Episódios de Apartamento 32

O DIABO VESTE PRADA 2, O CASAMENTO DE EUPHORIA E A MUDANÇA DE MARIANA | Apartamento 32 Ep 5

01 de maio de 20261h51min
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Episódio 05 do Apartamento 32 — o podcast do Pedro Gabriel Miziara e da Mari Veloso. Nessa semana: a gente analisou O Diabo Veste Prada 2, falou sobre os looks absurdos do casamento de Euphoria, discutiu por que São Paulo foi eleita a cidade mais feliz da América Latina. Também respondemos comentários de vocês, trouxemos rapidinhas sobre Taylor Swift, Zara Larsson, Ed Sheeran e Ariana Grande, e no Love Story contamos como foi a mudança de Porto Alegre para São Paulo
⏱ CAPÍTULOS 
Leitura de Comentários 01:17 
O Diabo Veste Prada 2 17:27 
Os looks de Euphoria S3 33:09 
SP a mais feliz da América Latina 50:50 
Taylor Swift, Zara Larsson, Ed Sheeran e Ariana Grande 58:07 
A Mudança de POA para SP 01:04:39 
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Pedro → @pgmiziara 
Mari → @_mari.veloso 
Podcast → @apartamento.3.2 
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Assuntos7
  • Migração para São PauloRelacionamento à distância e planos futuros · Experiência de Mariana com a faculdade de arquitetura · Conexão com São Paulo e experiências passadas · Planejamento e comunicação com a família · Reação da família à notícia da mudança · Adaptação à vida em São Paulo e no bairro Jardins · Rotina e organização da vida a dois · Presentes de Natal e enxoval · Relação com a irmã Júlia
  • Casamento Euphoria S3Opinião sobre a série e a temporada · Custo e decoração do casamento · Looks e figurinos dos convidados · Personagens e atuações · Trilha sonora e comparação com temporadas anteriores · Estética e direção
  • Filme O Diabo Veste Prada 2Opinião geral sobre o filme · Comparação com o primeiro filme · Visuais e figurinos · Legado de sequências (Legacy Sequels) · Temática de mídia e jornalismo · Personagens e desenvolvimento · Produção e figurinista
  • Leitura de comentáriosInterrupções e dinâmica do casal · Críticas sobre o roteiro e naturalidade · Percepção do público sobre a comunicação · Comentários agressivos e xingamentos · Opinião sobre a dinâmica do casal · Recomendações de filmes · Estrutura do podcast e tópicos
  • São Paulo mais feliz da América LatinaRanking Happy City Index 2026 · Critérios do ranking (qualidade de vida, bem-estar urbano) · Comparação com outras cidades latino-americanas · Posição de Nova York no ranking · Percepção pessoal sobre a felicidade em São Paulo
  • Notícias do diaTaylor Swift e entrevista para o New York Times · Zara Larsson e apresentações em universidades · Ed Sheeran confirma show no Brasil · Ariana Grande anuncia disco inédito · Christopher Nolan e o filme 'A Odisseia'
  • Criação de Conteúdo e IAMotivos para não produzir mais vlogs · Tempo de gravação, edição e postagem · Retorno de audiência e engajamento · Perfeccionismo e linguagem artística · Diferença entre gravar para podcast e vlog
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Olá, meus queridos, eu sou Pedro Gabriel Muziara. E eu sou a Mari Veloso, sejam muito bem-vindos... Ao Apartamento 32, podcast semanal em que eu e Mariana, a gente fala sobre a nossa vida, notícias da semana, responde comentários e perguntas de vocês, fala sobre nosso relacionamento mesmo. Quase casos de família. Às vezes, exato. E muito mais. E o que der na telha, né? É isso. No episódio de hoje, a gente vai dar a nossa opinião sobre o Diabo Veste Prada 2, sem spoilers, prometemos. A gente também vai falar de...

O que a gente vai falar, Mariana? O que mais? De euforia, porque vocês pediram bastante. Exato. Vamos contar tudo sobre a minha mudança de Porto Alegre para São Paulo. Tiveram pessoas revoltadas semana passada, que eu não deixei a Mariana. Porque eu acho que merece um espaço grande no episódio.

Algumas rapidinhas. Eu sinto que essa semana foi um pouco leve de notícias bombásticas, assim, pra gente comentar. Foi uma semana... Não sei, talvez não, né? Só que dessas mais do nosso universo. Claro, óbvio. Notícias mais leves. Sim. Realmente foi o mais fraco essa semana. Sabe o que eu percebi aqui agora? Enquanto você falava, eu te atropelei. E isso vai levar a gente pra leitura dos comentários da semana passada.

Começou os ganchos. Exato. Semana passada, vocês tiveram muitas opiniões sobre o nosso podcast, nosso episódio, sobre a maneira que nós dois nos tratamos. Interagimos. Exato. Mais do que eu trato a Mariana. Então, a gente ressaltou uns três comentáriozinhos aqui do YouTube bons para isso. E a gente vai falar um pouquinho sobre para vocês.

A Gabriela Bonacho me pediu, deixa a Mari falar mais. É tão legal quando flui como uma conversa, o roteiro é bom para ter uma coesão de vídeo. Mas fugir um pouquinho dele também torna mais dinâmico. Queremos saber mais da transição de Poa para São Paulo. Eu sinto.

que muito da indignação de interromper e cortar veio da sede por uma fofoca nesse último episódio. Porque foi assim, eu estava indo contar a fofoca suculenta da minha mudança de Porto Alegre para São Paulo e o Pedro como um bom criador de conteúdo, na verdade, que sabe lidar com as mídias. Ele sabe que se tem potencial esse tópico, a gente pode...

deixar todo mundo com vontade, todo mundo está aqui hoje escutando, querendo saber da fofoca que ficou pendente da semana passada. Exato. E aí, ao invés de a gente falar correndo ali na leitura de comentários, passar 5 ou 10 minutos, aqui a gente pode falar o tempo que a gente quiser. Exatamente. Não quer dizer que a gente vai...

mutar a vontade de vocês de escutar sobre isso. A gente quis deixar um momento específico pra falar sobre, sem abrir mão das notícias da semana. Porque daí tem essa questão no nosso podcast, eu acho, né? Tem coisas que são frescas daquela semana. A gente não vai abordar na próxima. E tem coisas que são atemporais, como o tópico da minha mudança de Porto Alegre pra São Paulo. Então, foi ele que ficou pro próximo episódio, entendeu?

A Gioia falou, Pedro, tenta não cortar tanto a Mariana quando ela tá falando. Dois. Eu achei o comentário da Gioia que ela se contradiz um pouco, mas vamos falar sobre isso. Tentem se combinar sobre tudo antes de começar a gravar. Muito chato Mariana começar a responder uma pergunta e o Pedro mandar ela parar só porque o quadro se chama Lendo Comentários. Poxa, a gente queria ouvir a resposta, deixa ela falar. Sair roteiro é ótimo às vezes.

Mas ela também fala. Menos roteiro, mais naturalidade. Ela pede pra gente combinar, como vamos falar... Combinar tudo antes, mas com menos roteiro. É. E eu acho também que daí nesse tópico... Ai, Pedro relaxa, uma batida no microfone de vez em quando não é pra tanto. Gente, ele deve ter tirado 90% das batidas de microfone. Eu acho que mais.

Que são muitas e realmente estragam a experiência dos ouvintes, dos assistentes, dos espectadores. Então, tem certas coisas que a gente deixa a parte engraçadinha de ai, Mariana, para de bater, não sei o quê. Sim, porque já foi cortado todas as batidas, não deu tempo nem disso irritar vocês, entendeu? É um zelo de profissionalismo do Pedro.

Se eu fosse tão perfeccionista quanto o Nião já foi, isso aqui nem ia ao ar. Porque eu abraço muito os erros aqui. Mas eu sou uma pessoa muito perfeccionalista? Não. Perfeccionista. Perfeccionista, é isso. Se eu não fosse uma pessoa perfeccionista, eu já teria cortado eu falando errado. Mas eu não cortei, tá? Entendeu? É, e eu acho que isso volta muito para aquela contradição ali, né? Da Gioia. Porque eu acho que, ao mesmo tempo que ela quer que a gente se combine tudo, para ela não ver a gente... Então, vamos lá.

Não, não, não, tá. Esse tópico é muito bom. Não vamos falar dele agora, vamos falar dele no próximo. Tipo, ao mesmo tempo que ela não quer ver isso, a gente mudando a direção do episódio, ela quer que tenha menos roteiro. Então eu acho que vai muito, né, da expectativa de quem tá assistindo, de o que é o menos roteiro que a pessoa quer. Porque ao mesmo tempo ela não quer ver essa parte da gente mudando de direção, decidindo não abordar isso agora.

E a gente podia muito bem ter cortado isso, né? Esse momento em que eu começo a falar e tu fala, não, vamos guardar pro próximo episódio.

Eu talvez devesse ter guardado esse momento. E aí, tiveram alguns comentários que já não estão mais nem no YouTube, mas muitas pessoas, de uma maneira muito agressiva, me criticando pela maneira que eu converso com a Mário. Primeiro, eu quero falar que eu li, eu prestei atenção, eu escutei, e eu estou repensando muitas coisas. Mas, Mariana, quer falar mais sobre isso do que eu acho que eu mereço.

Eu acho que, em primeiro lugar, eu queria deixar muito claro que eu sinto que eu e Pedro temos uma comunicação extremamente de igual para igual. Eu não sinto que ele me interrompe, que ele é alguma voz da razão e que sou eu que tenho que ficar quieta e ouvir ele falando. Zero é isso. Só que, ao mesmo tempo, a partir do momento em que o público está...

tendo esse tipo de percepção, a gente passou aí essa última semana analisando até nas nossas conversas normais do dia a dia. Sim. O que pode levar as pessoas a ter essa impressão nossa, né? Porque, na realidade, eu sempre acreditei, sempre ouvi da minha família que eu era uma pessoa muito de interromper em conversa. E eu venho de uma família em que todo mundo conversa em cima de todo mundo. Sabe aquela mesa de churrasco, assim, de domingo, que tem cinco conversas cruzadas acontecendo? É tu com uma pessoa ali, aí tem alguém aqui que tá falando com alguém lá.

E isso é muito natural pra mim Então é algo que não me afeta Assim, quando ele fala em cima E vira parte do que eu tô falando Quando ele faz um comentário engraçado em cima Enfim, pode falar, Pedro Obrigado Gostaram dessa dinâmica? Não, né? Você é um mulherão Você é uma mulher com muita força As pessoas te veem muito como delicada Porque você é muito delicada em certas coisas Mas você é uma mulher muito Sim, talvez eu tenha três jeitos muito delicados Sim, mas você sabe exatamente o que você quer Da maneira que você quer Então, eu acho que você quer

Você não é uma coitada? Não sou uma coitada, não sou uma florzinha que, meu Deus, nada pode acontecer comigo. Inclusive, eu venho de uma origem que não é nada assim, delicada e calma e tranquila. E...

Talvez eu passe essa ideia pelos meus trejeitos, pela minha forma de falar, de me portar. Mas vocês podem ficar bem tranquilos, eu não estou correndo nenhum perigo. O ponto todo aqui é, se eu tivesse achando absurdo o Pedro me interromper, ele já teria escutado muito. E ele já teria escutado todas as vezes que ele me interrompe.

Faz parte da nossa comunicação, cara. O tempo inteiro. É isso. E no momento em que incomoda demais, um... Volta e meia fala um pro outro. Não me interrompe. Deixa eu terminar. Tô falando. E aqui isso não acontece, porque eu sinto que a gente consegue ou falar por cima o comentáriozinho, assim. Sim. Fiquei muito na cabeça do negócio do corte lá, que eu tava falando...

Da Andy, o corte do podcast. Que eu tava falando da Andy, não sei o quê. Que se ele tivesse sido esperto, ela teria colocado ele numa campanha. E tu fala, ah, se fosse a Carolyn Bassett. Entendeu? E exatamente, tu só tá acrescentando na minha linha de raciocínio. Completamente. E vira parte do meu discurso. Tipo, eu não me sinto interrompida. E eu faço isso contigo o tempo inteiro também. Talvez no podcast eu seja mais comedida. Mas na vida real eu faço isso o tempo inteiro.

E tem uma coisa, a gente pode passar muito tempo falando sobre tipos de comentários diferentes. Mas eu acho que tem pessoas que se esquecem que tem seres humanos lendo os comentários. E, cara, teve dia que eu acordei 5 horas da manhã, olhei o celular como às vezes eu faço. Tinha gente me xingando, assim. Falando que não suporta me ouvir falando. Tem ninguém te obrigando a assistir.

Fica à vontade, sabe? Pode sair. A gente não faz questão de... Se não gosta dos dois, do casal, não tem por que ficar aqui. Mas... Você tem mais alguma coisa a acrescentar, meu amor? Não, eu tô bem.

Ok. Teve um... Uma pessoa que o nome do arroba dele é Guerra de Idiomas. Eu achei que ele fez um comentário legal, né? A gente falou de comentários não tão positivos. Depois de ler de certo todos os comentários negativos sobre isso, ele teve algo a dizer. Gente, essa semana foi muito cansativa pra mim em relação a leituras de comentários, assim. Foi... Nossa profissão é muito boa e tem coisas muito boas, mas às vezes dá uma drenada a certas coisas. Não foi uma semana abrindo aqui com vocês, com o público. Não foi uma semana...

das mais leves pra mim, assim, mentalmente, em relação a leituras mesmo. Teve o post da FFW quinta passada também, das minhas recomendações e...

Pessoas ficaram ofendidas com as recomendações que eu dei. Porque foi recomendações de Pinheiros. Enfim. Mas o Guerra de Idiomas virou e falou. Acho que minha opinião é bem polêmica. Porque vai contra a maioria dos comentários. Não acho que o Pedro corta a Mari de forma seca. Acredito que ele seja uma pessoa bem pontual. E por ser muito pontual, gera a sensação que ele está cortando. Porém, não está. A Mari, por ser a perfeita representatividade de uma mulher feminina, é mais delicada em fazer seus comentários. E quando o Pedro ouve os comentários dela, fica entusiasmado e pontua algo.

É muito isso, como você falou da Carolyn Bassett, que a gente se anima e vai... Exatamente. Tipo, um começa a ficar, caramba, é muito isso que tu tá dizendo. Exato. E quer acrescentar, sabe? Bom, vamos continuar.

O Nathan Cruz falou que assistiu Better Man por minha causa. E posso dizer que minha vida é uma antes e um depois desse filme. Assistam Better Man. Eu e Mari, a gente não assistiu. Mari não assistiu ainda. É, não, é óbvio que só eu não assisti. A gente tem que assistir. O Lucas Drummond pediu pra gente colocar os minutos dos tópicos principais na descrição. O que vocês acham disso? Não é o que eles acham. Estará nesse episódio.

Ah, é? É, porque às vezes a pessoa não quer me ouvir falando de um filme, mas quer te ouvir falando da arquitetura. Então vai naquele ponto. É. Menor problema. Isso é só no YouTube?

Eu acho que o Spotify faz isso automaticamente. Hum, legal. É. Fala o que vocês estão achando sobre a nova temporada de Euforia. Daqui a pouco. Virá. Eu adorei que alguns tópicos de vocês puxam coisas do relacionamento de vocês. E teve um assunto especificamente sobre relacionamento e trabalho que eu me identifiquei demais.

