Episódios de Psicologia na Prática

#271 - A vida que você deveria ter

21 de abril de 202623min
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Você vive com um “eu deveria…” na cabeça? “Eu deveria estar mais longe, ganhar mais, estar num relacionamento, ser mais magra, mais produtiva, mais feliz.” O problema não é querer crescer — é quando esse “deveria” vira um chicote invisível que te mantém correndo atrás de uma vida que nem é sua. 

Neste episódio, eu te explico sobre essas regras internas rígidas que viram culpa, ansiedade e desânimo crônico. E, principalmente, eu te guio por um teste decisivo: isso é meu ou é dos outros?

Você vai aprender a sair do modo performance e construir, de forma prática, a vida que você realmente gostaria de ter, trocando cobrança por escolha, valores reais por comparação e perfeição por consistência.

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Participantes neste episódio1
A

Alana Nijá

HostPsicóloga
Assuntos5
  • Deveria e suas consequênciasculpa · ansiedade · desânimo crônico · terapia cognitivo-comportamental · deverização
  • Mudança de perspectivavalores reais · escolhas conscientes
  • Origem dos deveriasexigências da infância · cobranças sociais · experiências de rejeição
  • Construindo a vida que você desejaautocuidado · rede de apoio
  • Impacto do deveria na vidaperfeccionismo · autocobrança · medo de errar
Transcrição63 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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E aí, minha gente, sejam muito bem-vindos ao Psicologia na Prática. Eu sou a Alana Nijá, sou psicóloga, especialista em terapia cognitivo-comportamental. E como você já sabe, eu tô aqui toda terça-feira. Por mais difícil que esteja nessa reta final, tô aqui toda terça-feira com conteúdo novo pra te ajudar a construir uma vida mais leve, com mais inteligência emocional.

E já quero começar te pedindo para dar aquela força aqui para mim, aqui nesse canal. Se você está me assistindo no canal do YouTube, se inscreve, deixa o seu like aí. E se você está me ouvindo pelo Spotify ou alguma outra plataforma de streaming, lembre de seguir, avaliar, fazer a ação que for necessária para você contribuir com esse conteúdo que ele continue alcançando cada vez mais pessoas.

E hoje, gente, o título do episódio é um pouco diferente, né? É a vida que você deveria ter. Por quê? Eu tenho quase certeza que existe uma frase que aparece na tua cabeça com uma frequência bem intensa. A frase é, eu deveria.

Alguma coisa. Eu deveria estar mais longe, eu deveria ganhar mais, eu deveria estar num relacionamento, eu já deveria ter filhos, eu deveria ser mais madura, eu deveria ser mais magra, eu deveria ser mais disciplinada, eu deveria ser mais produtiva. Eu deveria já ter superado isso, eu deveria estar feliz e não tô. É ou não é? Passa isso ou não passa aí na tua cabeça?

E o problema não é você querer crescer. O problema é quando esse deveria, ele vira um chicote invisível, digamos assim, que te acompanha o dia inteiro. E aí, no fim, você não constrói a vida que você quer.

Você adicionar uma versão imaginária do que você tinha que ser. Olha, presta bem atenção nisso. No final desse episódio eu vou te mostrar uma forma mais prática de separar a vida que você acha que deveria ter e a vida que você realmente gostaria de ter. Porque são coisas diferentes. Para pra pensar comigo, tá? Às vezes, quando a gente se confunde, a gente acaba vivendo, correndo atrás de uma vida que nem é nossa, que nem é aquilo que a gente realmente quer viver.

Então, vamos falar sobre o que são esses deverias na terapia cognitivo-comportamental e por que eles nos cansam tanto. Eu já citei isso em alguns outros episódios, mas na TCC, que é a terapia cognitivo-comportamental, esse deveria é um pensamento automático muito comum ligado a uma distorção chamada de deverização, digamos assim.

São regras internas, rígidas, sobre como você, os outros ou a vida teriam que ser. É como se existisse um manual invisível ali na tua cabeça, dizendo o tempo todo o que é certo, o que é aceitável, o que é suficiente.

