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A Hora #88 - Carro de Lula engasga; Flávio empresta o do pai; e o Rio desgovernado

27 de março de 20261h4min
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Nesta edição do A Hora, José Roberto de Toledo e Thais Bilenky falam sobre a corrida da eleição presidencial, a cassação do mandato de Cláudio Castro, a decisão de Alexandre de Moraes de mandar Bolsonaro para a domiciliar e o perfil de André Mendonça.

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Participantes neste episódio2
J

José Roberto de Toledo

HostJornalista
T

Thais Bilenk

HostJornalista
Assuntos5
  • Pesquisa eleitoral no CearáCiro Gomes · Eumano de Freitas · pesquisa Ipsos
  • Política no Rio de JaneiroCláudio Castro · Eduardo Paes · Douglas Ruas
  • Ministro Alexandre de MoraesBolsonaro
  • Perfil e atuação de André MendonçaAndré Mendonça
  • Segurança Pública e Mega-OperaçãoPL antifacção
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Opa, Thaís. Salve, salve, Toledo. Eu sou José Roberto de Toledo e essa é A Hora, podcast sobre notícias aqui no All. Eu sou Thaís Bilenk e toda semana a gente bate um papo sobre os principais assuntos do noticiário. Hoje em... A Hora. Lula patina, Flávio escorrega. O piloto sumiu no Rio. Delação, Bolsonaro e inteligência artificial.

A hora e a vez do estrelato de André Mendonça. E na hora extra deste sábado, os muitos pepinos e a falta de refresco para o governo Lula. Quer entender o que aconteceu essa semana? Chegou a hora.

Leis Bilenk, como estava o Rio de Janeiro? Continua lindo e sem governo? Continua lindo e desgovernado. Essa semana foi quente, eu estive lá, estava quente literalmente e quente na política. Muito bom, onde é que você passeou?

Eu fui para o Complexo da Maré participar de um debate sobre segurança pública organizado pelas redes da Maré e acabei andando por outros lugares também. Presenciei cenas explícitas de período pré-eleitoral. Por exemplo? Com aquela força municipal que o Eduardo Paes inaugurou às vésperas de sair da prefeitura. Que poderia ser chamada de força eleitoral também.

E tinha no Leblon a concentração, acho que do turno inteiro, dos novos agentes da Força Municipal, em cada esquina, assim, muito concentrados. Boina amarela, viaturas e pistolas. E você, Toledo, você também? Eu fui para um outro cartão postal do Brasil, não tão cheio de montanhas, ao contrário, sem nenhuma montanha, que é Brasília, mas voltei logo, felizmente. E como foi?

Cara, você sabe que eu evito o quanto eu posso, né? Mas um pouco traumatizado no período que eu morei lá. Mas eu achei que o clima estava ameno do ponto de vista da temperatura. Estava meio vazio, porque esse negócio de plenário virtual acaba esvaziando Brasília, né? Sim. E ainda mais em ano eleitoral.

Mas achei, assim, um clima de preocupação no ar, principalmente do lado governista, é claro. Bom, a gente vai falar disso e já agora, no primeiro bloco. Exatamente. Vamos começar por aí.

Toledo, você obteve uma pesquisa do Ipsos e PEC sobre a disputa no Ceará e o que ela traz de mais interessante, além dos aspectos da eleição no Ceará em particular, é o que dá para projetar a partir dela para a eleição nacional do Lula.

Você disse melhor do que eu seria capaz de dizer. É exatamente isso, Thaís Bilenk. A eleição no Ceará é muito peculiar, porque você tem um ex-candidato a presidente da República, que disputou várias e perdeu várias eleições para presidente, e ex-governador do Ceará liderando a disputa, o Ciro Gomes. E você tem o atual governador.

o Eumano, que é do PT, aparecendo na pesquisa estimulada atrás. Então, Thaís, eu estou usando o Ceará como um exemplo de como eu acho que a gente deve olhar as pesquisas eleitorais. Eu vou falar um monte de números aqui, vou mostrar na imagem para quem está assistindo, mas quem está só ouvindo pode ficar tranquilo que eu vou falar, no mínimo, as melhores, as proporções mais importantes.

Mas eu queria começar pela pesquisa, pela tabela que ninguém mostra, que é do voto espontâneo. Está aí na tela para vocês. E o que a gente vê no voto espontâneo? Ciro Gomes com 12% dos votos. O atual governador e o mano de freitas do PT com 13%, ou seja, empate, sem dúvida nenhuma, empate técnico.

E aí o Eduardo Girão do Novo com 1%. O Lula com 1%. Camilo Santana, que é o ex-governador atual, ministro da Educação. 2%. 2%. Outros com menos de 1%, somando todos eles, dá 1%. 8% de branco e nulo aí.

62% de não sabe, não respondeu, não estou preocupado com esse assunto agora. E a essa altura do campeonato você basicamente pode somar branco e nulo com não sabe, que é mais ou menos a mesma resposta. É, aí a gente tem uma categoria que a gente chama de sem candidato, que é justamente essa soma que você inteligentemente antecipou, que mostra que 70% do eleitorado cearense não está nem aí para a eleição.

Então, quando a gente fala que o Ciro Gomes está liderando por larga margem na pesquisa estimulada, o que é absolutamente verdadeiro, o que isso significa de verdade? Isso significa recall. Por que eu digo que isso significa recall?

Mas antes de chegar lá, vamos falar, eu queria mostrar como, uma outra tabela para mostrar como a eleição é uma preocupação minha, sua, de mais meia dúzia. Põe, por favor, na tela o quadro da pesquisa espontânea para senador. Esse daí, você vê que tem um monte de nome que é citado.

Muitos deles nem sequer serão candidatos ao Senado, como o Camilo Santana, que já é senador, não será. O Ciro Gomes, que é candidato a governador. O Girão, que é candidato também a governador. O próprio Romano de Freire, que também é. O Tasso Gereissat, ex-governador. E 86% dos eleitores cearenses não sabem dizer o nome de um candidato ao Senado. Sendo que aqui eles poderiam responder dois nomes. Porque tem duas vagas. Se você somar, vai dar mais de 100.

Só que os percentuais são... Todos variando de 1 a 3%. Exatamente, é ridículo. E o 100 candidato, que é aquele que é branco nulo, mas eu não sabe e não respondeu, vai dar 94%. 94% dos eleitores cearenses não estão nem aí para a eleição de senador. Tá.

Isso daqui é o quadro real. Tá. Tá certo? Porque... Essa é a foto do momento. É a foto do momento e mostra como a eleição de senador é um pipinaço para os institutos e para os políticos também, porque as pessoas não estão preocupadas com isso, né? Então, vai dar muita surpresa nessa eleição do Senado, não só no Ceará, mas em qualquer outra parte do Brasil.

Vamos para a próxima tabela, para eu começar a falar sobre como, porque essa é a intenção de voto estimulado. Olha a enorme diferença, Thaís. O Ciro salta de menos de 20% para 45% quando apresenta o nome dele na cartela, e o Eumano de Freitas, mais do que dobra também, vai para 33%. Então, vamos lá.

E o Girão, que é o candidato da Michele, por causa de quem ela brigou com o Flávio Bolsonaro e família? Conta de novo essa história porque nem eu lembro. Bom, quando o Flávio Bolsonaro anuncia uma aliança com o Ciro Gomes na eleição do Ceará...

