Episódio 07 - Homens na Atualidade ft. Wallace Melo e Cruiser Teixeira | Fire House Cast
Nesse sétimo episódio falamos sobre o tema: Homens na Atualidade
Apresentação: Isaac Matias e Gustavo
Convidados: Pr. Wallace Melo e Pb. Cruiser Teixeira
Produção: Junior Schimidt, Luis Cuminati, Anderson Santos e José Junior
Patrocínio: Avanzare
Fire House Cast é o podcast feito por jovens. Nossa missão é acender a chama da fé com conversas honestas, relevantes e bíblicas sobre os desafios e as alegrias da vida cristã hoje. Mais do que um podcast, somos uma casa, um espaço para inspirar, edificar e conectar. Queremos mostrar que ser jovem em Cristo é viver com liberdade, propósito e intensidade, guiados pela Bíblia como nosso manual de vida e cheios do Espírito Santo em cada esfera da sociedade. Nossa mensagem é que, ser jovem e seguir Jesus é possível, é transformador e é libertador. Você não está sozinho. Sua vida tem propósito. O Espírito Santo quer incendiar cada área da sua história. E o Fire House Cast é a faísca que acende esse movimento.
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Isaac Matias
Gustavo
Cruiser Teixeira
Wallace Melo
- Papel do Homem na FamíliaSacrifício e proteção · Liderança espiritual · Amor sacrificial
- Crise da MasculinidadeIdentidade do homem · Responsabilidade masculina · Posicionamento do homem · Crise da masculinidade · Exemplos bíblicos de masculinidade
- Estudo Bíblico EfésiosMandatos de Deus · Modelo de Cristo
- Adolescentes como Solução e FuturoPressão social · Expectativas irreais · Vícios e saúde mental
Fala, galera! Bem-vindos a mais um Firehousecast. Exatamente. E hoje a gente está com convidados especiais e internacionais, Isaac. Exato, exato. Temos aí... E novatos também no hosting, né? Eu vou me apresentar aqui rapidinho. Puxar já esse gancho aqui para a apresentação. Muito prazer, galera. Eu sou o Gustavo, aqui da DSMPR. E agradeço muito bem estar com vocês aqui, trazendo um tema muito importante hoje.
Isso, eu sou o Isaac, eu vou estar fazendo host aqui junto com o Gustavo, e a gente vai conversar hoje com esses dois participantes. Vou começar pelo que está estreando hoje. Cruiser, sinta-se à vontade. Olá, galera, muito prazer. Cruiser, sou presbítero aqui na Igreja Presbiteriana, e pronto, seria um prazer estar aqui convosco.
Então, nosso convidado internacional, se não perceberam pelo sotaque, veio da onde, Cruze? Se apresenta um pouco sobre isso. Eu sou angolano e pronto, estou aqui há 16 anos, vim aqui no Brasil a título de formação, acabei gostando da cidade e fiquei. E é outro amigo que a gente fez aqui. E hoje a gente também já tem um de casa, né? Que é o Pastor Wallace, né, Pastor? Não sei se você vai querer se apresentar, mas fica à vontade, Pastor. Não, fica à vontade.
Bom, eu sou o Pastor Wallace, participei do primeiro podcast, do primeiro tópico que a gente fez, foi muito bom. Me sinto honrado por ter sido o primeiro a abrir esses temas tão importantes, e já foram trabalhados tantos outros. Mas eu sou pastor aqui também da 10ª Igreja Presidencial Renovada, e muito feliz de estar aqui, estar falando desse tema tão importante, tão atual.
E os temas normalmente que são muito falados também são muito deturpados, né? Então é muito bom a gente estar aqui e poder falar sobre isso à luz da palavra de Deus e da revelação que o Senhor deu para nós. É isso aí. Amém. Amém.
E falando então, já que o pastor já puxou, o nosso tema de hoje, homens na atualidade. Exatamente, é um tema muito impactante, né Isaac? Por isso que a gente trouxe aí quatro gerações de homens aqui, né? Exato. A gente pode dizer, né, a gente tem várias pessoas aqui que já viveram várias partes na geração da vida cristã, né? A gente trouxe quatro gerações e quatro tipos de relacionamentos, inclusive, que a gente estava trazendo. Exatamente, a gente estava comentando, né? Então, um que está namorando.
Eu que estou noivo e o pastor que já está aí casado aos seus 10 anos de casamento, né? 10 anos de casamento. Onde já tem muita bagagem. Pouco. Exato. E, então, vamos chegar, Isaac, nosso tema. Pessoal, trazendo hoje, a gente vai trabalhar Homens na Atualidade.
E eu quero trazer um pouco no primeiro bloco aqui, digamos assim, trazer uma ideia para a gente trabalhar, que é a respeito do que é a masculinidade. Então a gente vai trabalhar, trazer algumas questões nesse tema, desenvolver isso aí. E eu vou começar aqui com o Cruiser, se me permite. Cruiser!
Vamos trabalhar nesse tema em conjunto, mas para você, o que é ser homem hoje? Ser homem é um tema bastante pertinente e hoje nós temos estado a ver aqui uma situação de crise, de certa forma, naquilo que é a identidade tradicional do homem. Mas eu gosto muito da reflexão que o apóstolo Paulo faz em 1 Coríntios.
13, 11, quando ele fala sobre agir como criança, que ele deixou de ser criança, não é? Ele fala bem assim, quando era criança, agia como criança, pensava como criança. Agora que sou mais velho, não é? Falo como homem, falo como tal. Então, ser homem pressupõe...
abandonar as coisas de criança ou da infância e passar a assumir responsabilidades que estejam à altura desse homem. Ou seja, então, você precisa ser responsável, atingir a maturidade, ou seja, amadurecer no sentido de assumir as responsabilidades cabíveis ao homem, a um homem propriamente.
Perfeito, perfeito. Se fossem boas respostas, né? Boas colocações aí. Exatamente. A gente tem muito que trabalhar em cima disso, né? A diferença entre um homem e um menino, não é? Exatamente. Então, Pastor Wallace, pra você, na prática, o que você vê que essa quebra de momento, assim, que deixa de ser um menino e passa a ser de fato um homem? A gente estava até brincando esses dias, né, que a gente estava falando, que é...
