STOL, o AEROPORTO DA DISNEY!
Episódio 007 | Ponto a Ponto Podcast
(Gravado originalmente em setembro de 2025)
Um aeroporto… dentro da Disney? 👀✈️
Pode parecer estranho hoje, mas por um período da história, a Walt Disney World teve um aeroporto funcional operando praticamente ao lado do Magic Kingdom.
Neste episódio, eu conto a história do STOLport — um capítulo pouco conhecido, mas extremamente revelador sobre a visão original de desenvolvimento da Disney.
Mas essa conversa vai além de uma curiosidade histórica.
É sobre planejamento.
Sobre ambição.
E sobre como a ideia de mobilidade sempre esteve no centro do projeto.
📍 Neste episódio:
• O que era o STOLport e como ele funcionava
• Por que a Disney chegou a operar um aeroporto próprio
• A relação com a visão original do projeto
• O que aconteceu com essa ideia ao longo do tempo
Eu exploro esse capítulo pouco falado — conectando história, estratégia e o que isso revela sobre a Walt Disney World que a gente conhece hoje.
O Ponto a Ponto Podcast vai além das novidades — trazendo contexto, história e uma leitura mais profunda dos parques e das decisões por trás deles.
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- História do STOLport da DisneyO que era o STOLport e como funcionava · Por que a Disney operou um aeroporto próprio · Relação com a visão original do projeto Disney World · O que aconteceu com a ideia do STOLport · O uso atual da área do STOLport
- Planejamento e Visão da Walt Disney WorldTransformação da Flórida pela Disney · Desafios de construção e contratação de talentos · O projeto original do Epcot · A influência das feiras mundiais nas ideias de Walt Disney · A fase inicial de desenvolvimento da Disney World
- A História do STOL (Short Takeoff and Landing)Conceito e tecnologia por trás do STOL · Projeções de uso do STOL nos EUA · Operação e rotas do STOLport da Disney · Motivos do fracasso do STOLport
- Infraestrutura AeroportuariaAeroportos de Orlando antes e depois da Disney · Voos internacionais e para o Brasil · A evolução do Aeroporto Internacional de Orlando · O papel da Disney no desenvolvimento da infraestrutura
- Disney e Parcerias de TecnologiaOusadia e visão de futuro da Disney · Lições aprendidas com projetos que não deram certo · A importância de tentar e aprender com os erros · Exemplos de projetos inovadores da Disney
Hello, hello, hello, minha amiga, meu amigo. Boa noite, bem-vindos ao Ponto a Ponto de número 223. Eu sou o Carlos Eduardo, falando com vocês aqui de aventura ao norte do Condado de Miami-Dade. Repito sempre, não sou influenciador, não sou criador de conteúdo, não sou blogueiro, não sou blogueiro. O que eu sou, o que eu sou, o que eu sou? Eu sou um promotor de experiências, um apaixonado pela Flórida, um apaixonado pela Disney. E faço da minha experiência de vida aqui, e sim.
da minha paixão, aí nesse momento uma influência positiva no seu planejamento de viagem, na sua experiência de viagem aqui ou na sua lembrança depois, na sua curtição dela depois. Então, deixa eu contar a história, por que esse ponto ator, ponto toque, por que a gente está conversando hoje sobre...
o Lake Buenavista Stalport. E a gente vai contar a história, os detalhes, o background, tudo para você entender sobre esse misterioso, que ainda existe, ainda que ainda está lá, esse misterioso aeroporto da Walt Disney World. Sim, a Disney tinha um aeroporto, e sim, funcionou, e sim, funcionou com uma certa intensidade. Tinha uma intensidade grande de voos lá, e nós vamos ver até os...
Quais eram os voos? E vamos conversar sobre essa história, Disney. Brinco com a história de secreto. É porque ele secretamente ainda está lá. Está lá. Não é mais utilizado, mas ele ainda está lá. A pista está lá ainda. E você... Depois a gente vai dar detalhes. Mas por que eu estou falando sobre essa história?
Porque a gente, na Conexão Flórida da semana passada, eu comentei com o Eric e com o Orlando que os Imaginers estão tendo um escritório, os trailers para as construções do Magic Kingdom vão ser situados exatamente ali no stall. O aeroporto da Disney. E muitos de vocês se surpreenderam com essa informação. Como assim o aeroporto na Disney? E eu disse, puxa, nunca tinha parado para falar. E é uma história muito legal, porque...
Essa história do Stahl, do aeroporto, o Stahl era o Stahlport, essa história do aeroporto é uma oportunidade não só a gente falar dele mesmo, do aeroporto, mas de toda a grandiosidade do planejamento do Walt Disney World na Flórida, dos sonhos do Walt, e como a Disney depois ainda tentou, se forçou para um montão de coisas e como ainda está lá. E é sempre bom, a gente sempre fala, eu tenho para você sempre repetir,
Repetia muito no passado e tem que repetir mais, eu acho. A gente está esquecendo de apreciar as coisas. Eu falei para vocês no appreciate, que é aproveitar, apreciar as coisas. E uma coisa que é fundamental é apreciar a história. Porque muita gente fala, inclusive, usando frases de efeito, porque nunca vi uma transformação tão grande como a transformação que o Parque XYZ está trazendo para a Orlando agora. Transformação grande?
