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A Hora #90 - A janela indiscreta dos partidos, o bolsonarismo bajula Mendonça e tropeça em Caiado

10 de abril de 20261h
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Nesta edição do A Hora, José Roberto de Toledo e Thais Bilenky falam sobre a disputa eleitoral no campo da direita para a escolha de candidatos, a tentativa de reeleição de Lula, a homenagem ao ministro do STF André Mendonça na Alesp e outros bastidores exclusivos.

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Participantes neste episódio2
J

José Roberto de Toledo

HostJornalista
T

Thais Bilenk

Co-hostJornalista
Assuntos5
  • Eleições e PolíticaRonaldo Caiado · Flávio Bolsonaro · André Mendonça
  • Filiação PartidáriaNelsinho Padovani · Ratinho Júnior
  • Perfil e atuação de André MendonçaAndré Mendonça · Assembleia Legislativa de São Paulo
  • Programa DesenrolaConselhos de Lula
  • Impacto da Guerra no Petróleo
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Opa, Thaís. Salve, salve, Toledo. Eu sou José Roberto de Toledo e esta é a Hora, podcast sobre notícias aqui no Alta. Eu sou Thaís Bilenk e toda semana a gente bate um papo sobre os principais assuntos do noticiário. Hoje, hein? A Hora. Um caiado no caminho de Flávio Bolsonaro. A bajulação do bolsonarismo a André Mendonça. Lula tenta se desenrolar.

A hora e a vez dos consórcios partidários. E na hora extra deste sábado, chuva de menos, consumo de mais. Quer entender o que aconteceu essa semana? Chegou a hora. Thais Bilenk, você fez uma aposta essa semana, é isso? Eu fiz uma aposta no jornalismo. Você ganhou ou perdeu? No jornalismo, o gongo sempre perco, Toledo.

ganhar. Mas a questão é que você me ligou. Ontem tava meio barulhento, né? O lugar que eu tava. Um pouquinho só. Pois é, a gente vai trazer mais informações aqui neste mesmo Bate Local e Bate Canal. Mas acho que vale dar uma palhinha, que essa semana teve a edição em São Paulo da maior feira de apostas e jogos do mundo, talvez. Se não, a maior é uma delas. E tá acontecendo aqui e eu fui. Eu fui lá, vi cenas que eu diria que são... Inesquecíveis. Mas eu espero esquecer.

Thaís, vem cá, você saiu com o mesmo saldo bancário que você entrou ou não? Até onde eu sei sim, vou até checar, né? Porque só de se respirar o ar, às vezes você já perdeu dinheiro. Você já perdeu alguma coisa e não está sabendo. Mas traremos mais informações assim que possível. Muito bom, então vamos às nossas apostas jornalísticas dessa semana. Vamos lá.

Toledo, agora o quadro eleitoral está claro, acabou o prazo de desincompatibilização, a gente sabe quem é e quem não é candidato. E temos o Ronaldo Caiado, ex-governador. Quem pode ser e quem não pode ser. É, sempre bom ser prudente.

E o Ronaldo Caiado saiu do governo de Goiás para ser candidato do PSD a presidente da República e indica uma disputa de votos com o Flávio Bolsonaro na direita. Tem aí também outros nomes, você vai detalhar. Mas ele é o que é mais conhecido, mais consolidado, é um político já de longa data.

O Caiado está lá atrás nas pesquisas, ele não estava nem melhor posicionado que o Ratinho Júnior que desistiu. Mas ele tem uma avenida para tentar percorrer, que é aquela avenida que na campanha dele é calculada em cerca de 30% do eleitorado, que não está definida ainda, se vai de Lula, Flávio, outra pessoa, não quer votar, não vai votar, não sabe em quem vota.

pessoas independentes que não estão fixadas num candidato. E é uma avenida que, se percorrida, pode levar longe, né? Se conseguir chegar até lá. A questão é que, pra chegar até lá, ele tem alguns desafios pela frente. Eu vejo da seguinte maneira. Acho que teve uma novidade essa semana.

A gente vai ter pesquisa da Tafolha no final de semana, no sábado, vai ajudar a gente a enxergar esse cenário. Mas eu acho que o que já deu para a ANTV é que aquele período de férias do Flávio Bolsonaro, em que ele correu sozinho, sem adversário, o Lula não estava batendo no Flávio porque queria que ele fosse o candidato da direita e não o Tarcísio ou a Michele. A direita também não tinha...

Não dava para bater no Flávio, porque o PSD não tinha escolhido o seu candidato ainda. Era para ser o Ratinho, ele desistiu na última hora, acabou sendo caiado.

uma espécie de regra 3 ali, sobrou para o Caiado. E você tem ainda um nome que ninguém está mencionando, que é o Renan, do MBL, concorrendo pelo Partido Novo, que eles criaram a missão. Até então, aquele crescimento meio vertiginoso que a gente via nas pesquisas de intenção de voto estimuladas, não que eu gosto mais nesse momento, que é espontâneo, embora lá também ele crescesse um pouco.

Se explicava, em parte, porque ao fazer a pergunta estimulada, o entrevistador informava o eleitor que o candidato do bolsonarismo é o Flávio Bolsonaro e porque o Flávio é conhecido pelo non-mútil, então as pessoas sabem que é o filho do Bolsonaro.

Qual deles, né? Quem ele é, o que ele fez. Qual é o escândalo a ele associado? Onde é que ele mora? Qual foi o desempenho dele em debates passados? Que loja do que ele tem? Esse tipo de coisa. Então ele cresceu meio sem atrito. Não tinha motivos para ele não crescer. Seria estranho se ele não tivesse crescido. Teria sido... Bom, mas não dá para deixar de dizer que a velocidade com que ele cresceu... Mostra a força do bolsonarismo. Isso. Não é a força do Flávio.

Cresceu bastante, até a força do bolsonarismo, para mim não estava clara que permanecia tão forte. Uma força tão forte. Aí você tem força forte, Zé. Força forte e força fraca, não chega a ser. Esse era um cenário até agora. A partir do momento que ficou claro que é o Flávio, ele vai começar a apanhar a esquerda. E vai começar a apanhar, já começou a apanhar a direita. Eu vou começar pelos menores e depois vou para os maiores. O Missão.

que é o partido do MBL, eu pedi para a Pauver fazer um levantamento para mim quais são os alvos que o Missão escolheu no último mês, principalmente no WhatsApp, mas também nas redes sociais. Isso foram basicamente o Nicolas Ferreira e...

A família Bolsonaro. Em geral, uma crítica casada. Ah, porque o Bolsonaro fez uma barbaridade e o Nicolas nunca falou nada sobre isso. Isso que o Nicolas e o Eduardo Bolsonaro estão em pé de guerra, né? Em tese, deu uma calmada aí, mas...

O Missão, aparentemente, está jogando em 2026, mas mirando em 2030. Ou seja, num cenário em que o bolsonarismo perde a eleição em 2026, a direita vai entrar num campo de disputa e já estão achando que o Nicolas Ferreira é o grande rival deles. Então, eles estão tentando se vender como uma direita, aspas, muitas aspas, pura.

E também que o ambiente digital é onde eles disputam, tanto o MBL quanto o Nicolas, que é o grande influenciador deste grupo, desse setor. E eles miram o eleitorado mais jovem. E miram o eleitorado mais jovem. E de qualquer jeito, essa estratégia pode ajudá-los, parece que é o que eles estão pensando, a fazer bancada. Também.

