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A Hora #89 - Ai, Jesus: dívidas, cotoveladas e apostas

03 de abril de 202659min
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Nesta edição do A Hora, José Roberto de Toledo e Thais Bilenky falam sobre as movimentações para as eleições neste ano; o Centrão ignorando o veto de Lula sobre a Bet da Caixa e mais apurações exclusivas.

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Participantes neste episódio2
J

José Roberto de Toledo

HostJornalista
T

Thais Bilenk

HostJornalista
Assuntos3
  • Relações BrasilDívidas da população · Inadimplência · Crédito consignado · Taxas de juros altas · Programa Desenrola
  • Legislacao e RegulacaoBet da Caixa · Regulamentação de apostas · Impacto eleitoral das apostas
  • Implicações e Investigação PolíticaCandidatura de Alckmin · Eleições 2024 · Alianças políticas
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Opa, Thaís. Salve, salve, Toledo. Eu sou José Roberto de Toledo e esta é A Hora, podcast sobre notícias aqui no UOL. Eu sou Thaís Bilenk e toda semana a gente bate um papo sobre os principais assuntos do noticiário. Hoje é, hein? A Hora. Eleitores atolados em dívidas.

A aposta arriscada da caixa. Ligue os pontos da eleição. A hora e a vez dos The Bolsonaros. E na hora extra deste sábado, a dança das cadeiras na esplanada dos ministérios. Quer entender o que aconteceu esta semana? Chegou a hora.

E aí, Três Bilen, que parabéns. Parabéns para nós. Parabéns para os ouvintes, né? Porque, afinal de contas, sem eles, literalmente, a gente não teria ganho o bicampeonato do Prêmio World, o melhor programa gravado, não é isso? É isso. Porque não tem um...

jurado, um júri ilustre que escolhe os vencedores, mas nos dizem que tem também uma métrica que envolve audiência, portanto, literalmente a gente tem que dividir o prêmio. A gente divide com o maior prazer com a nossa galera. É isso aí. A gente ficou feliz. Foi a premiação na segunda-feira e foi quando a gente fez uma hora especial entrevista também. Exatamente, que foi ao ar nessa semana também. É isso aí.

Então, parabéns para você. E vamos continuar aos trabalhos que nos levaram até aqui.

Tem uns dias o presidente Lula deu uma declaração polêmica, eu diria, dizendo que a gente vai gastando 30 aqui, 50 ali, no fim do mês falta dinheiro, e aí a população faz o quê? Xinga o governo. Ele meio que deu uma lavada nas mãos aí de um problema importante, grave, que o país enfrenta, seja quem for o culpado.

E apanhou porque, de alguma forma, quis passar a responsabilidade para os outros. Mas, de alguma forma, também ele está falando de uma coisa muito importante, eleitoralmente, sem dúvida, mas é uma coisa muito importante para as finanças, para a conta das pessoas.

Então, na semana passada, a gente estava justamente tentando explicar por que os bons indicadores econômicos não se transformavam em boa avaliação do governo e, consequentemente, em votos para o Lula. E a gente mencionou como uma, talvez, quem sabe, hipótese o endividamento. Aí, coincidência ou não, ele soltou essa frase depois que o programa foi ao ar e a gente mergulhou...

nas dívidas dos brasileiros, que é um mar muito, muito, muito fundo. Pelo que eu consegui ver nos números, claro que isso daqui é um levantamento toledol, não é uma coisa científica validada pela academia, mas olhando os números, para mim está muito claro.

que a gente está num ciclo vicioso, que é contraintuitivo, porque aparentemente os indicadores positivos de emprego, por exemplo, estimulam a concessão de crédito, isso estimula o endividamento, isso estimula a inadimplência. Mas o resultado, acho que o lead aqui é o seguinte.

Segundo a Serasa, que mede inadimplência, ou para usar os termos técnicos, as pessoas negativadas, vulgo nome sujo, na praça, chegou pela primeira vez a metade da população adulta. São 81 milhões.

de, não é de devedores, é de inadimplentes. Gente que deixou de pagar pelo menos uma dívida e tá negativado. Agora, o problema é que não é uma dívida só. Quando a gente olha os números da Serasa, a gente fica ainda mais preocupado porque na média, cada inadimplente, cada negativado, pessoa que ficou com o nome sujo, tem quatro dívidas. Não pagas. Cada dívida t Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent Regent

Em média, de R$ 1.600. E um total de dívidas, na média, por CPF, de R$ 6.500. Estou arredondando os números. Então, é muita, não é um probleminha. É muita gente devendo muito dinheiro. Muito dinheiro, um dinheiro que não tem. Metade dos devedores desses inadimplentes...

ganha até um salário mínimo. Então, esse valor de médio de dívida global é muito maior do que ele ganha por mês. É maior do que a própria renda. Exatamente, entendeu? E aumenta acumulativamente à medida que passam os meses e ele acumula juros. E aí, vou pedir um pouco a paciência do ouvinte, porque vale a pena a gente entender como é que a gente chegou até aqui e qual é o impacto que isso tem na vida das pessoas e por que elas acabam xingando o governo para usar as palavras do Lula, né?

No ano passado, a concessão de crédito explodiu. 2025 foi um ano que teve uma concessão muito grande de crédito. Alguns setores, como por exemplo o crédito consignado para pessoas empregadas na iniciativa privada, subiu mais de 90%. A CIDADE NO BRASIL

Em um ano. E esse é um crédito muito caro. É o juros altíssimo. Mais de 60% ao ano. Você fala consignado, você fala juros barato. Mais de 60% ao ano de juros. E um outro que cresceu muito foi o rotativo do cartão de crédito. Que cobra 400% de juros ao ano. É um negócio terrível. E isso vem já de há muito tempo, mas o ano passado se agravou.

E é por isso que os números estão chegando e eles estão chegando. Há 10 anos atrás, a gente estava em que cenário? Então, a história é mais ou menos a seguinte. A série histórica tem 10 anos, começa em 2016, no caso da Serasa. O que a gente percebe é que, durante a recessão de 2016, 2017, a queda da Dilma, a assunção do Temer, etc.

O crédito, a oferta de crédito era muito mais modesta do que é hoje e aquilo ainda não tinha se tornado a bola de neve que virou. Com o governo Bolsonaro, começa uma aceleração. No primeiro ano do governo Bolsonaro, você tem um crescimento da oferta de crédito e, portanto, do endividamento maior do que o crescimento da economia. Só que logo em seguida veio a pandemia. Quando veio a pandemia, é o único momento nessa década... Que retrai as dívidas.

que o endividamento cai por causa da pandemia. É engraçado, porque é contraintuitivo, né? Você pensa, diminuiu o emprego, diminuiu renda, é que a oferta de crédito diminuiu, porque quem empresta não queria correr risco, porque as pessoas estavam desempregadas. E nem quem queria pegar a dívida ia pegar com coisas que não são fundamentais no mês. Exatamente.

E aí tem uma queda do endividamento, mas assim que a epidemia começa a se dissipar, ou que as pessoas, a atividade econômica volta a ganhar empuxo, né? Ganhar força, aí você tem de novo um crescimento muito, muito rápido do crédito. Só que ele vai acelerando.