Bom, não teve como uma transformação maior do que a própria Disney. Trouxe para a Holanda e transformou a Flórida toda. Então, se a gente tem que falar primeiro de reverenciar uma transformação, foi tudo aquilo que os irmãos Disney, o Walt e o Roy, planejaram, promoveram e fizeram.
com a região central e com toda a Flórida. A gente tem que lembrar que a Disney é um operador da Flórida e não só isso, a maior empresa no que tange a tributos estaduais e tal, tudo, ela é e transformou a Flórida. Não só na parte de turística, mas em uma montanha de coisa. Por que é importante a gente apreciar isso? Porque a gente esquece que até pouco tempo atrás, um pouco mais de 50 anos, aquela área tudo era um que ela era um inglês, ela era um inglês, ela era um
Bântano enorme, uns lagos mal aproveitados ou abandonados, não, mas selvagens mesmo, sem nada ao redor, plantação de laranja lá para próximo de Orlando. Pronto, não tinha mais nada, infraestrutura mínima. E foi nesse contexto, com esse jeitão, que a Disney resolveu encarar um projeto, de trazer o projeto que chamava Projeto do Futuro, ou Projeto Flórida, para aquele contexto todo lá.
A gente tem que lembrar que a movimentação da Disney aconteceu basicamente entre 64, finalzinho de 63, 64 e 65, para a compra dos terrenos, para preparar a parte de propriedade em si e para depois falar publicamente.
Mas a gente tem que lembrar que antes, ali a região de Orlando era rural, pouco desenvolvida. A única coisa que não era da parte de agricultura, tinha sim uma movimentação pelo Cabo Canaveral, se é ali próximo, tinha uma movimentação tecnológica, da Lockheed, parte de foguetes e tal.
ali perto, que também estava ajudando, não é só... E trazia, inclusive por isso que a Disney também prestou um pouquinho mais de atenção, porque não ia estar sozinha nisso aí, mas que potencialmente podia trazer bastante coisa. Mas tem que lembrar que era uma região rural, de pouco desenvolvida, tinha aeroportos pequenos.
pequenos, sem grandes conexões, a gente vai depois falar de cada um dos dois aeroportos que tinham ali, poucos hotéis, a infraestrutura era muito limitada e o turismo era pouco expressivo. E de repente a Disney chegou e disse, vamos vir para cá. E foi anunciado em outubro, 27 de outubro de 1965, quando meio que às pressas, o Walt Disney veio com o Roy e sentou com o governador Burns em um hotel lá em downtown Orlando.
para dar o detalhe, não, detalhe não, dar um anúncio de que eles viriam para cá. Até foi meio frustrante que nessa apresentação muita gente esperava mais detalhe, mas não acontecia detalhe nenhum, não apareceu detalhe porque eles não tinham muito o que anunciar, porque eles ainda estavam tentando descobrir o que iam fazer, isso é importante.
E a gente tem que ver que essa transformação toda que aconteceu em pouco mais de 50 anos. Daquilo que era uma área rural, passou por ser o maior polo turístico dos Estados Unidos e um dos maiores do mundo, como cidade de maior visitação do mundo. O Orlando International Airport é um hub global. Na época da inauguração da Disney, ele era uma base aérea com alguns voos e pronto. A gente tem estradas, hotéis, resorts, trem por toda a região. Outros parques vieram de pôr.
e é uma economia que foi transformada toda em turismo. A gente tem que lembrar que imagina não só nisso, não só construir. Você tem que pensar o seguinte, como é que foi a Disney decidir todo o investimento feito aqui sabendo que não tinha boa parte do que ela tinha que fazer, ela tinha que trazer da Califórnia. As mentes criativas estavam na Califórnia. Empresas de infraestrutura para fazer a construção, trazer o pessoal para construir aquilo tudo lá. Não tinha essa mão de obra toda na região central da Flórida.
Mesmo depois que ficou pronto e mesmo até agora, pessoal. Como é uma coisa muito importante para vocês entenderem, como é difícil para a Disney, como foi difícil para a Disney contratar talento artístico. Não tinha músico, não tinha dançarino, não tinha ator, atriz.
em Orlando na época do lançamento, da inauguração da Walt Disney World. Eles tiveram que transferir esse pessoal todo de fora. Por isso que a gente fala muito que é bom prestar atenção na diferença do entretenimento que é dado em centros como a Anna Hein, que está do lado de Los Angeles, que é um polo pela indústria de cinema, pela indústria artística lá. É um polo artístico que tem muita gente que vai...
Se joga para a Califórnia para ser artista, para tentar uma carreira artística. Então esses talentos estão lá muito próximos, é mais fácil. Não tem isso, esses talentos se jogando para Orlando. Como é muito diferente essa experiência de entretenimento em Paris, que é a mesma coisa, é o polo artístico na Europa. Como é muito interessante também essa qualidade do entretenimento em Tóquio. É a mesma coisa.
polo artístico para o Japão. Esse desafio daquela época, a gente tem que levar em conta isso. A gente tem que apreciar toda a transformação que foi feita. 50 anos depois, maior polo turístico dos Estados Unidos, aeroporto, estradas, economia se transformando. Contexto.
Construir naquela época e construir agora. Como é fácil a gente tentar comparar agora, mas lembrar que naquela época não tinha estradas e servidos sendo construídos, tudo do zero. Zero. Orlando e a população de Orlando estavam com medo, porque eles tinham poucas estradas, eles estavam com medo que ia ter um colapso de trânsito.
A infraestrutura era totalmente improvisada. Por isso que muita coisa surgiu, muita coisa surgiu com o apoio da comunidade da Flórida Central. Empresas como a Rosen, os hotéis Rosen, de famílias de Orlando. O Westgate, tudo ali de pessoal de Orlando, que resolveu começar a postar antes e na condição de estar fazendo, criando oportunidades, claro, de negócio para eles, estar se aproveitando disso. E ele tem que lembrar o seguinte, né?
