#270 - Entenda porque você atrai pessoas indisponíveis
Quantas vezes você viveu algo intenso que não virou nada? A pessoa aparece com carinho e some sem explicação, te dá migalhas e te deixa presa na dúvida — e você começa a se perguntar se está exigindo demais ou aceitando de menos.
Neste episódio, eu explico o que significa indisponibilidade de verdade (emocional, afetiva, relacional e prática), por que esse padrão parece se repetir e como seu cérebro pode confundir ansiedade com amor por causa de crenças antigas.
Você vai reconhecer o ciclo que vicia emocionalmente (reforço intermitente) e aprender estratégias claras para quebrar esse padrão sem virar fria: trocar potencial por evidência, atualizar regras internas, fazer perguntas cedo, sustentar limites e escolher relações que te deem paz — e não prova.
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- Saúde EmocionalCrenças sobre amor · Ciclo de relacionamentos · Reforço intermitente · Limites em relacionamentos
- Relacionamentos saudáveisTrocar potencial por evidência · Atualizar regras internas · Fazer perguntas cedo · Sustentar limites
E aí, minha gente, sejam muito bem-vindos ao Psicologia na Prática. Eu sou a Alana Nijá, sou psicóloga, especialista em terapia cognitivo-comportamental, mestre em ciências do desenvolvimento humano, e eu estou aqui todas as terças-feiras com um novo conteúdo para te ajudar a construir uma vida mais leve, com mais inteligência emocional.
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Você já reparou o quanto de estresse a gente tem simplesmente por lidar com o nosso dinheiro? E não é só quando falta o dinheiro não, ou quando a gente tem que fazer contas, mas é também quando o nosso dinheiro tá lá parado, sem render, a gente não sabe o que fazer com ele. Na psicologia a gente chama isso de inação por conforto.
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E pra gente começar a nossa conversa hoje, eu quero te fazer uma pergunta bem direta. Quantas vezes você já viveu uma história de amor que começou intensa, mas que não virou em nada? A pessoa te procura só quando quer, mas some quando você mais precisa. Aparece com migalhas ali de atenção, de afeto e você fica tentando entender, tendo paciência, não quero pressionar.
mas esse padrão vai te desgastando. Ou então é aquela pessoa que diz que gosta de você, mas não assume, não se compromete, não conversa sobre o futuro, não se faz presente de verdade. E você fica com aquela sensação confusa de eu não sei se eu estou pedindo demais ou se eu estou aceitando de menos. Segura aqui comigo até o final, porque eu vou te mostrar o que a psicologia explica sobre esse padrão.
Por que você acaba caindo nos mesmos tipos de relacionamento? Que crenças geralmente estão por trás para que a gente se conecte com esse tipo de pessoa? E principalmente, como quebrar esse ciclo sem virar uma pessoa fria, desconfiada ou fechada?
Então vamos começar falando sobre o que significa ser uma pessoa indisponível, que é o tema desse episódio, né? Por que eu atraio pessoas indisponíveis emocionalmente? Esse episódio veio de uma conversa que eu tive com alguém e as minhas conversas sempre viram ali ideias para podcast, porque eu sei que as dores de uma pessoa são parecidas com as dores de muitos dos meus ouvintes aqui, porque a nossa experiência humana tem muitas similaridades, né?
E quando a gente fala de uma pessoa indisponível, muita gente imagina alguém que não quer compromisso e pronto. Mas na prática, a indisponibilidade emocional, afetiva, raramente é tão simples. Às vezes a pessoa até quer se relacionar, ela gosta de você, ela pode até sentir atração, buscar companhia, só que ela não consegue sustentar um vínculo.
E aí o que aparece não é um não claro, é uma presença que vai e volta, é um afeto que é intenso em alguns momentos e ausente em outros. E isso é exatamente o que mais confunde o teu cérebro e as tuas emoções, né?
Na psicologia, especialmente quando a gente olha para padrões de apego e aprendizagem emocional, a gente vê a indisponibilidade como é menos sobre uma frase, de não quero nada sério, e mais sobre comportamentos repetidos.