A Flávia Bolsonaro, a Michele Bolsonaro, interdita as negociações, diz que ela é contrária, que o candidato dela é o Eduardo Girão. Por um tempo o PL recua dessa aliança, mas passa-se esse tempo e volta a se estabelecer conversas avançadas com o Ciro Gomes. E o Girão, que é esse candidato da Michele, está com 5%.

E dificilmente vai se dobrar, vai ser um grande efeito. Mas o que eu quero dizer? Então, o Ciro, que aparece com 45% em todas as manchetes, nas redes sociais, etc., na verdade tem 12%. 45% é o que ele talvez venha a ter.

No dia da eleição, quando todos os eleitores são obrigados a descobrirem que tem uma eleição. É que no dia da eleição, a memória sobre o Ciro estará refrescada, as campanhas terão acontecido. E também sobre os adversários. E também sobre os adversários. Esse é um cenário, há seis meses da eleição, que é quando nós estamos hoje,

Ele é um indicativo, muito mais, é uma projeção de um resultado que pode ou não acontecer do que a situação atual. Porque, repito sempre, apenas os 800 eleitores que foram entrevistados pelo Ipsos e PEC são capazes de dizer, Ciro Gomes, 45% deles. Os milhões de eleitores que não foram entrevistados...

Não sabem dizer. Então, é naqueles 70% lá, sem candidato. E por que eu acho que isso daqui é um quadro que pode mudar muito? Vamos ver a próxima tabela. Essa é uma pergunta que o YIPSUS IPEC faz chamada quebra-gelo. É a primeira pergunta que ele faz só para botar as pessoas no humor da eleição. Então, a pergunta, bom, vai ter eleição em outubro e tal. Qual que é o seu grau de interesse? Diz, eleição para presidente, governador, senador. Qual que é o seu grau de interesse?

Então, no Ceará, só 23% dizem que tem muito interesse, 33% médio e...

vamos somar aqui, pouco com nenhum, vai dar 41%. Então, 41% está nem aí para o negócio e admite explicitamente. Daí, se você pega a divisão dos votos estimulados do Ciro e do Elmano, o que você vê? Dos eleitores do Ciro...

23 mais 34 vai dar 50 e poucos, dizendo que tem algum interesse, muito ou médio. Mas 41% não tem interesse, tem pouco ou nenhum interesse. Para o humano de freitas é 32, é menos, é significativamente menos. 41 para 32 é uma diferença que está fora de qualquer margem de erro.

Ou seja, os eleitores do Elmano de Freitas estão mais interessados do que os do Ciro. Exatamente. Ou seja, o eleitor que a pesquisa capta hoje com alguma possibilidade de votar no Ciro é um candidato que está olhando para trás e não para o presente. É o que a gente chama de recall. Ou seja, efeito memória.

O cara não respondeu o nome do Sírio, só 12% responderam o nome do Sírio espontaneamente. Como ele é uma figura conhecida, que foi governador. Um dos cearenses mais famosos da história recente. Então fala o nome dele, mas não necessariamente porque está interessado nessa disputa em particular. Ele acabou de decidir instantaneamente, usando o sistema 1 do cérebro, respondendo automaticamente Ciro Gomes, porque ele reconheceu o nome do Sírio lá.

justamente é um eleitor menos interessado na eleição do que o eleitor do Eumano de Freitas. Vamos para o próximo, para eu continuar nessa linha de raciocínio. Essa daí é a tabela de quem aprova o governo do Eumano de Freitas no Ceará e de quem desaprova. Então, 54% aprovam e 35% desaprovam. É um governo bem avaliado, tem saldo positivo, é muito mais do que o Lula pode dizer sobre o governo dele no Brasil.

Aí você vê um seguinte problema para o Ciro. 89% dos eleitores do Elmano aprovam o governo dele. Faz sentido e ele está convertendo uma taxa bastante razoável das pessoas que o aprovam. Agora, 40% dos eleitores do Ciro aprovam o governo do Elmano. Isso é um problema para o Ciro. Porque à medida que a campanha esquentar...

À medida que o Lula for lá fazer campanha no palanque, que o Camilo Santana, que é super popular, subir no palanque, que ele vai se licenciar do Ministério da Educação, o Lula já anunciou essa semana oficialmente, né? Então, nas próximas semanas, ele vai sair para justamente ir lá fazer campanha. Até porque, se ele não conseguir convencer o cara que já aprova o eu humano a votar no eu humano... Não vota nele.

Ele vai ser pressionado a assumir essa candidatura ao governo do Estado. Ah, ele e do Camilo. Ele e Camilo, né? Então, assim, tem muito potencial para o Romano crescer. Ele tem 40% das pessoas que aprovam ele que estão votando no Ciro e que, numa campanha, podem tender a migrar. Vamos ver o slide seguinte, que é justamente sobre o papel que o Lula...

pode ter na eleição no Ceará. E o que terá? Essa é a taxa de aprovação do governo federal, do governo Lula, só no Ceará. 56% aprovam, 40% desaprovam. É uma exceção, né? Um dos estados em que o governo Lula tem um saldo positivo de aprovação. Logo, tem um capital político e eleitoral que o Lula pode transferir para...

o Eumano de Freitas. Por quê? Só 79% dos eleitores do Eumano aprovam o governo Lula, que é uma taxa de conversão razoável. Porém, 46% dos eleitores do Ciro também aprovam o governo Lula. Então, se o Lula vai lá e sobe no palanque do Eumano e fala, esse é meu candidato, esses 46% talvez mudem de opinião. Quem ganha mais, o Lula ou o Eumano? Está mais ou menos pareado ali, em termos de avaliação.

O Lula aparece na espontânea melhor do que o Eumano na eleição para presidente. Então eu diria que o capital político do Lula é maior do que o capital político do Eumano. Porém, o Camilo também é um personagem muito importante nessa história, tanto que corre o risco de ter que ser... Mas a minha dúvida é, os votos entre eles migram? Ou seja, o Lula traz votos para o Eumano e o Eumano traz votos para o Lula?

O Lula trazer para o meu mano, eu consigo ver. A identificação do grupo político é importante. Você ter uma unidade no voto de dizer, não, se eu eleger esse presidente que é amigo desse governador, isso tem mais chances de trazer recursos para o Ceará? É um raciocínio que nem todo eleitor vai fazer, mas alguns podem fazer.

É um capital soma, não subtrai. E sim, você sempre tem uma troca de um ou outro, mas com certeza vai ser o Lula que vai catapultar o Eumano. O Lula e o Camilo podem catapultar o Eumano muito mais. Agora, é importante você ter um palanque forte. Tem uma coisa que as pessoas avaliam um pouco.

na eleição, que é muito importante. O cara não pode ter vergonha do seu candidato. Ele tem que ter convicção suficiente para enfrentar um debate, para entrar na rede social e não esconder que ele vai votar nesse ou naquele. E quando você tem mais de um candidato que você se orgulha ou que você aprova, isso acaba ajudando a você ter mais convicção no seu voto, entendeu?

Então, é um conjunto. O processo do voto é mais complicado do que parece. E, assim, vamos lembrar, o cenário é seis meses da eleição. Não é normal a maioria dos eleitores decidirem o voto com tanta antecedência porque não é um problema. Só vai ser um problema quando o cara tiver que votar.