Muita gente diz assim, ah, mas porque o primeiro dia, o primeiro dia de operação, a primeira semana de operação do Magic Kingdom, da Walt Disney World, não foi assim de um sucesso estrondoso? Não, não foi. Mas já a partir do segundo mês era. E depois de um ano...
Era inegável o que a Walt Disney World, só com o Magic Kingdom naquela época, trouxe em termos de negócio para a própria empresa e para a região. O impacto de transformação que eles trouxeram. O segundo parque a ser criado em Orlando por conta da Walt Disney World, dois anos depois...
foi o Seward. Depois do Seward veio o Circus World, perto da... Na segunda metade da década de 70. O Circus World não existe mais, ele deixou de existir, na verdade, como o Circus World ainda na década de 80, na segunda metade da década de 80. Depois ele virou Boardwalk USA e deixou de existir. O Circus World era da Mattel. E depois veio, e depois na década de 90, que veio o primeiro parque da Universal. A gente tem que se atentar a isso. Como assim? É fácil a gente ver agora, está tudo normal, feito, mas como...
A transformação foi intensa e grande. O time da Walt Disney World foi excelente, pois coincidiu com a era do jato e as pessoas passaram a desejar pegar avião para conhecer lugares mais distantes com preço acessível. Mas mesmo assim, o Celber, a gente tem que comentar que tiveram desafios. No começo da Walt Disney World, boa parte do turismo veio pela I4, pela Turnpike. Era o pessoal que dirigia, vinha dirigindo mesmo. Mas a gente vai entrar nesse detalhe importante.
Porque a primeira coisa que a gente tem que falar agora, e muita gente fala assim, porque os grandes planos de anos e anos de Walt Disney, Walt Disney não menospreze uma coisa que ele gostava. Ele gostava de uma tela, de uma tela em branco. Ele queria desenhar planos e já passava para outra tela em branco.
Naquele momento, a partir de 1965, deram para ele uma tela em branco para ele começar a fazer as ideias deles. E juntava, naquela época, a fase exatamente que ele estava se expondo bastante. E ele foi exposto também a tudo que foi apresentado nas feiras mundiais, na Feira Mundial de Nova York. Viu muito conceito novo, muita coisa louca que apareceu naquela época. Naquela época, na segunda metade da década de 70, a gente tem aquele futuro...
o futuro da Tombow Roland, que era um futuro que não apareceu. Muita coisa doida que se pensava naquela época lá. E ele logo partiu daí, começou a pensar no que ia colocar naquela área e apresentou algumas coisas, inclusive, eu vou colocar aqui, destacando, eu vou usar o mesmo próprio Walt, destacando algumas coisas. Olha só o que ele falou.
Agora, o nosso plano inclui um aeroporto do futuro, aqui em Osceola County. Um complexo de compara onde todos os visitantes vão entrar a Disney World. Um industrial park de área, sobre um milhares de 1,000.
E, claro, a área de parque de theme é muito mais alto aqui. Isso é muito importante. Cuidado com o conceito alto. O conceito alto era um dos motivos que a gente tem de destaque aqui agora para a live. Ele falava no aeroporto do futuro. Aquele aeroporto, mais ou menos a localização que ele coloca ali, o aeroporto ficava ali na altura de Celebration, plano deles. Depois disso, ia ter um Welcome Center, um centro onde as pessoas eram recebidas e chegavam na Walt Disney World.
Daí depois ia ter um complexo de um parque industrial Daí o Epcot, que seria a cidade dele E mais pra cima, por sinal, muito perto do lugar que está agora O parque temático, que era o Magic Kingdom Um detalhe importante O Walt, muita gente fala assim Não, porque depois fizeram o Magic Kingdom e ele não estava esperando
O plano era abrir com o parque temático, o Epcot, tudo o que viria depois, mas eles iam criar estrutura para ter um parque temático que ia chamar, claro, ia ter todo o benefício do volume de turismo e da receita que o turismo poderia trazer para o empreendimento para depois eles continuarem com os outros planos.
Envolviam também um aeroporto. Mas o plano original de Epcot, o Epcot seria uma cidade futurista com 20 mil habitantes, o transporte 100% planejado com carros subterrâneos, people movers, monorails, um parque industrial de mil acres, um aeroporto moderno integrado ao projeto e a visão era transformar a Flórida em uma vitrine do futuro. E era um futuro que eles tinham coisas tipo assim.
Já em 1965, eles diziam assim, logo, logo, você não vai ter mais carro, você vai ter um avião, quase um disco voador, que vai estacionar no seu quintal e você vai para o seu trabalho, vai para fazer os seus passeios com ele. E um detalhe muito importante, tudo isso que o Walt...
colocou e planejou, são coisas não é que ele estava trazendo há muitos anos ele estava sendo influenciado em várias coisas no momento e estava jogando e inclusive muito disso ele apresentou mas ele já estava... a própria história da cidade
ele tem registros dele que questionava a história de ele fazer o Epcot como cidade ou não. Por quê? Porque ele tinha receio, principalmente da parte da cidade, se a ideia do Walt criar um lugar em que depois alguém poderia voltar e fazer uma coisa diferente.
não era exatamente aquilo que ele queria. Isso, de certa forma, a gente tem que levar em consideração. Aquela história assim, é, todo aquele plano dele, nunca fizeram nada. Não era bem assim, não. É porque todo aquele plano dele ainda estava muito nebuloso. Ele tinha a necessidade de apresentar, inclusive para ter apoio político e político-administrativo para os projetos. Eles tinham que ter.
na condição de ter o distrito autônomo, isso tudo. Então, ele jogou muita coisa naquilo para conseguir a atenção.
dos governantes da Flórida, da população da Flórida, para defender um projeto que eles estavam construindo e desenvolvendo. E em momentos, embora a gente sabe que não é exatamente do jeito que se propagou depois, mas em determinado momento ele chegou a imaginar que o Epcot, ou seja, a cidade, ia ter uma redoma, ou várias redomas, para não ter problema de redomas de vidro ou acrílico, se discutir a possibilidade de fazer, não ia ser por todo o Epcot, mas...
por partes dele, centros dele, algo mais ou menos que depois foi feito com... inspirou a parte do Wonders of Life ali, era redondo.
