#275 - O ciclo da validação: quanto mais você precisa, mais a pessoa se afasta
Você sente que pode ser abandonado a qualquer momento, mesmo quando não existe uma ameaça real? Aquele aperto no peito quando a pessoa demora pra responder. A ansiedade quando você sente alguém se afastando…Neste episódio, você vai entender como o medo de abandono se forma, como ele impacta seus relacionamentos e por que você pode estar buscando segurança no lugar errado. A partir da Terapia Cognitivo-Comportamental e da teoria do apego, você vai aprender caminhos práticos para desenvolver segurança emocional, regular suas emoções e parar de terceirizar sua estabilidade para o outro.
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- Teoria do apego e validaçãoMedo de abandono · Busca por validação constante · Impacto na comunicação e relacionamentos · Teoria do apego · Terapia Cognitivo-Comportamental
- Insuficiência e busca por validaçãoPausa antes de agir · Atenção ao corpo e respiração · Processar antes de projetar · Construir base interna de segurança · Rotina e propósito além da relação
- Hiperdisponibilidade emocional na era digitalCultura da imediatidade · Silêncio como informação · Interpretações e gatilhos emocionais · Regulação emocional
- Relacionamento e afastamentoPeso da responsabilidade emocional · Equilíbrio entre proximidade e autonomia · Perda de atração · Vigilância constante
- Relacionamento amoroso e segurança emocionalConfiar sem controlar · Autonomia e autossuficiência · Atratividade da segurança pessoal
E aí, minha gente, sejam muito bem-vindos ao Psicologia na Prática. Eu sou a Alana Nijá, sou psicóloga especialista em terapia cognitivo-comportamental. E eu tô aqui todas as terças-feiras com um novo conteúdo pra te ajudar a construir uma vida mais leve, com mais inteligência emocional. E já pra começar, deixa aí a sua curtida, o seu like no vídeo, se inscreve no canal. Se você tá no Spotify, lembra de...
avaliar o podcast, de seguir aí, porque isso me ajuda muito, faz também com que você não perca nenhum novo episódio, tá? Eu espero mesmo que você esteja aí toda terça fielmente ouvindo o seu podcast preferido da semana. Eu adoro ver vocês compartilhando lá no Instagram também.
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Então hoje, sem mais delongas, eu quero conversar com você sobre um comportamento bem comum que eu comecei a perceber. E eu achei que seria interessante a gente fazer um episódio sobre isso, tá? Esse comportamento pode parecer pequeno, mas na prática acaba destruindo as relações aos poucos. Eu vou te explicar.
Que é buscar validação o tempo todo. Eu não estou falando de uma busca normal que todo mundo tem, de querer carinho, de querer atenção, de querer proximidade. Porque isso é humano e isso é saudável. Estou falando daquele movimento que parece aquela pessoa que está implorando para...
ser aceita pra agradar, né? Você ainda gosta de mim? Tá tudo bem entre a gente? Você sumiu, aconteceu alguma coisa? Você tá estranho hoje? Eu fiz alguma coisa? Ou às vezes é até sem falar nada, mas é ficar o tempo inteiro checando, interpretando, analisando cada detalhe dos seus relacionamentos. E o problema é que por mais que isso...
não venha de um lugar de medo, o efeito que isso gera no outro é o oposto do que você quer. Porque você quer proximidade, você quer conexão. E ao invés de você se aproximar, né, ou gerar aproximação, você afasta o outro. Em vez de você criar a segurança que você deseja, você cria desgaste.
você desgasta a outra pessoa em vez de fortalecer o vínculo isso começa a sufocar a relação talvez você tenha, seja alguém que busca essa validação o tempo todo ou você tem alguém na sua vida hoje que é essa pessoa, então vale a pena você ouvir pra a gente conversar e ter algumas reflexões aqui, algumas
até dicas importantes sobre como lidar com essa necessidade, tanto a nossa quanto a do outro, tá? Então vamos começar falando sobre o ciclo da hiperdisponibilidade emocional, tá? A gente vive hoje...
Em uma cultura, gente, onde tudo é muito imediato, né? Então, a gente manda uma mensagem, a gente quer ser respondido na hora, a gente quer visualização ali em tempo real, a gente tem acesso constante às pessoas. E isso não mudou só a forma como a gente se comunica, isso mudou a forma como a gente se sente dentro de uma relação. Porque, sem perceber, foi criado ali um padrão de se a pessoa gosta de mim, ela vai me responder rápido.
