Passei a vida tentando não ser meu pai | Desculpa o Transtorno #33 com Christian Dunker
Neste episódio do Desculpa o Transtorno, Tati Bernardi e Christian Dunker leem a carta de um homem que cresceu tentando ser exatamente o oposto do pai. Criado para nunca repetir a violência, os impulsos e os excessos daquele que descreve como uma “montanha”, ele se tornou alguém incapaz de ocupar espaço, sentir raiva ou reconhecer o próprio desejo.
Ao olhar para a própria história, percebe que, ao rejeitar tudo o que havia no pai, acabou perdendo também uma parte importante de si.
A conversa percorre temas como identidade, masculinidade, desejo, herança familiar, relação entre pais e filhos e o peso das expectativas dos pais sobre a construção de quem nos tornamos. A partir da carta, Tati e Christian discutem como a tentativa de viver para reparar a história dos pais pode fazer alguém abrir mão da própria história.
Afinal, como construir um desejo próprio quando passamos a vida tentando corresponder ao desejo de outra pessoa? E o que acontece quando percebemos que a identidade que construímos foi definida muito mais pela negação do outro do que pela descoberta de nós mesmos?
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O Desculpa o Transtorno é um exercício em que a escritora Tati Bernardi e o psicanalista Christian Dunker encenam uma situação de supervisão lendo relatos anônimos enviados pelo público.
O programa tem finalidade de entretenimento e não se presta a realizar diagnóstico ou prescrever tratamento.
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Tati Bernardi — @tatibernardi
Christian Dunker — @chrisdunker
Participe enviando sua carta anônima para:
dotranstorno@gmail.com
Trecho da carta:
“Meu pai era mais do que um homem. Meu pai era uma montanha. (...) Fui tão bem construído como sombra que não sei existir na luz. Matei tudo que pulsava em mim para não correr o risco de me tornar o que ele foi. E agora sou um homem que não sabe o que quer.”
CRÉDITOS:
Uma produção Estúdio Duke
CONTATO: estudioduke@gmail.com
Direção: Lucas Buli
Produção: Gerson Freitas (Jack) e Giulia Lozano
Fotografia: Marco Antonio D’Angelo
Edição: Rafael Garcia
Identidade visual e trilha sonora: Zamunda