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#DeRepente 06 | A direita defende bandido?

01 de maio de 202658min
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No episódio de hoje do De Repente Podcast, recebemos Natália Sena e Paulo Nascimento para uma conversa essencial sobre a conjuntura política de 2026, os desafios do governo Lula, o cenário eleitoral no Rio Grande do Norte e os impactos do cenário internacional na política brasileira.Também debatemos o relatório do TCU sobre a engorda de Ponta Negra, que aponta irregularidades, falta de transparência e até suspeitas de fraude na licitação da obra. E claro, teve nosso quadro Sincericídio da Semana, analisando a declaração de Flávio Bolsonaro sobre as terras raras e o papel do Brasil diante dos interesses dos EUA.

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Assuntos5
  • Engorda de Ponta NegraIrregularidades e suspeitas de fraude · Relatório do TCU · Direcionamento de licitação · Uso de draga específica · Proibição de fiscalização do IDEMA
  • Política e GovernoVantagem da esquerda nas pesquisas · Desafios do governo Lula · Derrotas no Congresso (Messias e dosimetria) · Aliança da direita e Centrão · Cenário internacional e crises · Estratégia eleitoral da direita · Resiliência histórica do PT · Campanha de 2006 e 2014
  • Cenário Eleitoral Rio Grande do NortePolarização com candidato de Bolsonaro · Candidatura do PT (Cadu e Samanda) · Pesquisas eleitorais · Campanha de Álvaro Dias · Relação entre Álvaro Dias e Paulinho Freire · Relação entre Álvaro Dias e Rogério Marinho
  • Terras RarasInteresses dos EUA no Brasil · Proposta de Flávio Bolsonaro · Criação de estatal para exploração · Venda de mineradora brasileira para empresa norte-americana · Comparação com política dos EUA
  • Trump e intervencionismo na América LatinaHistórico de intervenção dos EUA · Intervenção em processos eleitorais · Uso de Big Techs e redes sociais · Tratamento diferenciado em redes sociais · Relação com o governo Trump · Terras raras e soberania nacional
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Oi, pessoal! Estamos de volta com mais uma edição do De Repente Podcast, nosso podcast semanal. Mas hoje tá tudo diferente. Hoje o Rafael não está com a gente. Semana que vem ele volta. E nós estamos aqui com duas pessoas que vão participar com a gente do programa de hoje. Não só falando de notícias. A gente vai ter hoje um pouquinho mais de debate de conjuntura no nosso podcast. E eu começo apresentando Natália Sena. Diga oi, Natália!

Oi, sou Natália Charaz. Espero que seja fácil diferenciar a voz, porque o nome é igual, aí vai ser difícil. Natália é advogada, é dirigente nacional do Partido dos Trabalhadores, é do PT do Rio Grande do Norte também e veio para...

ajudar nessa conversa sobre política nacional e local. E temos também com a gente, mostra a sua voz, João Paulo. Bom dia, boa tarde, boa noite a todo mundo. Paulo Nascimento, que é jornalista e também está aqui com a gente para fazermos esse bate-papo.

É isso, né? Vai ter um formato um pouquinho diferente, porque além das notícias, a gente sabe que tem muita coisa acontecendo no Brasil, muita coisa acontecendo aqui no Estado e eu sei que está todo mundo querendo conversar sobre isso, para a gente se preparar para o ano que está. E aí, pessoal?

Como estão? Obrigada, Natália, pelo convite. Acho que é muito importante esse instrumento do de repente para a gente conversar toda semana sobre política, sobre as notícias, para conversar sobre o que está acontecendo no nosso estado, também no país, e bora lá conversar sobre a nossa conjuntura.

Então é isso, gente. Estou aqui para substituir Rafael nessa edição especial. Essa edição um pouco diferente do podcast. De repente, podcast. Sou jornalista. Sou da mesma turma de Rafael Barbosa. Somos colegas de universidade. Estamos aí nessa luta há mais de 15 anos. Já publicaram livros juntos. Já temos um livro juntos sobre o relatório carneiro. É isso. Também estou com outro livro aí na agulha para sair desse ano. Pode dar spoiler? Pode, pode, pode.

Divulgo livro. Fazendo mais uma biografia na minha carreira de Luiz Maria Alves, que foi diretor do Diário de Natal aqui por 30 anos. A grande referência do jornalismo aqui no Rio Grande do Norte. Estamos contando a história dele em breve, final do ano, que final do ano ainda está aí. Aviso do lançamento que a gente divulga aqui. Inclusive, falando nisso, para quem está nos escutando na sexta...

certamente já deve ter visto as repercussões do ato, 1º de maio, o Brasil todo, e os trabalhadores saindo nas ruas em defesa do fim da escala 6x1, mas certamente, e a gente vai já entrar na conjuntura, vários temas dessa semana devem ser pautas também. Com certeza, o ato do 1º de maio, Natália, imagino que vá também tratar do tema da dosimetria.

que no ano passado foi motivo de mobilizações de rua muito importantes, e que infelizmente hoje teve um retrocesso, que a gente vai comentar daqui a pouco, mas é uma pauta para a gente seguir se mobilizando e protestando, e afirmando o absurdo que é a aprovação da...

Redução de pena dos golpichos do 8 de janeiro. E vamos falar, inclusive, aprofundar esse assunto daqui a pouquinho. O que mais que a gente tem aí de dicas do final de semana? Isso, a gente tem as dicas culturais também, né, Natália, dessa semana. A banda Scarimbó, a banda Patigua Scarimbó, acabou de lançar o disco do Nari, está aí nas redes, todas as plataformas, o pessoal...

tá para lançar também um clipe, vai sair um clipe aí bacana, produzido pelo pessoal aqui do Rio Grande do Norte. E no domingo, para quem está vendo aí na sexta, no sábado, domingo tem Sonda Mata, tradicional Sonda Mata, lá no Parque das Dunas, com aquela programação gratuita que todo mundo gosta, né? Com o circo groque, vai ter o circo de feira, vai ter muita coisa acontecendo lá no nosso Parque das Dunas. No domingo passado teve, eu acho que uma banda de mulheres tocando jazz, tá tendo coisa sempre.

Aproveito. Bom, vamos entrar então na nossa pauta. Antes da gente tratar de conjuntura de forma mais geral, não temos como não falar de novo. Já trouxemos esse tema aqui algumas vezes, mas toda semana tem tido novidades em relação a isso e ao tema da engorda de Ponta Negra. Mais uma vez temos novidades que expõem, que escracham o crime que foi cometido contra o povo de Natal. Não é isso, Paulo?

É isso, Natália. É um assunto que foi trazido aqui pelo podcast inicialmente, essa auditoria, essa investigação que o TCU abriu com relação à engorda da Praia de Ponta Negra, iniciada lá pela gestão de Álvaro Dias, continuada agora o Paulinho Freire, continuada e defendida pela gestão do Paulinho Freire, como uma obra que...