Para controlar o ambiente, controlar para não ter problema com tempestade, você ter sempre um ambiente fresquinho, não muito calor. Coisas assim que eram artes conceituais apresentadas pela Disney naquela época. Que era exatamente isso. Um conceito tentando ver. Depois descobriram que muita coisa dava para fazer ou não.
E a gente tem que levar em consideração uma coisa muito importante. Tudo aconteceu nessa fase, tudo aconteceu muito rápido. Todas as coisas boas até as coisas ruins. Em novembro de 65 foi quando aquela cena que você vê, novembro de 65, eu falei em outubro, 27 de outubro foi quando o governador aqui em Miami, o governador da Flórida teve que falar porque já...
O Orlando Sentinel tinha furado a notícia, teve que anunciar, aqui de Miami, anunciar que a Disney vinha. Depois, em novembro, se não me engano foi 15 de novembro, o projeto Flórida foi oficialmente anunciado. Inclusive, no YouTube você tem registro dessa apresentação do Walt. E inclusive ele deixou...
Ele foi muito hábil na apresentação, mas ele deixou muita gente frustrada, porque basicamente eles comentaram que estavam chegando, mas não tinham comentado exatamente o que eles iam fazer. Por quê? Porque eles estavam se deparando com toda a imensidão desse terreno e do que eles poderiam fazer lá. Então, muito aquilo do que foi planejado, eles estavam planejando naquela hora mesmo lá e não sabiam, foi meio... o avião estava decolando, e por a gente falar de aeroporto, falei avião...
Estava decolando e eles estavam pensando ali. Começaram a comprar as terras de 63 a... Finalzinho de 63, 64, 65, eles estavam com os últimos lotes. Quando eles anunciaram, ainda tinha coisa que eles tinham que comprar.
Em 1965 foi anunciada no hotel no centro de Orlando. Em outubro de 1966 foi que o Walt gravou o famoso vídeo do Epcot. Outubro de 1966. Alguns dias depois, desde que ele tenha gravado esse vídeo, foi que infelizmente ele teve o diagnóstico da doença dele no pulmão. Lembrando que o Walt era um fumante, ele fumava muito.
O alto cendia praticamente um cigarro atrás do outro. Formava muito. E tinha uma tosse crônica, não só por causa de fumar, porque também ele... Até diziam assim, dependendo da tosse, eles sabiam do humor dele. E ele estava com dores nas costas, porque ele também tinha dores crônicas há muito tempo por conta de um acidente, quando ele era mais jovem, um acidente que ele teve num jogo de polo. Tinha uma bola, acertou aqui atrás a coluna dele.
Ele tinha... Desde aquela época, ele calcificou a fratura. Ele tinha dores bem fortes nas costas. E naquela...
quando ele não estava aguentando mais, ele foi ver e foi quando descobriram que ele estava bem doente. Na época, que foi de outubro para novembro de 1976, os médicos tinham dado para ele algo em torno de seis meses a um ano de sobrevida. Então, ele gravou...
O filme em 1966 teve o diagnóstico, em novembro ele teve o diagnóstico que descobre que está doente, e infelizmente no dia 15 de novembro de 1966 o Walter nos deixou. Então, basicamente em um ano disso aqui, que ele anunciou o projeto, até o falecimento, foi em um ano que teve o falecimento dele. Ah, mas ele tinha planejado bastante coisa? Ele tinha dado uma visão geral, e essa visão geral, ela...
Sim, ela acompanhou a Disney, o irmão, não só o irmão, o irmão era apaixonado por ele. Walt Disney World é uma obra de amor, não só do Roy Disney, que queria construir aquilo do jeito que o Walt influenciou eles, mas...
também uma série de amigos e colegas que disseram, vamos tocar e vamos fazer isso acontecer. Meio que perdidos, não só porque eles não tinham mais o visionário do lado deles, mas que o visionário, na verdade, não tinha deixado muita coisa para eles.
para eles decidirem tocar. Por quê? Porque o visionário também, e eles sabiam que muita coisa eles iam descobrir quando eles começassem as obras. E aconteceu exatamente isso. Para vocês terem uma ideia, ele mostra lá o lugar do Magic Kingdom. O Magic Kingdom ficou basicamente naquele lugar que ele mostrava, lá em cima, na parte norte, na extremidade norte da propriedade toda.
