A Localiza colocou 10 mil agentes de IA para rodar e treinou 9.500 pessoas
Capítulos:
00:00 O desafio da maturidade nos agentes de IA
00:30 Assinatura de abertura
00:50 Escalada dos temas da semana
01:30 Só 6% das empresas usam agentes autônomos
04:50 Localiza implementa 10 mil agentes de IA
08:10 Capacitação gratuita da AWS e Sebrae
10:30 Giro rápido: cinco movimentos de IA no Brasil
12:10 Achado da Semana: um terço já testou IA generativa
13:20 Fechamento e orientação final
Fontes mencionadas:
• Reportagem citando levantamento sobre uso de IA em empresas brasileiras
• Divulgação da Localiza sobre implementação de agentes de IA e capacitação
• Divulgação da AWS e Sebrae Startups sobre o programa Agentes de IA na AWS
• Divulgação da Elo e Microsoft sobre agente de IA para pagamentos no Excel
• Divulgação da Azzas 2154 sobre o sistema Vera e Prêmio IBEVAR-FIA
• Divulgação da Cielo sobre agente de IA e redução de chamados de TI
• Divulgação do iFood e Zoop sobre automação de pagamentos com IA
• Divulgação da Decolar sobre venda agêntica com IA SOFIA
• Estudo do Cetic.br sobre uso de aplicativos de IA generativa
- A Localiza implementa 10 mil agentes de IA e treina 9.500 colaboradoresLocaliza·agentes de inteligência artificial·Microsoft·GenAI
- O desafio da maturidade e capacitação para a adoção de agentes autônomos de IAagentes autônomos·maturidade tecnológica·capacitação
- A baixa adoção de agentes autônomos de IA por empresas brasileirasagentes autônomos·empresas brasileiras·inteligência artificial
- Iniciativa gratuita de capacitação em IA da AWS e Sebrae para empreendedoresAWS·Sebrae Startups·Agentes de IA na AWS·empreendedores
- Movimentos de destaque na adoção de agentes de IA e automação no BrasilElo·Microsoft Excel·ASAS 2154·Vera·Cielo·iFood·Decolar·SOFIA
- Abertura do público brasileiro à experimentação com aplicativos de IA generativaCETIC.br·IA generativa·barreira cultural
12 milhões de empresas no Brasil já usam inteligência artificial, mas só uma pequena fração opera com agentes autônomos, aqueles sistemas capazes de tomar decisões e executar tarefas sozinhos. O salto tecnológico já está aparecendo nas manchetes, mas esbarra em um desafio recorrente: maturidade e capacitação. Afinal, o que está dificultando a adoção dos agentes autônomos nas empresas brasileiras? E como diferenciar esse entusiasmo de uma prontidão real para escalar esses sistemas?
Olá, eu sou Cassiano Corrêa e este é o podcast The Agent, o espaço onde líderes se atualizam sobre o impacto da inteligência artificial nos negócios no Brasil. Nesta semana vamos entender por que só 6% das empresas que já usam IA no Brasil operam com agentes autônomos e e o que isso revela sobre maturidade e estratégia. Em seguida, um caso concreto: a Localiza redesenhou seus processos ao integrar 10 mil agentes e mostra o que realmente muda na operação.
Fechamos com uma iniciativa de capacitação gratuita que pode acelerar o avanço entre pequenas empresas e startups. No achado da semana, um dado novo do CETIC.br mostra que a barreira cultural está caindo rápido. Vamos para o primeiro bloco. O número impressiona. Segundo o levantamento citado em reportagem, 12 milhões de empresas no Brasil já utilizam inteligência artificial. Mas Quando olhamos para a adoção de agentes autônomos, que são sistemas capazes de executar tarefas e tomar decisões sem intervenção constante, a realidade muda.
Apenas 6% dessas empresas operam com agentes autônomos. O que pode ter contribuído para esse distanciamento entre adoção ampla de IA e uso efetivo dos agentes?
Essa diferença está diretamente ligada ao estágio de maturidade tecnológica das empresas. Segundo o levantamento citado em reportagem, só 15% das companhias brasileiras alcançaram maturidade suficiente para extrair valor de sistemas que realmente operam de forma autônoma. Ou seja, a maioria ainda depende de modelos de IA assistentes que sugerem ações, mas não executam sozinhos.