Se ela demora, tem alguma coisa errada. A pessoa precisa estar disponível para mim, ela precisa me responder, ela precisa, só que ela não precisa. Isso é perigoso, inclusive. Antes, quando a gente não tinha esse acesso todo, as pessoas, só tinha o telefone fixo, por exemplo, o silêncio não tinha tanto significado. Então, se você...
liga para a pessoa, ela não atende, é porque ela não está em casa, eu não tenho como falar com ela, então assim, eu tenho que esperar até eu tentar ligar e ela estar em casa, ou então quando a gente for se encontrar, era muito mais fácil essas questões. Hoje, o silêncio, ele virou uma informação nas relações, né? Você vê que a pessoa não visualizou, você vê que ela está online, você vê que ela postou alguma coisa, mas não respondeu lá no WhatsApp.
E aí você começa a interpretar essa série de coisas. O teu cérebro começa a preencher o espaço com interpretações como ela tá me ignorando, ela perdeu o interesse, eu fiz alguma coisa, tem outra pessoa, só pode ser.
Percebe que isso é muito comum? E o que antes era uma ausência de informação, agora virou um gatilho emocional. E o problema é que o nosso cérebro não foi feito para lidar com esse nível de estímulo constante. Ele funciona por associação. Então, o que começa a acontecer é o seguinte, você passa a usar o comportamento do outro como um regulador emocional seu. Então, se a pessoa responde rápido, você...
relaxa, se ela demora, o teu corpo entra em alerta. Isso não é só um pensamento, isso é físico mesmo, né? A gente sente aquele aperto no peito, uma aceleração, uma agitação, uma vontade de resolver. E aí entra comportamentos automáticos, como mandar mais mensagens, puxar assunto, tenta normalizar, e aí quando a pessoa responde...
vem um alívio. Só que esse alívio, ele não resolve a insegurança, ele só interrompe momentaneamente aquele desconforto. E aí o cérebro aprende algo que é o seguinte, quando eu me sinto assim, eu preciso buscar uma resposta para obter esse alívio. E isso é condicionamento, né? E aí quanto mais isso se repete, mais rápido o ciclo se ativa. Antes da gente conseguir esperar horas... ...
minutos, segundos, o que era uma demora simplesmente, vira um gatilho emocional gigante e muitas pessoas estão vivendo isso no dia a dia. Então não é o comportamento do outro que está definindo o que você sente, é o significado que o teu sistema emocional aprendeu a dar para esse comportamento. E como esse significado acaba sendo reforçado várias vezes, ele começa a parecer verdade.
E aí a gente entra num ciclo que parece lógico, né? Que é assim, eu sinto ansiedade, busco validação. Aí eu recebo uma resposta e recebo alívio. Então o cérebro registra, isso funciona. E aí na próxima vez eu preciso de novo daquilo.
Só que agora eu preciso de um pouco mais, um pouco mais de atenção, um pouco mais de rapidez, um pouco mais de certeza. Porque o sistema nunca fica satisfeito. Ele só fica temporariamente aliviado, né? E é por isso que com o tempo você acaba não se sentindo mais seguro. Mesmo quando a pessoa está ali do seu lado. Porque o problema deixou de ser o outro.
E passou a ser a dependência emocional desse ciclo. Mas vamos olhar isso do outro lado, tá? Quando você busca essa validação o tempo inteiro, o outro começa a ocupar um lugar que não é dele. Ele deixa de ser um parceiro, uma parceira, para virar isso que eu falei antes ali, que é esse regulador emocional. Isso é um peso para qualquer pessoa, porque ninguém consegue sustentar o tempo todo a função.
De acalmar, de garantir, de provar, de ficar ali confirmando. E com o tempo, uma relação que tinha tudo para ser leve, vira pesada. E aí o outro, isso se torna uma responsabilidade. E a responsabilidade emocional constante, ela vai gerar afastamento em algum momento. E não porque a pessoa não gosta mais de você necessariamente, mas porque a relação começa a cansar. Essa é a verdade.
