Muito além de um curso para missões | EP 05
Será que a ETED é só para quem quer ser missionário de tempo integral? Ou ela pode ser um tempo de clareza, formação e direção para qualquer cristão que deseja conhecer mais a Deus e entender melhor seu propósito?Neste episódio do The Waves Podcast, Marcel Bonfim conversa com Carlinha, missionária da Jocum há 24 anos e coordenadora do Centro de ETED no Brasil e na África. A partir da sua própria história, ela compartilha como a ETED foi um divisor de águas em sua vida, ajudando-a a ouvir a voz de Deus, reorganizar seus planos e compreender melhor sua identidade, vocação e propósito.A conversa passa por perguntas muito reais: para quem a ETED é indicada, como funciona o período teórico e prático, quais são os medos mais comuns de quem pensa em fazer a escola, como lidar com família, finanças e inseguranças, e qual é o primeiro passo para escolher uma base.Mais do que um curso, a ETED é apresentada como uma comunidade missionária: um ambiente de aprendizado, vida em conjunto, serviço, discipulado, intercessão, evangelismo e prática diária daquilo que se aprende.
- Transformação PessoalSemelhança com Cristo · Perspectiva eterna · Identidade e propósito
- Medos e preocupações ao fazer ETEDFinanças · Futuro profissional · Apoio familiar e da igreja
- Diferenças da ETED para outras experiências cristãsComunidade missionária · Viver e aprender · Disciplinas espirituais
- O que é a ETED?Formação e propósito cristão · Ouvir a voz de Deus · Identidade e vocação
- Estrutura e currículo da ETEDPeríodo teórico e prático · Currículo único mundial · Diferenciação por base (artes, esportes)
- Trajetória de Carlinha na JocumConversão e ministério infantil · Chamado missionário · Coordenação de ETEDs
- Saída de Bolsonaro da UTIEvangelismo e relacionamento · Trabalho em comunidades · Viagens missionárias internacionais
Mas para mim, a ETED mudou o meu rumo. Na verdade, durante a ETED, eu pude ouvir a voz de Deus e entender que o que Ele tinha para mim era diferente.
Olá, seja muito bem-vindo a mais um episódio do The Waves. Eu sou o Marcel Bonfim e hoje eu vou conversar, entrevistar a Carla Daniela de Paulo. Mas ninguém conhece ela por esse nome, ela é conhecida na Jocum como Carlinha. A Carlinha é da Jocum Vila, em Piratininga. Ela está há 24 anos na Jocum e ela é coordenadora do Sérgio de Etede no Brasil e na África. Falei certo, Carlinha? É isso mesmo?
Falou certo, sou da Jocum Vila e faz 24 anos que eu estou por aqui, servindo através das ETEDs desde 2003. E seja muito bem-vinda ao nosso podcast, é um prazer conversar com você hoje aqui. E quero te dizer que esse episódio, ele é central no nosso projeto, na nossa estratégia, porque tudo que a gente está fazendo aqui tem a ver com ETED. E eu descobri que não tem ninguém mais expert em ETED na Jocum do que você.
Então vai ser super útil essa conversa para quem está nos acompanhando e assistindo. Você pode contar um pouquinho mais sobre a sua trajetória para nós? Da onde você vem, como é que você vem parar em Jocum? Como é que você chegou nessa situação de coordenar as ETEDs? Pode contar um pouquinho do seu testemunho para nós? Posso sim, é um prazer estar com você. E para mim a ETED é algo que é um divisor de águas na minha vida. Eu me converto com 14 para 15 anos numa família não cristã.
e começo a participar de um ministério de Ocum que se chama Kim's Kids, que é para crianças, adolescentes e família.
E eu sempre digo que o fundamento da minha vida cristã vem através dessa realidade de Kings Kids, junto com o trabalho da igreja local. E quando eu tenho 16 anos, eu recebo um chamado missionário. Nem sabia direito o que eram missões, como é que isso acontecia. E aí eu começo nessa empolgação, nessa visão de preciso obedecer agora, na verdade.
E meus pais, eles viram e falaram assim, não, não, não, vamos diminuir o ritmo, né? E aí eu acabo fazendo pedagogia, nesse tempo eu continuo envolvida com Kings Kids, então pra mim, meu chamado é nutrido através de Kings Kids e através de Joku.
Eu tinha oportunidade nas férias sempre janeiro e julho, participar das campanhas de Kids Kids e também participar do grupo Rede na minha igreja. Então foi crescendo o entendimento de um chamado missionário. Na época eu achava que eu ia para Bangladesh trabalhar com crianças e adolescentes ali. E eu venho fazer a minha TED depois da minha graduação aqui na Vila.