Então, no último ano do governo Bolsonaro, você tem um crescimento, você pega a curva de inadimplência, ela acelera no último ano de 2022, no último ano do Bolsonaro, e entra acelerando muito forte no primeiro ano do governo Lula. E daí o governo Lula lança o Desenrola, que era um programa justamente para ajudar as pessoas endividadas a se desenrolarem.

E já era uma promessa da campanha, ou seja, eles já tinham diagnosticado essa crescente, né? E já estavam propondo aliviar as famílias na eleição. Só que o desenrola, ele foi concebido de uma maneira que, de fato, dava uma desafogada nos endividados no começo. Mas era um programa, na verdade, um programa de crédito. Porque ele limpava o nome das pessoas, elas renegociavam as dívidas, ficavam com o nome limpo. E uma parcela dessas pessoas tomava...

Novos créditos, novos empréstimos, novos financiamentos. E aí, a consequência é que depois o desenrola, a aceleração cresce ainda mais. E junto com isso, alguns estudiosos dessa matéria, como por exemplo o professor Lauro Gonzalez, da Fundação Getúlio Vargas aqui de São Paulo, que é um grande especialista em crédito, ele disse que a oferta de crédito está sendo predatória. O que isso significa?

que tem muito crédito caríssimo, com essas taxas de juros absurdas, a Selic é pinto perto das taxas que são realmente praticadas no mercado. E sem uma preocupação do que vai acontecer depois que o dinheiro cai na conta do endividado, entendeu? Daí pra frente não é problema meu. E o cara fica trocando de dívida. Imagina 81 milhões de endividados ou de negativados. É uma Alemanha. É a população da Alemanha inteira.

com nome sujo na praça. Aí você pega a composição dessas dívidas. Antigamente, a tendência é que ela fosse uma dívida majoritariamente financeira, ou seja, o juro do cartão de crédito, o empréstimo pessoal no banco ou de uma financeira. De uns tempos para cá, essa dívida se espraiou.

para todas as contas que as pessoas têm. Então, para você ter uma ideia, um quarto das dívidas são contas mensais fixas, das quais você depende para a sua casa se manter funcionando. Água, luz, gás. Um quarto já vem daí. Aí você tem um quinto, um quarto. Aí você tem as dívidas mais um quarto, são as dívidas do rotativo no cartão de crédito, que é o pior juros que você pode ter. Mas aí está isso.

Só para as pessoas entenderem como isso deve estar afligindo essa Alemanha de negativados, eu fui levantar um dado no ano passado, 2025, sabe quantas contas de luz ou quantos clientes de empresas de fornecimento de energia elétrica tiveram a sua eletricidade cortada?

Quantos? 17 milhões. Não estou falando de pessoas, são 17 milhões de domicílios, de endereços. 17 milhões é um número crescente, não é explosivo, mas cresce todo ano. O que mostra que esse endividamento não é que só o cara não está conseguindo mais consumir, que um terço da sua renda é comprometido para pagar a dívida. Às vezes ele não está conseguindo nem pagar as contas mais elementares do seu dia a dia.

Quem vai ficar de bom humor numa situação como essa? Pois é, e é muita gente. Mas dá para traçar mais ou menos o perfil desses endividados? Tudo bem, 81 milhões de pessoas, tem gente de todo tipo. Sim. Mas eles estão mais concentrados em alguma classe social? Metade ganha até um salário mínimo. Metade dos que estão negativados ganha até um salário mínimo. Então, são os mais pobres. Com esse mercado de oferta predatória de crédito... E aí E aí

segundo a definição do Lauro Gonzalez, esses tendem a ser os mais prejudicados, porque eles não conseguem fazer um planejamento das suas dívidas, não conseguem, é meio da mão para a boca. Você vai tomar uma dívida para pagar outra. Então, quem está mais sofrendo é justamente a base eleitoral do Lula, que surpreendentemente ainda mantém majoritariamente declarando o voto nele, mas está em risco.

E a outra metade, dá pra dizer? Aí você tem um leque que abre, né? Mas a concentração é nos mais pobres. É um pouco mais nas mulheres também do que nos homens. E nas pessoas de mais de 25 anos, até entre 25 e 60 anos, você tem mais da metade da concentração.

Tem o perfil do eleitorado mais cativo do Lula. Para quem uma dívida dessa tem um impacto no orçamento familiar maior, proporcionalmente, do que para o resto da população. Sim. Agora, isso daqui, o que o governo pode fazer a essa altura do campeonato que poderia vir a ter um impacto eleitoral?

Fazer um desenrola dois, que mesmo assim não é da noite para dia que você faz e como a gente já viu no caso do primeiro desenrola, não tem efeitos de longo prazo. Ele dá um alívio, mas você precisa mexer na estrutura de crédito. Tem uma tendência também de muita gente falar isso requer educação financeira, as pessoas não estão preparadas.

Educação financeira nunca é demais, mas não é o problema fundamental. O problema fundamental, na minha opinião, é que você tem uma oferta de crédito, de novo, predatória, como se você tivesse, em pouco, num período muito curto de tempo, jogado um monte de peixinho de aquário no mar de tubarão, entendeu?

o resultado não pode ser bom, não vai dar muito certo essa mistura. Ficou muito fácil para quem quer predar. E eu não estou aqui nem falando de outros aspectos que também conroem a renda das pessoas, como apostas, bets.

que nós vamos falar no bloco seguinte, como os golpes, que também... Quantas tentativas de golpes você recebe por dia no seu telefone? Eu recebo umas três ou quatro. Eu também. Imagina, né? Então, não é nem disso que eu estou falando. Eu estou falando de...

Dívida legítima, empréstimos feitos com financeiras, com bancos, com cartão de crédito. Mas começa a refletir também na prestação. O cara deixa de pagar a prestação daquele bem que ele comprou, daquele serviço que ele parcelou. Enfim, vai entrando numa espiral que em algum momento você precisa fazer um freio de arrumação ou não tem limite. Ou vai desarrumar do jeito que as bets também desarrumaram.

É o que eu acho. Cada é falso. Se você olha o que aconteceu no começo, tem uma componente sazonal. O crédito tem uma oferta concentrada no final do ano, claro. As pessoas querem comprar para o Natal, etc. Receber o 13º, você pode dar em garantia. Mas, e daí dá uma refluída em janeiro e fevereiro, que é onde nós estamos agora. Precisa ver o que vai acontecer em março e abril para ver se essa refluída continua. Porque se retomar o ritmo,

Vai ficar ainda pior para o Lula, que disse que as pessoas estão xingando o governo por causa disso. Vão xingar ainda mais, na minha opinião. E eu acho que esse é um grande tema dele. Na boca da eleição, na hora de apertar a urna. Esse é o meu ponto. Acho que é exatamente isso. O calendário eleitoral desses seis meses até o primeiro turno, ele...

vai ser marcado por essa discussão, ou deveria ser marcado por essa discussão do endividamento e por algum tipo de ação do governo, se é que o governo quer se preocupar com isso e achar que isso realmente é uma causa dele não estar conseguindo a avaliação que ele acha que merece, ou deixar essa bola de neve continuar crescendo, eu acho que o Flávio Bolsonaro vai ter o que comemorar. Falaremos dele e disso também na hora e a vez.