Que o homem não é homem enquanto não tiver fio de cabelo no travesseiro. Ali é só menino. Na hora que começa a aparecer fio de cabelo no travesseiro, aí vira homem. Eu acho que, primeiramente, a gente precisa definir o que é a masculinidade, né? Pra gente poder dizer quando isso começa nesse sentido.
Eu acho interessante que quando Jesus foi questionado com relação ao divórcio ali entre os judeus, estavam dizendo, olha, na lei de Moisés diz isso, né? Que se der carta de divórcio à sua mulher e tal, era permitido e tudo. E aí Jesus, ao invés de argumentar com a lei de Moisés, ele fala assim, olha, embora isso tenha acontecido por causa da dureza do coração de vocês, não foi assim desde o princípio.
Então, para falar da relação entre um homem e uma mulher, para falar da natureza do divórcio e de que isso mesmo era, de fato, uma dureza do coração dos homens, Jesus retorna lá no Éden, retorna lá no princípio da criação, quando todas as coisas foram criadas e não havia pecado, onde tudo era perfeição e onde tudo estava no plano inicial de Deus como realmente Ele queria que fosse.
Então a questão da masculinidade, eu acredito que da mesma forma deve ser compreendida. Então quando a gente fala assim, o que é ser homem hoje?
É uma coisa complicada. Eu acho que Jesus falaria a mesma coisa. Olha, não foi assim desde o princípio. A gente tem que voltar um pouco para os princípios bíblicos, que não são arcaicos, não são irrelevantes, não são desatualizados. Pelo contrário, eu acredito que as crises que nós vivemos hoje é justamente porque nós não vivemos de acordo com o que nós fomos criados para viver.
Quando a gente não funciona de acordo com aquilo que nós deveríamos, a sociedade colapsa e entra em problema. Então,
A gente vê que o homem foi criado para a glória de Deus, o homem foi criado para ter uma família, o homem foi criado para ter responsabilidades. Assim que Deus cria o homem, ele já dá vários mandatos para o homem, mandato cultural, de cultivar a terra, mandato social, seu relacionamento com a sua esposa e mandato espiritual, um relacionamento entre ele e Deus. Então, acredito que a princípio, a início de conversa...
Mas masculinidade e ser homem está relacionado a isso, àquilo que nós fomos criados para ser de modo geral, não algo específico de cada indivíduo, mas de modo geral nós fomos criados para glorificar a Deus, para ter a Cristo como exemplo.
e para ser o provedor, ser tudo aquilo que o Senhor Jesus estabeleceu ali, que o Senhor Deus estabeleceu na sua lei. Quando ele deu Eva a ele, falou, olha, essa é a sua mulher, e deu todos aqueles princípios, aquelas missões, aquelas autoridades que o homem deveria exercer sobre a sociedade, sobre a criação e de cunho espiritual também. Então acredito que a princípio a masculinidade deve ser tratada.
no princípio da criação. Eu acho que a regra e o ponto inicial está ali nesse conceito.
Acho que também pode colocar a questão do posicionamento, que a gente vê várias e várias histórias de crianças, tipo Samuel que se posicionou e virou um grande profeta. Então acho que também engloba na questão do posicionamento também. Perfeito, perfeito. Então aqui a gente já trouxe dois pontos de grande valor aqui, a responsabilidade.
que o pastor também trouxe aqui junto com o Cruiser, e o posicionamento. Quando você falou em posicionamento, tem um versículo que, para mim, é o melhor de todos, que fala sobre a responsabilidade do homem e o posicionamento, que é quando Josué fala, eu e minha casa serviremos ao Senhor.
Ali é um posicionamento, num contexto em que todos estão se rebelando, digamos assim. Todos estão se esvaindo daquilo que é a essência de servir a Deus, mas ele se posiciona como homem e assume a responsabilidade.
eu e minha casa serviremos ao Senhor. Esse é o exemplo de homem que a gente tem bíblico, né? É o exemplo de homem que Cristo foi também, claro que é o nosso exemplo supremo, mas o exemplo de homem bíblico que a gente tem. Exemplo de dependência, né? Porque quando ele tá lá no Gethsemane, ele pega e fala assim que seja feito à tua vontade, né? Então, tipo, acho que questão de posicionamento, questão de dependência, a gente tem vários e vários exemplos na Bíblia, né?
Perfeito. Só buscar, só ler. Acho que Josué é um exemplo legal daquela pergunta que você trouxe inicialmente, do que a diferença entre ser homem e o menino, né? Você percebe que Josué se posiciona, ele toma a frente da sua família, ele de fato entende
a liderança que ele deve exercer, não só como aquele que está à frente do povo de Israel, mas da sua própria casa, inicialmente, né? Então, é óbvio que essa postura ele já tinha adquirido muito antes, né? Porque ele já tinha constituído família, e essa deve ser...
A postura de todo homem, né? Assumir responsabilidades para si, buscar ter responsabilidades, não é? Isso implica em constituir família, em sustentar uma família, em ter filhos, em criar esses filhos para a glória de Deus também. E já queria trazer um dado interessante que quando eu estava lendo um livro do Tim Keller chamado Sobre o Casamento,
Acho que é O Verdadeiro Casamento, alguma coisa assim. Esqueci o nome do livro. Um livro fantástico. E logo na introdução do livro, ele fala sobre essa ruptura, sobre como os homens pensavam antigamente e como eles têm pensado hoje. E os homens antigamente, quando questionados sobre por que queriam se casar, eles diziam que queriam o casamento porque eles queriam construir uma família.
Eles queriam ter responsabilidades, eles queriam ter um lar, queriam ter um propósito na vida, queriam criar filhos e tal. E aí essa mesma pergunta foi feita para um público mais recente do século XXI. E os homens diziam que não queriam casar. E a razão pela qual eles não queriam casar é a mesma razão.
pela qual os homens antigamente queriam se casar. Eles não querem se casar porque não querem assumir responsabilidade. São coisas muito difíceis, muito trabalhosas, muito laboriosas, e eles não querem assumir esse tipo de responsabilidade. Então, antigamente...
Os homens eram conhecidos porque queriam assumir responsabilidades e agora os homens estão sendo conhecidos por se abster disso. Não, não quero isso porque vai gerar muita responsabilidade para mim e eu não quero, não estou preparado para isso.
