Episódios de Spill The Tea

T1 Spill the Tea com Verónica Rito EP #6

04 de maio de 202652min
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Toda a gente tem um "chá" para contar e eu só o ajudo a servir. Neste episódio do Spill the Tea, temos a nossa querida convidada, a maquilhadora Verónica Rito.

A Verónica conta-nos como com 40 anos, encontrou na maquilhagem aquilo que queria fazer para o resto da sua vida e como o digital a tornou numa maquilhadores de referência do país. Além disso, ela é a prova viva como o digital não tem limite de idade e hoje é o seu maior canal de comunicação.

Este podcast conta com o apoio da Joalharia Crisálida e da Imobiliária A Casa da Joana.

Assuntos4
  • Crescimento digital durante a pandemiaMaquiagens em si mesma durante o isolamento · Inspiração em tutoriais de maquiadoras internacionais · Compartilhamento de maquiagens e interação com a comunidade online · Aumento de seguidores após compartilhamento por maquiadora britânica · Consistência e algoritmo do Instagram
  • Início da carreira de maquiadoraDescoberta da paixão pela maquiagem aos 40 anos · Influência da internet e tutoriais online · Realização de cursos de maquiagem · Construção de portfólio no Instagram
  • Construção de marca pessoal e ansiedade digitalFalta de estratégia inicial e crescimento orgânico · Ansiedade gerada pela oportunidade e incerteza · Diferenças geracionais na adoção do digital · Importância de viver o momento e não se pressionar
  • Lidar com comentários negativos e hate nas redes sociais
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E só alguns anos depois de ser mãe é que eu comecei a pensar, mas o que é que eu gostava de fazer? E sem dúvida que o florescer da internet que veio ajudar muito em todas as áreas, mas eu sinto nesta área das artes, veio ajudar muito porque trouxe o talento de muitas outras pessoas do resto do mundo. Para a revolta, para a luz. Para a luz, exatamente.

Sejam muito bem-vindos ao Spill de Ti, um podcast onde eu dou espaço aos meus convidados para contarem os bastidores e como construíram a sua marca pessoal. Este podcast conta com o apoio da imobiliária à Casa da Joana e da Joelharia Acrisálida. E eu hoje trago-vos uma pessoa que me é muito querida e muito especial, maquilhadora. É a prova viva que a vida pode começar aos 40 e que o digital não tem idades.

E trago-vos aqui mesmo a pessoa mais incrível que conheço no mundo da maquilhagem, a querida Verónica Rito. Olá, Verónica. Olá. Nós já tínhamos estado aqui à conversa e agora... Já faz esta introdução, deixa-me assim um bocadinho. Olha, fiz tudo à primeira sem me engasgar, veja, estou ficando para o Verónica. Verdade.

Olha, obrigada por teres aceito este convite e por te expores, eu sei que é o desconfortável não é que isto é uma coisa nova para ti mas eu, para mim, fazia todo sentido trazer a tua história, porque eu sei que a tua história é extremamente inspiradora e para mim é super inspiradora aquilo que fizeste na digital e agora eu gostava que

E eu agradeço imenso o convite Já tinhas falado comigo, não é? Noutras ocasiões, ainda antes de revelares este projeto E pronto, eu sinto-me muito Porque lá está Isto depois depende tudo da perspectiva, não é? Para algumas pessoas podem achar que Sei lá, que é falta de maturidade começar E aí

descobrirmos aquilo que realmente gostamos aos 40, não é? Para outras pessoas é fascinante, por isso. A tua história para mim é mesmo super inspiradora, e só para dar assim um encontramento a quem está a ver o episódio, porque a Verónica é sempre a maquilhadora que me ajuda no evento da mentoria que eu tenho, no evento presencial, a deixar aquelas mulheres todas prontas e todas bonitas para as fotografias.

E a realidade é que eu quase cobre sempre a Verónica a contar a história dela às meninas, porque é extremamente inspiradora. E agora vou-te fazer o mesmo, acho que faz sentido começar por aqui. Verónica, queres-nos contar como é que tu construísse a tua marca pessoal e quem é a Verónica para as pessoas perceberem lá em casa?

Pronto, isto foi assim um bocado por sorte ou acaso, benção de Deus, o que quiserem chamar, porque isto nunca foi minimamente planeado. Primeiro porque eu comecei, eu não pensei ser maquilhadora desde pequenina, não é?

Eu nasci em 76, vou fazer este ano 50 anos e naquela altura eu penso que talvez quem vivesse em Lisboa ou até no Porto, não é? Houve essa oportunidade de ser maquilhadora e que se pudesse, as miúdas pudessem pensar nisso, mas eu nunca, nunca me passou pela cabeça de ser maquilhadora. Claro. Eu sempre pensei em ir para ciências ou saúde.

Porque também são outras áreas que eu gosto muito Pronto, e isto de maquilhadora foi quase aos 40 Que eu comecei a pensar Depois de muitos anos a ser mãe Essencialmente a ser mãe Andei na universidade e fiz esse percurso todo E depois fui mãe

Isso sim, uma coisa que eu sempre quis na vida e sabia que queria e só alguns anos depois de ser mãe é que eu comecei a pensar mas o que é que eu gostava de fazer? E sem dúvida que o florescer da internet que veio ajudar muito em todas as áreas, mas eu sinto nesta área das artes veio ajudar muito porque trouxe o talento de...

muitas outras pessoas do resto do mundo para a luz, exatamente e nós agora conseguimos desenvolver sei lá os nossos gostos, o nosso estilo a nossa porque conseguimos conhecer tantos outros talentos, tantos outros gostos tantos outros estilos e isso sem dúvida que desenvolve, não é?