2002. E na minha cabeça era aquilo, vou fazer ETED, vou atrapalhar mais um pouco com o meu esquiz, vou arrumar minhas malas e vou embora. Mas pra mim a ETED mudou o meu rumo. Na verdade, durante a ETED eu pude ouvir a voz de Deus e entender que o que ele tinha pra mim era diferente. E aí ele traz pra mim essa proposta. Olha, eu quero que você invista fundamente os meus filhos. Eu quero que você seja alguém que vai multiplicar por favor.
aquilo que eu estou fazendo entre as nações através de treinamento. Então quando eu paro para pensar em como tudo começou, tudo começou com muita convicção.
E quando a gente é jovem, a gente é muito rápido querer obedecer as coisas. E durante a ETED veio um alinhamento de visão e de vocação. E aí eu fico aqui na vila, começo a trabalhar com ETED no contexto de base local. E Deus foi alargando as tendas, alargando as tendas. Eu começo a me envolver com o centro de ETED aqui no Brasil a partir de 2006, com o centro internacional a partir de 2008. E na hora que eu vi, através de vários pequenos, grandes passos de obediência,
Eu estava coordenando as escolas aqui no Brasil, na África e na América do Sul. Então foi uma trajetória marcada por entender melhor o que Deus estava me propondo através do meu relacionamento com Ele e obedecer aquilo que Ele estava trazendo. Que legal. Você não é a primeira entrevista que eu estou fazendo? Para mim está sendo uma super experiência, porque eu estou ouvindo vários missionários contando a experiência deles. E é interessante como...
na ETED, quando eu fui fazer ETED, vem clareza, veio com um coração ardendo, um coração desejoso de obedecer e servir, mas nesse período tem discernimento, tem clareza de como caminhar.
É uma pergunta que eu tenho aqui, para quem a ETED é indicada, né? Mas eu vejo que, eu tenho uma resposta já disso que você fala, eu acho que para todo mundo que tem, buscar discernimento e orientação sobre o que o senhor tem para ele, a ETED já é indicado. Mas eu imagino que a sua resposta seja bem mais completa do que a minha. Carlinha, o que você diria? Para quem que a ETED é indicado? Quem deveria fazer a ETED?
Eu acredito que a ETED era indicada para todo cristão que quer conhecer mais a Deus e fazer Deus conhecido. É um período de cinco meses a seis meses que você separa na sua vida, que você investe o seu tempo e tem o privilégio de diminuir os ruídos, diminuir as pressões.
e conseguir se conectar com Deus de determinada maneira, que você vai ter clareza da sua identidade, da sua vocação, do seu propósito. Muita gente acha que a ETED é só para jovens, e na verdade o nosso maior público são os jovens, mas a gente está vendo mais e mais famílias que querem entender o que Deus tem para elas vindo fazer ETED.
Algumas pessoas fazem mais velhas quando estão para se aposentar, ou então num período de tentar entender o que Deus está querendo. Eu poderia dizer que a etédia é para todo cristão que entende que Deus está provocando ele a saber um pouco mais do que Deus tem para a sua vida. E para alguns, uma oportunidade de ter um tempo no campo missionário, né? Porque a etédia tem isso durante o seu andamento.
Você diria que a ETED é só para quem vislumbra a possibilidade de ser missionário de longo prazo? Não, na verdade a maior parte dos nossos alunos, eles voltam para as esferas da sociedade, eles voltam para as suas igrejas. Presumimos que 25% ficam conosco. E a verdade é que a ETED não foi criada como um curso para formar obreiros de Jocu.
Ela é um curso para cristãos que querem entender o seu propósito. E a gente sabe que Deus se move através daqueles que estão na igreja local, através daqueles que ele coloca em lugares estratégicos para servir e trazer redenção nas esferas da sociedade, e aqueles que estão no campo missionário também. Então é muito pequeno pensar que a ETS é para quem tem chamado a longo prazo.
Muita gente vem para a ETED achando que tem chamado a longo prazo e Deus fala assim, não, te quero na esfera. Outros chegam falando, não, quero uma experiência de curto prazo e Deus fala assim, olha, o que eu tenho para você é mais do que isso. É muito limitante dizer que é para quem tem chamado a longo prazo ou para quem vai ser obedeiro de Jocum. É muito mais do que isso, né? É um tempo para você ouvir a Deus e se dispor a continuar obedecendo aquilo que ele tem. Que joia! Eu...
Eu quando conheci o Ted Jogun, eu já tinha uma certa idade, eu sou casado, tenho filhos, toco uma empresa, né? Então assim, poxa, eu acho que eu perdi essa possibilidade, né? Agora você tá falando que não, eu teria essa possibilidade sim ainda, mesmo tendo 47, pronto, entreguei.