Não só presidência. Exatamente. Mas não é uma candidatura para fazer, servir de escada para o Flávio Bolsonaro em debate ou para abrir mão para um voto útil na última hora. É uma candidatura aparentemente consistente. De construção. De construção, exatamente. É o que se chama de candidatura de construção.

Exatamente. Então, você tem esse fato que não é desprezível, porque no datafoil ele está com dois, em outras pesquisas parece com um. Mas se a disputa for tão disputada quanto se imagina que será? A disputa disputada, a força forte, vamos que vamos. Vamos. Então, a margem que vai ser tão apertada quanto se imagina que será?

2% fazem diferença. Fazem. Foi o que Lula teve acima do Bolsonaro para ganhar no segundo. Então, 2% de 150 milhões, entendeu? Não é... São 3 milhões de votos. Se a gente está falando uma diferença de 1 milhão e meio, 2 milhões, pode ser uma diferença crucial. Então, assim...

Tem uma pedrinha no sapato que pode crescer. Por quê? O MBL é um dos pioneiros na comunicação digital, especialmente na direita. Vem desde 2013 se especializando nisso. Eles têm uma infraestrutura de produção que parece cinematográfica. Tem estúdio próprio. Eles têm advogado profissional para entrar na justiça para usar isso em campanha de redes também. Não é uma estrutura amadora.

A gente não sabe ainda até onde vai. Pode ser que não chegue longe, pode ser que essa estratégia não prospere. Mas o fato é que um ou dois pontos que seriam do Flávio, obviamente muito mais provável que esse eleitorado votasse no Flávio do que no Lula, estão meio reservados para essa emissão. Pode ser que desidrate, mas pode ser que não desidrate. Porque quando a gente pega a rejeição ao Flávio e ao próprio Bolsonaro, ela é muito alta. Então...

É de se esperar que haja pessoas que se dizem de direita que não querem votar no Flávio Bolsonaro de jeito nenhum. Existe esse cruzamento nas pesquisas. A gente consegue identificar. Então, esse é o mercado eleitoral que o Missão está explorando. E daí vem o Caiado. Também disputa esse eleitor, esse mercado. E que não tem nada a perder só a ganhar nessa eleição. Ele abriu mão do governo de Goiás, já estava no final. Já foi senador, reeleito governador no primeiro turno.

Só que ele tem um posicionamento eleitoral diferente do Missão, porque ele começou a campanha dele prometendo anistiar o Jair Bolsonaro, que é o oposto do discurso do Missão, que quer que o Bolsonaro fique na cadeia e acabe. Ou seja, ele assinaliza para o eleitorado bolsonarista, se a gente vai falar detalhes sobre isso mais à frente, e acaba recebendo, é curioso.

que você vai contar melhor essa história, mas só para mencionar, para se situar, eles disputam, ou se não disputam já, vão disputar em algum momento, o eleitorado evangélico, que foi o principal motor do crescimento do Flávio Bolsonaro até agora.

Aquela escalada, parecia que ele estava num elevador, foi basicamente... Está falando no passado... É, porque eu acho que daqui para frente o caminho do Flávio não vai ser absolutamente aberto e desimpedido e sem nenhum tipo de pedra no caminho. Já tem a pedra do Missão e tem a pedra do Caiado. E eles vão estar disputando, por exemplo, o eleitorado evangélico. E aí aconteceu uma coisa, você vai explicar melhor? Curiosa, né? No dia 30, final de março...

O líder de uma grande denominação da Assembleia de Deus lá de Madureira, o Samuel Ferreira, declarou apoio ao Ronaldo Caiado. E uma semana depois, o Cezinha de Madureira, que é um dos deputados federais ligados à mesma igreja...

se filiou ao PL do Flávio Bolsonaro. Claro que isso pode ser simplesmente um pé em cada canoa, vamos apostar, dividir nossas fichas aqui para fazer um seguro. É um bom exemplo de como essa disputa pelo eleitorado evangélico vai se acirrar daqui para frente e a vida do Flávio não vai ser tão fácil. Por quê?

Se a gente olha o perfil do voto evangélico do Flávio, ele é um perfil de pessoas de meia-idade para frente. E o eleitorado do Missão, por exemplo, é mais jovem. E também entra nesse eleitorado. O Juliano Spire, colunista da Folha de São Paulo, um especialista nessa área evangélica, chama a atenção que as novas gerações de evangélicos não frequentam o culto pessoalmente.

fazem isso de maneira digital, que é justamente onde os concorrentes, pelo menos um deles, tem mais acesso, que é o caso do Missão. Enfim, o que eu quero dizer é que os tempos em que o Flávio cresceu livre e desimpedido, a meu ver, estão terminando, se é que já não terminaram. Então, eu imagino que ele vai ter uma desaceleração. Vamos ter uma série de pesquisas nos próximos dias que vão poder dizer se eu estava errado ou não.

Mas o fato é que não havia disputa à direita, passou a ter. E um fato inédito nessa eleição é que à esquerda você só tem um candidato. A não ser que você queira chamar o Aldo Rebelo de esquerda ainda. Reluto em dizer. Eu não tenho nenhuma pretensão. Ele já apoiou o Bolsonaro, ele já foi da prefeitura do Ricardo Nunes.

Então, assim, o Lula não tem com quem disputar voto à esquerda. E o Flávio arrumou dois. Vai dizer, ah, é peixe pequeno, mas podem crescer. Eu acho que as disputas de primeiro e segundo turno vão ser muito diferentes esse ano. Porque você tem essa disputa na direita entre esses candidatos e do lado da esquerda você tem o Lula como candidato à reeleição. Então, para...

Caiado, por exemplo, supondo que ele está nesse partido bastante estruturado, ele tem marqueteiro, está sendo cristianizado em vários estados, então vai ser um percalço, mas ele pode vir a somar apoio setores empresariais, agronegócio, enfim, ele tem alguma musculatura para crescer. Uma vez ele e o Flávio recebendo cada vez mais atrito, quando a campanha começar é que a gente vai ter para valer isso, porque...

os exércitos estão preparando suas armas. A chance de Caiado, se Flávio, por qualquer motivo, começa a desacelerar naquela hora errada, reta final em que você tem que estar em curva ascendente para chegar no dia da votação, a chance de algo se reorganizar em torno, pelo menos é assim que a campanha dele se prepara, porque precisa se preparar para esse cenário, é que daí, num segundo turno...

com o antipetismo e a rejeição do Lula, aí a coisa, zero jogo e começa tudo de novo, literalmente. A gente já teve outras eleições em que o primeiro turno foi quase uma antecipação do segundo com voto útil. O que eu consigo concluir da sua apuração e do que eu ouvi é que talvez nessa não, o voto útil seja menos efetivo para antecipar o segundo turno.

Eu acho que se na reta final, e estamos muito cis, né? Mas se na reta final os dois estiverem de fato onde a votação estimulada hoje projeta que eles estarão, ou seja, empatados, e mais ou menos se a tendência do Flávio é desacelerar, talvez eles estejam chegando na reta final assim...

emparelhados, mais ou menos com a mesma trajetória, ou seja, um não vai estar mais acelerado, mais rápido que o outro, vai haver dois movimentos, na minha opinião. De um lado, um movimento do voto útil na direita. Muita pressão para o Caiado e para o Renan do Missão abrirem mão para não deixar o Lula ganhar. O que eu acho que talvez seja difícil de colar, principalmente do lado do Missão, do lado do Caiado. Vamos a ver.