Em tese, teria salvado a praia, mas a gente está vendo já por esse trabalho inicial do TCU, como foi noticiado essa semana, dentro desse trabalho inicial do TCU, um relatório inicial de investigação do TCU mostrando uma série de indícios graves de problemas envolvendo a engorda que está sendo investigada pelo TCU porque são recursos federais. E chama a atenção que dessa vez, a gente sempre falou aqui sobre a falta de licença, sobre eles terem até tirado a areia que foi usada na engorda.

num canto que não tinha autorização, não tinha nem estudo se aquela areia ia funcionar, né? Muita gente tem reclamado, inclusive, disso, né? De que agora andando lá é machuca o pé. Machuca, corta. Mas outras coisas, a gente não tinha ainda notícias, justamente porque foi um processo tão sem transparência que até conseguir informações foi difícil. E eu queria aqui destacar a hipótese de mesmo, talvez, ter havido fraude nesse processo, não é isso?

Isso, o relatório do TCU indica claramente, o relatório técnico feito pela área técnica do TCU indica que há possibilidade de direcionamento na licitação feita para a obra da engorda de Ponta Negra, que é algo muito grave.

que o TCU indica lá nesse relatório inicial, que vão ser apuradas mais informações ainda. Está lá bem claro, indicado que há a possibilidade de ter tido um direcionamento. E como foi feito esse direcionamento? Foi por meio do direcionamento de qual seria o maquinário, qual seria a draga, aquela draga que todo mundo viu, que pegava a areia lá do fundo do mar e jogava a areia para a beira do mar.

que era uma draga que foi, segundo o TCU apurou inicialmente, poderia ter sido algo direcionado para que aquela draga especificamente, aquela empresa, dona daquele equipamento, pudesse servir a licitação que foi aberta pela prefeitura. Ou seja, é um indício grave, pelo menos de direcionamento da licitação, algo gravíssimo na licitação pública.

Mas o TCU já colocou o olho em cima disso, além de várias outras coisas, como propriamente isso com participação do judiciário local também. A retirada do IDEMA, todo esse processo da engorda, o IDEMA foi oficialmente proibido por uma decisão judicial de fiscalizar a obra. Não só sem licença, mas sem acompanhamento.

estava bem claro no relatório do TCU, que há um título bastante grave, como é que se tira o órgão ambiental especializado nisso, da fiscalização, entre várias outras coisas que a parte técnica lá do TCU indica. E eram coisas que haviam sendo faladas há muito tempo aqui por quem...

criticava como foi conduzida a obra. Exatamente. E vale lembrar, Natália, que essa draga foi um instrumento de pressão para que a licença fosse concedida. A gente lembra muito bem que a draga chegou no mar, no litoral do Rio Grande do Norte, virou até um ponto turístico, as pessoas iam lá ver a draga.

E ela ficou parada por muito tempo, né? E isso custou dinheiro, custou dinheiro público e foi usado como um instrumento de pressão para que a licença saísse. Eles diziam, ah, a Draga já chegou, já está aqui esperando para trabalhar. Bom, isso foi direcionado e custou muito dinheiro, né? Se a Draga chegou...

sumiu e depois que a licença foi concedida, concedida, vale sempre lembrar, por decisão judicial, quando a licença foi concedida, a draga sumiu e passou vários dias, mesmo depois que a licença foi concedida. Ou seja, é algo muito estranho, não se sabe se foi paga efetivamente essa diária, porque a draga trabalhava por diária, era por valor de dia trabalhado.

Inclusive os dias parados. Isso também está sob o olhar do TCU. Tem lá no relatório que é, lembrando que isso foi pago, efetivamente ninguém sabe como é que aconteceu isso, porque não há uma transparência nenhuma, que é outro ponto que o TCU também bate lá nesse relatório inicial.

E mais uns pontos de interesse antes da gente fechar esse tema. Isso do direcionamento, o TCU aponta que a draga podia ser menor, então quando eles exigem uma draga maior, por que isso sugere um direcionamento? Porque é mais raro, mais difícil encontrar empresas disponíveis.

Inclusive a empresa que veio, aparentemente ela não tinha disponibilidade para executar a obra, porque tinha aquela data, era a data que a empresa podia, não importa se tinha licença ou não. E é isso, só o tempo que ela passou lá, os dias que ela passou estacionada no mar, custou 6 milhões e meio de...

Reais. Lembrando que recentemente o ex-prefeito Álvaro Dias, que se todo mundo lembra foi ele e o atual prefeito Paulinho Freire que lideraram aquela invasão ao IDEMA, né? Ele disse recentemente que quem fala mal da engorda deveria ser processado pelo Ministério Público. Nível de autoritarismo absurdo, né? Eu acho que inclusive, vamos puxar então o que estamos falando, né? Dessas...

dos chefes, ex-chefes do Executivo de Natal, enfim, um que é pré-candidato, inclusive, para abrir um pouco o tema da conjuntura. Mas não podíamos deixar de tratar disso da engorda, porque, como vocês sabem, temos acompanhado esse tema e trazido aqui, porque em outros cantos talvez você não vá ver.

E aí, gente? É um ano turbulento. Então, Nathália, eu acho que sobre a conjuntura, é importante a gente dizer primeiro que quando a gente analisa o quadro geral do país, analisa os resultados do governo...

e analisa inclusive o compilado das pesquisas desse ano, a gente vê que nós estamos em vantagem. A esquerda está em vantagem, o governo do presidente Lula tem vantagem na disputa eleitoral. O compilado das pesquisas mostra isso.

que a gente está à frente, esmagadora a maioria das pesquisas. Então não é um cenário ruim, como muitos tentam pregar. Mas também se engana quem acha que vai ser uma eleição fácil. Nós não estamos entre aqueles que achamos que, nunca achamos que seria um passeio. Nunca nos iludimos de que seria uma eleição fácil.

e de que já estaria ganha. Sempre soubemos que seria difícil, que é um quadro desafiador. Nós temos um cenário internacional de uma crise profunda, guerras acontecendo, isso afeta o Brasil, afeta o período eleitoral, afeta...

a economia, e agora, recentemente, essa semana, temos essas derrotas que o governo está sofrendo no Congresso, de ontem para hoje, tanto a rejeição de Messias quanto a derrubada do pele da dosimetria, que aconteceu há poucas horas atrás, a gente está gravando esse podcast aqui na quinta-feira, então faz pouco tempo que aconteceu isso, e isso também não é...

uma coisa isolada, é uma operação da direita, uma aliança do Centrão com a extrema-direita, que tem vários fatores que explicam, a gente vai conversar sobre isso aqui, mas não tem a ver com, ah, o governo está fraco, perdeu a articulação política no Congresso, existe, por exemplo, a...

disputa em torno do caso do Banco Master e suas repercussões dentro do Supremo. Acho que a gente tem que compreender melhor do que se trata para também não atribuir de forma equivocada, não analisar de forma equivocada quais são os impactos disso na eleição. Obviamente tem, se trata de uma derrota, mas acho que na nossa opinião...

