Episódios de Economia 100 Makas

4ª.- feira, 06 Maio 2026

06 de maio de 202612min
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Bom dia.
  • Para quando uma explicação cabal sobre o Centro de Conferências da Chicala e o Projecto Lundo, onde está integrado.
  • Quem é o dono da obra, que infraestruturas tem, quanto custa e quem paga?
Participantes neste episódio3
D

Daniel

HostCriador do Painel WP
M

Manel

Co-host
C

Carlos Rosado de Carvalho

ConvidadoEconomista
Assuntos3
  • Centro de Conferências da Chicala e Projeto LundoCentro de Conferências da Chicala · Projeto Lundo · Baía de Luanda · Bairro dos Ministérios · Flat Veleiro · Suma International · Silvio Madaleno · Recrédito
  • Gastos PublicosParcerias Público-Privadas · Custos para o Estado · Fundo Soberano
  • Prioridades e avaliação na educaçãoEducação · Saúde
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É que o nosso problema não são os câmbios, o nosso problema não são isso, o nosso problema é a educação e é a saúde. Porque nós não temos um relatório e contas. Os ministros, essas coisas todas, devem ter muito trabalho para fazer. Economia sem macras, com Carlos Rosado de Carvalho. Aquilo é uma coisa ingovernável.

Muito bom dia na Economia Sem Macas para quando uma explicação cabal sobre o Centro de Conferências da Chicala e o Projeto Lundo. Onde está integrado? Quem é o dono da obra? Que infraestruturas tem? Quanto custa? E quem paga? São questões que vão ser abordadas por Carlos Rosado de Carvalho. Antes de mais, Carlos, espero que estejas bem. Até porque ontem a sua ausência foi muito notada.

Bom dia, Daniel. Bom dia, ouvintes. Está tudo ultrapassado, um imprevisto de urgência, mas está tudo ultrapassado.

Para continuar, graças a Deus Exatamente E portanto peço desculpas Aos ouvintes por ter Por não ter feito ontem Mas estou de regresso que é o que Interessa Então vamos falar da chicala

investigas muito esta situação do centro de conferências em termos financeiros, claro os gastos e a pessoa mas essas investigações estão em nada quer dizer, ninguém percebe o que se passa ali ninguém percebe, é uma falta de transparência uma coisa que é inacreditável, enfim, eu diria que só não é inacreditável porque a gente já conhece como é que são as coisas a Bahia do Luanda não foi muito diferente De sorte

O que é que acontece? O governo, ou os governos, e não estamos a falar do governo de João Lourenço, em particular. Podemos ver a Baía de Holanda é com o presidente José Eduardo Chaves. Começam a nos apresentar estes projetos megalómanos, completamente megalómanos, fora de todas as prioridades. Um país que tem os problemas que nós temos apresentam projetos imobiliários de luxo para as elites, para essas coisas.

que não fazem sentido absolutamente nenhum do ponto de vista das prioridades, e dizem-nos que não vai custar nada ao Estado, que são parcerias público-privadas. Foi assim que o projeto da Bahia de Luanda. A Bahia de Luanda, em 2017, o projeto foi apresentado em 2012, o projeto da Bahia de Luanda.

vai ser a melhor coisa do mundo. Em 2017, o Estado teve que resgatar a taquilo e pagar 380 milhões de dólares, porque disse que o projeto, tal como estava concebido, não era viável econômico e financeiramente.

Já com o presidente João Lourenço, o que é que acontece em 2019? Venha nos apresentar o bairro dos ministérios. Eu estive na apresentação do Epic Sena e já logo na altura critiquei, perguntei que projeto era aquilo e, sobretudo, se era prioritário. Isto é em julho de 2022. Em julho de 2022, estou aqui a fazer confusão com os dados. Julho de 2019.

Agosto de 2019 Desistem do projeto Do bairro dos ministérios Os dois projetos anteriores Que eu citou, foram financiados?

Pois, a questão é essa. O que diziam é que era parceria público-privada. Portanto, no caso da Bahia, a Bahia já foi. O que existe é marginal, de Luanda, todas as outras coisas relacionadas com a Bahia não existem. Este bairro dos ministérios desistiram. Portanto, a ideia era transferir para a Praia do Bispo todos os ministérios. Então, volto a perguntar, Carlos, foram financiados?

Tudo isso foi financiado? Pois, a questão é... E os gastos? Depois o governo desistiu. Foi o próprio presidente, escreveu até ao Rafael Marques a dizer que aquilo com o bairro do Ministério não ia para a frente.

Julho de 2022, veio-nos apresentar um projeto Lundo, que supostamente era uma parceria pública ou privada com uma empresa de construção turca, a Suma International. É criada uma comissão interministerial, na altura ainda era ministro do Estado e da Informação Económica, o Manuel Nunes Júnior, tinha ministro das Finanças, tinha uma série de pessoas. Agora, e depois voltamos a ouvirmos a falar disso.

Quando? Quando o Presidente foi visitar o tal centro de conferências, porque a ideia era que, inclusivamente, que fosse, que servisse para as chimeiras, no âmbito da presidência de Angola da União Africana.

O Ramiro Aleixo descreveu bastante sobre isso, com dúvidas. Não sabemos de quem é o projeto, não sabemos quem é que paga, não sabemos que infraestruturas inclui. As empresas que estão a construir, primeiro era o Grupo Turco, depois é uma empresa...

ligada a um empresário Silvio Madaleno. E agora nós tomamos conhecimento que o governo fez uma sociedade, o Presidente autorizou uma sociedade entre o Recrédito e o Fundo Soberano.

E essa sociedade vai acabar um projeto que se chama Flat Veleiro. E que nós não sabemos exatamente o que é que é o Flat Veleiro. Porque não há informação, mas estará tudo integrado num projeto único. Manel, alguns falam no regresso do bairro dos ministérios.