E do lado do Lula, ele vai fazer esse raciocínio que você acabou de dizer. Só tem candidatos à direita e eu. Vamos para o segundo turno. Quem que vai somar os votos dos outros candidatos? É muito mais provável que seja o Flávio do que eu. Então, se tiver realmente muito perto um do outro e os outros dois candidatos não tiverem conseguido crescer, a estratégia do Lula provavelmente vai ser tentar antecipar o segundo turno no primeiro.

Acho que faz mais de uma eleição, mas na última isso foi muito claro. Mais do que a candidatura do Lula contra a do Bolsonaro, você tinha a candidatura do antipetismo contra a do antibolsonarismo. E venceu a antibolsonarista. Esses dois fatores também pesarão muito na decisão do voto na reta final. Se a campanha tiver desconstruído o Flávio Bolsonaro para aqueles que não são bolsonaristas raiz, talvez o voto útil seja até para outros lados. Veremos. É, tem muita...

água para rolar, a gente vai falar de outras coisas que certamente podem criar sustos ao longo da campanha. É candidatos que não estão aqui no cenário colocados. Até de outros países. Marçais da vida. Exato. Mas imagina só essa hipótese. Chegou lá na reta final.

Tem um monte de gente que não gosta do Lula, que não gosta do Flávio Bolsonaro, que não simpatiza com nenhum dos outros candidatos que estão aí. E que, porra, vamos acabar com isso daqui logo, vamos decidir logo essa eleição. Eu não vou aguentar um segundo turno desse negócio, entendeu?

Ou não vai votar, e aí uma abstenção mais alta tende a prejudicar mais um candidato do que outro. Eu não sei exatamente qual, porque nunca é homogênea a ausência. Sempre, de um lado, se ausenta mais do que do outro. Vamos dizer, ah, os mais pobres têm uma tendência a ter uma abstenção maior. Pode ser. Mas isso, em tese, prejudica mais o Lula.

Mas vai depender muito do ânimo com que se chega na reta final da eleição. Se o ânimo geral for de desânimo, eu não sei, é uma eleição, Thaís, que eu achava que ia ser meio monótona, porque ia ser o mesmo cenário de hoje, nos próximos seis meses, mas que eu começo a achar que pode ter surpresas e a gente ter uma coisa que não acontece desde 1998, que é decidir a eleição no primeiro turno.

por falta de outros candidatos. Só ter dois muito próximos um do outro e aí um eleitorado falando vamos acabar logo com esse negócio. Mas enfim, isso tudo é só especulação. É por isso que você está na sua vigésima qual campanha? Vigésima segunda. Você ainda vê graça até agora. Eu preciso achar, eu preciso inventar graça para continuar. Já inventou, já achamos, já estou aqui, animada.

Então tá bom, vamos para a bajulação do bolsonarismo André Mendonça, que eu estou curioso para saber. E o que isso significa? Vamos lá.

Desvilenque, que bajulação é essa? Na segunda-feira dessa semana, o André Mendonça, ministro do Supremo, recebeu a medalha de honra ao mérito da Assembleia Legislativa de São Paulo. E, além do presidente da Assembleia, André do Prado, que é o bolsonarista legislativo paulista e tal, foram homenageá-lo o governador Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes e toda a nata do bolsonarismo. E foi um...

momento de bajulação completa, com elogios hiperbólicos, a ponto de o próprio Mendonça, em dado momento, dizer olha, vocês estão falando essas coisas e eu tô aqui diante da minha esposa, dos meus filhos, da minha mãe, dos meus tios, meu desafio agora é conseguir ser em casa o que vocês estão dizendo que eu sou em público. Só tinha um estranho no ninho, que era o Jorge Messias.

o advogado-geral da União, que foi indicado ao Supremo pelo Lula e que conta com um apoio inestimável do Mendonça para conseguir os votos que ele precisa no Senado. O Messias assistiu da plateia discretamente. Em dado momento, recebe um aceno do André Mendonça que o cumprimenta por estar na plateia dizendo que espera tê-lo em breve ao seu lado no Supremo Tribunal Federal, o que naquele ambiente é um ato de coragem.

Um ato muito simbólico e importante, porque ele está dando um sinal, no momento em que ele está sendo homenageado, ele dizer explicitamente que quer o Messias no Supremo, dá um recado muito claro para todos os políticos de direitos, os senadores não são alheios a isso, obviamente. Foi uma cerimônia muito marcada pelo tom religioso, mas uma pessoa que estava lá, presente, fez uma comparação engraçada, ele falou que o André Mendonça em si citou mais Kant do que Jesus.

Emanuel Kant, filósofo. E isso foi uma exceção, porque os discursos do Ricardo Nunes, de vários outros políticos, eram absolutamente com pegada religiosa. Tipo, o Nunes falou, quem tem fé, Deus vai amparando, em elogio ao André Mendonça.

A unidade foi aberta pelo reverendo Arival Dias, que é da Igreja Presbiteriana de Pinheiros. O André Mendonça era da Igreja Presbiteriana de Brasília, mas ele se mudou para a de São Paulo já faz um tempo. Ele é pastor licenciado, ele é membro da igreja, um frequentador assíduo da Igreja Presbiteriana de Pinheiros. E o ouvinte atento, eu sei que temos vários, vai se lembrar que falamos dessa igreja aqui neste programa em 2024, quando o próprio Ricardo Nunes, o mesmo prefeito Ricardo Nunes...

Sancionou uma mudança na lei de zoneamento que permitiu a essa igreja que fica na marginal, perto do shopping Vila Lobos, a aumentar suas dependências. Muitas casas foram compradas ao redor do templo, da igreja, casas, terrenos, porque eles têm um projeto muito ambicioso de construir uma escola, uma capela, até uma praça de alimentação para todos os trabalhadores que pegam o trem na marginal ou pegam qualquer meio de condução.

terem nessa igreja um ponto no pós-trabalho. Eles já tinham comprado muitos terrenos, mas precisava aprovar a mudança de zoneamento. A Câmara dos Vereadores aprovou e o Nunes, depois de receber a bênção do reverendo, sancionou a lei. Você lembrou dessa história, né?

É, estou lembrando da frase do Ricardo Nunes, né? Quem trabalha, Deus ampara, é isso? Isso, é isso. De mais de uma maneira. Esse reverendo abriu essa solenidade e que foi, inequivocamente, uma demonstração de apoio para o André Mendonça. Quem propôs essa homenagem foi o deputado estadual Oséias de Madureira. O Oséias de Madureira é dupla do Cezinha de Madureira, que você citou no primeiro bloco, deputado federal. Muito importante como um líder da bancada evangélica no Congresso Nacional.

Os dois trocaram nessa janela o PSD, o partido do qual eles são filiados há muito tempo. O Cezinha, desde que entrou na Câmara em 2019, já era PSD, PSD do Kassab, no caso. Passou o governo Bolsonaro inteiro estando no PSD e o governo Lula também. E agora decidiram trocá-lo pelo PL do Flávio Bolsonaro. Portanto, terão um número de urna que começa em 22, assim como o do Flávio.