Muito bom. Sim, eu gostei de como no último episódio a gente puxou o assunto do filme para o nosso relacionamento e a nossa relação com namoro e trabalho ao mesmo tempo. Eu gosto desses paralelos que a gente consegue fazer dos assuntos que a gente traz com a nossa vivência. Sim.

E o Guiar antes disse o fato de vocês discordarem da opinião um do outro com argumentos próprios e no final seguirem sendo fofos e vários sinais demais. É. Mas não, né? Maior que é o nome certo desse símbolo.

nerd da matemática. Sim, é exatamente isso. Eu gosto muito dessa dinâmica do nosso relacionamento e é engraçado como isso pode ser mal interpretado. Porque o pessoal chega, pede menos roteiro e aí no momento que vem a gente discordando, porque realmente a gente coloca os tópicos pra serem debatidos, a gente evita debater eles antes do podcast. Então, às vezes é uma surpresa pra gente que a gente nem sequer concorda nesse tópico.

E faz parte, eu acho. Exatamente. A gente vive muito de concordar em discordar. Sim. E eu acho que é até um retrato, não querendo botar o nosso relacionamento como um espelho para as outras pessoas, discordância nem sempre é pessoal. Só porque eu discordo de alguma coisa da Mariana não significa que eu não gosto da Mariana. Mas eu acho que hoje em dia, até muito no mercado de trabalho, tem muito uma visão de, tipo assim, se eu discordo de você, eu não gosto de você.

São coisas separadas. A gente pode discordar de temas e aprender um com o outro e concordar em discordar.

Eu acho que é muito algo construtivo você conseguir separar essa... Claro que tem certas opiniões que num relacionamento tem que estar alinhadas. Mas, de forma geral, e ainda mais o tipo de tópico que a gente traz aqui, de notícia e blá, blá, blá, a gente discordar, eu acho até bem construtivo, porque...

Talvez se a gente não sentasse pra falar dessas coisas no podcast, eu não ia ouvir o teu ponto de vista sobre certas coisas e reconsiderar o meu, que talvez eu mesma não tinha parado pra refletir sobre, sabe? Se eu apoiasse a Times Square paulistana, você ainda, minha Maria?

E pra finalizar a leitura de comentários, vou finalmente responder pra vocês. Por que eu não faço mais vlogs para o YouTube, Pedro? Cara, assim, inclusive hoje mesmo, literalmente, está num Uber para comprador, eu vendi minha câmera de podcasts. De vlogs. De vlogs, perdão. A minha questão é... Desculpa te interromper.

Não, desculpa. Comentem. A minha questão é, cara, vão reclamar tanto da gente. A minha questão é, eu considero tudo assim, o tempo que leva pra gravar, pra editar, pra estar na frente da câmera, pensar, tudo. Aqui, por exemplo, são duas horas gravando.

É mais uma hora, assim, de reunião de pauta, basicamente. E mais umas três, quatro horas entre editar, renderizar, fazer arte. Postar. Descrição, postar, tudo. Aqui tá se pagando, sabe? Tá tendo retorno pra gente, tanto no YouTube quanto no Instagram. Não retorno financeiro, não, mas retorno de audiência. As pessoas estão... Sim.

Tá levantando coisas interessantes, a audiência tá interessada. Tá acontecendo algo muito legal pra gente na rua, que agora as pessoas estão começando a falar tô vendo seu podcast, tava ouvindo o podcast deles agora. Isso é uma coisa muito maneira. Já o vlog, eu precisava gravar uma semana inteira. Eu tinha, no final das contas, umas 4 horas de material bruto. Eu passava um dia e meio editando, assim...

Bota umas nove horas de edição. E eu sou uma pessoa muito perfeccionista. Vocês já perceberam. Eu sou do cinema, gente. Eu passo um ano e meio com o filme. Até o filme ao ar, sabe? Aqui é diferente. Aqui é muito mais rápido. Só que eu sou muito perfeccionista nos meus cortes, da maneira que eu filmava. E estar na frente da câmera, por mais que isso aqui seja muito natural pra gente...

O Pedro que tá aqui é o Pedro também, é o Pedro Gabriel, mas também é o PJ Miziara. E imagina eu tô vivendo o meu dia a dia normalmente, eu boto uma câmera pra me gravar, eu não consigo ser o Pedro 100% natural. Existe uma camadinha ali, né, de atuação, não é a palavra, mas é...

Mais artística, né? Óbvio, um pouco mais polido, como a gente falou. Performática. Talvez. A gente trabalha com marcas. Então é muito diferente a gente estar em casa sabendo que não tem ninguém assistindo e estar em casa sabendo que tem alguém assistindo, sabe? Eu fico muito feliz pelo interesse de vocês, genuíno. E eu ainda quero tentar entender como eu consigo trazer um longo formato que não seja só esse podcast. Porque é uma coisa que me agrada. Longo formato é o que a gente consome muito.

Então, mas não vai ser com o DJI Osmo, com aquela câmera que não me agradava. Se for, talvez vai ser uma coisa completamente diferente da minha linguagem normal de internet.

E eu acho que também esse lance do vlog, quando tu já tem uma agenda de conteúdos semanais, é tipo assim, quando tu não tá gravando, tu tá gravando, né? É. Ou então tu tem que ficar te gravando, gravando. Porque o teu dia a dia é muito escrever roteiro, gravar o vídeo, editar o vídeo. Então... Não ensina no computador, não ensina no computador.

Vem cá, vem cá. Pode subir, filha. Helena. Olha aí. E não só isso. Se eu tinha uma semana chata, eu inventava problema pra fazer, pra gravar, pra ficar um vlog interessante. Sim. Mas é que hoje em dia a gente tem uma rotina meio pesadinha, né? E eu fico pensando nisso de... Tu tá gravando um vídeo que vai ao ar para o entretenimento de outros. Sim.

Aí tu tem que te gravar, gravando um vídeo, pra entreter outros em outra plataforma. É. E tem coisa que a gente grava que vai ser postada só daqui a duas semanas. E aí o vlog... Enfim, eu tenho que pensar. É. Tem que ser muito melhor calculado, calibrado, pra funcionar esse formato, né? Bom, vamos para o nosso giro de notícias? Vamos. Eu me toquei que a gente não fez a nossa vinheta.

coisa pra ser abordada. Tinha, tava entalado aqui, né? Bom, Mariana Veloso. Hum? Ontem à noite assistimos O Diabo Veste Prada. Diabo não, né? Fala direito. O Diabo Veste Prada. O Diabo Veste Prada 2. Opiniões. Opiniões. Quer falar? Quer começar? Não, eu quero que você comece.

Tá. Eu preciso dizer que eu gostei do filme. Eu achei um filme que conseguiu me engolir. Eu fiquei dentro dos problemas do filme, não pensando na minha vida. Eu acho que eu tenho ido muito assistir filme contigo, muito mais agora, né? E existe uma diferença muito grande quando o filme consegue me engolir.

E quando o filme não consegue me engolir, que é quando eu tô olhando pra tela e eu tô pensando em tudo que eu tinha que fazer da minha vida, ao invés de estar completamente dentro do filme. E eu achava que esse filme podia ser muito mais raso e eu não consegui ficar dentro dele. Mas eu consegui.

Ontem aconteceu uma coisa muito divertida com você. Mariana tava ansiosa durante o dia. E ela achava que ela tava ansiosa com trabalho. Com faculdade. Com tudo. Até que ela se tocou. Pedro, na verdade eu acho que eu tô ansiosa com o filme. Que eu quero muito ver o filme. Quero gostar do filme. Exato. E é uma sensação que eu tenho constantemente com o filme. Porque eu tô muito animado. E é que eu nunca vi a Mariana. Porque eu nunca vi a Mariana animada mesmo pra um filme.

Ela às vezes ficava animada pela minha animação. Mas não por você. E enfim, fala.

E daí é isso. Eu gostei do filme, gostei da história que foi contada. Senti, obviamente, aquilo que as visuais do filme não me deslumbraram, não me encantaram tanto quanto no primeiro. Isso tanto por luz, enfim.

Quanto também porque eu não sou mais uma jovem pré-adolescente de 12 anos que nunca tinha visto, basicamente, o Nova York pelos olhos da moda como o primeiro filme mostra, né? Uma curiosidade, eles estavam gravando as cenas em Nova York no exato mesmo momento que a gente estava em Nova York, em julho do ano passado. Em julho, no verão. Desgraçado. A gente sabe o que é calor. O Rio de Janeiro fica muito quente, Porto Alegre também fica muito quente. Eu nunca senti um calor como aquele em Nova York. Não, e descer no metrô...

Era literalmente pisar no inferno. Eu juro que eu nunca senti um calor que eu achava que o meu corpo ia desligar completamente a qualquer momento como eu sentia embaixo da terra em Nova York. O único momento que eu senti um calor tão grande foi no Engenhão, no show da Taylor Swift que foi adiado pelo calor por tudo que aconteceu. Eu não vivi isso. O meu foi em São Paulo e tava 20 graus. Assim, quando vocês forem assistir o Diabo Véspera 2 pensem em todas as cenas na rua em Nova York e a sensação... As mais iniciais.

A sensação de você abrir um forno quando você tá fazendo um bolo e vem aquele bafo quente quando você abre o forno era exatamente aquela sensação que estava lá. E eles estavam gravando lá com roupa, com tudo. Sim, é por isso que eu falei das mais iniciais. Porque ela tá com um blazer azul marinho, com uma calça azul marinho e uma camisa. A gente tava andando em Nova York. Eu tava com basicamente uma samba canção. Lembra aquele shortinho azul que eu usava? Que manchou. Uma regata canelada. Muito fina. Sim.

Um calçadinho que até era fechado, mas era porque eu não me atrevi a andar naquela cidade meio imunda com o calçado aberto. A cidade mais suja do mundo. Não, mentira, isso deve ser na Índia.

Mas era isso, entendeu? Eu queria servir mais looks, mas era regata e short mini. E o Pedro também tava de short mini, camiseta. E um short que ia subindo na virilha. Ficava horroroso. E eu ficava de regata com um half-tuck também, pra tentar ficar mais fresco. É verdade. Mas vamos voltar pro filme. Vamos, filme. Pro filme. O primeiro filme é muito importante pra você. Já falamos aqui nos últimos episódios. Se vocês não viram, a gente falou de Diabo Vésperado algumas vezes. Refluxo. Mas o que esse segundo filme te fez sentir?

Cara, eu não tinha pensado em como responder o que ele me fez sentir. Eu achei a parte mais importante. Tinha botado tópicos da minha percepção sobre o enredo. Porque como alguém que literalmente na faculdade aprendeu a como assistir filme, tem filme que você vê, você sabe que é ruim, mas te deixa feliz. E isso importa também, sabe? E tem filme que você olha e fala, esse filme é ótimo. Não suporto ele.

Eu me senti assim, eu me senti nostálgica, eu me senti feliz que o elenco principal continuou mesmo. Então, foi muito nostálgico, assim. E eles trazerem muito das mesmas falas. Eu sinto que teve várias referenciazinhas a essa...

A nostalgia dos reencontros, aquelas primeiras cenas dos reencontros dos quatro, cinco personagens principais. Eu achei muito divertidas, assim. Eu acho que se tivesse, sei lá, continuado de uma forma, como se eles já lembrassem um do outro. Ou como se eles não se impressionassem com o que o outro tá fazendo nesse momento da vida. Não teria tanta graça, sabe? Eu achei bem divertida essa coisinha que eles fizeram.

Mas é isso, me senti feliz, nostálgica. É claro, um pouco desapontada com as visuais, assim, de não ser tão mágico, tão... Claro. Eu, assim...

Não é um filme ruim, mas depois de fermentar o filme por quase um dia aqui dentro, eu não sei se eu consigo dizer que é um filme bom também, na minha opinião. Ele tem um negócio que a gente chama, que rolou em Hollywood nos últimos anos, que é Legacy Sequels, que é quando você pega um filme de 20 anos atrás e você cria uma sequência para ele.

Das Legacy sequels dos últimos anos, e sei lá, tem Caça Fantasma, tem alguns filmes assim, né? Que eles fizeram essas sequências. Esse é de longe o melhor. Mas de longe o melhor. Só que é você querer alinhar por baixo, eu acho, no final dessas contas. Uma coisa que eu gostei muito e que eu respeito esse filme por é que ele não...

Eles não tentaram trazer uma quinta pessoa pra aquele grupo, né? Que é a Anne Hathaway, a Mary Striep, o Stanley Tucci e a... A Emily. A Emily Blunt, é. Eles não tentaram trazer uma quinta pessoa jovem pra meio que ser uma audiência nova ali dentro. Respeitou o quarteto clássico. Meio que trouxe aquela protagonista de Bridgerton, mas ela teve um papel muito... Ela é de Bridgerton, não sabia. É, a Simone. Simone Ashley.

Isso, que foi a Mari. Mas eu acho que ela teve um papel muito... Ficou pra trás. Não pra trás negativamente, mas ela conseguiu dar um passo atrás e deixar o protagonismo não ser dela. Ela não é forçada ali, porque a Miranda precisa de uma assistente. E a assistente é pra ser icônica, né? Tipo, a Emily na época era. Exato. Então não foi forçado, pra mim foi natural. O que eu achei forçado, e o filme tinha que fazer isso de alguma maneira, é como juntar esses quatro personagens de novo no mesmo lugar.

Eu sinto que o filme dá uma forçação de barra. Como botar Anne Hathaway na Runaway de novo. Sim, de volta. Sendo que aquilo que ela queria era ser jornalista de coisas entre muitas aspas sérias. Tem um negócio que a gente chama muito de Deus Ex Machina. Que é quando algo acontece no roteiro. Que não é necessariamente real o que aconteceria. Mas tem que acontecer pra progredir o roteiro. Eu acho que acontece um pouco disso. Tipo assim, ah, rola uma coisa.

Annie Hathaway de volta na runway. Tipo, não é justificado. E pra Emily Blunt aparecer no momento em que ela aparece, eu acho mais forçada ainda. Tu acha? Eu acho, porque, tipo assim... A gente não pode falar, né? Tem uma polêmica e eles precisam falar com anunciantes. Eles nunca explicaram direito que polêmica era essa. A polêmica só aparece, assim. Claro que sim.

Era alguma coisa de fast fashion? É, era uma fast fashion que teve algum escândalo e eles já tinham promovido essa fast fashion. Não precisa nem entrar muito a fundo o que foi que a fast fashion fez, entendeu?

Eu acho que precisava. Se é um escândalo tão grande assim... É porque o filme não era pra ser sobre isso. Mas tudo bem, se é um escândalo tão grande assim, que tá prejudicando a Miranda, que não sei o quê, que precisa de um all hands on, que precisa contratar gente nova, fazer um pedido de desculpas, eu gostaria de saber. E assim, o que a gente tá falando aqui acontece nos primeiros 15 minutos do filme, tá? Não é um spoiler. O filme tem todo o resto.

Eu gostaria de saber o que que é, sabe? Pra eu poder... Enfim, o que me incomoda do filme...