Tô com preguiça, né? Basicamente é isso. Não quero. E a gente tem, né, Davi aí com pouca idade, né? Derrotando Golias, liderando um exército de mil, bastante homens, né? Que a gente vê lá em Segunda Samuel. Que ele liderando, direcionando, sendo usado por Deus e tudo mais, né? A gente vê essa questão da responsabilidade desde de jovem, né?
Sim, e assim, já que você trouxe a respeito da juventude, é interessante alguns estudos que trazem, inclusive, o fato de que os discípulos eram muito jovens, né? Sim, sim. A maioria deles eram solteiros, o que indica, e o próprio discipulado, né?
pressupunha uma pessoa mais jovem. Também tem algumas passagens onde só Pedro e Jesus que pagam impostos, o que pressupõe também o fato de que os demais não tinham idade legal para pagar os impostos. Então, enfim, alguns estudos nessa área que trazem. E a gente vê o posicionamento que esses homens de fé tiveram.
se posicionaram com Jesus, falaram e daria tudo, né? e só seguir, né? e um dado muito interessante é que assim, é
Não tem como não estar relacionado intrinsecamente à atribuição de tarefa e o assumir de responsabilidade à figura do homem. Para ser homem tem que assumir responsabilidades. E eu tive a ver um vídeo interessante, duas semanas atrás, de um jovem que estava na cama, eram seis horas e ele precisava ir trabalhar.
E ele ficou naquele desafio, não é? Se acorda e vai trabalhar ou permanece na cama e continua a descansar. E ele foi postergando, postergando, foi pensando, pensando, até que convenceu-se de ficar na cama e dormir.
A cama ganhou, então eu vou permanecer aqui. Ou seja, justamente a reflexão que o pastor trouxe, não é? Hoje, os homens, de certa forma, têm essa dificuldade de assumir responsabilidade porque acham muito pesado.
assumi-las portanto nós temos hoje, nós vemos que a masculinidade tem de certa forma a estar fragilizada nesse sentido e costuma-se ver aqui agora uma facilidade com relação às presas para os tiranos de certa forma antes de entrar nesse ponto
Mas hoje é uma representação prática e exemplar daquilo que é a masculinidade hoje. Como é que os homens têm sido vistos e como é que têm se comportado, na verdade, aos olhos da sociedade, inclusive afetando os seus relacionamentos, as famílias, igrejas, sociedade em geral.
Perfeito, perfeito. E agora você trouxe um excelente ponto para a gente falar sobre. Esse aqui acho que é o de todos, acho que o que mais tem assunto, né? A crise do homem atual. Aqui eu vejo que de fato é algo que, bem, para muitos é nítido na sociedade hoje.
E gostaria de entrar nesse tema, entrar nesse debate. E antes disso, vou expor um pouco sobre o que eu andei estudando recentemente no livro do C.S. Lewis. Ele traz uma reflexão no livro Abolição do Homem. Aqui nesse contexto é homem, um sentido de sociedade mesmo. Mas ele traz um ponto que é muito interessante, reflete muito isso que o Cruiser acabou de dizer.
que, em síntese, ele aponta que hoje a gente vive uma sociedade com homens com muitos desejos, com muito intelecto, mas com pouco peito, com pouca responsabilidade, com pouco posicionamento.
E ele também aponta isso como um grande perigo para a sociedade em si. E aqui eu nem estou falando de sociedade cristã, estou falando da sociedade em si. Porque homens sem posicionamento e com muitos desejos...
eles se tornam homens, uma sociedade no geral, vamos colocar assim, com muitos desejos e pouco posicionamento e poucos valores concretos, poucos valores que de fato carregam consigo, são altamente manipuláveis. Então a gente entra aqui muito nesse tema e queria ver com vocês, o que vocês pensam, vou puxar aqui com o pastor Wallace, o que você acha sobre o homem nessa sociedade atual?
É, realmente é um ponto importante, né? O homem de hoje está até aqui, né? Está em crise ou em transição, né? É uma dificuldade, a gente acompanha, é muita coisa, é muita informação e pouco conhecimento, né?
Então, esse homem que tem muito desejo, muita coisa na cabeça, mas pouca ação, pouca força de vontade para agir, para fazer, para desempenhar. E isso está relacionado muitas vezes a...
aquilo que ele observa, que ele vê, e uma visão muito performática das coisas. As pessoas aí nesse mundo, nesse universo que a gente está de Instagram, onde tudo parece perfeito, onde todo mundo tem tudo muito bonito, muito belo, a gente acaba criando muitos desejos, muitos sonhos, mas...
inatingíveis à nossa própria realidade. A gente esquece de começar de baixo, de começar aos poucos. A gente olha para os nossos pais, para os nossos avós, e a maioria deles...
Grande parte foi assim, começou tudo muito pobre, ali com seus filhos, com suas famílias, e aos poucos foram construindo, foram crescendo, foram edificando, sem sonhos megalomaníacos, começando mesmo da base, fazendo tudo com paciência, sem...
Sem buscar esse imediatismo que a gente tem hoje, onde tudo precisa estar pronto para ontem. Ali, normalmente, os vídeos virais da internet têm que ter menos de 60 segundos. As pessoas não...
não estão muito afim de ver coisas por muito tempo, então precisa estar sendo alimentado constantemente com novas informações e outras coisas, e isso sai do campo da internet, isso sai aqui do alcance do nosso dedo e se transforma numa filosofia de vida.
Então as pessoas têm planos, às vezes, inatingíveis e às vezes até planos legais que dá para ser alcançados, mas eles querem tudo isso para muito rápido, para ontem. Esquece que a vida é uma construção, que as coisas se constroem com tempo, com perseverança.
dedicação, né? As pessoas não podem fracassar mais uma vez ou duas que já estão desistindo dos seus propósitos, né? Então, eu acho que o homem atual enfraqueceu muito isso, né? Essa postura de ser bem resiliente, de insistir, né? Não insistir no erro, mas existe uma insistência naquilo que é correto e que vai dar errado várias vezes, né?
ali na busca por um crescimento.
material, na busca por uma construção familiar. Essas coisas levam tempo, né? Na criação de filhos. Às vezes não pode errar, a gente quer que os nossos filhos já sejam logo muito bons, já saibam tudo. E isso vai criando uma ansiedade, vai gerando um desconforto. Então eu acho que é por isso que o homem atual tem muito desejo e pouco peito, né? Pouca ação, pouca vontade de fazer
Porque constrói planos inatingíveis, muitas vezes, com base na vida de pessoas e situações que nem existem. E também porque, por atingir coisas, almejar coisas elevadas demais, não tem um ponto de partida. E não consegue começar de baixo, por causa dessa ansiedade de produzir algo logo, de repente. Exatamente. A gente também cai naquela frase que é a pressa inimiga da perfeição.