O jeito de ganhar a eleição não passa necessariamente por essa articulação política com o Congresso, com o Centrão. Então, a gente tem que botar os pingos nos is, eu acho, aqui hoje nessa conversa e analisar um pouquinho isso.

para explicar para o público do podcast como é que a gente veio, o que a gente acha que são as tarefas a serem feitas, enfim, as tarefas por nós, pela militância, pelos eleitores de Lula que querem fazer algo para ajudar, mas, bom, não são articuladores políticos de governo. E aí, não podem fazer nada? Claro que podem. Então, acho que a gente tem que conversar um pouco sobre isso aqui e também falar do Rio Grande do Norte. Ótimo.

E tem uma coisa, eu pensei em a gente puxar aqui a partir de uma coisa que aconteceu no ano passado, que...

O segundo semestre, principalmente, a gente viu um aumento da aprovação da popularidade do governo Lula. Foram vários fatores. Teve aquele episódio do IOF, que o Congresso barrou algo que o governo Lula quis fazer e acabou que isso repercutiu mal para o Congresso e não para o governo. Depois teve a questão do tarifaço, quando o Donald Trump...

impôs ao Brasil tarifas que inclusive aqui no Rio Grande do Norte tiveram impacto na indústria da pesca, da indústria salineira. Mas aí, com esse aumento da popularidade, eu via, eu passava, quem me encontrava, o pessoal, a gente...

Enfim, sempre que eu encontrar alguém, o pessoal faz muito comentário sobre a conjuntura, né? E eu estava vendo o pessoal terminar o ano meio com, assim, eita, a aprovação subiu, vai ser, está tudo certo, vai ser tudo fácil, é só administrar agora aqui esses próximos meses, né? E eu lembro que isso me deixava preocupada, né? Eu estou até achando bom que agora as pessoas estão vindo falar, dizendo que estão preocupadas, né? Que, meu Deus, vai ser difícil, porque eu acho que é a partir daí que a gente deve se preparar.

É sempre importante lembrar, Natália, que as três vitórias de Lula e as duas de Dilma, nenhuma delas foi no primeiro turno, por mais que se falava muito com aquela subida da popularidade do governo, nenhuma das vezes que o Partido dos Trabalhadores ganhou a eleição para a presidência, nenhuma delas foi no primeiro turno. Nenhuma foi no primeiro turno. E se a gente vir também, tem uma coisa que eu acho importante para a gente perceber qual é o nível de enfrentamento ao qual a direita está disposta esse ano, como em todos.

É só a gente fazer um histórico desses últimos dez anos. Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Arte, Ar

O que aconteceu depois que...

pela quarta vez o Partido dos Trabalhadores está à frente de uma chapa vitoriosa que ganha a eleição presidencial, a gente viu a direita partir para métodos outros. A gente sempre fala, inclusive, que a direita que a gente tem no Brasil, infelizmente, a maior parte dela, ela não hesita em jogar a democracia na lata do lixo, se aliar com o fascismo, o que for necessário para preservar uma política econômica que garanta níveis...

muito grandes de lucro, de rentismo, de vento em popa. E a gente viu que em 16 teve um golpe contra a presidenta Dilma, em 18 teve a prisão do presidente Lula para impedir que ele participar, fosse candidato.

e que foi o que, muito provavelmente, o resultado teria sido outro, se ele tivesse sido candidato. E em 1922, quando Bolsonaro perdeu de Lula, eles tentaram efetivamente dar um golpe, né? E de várias formas, lembrando, né? A gente fala no 8 de janeiro, mas o 8 de janeiro foi algo que veio ali de um processo de vários meses de preparação de terreno para tentar dar o golpe, inclusive no dia das eleições.

como a gente viu os carros da PRF impedindo os eleitores nordestinos. E por que eu estou trazendo isso? E aí depois já queria passar de novo a bola para vocês. Porque como é que a gente pode achar que uma direita que deu um golpe contra uma presidenta eleita?

que prendeu um candidato que logo depois se verificou que não deveria estar preso em elegível, que tentou dar um golpe. Como é que a gente acha que qualquer eleição esse ano, seja qual for o candidato, vai ser um passeio? Então eu concordo muito com Natália Sena, que a gente deve estar muito pé no chão e muito cabeça erguida para enfrentar o que vai ser, mais uma vez, eleições muito duras.

E do ponto de vista do cenário das pesquisas, sempre é importante lembrar que o governo está sendo escrutinado dia a dia. Vai ser uma eleição, como quase sempre é uma eleição quando o incumbente está buscando a reeleição, uma eleição quase que um plebiscito entre se continua-se aquele modelo ou não, se continua-se com o presidente Lula ou não, como quase sempre é com o caso de reeleição.

E o candidato da direita, o candidato da extrema direita, o senador Flávio Bolsonaro.

está entrando no jogo agora. E com toda a proteção que lhe é dada, tanto pelo mercado financeiro, por todos esses atores que a gente já sabe, e mesmo pela grande parte da mídia, como está virando até chacota, de certa forma, nas redes sociais, quando se fala muito do senador, em alguns, quase todos os veículos de mídia, só se fala do senador Flávio. De repente, cadê o Bolsonaro? Ele deixou de ser filho de Bolsonaro e de ser parte da família de Bolsonaro.

Isso é parte da estratégia também. Ou seja, tudo isso conta como um viés importante dentro desse processo eleitoral, que ainda vai ser estartado, o governo ainda vai cair em campo, o presidente Lula ainda vai ser oficializado candidato, tem toda essa burocracia para tudo isso, mas o senador Flávio, como se fala por aí, entrou no jogo agora. O sonarinho. É, o 0-1, o filho 0-1 do Bolsonaro.

Enfim, são vários fatores que a gente tem que prestar atenção e tem que estar atento dia a dia. E lembrando sempre que o governo está aí, está sendo escrutinado, está sendo o alvo todo dia, seja na mídia, seja pelo mercado financeiro, seja agora pelo próprio Congresso, com essas reações recentes dessa semana, mas tudo isso tem que ser levado em conta também dessa apuração do que está acontecendo agora no quente. Lembrando que a eleição é só em outubro, ainda está longe.

Natália Sena, Xará, eu queria te ouvir, porque a gente está gravando, como já falamos, na quinta, está indo ao lado daqui a pouquinho, mas eu imagino que todo mundo viu que teve duas votações importantes no Congresso nessa semana. Uma foi a não aceitação do nome do ministro da Advocacia Geral da União, Jorge Messias, para ser ministro da STF, o Senado rejeitou.

e a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da dosimetria. Daqui a pouco eu vou explicar um pouquinho melhor o que foi cada um disso no Congresso, mas politicamente, Natália Chará, Natália Sena, como é que você viu esse... São sintomas de quê? Essas derrotas que o nosso governo Lula teve nessas votações.