É que ele é redondo até demais. Ele é bonitinho até demais. Ele tenta botar um laçozinho em tudo que já estava laceado. Eles abrem o laço para fechar o laço de novo. E hoje... Bom, os personagens... Eles avançaram desde o primeiro filme. São personagens que me parecem reais. Eles existem naquele lugar. A vida deles aconteceu e não ficou pausada por 20 anos.

Mas, uma coisa que me incomodou, talvez porque hoje em dia eu esteja muito mais nesse mundo, não é um filme sobre moda. É um filme sobre jornalismo e o estado atual da mídia. Sim, é muito sobre a mídia atual. É muito sobre a mídia. É meio que sobre, tipo, a obsolescência de revistas. Não é sobre moda, é sobre a runway, né? Não, eu acho muito sobre o estado atual das coisas, em que, para você ter um veículo de mídia, você precisa ser um bilionário.

Nenhum desses veículos de mídia hoje em dia dão dinheiro. Então você precisa ser um filântropo pra ter. Como não tem liberdade jornalística, nada disso. E ok, é verdade. É tudo verdade. Sim, tudo é um ponto válido, uma reflexão válida. Mas cadê a moda? Cadê a... Não, isso aqui já foi na coleção outono do ano passado. Não, isso aqui vai ficar bom pra lá. Porque no primeiro filme tem mais isso. Tem mais moda, tem mais a Miranda indo atrás de... Vendo os... Os...

As coleções, opinando Criticando o modelo, criticando as fotos Isso aqui tem tão pouco Eu senti falta disso E aí dessa vez eles tiveram um acesso muito mais legal Que eles não tiveram na última vez Com marcas, com cultura Total, falam de marca O tempo inteiro E não me parece aproveitar isso O filme é bom

Eu imaginava que o filme fosse ser bom no momento em que Mary Streep aceitou voltar. E Anne Hathaway também. Nenhuma delas precisava voltar. E voltaram. Sim.

Eu fiz umas anotações das coisas. Tem coisa aqui na anotação que é spoiler, tá? Então não vamos falar sobre elas. Tá, mas aquela primeira eu super posso falar. E a segunda também. De forma geral, quando tu falou que... Gostou que os personagens não estão no mesmo lugar, não ficaram congelados por 20 anos, eu fiquei pensando nesse lance da Miranda.

que ao mesmo tempo que eles não podiam estar congelados no mesmo lugar, a personagem da Miranda é algo que eu não esperava que mudasse a conduta. Mas o tempo mudou, né? Tanto que a secretária dela é o politicamente correto ali pra ela. Então talvez ela tenha realmente dado uma mudada. Sim, os tempos mudaram. É. E aí ela talvez tenha tido até uma coisa que eu não esperava realmente da personalidade da personagem.

De tipo assim, ai, será que estou datada demais? As coisas não funcionam mais como funcionavam na minha época? E de faltar um pouco ali de confiança, dela ficar mais passiva e não 100% dona da verdade. Até esse lance, eu não tinha pensado sobre isso, que a assistente não é mais só um capacho, ela é também filtrar o politicamente correto. Sim.

da Miranda. Eu achei uma coisa que eu não esperava, mas que, pensando agora, tem que... Tinha que acontecer? Não, não tinha. Acho que tinha liberdade poética para ela continuar sendo uma mejeira. Não acho.

Você sabe como é que são as coisas hoje em dia? Se naquela época, 20 anos atrás, a Miranda já foi polêmica, já foi tudo, eu acho que hoje em dia sabe, seria mais ainda. É, pensando agora, eles até conseguiram ainda, talvez mais ou menos de bom tom, ainda zoar sobre a a Indy ser size 6. Sim, de uma maneira mais...

E a própria maneira em que a assistente entra ali sendo politicamente correto dela, eu acho que eles fizeram de uma maneira de zoar um pouco disso. E ao mesmo tempo, a gente sabe. Também achei. Eu sinto que houve uma boa dosagem de atualizar nesse sentido sem perder a essência da maldade do universo da moda. Sim. Porque, querendo ou não, sou bem insider.

Sei que continua existindo muito e que, na realidade, se ignora muito mais o politicamente correto hoje em dia do que deveria-se nesses meios. Ela tá ronronando. E na saída do cinema, você se mostrou um pouco desapontada com as roupas do filme. Por quê?

Não é desapontada com as roupas do filme. Porque eu adorei quase todos os looks da Miranda. Se tem um que eu não gostei, ou talvez não tenha só amado ele, não me ofendeu o look. Só talvez não tenha me chamado a atenção, mas a maioria deles eu gostei. O que me chateou foi os looks da Andy. Alguns.

Porque, assim, eu sei que a proposta da personagem não é ela ser um fashion icon. Sim. É justamente a essência que terminou o primeiro filme. Não nasci para esse mundo, estou desistindo. Sim. Então, ela até volta como alguém que tem algumas influências de moda. Me diz se estiver fazendo algum...

Spoiler, pode deixar. Spoiler. Eu te aviso. Tá. Ela volta como alguém que tem muitas referências culturais devido à trajetória de carreira que ela tem. Sim. Do primeiro filme para o segundo. Mas é que tem uma coisa que me incomoda sobre figurino quando traz essa atriz mais velha, mas que ainda não é a Miranda. Você falou. Verdade.

que parece que na hora de tentar fazer um glamour, tem que enfiar um monte de peça de paetê. Olha, não me incomodou.

Ela usa primeiro um vestido azul de paetê e depois ela usa um macacão de paetê por baixo de um sobretudo maravilhoso. Aí é um sobretudo caramelo lindíssimo, se não me engano, um sobretudão de couro, assim. Só que por baixo tá com uma coisa horrorosa, tipo uma coisa que um, a Andy não usaria, nem com 40 anos, nem com 20. Dois, eu acho que qualquer um naquele meio...

Não deveria achar bonito. E, tipo, eu super gosto da... Figurinista desse filme. Sim. Que é ali a... A mesma de Sex and the City. É a braço direito da Patricia Fields, que foi a que fez os primeiros... Os primórdios de Sex and the City e de Alves Prada.

Quem foi aprendiz dela, basicamente, trabalhou com ela durante esse tempo um pouco abaixo, hoje está tomando a frente, sendo... Não sabia. É. E sendo estilista, figurinista desses filmes. Então, tipo, de modo geral, acho que conseguiu trazer a essência, sabe? Na Miranda, eu gostei bastante. Sei. Na Emily, eu gostei.

Achei bons. No Nigel, sempre sempre perfeito. É. Pontualíssimo. Mariana, ontem, falou que queria que eu raspasse meu cabelo pra ser igual o Nigel. E eu não vejo como uma ofensa. Eu acho Stanley Tucci um cara elegantérquimo e ele é o hétero mais gay que eu conheço. E eu acho que eu posso ser considerado um hétero meio gay, às vezes. É isso. Eu sou um ally.

Falando em roupa, Mariana Veloso. Essa semana... Cara, a Mariana fez uma coisa que a nossa câmera tinha dado um probleminha. A Mariana, sem gravar, ela fez uma traição comigo. Ela falou, tá bom, vamos falar então das roupas do Diabo Veste Prada. E aí você pode criar o gancho falando em roupa. O gancho é meu, tá? Eu nunca mais, desculpa. Obrigado. Nunca mais. Cara, eu fiquei muito ofendida. Vou te sugerir um gancho. Até porque eles são pra ser surpresa pra mim. Exato. Eu tenho uma reação. Sim.

Falando em roupa, essa semana, domingo, aconteceu o episódio do casamento da Cassie e do Nate em Euphoria, season temporada 3. O que a gente achou do episódio?

O que a gente achou do episódio? Cara, eu não tô amando a série, no geral. Não tô gostando do teor, não tô gostando da direção que tá indo. Eu me diverti. Eu ri alto em alguns momentos. Pra mim, tá sendo divertida. É quase um show de horrores ali. Mas eu tô começando a entrar no mood, sabe? É aceitar que não é a mesma euforia que era. Parece que, assim, o criador só continuou. Ele fez outra série completamente diferente. Ele fez outra série.

dos mesmos personagens. Ele tinha que continuar com aqueles personagens. Então assim, vida que segue, eu vou contar outra história. E... Vida seguiu. Cara, eu tô me divertindo.

Eu queria dizer que 50 mil dólares para um casamento com tanta peônia, não é qualquer flor, são peônias. Basicamente, só peônias e rosas. Essas flores são muito caras. Eu acho que essa quantidade de flor custou muito mais do que 50 mil dólares. Mas, óbvio, para a série, eles só precisavam inventar um valor exorbitante. Exato.

E eu acho que o valor exorbitante é mais crível. Se eles falassem, tipo, 232 mil dólares. Sim, só em flor. Imagina quando vai ser o evento. É. Aí as pessoas falam, tá mentindo, mas 50 mil dólares eu consigo ver.

É, é verdade, tem razão. Mas teve o casamento, o evento em si foi um show de horrores. Foi. E a dança, o que foi a dança? Cara, a dança com o quê? Os pereis é o nome? Não. Pestis. O tapa mamilo. Ah, peixes. Não, a gente chama de tapa mamilo em português mesmo. Perdão, é porque eu sou meio americanizada.

Cara, o estapa mamilo aparecendo. Não, é... Não. Nem me filha. Eu sinto que perderam muito a linha da... Da decência com os peixes da Sidney Swing. Cara, eu acho que perderam mesmo. Porque, tipo, desensibilizou. Não é mais nem só num sentido sensual, sexual, né? Porque não é mais sensual. É...

É só too much e eles viraram, tipo, parte da série, assim, né? E uma coisa que eu tava pensando, assim, que normalmente quando ela tá aparecendo de lingerie na série, é a marca de lingerie dela. E não fica bem. Tipo, parece barato, parece apertado.

Tudo que ela tem vestido ultimamente tem parecido apertado. Eu vi um TikTok dela num bar. Eu não sei se ela abria um bar, o que está acontecendo. Ah, eu acho que eu vi. Era meio que num show com mais pessoas. É, ela estava com uma roupinha azul assim. Eu vi no Twitter. Que estava estrangulando os peitos de uma forma que eles estavam para fora e não era nem num formato legal mais nessa altura.

Não é naquele formato, sei lá, retro, vintage que... Não. Sabe? Não é essa coisa pin-up, né? Que eram as peitodonas com uma roupa que cabia o peitão dentro. Não é. Não é mais isso. Virou uma coisa muito esquisita. A relação das câmeras da série com os peitos da Sidney Sweeney.

Sim. Esse casamento tiveram looks. Mas e looks, e looks, e looks. Eu sinto que quando a gente fizer o nosso casamento e a gente convidar a nata artística e criativa de São Paulo...

Eu não esperava tu usar esse tempo. Vocês não podem me levar a sério, tá? A maior parte das coisas que eu falo são zoeira. Mas as pessoas vão parecer o nosso casamento assim também. O que chamou atenção bastante na internet essa semana de reflexão sobre esse casamento foi o quão inapropriado, foi o look de certos convidados para o casamento.

Certos, Vugo, Mary e Jules. Sim. Que foram com vestidos que tinha muito do corpo delas à mostra. Porra. Não era tipo a Sidney Swaney com os peitos pra fora. Era tipo várias partes do corpo... Ou da... Pra fora.

Qual o nome da Jules? Um side boob o tempo inteiro no casamento. Não, não é nem side, né? Só cobre o mamilo. Só cobre o mamilo, não é side boob. Mostra o peito inteiro. Só tapa o mamilo. Mas, enfim. E aí, os vestidos são assim, tipo, revealing, eles mostram bastante disso. O da própria Jules, na verdade, parece uns panos que cobrem, tipo, um peito e meio.

Um pouco da barriga. Um pouco da nádega, um pouco não. Eu acho esse vestido muito feio. Muito feio. Muito feio. E o da Mary também, tipo, cobre só ali os peitinhos. E na frente, só enquanto precisa. Sim. E daí já abre também uma fenda que eu não sei se tu já viu, né? Que você te deu fechado só até aqui, assim, ó. Sim. Daqui em diante já abre. Mas o da Mary...

Eu achei legal. Eu amei. Eu teria esse vestido, eu usaria. O quão ele quase aparece o cofrinho, mas não aparece. Eu achei lindíssimo. Eu gosto muito de decotes assim nas costas. Gosto muito. Claro que eu acho que tem que ter um equilíbrio. Tipo, eu gostaria de um vestido assim com esse decotão nas costas, mas que na frente fosse fechadão. Ó, e vamos dar nome aos bois. Tá, não, peraí, peraí, peraí. Não, tá bom, tá bom. Que daí o que eu vi essa semana na internet... Mariana, você me interrompeu.

O que eu vi na internet essa semana foi Ah, vocês chocados com os vestidos porque elas usaram esse vestido só pra afrontar não sei o que no casamento, é falta de noção, não sei o que. Tu lembra da polêmica do vestido que a Kendall Jenner usou no casamento? Não. Era um vestido preto com um monte de coisinha assim, ó. Não. Tu não lembra disso? Não. Só sei que realmente trouxeram esse ponto e é verdade. Tipo assim...

A gente tem exemplos na vida real de pessoas que foram com vestidos extremamente reveladores em casamentos. Então, quando tu falou do nosso, das pessoas que iriam no nosso, eu acho, e eu não falo nem isso de uma forma negativa, tá? A gente tem que vestir o que quiser, revelador demais ou não. Eu gosto muito de roupas que são inteligentes, divertidas, diferentes, sabe? Que brincam com isso, mas não é só o revealing por ser revealing, sabe?

Que é inteligentinho, esperto a forma de fazer. Então, não ligaria. Mas eu fiquei pensando muito nisso. Tipo, que realmente os nossos convidados seriam um estilo... Que é o Donald Jenner, que foi no casamento com uma roupa super... Seria o mesmo.

Né? Mostrando bastante do corpo dela. Seria um. Mas tá, quer falar quem fez cada um dos looks, é isso? Ó, o Damélia é da Natasha Newman Thomas. Você conhece a Natasha Newman Thomas? Ela é a figurinista da série. Ok. Ela desenhou esse vestido especificamente para a personagem usar no casamento. Tá bom.

Eu achei legal que tem um vídeo delas explicando que a Mary aparece desde a primeira temporada com uma cruz no pescoço, com um crucifixo no pescoço. E que daí, na terceira, eles trouxeram isso com muito mais força. Não tem mais nenhum look dela sem um crucifixo em algum lugar do look. E que, no look do casamento, o crucifixo era um cordãozinho que começava lá nas costas, na nuca, e ia até o cofrinho dela. Nas costas. Genial.

A da Jules era um Acne Studios. Sim. Eu entrei na Acne em Nova York. Aí eu olhei uma peça que eu tinha gostado. Sim, eu adoro a marca. Eu acho muito legal. Muito maneira. A loja me deu um pouco de nervoso. É, eu não fui na loja. Era no meio do sorro. Eu tava tendo problemas técnicos. Era no meio do sorro. Carpete. Uma semana que tinha nevado e a neve tava suja. E você só pisava com a sua bota... De neve. Em carpete.

Desagradável E eu vi alguma peça que eu gostei e eu olhei e a etiqueta Tipo assim, 850 dólares, falei, show, legal Ainda não O Nate, eu tô com muita inveja Do Nate, essa temporada Porque ele tá todo de botega Sempre de botega E eu queria estar com, queria não No nosso casamento eu vou estar É isso, essa é a mentalidade E você sabe, quando eu falo que Algo vai acontecer Eu tenho até medo quando o Pedro fala que algo vai acontecer Porque as coisas que ele fala acontecem Então

Eu estarei de custom Bottega. A Cassie estava de Jimmy Choo. Nos peço.