Ou quando começar a ter um debate público muito grande e ele for compelido pelos seus pares, pela sua família, pelos seus vizinhos a tomar uma posição. Mas, por enquanto, isso está muito longe de acontecer. Então, eu só quis trazer esse caso do Ceará como um bom exemplo. Primeiro, de como olhar a pesquisa de intenção de voto estimulada nesse momento pode ser uma ilusão.

Pode ser que sim, pode ser que não, mas a gente não sabe, efetivamente a gente não sabe, porque tem uma imensa maioria de eleitores que não está pensando nesse assunto, tiveram um problema imposto para eles na hora de responder, e segundo como os palanques estaduais são realmente importantes, porque o Lula já teve melhor em outras eleições, já teve uma taxa de aprovação mais alta.

E tem um dado na pesquisa que é para o governo Lula e para o Lula prestarem muita atenção, é que se você pega a taxa de aprovação do Lula, do governo Lula, por segmentos de cearenses, especialmente de renda,

você vai ver uma coisa bastante surpreendente, que a avaliação positiva dos que aprovam, o Lula, só é maior do que os que desaprovam entre quem ganha até um salário mínimo e entre um e dois salários mínimos. Essas faixas no Ceará, como é um estado que tem uma população com uma renda mais baixa, é diferente da faixa nacional.

Ela significa mais, gente. Tem um peso maior na conta. É, porque na faixa nacional a gente, em geral, divide mais de 5. No Ceará, a faixa mais alta é mais de 2. E nessa faixa de mais de 2, que são os mais ricos entre os cearenses, está igual, tem um empate técnico entre os aprova e desaprova. Quer dizer, mesmo no Ceará, um reduto petista, onde o PT governa há muitos e muitos anos, no coração do Nordeste, tem dificuldade entre quem ganhar mais de 2 salários.

É, e por exemplo, no Rio Grande do Norte, a gente contou a história da governadora Fátima Bezerra que era uma candidata dada como eleita para o Senado e abriu mão da candidatura porque a organização da chapa dela ia ter um mau desempenho e para evitar derrotas, ela desistiu de sair candidata. E outro exemplo de como os palanques estaduais são fundamentais, que é o teu ponto,

Foi a decisão do Ratinho Júnior essa semana que desistiu de disputar a presidência da República pelo PSD. Já era praticamente o nome consagrado para além do partido dele. Já estava muito encaminhado. Era quem pontuava melhor. E por quê? Porque na véspera da decisão, antivéspera, o Moro...

acerta a filiação ao PL, o Flávio Bolsonaro aperta a mão dele e eles decidem lançar uma chapa lava-jatista, em que o Moro sai candidato a governador do Paraná, o Delanyol e o Felipe Baus, deputado do PL, saem ao Senado. Seria uma chapa competitiva, o Ratinho não quis arriscar a eleição do sucessor.

E ficou, vai ficar no governo até o final. Foi curioso, Thais, porque você contou na semana passada que a escolha do nome do Ratinho tinha sido feita pelo presidente do PSD, o Kassab, com o Conselho de Notáveis. E daí eu mandei uma mensagem para um dos...

notáveis, quando eu ouvi a notícia, foi na terça-feira, e ele falou, pô, fiquei sabendo agora também. Quer dizer, a cúpula foi tomada completamente surpresa, porque até a véspera ele era candidato. Até a véspera ele era candidato. A previsão é que o anúncio fosse feito nessa semana, na quarta-feira, dia 25, entre quarta e sexta. Então...

Foi uma decisão causada pela decisão do Moro e do Flávio Bolsonaro de formar essa chapa. Porque se ele sai candidato a presidente desorganizado, na própria base, sem garantia ou pelo menos encaminhamento do próprio sucessor, a candidatura dele é muito difícil. Então, se a gente toma o Nordeste, o caso do Ceará, mas dá para expandir um pouco para...

A região, para o Lula, estar bem organizado, com palanques sólidos nesses estados, é fundamental para as pretensões eleitorais nacionais de se reeleger. Foi muito bem lembrada essa história do Ratinho. Primeiro porque acaba com a série histórica de todos os institutos na pesquisa estimulada.

Vai zerar e começar de novo. Tem que pegar do caiado, mas daí precisa ver se não tem um nome sobrando, se não tem um nome novo. Por isso que eu digo, é estimulada nessa altura. Tudo bem, é uma sinalização do que pode vir a acontecer, talvez, quem sabe, no futuro. Mas é, sabe, o valor tem que ser...

muito diminuído. Eu estou trabalhando já alguns meses para fazer um modelinho que leva em conta não só as pesquisas, mas outros indicadores. Não tenho nenhuma pretensão de prever o resultado. O modelo é para tentar explicar melhor por que há mudanças na avaliação do governo e...

nas intenções de voto dos candidatos. E a metáfora que eu faço para tentar descrever a montanha de dados que eu estou mastigando, imagina como um carro. Então você tem um motor que a teoria da ciência política mostra é movido à economia. É o principal combustível que faz o motor do carro girar.

Então, eu estou colocando ali nesse meu modelo alguns indicadores importantes sobre a economia. E daí você tem o freio, que é aquilo que trava o carro, não deixa o carro andar com a velocidade que o piloto gostaria que ele andasse, no caso o candidato ou governante, que é a inflação, inflação de alimentos.

a memória inflacionária, se há desemprego alto, quando há desemprego alto, se o câmbio dá uma explodida e tudo fica mais caro indiretamente, a gente se sente mais pobre, não consegue fazer compra no Shopee, e alguns outros fatores.

E aí eu comparo isso com um indicador de percepção da situação econômica, que são coisas diferentes. Uma coisa é você ter os indicadores brutos de inflação, de desemprego, etc., de consumo, de endividamento. E outras é você saber como as pessoas estão percebendo a sua própria situação econômica.

E para isso eu uso uma pesquisa do Ipsos, que é uma pesquisa de confiança do consumidor, que ela é dividida em quatro subíndices e dentre eles tem um que capta melhor esse sentimento, que é a minha situação pessoal hoje. Como está a minha situação em seu bolso hoje? E aí é uma sensação, não é uma medida científica. É como a pessoa acha que está.

E ele tem uma sensibilidade maior, ele varia mais do que os outros subíndices e ele tem uma correlação muito forte com avaliação de governo. A avaliação positiva de governo, se ele está alto, e avaliação negativa, se ele está baixo, e o movimento que ele tem. E aí a gente já vê que tem uma perda. A situação, o motor...

econômico não está mal. Na verdade, ele está bem e está rodando quase no limite. Não tem muito mais coisas boas que o governo possa fazer, tanto que o ministro da Fazenda já até deixou o cargo para disputar o governo de São Paulo, o Haddad, porque considerou que a sua missão já estava...

Também o calendário eleitoral, mas ele poderia ter saído mais para frente. Mas enfim. Então assim, não tem muito mais coisas que o governo possa fazer para aumentar a velocidade do motor. Tem algumas coisas que estão freando esse motor. Eu desconfio que o endividamento, 30% de comprometimento da renda, é um índice muito alto. Enfim, tem algumas coisas que estão causando um atrito que está fazendo com que esses...

sem, digamos assim, de velocidade, não cheguem nas rodas. Isso aí já tem uns 20% de perda. Aí quando você compara o índice de confiança, a situação pessoal atual do eleitor, do ponto de vista econômico.

