#266 - Valores pessoais: o que realmente guia a sua vida
Quantas decisões da sua vida você realmente escolheu e quantas foram tomadas no automático?
Muita gente vive uma vida que parece organizada por fora, mas por dentro sente um desalinhamento difícil de explicar. Como se estivesse sempre faltando alguma coisa, mesmo quando tudo parece “certo”.
Neste episódio do Psicologia na Prática, vamos conversar sobre valores pessoais: os princípios internos que realmente guiam nossas escolhas, nossos relacionamentos e até os sacrifícios que fazemos ao longo da vida.
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- Valores Pessoaisprincípios internos · alinhamento de vida · coerência e integridade · sentido de vida · escolhas conscientes · direção e direcionamento · sacrifício com significado
- Incoerência entre valorescontradição interna · cansaço emocional · culpa e frustração · desalinhamento silencioso · custo psicológico da incongruência
- Bússola interna e decisõesestabelecimento de limites · tomada de decisão alinhada · metas congruentes com valores · resistência a pressões externas · estabilidade emocional
- Agenda lotada e valoresdificuldade de dizer não · medo de desapontar · modo emergência · frustração com estilo de vida · incoerência entre liberdade declarada e vida controlada
- Transformação gradual e construçãomudança progressiva · pequenas escolhas alinhadas · limites colocados gradualmente · hábitos conscientes · vida que vale a pena · respeito ao próprio ritmo
- Logoterapia de Viktor Franklsentido da existência · resiliência através do significado · sofrimento com propósito · campos de concentração como exemplo · estar vivo não é sobre prazer
- Filosofia de Vidavida coerente segundo Aristóteles · virtudes e excelência · controle pessoal e estoicismo · caráter inegociável · vida sem problemas vs vida significativa
- Exemplos de valores possíveishonestidade · família e lealdade · crescimento e aprendizado · espiritualidade · autenticidade e coragem · simplicidade e cuidado · excelência e justiça
- Terapia de Aceitação e Compromissovalores como centro terapêutico · ação apesar de emoções · aceitação do sofrimento · pergunta reorientada · compromisso com o ser
- Terapia Dialetica Comportamentalvida que vale a pena ser vivida · além da redução de sintomas · sentido e direção · construção vs sobrevivência · objetivo terapêutico humanista
- Maternidade e valores pessoaisprioridades na vida · desaceleração de projetos · sacrifício com sentido · redução de culpa através de clareza · valor como redutor de peso emocional
- Terapia Cognitivo-Comportamentalsofrimento por incongruência · vida sem sentido como problema · coerência interna · além de traumas e circunstâncias
- Psicologia humanista de Carl Rogerscongruência interna · alinhamento emocional · sofrimento por incongruência · autenticidade
Rotina puxada, né? No meio de tantos compromissos, também é preciso se comprometer com você. Chegou Nestlé Vital, a nova linha de suplementos para o bem-estar adulto, com opções para apoiar o seu dia e a sua noite. Vital é ter foco sustentado ao longo do dia e também ter uma boa noite de sono para começar o dia bem. Qual você escolhe? Um ritual matinal ou um ritual noturno? Clique no banner e conheça, porque se cuidar é vital.