Pronto, e depois isto da marca pessoal Foi durante o Covid Muitas coisas aconteceram durante o Covid Sim, era essa mesmo Diz-me só uma coisa Tu fizeste algum curso ou começaste a fazer o curso de maquilhagem? Sim, eu fiz um curso em 2016 Boa Antes de fazer o curso de maquilhagem fiz outros cursos Claro Porque ainda andava a explorar E como vivia cá em Aveiro Não havia cursos cá em Aveiro Pode ser Pode ser Pode ser

E eu na altura encontrei uma escola em Lisboa, mas era complicado porque aquilo era aos fins de semana, eu tinha que dormir lá, ainda tinha os miúdos relativamente pequenos, o mais novo ainda era pequenito, já estava na escola, mas...

e pronto e então acabei por ainda eles, a escola ainda abriu um curso cá em cima mas depois o curso não se realizou inscrevi-me noutra escola que também abriu um curso cá em cima mas também não se realizou pronto, e eu depois decidi ok, tenho de ir para Lisboa o meu marido já estava farto de me ouvir também

E diz assim, pronto, é assim, os miúdos já Mas olha, qualquer outra pessoa Exato, qualquer outra pessoa pensaria assim Era porque não tinha que acontecer Tu não, foste persistente, eu quero fazer este curso Sim, sim Depois de perceber que era uma coisa que eu ia gostar Mesmo de fazer Eu sempre gostei de maquilhagem Sempre gostei de me maquilhar

e depois comecei a querer maquilhar outras pessoas também e depois é isso, a internet nós vermos vídeos na internet os tutoriais e não sei o que aquilo começou-me a chamar vias quem no YouTube na altura? sim, mas havia pouco ainda mas sim, era essencialmente YouTube e pronto, e decidi então e depois como é que chegaste a esta parte do digital?

É assim, eu comecei logo, eu tirei o curso e comecei logo a tentar fazer portfólio no Instagram. Fixo. Abri logo uma conta no Instagram, já tinha outras contas no Instagram, mas noutras áreas, não é? Tinha uma pessoal e então abri logo e comecei a convidar todas as pessoas que eu conhecia para virem à minha casa para lhes fazer maquilhagem.

Que fixe, isso é uma história incrível O meu filho mais velho, na altura já tinha, estava no décimo primeiro

Tinha as amigas todas. Tinha as amigas, exatamente. Eu angariava toda a gente e as minhas amigas, pessoas mais novas, mais velhas, mais bonitas, menos bonitas, não interessava, eu queria toda a gente e tirava fotos a toda a gente ou antes e depois, aquele famoso antes e depois. Claro. E publicava na minha conta o antes e depois, era logo assim. Na altura o Instagram ainda não tinha reels, nem não tinha vídeos, não é? Não havia nada disso. Claro.

Sim, o Instagram era muito de fotos. Exatamente. Nem sequer havia carroceis de fotos. Claro. Na altura. E então era uma foto, era o antes e depois. Pronto, e era isso que as pessoas viam. Pronto, e devagarinho, entretanto, num workshop que fiz com uma grande amiga minha, na altura não era a minha amiga, a Vanessa Couser, que é uma maquilhadora ali de Coimbra.

de quem eu gosto muito fiz um workshop com ela de maquilhagem de noivas

E conheci o fotógrafo, o fotógrafo foi lá fotografar os nossos trabalhos no final do workshop. Era daqui da zona de Aveiro, aqui a Águeda. E ele também estava a começar, então trocámos contactos e começámos a falar, combinámos uma sessão, eu arranjei as amigas do... ...

do meu filho mais velho e fomos fazer uma sessão ali para a universidade e tudo, elas depois ficaram com as fotografias e pronto, e assim E as coisas foram construídas E como é que chegaste à parte do digital além do Instagram? Já contaste, mas há aí uma parte que eu sei que para ti é importante Atenção malta, há aqui coisas que eu não sabia desta parte da história

Mas há ali esta parte do Covid, que tu dizes que acabou por ser a tua ajuda. Foi o que me fez começar a crescer muito no digital. Porquê? Porque, pronto, o Covid nós não podíamos fazer grande coisa, não é? Ou nada fora de casa. Claro. Não podia chamar modelo já. Então comecei a fazer maquilhagens em mim.

E eu seguia uma maquilhadora que hoje em dia já muita gente conhece, principalmente na área, que é a Katie Jane Hughes, que é britânica, mas está nos Estados Unidos. Ela neste momento é a maquilhadora da Dua Lipa.

E eu comecei a segui-la naquela altura e ela fazia muitos tutoriais. Claro. E eu comecei a seguir os tutoriais, a fazer aquelas maquilhagens em mim, com o que tinha, porque uma coisa interessante, muitas vezes as pessoas pensam que para fazer tem que ser com aqueles mesmos produtos que a pessoa está a mostrar. Não.

Para sermos criativos, exatamente, é usarmos aquilo que temos. Pronto, e comecei a fazer, comecei a publicar e houve uma vez que eu publiquei nos stories umas fotos minhas com uma maquilhagem que tinha feito dela e ela gostou e partilhou nos stories dela.

Claro, foi espetacular. E aí começou. Eu quase que, lá está o meu crescimento, quase que foi um bocadinho levado por ela. Claro. Porque ela teve, foi este início, não é? Eu em 24 horas ganhei 2.500 seguidores, assim. Claro.

Se repente, dos dela, claro. E depois ela começou a fazer uma, ela chamava a academia, porque era todas as semanas, foi um projeto muito engraçado, ela todas as semanas fazia uma maquilhagem e depois a comunidade dela...

recriava a maquilhagem que ela tinha feito, publicava e ela ia buscar, nós identificávamos-la, e ela ia buscar fotos de várias pessoas da comunidade, escolhia em cada, aquilo era todas as semanas, por isso todas as semanas escolhia 10 pessoas, na altura já havia os carroceiros do Instagram, e ela escolhia 10 pessoas da comunidade e publicava no perfil dela, na conta dela.