Com a avaliação que ele faz o governo, você tem outro tanto de perda, um pouco menos, mas uma perda também importante. Ou seja, a taxa daqueles que acham que a situação econômica está boa para si é maior do que a taxa dos que avaliam o governo positivamente. Ótimo ou bom. Então você tem uma segunda perda, que pode ser ideológica. Eu posso achar que a minha situação está boa, mas eu prefiro o bolsonarismo, não gosto do PT. Já tem uma perda de outro tanto.

E quando você compara a avaliação positiva com a intenção de voto espontânea, você tem mais outra perda. Ou seja, nem a avaliação positiva está sendo completamente transferida. Você tem uma perda de uns 25%. Então, no final das contas, aquela energia 100 que o motor econômico está gerando vira só 50 no voto. E isso, eu acho que é o principal problema do Lula.

não só hoje, como daqui até o final da campanha. Vai ser difícil ele acelerar mais, fazer o motor render mais do que já está rendendo. Então ele vai precisar, através da campanha, através desses palanques estaduais, através de uma boa política de comunicação, tentar diminuir esses atritos que estão evitando que...

bom desempenho econômico, chegue, se transforme em boa avaliação, em sensação de bem-estar, em boa avaliação e em voto. Esse é o desafio do Lula. E o outro desafio é o do Flávio Bolsonaro, que a gente não tem os mesmos elementos para avaliar os motivos do voto no Flávio, porque obviamente não tem as pesquisas de avaliação de governo, ele é oposição.

Mas eu dei uma olhada hoje no Google Trends, que é um índice que mede a quantidade de buscas que as pessoas fazem.

no Google, sobre quaisquer assuntos. Eu usei muito isso no passado e depois parei de usar porque teve uma contaminação muito grande pela extrema-direita. Essa turma aí do Carlos Bolsonaro, sei lá de quem, começou a fajutar, aparentemente, buscas. E o Flávio aparece nas buscas do Google muito lá embaixo, muito menor que o pai, muito menor que o Lula.

O que me leva a crer que ainda hoje... Muito menor. Muito menor que o Lula e muito menor que o pai Jair Bolsonaro. Então, ainda hoje, a candidatura do Flávio Bolsonaro é um minimi do pai. Ela não tem identidade própria, herdou grande parte da rejeição ao pai, mas eu quero ver como é que vai ser o desempenho dele na campanha. Pode ser até que melhore, mas também pode ser que piore.

Em outras palavras, você está também dizendo que o desempenho dele nas pesquisas atualmente reflete mais o desempenho do pai do que dele próprio enquanto candidato. Com certeza. Com certeza é um voto no Bolsonaro, que por acaso tem o primeiro nome de Flávio, mas talvez as pessoas nem tenham pensado muito sobre isso, porque não conhecem direito o Flávio. Perfeito. Vamos continuar falando disso. Flávio, Bolsonaro e Rio de Janeiro agora.

Sbilenk, você esteve lá no Rio de Janeiro, mediu a temperatura, o clima e a cena, mas conte-me tudo, porque o governo do Rio desapareceu. O Piloto fugiu mesmo.

É, o Rio de Janeiro está vivendo uma semana e os acontecimentos estão em curso. Na terça-feira estava marcada a retomada do voto do Tribunal Superior Eleitoral, do julgamento sobre a cassação da chapa do Cláudio Castro, que se baseia numa reportagem do UOL que mostrou que mais de 20 mil funcionários eram praticamente fantasmas, funcionários de organizações do Estado, a CEPED e a UERJ.

que eles eram usados, na verdade, como cabos eleitorais da campanha do Cláudio Castro, mas que estavam empregados no Estado. Formou-se maioria para que ele fosse cassado por abuso de poder político e econômico e tornado inelegível por oito anos.

Na véspera, antevendo esse resultado, ele renuncia ao mandato dele, coisa que faria de qualquer forma para disputar uma vaga ao Senado. Uma semana depois, ele antecipa com o argumento de que, assim, o julgamento de cassação perde o objeto, portanto, ele deixaria de ser cassado. Quem compra a ideia é o Cássio Nunes Marques, que dá esse voto absolvendo ele. E o André Mendonça fica no meio do termo.

aceita a tese da cassação, mas não aceita a tese da ineligibilidade, então ele fica oito anos inelegível e, portanto, está fora da disputa desse ano. Os outros ministros votaram pela ineligibilidade, acho que foi 4 a 1 num caso e 3 a 2 no outro.

E aí, automaticamente, bom, o que ele pode? Ele pode entrar com recurso, pode fazer uma candidatura sob júdice, que vai depender de uma liminar, enfim. Existem essas candidaturas, toda eleição tem um monte delas. Mas o Valdemar da Costa Neto se antecipou e falou, bom, então o nosso candidato ao Senado vai ser outro, não vai ser o Cláudio Castro, porque sob júdice é muito complicado.

E ele vai acabar perdendo, porque ele pode até disputar, mas pode ser impugnado antes da diplomação. Seria um pipinaço mesmo. É, e foi o que aconteceu já no caso do Daniel Silveira, que era deputado federal, ganhou um milhão e meio de votos para o Senado, mas estava sob júdice e não conseguiu tomar posse, ser diplomado, e perderam os votos dele, eles não queriam repetir essa mesma estratégia. Quer dizer, essa não é estratégia. Falta de estratégia.

E também porque tem uma indisposição com o Cláudio Castro desde sempre, então... Para. Então o Valdemar falou nenanina. E aí ele tá aí numa situação, o PP oferecendo pra ele ser candidato pelo Partido Progressista, enfim, a gente vai falar mais detalhadamente disso, mas o que acontece? Aí assume o vice, o vice já deixou o governo pra assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, então não tem vice, então assume o presidente da Assembleia. Também não pode estar afastado porque... Pelo mesmo caso.

Foi envolvido em operações sobre o Comando Vermelho, chegou a ser preso, não pode assumir. Então assume o desembargador presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto. E imediatamente tem que ser feita uma eleição.

Indireta. Em tese indireta, para decidir quem que vai ser governador nesse mandato tampão até as eleições, depois das eleições de outubro, decide-se e aí aposta o ano que vem. Se você tivesse título eleitoral no Rio de Janeiro, você poderia ser candidato. Eu também. Jamais quereríamos, mas enfim. É, só que se ele tivesse sido... Quem vota são os deputados estaduais.

Sim, e o Douglas Ruas, que é o candidato do PL a governador, acaba de vencer a eleição indireta na Assembleia. Então seria excelente se esse cenário ficasse permanente para ele, porque daí ele vai concorrer à reeleição já estando na cadeira.

Só que acontece que quando você é cassado, o governador é cassado, a eleição para o mandato tampão é uma eleição direta. E quem queria disputar a eleição direta é o Eduardo Paes. Agora é ex-prefeito que vai deixar o cargo para disputar o governo. E ele renuncia. Ao renunciar, ele mantém a eleição sendo indireta. Ele, o Cláudio Castro, governador. Governador. E aí o PSD do Paes recorre ao TSE, que reafirma.

E aí faz-se a eleição indireta na Assembleia nesta quinta e acaba de sair esse resultado com o Douglas Rua sendo o presidente da Assembleia, que daí vai ser o governador no mandato tampão.