E o detalhe é que esse manual quase nunca foi escrito por você de uma forma consciente. Ele costuma vir de exigências da infância, comparações, de críticas, de cobranças sociais, de experiências de rejeição. E o problema do deveria é que ele não conversa, ele dá uma ordem. E geralmente ele vem acompanhado de uma ameaça.

de uma ameaça e de identidade mesmo. Então, assim, eu deveria dar conta, senão eu sou fraca.

Eu deveria estar melhor, senão eu estou atrasada. Eu deveria ser perfeita, senão vão me rejeitar. Eu deveria ser mais grata, senão eu estou sendo uma pessoa ingrata. Eu deveria ser mais produtiva, senão eu sou preguiçosa. Percebe como esse deveria raramente é só sobre comportamento? Ele vira um julgamento sobre quem você é.

E por trás dele, quase sempre, tem uma tentativa de controle. De controlar a opinião dos outros, de controlar o futuro, de controlar a possibilidade de falhar, né? Controlar a sensação de insegurança. Só que assim, gente, a vida não é controlável nesse nível. Então você tenta compensar com o quê? Com mais esforço, com mais vigilância, com mais cobrança. E isso vai drenando demais a nossa energia.

E como esse padrão é impossível de sustentar por muito tempo, ele gera efeitos bem previsíveis. Então a gente vê a culpa constante, muito comum, mesmo quando você está fazendo muita coisa. Você termina o dia e não sente satisfação, só sente dívida. Muitas pessoas acabam sentindo ansiedade porque nunca está bom o suficiente. Sempre tem um ajuste, uma memória, uma melhora, alguma coisa que falta ainda.

Muitas vezes sentem desânimo, porque parece que nunca chega lá. Quanto mais tenta, mais distante fica da sensação de merecer descanso ou de se sentir orgulhoso de si mesmo. No fundo, a mente nos coloca numa esteira. A gente vai correndo, correndo, e a gente não chega em lugar nenhum emocionalmente. Você pode até entregar, cumprir, resolver, mas não sente aquela paz. E é aí que o deveria vira um cansaço crônico.

Não é só o que você faz, é a forma como você se trata enquanto você faz. Bom, dito isso, vamos pensar um pouquinho aqui de onde que vêm esses deverias, como que isso nasce na nossa vida. Por que ninguém nasce se cobrando assim, né? Esse modelo mental é algo aprendido e na maioria das vezes foi uma forma até bem inteligente do nosso cérebro tentar garantir essa sensação de segurança, de pertencimento, de controle.

O problema é que isso pode ter sido útil lá atrás, mas vira uma prisão no nosso hoje. Então, a gente já falou sobre isso, mas algumas origens comuns, aquela questão do amor condicionado na infância, de não ter sido amado simplesmente por existir, mas sim quando performa, quando é boazinha, quando é forte, quando é madura, inteligente, responsável, que não dá trabalho.

E aí tem aquelas conexões, associações que o nosso cérebro faz. Eu sou amado dependendo do meu desempenho. E na prática, gente, na vida adulta, a gente entende dessa forma. Eu só me permito descansar quando eu mereço. Só me sinto em paz se eu entreguei tudo. Só me sinto seguro quando eu estou sendo útil.

Você não está buscando leveza, você está buscando aprovação. E mesmo quando recebe um elogio, a mente responde, tá bom, mas eu deveria ter feito melhor. Muitas vezes pessoas que cresceram em ambientes com muita crítica, com muita comparação, com pouca validação emocional, o erro, sabe, que vira punição, vergonha, silêncio. E às vezes não precisava nem errar, né? Bastava não atingir aquele padrão da expectativa de alguém.

E aí a criança entende. Se eu falhar, eu perco o amor, eu decepciono, eu sou um problema. E aí essa regra rígida de eu não posso falhar aparece.

Na vida real, a gente vê isso como perfeccionismo, medo de começar, uma autocobrança absurda, dificuldade de pedir ajuda, uma sensação de estar sempre sendo avaliado. Você vira um adulto, uma adulta que se fiscaliza o tempo todo, porque lá atrás você sentia como se alguém estivesse fiscalizando você.

A gente vive também uma cultura de muita produtividade e de comparação constante. Então é como se a gente vivesse numa vitrine, né? E a régua muda o tempo todo. Que uma época era acordar às cinco da manhã, amanhã já está falando que tem que todo mundo trabalhar com propósito, depois é para ter o corpo X, depois ter a carreira Y e assim por diante. E o nosso cérebro vai se confundindo. A gente olha e pensa, se todo mundo dá conta, eu também deveria dar conta.