A pessoa evita intimidade real, evita responsabilidade emocional, evita coerência. Ela pode até ter uma intenção boa, mas o sistema interno dela entra num modo de defesa quando a relação começa a ficar mais profunda. Talvez seja o caso até de você que está me ouvindo aqui. E o resultado disso é que, para o outro, isso começa a dar uma sensação na relação de que ela parece ser promissora, mas ela nunca... Nunca...
Vai, sabe? De vez. Então, você tenta conversar sobre sentimentos, mas recebe respostas vagas, ironia, mudança de assunto, ou simplesmente tem ali uma parede emocional.
Ela pode ser ótima na hora que é leve, divertido, mas some quando você precisa de presença. E você percebe isso, né? Quando tenta se aproximar, você sente que está... Parece ali que batendo de frente com alguma coisa. O outro não consegue nomear aquilo que sente, não valida o que você sente, não consegue sustentar essas conversas profundas e mais difíceis.
Em vez de construir intimidade, essa pessoa usa estratégias de defesa. Nacionaliza tudo, minimiza, diz que você está exagerando, ou faz você se sentir sensível demais. O problema não é ser mais reservado, é ser uma pessoa inacessível.
Então a indisponibilidade afetiva é quando a pessoa aparece, aparece ali, mas ela não te nutre. Ela te dá migalhas emocionais, manda mensagem quando quer, aparece quando está com saudade, mas não te oferece o básico de segurança. Ela não te inclui, não te assume no sentido emocional ali, não te faz sentir escolhida com consistência, sabe? E isso cria um fenômeno muito comum.
Você começa a viver de picos e vales. Num dia você se sente especial, no outro se sente esquecida. E o teu cérebro vira um radar de sinais. Você passa a ficar medindo o teu valor pela quantidade de atenção que você recebe. Isso é muito perigoso.
Essa indisponibilidade no relacionamento é quando não existe construção, não tem definição, não tem passos claros, não tem progresso, fica quase, sempre no quase, quase namoro, quase compromisso, quase prioridade. E aqui tem um ponto importante da psicologia comportamental, tá? As relações, elas se tornam sólidas por ações repetidas, não por discurso.
A pessoa pode falar, olha, eu gosto de você, mas se ela não alinha isso com atitude, se ela não te inclui na vida, se ela não faz planos, se ela não sustenta acordos, ela está na prática indisponível. E quando você tenta pedir clareza, ela pode responder com frases que adiam tudo, né? Ah, vamos ver, calma, não vamos colocar pressão, está cedo. Não gosto de rótulos, essa é muito comum.
Só que com o tempo, isso vira uma forma de manter o conforto sem a responsabilidade. A indisponibilidade, então, na prática, quando a pessoa nunca tem tempo, nunca prioriza, sempre tem uma desculpa. Não é que a vida corrida não exista, porque ela existe para todo mundo, né, gente?
A minha vida é corrida, a sua é corrida. O ponto é que a prioridade, ela vai se mostrando. Quem quer construir um vínculo com alguém, se organiza, faz caber a justa, independente do momento de vida. Já aquela pessoa indisponível, ela sempre tem um... Agora não, agora não dá.
E o problema é que isso costuma vir com essas migalhas estratégicas. Então ela some, mas volta com uma mensagem carinhosa. Ela não te encontra, mas manda um áudio fofo. Não te assume, mas te chama de meu amor, meu bem.
Isso te mantém presa na esperança, mesmo sem uma base concreta. As indisponíveis podem ser carismáticas, intensas, sedutoras. Muitas são boas ali no começo, porque o começo exige menos vulnerabilidade real. No início, tudo é possível, tudo é leve, tudo é promessa. A pessoa te dá uma versão dela que pode ser muito encantadora.
E não é necessariamente falsa, tá? Só que é uma noção ali, uma versão incompleta. Aí quando a relação começa a pedir consistência, presença, profundidade, ela recua. E você começa a viver um tipo de dinâmica que a psicologia chama de reforço intermitente. Então às vezes vem carinho, às vezes não vem. Às vezes tem conexão, às vezes tem sumiço.
