Episódios de Anestesistas e Anestesiologistas

Reposição Volemica em Lipoaspiração

22 de agosto de 202618min
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Resumo Clínico: Manejo Perioperatório na Lipoaspiração de Grande Porte
A lipoaspiração em decúbito ventral (DV) prolongado exige rigor hídrico, pois a infiltração atua como expansão volêmica maciça (58% a 70% da solução é absorvida sistemicamente). A técnica Super-wet (1:1) é o padrão atual, minimizando perdas sanguíneas e sobrecarga cardiopulmonar.
Cálculos de Reposição (Fórmula de Rohrich/Trott)A restrição venosa é a regra de ouro na anestesia:

  • < 4.000 ml aspirado: Apenas hidratação basal de manutenção.
  • $\ge$ 4.000 ml aspirado: Basal + 0,25 ml de cristaloide IV para cada 1 ml excedente a 4.000 ml.
  • Relação de Fluidos: (Infiltrado + IV) / Aspirado. A meta de segurança deve ser mantida entre 1,2 e 1,8.

Escolha Anestésica e SuporteA anestesia geral é o padrão-ouro por assegurar a via aérea contra o edema faringolaríngeo. Em bloqueios axiais, a hipotensão da simpatectomia deve ser tratada com vasopressores, jamais com bólus de fluidos. O suporte obrigatório abrange: controle térmico (manta e fluidos aquecidos), profilaxia mecânica de TEV e monitorização do débito urinário (SVD).
Manejo do Edema GravitacionalPara mitigar o edema facial e a quemose em DV, utiliza-se a mesa em proclive (10° a 15°), alinhamento cervical neutro e proteção ocular. No pós-operatório, elevação de cabeceira e dexametasona IV são indicadas. A furosemida é ineficaz no edema posicional isolado e gera risco de choque.
Segurança e Blindagem ProfissionalOs limites farmacológicos são 35 mg/kg para lidocaína e 0,07 mg/kg para epinefrina, exigindo a disponibilidade de Emulsão Lipídica a 20% em sala. Normativas limitam a aspiração a 7% do peso e 40% da superfície corporal. O registro minucioso dos volumes no prontuário e a aplicação destas sugestões clínicas são vitais para a segurança e defesa do anestesiologista.

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