Só que você não está vendo o bastidor, o contexto, a saúde mental, a rede de apoio, nem o custo que existe por trás daquela imagem. No fim, você começa a medir o teu valor por produtividade, por resultado, e qualquer pausa vira culpa, porque parece que você está ficando para trás.

E aí se a gente junta isso com traumas, com instabilidade, com necessidade de controle, pessoas que tiveram uma história de instabilidade emocional, de rejeição, de imprevisibilidade, muitas brigas, abandono, enfim. Talvez um ambiente ali em que a criança precisava se proteger, tinha que estar muito atenta, além do clima, da casa, para saber como agir.

Esse deveria pode ter virado um mecanismo de sobrevivência. Como se a nossa mente dissesse, olha, se eu fizer tudo certo, ninguém me abandona. Se eu for perfeito, nada dá errado. Se eu controlar tudo, aí eu não sofro. Só que isso cobra, gente, um preço altíssimo. De viver em estado de alerta, com medo de errar, tentando prever tudo, se culpando quando a vida faz o que a vida faz, né? Porque ela muda, falha, frustra. Coisas escapam do nosso controle.

E aí a gente para de viver para ser feliz e começa a viver para evitar o pior cenário que a nossa mente pinta. Aí você não escolhe mais por desejo, escolhe por medo. Não se move por valores, mas por ameaça. E esse é o combustível mais cansativo que existe, porque ele não te dá paz nem quando você acerta. Então, um teste muito importante de você se fazer é se perguntar. Esse deveria que eu estou me colocando é meu ou é dos outros?

Então, quero te convidar a fazer essas reflexões comigo aqui. Esse é um dos pontos mais decisivos quando a gente fala desses deverias. E se você não separa o que são desejos realmente seus do que é pressão, expectativa e comparação...

você passa a vida correndo atrás de sonhos que nem são seus. Então, escolhe um deveria aí, que aparece muito para você, tá? Pode ser, por exemplo, eu deveria estar ganhando mais dinheiro, ou deveria já estar num relacionamento, deveria ser mais produtiva ou mais magra, deveria já estar com a vida resolvida.

E agora vem o teste, tá? Primeira pergunta. De onde veio essa ideia exatamente? Me responde aí. Dá uma pensada, mesmo que eu não esteja te ouvindo. Você pode até comentar aqui. E não responde assim, ah, vem da vida. Não, vamos mais fundo aqui. Qual que é a primeira... Quem foi a primeira pessoa ou o primeiro contexto que plantou isso em você?

Foi na família, que talvez elogiava só quando você entregava resultado. Foi um pai e uma mãe que vivia comparando você com outra pessoa.

Foi um ambiente, talvez, que era muito rígido e aí te ensinou a sentir culpa por desejar ou por descansar. Foi na escola, foram as notas te treinando a sentir valor pelo teu desempenho. Foi um relacionamento que você precisava provar que era bom o suficiente, ou talvez na internet, as redes sociais.

Seja lá onde tenha sido, tá? Na TCC isso importa porque o pensamento automático não cai do céu. Ele nasce de história, de aprendizado, de repetição. E quando você localiza a origem, você começa a ver isso não precisa ser verdade. Isso aqui foi programado para eu pensar assim. E aí a segunda pergunta que eu quero te fazer é quem ganha quando você acredita nisso? Quem perde?

Parece uma provocação, mas é muito real. Porque quando você acredita que tem que dar conta de tudo, quem que está ganhando com esse tipo de regra? Um sistema, um trabalho, pessoas que se acostumaram a ter você resolvendo tudo? Ou quando você acredita que você não pode decepcionar ninguém, quem é que está ganhando? Relações que não toleram limite?

Quando você acredita que você tem que ser perfeita, de novo, quem está ganhando? Talvez seja a tua ansiedade que está se alimentando disso.

E quem perde, geralmente, é você. Perde energia, paz, saúde, tempo, presença, autoestima. Essa pergunta é muito importante porque ela mostra que muitas vezes o deveria não é sobre evolução pessoal, mas é sobre manutenção de um papel. O papel de ser forte, boazinha, produtivo, impecável, agradável, indispensável.

