Episódios de Fala aí, mona!

Filha do meio

07 de maio de 202613min
0:00 / 13:29

Bem vindos ao podcast “Fala aí mona!” Um spinoff das histórias mais malucas do TikTok, agora também em áudio toda quarta feira! 

ASSINE o conteúdo exclusivo para assinantes em 

⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/falaaimona⁠⁠⁠⁠

ASSINE o conteúdo exclusivo no tiktok em

⁠⁠⁠⁠https://vt.tiktok.com/ZSHKmnbdrV2Wy-fjLhX/⁠⁠⁠⁠

Comente as histórias no grupo do Telegram

⁠⁠⁠⁠https://t.me/falaaimona⁠⁠⁠⁠

Mande sua história para 

apalomafernandes@gmail.com

Participantes neste episódio2
P

Paloma

Host
L

Luísa

Convidado
Assuntos3
  • Narcisismo de TrumpResponsabilidade de cuidar de irmãos mais novos · Abuso emocional e físico na infância · Invalidacão de sentimentos e traumas · Isolamento social e proibição de amizades · Tentativas de suicídio e automutilação · Relação com a irmã mais nova manipulada · Conflito sobre sair de casa e independência
  • Conselhos e DicasSair de casa o quanto antes · Buscar renda extra para independência financeira · Considerar morar sozinha ou com o namorado · A importância de cuidar da saúde mental
  • Apoio ao Podcast Fala Aí MonaConteúdo exclusivo para assinantes · Assinatura no Apoia.se · Grupo no Telegram para comentários · Histórias exclusivas de segunda a sexta
Transcrição35 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Perceba aí, Eva, a petulância desse cavalo. Primeiro sinal que Jesus deu a Jonas. Não, não, não, não, não. Lá em Isaías, na página 37, pra mim é não. Esse homem te odeia, minha filha.

Oi, moners, tudo bom? Bem-vindos a mais uma história semanal por aqui no nosso podcast querido. Toda quinta-feira no seu ouvidinho. Ai, que delícia. Como é que vocês estão, gente? Tá tapão por aí? Bom, voltamos mais uma semana aqui. O que vocês estão achando dos inscritos lá do Apoia-se comentando as histórias? Ai!

Tudo, né? Maravilhoso. É porque eles recebem a história antes, antecipadamente. Você também pode se tornar um apoiador, tá? O link tá aqui na descrição do episódio. É só você acessar lá apoia.se barra falaimona

E se inscrever. Apenas 10 reais por mês você apoia o nosso trabalho. E recebe histórias exclusivas de segunda a sexta. Suporte, grupo no Telegram e tudo mais. E tudo é bom. Tá? É isso, gente. Vai lá, apoia o nosso trabalho. Esse episódio que você tá ouvindo aqui agora. Se você não é um inscrito. Ele já esteve lá no nosso Apoia-se na segunda-feira. Toda segunda-feira essa história vai lá.

Os assinantes escutam, mandam áudios e aparecem por aqui. Então, você também pode. Participa também do grupo do Telegram pra você comentar as histórias, tá? É isso, só jogar lá na busca, fala aí, Mona, que o grupo aparece. E, bom, a história de hoje, gente...

é história sobre mãe narcisista. É um tema que a gente recebe muitas histórias de mães narcisistas. É um tema frequente, é um tema recorrente, acontece muito. E eu sempre fico me perguntando, tipo...

Por que algumas mães tratam as filhas dessa forma? Sabe? E o quanto de sofrimento tem dentro disso. Vocês vão ver o quanto de sofrimento tem na história da Luísa aqui. E o quanto tudo isso machuca ela. Porque não começou ontem, sabe? Já faz muito tempo que a Luísa passa por isso. Mas vamos lá entender a história da Luísa aqui, porque ela falou que ela tá no limite.

Oi, pá, tudo bom? Bom, eu sou a Luísa, eu tenho 21 anos e você é minha companhia diária. Adoro ouvir as suas histórias.