Que legal, muito bacana, obrigado. Eu acho que essa informação é extremamente útil para muitas das pessoas que estão nos ouvindo. Deixa eu te fazer uma pergunta. Como você entende que TED difere de outras experiências cristãs? Outros cursos ou retiros? Porque TED é longo, né? TED a gente está falando de cinco, seis meses, certo? E dividido em teórico e prático.
Como você vê que ela difere de outros cursos? Eu fiz um curso de teologia e ele era todas as terças e quartas-feiras à noite, por exemplo. Era fazer parte do trabalho da igreja local que eu participava na época. Mas ele era só à noite, né? Eu ia só à noite e eu seguia a minha vida normalmente. E TED é diferente, né? Isso. Eu acredito que esse é o principal diferencial, né?
Nós costumamos falar que a ETED, antes de qualquer outra coisa, antes de ser um curso, um programa de treinamento, ela é uma comunidade missionária. Então, os nossos alunos, eles vêm viver literalmente numa base missionária e nesse contexto, eles vão cursar um curso. Isso quer dizer que eles vão estar imersos num cotidiano marcado por intercessão, louvor, aulas, atividades de cuidado com a estrutura que a gente tem.
E para mim, o diferencial da ETED é esse viver e aprender. A gente costuma falar que nós somos comunidades de aprendizado apostólicas. Então a gente vai estar reunido em primeiro lugar como uma comunidade de cristãos, discípulos de Jesus que querem conhecê-lo mais a cada dia.
os valores de Jocum como base do nosso cotidiano, e os nossos valores são valores bíblicos, mas eu costumo falar, mais ou menos como o Paulo fala para Timóteo, eles podem, você não. A gente tem que viver os nossos valores jocumeiros no dia a dia, nas nossas tomadas de decisão. Depois disso, nós somos sim esse lugar de aprendizado, e a gente aprende ao redor da mesa, a gente aprende na sala de aula, a gente aprende nas tomadas de decisões.
E nós, como movimento missionário, nós somos conhecidos como sermos apostólicos, né? A gente está sempre buscando aquilo que Deus tem. Eu acho que como Jesus falava, né? Eu só vejo aquilo que eu vejo meu pai fazendo. O Jô Comeiro e a comunidade que a Eteide acontece, ela está tentando ver o que Deus está fazendo ao redor do mundo. Como é que eu me uno a isso intencionalmente, né?
E para mim, esse é o nosso maior diferencial. É esse fazer a vida juntos, é esse parar e ouvir a Deus na intercessão, é a gente colocar em prática o que a gente aprendeu na aula de manhã, no período da tarde, por exemplo, nas comunidades sertanejas, aqui no nosso caso, numa comunidade rural que a gente tem perto da cidade, seja onde Deus nos colocar. Então o principal diferencial é que a ETED não é, ela te convida a sair do seu cotidiano.
E nós não somos uma bolha, muita gente acha que é um super retiro, um monastério, nada disso. A vida continua, mas a vida continua nesse ambiente de uma comunidade missionária. E esse acaba sendo o nosso maior diferencial, o fazer a vida juntos e colocar aquilo que a gente está aprendendo prática ao mesmo tempo. Então a gente não tem um período preparatório. Por mais que a gente tenha um período prático, eu acho que a gente vai falar um pouquinho mais sobre isso daqui a pouco.
a gente já está colocando em prática o que a gente está aprendendo continuamente desde o início. E isso faz com que a gente tenha... Eu acredito que a ITED acelera alguns processos de formação cristã. Você é mais intencional, você tem a oportunidade de colocar, de se dispor.
Como o João Asa falava, os meios da graça, eles nos transformam. Então, nas Eteres, a gente vai praticar as disciplinas espirituais, a gente vai sentar ao redor da mesa, a gente vai viver os desafios de fé em finanças. Então, tudo isso acelera esse processo e esse aprofundamento naquilo que Cristo está propondo.
e o cara que eu escuto a falar a respeito, eu me sinto desafiado. Deixa eu te fazer uma pergunta. O que eu posso esperar? Qual que seria a maior transformação que alguém pode ter ao fazer ETED? O que muda na pessoa? Ok, eu fiz ETED. O que eu posso esperar de seis meses depois?
Eu costumo falar para os alunos assim que eles chegam, você tem dois caminhos, ou você vai passar pela ETED ou você vai fazer ETED. Aqueles que passam, acaba sendo muito mais uma experiência cristã, que legal. Agora, aqueles que fazem, que abrem o seu coração, como o Ezequiel fala, ele nos deu um coração de carne e ele vai nos ensinar a guardar os seus mandamentos.
