#273 - Como perdoar a si mesmo
Você perdoa os outros com facilidade, mas quando o erro é seu a culpa fica? Aquela sensação de "eu estraguei tudo", "eu devia ter feito diferente", "eu não mereço ser feliz" — isso não é fraqueza, é um padrão que a psicologia explica e que dá pra mudar.
Neste episódio, eu te mostro por que se perdoar é tão difícil e o que acontece na nossa mente quando a gente transforma um erro em identidade. E mais do que isso: te ensino passos práticos pra sair desse ciclo de culpa sem fingir que o passado não existiu, sem passar a mão na cabeça e sem depender de força de vontade pra se tratar melhor.
Se perdoar não é esquecer o que aconteceu. É decidir que você não precisa mais viver aprisionado nisso.
Clique aqui para acessar o material de apoio deste episódio.
Quer tirar seus planos do papel e viver com mais equilíbrio? Clique aqui e faça parte da Plataforma Psicologia na Prática; seu espaço para viver de forma leve, prática e consciente!
Me acompanhe também no Instagram @alanaanijar
Faça terapia com a minha Clínica Online: Encontrar minha psi
Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
- Perdão a si mesmoDificuldade em se perdoar · Autocrítica excessiva · Culpa e identidade · Impacto da culpa na autoestima e saúde mental · Perdão como aprendizado e responsabilidade
- Aprendizado com ErrosExtrair informações importantes do erro · Aprendizado sobre si mesmo e limites · Uso de aprendizados para proteção futura
- Autocuidado e AcolhimentoTratamento com humanidade e compreensão · Erro como parte da experiência humana · Exercício de se colocar no lugar do outro
- Normalização do erroNível de consciência na época do erro · Referências e conhecimento prévio · Comparação com a versão atual
- Natureza dos PensamentosNarrativas rígidas e punitivas · Evidências contra pensamentos negativos · Construção de pensamentos realistas
- Importância de Procurar Ajuda EspecializadaIdentificação de gatilhos e história pessoal · Superação de hábitos repetitivos
E aí, minha gente? Sejam muito bem-vindos ao Psicologia na Prática. Eu sou a Alana Nijar, sou psicóloga especialista em terapia cognitivo-comportamental, mestre em ciências do desenvolvimento humano. E eu tô aqui todas as terças-feiras com um novo conteúdo pra te ajudar a construir uma vida mais leve, com mais inteligência emocional. E, inclusive, você deve estar percebendo, né, que esse é o meu primeiro...
Primeiro episódio depois do nascimento do meu bebê, do Davi, do meu terceiro filho. Então você pode perceber que eu já estou aqui sem aquela barriga imensa, que estava super difícil de gravar daquele jeito. E agora chegou a hora de uma nova leva de conteúdos aqui, dessa nova fase. Se você não me acompanha no Instagram, você pode ir lá depois me seguir, arroba lana njar, lá você vai acompanhar um pouquinho mais da minha vida.
por trás dos bastidores aqui do Psicologia na Prática. E eu já quero te convidar a curtir esse episódio. Se você está assistindo no YouTube, curte, se inscreve aí, deixa o seu like, comenta. Se você está no Spotify, não se esquece de assinar e avaliar também. Isso me ajuda muito e faz com que esse conteúdo chegue a mais pessoas, tá? Então hoje a gente vai falar sobre um tipo de perdão.
que muitas vezes é o mais difícil de todos, tá? Que é o perdão pra si mesmo. Quem me acompanha aqui desde o início sabe o quanto esse assunto do perdão é um tema muito importante pra mim, na minha história de vida pessoal. O perdão fez toda a diferença, perdoar fez toda a diferença, teve uma história...
de perdão muito forte com o meu pai. Inclusive, o primeiro episódio de todos aqui do Psicologia na Prática foi sobre a minha história com o perdão. Depois você pode ir lá ouvir. Me perdoem a qualidade desse áudio, tá? Na época era o que eu sabia fazer. E é um estilo bem diferente ali. Eu falei mais da minha história e tal, mas vale a pena, se você tem uma mágoa, se você se interessa por esse assunto, acho que vale a pena você depois ir lá, desce, desce, desce, desce e escuta esse primeiro episódio. Tá só no Spotify, no YouTube não, tá?
