Pica-Pau Amarelo, que era o Monteiro Lobado. Então, todas essas coisas, eu acabei tendo isso aí indiretamente pela minha mãe. Então, assim, para encerrar, você que a gente também já está estourado o tempo. Faz agradecimento especial também, cara. Eu quero agradecer a Dona Rosinha. Ô, Dona Rosinha, bada do filhão que você criou aí, cara.
Porque minha mãe é a pessoa mais importante na minha vida. E nunca será superada. Por quê? Porque às vezes uma pessoa diz assim, ah, mas por que você coloca a sua mãe sobre tudo? Porque sem a minha mãe eu não existiria. E outra, minha mãe é amor incondicional. Diferente. Eu amo, por exemplo, a minha namorada. Amo ela. Mas são amores distintos. O próprio irmão é às vezes um amor meio...
conflitante. O amor da mãe é comparado. O amor da mãe é diferente. Ela te ama, mesmo você sendo, às vezes, você errando, você pisando na bola, ela não deixa de amar um filho. Então, por isso, eu quero também dedicar no final desse programa aqui, esse programa aqui, a Dona Rosinha, a pessoa que, se não fosse por ela, hoje eu não estaria aqui. Internizando aí o momento muito legal. É muito legal isso que ele fez aí, Marcelo. A mãe, né? Assim, todos nós aqui.
o Marcelo faz pouco tempo, a mãe dele perdeu, era, para a mãe, mesmo o sentimento que você tem, mesmo o sentimento que eu tenho para a minha mãe que está também aqui, e é assim, uma coisa que eu digo, cara, nós temos que viver esse momento aqui, hoje, chegar lá, dar um abraço a Dona Luzinho, um beijo nela, dizer o tanto que você ama para ela.
E porque ninguém sabe o dia de amanhã. Exatamente. Nós estamos no mesmo barco aqui. E é assim mesmo. E é assim, Magelo. Agora que nós estamos para o final aqui, eu quero saber. O Aldo tem assunto aqui para 10 horas de cast. Eu quero saber. Aldo.
Ficou alguma coisa por falar, que você quer falar aqui agora? Pode ser de qualquer cunho, pode ser de qualquer crítico ou não, pode ser de agradecer mais gente, ou de eu tenho que falar isso, em algum lugar eu tenho que falar, se eu quero botar para fora. Esse é o momento.
Porque também tem mais um troço legal em podcast. Marcelo, desculpa cortar. É um negócio que é legal em podcast. Que no final, quem chegou aqui, duas horas aqui, é porque quer ver a história e quer conhecer. Já separamos o joio do trigo. Já separamos as crianças lá dos adultos. Quem não quis ver Aldo, quem não viu Jefferson e Marcelo, já se mandou do cast, já não está assistindo mais. Então, esse é o momento, Aldo.
Os verdadeiros. Eu quero encerrar mais uma vez agradecendo a vocês pela oportunidade. Realmente, para mim, foi um prazer. Foi a melhor conversa que eu tive na minha vida, no sentido assim... De falar sobre tudo, né? Porque mesmo no meu canal, eu jamais tive essa oportunidade. Até porque eu não vou usar o meu canal para falar na minha vida pessoal. Ficaria uma coisa muito egocêntrica, né? Então, o que eu quero dizer é o seguinte. Eu hoje, como eu falei, tenho...
52 anos e eu me considero uma pessoa realizada. Em todos os sentidos. Todos mesmo. Eu consegui visitar as cidades e países que eu gostaria. Eu tinha um sonho na minha infância. Primeiro, era conhecer o Rio de Janeiro. Por causa do Flamengo. Eu sou coxa, mas eu sou Flamengo.
Eu sou híbrido. Híbrido. A gente já está na cor. É na cor. É porque lá é por causa do Zico, né? Que foi meu ídolo de infância, né? Aí o que acontece? Eu queria conhecer o Rio de Janeiro. Por causa do Flamengo, por causa do Maracanã, do Cristo Redentor. E eu tive essa oportunidade de conhecer. Com 20 anos eu conheci o Rio de Janeiro.