Bom, eu sou uma mulher cheia de traumas e sem saber se eu tô agindo certo ou errado em relação à minha mãe narcisista. Eu preciso da opinião de alguém de fora, sua e das suas seguidoras. Por favor, me ajudem sobre isso. Bom, eu tive uma infância muito boa. A minha família era unida. Viajávamos, eu recebia presentes e carinho dos meus pais, porém sempre tive uma relação delicada com a minha irmã mais velha. Ao total, somos em três irmãs e eu sou a filha do meio.

A minha irmã passava mais tempo comigo do que os meus pais. Eles trabalhavam o dia todo e à noite, às vezes. Então, era sempre eu e a minha irmã. A minha mãe engravidou da caçula e pouco tempo depois de ganhar, a minha irmã mais velha se casou. E foi aí que a minha vida mudou completamente.

A minha mãe estava acostumada a passar as responsabilidades da mãe para as filhas. E chegou a minha vez de criar a minha irmã. Vocês viram que aconteceu aqui um movimento com a Luísa que tinha acontecido com a irmã mais velha. Então, os pais tinham a irmã mais velha. A Luísa, que é a filha do meio, nasceu. A irmã mais velha teve que assumir o posto ali de mãe dela, de cuidadora. Só que agora essa irmã casou, foi viver a vida.

E a mãe engravidou novamente. E aí a filha do meio passou a ser a mãe, né? Supostamente ela ia a mãe da caçula. Eu acho isso péssimo, gente. Eu como mãe de mais de um, eu tenho quatro filhos, pra quem não sabe. O mais velho tem 15, tem um de 13, um de 5 e um de 6.

E eu sempre tomo muito cuidado de passar todo e qualquer tipo de responsabilidade pros mais velhos em relação aos mais novos, porque isso não é uma obrigação deles. E eu acho muito errado os pais que tomam essa decisão de passar essa responsabilidade pros filhos mais velhos, porque isso não é justo.

Ah, Paloma, mas é a realidade de muitas famílias, né? Os pais precisam trabalhar, os filhos estão ali pra ajudar. É, mas tem que pensar nisso antes, né? Eles não têm nada a ver com isso. Bom, ela e o meu pai sempre trabalharam juntos. Eu ficava com a minha irmã caçula quase toda a parte do tempo. Paloma era banho, comida, fralda. A minha irmã mais velha sumiu por anos. Não queria contato e eu nunca tinha entendido o motivo. Agora que eu sou a mais velha e assumi um papel que tinha sido atribuído a ela, eu entendo.

O tempo foi passando e eu fiquei adolescente. Parei de receber carinho, amor e não tinha com quem conversar. Eu tinha um cachorro, três periquitos. Os periquitos morreram e os meus pais doaram o meu cachorro para irem morar num sítio de um amigo que tinha mais dois cachorros porque ele latia muito. A minha irmã caçula tinha alergia também de cachorro.

Eu fiquei muito chateada, pois eles eram a minha companhia. Eu sempre brincava com o meu cachorro. E um dos meus periquitos, no fim da vida, veio pra minha mão e morreu ali. Foi meio que uma despedida, sabe? Eu sofri muito. Chorei por semanas e isso me desencadeou uma depressão. Os meus pais falaram que era frescura. Minha mãe debochava da minha cara e nunca me levaram pra fazer um acompanhamento psicológico que fosse. Eu tive que superar tudo sozinha. Mas eu acredito que eu ainda não tô curada.

O tempo foi passando e a minha mãe me proibia de ter amigos. Uma vez eu estava brincando de esconde-esconde com as minhas vizinhas, da mesma idade que a gente tinha, sei lá, uns 10 anos. A minha mãe surtou, Paloma, do nada. Saindo de dentro de casa, me puxou pela rua pelos cabelos. Quando entramos, ela me despiu, me jogou nos pés da cama da minha irmã caçula e me deu muitos chutes acompanhados de vários tapas e socos.