E aí, minha gente, sejam muito bem-vindos ao Psicologia na Prática. Eu sou a Alana Nijá, sou psicóloga, especialista em terapia cognitivo-comportamental, mestre em ciências do desenvolvimento humano
terças-feiras com um novo conteúdo pra te ajudar a construir uma vida mais leve, com mais inteligência emocional. Lembrando pra você ouvinte aqui, querido, reage aí pra mim no YouTube, no Spotify, deixa sua curtida, seu like, se inscreve. Vocês sabem que isso é super importante pra quem produz conteúdo, né? Então eu sempre peço pra vocês fazerem isso logo no início, não custa nada e ajuda demais. Hoje a gente vai ter um episódio muito pedido, que já tava guardado, já tava na minha lista ali de
já há um bom tempo. Foi uma ideia, inclusive, que veio dos meus participantes, da minha comunidade. Não sei se você sabe, mas tem uma comunidade, a Comunidade Psicologiana Prática. E essa comunidade são ouvintes do podcast que querem estar mais próximos, querem aprender mais, querem ter acesso a conteúdos exclusivos. E a gente tem aplicativo, inclusive, que você pode ali do seu celular acessar, trilhas extras de conteúdo,
extras que aprofundam os temas que a gente fala aqui no podcast. Todos os materiais de apoio dos episódios, todos estão lá dentro da comunidade. E fora isso, a gente ainda tem um encontro ao vivo por mês comigo. Tipo uma terapia em grupo, assim, onde eu respondo dúvidas de vocês, o pessoal traz as suas dores, suas demandas e a gente conversa. E foi lá que apareceu essa ideia, essa sugestão de assunto. Eles me ajudam muito a construir aqui os temas, os episódios, tá? E aí, se você quiser participar,
deixar o QR Code aqui na tela e o link tá sempre na descrição se você quiser ser um participante aí da comunidade também, tá bom? E aí, hoje eu vou falar com vocês, então, sobre esse tema que, na minha opinião, é uma das bases de uma vida emocionalmente saudável e, ao mesmo tempo, é uma das coisas que menos pessoas param pra pensar de verdade, que são valores, valores pessoais. Esse tema, ele já foi citado em outros episódios, eu sempre cito, dou uma pincelada quando tem a ver, né?
Eu nunca gravei um episódio apenas sobre esse assunto. E aí às vezes fica essa dúvida, né? Mas como que eu descubro os meus valores? O que são valores e tudo mais? Então deixa eu começar te fazendo algumas perguntas bem simples. Ou não, né? Quantas decisões da tua vida você já tomou no automático? Quantas você tomou mais por medo, por pressão, por costume ou por até cansaço do que realmente porque aquilo fazia sentido pra você? A maioria das pessoas não vive uma vida que elas escolheram.
herdada da família, da cultura, da expectativa dos outros, das feridas que elas carregam, dos medos que elas aprenderam a obedecer. E aí a pessoa até conquista coisas, até constrói uma vida que por fora até parece boa, organizada, funcional, mas ela vive por dentro com uma sensação estranha de um vazio, de um desalinhamento, de uma incoerência. Como se a vida estivesse meio fora do eixo. Talvez você esteja se sentindo assim também, como se tivesse alguma coisa faltando.
quando, teoricamente, está tudo certo. E aí que entram os valores pessoais. Porque valores são, no fundo, aquilo que você percebendo ou não, estão guiando as suas escolhas, os seus relacionamentos e até os sacrifícios que você faz na vida. Ou deixa de fazer. Os valores, gente, eles não são metas. Eles não são objetivos. Os valores, eles são uma direção. Então, assim, a meta é onde você quer chegar. O valor é como que você quer caminhar até chegar lá.
Você pode ter como meta, por exemplo, casar. Mas o valor por trás disso pode ser a parceria, a lealdade, a construção conjunta. Você pode ter como meta ganhar dinheiro, mas o valor por trás é diferente para cada pessoa. Pode ter a ver com liberdade ou com segurança, com contribuição, com impacto. Então os valores, eles são os princípios internos que organizam a tua vida por dentro. Eles são aquilo como um abuso.