E aí você precisa se perguntar o que você acha que acontece se você não cumprir essa regra, se deveria. Aqui a gente chega no coração do problema, porque o deveria nunca vem sozinho, ele sempre vem com uma ameaça. Lembra aquilo que completa a frase? Se eu não cumprir esse deveria, então eu vou ser um fracasso, vão me julgar, vão me rejeitar, eu vou ficar para trás, vou ser abandonada.

vou decepcionar, isso vai provar que eu não sou boa, percebe? Isso já não é um objetivo, isso é medo. E na TCC, quando a gente encontra essa ameaça, a gente também encontra a crença central por trás. Então, vem esse lugar de eu não sou suficiente, eu não sou amável, eu não sou capaz, eu não tenho valor. Ou seja, o deveria vira uma tentativa desesperada de evitar dores antigas.

Preste atenção nisso. Aí uma outra pergunta que eu quero que você se faça é, você quer realmente isso que você está se impondo ou você quer a sensação que você imagina que aquilo vai te dar? Porque olha só, às vezes você acha que você quer dinheiro, mas o que você quer é mais segurança. Você acha que você quer um corpo específico, mas o que você quer mesmo é aceitação.

Você acha que você quer e precisa, deveria estar num relacionamento, mas o que você quer é sentir pertencimento. Você acha que você precisa e deveria ser mais produtiva, mas o que você quer é não se sentir culpada, se sentir capaz. E quando a gente entende isso, a gente para de correr atrás da embalagem somente e começa a procurar a necessidade real.

Por exemplo, se o que você quer é mais segurança, talvez o caminho seja mais planejamento financeiro, uma terapia para te ajudar nesse processo, uma organização maior da rotina, construir uma rede de apoio e não ficar se matando tentando performar.

Se você quer, por exemplo, aceitação, talvez o caminho seja você buscar trabalhar a tua autoestima, ter um círculo social mais saudável, melhorar nessa questão da comparação, se cuidar mais e não odiar o teu corpo.

E aí a gente se pergunta, isso é meu mesmo ou é um contrato invisível que eu assinei sem nem perceber? É interessante chamar isso de um contrato invisível porque é assim que parece. Você vive obedecendo regras que ninguém te pediu explicitamente hoje, mas que você continua cumprindo como se a tua vida dependesse disso.

Então se pergunta de forma bem objetiva, se ninguém fosse me julgar, se ninguém fosse comentar, se ninguém fosse me comparar, será que eu escolheria isso? Você ainda colocaria essa meta como prioridade? Você ainda diria que você deveria essas coisas? Porque se a resposta for não, então talvez isso deveria seja mais sobre os outros do que sobre você.

E aqui entra a virada terapêutica desse episódio. Quando você identifica o que o deveria, tá? É dos outros. Você não precisa jogar tudo fora. Você só precisa fazer um ajuste de direção. Sair desse modo de provar o seu valor e entrar no modo de construir uma vida que vale a pena. Porque no fim, o objetivo não é eliminar todos os deverias da vida. É parar de viver como se você tivesse que merecer.

Sabe? Então vamos desenhar aqui uma cena comum, tá? Porque essa vida que você deveria ter costuma ser uma vida de performance.

Você acorda e já sente que está em dívida. A mente abre lá um painel de tarefas, de metas, comparações, contas. É o corpo, carreira, relacionamento, espiritualidade, terapia, exercício, autocuidado. E aí você pensa, meu Deus, eu não dou conta nem direito de existir. Essa é a vida do deveria. É uma vida que você está sempre tentando ser aprovada.

Mesmo quando ninguém está te cobrando, você se cobra por todo mundo. E isso tem um custo, né? Você perde a espontaneidade, você perde presença, você perde prazer, perde identidade. Porque passa tempo tentando ser aceitável. Mais tempo passando tentando ser aceitável do que descobrindo quem você é.

Então, como que a gente constrói uma vida? A vida que a gente gostaria de ter, sem romantizar. Vamos virar a chave aqui. Eu quero ser bem prática. A primeira coisa é você trocar esse deveria por eu escolho. Isso muda de uma ameaça para uma direção. Em vez de dizer, eu deveria emagrecer, você pode falar, eu escolho cuidar do meu corpo, porque eu quero ter energia, eu quero ter saúde.