Ah, é verdade. O calçado era Jimmy Choo. É porque é um calçado que é bem notório, que foi esse modelo específico de calçado da Jimmy Choo, nos últimos tempos, foi o calçado viral das noivas. Porque ele consegue ser alto e confortável ao mesmo tempo. Bom, faz sentido a Cassie estar com um sapato... Viral. Viral. Então, eu vi um TikTok exatamente sobre isso. Era uma bridal stylist falando que faz muito sentido o look que escolheram pra Cassie, porque pega ali esse Jackson...

Widerhoff. Widerhoff. O Jackson. Do corset. É um cara que faz looks custom de casamento incríveis. Faz umas coisas assim, fora da realidade. E sempre muito tudo a ver com a noiva, sabe? Tipo assim, a noiva é diferente ou não. E ele faz a roupa que tem tudo a ver com ela. Tem uns bordados, umas coisas incríveis por cima desses corsets super elaborados.

E aí eu vi a moça justamente falando que pegaram um corset desse cara, completamente ordinário, nada demais. Claro que é um corset que veste perfeitamente bem, mas sem nenhum outro detalhe. Tá, não. É que veste perfeitamente bem naquelas, né? Que eles quiserem deixar os peitos dela transbordando como sempre. Para quem só está ouvindo, eu fiz umas caras de duvidar que servem perfeitamente bem.

Não, é. Mas enfim, eu achei engraçado que ela fez esse ponto que pegaram esse estilista que faz looks super com a cara da noiva e pra ela escolheram um básico, chato, extremamente trendy, porque tudo que ela se importa é que seja ali o do momento, porque ela não sabe qual é o estilo dela, o que ela quer. Ela só quer apelar ao male gaze, não importa o resto, porque ela não tem necessariamente um bom gosto. Não tem. Euforia Euforia

O roteiro pode ter dado uma perdida nessa terceira temporada. Mas, tecnicamente, ela é impecável. A equipe de figurinos sempre pensou muito na roupa de cada um. E sempre fez isso muito bem. A fotografia tá um absurdo. Tá bonita a série mesmo. Não tem como dizer que não tá. O criador da série, esqueci o nome do querido, que não é querido. Esqueci o nome dele. Ele dirige muito bem. Ele filma muito bem. Alguma coisa está? Não é isso?

Eu esqueci. Cara, eu super sei o nome dele. Eu só me esqueci legal. Teve uma coisa que aconteceu, inclusive, essa... Não, no casamento, que eu achei muito interessante. Como a madrinha, né, da Cassie, uma das madrinhas de casamento... Sam Levinson?

Isso, Sam Levinson. Ele filma muito bem. Mas aí a atriz, a madrinha fofoqueira, a testa congelada de Botox. E é óbvio que uma mulher daquele meio estaria com a testa congelada de Botox. Enquanto isso, a Cassie... Pô, a...

Cine Suini, dá pra se falar muitas coisas dela. Ela atua como uma louca muito bem. Ela entrega atuação muito bem. Esse casamento, ela tava muito bem. A cena do cara levando... Spoiler aqui, Dani. Você tem que assistir o episódio no domingo. É, euforia não tem alerta de spoiler, não.

A cena do Nate levando uma surra. Sim. Escada abaixo. Tipo assim, pra morrer. E ela chorando. Bom demais. Porque ela tá suja de sangue. Bom demais. No dia do casamento dela.

O meu destaque pra atuação dela vai quando ela tá na mesa ali, no jantar do casamento. E ela tá tentando sorrir, mas o olho dela tá desesperado e começa a encher de lágrima. E você vê a tensão dela enquanto ela sorri. Cara, ela faz isso muito bem. Bom, isso aí já é uma cena dela que foi notória na temporada anterior, né? Quando ela vai no banheiro, ela mesma tenta sorrir pro espelho. Mas o olho dela diz...

Eu estou desesperada Eu acho que é a cena mais famosa de Euphoria até hoje Cara, e você queria falar sobre Eu tenho opiniões também Sobre a trilha sonora, porque está sendo muito comentado nas redes sociais O que aconteceu? Vamos contextualizar Euphoria A trilha das duas primeiras temporadas Foi escrita pelo artista Labyrinth Que é um artista de hip hop, rap Um eletrônico Faz umas músicas muito maneiras E aí

Ele, há uns, sei lá, cinco meses atrás, botou nos stories xingando o HBO, xingando o Sam Levinson, xingando uma galera, assim, falando, Paulo Codaforia. E ele mandou a gravadora dele tirar todas as músicas que ele tinha feito pra Euphoria da temporada. Falou, não vai usar.

Já tinha sido anunciado que essa temporada seria do Labyrinth com o Hans Zimmer. Hans Zimmer hoje é um, dois, se não o maior compositor de Hollywood. O cara é muito bom. Inclusive, eu tenho um amigo meu, Eduardo, que já trabalhou na equipe do Hans Zimmer. Então, assim, ele é muito bom. Tá rolando opiniões na internet de que a trilha não tá boa. E... E...

Teve uma cena, principalmente, da Mary entrando no casamento? Essa cena que realmente me colocou pra pensar como o que tá contribuindo pra tu entrar no universo de euforia não é mais tão forte a trilha sonora quanto já foi, né? Porque quando começava a tocar aquelas músicas com as cenas em slow motion... Cada um cantando uma música diferente aqui, mas dois cantaram muito bem.

Tá, mas quando começava a tocar essas músicas, era realmente, tipo assim, as músicas com a maquiagem, com a iluminação roxa, com o slow motion. Tu ficava, caralho, que estética impecável. Cara, primeira temporada, o primeiro episódio, o corredor girando com a Rue. Era muito marcante, né? E hoje em dia, realmente, quando começou ali aquela cena do casamento, com aquele ringtone.

Eu tô com isso na minha cabeça agora. Essa é a clássica de Euforia pra mim. Mas quando começa a tocar aquilo ali que parece um ringtone de iPhone...

É uma marimba mesmo. É uma marimba mesmo. Cara, mas eu achei que faz parte de quase um pós-moderno, sabe? Já que tá todo mundo tão esculhambado assim no casamento, vamos botar uma música... Eu senti que era pra trazer uma ironia também. Completamente. Reclamaram também da Mary quando ela foi naquela piscina encontrar com a Cine Swing, com a Cassie, com aquele vestidão de pelo... Ah, aquele casacão de...

toca uma música meio marimba, assim, da mesma maneira. Eu acho pra, tipo assim, olha o quão ridículo é isso. Eu acho assim, um tom de humor. Sim, quando os ficaram as personagens, né? Exato. Porque é isso, eu acho que nas primeiras que elas... Desculpa eu te interromper. Que elas estão no ensino médio. Os comentários vão lidar com isso.

Mas é isso, eu acho que a forma de retratar elas no primeiro, quando elas estão no ensino médio e tudo mais, é uma coisa meio Deus. Realmente estivemos na nossa melhor fase no ensino médio. E aí é isso, acho que a terceira temporada traz. Realmente, o pico de vocês foi no ensino médio. Vocês estão ridículos todos agora. Ridículos, tentando parecer uma coisa que não são, que todo mundo ali está tentando parecer alguma coisa que não é.

No máximo, eu acho que a... Hunter Schaefer. Ah, Jules. Jules. Ela é a única que tá realmente sendo o que ela aparenta ser ali no final das coisas. Não, nem ela.

Nem ela. Que ela não esconde que ela tem um sugar daddy, sabe? É. Que a Rue tá escondendo com o que ela tá trabalhando. A Mary se mostra muito mais poderosa do que ela realmente é. A Cassie, o Nate também já tá pra outro mundo. Cara, você é muito apaixonada por mim, né, gatinha? Meu Deus, eu não aguento. Tá ronronando de uma maneira. É...

Mas, cara, a trilha sonora, eu tô gostando. Eu pago o pau pro Hans Zimmer, eu adoro trilha dele. É, eu acho que é isso. O que as pessoas queriam era sentir aquela coisa etérea e muito louca. E o hip hop. Só que daí, primeiro, não é mais isso toda a série. Eles não estão mais indo pras festas e aquela loucura, aquela coisa, festa em casa das pessoas. Então, realmente, ter todas essas músicas que parece que é música de edit, né? Virou, depois de um tempo, assim.

Eu acho, na verdade, a música de Edith estava sendo a música das primeiras temporadas de Euphoria. Isso, é isso que eu tô falando. Sim. Aquelas músicas de Edith... Eu tava pensando no meu gancho, desculpa. Nem encaixariam na realidade da terceira temporada, né? Sim, sim. Não. E aí eu acho, assim, ok, não tem mais Labyrinth.

Aí querer botar o Hans Zimmer pra emular, simular, como... Sim, fazer músicas do mesmo estilo e tal. Ia ficar muito feio. Já não é a mesma série. Ainda mais com a polêmica. Quer saber? Iam reclamar se tivessem tentado fazer algo semelhante também. Com certeza. Óbvio. Já que a Euphoria já surtou completamente, eu acho que deixa a trilha surtar, deixa o Hans Zimmer... A gente tá tendo privilégios, as pessoas têm que entender. É um privilégio ver o Hans Zimmer...

Então, issoreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprep

compondo uma hora de episódio. A Mariana tentou ler o próximo tópico. Para entender aonde tu quer chegar, Diga. Não, não estou tentando não. É um privilégio a gente ver o Hans Zimmer compondo uma hora de trilha sonora por semana, por oito semanas. Para mim é um privilégio. Enfim. Bom, você acha os personagens de Euforia tão felizes?

Ninguém ali me parece feliz. Não, mas sabe quem tá feliz? Os moradores de São Paulo. Porque São Paulo foi eleita a cidade mais feliz da América Latina. Eu fiquei chocada quando eu fiquei sabendo disso. Eu me senti vindicated. Como é que é vindicated em português? Vingado? É, talvez. Deve ser vingado. Eu me senti... Usa mais de uma palavra. Reconhecido. Eu me senti visto. Porque eu sou muito feliz em São Paulo.

Sim, e tudo o que falam... E aí tem um asterisco que o Michel, nosso roteirista, botou extremamente bem aqui no roteiro. São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina. Confira ranking. Rio. Rio. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Fica fora de ranking internacional. Pau no cu, Rio de Janeiro. São Paulo, cara. Ó, vamos contextualizar. Vamos. Segundo o ranking Happy City Index, 2026, a capital paulista ficou na... Então, vamos lá.

ficou em 161 entre 251 cidades do mundo. Eu queria muito saber quais são os critérios.

Como... Tem aqui, calma. Essa foi a sexta edição do Índice de Cidades Felizes, divulgada esse mês. O estudo é baseado em 64 indicadores, distribuídos em seis grupos temáticos. Cidadãos, governança, meio ambiente, economia, saúde e mobilidade. Os indicadores medem as condições de qualidade de vida e de bem-estar urbano. Não é possível, que piada. Me desculpa, eu também sou feliz em São Paulo, mas...

Não dá pra colocar São Paulo em cima, assim, num ranking desses. Eu acho que dá. A cidade cheia de problema. Muito mais gente se fudendo do que gente se dando bem. Mas, tipo assim, ó, cidade da América Latina só.

Buenos Aires. Tá em 189. Desculpa, Buenos Aires tá mega fodida também. Buenos Aires tá numa crise gigantesca. É. Sabe? Curitiba. Eu vou pra Curitiba esse mês. Então eu nunca fui pra Curitiba. Mas Curitiba... Todo mundo dos meus comentários que mora em Curitiba parece ser...

Todo mundo aqui que mora em Curitiba nos meus comentários... Deixa eu só contextualizar. A gata que tá deitada no colo do Pedro desde o momento em que ela basicamente fez interromper o meu raciocínio lá, agora tá, tipo, tentando alcançar o microfone por algum motivo, só pra se esticar, eu acho, né? Eu tô te silenciando, filha. Vamos lá. Quem mora em Curitiba, na minha audiência, ama Curitiba.

Vive falando muito bem de Curitiba. Temos BH. BH é uma cidade simpática, mas é uma cidade que também tem muitos problemas. Não tantos quanto São Paulo. Problemas diferentes que São Paulo. Tá, o último brasileiro que tem é BH. É BH. Que tá bem perto da última, né? Tá. BH tá 219, a última é 250. De forma geral, eu também acho importante a gente colocar isso, tá? De 250 cidades... Sim. Qualquer cidade brasileira tá... Tá.

O índice na parte de baixo. Exato. Tipo, do um terço pra baixo, mais da metade pra baixo. Sim. E assim, a gente vê em 250 Guadalajara no México.

Não é uma cidade também livre de problemas, sabe? É só porque o Rio de Janeiro, e é uma coisa que eu já falei muitas vezes, Rio de Janeiro, para turista, e na Zona Sul, é um paraíso. Mas aquilo é 20% da população carioca. Agora, vamos falar do fato de que uma cidade chamada Porto Alegre não entrou no ranking das cidades mais felizes do mundo.

É porque eu sinto um pouco que o gaúcho é muito forte com o Rio Grande do Sul. E não com a cidade, sabe? É muito mais uma união ali estatal do que municipal. Faz sentido. Vamos ver o ranking das cidades mais felizes. E tem duas cidades aqui que eu quero visitar esse ano, tá? A gente começa com Compenhague, na Dinamarca.

Faz todo sentido. Faz muito sentido. Essa é uma que a gente quer muito visitar esse ano. Todo mundo de bicicleta. Pô, que sonho. Feliz. Arquitetura bonita. Arquitetura é ótima. Restaurantes bons. As roupas são incríveis. As suas restaurantes são boas. O único problema é que é tudo muito caro, mas... É.

Mas aí, ganhando bem lá, tá tudo resolvido. Óbvio. Número dois é Helsinki, na Finlândia. Terceiro, Genebra, na Suíça. Quarto, Uppsala, na Suécia. Quinto, Tóquio, no Japão. Estaremos em outubro, em Tóquio. Inclusive, vai ter episódio internacional aqui. Olha só.

Em sexto, tem Trondheim, na Noruega. Noruega deve ser ótima também. Sétimo, Berna, na Suíça. Oitavo, Malmo, na Suécia. A Suíça e a Suécia estão... Suíça e Suécia é top, né, pô? Estão ritando na lista. Nove, Munique, na Alemanha. Uma salada que eu quero muito conhecer também. Em décimo, Arhus, na Dinamarca.

Posso te fazer uma pergunta? Pode. Em que momento entre décimo lugar... Na Dinamarca. Não, não, não, calma. Não? Entre décimo lugar e posição 161, tu acha que tá Nova York? A tua cidade favorita. Cara, ontem a gente vendo o filme, sempre que apareceu Nova York, meu coração apertava. Eu quero pesquisar onde é que está Nova York.

Eu acho que não tem como a gente passar desse tópico sem a gente ver onde Nova York está nesse momento. Cara, você foi muito pontual nesse exato momento, meu amor. Muito obrigado. Não tô gostando de estar rolando tanto pra baixo assim. Nova York. Não, não. Eu li New Taipei City. Eu entendi New York City. Ai, que Deus.