Isso significa que para a maior parte das empresas, a IA ainda atua como copiloto. Ela ajuda, Sugere, mas não assume o comando. E tem uma questão importante: o levantamento citado não detalha a amostra, a metodologia, nem o período de coleta dos dados. Então, apesar dos números chamarem atenção, não é possível generalizar esses percentuais para todo o universo de empresas brasileiras.
Exato. Esse limite precisa ser destacado, porque sem esses detalhes, os percentuais servem mais como tendência do que como retrato fiel do mercado. O que o dado permite afirmar é que existe um interesse crescente, mas a transição para agentes autônomos ainda encontra barreiras estruturais. Entre elas, a falta de processos adequados e a qualificação das equipes.
Do ponto de vista econômico, essa diferença reflete um risco concreto para as empresas. Quem avança sem a maturidade necessária pode acabar investindo em automações que não evoluem ou que não entregam retorno. A decisão estratégica, neste momento, é avaliar onde faz sentido avançar da IA assistente para agentes autônomos, sempre considerando o grau de maturidade, a governança, que é o conjunto de regras e controles internos para garantir que os agentes atuem de acordo com as diretrizes da empresa, e a capacidade dos processos internos de absorver essa mudança.
A minha leitura é que a maioria das empresas está no ponto em que precisa decidir se vai investir em capacitação e ajuste de processos para dar próximo passo. Não basta só comprar tecnologia. É preciso garantir que as pessoas e os controles estejam preparados para delegar tarefas reais aos agentes. E isso exige uma análise mais criteriosa de onde o agente agrega valor ou expõe a empresa a riscos. Se o primeiro bloco mostrou o tamanho do desafio da maturidade, o caso da Localiza revela o que acontece quando uma grande empresa aposta pesado em agentes de IA.
Segundo a Localiza, foram implementados 10 mil agentes de inteligência artificial em processos internos. É um salto de escala capaz de mudar o ritmo da operação em qualquer empresa.
E esse movimento não ficou só no anúncio. Segundo a Localiza, já foram realizadas 8 milhões de interações automáticas com o IA. Isso mostra que os agentes não estão apenas instalados, mas de fato rodando em processos do dia a dia. Além disso, segundo a Localiza, 9.500 colaboradores foram treinados em GenAI, com apoio estratégico da Microsoft. Essa capacitação em larga escala é fundamental para garantir que os agentes sejam utilizados de forma produtiva e segura.
O impacto direto na rotina é visível, mas não significa que todas as funções ou colaboradores tenham sido impactados da mesma forma. Um ponto importante: a Localiza não detalha qual foi o retorno financeiro direto desse movimento. O que podemos afirmar é que a escala da implementação exige repensar funções, competências e cultura de trabalho.
Esse é um exemplo claro de que escalar agentes de IA não é só uma decisão de tecnologia, mas de investimento em pessoas e processos. O custo de treinar quase 10 mil colaboradores é significativo, e o retorno só vem se a mudança realmente gerar eficiência ou liberar capital humano para tarefas mais estratégicas. Como o impacto financeiro direto não foi detalhado, a métrica que merece acompanhamento agora é a produtividade e a capacidade de adaptação dos times.
Outro ponto relevante é o papel do parceiro estratégico. Com o apoio da Microsoft, a Localiza conseguiu acelerar a curva de aprendizado. Isso mostra que para empresas que querem escalar, buscar parcerias pode ser um caminho para superar a barreira de capacitação interna. Você vê espaço para esse tipo de parceria em empresas menores, Cassiano?
A conclusão que fica é que para operar com 10 mil agentes, a empresa precisou redesenhar não só processos, mas também a mentalidade das equipes. É um salto que só se sustenta com treinamento massivo e sobre como cada agente contribui para o resultado. Se a maturidade e a capacitação são obstáculos para a adoção de agentes autônomos, o terceiro bloco traz uma iniciativa que pode fazer diferença, principalmente para pequenas empresas e startups.
Segundo divulgação da AWS e Sebrae Startups, o programa Agentes de IA na AWS vai capacitar gratuitamente 5 mil empreendedores e startups brasileiras.
Foco está na aplicação prática. Segundo divulgação da AWSI, Sebrae e startups, o curso tem 8 módulos práticos em português e ensina como usar agentes de IA no trabalho do dia a dia. Ainda não há detalhes sobre o período de realização nem sobre a efetividade do curso, então é preciso acompanhar para ver como essa formação se traduz em adoção real. Raquel, você acredita que iniciativas como essa podem acelerar a maturidade do mercado?
