Episódios de TheAgent Podcast: Agentes de IA para quem decide

Hypera Pharma economiza R$ 436 mil ao internalizar quase 400 agentes de IA

04 de setembro de 202612min
0:00 / 12:23
A Hypera Pharma economizou R$ 436 mil ao internalizar quase 400 agentes de IA, enquanto scale-ups brasileiras reorganizam áreas para integrar a tecnologia. O episódio analisa também o alerta do Gartner sobre o aumento dos custos operacionais com IA até 2028.

Capítulos:
00:00 Tensão: IA entrega economia, mas exige disciplina
00:30 Abertura e escalada do episódio
01:10 Hypera Pharma economiza R$ 436 mil com agentes de IA
04:30 Scale-ups reorganizam áreas para integrar IA, diz Endeavor
07:10 Gartner alerta para aumento de custos com IA até 2028
09:30 Giro rápido: Algar, QuintoAndar, data center, supercomputador, PwC
11:10 Achado da Semana: interesse em IA e falta de treinamento
12:30 Fechamento: disciplina, retorno e capacitação
13:00 Vinheta de encerramento

Fontes mencionadas:
• Reportagem do Mobile Time sobre Hypera Pharma e Algar
• Estudo da Endeavor com 133 empreendedores de 125 scale-ups brasileiras
• Projeção do Gartner sobre custos de IA agêntica até 2028
• Divulgação do QuintoAndar sobre agente de IA no WhatsApp
• Reportagem do Showmetech sobre data center de IA em Campinas e supercomputador brasileiro
• Pesquisa da Pluxee sobre uso e treinamento de IA entre trabalhadores brasileiros
• Relatório da PwC sobre transformação dos serviços financeiros com IA
Participantes neste episódio1
C

Cassiano Corrêa

Host
Assuntos5
  • A economia de R$ 436 mil da Hypera Pharma com agentes de IAHypera Pharma·Agentes de IA·Mobile Time·Área comercial
  • O alerta do Gartner sobre o aumento dos custos operacionais com IA até 2028Gartner·Custos de inferência de IA·Fluxos de trabalho agênticos·Planejamento financeiro
  • Scale-ups brasileiras reorganizam áreas para integrar IA, mas sem métricas clarasScale-ups brasileiras·Endeavor·Integração de IA·Métricas de negócio
  • O abismo entre o interesse em IA e a falta de treinamento nas empresasPluxy·Treinamento de IA·Capacitação
  • Giro rápido: avanços e desafios da IA no Brasil em diversos setoresAlgar·QuintoAndar·Data center de IA em Campinas·Supercomputador brasileiro·PwC·Serviços financeiros
Transcrição16 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

uma das maiores farmacêuticas do Brasil, revelou que economizou mais de R$400 mil ao internalizar quase 400 agentes de inteligência artificial. Enquanto isso, scale-ups reorganizam áreas para integrar IA, mas nem sempre conseguem medir o impacto financeiro. O Gartner projeta que os custos para rodar agentes de IA podem multiplicar por 5 até 2028. Como transformar a adoção de agentes de IA em resultado concreto sem perder o controle dos custos e do alinhamento estratégico?

Olá, eu sou Cassiano Corrêa e este é o podcast The Agent. O espaço onde líderes se atualizam sobre o impacto da inteligência artificial nos negócios no Brasil. Hoje você vai ouvir como a Hiperfarma gerou economia real ao internalizar agentes de IA. Vamos mostrar o que as scale-ups brasileiras estão mudando na estrutura para integrar a tecnologia e por que o Gartner alerta para uma explosão de custos na operação de agentes até 2028.

No giro rápido tem Algar, Quinto Andar, Um novo data center bilionário em Campinas, supercomputador brasileiro e a transformação dos serviços financeiros. No achado da semana, um dado que mostra o abismo entre o interesse dos trabalhadores em IA e o treinamento oferecido pelas empresas. Vamos direto ao primeiro bloco. O que acontece quando uma empresa brasileira decide não só experimentar, mas escalar a adoção de agentes de IA internamente?

Segundo reportagem do Mobile Time, A Hiperafarma internalizou quase 400 agentes de IA com foco na diretoria comercial. Esse movimento trouxe uma economia anual de R$436 mil. O dado é concreto. Ele mostra que a automação inteligente já entrega valor financeiro palpável para quem estrutura o projeto com clareza de objetivo.