Já pensou se não tá? E São Paulo tá? Eu estou em 75. E eu não quero, tipo assim, como onde é F? Toronto. Luxemburgo. Southampton. Não, eu já devo ter passado dessa porra. É que o Nova Iorquino, ele é reclamão e exigente também, né? São Paulo. Já passou, já acabou. Não, calma. New.

207 está Nova York. Esse ranking é uma balela. São Paulo é mais feliz do que Nova York, Pedro Gabriel Viziar. Olha só, eu não sei o que é o Nova York, mas eu te garanto que eu sou muito mais feliz em Nova York do que eu sou em São Paulo. Porra.

Mas Nova York tem menos problemas do que São Paulo. Menos problemas? Menos. Nova York tem menos problemas. Com certeza. Crime em Nova York não é tão pesado. Bom, a questão também é que isso pode ter sido... Com certeza foi feito no último ano e meio. A moral do americano tá muito baixa.

O americano está se vendo muito baixo. E Nova York é um estado muito democrata. Então Nova York está muito revoltada com tudo que está acontecendo lá. Talvez isso tenha prejudicado a percepção ali deles. Essa semana a gente reservou menos tópicos para falar, para poder falar muito. E falamos muito sobre esses tópicos.

E agora tem só um girinho de notícias, umas rapidinhas, assim, pra opiniões rápidas de cada coisa. Coisinhas interessantes dessa semana, mas que não... Merecem. Não é que não merecem. Não vão gerar entre a gente, especificamente, um debate tão longo, né? Total. Taylor Swift reage às fiques sobre suas músicas serem para ex-namorados. Fui eu que escrevi.

Então, essa semana teve uma entrevista com os melhores compositores de todos os tempos do New York Times. Foi um ranking que o New York Times fez. Isso, fez um ranking. A Taylor tá entre os 30. Faz sentido. Não sei nem qual é a posição dela, mas ela tá lá. Então, nós tivemos Taylor Swift content essa semana. Uma entrevista de 30 minutos da Taylor falando. E eu, como uma fã, extremamente fã.

independente do conteúdo, já fico feliz só de ter mais 30 minutos inéditos para mim de Taylor Swift falando. Eu, como um Swift, eu adoraria ter um pouquinho menos de Taylor Swift nos últimos tempos. Eu tava sentindo muito a Taylor Swift em muitos lugares. Mas eu acho que é diferente o tipo de coisa que tu escuta. Ela deu uma saturadinha pra mim. Sim, eu tenho sentido isso da tua parte.

Assisti, não achei nada de grandes revelações nesses 30 minutos. Por isso que eu falei, pra mim foi bom ter mais 30 minutos de Taylor Swift. Mas eu não achei que teve grandes coisas novas. Zara Larson se apresenta em universidade porque assinou o contrato antes de dar tudo certo. Explica o que está acontecendo. Cara, eu achei muito engraçado. E eu acho, no geral, o fenômeno Zara Larson...

2025 barra 2026. Muito legal, porque ela chega como uma celebridade que dá uma impressão muito grande de ser zero filtro.

Pra quem não sabe, vamos contextualizar. Zara Larsen é uma artista pop que já teve muitos hits pela carreira dela. Ela começou a carreira muito nova. Ela era adolescente, acho que tinha seus 17, 18 anos. E logo depois de bons, grandes hits, ela sumiu de novo. Nunca teve uma marca muito forte. Era só bons hits e sumia. Não era muito atrelado à imagem dela também. Eu acho essas músicas boas dela.

E aí, depois de um tempo, a internet fabricou um meme com aquela música Symphony, que envolvia golfinhos e uma estética meio praiana, anos 2000, com essa música... I just wanna be part of your symphony.

E aí ela pegou essa oportunidade e fabricou toda uma nova estética, que agora é a marca dela, de tropical, praia. Gosto muito de festas e verão. Bem anos 2000. Bem anos 2000. E, bom, ela tinha...

para conseguir cobrir os custos da turnê dessa nova fase da carreira dela, ela tinha assinado contratos de se apresentar em várias diferentes universidades dos Estados Unidos com shows pockets, assim como uma artista meio não mainstream que ela era há um, dois anos atrás, que não lotava nenhum show nem nada. Apesar de ter ali seus fãs que continuaram desde o começo.

Tem sempre o Zara Larson Brasil pra falar. Vai sempre ter os fãzinhos. Sim, é impressionante. Sempre tem. E aí virou um sucesso. Ingressos caríssimos. Uma tour mega produzida.

Virou hit as roupas, as unhas, as maquiagens, especialmente na internet. Todo mundo reproduzindo as maquiagens da Zara Larson no carnaval foi um hit. Todo mundo fazia maquiagem com muitas pedrinhas e muitas cores. E aí, do nada, essa semana, uma onda de TikToks de universitários americanos postando que por 10 dólares estavam assistindo a Zara Larson. E o TikTok dela, ela falou, gente, assinei esses contratos antes de dar tudo certo.

Quando eu precisava de grana pra pagar a turnê. Porque fazer uma turnê é muito caro. E eu não sou o tipo de pessoa que cancelaria esses contratos. Correto. Que ela poderia pagar a multa. Porque agora ela já fez dinheiro suficiente pra isso não fazer mais diferença pra ela. Mas ela fez questão de ir e fazer, sabe? Corretíssima. Não deixou o orgulho do momento em que ela chegou na carreira tão rápido passar por cima. É porque ela também já chegou nesse momento antes e flopou, né? Então...

É, eu acho que é isso. Eu acho que é de quem já chegou num pico, desceu e agora tá num pico de novo. E eu vou reconhecer que, tipo, tem que manter essa humildade e não deixar de fazer as coisas que isso compromete. E no fim, se tu quer saber, isso só contribuiu pra imagem dela, né? É, bem isso. Bom, Ed Sheeran confirma show no Brasil. Você gosta de Ed Sheeran, Mariana? Não. Eu também não muito. A gente vai no show do Ed Sheeran? Não. Mas tem seu público brasileiro. Tem, com certeza. Minha mãe.

Eu ia falar exatamente ela. Ariana Grande anuncia disco inédito. Paral, para Júlio. Você gosta de Ariana Grande, Mariana? Mais ou menos. É, eu... Ah, eu gosto das músicas daquele álbum bem... Sim. Sexual. Acho divertido. Qual é a outra daí que tem... Não, esse é de outro álbum. Ah, é aquela que ela canta na bicicleta também. Não sei.

Que é a soma da 69, sabe? São dois números diferentes. 6 mais 9? 15? Não. Não sei. 46 Plus não sei o que é o nome da música, uma coisa assim. Sei que sei lá. Ih, não. Pedro Gabriel, não. Estaremos ouvindo? O álbum novo? Com certeza. Álbuns novos de artistas pop, estou sempre ouvindo o que seja pra dizer não gostei. Quando lançar o single vai passar no meu Twitter, eu vou ouvir...

É, no máximo dizer assim, gostei, não gostei. Às vezes nos surpreende, às vezes a gente gosta e ela volta para os charts, né? É.

Agora, você teve muitos tópicos de divas pops. Tem o Minha Diva Pop, Christopher Nolan, diretor de Oppenheimer e diretor do filme que vai estrear ao longo desse ano, A Odisseia. Christopher Nolan revela que o filme será mais curto que Oppenheimer. Ainda bem, Oppenheimer foi muito... Qual filme? A Odisseia? A Odisseia. Que Oppenheimer. Você viu Oppenheimer? Não, acabei não vendo.

Enfim, ele avisou que vai ser menor que o Oppenheimer. E tem, inclusive, um motivo por qual não pode ser maior. O Oppenheimer tem o limite de tempo possível pra encaixar na película do projetor do IMAX. Eu acredito. Sério. Ele foi até os três minutos do Reels. As três horas. É, ele foi até... Sim, como eu sempre faço. Viu? Aprendo com ele. Estarei assistindo a Odisseia, se Deus quiser.

Também quero assistir esse. Tem a Anne Hathaway, né? Tem a Zendaya, tem a Robert Pattinson. Tem muita gente. E meus queridos da audiência, comentaristas, chegou no momento em que vocês tanto se revoltaram semana passada. O momento da fofoca. Eu fui um merda, um lixo e eu não deixei Mariana fofocar.

Mariana, você se mudou para São Paulo no final do ano passado. Precisamente dia 27 de dezembro de 2025. Yes. Como foi essa mudança? Como foi falar para sua família? Como foi o raciocínio? E como é que está sendo?

Eu acho que eu vou começar com... Desde o momento em que eu e Pedro nos conhecemos, quando ele morava em Rio de Janeiro e eu morava em Porto Alegre, nós dois já sabíamos que o nosso tempo de relacionamento à distância tinha dias contados. A gente sabia que ele não ia ser à distância para sempre. Então, a gente sempre soube que alguém ia se mudar. Ou os dois iam se mudar.

o Pedro já começou a namorar então comigo, já me perguntando quanto tempo falta pra acabar sua faculdade pelo amor de Deus, parecia que esse tempo só aumentava

E ele perguntava isso porque eu sempre falei, eu não vou sair daqui, eu não vou sair da casa dos meus pais enquanto eu não terminar essa faculdade. Esse negócio me drena de uma forma, eu não sei, eu falo isso como estudante de arquitetura, eu nunca fiz nenhum outro curso. Mas o que eu escuto de pessoas de outros cursos ou também de outras pessoas da arquitetura é que realmente nosso curso é diabólico, é tóxico e é mais...

trabalhoso do que poderia ser. Sim. Eu não sei, não sinto que é uma graduação que é tão mais importante do que as outras que precisa enlouquecer o aluno pra ele ser capacitado, sabe? Eu acho que a arquitetura é tão importante quanto a comunicação. Exato. E por que fazem a gente enlouquecer tanto? Não consigo entender. Eu acho um egocentrismo dos professores. Eu acho que se instaurou isso como uma... Mas enfim, continuando.

Tem uma pra outra semana. É, sempre falei isso pro Pedro. Não vou sair da casa dos meus pais. É muito estressante fazer a faculdade. Vou ficar aqui no conforto enquanto eu não me formar. E o Pedro estava ok com isso. Eu tava ok com isso e o Pedro tava ok com isso, né? Ficou ok com isso? Inicialmente? Eu fingia que eu tava ok com isso, mas eu sempre ia...

É que a gente também estava num momento que tu não estava uau financeiramente. Sim, era inviável pensar financeiramente isso. Eu não estava uau financeiramente. Então, a gente também pensava. A gente quer que o mais cedo possível a gente não seja mais à distância. Tenha o tempo da faculdade. A gente achava que talvez a gente tivesse mais algum tempo até a gente conseguir juntar ali nossas trouxinhas. Juntar uma graninha para ir morar juntos.

E eu não queria morar no Rio. O Pedro não queria morar em São Paulo. O Pedro não queria morar no Rio. O Pedro não queria morar no Rio. Não, calma.

Você não queria morar no Rio, eu não queria morar em Porto Alegre. Eu queria morar em São Paulo. É, eu falei que não queria morar em São Paulo? Falou. Tá, não, o que eu quis dizer foi, o Pedro não queria morar em Porto Alegre. Deus me livre. Mariana não queria morar no Rio de Janeiro. Deus me livre. Então, o que a gente precisava fazer, invariavelmente? Encontrar um common ground. Encontrar uma cidade que nós dois quiséssemos morar. Encontrar a cidade mais feliz da América Latina.

E a gente sempre teve, os dois sempre tiveram uma conexão com São Paulo. Os dois sempre gostaram muito. Eu, quando tinha 18 anos, morei em São Paulo por três meses. Tentando trabalhar, tentando minha vida como modelo. Só me traumatizei. Não foi bom. Eu precisava pedir grana pros meus pais e era humilhante. Porque eu não tava conseguindo me sustentar só com o meu dinheiro de...

De modelo. Era muita coisa humilhante pra você, né? Modelo, ser modelo da maneira que você era, era um pouco humilhante, com todo respeito à profissão. Exato, sim. O Pedro tá falando tudo isso a partir de coisas que eu já relatei pra ele, tá, gente? Relaxa. Eu não tô falando que, né? É porque a Mariana passava o dia inteiro em pé, improvador.

Sendo maltratada, destratada pelas chefes delas. Tipo assim, era humilhante pra você ser humilhada pelas pessoas. E aí tinha que pedir dinheiro pros seus pais porque a profissão que te humilhava não pagava sucesso. Não pagava nem bem. Porque uma coisa que humilha é a gente te dá dinheiro. E eu fui pra São Paulo tentar isso num contexto em que eu me formei no ensino médio com 17 anos e fiquei um ano inteiro fazendo cursinho pré-vestibular pra tentar entrar em arquitetura na Federal do Rio Grande do Sul. Sim. Não entrei. Não consegui passar. Conheci um ano de pré-vestibular.

E aí, antes de fazer mais pré-vestibular, eu falei, quero dar um hiato. As pessoas fazem um grande intercâmbio para fora do Brasil, fazem essas coisas assim. Eu recebi uma proposta, recebi uma oportunidade da minha agência de vir tentar uma temporada em São Paulo, vir fazer uma grana.

Vamos ver o que acontece. E aí eu planejei isso, que na segunda metade do ano, meu segundo ano fora do ensino médio, então, nesse momento, eu viria para São Paulo tentar. Na segunda metade, eu voltaria a fazer pré-vestibular para tentar entrar na Federal. Vocês já sabem que eu consegui entrar na Federal. E aí, nesse meio de ano que eu fiquei aqui, era para ser para esparecer, para ter a mente mais...

Leve, mais tranquila. Serviu para eu crescer, mas só me traumatizou. Sim. Ainda assim, eu continuei gostando da cidade. O problema foi estar aqui, tendo que pedir dinheiro para os meus pais e ir trabalhando com algo que não me agradava.

Cara, é muito fácil criticar São Paulo. Tem muita coisa pra criticar. Mas sendo transparente no nosso estilo de vida, São Paulo é perfeita para a gente. Sim, pra gente hoje em dia. E é por isso que eu falo, realmente. Não, mas pra você naquela época, você já queria viver essa vida hoje, de alguma maneira. Sim. Comer bem, ter todas as marcas na sua porta, fazer o que você quiser. Tem tipo... E tem uma coisa que eu gosto muito de São Paulo. Você pode ser quem você quiser em São Paulo.

Sim, ele aceita muito, né? Aceita. Nesse sentido, é tipo Nova York. Tu pode sair na rua com uma roupa maluca. Eu tava de meia anteontem no meio da rua pra te filmar. Eu sabia que não tinha ninguém me jogando. Tem coisa tão pior que a gente vê no meio da rua de São Paulo, sabe? Aqui é um lugar que o porquinho da Paulista consegue ver a famosa. Mas é isso, foi esse momento da minha vida que eu cheguei na conclusão de que... Então...

Eu ia morar em São Paulo em algum momento da minha vida. Só que com a experiência que eu tive, eu sabia que eu precisava estar muito bem de grana para conseguir vir muito bem. É uma cidade muito cara. Eu não ia querer sair do conforto que era estar perto dos meus pais, de ter esse apoio mais próximo, se eu não já estava estável o suficiente de grana para não passar perrengue e para poder viver São Paulo da forma que eu queria viver e não da forma que eu já tinha vivido.

Corretíssimo. Mas então daí eu estava nesse cenário, voltando. Vou terminar a faculdade.