E aí o cérebro humano fica viciado nisso, porque a incerteza aumenta a nossa busca por recompensa. Isso vem de experimentos comportamentais que fazem a gente entender essa lógica.
Então você fica tentando recuperar a fase boa do começo. Você fica tentando receber de novo aquele reforço positivo. E a cada pequena migalha aquilo vira uma prova de que não, não, agora vai. A pessoa gosta, a pessoa está disponível. Não, ela está aqui. Agora vai.
E aí começa a ruminação. Será que eu falei algo errado? Será que eu fiz algo errado? Será que eu estou exigindo demais? Se eu for mais leve, talvez a pessoa fique. Se eu não tocar no assunto, eu não vou assustar. Se eu der espaço, a pessoa volta. Se eu me adaptar, a pessoa muda. Isso é muito comum. E aí você percebe como, aos poucos, você vai saindo do lugar de parceria e entrando num lugar de gerenciamento emocional da relação? E aí
Você começa a medir cada frase, cada pedido, cada mensagem, vira uma especialista em não incomodar. E sem perceber, vai treinando o teu sistema nervoso para viver em alerta, esperando resposta, interpretando silêncio, se culpando por querer o básico. E aí, no fim das contas, a indisponibilidade, ela não é só falta de amor.
Muitas vezes é um padrão de funcionamento relacional. A pessoa se aproxima quando sente vontade, se afasta quando sente ameaça da intimidade. E deixa você num lugar de dúvida constante. E uma relação que te coloca constantemente em dúvida não é uma relação que te dá segurança. É uma relação que te treina a se diminuir para caber.
E por que isso parece se repetir sempre com algumas pessoas? Talvez seja o caso de você que está me ouvindo aqui hoje. Na terapia cognitivo-comportamental, a gente entende que padrões repetidos quase nunca são coincidência. Eles costumam ser resultado de crenças, de escolhas automáticas e reforços que acontecem sem a gente perceber. O cérebro aprende por repetição, então ele vai naquilo que é familiar, mesmo que seja doloroso.
E quando algo se repete na nossa vida amorosa, a pergunta não é por que eu tenho tanto azar, por que meu dedo é podre desse jeito. Mas é sim a gente se perguntar que tipo de dinâmica eu estou reconhecendo como amor. E aqui vem uma frase que pode doer até um pouco, mas é libertadora. Você não atrai pessoas indisponíveis.
Você se apega nelas com mais facilidade. Não porque você gosta de sofrer, nem porque você tem dedo podre, como eu falei, mas porque o teu sistema emocional pode ter aprendido em algum momento, feito algumas associações, como o amor vem com insegurança. Então, se eu não sei onde eu piso, eu fico mais presa.
O afeto vem com esforço. Então, se eu fizer mais, eu mereço mais. O vínculo vem com ansiedade. Então, se eu me preocupar, aliás, se eu não me preocupo tanto, eu acabo perdendo. A estabilidade é sempre acompanhada de tédio. Então, se você está calmo demais, parece que está faltando alguma coisa.
E se você aprendeu isso, uma pessoa disponível emocionalmente pode parecer boa demais, rápida demais, certinha demais, até sem graça. Já passou por isso? Você pode sentir estranheza quando alguém te acolhe com clareza, responde com consistência, conversa com maturidade, fala abertamente sobre seus sentimentos, sem vergonha de esconder o que está sentindo.
Em vez de trazer alívio, aquilo te dá um desconforto estranho, como se você estivesse esperando a parte ruim chegar. A mente pode até inverter, inventar alguns defeitos ali. Eu acho que não tem tanta química. Está indo rápido demais. Essa pessoa parece meio carente. Quando muitas vezes o que está acontecendo é só o teu corpo não está acostumado, a tua mente não está acostumada com esse tipo de segurança.