Mas o Magic Kingdom, a ideia era ter o Magic Kingdom logo seguido o estacionamento. O Seven Seas Lagoons, ele apareceu por uma necessidade. Por quê? Porque construir na Flórida é um desafio. Construir na Flórida é um desafio porque tem um negócio chamado pântano e o solo do pântano.
que pode complicar muito a construção de uma outra coisa aqui. Então, eles foram descobrindo várias coisas que eles não davam. Então, uma das coisas que eles descobriram, no caso do Magic Kingdom, que eles iam poder fazer a nível do normal, eles iam ter que fazer um segundo pavimento de construção. E para isso, eles escavaram, pegaram toda aquela terra que criou o Seven Seas Lagoon, eles aterraram a parte...
mais ao norte, para construir o Magic Kingdom acima. Então, na verdade, o Magic Kingdom está em um flor a mais. O que fizeram com o All Disney World, nos dias de hoje, não conseguem fazer mais. Ninguém consegue fazer igual ao que eles fizeram. E foi um punhado de caras.
Seja o Roy Disney, sua paixão de irmão, no amor que ele tinha pelo irmão, que sempre foi histórico, ele sempre protegeu muito o Walt. O Roy era o irmão mais velho. Não o mais velho, mas era um irmão mais velho e sempre protegeu muito, desde pequeno, o Walt. Eu acho que porque ele...
que ele sabia o quão especial o Walter era. Então, o Roy sempre foi muito junto dele. Mas outras pessoas também, inclusive que não eram amigos de muitos anos, alguns sim, mas nem tanto, todos eram, que no meio do caminho vieram e fizeram
conseguiram transformar o projeto naquilo que a gente vê hoje e que ninguém consegue repetir. Volto a dizer, a obra que foi feita na Walt Disney World não tem paralelo. Inclusive, a obra que foi feita até o Epcot não tem paralelo. E o Irmão Roy seguiu o plano arrisca, o plano da influência. Não um plano... Fase 1 dava conta somente do parque temático e não começava com a cidade...
do futuro e nem tão pouco com aquele aeroporto do futuro. A fase 1 era criar a infraestrutura para atravessar a propriedade toda e chegar no extremo norte e você ter o Magic Kingdom e os hotéis. Primeiramente, se pensava em dois hotéis, depois teve um terceiro logo em seguida que veio, que era parte do Golf. E pensando também no seguinte, era...
Criar um destino. A ideia não era criar um parque temático com os hotéis. Eles queriam que você tivesse um destino. Que fosse um destino, pela dificuldade toda da infraestrutura ao redor de Orlando, eles queriam que você fosse para a Disney, para curtir a Disney. Porque não tinha muita coisa para curtir ao redor. Eles pensaram em criar a vacation destination, que eles falavam. Destino de férias. Com esportes aquáticos, com...
camping com hotéis, com golfe e com um parque temático, que era o Magic Kingdom. Então, a primeira fase era essa. E para a primeira fase, que tem uma foto da própria D23, e a gente tem em primeiro plano o nosso querido Roy Disney, o irmão do Walt. Logo atrás dele, está um cara que foi fundamental para essa história toda, que era um general chamado Joe Potter. Ele com o Fowler, que era um almirante de John Fowler, foram fundamentais em criar a infraestrutura da Disney.
O Joe era um cara que tinha uma história já, ele foi governador do Canal do Panamá. O Joe era um general do exército, da área de engenharia do exército, que depois de aposentado foi contratado pelo governo americano para comandar, para coordenar os esforços de relações governamentais da obra do Canal do Panamá. Na Feira Mundial de 1964, Walt foi apresentado a ele e o Walt logo virou para ele e disse assim, so,
A gente precisa conversar e logo propôs ele. Estou com um projeto lá na Flórida. Tão logo a gente possa começar, você vai assumir a condução de planejamento. O Joe foi fundamental em exatamente tratar toda a parte de...
das águas, né? Era um pântano, tinha que tirar a água de um lugar, desviar para outro lado e criar áreas. Como é que você cria a área seca num pântano? Tirando a água e aterrando e criando os canais, todos os sistemas de vazão de água, que é fundamental para a Disney até agora. Todos os canais, tudo que... Porque a gente tem que pensar o seguinte, né? Não é só tirar a água. E quando chove, chove um montão aqui, vocês sabem, como é que faz para aquilo escoar? E muita gente fala, é, mas é, mas...
Mas Carlos, às vezes tem tempestades que alagam Já vi o Tomorrowland com água até o joelho Já vi o Hollis Tudor? Sim Mas vocês viram o que aconteceu dez minutos depois? Que acabou a chuva?
tudo já devidamente secou, escoava bem. E esses recursos todos, essa ideia toda, foi muito bem planejada pelo Potter e pelo Fowler. Construíram a Walt Disney World, mas a Holanda estava ainda bem longe do que ela é atualmente. E tinha um problema fundamental. A infraestrutura aérea, no início dos anos 70, em Orlando, era basicamente duas coisas. O McCoy.
Air Force Base, era uma base militar, que tinha um terminal de voos comerciais limitado. Herndon Airport, que é o atual aeroporto executivo de Miami, que era pequeno, fica ali ao sul do downtown Miami, desculpa, no aeroporto de Orlando, fica ao sul do downtown Orlando, que era pequeno e não tinha grandes empresas, companhias aéreas.
E os passageiros, muitas vezes que vinham de outras áreas, embarcavam em Tampa, Jacksonville ou Miami e tinham que alugar um carro ou pegar um ônibus para ir até a área central da Flórida. A viagem até Orlando era concluída de carro, trem ou ônibus.
E havia todo um temor local do trânsito caótico com a chegada da Disney. Para vocês terem uma ideia, a gente fala muito dos aeroportos, esse aqui era o McCoy. E vamos falar em McCoy, quem se recorda? Qual é o símbolo do aeroporto de Orlando? Tem o código M...