Pronto, e assim comecei a crescer E depois foi a consistência Claro Consistência é tudo Isso é um segredo Consistência é tudo, exatamente Porque eu estava em casa Tinha tempo Mas mesmo assim era preciso sempre fazer um esforço Porque aquilo foi uma altura Eu tenho um bocado de tendência para a depressão Então

Foi uma altura que... Chata, a Covid acho que foi deprimido para toda a gente Metia um bocado de medo, estávamos todos um bocadinho assustados E o facto de estar fechada em casa também me... Intensifica esses sintomas de pressão Então tinha que me obrigar muitas vezes Não, hoje vou fazer uma maquilhagem E todos os dias eu fazia uma maquilhagem Claro E depois publicava de dois em dois dias

E foi assim que... Uma coisa foi acontecendo. Olha, e tinhas noção que estavas a construir uma marca pessoal na altura? Não, não, absolutamente. Qual foi o momento em que sentiste que, ok, isto está a acontecer, eu começo efetivamente a ter alguma visibilidade dentro do digital e se calhar faz sentido que eu comece a trabalhar a minha marca pessoal agora? Claro que na altura não havia a palavra marca pessoal, nem? A questão é mesmo esta.

Mas quando é que percebeste que, ok, o digital está-me a trazer resultados? Ou está-me a trazer visibilidade? Eu sou...

Eu sou artista Tenho um bocadinho de mim Pelo menos que é artista Então estas coisas do planeamento E pensar tudo Não é comigo Eu vou muito ao sabor do verde Aliás, eu quando comecei a crescer No Instagram Isto foi Já não me lembro em que ano é que foi Se foi em 2022 Se foi em 2023 Em dezembro Pode ser

Eu cheguei Em novembro cheguei aos 5 mil seguidores Depois em dezembro Final de dezembro cheguei aos 10 mil E depois A certa altura eu conseguia 10 mil seguidores por mês Que é surreal

Mas é, lá está, foi a consistência, era a consistência e o algoritmo começa a perceber que, ok, nós estamos aqui para trabalhar, por isso também ajuda, não é? Então a realidade para ti é que nada foi estratégia, foi uma coisa que foi acontecendo. E causou-me muita ansiedade.

Claro, na altura. A certa altura começou-me a causar muita ansiedade. Tu não sabias o que ias, não é? Não sabia. E é aquela coisa de, ok, está-me a ser dada aqui uma oportunidade, e agora? Será que eu vou conseguir... Agarrá-la, não é? Agarrá-la? Será que eu vou conseguir fazer alguma coisa de jeito aqui?

E isso causou-me mesmo Muita, muita ansiedade Então, pronto Comecei a certa altura Tive que pôr esses pensamentos de parte Porque era Eu não sou desta época, atenção, não é? Pois, não é isso Eu sou da época em que não havia internet Claro

Claro, a tua história para mim é inspiradora mesmo por causa disso, porque eu sinto que tu tens uma história muito fora da caixa, não digo para a tua idade, porque eu sou, atenção, eu tenho pessoas da tua idade que tentam inscrever-se e trabalhar e percebem já efetivamente a valorização que é estar no digital e trabalhar a marca pessoal e estar no Instagram, mas a realidade é que a tua geração não está muito presente ainda e tem muita esta dificuldade em perceber a importância e ainda não quer. Por isso, para mim, a tua história é super inspiradora por isso.

Porque eu sei a dificuldade que é estar. Eu vejo nos olhos das outras pessoas isso. Eu, o único conselho que posso dar às pessoas é viver em um momento. Sem pressões de, ok, eu agora tenho 50 mil seguidores, o que é que eu vou fazer com isto tudo? Tudo o que eu disser pode ser visto, não é? Por várias perspetivas e nós sabemos como é que é a internet. Claro, sim. Há pessoas de todos os tipos. Exatamente. Exatamente. Claro.

É viver o momento e, pá, uma pessoa não sabe se vai morrer amanhã, por isso para que estar a pensar assim, ai, isso um dia, isto... Corra mal, as pessoas foram em mares para mim. Exatamente, para quê? Qual é que é? Não. Olha, e sentes que tiveste, há alguma coisa que tenhas feito no digital que para ti tenha sido um erro e que se fosse hoje não fazias-te tudo?

Não, penso que não Nem tiveste assim nenhum momento mais difícil Alguma coisa tenhas passado que não tenhas gostado Os comentários, honestamente É assim, eu nunca expus muito da minha vida pessoal Porque eu acho que a minha vida pessoal é uma seca

E claro que eu vejo, sei lá, depois quando começaram a aparecer os stories e os stories é mais aquele, não é? Os bastidores da carreira ou da casa ou do que seja, eu comecei a sentir-me um bocadinho, epá, mas eu não quero estar a partilhar aqui. Não é porque tenho vergonha.

É tipo, é tão aborrecido, eu faço as mesmas coisas todos os dias, o que é que isto tem interesse, não é? Sim, e a verdade é que há marcas todas que são construídas sem mostrar um único momento da vida. Verdade, é possível, é possível fazer isso. Ainda hoje isso é possível. Exatamente, é possível fazer isso, não quero dizer, eu também gosto de ver um bocado da vida, não é? Eu acho que tem muito a ver com o registro da pessoa e o lifestyle da pessoa e como a pessoa se quer integrar, não é? Sim, sim.

Eu acho que passa um bocadinho por aí E pronto, eu nesse aspecto não queria estar Até porque os meus filhos disseram logo que não queriam aparecer O meu marido também não queria aparecer E eu tinha que respeitar isso, não é? Obviamente E pronto, e também Lá está, a minha vida é muito em família Se não podia partilhá-los a eles Ia ser complicado eu partilhar muitas coisas da minha vida pessoal Mas E aí

O que custou Lá está, como eu não partilhava muitas coisas Não partilho, sei lá Não falo de política, não falo de religião Não falo...

Há pessoas que acham que nós devíamos falar. Eu acho que em tua casa... Quem mandaste? Exatamente. Não acho que temos que falar sobre isso. Claro, se é um assunto que realmente achas muito importante. Mas aquilo é uma página de maquilhagem, é para se falar de maquilhagem.

Claro. Ok, não acho que seja para... Não, concordo muito contigo. Eu há certas coisas, por exemplo, que partilho da minha vida porque acho que faz parte do meu registro enquanto marca pessoal e as pessoas já estão à espera, por exemplo, se eu trabalho hoje em dia em imagem, não, mas a imagem faz parte do meu passado e eu gosto de partilhar isso porque eu sei que as pessoas, há pessoas que estão ali por causa disso e gostam de estar e eu não quero que elas vão embora porque sintam que eu estou só a falar de trabalho, não é?