Enfim, eu não percebi muito bem o projeto, mas não me parece que seja a mesma coisa, porque o projeto do bairro dos Ministérios era na Praia do Bispo, em frente ali ao Hotel Bahia. Depois, do outro lado, na Chicala.

é que supostamente está integrado este projeto Lundo, que tem marina, que tem centro de convenções, que tem apartamentos, que tem casas protocolares, que tem tudo e mais alguma coisa. Desse ponto de vista não é muito diferente do bairro dos Ministérios. Daí a confusão. Nós não sabemos.

Quem deve explicar sobre o Centro de Conferências da Chicala e o Projeto Lundo? Quem deve explicar, Carlos? Que é o Governo, não é? Quem deve explicar é o Governo. Porque agora vêm dizer que esta obra, o Flato de Veleiro, está parado. E que quem... Agora é o seguinte, Mano. A Recrédito foi criada para resolver problemas do BPC. De crédito mal parado. O que é que a Recrédito faz?

A Recredit comprou crédito mal parado ao BPC, pagou-lhe por isso e agora está a recuperar o crédito. Será que este flete veleiro veio nessa recuperação? Havia uma empresa que estava a fazer o flete veleiro, não tem capacidade, foi à falência, ficou a dever ao BPC e a Recredit recuperou esse empreendimento e agora está a acabá-lo. Onde é que entrou o Fundo Soberano? O Fundo Soberano foi criado, supostamente, por um dos Estados Unidos.

para gerações futuras, para aplicar bem o dinheiro e trazer rentabilidade para gerações futuras. Este projeto, eu tenho que nos explicar, eu não acredito que este projeto seja rentável. E o Fundo Soberano mete-se em projetos imobiliários? A crédito mete-se em projetos imobiliários? Quanto é que isso vai custar?

Ninguém sabe. E todas as, eu repito, todas estas coisas, feitas pelos sucessivos governos, José Eduardo Santos, João Lourenço, prometendo-nos projetos de parcerias público-privadas, que são a eutava maravilha do mundo, que não vão ter custos para o Estado, o que é que acontece? Acabam sempre custando os olhos da cara ao Estado. O que é que eu percebo dali, ô Manel?

O centro de conferências está praticamente pronto. Aliás, o presidente, quando foi lá em janeiro, não sei se te recordas, era para inaugurar quanto? Agora é em abril, não é? Era já em abril que devia estar pronto esse projeto, que custa 300 e tal milhões de dólares, segundo informações oficiais. E o que é que me parece, Manel? Este flat valeiro. Agora nós temos um centro de conferências que custou 400 e tal milhões de dólares, no meio de nada.

E, portanto, agora precisa-se de acabar tudo aquilo que está à volta do centro de conferências da Chicala. E o que é que era suposto acontecer? Tudo isto era suposto ser construído na tal parceria pública ou privada, sem custos para o governo, sem custos para o orçamento.

A obra do Centro de Conferências da Chicala parece que é claro que é obra do Governo. Agora, tudo o resto, supostamente, não é obra do Governo. E, portanto, nós vamos ter... Pode ser parceria pública ou privada? Pois, parceria pública ou privada. Tudo o resto seria parceria pública ou privada. E agora, já fomos... Agora, esta primeira, esta tal flete de veleiro, nós, que eu não sei muito bem o que é que é, o Governo já resgatou. Vai sobrar a conta para quem?

Porque criar uma sociedade de veículo. Uma sociedade de veículo é para fazer uma coisa específica. Quando esta coisa específica está pronta, extingue-se. Agora, alguém tem que financiar. E quem é que vai financiar? Se calhar vou buscar dinheiro do Fundo do Soberano para financiar um projeto imobiliário que ninguém conhece. Portanto, chegamos a uma situação, e isto acaba sempre da mesma maneira, quem paga é o contribuinte.

Os projetos são apresentados, oitava maravilha do mundo, parcerias público-privadas, no Estado não gastam de chão. No fim, os projetos são inviáveis porque os privados só estão lá para ganhar dinheiro. Se os projetos são inviáveis, os privados abandonam.

E o que é que acontece? O Estado vai resgatar este projeto. Portanto, temos um centro de conferências no meio de coisa nenhuma e agora é preciso estar a construir e a embelezar as áreas à volta do centro de conferências e eu acho que este falado de veleiro insere-se nisso. Portanto, é o que eu digo e faço a pergunta. O que é que é o projeto Lundo?

que integram o centro de conferências? Que infraestruturas é que tem? Quanto é que custa? E nós temos o governo a dizer que esta sociedade foi criada com transparência.

Ficam as questões, Carlos. Vamos ver se alguém responde. Estamos outra vez em véspera de eleições, porque estas coisas também acontecem muito em véspera de eleições. Estes grandes anúncios de grandes obras, de grandes essas coisas todas também acontecem muito. E vamos esperar por respostas. Vamos esperar por respostas, Carlos. E até amanhã, à mesma hora.

Muito bem, muito obrigado, Carlos Bozado de Carvalho. Hoje uma posição em relação ao Centro de Conferências da Chicala e o projeto Lundo, para quando uma explicação cabal sobre estes dois projetos. Quem é o dono da obra? Que infraestruturas tem? Quanto custa? E quem paga? Questões a serem respondidas por quem de direito. Estamos abertos. Até já.

É que o nosso problema não são os câmbios, o nosso problema não são isso, o nosso problema é a educação e é a saúde. Porque nós não temos um relatório de contas. Os ministros, essas coisas todas, devem ter muito trabalho para fazer. Economia sem macras, com Carlos Rosado de Carvalho. Aquilo é uma coisa ingovernável.

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