Episódios de Mão Verde - Panapanã

Canções de Embalar

06 de maio de 20264min
0:00 / 4:29

Panapanã é o podcast da Mão Verde, uma banda de música para a infância, composta por Capicua, Francisca Cortesão, António Serginho e Pedro Geraldes. A cada episódio haverá recortes de musica, momentos de poesia ou informações didáticas, sempre com leveza, humor e borboletas!

Participantes neste episódio5
M

Mão Verde

HostBanda de música para a infância
A

António Serginho

Convidado
C

Capicua

Convidado
F

Francisca Cortesão

Convidado
P

Pedro Geraldes

Convidado
Assuntos2
  • Canções de Ricardo ArjonaCanção do Silêncio · Trevo · Noturnos · Zeca Afonso · Estrela de Alva
  • O Poema O JardimVento · Pássaros · Poesia
Transcrição11 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

PANAM PANAM

Olá, olá, verdes e maduros. Sejam bem-vindos a mais um Panapanã, o podcast da Mão Verde. Espero que já tenham ouvido na íntegra o nosso disco novo, que está nas plataformas digitais e em formato livro nas livrarias do vosso bairro. Caso tenham escutado, já devem ter reparado que, tal como nos dois discos anteriores,

Este também tem uma canção mais calminha, uma canção de embalar. No primeiro disco temos a Trevo, no segundo temos a Noturnos e neste temos a canção do Silêncio, belissimamente cantada pela Francisca para acalmar os corações. Para nós que somos fãs da canção de embalar do Zeca e da sua Estrela de Alva e que já temos alguma experiência em adormecer bebês, fazer canções de embalar é uma responsabilidade que levamos a sério. Ficamos sempre a torcer para que a taxa de sucesso seja alta e que todos se aconcheguem muito a ouvir.

Ora, esta nossa canção do silêncio nasceu de um poema que escrevi há uns meses e que depois transformei em letra para a chica cantar. O poema é assim. O jardim. O jardim sem vento não tem som. Não se vê seu movimento. É como um cenário verde. O jardim sem pássaros não tem som. Ninguém conta a sua história. É como um canário inerte.

É o vento que toca a grande harpa, nos caulas, nas folhagens, tornando vibrantes as cordas. Os pássaros conversam entre as folhas, fazem os ninhos nas copas e são das aves canoras as trovas. O vento faz dançar as árvores, o pássaro faz do vento estrada e o poema faz-se no atalho entre uma coisa e outra.

Agora fiquem com o enxerto da canção, a canção do silêncio, e se for o caso, bons sonhos. Um jardim sem vento não tem som, é como um cenário verde. Um jardim sem aves não é bom, é como um canar inerte. Se o silêncio do jardim é bom...

O silêncio do jardim tem som É o som do coração O vento faz dançar as folhas A ave faz do vento o dia E no atalho entre essas coisas A poesia O vento faz dançar as folhas

A árvore faz do vento via E no atalho entre essas coisas

O vento faz dançar as folhas A ave faz do vento o dia E no atalho entre essas coisas

O vento faz dançar as folhas A ave faz do vento via E no atalho entre essas coisas A poesia

E aí