Zysk: além do lucro #12 - Viagem de férias: O segredo para trazer apenas boas memórias na mala (e não um susto na fatura)
Olá, que bom ter você mais uma vez aqui na Zysk: além do lucro.
Muitas vezes quando a gente planeja uma viagem, foca tanto em pagar as passagens e a hospedagem que esquece do “dinheiro de bolso”.
O segredo para não passar aperto é poupar mensalmente para duas frentes distintas:
O custo da viagem: Passagens, hotel, seguro-viagem e aluguel de carro (o que você já sai de casa sabendo quanto custa).
O custo na viagem: O dinheiro que você vai usar lá para alimentação, transporte local, passeios, gorjetas e pequenas compras.
Uma outra reserva que é importante fazer, principalmente para viagens internacionais, é uma reserva de emergência para a viagem.
Ninguém quer pensar em imprevistos na viagem, mas pode acontecer e é interessante deixar uma parte do orçamento para gastos de emergência: um remédio, uma consulta médica, uma mala nova, uma remarcação de última hora…
Separar esses valores na fase de planejamento ajuda a entender o tamanho real do seu sonho.
Usar o cartão de crédito na viagem sem um teto definido é uma armadilha clássica.
O cartão de crédito deve ser um aliado para acumular milhas ou para emergências, não um cheque em branco.
Na empolgação do momento, tudo parece caber no orçamento.
O problema é o susto quando a fatura chega.
A solução? Defina um limite de gastos.
Saber exatamente quanto você pode gastar dá liberdade para aproveitar sem culpa.
Quanto ao controle de gastos, cada um pode fazer da maneira que se sente melhor:
* Tem gente que gosta de dividir o orçamento por dia,
* Outros preferem dividir por categoria: refeição, compras, passeios, transporte
O importante é escolher a forma que melhor se adapta a você.
Para viagens internacionais um grande aliado no controle de gastos são os cartões que são “carregáveis”, então você vai comprando a moeda do local para o qual vai viajar ao longo do planejamento da viagem e usa o valor acumulado durante a viagem, assim já há um limitador do valor gasto.
Já para viagens nacionais podemos fazer uso de cartões pré-pagos também ou deixar o valor em uma aplicação separada e ir usando esse valor no débito, ou ir controlando os valores que vieram da viagem e usar o valor da aplicação para pagar a fatura (esse método é mais trabalhoso e requer mais cuidado).
Quando você viaja com o dinheiro já carimbado e reservado, você não gasta pensando no amanhã, você simplesmente vive o presente.
E essa é a verdadeira definição de liberdade financeira.
…além da planilha
Vou contar como eu gosto de me organizar para viajar.
Eu gosto muito de viajar pra Disney, então essa já é uma despesa que eu planejo no meu orçamento, tanto pensando na viagem em si quanto destinar um valor por mês para comprar dólares para gastar na viagem e uma sobrinha para ficar de reserva de emergência.
Sendo assim, quando estou na viagem o valor que eu tenho para gastar já está definido: é o que eu fui guardando no mês a mês.
Nada além disso, sem cartão de crédito.
Esse valor já foi destinado pra isso, então não preciso me culpar pelas compras que eu vou fazer na viagem.
Se sobrar, muito que bem, se usar tudo ele já foi destinado pra isso sem atrapalhar o orçamento do mês, gerar dívida ou atrapalhar outro investimento.
O primeiro passo é deixar separado o valor da alimentação e transporte e o restante é para compras.
Então como eu penso na hora das compras:
* Quanto eu tenho para compras? Por exemplo: US$1.000
* Quanto isso custa isso? Exemplo: Um agasalho US$35
* Pensamento:
1) Eu preciso desse agasalho agora?
Exemplo: o tempo mudou, esfriou e eu não trouxe um agasalho ou estou muito longe do hotel para voltar e pegar um agasalho.
2) Eu vou usar esse agasalho quando eu voltar pra minha vida normal?
Se a resposta for não, mas eu respondi que eu preciso do agasalho agora tenho duas opções:
* comprar mesmo assim porque eu preciso ou
* procurar outra opção ainda que um pouco mais cara, mas que eu vá usar depois.
3) Em qualquer outra situação, se eu tivesse mil Dinheiros eu acho plausível gastar 35 dinheiros em um agasalho desse tipo? Ou é só empolgação porque eu achei bonito?
Outro ponto que vai acontecer:
Vamos ser realistas: vão ter coisas da viagem que você vai querer porque são legais e ponto.
Nem tudo vai ser a coisa mais útil que a gente já comprou.
Nesse caso o que a gente faz?
A gente assiste vídeos de compras, pessoas mostrando as novidades nas lojas enquanto a gente está em casa ainda, porque é natural a empolgação da novidade.
Então a gente passa essa sensação da novidade, a empolgação em casa, com tempo pra amadurecer essa ideia.
Aí a gente tira print, monta uma lista do que vai querer comprar (tanto pra ter uma ideia de quanto de dinheiro vai querer levar, quanto para saber o que procurar nas lojas).
Com o tempo as vezes vai passando a empolgação e a gente muda de ideia e não quer mais, era só empolgação….
E é claro que assim como a gente pensa antes de comprar em casa, a gente pensa na viagem:
Eu quero mesmo?
Vai ser útil?
Eu vou usar? (Lembrando que ser útil e você usar não são a mesma coisa: ser útil é ter uma utilidade, você usar é quanto você vai usar de verdade aquele item)
Mas também levamos em consideração que não vamos voltar na semana que vêm se mudarmos de ideia, então o raciocínio precisa ser mais rápido e essas “regrinhas” auxiliam essas tomadas de decisão.
… além da cifra
Bom, aproveitando que o tema da newsletter é viagem, que eu já contei aqui que gosto muito de visitar a Disney, vamos falar dele: Walter Elias Disney o homem que idealizou esse lugar que você pode já ter ido ou não, mas poucas são as pessoas que não conhecem esse lugar.
Eu sou uma fã não só dos parques, dos filmes, mas também da história do Walt e se for um tema que agrade vocês eu posso trazer aqui novamente por outros ângulos.
Mas hoje, já que estamos falando de viagem, eu quero falar um pouquinho de como o parque surgiu.
Walt idealizou o parque sentado em um banco em um parque de diversões enquanto assistia suas filhas brincarem: os parques eram feitos para as crianças e não para os adultos.
Foi então que ele começou a idealizar um parque em que adultos e crianças poderiam se divertir juntos!
Dizem que sua esposa não gostou da ideia porque eram lugares sujos… e ele foi claro: o meu vai ser diferente!
Dizem que foi feito um experimento com balas para descobrir por quanto tempo uma pessoa anda com um papel de bala procurando uma lixeira até desistir e jogar o papel no chão, e com esses dados foi determinada a distância que teria de uma lixeira a outra.
Walt não era engenheiro, ele era a mente criativa por trás de um grande estúdio de animação.
O que tinha a ver fazer desenhos com construir um parque de diversões? E um parque diferente de tudo que já existia?
Ele foi lá e fez! Walt inaugurou a Disneyland (e o primeiro dia foi um caos) mas isso não o parou. Como ele mesmo disse: enquanto houvesse imaginação a Disney continuaria em uma eterna evolução.
Ele faleceu antes da inauguração da Walt Disney World, mas sua cultura e seu legado continuam em cada canto de cada parque.
Até a próxima sexta-feira
Stephanie Kenig
Planejadora Financeira
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