E aí existe um ponto aqui que muita gente acaba não falando, mas que faz muita diferença. A atração que a gente tem nos relacionamentos, ela não cresce só com proximidade, ela cresce com equilíbrio entre proximidade e autonomia. Ou seja, eu me aproximo, mas eu também existo fora da relação.
E quando esse equilíbrio se quebra, algo muda nessa dinâmica. Quando a relação começa a exigir essa validação constante, deixa de ser leve, aí começa a virar esse peso que eu falei, é comum que se perca também essa atração. Isso não acontece de forma explícita, né? Ninguém chega e fala, olha, agora você é responsável por me fazer sentir seguro o tempo todo, viu?
Não é assim, mas é o que começa a ser sentido por parte do outro. No comportamento, no clima, na energia da relação. E a pessoa começa a perceber que qualquer movimento dela pode gerar uma reação. Começa a perceber que se eu demorar, a pessoa sente. Se eu mudar o tom, ela vai interpretar errado. Se eu me afasto, ela vai reagir.
E aí esse vínculo vai ficando tenso, e não porque existe um conflito direto ali, mas porque existe uma vigilância constante. E isso vai mudar completamente a experiência de estar nessa relação. Deixa de ser espontâneo, começa a ficar muito monitorado.
Ninguém consegue sustentar por muito tempo um lugar onde tudo o que faz pode ser interpretado de forma negativa. Então isso gera uma sensação de falta de espaço. E essa falta de espaço vai acabar gerando um afastamento. Não é uma rejeição consciente, mas é uma resposta natural. É o sistema tentando recuperar o equilíbrio.
E aí, quanto mais você tenta garantir aquele vínculo, mais você aumenta a pressão sobre ele.
E aí, quanto mais pressão, menos leveza. Quanto menos leveza, menos atração. Porque essa atração, ela precisa de escolha, né? E a escolha, ela vai existir quando existe liberdade. Se a pessoa começa a sentir que ela precisa o tempo todo te provar algo, ela deixa de estar ali por vontade e começa a estar ali por obrigação. E essa obrigação, ela mata o desejo de qualquer relação.
Mesmo que você não tenha feito nada de errado, mas a dinâmica saiu desse lugar de conexão e entrou num lugar de manutenção. Então, o relacionamento não se sustenta quando ele vira um esforço unilateral de regular emocionalmente o outro. Sempre um tendo que regular o outro.
Não vai se sustentar assim. Uma relação, ela se sustenta quando duas pessoas, elas conseguem existir sozinhas. Sem precisar se controlar o tempo todo. E talvez o ponto mais importante aqui seja esse. Você não está se afastando de uma pessoa, talvez que você está ali se relacionando porque você quer. Mas você está tentando se proteger. E o jeito que você aprendeu a se proteger, acaba criando exatamente o cenário que você mais teme.
Então, eu pintei aqui um pouco do cenário para vocês entenderem. Isso é algo muito comum nos relacionamentos atualmente. E agora a gente vai para o ponto central, tá? Por que esse comportamento existe? Não é do nada. Vocês sabem disso quem me acompanha aqui. A gente sempre fala que os comportamentos da vida adulta, eles vêm de algo que a gente aprendeu ao longo da nossa história. E esse comportamento dessa busca de validação constante...
Nasce de um sistema emocional que aprendeu algo, que o amor é algo volátil, né? Pode ir embora a qualquer momento, pode acabar a qualquer momento. E quando isso acontece, o nosso cérebro naturalmente entra num modo de vigilância, né? De tentar prever, controlar, evitar o que ninguém quer sentir que é o abandono, que é a rejeição.
Isso é muito comum em padrões de apego ansioso. Lembra que a gente já falou sobre estilos de apego no relacionamento? Estilos de apego seguro, ansioso, evitativo. Eu cito isso muito quando a gente fala de relacionamento. Então, nesse estilo de apego ansioso, pessoas que tiveram esse histórico...
de não terem uma base segura de afeto, de proximidade, de conexão na infância, essas pessoas tiveram um vínculo que não foi consistente. Talvez o vínculo vinha, o carinho, o afeto até existiam, mas depois sumiam, era instável. Você aprendeu que precisava se ajustar para manter o amor. E hoje, adulto, você continua tentando fazer isso.
Então vamos desenhar esse ciclo de uma forma prática aqui. Então talvez você está lá e aí percebe uma mudança mínima no comportamento do outro. E aí o teu cérebro imediatamente interpreta aquilo como risco.