Você, eleitor fluminense, está sendo informado pela Thaís Bilenk, já não é mais em primeira mão, porque nós estamos gravando na quinta, quem é o seu novo governador? Famosíssimo. Só que é uma situação que o grupo adversário não vai se conformar, estão estudando todas as possibilidades do que vai acontecer.

Mas é um embrólio que afeta diretamente a eleição de outubro, em particular. E essa manobra de renunciar para evitar a cassação foi a mesma que o Collor fez em 92 para escapar do impeachment. Não funcionou. Então tem diversos argumentos sendo colocados para dizer que a manobra do Castro... No sentido de que ele deve continuar sendo inelegível.

Inelegível sim, mas o fato dele renunciar faz com que a eleição seja direta ou indireta. Essa é a disputa no momento porque isso significa que quem vai assumir o governo no mandato tampão é ou um candidato ou outro, basicamente. Não que o Paes estivesse eleito se fosse uma eleição direta agora, mas teria mais chance do que no colégio eleitoral da Assembleia Legislativa. É que fazer uma eleição direta demora, não é assim da hora para a noite.

Mas é o que está previsto. É, mas teve divergência também nisso, né? Fux, que é do Rio de Janeiro, queria um prazo maior. Não vamos nem entrar nessa seara. Olha, é difícil, viu? A situação é complicada. E aí... Fiquem tranquilos, Fluminenses. Vocês estão em boas mãos.

Acontece que, para ficar mais apimentado o enredo, o Cláudio Castro estava politicamente debilitadíssimo até a operação mais letal da história do país no ano passado, na PEN e no Alemão, que deixou mais de 120 mortos, que tornou ele um herói de novo, passou a ser tietado nos corredores de Brasília, nos palácios e coquetéis, e se reabilitou para sair candidato ao Senado. Agora, com essa decisão, teve esse revés.

E aí, ao tirá-lo da chapa, se isso ficar mantido, e aparentemente o presidente do partido indicou que é o destino dele, vai assumir essa vaga na chapa o Felipe Cury, que é o chefe, agora ex-chefe, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que patrocinou, que foi quem promoveu essa operação e, portanto, obteve popularidade na esteira da operação na pena alemão, da mesma forma que o próprio Cláudio Castro.

Ia sair candidato a deputado federal como grande puxador de votos, um nó mão da chapa e agora está sendo alçado, ainda não está cravada a decisão, mas é o nome favorito para ser o candidato ao Senado na vaga do Cláudio Castro. E aí isso amarra um...

ponto que a gente costuma abordar muito aqui, e de novo eu quero trazer, que é a política de segurança pública do país, em particular do Rio de Janeiro. Então agora eu vou dar um passo atrás, alguns passos atrás, para chegar onde eu gostaria de chegar.

Essa semana, o Lula venceu o prazo para sancionar o PL antifacção, que foi aprovado na Câmara, foi para o Senado, mudaram o texto, voltou para a Câmara e acabou sendo aprovado. O governo minimizou o danos, mas foi aprovado o texto do The Hit, basicamente. Então, tinham vários pedidos de veto de quem não é bolsonarista para o texto aprovado. E praticamente todos esses pedidos foram recusados pelo Lula. Então, ele não vetou a proibição de voto.

dos presos provisórios ligados ao crime organizado. Esses caras continuam proibidos de votar. Isso era um apelo que se fazia. Ele não acabou... Continuam proibidos após a aprovação, porque eles podiam votar até a última eleição. É, agora eles passam a ser proibidos. Isso. Boa.

E continua valendo a regra da audiência de custódia por videoconferência, que é uma pauta que desce muito mal em setores progressistas, mas não só. Grandes criminalistas recorreram, apelaram ao presidente, se manifestaram publicamente.

contrários a essa medida que a audiência de custódia é quando o juiz senta na frente do preso e olha para ele, escuta ele e vê se aquela prisão provisória, naquelas circunstâncias, está respeitando o estado de direito. E agora ele senta na frente do Zoom.

Do Zoom. E aí acabou se instalando isso como regra, quando era uma exceção, e diversos criminalistas do Zé Carlos Dias, todo mundo apelando, tentando falar com o Alckmin, com o Lula, e não teve jeito. Não vetou. Não vetou.

ele só vetou dois dispositivos do projeto Antifacção. O primeiro dele é aquele que dividia os valores recuperados pelas investigações, por operações, entre os fundos nacionais e os fundos dos estados e do Distrito Federal. Então, ele prioriza a União como originalmente era a intenção. O outro dispositivo que ele veta é aquele que enquadrava infratores.

na lei de facções criminosas, que é a lei antifacção, mesmo sem vínculo comprovado com organização criminosa. Ou seja, uma pessoa vai lá e pratica uma conduta enquadrada no texto. Ele faz um crime, ou que pode ser enquadrado como um crime, pelo projeto antifacção.

E sem que ele tenha participação em uma organização criminosa, grupo paramilitar ou milícia privada, ele sofre a mesma pena, ele está sujeito à mesma pena que aqueles que são comprovadamente vinculados a uma facção criminosa. E uma pena que pode variar de 12 a 30 anos, que sobe muito essa pena em relação à lei que está em vigor.

Isso foi considerado particularmente perigoso pela bancada do Partido dos Trabalhadores, há setores na AGU, na Advocacia Geral da União, há organizações não governamentais, como a Conectas, porque, no entendimento deles, a subjetividade desse dispositivo abriria uma margem, uma brecha, para criminalizar moradores de comunidade.

barricadas que impedem a polícia de entrar em determinados territórios e se tem um protesto em algum lugar, eles poderiam acabar sendo enquadrados. Esse foi um argumento usado por esses atores todos, entre eles o líder do PT na Câmara, que foi a Glaise Hoffman, fez esse apelo, ela concordou, levou ao Lula e acabaram convencendo o Lula de vetar esse dispositivo. E um argumento...

que aí eu volto para o Rio de Janeiro agora, que o Gabriel Sampaio, que é da Conectas, usou nessa pressão para vetar esse trecho, foi baseado justamente no caso do vereador Salvino Oliveira, do PSD, um aliadíssimo do Eduardo Paes, uma figura muito importante para a eleição, porque ele ajuda a organizar a base do Paes para o governo e de todos os deputados estaduais que vão concorrer na chapa junto, que foi preso.

alguns dias atrás, acusado de ser o braço político do Comando Vermelho, de negociar com o Comando Vermelho, numa operação da Polícia Civil do Rio, ainda sob a batuta do Cláudio Castro e do Felipe Curias. Nada a ver com a campanha eleitoral. Depois ele foi solto e a sentença do juiz não encontra provas para corroborar essa acusação, de que ele tivesse atuação conjunta com o Comando Vermelho. A justiça descartou.

e elimine a acusação da Polícia Civil.

E aí o Eduardo Paes se mobiliza prontamente para reverter essa prisão, acusa o Cláudio Castro de estar instrumentalizando a Polícia Civil e fazendo uma operação com outros objetivos e o Castro responde. Enfim, são grupos adversários que vão disputar a eleição daqui a pouco, agora no caso já, porque essa situação toda é no Rio. E é uma operação da Polícia Civil que tem este Felipe Cury à frente.