Então, eu acredito que a intencionalidade de alguém que vem fazer Eped, se aprofundar no seu relacionamento com Deus, intimidade, conhecimento da palavra, e também na disposição de obedecer, de reorganizar, né? Eu compartilhei com vocês no começo que eu reorganizo a minha vida. Eu achava que eu ia para a Banda 10, então ele, não, é aqui, é fundamento, é cristãos, é multiplicação. Então, para mim, duas coisas que são muito fortes, né? Eu acredito que a gente sai mais parecido com Jesus.
E quando eu falo que a gente sai mais parecido com Jesus, eu acredito que a gente ganha mais a perspectiva daquilo que é eterno, daquilo que é, venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Eu acredito que a gente passa por uma renovação de mente sobre o que realmente importa para Deus e aquilo que realmente vale na jornada.
E a outra coisa é a questão de propósito também. Eu tenho visto, através dos anos, muita gente descobrindo mais sobre o que Deus tem para a vida. Mesmo para quem volta, não, eu estou indo para a área da sociedade, estou indo trabalhar, estou indo para o dia a dia, estou indo criar meus filhos. Eu acredito que com essa perspectiva que é eterno, fica mais faltável. Então, para mim, seria...
Eu me pareço mais com Cristo e eu entendo mais do que Deus tem para a minha vida. Identidade e propósito, acho que são as duas coisas que na ETED, num ambiente saudável, são muito fortes para nós. Deixa eu tentar sintetizar o que você acabou de compartilhar. A pergunta que eu tenho aqui é qual transformação principal alguém pode esperar viver durante a escola? Eu estou entendendo que...
entender a própria identidade e o próprio propósito. Quantas pessoas estão em busca disso dentro das nossas igrejas, os jovens. Eu vejo para os meus próprios filhos. Que legal. Deixa eu compartilhar com você o que eu sei de etéde, você me corrige e a gente conversa um pouquinho mais sobre essa estrutura. Olha só o que eu já entendi.
Bem, a gente montou todo esse projeto que é o Jocum Connect, onde você pode achar todas as ETEDs, que não existe uma única ETED, certo? Cada base propõe ETEDs diferentes, eu vi que tem os ETEDs temáticas e diferentes tipos de ETEDs. Mas em linhas gerais, todas elas têm um currículo que varia mais ou menos de 5 a 6 meses. Isso eu fiquei curioso, não perguntei para ninguém a respeito. Eu vi algumas com 5, vi outras com 6 meses.
Entendi que elas são separadas em período teórico, que acontece dentro da base, e uma parte prática, que aí ela vai para o campo. É isso mesmo? Está certa essa minha percepção? Está certa a sua percepção. Na verdade, a ETED tem um currículo único ao redor do mundo.
Então a gente tem algumas categorias que a gente chama, que na verdade é quem é Deus, a Bíblia, a criação, o que deu errado, Jesus um novo começo e também nos tornando mais como Jesus. Esse é o resumo do que a gente vai aprender durante a ETED. E aí a diferença entre os cinco meses e os seis meses é a duração do tempo prático. Porque a gente chega na base local, que são as diferentes bases de Jocum.
E nós vamos ter as aulas, e essas aulas vão durar 11, 12 semanas, por volta de três meses. Depois disso, a gente sai para os práticos normalmente. E aí tem alguns lugares que têm práticos de dois meses, outros lugares que têm práticos de três meses. A gente tem essa flexibilidade no tempo de prático.
E como você disse, nós vamos ter diferentes realidades de ETED. Então o currículo é sempre o mesmo, mas alguém vai adicionar um saborzinho de artes, louvor e adoração, esportes e tantas outras coisas. Sempre buscando equipar melhor o corpo de Cristo.
Como se dá essa diferenciação? Eu fiquei curioso, é uma pergunta sinceramente minha. Como você falou, um tanto de artes, um tanto de esportes, como é que se dá isso? Aonde que elas diferenciam? Isso varia de base para base, né? Nós temos esse currículo básico, mas algumas bases, por exemplo, antes da ITED começar ou durante o tempo teórico, eles oferecem um seminário de esportes.
Outras bases trabalham um pouquinho diferente. Às manhãs, todo mundo tem aula junto, à tarde, alguém vai ter duas tardes com workshops de artes, duas tardes com workshops de esportes, e o aluno acaba elegendo com o que ele quer se envolver. Então, ao mesmo tempo que nós não mudamos a essência da ETED, nós damos a oportunidade de aquelas bases que têm ferramentas para isso, oferecendo para os alunos a oportunidade de aprenderem mais sobre uma área específica.
Essa diferenciação de artes e de esportes está ligada com o prático depois ou não necessariamente? Não necessariamente. Normalmente são ferramentas e áreas de interesse. Quando você é um artista e você para para pensar, opa, tem uma ETED de artes, vamos lá. Claro que uma ETED de artes vai acabar produzindo material artístico que vai ser usado durante o prático. O prático da ETED é sempre evangelístico.