Então, Natália, eu vou pegar o gancho nessa sua pergunta e também no que você falou no início sobre as eleições e como é que a gente vai encarar esse ano, para falar um pouco sobre a resiliência do PT. Eu acho que é muito importante a gente colocar em perspectiva histórica toda a derrota.

Eu vejo muito fatalismo, porque sai uma pesquisa em empate técnico, ou por conta dessas derrotas de ontem, mas é muito importante o que você falou no início, que resgata que a gente nos últimos 10 anos...

A gente passou por várias derrotas mais graves do que essa de ontem e tivemos uma capacidade de resiliência muito grande, de virar o jogo e de mostrar a nossa capacidade de mobilizar, de convencer as pessoas a apoiar o projeto que é liderado pelo presidente Lula e pelo PT. Então, isso não vale só para os últimos 10 anos. Se você for ver a história da redemocratização do Brasil,

de 1990, das eleições de 89 para cá, o PT esteve na polarização em todas as eleições, desde 1989 até 2026. Interessante o termo polarização, porque tem muita gente que fala como se o Brasil está polarizado agora.

A gente está vendo uma política mais intensa agora, mas na verdade é isso, desde 89 tem eleições polarizadas. A gente vê a extrema-direita radicalizando, mas as eleições estão polarizadas entre esquerda e direita desde 1989. E o fato é que o PT ou ganhou ou ficou em segundo lugar.

em todas as eleições desde que o Brasil saiu da ditadura militar. Então, historicamente, ainda está em curso um ciclo muito vitorioso desse projeto.

E eu acho que a nossa tarefa é manter esse ciclo de pé, manter ele em curso e aprofundar. Essa semana teve congresso do PT e foi discutido conjuntura, por exemplo. E é engraçado. Congresso Nacional do Partido.

E é interessante isso que você falou, porque muita gente, às vezes, parece que não tem memória. Isso que você falou é muito importante para resgatar a memória de onde é que a gente está pisando, de qual é o cenário mais amplo para além desse ano, para além dessa semana. E muita gente acha que, ah, mas a gente não sabia que ia entrar em 2026 nessa conjuntura. A gente escuta isso.

dentro do PT. Então, eu acho que um primeiro passo para a gente ver a conjuntura e tirar o que fazer é entender que a gente já sabia, sim, que ela ia ser difícil, pelo cenário internacional, pelo papel que a extrema-direita está jogando no Brasil, o que não significa que nós não temos resposta para ela. Nós temos. O que eu tenho dito é que a gente precisa entrar nessa eleição.

num espírito mais ou menos como a gente entrou em 2006. Quem viveu 2006 ou lembra o que aconteceu ali, ou para quem não viveu, vou falar um pouco do que eu estou falando, ali o PT tinha acabado de ser alvo, o PT e o Lula, o governo Lula, o primeiro governo Lula.

tinha acabado de ser alvo de uma campanha de difamação, de ataque, de perseguição jurídica, através do chamado Mensalão. E todo mundo achava que o PT ia perder a eleição. O PT morreu, né? O PT morreu, chegou no governo, não vai durar nem dois anos, vão perder a eleição, vão perder no primeiro turno. A discussão era, não vamos nem pedir o impeachment, porque eles vão perder a eleição e está tudo certo. E naquela eleição, a gente não só ganhou...

Como a gente teve, fomos para o segundo turno com o nosso, hoje, vice Alckmin, que na época era do PSDB, e Alckmin teve menos voto no segundo turno do que ele teve no primeiro. E o que a gente fez ali? Mas que campanha, né? Pois é, como foi essa campanha? Uma campanha de muita mobilização, de muita polarização, de demarcação de diferença de projetos e de mudança de linha de governo. Então, o que aconteceu ali em 2006?

Foi isso, houve uma mudança na linha de governo de maior enfrentamento. Lula já deu sinais no ano passado que ele tem capacidade e tem compreensão dos momentos em que é preciso fazer isso. Ele fez no momento do tarifácio e eu avalio que é o momento agora, diante dessa crise que está colocada.

Em parte, não por nossa responsabilidade, né? Essa coisa do Banco Master, essa crise do STF, e como a extrema-direita e o Centrão estão se aproveitando disso para tentar nos colocar em situação ruim, eu acho que a gente tem resposta para isso, e a resposta para isso é cabeça erguida. Nós não temos responsabilidade sobre o que está em curso, esses escândalos de corrupção, essa crise no judiciário, pelo contrário, só está sendo investigado porque...

o nosso governo determinou, então eu acho que agora cabe uma mudança de linha mesmo, de ter um governo mais voltado para o projeto de esquerda, um governo mais voltado para um projeto que vá dialogar com outros setores que não é o Centrão, não é o Columbre, não é setor nenhum do STF, enfim.

Ainda falando dessas questões de conjuntura nacional, sobre o pé da dosimetria, teve na Câmara 318 votos favoráveis à derrubada do veto do presidente Lula, 144 contrários no Senado, depois que foi apurado na Câmara, foi passado para o Senado. No Senado foram 49 votos a favor da derrubada do veto e 24 contra.

24 votos contra. Teve uma margem bem importante desses votos favoráveis para a derrubada do veto. E teve um lance, né, Natália? Que a Alcolumbre fez esse desmembramento, algo totalmente inusual. Uma manobra inédita. Para que o PL da dosimetria não beneficiasse, segundo ele, não beneficiasse certos tipos penais. Né, Natália? Foi assim.

Não sei se vocês lembram, mas o que o bolsonarismo queria primeiro era a anistia. E foi muito importante, até resgatando, né? Natália Sena mencionou há pouco. A movimentação que aconteceu no ano passado contra o projeto da anistia e da PEC da bandidagem, né?

E ao não conseguir, passaram então com esse PL da dosimetria, né? Que é uma palavra meio esquisita, mas tem a ver com dosar mesmo. É o termo que no direito se usa para dosar a pena, né? Dosar quanto tempo a pessoa vai passar presa, por exemplo. E aí, esse era um projeto que para beneficiar Bolsonaro e os demais golpistas...

ele acabava ajudando juntos no bolo estuprador, assassino, traficante... Membro de milícia. Pois é, membro de milícia. Tudo que eles fingem ser contra, mas na hora do vamos ver, é isso, né? Não tem problema nenhum se for pra ajudar o bandido.

ex-presidente, que hoje se encontra preso em prisão domiciliar. Em prisão domiciliar, inclusive, num tratamento de saúde que qualquer outro preso no Brasil, ou ao menos os que não são ricos, estariam fazendo na prisão. E aí, esse projeto foi aprovado, a Câmara do Senado, inclusive, com os votos dos parlamentares de direita do Rio Grande do Norte, aprovaram esse projeto, mesmo beneficiando todo tipo de criminoso.