Muito bem. O Oseias foi quem propôs essa homenagem ao André Mendonça, muito prestigiado no seu evento, etc. Os dois são representantes da Assembleia de Deus de Madureira. A Assembleia de Deus é a maior denominação evangélica do país, pentecostal, porém ela tem ramos. O ramo de Madureira fica em São Paulo, é uma das gigantes, tem muita influência, tem a do Brás também, é muito grande, e tem a de Belém também, é muito grande, são as maiores, mas tem outras tantas. A Assembleia de Deus...

em Cristo, do Malafaia, no Rio, é muito menor em termos de número de fiéis do que essas. Então eles têm um trabalho e estão na política profissionalmente há muitos e muitos anos. Então não é pouca coisa esse gesto, você já até inclusive mencionou o fato de eles terem se filiado poucos dias depois do Samuel Ferreira, que é o bispo dessa igreja, ter declarado apoio ao Caiado.

E também tudo isso aconteceu meses depois de Cezinha de Madureira e Samuel Ferreira irem com o Messias ao gabinete do presidente da república pedir a indicação dele para o Lula para o Supremo Tribunal Federal. Então não é nada coincidência que estavam todos reunidos na Assembleia Legislativa de São Paulo nessa segunda-feira. Eles querem o Messias ao lado do Mendonça, eles estão aplaudindo o Mendonça e estão aplaudindo o Mendonça num momento em que este ministro...

se tornou uma das pessoas mais relevantes da República porque está julgando o caso Master. Essa semana mostrou que, ao contrário do Mendonça, do Messias e do Cezinha, o caso Master e o Daniel Vorcaro eram absolutamente ecumênicos, porque ele financiou políticos e suas empresas de todos os...

grupos políticos que têm. Mais alguns do que outros. Mais alguns do que outros, é verdade. A Folha de São Paulo teve acesso a esses dados declarados à Receita Federal e mostrou que o Master pagou, por exemplo, 18 milhões e meio de reais ao Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, ex-ministro da Fazenda e ex-candidato à República. 10 milhões de reais ao escritório de advocacia do Temer em 2025. Eu nem sabia que tinha escritório de advocacia.

14 milhões de reais a Polares Consultoria, que é a empresa do Guido Manta, ex-ministro da Fazenda do PT. 6 milhões e meio, quase, a dois escritórios do Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil. Falaremos dele mais tarde. 21 milhões a empresa do pai do governador Ratinho do Paraná, Ratinho Júnior, a massa intermediação.

O Ratinho que desistiu da candidatura a presidente? Que coincidência. E mais outros 3 milhões a uma outra empresa do Grupo Massa. Vou continuar, só uma lista rápida. 12 milhões a empresa da Nora do Jacques Wagner, líder do governo Lula no Senado. E mais quase 300 mil a ele, mas ele diz, o Wagner, que é na pessoa física, até porque ele nem tem pessoa jurídica, numa aplicação que ele tinha no Banco Massa.

80 milhões para o escritório da esposa do Alexandre de Moraes, Bárcio de Moraes Sociedade de Advogados. 6 milhões ao Lewandowski Advocacia em 2023. Quase 5 milhões e meio de reais ao ACM Neto, ex-prefeito de Salvador que vai disputar o governo da Bahia agora. É uma empresa de consultoria de empresas, presta consultoria. Quase 4 milhões, essa é surpreendente, ao Fábio Weingarten. A empresa do Fábio Weingarten que é...

ex-chefe de comunicação do Bolsonaro, um porta-voz do ex-presidente, mas que informou que integra a defesa, enquanto advogado, do Vorcar e outros serviços ao banqueiro, ex-banqueiro. Eu acho que a defesa do Vorcar deve ser a maior consórcio de advocacia que já existiu no Brasil, né? Porque sai...

Dez e ainda continuam mais de um. É, tem muito medalhão também, enfim. Ninguém negou esses serviços, mas disseram que foi tudo declarado à receita, com notas emitidas, tudo dentro da legalidade. O André Mendonça, de alguma forma, não vai ser bajulado só pelo bolsonarismo de São Paulo nos próximos meses.

ao ser o relator destes processos que devem começar a ser abertos, não todos eles, porque receber dinheiro para prestar serviço não é ilegal, obviamente. Então, dentro de tudo isso aí, não tem só crime. Se é que tem crime, não sou eu que vou dizer.

É, e aí a Folha de São Paulo também deu uma outra reportagem muito curiosa, mostrando como o Vorcaro importou modelos da Europa, que ficaram um mês no Brasil em hotéis de luxo, pousadas de luxo, viajando nos jatinhos do Vorcaro, para animar.

As festas que o Vorcaro deu na Bahia, no litoral baiano, em Brasília, em São Paulo. E cujos convidados eram empresários e políticos. Então o momento é André Mendonça. Começamos com o culto, terminamos com a festa. É, pra dizer o mínimo. Muito bom, Thais Bilenk. Mas a gente não vai parar de falar de evangélicos por enquanto, não. Vamos falar mais um pouquinho deles atravessado.

Bom, Toledo, dissemos que o Lula tenta se desenrolar. É uma brincadeira com o programa Desenrola, né? Que ele fez para pessoas endividadas. Mas não só, né? Tem mais significados do que isso. É verdade.

Bom, teve uma reunião ministerial essa semana, a primeira reunião ministerial do Lula com os novos ministros, porque trocou metade da esplanada, em geral assumiram secretários executivos. A descrição que eu ouvi de ministros que participaram da reunião foi de que o Lula estava muito ativo, muito energético, energia de jovem.

foi a palavra que usaram, a expressão que usaram, cobrando, falando, pô, não vamos reinventar a roda, vamos comparar, ele começa aí mesmo a comparar o governo com os anteriores, citando os números, etc. Ou seja, mostrando uma energia e uma disposição grandes. E durante a reunião, voltou-se a se falar do problema do endividamento de...

negativou o nome de 80 milhões de brasileiros, e que é uma grande preocupação no governo, porque como a gente já vem falando já há dois ou três programas, é provavelmente, já que a gente falou de arrasto e atrito no...

primeiro bloco sobre o Flávio Bolsonaro, talvez seja a maior causa de atrito da candidatura do Lula, como a gente já explicou. A maioria dos brasileiros tem uma dívida, uma quantidade de dívidas muito alta. Muitos deles consomem, em média, 30% da sua renda para pagar as parcelas da dívida. E uma parcela um pouco menor, mas ainda milionária, 81 milhões de brasileiros estão com o nome negativado porque deixaram de pagar alguma das prestações de alguma das dívidas. Em média, cada um tem quatro.

Diante disso, o governo se tocou de que precisava fazer alguma coisa. Não sei se será um desenrola dois, ou seja, uma cópia daquele programa de 2023 que se estendeu até 2024, ou se vai ser uma nova fórmula. O fato é que não será um programa, porque não dá tempo de conceber e executar, um programa para resolver o problema do endividamento e dos nomes negativados de todo mundo, mas provavelmente será um programa para retomada de crédito.

Ou seja, que foi mais ou menos o espírito do Desenrola1. Você permitia, primeiro, que os bancos...

que aderissem, fossem atrás das pessoas que estavam devendo e propusessem acordos para liquidar a dívida. E na segunda fase, as próprias pessoas, os devedores de menor monta, as pessoas mais pobres, na verdade, tinham que entrar em uma plataforma, se cadastrar para procurar desenrolar o próprio nome e desnegativar o seu nome lá. A segunda fase teve menos sucesso que a primeira.