Sabe que quando você vive com coerência com eles, aquilo gera uma sensação de integridade, de sentido, de paz interna. Aquela sensação de, ai, minha vida faz sentido, sabe? Mesmo quando tá tudo difícil, eu sei por que eu tô fazendo o que eu tô fazendo. Eu sei por que eu tô pagando o preço que eu tô pagando. E isso não é uma invenção da psicologia moderna ou até do coaching, né?
tudo mais, mas isso tem uma raiz bem mais atrás, tá? Muito antes da psicologia existir como ciência, os filósofos já estavam quebrando a cabeça ali, tentando responder uma pergunta muito parecida com a que a gente ainda faz hoje, que é o que é, afinal, uma vida boa? O que faz uma vida valer a pena ser vivida? Então, Aristóteles, por exemplo, ele dizia que uma vida boa não é uma vida que dá prazer simplesmente, que traz conforto, facilidades,
mas é uma vida vivida de acordo com virtudes. Inclusive, se você não ouviu, tem um episódio só sobre virtudes, como desenvolver mais virtudes. Esse episódio vocês gostaram muito, foi de lá que veio até a ideia dos valores. Então, uma vida vivida de acordo com os valores, de acordo com aquilo que é essencial, com aquilo que expressa o melhor que a gente pode ser. Então, para ele, uma vida feliz não era uma vida sem problemas, mas era uma vida coerente.
é uma linha filosófica em que a terapia cognitivo-comportamental bebeu muito dessa fonte. Então, os estoicos como Sêneca, Epiteto, Marco Aurélio, eles vão trazer uma ideia que é muito atual até hoje, que é que nada na nossa vida está realmente sob o nosso controle, que a única coisa que a gente verdadeiramente tem controle, que nos pertence, é o nosso caráter, as nossas escolhas, a forma como a gente responde ao que nos acontece, a nossa reação,
E por isso, viver bem não seria controlar o mundo, mas é viver de acordo com aquilo que você considera inegociável. Mesmo quando a vida não está colaborando, mesmo quando dói, mesmo quando é injusto, é quase como se eles dissessem assim, você pode perder quase tudo, menos quem você escolhe ser. E aí, séculos depois, a gente tem já na psicologia, Vitor Frankl, já citei várias vezes aqui, a partir de uma experiência extrema,
ele é austríaco, médico, psiquiatra, mas também desenvolveu uma teoria que hoje é usada até hoje na psicologia, que é a logoterapia, essa terapia do sentido. Ele vai dizer algo que conversa diretamente com tudo isso que a gente está falando, que o ser humano não é movido pelo prazer, nem só para evitar a dor, mas por aquilo que faz sentido para ele. E que as pessoas que conseguem atravessar o sofrimento de uma forma mais inteira
que tem um porquê forte, que tem valores, que tem algo que dá significado para a própria existência. E ele observou isso lá nos campos de concentração, nas pessoas que tinham a resiliência para, mesmo diante de um sofrimento extremo, não sucumbirem àquilo. Então, no fundo, desde a filosofia antiga até a psicologia moderna, a gente tem uma mensagem muito parecida, que é uma vida boa não é uma vida fácil, mas é uma vida com sentido, é uma vida vivida
com coerência com aquilo que você considera essencial para você. E aí, falando da psicologia moderna, porque o Vitor Frank não está tão moderno assim, já faz um bom tempo dessa teoria dele, mas ainda a gente fala muito e ainda tem muito para agregar, mas a gente pode ver alguns teóricos mais recentes, mas antes até vou falar sobre Carl Rogers, você deve ter ouvido já falar disso, mas dentro da psicologia humanista de Carl Rogers, por exemplo, ele fala muito da importância
de viver de uma forma congruente, em coerência entre aquilo que eu sinto, aquilo que eu acredito e aquilo que eu faço. E ele mostra como grande parte do nosso sofrimento psicológico vem justamente de uma vida em desencontro com a gente mesmo. Já na terapia cognitivo-comportamental, a gente também vê isso o tempo todo. Muitas pessoas não estão em sofrimento só por causa daquilo que aconteceu com elas, mas porque elas estão vivendo uma vida que não faz sentido para elas.