Pedro, já não se aguentou. Já veio morar em São Paulo. O aluguel no Rio tava ficando caro demais. Eu não ia conseguir me manter lá. Foi bem ali a transição de encerro. Ou o contrato de um aluguel teu. Foi, eu precisava, enfim. Falei, vou tentar coisa nova, São Paulo.

Tentou, e eu acho que a tua história está muito interligada na minha, porque Pedro veio para São Paulo final de 2024. Foi. E acabou que o 2025 que ele fez profissionalmente, eu fiz junto mesmo que de Porto Alegre. Sim.

Eu estava levando a faculdade junto, mas estar com o Pedro e a gente se empurrou muito para focar nisso aqui, nas redes sociais e criar conteúdo e crescer. E a gente conseguiu se estabilizar ali financeiramente em um ano, os dois, tranquilamente. Eu nunca achei que eu ia me mudar com tanta segurança de que eu nunca ia precisar voltar a pedir dinheiro para os meus pais para morar sozinha, não chegar nem perto disso.

E foi isso. A gente teve um 2025 muito bem sucedido. Eu quero que você conte como foi o planejamento mesmo, sabe? Novembro...

Tá, então, mas aí que eu ia chegar. Tá bom, perdão. Então, assim, daí eu era essa pessoa que achava que só tinha chance de eu vir morar em São Paulo quando eu terminasse a faculdade, sem chance de ser antes disso, e quando eu tivesse dinheiro suficiente. Só que na minha cabeça não ia ter dinheiro suficiente antes de terminar a faculdade. Óbvio. Pra me mudar pra São Paulo, como é normalmente. Só que a gente construiu aí uma plataforma muito legal em um ano. E o Pedro começou...

na metade de 2025. E se tu viesse fazer o TCC de São Paulo? Se tu já se mudasse para São Paulo? Tem o contexto de que a casa da Mariana é um leve caos. A internet dela nunca funciona bem. Tem sempre alguém gritando, tem sempre alguma coisa acontecendo, alguma coisa caindo, alguém visitando.

E eu já sabia o quão estressante era pra Mariana, porque quando eu comecei a propor isso, eu já tinha visto, basicamente, você entregando três projetos, que são, basicamente, TCCs do período. Sim. Três projetos dela em que ela surtava por a internet não funciona, não me deixam trabalhar, não tenho paz aqui, ou tem que ir até, sei lá o quê, pra fazer e é meia hora de carro. Enfim, eu te via surtando por causa disso e eu comecei a apresentar um outro lado, tipo assim.

É, e aí eu comecei a entender, tipo, ali da metade do ano em diante, eu tinha uma amiga que estava justamente ali naquele momento, começando a cursar o TCC, e eu passei o semestre inteiro entrevistando ela. Como é que é? Tem alguma coisa presencial? Eles cobram presença em alguma aula, algum seminário? E aí eu fui entendendo o quanto realmente era necessário estar morando em Porto Alegre para cursar o TCC. Porque o que a gente começou a pensar e planejar era, e se fizer um método híbrido?

E se ela vier para São Paulo, mas não fazer o TCC toda a distância? Inclusive, esse método híbrido, de mora aqui e entrega o TCC em Porto Alegre e ir para Porto Alegre de vez em quando entregar o TCC, veio a calhar com a família dela, que daqui a pouco ela vai falar sobre. É, porque daí, no fim das contas, quando eu entendi com essa minha amiga que realmente não tinha nenhuma obrigação de nada presencial, mas que para o bom andamento do trabalho era muito bom eu ter momentos...

em Porto Alegre para orientar como orientadora e tinha os momentos obrigatórios ali no TCC, que eram apresentações intermediárias, painéis de receber feedbacks e tal. Para quem não faz arquitetura, não deve ter entendido nada. O nosso TCC é completamente diferente. A gente não escolhe a banca. A banca é definida desde o começo, tu já sabe qual é a banca. A banca vê o teu trabalho quatro vezes diferentes ao longo do semestre. É uma loucura que realmente...

Requer que tu esteja lá em certos momentos. Só que a conta que a gente fez foi. O nosso 2025 muito bem sucedido envolveu eu vir a São Paulo umas quatro, cinco vezes por mês. Passar dois diazinhos. E se o nosso 2025 foi tão bem sucedido à distância e conseguiu criar mesmo assim a identidade de casal que a gente conseguiu criar na rede social, imagina morando juntos.

Exato. Então a gente sentiu que não dava mais no timing que a gente tinha ali, sabe, atingido como casal na internet. Não dava mais pra esperar eu entregar esse TCC pra daí sim eu me mudar pra São Paulo. A gente chegou à conclusão de que era viável fazer o TCC daqui e que era o momento certo pra isso acontecer. Tanto no nosso relacionamento, né? A gente já tava também bem de saco cheio de ser a distância pro namoro. Ninguém aguentava mais.

quanto profissionalmente. Sim. Só que aí tinha um obstáculo que era, para a minha família, eu não só ia me mudar para São Paulo depois de entregar o TCC, como eu ia entregar o TCC e descansar lá por mais um semestre. Ou seja, eu só estaria no calendário da minha família me mudando para São Paulo.

No final deste ano. No final de 2026. Não sei se a gente já falou. Mas a família da Mariana é alguém que... É uma família que depende muito da Mariana. Em muitas coisas diferentes. Então eles contavam com a presença da Mariana. Durante esse ano inteiro. Pra organizar evento. Pra fazer coisa pra fulana. Coisa pra secrana. E aí a gente começou assim... Como é que vai ser? Como é que a gente vai contar?

Teve um momento em que a irmã da Mariana, a Júlia, beijo, Júlia, comentou com a avó, os avós da Mariana, que a Mariana estava pensando em se mudar para São Paulo. Não era nem com datas. Não. Ela falou que eu estava pensando em me mudar. Porque também a minha ideia de vir, e aí para a minha família era final de 2026, também era só minha família ali. Meu pai, minha mãe e a Júlia já sabiam que estava eminente esse risco. Sim. Mas era com esse prazo mais longo. O resto da minha família...

Não sabia nem que era uma remota possibilidade eu me mudar para São Paulo. E aí, quando a Júlia comentou com os avós da Mariana, os avós passaram o dia inteiro questionando a Mariana, né? Sobre isso. Mas, bom, alugamos o apartamento.

Não é, aí a nossa questão toda foi é um tópico sensível pra minha família a ideia de eu me mudar. Eles são muito dependentes, a família toda é muito família, é muito de estar todo mundo junto perto. Domingo, reunido, churrasco, até a noite.

Já foi até mais, não era só domingo. Teve uma época que era sexta, sábado e domingo. E se ajudar no meio da semana com alguma coisa que precisava. E tem um lado da minha família que eu acho realmente extremamente nobre. Que larga-se tudo. Se precisa ir acompanhar em hospital. Se precisa buscar, levar. Tem passeio da escola, tem que fazer uma maquete. Tem que... Todo mundo dá um jeito de ajudar de alguma forma. Já falei, mas seu pai é o pai mais presente que eu já vi na minha vida. E o cara trabalha.

Ele trabalha muito, consegue ser presente. Então, era muito importante para mim a gente ter uma sensibilidade o suficiente para contar para eles que a gente tinha tomado essa decisão. Só que, ao mesmo tempo, como eles são tão família assim, eu sabia que ia rolar muito uma tentativa, podia rolar muito uma tentativa de persuasão. Sim. De me convencer...

Não de que não precisava me mudar, mas que eu podia não ir agora. Podia esperar, podia rever, reconsiderar. E aí, por esse motivo, eu cheguei a uma conclusão com o Pedro. A gente precisa anunciar isso só depois que o plano já estiver muito melhor estruturado. Foi. A gente precisa escolher o apartamento, alugar, assinar.

E eu precisaria estar com você. E exatamente. Muitíssimo importante era. O anúncio tinha que ser feito um do lado do outro. Com certeza. Porque eu também não queria que passasse a impressão de eu vou ir morar com o Pedro. Porque não era isso. Estamos indo morar juntos. Nós estamos indo morar juntos. Sim. O Pedro também saiu de um apartamento, que era o outro apartamento que ele morava aqui em São Paulo. E nós viemos morar no nosso apartamento. Começamos ali do zero, juntos. Do zero é forte.

Tá, tô falando do lar, não tô falando de itens. Sim, sim. É porque tem muito casal que realmente começa do zero quando vai morar junto. Porque joga fora a geladeira? Não, porque as pessoas não tem quando vai morar junto. Sai da casa dos pais, entendeu? Inclusive esses foram os questionamentos da minha avó, né? Que foi bem engraçado. Isso é engraçado. Daqui a pouco a gente fala disso.

Mas então eu sabia que eu precisava estar do lado do Pedro e com todo um plano muito estruturado pra que a ideia fosse recebida da forma menos pior possível e que eu fosse vista mais como uma adulta responsável do que como uma jovem maluca que estava tomando uma decisão impulsiva. Ou manipulada pelo namorado também era uma opção, uma possibilidade.

É. Tá bom. Mas enfim. E aí como fizemos isso? A gente aluga o apartamento. O apartamento tá fechado, visitado, definido. Plano 3D no SketchUp, ArchiCard da vida. Feito. A planta do apartamento. Eu e a Mariana ficava deliberando sobre ela meio que escondida da família em Porto Alegre. Cara, assim, eu desenhando a planta. Pra ninguém saber. Era quando não tinha ninguém em casa, porque daí queria estar em chamada de vídeo com o Pedro. Aí tudo bem, eu posso estar de fone, mas aí o que eu tava falando?

Podia ser escutado. Cara, eu mega feliz, animado, ansioso. Ai, era horrível isso. E eu, às vezes eu queria falar com a Mariana e a Mariana ou não podia me responder, ela não podia reagir positivamente e eu ficava triste. E ela ficava triste e eu não podia ligar pra ela pra falar. Sim, aí eu ficava com medo que o Pedro...

Achasse que eu não tava tão empolgada quanto ele. Sim. Porque eu não tava me permitindo estar tão feliz ainda. Porque eu também tava, tipo... Muito nervosa. Aquela sensação agridoce de... Eu não posso nem me permitir estar feliz ainda se eu ainda tô escondendo isso da minha família, sabe?

Bom, compramos uma passagem para o final de novembro. Eu acho que foi tipo dia 25 de novembro. Metade de novembro. Foi tipo 14, eu acho. Foi aniversário da Isadora. Não, não foi um antes. Não, não foi um antes, não, acho. Tinha uma questão, uma questão muito importante pra gente. Na verdade, pra família inteira. A Júlia... Vestibular. A Júlia estava ainda no vestibular. E eu fui pra Porto Alegre no segundo final de semana do Enem. Sim.

E esse segundo final de semana, a Júlia estava prestando o vestibular no Enem. E nós concordamos. A gente só pode contar isso depois da prova da Júlia. Porque a Júlia é uma pessoa muito emotiva. E o momento que a gente contasse pra ela, ia completamente desestabilizar. Ia desestabilizar ela. E a gente não queria chegar nem perto de ser responsável por qualquer alteração no resultado da prova dela. Seria muito injusto com ela. E seria sem noção da nossa parte. Então, tipo, o Pedro chegou na sexta-feira.

Lá, e o Enem era no domingo. Sim. A gente teve que viver normalmente a sexta, normalmente sábado, normalmente o domingo. Sim. Não, o Enem é sábado agora. É. É sábado, tanto que contar foi domingo, meio-dia. Não, não. A gente contou quando a Júlia tava no Enem. A gente deu esse golpe pra ela.

É verdade. Então é isso. Domingo é o Enem. Como é que foi? Vamos contar. A Júlia foi pro Enem. Estávamos, então, em casa. O que eu e Mariana pensamos? A gente tem duas opções. Porque a família da Mariana ia se reunir na casa da Mariana nesse domingo. Como de praxe. A gente tinha duas opções. Ou contava pra todo mundo de uma vez só. Ou contava escalonado.

O que a gente concordou? Vamos escalonado, vamos quebrando, assim. E o principal, contar pro meu pai e pra minha mãe, antes de chegar o resto do bando todo da família. Teve o milagre que foi. Levamos a Júlia no Enem, pra fazer o Enem, a gente volta pra casa e o momento mágico. Sobrou o pai da Mariana e a mãe da Mariana sozinho em casa com a gente. Sem a Júlia, que não podia saber antes da prova, agora ela já tava lá trancada sem celular. E sem ninguém da família pra...

E sem ninguém da família ainda. Exato. No churrasco de domingo. Então, a gente... Cara, eu tava tendo diarreia. Sim, você tava com dor de barriga. Eu tava com dor de barriga e de nervoso. Sim, porque, tipo, literalmente foi um... Tinha que ser naquele momento. Não tinha como fugir. Tinha que ser ali. Eu vou ao banheiro. Eu saio do banheiro. Eu e o Mariana, a gente... Mãozinha e fala. Não, não, não. Vamos falar como é que foi, tipo, a linguagem corporal, a posição das pessoas. Nós dois sentamos no sofá. Foi?

Um de mão dada pro outro. Na minha memória... Chamamos meus pais na sala. Claro que foi. Na minha... É, talvez tenha sido. Na minha memória, seus pais estavam sentados no sofá e a gente estava de pé. A gente estava sentado no sofá, meu pai estava sentado na poltrona vermelha e a minha mãe de pé, eu acho. Talvez. Foi uma coisa assim. Eu consegui dar uma notícia dessa sentado. Que loucura. Sim, eu sei que daí a gente... Sim, porque a gente sentou e falou, vem aqui, vamos conversar.

Os seus pais já gelaram. Eles ficaram brancos. A minha mãe não quis nem sentar. Minha mãe ficou de pé. O meu pai sentou na poltrona e os dois com o olho desse tamanhão. Mariana tá grávida. E aí o Pedro... Se não me engano, eu ainda botou a mão na minha barriga. E falou, a gente tem uma coisa pra contar pra vocês. Não, eu acho que não fiz essa brincadeira, não. Acho que não. Não?

Mariana. Tá, então não fez antes mas aí depois. Eu acho que eu falei alguma coisa tipo assim ninguém tá grávido. Eu acho que foi isso. Mas eu não botei a mão na sua barriga. Não brincou, é verdade. Mas tu falou isso. Antes de começar a contar. Ninguém tá grávido, não é nada... Ninguém morreu. É verdade. Daí ainda teve um momento antes da gente contar, o Pedro falou, ninguém tá grávido e a minha mãe...

Ai. Mal sabia ela que era algo pior. E aí ela se tranquilizou. Quando ela se tranquilizou, eu falei, eu e o Pedro, semana passada, assinamos... Eu já contei assim. Sim. Já contei que estava assinado, entendeu? Uhum. O contrato de aluguel de um apartamento...

Nosso em São Paulo. E aí, a reação foi. Meu pai abriu um sorriso gigantesco. Foi. Uma muito feliz. Nos abraçou. Queria saber já onde aqui era o apartamento. Quantos quartos. Aonde. Aonde em São Paulo. A minha mãe. Começou a chorar. Começou a chorar.

O seu pai, ele teve uma origem humilde. Ele nasceu, cresceu na Cruzeiro, uma favela, uma vila em Porto Alegre. E eu me lembro, isso pra mim foi muito legal. Ele quase com o olho lacrimejando também, de emoção. Sim. Ele virou e falou, cara, eu cresci na Cruzeiro e agora minha filha tendo que morar... No Jardins. No Jardins.