E o argumento do Gabriel Sampaio da Conectas é justamente que se essa lei já estivesse em vigor, sem o veto desse dispositivo em particular, o Salvino poderia ser enquadrado na lei antifacção. Então, quando você aperta demais...

torce demais, você acaba às vezes perdendo o controle até do seu objetivo, você político no caso. Sim, é, vira vira algo que pode ser usado pra outros fins muito diferentes do que de controlar ou diminuir a eficiência do crime organizado agora, os dois foram vetados, mas com grande chance de serem derrubados, ou não?

O veto no Congresso. Por ele ter escolhido tão bem quais vetos, talvez tenha uma negociação mais possível de ser feita. Agora, o que eu acho relevante de destacar é que o Eduardo Paes, enquanto prefeito, vinha tendo uma posição sobre a DPF das favelas, aquela que regra.

as operações policiais em favelas no Brasil inteiro. E na véspera da retomada do julgamento, ele mudou de posição, aderiu ao lado do Cláudio Castro e acabou pesando para o julgamento ter acabado contrário aos interesses das comunidades, das organizações da sociedade civil que estavam lá empenhadas em regrar essas operações.

por pensar na eleição de governador que agora vai acontecer, ele adotou uma posição mais dura contra essa DPF. E agora, nesse caso do PL antifacção, é um exemplo muito claro de como você, enquanto...

político, candidato, fazendo campanha, defende determinadas bandeiras. Agora, quando você está no cargo, essas bandeiras podem acabar, quando elas não têm consistência ou quando elas estão pesando demais para um dos lados, elas podem acabar se votando contra o seu grupo.

Quando não é só a própria caneta que provoca um... Como foi o caso dele, né? Nomeando 20 mil. Muito bom, Thaís Bilenk. Só para concluir esse assunto, voltou-se a falar em Ministério da Segurança Pública, porque o Flávio Bolsonaro transformou isso em programa de governo, né? Promessa de campanha. O Lula tinha isso como uma bandeira, nunca...

criou, cogitou várias vezes, mas agora voltou a baila lá em Brasília, conversa de que pode sair até o meio do ano, antes da eleição, a criação do Ministério da Segurança, seria uma recriação porque já existiu na época do Bolsonaro, e sempre o favorito é o diretor-geral da Polícia Federal, no caso o André Rodrigues. O que...

Todos os demais, vamos dizer todos, porque é exagero, mas pelo menos todos os quais eu conversei nessa área da segurança, acham que essa altura não é mais uma boa ideia, porque além de ficar parecendo eleitoreiro, de você estar agindo a reboque do Flávio, não é...

Isso é exatamente o grande problema. O problema é aquilo que a gente vem falando há vários programas, que é a falta de coordenação de todas as forças envolvidas no combate ao crime organizado, na descoordenação, na verdade, na competição entre elas, que não necessariamente aconteceria com a criação de mais um ministério, especialmente se esse ministério for comandado por uma dessas forças.

que tem uma grande proeminência e por isso seria o ministro Viriadella, que é o caso da Polícia Federal, mas que também é uma que tem atritos com quase todos os outros atores nessa repressão. Então, mesmo que saia, sou um pouco cético. Não sei nem se seria uma promoção ou se uma demoção para o diretor da Polícia Federal, porque você comandar a polícia é uma coisa, comandar um ministério que talvez, quem sabe, comande a polícia é outra.

Não está fácil, não. Mas a gente ainda vai falar de missões da Polícia Federal e do Ministério da Justiça ainda no nosso terceiro bloco. Aqui assim, tudo encadeadinho.

Toledo, depois de péripos da Michele Bolsonaro, do Tarcísio de Freitas, do Flávio Bolsonaro, dos advogados, de outros ministros, Alexandre de Moraes pediu um parecer para a Procuradoria-Geral da República, que consentiu, e, portanto, decidiu-se. Alexandre de Moraes decidiu mandar Bolsonaro para casa numa prisão domiciliar temporária de 90 dias. Depois reavalia-se o quadro clínico dele. E ele foi para casa. Está indo para casa agora.

E, incrivelmente, teve uma melhora súbita, né? Porque quando ele foi para o hospital, o noticiário que... Não chegou a ser um noticiário, mas o boato que se espalhou entre jornalistas e só podia ter vindo de quem tinha acesso à saúde e aos boletos do Bolsonaro, é de que ele estava muito mal de saúde. Realmente uma situação muito preocupante, assim, talvez até fatal. E daí...

evoluiu para isso que você descreveu, e ele voltou para casa, melhorou assim, subitamente. Você vê que é o efeito da liberdade sobre a saúde das pessoas. E as condições que estão impostas para ele ficar em casa é que, bom, seja tudo muito vigiado, as visitas tenham restrição, então agora não pode visita só dos médicos e dos advogados. Entre eles está o próprio Flávio Bolsonaro, mas são visitas de 30 minutos no máximo, num período do dia específico. Quem vai ter acesso total a ele é a Michele Bolsonaro, que mora lá.

claro, evidentemente, e é alguém que tem posição política e eleitoral clara durante toda essa campanha, vai ser muito impactante o papel dela, seja a favor ou contra. Os filhos do Bolsonaro vão ter que tratar muito bem a Michele.

se não quiserem ter um problema durante a campanha eleitoral. Além disso, nessa mesma área da criminalidade barra política, nós temos mais gente no escândalo do Banco Master fazendo fila para delatar, agora é o cunhado do Vorcaro.

que o noticiário está dando conta de que pode também fazer uma delação premiada, tem outros dirigentes ex-banqueiros que também podem entrar nessa fila, mas por enquanto a gente está só na seara da especulação.

Agora, tem uma curiosidade bem rápida. Eu conversei hoje com um parecerista muito importante para consultá-lo se uma decisão que foi tomada pela justiça americana de que a relação intermediada por IA, por inteligência artificial, entre o cliente e o advogado não está coberta pelo sigilo profissional. E isso...

Perguntei para esse parecerista se ele, parecerista é aquele advogado especializado em dar pareceres que vão ser usados como referência nas cortes. E ele disse que sim, que não vale o mesmo entendimento no Brasil, ou seja...

Se a relação foi intermediada por IA, considera-se que ela perdeu o sigilo, porque você está compartilhando aquela informação com a plataforma de inteligência artificial. Impactos diretos que podem ter, inclusive, a ver com o caso master. Se o genro, o cunhado, o sócio, o amigo...

ou o próprio Vorcaro, um dia fizeram uma consulta à inteligência artificial, perguntando como é que eu resolvo essa questão, e isso tem implicações no caso, ou como eu me safo disso, ou como eu posso fazer isso sem ser notado, isso pode ser, sim, objeto da investigação. Os investigadores podem ter acesso a essas mensagens, a essa troca de...

através do chatbot e ser usado como prova. Esse é um aspecto. E outro é que nos escritórios de advocacia, criminalistas principalmente, essa é uma grande preocupação e há alguns escritórios que simplesmente proibiram seus advogados e principalmente seus estagiários de fazerem consultas à inteligência artificial sobre casos com medo de que isso pudesse virar munição para a acusação. Cuidado com o que você tecla. É isso aí.