Tipo, o jovem hoje em dia ele quer correr atrás das coisas, quer correr, quer fazer, quer fazer, quer fazer.
Aí quando ele começa a fazer o primeiro erro, ele já quer desistir, já quer parar, não quer fazer mais nada. E aí acaba caindo naquela questão da pressa também, né? Às vezes ele quer tudo pra ontem, tipo, pra agora, né? Um momento exato. E às vezes agora não é o momento de ter aquilo lá, né? Sim, exato. E é uma ausência de uma persistência, né? Sim, uma força de vontade de ter, né? A gente fala. Porque, tipo, se a pessoa realmente quer, se a pessoa quer aquilo lá, se ela quer ter aquilo em mãos...
Ela tem que correr atrás, tem que permanecer e tem que continuar firme naquele propósito. Uma gana de obter aquilo, né? Uma ambição saudável, podemos colocar assim, né? É, um anseio, na verdade, né? Uma questão mais de anseio, uma ansiedade saudável, né? E eu vejo que isso também é muito ligado com o propósito. Eu vejo que os homens, principalmente da nossa sociedade, têm perdido muito o propósito.
porque a sociedade veio num processo de desconstrução de muitos parâmetros. Claro que a gente tem que dar mérito para algumas boas desconstruções que foram feitas, digamos assim.
O homem violento deixou de ser idolatrado em muitos casos. Alguns posicionamentos, enfim, violência dentro da própria casa, alguns pontos que antigamente eram muito comuns ou se passava muito pano e hoje a gente teve essa evolução muito positiva nesse contexto. Mas, em muitos aspectos, faltou a construção de algo.
Então, por exemplo, a gente desconstruiu a imagem da violência, mas para muitos faltou a construção do posicionamento de, opa, vou defender minha família. É questão do propósito, né? Exato. É questão do propósito. Uma coisa muito interessante é a reflexão de um ditado, que é muito popular.
tempos difíceis criam homens fortes e tempos fáceis criam homens fracos.
Então, o que se vê hoje no mundo atual, e isso acaba refletindo na identidade daquilo que são as atribuições tradicionais de um homem, é que esse tempo está muito fácil e acaba, de certa forma, não forjando aquilo que são as atribuições de um homem. Não forja o caráter de um homem hoje, atualmente.
Hoje, por muito pouco, você consegue as coisas. É fácil, talvez, por um clique, você conseguir o que você deseja. Ou fazer alguma satisfação, ou seja, alguma coisa que você deseja para poder alcançar. Mas eu gostaria de fazer uma reflexão aqui. Repara, os nossos pais, antigamente, eles foram forjados.
Eles tiveram que crescer na dificuldade. E muitas vezes tinham de ser fortes e violentos nas suas ações. Repara, a questão da violência não é de todo má, quando bem canalizada. A violência, o homem, na verdade Jordan Peterson, inclusive, ele menciona sobre essa atribuição do homem. O homem bom, ele tem que ser violento.
Mas ele tem que ser violento, não para atingir os fracos.
Ele deve ser violento para proteger os fracos. Então significa que o homem precisa canalizar essa força, essa violência, no sentido de proteger os fracos. Repara, o que é que o Senhor fala a Josué, por exemplo, ou a todos os demais profetas que foram levantados para cumprir uma determinada missão? Seja forte e corajoso.
Então, a virilidade no homem é essencial. A violência no homem é essencial, porém, quando bem canalizada, para poder fazer o bem. Aliás, Chesterton é um grande padre católico, mas muito conservador, e é muito interessante isto. Ele diz, olha, nós vamos para a guerra não porque odiamos aqueles a quem nos ataca, mas porque amamos aquilo que deixamos atrás.
Então, eu vou ser violento com aquilo que está me oferecer um perigo de me destruir aquilo que eu deixei atrás.
O que é que eu deixei atrás? E olha o que é que o senhor fala às vezes também. Fala sempre na sua palavra, por exemplo, aos reis. Cuidem dos direitos de quem? Das viúvas, dos órfãos e pronto. Tem mais os outros mais fracos que são considerados assim na sociedade, não é? Dá uma atenção especial a esse grupo. Exatamente. E quem vai cuidar desse? Os fortes.
aqueles que têm condições de proteger essa classe social. Então, nós precisamos refletir exatamente nisso, porque se a gente não cultivar...
o espírito de virilidade no homem e fazer enxergar, refletir que a violência, quando bem aplicada e quando bem direcionada, ela não serve para prejudicar a quem está ao nosso redor, mas sim para proteger.
É importante que o homem se indigne com qualquer atrocidade que acontecer com algum próximo. Perfeito. Acho que esse é o ponto central disso. Porque o homem que não tem a ira, ele não é capaz de expurgar da sociedade, tirar aqueles que estão querendo cometer o mal. Exato. Então ele não é capaz de...
ir contra aquele que está querendo cometer o mal. E a gente tem uma passagem em que Jesus se ira e não peca. Ele entra no templo com razão naquilo que ele está fazendo, com propósito naquilo que ele está fazendo, e expulsa os que estão lá dentro à força, com direito, porque aquela é a casa do pai dele.
com propósito naquilo porque ele vê que aquilo que está sendo feito é errado então a atitude dele de se irar naquele momento não leva a um pecado de enfim, de se extrapolar mas contida
mas impositiva a gente sempre tem que voltar para a palavra de Deus para compreender essa diferença quando a gente fala de ira a gente tem um posicionamento muito desgastado com relação ao que é a ira sempre está relacionado a um descontrole a alguém que é até injusto nas suas atitudes né
O que não é verdade, quando a palavra de Deus fala que nós podemos irar, e nós até devemos irar, mas não pecar, o que a palavra está nos dizendo é que nós não podemos, nós não devemos ser neutros em nenhuma situação. Ficar em cima do muro, né? É, exatamente. Então assim, quando a gente ama uma coisa...