Começa ali o alerta vermelho. Alerta de abandono, de rejeição. Meu Deus, alguma coisa está acontecendo. Aí você sente ansiedade. E essa ansiedade te leva a precisar da validação. A buscar a validação do outro de que está tudo bem. De que ele está ali. De que ele ainda gosta de você. De que a relação está tudo certo.
E aí, se a pessoa te valida, te responde dessa forma, você recebe um alívio. Mas isso reforça o comportamento. Esse reforço, a gente chama isso de reforço intermitente. E isso vicia muito, porque o alívio não é constante. Então, às vezes vem, às vezes não vem. Às vezes o outro me valida, às vezes não.
Às vezes responde, às vezes não. Isso vai fazendo você tentar mais e mais e mais. Então, se você está se reconhecendo nisso tudo que eu estou falando, é muito importante eu te dizer algo, tá? Nem sempre é falta de controle. Isso é um padrão emocional que você aprendeu. Entender isso já é fantástico. Eu sei que os meus episódios ajudam muito as pessoas a se conscientizarem, a perceberem vários comportamentos. Isso já é maravilhoso.
Só que a segunda etapa é buscar mudança. E isso nem sempre é fácil fazer sozinho. Na verdade, é difícil a maioria das vezes mudar. Existe prática, exige muito esforço. E muitas vezes exige suporte. Porque não é só parar de fazer. Ah, é só agir diferente. Não. É preciso aprender a se regular sem depender do outro. E aí na terapia você começa a construir exatamente isso. Uma base interna de segurança.
um novo jeito de se relacionar com as tuas emoções, a desenvolver um novo padrão de vínculo. Então, se você está sentindo que isso está se repetindo na tua vida, talvez é o momento de você buscar ajuda, de você parar de tentar lidar sozinho. Na descrição desse episódio tem um link para agendar a tua primeira sessão de terapia, ou você pode acessar pelo QR Code na tela, mas não deixa de fazer isso, se esse é um problema que tem prejudicado significativamente a tua vida, os seus relacionamentos, tá?
Então vamos falar sobre como parar de buscar essa validação o tempo todo? Vamos para a parte prática, que eu sei que é o que vocês mais gostam nesse podcast?
A gente vai começar com o primeiro ponto aqui, que é pausa antes de agir. Então, pausa, respira. Antes de mandar mensagem, antes de buscar essa validação, quando você começar a perceber que está além dos cenários, causando interpretações, o alerta está ligando, alerta rejeição, alerta abandono, alerta preciso de segurança nesse relacionamento, você vai parar tudo, você vai pausar, você vai respirar.
e esperar um pouco e se perguntar. Eu preciso disso agora? Eu estou tentando aliviar essa ansiedade, buscando no outro a minha regulação? Existe algum sinal realmente de que a minha relação está ameaçada?
Existe alguma evidência ou é simplesmente o meu padrão falando aqui? Meu padrão ansioso falando nesse lugar? Então essa pausa, ela muda tudo. Quando a gente começa a ter um espaço entre o que aconteceu e a nossa reação, a gente começa a amadurecer.
E aí o segundo ponto é você prestar atenção no teu corpo, voltar para o teu corpo. A ansiedade não é só pensamento, ela é fisiológica. Então você respirar lentamente, você fazer contato com o teu ambiente, diminuir os estímulos. Você precisa ensinar para o teu corpo que ele está seguro. E você pode começar fazendo isso você mesma, sem depender sempre do outro.
Então, respira fundo, tira esse tempo para você antes de tomar qualquer reação. A própria respiração já é excelente para a regulação emocional.
E aí sim você vai para o terceiro ponto, que é processar antes de projetar no outro. Em vez de jogar no outro, você está estranho comigo, o que aconteceu? Me fala, está tudo bem? Você vai começar a olhar para dentro de você, o que aconteceu? O que isso ativou em mim? O que eu estou pensando? Isso é meu, isso é do outro? Você vai se olhar, perceber seus pensamentos, suas emoções, o que está acontecendo dentro de você.