Desbilen, que a gente já estava falando de dívida, de banco, de bete, e você tem uma notícia que você já publicou antecipadamente, mostrando que o Centrão, o que eu me recuso a chamar de Centrão, o Arenão, está querendo fazer uma aposta super arriscada na Caixa, é isso?

É isso, é isso. O Lula, em março, no comecinho, dia 8 de março, voltou a se pronunciar publicamente contra o jogo do tigrinho, que é como ele chama as bets de modo geral, falando que precisava de um esforço conjunto do executivo, do congresso e do judiciário para acabar com o endividamento das famílias, que é causado também, entre outros motivos, pelas bets, pelas apostas.

O Palácio do Planalto identificou, a SECOM do ministro Sidonio Palmeira, que essa posição contrária à Betis do Lula coincide com a oposição do segmento evangélico a jogos de modo geral, o que eleitoralmente é muito importante, politicamente também, já que...

Há vários pontos de atrito entre o segmento evangélico e o presidente Lula. Então, essa se tornou uma bandeira do Lula e já não é desse março agora. Ele vem falando disso, inclusive foi, vamos lembrar, o governo Lula que começou a regulamentar as bets depois do...

O governo Bolsonaro inteiro, elas foram aprovadas no governo Temer. Sim. Ficaram sem regulamentação. Um liberou geral. Um liberou geral no governo Bolsonaro, em que se multiplicaram, assim, incontavelmente durante essas zonas cinzentas, sem regulamentação. O governo foi regulamentar. Aí o Congresso, aí já no governo Lula, aproveita e põe um jabuti pra ampliar as permissões de jogos, dos tipos de jogos permitidos.

E agora, com a regulamentação em vigor, você tem uma série de requisitos, enfim, e obrigações das BETs para operarem no Brasil. É, o governo, diante da incapacidade política de vetar o funcionamento das BETs, resolveu, pelo menos, fazer uma arrecadaçãozinha com isso daí. Botou lá um imposto, metade do que ele queria, o que o Congresso deixou.

Está cobrando uma outorga de 30 milhões. Para a coisa funcionar. Com todas essas restrições e a posição pública do presidente da República contrária. Até porque a maioria da população é contrária. Exato. E aí, no final do ano passado, a Caixa Econômica Federal anuncia que vai fazer a bet da Caixa. Compra a outorga de 30 milhões da Fazenda e começa a preparar. Não é um banco estatal?

É um banco estatal cujo o presidente, Carlos Vieira, foi indicado pelo Arthur Lira e pelo grupo político do Arthur Lira, Ciro Nogueira e os outros deputados senadores que fazem parte desse grupo do PP, do Republicanos. Esse grupo indica o Carlos Vieira em 2023, no primeiro ano do governo Lula, para ser presidente da Caixa. E o Lula estava naquela tentativa de formar uma mínima base governista no Congresso e coloca ele lá. Aí o Lula estava na Ásia.

em outubro do ano passado, fica sabendo da Bete da Caixa, fala de jeito nenhum, volta para o Brasil, faz uma reunião com o presidente da Caixa e fala, parou, parou tudo isso daí, vamos suspender, não existe Bete da Caixa. Já tinha comprado a outorga? Já tinha comprado a outorga, já tinha contratado uma cadeia de fornecedores e provedores para pôr a Bete para funcionar. Estava atropelando.

Ele anunciou, inclusive, que ia começar a operar no fim de novembro, dali um mês, da data em que ele anuncia. E o Lula fala para tudo. Bom, parou tudo, na Caixa parou tudo, as coisas ficaram meio congeladas, mas as bets, sobretudo aquelas que já tinham sido contratadas para fazerem parte dessa empreitada da Caixa Econômica Federal, começam a pressionar, porque já tem a outorga, já tem os... Eu quero a minha fatia.

Querem começar a funcionar, só que com uma urgência em particular, que é a Copa do Mundo. A Copa do Mundo, em junho e julho desse ano, vai gerar aquele mercado de apostas de jogos esportivos. Tem vários tipos de bet. Uma delas é de eventos esportivos, em que você aposta qual vai ser o resultado de determinado jogo. É o momento em que as pessoas apostam muito dinheiro. Aposta até quantos escanteios, quantos cartões amarelos, se o cara vai coçar a canela se não vai.

Já vimos gente ser presa por, supostamente, bom, segundo a justiça, por fraude em jogo, jogadores, enfim. Então eles estavam tão com pressa de pôr isso para funcionar, para aproveitar o mercado que vai estar aquecido nesse período de Copa do Mundo. Mas estava tudo parado, porque o presidente da República falou não. E aí o que eles fizeram? Eles acionaram o braço deles no Tribunal de Contas da União. Eles é quem?

O ministro Jonathan de Jesus, no TCU, menciona explicitamente as empresas do setor de apostas que fizeram ofícios requerendo a resposta e agilidade da Caixa Econômica Federal. Acontece que o ministro Jonathan de Jesus foi acionado...

Sendo que ele é indicado para o TCU pelo mesmo grupo que indicou o presidente da Caixa. Foi indicado, teve apoio total do Lira para virar ministro do TCU, porque o Lira era o presidente da Câmara na época. E na hora que ele comemora a aprovação, 239 deputados votaram a favor. Quem está batendo palma na frente dele enquanto ele abraça o pai, que é senador da República, é o Hugo Motta. Então eles fazem parte deste mesmo grupo político. São os cassineiros, os caras que gostam de bancar apostas.

que foi quem, pois foi o grupo também que patrocinou essas jabutis para ampliar ainda mais os tipos de apostas permitidas no Brasil. Então as bets acionam o TCU, o ministro Jonathan de Jesus recebe todos aqueles pleitos que foram feitos e decide...

expedir um ofício para a Caixa Econômica Federal semana passada. E aí chegamos onde eu queria chegar, falamos tudo isso para chegar na notícia, que é dia 27 de março, mais precisamente. O Jonathan Jesus dá cinco dias úteis para a Caixa Econômica Federal explicar o fato de não ter dado início ainda à operação comercial da Bet da Caixa. E aí fala, bom, vocês já pagaram a outorga de 30 milhões e estão perdendo dinheiro desde então. Ou seja, vai ter prejuízo, ou pelo menos...

A preocupação dele é que a Caixa não perca dinheiro, eu acredito. É o mesmo cara que se meteu no Banco Central, né? Então, o Jonathan de Jesus é também o ministro do TCU, que começou a cobrar do Banco Central explicações e justificativas para a liquidação do Banco Master, mas ele fez mais do que isso. Ou seja, ele fez o lobby pelo Banco Master, não contra o Banco Master. É, ficou cobrando explicação, quis fazer uma cariação com um diretor do Banco Central.

tinha participado da decisão da liquidação, depois ele teve que recuar em relação a isso, mas é uma pessoa que foi alvo já de pedidos de suspeição para não ter mais o direito de participar de julgamento sobre o Banco Master por causa dessas relações todas que são conhecidas e notórias. E é alguém que também foi flagrado nas mensagens, nos documentos apreendidos com o Daniel Borcaro como alguém com relação com o próprio banqueiro, em que ele pede essas diligências no Banco Central contra a liquidação do Banco Master.