Ao invés de ficar me punindo, dizendo que eu deveria produzir mais, deveria ser mais produtiva, eu escolho organizar meu trabalho, porque eu quero ter paz, eu quero ter autonomia. É uma mudança simples de linguística aqui, de narrativa, mas a gente acaba mudando o motor, a gente sai do medo e vai para aquilo que é um valor para a gente.

E para isso você precisa descobrir os seus valores reais, não os valores do Instagram. A gente teve um episódio aí recente, acho que no mês passado, só sobre valores, você pode procurar para ouvir depois. E algumas perguntas que você pode se fazer, se você caiu nesse episódio e não ouviu o outro, é o que eu admiro em pessoas que eu respeito? O que eu quero que seja verdade sobre mim, mesmo nos dias difíceis?

No fim da vida, o que eu gostaria de lembrar do que eu fiz, do que eu deixei? Porque os valores, eles se mostram aí nessas respostas. Eles são bússolas, eles guiam o nosso caminho. São valores como liberdade, conexão, crescimento, espiritualidade, justiça, família, saúde, contribuição. Então você precisa transformar esse valor em um comportamento na tua vida. Porque valor sem ação vira só discurso.

Então, se o teu valor é saúde, a ação não precisa ser treinar uma hora por dia, mas pode ser, vou caminhar 10 minutos, 3 vezes na semana. Se o teu valor é conexão, você pode mandar uma mensagem para uma amiga hoje. Se o teu valor é ter paz, você pode tirar 15 minutos ali sem telas à noite, fazer algo que te traz paz. A vida que você gostaria de ter se constrói com essas pequenas decisões, tá?

E aí uma outra dica que eu te dou aqui, você pode fazer um inventário de dívida, tá? Você pode escrever mesmo assim, eu me sinto em dívida com a minha família, meu corpo, minha carreira, meu marido, minha casa, com Deus, com a minha idade, com o meu futuro, seja o que for. E aí você vai se perguntar, que parte dessa dívida é real e que parte é uma cobrança sem contrato, digamos.

Porque muita gente vive tentando pagar uma dívida que ninguém cobrou. Só a nossa própria mente. E aí esse exercício vai te dar alguns insights importantes, porque você precisa, por fim, aqui, treinar uma nova régua.

Você precisa que o teu cérebro ele tá viciado em sempre mais, mas você vai precisar treinar essa pergunta do que é suficiente hoje. Hoje é suficiente não desistir, hoje é suficiente parar de fazer mal pra mim mesma, de ficar me cobrando, me punindo.

Então, essa vida que você deveria ter, gente, nós deveríamos ter, geralmente é uma vida que nos deixa vazio no fim das contas. A vida que nós gostaríamos de ter é uma vida que nos deixa em paz, mesmo que imperfeita.

Então, quando deveria aparecer hoje, faz um movimento pequeno, percebe, nomeia, se questiona, troca por uma escolha conectada com o valor seu, faz uma ação, mesmo que mínima, que sustente essa escolha. Porque a liberdade não começa quando a gente vira uma pessoa perfeita. Ela começa quando a gente para de viver como um réu de si mesmo.

E talvez você já tenha tentado fazer isso várias vezes e isso te faz sofrer, está te trazendo sofrimento. Então, se é o teu caso, se você gostaria de um suporte profissional para não lidar mais com isso de uma forma tão pesada, agenda uma sessão de terapia. Tem um link na descrição desse episódio ou então escaneia o QR Code que vai estar na tela do vídeo para você conhecer as psicólogas da minha clínica que estão prontas para te ajudar nessa jornada.

Lembra também que na descrição desse episódio tem um material extra para você fazer exercícios com essas perguntas que eu fiz aqui, para você poder olhar e ter uma visão geral desse episódio e levar para a tua semana para refletir, porque é mais importante do que me ouvir toda terça, é o que você faz com o que você escuta aqui, tá bom?

A gente se vê na próxima semana. Espero ter te ajudado. Lembra de compartilhar esse episódio com seus amigos, com suas amigas. E de deixar aqui pra mim o seu comentário de como que eu te ajudei. Isso vai ser muito importante pra mim. A gente se vê na próxima terça. Até lá.

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