clara. E aí, mais recentemente, ainda a gente vai ver na terapia de aceitação e compromisso, a ACT, de Stephen Hayes, ele traz os valores como algo central no processo terapêutico. Não como algo abstrato, mas como aquilo que guia escolhas concretas. Como eu falei, mesmo na presença da dor, da insegurança, do medo. Então, a pergunta deixa de ser, como que eu faço pra não sentir isso, pra me sentir bem, pra não sofrer mais? E a pergunta passa a ser,
eu quero ser, mesmo sentindo isso, mesmo sofrendo, mesmo com medo. Tem uma outra abordagem que eu também sempre cito aqui, que é a terapia comportamental dialética, da Marshall Linehan. Ela resume tudo isso de um jeito que eu acho muito bonito, que ela diz que o objetivo da terapia é ajudar a pessoa a construir uma vida que vale a pena ser vivida. Vocês já me viram falando isso aqui. E o que é essa vida que vale a pena ser vivida? Não é uma vida sem dor, não é uma vida
mas é uma vida com sentido. E no fundo, cada uma dessas abordagens, da sua maneira, está dizendo uma coisa muito semelhante, que é saúde mental não é só a gente reduzir os sintomas do sofrimento, mas é a gente construir uma vida que tenha sentido, que tenha direção e que tenha coerência com aquilo que é essencial para cada um de nós. Então o problema é que a maioria das pessoas não sabe de verdade pelo que elas vivem.
no impulso, no medo, decide pra evitar desconforto, decide pra não perder, decide pra não ficar sozinha, decide pra não ficar, sei lá, pra provar alguma coisa pra alguém, muitas vezes. Então, tem aquela pessoa assim, nossa, eu fiz, eu lutei, tudo que eu lutei pra conquistar na minha vida, pra eu provar pra aquela pessoa que nunca acreditou em mim que eu era capaz. Isso não é algo pra nos mover, né? Isso não é uma vida movida por valores.
E aí essas pessoas acabam vivendo uma vida cheia de contradições internas, com muito mais cansaço emocional, com uma sensação constante de estar se traindo até. Ou até com aquela pergunta silenciosa que aparece de vez em quando, tá, mas a vida é só isso. Vou até te dar um exemplo aqui, bem simples, do cotidiano. Imagina alguém que diz que valoriza a família, que valoriza a presença, mas na prática é uma pessoa que está sempre distraída, sempre no celular, sempre com a cabeça em outro lugar,
trabalho, as notificações, as demandas externas. E o problema é que não está em trabalhar, em valorizar o trabalho. O problema é viver incoerente com aquilo que você mesmo disse que é importante pra você. Essa incoerência, ela vai gerando culpa, ela vai gerando uma sensação de estar sempre devendo, ela vai gerando muitos conflitos nos relacionamentos. E não porque a pessoa é ruim, porque ela tá fazendo alguma coisa errada, mas porque ela tá desalinhada por dentro. E aqui tem uma coisa importante. Viver por
não te livra de esforço, de frustração, mas vai te dar um norte, te dar direção. Você entende por que você está fazendo as escolhas que você está fazendo e você fica em paz com isso. Quando você tem valores claros, você sabe por que você está suportando o que você está suportando. Então, por exemplo, vou dar aqui algo pessoal na maternidade. Ter filhos pequenos não é fácil. Eu estou indo para o terceiro filho e não é nem um pouco fácil. Mas quando eu entendo que aquilo tem a ver com o valor meu,
aquilo se torna mais leve. Quando eu entendo que eu estou desacelerando projetos e trabalho, porque isso aqui agora é uma prioridade, é um valor, eu deixo de me culpar tanto, eu começo a entender o porquê eu faço as coisas que eu faço. A mesma coisa uma mulher que, de repente, valoriza mais o trabalho, o crescimento, não tem o sonho para uma família, para uma carreira, se isso é um valor para ela, se aquilo ela tem certeza do que ela está fazendo e do porquê ela faz,
clareza e não deve gerar peso, culpa. Então, um valor claro transforma sofrimento em um sacrifício com sentido. Sem valores, todo esforço vira só peso. Então, uma pessoa, por exemplo, que ela entende é um valor pessoal para mim, o sucesso, o sucesso financeiro, ela vai fazer o que for preciso para chegar lá, seja pelo reconhecimento, por liberdade, seja o que for, ela entende os sacrifícios que ela faz para chegar lá e está tudo certo. E aí, alguém pode estar pensando,
mas como é que eu descubro quais são os meus valores? E a resposta é que você não descobre valores só pensando neles de forma abstrata. Você tem que descobrir eles olhando para a tua própria vida, para os teus padrões, para as tuas reações. Então você pode se perguntar, por exemplo, o que mais me machuca quando eu sou atacado? O que mais me tira do sério nas pessoas? Porque isso muitas vezes revela um valor ali.