Quer dizer, ele já representa os interesses desse grupo que eu chamo de arenão, que gosta de apostas e tigrinho. Ele fez lobby pelo Vorcaro, que está preso, e pelo Banco Master, que foi liquidado. E agora ele está fazendo lobby pelas empresas de apostas, que se associaram e estão pressionando a Caixa para lançar a bet da Caixa, contra a vontade do Lula.

E aí o que aconteceu? Isso chegou na Caixa Econômica Federal. Eu perguntei para o ministro se ele poderia explicar essa iniciativa. Ele não quis se manifestar. O Jonathan. O Jonathan de Jesus. Ele pediu mais para a Caixa. Ele pediu, ele deu ainda 15 dias para a Caixa.

encaminhar um cronograma atualizado para o lançamento da operação. Depois não quis ele se manifestar. A Caixa Econômica Federal falou que ainda vai avaliar os termos da comunicação, enfim, não quis também se pronunciar taxativamente sobre o assunto. E eu apurei que a decisão sobre o andamento disso tudo está centralizada mesmo no presidente Carlos Vieira, que é quem toca diretamente os assuntos da Bete, que tão pouco se pronunciou.

Bom, aí eu te pergunto, Thaís, em tese, a União é o maior acionista da Caixa Econômica Federal e o presidente da República, seja ele quem for, é o representante desses acionistas. Claro que o mecanismo formal é mais complicado do que o que eu estou simplificando aqui. Grosso modo, é isso.

Se o presidente da Caixa faz algo que vai contra a orientação, digamos, do Conselho, dos acionistas, ele vai ser mantido no cargo ou não? Ou o Lula vai recuar por causa da necessidade de manter uma base governista durante o período eleitoral?

A estratégia do Lula diante da minoria que ele tem no Congresso, tanto na Câmara quanto no Senado, de apoio do núcleo duro, ou seja, do PT, do PSB e outros partidos próximos do governo com bancadas menores, a estratégia tem sido escolher as batalhas que ele vai travar. Então, ele escolheu muito claramente quais eram elas.

e pode ostentar aí alguma taxa de sucesso nas medidas que ele considerou prioritárias para aprovar. Pode dar um número, então. Segundo o Luiz Fernando Toledo, que foi o nosso ex-colega aqui, ele criou um site ressuscitando o basômetro, que é uma coisa que eu criei lá atrás, e a taxa de governismo, ou seja, a taxa de vitórias, de votos a favor, seguindo a orientação do governo, no caso do Lula, o acumulado está em 68%.

que é meio ilusório, porque tem muita votação ali que é pro forma, que não tem exatamente um conflito. Mas é menor que a do Bolsonaro, que já foi muito baixa. Pois é, então, pra você ver. E ele tá com um timing agora delicado. Eu entendo que pro presidente, pro governo Lula, é convenha ganhar tempo.

Porque ele acabou de fazer, formalizar a indicação do Jorge Messias para o Supremo, vamos falar disso no próximo bloco, ele vai precisar de votos no Senado e parte desse grupo do Centrão está lá, sobretudo com o Ciro Nogueira, do PP do Piauí. Então ele tem isso que é uma medida prioritária, uma batalha que sim, ele escolheu travar no Congresso Nacional. Ele tem as outras pautas que estão na Câmara, como o fim da escala 6x1 e a regulamentação de aplicativos dos apps, iFood e companhia, que é outra que...

Deu uma estacionada agora. Então, eu entendo que para ele não ter que comprar esta briga com este centrão com o qual ele precisa negociar, ele vai tentar ganhar tempo. Que é tudo que o Jonathan de Jesus não está deixando a Caixa fazer. Porque a Copa do Mundo está aí e tem aposta para ser feita. Agora, a questão é, se esticar a corda, o Lula vai abrir mão da prerrogativa de dizer que a Caixa não pode fazer uma bet, que é uma das grandes bandeiras dele, políticas e eleitorais? Acho pouco provável, sendo que ele já falou publicamente sobre esse assunto mais de uma vez.

E com o que a gente acabou de falar no primeiro bloco sobre o endividamento de uma Alemanha de eleitores, principalmente eleitores que votam nele, você autorizar uma bet na caixa é dar um tiro no próprio pé. Do ponto de vista eleitoral também. É isso, Toledão.

Muito boa a história, sensacional. Agora, esse Jonathan de Jesus e a sua preocupação com as contas públicas, sempre zelando pelo interesse público, ele é o exemplo acabado de por que existe o Tribunal de Contas da União. Muito bom, Thaís, muito boa, excelente história, muito boa. Legal, vamos então falar do tabuleiro, que houve movimentações de peças nos últimos dias. Vamos lá.

Vamos recapitular o que aconteceu, porque não foram poucas coisas. Primeira coisa e mais importante de todas, o Lula reconheceu que o Geraldo Alckmin é um bom candidato a vice-presidente da República e manteve ele na chapa, o que obrigou o Alckmin a deixar o Ministério do Comércio Exterior, Indústria, Comércio... Eu perdi, eu desisti. Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Exato, eu já desisti de decorar, porque ficaram muito longos os nomes.

A gente chegou a comentar que houve cogitações e não foram boatos. De fato, se pensou no assunto em trocar o vice.

É, assim, ao mesmo tempo, já naquela época em que se falava disso, a gente apurou, trouxe aqui e tal, mas a gente já fez também o disclaimer de que no PT, no governo, já falavam também que isso era uma forma de atrair PSD e MDB para a chapa, para a coligação, não com a probabilidade grande de defenestrar o Alckmin da cadeira se ele não quisesse, né? O fato é que...

Chegou a cogitar-se, mesmo que fosse um teatro para fazer de conta, efetivamente isso esteve em discussão. Eu, particularmente, avalio essa permanência do Alckmin na chapa de duas maneiras. Primeiro, uma enorme medida de prudência, porque a gente tem muitos exemplos na história do Brasil de que você ter um vice que pode te trair...

É um suicídio político, é um risco enorme e o Alckmin provou ser absolutamente leal ao Lula nesses últimos três anos e meio. Portanto, sob essa questão não teria nenhum motivo para ele sair. Agora, a possibilidade dele sair só faria sentido se o Lula estivesse conseguindo construir uma chapa que ampliasse o leque político que o apoia, coisa que não aconteceu.