Porra, já foi uma realização e ainda fui ver Rolling Stones. Nossa, porra. Falei, porra, então eu tô realizado, né? Depois fui ver um Fla-Flu no Maracanã. Ah, já fez tudo. Beleza.
Resolvido. Aí, eu queria conhecer a Espanha, por causa que é a terra dos meus antepassados, meu bisavô que veio da... Eu queria conhecer lá, Madrid, Barcelona. Fui em 2013. Você foi pra Madrid e Barcelona? É, que conheci. Que é onde eu comprei o disco, né? Inclusive, citei aqui... Você comprou a onde? Madrid ou Barcelona? Madrid. Então...
Conheci a Espanha, fui lá na terra onde os meus avós, eles são ali da região de Madrid, uma cidadezinha vizinha ali de Madrid. E também há uns sete, oito anos atrás, fui porque queria conhecer Los Angeles. Por que Los Angeles? Por causa do cinema, por causa da música também. Fui numa loja de disco, a Amoeba Records, que é a maior loja de discos do mundo.
E daí eu fui lá para conhecer, e realizei também esse meu sonho, de conhecer isso aí. E não só apenas isso, então hoje eu digo que eu sou realizado, eu não falo apenas da questão material, eu falo em todos os aspectos. Eu sou um cara que, se eu reclamar de alguma coisa na minha vida, eu teria que ser muito ingrato mesmo.
sabe, porque eu consegui me realizar profissionalmente, eu consegui sim, porque embora eu não tenha conseguido ser o jornalista lá, a minha vontade era hoje talvez lá, estar atrás de um gol lá, fazendo uma reportagem lá, tudo bem, não consegui fazer isso por questões pessoais, mas eu sou um realizado na minha profissão.
Eu sou realizado profissionalmente, sou realizado sentimentalmente. Tem uma pessoa hoje que está comigo que me completa em todos os sentidos. Então, para encerrar, é isso. Eu faço questão de dizer que se eu morrer amanhã...
eu já não posso me queixar da existência que eu tive até hoje. Isso é o mais importante. Para mim, eu acho que isso é você saber agradecer pelo que de bom você recebeu. Isso está acima de qualquer outra coisa. Então, é isso que eu queria deixar registrado. Muito bom. Que legal, né? É isso mesmo, Marcelo? É isso mesmo. Então, que bom que a gente teve essa oportunidade. A gente é feliz por ter essa oportunidade de conhecer tantas pessoas aqui.
E o nosso podcast, graças a Deus, ele está para nós, né, Jefferson? É para isso, Aldo. É para isso. Trazendo essa felicidade para nós, de dever cumprir no que a gente quer, no que a gente se propôs. E que bom, Aldo, que você veio aqui trazer tanta informação, tanta lembrança boa para nós. Tudo é lembrança.
Então, fico feliz aqui. E realmente foi o nosso 10, né? 10, número 10. O Zico. O Zico, né? O Zico aqui. Então, é isso. Acho que para mim foi muito legal a nossa escolha. E um prazer de estar conhecer o Aldo aqui. Pô, está maravilhoso. Conversas boas, né? Que a gente tem essas conversas do antes e depois também é muito legal.
Então é isso, eu acho que nós não tivemos a melhor escolha do nosso episódio 10. Muito obrigado, Aldo. E que venham muitos. O meu desejo é que vocês cheguem ao 50, ao centésimo, que vocês façam história mesmo, porque vocês merecem, vocês estão fazendo algo diferente, algo realmente inédito aqui na nossa região.
nossa aldeia aqui, né? Isso, eu saldei. E que vocês continuem trazendo esses personagens interessantes, né? De vários espectros, né? Da música, do jornalismo, aí figuras que tem bar, né? Como foi o episódio 9 aqui, né? Então, muito legal mesmo. Parabéns mesmo de coração a vocês. Pessoal, tchau. Obrigado. Valeu.