automaticamente nós estamos declarando guerra contra tudo aquilo que é oposto àquilo que a gente ama. Então, se nós amamos crianças, é evidente que nós vamos nos irar contra a pedofilia, por exemplo. Então, não tem como você amar uma coisa e ter neutralidade sobre a outra, aquele oposto. Então, a ira está relacionada a um sentimento de indignação,
E há uma atitude que vai em oposição àquela atividade. É o que nos faz seres humanos, é o que nos faz vivos. Você imagina nós vermos toda situação de injustiça e ficarmos como que paralisados, como que uma estátua diante daquilo. Isso tira a sua humanidade.
quando você vê o mal quando você contempla o mal quando você vê essas coisas o sentimento de indignação precisa ser claro porque nós temos um parâmetro nós temos um um regulador algo que nos regula algo que nos diz o que está certo então quando a gente coloca um prumo ali na parede a gente sabe que ela está torta porque a gente tem um referencial um
Então nós temos um reverencial para a nossa vida. Então é por isso que quando a gente olha a sociedade, vê as coisas equivocadas, a gente sabe que aquilo é errado e a gente se ira por causa daquilo. Porque não está seguindo o padrão, o modelo, aquele referencial de santidade que foi passado a nós. Então essa deve ser uma característica essencial do homem. E que...
Eu acredito que é papel do homem trazer isso à sociedade, trazer isso à sua família. Olha, puxar a fila ali, né? Porque, olha, isso é errado. Essas atitudes não deveriam ser assim. Os homens precisavam se posicionar mais nesse sentido. Eu lembro quando teve um ataque terrorista na França, se eu não me engano. Tem uma imagem.
em que mostra ali os bombardeios acontecendo e tal, e várias pessoas feridas, e ninguém sabendo muito o que fazer. E a imagem mostra os homens correndo, cada um para um lado.
nenhum homem ali demonstrando aquele sentimento de cuidado, de proteção de buscar o mais fraco, o menor, a criança, a mulher o desamparado parece que perdeu todo esse instinto de proteção, de defesa
Então foi uma cena que marcou e virou muito comentário, principalmente com relação a como tem sido essa formação do homem agora e como o homem tem representado. Saiu correndo ali, cada um por si, perdeu totalmente aquele instinto protetor que...
É natural do homem. O homem foi feito para proteger. Você olha, a própria estrutura física do homem diz isso. Eu acho tão interessante que até na ciência, quando os biólogos, os cientistas vão analisar um animal, ele coloca aquele animal sobre a mesa.
E ele determina se o animal é de caça, se o animal é de rapina, pelas suas unhas fortes, pelas suas garras, pelos seus dentes afiados. Olha, esse aí é um animal de caça, esse daí ele é o rei, ele não tem predador, ele vai para cima.
A própria biologia do animal determina aquilo que ele é, aquilo que ele faz, desempenha no reino animal. E aí você olha para a estrutura do homem da mesma forma. O homem nasceu para desempenhar esse papel de proteção, de cuidado. Isso foi colocado em nós, foi plantado em nós. Faz parte da imagem e semelhança de Deus que o Senhor colocou principalmente no homem. Essa...
esse instinto de proteger, de cuidar, de guardar, de se colocar em risco. Então isso deve fazer parte de nós como homens. Pastor, você falou de um ponto muito interessante e ao mencionar esse episódio que aconteceu em França e a...
a falta de reação dos homens perante aquele cenário, vendo várias pessoas serem mortas. Ou seja, o espírito de sacrifício saiu da gênese do homem, atualmente. E é exatamente um sacrifício, aliás, um valor que nós precisamos rebuscar, precisamos cultivar novamente. Jesus, ou seja...
Apóstolo Paulo, quando refere-se ao homem, ou seja, atribuindo a responsabilidade de liderança ao lar, ele fala que a responsabilidade do homem é de cuidar da esposa ou da mulher, assim como Cristo cuidou da igreja, oferecendo-se em sacrifício. Então, o espírito de sacrifício está incumbido ao homem.
Então, o homem deve ser o primeiro que vai dar a cara quando baterem a porta. O homem deve ser o primeiro, por exemplo, que se faltar alguma coisa, ele vai para fora, vai para a caça e vai fazer das tripas o coração para poder trazer alguma coisa para casa.
Então, o espírito de sacrifício está intrinsecamente ligado ao homem. O homem tem que ter esse espírito de sacrifício. O homem tem que se indignar ao ponto de oferecer a sua própria vida em proteção.
aos seus familiares ou aqueles que pertencem pelo menos a ele, e pelo menos quando está em volta, se algum perigo dever aperigar a vida de outra e essa pessoa não tem a chance de se proteger, o homem capaz, viril
um homem forte deve se oferecer para poder proteger, pelo menos, aquela pessoa, não é? Sim, é o que diz ele em Efésios, né? De que deve amar a sua esposa, assim como Cristo amou a igreja, né? E se doou, não é? Isso, exato. E é um amor sacrificial. Se entregou. E é interessante as pessoas entenderem isso, porque às vezes o homem fala assim, ah, eu sou capaz de dar a vida pela minha esposa, né?
Mas a gente tem que entender que o texto fala de dar a vida e não a morte. Não é só você morrer, literalmente. Você tem que sacrificar suas vontades pela vida da sua esposa. É uma ideia de você estar dando a sua vida. Você não vai dar uma vez se precisar. É um ato contínuo. O Senhor Jesus, o tempo todo, enquanto esteve aqui, deu a sua vida pelos homens. Entregou a sua vida. Se dedicou, né?
Até que ele chegou ao último estágio disso, que foi o seu sacrifício pelo seu povo. Então, esse é um papel...
interessante em que o homem deve desempenhar. E o reflexo disso no casamento, já que eu sou o único casado mais diferente. Eu lembrei aqui o livro do Keller, é o significado do casamento, depois do Céus Leila. O significado do casamento, ele escreveu, inclusive, com a sua esposa. É um livro fantástico. De Kim Kepler. É, do Tim Keller. Timot Keller. E aí...
ele fala sobre que o casamento, e isso tem muito a ver com masculinidade, o casamento é como um testemunho ao mundo daquilo que Cristo é e o que ele fez. Então, o Keller diz assim, que quando você ama a sua esposa como Cristo amou a igreja,
você está dizendo para o mundo como Cristo amou o seu povo e ama o seu povo. Então é como que o casamento fosse uma espécie de testemunho para os incrédulos de quem é Cristo e de quem é a igreja. Por quê? Porque assim como o homem representa a Cristo no seu lar, tem Cristo como seu maior exemplo, a mulher é aquela em quem o seu maior exemplo é a igreja.