Mas eu sou como tu, eu também não falo, tento não falar de política, tento não falar de religião, tento não falar de futebol, por exemplo. Acho que é natural que as pessoas saibam o clube com que eu me identifico, mas eu não vou para ali, tipo, criar polémicas sobre isso. É isso, eu acho que eu sei criar polémicas, porque nós não vamos convencer as pessoas a pensar como nós.

Quem já pensa como nós, está tudo muito bem Quem não pensa só vai criar ali polémica E eu honestamente sou um bocado aviço a dramas Não gosto de dramas Só na televisão, só nos filmes Na minha vida não gosto de dramas Gosto de estar em paz Até porque eu gosto muito de pessoas Então não gosto de chatear as pessoas Não gosto de magoar as pessoas E também não gosto de ser magoada, não é? Como é óbvio Eu não gosto de ser magoar as pessoas

Sim, ninguém gosta de ouvir coisas más, não é? Exatamente. Em um momento algum. Lá está. E mesmo sem estas coisas todas... Às vezes recebes, não é? Neste momento já não estou a receber tanto, porque já não tenho tanta exposição. Porque os meus postos já não chegam a tanta gente. Mas houve uma altura em que chegaram a 2 milhões de pessoas. Assim, numa semana, 2 milhões de pessoas viam as minhas publicações.

E cheguei a ter comentários bastante... Desagradáveis, né? Desagradáveis, sim, quase ofensivos A sério? Sim, eu tive uma vez uma senhora Que foi muito engraçada Esta história por acaso é engraçada Brasileira A minha conta está toda em inglês Por isso eu acho que ela não sabia que eu falava português E então numa fotografia minha comentou O comentário dela foi Que cara deficiente é essa?

Ai meu Deus As pessoas às vezes metem-se atrás de uma câmera Ou de um telefone e acham que nós não lemos as coisas Não, as pessoas vêm-lhes um pensamento À cabeça e simplesmente escrevem Escrevem, é verdade E esquecem-se que as outras pessoas podem ler aquilo que elas É como nós estarmos a pensar E pensamos que estamos só em pensamento E estamos a falar alto, não é? É quase como uma viagem para outro país e nós estamos a falar português À vontade e depois corre mal Que há sempre um português em qualquer lado

E eu fiquei assim. Atenção, não foi... Claro que eu não sou uma pessoa com uma autoestima muito elevada e não vou dizer que não havia comentários que me... E alguma vez respondeste algum? Respondi a todos.

tu és das minhas eu respondi a todos os meus filhos diziam mãe, não respondas mãe, não respondas não consigo, eu tenho que responder nem que seja para educar a pessoa que está do outro lado eu percebo-te eu já comentei, nós já tivemos aqui a Rita Coelho e até já falámos as duas sobre isso não sei se falei com mais algum convidado sobre este tema imagina, se forem comentar isto sem noção de pessoas que eu não com

Tipo, que às vezes há pessoas que dizem isto é onde? Aqueles comentários sem noção que eu acho que as pessoas às vezes escrevem, que não têm noção do que é que estão a escrever. Eu, ok. E que não forem ofensivos, forem assim só, tipo, eu às vezes não respondo, mas eu já recebi comentários de date, e até, sobretudo de pessoas que são da minha cidade. Então, eu a esses respondo. E às vezes até respondo e depois partilho o comentário e tudo isso eu sou essa pessoa para sempre.

porque eu acho que às vezes as pessoas metem-se atrás da câmera e dizem coisas, do telefone, dizem coisas que não interessa exatamente, não gosta passa à frente não leias, não estejas aqui o que é que tens de vir para aqui a ofender? não tens mais nada para fazer claro, concordo com a gente eu cheguei a dizer isto assim algumas pessoas, não gostas, passa à frente está tudo bem não tens que comentar não comentes mas mas

Sim, acho que era Sócrates que dizia, se não tens nada de bom para dizer da pessoa, não digas nada, não é? Qual é que é? Sim, eu cheguei a ter uma senhora, por acaso, atenção, eu até te quero perguntar isto a seguir, também para quebrarmos esta coisa de que só existe hate dentro das redes sociais, porque eu não acredito nisso.

Mas eu tive uma senhora uma vez e normalmente muita gente me responde aos meus stories e quase a gente é super querida e nunca recebi nenhum comentário de hate diretamente num story que tenha partilhado. A não ser esta senhora que nem foi hate, ela fez uma observação, uma coisa que eu disse, que tinha sido uma força de expressão que eu tinha usado, não foi com o intuito de ofender ninguém.

E eu pensei assim, ok, se ela não conseguiu perceber que isto foi uma força de expressão e eu não queria ofender ninguém, ok, eu vou-lhe pedir desculpa porque efetivamente eu posso a ter ofendido ela e não queria, e foi o que eu fiz, mas depois também lhe disse, olha, mas esta é a minha casa, se não quer estar aqui...

O lado bom do digital é isso, é poder sair. A porta está aberta sem eu ter que convidar a sair. A pessoa está lá ou não está porque ela decide. Não sei se alguma vez aconteceu contigo, mas comigo chegou a acontecer. As pessoas acham que porque a nossa conta é pública, que elas têm o direito de dizer o que quiserem, chegaram-me a dizer isto.