C-O, que é de McCoy. E tem lá três companhias aéreas, a Eastern, a Delta e a outra, que eu não consigo ver direito lá, se não me engano, era... Não vou dar o nome, mas era... Na época, por muito tempo, McCoy ainda, o aeroporto de Orlando, não era um grande aeroporto, por muito tempo.
O primeiro voo internacional, o primeiro voo regular internacional do aeroporto de Orlando, aconteceu muito tempo depois da inauguração da Disney. A Disney foi inaugurada em 1971. O primeiro voo para a Europa regular em McCoy, no aeroporto internacional de Orlando, aconteceu em 1984. A primeira linha direta com a Europa foi em 1974.
Dos voos para o Brasil, para vocês terem uma ideia, os primeiros voos não chartered regulares do Brasil tiveram início em 1996 com a VAR, ou seja, 25 anos depois da inauguração da Disney. Então, o aeroporto de Holanda que a gente vê que é esse colosso agora, está crescendo mais, vai ter o terminal D que eles vão fazer. Essa maravilha é uma coisa muito recente.
E como é que eu, nas minhas primeiras idas para a Flórida, quando eu morava no Brasil ainda, como é que você vinha para visitar a Disney? Você voava até Miami, tinha os voos do Brasil para Miami, pegava um ônibus de excursão, pegava um carro alugado e vinha até Orlando. E, mas...
A primeira vez que eu voei para o aeroporto de Orlando foi o doméstico. Ou então, porque parei em Orlando, em Miami, eu voei até Orlando. Ou porque parei em outro lugar, Nova York, e depois desci para Orlando. Era muito diferente. Era muito diferente. Tinha também esse outro, que era o Herndon Airport, que é o atual Orlando Executive Airport, que fica ali ao sul da área de downtown Orlando.
que tinham voos regionais menores, não era grande coisa. E essa era a malha que servia como apoio para o turismo que estava chegando no Old Snow World. Só que daí, o que aconteceu? Juntou a fome com a vontade de comer, porque naquela época mesmo começou a proliferar. A ideia que eles chamavam do Stoll, que era um de...
E foi isso que foi criado exatamente ali do lado, praticamente do lado do estacionamento Ticket and Transportation Center, ao sul do Contemporary Resort, uma pista de pouso que era STOL. O STOL é a sigla para Short Takeoff and Landing. Era uma ideia de usar aviões pequenos.
que pousavam e decolavam em pistas curtas. Então você poderia ter várias pistas dessas espalhadas pelos Estados Unidos, com subidas e descidas íngremes. Eram aeronaves que podiam fazer isso com menos ruído, ideal para pequenos aeroportos próximos a centros turísticos. As autoridades americanas eram tão otimistas com as histórias do Stoll que eles projetavam que até 50% dos voos nos Estados Unidos e depois depois depois depois depois depois depois depois depois depois depois depois depois
Até os anos 80, 50% dos voos seriam tipo stall, ou seja, com essas aeronaves pequenas e que fariam esses voos curtos, eram voos bem curtos mesmo. A ideia era fazer curto, se você chega, por exemplo, em Tampa, em vez de pegar um carro ou pegar um ônibus ou trem, você pegava no próprio terminal do aeroporto que você chegou com o voo, por exemplo, chegou com o voo de Nova York.
pousou em tampa, pegava a lixa, entrava no aviãozinho, que eram vários aviãozinhos desses fazendo várias decolagens e pousos durante o dia naquele aeroporto, para trazer. Eram voos que deram de 19 a 20 passageiros por voo, faziam essa pontezinha, voos curtos de 20 e poucos minutos. É claro, eles também fizeram voos que vinham de Miami, voos que vinham de Fort Lauderdale.
Vinha os que vinham de Palm Beach Voos que vinham de Jacksonville Voos que vinham de Badas Bahamas Pra esse aeroportozinho que era ali do lado Como funcionava o Stalport? E ele foi, funcionou Esse aeroporto da Disney Logo assim
Poucos dias, semanas depois Da inauguração do Magic Kingdom Da inauguração do Walt Disney World Começou a operar E foi inaugurado em outubro de 1971 A pista tinha 600 metros Não tinha torre Na verdade ele não tinha terminal Ele tinha um espaço pra
para uma rampa para acomodar quatro aeronaves. Você chegava ali, tinha um Mickey esperando lá, tinha uma estrutura que vinha ônibus ou carro para pegar os passageiros. Os passageiros tiravam a bagagem ali do avião, no bagageiro ali na própria terminal, sem nada, sem estrutura, era a pista de...
de pouso e pronto, não tinha torre, não tinha nada. Só rampas de estacionamento de aeronaves e tinham duas companhias aéreas, a Shawnee Airlines e a Executive Airlines, uma aeronave
de 19 passageiros, algumas tinham configuração para 20. As rotas eram vindo de Orlando, de Tampa, de Miami, de Jacksonville, de Daytona e de Bahamas. Também teve, por pouco tempo, de Fort Lauderdale. Embora Fort Lauderdale também era um aeroporto muito restrito na época. Era mais também uma base aérea. E era isso. Então eu falei que eram duas companhias aéreas, mas logo no começo a gente teve um problema. Essa segunda companhia aérea, que era a Executive Airlines, ela durou e depois ela durou.
Apoi, depois ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou, ela durou,
nem dois meses. Logo da operação de outubro de 1971, já em dezembro de 71, essa empresa quebrou. Mas olha só, a ideia então era esses voos que chegavam do lado ali no Stalport, do lado do Magic Kingdom. No caso dessa Shawnee, ela era uma empresa da Flórida. Ela tinha uma série de voos, série de voos...
