Este episodio analisa o uso perioperatório dos inibidores deSGLT2, destacando seus benefícios cardiorrenais e o risco específico de cetoacidose diabética euglicêmica. A discussão integra fisiopatologia, fatores precipitantes, escolha anestésica, suspensão pré-operatória, vigilância metabólica, tratamento inicial e critérios seguros para reintrodução. O ponto central é que a glicemia isolada pode mascarar cetose e acidose em evolução; por isso, pacientes de risco exigem avaliação de beta-hidroxibutirato, equilíbrio ácido-base, ânion gap, potássio, hidratação e estado nutricional. Ao final, o episodio propõe uma abordagem prática baseada em estratificação de risco, comunicação interequipes, documentação clara e uso de anexos operacionais para apoiar a decisão clínica à beira-leito.