Então que obedece a Cristo em tudo, que ama o Senhor Jesus e que o serve com alegria. É claro, nós não estamos falando isso de forma literal, no sentido de servir, como nós temos hoje numa sociedade que entende as coisas tudo deturpadamente, com muito preconceito, com muita confusão. Nós não estamos dizendo que o homem é o Senhor do lar.
Como lá no período colonial, o fazendeiro era o senhor dos seus escravos, não é dessa maneira, de forma alguma. Inclusive, o próprio Deus se coloca como auxiliador de Israel em Isaías. Então, que legal, o Senhor atribui algo que Ele mesmo é a mulher, a auxiliadora, uma auxiliadora idônea, aquela que vai estar...
junto do seu marido, se submetendo a ele à medida com que ele é submisso ao Senhor. E é perfeito isso aí. Traz muito sobre aquilo que a gente vê muito falar de que o homem é a cabeça, só que muitos se esquecem da responsabilidade de que é ser a cabeça. Exato. De ser um líder, de ser um comandante, que puxa, que vai.
A gente vive numa sociedade onde cargos, onde funções, onde atribuições são vistas como privilégio e não como responsabilidade. Perfeito. Isso faz toda a diferença no modo como nós lidamos com as coisas.
Então, você percebe ali, o jovem Daniel e os seus amigos estão indo para a Babilônia, são levados como escravos, mas vivem ali uma vida como se não fossem. Estão ali, são privilegiados, eles poderiam entender assim, mas eles viram aquilo com responsabilidade.
Então, se eu estou aqui, se o Senhor nos colocou aqui, eu preciso viver de maneira tal. Então, eu preciso viver com fidelidade, honrando ao Senhor, agradando ao Senhor, porque isso aqui não é uma posição de privilégio, é uma posição de responsabilidade.
quanto mais a gente conhece quanto mais a gente sabe quanto mais é atribuído a nós mais responsabilidade nós temos a quem mais é dado mais será cobrado porque você sabe mais que os outros você conhece mais sobre você foi dada uma iluminação maior do que aos outros e Deus vai levar isso em consideração, o Senhor vai nos julgar
segundo os nossos conhecimentos, a nossa consciência, aquilo que a gente sabe sobre ele mesmo, né? Embora Romanos diga que não há nenhum indesculpável, mas o Senhor Jesus tem essa questão no julgamento de que as pessoas serão julgadas de acordo com a revelação que foi dada a elas, né? E a gente cai muito também naquela questão do sim, sim, não, não, né? Para o homem, né? Que o homem tem que ser um homem de palavra, um homem de autoridade, né? Chega e fala assim, ó, vai ser assim, vai ser assim e pronto, acabou. E aí
voltar atrás na palavra, né? A gente vê muito isso no Antigo Testamento, né? Com o Daniel, né? Que o pastor comentou que eles se posicionaram falando assim, não, a gente não vai se curvar, não vai se curvar Deus honrou, né? Deus protegeu Deus guardou. E você vê também a atitude de Nemias
Exatamente. Quando ele pegou para reconstruir as muralhas, os muros de Jerusalém. Então ele teve uma atitude de sacrifício, de proteção. A agonia que tomou conta do coração dele foi justamente porque ele viu a vulnerabilidade do povo ser atacado e ser acabado ali ou extinguido a geração deles.
E quando a gente vai lendo Neemias, a gente vê que ele era o copeiro do rei. Exatamente. Um cargo assim, se vamos comparar assim, é um cargo muito bom. Ele estava ali no palácio, estava bem tratado, bem servido. E ele decidiu largar tudo para reconstruir os muros. E liderar aquilo que era a construção dos muros de Jerusalém. O que era importante para poder restaurar a dignidade do povo judeu, do povo de Israel.
restaurar a adoração, restaurar o sacrifício, o culto a Deus e a prosperidade em si do povo, do povo de Israel. Exatamente isso. Então, novamente, a gente liga um posicionamento, uma responsabilidade. A gente vai falar muito de posicionamento que hoje... Porque é justamente o que está a faltar hoje. E agora, veja, com propósito.
agora surge um novo fator aqui, a gente estava trabalhando bastante sobre posicionamento e responsabilidade e agora tomo rumo dessa conversa para o propósito também, Neemias ali também fez as coisas com o propósito a gente tem...
Exato, a gente tem o propósito ali de cuidar da nossa família, amar a nossa mulher como Cristo amou a igreja é um peso, uma responsabilidade muito grande esse ser a cabeça também é ser alvo em muitos casos a gente quem vai tomar a frente a gente quem vai receber a pancada primeiro a gente que vai ser virado que vai tomar aquele tiro de queimar roupa perfeito, perfeito E aí
E a gente vai sempre frente Sempre é frente E sempre avançando, né, eu acho que o importante é isso A gente não recuar Eu tô trazendo aqui bastante Exemplos do Antigo Testamento que o povo não recuava A gente vê os valentes de Davi Lá que se posicionava Não recuava, não temia Ia pra frente Mas trazendo um exemplo disso Pega Paulo Rapaz, aquele homem ali Pegou o propósito E aí
Ele firmou E ele entendeu A recompensa dele Em Cristo Cristo ser a sua recompensa Então, enfim Mas trazendo Então um pouco mais sobre a vida Prática e cotidiana disso Como que Vamos pegar aqui Pastor, se você fosse deixar um conselho E aí
pra um jovem, vou colocar aqui, pra um jovem igual eu, que dá noivo, se Deus quiser, em breve se casando, fosse me dar um conselho, fala assim, Isaac, na sua vida prática, como um homem, siga nessa linha, siga esse caminho, o que você traria assim?