A tua conta é pública, por isso tens de sujeitar a isto. Não, eu não tenho. E eu não concordo com isso. Não, eu concordo, eu percebo o que estás a dizer. Por acaso nunca me disseram. Continua a ser a minha casa. Sim, eu lembro-me uma vez de falar com uma advogada, porque partilharam, repartilharam um vídeo meu que eu não... É uma amiga minha.

que eu já estava cansada que repartilhassem, foi por uma situação pessoal que me tinha acontecido e eu quis contar aquilo na internet para ajudar outras pessoas que podiam ser vítimas daquilo mas depois de repente aquilo tornou-se viral e não era pelo motivo que eu queria

e eu até cheguei a perguntar olha, não há nada que eu possa fazer porque este vídeo já está no YouTube eu não mando isto para ninguém, as pessoas já estão a usar vídeos meus a minha imagem para fazer conteúdos para elas e ela disse-me, não, a tua vida é pública porque tu tens um perfil público e eu disse, como é que é possível? pegam num vídeo meu, podem fazer o que querem isso a mim mete um caso de confusão isso é que mete medo

Ali não havia nada a atenção Não tinha sido nada com malícia Nem do lado da pessoa que estava a repartilhar O que era meu Eu acho que acima de tudo nós temos que nos lembrar E quando vemos estas situações A acontecer aos outros Temos que nos lembrar que podia acontecer qualquer um de nós Claro, exatamente E é muito importante também o contexto

Claro, exatamente. As pessoas não julgarem só por aquilo que estão a ver. Sim, sim. Têm que estar dentro do contexto para poderem, e mesmo assim, e mesmo assim, não é? E as pessoas não... Porque lá está, porque os vídeos e as imagens causam emoção.

E as pessoas nem sequer chegam a pensar. Claro. Sentem aquela emoção e descarregam logo. E julgam logo. Logo. E isso é que mete medo, eu acho, ao expormo-nos. Sim. Mas diz-me uma coisa, agora só para quebrar isto. Tu sentes que recebeste mais comentários? Não. Mais amor ou mais ódio? Muito, muito mais amor. A minha comunidade é super fofa, super querida. Dizem-me coisas assim que... Claro.

Que não são verdade. Como tu és a melhor, tu és incrível, a ti fica tudo bem. Não, é verdade, porque era mesmo para também contrariar isso, porque às vezes a maior parte, o que eu sinto é que a maior parte das pessoas que querem construir uma marca pessoal, dizem, ah, mas eu tenho medo do julgamento, o que as pessoas vão pensar, dos comentários de dates, do ódio.

E eu, imagina, eu também sou como tu, eu sinto sempre muito mais amor e muito mais carinho do que ódio. E então daí a minha pergunta para ti, porque falámos sobre isso. A porcentagem de pessoas que são queridas e amorosas e que motivam e que empurram, e que nos empurram a andar para a frente e que...

É muito, muito, muito maior. Não se compara. Boa. Não se compara. Olha, diz-me uma coisa, Verónica, já pensaste em desistir? Em algum momento? Já, já pensei várias vezes.

Pronto, é assim Já pensei em desistir de maquilhadora Logo no início Mais ou menos no início Porque todas nós cometemos erros E chegou-me a acontecer Maquilhar Pessoas e não ficar bem E não correr bem Não correr bem Tive a sorte que a pessoa do outro lado Sempre disse que Que gostava muito

Não é toda a gente que gostou muito Atenção, também não estou aqui a dizer Tive pessoas que Olharam para o espelho e sentiram-se Que não eram elas Não eram elas, exatamente E que tive que retocar Alguma coisa, acontece Acontece muito, há pessoas que são Muitas vezes há mudança Mesmo quando fazemos um trabalho muito bom Há pessoas que quando Quando se veem Estranham Estranham

e lá está, não se sentem elas mas houve assim houve uma ou duas situações em que eu saí de perto da pessoa e pensei assim o que é que eu fui fazer? que erro é que eu cometi? isto é uma coisa que

Mesmo, eu falo mesmo entre colegas, que as colegas não falam. Claro. Muitas pessoas que dão cursos, que dão workshops, não falam disto. E é importante falar disto, porque acontece-nos, ninguém faz tudo bem, todos os dias, a toda hora. Sim, sim, super, super. E no início então, que ainda não temos toda, ainda nos falta prática, ainda nos falta conhecimento, é muito...

mal as coisas não correrem muito bem porque é preciso, é preciso prática e não falarem disso

Por exemplo, para mim, para uma pessoa com a personalidade como a minha, há tendência para pensar assim, opá, eu não presto, não sou boa a fazer isto, vou desistir. Porque eu tenho muito respeito pelo dinheiro que as pessoas me estão a entregar, em troca de um serviço. E custa-me pensar que eu não fiz um bom serviço e que as pessoas me estão a pagar. Claro.

No digital, o desistir não foi nunca por comentários de hate nem nada disso, é mais aquela coisa de, lá está, quando nós não somos persistentes, as coisas começam a abrandar, abrandar e depois tu sentes, ou fazes algum, publicas alguma coisa e aquilo não tem.

visualizações quase nenhumas e tu pensas assim, mas isto deu-me tanto trabalho será que vale a pena continuar aqui a trabalhar o difícil é este é nós trabalharmos o início, não é? que lá está, é, temos que ser consistentes temos que trabalhar e aquilo não chega a quase ninguém, não é?

E depois, se um dia durante a nossa vida damos um ou dois meses sem publicar nada, depois quando voltamos é quase começar do início. Pois é. E é isso que é difícil.

Tu teres o trabalho todo e depois no fim publicas e depois aquilo não chega a quase ninguém e ficas assim, opá, será que vale a pena? Será que faz sentido continuar? Mas pronto, no meu caso…

porque eu ainda tenho muitos seguidores, no meu caso tenho logo aqueles comentários de ai, é tão bom voltar a ver-te, que bom que voltaste, já tinha saudades de ver os teus vídeos, e isso faz-me continuar. Claro, isso é luz ao fundo do túnel, não é? Porque eu preciso muito deste, do mimo. Claro, quem não gosta? Eu preciso muito de mimo para me motivar. Claro. Olha, o que é que as pessoas não veem de ti, Verónica, no digital?

Esta parte de, para mim, porque eu tenho esta tendência para a depressão, esta parte de que há dias que são muito difíceis. Claro. Eu às vezes na legenda falo um bocadinho sobre isso, mas não... Não espanhas muito, sim. Sim, não exploro demasiado, até porque assim, nós estamos nas redes sociais não é para estar a ver os outros tristes, honestamente, não é? Claro.