Ela disse que isso era pra eu aprender a respeitar ela, mas isso nunca fez sentido na minha cabeça porque eu só tava brincando. Eu não entendi em que momento houve desrespeito. Detalhe, ela nunca havia me proibido de brincar na rua de casa, mas a partir desse dia ela me proibiu. O tempo foi passando e as ofensas foram piorando. Tudo que eu fazia em casa tava errado. Se eu limpava, estava limpando errado e ela me fazia limpar o mesmo cômodo da casa cinco vezes.

E se eu não limpava, era xingada e tratada como a pior pessoa do mundo. Nessa época, minha irmã estava mais crescida e sempre que a minha mãe me xingava, ela proibia minha irmã e meu pai de falarem comigo. Fazia uma greve de silêncio para me punir. E no final, eu que tinha que pedir desculpa. Eu já cheguei a denunciá-la para o conselho tutelar. Eu já era adolescente e entendia que esse comportamento dela comigo não era certo e estava me afastando dela.

Fomos convocados para falar com a conselheira, falei sobre tudo que minha mãe fazia comigo e disse que eu só queria uma boa convivência. Contei que tinha muitos sonhos, queria aos 18 anos ingressar no meu curso de comissária e voar pelo mundo. A conselheira me olhou como se eu estivesse falando um absurdo, me pediu para esperar do lado de fora e chamou os meus pais. Eu consegui ouvir tudo que a minha mãe disse.

Ela disse que tudo que ela fazia era pro meu bem e que filho nenhum prospera sem respeitar os pais. Quando fui chamada de volta pra sala, ela e os meus pais debocharam de mim e invalidaram tudo que eu tinha falado. Naquele momento eu percebi que não tinha ninguém mesmo além de mim mesma. Eu já tentei suicídio tomando vários remédios, fazia cortes nos meus pulsos e muitas vezes eu subia na laje da minha casa, que tem três andares, é relativamente alta, e ficava sentada.

no muro de frente pra rua, criando coragem pra pular e acabar com tudo isso. Mas algo dentro de mim me dizia que eu tinha que superar e viver coisas boas. Porque a minha vida ainda me oferecia coisas boas, né? Bom, pulando aí, gente, agora pros dias atuais, Paloma, eu não suporto a voz e a presença dos meus pais.

e nem da minha irmã mais nova, que agora tem 12 anos, entende perfeitamente tudo. Ela é totalmente manipulada por eles e se desfaz de mim. Tudo que eu faço, ela relata para os meus pais, absolutamente tudo. Até de uma água que eu tomei. Os meus pais fazem de tudo por ela, tudo mesmo. Se eu tenho algo que ela não tem, eles compram para ela e ficam criando histórias de que eu tenho ciúme dela e me tratam como uma criança, mesmo sendo adulta.

exige a insatisfação de tudo que eu vou fazer, mas nunca pergunta se eu tô bem, se eu preciso de algo. No meio de 2025, eu tive uma briga muito feia com a minha mãe, pois eu estava procurando casas pra alugar e sair daqui. Ela me praguejou, dizendo que eu nunca ia conseguir me manter sem ela.

Eu respondi à altura, disse que preferia passar fome do que viver nesse inferno que é a casa dela. Com isso, ela se enfureceu e me proibiu de comer em casa. Eu fiquei duas semanas indo trabalhar com fome. Eu ajudo na compra do mercado todo mês, e essa briga foi logo em seguida de eu torrar todo o meu vale alimentação na compra do mês. Sobrevivi a essas duas semanas com besteirinhas baratas, bolachas, salgadinho, pois eu não podia comer nada que tivesse dentro de casa.

Emagreci 3 quilos e fazia questão de chegar em casa meia noite pra garantir que não teria que demorar com ela acordada. O meu pai me viu fraca, porque eu não tava conseguindo me alimentar. E teve a audácia de vir brigar comigo, falando que eu tinha que respeitar minha mãe e aí eu ia poder comer. Falou meu explodir. Nesse dia eu tive uma crise de ansiedade, como nunca chorei demais.