Então, exatamente, daí que eu quero pegar, né? Ele estava tentando ampliar esse leque político, sobretudo em relação ao MDB e ao PSD, se especulou, inclusive, que o Kassab poderia assumir a vice e tudo mais. Dias antes do Lula dar essa declaração sobre o Alckmin mantido na chapa,

O que aconteceu? Aconteceu que o Ratinho Júnior se antecipa a qualquer coisa, pega todo mundo de surpresa e anuncia que desistiu de concorrer à presidente da República. E o Kassab, ato contínuo, lança, diz, está mantida a candidatura do PSD, vamos informar em breve quem será o candidato. O candidato será o Ronaldo Caiado, isso ficou claro nos dias seguintes, que é o governador de Goiás. O Ronaldo Caiado está mais à direita ainda do que o Ratinho, não sei se dá para dizer isso, mas...

Com certeza. Ele nasceu à direita do Ratinho e vai morrer à direita do Ratinho. É que o Ratinho se comprometeu com um monte de pauta bolsonarista também, então não faria tanta diferença do ponto de vista mais pragmático, mas sim, o Caiado representa, simboliza uma direita udenista de...

Eu estava lá, então eu preciso contar. O Caiado surgiu para a política como presidente da União Democrática Ruralista, vulga UDR, durante a Constituinte, que era o lobby. Na época não existia a expressão agronegócio, agribusiness. Era ruralista. Era ruralista, entendeu? Ele era a maior expressão do ruralismo. Eu tenho o orgulho de ter vencido uma partida de truco contra os agrobóis, que eram os ruralistas mirins no Hotel Araquara durante a Constituinte.

Mas ele nasceu para a política ali e foi disputar a eleição presidencial de 1989 para fazer justamente contraponto ao PT e à esquerda, etc. E toda a carreira dele tem sido à direita cada vez mais. Só não ficou na extrema direita porque o Bolsonaro ocupou essa posição.

Ou seja, o Kassab lança o caiado e, ao mesmo tempo, deixa o governo Tarcísio. Ele anuncia que está saindo da Secretaria de Governo, declara apoio, está tudo bem, estamos bem. Eles tiveram um afastamento importante no último ano. E o Felício Ramut, que é o vice do Tarcísio do PSD, indicado pelo Kassab em 22, deixa o PSD se filiar ao MDB para concorrer à vice na chapa do Tarcísio.

Ou seja, está claro o divórcio entre o PSD e o Tarcísio, entre o Kassab e o Tarcísio. Ao mesmo tempo em que está claro que nem o Kassab vai subir no barco, na canoa do Lula, nem o MDB. Porque o MDB precisaria vencer resistências de alguns estados. E o mais importante deles, pelo tamanho do estado, é o MDB de São Paulo, que agora está dentro da chapa de reeleição.

Desculpa, mas eu preciso fazer essa observação. A política é relativa, né? Então, o MDB de São Paulo conseguiu a façanha de estar à direita do Kassab. Conseguiu. Eu leio assim, pelo menos nessa fotografia de agora. Não, está absolutamente correto. É fato. O Kassab sai do governo Tartizio e o cara que era o vice vai para o MDB para poder continuar na chapa.

Ao mesmo tempo, o Kassab lança o caiado. E aí você tem, então, o quê? Qual é o saldo disso? Tem que o Lula confirma, o Alckmin na vice, dias depois, com o PSB. O PSB se consolida como o principal, o grande aliado do governo do Lula, da chapa, do PT, nas eleições. E que o PSD nem o MDB vão embarcar, talvez regionalmente, em alguns estados.

Pulverizaram, né? Aparentemente, eles não vão estar na coligação formal nem do Flávio Bolsonaro nem do Lula, portanto não vão somar tempo de televisão para nenhum dos dois e regionalmente cada estado vai para um lado. Vai fazer o seu lado.

O Rodrigo Pacheco, que é senador, ex-presidente do Senado, filiado até então ao PSD. Do Kassab. O nome do Kassab. O nome que o Lula queria lançar para o governo de Minas Gerais. O que ele faz assim que tudo isso acontece? Ele anuncia que está se filiando ao PSB, o Partido Socialista Brasileiro.

Desculpa, eu tô rindo aqui, porque é engraçado, né, Thaís? Porque a gente noticiou que ele ia sair do PSD, que ele podia ir pro MDB ou podia ir pro União Brasil, que é tudo lá da direita. Aí o cara vai pro Partido Socialista Brasileiro, que mostra que realmente os siglas e nomes dizem muito pouco.

E que mostra também quem está ao lado de quem, né? O PSB de bola está aí, claramente, se colocando estratégico para o PT em vários estados e nacionalmente com o Alckmin. E o Pacheco, só para deixar claro, não anuncia que vai disputar o governo, mas é a expectativa, né? Se ele vai... A chapa ainda em Minas Gerais não está clara. É porque, assim, se ele não fosse se lançar o governo de Minas...

Tudo bem, pode não estar 100% certo, mas se não houvesse uma grande possibilidade dele se lançar ao governo de Meus, ele não correria esse desgaste de ter que se filiar ao Partido Socialista, ele que não é um socialista, nunca foi, nunca será. E aí, o que acontece assim que sai o anúncio de que o Pacheco está indo para o Partido Socialista? O que acontece?

O Lula, o Palácio do Planalto, confirma que está encaminhando o nome do Jorge Messias para o Senado Federal avaliar a indicação dele ao Supremo Tribunal Federal. Quem é o Pacheco? É o nome do Davi Alcolumbre para essa vaga no Supremo. Passaram-se quatro meses desde que o Lula contrariou o Davi Alcolumbre, insistindo.

para que a prerrogativa é do presidente da República indicar o ministro do Supremo. Quatro meses em que o Alcolumbre rompe, sem dizer que fez isso, com Lula. E passa a dificultar a vida do governo no Senado de muitas formas, inclusive não se mexendo em relação ao Messias. São quatro meses em que o Supremo tem um ministro a menos.

de um plenário de 11, ter um a menos significa empate no limite, 5 a 5, né? Então, assim, não é um cenário fácil para o Supremo, num momento de crise institucional, de credibilidade e reputação, o Supremo ficou sem um ministro. O Alcolumbre deu essa gelada, essa geladeira forte no Messias, mas uma vez que o futuro do Pacheco começou a se aclarar em Minas Gerais, o Lula manda o nome do Messias. Agora estamos na espera.

Mandou mesmo ou só disse que vai mandar? Mandou. Mandou, disse que ia mandar na terça-feira, nas próximas horas. Demorou 24, mas chegou. Chegou ao Senado. Então está lá no Senado, agora... Depende do Alcolumbre mandar para a CCJ pautar a Sabatina. Tá. Na CCJ, quem está lá é o Otto Alencar, como presidente, que é senador da Bahia, pelo PST do Kassab. E aí entra, a gente volta aqui para essa decisão do Kassab.

Então, o Otto Alencar já falou mais de uma vez que assim que chegar para ele, ele pauta. Ele não vai enrolar o Messias. Mas para chegar para ele, quem tem que mandar é o Davi Alcolumbre e está na mão dele agora. Nunca foi tão longe o gabinete da presidência do Senado da Comissão de Constituição e Justiça.

E aí, o que acontece? O PSD do Kassab, em Minas Gerais, acabou de filiar, tinha filiado meses atrás o Matheus Simões, que é o vice do Romeu Zema, para lançá-lo candidato à reeleição, que ele assume agora que o Zema saiu para disputar a presidência.