Bom, talvez você seja uma pessoa que consegue perdoar até com facilidade as outras pessoas. Até perdoa até demais, sabe? Mas quando o erro é seu, quando foi você que tomou uma decisão errada, quando foi você que machucou alguém ou a si mesmo, quando foi você...
Aí a história muda. Aí entra num nível de cobrança, de culpa, de peso, que muitas vezes dura anos. É muito comum eu ouvir frases de pessoas falando assim, eu nunca vou me perdoar por ter feito isso. Ah, se eu tivesse feito diferente, minha vida seria outra. Eu estraguei tudo.
Essas frases são muito comuns. Eu imagino que você talvez já tenha se falado ou pensado alguma delas. Eu ouvia muito esse tipo de queixa na clínica e continuo escutando isso em conversas que eu tenho no dia a dia, como essa que eu falei do fim de semana. Então, inclusive, me conta aqui nos comentários se você também luta com algum tipo de culpa do teu passado.
Hoje eu quero te mostrar que esse lugar, ele não é só comum, mas ele é muito possível de você conseguir sair dele de uma forma prática, saudável e baseada na psicologia. Então vamos começar falando aqui sobre por que é tão difícil se perdoar.
Tem uma coisa muito importante aqui. Na terapia cognitivo-comportamental, a gente entende que o sofrimento não vem só por aquilo que aconteceu, mas pela forma que a gente interpreta o que aconteceu. Você já deve ter me ouvido falar sobre isso. E quando o erro é nosso, existe um fator que pesa muito. Porque é uma responsabilidade combinada com o julgamento. Você não só reconhece que você errou, mas você também está se condenando e se julgando por aquele erro.
E aí entra um padrão muito comum, que é a autocrítica excessiva, que a gente já mencionou em diversos episódios. É quando a pessoa vira a própria juíza, a promotora, a carrasca de si mesma.
Então, sem expor ninguém, tá? Eu vou trazer algumas situações que eu vejo na clínica, na minha vida, no dia a dia. Então, existem pessoas que, por exemplo, fizeram escolhas ruins nos relacionamentos passados e carregam culpas por anos, pensando, né? Como que eu me sujeitei a isso? Como que eu perdi tanto tempo nessa relação? Por que que eu fiz isso? Por que que eu escolhi errado? Por que que eu, né? Me vinculei a essa pessoa?
Talvez você tenha passado também por anos em um relacionamento que acabou não dando certo. E aí você se culpa por não ter saído antes, por ter perdido tanto tempo. Perdido, entre aspas, né? Talvez você tenha traído alguém, machucado alguém.
E isso te persegue até hoje, se sentindo uma pessoa péssima, a pior pessoa do mundo. E você carrega aquela dor com você até hoje, aquela culpa. Existem muitos pais e mães também que olham para a forma como lidaram com os filhos no passado e hoje se sentem profundamente culpados, como se tivessem falhado de forma irreparável. Pais e mães que veem as escolhas dos filhos e falam meu Deus, a culpa é minha, eu devia ter feito diferente, isso é porque eu falei aqui, falei lá, deixei de fazer tal coisa.
São aqueles pais que pensam que tudo que aconteceu de ruim com os filhos é culpa deles. Tem pessoas também que tomaram decisões financeiras erradas, ruins, entraram talvez em sociedades que deram mal no final, que não foram bem sucedidas, pessoas que entraram em dívidas, que fizeram investimentos que não deram certo. E aí vivem com essa sensação de que elas estragaram a própria vida, perderam a chance que tinham.