Enquanto isso, a pessoa indisponível ativa algo que é familiar, a sensação de ter que conquistar. Então aquele sumiço vira um desafio. A dúvida é um combustível ali, aquela migalha vira prova de esperança. E aí você entra naquele modo, se eu fizer do jeito certo, a pessoa vai ficar.
Só que, gente, isso é uma armadilha tão grande, tá? Porque você começa a calibrar a tua personalidade pra ser aceita. Você começa a medir palavras. Você engole as tuas necessidades. Começa a chamar a ansiedade de amor. E chamar a paz de falta de emoção. Olha que perigoso isso.
E aí, gente, isso vai virar uma dinâmica em que você trabalha pelo amor do outro, você vira responsável por manter a relação viva, por não pressionar, por ser leve, por entender o tempo do outro, por não assustar. Só que assim, a relação saudável, ela não é projeto de recuperação emocional do outro. Uma relação saudável, ela precisa de reciprocidade. Duas pessoas construindo, não uma se esforçando e a outra só permitindo.
A terapia cognitivo-comportamental chama as nossas crenças mais comuns de crenças centrais, de regras internas. São ideias profundas que moldam o jeito como a gente interpreta o mundo e como a gente vai também lidar com os nossos relacionamentos, como que a gente reage nos nossos relacionamentos. Então, tem algumas crenças que são muito comuns em pessoas que se prendem em relações indisponíveis.
A primeira delas é eu preciso merecer amor. Então você não se sente escolhida por existir. Você sente que precisa provar valor. Ser mais interessante, mais compreensiva, mais paciente, mais fácil de lidar. E isso faz com que você tolere sumiços, falta de clareza, aceite as migalhas, as promessas vagas. Porque no fundo ali você está acreditando que se você for bom o suficiente a pessoa muda.
Uma outra crença muito comum é, se eu exigir, eu perco. E aí isso vai te fazer engolir necessidades básicas suas, porque tem medo de ser abandonado. Então você vira a pessoa que não cobra, que não pergunta, que não fala o que sente, se anula, se adapta, porque acredita que o amor é frágil.
Outra crença muito comum é eu não posso ser demais. Então eu tenho medo de parecer carente, intenso, chato, exagerado. Só que no fundo você está só querendo o mínimo. E muitas vezes é a presença, a clareza, a prioridade. Outra crença comum é as pessoas pensarem que o amor verdadeiro é difícil mesmo.
Se o amor sempre foi um esforço, sempre teve a ver com tensão, com imprevisibilidade, o teu cérebro acha que isso é o normal.
E o que é simples e saudável é que fica estranho, né? Então parece que tem algo errado, que não tem paixão. Mas, na verdade, tem segurança e previsibilidade, mas que você não reconhece isso como amor, porque você aprendeu que amor sempre é caos. Então a gente precisa olhar para essas crenças que estão sustentando os nossos comportamentos. Essas crenças têm uma raiz lá na nossa história, tá?
E aí a gente vai falar sobre o ciclo que mantém você presa em pessoas indisponíveis. Vamos desenhar esse ciclo aqui do jeito que ele acontece, costuma acontecer na vida real. Então, primeiro começa assim, a pessoa dá sinais ambíguos. Ela aparece com intensidade, depois some.
Num dia é carinhosa, no outro dia fica fria. Diz que sente saudade, mas não marca nada. Fala sobre o futuro, mas não está construindo nada no presente. Aí você vai recebendo esses sinais meio estranhos, misturados ali com momentos bons, que são bons o suficiente para te manter ali. Só que são confusos o suficiente também para te deixar insegura. É o primeiro ponto do ciclo.
Segundo ponto do ciclo, o teu cérebro entra num modo de querer consertar aquilo. Em vez de perceber o padrão e se proteger, se afastar, a tua mente tenta resolver. E aí começar a pensar, o que eu fiz? Como que eu posso fazer melhor? Como que eu posso falar melhor? Será que eu pressionei muito?