Mas o fato é que durante quatro ou cinco meses a gente viu naquela curva que eu mostrei a semana passada como diminuiu a inadimplência pela primeira vez em muitos e muitos anos. O que o governo vai fazer? Eu acho que nem o governo sabe ainda com certeza, mas provavelmente vai ser algo similar.

Alguma coisa ele vai fazer, né? Vai, porque vai ter um impacto eleitoral. Essa dívida, ela é como uma lombriga. As pessoas comem, mas não matam a fome. Porque as pessoas estão com aumento de renda, estão empregadas em boa medida, os indicadores econômicos todos com sinais vitais perfeitos e, mesmo assim, estão de mau humor. Porque essas dívidas estão corroendo o poder econômico. Sobra dias no final do mês sem salário.

Porque o salário ou ganho, o trabalho ocasional está indo para pagar. Grande parte dele está servindo para pagar a dívida em vez de você consumir. Então, algo virá. Vai ter impacto eleitoral? Não dá para prever com certeza. Mas digamos que a popularidade do Lula na época era melhor do que é hoje. Na época do desenrola 1. Então, pode ter sim algum impacto.

pode ter consequências no quadro eleitoral. Essa é uma coisa. A outra coisa, Thaís, que é o problema do petróleo na guerra. Aliás, acho que o Trump, além do Lula, o Trump também está ouvindo a hora, né? Porque a gente previu que ele ia declarar a vitória. Não tem a menor dúvida. O Trump, a casa branca toda. Não param de ouvir. The hour. Enfim.

aconteceu exatamente o que a gente achou que ia acontecer, claro que a gente não sabia, mas que ele recuou, não cumpriu a ameaça e declarou vitória e falou, acabou.

Uma grande derrota, porém, o impacto da guerra que ele provocou e o impacto econômico que ela teve vai continuar persistindo por muito tempo. E a própria guerra tampouco acabou, né? Ele falou que ia exterminar a civilização persa, depois disse que não mais, mas as bombas continuaram sendo estouradas. E o Irã poderia até declarar a vitória.

E sustar as suas... Mas enfim, não vou entrar em detalhes aqui porque dá para saber exatamente o que vai acontecer amanhã, ainda mais na cabeça do Trump. Mas mesmo que houvesse um cessar-fogo, mesmo que o Estreito de Hormuz seja liberado, que o tráfico de petroleiros seja retomado, vai ficar um buraco no tempo.

sem abastecimento de petróleo em vários lugares do mundo. Porque os últimos petroleiros que saíram de Ormuz semanas atrás estão chegando agora e na próxima semana, talvez duas semanas no máximo, aos seus destinos. Até que o outro petroleiro consiga entrar pelo estreito, se abastecer. Muitas das instalações foram bombardeadas.

retomar, voltar e chegar, vai dar um gap aí de um mês, um mês e meio, talvez até dois. E a gente sabe o que o mercado faz nessas circunstâncias, mesmo sabendo que você vai ter uma retomada do fluxo mais para frente. Vai subir o preço e isso também pode vir a ter um impacto eleitoral. Por isso que eu digo que não adianta tentar fazer previsão sobre o que vai acontecer com a cabeça do eleitor, porque ela depende de múltiplos fatores, inclusive fatores que estão longe e fora do alcance do Lula, meu, seu, do eleitor brasileiro.

Agora, faz algumas semanas, já que eu escuto gente do mercado financeiro perguntando, bom, mas tem mesmo chance de o Lula desistir? Não está no radar. E eles insistem, eles fazem muitas apostas com base...

Literais, né? Especulação, sim. Ganham dinheiro com esse tipo de especulação. Sai uma nota aqui, uma coisa ali e o mercado faz dinheiro durante esses processos de muita especulação. Essa semana, o Lula deu uma entrevista para o ICL, o site de notícias, e ele disse assim, abre aspas, eu falo que não decidi que vou ser candidato ainda.

Eu vou pleitear ao PT a necessidade de a gente reconstruir uma aliança política forte para não permitir que os fascistas voltem a governar esse país. Esse é o papel que eu tenho para jogar agora. Fecha aspas. Bom, já tinha um...

caldo fervilhando sobre isso e vamos lembrar que também já houve antes, né? Ah, por causa da idade, não sei o que, daí ele corre, fica correndo. Outro dia eu tava no palácio, aí ele sai correndo, sobe a rampa correndo. Enfim, ele tá mostrando vigor na reunião de ministros de novo. Mas falou, falou eu não decidi que vou ser candidato ainda e aí o sucessor, digamos, o nome que é apontado é o do Haddad, que tem uma rejeição menor que a dele, do Lula. Até o Caiado também tem.

E é um nome que se aventa, que poderia ser, até porque foi em 18, na impossibilidade do Lula ser o candidato. E isso é uma conversa que está rolando mesmo entre empresários e, curiosamente, na semana passada... Antes, portanto, da entrevista do Lula. Teve um encontro em que o Kassab, conversando com empresários, foi indagado se essa história era verdadeira, se o Lula, de fato, podia deixar de ser candidato. E...

O Cassado disse sim e ainda traçou um cenário, falando, olha, é, porque daí o Alckmin sairia governador e o Haddad sairia presidente. É governador de São Paulo e o Haddad sairia candidato a presidente. Aí eu fui até checar com o Alexandre Rolo, meu consultor para assuntos eleitorais, advogado, se de fato a desincompatibilização do Alckmin apenas como ministro e não como vice-presidente permitiria que ele disputasse eleição de governador.

E ele me mandou a cópia de uma lei de 1990, se não me engano, uma lei complementar, que tem um parágrafo dedicado aos vices, criando uma exceção bastante exótica, dizendo que o vice pode disputar outros cargos, ou seja, ele poderia disputar o cargo de governador, mas não só os vices governadores também poderiam, desde que não assumam o cargo do titular nos seis meses anteriores à eleição.

Ou seja, a única hipótese de esse cenário que o mercado financeiro está ganhando dinheiro e especulando a respeito, se concretizar, porque obviamente, né? Não adianta você botar o Haddad para disputar a presidência da república e não ter um candidato forte para disputar o governo de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. Seria o Alckmin, o Lula, em qualquer viagem que fizer ao exterior, o Alckmin ter que viajar para outro lugar para não assumir a cadeira. Então...

Se o Lula quiser desmentir esse boato, é fácil. Pega o avião. Vai passar um fim de semana em Assunción e vejamos o que acontece com... Eu, sinceramente, pelo que eu ouço no Palácio, dentro do governo, esse cenário está muito longe de existir. E assim, o Haddad está em campanha, mas campanha é governador. Tem até campanha...

razoavelmente estruturada, mas eu, sinceramente, não vejo esse cenário como um cenário provável, muito ao contrário. É isso, mas o que eles estão falando, inclusive o Kassab, você apurou que sim. Você que já está especialista em apostas, você devia fazer uma fezinha lá, deve ter alguma bet que isso daí está em jogo.

Olha, o mercado financeiro tem essas apostas de resultados quaisquer. É, porque o mercado é um mercado muito racional, que só age com base nos fatos e não especula nunca. Contém ironia. Vamos para a próxima? Chega. Thaís Bilenk, acabou no final da semana passada... A janela indiscreta.