Thaís Bilenk.

publicou uma excelente reportagem junto com a Carla, diretora do discurso do UOL em Brasília, traçando um perfil do André Mendonça e a relação dele com o Jorge Messias, que é, talvez, quem sabe, venha a ser um dia, ministro do Supremo. Mas sobre esse assunto, nós vamos fazer um programa especial, que eu já estou fazendo propaganda antecipada, a gente nem gravou ainda, eu já estou fazendo propaganda antecipada no UOL Prime. Mas acho que vale a pena você contar a história do André Mendonça.

Porque ele virou uma estrela agora. Olha só, o André Mendonça foi alçado aos holofotes ao se tornar relator do Banco Master e não é uma posição muito a qual ele é afeito porque ele é discreto no comportamento dele e tal e valoriza isso. Então, de repente, ele está em todas, né?

é? Da onde ele veio? Como é que ele surge? Por que ele foi parar nesse lugar de holofote vitrine que ele foi parar agora? Bom, ele é um servidor de carreira da Advocacia Geral da União. Quando o ministro Dias Toffoli assume a AGU, né, como ministro-chefe da AGU no governo Lula lá atrás, toda a...

geração do Mendonça-Nageu, que estava em postos tentando subir, o Toffoli faz uma mudança administrativa e abre espaço para essa geração. Então ele cresce na carreira durante a gestão Toffoli e isso faz com que eles estabeleçam uma boa relação lá atrás.

que depois vai se reencontrar na vida. Quando o Bolsonaro vence a eleição em 2018, ele faz o governo de transição lá no CCBB em Brasília, e ele precisava indicar alguém para a Advocacia Geral da União, alguém indica o André Mendonça, que era um quadro da carreira, e ele vai lá, conhece o Bolsonaro ali no CCBB, e depois passa a ser o ministro da Advocacia Geral da União, com um apoio importante.

que era exatamente o apoio do Toffoli, que a essa altura assume a presidência do Supremo Tribunal Federal e se aproxima do Bolsonaro, né? Quando ele assume a presidência, ele tenta colocar militar dentro do gabinete dele para fazer a interlocução com os militares do governo. Chega a falar que o golpe de 64 foi movimento e se aproxima muito do poder. Então, a relação que ele já tinha estabelecido com o André Mendonça naquele momento ajuda, né? O André Mendonça. O André Mendonça. E vice-versa.

a ter uma boa reputação naquela Brasília de 2018 para 2019. Muito bem, abre-se uma vaga para ministro no Supremo. Nesse momento, o Toffoli também é uma interlocução importante do André Mendonça. Em 2020...

E, no entanto, a classe política queria Augusto Aras, que era procurador-geral da República, inclusive o Davi Alcolumbre, senador, que agora é o presidente do Senado e era presidente da CCJ, que é quem sabatina a agenda sabatina dos indicados. Mas o Bolsonaro...

Diz que tinha um compromisso de lançar um nome terrivelmente evangélico para o Supremo e lança o nome a despeito da oposição do Senado do André Mendonça. Ele fica quatro meses esperando no beijamão até que o Davi Alcolumbre agenda a sabatina e aí ele é aprovado.

Ele assume muito nessa missão da descrição, de uma figura que não dá entrevista, não circula nos eventos de Brasília, nos coquetés e tal, e conquista respeito entre pares que vêm de lugares bem diferentes do dele, inclusive, que consideram que ele mantém uma postura técnica e tal.

Quando vaza aquela reunião, que nem tudo que foi vazado procedia exatamente com o que os ministros conversam, quando o Toffoli revela e admite que, sim, era sócio da empresa que vendeu uma parte do resort no Paraná para fundos ligados ao Vorcário, a Polícia Federal leva até...

o Edson Fachin, presidente do Supremo, uma documentação mostrando as relações do Toffoli com o Vorcaro. Eles fazem uma reunião no Supremo entre os ministros. E naquela reunião, o André Mendonça se posiciona muito veementemente contra a iniciativa da Polícia Federal de ter feito essa investigação sem ter um ok, um aval, uma decisão judicial autorizando. Ou seja, ele manteve ao longo dos anos a proximidade com o Toffoli. Pode-se tirar essa ilação até pelo comportamento dele nesse caso.

Nesse caso, esse posicionamento se deu porque ele acreditava no que ele estava dizendo e tinha esse componente também de conhecer e ter uma longa relação com o Toffoli, que não é trivial nesse momento em que depois, em seguida, ele passa a ser o relator do caso Master em substituição ao Toffoli. Sorteado, passa a ser o relator.

E é aí que todas as luzes, os holofotes miram para o André Mendonça, porque primeiro você tem um colega, que foi colega da AGU e agora no Supremo, sendo um dos alvos investigados, ou não formalmente investigados, mas envolvidos na trama do Banco Master. E também porque tem todo o resto dessa trama que vai definir o destino de muita gente importante no Brasil. E uma das medidas que ele toma primeiro, ele mantém o foro no Supremo, que era uma coisa...

que é uma questão que estava sendo discutida em relação ao Toffoli, porque no Supremo ele mantém. E depois ele põe o sigilo de volta, ele devolve sigilo para o processo que tinha sido relaxado em parte. Quando tem vazamento das conversas, antes das conversas também, depois ele pede para apurar o vazamento das conversas íntimas do Daniel Vorcaro com a namorada e com outras pessoas.

E aí começa uma enorme expectativa sobre como ele vai conduzir esse processo, sendo que ele tinha feito essa grande crítica à Polícia Federal, mas tem uma imagem de que não vai fazer composições políticas arbitrárias. Então ele vai ter que tipo de relação com a polícia, ele veta que o superior hierárquico da polícia tenha acesso às investigações da própria polícia, isso também gera ruído. Leia-se o diretor-geral André Rodrigues, que é muito ligado ao Lula.

E aí ele viaja para Frankfurt, no começo de março, quando todo esse enredo está quente, para participar de um congresso que tem como parceiro o Instituto de Ensino dele próprio, André Mendonça. É um congresso organizado por outra organização, outro instituto, e o parceiro econômico deste instituto é o congresso dele, o ITER.

E para Frankfurt vão também várias autoridades, entre elas o governador de São Paulo, o Tarcísio de Freitas, e o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que é uma das figuras que podem ajudar a...

explicar como que o Daniel Vorcaro cresceu tão rapidamente e espalhou a teia de maneira tão infiltrada em tantas instituições, porque ele era o presidente do Banco Central no momento em que o Vorcaro compra o Banco Máximo e transforma ele em Banco Master e depois começa uma série de operações que agora estão sendo escrutinadas.

Então, o Roberto Campos Neto está em Frankfurt, assim como o André Mendonça, na primeira semana de março, quando o André Mendonça, lá da Alemanha, decide, determina a prisão do Daniel Vorcaro, a segunda prisão em que ele vai preso e tem os celulares apreendidos. E no dia seguinte, ou no dia anterior, todos eles lá na Alemanha, ele dá uma outra decisão, uma liminar, desobrigando o Roberto Campos Neto de ir comparecer à CPI do crime organizado, onde ele tinha sido chamado para dar um depoimento.

estando com ele lá. Quando ele é questionado sobre essa decisão, num evento que tem entre os parceiros, a própria instituição dele com o Roberto Campos Neto, quando se fala em potencial conflito de interesse nessa ocasião, ele dá uma decisão de alguém que está num evento do qual o instituto dele é parceiro.