O presidente Lula vetou, quando o presidente veta, ele está ali dizendo que o executivo não concorda com o projeto e aí volta para o Congresso dizer. Só que agora o Congresso tem que passar com a maioria ainda maior, já que tem o executivo contra. E aí o que aconteceu? Era para ser a votação? O sim ou não é o veto do projeto inteiro.

Eles ficaram com medo de perder, porque alguns parlamentares não seriam a favor, poderiam até ser a favor de diminuir a pena de Bolsonaro, mas não seriam a favor do restante que tinha no projeto. E a Columbre fez de conta ali que ele podia pegar só um pedaço para votar só um pedaço. E aí, assim foi feito. Então, eu estou lembrando aqui que logo na noite antes, ao ter a...

a negativa da indicação de Messias para o STF, você vê um sinal com a conjunção desses fatores e que a gente viu muito ser apurado por vários jornais, que nessas últimas horas têm demonstrado, que possivelmente houve uma negociação entre os bolsonaristas que queriam.

derrubar o nome de Messias para o STF e queriam aprovar o projeto de lei da dosimetria e o Centrão, lembrando que não significa que é centro, é uma direita do Congresso muito fisiológica. Olha a aliança, porque o que se diz é que a Columbre fez uma troca de enterrar a CPI do Banco Master e aprovar a dosimetria.

e rejeitar o nome de Messias. Então, ainda mais perfeita aliança entre bolsonarismo, Centrão, Faria Lima, o setor financeiro predatório do nosso país, e que eu acho que é a cara do que a gente vai enfrentar nas eleições. É essa aliança aí, mais uma vez. Importante lembrar que o interesse de Alcolumbre em enterrar a CPI do Marte não é um interesse...

Por nada. Há uma séria ligação dele com um membro do Instituto, presidente do Instituto de Previdência do Amapá, de onde o senador é, presidente do Senado é, era indicado dele e colocou mais de 400 milhões do dinheiro dos aposentados do Amapá, dos futuros servidores aposentados do governo do Amapá, dentro do Banco Mastro. Se ele for o segundo maior aporte, só perdeu para...

um bilhão de reais que o Instituto de Previdência do Rio de Janeiro, de Claudio Cátio, do PL, também outra figura da direita, metida nesse caso do Banco Máster. E o Banco Máster, portanto, se mostra como não um interesse só do Centrão barra setor capital financeiro, mas também do bolsonarismo, porque aí foi o cunhado de Máster que doou para a campanha de Jair Bolsonaro.

o cunhado de Márcio, o cunhado de Daniel Borcaro, que doou para a campanha de Jair Bolsonaro, que doou para a campanha de Tarcísio. Então, a gente vê esse interesse comum ali dos vários espectros da direita no Congresso nessa posição. E a negativa do nome de Messias, na verdade, diz mais sobre o Senado do que sobre qualquer outra coisa. A gente viu muita gente, assim, um pouco tratando...

como... a direita comemorou como se acabou o governo, né? Mas, na verdade, não tem relação. Eu acho, inclusive, que a direita ali se mostrou, né? Se mostrou. E que eu acho aqui, agora, eu queria relacionar com o que Natália Senna estava falando, quando ela fala de...

ser importante que a campanha de Lula seja politizada, que o governo preste mais atenção na própria defesa das pautas para a qual foi eleito para implementar, porque veja só, qual a necessidade de se debater de verdade os temas que estão em andamento?

A gente tem uma direita hoje, e não é nem só no Brasil, né? Isso tem acontecido em nível global. Que tem o método das fake news, da mentira, como padrão, né? Ah, então você está dizendo que só a direita faz fake news? Não, acontece episodicamente em qualquer espectro político, mas como um método de ação, de ser organizado e...

com recursos muito investidos, não tem como negar. Isso qualquer... estudos no mundo todo mostram essa adesão a esse método. E, para além disso, no Brasil, como a gente sabe, é até uma das razões da existência desse podcast, a gente tem no Brasil uma coincidência entre os donos da mídia...

e os interesses conjugados ali com os donos dos bancos, com os donos do dinheiro. Então, a gente está vendo temas como o do Banco Master, que tem uma imensa maioria, tem gente do português que diz que imensa, grande maioria, porque na maioria é redundância, eu discordo, acho que tem níveis, mas vamos lá. A imensa maioria dos envolvidos no Banco Master...

que são de direita, tem sido simplesmente tratado pela mídia, muitas vezes como se fosse, por exemplo, um escândalo só do STF, que aqui cabe trazer, inclusive, a crítica ao absurdo que é que ministros do Tribunal Constitucional do Brasil tenham relações como as que têm sido vistas com os setores...

do empresariado, do setor financeiro e de bancos do Brasil. É indefensável isso aí. E se a gente não fala disso, fica parecendo que é verdade. Eu estava ontem, no caso, antes de ontem, para quem está ouvindo sexta, na comissão da Câmara, foi instalada a comissão que vai defender, vai aprovar, esperamos e achamos que sim.

o fim da escala 6x1. E aí um deputado estava fazendo um relato que estava numa loja e a moça que estava atendendo ele perguntou, e aí, vai passar o fim da escala 6x1? Aí ele, ah, estamos animados, vai, não sei o quê. Mas aí a moça perguntou, mas é verdade que se passar, a gente vai perder o 13º salário?

vai ficar sem férias. Então, olha o nível de desinformação que está rodando. E que não é possível que o governo, que a campanha também, quando chegar o momento, achem que é só as coisas acontecerem.

que sem o debate político as pessoas vão ficar sabendo, vão defender. E aí eu trago de novo isso de a gente observar. Estávamos aqui falando que foi no ano passado, durante um período em que o governo fez um enfrentamento. O enfrentamento que eu digo, gente, é na defesa da pauta que o governo foi eleito para implementar. Então, por exemplo, no tema tarifácio, a gente viu...

a avaliação do governo aumentar. Por que isso acontece? Porque se ver qual era realmente o que o governo estava defendendo. Eu acho que é um erro muito grande em alguns temas, até trazendo uma crítica.

ao posicionamento, por exemplo, do governo federal em relação ao tema das terras raras. Porque como é que a gente está vendo um recurso que o mundo está absolutamente de olho, que o pré-candidato à presidência, o senador Flávio Bolsonaro, o bolsonarinho,

chegou a dizer que ia entregar, que os Estados Unidos podiam contar que dava para o Brasil substituir a China no fornecimento de terras raras. E eu não entendo realmente porque o atual governo não, por exemplo...

cria uma estatal, cria uma política de exploração desses minérios que não seja uma réplica do que acontece com tantas outras coisas que deixam o nosso país se perpetuando nesse papel de primário exportador. Então, acho que é um exemplo de temas que tinha que estar sendo debatido abertamente com a sociedade, como o surgimento da Petrobras, foi a mobilização, inclusive, na sociedade, do petróleo é nosso.