A janela mais que indiscreta, né? Eu chamaria de um portal, porque houve, no mínimo, no mínimo, 78 deputados trocaram de partido.

É a janela partidária em que os deputados podem trocar sem serem punidos pelos partidos dos quais eles saíram. Exatamente. Eu estou falando no mínimo porque há um prazo de comunicação pelo deputado à Câmara dos Deputados que é maior do que a janela. Ele ainda não se encerrou, talvez esteja se encerrando agora. Então, o balanço que eu fiz vai até a data de hoje pela manhã. Pode ser que tenha tido novidades à tarde.

Inclusive, os partidos estão falando números, divulgando números, que são maiores ou menores do que esses números oficiais. Mas eu acho que jamais, em tempo algum, quem sou eu para duvidar que os partidos estariam falando a verdade. Mas...

Mas do mesmo jeito que o deputado demora para comunicar à Câmara que trocou de partido, ele pode demorar para informar o próprio partido que ele saiu do partido. Perfeito. Então, talvez haja partidos contabilizando só o que eles ganharam, mas não contabilizando tudo o que eles perderam. Porque todos, quase todos, ganharam e perderam nesse balanço.

Basta dizer que nesses últimos 30 dias, praticamente, um pouquinho mais, nessa janela, ocorreram 60% de todas as trocas de partido dessa legislatura inteira. Ou seja, desde janeiro de 2023, 60% das trocas aconteceram agora. Por isso que eu acho que foi mais do que uma janela. Foi um portal mesmo. Mas você tem uma história que eu achei sensacional, porque não basta trocar uma vez.

É, não basta trocar uma vez. Ó, a gente vai entrar agora na República do Paraná. Não é a República de Curitiba, mas é basicamente as extensões. É a grande Curitiba. E contar uma história que aconteceu lá. O exemplo do Paraná ajuda a entender tanta troca partidária no país inteiro. Depois a gente volta para o resto do país. O que aconteceu?

O Ratinho Júnior se preparava para ser candidato a presidente, ele é governador do Paraná pelo PSD do Kassab, e ele tinha três sucessores no próprio partido, imbicando o Guto Silva, que é secretário de cidades, o Alexandre Cury, que é presidente da Assembleia Legislativa, e o Rafael Greca, que é ex-prefeito de Curitiba e secretário do Ratinho.

E ele ainda tinha uma quarta carta na manga, que é o Eduardo Pimentel, que é o atual prefeito de Curitiba. Todos comportados no PSD esperando o ratinho dizer quem seria o candidato. Até que Sérgio Moro, senador pela União Brasil do Paraná, anuncia a filiação ao PL do Flávio Bolsonaro para disputar o governo. E tem na sua chapa o Deltan Dallagnol ao Senado pelo Podemos e o Felipe Barros, que é deputado federal pelo PL do Bolsonaro.

Então são dois candidatos ao Senado. É o encontro, é o reencontro do bolsonarismo e o lavajatismo no Paraná, que estava divorciado desde aqueles tempos todos lá. Quando ele anuncia isso, começam a se testar as candidaturas em pesquisas. O Ratinho Júnior também testa. Ele percebe que o desempenho do Moro é mais competitivo do que podia ser.

desejar. O Requião Filho, que é um deputado estadual do PDT, se sai bem nas pesquisas. E o Guto Filho, que é o secretário do Ratinho, que era o nome mais cotado para sair a candidato a governador, não estava tão bem nas pesquisas assim. E aí o Ratinho Júnior desiste. Começa uma disputa intensa dentro do PSD para a sucessão. O Alcure, presidente da Assembleia, vai para o Republicanos.

e o Greca vai para o MDB. Eles deixam o PSD, não rompem com o Ratinho, mas todos eles continuam se dizendo, inclusive o Guto, pré-candidato a governador. Como o Ratinho fica no cargo até o final, essa decisão foi adiada. A coligação do Ratinho Júnior no Paraná é PSD, Republicanos, MDB...

PP, PP de Partido Progressista e União Brasil. Então você precisa acomodar todos esses partidos na chapa. Tanto a majoritária, que são os candidatos a governador, vice-senado, quanto, mas talvez até sobretudo, a proporcional, que é fazer bancada na Câmara dos Deputados. Aí...

Entra a história do célebre Nelsinho Padovani, que essa semana recebeu ligação dos jornalistas do Brasil inteiro, que nunca tinham ouvido falar nele, porque o Nelsinho Padovani fez um feito, que numa janela partidária ele conseguiu trocar três vezes de partido.

Em 25 de março, junto com o Moro, ele saiu do União Brasil e foi para o PL. Portanto, num movimento bastante coordenado. Porém, o Fernando Jacobo, que é o cacique do PL no estado do Paraná, puxou o bonde da debandada do PL com a entrada do Moro, porque o Moro ainda tem muita oposição.

E ele, como vários prefeitos e deputados do PL, saíram do PL por conta da entrada do Sérgio Moro. Aí, o que aconteceu? Ele foi para o PL junto com o Moro, mas o Fernando Jacobo, que era quem tinha convidado ele, o Sinho Padovani, saiu. Aí o Ratinho ficou, por conta dessas pesquisas todas, ficou no Paraná. E o Pedro Lupion, que é o dirigente do Partido Republicanos, chamou o Sinho Padovani para ir para o partido dele, para o Republicanos. E ele foi. Então, uma semana depois de ir para o PL, ele foi para o Republicanos.

No dia 1º de abril. Aliás, teve várias trocas no dia 1º de abril, mas todas eram de verdade. Bom, o que aconteceu foi que o Cury, lembra do Cury, o presidente da Assembleia? Sim. Foi para o Republicanos, nesse momento em que o Ratinho ficou no governo do Paraná. E aí já tinha, então, alguém cotado para a chapa majoritária no Republicanos. E aí, na véspera de fechar a janela partidária, o telefone do Nelsinho Padovani toca ao Ricardo Barros.

presidente do Partido Progressista no Paraná esbaforido, falando, olha só, já tem muita gente candidata a deputado na União Brasil, já tem todos os representantes, a majoritária, nos outros partidos. A gente precisa de gente no Partido Progressista, porque as coligações para proporcional, elas são muito complicadas de se fazer. E o objetivo dos partidos é, no mínimo, não encolher as suas bancadas, porque menos deputado federal, menos fundo partidário.

Então, o Ricardo Barros estava esbaforido e aí, conversando com todos esses outros dirigentes partidários, eles acertaram em sim, você então vai para o Partido Progressista. O que o Padovani explica? Que ele não é candidato à reeleição a deputado federal, mas é cotado para integrar a chapa majoritária como vice. Não está claro ainda quem é o candidato, porque tem essa disputa entre eles, mas que ele seria um vice.

Aí eu pergunto para ele, bom, mas, Nelsinho Padovani, deputado, você vai apoiar um candidato que eventualmente vai ser do PSD? E se não for do PSD, terá o apoio do governador que é do PSD, ou seja, é a chapa do PSD. Ele falou, não importa.

Todos vão de Flávio Bolsonaro. Eu não iria se não fosse com essa liberdade. O Caiada é meu amigo, eu respeito muito ele, ele é um grande governador, mas o projeto é tirar o PT do governo e a gente vai apoiar o Flávio Bolsonaro. Aí eu perguntei para ele assim, mas tem alguma diferença programática entre esses três partidos? Você sai do União Brasil, vai para o PL, vai para o Republicanos e acaba parando no PP. Aí ele diz assim...