O que a gente vê aqui é uma tentativa de atacar justamente o ponto crítico: dar acesso à formação prática e contextualizada que ajude o empreendedor a sair do campo da curiosidade e partir para a execução. Isso pode reduzir barreiras de entrada e acelerar a maturidade de IA em pequenos negócios que muitas vezes não têm estrutura para grandes projetos internos de capacitação.
Vale lembrar que a iniciativa é voltada para 5 mil empreendedores e startups, e não para todo o universo de pequenas empresas brasileiras. Mesmo assim, pode servir de modelo para outras ações de capacitação em larga escala, que são cada vez mais necessárias diante do avanço dos agentes de IA.
O critério de decisão para quem lidera pequenas empresas é claro: buscar oportunidades de formação prática e gratuita pode ser o passo inicial para entender onde os agentes realmente fazem sentido no negócio. Antes de investir em soluções mais complexas. Vamos ao giro rápido com 5 movimentos de destaque sobre agentes de IA e automação nos negócios brasileiros. Segundo divulgação da Elo e Microsoft, foi apresentado um agente de IA que automatiza pagamentos corporativos direto no Microsoft Excel, voltado para pequenas e médias empresas.
A ferramenta conecta Open Finance, validação de identidade e diferentes métodos de pagamento em um único fluxo, eliminando etapas manuais. Vale acompanhar porque mostra como a IA pode transformar ferramentas tradicionais e processos financeiros em PMEs. Segundo a ASAS 2154, o sistema de IA Vera conquistou o prêmio Ibevar FIA de Inovação do Varejo e no piloto gerou mais de R$1.100 mil em receita incremental. É um exemplo de impacto financeiro direto de IA proprietária no varejo, reconhecido por inovação.
Segundo a Cielo, foi criado um agente de IA usando o Copilot Studio e ferramentas Microsoft, e os chamados de TI caíram 52,2% após a implementação do agente. Esse caso mostra automação operacional com ganho de eficiência mensurável. Segundo o iFood, foi implementado um sistema onde a IA executa o pagamento sozinha, disponível tanto no aplicativo quanto no WhatsApp. A tecnologia, chamada Ailo, e desenvolvida pela Zupe, tem plano de expansão para outras marcas do Grupo Prosus, como Decolar, Sympla e OLX.
Esse é um movimento de automação financeira avançada com potencial de chegar a outros grandes players do mercado. Pra fechar, segundo a Decolar, foi concretizada a primeira venda agêntica no Brasil, com toda a jornada do cliente conduzida pela IA Sofia. Esse marco coloca a automação integral da jornada de vendas no centro do comércio digital brasileiro.
O que chama a atenção nesses movimentos é que todos trazem uma métrica de impacto, seja em receita, redução de chamados ou automação integral. Para quem lidera, o dado concreto deve guiar a decisão sobre onde investir em automação e como medir o retorno. Lili, você vê espaço para outros setores seguirem esse caminho?
Sim, Raquel. O avanço desses agentes em setores variados mostra que a automação já está impactando rotinas diferentes. E o acompanhamento das métricas certas pode ajudar outros segmentos a identificar oportunidades semelhantes.
O achado da semana vem do setk.br. Segundo o estudo, um terço dos usuários testou aplicativos de IA generativa. Esse dado revela uma abertura significativa do público brasileiro à experimentação com inteligência artificial, indicando que a barreira cultural de adoção está caindo.
Para as empresas, isso significa que Investir em experiências práticas e acessíveis pode acelerar a aceitação de soluções autônomas. O público já demonstra interesse em testar e cabe às organizações transformar esse interesse em adoção real com propostas que resolvam dores concretas. Raquel, como você enxerga esse movimento do ponto de vista de decisão?
O critério para quem decide é simples: olhar para o apetite de experimentação do cliente ou usuário. E criar oportunidades de uso prático. A barreira já não é só técnica, mas de experiência e contexto.
A semana deixou claro que a adoção de agentes de IA avança, mas a maturidade e a capacitação ainda são os desafios centrais para as empresas ouvidas pela pesquisa. Casos como o da Localiza mostram que é possível escalar quando se investe em treinamento e redesenho de processos, enquanto iniciativas como a da AWS e Sebrae tentam democratizar o acesso à formação prática. O avanço depende menos do entusiasmo pela tecnologia e mais da capacidade de preparar pessoas e estruturas para operar com agentes autônomos.
Sou Cassiano Corrêa, este foi o podcast The Agent, nos vemos no próximo episódio, até a próxima!