Isso aqui era um voo diário, voos diários aqui, que vinham de Daytona Beach, vinham de Freeport, Freeport, lá nas Bahamas, Fort Lauderdale, Gainesville, Jacksonville, Miami, Orlando. Vinha, sim, voos do aeroporto de Orlando. No caso, nessa primeira, logo no começo da operação, houve um setback. A base aérea de McCoy disse assim, não.
Isso também foi fundamental para o insucesso do aeroporto. A base de aérea de Macó disse, não, vocês não vão poder operar com a gente aqui. E daí só operava do aeroporto executivo que tinha, que tinha poucas, na verdade, poucas linhas aéreas operando no aeroporto executivo. A Panama City...
Pensacola, Tallahassee, West Palm Beach. Esses eram voos que tinham pela Shawnee. Então, vários destinos, voos curtinhos, faziam lá. É impressionante isso. Faltando, na verdade, dois meses para encerrar em todas as operações, o aeroporto de Orlando, o Macquarie, autorizou a Shawnee, que era então a única, trabalhar. Essa Executive Airlines, que trabalhou pouquinho, pouco...
em quase dois meses, ela trabalhava entre Orlando, do aeroporto executivo de Orlando, e Tampa. Eram dois destinos que ela fazia. Foi assim que aconteceu. O que fracassou naquela época? Primeiro, as autoridades americanas estavam dando conta e a autoridade de transporte na Flórida dizia, vão ser...
Anualmente 1.7 milhões de passageiros, é muita coisa. Na verdade, a Disney estava preocupada porque ela não tinha quantidade de voos e decolagem que poderia suprir essa capacidade, mas não foi nada disso. Foram, na verdade, 20 voos diários para acomodar poucos milhares e não milhões de passageiros que foram...
devidamente calculados, não pela Disney, pela área de transporte, pelo departamento de transporte da Flórida. Eram 26 voos diários versus os 242 que seriam necessários para essa projeção. Imagina, 242 voos diários nessa pista aqui. Ia ser uma fila, uma fila de aviãozinho, uma loucura.
Mas mesmo assim, eram 26 voos diários ali. McCoy, como eu falei para vocês, o aeroporto internacional de Orlando, inicialmente não aceitou os voos de Stahl. Ou seja, isso inviabilizou porque grandes empresas, companhias como a Eastern e como a Delta...
e a National Airlines, elas traziam uma quantidade muito maior e de uma maneira muito mais confortável de passageiros que chegavam lá e se deparavam que iam ter que alugar um carro e pegar um ônibus para chegar na Arnold Disney World e não usar o stall. E os grandes jatos eram mais rápidos, mais confortáveis e o preço da passagem era parecido. E além do que, as duas empresas aéreas, a Executive não durou nem dois meses lá. E a Shawnee foi exatamente...
Dezembro de 72, praticamente foram 14 meses de operação. Você tem uma ideia? 14 meses de operação do STOL. Ou seja, outubro de 71 foi a inauguração e os primeiros voos. Dezembro de 71, a primeira empresa aérea encerrou as operações, questão de dois meses depois. E dezembro de 72, a Shawnee Airline encerra e foi fim dos voos. O que aconteceu?
Final dos anos 70, e a pista do Stoll ficou ali. Começaram a fazer o seguinte, faziam treinamento do pessoal que dirigia ônibus, faziam treinamento do pessoal que dirigia os trams dos estacionamentos, faziam treinamento ali, usavam ali. Mas no final da década de 70, com a construção da linha,
a construção da linha do Epcot, do monorail, aquilo inviabilizou a pista. Por quê? Porque na cabeceira sul dela, a linha passava muito perto. Daí trazia uma condição de insegurança e a partir daí decidiram não ter mais pouso e decolagem no stall, já no final da década de 70.
Anos 80 fechou por definitivo e começaram a utilizar de outras formas ali. Começaram a colocar trailers ali, fazer área de treinamento de motorista, estacionar ônibus ali também, os próprios da ônibus da Disney. Usavam aquela área bastou. Por muito tempo, minha amiga, meu amigo, por muito tempo,
a gente conseguia entrar no stall e ver a pista sem segurança, sem nada. A gente ia lá ver. Eu fui várias vezes, mas tem uma coisa engraçada. Tem uma lenda, um mito. E o mito é a realidade da singing runway, da pista cantante. O mito é que a pista tocava o Annie Wish Upon a Star quando os aviões pousavam. A realidade não é bem exatamente. Muito tempo depois, na década de 80...
Foi feito experimentos com uma tecnologia que já era usada na Europa, que era de fazer as ranhuras no asfalto. E essas ranhuras eram feitas de maneira de um espaçamento que tocavam a música. Isso, na verdade, os imagines testaram lá, mas nunca foi parte da operação original. Deixa eu contar uma coisa para vocês. Eu conheci isso aí em 1996 ou 97. Eu fiz um...
Foi uma das primeiras turmas do Disney Institute. Eu fiz o Disney Institute, que era um Disney Institute diferente. Naquela época tinha vários cursos de imersão, de você virar chefe de pastry.
fazer animação. Em um dos cursos, o que eu fiz, na verdade, era voltado para a administração e que eu fiz o tradition, que era o treinamento que você tem quando você entra na Disney. Que naquela época era um treinamento de três.
Três dias? E agora, ultimamente, é de um dia e meio. E numa dessas coisas, num caminho entre o Disney Institute e o treinamento do Tradition, que acontece ali do lado do Magic Kingdom, perto de onde tem o estacionamento, não o hangar, mas a área em que eles estacionam os monorails.