A resposta é que ele, primeiro, que a programação tinha sido feita anteriormente, sem a participação dele, e segundo, que ele não esteve com o Roberto Campos Neto nesse dia presencialmente lá. Mas não deixa de ter uma configuração que a gente fala muito quando fala do Gilmar Paluz em Lisboa, do Fórum Jurídico organizado pelo Gilmar Mendes e tal. Tem ingredientes aí que também estão colocados nessa mesma situação.

E aí eles voltam para o Brasil. Então o Roberto Campos Neto foi desobrigado, ele volta para o Brasil, e aí a primeira turma do Supremo, da qual ele faz parte, vai votar se o Vorcaro fica preso ou não. Ele dá o voto pela prisão e todos eles votam a favor do voto e da prisão.

mas o Gilmar Mendes dá um recado ao votar, um recado ao próprio André Mendonça, sugerindo que ele podia estar incorrendo nos mesmos vícios da Lava Jato, expondo pessoas, surfando numa onda de opinião pública, de apelo, mas sem dar muitos nomes aos bois. E agora, essa semana, o André Mendonça dá uma outra decisão que contraria interesses da classe política.

de peso ao obrigar o Davi Alcolumbre a prorrogar a CPI do INSS, que tem sido o campo de batalha do caso Master no Congresso. Uma vez que uma CPI própria do Master não foi instalada, a CPI do INSS é quem tem tangenciado esse assunto. O Davi Alcolumbre estava decidido a encerrá-la, mas o André Mendonça determinou que ela seja prorrogada por uma questão regimental. E aí esse caso foi parar no plenário do Supremo também nessa quinta-feira.

Então ele está se indispondo com gente grande em todos os poderes, então do Davi Alcolumbre aos outros congressistas que também queriam encerrar essa CPI, ao diretor-geral da Polícia Federal, a ministros do Supremo que estão manifestando incômodo, e ele tem uma posição muito sensível, porque com a delação do Daniel Vorcaro que está sendo preparada para ser negociada formalmente com a Polícia Federal, com a Procuradoria-Geral da República,

Quem vai decidir se homologa ou não é o próprio André Mendonça. Basicamente, está na mão dele o destino, inclusive, do ex-chefe dele, Justoffoli. Que pode vir ou não ser delatado. Eu não estou antecipando nada aqui. Eu só estou querendo dizer que ele está numa posição bastante sensível. E ao mesmo tempo muito poderosa, né? Porque herdou isso do antecessor, ex-colega, né? Aliás...

Falaremos sobre isso no All Prime, porque são muitos advogados da União que acabam virando ministros do Supremo. Tem vários. Então tá bom. Muito bom, muito bem. Ótimo, Thais Bilenk. Depois tem mais lá no All Prime. Depois a gente continua esse papo.

Bom, vamos continuar com o torneio das falas supostamente ditas por presidentes de partido, certo Toledo? Tá, tá dois pra Horácia, um pra você e um pra mim. Precisamos rever essa situação. Solta, Horácia. Opa, Toledo! Salve, Thaís! Vamos continuar o torneio com frases supostamente ditas por presidentes de partidos. O personagem da semana é o presidente do PT, Edinho Silva.

Frase 1. O substituto do Lula não será um nome, será o Partido dos Trabalhadores. Não nascerá outro Lula. Frase 2. Se você erra no diagnóstico de conjuntura, consequentemente você vai errar na ação. É como na medicina. Se errar o diagnóstico, vai errar o remédio.

Frase 3. A arte de governar é você fazer o possível para chegar o mais próximo da expectativa. Vamos lá, Thais Bilenk. Ah, a gente concorda. De novo, Thais, está impossível. Você está olhando aqui, né? Não. A primeira é verdadeira para nós dois, a segunda é verdadeira e a terceira é falsa.

É, vamos ver, Horácia, conta. Resposta. A primeira frase é verdadeira e foi dita em discurso no ano passado. A segunda frase é falsa. A terceira é verdadeira e foi dita durante entrevista em 2024. Thaís Bilenk. Sacanagem. Nós de presidente de partido, estamos mal. Só somados a gente dá o placar da Horácia. Está 2x2x4. Difícil, minha gente.

Bom, recadinhos rápidos do público que a gente estourou o tempo, falamos demais hoje. Aí o Na no Spotify. Eu e meu esposo ouvimos juntos e competimos para ver quem acerta mais os desafios da Horácia. Hoje deu empate e acertamos todas. Vibramos e ela solta. Somos melhores que eles. Ele solta, né? O marido. Somos fãs de vocês. Obrigado por trazer a loucura do nosso país com a máxima lucidez possível.

São melhores mesmo. Você e o Unai e o seu respectivo conge. FPB Duarte no Spotify escreveu O melhor da hora foi estar ouvindo enquanto passeava com o cachorro nas ruas de Santa Cecília e cruzar com Toledo. Me segurei pra não soltar um salve-salve. Parabéns! Mais um programa elucidador.

Opa! Ó, Duarte, pode abordar da próxima vez. Aliás, vários ouvintes me abordaram no voo, no avião, no aeroporto. Ó! Tá chique. Tá chique. Temos uma publi pra fazer aqui. Temos. Olha só, toda segunda às 7 da noite, às 19, o canal UOL exibe o programa Frente a Frente, que é uma parceria entre o UOL e a Folha de São Paulo.

E a cada semana, ao vivo, direto dos estúdios do UOL, os jornalistas Daniela Lima, do UOL e Fábio Zanini da Folha entrevistam figuras-chave do jogo político. Eles já entrevistaram o Valdemar da Costa Neto, entrevistaram o Guilherme Boulos e o próximo convidado nessa semana que vem é Eduardo Cunha.

Não perca. Antes de ir para os créditos, eu só vou ler aqui a ficha técnica da pesquisa. Lá no comecinho eu contei lá do IPEC no Ceará. Ela foi feita entre os dias 19 e 23 de março. Eu sou obrigado a falar isso daqui porque a legislação manda.

A amostra é de 800 eleitores em 40 municípios cearenses. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos, é a margem de erro máxima. E o nível de confiança é de 95%. Quem pagou pela pesquisa foi a Rádio Costa do Sol, lá do Ceará. Está registrada tanto no TRE do Ceará quanto no Tribunal Superior Eleitoral com os protocolos 02274 e 06376.

O podcast A Hora é uma produção do UOL e depende do talento e do esforço de muita gente. É importante citar um por um. Apresentação Thaís Bilenk e José Roberto de Toledo. Roteiro Thaís Bilenk, José Roberto de Toledo e Larissa Della Corte. Coordenação Geral e Produção Marina Paulista e Luísa Elves.

Editor-chefe, Felipe Virgili. Operação de áudio, André Mauro. Tratamento de áudio, Jefferson Barbosa. Edição, Vitor Matos. Direção de imagem, Fernando Moretti. Filha sonora, Arthur Decloé. Design, Eric Fiori. Motion design, Leonardo Henrique Rodrigues. Coordenação de design, Gisele Pungan e René Cardiri. Coordenação de operações, Danilo Esperandil. Distribuição, Larissa Couto. Gestão do grupo de WhatsApp, Márcia Ribeiro. Coordenação de estúdio, Eduardo Bonavita. Diretor do canal, UOL, Antoine Morel.

Diretor do conteúdo UOL é o Murilo Garavello. Até a próxima semana. Até.

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