Uma das coisas que a gente tem como fundamento em jovens com uma missão é fazer Deus conhecer. E nessa porta de entrada para Jocum, e também com o intuito de que as pessoas sigam carregando esse compromisso de levar as boas novas por onde passarem, seja na sua casa ou seja entre os povos, o nosso prático de ETED tem um teor evangelístico. A gente vai para proclamar o evangelho.
Aí, quando a gente tem as E-TEDs temáticas, muitas vezes a gente usa esportes, a gente usa artes, a gente usa comunicação para isso. Mas muitas vezes nós também temos algumas E-TEDs na SEL, que o que acontece é o seguinte, amanhã todo mundo tendo aula junto, à tarde workshops diferentes e as equipes são misturadas. Então eu vou ter alguém que teve um foco maior em artes, alguém que teve um foco maior em esportes.
alguém que teve um foco maior em comunicações, na mesma equipe. Então a equipe fica bem enriquecida nas ferramentas para a propagação do evangelho. Você falou que a parte teórica acontece na base em torno de 11, 12 semanas. Isso. E como é essa rotina? Varia de base para base ou sempre tem aulas de manhã e atividades à tarde? Ou cada base monta da sua forma?
Cada base monta da sua forma, mas normalmente o que eu tenho visto ao redor do mundo, só no Brasil não, nós começamos a semana com louvor. Normalmente a segunda-feira a gente começa a semana com louvor, lembrando por quem nós estamos reunidos. E aí, um outro dia de manhã a gente vai ter interseção, um outro dia a gente vai ter grupo pequeno.
outro dia a gente vai ter uma reunião com a comunidade. E depois dessa hora inicial, nós costumamos ter as aulas no período da manhã. À tarde, depois do almoço...
normalmente a gente faz manutenção. O que é manutenção? É o serviço à comunidade. A gente vai limpar a nossa casa, a gente vai lavar a louça junto, a gente vai pintar uma parede. Alguns alunos que têm habilidades específicas vão ajudar na tradução de um documento, vão trabalhar no escritório. O que a gente tem que lembrar é que esse tempo é da gente aprender sobre mordomia, sobre sermos responsáveis pelo que Deus tem nos dado. Depois da manutenção, aí varia bastante.
Se é uma ETED muito grande, normalmente a gente vai ter grupos pequenos. Se é uma ETED menor, não tem necessidade disso. Nós vamos estudar os documentos de Jocum, nós vamos ter workshops de teatro, preparar para o prático, vamos ter tardes de evangelismo. E muitas das nossas comunidades têm culto uma vez por semana à noite. E a nossa ideia é que isso aconteça durante os três meses teóricos.
Um outro diferencial da ETED, Marcel, é que a gente tem o que a gente chama de um a um. O que é um a um? Você vai ter alguém, um obreiro da base...
que vai caminhar com você como testemunha daquilo que Deus está fazendo. A gente fala que o papel dele é facilitar o seu processo e te ajudar a aproveitar melhor, digerir, processar as palavras que Deus tem te dado. Uma dúvida que surgiu dentro de uma aula. Vamos supor que Deus te desafia a escrever uma carta para alguém pedindo perdão. Você pode processar junto com essa pessoa antes de fazer isso. É quem vai te lembrar também, olha...
Você está aqui para conhecer mais a Deus. Você pode aproveitar melhor isso. Então, esse é outro diferencial da ITED. Você tem uma testemunha. Alguém que caminha junto com você semanalmente. Para te ajudar a pensar. Opa, estou indo para onde Deus está me propondo. Ah, preciso fazer esse ajuste, né? Então, durante a semana você também tem isso. Que a gente chama de um a um. Que é um tempo separado entre você e essa pessoa que está te acompanhando. Para aproveitar melhor aquilo que Deus está propondo.
Que joia! Bastante informação nova pra mim. Coisa boa! É como investigandinho. E te perguntar, isso tudo a gente está falando dentro da base, dentro desse período teórico. Mas eu imagino que essa pessoa deva me acompanhar ao longo de todo o meu processo, enquanto eu fizer esse conselho. Ou não, nós estamos falando do período teórico. Na verdade, a gente tem um a um no teórico e no prático, mas lá pelo final do teórico, a gente muda pro líder de prático.
porque a gente vai se dividir em equipes. E aí quem continua fazendo essa caminhada junto com você é o líder do seu prato. Então você vai ter uma ou duas pessoas que vão ser obreiros mais chegados, mais próximos, abridores de portas como o Barnabé durante o seu tempo conosco.
Entendi 100% como é que funciona o teórico. Me ajuda a entender um pouquinho como é que funciona o meu prático agora. Isso acontece depois desses três meses, 11, 12 semanas, fechou o teórico e aí a gente vai para o prático. Entendi também que isso é um dos diferenciais das ETEDs de cada base. Tem práticos em locais diferentes. Eu fico sabendo aonde será meu prático antes de eu me inscrever? Eu consigo escolher o meu ETED pelo meu prático? É curiosidade minha ou não? Eu vou saber isso depois.