Sim, mas acho que fazes bem falar até nas legendas, porque assim também pode haver pessoas que se bem ficam com isso. Mas uma coisa é falarmos, outra coisa é vivermos, não é? Claro. Lá está. E esta parte, normalmente, aliás, quem me conhece, mesmo assim, tu, por exemplo, conheces-me, se calhar, não sei, se calhar não dirias. Não, eu acho que quem chega a teu perfil não nota isso, mas quem te conhece sabe.

Quando eu dou com as pessoas, normalmente eu consigo... Claro. Consigo...

Fingir, não é? Um bocadinho Não é só fingir, porque eu gosto Gosto mesmo de estar com pessoas Sim, mas é disfarçar, não é? E esqueço-me um bocadinho, não é? Essa parte Por isso, sim, acho que é assim Aquela parte Claro Olha, e sentes que a exposição digital te trouxe mais ganhos ou mais perdas? Ganhos A nível profissional? Ganhos, sem dúvida Porque ao expor o meu trabalho

Chegou a mais pessoas e mais pessoas tiveram interesse, eu já tive pessoas de outros países a virem cá fazer workshops de automaquilhagem comigo e aqui em Portugal, obviamente, até aqui na cidade de Aveiro. Claro, sim, tu usas workshops constantemente. E eu não sou de cada Aveiro, as pessoas daqui não me conheciam e só assim através do…

do digital é que foram conhecendo e sabes que as pessoas da Aveiro não dão assim muita confiança ao pessoal fora, sobretudo fora sim, a minha família, eu sou da Aveiro mas a família do meu marido não é e eles queixam-se exatamente disso que a malta da Aveiro não passa-me de cartão à malta que não é de cá e então eu acho que e são exigentes e está bem no trabalho então não experimentam assim sem primeiro verem provas de que a pessoa sabe fazer Exatamente

Sim, eu acho que isso é uma coisa natural daqui, sim Mas eu acho que é de ser português, na verdade E somos poucos, Aveira é uma cidade pequena Eu acho que também tem um bocado a ver com isso, não é? Se formos para Lisboa, para Porto, em que há tanta gente Acaba por ser mais fácil arranjar trabalho Tu conheces o trabalho? Claro Claro Olha, e o que é que mudou em ti enquanto pessoa?

eu acho que essencialmente o que mudou em mim foi mas penso que também terá um bocadinho a ver com a idade mas tenho mais confiança em mim tenho mais confiança no meu trabalho e

E consigo já olhar para mim um bocadinho de outra forma, tipo, opa, às vezes até faço umas coisas engraçadas. Boa. Olha, até fiz, olha este vídeo até ficou giro. Claro. Pronto, esse tipo de coisa. Lá está, trouxe-me mais confiança.

Sim, até porque há uma coisa que tu ainda já disseste, mas não exploraste, que é, tu fazes os teus vídeos todos de inglês, eu lembro-me da primeira vez que tu me contaste, Alda, eu nem falava inglês, e é muito engraçado, tu notas mesmo essa confiança em ti, que tu eras uma pessoa que falavas inglês, obviamente, mas não eras fluente. Sim, sempre gostei de inglês, sim, mas não...

E proposte isso E ainda não sou fluente Porque estou em inglês É como a maquilhagem É preciso praticar Sim, mas imagina, se já é desconfortável Estás a expor no digital, muito mais em inglês Verdade Que não é tua língua nativa Exato Mas lá está, mais uma vez as pessoas São super queridas E dizem assim, ai adoro o teu sotaque Ai não sei Isso é tão fixe E pronto Obrigado

As pessoas é que são os amores Ah não, mas tu também Reconhece a tua Mas é muito fácil Quando lá está, quando são Amorosos para nós Queridos, quando nos mostram Que gostam de nós apesar de não nos conhecerem Não é de lado nenhum É mais fácil nós também Entregarmos isso Em 90% das vezes Nos perfis, porque efetivamente Sim, sim, sem dúvida Bestas há sempre, em todo lado Como eu costumo dizer Pode ser

E assim, as pessoas seguem-te, normalmente seguem-te, é por costum-te. É por costum-te, exatamente. Sim, eu quando me incomoda alguém que sigo e que não quero, deixo-te seguir e acabou. Exato. Não estou para estar de lhe. Pode haver uma outra pessoa que, lá está, que siga só mesmo para criticar, mas são muito poucas as pessoas que o fazem. Claro. E são as pessoas infelizes por isso. Exato.

Olha, Verónica, nós temos aqui uma rúbrica, que é a rúbrica da Casa da Joana, da minha patrocinadora, então, que se chama Chá sem Filtro. Então, a ideia é eu fazer-te aqui algumas perguntas, assim, de resposta rápida, quase que nem pensas. É tipo, é como eu costumo dizer, é um chá sem filtro e sem açúcar. Eu não sou muito sem filtro, por isso vamos ver, eu sou uma pessoa com muito filtro. Tu vais conseguir. Então, exposição no digital, libertação ou pressão?

Libertação. Boa. Estás a ver, até foi tranquilo. Sim, libertação. Marca pessoal, é estratégia ou identidade? Identidade. Estratégia tenho zero. Agora já começo a ter alguma, mas identidade. Sou eu e pronto. Exatamente. Olha, o maior medo que tinhas quando começaste?

Eu sempre tive muitos medos, por isso é difícil escolher um maior, mas o maior medo é desiludir as pessoas, sempre. Boa. Uma decisão que mudou tudo em relação a este mundo digital, tu estás? Não desistir.

Não desistir é que muda. Sim, sem dúvida. Eu estou sempre a dizer isso. Vocês desistirem nunca vão chegar ao que querem. Se desistirmos, ficamos na mesma. Claro. Não mudamos. É mesmo isso. Olha, uma crítica que te marcou.

Negativa? Sim, pode ser negativa. Se for positiva, é positiva, mas também pode ser negativa. Se tivés as duas, podes contar as duas que a gente deixa. Mas documentários? Sim, documentários. Documentários no digital, é isso? Sim. Aquela maquilhadora que tu falaste da Dua Lipa.