Olha, é difícil porque no Brasil existem 20 partidos. Era bom se fossem só dois, mas não é culpa minha. Aí eu insisti, mas tem uma diferença programática? Aí ele falou, são partidos de direita. E essa resposta é muito importante porque a gente quer discutir aqui, tá? Ele fala assim, são partidos de direita e eles dão liberdade para eu apoiar o candidato a presidente da república que eu desejo. Então o que significa isso? Significa que o caso do Nelsinho Padovani, e ele é Nelsinho porque o pai foi federal e o nome dele era Nelson Padovani.

O caso do Nelsinho Padovani mostra que, primeiro, esses partidos compõem uma coligação, eles competem entre si para fazer bancada, para fazer não sei o quê, mas eles têm um profissionalismo que permite com que eles equilibrem as chapas, a federal, as chapas na majoritária, eles precisam contemplar o interesse de todos esses partidos para que nenhum deles sofra demais, ou seja, fique com perda de bancadas relevantes, etc. Então eles jogam juntos nesse sentido.

E, ao mesmo tempo, o compromisso ideológico e programático deles é muito fraco, porque o cara está indo para lá com o compromisso de eventualmente trair a própria chapa, tá certo? Isso não é uma novidade, mas exemplifica uma coisa que a gente cansa, nem cansa de se falar sobre o, vamos chamar assim, pragmatismo, o fisiologismo do centrão.

Esse exemplo que você encontrou eu acho muito bacana, porque mostra que, a expressão é sua inclusive, que os partidos, mais do que coligações, são consórcios, como se fossem empresas, e hoje em dia são, graças ao fundo partidário, ao fundo eleitoral. Que cresceu muito porque acabou-se com o financiamento de campanha por empresa. Exato, que na verdade veio para compensar, a gente só não sabe se acabou mesmo o financiamento das empresas. Não sabemos.

Mas o caso do Padovani é um caso extremo de um fenômeno que eu passei aí nos últimos dias, até pedi ajuda do nosso colega Tiago Mali, para fazer esse levantamento, para ver quem ganhou e quem perdeu. Então, o partido que teve o maior saldo, pelo menos até agora, até hoje de manhã, foi o PL, saldo positivo, colocou 16 novos deputados para dentro, mas perdeu 5.

Dos quais, quantos são do Paraná que saíram junto com o Jacobo? O PL, no Paraná, perdeu um deputado, o Jacobo, e ganhou três, que são o Reynaldo Estefanes, que é filho também, né? O Sargento Farrur e o Padovani, que ele perdeu depois, entendeu? Então, perdeu um, ganhou dois, ganhou um, perdeu esse um. Então, na verdade, ele tinha um, perdeu um, ganhou dois de saldo, ficou com saldo de um, no Paraná. O PL. O PL.

O PL. Agora, a maior vítima lá no Paraná, porque o Paraná é um estado muito atípico nessa janela, porque ele teve a segunda maior número de movimentações de trocas de deputados de partido. Oito trocas. Só perdeu pra São Paulo que tem a maior bancada com 70 deputados. Então, proporcionalmente, foi até mais que São Paulo. E a grande vítima no Paraná foi o PSD do Kassab. Perdeu quatro deputados e ganhou apenas um, que é justamente o Jacobo.

E isso aconteceu exatamente nesse movimento do Cury, do Greca, dos caras saindo do partido para se posicionar para a chapa majoritária. Exatamente, quer dizer, agindo de acordo com os interesses do consórcio. Vamos combinar aqui do ponto de vista ideológico, como você perguntou, eu vou responder, mas a diferença é muito pequena, seja lá ou seja cá. Agora, vamos pegar o balanço geral, Thaís, porque... Tchau!

de alguma forma dá para dizer que o Valdemar já ganhou a eleição, né Toledo? Nem começou a eleição ainda. É, eu esperaria até o resultado final, né? Porque há vitórias que podem virar derrotas, né? Ele pode aumentar a bancada e perder a eleição presidencial, mas é difícil dizer que ele ganhou a eleição, né?

Mas se ele aumentar a bancada, ele terá sido vitorioso. O objetivo dele é esse. Do ponto de vista do fundo eleitoral, que eu acho que ele não se importa com o fundo eleitoral e o fundo partidário. Acho que o Valdemar está muito acima disso. Mas exclusivamente para o contador do PL, sem dúvida nenhuma, terá sido uma vitória.

Então, assim, o ranking ficou da seguinte maneira, e é um ranking, lembrando, provisório, já que há muito retardatário aí. O PL foi o partido que mais ganhou, saldo positivo de 11, já levando em conta o Padovani, que foi, voltou e saiu, né? Em segundo lugar, o maior saldo foi do Podemos, que é muito curioso, porque não é um partido grande, mas que eu acho que acabou acomodando as situações daqueles...

caras que querem se recandidatar e que não tinham muito espaço dentro do consórcio dos seus partidos de origem. Depois, eu destacaria o PSD do Kassab, porque o PSD foi o partido que teve o maior número de movimentações. Ou seja, entre entradas e saídas, ele foi o recordista. Foram 22 movimentações ligadas ao PSD. Ele perdeu 10 deputados e ganhou 12.

E ele perdeu deputados em estados mais bolsonaristas, ou mais de direita, de alguma forma, e ganhou deputados no Nordeste, sobretudo. Então, ele mudou um pouco a cara da bancada dele. Mudou, ficou mais, provavelmente, mais governado. Embora no Piauí ele tenha perdido, na maioria dos estados nordestinos, ele tem saldo positivo, o que explica esse saldo positivo final. Na Bahia, quantos ele fez?

Na Bahia, o PSD ganhou um e perdeu outro. Ele ganhou o Raimundo Costa, que era do Podemos, e perdeu o Diego Coronel.

Que é filho do Ângelo Coronel, senador que saiu porque foi preterido na chapa. E foi para o Republicanos. Então, ficou elas por elas. Mas, voltando, Thaís, eu acho que o mais interessante aqui é que, primeiro, a concentração maior de mudanças foi ou na direita, foi no Arenão. Vai!

Vamos, nesse caso aqui, não tem como não usar essa expressão, porque é onde a coisa mudou. Então, não é assim que foram mudanças ideológicas, não é que o cara está trocando, tem um ou outro, mas a enorme maioria, ele está trocando seis por meia dúzia, né? Está buscando legenda para a sua candidatura.

Ou porque o seu partido está sofrendo desgaste. Porque o grande derrotado dessa janela partidária foi a União Brasil, que perdeu nada menos do que 14 deputados da sua bancada. Na verdade, perdeu 21, mas conquistou outros 7. Então, o saldo negativo é de menos 14, que é maior do que o saldo positivo do PL. E, junto com ele, o MDB.

saldo negativo de quatro deputados, perdeu nove e ganhou cinco. O PP, da mesma federação do União Brasil, perdeu seis deputados e ganhou três, saldo negativo de três. O PDT perdeu dois, os dois, se não me engano, são no Ceará, pelo menos um, com certeza, talvez os dois.

O Republicanos também ficou com saldo negativo de 2. O PRD, recém-criado, saldo negativo de 1. O PT também perdeu 1, saldo negativo de 1. Quem mais aqui? O PSB teve muita movimentação, ganhou 4 deputados, mas perdeu 5. Então também ficou saldo negativo.