Isso varia bastante. O que a gente costuma falar é o seguinte, se vocês já sabem para onde vocês estão enviando as suas equipes, divulguem. As pessoas têm interesses, têm o coração inclinado para determinados lugares e isso pode ser um fator de decisão.
Mas a grande verdade, Marcel, é que, mais uma vez, a ETED é esse lugar onde a gente vai ouvir a Deus juntos. A maior parte das bases costuma trazer os alunos junto com os obreiros para definirem o local que esses alunos vão para o prático. Algumas bases, Marcel, costumam enviar equipes para o mesmo lugar com uma certa frequência. Então, por exemplo, aqui na Vila, nós temos uma conexão, uma das nossas obreiras tem o coração pelo Japão.
em 2024 a gente enviou uma equipe para lá, esse ano a gente está enviando uma outra equipe. E isso é o que acaba algumas vezes originando novas bases de Jocum. A base tem um compromisso, envia a equipe uma, duas, três, quatro vezes, e quando você menos espera, o obreiro está mudando para essa nação e começando uma nova iniciativa de Jocum. Mas falando dos alunos, a gente vai ter diferentes realidades.
O que a gente vai tentar assegurar é que as pessoas estejam ouvindo a Deus junto conosco para garantir esses lugares. Algumas E-PED já anunciam suas voltas de prática antes da escola começar, outras vão descobrir junto com os alunos para onde elas vão, e aí a gente começa essa jornada de se preparar para uma viagem missionária, como muitas vezes a gente pensa na igreja, né? E o que vai acontecer vai variar bastante.
Quando a gente vai para um lugar, por exemplo, como o Morro do Borel, que a gente tem o trabalho de Jocum lá, os nossos alunos vão ser inseridos nos trabalhos realizados por aquela base. Visitas, o trabalho na creche, o trabalho na escola de música e outras oportunidades que surgem. Se a gente já vai para um país perseguido, o que vai ser o tom daquele prático é relacionamento.
Nós vamos conhecer pessoas e contar da história de Jesus através dos nossos relacionamentos. Mas o que a gente vai ver acontecendo no prático é sempre lembrar quem nos chamou através de louvor, ouvir a voz de Deus através da intercessão e pregar o evangelho a todo mundo que a gente tiver oportunidade. Muito legal. É um grande aprendizado. Eu fiquei com uma curiosidade. Vou imaginar que eu vou fazer TED na sua base. E aí o prático vai ser no Japão.
Eu tenho que falar japonês? Eu tenho que saber japonês antes de ir? Na verdade, não. Se você lembrar sobre o Japão, a gente tem uma colônia de brasileiros que voltaram para lá fazendo o caminho ao contrário da imigração. Na oportunidade que a gente teve, nós trabalhamos principalmente com igrejas formadas de descendentes japoneses ali. Mas muitas vezes o que a gente vai ter que fazer é contar com tradutores. A gente...
Claro, a gente sabe que inglês facilita e abre portas para todo mundo, mas em muitos lugares a gente vai ter que contar com tradutores locais para isso. A minha pergunta quando você fala do Japão é que eu estava pensando, na verdade, aqui era o seguinte, tem algum pré-requisito para eu poder me inscrever numa etérea de outra? Existe algum pré-requisito? Você precisa amar Jesus e ser cristão. Algumas bases colocam a faixa etária como 18 anos como um pré-requisito, outras colocam que você tem que ter um ano...
de convertido para fazer parte da escola, mas a verdade é que a escola, a ITED, ela é para que a gente conheça mais a Deus. Deixa eu te contar uma coisa, no começo da Jocum, muitos dos alunos eram pessoas que tinham acabado de se converter com a pregação do evangelho durante o prático de ITED, que voltavam com as equipes para a base e faziam as suas escolas. Então, como o Jocum, como a Universidade das Nações, não existe nenhum pré-requisito a não ser o que você tem que ser cristão.