no mundo? O que eu admiro profundamente nas pessoas? O que me move? O que me faz sentir vivo? O que eu não abro mão de jeito nenhum na minha rotina, na minha vida ou nos meus relacionamentos? O que eu mais tenho medo de perder? Em que momento da minha vida eu mais me senti orgulhoso, orgulhosa de mim mesma? E tem uma pergunta ainda mais honesta e mais confrontadora que essas, tá? Onde que eu invisto o meu tempo, a minha energia e o meu dinheiro e eu sinto que
verdadeiramente vale a pena. Porque muitas vezes os nossos valores declarados e os nossos valores vividos não são os mesmos. Escuta isso. Muitas vezes os valores que você acha que são os seus. Mas aquilo que você vive não está batendo. Então existem muitos valores possíveis. Aqui você está alguns exemplos como a honestidade, família, crescimento, espiritualidade, conexão com Deus, contribuição, o sentimento de aprendizado constante em pessoas que são apaixonadas por se sentirem
crescendo, aprendendo, que querem fazer várias faculdades, vários cursos, vários livros. E quando elas não estão fazendo isso, elas se sentem frustradas, se sentem apáticas, estagnadas. Tem pessoas que têm um valor muito grande pela lealdade. A falta de lealdade tira elas do sério. Elas são muito leais. Elas levam isso como um valor primordial. E elas não entendem quando outras pessoas não têm um valor tão forte quanto elas com a lealdade. Outras pessoas valorizam muito a autenticidade, a coragem, a aventura.
sentir adrenalina, por exemplo. Outros valorizam muito a simplicidade, o cuidado. São extremamente hospitaleiras, são extremamente cuidadosas com o outro. E aquilo para elas é um valor fundamental. A excelência, a presença, a justiça, o senso de justiça é muito forte. Isso são valores. E não existe valor certo ou errado. O que existe é um valor que é escolhido conscientemente,
por medo, por repetição de um padrão. Então você precisa entender o que realmente é meu, o que eu aprendi que eu quero levar adiante, que é importante para mim, o que eu aprendi que hoje não importa mais e que eu deixo de lado. Então, vou dar um exemplo aqui muito comum que muita gente pode se reconhecer. Imagina uma pessoa que diz que ela valoriza muito a liberdade, que ela valoriza a leveza e tudo mais, mas ela vive com uma agenda sempre lotada, sempre dizendo sim para tudo, com medo de decepcionar os outros,
oportunidades, com medo de, enfim, de tantas coisas. E aí essa pessoa acorda cansada, passa o dia correndo, resolve o problema dos outros o dia inteiro, vive no modo emergência. Só que ela valoriza liberdade, leveza, presença. E aí, claro que ela vai terminar o dia com uma irritação, com um vazio, com uma sensação de que tem alguma coisa errada. Nada de grave aconteceu, mas ela se sente frustrada com a vida que ela tá levando, porque não é o estilo de vida que ela queria levar. E muitas vezes ela nem percebe que essa frustração não tá
vindo do excesso de tarefas em si, mas está vindo do fato dela estar vivendo em total contradição com aquilo que ela diz valorizar. E aí o corpo cansa, a mente vai reclamar, as emoções vão pesar, e não porque a pessoa é fraca, mas porque viver longe dos próprios valores, isso cobra um preço, mesmo que silencioso. Então quando você não tem os seus próprios valores claros pra você, você vai viver de uma forma reativa, você vai reagir às circunstâncias, reagir às emoções do momento, reagir às pressões
Reagir às expectativas dos outros. E aí qualquer crise te desmonta, qualquer opinião te desorganiza. Qualquer medo muda completamente a tua rota. Então os valores, eles são como uma bússola interna. Eles vão te ajudar a colocar os teus limites, a tomar as tuas decisões, a colocar as tuas metas. As nossas metas precisam ser colocadas de acordo com os nossos valores. E na terapia, uma das coisas mais profundas que a gente faz é justamente olhar, ajudar o paciente a olhar para esses valores.