Claro que existem casos graves, existem pessoas que cometeram crimes, por exemplo, e que não conseguem se perdoar. Quando eu estava na faculdade, eu fiz um trabalho, era um projeto, e eu acabei escolhendo trabalhar com ex-presidiários, porque na época a minha família e a igreja que a gente tinha, a gente tinha um centro de reabilitação para dependentes químicos.
E a maioria das pessoas que estavam lá naquele momento já tinham tido uma passagem pela prisão, já tinham cometido crimes. E aí eu fui entrevistar essas pessoas, né? Era sobre... era uma pesquisa bem subjetiva sobre a experiência daquelas pessoas. E algo muito comum em todos os discursos, todas as pessoas que eu entrevistei, era justamente essa culpa.
por aquilo que eles tinham vivido, por aquilo que eles tinham errado, pelo tempo que eles tinham perdido por causa desses erros. Então, como seguir em frente diante de cenários como esses que eu citei? Percebe? Não é só sobre o erro, é sobre também a identidade que a gente constrói a partir dos erros que a gente cometeu. Então, aquele eu errei vira na mente de muitas pessoas.
Eu sou um erro. E isso mexe com a forma como as pessoas se enxergam e vai determinar muito sobre como elas vão encarar a vida dali pra frente. Então, presta atenção no que eu tô falando aqui, porque é muito importante isso, tá? Muita gente acredita que não se perdoar é uma forma de pagar pelo erro. Sabe? Então eu vou ficar aqui me culpando, eu não vou me perdoar, eu vou sofrer a minha vida inteira me sentindo a pior pessoa do mundo.
Porque é como se carregar aquela culpa fosse uma espécie de justiça, que ela merece carregar aquela culpa. Só que na prática isso gera exatamente o oposto do que a pessoa precisa. Gera uma baixa autoestima, uma sensação constante de inadequação, autossabotagem, dificuldade de viver coisas boas, de desfrutar de uma vida diferente, como se não merecesse nunca mais ser feliz. Além de muita ansiedade e até muitas pessoas que acabam entrando em depressão.
Tem um ponto importante aqui, quem não se perdoa muitas vezes não consegue mudar de verdade, não consegue escrever um futuro diferente, porque fica preso no passado. Ao invés de crescer a partir dele, ao invés de se tornar uma pessoa melhor, fica estagnado naquele erro. Então se perdoar, para você que está me ouvindo aqui, não é passar pano em você mesmo, não é fingir que não aconteceu, não é se isentar de responsabilidade.
Se perdoar simplesmente é reconhecer o erro, assumir responsabilidade por aquele erro, aprender com ele e poder seguir em frente sem se punir eternamente. É trocar a culpa destrutiva por uma responsabilidade que pode ser construtiva daqui para frente. Porque a gente não tem como mudar o passado, isso é fato. Quando eu falo sobre perdoar os outros, a gente sempre volta para esse caminho, eu não tenho como mudar o que aconteceu.
Então agora a gente vai para aquilo que importa, né? Como que a gente faz isso na prática? Quero falar com vocês sobre cinco pontos fundamentais. Então pega a caneta, papel, caso você queira anotar. Você precisa ter esse passo a passo visualmente aí diante de você.
O primeiro passo que a gente vai falar aqui hoje é contextualizar o teu erro. Anota aí, contextualizar o erro. Por quê? O que significa isso? Isso significa você olhar para quem você era naquele momento da tua vida?
com honestidade, com maturidade. Qual que era o teu nível de consciência naquela época? Quais eram as tuas referências naquela época? O que você sabia e, principalmente, o que você não sabia sobre a vida ou sobre aquilo que você estava cometendo?
Muitas vezes a gente se julga hoje com uma régua que simplesmente não existia naquela época. É como se você estivesse exigindo de você uma versão, aliás, da sua versão passada, você está exigindo da sua versão passada uma maturidade que essa versão ainda não tinha desenvolvido. E isso é muito injusto.
Isso não significa tirar a responsabilidade, mas é colocar esse erro dentro de um contexto mais realista. Você não tomou aquela decisão sendo quem você é hoje. Você tomou sendo quem você era naquela época. E isso muda completamente a forma como você olha para essa história. Então esse é o primeiro ponto, contextualizar o seu erro e se olhar com um pouco mais de compaixão.