Que incrível, isso é a melhor coisa que um pai pode querer. Eu me lembro de alguma coisa assim. Aí seu pai levantou pra pegar a cerveja. Pra mim e pra ele só. Sim, é verdade. Ele foi lá e buscou dois copos. Dizendo que precisavam fazer um brinde. E a minha mãe chorando.

E eu tentando acalmá-la. Mas sua mãe não tava necessariamente chorando de tristeza. Ela não tava chorando. Ela não chegou a chorar antes, eu acho. Ela ficou meio assustada, óbvio. Ela ficou meio assustada e aí a gente começou a mostrar. Porque daí a gente também já começou pão e circo, né? A gente começou, já peguei o iPad. Olha os quartos! Não dá tempo dela raciocinar.

É o Brain Brot. Você olha o quarto. Olha como é que vai ser. Olha que legal. E aí, meu pai vem com essa afronta desse brinde só para os dois. E eu falo, não. Se a gente vai brindar, tem que ter algo para eu e minha mãe bebermos também. E aí, olhamos em casa, não tinha nada para a gente beber. A gente não queria brindar com cerveja. Nenhuma das duas é muito fã de beber cerveja. Por isso que ele só deu dois copos.

Sim, exatamente. Só que daí é injusto, né? Aí eu falei, não, então tem que ir comprar alguma coisinha. Tem um mercado na frente do meu condomínio. E aí eu pensei em ir eu e o pai da Mariana que a gente vai conversando. Pra ele, tipo assim, deixar melhor a visão do meu pai sobre essa mudança. Não, não era por causa disso, não. Era pra você poder conversar com a sua mãe sem eu estar presente. Pra vocês terem um momento de meninas ali também.

Só que Mariana não se tocou no que estava. Não, não é que eu não me toquei. Eu estava tão nervosa e eu estava sentindo que o meu único ally naquele momento era o Pedro, que para mim, aquele momento ali de escape precisava ser eu e tu.

Já começar o ventinho, conversar sobre o que tinha sido. Exatamente. Tipo, era quase que só um intervalo, assim, pra mim, sabe? Tipo, tá, a gente vai ali comprar. Enquanto isso, a gente se recompõe. Já fala como é que a gente achou que foi. Pra que direção a gente tem que ir daqui em diante. Eu tava nervosa. Fomos, compramos, voltamos. Aí sim, quando a gente volta pra casa. Rapidinho, foi tipo questão de cinco minutos. Quando a gente volta pra casa, a minha mãe está jogada no sofá. Chorando. Agora sim, ela estava chorando.

E o meu pai tentando acalmá-la, tentando dizer que estava tudo bem, não sei o quê. Mas enfim, aí chegamos com a bebida. Aí eu choro junto com a minha mãe, também falo que era doloroso para mim. Tento trazer essa parte vulnerável, que óbvio que era doloroso para mim. Mas é que eu já tinha vivido aquele luto da mudança bem antes dela. Ela estava recebendo aquela notícia naquele momento. Eu já tinha decidido isso há meses. Claro. E...

O seu pai não tava meio que deixando sua mãe chorar. Seu pai virava pra sua mãe e falava Meu, olha que legal, cara! Sim, para com isso, cara! E eu ficava tipo assim, deixa ela ficar triste. É normal, é natural. É, a gente ficava falando essas coisas. Que a Mariana já chorou muito. Já, tipo, lidou com essas emoções da mudança. Tu tá te deparando com isso agora. É normal ficar triste. A gente tava tentando ser mega compreensivo, assim.

Mas foi tudo bem. Mas foi tudo muito melhor do que a gente imaginava. Não teve ninguém questionando a decisão, que era a principal coisa, que era o meu medo. Viram a planta, gostaram do apartamento. Acharam um apartamento incrível, enorme. Acharam o máximo. Inclusive, até adiantando, mas quando eles vieram para São Paulo, eles adoraram a região, adoraram tudo.

adoraram as férias que a gente teve em Ilha Bela, que a gente vendeu isso junto. A gente falou, tá, a gente vai se mudar, finaleira de dezembro. Uma semana depois, vocês vão estar aqui pra gente tirar férias em Ilha Bela, vocês conhecerem o apartamento. Foi loucura. O corno aqui surtou pra deixar tudo pronto. Foi loucura que a gente teve literalmente, tipo, nove dias. Eu acho que foi menos disso. Porque foi de 27.

Não, a mudança terminou dia 29. Foi dia 28, dividiu dia 29. É verdade. Então foi de 29 até o dia 5. Foi tipo isso. Eu acho que eles chegaram dia 4. Sério? Eu acho que sim. Nossa. Foi tipo 3, 4 dias. Foi corrido. Mas aí a gente falou para as outras pessoas da família da Mariana. E aí foram chegando as outras pessoas. E era aquele misto de chororô com felicidade.

Os homens da família muito mais felizes do que as mulheres da família. As mulheres muito mais em luto e os homens muito mais felizes. Diz muito sobre homens suprimirem mais as emoções do que as mulheres. Ou também sobre as mulheres serem muito mais apegadas a mim do que os homens da família. Quando chegou a hora de contar pra Júlia...

quando ela voltou do vestibular, a gente tentou preparar todo o terreno. A gente pediu McDonald's. Pedimos. Tinha algo para a gente assistir juntas na TV. Não lembro agora se era um episódio de uma série. Eu achei alguma coisa bobinha. Ah, é um episódio de Masterchef. Ah, sim. Era algum Masterchef que a gente estava vendo. Nem era do momento, eu acho. A gente estava assistindo um Masterchef. E a gente sempre tentava combinar horários para assistir Masterchef juntas, sempre comendo alguma coisa gostosa.

E a gente sempre dividiu tudo o que a gente ia pedir. Sempre não, mas na maioria das vezes. Então, dessa vez, eu pedi Mac para a gente, sabe? Esperei ela com o McDonald's, pronta para assistir Masterchef. Se eu não me engano, a gente deu play. Não sei. E começou a comer. Essa parte já é mais nebulosa na minha cabeça. E aí, do nada, eu paro. Conto para a Júlia. Júlia só quer saber de chorar. Não quer ver a planta do apartamento? Não, eu não queria nada. Não quer saber do apartamento?

Não queria nada. Ela só queria chorar. Ela não estava brava comigo. Ela só realmente estava arrasada com o quão cedo isso ia acontecer. Porque a gente contou isso em novembro. Final de novembro ia acontecer tudo em final de dezembro. Então tinha um mês para ela se acostumar com a ideia. E eu e a minha irmã somos muito próximas. Muito apegados. A gente tem uma amizade muito grande. E...

Então, ela demorou bastante tempo. Acho que no outro dia ela quis saber tudo. Ela é super organizada financeiramente e de cuidar de contas. Ela é muito responsável nesse sentido. Então, no outro dia ela começou. Quanto custa o aluguel? Onde é que é? Quantos quartos tem? Para daí já entender. Ela já sabia um pouco sobre o valor de passagem pelo meu ano que eu tive viajando para São Paulo. E eu virava para ela e falava, você quer ver o apartamento? Não.

É, não, na noite, no momento que a gente contou, não queria ver nada. Só queria chorar. Só precisava de um copo d'água. Sim. E só conseguia chorar. Não, mas mesmo no dia seguinte, quando ela já tava mais tranquila, eu tentei mostrar, ela não quis. É que eu acho que foi depois que tu foi embora que ela quis ver. É, deve ter sido isso. Mas, no final das contas, a reação de todo mundo foi... Foi. E a reação da Júlia eu acho extremamente justa.

Eu acho que se fosse invertidos os papéis, eu ia sofrer tanto quanto, se não mais do que ela. Porque se tem alguém que é chorona, sou eu.

E a Júlia agora quer passar férias de inverno aqui com a gente. Hoje a gente tava organizando pra Júlia vir passar uma semana. Quando chegar ali meu aniversário, metade de julho. Sim. Ela vir pra cá, eu já vou ter entregado meu TCC. Vai ser logo antes ou durante o show do Harry Styles. Isso, vai ser durante o show do Harry. Sim. E ela mudou completamente a narrativa dela sobre eu em São Paulo. Claro que ela sente a distância no dia a dia, mas ela...

Sim,repreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprep

Percebeu o quão bom está sendo para mim. E o mais importante para mim é perceber que ela reconhece quão importante é e vai ser para ela. Sim. Sabe? Ter isso aqui. A cidade é um pólo importante. Ela pode ter oportunidades até de trabalho profissionais aqui futuramente. Ou de fazer um curso aqui. De fazer qualquer curso. De conhecer gente daqui. Um pretendente. Amigas. Sabe? Fugir do círculo. Inclusive já pediu...

Pra gente apresentar pra ela meninos legais, bonitos. De 22, 23. 20, 21. Calma lá. Entre 20 e 23. É isso, ela tem 20. Então, se você for um pretendente legal, comenta.

É, mas tem que ser tipo o Pedro, tá? Tipo o Pedro é impossível, gente. Desculpa. Tipo isso é impossível. Mas assim, que se assemelhe, sabe? É isso. E assim, a Gíria tinha um histórico de não gostar de namorados de Mariana. Namorados, como se tivesse tido vários. Teve mais de um. Eu posso chamar de namorado? Tu conhece a língua portuguesa? Conheço, meu amor. Ah, tá. Eu tô falando que... Eu, hein? Porque você teve um namorado. Além de mim.

Como esperado nesse primeiro ano de namoro, não era a maior fã do Pedro. Não gostava muito dele. Quando recebeu a notícia da mudança, o principal problema dela talvez fosse não só que eu ia embora, mas que eu ia ficar com alguém que ela não gostava. Mas naquela época ela não... Não desgostava mais. Só que ela não era também ainda a fã que ela é hoje. O que eu queria dizer é isso. Eu não sei como o Pedro conseguiu a façanha de me levar embora da Júlia.

E ao mesmo tempo, conquistar a Júlia. Porque hoje em dia, rola complô entre os dois contra mim. É tipo assim, eu vou reclamar pra Júlia de algo que o Pedro me irritou? A Júlia defende o Pedro. Ou então eu vou reclamar pro Pedro de uma briga que eu tô tendo com a Júlia? Porque sim, irmãs continuam brigando mesmo à distância.

Pelos mesmos motivos que elas brigavam quando não era distância. E aí o Pedro defende a Júlia pra mim. Eles viraram um time. E eu estou sobrando.

É isso. Mas foi um trabalho árduo meu, de convencimento. Tem um pouco da malemolência do Carioca, que pessoalmente ajuda. Ela veio pra cá, ela aproveitou o Lola Lounge. Ela veio de Lola Lounge, passar uns dias aqui, sem ninguém dizer um A pra ela, do que ela precisava, não precisava, podia, não podia fazer.

Chegou de madrugada aqui em casa e ninguém se importou. Ninguém nem bola. Assim, a gente se importou. Eu acordei de madrugada, eu vi que tinha notificação que a porta tinha aberta. Eu falei, a Júlia chegou em casa. Mas ninguém ficou feito uma coruja em cima dela. No outro dia de manhã que eu fui olhar se ela tinha chegado em casa. O la la, onde ela bebeu também. Open bar. Bebeu open bar, 20 anos. Open bar por causa da irmã não pagar um centavo pra ir em festival.

Quer outra vida? E não só isso. Quer desgostar de um namorado da irmã desse jeito? A gente ganhou ingresso pro segundo dia, Lola Lounge também. Conseguimos levar a Júlia com Lola Lounge pra gente no dia da Chapel. É verdade. E aí o ingresso que a Júlia já tinha comprado só pro dia da Chapel, o ingresso normal, sobrou e ela deu pra amiga dela, que tinha comprado só pro domingo da Lorde, e ia perder o dia da Chapel, o sábado da Chapel. Conseguiram ir juntas.

E aí a amiga chegou do aeroporto, basicamente, direto para o Lollapalooza. Porque ela não tava planejando ir nesse dia. E agora, o sonho da Júlia era que eu comprasse um PS5 pra ela poder jogar. Quando viesse pra cá. Comprei um PS5 ontem. Hoje ela já tá querendo uma férias de inverno aqui. Já tá perguntando. Tudo bem, eu ia ficar seis, sete dias aí? É, exato. É isso.

É isso, gente. No fim das contas foi um sucesso. Mas, obviamente, no meio disso tiveram muitas dores de barriga. Ficamos muito nervosos em vários momentos. Cara, e eu acho que talvez um conselho que a gente possa dar pra quem eventualmente for passar por isso e vai ficar com isso na cabeça. Ou esteja passando agora pra começar dessa conversa pra família.

Cara, planeja. Eu ia até falar, vocês não gostam tanto que tudo aqui seja roteirizado, mas eu acho que tudo na nossa vida é, de certa forma, roteirizado. Eu cresci com pais que eram muito estritos, assim, de o que eu podia e não podia fazer na adolescência, e eu aprendi...

Desde nova, que para eles me deixarem, por exemplo, ir no cinema com um grupo de amigos, eu precisava saber exatamente quais amigos iam no cinema, o pai de qual amigo ia nos levar, que horas a gente ia e que horas a gente voltava, o que a gente ia fazer antes ou depois, se ia ter algum restaurante antes ou depois, ou queria ir para a casa de alguém antes ou depois.

Que filme é... Entendeu? Eu tinha que saber de todos os detalhes. Se tinha qualquer furo, meus pais já suspeitavam de alguma coisa e já não me deixavam ir, já cancelavam. Então eu vim desse estado de alerta e eu pensava, para eu anunciar uma mudança, tem que estar tudo mais do que alinhado.

costurado, todas as perguntas respondidas e as perguntas a gente se fazia, basicamente. A gente imaginava problemas e começava a pensar na pior das hipóteses, se alguém surtar, se alguém reclamar disso, se alguém falar daquilo. A gente já tinha todos os planos A, B, C, D feitos na cabeça. Acabou que foi melhor. Eu acho que a gente nem tava tão preparado.

Pra quão tranquilo foi, né? Exato. É verdade. A gente nem conseguiu, parece que, contar com tanta felicidade porque a gente tava tão preocupado de ter uma reação adversa que a gente não... Eu não sinto que eu contei num tom de tipo assim... Não, a gente contou preocupado. Yes, gente! É porque também a sua família, as mulheres...

Em momento nenhum, iam ficar... Então, se a gente fosse... Ia ser muito... Ia ser falta de sensibilidade. Ia ser falta de sensibilidade. Não tinha forma. Mas foi isso. E sobre, para mim, como está sendo, porque acho que a pergunta também teve muito disso. Eu sempre respondo isso, porque me faz essa pergunta toda hora, quando a gente encontra com gente que trabalha com a mesma coisa que a gente, enfim, ou amigos. Como está sendo para mim morar em São Paulo? Se estou gostando da cidade? Se a cidade me recebeu bem?

Eu tô adorando, mas eu também não tô tendo tantas surpresas em relação à cidade. Porque a gente teve em 2025, que como eu já falei, eu vinha pra cá cinco vezes por mês, passava dois, três dias, então era quase metade do meu mês aqui. Um pouquinho menos que isso, mas tudo bem. É que teve meses que foi. Lembra quando eu vim em junho? Sim, o dia dos namorados foi pesado. Exatamente. Marcas, tá chegando o dia dos namorados. É um mês que a gente trabalha.