E agora o PSD convidou o senador Carlos Viana para se juntar ao Matheus Simões e disputar. Também não está definida ainda a chapa, mas possivelmente é o Senado. Quem é Carlos Viana? Carlos Viana é o presidente da CPI do INSS, que tem tentado desgastar quanto pode o governo Lula com a questão do Lulinha e as relações dele com o careca do INSS, o filho do Lula. Então você tem em Minas Gerais essa reorganização em que o Matheus Simões vai de Zema.

Se o Zema vai com o Flávio Bolsonaro ou com quem quer que seja, não se sabe. O que se sabe é que o Zema é oposição ao Lula em Minas. Então, o PSD foi para a oposição. Mas o PSD, em outros lugares, tomou... Só para registrar, Thais, é bom lembrar que o Novo, que é o partido do Zema, é o partido que tem uma taxa de oposição no Congresso maior do que o PL do Bolsonaro.

Mas o PSD fez estratégias totalmente diferentes em cada estado. Então você tem, por exemplo, no Rio, o Eduardo Paes se aliou ao PT para lançar a Benedita Tassil ao Senado, mas está fazendo uma campanha... Sem Lula. Sem Lula. Você tem, na Bahia, com o Otto Alencar, uma relação...

muito próxima. No Maranhão, você tem uma relação próxima, ainda que haja disputas locais. Em Mato Grosso, o Carlos Fávaro, a gente vai falar, na hora extra, sobre a dança das cadeiras e cotoveladas na esplanada. Então, a gente vai aprofundar um pouco esses assuntos. Mas você tem o ministro, o Carlos Fávaro, da Agricultura, que é do PSD, para se lançar pelo Mato Grosso. Em Sergipe, o PSD é Lula. No Piauí, no Ceará...

No Amazonas, são estados onde o PSD é governista. E aí você tem estados em que ele não é. A dúvida que fica é, e o PSD de São Paulo? O PSD de São Paulo é a maior máquina de prefeituras. Ele conseguiu, ao longo do governo Tarcísio, em particular, formar a maior quantidade de prefeitos. São mais de 200 prefeitos do PSD dos 645 municípios.

É maior que o PL, que tem mais de 100, o Republicanos, que tem mais de 80. Tem comparação. O PT tem quatro prefeituras no estado de São Paulo. Hoje, o PSD tem a Mara Gabrilli como senadora por São Paulo. Ela já anunciou que não vai disputar a reeleição. O PSD saiu da chapa do Tarcísio. Tem uma chapa em formação do PT com o Haddad, cujo vice ainda não foi anunciado e tem uma disputa entre candidatos ao Senado, mas que o martelo também não foi batido.

A gente vai ter ideia do peso do PSD na oposição, no governo, quando a situação em São Paulo estiver muito clara. Mas por que isso importa? Qual é a grande chave da decisão do Kassab em São Paulo? Primeiro que, se essas prefeituras trabalharem, pelo menos para não atrapalhar o Lula, ou...

se de alguma forma não apoiarem o Tarcísio, explicitamente que seja, você pode ter a diferença da eleição. O estado de São Paulo, o fato de o Haddad ter feito uma votação expressiva em 2022 é uma das razões pelas quais o Lula atribui que ganhou a eleição nacional em 2022. E segundo, mostra que o Caiado vai ter dificuldade para fazer campanha pelo Brasil, porque vários desses estados não estão com...

ele. Podem estar na oposição ou podem estar no governo, não estão com o caiado. E aí, o que temos disso? Temos que a eleição vai ser polarizada mesmo, porque esse candidato que poderia significar, aspas, uma terceira via, que poderia significar nem um nem outro, não está conseguindo convencer nem o próprio partido disso.

Veja bem, ia ser o Ratinho, porque o Ratinho era muito mais convincente como uma opção de pseudo-centro do que o Caiado, que não tem como vestir essa camisa com o histórico que ele tem. Então, o Caiado já nasce cristianizado, para usar uma expressão que eu acabei de inventar, que é dos anos 50, Cristiano Machado, que foi abandonado pelo próprio partido durante, como ele, tantos outros depois.

Então, ouvindo você falar, é impossível não pensar que o PSD do Kassab se tornou o que era o MDB do Ulisses. Ou seja, quando o MDB era o partido hegemônico. O PSD está longe de ser um partido hegemônico, mas é o partido com o maior número de prefeituras no Brasil, de prefeituras em São Paulo.

É uma das maiores bancadas na Câmara e no Senado. Tem um peso só que é uma confederação de partidos estaduais. Ele não é um partido único que tem uma ideologia, como diz o próprio Kassab, é um partido quântico, né? Está em todos os lugares ao mesmo tempo agora. Pode ser a direita, a esquerda, de acordo com a aliança que for mais conveniente na hora. Agora, eu sinceramente, Thaís, não vejo, embora essa possibilidade eu reconheça que exista, como provável ou até mesmo possível.

que o Kassab e o seu PSD lavem as mãos em relação à eleição do Tarcísio e façam algum gesto na direção do Lula, especialmente num cenário de eleição tão disputada como a...

um déficit de popularidade do presidente, acho que não combina com o senso de oportunidade do Kassab esse tipo de gesto, pelo menos nessa circunstância. Traremos notícias aqui. Com certeza é um assunto que a gente tem que cobrir permanentemente, porque como partido quântico, ele pode estar em qualquer lugar a qualquer momento. Voltaremos.

Thais Willen, qual que é a sua série de TV favorita? Vai lá. Pra mim é The Sopranos. Não sei porque eu lembrei disso agora. Ah, porque nós vamos falando The Bolsonaro, que é essa família americana que apoia os Estados Unidos contra o Brasil, é isso? Olha, no final de semana passado, Flávio Bolsonaro foi fazer sua aparição lá no CEPAC, que é o...

Palanque dos trumpistas, conservadores, ultradireitosos, da extrema direita americana, mas com repercussão internacional. E latina, para usar um termo que eles gostam. Quem fez escola na CEPAC foi o Eduardo Bolsonaro, que frequenta essa conferência há muitos anos, trouxe para o Brasil e se tornou uma figura conhecida nesse ambiente. E agora...

estando fora da eleição deste ano, passou a bola para o irmão, estava lá junto com ele, com o Flávio. E aí, no relato que eu tive de aliados deles lá no dia, o Eduardo foi fundamental.

acionou todo o network que ele fez e tal, e que o Flávio foi muitíssimo bem recebido, inclusive porque o Milley, presidente da Argentina, não compareceu. E aí eles puseram o Flávio no horário nobre em que seria a fala do Milley. Quer dizer, o cara virou substituto do Milley.

E recebeu um tratamento que, nas palavras desse aliado, foi quase de chefe de Estado. Ele foi ao vacinado, aplaudido de pé. Na falta de um chefe de Estado, botaram o semi. E quem estava junto com ele, inclusive deu entrevistas depois, ajudou na organização de tudo, foi o Paulo Figueiredo, que é o grande parceiro do Eduardo Bolsonaro. Neto do último ditador. Nas gestões junto à Casa Branca, pelas tarifas e sanções ao Brasil. Então, ele sobe ao palco, né? E aí eu estou propondo aqui fazer uma pequena análise do discurso do Flávio Bolsonaro.