?Voz B

É importante destacar que, de acordo com a reportagem do Mobile Time, a Hiper concentrou a maior parte desses agentes na área comercial. Isso sugere uma escolha estratégica para atacar processos críticos de vendas e atendimento. Internalizar agentes de IA significa trazer para dentro da empresa o desenvolvimento, a operação e a gestão desses sistemas. Em vez de depender apenas de fornecedores externos ou soluções prontas, a empresa pode customizar, controlar os dados e, como o caso mostra, gerar economias relevantes.

?Voz C

O dado da Hypera demonstra que a economia não é apenas potencial, mas já está acontecendo em uma empresa brasileira de grande porte. R$436 mil por ano representam uma redução de custo operacional que pode viabilizar a expansão de novas iniciativas ou compensar investimentos em tecnologia. No entanto, é fundamental lembrar que o valor divulgado é resultado da experiência da Hypera, e não pode ser generalizado para qualquer empresa que adote agentes de IA. Cada estrutura tem seu ponto de equilíbrio entre investimento e retorno.

?Voz A

A minha leitura é que a adoção estruturada de agentes de IA com foco em áreas críticas pode trazer ganhos operacionais e financeiros já no curto prazo. Para quem lidera empresas, o critério passa a ser: onde a automação vai gerar o maior impacto e como garantir disciplina para medir o retorno. O caso da Hypera mostra que não basta colocar IA em todo o processo. É preciso escolher onde ela realmente faz diferença. Também é necessário garantir governança, que é o conjunto de práticas e controles para garantir que a tecnologia seja usada de forma ética, segura e alinhada ao negócio.

E acompanhar o resultado de perto. Se o exemplo da Hypera mostra o retorno imediato, O estudo da Endeavor revela que a integração de IA está mudando a estrutura das empresas em ritmo acelerado, mas nem sempre conecta tecnologia a métricas de negócio. Segundo o estudo da Endeavor, com 133 empreendedores, 70% das scale-ups brasileiras já reorganizaram áreas ou times pensando na integração da inteligência artificial. Lili, o que mais esse estudo trouxe de concreto sobre como as scale-ups estão se transformando?

?Voz B

O estudo da Endeavor, que ouviu 133 empreendedores de 125 scale-ups, mostra que 63% dessas empresas relatam uso intenso de inteligência artificial em todos os níveis da organização. Além disso, metade dos entrevistados já colocou a tecnologia no centro da companhia, tornando a IA um elemento fundamental para a estratégia de negócio e não apenas uma ferramenta de apoio. Outro dado relevante é que 84% das scale-ups pretendem aumentar os investimentos em IA nos próximos ciclos.

?Voz C

Esses números mostram um movimento forte de reorganização estrutural, mas também trazem um alerta. Reorganizar áreas para integrar IA pode consumir tempo, energia e orçamento consideráveis. O estudo mostra intenção de investir, mas não garante que o retorno financeiro virá na mesma velocidade. O risco está em investir sem definir métricas claras de resultado. O alinhamento entre tecnologia e negócio precisa ser disciplinado, controlando a euforia para que o aumento de investimento não se torne um fim em si mesmo.

?Voz A

A minha leitura é que a tendência de reorganização estrutural para integrar IA já está estabelecida entre as empresas que buscam crescimento acelerado. Mas só gera valor real quando o investimento é acompanhado de disciplina na definição e acompanhamento de métricas de negócio. Para quem lidera, o desafio é garantir que a tecnologia sirva à estratégia e não o contrário. O critério aqui é: antes de reorganizar, defina o que precisa ser medido e como a IA vai contribuir para o resultado.

Se o bloco anterior mostrou o avanço da integração de IA nas empresas, o alerta do Gartner aponta para um desafio à vista: o custo crescente de rodar agentes inteligentes em escala. Segundo projeção do Gartner, os custos de inferência de IA em fluxos de trabalho agênticos devem aumentar mais de 5 vezes até 2028. Lili, o que está puxando esse aumento e o que as empresas precisam entender sobre essa dinâmica?

?Voz B

Segundo estudo da Gartner, a migração para fluxos agênticos sofisticados consome recursos extras em integração, monitoramento e ajustes finos. Ou seja, não é só a tecnologia em si que pesa no orçamento, mas todo o ecossistema que envolve colocar agentes de IA para operar com segurança, eficiência e alinhamento aos objetivos da empresa. Isso exige investimentos constantes em governança, acompanhamento de performance e adaptação dos agentes ao contexto real do negócio.