A principal empresa hoje que trabalha nesse setor de terra-rasada, da mineração de terra-rasada hoje no Brasil, acaba de ser comprada por uma empresa norte-americana. Acabou de ser comprada.

Com um incentivo do governo Trump, do governo norte-americano. E sabe onde isso não acontece? De maneira alguma. Nos Estados Unidos. Não acontece isso de maneira alguma. Essa falácia do livre mercado, isso não existe de onde vem esse discurso para casa. Tem material. É isso. Tente se uma empresa brasileira chegar lá e comprar uma empresa estratégica, como aconteceu aqui com a mineradora lá de Goiás, com a anuência de Ronaldo Caiado.

que não tinha nem nada a ver com a história, porque quem pode falar de minério, de que está debaixo da terra, é a União, é o Estado brasileiro. Mas é isso, acho que tem alguns temas, por exemplo, a defesa do fim da escala 6x1 é uma pauta absolutamente que tem que ser prioritária para o governo nesse mês de maio.

a defesa de... Eu vou dar um exemplo. O Paulo estava falando da questão do incumbente. A gente viu em muitas eleições ao redor do mundo, nesses últimos tempos, quem estava indo para a reeleição perder. E aí tem um exemplo curioso, em que no Canadá, na escolha do chefe, do executivo, o que estava indo para a reeleição estava pessimamente colocado na eleição, ia perder.

E aí, a partir do ataque que Trump fez ao Canadá, a reação do candidato foi tão potente no sentido de defender a soberania do país, etc., que ele simplesmente...

virou e foi reeleito. Isso mostra que as pessoas precisam entender qual o programa que está sendo defendido. Precisa entender o que é que... Ah, o presidente Lula vai querer ser reeleito. Para quê? E eu acho que é uma das grandes tarefas nossas, nossas que eu digo aqui, nosso podcast.

O contrário de outros que fingem que são neutros e são isentos, aqui todo mundo sabe que é um podcast que tem lado na história, lado da classe trabalhadora. Então, acho que assim, a politização nessa eleição, a resposta à polarização que eles vão tentar fazer, a direita fingindo que é antissistema, sendo quem está aí aprovando tudo que dá para aprovar para favorecer bilionário, para soltar bandido que é rico.

A gente vai ter que debater o que a gente está propondo ao continuar governando o Brasil em termos de programa. É fundamental uma renovação do programa para essa campanha. Para essa campanha de 2026...

Eu não acho que a relação do governo com o Congresso seja o central, seja o que vai resolver a nossa vitória ou a nossa derrota. Claro que é importante ter boa relação no Congresso, mas a disputa política está muito acirrada, já está dado.

que a polarização vai, no mínimo, permanecer até a eleição, faltam poucos meses, e não está colocada uma reversão em relação a esse quadro no Congresso. Então, como a gente enfrenta isso? Na minha opinião, não tem que ser recuando mais. Tem gente que diz, agora Lula tem que indicar Pacheco.

Porque é quem é o columbre querido. Não, não acho de forma alguma. Exatamente, acho que é o oposto disso. Foi indicado o Messias, enfim, legal, nada contra, mas foi indicado no critério evangélico e a gente viu no que deu. Não foi suficiente para sinalizar para um setor que se acha que iria conquistar com esse tipo de...

de atitude. Então, eu acho que agora é o momento realmente de mostrar quem somos, né? Qual é o futuro que a gente defende para o Brasil. Não adianta e é insuficiente também ficar defendendo o que já fizemos. O que já fizemos é muito importante, muitos avanços, muitas coisas corretas, né? Mas é importante apontar para o futuro, para os próximos 30 anos, né? O que é que a esquerda brasileira, sob a liderança de Lula, sob a liderança do PT, vai apresentar para o país. Então, assim...

tecnologia, esse tema das terras raras é o tema do futuro, é o tema da soberania no futuro, inteligência artificial, qual é o nosso projeto estratégico do país para a inteligência artificial, qual é a perspectiva de futuro que está sendo construída para a juventude do Brasil. Esse é um tema muito importante e passa por tudo isso. Juventude que inclusive não viveu.

Os anos 90 e a aplicação mais feroz da política de vida. Quem tem 24 anos hoje nasceu com o PT no governo. Essa é a conta, entendeu? Então, acho que a gente tem que se dedicar a isso. E esse é o nosso projeto, porque quem defende a educação, investimento na educação somos nós. E a educação é que dá futuro, é que dá emprego, é que dá...

melhoria de condições de vida efetivas, né? A defesa da soberania, a defesa das liberdades, a defesa do desenvolvimento do país através de mais investimento tecnológico, industrialização. É se dar a partir de investimento estatal. Então, quem defende Estado poderoso, com capacidade de fazer esse tipo de investimento, somos nós, é a esquerda, é o PT, é o governo do presidente Lula.

Então, tudo isso vai ter que ser materializado agora em propostas concretas que dialoguem com esse setor e que mostrem cada vez mais a esse setor que é o nosso lado quem vai efetivamente apresentar soluções para essas questões. Não é Flávio Bolsonaro que defende entregar as riquezas do Brasil para os Estados Unidos.

que defende o sucateamento da educação pública, que debocha da universidade pública brasileira, que não estão nem aí para a juventude, que não acham que esse tema é importante e não apresentam qualquer tipo de horizonte, de futuro e tal. E sobre isso, no Congresso do PT...

A companheira Benedita da Silva, nossa deputada federal do Rio de Janeiro, candidata ao Senado, ela falou uma coisa muito simples e ao mesmo tempo que sintetiza tudo sobre qual é a nossa tarefa. Ela falou, a nossa tarefa nós sabemos fazer, ela nunca mudou, é a mesma desde os anos 80, é bater de porta em porta.

Ela sintetizou nessa expressão que eu acho que não tem invenção da roda, assim. Não tem nada de, nossa, vamos aqui fazer algo que a gente nunca fez para poder ganhar essa eleição. Não, a gente tem que fazer o que a gente sempre fez para ganhar todas as eleições, especialmente as eleições onde o cenário estava mais polarizado. Eu já dei o exemplo de 2006, mas a gente pode lembrar de 2014, que eu acho que mais gente que ouve aqui o nosso podcast.

Talvez vá lembrar nós, inclusive, que vivemos muito 2014. Ali foi muita polarização, muito embate político, discussão sobre o aborto no programa de TV eleitoral. E a gente polarizou, a gente radicalizou pela esquerda e a gente venceu em 2014. Então, acho que 2026 tem que ser um pouco disso aí. Um último adendo sobre o tema nacional, que eu acho que ainda dá tempo para a gente fazer um comentário rápido sobre a questão do Rio Grande do Norte. De...

eu queria registrar a preocupação com a intervenção dos Estados Unidos. Porque eu estava... Tem um livro que é muito conhecido, assim, entre o campo democrático, que é o livro Veias Abertas da América Latina, As Veias Abertas da América Latina, de Eduardo Galeano. E fazia muito tempo que eu estava com esse livro na fila e não tinha lido. E terminei há algumas semanas mesmo.