E vocês podem sentar aqui no sofá com a gente. Pode fechar a publi aqui também, tá? Beijo. É.

E aí é isso. Eu já estava muito acostumada com a cidade, com os nossos programas na cidade. Então, em relação a São Paulo, nada me pegou de surpresa. Mas, em relação ao bairro que estamos morando, sim. Porque eu me apaixonei por uma região de São Paulo que eu não conhecia. Estou gostando muito de morar por aqui. E o que você está rindo? Eu achei um pouco chovendo e molhado. Eu me apaixonei pelos jardins. Óbvio, né?

Sim, mas é porque a gente não tava vindo passear aqui. Ou talvez eu não vinha e olhava com olhos de como seria morar aqui. Sim. Era muito tipo, tá, passeio ele, não se quero freio. A gente, antes de pensar em morar no jardim... Honestamente, a gente não achava que a gente teria grana pra morar nos jardins. É. A gente encontrou um apartamento por um valor muito bom, numa localização muito boa. Porque ele tava todo fodido.

É, a gente pensava em morar em Higienópolis, que não é um bairro muito mais barato que o Jardins, mas já é mais barato. E em Higienópolis a gente amava também. Amava. É, que eu acho que é isso. Eu andava por Higienópolis e eu me imaginava morando lá. Sim. Aqui eu não cheguei a andar pelo bairro pensando nisso. E era só meio ali Oscar Freire e lojas. A gente não se dava chance de imaginar morar no Jardins, eu acho. E here we are.

E é por isso, eu acho que eu nem cheguei a conhecer tanto dessa parte. A gente não vinha tanto pra programas aqui. A gente foi o quê? Na Rite uma vez. Das memórias que eu tenho aqui da volta, né? No Miado também. No Miado. Mas muito coisa só de vez em quando. Que nem dava tempo de andar nos arredores e sentir a região. Por isso que eu falo que me surpreendeu muito. Porque na minha cabeça em São Paulo nem tinha um bairro como esse.

E tem. E é muito legal. É muito... Nossa, eu tô adorando. E andando até o Shopping. E andando até a Casa Santa Luzia.

Eu tô gostando muito. Tô gostando muito. E morar com o Pedro também, ele acha graça quando eu falo isso. Mas tá sendo muito mais suave do que eu imaginava, sabe? Tipo, o Pedro teve muito tempo morando sozinho. Muitos, muitos anos. Então eu achava que ele ia ter muito mais manias que não fossem ser flexíveis à minha, agora, presença constante. Zero. Tipo assim, eu tinha esse receio, sabe? Mas você também não tem nenhuma coisa que realmente incomode alguém.

Então eurepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprepreprep

É porque você também... Perfeita, né? É porque você também... Você dividia banheiro com a sua irmã, sabe? Eu acho que você já viveu no caos por 20 anos ali, junto com a Júlia. Eu tenho certeza que tem uma irmã... Eu não sei nem do que eu tava com medo, né? Porque eu saí de morar com muita gente no caos. Com todo amor e carinho à Júlia.

Não é fácil morar com a irmã dividindo o banheiro todo santo dia com a maneira, a comunicação violenta que a sua família inteira tem. É, é. Então é isso. Eu tava com um pouco de medo, mas, como eu falo, tá tudo sendo muito tranquilo. O Pedro é uma pessoa que é super organizada com casa. Ele tem até umas manias de, tipo assim, só ele lava a roupa aqui. Porque ele sabe lavar a roupa de um jeito que eu não sei. Eu nunca lavei uma roupa.

Não sei nem operar nossa máquina de lavar a roupa. A Mariana não sabe mexer na nossa máquina de lavar.

Eu não sei. Sim. E aí, tipo assim, ah, eu tinha ficado com a louça. Agora a gente comprou uma máquina de lavar a louça. Eu sinto que a gente tem o turno diurno e o turno noturno. O turno noturno é mais meu. E agora que eu tô ficando acordado até mais tarde que você, voltou. Que eu normalmente dou uma geralzinha na casa. Eu pelo menos tiro algumas louças. E eu tenho essa rotina de manhã. Porque eu acordo antes de ti e eu também dou, assim, um...

Você joga o lixo fora. Joga o lixo fora. Às vezes bota a lava-louça pra... Bota a lava-louça pra funcionar de novo. Exato. Já, tipo, se tu botou louça pra lavar de madrugada, na hora de dormir, de manhã, quando tu acorda, ela já tá guardada no lugar. Exato. E a gente vai tendo essa rotina e vai funcionando. E é isso. A gente teve muito essa sintonia. E outra coisa maravilhosa de me mudar com o Pedro é o lance que a gente ia falar da minha avó. Que é... E aí

O Pedro já tinha um enxoval de casa que não é um enxoval de casa de homem hétero que morava sozinho. É um enxoval de casa que eu escolheria pra mim mesma com a mesma faixa etária, sabe? E também não é um enxoval de casa de quem foi morar sozinho há um ano. Não eram os primeiros móveis. Já era a segunda geração de móveis. Já era a segunda leva, né?

Não era aquele sofá vermelho da Móblea, que era um sofá cama também de veludo, que custa R$ 800,00. Que é o primeiro sofá normal pra uma pessoa ter. Já era um segundo sofá da Tokstok, de couro, já era bonitinho. Meus pratos não eram aqueles primeiros pratos brancos, normais, básicos. Já eram pratos mais bonitinhos também da Tokstok. Eu falei pro Pedro esses dias que é muito engraçado, que eu sempre falei pra minha mãe e ela discordava de mim. Tipo, no caso, não gostava dessa ideia.

Que eu falava pra minha mãe que quando eu fosse morar sozinha, eu ia comprar um jogo de louças que não seriam todas as louças iguais. Tipo, se fosse uma cor sólida, seria uma de cada cor sólida, sabe? Ou então que elas iam ser todas diferentes, mas combinando entre si. E aí eu conheço um cara que o jogo de louça dele é tipo um prato de cada estampa.

Uma xícara de cada cor, mas todas iguais. E foi muito engraçado isso. Minha mãe sempre ouvia falando isso. Mas será que é legal, Nana? Porque tu não compra um conjunto todos iguais. E aí quando ela veio aqui, ela percebeu isso, né?

Percebeu, sim. E aí foi ela que me falou. Tipo, tu lembra que tu disse isso e... No fim, o Pedro já tinha isso. Mas... E é engraçado que, como não é normal ter um homem que mora sozinho e tem tudo isso muito bem organizado, a minha avó, no primeiro contato que ela teve com a ideia de eu ir morar com o Pedro, ela falou assim... Ih, mas vocês vão ter que fazer chá de panela. Vão ter que ganhar tudo. Como é que a gente vai te dar as coisas daqui pra tu levar pra lá? Eles deram uma coisa e foi um trabalho.

Então a minha avó ficava assim, ó. Mas pano de prato, ele tem? Tem, vó. Ah, tu tinha, né? Eu tinha. Agora a gente extinguiu o pano de prato, porque eu sou contra o pano de prato. Só pra secar a mãozinha depois de lavar. É, uma toalha de mão. É isso. Que é uma toalha, nem é um pano. Sim. Mas... E aí tudo a minha avó ia perguntando. Geladeira. Micro-ondas. Tudo ela queria saber se o Pedro já tinha. Tudo aí, a resposta era sim. Mas roupa de cama tem mais de uma? Não é lençol furado? Não, vó. São belos lençóis de linho.

Cada jogo de uma coisa. De linho, de algodão, de algodões diferentes, de mil fios, dois mil fios, tudo. Tinha de tudo. Duvet, capa de duvet, tudo. Tudo ela perguntava se tinha e a resposta era assim. E aí tinha uma coisa que eu me apaixonei na casa da Mariana, que é a air fryer deles, que é de vidro, que também é só jogar na lava-louça. Sim. Que limpa. E a parte que tu põe a comida tem até uma gradezinha metálica, mas ela é removível como nos outros air fryers. Eu não faço ideia da marca. Mas a bacia é de vidro. É.

É tipo um pirex, assim. Meu sogro ficou sabendo que eu amei a air fryer deles. De nada. Eu organizei o meu presente de Natal. E aí foi o nosso presente de Natal, uma air fryer nova. Só que o Natal a gente passou em Jaguaruna. Já não foi nem em Porto Alegre, nem em São Paulo. Jaguaruna, Santa Catarina, uma cidade no litoral de Santa Catarina. E aí a gente ganhou uma air fryer lá. E teve que trazer de avião pra São Paulo. Mas trouxemos, usamos todo dia.

Sim, primeiro a air fryer viajou. Porque ela chegou em Porto Alegre. Aí ela viajou de Porto Alegre pra... E aí

Jaguaruna na caixa original dela, embalada para presente. E o meu pai imprimiu... Fotos nossas. Prints dos nossos conteúdos e colou nas laterais da caixa. Tu fez até uma story disso na época do Natal. E aí a gente ganhou esse Natal, devolvemos para a caixa. A caixa foi devolvida para o carro, de volta para Porto Alegre. Em Porto Alegre, em alguma das minhas voltas a Porto Alegre...

Quando seus pais vieram. Não. Foi? Quando seus pais vieram no iniciozinho de janeiro. Essa primeira vinda deles de janeiro, eu tive uma ligação de vídeo. Eu comprei bagagem para eles. Uma bagagem despachada para cada uma das pessoas. Para cada um deles, é verdade. Três bagagens despachadas de 23 quilos. Comprei uma para cada um e fiz ligação de vídeo para dizer para eles o que colocar dentro de cada mala que eu precisava, porque eu tinha me mudado.

Tem esse detalhe? Eu me mudei só com uma mala de mão. Minha balinha verde. Porque como eu vim direto... Eu vim de Jaguaruna, nem me lembro mais. Você veio de Jaguaruna. Eu vim de Jaguaruna contigo. De Florianópolis, na verdade. Eu e tu viemos de Florianópolis. E por que eu vim só com uma mala? Porque eu tava vindo de Jaguaruna e eu não tinha feito uma mala grande pra Jaguaruna.

Porque como a gente foi pra Jagaruna pro Natal, a gente tinha que levar presente de Natal pra 15 pessoas dentro do carro e não coube uma mala pra despachar a minha. Então eu tive que viajar só com uma mala de mão. Foi. E aí foi isso na hora de nós voltarmos. Não voltamos com a Airfryer pra São Paulo.

Não, ela veio uma semana depois com seus pais. E aí ela veio uma semana depois com meus pais. E aí finalmente o presente chegou no destino final dele. Foi. E a gente usa ela todos os dias. Ela é ótima. Todos os dias. E usa, joga na máquina de lava-louça. Depois a gente posta nos stories qual é a máquina, a airfryer. É. Ela é muito boa. E já entra em contato com a marca, já faz uma pública. Não, calma. Nem tudo precisa ser público.

É porque realmente é uma indicação que vale a pena Só por ser de vidro Eu nem sei se tem outras marcas mais conhecidas que fazem de vidro Não sei também Porque eu só vejo essa que meu pai usa Não vejo mais ninguém com a fela de vidro Gente, a fofoca foi suculenta hoje Espero que vocês estejam felizes Falei mais do que Como é que é a expressão que tem? Não faço ideia

Falei pelos cotovelos? Tem, tem essa. Essa expressão existe. Mas falar pelos cotovelos não é falar dos outros? Não. Falar pelos cotovelos você falou demais. Mas você não falou pelos cotovelos. Você falou o suficiente. Falou até menos do que deveria. Você sempre deveria falar mais. Meus queridos, vamos ficar por aqui porque também é quinta-feira.

6 e 37 da noite, nesse exato momento Esse episódio vai ao ar impreterivelmente Amanhã, 11 da manhã Eu tenho que editar isso E é longo pra editar Uma coisa que vocês não sabem também, né? A gente grava na quinta Vocês até sabem talvez, né? A gente grava na quinta, eu saio correndo aqui pra editar E eu passo umas 4 horas editando Só que dessa vez a gente não vai parar pra editar

A gente tem um jantar com amigos nossos. É verdade. Eu só vou começar a editar tipo 10 da noite. É verdade, me distraí aqui lendo meus comentários, gente. E eu vou até tipo 2 da manhã editando essa brincadeira hoje pra vocês assistirem. Que horas é o nosso restaurante? 8 horas, 8 e 15. É isso, gente. Vamos ficando por aqui. Se você ficou até o final, por favor, comenta. E a gente considera você já parte da nossa mobília. Você podia ser uma luminária do apartamento, porque falta luminária daqui, né? E você brilha. Você brilha muito.

Eu adoro quando tu faz essas analogias E o que mais? Você fala do Spotify pra eu poder falar do YouTube Ah, mas eu sempre ia falar que Não, é isso Já pode dar uma cópia da chave Mas eu falei que a pessoa pode ser uma luminária no nosso apartamento A cópia da chave não é fixo Não, cada dia é uma coisa Você falou sobre os luminários do apartamento, entendeu?

Mas então é isso. Se tu estiver nos escutando no Spotify ou no Apple Podcasts, dá uma nota pra gente. Apartamento 32 ajuda as pessoas a nos encontrarem por lá. O que mais tem que fazer? Tem que seguir, né? E seguir o podcast, obviamente, pra não perder nenhum episódio. Duh! Toda sexta-feira, 11 horas da manhã. Toda sexta-feira, 11 horas da manhã. Até que alguma coisa aconteça, mas por enquanto a gente tá conseguindo. Vai ter gravação de episódio no meu aniversário. É quinta-feira? É quinta-feira. É quinta-feira.

A gente quer começar a gravar na quarta-feira. Tem isso. Então, talvez... Mas não me importa, né? As pessoas trabalham no dia dos seus aniversários. Se você tá assistindo a gente no YouTube, eu também, né? Você pode assistir no Spotify, que a gente tá postando em vídeo no Spotify. Se inscreva, ativa o sininho, deixa um comentário falando o que você achou, mas comentários delicados, por favor. Eu tô um pouco cansado. A gente lê tudo.

Tipo assim, literalmente, tudo mesmo. Já falei, né? Se inscreve. O joinha, tu não falou. Ativa o sininho e dá...

Taca pau naquele joinha. Tô com a corda gata. Eu sempre quis falar taca pau no joinha. E bom, qualquer coisa positiva. A gente tá no Instagram. Tem o meu, pgmziara.

E o meu, Mari Veloso. E o nosso. Apartamento 3. Apartamento ponto 3.2. Gente, se vocês quiserem mandar DM. Cara, parece... Sabe o que eu senti agora? Que a gente é o Yuri e a... Mas é muito isso. Do Bom Dia e Companhia. Se vocês quiserem mandar DM. Como é que era o número do Bom Dia e Companhia? Eles falavam como uma música. O número que tinha que ligar. Eu não faço ideia. Que droga, eu me esqueci.

Se você quiser, manda uma DM pro arroba apartamento32, sem ponto nenhum. Só arroba apartamento32 no Instagram. Fala que a gente quer comprar esse perfil deles. A gente adoraria. É verdade. A gente compra o arroba, o domínio. Enfim. E bom, a gente se vê no próximo episódio, sexta-feira que vem, 11 horas da manhã, impreterivelmente. Será um prazer. Será um prazer. Um beijo. Beijo, queridos.

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