[PRÉ-VISUALIZAÇÃO] Tudo vai sem novidade
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Essa história eu ouvi pela primeira vez pela voz da minha mãe. Não sei quantos anos eu tinha, mas sei que ficava esperando o momento em que tudo desaba — de mansinho, de novidade em novidade, até você perceber que não sobrou nada. Dias atrás encontrei o texto na internet, porque o livro que a gente tinha sumiu no tempo, e não resisti: fui contar. É um conto português clássico, com um morgado do Alentejo e um criado chamado Tibúrcio que tem uma forma muito particular de dar notícias. O humor é afiado, o timing é perfeito, e a história tem aquele gosto de coisa que a gente carrega junto sem saber.
Fafá
- Histórias de infânciaOuvir a mãe ler o texto · Perda do livro de família · Encontro do texto na internet
- Língua PortuguesaO morgado do Alentejo · O criado Tibúrcio · Humor afiado e timing perfeito
- Literatura infantil e formação leitoraConfiança na capacidade das crianças · Ajuda dos adultos para a compreensão
Olá, eu sou a Fafá e uma história eu vou contar. Mas antes eu quero falar a história dessa história. Eu ouvi muito a minha mãe ler esse texto pra mim. Eu adorava. Eu pedia pra ouvir de novo, de novo, de novo e eu achava engraçada. E há muito tempo que eu não encontrava mais esse texto. Era de um livro que tinha na casa, que era dos meus avós. Depois a gente ganhou esse livro, ficou na minha casa. E enfim, em algum momento esse livro se perdeu.
E eu encontrei esse texto na internet. E quando eu encontrei, ai, me deu uma saudade. E eu falei, se eu amava ouvir quando eu era criança, eu tenho certeza que as crianças também vão gostar de ouvir lá no canal Fafá Conta.
E é por isso que eu estou aqui agora, para contar essa história. Talvez vocês estranhem algumas palavras e a forma como esse texto vai ser dito. Mas é que eu escolhi ler essa história exatamente como é o texto. É um texto antigo. E se eu dava conta de entender e me divertir com essa história, com o texto como estava escrito, eu tenho certeza que as crianças de hoje também vão curtir e vão entender. Porque o texto nem é da minha época.
É da época de quando a minha mãe nasceu. Então, vamos confiar aí na capacidade das crianças e o que elas tiverem de dificuldade, você, adulto legal que tá aí com ela, ajuda a fazer essa ponte, combinado? Mas eu preciso o quê?
É, preciso da tua ajuda pra captar aqui, pra ativar minha antena. Vamos lá? Um, dois, três, e... Antena que por céu aponta Captiu uma história que a sua conta
Amary Conta
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