Ali tem o centro de treinamento, que tinha o Tradition. No caminho, eles pararam para mostrar para a gente o stall e para mostrar a pista que cantava. E a gente passou pela pista que cantava. Confesso para vocês que eu não consegui distinguir.
A música direito, para mim, poderia ser When You Wish Upon a Star, como podia ser Zipa de Duda também. Porque tem gente que fala que era Zipa de Duda. Não deu para dizer. Porque depois de um tempo, aquelas ranhuras vão perdendo a característica e tal. Tanto que em 2008, eles tiraram as ranhuras, elas não estão mais lá. O que ela é hoje? É uma área que é usada como estacionamento de funcionários.
e como também depósito de contêineres de materiais de obra. Parte ainda visível, e a parte dela ainda é visível pela World Drive e Monorail. E a gente tem que lembrar que teve toda a história de 11 de setembro, que ainda existe uma restrição de voos, é uma restrição que ela caduca, eles renovam, mudaram algumas regras, mas tem a restrição de voos ali, não poderia ter, o STOL não poderia continuar funcionando com essa restrição.
Mas é um vestígio físico da ousadia inicial da Disney. Onde é que está o stall? Você consegue ver a linha de monorail, que você faz o monorail, ou vindo o window do Epcot para o Ticket Transportation Center, passa do lado. Você consegue ver por trás das copas de erva a pista. Por muito tempo você conseguia ver ainda, inclusive com as marcações de...
Dos números, da orientação da pista, tudo. Você via direitinho as faixas, tudo. Até muito recente. Eu acho que as faixas, inclusive, ainda estão lá. Depois do tempo, é claro, quando eles fecharam o aeroporto, eles, como toda pista de pouso que é interditada, né? Eles põem X nas cabeceiras para dizer que você não pode ir, não pode pousar. Mas elas estavam lá. Eu vi a operação dessa pista, só vi... Eu vi uma vez sair. Um helicóptero saiu de lá uma vez. Isso no meio da década de 90 eu vi isso aí.
coincidiu de pegar um helicóptero saindo. Não sei por que ele parou ali. Reflexão final sobre o Stahl. O Stahlport mostra uma ousadia do projeto da Disney na Flórida. E ainda um símbolo disso lá. Que a Disney foi muito além dos parques, movendo uma mudança na região inteira. Mesmo sem decolarem, representou a inovação e visão de futuro. E de um futuro que era muito louco, diferente do que eles imaginavam naquela época.
Então, muito daquilo que... Ah, mas não construíram aquilo porque era o plano deles. Não construíram porque eles descobriram que não era certo. Muita coisa eles descobriram no caminhar da carruagem. Eles descobriram que não dava certo, eles não iam fazer isso. E isso é uma das coisas que eu acho que é muito bonito. Por isso, até eu trago uma reflexão aqui depois. Mesmo os sonhos que não levantam o voo deixam marcas. E a gente tem que pensar isso quando a gente vem de uma maneira muito azeda, chata e ruim.
Criticar coisas recentes. E eu sempre repeti para vocês isso. Eu adoro quando a Disney tenta usar. E mesmo assim não dá certo. Por isso, eu sempre vou aplaudir coisas como o Harmonious no Epcot. Ai, que coisa horrível. Fizeram aquilo no World Showcase. Mas tentaram. Eu sou um apaixonado pelo World Showcase Lagoon. Puseram aquela estrutura que eu não gostava. Mas eles deram uma coragem para fazer aquilo. Não deu certo. Como foi o Star Cruiser lá.
até a experiência de Star Wars. Quando muita gente diz aquele fracasso, não foi aquele fracasso, não. Não chama de fracasso algo que eles aprenderam bastante coisa e que eles daqui a pouco vão tentar coisas parecidas. Podem ter certeza que eles aprenderam um monte de coisa. Por isso que eu trago uma coisa que o Walt Disney falava sempre. Toda a adversidade que eu tive na minha vida, todos os problemas e obstáculos, me tornaram mais forte. Você até pode não realizar, não pode sentir isso quando acontece.
Mas essa paulada, eu vou traduzir não literalmente aqui, mas esse kick in the teeth, esse chute no dente, essa paulada pode ser a melhor coisa que pode acontecer no mundo para você. E o Walt é uma das pessoas que errou muita coisa. Mas não tinha medo, não. Por isso, então, vocês podem ter certeza que a história do Galactia Star Cruiser, o hotel...
está lá fechado, agora está, o fracasso, olha o símbolo do fracasso. Ele iria estar sendo, pelo alto, ele estaria sendo aplaudido até agora. Lembrando, unanimemente, toda pessoa que eu sei que teve aquela experiência, disse que foi a melhor experiência, dizem, que já tiveram. É uma pena que, por vários motivos, não deu certo. Por vários motivos, não deu certo. Pela grandiosidade do que foi feito ali pelo dinheiro, não deu certo.
Mas que aprendam, que aprendam isso que é importante. Como aprenderam com o STOL. O STOL ainda está lá. Mais recentemente, tá? Mais recentemente, o que eu sei é que... Por isso que foi o comentário feito na live Conexão Flórida da semana passada, desculpa.
Foi que para acompanhar todas as obras do Magic Kingdom, esses imagens vão ter os seus escritórios, os trailers de escritórios montados aqui no stall. É, minha amiga, meu amigo, essa aí foi então a nossa conversa sobre esse que foi a pista de pouso do aeroporto da Disney, que existiu ali, o stall. Gostaram? Minha amiga, meu amigo, um beijo no coração de vocês todos e a gente se vê.