Vou me adaptar aqui, vou mudar o tom, o jeito de pedir, o jeito de me posicionar. Vou começar a calcular a mensagem, o horário, o timing. Até que a tua própria personalidade, ela se modifica ali pra caber naquela relação. É como se o amor dependesse do jeito de agir certo.
Isso é o que acontece no ciclo, geralmente. E aí isso vira ansiedade, você passa a viver em um estado de alerta. Cada notificação vira ali um pico de esperança, cada visualização sem resposta é um soco no estômago, e aí você fica ali checando o celular, relendo conversas.
Tentando interpretar sinais mínimos e o silêncio vira ameaça. O teu corpo vai entrando junto nisso, né? O aperto no peito, o estômago embrulhado, dificuldade para dormir, pensamento acelerado. É isso que muitas vezes acontece. E aí vem um próximo ponto no ciclo que é você tende a fazer mais.
E se diminui sem perceber. Então a ansiedade, ela te empurra pra ação. Então você manda mensagem só pra ver se tá tudo bem. Começa a puxar assunto, tenta agradar. Evita conversas difíceis pra não assustar. Aceita aquela pouca reciprocidade. Chama isso de uma fase. Tolera o quase, né? O quase namoro, o quase compromisso, o quase prioridade. E aos poucos você vai trocando essa clareza por essas migalhas. A presença por migalhas, a segurança por migalhas.
E isso traz um alívio momentâneo, tá? Que fortalece o padrão. O quinto ponto aqui do ciclo seria esse alívio. A pessoa reaparece, manda um áudio fofo, chama pra ver, dá um carinho. E você pensa, ufa, tá vendo? Eu exagerei. Era coisa da minha cabeça. Aí o nosso...
O corpo relaxa, muita gente se vicina nesses jogos de aposta. Que é essa coisa do reforço intermitente. Às vezes eu jogo, eu ganho. Às vezes eu jogo, eu perco. Eu joguei, ganhei três vezes, perdi duas. Fica aquela incerteza, aquela inconstância. Eu quero de novo aquele reforço que pode vir, pode não vir. É igualzinho, funciona num relacionamento com uma pessoa indisponível.
Quando o carinho é imprevisível, ele vira o vício emocional. Você vive tentando ganhar de novo aquele momento bom. Só que isso é péssimo, né, gente, pra uma relação amorosa. A gente precisa falar, então, sobre como que a gente quebra esse padrão sem também virar uma pessoa fria. Aí você se torna, muitas vezes, a pessoa indisponível pra outra pessoa que vai vir se relacionar com você depois. A gente não quer isso.
A gente quer se tornar pessoas saudáveis emocionalmente, maduras, que estão abertas para a conexão, se você deseja um relacionamento, que você saiba como lidar com as suas emoções e com as emoções do outro. Então vamos para a parte da mudança prática. Primeiro de tudo, você precisa trocar o potencial por evidência. Um erro muito clássico é a gente se relacionar com o potencial, né?
Ah, ele é incrível quando ele quer. Ele é carinhoso. Ela é muito carinhosa quando ela está bem. Se melhorar isso, vai dar certo. Mas relacionamento, a gente precisa olhar as evidências desde o início. Consistência, presença, responsabilidade emocional, reciprocidade. Então a gente precisa se perguntar. Eu me sinto escolhida ou estou me sentindo sempre em espera aqui nessa relação?
E aí eu preciso atualizar as minhas regras internas. Se a nossa mente está dizendo, a tua mente está te dizendo. Ah, eu tenho que ter paciência, eu não posso pressionar, eu tenho que ser leve para não perder. Você precisa testar novas regras. Eu posso ser leve sem ser negligenciada. Clareza não afasta quem quer ficar. Eu não vou me permitir aceitar essas migalhas. Eu não vou competir por presença. Se eu preciso me diminuir para caber, então isso não é para mim, isso não é amor.
Faça perguntas cedo e observa a reação do outro. Pessoas disponíveis não fogem de clareza. Pessoas indisponíveis, elas se irritam, desviam, te chamam de ansiosa, te colocam como um problema. Então você pode fazer perguntas desde o início do relacionamento, quando você está conhecendo o outro. Você pode e deve fazer perguntas. O que você está buscando agora no relacionamento? Você tem espaço emocional para construir algo? Você deseja isso? Você tem espaço emocional para construir algo?