E é, gente, ver o histórico, assim, né, do que acontece com a nossa América Latina desde que os processos de colonização chegaram, é muito brutal ver o quanto a coisa segue acontecendo praticamente nos mesmos moldes. Mas teve uma coisa que o Brasil ainda não viveu de forma tão intensa como outros países, por exemplo, ali da América Central.

que é uma intervenção mais explícita dos Estados Unidos nos processos eleitorais. Eu não estou dizendo que a gente não teve sempre essa participação. Na verdade, até no golpe de 64, a participação dos Estados Unidos, e isso hoje os próprios documentos da CIA provam, para quem quisesse não acreditar.

a participação dos Estados Unidos apoiando o golpe de 64, a gente não teve algo como em outros países, ou como a gente viu recentemente na Argentina, por exemplo, um apoio explícito do governo americano a uma das candidaturas. Ou, como na Argentina aconteceu, quase um oferecimento de uma vantagem se a população votar em tal ou tal candidato. E aí eu queria chamar a atenção para quê?

Recentemente, um funcionário do governo Trump pediu para entrar aqui no Brasil para visitar Bolsonaro. Assim, foi negado o visto, mas...

Se isso é o que está sendo feito às abertas, imaginemos o que está sendo feito às escondidas. E aí vale trazer aqui um episódio recente do México em que um agente dos Estados Unidos foi morto em algum conflito, mas quando vira ele não tinha autorização para estar lá.

em operação. Então acho que a gente tem que se preparar para uma intervenção maior dos Estados Unidos na eleição e eu chutaria que a maior forma de fazer isso vai ser através das big techs, através das redes sociais. A gente já tem, por exemplo, a admissão do X no Twitter.

de que em 22 deu tratamento diferenciado ao perfil de Jair Bolsonaro, ele não tinha as restrições que os outros perfis políticos, como todo perfil político fica com umas restrições, em época de campanha não atingiu o Bolsonaro, então eles têm como incidir diretamente em perfil X, perfil Y, e há alguns meses um episódio na Câmara nessa época do...

da PEC da bandidagem, que as redes dos deputados, senadores de esquerda não estavam aparecendo na busca, simplesmente, de forma generalizada. Então, eu acho que está aí um...

um dos corações de onde eles vão tentar vir com o golpe. A manipulação massiva de informação e através da manipulação do algoritmo também. Os barões das Big Techs estavam todos sentados na primeira fileira, literalmente, da posse de Trump. Todos eles estão totalmente afinados e alinhados com a gestão de Trump. E, importante lembrar também, que o antigo chefe da Agência Brasileira de Inteligência, o senhor Ramagem, está lá nos Estados Unidos.

Mais um foragido. Mais um foragido, é isso aí. Pronto para ser mais um entreguista. Eu acho que é o símbolo de como o conhecimento que a humanidade está produzindo não está sendo democratizado, são essas big tags aí. É mais um símbolo de como o capitalismo não serve.

É uma frase que já foi aqui tratada, não vai ser de surpresa. A frase foi, Brasil é a solução para os Estados Unidos. Uma frase de Flávio Bolsonaro, não é desses dias, a gente trouxe realmente para se encaixar no tema que a gente está debatendo. Brasil é a solução nos Estados Unidos, disse Flávio Bolsonaro na CEPAC, a Conferência de Ação Política Conservadora, que é tipo o encontro internacional da extrema direita do mundo.

estava se referindo às terras raras. Então, imagine se um cara desse ganha, quem governa o país é Donald Trump. É a prova de que a recente...

publicação que ele fez nas redes sociais, onde ele tenta de certa forma mediar essa posição, afirmando que vai conversar com os Estados Unidos e vai também conversar com a China em defesa dos interesses do Brasil, na verdade é uma balela, é uma mentira. Eles na época que Bolsonaro era presidente, eles tweetavam...

Quando eles estão entre eles, eles falam a verdade, né? O sincericídio cometido quando a pessoa está no ambiente...

Está à vontade. Está mais à vontade no seu ambiente. Mas estava filmado. Temos alguns drops. Vamos aos drops antes de passar para o tema final da conjuntura aqui do Rio Grande do Norte. Gente, então, a produção está aqui nos chamando a atenção com o tempo, mas a gente prometeu que eu ia fazer um comentáriozinho rápido sobre a questão política do Rio Grande do Norte, mas já fica a promessa de aprofundar semana que vem.

Mas vamos dizer uma coisinha. É isso. Lembrar também, a gente falou muito de conjuntura nacional, lembrar que esses cenários vão se repetir de alguma maneira aqui também no Rio Grande do Norte. O ex-prefeito Álvaro já se colocou novamente como esse braço da polarização nacional aqui no Rio Grande do Norte, se colocando como representante da extrema-direita, sendo candidato de...

de Bolsonaro, o candidato de Rogério Marinho, para polarizar, ele disse, já falou testemunhamente que é polarizar com o candidato do governo, o candidato de Cato Xavier, o candidato do Partido dos Trabalhadores, e apesar de também ter, por outra raia, a famosa terceira via que tanto se querem...

colocar no Brasil, terceira via, duas estradas para a direita e uma para a esquerda. Ninguém nunca encontra essa terceira via, que seria a Alisson. Mas tem toda essa conjuntura que também vai se repetir de alguma maneira aqui. A gente já viu esse cenário acontecer aqui nas eleições municipais de Natal. A gente já viu essa polarização também acontecer em outros momentos aqui no Rio Grande do Norte.

E ter também essa defesa dos candidatos do Partido dos Trabalhadores do projeto de governo, do que foi entregue também pelo governo da professora Fátima. Vamos comentar aqui algumas pesquisas que saíram. Agora eu vou fazer aqui um parênteses, viu? Eu não sou muito a pessoa de pesquisa, de valorizar demais coisa de pesquisa. Por quê? Primeiro, por quê? Agora está ok, né? Eu fico saindo em primeiro, não sei o quê. Mas assim, a real é que...

Eu vi, a gente viu nas nossas campanhas como erra, como erra, como tantas vezes nem nas vagas, né, que você sai e aí quando vê, entra. Mas também tem por um problema muito concreto, né, no Rio Grande do Norte uma parte importante dos institutos de pesquisa são ligados a jornais que têm seus candidatos, né. Ainda assim, eu acho que cabe trazer alguns comentários sobre as recentes, não é, Natália?

Que sim, a gente tem visto a candidatura do PT subindo nas pesquisas, tanto a candidatura de Cadu quanto a candidatura de Samanda para o Senado, aparecendo bem em algumas pesquisas, no caso de Samanda, no caso de Cadu aparecendo em uma disputa.

empate técnico no segundo lugar e com perspectivas muito boas de segundo turno. Então, eu acho que é algo que a gente tem que destacar aqui, concordo com você. Sem achar que pesquisa não é eleição, a eleição não está dada, a gente vai... E pesquisa é onde campe...