valores pessoais, a separar o que é medo, o que é trauma, o que é padrão aprendido, daquilo que é essência, daquilo que é um valor, daquilo que é uma escolha consciente. Muita gente não tá vivendo a própria vida, vive a vida que aprendeu pra sobreviver. Então, os valores, eles ajudam a gente a parar de sobreviver e começar, de fato, a construir uma vida que faça sentido, tá? Você sente que você tá nesse momento que você precisa de uma ajuda profissional pra ir mais fundo, sempre deixo aqui, né, super claro que a terapia
é o caminho pra isso. O link tá lá na descrição desse episódio também pra você agendar com alguma das minhas psicólogas, tá? E aí eu quero deixar, assim, terminar esse episódio deixando duas perguntas bem simples, mas bem profundas, tá? A primeira é, se alguém observasse a tua vida por uma semana, tá? O que que essa pessoa diria sobre o que você valoriza? Quais valores iriam aparecer ali no jeito que você vive, no jeito que você trata as pessoas, do jeito que você escolhe, do jeito que você organiza
rotina, dos seus hábitos. Pensa nisso, tá? Que valores iriam aparecer? E a segunda pergunta que tem a ver com a primeira é esses são os valores que você quer viver? Esses são os seus verdadeiros valores? Se a resposta for não, eu quero te lembrar uma coisa importante. Você não precisa mudar toda a tua vida de uma vez, tá? Mas você precisa buscar construir uma vida alinhada com esses valores pouco a pouco. Uma escolha por vez, um limite por vez, um não mais bem colocado,
um sim mais consciente, mudanças de hábitos. Isso, no fundo, é o que a Masha Linehan chamaria de construir uma vida que vale a pena ser vivida. Uma vida que, mesmo não sendo perfeita, faz sentido pra você, tá? Então, gente, espero ter te feito refletir aqui com essas perguntas. Eu quero, inclusive, deixar aqui... Esse episódio não é pra você descobrir ali, fazer uma lista de tarefas, de valores, não. Mas tem muita coisa que você vai precisar trabalhar dentro de você.
E pra gente terminar aqui, quero te dizer que esse episódio também tem um material complementar. A gente pensou em alguns exercícios e algumas perguntas, algumas realmente práticas pra você descobrir os seus valores pessoais e conseguir construir essa vida que vale a pena ser vivida, tá bom? Não esquece de baixar o material, de agendar a terapia se você sentir necessidade, se você precisa de uma ajuda pra percorrer esse caminho e construir essa transformação.
E a gente se vê no próximo episódio. Você tenha coragem de construir, com ajuda se for preciso,
essa vida que realmente vale a pena ser vivida. Continua comigo aqui toda terça-feira. Lembra de compartilhar esse episódio com amigos, seus, familiares, pessoas que você acredita que podem se beneficiar desse conteúdo. Um beijo e até a próxima. Tênis das melhores marcas com até 50% de desconto para acelerar seu treino. Aproveite as 72 horas de running no app Net Shoes. É por pouco tempo. Então corre e não perde. Net Shoes, no seu ritmo. Baixe o app.
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