Eu vou ter dificuldade, porque ele falou numa língua que eu não consegui identificar qual era. É, mas a gente vai usar a tradução para o português mesmo, do discurso. A versão, eu não sei, era inglês aquilo?

O título do discurso é A Batalha pelo Hemisfério Ocidental. O argumento central do Flávio Bolsonaro é que é interessante para os Estados Unidos apoiarem os Bolsonaro no Brasil para manter sua hegemonia no mundo. Faz sentido. É a sucursal da Casa Branca no Brasil e a Casa do Jair.

Ele usa vários motivos para sustentar essa afirmação, a extensão territorial, o tamanho da população, 90% cristã. Ele usa alguns dados para sustentar, mas o ponto fulcral da argumentação do Flávio Bolsonaro é que o Brasil pode ser um fornecedor seguro e estável de minerais críticos, especialmente terras raras.

para os Estados Unidos pararem de depender da China, que hoje responde por 70% das importações de terras raras dos Estados Unidos e que responde pelo grosso, grosso, grosso do mercado de minerais críticos no mundo inteiro. Ou seja, botou o Brasil à venda.

Ele botou o Brasil como o elemento que os Estados Unidos precisam para dispensar a China e tirá-la do protagonismo deste que é tão importante setor, porque a inovação tecnológica depende de componentes produzidos a partir destes minerais. Processadores de computador, revolução de inteligência artificial, o magnífico, aspas, magnífico equipamento de defesa americano, tudo isso depende destes minerais.

e o Brasil pode ser o grande fornecedor dos Estados Unidos. Então, por isso, aquelas lideranças políticas e eleitores presentes no CEPAC deveriam prestar muita atenção no que está acontecendo no Brasil e apoiar o Bolsonaro. Então, agora, feito esse disclaimer do principal ponto argumentativo do Flávio Bolsonaro, como que ele convence ou tenta convencer os americanos?

Ele primeiro diz assim, olha, vitimizou o pai dele. Lembram de mim, de algum lugar, é possível e tal. Bom, é meu pai. Meu pai esteve na Casa Branca com o Trump em 2019, foi chamado de Trump dos Trópicos. Era muito amado em seu país. Depois, meu pai veio para cá, para o CEPAC em 2023, foi aplaudido de pé.

E agora ele está no hospital, onde passou o seu 71º aniversário, preso e condenado a 27 anos de prisão. Preso por corrupção, como todos os líderes latino-americanos? Não. Preso e condenado por 27 anos de prisão, ou seja, pelo resto da vida dele?

por causa de Lawfare, praticamente o mesmo Lawfare que perseguiu o Trump aqui nos Estados Unidos. É uma acusação muito parecida com a que pesou contra o Trump. Insurreição. Tentaram assassinar o meu pai, como tentaram assassinar o Trump.

mas não conseguiram e agora ele está na prisão. Mesmo lugar que o Trump estaria se vocês, conservadores americanos, não tivessem lutado para salvá-lo. Por favor, então, repitam a luta. Não estou citando literalmente, estou fazendo a interpretação. Por favor, repitam essa luta que vocês fizeram pelo Trump. Apliquem-na ao Brasil. Mas por que vocês fariam isso? Por conta dos minerais críticos, da influência da China, etc.

E aí ele compara, ele fala, olha, o Trump está muito ocupado agora com a guerra para tornar a América grande novamente, make America great again. Mas isso pode confundir um pouco, porque às vezes parece que ele está com uma relação boa com o Brasil. Mas quem que é o governante brasileiro? O Lula, disse ele, e o partido dele, o partido dos trabalhadores, são abertamente anti-americanos. O Lula.

Fez lobby, faz lobby aqui nos Estados Unidos para proteger organizações terroristas que oprimem o meu povo, exportam armas, lavam dinheiro e drogas para os Estados Unidos e para o mundo, sendo que o grande mercado do tráfico internacional brasileiro é mais europeu, mas tudo bem.

Ele fala assim, o maior negociador da história, se referindo ao Trump, com certeza vai facilmente identificar quem são os verdadeiros aliados dos Estados Unidos no Brasil. E aí ele finaliza pedindo, fazendo um apelo para que os conservadores americanos olhem atentamente a eleição no Brasil, que ele vai concorrer com o Lula, monitorem a liberdade de expressão do nosso povo, porque se o povo tiver liberdade,

Para votar, quem ganha é o Flávio. Então eles precisam ter liberdade e os Estados Unidos têm que fazer pressão diplomática, nas palavras dele, para que as instituições funcionem adequadamente. Bom, a subserviência do Flávio Bolsonaro é conhecida, mas nunca deixa de espantar.

Primeiro você fazer um discurso em inglês, que jamais nenhum chefe de estado que se preze faz o discurso na língua que não seja a sua. Pior ainda, porque ele não sabe falar inglês, então ficou ridículo. Além de ficar um sabujo americano, ou melhor, estadunidense...

já que vamos usar as palavras, mal feito. Terceiro, ele só conseguiu destaque porque não tem ninguém mais querendo aparecer do lado do Trump. Na Europa, o Trump foi abandonado pela direita, não é que foi abandonado pelos aliados dos governos institucionais, como de fato foi, que não foram ajudá-lo, não atenderam o apelo para ir lá ajudar a desobstruir o Estreito de Hormuz.

Ele foi abandonado pela extrema-direita italiana, foi abandonado pela extrema-direita alemã, dinamarquesa. Todo mundo está dando um pé nos fundilhos do Trump, porque ele atrapalha a extrema-direita. Então, nem humilei. E aí, ele foi ocupar o vácuo. Na verdade, é isso. É um regra 3 em inglês mal falado. Agora...

Ao mesmo tempo que ele faz esse apelo, pedindo uma intervenção estadunidense no Brasil, que por si só já seria um caso para abrir um processo por traição, ele abre para o Lula todo um discurso de nacionalismo. Criou uma avenida para o Lula destilar.

Dizendo eu sou quem defende os interesses do Brasil porque o outro quer entregar as nossas terras raras para os americanos. Então assim, é de uma estupidez eleitoral típica da família Bolsonaro. Mas enfim, não acredito que esse seja um tema que vá predominar na campanha eleitoral e portanto o pedágio que ele vai pagar é pequeno porque boa parte do eleitorado bolsonarista quer mesmo que o Brasil seja a Disneyland.

Agora, o Trump acabou dando um presente para o Lula essa semana, porque o governo americano fez um relatório e divulgou criticando o Pix, dizendo que o Pix, de alguma forma, desvirtuava o comércio internacional, porque... O Trump defende o interesse dos operadores de cartão de crédito americanos que são prejudicados pelo Pix. É só isso, é o garoto propaganda.

E aí o Lula, hoje, quinta-feira, que a gente está gravando quinta-feira, foi a público, lembrado pelo Sidônio Palmeira, eu li que o Sidônio Lula estava já encerrando sua aparição, o Sidônio falou, não se esqueça do Pix. E aí o Lula...