Se a gente não acreditasse que campanha tem efeito. A gente acha que a campanha é o que resolve e as nossas duas candidaturas estão fazendo todo o esforço de campanha. Sabada teve uns 30 municípios aí. Quem acompanha a agenda deles cansa só de olhar.

Então, Cadu e Samanda estão rodando o Estado, foram ao Médio Alto Oeste, vão agora à região do Vale do Açú, na semana que vem vão estar no Ceridó, em Caravana. Então, nossas duas pré-candidaturas do PT, que são Samanda para o Senado e Cadu para o governo, estão muito empenhados em fazer a campanha, no caso, fazer a pré-campanha. A gente acredita mais nisso do que nas pesquisas, mas não deixa de ser algo importante de se mencionar que o resultado desse trabalho deles...

já está sendo também sentido nas pesquisas. E vamos ver que Haddad, quando... A primeira eleição para a prefeitura dele é a que ele ganhou. 2012. Que ele era bem desconhecido, né, e tal. Ele começou, acho que foi com 3%. Começou com um dígito. Um dígito. Não sei qual era o número, mas era um dígito muito baixo. E ganhou em São Paulo. Se tem uma pessoa que acredita em campanha eleitoral, sou eu.

E eu acho que essa combinação vai ser a candidata ao mesmo tempo. Lula e Samanda e Cadu e as chapas que estão sendo formadas vai impulsionar essas campanhas todas. Eu creio que Cadu está no segundo turno. Agora eu quero comentar uma coisa aqui sobre a pré-campanha do pré-candidato Álvaro, o ex-prefeito de Natal. Vocês sabem que eu não sou jornalista.

Mas quando eu estou fazendo negócio, eu quero fazer direito. Então, agora que eu sou apresentadora de podcast, enfim, fiz algumas apurações, queria passar para o nosso público. Parece que as coisas não andam muito bem na campanha.

Na pré-campanha? Eu posso deixar subentendido aqui que quando eu falo campanha é pré-campanha, porque é uma questão jurídica muito específica, mas enfim. Parece que a campanha de Álvaro Dias não anda num momento muito bom. Primeiro, a equipe tem estado preocupada porque Álvaro nunca participou de uma campanha, né?

que ele foi para prefeito, por exemplo, ele não ia para os debates, então ele nunca botou a mão na parte, e tem uma preocupação com como ele estava se saindo nas entrevistas, a gente até comentou, acho que foi no primeiro episódio do podcast, que ele não conseguiu ficar de boa com uma pergunta, que uma jornalista que é do campo.

da centro-direita, direita, fez ele, se desequilibrou, não sabe ter uma contestação. Não sabe ser contra a força. Enfim, um despreparo, mas não só isso. Aparentemente, ele estaria se sentindo abandonado, no sentido de que o seu parceiro, o prefeito Paulinho Freire, estaria dando muita atenção à campanha da...

primeira-dama, e que o senador Rogério Marinho estaria dando muita atenção para a campanha do pra-candidato ao Senado, o coronel Hélio. Além disso, o que apurei, e aí foram realmente mais de fonte, mais de uma fonte confirmando as mesmas informações, que o pessoal da campanha teria chamado Flávio Rocha para dialogar, para fazer um convite para, de repente, ele ser ali a outra candidatura.

ao Senado que impulsionasse a campanha e parece que fizeram isso sem consultar o senador Rogério Marinho e que isso deu uma grande briga, porque, como falei há pouco, o Rogério está empenhado na candidatura do Senado já existente. Nessa briga aí a gente torce pela briga. É curioso, mas lembrando que Álvaro já cobrou publicamente o prefeito Paulinho Freire que esperava retribuição.

E tem movimentações públicas, além desse bastidor, movimentações públicas que a gente vê que a situação não deve estar muito boa. Teve aquele embate, já foi tratado aqui no podcast também, de deputada Carla com a vereadora Nina e recentemente vereadores da base do prefeito Paulinho.

Confirmaram apoio à candidatura de Alison, ou seja, tem uma série de fatores que corroboram esse bastidor que você trouxe, Natália. E a gente vê a gestão de Paulinho Freire tentando a todo custo se desvincular de temas como a Engorda, né? Mas a gente está aqui para não deixar que se esqueça, porque o prefeito trabalha muito contando com a perda de memória das pessoas, né?

Mas a gente está aqui para não deixar que se esqueça que foram parceiros em tudo o que aconteceu e que já tem quase um ano e meio de gestão sem que nenhuma das obras inacabadas que o ex-prefeito Álvaro Dias deixou fossem concluídas. Então, clima de estranhamento aí na campanha da direita do bolsonarismo explícito, porque a outra é do bolsonarismo tímido. Pode igual. Para encerrar, vamos para o Drops. Drops.

O ex-prefeito de Mossoró, Alisson Bezerra, nega que tenha aumentado o IPTU da cidade. Parece que não é o que o boleto dos moradores de Mossoró diz. PF investiga a liberação de malas sem passar pelo raio-x, entrando como contrabando em voo com Hugo Mota, presidente da Câmara, e Ciro Nogueira, que está em todos os escândalos do país, num avião de dono de BET.

O avião era do famoso Fernandinho Oigê, que é o dono da plataforma do Tigrinho. Tem gente já chamando isso aí do bonde do Tigrinho. Que será que tinha? Que será que tinha nessas balas, né, minha gente?

Mistério, mistério. Mas a gente fica por aqui. Obrigada a todo mundo que tem nos acompanhado. Não esquece de seguir, compartilhar, ligar o sininho, curtir, mandar para os amigos, para as amigas. Queria agradecer muito a Natália Sena e a Paulo pela presença nessa edição, por estarem comigo. Rafael volta na semana que vem.

Suas despedidas, meus amigos, minhas amigas. Obrigada, Natália, pelo convite, muito importante, isso que você está fazendo, de criar um instrumento para informar a nossa população do Rio Grande do Norte, especialmente, mas também de todo o Brasil, para ter informação de qualidade sobre a política do nosso país.

Muito obrigado, Natália Sena, aqui pela parceria nessa bancada. Obrigado, Natália Bonavides, pelo convite. E sigam aqui à disposição. Estaremos, acredito que mais vezes juntos aqui no De Repente Podcast. Rafael está aqui semana que vem de volta à bancada. De repente vocês vão ver essa turma aqui de novo. Um cheiro para vocês até sexta. A realização desse programa não seria possível sem...

No roteiro, Rafael Barbosa, Celina Carvalho e Léo Dantas. Na produção, Celina Carvalho, Mayara Felipe e Léo Dantas. Captação de imagens, Paeta, Alexandre Xampu e Poti. E apresentando hoje um trio, Natália Bonavides, Paulo Nascimento e Natália Sena. Esse foi o De Repente Podcast. A gente se vê sexta.

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