O segundo ponto aqui é identificar e questionar os pensamentos que surgem a partir desse erro. Então, quando eu olho para mim, quando eu entendo que eu fiz o que era possível naquela época, com aquela consciência, isso já abre um espaço para a gente agora. Vamos questionar esses pensamentos que surgiram a partir desse erro. Porque o sofrimento, como eu falei, não vem só do que aconteceu, mas dessa narrativa que você constrói sobre o que aconteceu.
E muitas vezes, gente, essa narrativa é extremamente rígida, punitiva e até distorcida. Pensamentos como aqueles que eu falei, né? Eu sou péssima pessoa, eu sou horrível, eu estraguei tudo, eu não mereço ser feliz, eu acabei com as minhas oportunidades. Esse tipo de pensamento, quando passa a ser repetido como uma verdade absoluta,
acaba realmente fazendo com que a tua vida daqui pra frente se torne miserável. Mas não são verdades, são só interpretações. E aqui entra um trabalho muito importante da terapia cognitivo-comportamental, que é você aprender a questionar esses pensamentos.
Então, qual que é a evidência de que você é uma pessoa horrível simplesmente por causa daquele erro que você cometeu? Você julgaria, então, que todas as pessoas que já cometeram aquele erro são pessoas abomináveis, horríveis? Será que você reduziria outra pessoa, especialmente uma pessoa que você gosta, um amigo, um familiar? Será que você reduziria essa pessoa?
a um único erro que ela cometeu? Será que não existe uma forma mais equilibrada de você olhar para quem você é a partir desses erros? Aos poucos, a gente pode começar a construir pensamentos mais realistas, como Bom, eu errei.
Isso teve consequências, muitas vezes, graves, mas isso não precisa definir quem eu sou hoje. As escolhas que eu tomo hoje, as minhas ações hoje, amanhã e a partir de agora, é que vão seguir determinando e definindo a pessoa que eu sou.
E não um caso isolado, ou mesmo que tenham sido alguns erros do passado, tudo bem, você vai ter bastante espaço para reparação. Mas isso não precisa definir quem você é o resto da vida, tá? Isso abre espaço para mudança, quando a gente vai treinando a nossa mente a pensar dessa forma.
Certo? E aí, vamos lá, terceiro passo para você que está anotando, muito importante e muito difícil, é talvez um dos pontos mais desafiadores, é praticar autocompaixão. Porque muita gente confunde autocompaixão com passar a mão na cabeça, com se acomodar, mas não tem a ver com isso, autocompaixão é a capacidade de você se tratar com a mesma humanidade, com a mesma compreensão e respeito que você teria com alguém que você ama.
É você reconhecer que errar faz parte da sua experiência humana, de todos nós, na verdade. E que você não é o único que falhou, a única pessoa que cometeu aquele erro no mundo. E que você não é um caso isolado de imperfeição, a pior pessoa da face da Terra.
Coloca sobre perspectiva essas coisas. E aqui vale um exercício muito simples, tá? Quando você se pegar se criticando, você pode fazer essa pergunta. Se fosse alguém que eu amo passando por isso, o que eu diria para essa pessoa? Com certeza você já ouviu essa técnica, mas ela segue sendo muito útil, apesar de clichê. Provavelmente você seria muito mais gentil, muito mais compreensivo, muito mais equilibrado.
E o convite é você começar a direcionar esse mesmo olhar para si mesmo. E para muitos de nós aqui é muito difícil, porque a gente tem, por uma história de vida mesmo, um olhar para si mesmo de muita crítica, ao invés de um olhar de compaixão. Então, presta atenção nisso e começa, aos pouquinhos, a colocar em prática. A partir dessa pergunta aqui, de como eu trataria alguém que eu amo, o que eu falaria para alguém que eu amo que cometeu esse erro.