Como é que é o nome? Isso foi uma crítica boa, presumo Sim, ótima, ótima, claro Ela é incrível, entretanto já a conheci pessoalmente e tudo Ai, que bom Ela é incrível Uma crítica Olha Foi no digital e não foi Quando eu comecei a crescer muito Tive uma colega, em particular Uma colega Ela é incrível

Com quem eu falava muitas vezes e com quem me dava bem e ainda dou, ainda me dou muito bem com ela.

que uma vez numa conversa ela expressou a surpresa dela por uma pessoa da minha idade conseguir crescer tanto. Mas como é que é possível tu estares a ter tantos seguidores? E por um lado eu entendo perfeitamente a surpresa dela.

Mas por outro lado, magoou-se um bocadinho, não é? Claro. Alguém que tu gostas. Como é que meteste em causa que não era capaz? Não, e alguém que tu gostas, estar a dizer assim, será que tu mereces? Já tens esta idade, será que mereces? Será que precisas? Não és assim tão gira, não és assim tão nova, não és assim tão boa. É preciso. Será que mereces? E isso deixou-me assim um bocadinho... dasselho.

um bocadinho magoada, embora eu compreenda ela é bastante mais nova que eu e eu compreendo, eu compreendo a surpresa porque para mim também foi uma surpresa atenção, não é? Eu também tive esses pensamentos Sim, mas tu tens os resultados que tens porque lá está, tu disseste uma coisa que é a consistência Exatamente Tu és uma pessoa consistente Exatamente, é verdade

Consistência é tudo. Há uma coisa que eu, e não hoje de manhã falei sobre isso, há uma coisa que eu comparo sempre a questão do digital ao desporto, ou ao ginásio, ou a ida ao ginásio. A maior parte das pessoas quer emagrecer, ou quer uma barriga lisa, ou quer não ter solita, ou quer não ter... Mas depois não faz desporto. Ou então... Sim, mas tens outro foco, imagina. Tu no... Não, mas eu sei. Mas certamente foste consistente. Eu sei que é preciso consistência. Claro. Eu sei.

É isso, não é? Nós não podemos crer, eu costumo dizer assim, eu também não vou assim tanto ao ginásio como gostaria, mas também não posso exigir do meu corpo ter uma barriga trincada, não é? Nós querer, podemos crer, não vamos a conseguir, não podemos ter essa expectativa de conseguir sem trabalhar para isso. Claro, olha, se começasses hoje fazias alguma coisa diferente?

Faria com certeza, porque hoje já tenho mais conhecimento do que tinha há 10 anos atrás. Claro. Mas lá está, eu sou muito de, não digo impulsiva, não sou muito impulsiva, mas faço as coisas que eu acho que devo fazer no momento, por isso.

É muito provável que a maioria das decisões, se tivesse o conhecimento que eu tinha há 10 anos atrás, ia tomar as mesmas decisões. Claro. E diz-me uma coisa, o que é que ganhaste ao esporte?

Enquanto pessoa, enquanto profissional? Foi aquilo que eu disse há bocado, ganhei confiança no meu trabalho, ganhei confiança em mim e ganhei muito amor e carinho das pessoas que... Isso é maravilhoso, não é? Que me seguem e que me mandam mensagens e que se preocupam.

E sentes que o digital te ajudou muito no teu negócio? Porque, na verdade, eu acredito nisso. Ajuda, ajuda, ajuda. Ajudou bastante. Tu já falaste disso e eu acho que isso é notório. Sim, podia ajudar mais, mas lá está. Eu tenho que trabalhar para isso, não é? Eu não sou pessoa de fazer marketing ou fazer publicidade. Isso é uma coisa que não é meu, não está na minha identidade.

E não é essa a tua área, não é? Muitas vezes as pessoas há uma coisa que eu digo sempre às pessoas com quem trabalho é, ok, é natural que tu erres, porque às vezes as pessoas dizem, ah, mas é que eu publico todas as semanas e todos os dias e não tenho pessoas a gostar, não tenho comentários, é normal, não é? Tem que fazer isso durante dois, três, quatro anos. Exatamente, não é?

Eu percebo que as pessoas pensam assim, ai, anda há duas semanas a publicar todos os dias e parece que isto não anda. Pois é capaz de não andar. Mas os algoritmos funcionam assim, é, andas anos a publicar, a ser consistente e depois um dia, de repente, o algoritmo vê-te e diz assim, epá, olha.

esta é boa esta aqui é final olha, vou mostrar na página de Explorares e começam-te a mostrar a milhares de pessoas e assim é de repente é verdade olha, agora que tu tens um número considerável de seguidores sentes que tens mais responsabilidade agora que tens

Tanta gente a seguir-te e tanta gente a ver-te Sinto, e se calhar isso foi uma das coisas que no início me trazia tanta ansiedade Mas eu já não penso muito nisso Ou seja, eu sei que...

Eu tenho um bom coração, ok? Tento ser uma boa pessoa, não quer dizer que não cometa erros e obviamente que cometo, mas já aprendi a aceitar os meus erros também. Claro. Por isso já não me sinto ansiosa com isso, com essa responsabilidade acrescida.

No entanto, se reparás, eu não sou muito de falar de produtos assim, ai, isso é que eu gosto, isso é que eu... Mesmo quando faço publicidade, quando é um vídeo patrocinado, sim, eu mostro as coisas, se as pessoas me fizerem uma pergunta...

Não vou estar a falar mal do produto, obviamente, não é? A não ser que seja assim tão horrível e mande uma mensagem privada à pessoa. Claro. Mas nunca me aconteceu ter assim um produto horrível. Mas também não diga assim, não, compra, compra, compra, que isto é espetacular, que é maravilhoso. As pessoas veem, está ali o vídeo e as pessoas veem. Claro. Ok? E se me perguntarem assim, gostas?

Gosto, não é o meu preferido, mas gosto por isto e por isto e por aquilo. Se calhar para esta situação ou esta já não gosto tanto. Te explicas o porquê. Exatamente. Olha, valeu a pena este percurso.