Na vida de casado, mais específico, ou de modo geral? Eu acredito que de um modo geral. Vamos ser mais abrangentes, mas se quiser... Puxar para relacionamento. Eu acho que para cada ponto da vida tem aí muita coisa. Eu acredito que o nosso espelho, aquele a quem nós devemos olhar para tudo, como modelo de masculinidade,
é o nosso Senhor Jesus. Então, independente se nós vamos estar no nosso trabalho, se nós vamos estar no nosso lar, na nossa casa, nós devemos seguir o modelo de Jesus. Então...
se a gente for seguir como líder na nossa casa, como cabeça do nosso lar, com a nossa esposa, e aí seguindo o ciclo natural da vida com os filhos. Então, o modelo de Cristo para o lar é um modelo de mansidão, que como você é o líder, mansidão basicamente é poder sobre controle.
Então você dominar, você ser líder sem ser autoritário. Eu vou falar aqui, mas depois a gente vai comentar um pouco mais sobre isso. Ser homem sem ser machista, que faz toda a diferença. Você realmente liderar a sua família, saber suprir as necessidades do seu lar, da sua esposa, dos seus filhos.
orar com eles, ter tempo com a sua família, interceder por eles, ser o sacerdote do seu lar, tentar suprir essas necessidades diante de Deus. Não que você tenha essa capacidade de fazer as pessoas felizes, de ser um supridor, mas isso contempla muito o ser homem.
E honrar a sua família. Então eu acho que se você conseguir fazer isso, a sua esposa vai dizer, eu conheci um homem de verdade. É um homem em casa. Buscar ser como a Crista, né? Exato. Eu vou olhar a Crista e vou tentar ser ele, cada dia. Exatamente. Não tem coisa que nos envergonha mais, nem como cristãos, né?
É você olhar a Jesus e você olhar para si mesmo, constantemente. Sim, a gente vê a discrepância. É uma coisa, eu até tinha visto uma vez um comentário do Paul Washer, né? Às vezes as pessoas se entristecem, choram porque não tem o carro, porque não conseguiu aquilo. Falar, eu me entristeço porque eu não sou igual a Jesus.
E realmente é uma coisa que deveria nos entristecer. E isso fala muito sobre nossas prioridades. E realmente olhar para Cristo e falar o que Jesus faria nessa situação.
É como eu posso glorificar a Cristo nessa atitude que eu preciso tomar, nessa decisão que eu preciso tomar. E você vai vendo quão distante você está. Então, não tem nada mais confrontador, não tem nada que nos expõe mais no sentido de como eu não sou como é Jesus, do que quando você está casado.
E você passa ali as dificuldades de quando você tem filhos, né? E isso vai expondo quem você é, como você é. E você vê, cara, não é assim que eu deveria fazer, né? E isso vai fazendo a gente ser mais homem, né? E mais homem. E só pra gente dar uma pincelada aqui antes.
como a ausência de tudo isso que a gente falou, ela também gera efeitos práticos. Então a gente vê que muitos dos vícios, e até trazendo os vícios naquela figura mais filosófica, até mesmo, daquelas atitudes ruins que nós tomamos para nós mesmos, como esses vícios, eles aparecem no cotidiano muito em virtude dessa falta de posicionamento do homem.
Então, a gente vê uma sociedade que está viciada em dopamina, viciada em recompensas rápidas, viciada em postergar as coisas. A gente vê uma sociedade doente mentalmente, fraca mentalmente.
muito em virtude da ausência desse posicionamento, da ausência dessa figura central, dessa coluna central, que são esses princípios que são tidos. E aqui a gente traz, claro, num contexto cristão...
Mas a gente pode trabalhar até contextos de outras sociedades, muitas sociedades, ainda que não cristãs, tinham princípios semelhantes. Só que a gente vê hoje, a gente é uma sociedade que não tem princípios. E os princípios que a gente prega, por óbvio, os cristãos.
Mas a gente vê uma sociedade sem princípio algum. E isso é extremamente preocupante. A questão da dopamina que você comentou, a gente cai muito naquelas ações automáticas. A gente está fazendo e não está nem vendo. A gente acaba caindo nisso e acaba também cometendo vários vícios.
Exato, não deixa de ser um vício. Exatamente, as ações automáticas, acho que o que tem mais destruído, né? A juventude, até os mais velhos, né? Que só tá fazendo, não tá vendo, que veja, é tarde, já passou, o tempo já foi. A vida não automático, né? Exatamente. Perigo da vida não automático. Deixar a rotina não automática, né? Eu iria justamente por essa via também e corroboro...
bastante com a fala do pastor, que mostra Cristo como o verdadeiro modelo a ser seguido como homem, como masculinidade.
E numa vida prática eu acredito que o assumir de responsabilidades pequenas às maiores poderia levar a um crescimento de amadurecimento inclusive, não é? Amadurecimento daquilo que é.
aquilo que são as atribuições do homem. Ter o instinto protetivo, sacrifício, cultivar os valores cristãos, cultivar os valores bíblicos, extrair esses valores de Cristo, como bem o pastor falou, portanto, mansidão, amor, perdão.
E até mesmo, eu insisto muito em falar de violência, até porque você trouxe um ponto muito interessante, é importante nós termos esse espírito aguerrido, no sentido de proteger mesmo, e a gente precisa justamente porque estamos em falta. Para, quando um tirano...
vai, ou qualquer animal caçador vai atrás da presa, ela não vai para o animal mais fraco. Ela vai para o animal mais forte, aliás. Vai para o mais fraco. Jesus falou uma coisa muito interessante. Quando o ladrão vem e bate a porta, ou seja, na verdade nem bate a porta, ele só entra. Com quem ele vai se preocupar em amarrar primeiro?
O homem da casa, o mais forte. O defensor, não é? Exatamente. Por quê? Porque o objetivo dele é atacar as presas mais fáceis. Então, esse conjunto de valores, a gente precisa cultivar. Nós precisamos buscar, e isso só é possível com a prática constante.
de assumir responsabilidades como tal, como homem. Então, posiciona-te sempre, quer seja a sociedade de acordo ou não, posiciona-te de acordo com aquilo que são os valores amorais, são os atributos de Deus, aquilo que é certo, contra a pedofilia, contra, vou mencionar aqui, o homossexualismo.
contra qualquer atrocidade, criminalidade, tudo. O que fugir daquilo que é lixo, daquilo que é bom, daquilo que é belo, fuja. E como homem, porta-se como tal, porque aí nisto nós estaríamos a honrar a Deus. Sim, paute-se na Bíblia, mas posicione-se. Porque não basta você ter o conhecimento se não for aplicado.