Então, faça isso, você vai ver que isso vai começar a flexibilizar um pouco dentro de você essa culpa, essa mágoa que você ainda sente. E o quarto passo, eu não gosto de falar de passo, mas é um passo, um passo a mais da tua jornada que é você transformar o teu erro em aprendizado. Eu sei que parece também clichê isso, mas fica aqui comigo. Todo erro carrega potencialmente uma informação importante.
O problema é que quando você fica preso na culpa, você não consegue acessar esse aprendizado de forma total. Você fica girando em torno da dor, remoendo a dor, lambendo a ferida, digamos assim, mas não extrai nada dela. E aí é um sofrimento inútil. Então uma pergunta muito prática que é, o que esse erro me ensinou? Sobre mim, sobre os meus limites, sobre as minhas escolhas, sobre os meus valores, sobre o que eu preciso desenvolver.
Às vezes, um erro nos ensina que a gente não tinha limites, eu não sabia colocar limites, eu não me valorizava, por isso eu entrei nessa relação. Um erro financeiro te ensina sobre impulsividade, sobre falta de planejamento. Um erro com os seus filhos pode te ensinar sobre regulação emocional. Um erro, talvez, que você cometeu lá no relacionamento, você traiu alguém.
que você amava, talvez você tenha perdido aquele relacionamento, aquilo te ensina algo sobre os teus valores, sobre não ferir valores importantes.
Quando você consegue extrair esse aprendizado, o erro deixa de ser só dor e passa a ser também uma construção para quem a gente quer se tornar. Então isso aqui é muito importante, tá? Pega aí os principais erros, talvez um erro que te incomoda, que está aí te acompanhando, te assombrando, e coloca no papel os aprendizados, o que esse erro me ensinou. Me ensinou isso, isso e isso. Bom, então o que eu posso fazer daqui para frente?
para nunca mais errar nessa mesma área. Nunca mais é meio forte, pode ser até que você erre novamente. Se for um erro muito grave, como um crime, eu espero que nunca mais você erre na vida. Agora, erros como machucar alguém, falar algo que machucou, uma briga, um ato impulsivo que você teve, talvez você cometa novamente, mas pegar esses aprendizados e levar adiante é uma forma de proteção.
Então anota tudo isso daí. E por fim, o quinto ponto, que também é muito importante, é reparar o que for possível. Presta atenção, o que for possível reparar, eu vou buscar reparar. Porque parte do processo de se perdoar também passa por você ter uma responsabilidade. Então se existe algo que pode ser reparado, faça isso.
A reparação por um crime, por exemplo, é você pagar por aquele crime, você ter a justiça ali vai determinar qual que é a sentença. Agora, a reparação por você ter machucado alguém, ferido alguém, muitas vezes é você ir lá e pedir perdão, ajustar comportamentos. Tem pessoas que erram.
E aí elas não reparam, elas não buscam ajuda, elas continuam errando, errando, errando. Isso não é o que eu estou te ensinando a fazer aqui. É você se perdoar, mas você reparar. Você vai ter que ajustar os seus comportamentos, ter conversas difíceis que você precisa ter e agir diferente hoje. Tudo isso ajuda a reorganizar a tua relação com o erro.
Se pra você tá sendo muito difícil nesse processo de reparação e você se vê constantemente errando nas mesmas coisas, machucando as pessoas, caindo nos mesmos hábitos, traindo constantemente, por exemplo, nos seus relacionamentos afetivos, se você se pega errando naquilo que você já se sente culpado e você não tá conseguindo mudar,
Tá na hora de você buscar uma ajuda profissional. A terapia, com certeza, é o ambiente onde vai te ajudar a olhar pra esses gatilhos, olhar pra tua história, entender por que você, mesmo não querendo, acaba cometendo os mesmos erros.