E é aí que a gente vai conseguir escolher como a gente reage, porque nem tudo que você sente precisa virar uma ação. Ah, eu senti essa ansiedade, o outro não respondeu, a gente não se falou hoje. Calma, você não precisa reagir baseado nas suas inseguranças, nas suas ansiedades. Às vezes é só uma emoção passando, eu preciso olhar para aquele pensamento, eu processo ele, olho para essa emoção e deixo ela passar e vou buscar a minha regulação em outras coisas que não aquela pessoa.
Eu vou buscar tomar um café com um amigo, faço uma ligação para algum familiar, vou conversar, vou ocupar minha cabeça, eu vou fazer algo que é importante para mim. E aí a gente vai para algo muito importante que é construir essa base interna de segurança. Porque é muito importante que você tenha uma rotina, que você tenha um propósito na sua vida que vai além dessa relação.
Que você tenha uma vida para além da relação. Porque aí o outro deixa de ser o único ponto de estabilidade. E você consegue ter vários outros meios de se regular e de buscar essa paz, de buscar essa segurança.
E deixa a relação livre, leve, deixa o outro tranquilo. Claro, ele vai precisar te dar uma segurança emocional. A gente não está falando que a gente não quer que o outro te valide, nada disso. Mas essa validação, essa segurança, ela precisa vir naturalmente. E se ela não vem nunca, isso já fala por si só.
Então, a segurança emocional, na prática, ela não é você não sentir medo. É você sentir esse medo, talvez até essa insegurança, e não agir no desespero. É confiar sem precisar controlar o outro, controlar a relação. É você conseguir estar em uma relação sem se perder dentro dela. Esse é o maior desafio para você que se identificou com esse episódio e veio aqui até o final.
Talvez o problema não seja você sentir demais, talvez seja você ter aprendido a depender do outro para se sentir seguro. Isso é o problema. E quando você muda isso, a relação vai mudar. Você vai perceber que o outro vai passar a te valorizar mais. Se realmente existe um afeto, se realmente existe uma reciprocidade, a pessoa vai passar a se aproximar mais de você.
porque você deixou de precisar que aquela pessoa te salve, te regule você começou a se sustentar e isso é atraente, todo mundo quer estar com alguém que é seguro que se basta, que tem a sua autonomia mas que também se conecta também vem pra relação de peito aberto então isso é muito importante eu vou deixar até de novo a dica de um episódio da série Casais em Terapia que está na Netflix eu sugeri em outro episódio e aí
Tem um episódio específico que mostra muito isso. Um casal onde uma das pessoas do casal tinha muitos amigos, muitos eventos sociais, e a outra pessoa era uma pessoa mais introspectiva, uma pessoa que não tinha muitos amigos, e que dependia muito...
da outra parte pra se regular, pra sair, pra fazer qualquer coisa, se sentir sozinha, mas aí ficou essa conversa, poxa, mas você não tem amigos, vai buscar os seus amigos, eu tenho meus amigos, é legal, e aí chegou nesse lugar da pessoa falar, olha...
eu gostaria que você tivesse outras coisas na sua vida que não só a nossa relação. E aí se desenrolou esse assunto sobre isso ali. E quando a gente vê um casal que está no início de um relacionamento e tinha muito essa ideia antes de a psicologia começar a tomar espaço nas redes, uma ideia de que tinha que ter um joguinho emocional no início da relação, de você não demonstrar tanto as suas emoções, de você dar uma esnobada para o outro querer.
E isso não é maduro. A gente não está falando aqui de você esnobar o outro, fingir que não precisa, vou dar um gelo. Não, é simplesmente você não ter a ansiedade de precisar da validação.
Isso é atraente. Não é que o outro vai se atrair por ser esnobado. Não é ser esnobado, mas é você ver que a outra pessoa, ela não precisa de você para ser feliz. Isso é atraente em toda relação. Então, vamos construir isso. Se você precisa de ajuda para isso, vai fazer terapia, tá? Não fica só ouvindo podcast, não. Vai buscar ajuda também.
Se esse episódio fez sentido pra você, compartilha com alguém que precisa ouvir isso. Manda no teu grupo de amigas. Manda pra todo mundo. Compartilha lá no Instagram. Eu tenho certeza que muito mais pessoas poderiam estar usufruindo de bons relacionamentos se tivessem acesso a esse tipo de conteúdo, se fizessem uma boa terapia. Então me ajuda a espalhar essa mensagem, tá? A gente se vê no próximo episódio. Beijo e até lá.
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