Se torna a casa fundada sobre areia que não chega na rocha, né? Ambos conhecem, mas só um dos casos, ele se posiciona de fato, não é? E pra finalizar então, agora Gustavo, o que você me diz? Um conselho que você daria pro homem de hoje? O que você, pra gente fechar aqui? Cara, eu acho que eu não sou a melhor pessoa pra você fazer essa pergunta, porque eu sou o mais novo aqui de todos aqui.
Tenho 20 anos de idade. Então não tenho muito... Pra nova geração. Exatamente. Eu não tenho muita experiência, então. Mas o conselho que eu deixo, eu acho que uma marca registrada do meu pai, é sempre agradecer por tudo, cara. Eu acho que a gente ser grato por tudo que tem na vida, mesmo que esteja caindo tempestade.
e o seu barco esteja capotando, virando, quebrando, você sempre está grato, sempre está agradecendo, porque às vezes aquilo que deixa você triste, deixa você magoado agora, pode ser um livramento daqui a algum tempo e você não sabe, e aí você liga, você reclama, você se chateia com o que está acontecendo, mas você não pensa no futuro, né? Você só pensa no...
tá acontecendo agora, aí na hora que você chega naquela parte que foi um livramento você começa a se tocar nossa, por que eu fui reclamar? por que eu fui me desgastar reclamando na vez de eu tomar uma outra atitude tomar um caminho diferente que a gente, tipo assim que nem no meu trabalho eu falo às vezes dê um probleminha aqui a gente tenta reverter o caminho
tenta resolver o problema com formatos diferentes, né? Eu acho que agradecer é um modo de desviar do caminho, né? E é uma forma de você manter a força do homem. Exatamente, manter o autodomínio das emoções que o Cruiser comentou. Você não se estressar, não se irar, não perder a cabeça é um ponto-chave pro homem, né? A gente vê muito isso, falta isso nos homens de hoje em dia, que saem brigando na rua, saem xingando no trânsito, né?
Então acho que é essencial Direciona as suas energias lá Para o desporto Faça caminhada Sei lá, pratica Artes marciais Tem um hobby, eu acho que é essencial Para os juízes E uma coisa Eu só gostaria de recomendar um livro É importante A Bíblia, não é? A Bíblia, aliás, é a principal É o Manual do Homem O Manual da Vida, inclusive É o Manual do Homem
Mas um livro muito interessante para nós homens seria o de Jordan Peterson. Doze Passos para a Vida. Doze Passos para a Vida. É um livro bom. É um livro muito bom. Infelizmente eu nunca li. É muito interessante e vale a pena porque tem muitos princípios que geram valores ao homem. Então seria muito legal da galera pesquisar.
Excelente. Pastor, quais são suas palavras finais aqui para a gente já estar encerrando? Bom, para a gente correr aí para finalizar, eu gostaria de dizer que a nossa sociedade precisa de um retorno à escritura com relação à masculinidade.
A gente conversava ainda ontem, né, aqui no final do culto, sobre esses vários movimentos que foram surgindo aí, principalmente no Brasil e no mundo, né, sobre masculinidade, sobre o que é ser homem. E quase sempre tá relacionado a uma questão bem estereotipada, né, aquele cara grandão, de barba, de academia, né, que fuma charuto, que bebe cerveja e que tal. O Red Bill. É.
Então, a masculinidade está muito relacionada a uma coisa estereotipada, uma coisa estética, a uma coisa visual, né?
E o homem bíblico não é isso, né? Não é isso. Porque os homens que não podem ter barba vão ser homens de que jeito? Os homens que são baixinhos, que são magrinhos, vão ser homens de que jeito? E se me permite, o homem bíblico é citado como nele não havia beleza alguma. Vai casar, vai casar. Aí é um padrão.
o homem sabe agora a gente sabe aí ó, pronto então você vê que realmente o resgate da masculinidade está em um retorno à escritura e principalmente ali no livro de Gênesis, onde Deus dá os seus mandatos, aquilo que o homem deve fazer
com relação à sociedade, com relação à sua esposa, à sua família, com relação à sua espiritualidade. E depois nós temos os conselhos de Paulo, nós temos tantas coisas na Bíblia que refletem como um homem deve se comportar.
lembrando que a Bíblia também tem suas narrativas que são extremamente negativas muitas vezes a atitude de homens que não honraram a Deus como deveria e muitas vezes as pessoas usam esses textos para falar como a Bíblia é machista e como a Bíblia não é um livro que deveria ser seguido e acompanhado
Mas você tem que entender que a Bíblia é um livro narrativo também. E não é porque ela está mostrando uma história que ela está concordando com isso. Então, muitas vezes, esses momentos, esses relatos são colocados de um ponto de vista negativo para mostrar o distanciamento do homem de como ele deveria ser. Então, eu acho que a masculinidade vai ser resgatada quando os homens...
voltarem para as escrituras e compreenderem como eles devem ser à luz de quem os criou porque o manual é nada melhor do que usar o manual que Deus nos deixou, porque foi ele que nos criou, então ele sabe como que as coisas funcionam. E agora para encerrar, Isaac deixa aí para a gente as suas palavras de um cara noivo que tem planos para o futuro, deixa aí para nós as suas palavras finais Rapaz, agora rapaz
Você viu como é ruim, né? Você viu, você viu como é ruim. Olha, acho que se eu fosse dizer, até algo que o pastor Wallace comentou bastante hoje, mas acho que se eu fosse deixar uma frase mais bem sucinta, seria dizer sobre que o homem, o verdadeiro homem, ele não é alguém vazio, mas alguém cheio dos princípios bíblicos. Acho que essa seria a frase para marcar mesmo. Certo? Exatamente.
Eu acho que o papo foi bom Eu acho que o papo foi muito bem posicionado Se eu poderia dizer De fato, de fato Foi um momento muito edificador Muito viril, eu diria Foi um papo muito macho Muito de macho
agradeço a presença de todos, espero poder contar com vocês em outros episódios, a gente vai estar aí sempre, e muito obrigado a todos, pessoal. Muito obrigado, pessoal, valeu! Tchau, gente!
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