No fim das contas, minha mãe veio falar comigo. Mas não pra se desculpar, e sim pra dizer o quão errada eu sou. E dizer que me perdoa, tá? Eu comprei um apartamento na planta, mas só será entregue daqui três anos. Meu namorado sugeriu de morarmos juntos, mas é inviável, pois as parcelas e as taxas da obra já são caras pra eu lidar. Um aluguel agora não é uma dívida que eu tô podendo assumir com ele. Eu queria muito saber de você e da sua seguidora se eu tô tão errada assim.

Tô muito reclusa com eles. Eu não os quero perto de mim, não sorrio pra eles. Nada faz sentido com eles. A minha mãe vive dizendo que eu tenho que valorizar enquanto eles são vivos, pois muitos não têm pai e mãe juntos, e que eu sou privilegiada em tê-los na minha vida. Preciso de um conselho. Cara...

Muitos não tem, né? Pai, mãe. Amiga, se a gente for parar pra pensar, às vezes é até bom. Era bom que você não tivesse mesmo. Né? Era bom. Ai, amiga, de verdade, eu vou te dar um conselho aqui que talvez não seja o melhor. E aí eu quero saber o que o pessoal acha também. Vamos ver quais são os conselhos que a galera vai deixar pra você, tá? Eu arrumava, cara, um outro emprego, um segundo ofício. Mas eu saía dessa casa.

Eu saía. Eu ia me apertar em qualquer canto, amiga, num cômodo. Sabe assim, começar a vida do zero? Do zero, do zero, do zero, sem nada. Com o meu namorado, ou sozinha, ou dividir com a amiga, sei lá. Mas eu não ia ficar mais morando com os meus pais. Eu não ia. Nessas condições, eu não ia. Amigo, isso aqui tá destruindo o seu psicológico, sua mente, sua cabeça, sabe assim? Cara, você é tão linda, acabei de ver aqui.

Bom, a sua irmã sumiu, desapareceu e provavelmente não deve ter uma boa relação com seus pais, a gente já sabe o porquê, né? E a sua irmã mais nova com certeza vai sofrer as consequências de outras formas, porque pais, assim como os seus, eles não melhoram, eles só pioram ao longo do tempo. E cada vez que um filho vai embora, vai pegando os que fica de bode expiatório, insuportável, né?

Amiga, se eu fosse você, eu tentava melhorar minha renda. Cara, sei lá, fazer bolo de pote, vender na porta de uma faculdade, sabe assim? Fazer brigadeiro pra vender num parque ecológico da sua cidade. Eu acho que eu ia, amiga, não sei, pegar um túnel em algum lugar, um trampo de babá. Não sei, amiga. Sei lá, amiga, vira babá e vai morar na casa dos patrões. Sei lá, amiga, tenta ser au pair. Ai, não sei. Sabe assim?

Não sei. Some, desaparece dessa casa. Esse lugar tá te adoecendo, Luísa. Não dá pra gente ficar dentro de um lugar desse, vivendo essas coisas, sabe? E tipo, você é super novinha, você tem 21 anos, mas assim, até quando? Tudo bem que você tem uma perspectiva de saída, né? Daqui três anos você tem um lugar que vocês compraram e tal, mas assim, e até lá, amiga.

Ai, cara, sério, meu Deus do céu, como pode, né, as pessoas... E é muito louco, assim, o comportamento de pessoas como seus pais, a sua mãe principalmente, que é isso, né, tá sempre certa, se coloca nesse lugar do... Eu tô fazendo isso pro seu bem, eu não vim aqui pedir desculpa, eu vim aqui dizer que eu te perdoo por tudo que você fez, tipo assim, como se ela não fosse uma grandissíssima de uma maldita, sabe? Ai, meu Deus, cara, sério.

Bom, por mim, você tenta melhorar a sua renda pra ir morar num cômodo que seja. Mas você sai da casa dos seus pais. Tá? Esse é o meu conselho. O que vocês acham, gente?

Anunciantes1

Fala aí mona

Conteúdo exclusivo para assinantes
self