Lula vai dar uma declaração que o Pix é dos brasileiros e ninguém vai tirar o direito dos homens e mulheres do Brasil de usarem o Pix por interesses de quem quer que seja. O Pix é altamente popular, é um assunto quase que... A gente lembra da crise da taxação do Pix, que não existia. Enfim, é um assunto sensível.

Sim, e o próprio Bolsonaro faturou, porque o Pix foi lançado durante o governo dele, embora fosse um projeto que o antecedesse, ele percebeu que tinha potencial e faturou. Agora vai criar uma dissonância cognitiva no eleitorado bolsonarista, que sempre defendeu o Pix e agora vai ter que seguir as orientações do chefe, que é o Trump.

É isso. Deus abençoe a América. É, a deles. Aliás, usar a América como ele usou é de uma subserviência terrível, né? Porque não foi nem o primeiro lugar que foi chamado de América. Qual foi o primeiro lugar? Onde desembarcou o Colombo foi no Caribe, depois a Nova Espanha no México. Os Estados Unidos só foram ser colonizados bem depois, né?

Eu gosto desses detalhes meio assim, né? Ele encerra o discurso dele falando Deus abençoe a América e Deus abençoe o Brasil. First things first. Nessa ordem. Como dizem os americanos, first things first. Se der, você também dá uma bençãozinha aqui. Se sobrar tempo aí e tal. Mas não se preocupa, não. Não se preocupa, não. O importante é manter a sede feliz. Vamos lá.

Ô, Leisa, chegou a hora da nossa queridinha robô, é isso? Espero que sim, vamos lá. A gente precisa se vingar da Horácia hoje, a gente tá perdendo de feio. Bom, a gente tá no torneio das falas dos presidentes de partidos, vamos ver qual que ela aprontou pra nós hoje. Fala, Horácia.

Opa, Toledo! Salve, Thaís! Vamos continuar o torneio com frases supostamente ditas por presidentes de partidos. O personagem da semana é o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Frase 1. Não sou inocente, mas também nunca vivi de lavagem de dinheiro. Apenas fui condenado pelo teto errado!

Frase 2. Houve um planejamento de golpe, mas nunca teve o golpe efetivamente. No Brasil, a lei diz o seguinte. Se você planejar um assassinato, mas não fez nada, não é crime. Frase 3. Política não é caridade. Quem fala que não quer cargo está mentindo ou não tem voto.

Vamos lá. Eita que a gente concordou. Bom, a moral da história é a seguinte, nós dois dissemos que a primeira é falsa e as outras duas são verdadeiras. A Horácia está ganhando de 4 a 2 a 2. Se a gente errar...

A Horácia vai ser campeã pela primeira vez na história. Que vexame, né? Que vexame. Vamos lá, vamos lá, Horácia. Diga aí. Resposta. A primeira frase é verdadeira e foi dita após julgamento do Mensalão. A segunda frase também é verdadeira e foi dita em evento no ano passado. A terceira frase é falsa. Então, Svilenk, perdemos.

Perdemos, é uma vergonha. Uma vergonha completa. Horácia 6, Thaís 3, Toledo 3. Somados, a gente empata. Que depressão, hein? A gente precisava... Não sei que tal dar férias para o Horácia. Não dar férias para o Horácia. Decretar. Seis por um para o Horácia. Vai ter que folgar um dia na semana. Não é possível. Triste.

Thaís Bilenk, ainda estou chocado aqui com essa derrota avassaladora para a Horácia. Vou me confortar com os nossos ouvintes. A Ale Analista, ou o Ale Analista, no YouTube disse Me viciei no programa Hora do UOL. Além do jornalismo com qualidade, ainda conseguem relatar as entrelinhas dos fatos de modo ímpar.

Legal, Ale, gostei, porque é isso que a gente quer. É um par meio ímpar aqui. A Nádia Conceição no Zap. Gente, mas o que está acontecendo com a política? Não apenas a brasileira. Eu quero estudar esse fenômeno surreal. Começa escutando a hora. Faz 40 anos que eu estou tentando. Cortês no YouTube. Boa análise da pesquisa no Ceará. Também achei.

Tá bom de fazer análise de umas pesquisas em São Paulo. Fiquei até com a sensação do Ceará ser o estado que vai decidir a eleição nacional. Acho que não, porque o eleitorado não é tão grande, mas vai definir muita coisa sim. E o Leonardo Evdove no Spotify. Toledo, agora o povo quer saber, o que te traumatizou de morar em Brasília? Brasília.

o Luiz Gomes no YouTube Toledo, sou seu fã as suas análises são excelentes obrigado Luiz, eu já tô mandando o pix aí eu também e o Nah no Spotify estou emocionada de vocês terem lido meu comentário no último episódio mas o marido disse minha linda, nem disseste o meu nome se possível, manda um abraço pro Gustavo Bastos meu pernambucano preferido com quem escuto e debato as pautas desse podcast maravilhoso mandamos um abraço Gustavo Bastos, salve, salve

O Leonardo emplacou duas vezes aqui, tá melhor que a gente na Horácia. Bom, toda segunda, às 19 horas, o canal UOL exibe o programa Frente a Frente. É uma parceria entre o UOL e a Folha de São Paulo, toda semana, ao vivo, na segunda-feira, às 19 horas, direto dos estúdios do UOL. Os jornalistas Daniela Lima, do UOL, e Fábio Zanini, da Folha, entrevistam figuras-chaves da política.

Bom, o entrevistado desta próxima semana é Ronaldo Caiado. Não morre tão cedo. Olha só, os episódios do The Hour, a hora especial que analisa a política internacional, a guerra, o Trump, enfim, foram edições especiais ilimitadas da hora.

que foram provocados basicamente pela guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. E a gente vai voltar a fazer edições especiais do The Hour quando o noticiário, seja ele nacional ou internacional, demandar. A gente tem certeza de que não faltará notícia para isso.

E o podcast A Hora é uma produção do UOL que depende do talento e do esforço de muita gente. É importante citar um por um. Apresentação, Thaís Bilenk e José Roberto de Toledo. Roteiro, Thaís Bilenk, José Roberto de Toledo e Larissa Della Corte.

Coordenação geral e produção, Marina Paulista e Luísa Eltz. O editor-chefe é o Felipe Virgílio. Cooperação e tratamento de áudio, Jefferson Barbosa. Edição, Vitor Matos. Direção de imagem, Fernando Moretti. Atilha sonora é do Arthur Declore. Design, Eric Fiori. Motion design é do Leonardo Henrique Rodrigues. Coordenação de design, Gisele Pungan e Renê Cartilho. A coordenação de operações é do Danilo Esperandio.

Distribuição, Larissa Couto. Gestão do grupo de WhatsApp, Voga Horácia é a Márcia Ribeiro. Coordenação de estúdio, Eduardo Bonavita. O diretor do canal UOL é o Antoine Morel. E o diretor de conteúdo UOL é o Murilo Garavello. Até a próxima semana.

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