Você é do tipo que some quando a relação aprofunda? Claro que a pessoa não vai dizer que não, né? Mas você vai ver pelas atitudes dela. E você pode deixar claro desde o início os seus objetivos com relacionamento naquele momento e esperar que o outro também seja claro. Às vezes a pessoa vai dizer que quer um relacionamento, sim, eu estou buscando, não, eu estou disponível. E as ações dela vão mostrar outra coisa logo na sequência. Então lembra que...
As palavras precisam ser congruentes com os comportamentos. A gente não vai levar em consideração somente o que a pessoa fala, mas a gente pode sim abrir espaço para essas conversas desde o início. Então, observa o comportamento que vem depois dessas respostas.
E aí você vai praticar o limite com consequência. Então não é só falar, você vai sustentar. Se a pessoa some e volta como se nada tivesse acontecido, você não precisa fazer um escândalo, mas você também não precisa fingir normalidade. Então, por exemplo, falar, olha, para mim é importante que você seja constante nas suas reações, se não for o seu momento, se você não quer.
Ter um relacionamento sério agora, tá tudo bem. Mas eu não fico nesse tipo de dinâmica. Isso não me faz bem. Eu já tive outros relacionamentos assim e não vai funcionar pra mim. Então é bom a gente ser transparente desde o início. Quando você some, eu me desconecto. Eu preciso de presença pra que a gente esteja construindo algo juntos aqui.
Porque limite sem consequência vira um pedido. Se você começa a tolerar, lembra, você está ensinando para o outro como deve te tratar, como pode te tratar. Aquilo que você tolera e aquilo que você não tolera. E aí a gente precisa fazer algo muito importante, gente, que é diferenciar a química de segurança.
Porque química pode ser muito maravilhoso, mas não é a base de um vínculo saudável. Você precisa se perguntar, eu me sinto em paz nesse relacionamento? Ou eu estou aqui só por causa do que ele me faz sentir, desse frio na barriga?
Se a relação te deixa sempre tentando ser suficiente, tem algo antigo que está sendo ativado e que você precisa olhar. Então essas são algumas dicas para você ficar um pouco mais consciente dentro das relações que você está...
vivendo ultimamente. Se você vive atraindo, ou melhor, se a tua vida parece sempre esbarrar em pessoas indisponíveis, isso não significa que você tem o dedo podre, mas significa que existe um padrão emocional que está precisando de uma revisão aí. O ponto não é virar uma pessoa desconfiada.
e fria. O ponto é você virar uma pessoa que se escolhe primeiro, que tem clareza do que quer pra sua vida e que consegue fazer uma leitura do outro e colocar os limites necessários se afastando, caso seja preciso. Porque quando você aprende a sustentar limites a buscar reciprocidade a não romantizar a ausência você para de chamar de amor aquilo que é só ansiedade com esperança ali.
Então se esse episódio te ajudou, se ele fez sentido pra você, me conta aqui nos comentários, compartilha com alguém que sempre se apaixona por quem não quer algo sério, por quem manda sinais aí confusos. Conforto pro seu dia a dia e atitude pro seu estilo. Encontre o tênis que acompanha o seu passo agora no App Net Shoes. Explore as categorias, garanta as melhores marcas e aproveite. Net Shoes, no seu ritmo. Baixe o app.
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Manda para suas amigas, manda para seus amigos, familiares. E se você percebe que isso é um padrão antigo seu, que isso é doloroso, que isso é repetido, a terapia ajuda muito. Porque não é só sobre escolher melhor, né? É sobre você curar a parte de você que ainda acha que precisa se esforçar para ser amado, que precisa se adaptar com tudo.
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E que mais do que isso você possa fazer mudanças reais nos teus relacionamentos. Um beijo e a gente se vê no próximo episódio.
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