Passando isso, algumas bases vão ter mais alguns requisitos, mas não é uma regra geral. O que a gente precisa entender é que a ETED é uma escola de tempo integral, ou seja, você precisa deixar a sua casa, a sua rotina, o seu trabalho e vir se dedicar durante esses cinco, seis meses exclusivamente para a ETED. Você precisa ser cristão e saber que a gente...
conhece a Deus e cresce junto, é isso. Não tem muitos pré-requisitos, não. Venha com a convicção de querer conhecer a Deus, é o que eu poderia dizer. Elin, eu tenho conversado com alguns jovens, com alguns alunos, as pessoas que já entraram, viram. Eu tenho um menino de 22 e uma menina de 18. Está saindo da universidade, inclusive trabalha.
trabalha comigo, e uma que está começando, está no primeiro ano, e a Júlia tem um grande desejo de fazer, TED, a gente vem conversando sobre isso. Então, algumas preocupações e medos, eu já sei, mas com a experiência que você tem, deixa eu te fazer essa pergunta. Qual é a maior preocupação e quais são os medos de quem está considerando fazer e acaba segurando a pessoa ou deixa ela reticente? Olha, eu vou falar da minha própria experiência e do que eu acabo vendo ao redor, né? Finanças.
O que você está indo fazer da sua vida? A gente tem diferentes histórias. No meu caso, meus pais colocaram como condição que eu tinha que fazer uma faculdade antes de fazer a ETED. O entendimento deles é que eles precisavam me preparar para a vida adulta, para o mercado de trabalho, e a faculdade fazia parte desse preparo, e que depois eu seguia os meus passos. Mas eu acredito que finanças...
E o que você vai fazer da sua vida são as duas grandes perguntas que surgem no coração de um pai, no coração de um pastor, quando a gente está falando sobre TED. Para mim, graças a Deus, a minha igreja me acompanha. Dos meus 16 anos até eu vir fazer TED, muito de perto. Então, eles tinham muita convicção do meu chamado.
Porque muita gente, né, Marcel, quer fazer ETED, mas não fez nada na igreja local. Então, uma dica que eu dou para os jovens é a seguinte. Você está entendendo que você tem um chamado? Você está entendendo que você quer fazer ETED? Que você quer se envolver com o Jocum? Começa servindo na igreja. Mostra aquilo que você tem em mãos. Aquilo que você faz na igreja local é o que vai ecoar quando você vier para o Jocum ou quando você for para as nações. Então, sirva.
Se você está aí com seus 17 anos, terminando o ensino médio, ou está nesse processo de terminar a faculdade e entende que tem o chamado missionário, sirva na igreja, deixa que eles reconheçam que o Espírito Santo está te separando para isso, colocando seus dons à disposição da igreja desde sempre.
E a outra coisa é finanças. Felizmente, muita gente acha que missionário vai ser alguém pobre capena pro resto da vida, comendo mal, dormindo mal, e essa não é a realidade. Quando a gente vê as cartas paulinas, a gente vê que a igreja estava ali, suportando Paulo nas suas necessidades. Então, eu acho que um dos maiores medos é finanças, mas quem tem medo pode ser a resposta. Porque às vezes é para o próprio, mas quem vai sustentar? Nós vamos sustentar.
nós vamos dar apoio nós vamos dar oportunidade né isso vale tanto para a igreja quanto para os pais porque se você tá criando seu filho e acredita que ele tá ouvindo a direção de Deus ou até ele é jovem e ele tá querendo experimentar alguma coisa que poxa vida é muito bom independente dos próximos passos fazer TED faz com que a pessoa cresça em responsabilidade autonomia tomada de condições comunicação tirando toda a outra parte que a gente já conversou um pouquinho
Então, é uma excelente ferramenta para que seu filho amadureça e vá para a vida adulta mais preparada. Muitos pais precisam ouvir isso. Então, meu conselho é, invista. Invista nesses 5, 6 meses do seu filho.
Considere isso como a parte da formação dele para a vida adulta. E confie que Deus vai fazer o caminho. Talvez Deus vai fazer com que você renuncie o seu filho. Talvez você vai fazer com que o seu filho renuncie algumas coisas que ele sonhou. Mas se nós confiamos num Deus amoroso, cuidadoso...
que é aquele que nos sustenta com fôlego de vida, quem dirá, com finanças. Acho que a gente tem que confiar um pouquinho mais naquilo que o senhor vai fazer e saber que ele vai fazer com que os caminhos se alinhem. Coisa boa. Puxa vida, eu acho que...
Essa é uma informação tão útil e tão importante, porque existe essa atenção nos lares, né? A gente geralmente, você tem uma informação bem bacana, muitas vezes não são jovens, são famílias, são pessoas, mas em grande maioria nós estamos falando de jovens. Sim.
17, 18, 20 e poucos anos. E essa é uma informação extremamente válida. Carinha, muito, muito obrigado. Deixa eu te fazer uma pergunta principal. Legal, estou convencido. Qual o primeiro passo prático para se inscrever? Como é que eu me inscrevo no MyTED? Olha, a verdade é que a gente tem muitas E-TEDs.
ao redor do Brasil e do mundo, né? Porque muitas vezes a gente também pensa assim, tem que fazer no Brasil. Não, tem que fazer. A gente tem várias pessoas que vão fazer TED em outros lugares do mundo e depois seguem os seus passos. Mas eu acho que o primeiro passo é procurar uma base de Jocum. E aí, gente, eu vou falar uma coisa.