Mas o PSB anunciou um valor bem maior de saldo positivo, então vamos esperar para ver fechar. O fato que eu acho que dá para concluir é que essa crescida expressiva do PL indica que esses deputados estão entendendo que apertar 22 na urna vai ser um bom negócio para eles. Porque o número de urna deles vai ser 22, 1, 2, 3. 22, 3 mais números. Então ajudará. Eles, por algum motivo, acharam que isso era melhor.

Sim, sem dúvida nenhuma. O problema é que a janela partidária acontece seis meses antes da eleição e muita coisa vai mudar certamente daqui até lá. Pode ser até que se mostre uma decisão ainda mais sábia do que a que eles tomaram baseada nos dados até agora. Ou pode ser que não. Vai ser engraçado, Thais Bilenk, vai ser divertido. Essa foi a hora e a vez, então, da janela indiscreta dos partidos. É isso.

Bom, temos agora o último torneio da nossa Horácia com presidentes de partidos? Eu espero que sim, porque está sendo um vexame esse torneio. Eu achei que saía do cinema para a presidência partidária ia me dar bem. E não é que não é verdade? Não poderia ter cometido um equívoco maior do que esse.

Então, Horácia, conta pra gente. Opa, Toledo! Salve, Thaís! Vamos continuar o torneio com frases supostamente ditas por presidentes de partidos. O personagem da semana é o presidente do União Brasil, Antônio Rueda. Frase 1. O momento exige uma responsabilidade que vai além das divergências eleitorais. Frase 2. Não será a polarização que construirá o futuro?

Frase 3. No campo da esquerda só há um jogador. Na centro-direita tem vários.

Bom, Thaís Bilenk, a gente precisa ganhar, a gente precisa acertar as três. Sim. E um só precisa acertar as três, ou os dois precisam acertar as três, pra empatar com o Horácio. Aí a gente faz um torneio, vai ser animado. Eu quero que nós todos... Já não deu. Não, pode ser que dê. É, pode ser. Eu acho que a primeira é verdadeira, o Toledo eu acho que é falsa. A segunda eu acho que é falsa e ele também. E a terceira nós dois concordamos que é verdadeira. Vamos ver se a Horácia também concorda. Vamos lá, Horácia.

Resposta. A frase 1 é falsa. As frases 2 e 3 são verdadeiras e foram ditas em 2025. Bom, eu fui para 5 pontos, a Thaís Bilenk foi para 4 pontos e a Horácia continuou com 6. A gente errou. Ah, é. E ela foi para 7. Então, parabéns para a Horácia, que ganhou esse torneio.

Nossa, que humilhação. Que humilhação terrível. Horácia 7, Toledo 5, Thaís 4. Eu acho que a gente tem que pleitear a troca dos presidentes de partido. Porque não é... É. Eles é que estão errados, não é possível. Ah, muda de assunto, abafo o caso.

Thais Bilen, que antes da gente ir para a melhor parte do programa, que são os recadinhos do público, eu preciso fazer uma correção. Vários ouvintes mandaram mensagem me corrigindo corretamente, dizendo que, ao contrário do Banco do Brasil, por exemplo, a Caixa Econômica Federal é uma empresa pública com 100% de capital de propriedade da União.

Ela está vinculada ao Ministério da Fazenda e ela não tem outros sócios, não tem ações em Bolsa. Então ela funciona quase como uma autarquia, de modo que o presidente da República pode não só escolher o presidente, mas definir o que o banco pode ou não pode fazer. Eu errei na forma, mas acertei no conteúdo.

Você até me lembra aqui o fato de a Caixa Econômica Federal ter um stand lá na feira de bets. E o presidente da Caixa Loto, que é a loteria da Caixa, que é quem vai implementar se houver a bet da Caixa, esteve lá presente no primeiro dia, circulou entre os presentes. Quer dizer, não era só a bet, era também os jogos tradicionais que a Caixa... Era só a Caixa que representava a modalidade tradicional.

É, está querendo fazer amigos e influenciar pessoas. Bom, vamos aos recados do público. Carol Carvalho no Zap sobre a Hora Especial. Eu não pude falar antes, mas queria compartilhar a imensa alegria por realizar o sonho de conhecer esses queridos. Fui com meu marido à premiação do UOL. Imagine!

arrepiar até os poros atrás da nuca por assistir presencialmente ao vivo e em cores a apresentação dessa edição mega especial do A Hora, com a sua trilha sonora de conforto ao fundo. Ela ainda mandou fotos pra provar. Uma querida. Beijo pra você, querida. Pra você também, Carol. Muito legal.

A Patrícia, no Zap, escreveu que Horácia, mande, por gentileza, um feliz dia do jornalista atrasado pra Thaís e pro Toledo. Obrigada, Patrícia. Obrigado. É todo dia, dia do jornalista, porque a gente tem fechamentos diários aí. Davi Alencar no YouTube. Essa análise do endividamento do brasileiro do Toledo é pra levantar e aplaudir de pé. Muito obrigado. Muito obrigado, Davi. Estou de acordo. Depois eu vou ficar em dívida com você, tá? E o Jeremoca no YouTube. O Instituto Toledol sempre acerta.

Não é verdade, mas vamos esperar o resultado da eleição, né? Depois vocês me cobram. Aproveito para dizer que na terça-feira, às 5 da tarde, vai ter análise de pesquisa ao vivo aqui no UOL, porque vai ter data folha no final de semana. Não queremos perder. Não vamos perder. Por favor.

As pessoas me perguntaram, Toledo, que história é essa? Você vai ter outro programa? Que outro programa? Chega. Aí o que eu falei é que não, é que você vai fazer com a Daniela Lima esse programa, toda vez que houver pesquisa o Datafolha pra ser analisada, isso vai ficar mais frequente à medida que a eleição se aproximar.

Sim, exatamente. A ideia é que quando tiver pesquisa da folha, a gente faça um programa para detalhar mais em cima da pesquisa. Eu gosto de fazer com os dias depois, para dar tempo de deglutir tudo, esperar a folha publicar todas as reportagens, para a pesquisa inteira estar na rua, para a gente poder analisar o conjunto, que às vezes vale a pena olhar a floresta e os galhos. Ah, boa.

Bom, o podcast A Hora é uma produção dual e depende do talento e do esforço de muita gente e é importante citar um por um. Apresentação, Thaís Bilenk e José Roberto de Toledo. Roteiro, Thaís Bilenk e José Roberto de Toledo, Larissa Della Corte. Coordenação geral e produção, Marina Paulista e Luísa Eltz. Editor-chefe, Felipe Virgílio. Operação e tratamento de áudio, Jefferson Barbosa.

Edição Vitor Matos. Direção de imagem Henrique Villarrazo. Grilha sonora Arthur Decoe.

Design, Eric Fiori. Motion Design, Leonardo Henrique Rodrigues. Coordenação de Design, Gisele Pungan. Coordenação de Operações, Edu Danilo Esperandil. Distribuição, Larissa Couto. Gestão do grupo de WhatsApp, Marcia Ribeiro. Coordenação de Estúdio, Eduardo Bonavita. Diretor do canal UOL, é o Antônio Morel. E o diretor de Conteúdo do UOL, é o Murilo Garavello. Até o próximo episódio.

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