Então, se você é essa pessoa, vai no link da Bill aqui, agenda a tua primeira sessão de terapia, não continua dando murro em ponta de faca, tentando sozinho, fazendo promessas para as outras pessoas, promessas que você sabe que não vai conseguir cumprir. Então, vai mais fundo entender por que você tem cometido esses erros.
e a terapia com certeza vai te ajudar, tá? E aí tem um outro lado aqui que é importante, que eu falei, né? Reparar quando possível. Porque é imprescindível que você entenda que nem todos os erros têm um reparo externo. Nem toda situação vai permitir um conserto direto.
Talvez você tenha sido um filho que não deu valor para os seus pais, desrespeitou os seus pais, você não valorizou eles como você gostaria e talvez o teu pai ou tua mãe já tenha falecido. Isso é uma situação que eu já vi, a pessoa se arrepender porque brigou com o pai, foi no último dia que viu o pai, não valorizou, não cuidou, seja o que aconteceu e aí a pessoa faleceu. Esse é um erro que não tem reparação com aquela pessoa.
E eu sei que é muito difícil você conviver com uma culpa, uma dor, que você não tem como fazer diferente agora. Mas aqui, de novo, vem o processo de aceitação. Aceitação radical das suas circunstâncias é uma ferramenta da psicologia. E quando o erro não existe reparação, você não consegue voltar atrás, não consegue mudar, não tem nada que eu possa fazer, Alana, sobre esse erro.
Seja porque a pessoa já faleceu, seja porque a pessoa já aconteceu, não tem com quem eu pedir perdão, não tem como eu mudar. Ok, então você vai aceitar.
E você vai ter que reparar internamente. Essa reparação interna vai acontecer quando você se perdoa, quando você aprende com seus erros e você se compromete a não fazer isso mais daqui para frente. Então você reconhece que não pode voltar no tempo, mas você pode escolher quem você vai ser a partir de agora. E isso já é por si só uma forma muito poderosa de reparação.
Agora, trazendo isso até para algo mais leve do cotidiano, porque eu sei que estou falando aqui coisas de erros bastante graves, que estão te trazendo culpa de anos atrás, de décadas até. Mas vamos pensar um pouquinho dos erros também do nosso dia a dia. Trazendo isso para o nosso cotidiano.
Se você não aprende a se perdoar nos pequenos erros, você também vai guardar mágoa e ter dificuldade nos grandes erros. Você vai sofrer muito mais nos grandes erros que você vai cometer, porque somos seres humanos. Então, coisas simples do dia a dia, como eu falei algo que eu não queria, eu perdi a paciência com meu filho, gritei, eu não fui produtiva como eu gostaria, eu menti, eu esqueci algo importante. Então, são pequenos erros.
que são um treino diário muito importante de você assumir seus erros, ajustar, seguir em frente com seus aprendizados, não ficar ali remoendo coisas que já passaram. Foi ontem isso. Agora eu vou lá, eu reconheço, eu reparo, eu peço perdão, eu ajusto e sigo em frente, sem drama excessivo, sem peso desnecessário.
Faz sentido pra você isso? Me conta aqui nos comentários, tá? Se você, essa pessoa, se viu nessas coisas que eu falei e precisa fazer esses ajustes. Eu quero terminar esse episódio te deixando uma pergunta, tá?
Até quando você vai continuar se punindo por aquilo que já passou? O passado a gente não muda, mas a forma como a gente se relaciona com ele muda tudo. Então se perdoar, lembra, não é esquecer do que aconteceu, mas é decidir que você não precisa mais viver aprisionado com isso. Então se esse episódio fez sentido pra você...
Me conta aí qual é a dificuldade que você tem em se perdoar, se você está disposto a colocar tudo isso em prática a partir de hoje. Eu vou amar ler e, quem sabe, posso trazer mais conteúdo sobre isso também. Se você conhece alguém que precisa ouvir esse assunto, esse conteúdo, compartilhe o episódio. Às vezes, o que a pessoa precisa é só de uma nova forma de olhar para a própria história e você pode ajudar ela nesse processo. Obrigada por me acompanhar até aqui. Um beijo e até a próxima.
E aí
Clínica Online
Terapia onlineEncontrar minha psi