?Voz C

O dado do Gartner muda o jogo do planejamento financeiro. Se os custos de rodar agentes de IA vão multiplicar por 5 em poucos anos, o retorno sobre investimento precisa ser revisado com frequência. O risco é assumir que a escalada de IA traz sempre eficiência, quando na prática, a conta pode crescer mais rápido do que o valor gerado se a empresa perder o controle sobre integração e monitoramento. O indicador para acompanhar é o custo total de operação dos agentes, incluindo manutenção, adaptação e supervisão.

?Voz A

A minha leitura é que o planejamento de IA nas empresas não pode mais ser feito só com base no custo inicial de implantação. É preciso considerar os custos crescentes de integração, monitoramento e operação. O critério para quem decide é revisar periodicamente o retorno sobre investimento, ajustar a escala dos agentes e garantir que a disciplina financeira acompanha a ambição tecnológica. O que está em jogo agora é a sustentabilidade do modelo no médio e longo prazo.

Hora do giro rápido, com 5 movimentos que mostram o avanço e os desafios dos agentes de IA no Brasil. Segundo reportagem do Mobile Time, a Algar implementou 127 agentes de IA em áreas diferentes da empresa. O resultado, também segundo a mesma reportagem, foi de R$48 milhões em EBITDA e 289 mil horas economizadas em processos internos. Esse é um exemplo de retorno financeiro e operacional já mensurável. Segundo divulgação do Quinto Andar, a empresa lançou um agente de IA no WhatsApp que atende clientes e imobiliárias ao mesmo tempo.

O movimento mostra como a automação inteligente pode ampliar a escala e a eficiência em setores tradicionais como o imobiliário. Segundo reportagem do ShowMeTech, Campinas será sede de um data center dedicado à inteligência artificial, com aporte inicial de R$5 bilhões e capacidade de até 216 megawatts. Segundo a mesma reportagem, o investimento no data center de Campinas pode chegar a R$20 bilhões até 2029, reforçando o papel do Brasil como polo estratégico de infraestrutura para a IA.

Também segundo a Showmetec, o Brasil vai investir R$1 bilhão em um supercomputador de 7.200 petaflops e uma nuvem soberana dedicada à inteligência artificial em Macaíba, no Rio Grande do Norte. Esse movimento de soberania digital pode impactar a competitividade e a autonomia tecnológica do país. E segundo a PwC, o setor de serviços financeiros do Brasil entra em uma nova fase impulsionada por agentes de IA. O setor financeiro brasileiro acelera a transformação estrutural com IA agêntica, o que pode mudar a dinâmica de competição e de oferta de serviços.

?Voz B

O que chama atenção aqui é o avanço simultâneo em diferentes setores. De telecomunicações a imobiliárias, passando por infraestrutura e finanças, sempre com o desafio de medir impacto real e garantir alinhamento estratégico.

?Voz C

E o dado da Algar reforça que, quando bem estruturada, a adoção de agentes de IA pode entregar retorno financeiro expressivo. Mas toda expansão precisa ser acompanhada de análise rigorosa de custos e resultados.

?Voz A

O achado da semana vem de uma pesquisa da Pluxy. Segundo pesquisa da Pluxy, 81% dos trabalhadores já usam ou desejam usar inteligência artificial, mas apenas 15% recebem treinamento formal de IA nas empresas. Esse descompasso revela que, mesmo com o interesse alto, a preparação das equipes não acompanha o ritmo da adoção tecnológica.

?Voz B

Esse dado mostra que o acesso à tecnologia não se traduz automaticamente em competência, para usá-la de forma estratégica. A ausência de treinamento formal pode limitar o retorno dos investimentos em automação, criar riscos operacionais e dificultar a adaptação de processos.

?Voz C

O critério para o líder é claro: investir em capacitação formal, acompanhar o uso prático e garantir que o time esteja preparado para extrair valor dos agentes de IA. Sem treinamento, o potencial da tecnologia fica limitado e o risco de desperdício cresce.

?Voz A

A semana deixa claro que a adoção de agentes de IA no Brasil já entrega resultados concretos, mas exige disciplina, controle de custos e atenção ao alinhamento estratégico. O retorno financeiro é possível, como mostram Hipera e Algar, mas o risco de perder o controle aumenta à medida que a operação escala. Para quem lidera, o desafio está em transformar a tecnologia em resultado sustentável, sem esquecer do fator humano e da necessidade de capacitação.

Sou o Cassiano Corrêa, este foi o podcast The Agent, nos vemos no próximo episódio, até a próxima!

Hypera Pharma economiza R$ 436 mil ao internalizar quase 400 agentes de IA | Castnews Index — Castnews Index