Graças a Deus nós temos excelentes oportunidades dentro de Jogo com o Brasil. O meu conselho para você, não se inscreva na primeira. E por que eu falo isso? Porque você pode descobrir que tem uma base que tem mais a sua cara. A base que eu estou está em uma cidade pequena, são 13 mil habitantes.
E a gente tem comunicação, artes e treinamento como fundamentos. Essa é a nossa realidade. A base de Porto Velho está lá em Porto Velho. E aquela base é uma base extremamente comprometida com a tradução da Bíblia e o alcance dos povos da floresta, que são os povos indígenas, os ribeirinhos. E o meu convite para você é o seguinte, pesquise. A gente está falando de uma geração que tem acesso à informação muito rápido.
entre em contato, faça perguntas pergunte sobre o prático, pergunte sobre o dia a dia, pergunte o que significa manutenção e a partir disso, ore Deus vai te direcionar traga a gente que você confie para orar junto com você, se você é um jovem de 17, 18 anos se os seus pais sentirem segurança na base que você escolheu, é muito mais tranquilo você ter o apoio deles e o suporte durante o tempo da sua escola então, busque informações ore
Não decida sozinho. E dê o seu passo. Você vai precisar agir em fé. Você vai lidar com o desconhecido. Hoje, 24 anos depois, eu posso dizer que Deus tem me sustentado. Acabei de comprar uma casa, Marcel. Meus pais vieram para cá e foi muito legal. Porque meu pai falou assim, muito bom ver que você está bem e feliz. Mas isso 24 anos depois. Quando eu vim, eu tinha a minha igreja me ajudando com a mensalidade. Um pouquinho de dinheiro.
para comprar os meus itens de higiene pessoal e muita vontade de obedecer a Deus e conhecê-lo como provedor. Então, não espere as condições ideais também. Condições ideais talvez nunca vão existir para que você faça a iPad. Legal. Deixa eu fazer a minha última pergunta. Tá joia. O que você diria para quem sente que deveria fazer, mas ainda está inseguro? Qual seria essa dica? Eu sei que você já compartilhou, mas assim, eu quero, mas eu...
Eu estou com medo ainda, eu estou inseguro. O que você me diria? Eu sempre falo que decisão antecede a provisão. Decida. Decida obedecer, decida se arriscar e não caminhe sozinho. Eu acho que qualquer pessoa que está falando para mim que vai fazer a ETE, a primeira coisa que eu vou falar é quem está com você nisso.
É sua igreja? São seus amigos? São seus pais? Porque, Marcel, a verdade é que a gente está andando no escuro como Abraão andou. A gente vai andar de verdade do desconhecido e a gente vai ter medo. E ter essas testemunhas, essas pessoas que dizem, olha, eu estou com você, faz toda a diferença. Então decida, traga a gente pra perto e faça sua matrícula em uma das nossas escolas. Legal.
Carlinha, muito obrigado por compartilhar. Foi muito legal, muito joia, muito rica essa conversa. E essa conversa faz parte de um projeto maior, The Waves Podcast. Ele existe justamente para ajudar você que é jovem, você que tem esse ardor no coração e o desejo, tem um chamado para missões, conhecer TED. Acho que esse episódio é central. E ele vem compondo um outro projeto, onde a gente tem colaborado, onde você pode encontrar.
facilmente a sua TED acessando ted.org.br. Ali a gente lista as principais oportunidades que estão abertas. Entra lá, acessa, investiga, descobre um pouquinho mais. Tá com dúvida ainda? A gente tem um outro projeto que são os pgs. pg.jocum.org.br Se você é um desses que tá se segurando e falando assim...
Eu acho que é para mim, mas eu não tenho certeza. Venha participar de um pequeno grupo, converse com um missionário, com alguém que já está dentro de uma base, tira suas dúvidas, que nem a Carlinha falou. Acho que isso faz parte dessa investigação.
prazer ter você, Carlinha. Obrigado por participar conosco. Obrigado por você que tem acompanhado, assistido o podcast. Acessa, se inscreve, compartilha e nos apoie. É um prazer ter vocês aqui. Carlinha, mais uma vez, muito obrigado. Espero que a gente possa se encontrar pessoalmente numa próxima oportunidade, porque eu tenho um monte de pergunta a mais pra te fazer, mas o nosso tempo acabou. Tá, Joia, Marcel. Uma alegria estar aqui. E, gente, eu vou dizer uma coisa. Conhecer a Deus e fazer o conhecido.
é algo que não tem preço. Não espera muito, não. Está na sua hora. É isso. Beijo. Beijo. The Waves Podcast. Your call. Your time. He's calling you now.