Vale sempre a pena, vale. Nós conhecermos outras facetas de nós próprios, crescermos, rirmos, chorarmos também, não é? Sim. Vale sempre a pena, a vida vale a pena. É verdade. Olha, e se tivesses que dizer alguma coisa à Verónica, que começou, o que é que dirias hoje?

Diria exatamente para ela ter calma e para ir viver um dia de cada vez, porque é assim que a vida realmente tem que ser vivida.

porque nós não sabemos o que é que vai acontecer amanhã. E pode acontecer muita coisa, mas também pode não acontecer nada. O mundo pode acabar amanhã, pode, mas também pode continuar da mesma maneira ou muito parecida àquilo que foi hoje. Claro. E nas coisas que nós não temos qualquer controlo de mudar, não vale a pena estar nos a preocupar com isso.

Por isso vamos aproveitar Atenção Nós vivemos às vezes muito em stress Com as coisas que podem acontecer ou não acontecer E eu toda a minha vida fui assim Lá está, eu acho que também tem a ver Um bocado com a idade A forma como começamos a ver as coisas E toda a vida ouvir isto É muito fácil ouvir isto Alguém nos dizer Tem calma, mas quando nós estamos ansiosos Isso não interessa nada Estarem-nos a dizer Não é?

Mas a verdade é que, e se calhar, quando eu aprendi isto de uma forma mais intensa, foi quando a minha mãe morreu. Claro, minha mãe morreu quando eu tinha 35 anos. Morreu de cancro. E a única maneira que eu consegui ultrapassar, ou fazer o luto da minha mãe, foi sofrer um minuto cada vez. Porque cada vez que eu imaginava que ia estar 30 anos sem ela...

Era inundada de uma dor gigante. Então não, eu só tinha que... A certa altura comecei a perceber que eu só tenho que passar hoje. Eu só tenho que aguentar hoje. Eu só tenho que aguentar agora. E quando nós fazemos isso...

E é válido para tudo na vida. É um minuto cada vez. Se nós fizermos um minuto cada vez, nós vamos conseguir. Vamos conseguir chegar longe, vamos conseguir ultrapassar os obstáculos, vamos conseguir ser felizes, vamos conseguir aproveitar os bons momentos.

muito melhor e honestamente acho que essa é a melhor maneira de se viver Boa, uma última pergunta se tivesses que dar um conselho a alguém que está a começar agora neste mundo digital e construísse uma marca pessoal, o que é que lhe dirias?

Se gostam mesmo do que estão a fazer, não desistam. Não desistam, mesmo que não sejam... Quando nós começamos nunca somos as melhores, não é? É verdade. Nem digo as melhores, porque honestamente acho que não é importante sermos os melhores. Sim, é verdade. É importante sermos boas naquilo que fazemos. Mas quando começamos não somos.

Sim, vem tudo com o tempo e com a prática Há pessoas que têm realmente muito talento Mas a maior parte das pessoas têm é que praticar Têm é que continuar, não podem desistir Porque no caminho é que nós vamos crescendo E vamos aprendendo aquilo que devemos fazer E é com os erros, eu acho que é tão importante Porque eu quando era pequena não se falava nisto Hoje em dia já se começa a falar Mas não há nada

na nossa vida, que nos ensina tão bem quanto os erros. É quando erramos é que nós realmente aprendemos. É verdade. Porque nós não aprendemos com os erros dos outros, nós não aprendemos com aquilo que nos dizem. Nós temos que viver as coisas para aprender. E temos que errar. E é só quando erramos é que dizemos assim, ok, fiz isto, está mal.

não volto a fazer? Porquê que errei? Por isto e por isto e por isto. Como é que eu posso não voltar a errar? A cair neste mesmo erro. Vamos fazer outros, não é? Mas a cair neste mesmo erro. Pronto, e é assim. É assim que aprendemos.

Boa. Verónica, vou-te oferecer uma prenda. Ai, meu Deus. Que estivesse aqui. Olha, é uma prenda da Crisálida da Jolharia. Eles são também o nosso patrocinador. E então escolhi, em parceria com eles, uma prenda para ti. Podes abrir agora ou depois? É como tu quiseres.

Abra agora, que eu acho que... É um mimim que está super bem embrulhado, toda a gente se queixa, mas elas... É o autocolante resistente. É, é bom. Foi escolhido em parceria com eles. É muito bom. Eu espero que tu gostes. Tens aí um batonzinho. Ah, que bom. Não gostas nada. Nada, batons não é comigo. Bálsamo.

E cheira a coco, vanilha Vanilha, cheira muito bem Maquilhadora, quem é maquilhadora vai logo cheirar O seu batom Ai, olha que lindo Olha, espero mesmo que gostes dessa prendinha Foi escolhida, nós andámos a analisar o teu perfil

Filho, Instagram É mesmo para cada convidado Sim, é mesmo para cada convidado É tudo escolhido ao promenor Então andámos a ver, a perceber o que é que tu usavas O que é que não usavas E pensámos, bem Vamos aqui escolher uma prenda fantástica para a Verónica Eles foram uns amores a ajudar A arranjar essas prendas lindas Estou nervosa Agora é que eu estou nervosa Na prenda que ela fica nervosa Agora Pode ser Pode ser Pode ser

O amor e o carinho dos outros emociona-me sempre muito É verdade Esta mulher é incrível Nós vimos que usavas assim brinquinhos Tinhas muitos brincos postos vídeos e punhas por causa dos looks e nós achámos assim

Que lindo Nós assim Vamos oferecer uns brinquinhos à Verónica Para os seus vídeos Vou ousar Achámos que era a tua cor E como tu fazes com cor e tudo Sim, sim Hoje eu até trouxe uma maquilhagem toda colorida Não, isso é

O Laranja vai ser tendência este ano, portanto achámos que era tudo a tua cara. Olha, muito obrigada. Verónica, obrigada a tu pela tua portilha, foi espetacular. Eu já sabia que tu tinhas uma história mega inspiradora e tu és uma pessoa incrível, portanto obrigada mesmo por isso. Obrigada. Obrigada. Malta, este é o último episódio do Spill da Tea, mas quem sabe uma próxima temporada. Um beijinho e até breve.

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