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DO ZERO À ADVOCACIA ESTRUTURADA: COMO A REDON ADVOCACIA MULTIPLICOU SEU FATURAMENTO EM MAIS DE 15X EM 2 ANOS

04 de maio de 20261h
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Neste episódio do InnovaCast, converso com REJANE REDON E ANA CLARA REDON, da Redon Advocacia | @direitomilitaraplicado, sobre como a Redon Advocacia Multiplicou seu Faturamento em Mais de 15x em 2 Anos.

Convidadas: Rejane Redon e Ana Clara Redonda Redon Advocacia | @direitomilitaraplicado

Host: Lisandra Thomé Estrategista de Crescimento e Desenvolvimento de Negócios para escritórios de advocacia

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Participantes neste episódio3
L

Lisandra Thomé

HostEstrategista de Crescimento e Desenvolvimento de Negócios para escritórios de advocacia
A

Ana Clara Redon

ConvidadoSócia do Redon Advocacia
R

Rejane Redon

ConvidadoSócia do Redon Advocacia
Assuntos5
  • Trajetória da Redon AdvocaciaOrigem do escritório e propósito · Transição de perfil ONG para negócio · Mentoria e crescimento estratégico · Desafios iniciais e crenças limitantes · Precificação e valorização do serviço
  • Estratégias de Negócios para AdvocaciaDefinição de produtos e nicho de mercado · Consultoria estratégica como porta de entrada · Qualificação de clientes e conversão · Importância da especialização · Construção de presença digital
  • Estruturação e Crescimento de EscritóriosMudança de mentalidade e comportamentos · Delegação de tarefas e montagem de equipe · Humanização do atendimento · Expansão de áreas de atuação para o nicho · Importância da execução e acompanhamento
  • Marketing e Presença Digital na AdvocaciaUso de Instagram e TikTok para engajamento · Transição de perfil catálogo para perfil com rosto · Reconhecimento nacional e premiações · Conexão com o público através da autenticidade
  • Direito Militar e Família MilitarAtuação em concessão de benefícios e pensões · Desmistificação de mitos sobre pensão militar · Cuidado com a família militar em diversas dores · Necessidade de advogados especializados no nicho
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Existe uma realidade que muitos escritórios vivem.

Muito esforço, muito conhecimento técnico, muita dedicação, mas pouco resultado. Muitos escritórios começam sem estrutura, sem posicionamento, sem direção estratégica, sem clareza do que querem construir e onde querem chegar. O problema, na maioria das vezes, não é falta de conhecimento técnico, mas falta de direcionamento estratégico.

E é sobre isso que nós vamos falar aqui hoje no episódio do InovaCast. Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do InovaCast, o podcast sobre posicionamento, prospecção e desenvolvimento de negócios no mercado jurídico. Eu sou Lisandra Tomé, estrategista de crescimento e desenvolvimento de negócios para escritórios de advocacia.

e negócios jurídicos. E eu estou aqui hoje com duas convidadas muito especiais, Rejane Redon e Ana Clara Redon. Elas são sócias do Redon Advocacia e também possuem um canal no Instagram, que é o Direito Militar Aplicado, não é? Elas são duas convidadas muito especial e elas também...

Vão aqui falar para vocês sobre toda a trajetória delas na construção de um escritório. Saiu do zero e hoje é um escritório que cresceu. Multiplicou em 15 vezes o faturamento do escritório. Sejam muito bem-vindas, Ana Clara, Rejane. Eu fico muito feliz de ter vocês aqui.

Nós que agradecemos o convite hoje para trazer um pouquinho da nossa história e compartilhar com as pessoas que estão ouvindo um pouco de toda a fórmula mágica para esse crescimento de 15 vezes do nosso escritório nos últimos anos. E isso foi em pouco tempo, né? Dois anos. Dois anos.

que vocês conseguiram aí crescer e eu me lembro desde o início quando a gente teve o primeiro contato e eu queria que vocês começassem falando sobre a Redom Advocacia sobre o escritório conta um pouco sobre essa trajetória e com que propósito nasceu o escritório Bom, Lisandra

Eu comecei o que hoje é o Redom Advocacia no momento em que eu ainda estava saindo, eu sou oficial da Marinha, sou da Reserva da Marinha, e tive o privilégio de trabalhar a minha vida toda com a legislação militar.

E ali eu fui conhecendo as dores do nosso público hoje, Alvo, que são pensionistas, são militares veteranos. E eu tive a oportunidade de conviver, de atender essas pessoas. Tive uma história de vida também, muito, que me emociona muito falar, que foi a história do meu pai. Que foi justamente trabalhando com essa legislação que eu descobri que o meu pai precisava da minha ajuda.

E lá atrás eu consegui ajudar o meu pai na concessão de um benefício que havia sido retirado dele há muitos anos. E eu conto isso com muito orgulho. E hoje eu vejo senhores e senhoras que têm uma história idêntica do meu pai.

Então, isso virou para mim um propósito, uma missão de ajudar pessoas que se encontravam em situações de tanta fragilidade como o meu pai se encontrou ao longo de anos nessa questão envolvendo a concepção de um benefício militar, da legislação militar. E eu, quando criei o meu perfil no Instagram... adesso adesso adesso adesso adesso adesso

foi com esse propósito de levar a informação para as pessoas. Nesse processo, a Ana Clara estava já terminando a faculdade de Direito e ela viu o quanto eu me dedicava a esse meu propósito e ela se identificou comigo nesse...

nessas questões envolvendo pensionistas e militares, veteranos, e nós nos unimos. E nesse momento em que nós nos unimos, nós ficamos um pouco perdidas, mas sem saber exatamente o caminho que nós deveríamos percorrer. Porque logo no início, a gente brinca que era um perfil bem ONG.

Era só pra dar informação. Não tinha nem um intuito de monetizar, de ter ali algo profissional. Você queria dar informação. Até porque a faculdade, eu tava recém-formada, a minha faculdade em específico, a UERJ, ela não te ensina, primeiro, a ser advogado.

Minha faculdade tem um viés muito de concurseiro para você fazer um concurso público. E eu acredito que muitas pessoas também entram no direito com essa ideia. Vamos procurar estabilidade, vamos procurar um concurso público, vou fazer uma faculdade, depois eu me formo e fico estudando para passar para um grande concurso ou para um médio concurso. E aí, quando a gente sai da faculdade, a gente sai sem saber ser advogado. Mesmo você estagiando, mesmo você tendo já uma experiência técnica na área, você entende que...

Ah, eu vou fazer essa petição e vai dar tudo certo. Vou protocolar, vou despachar com o juiz, vou apresentar. Mas como é que vai chegar o cliente para mim para eu poder criar essa petição? Então, quando eu me formei, e nessa época a minha mãe já tinha, né? Inclusive, nós somos mãe e filha, se não ficou claro até agora. Ela já tinha esse perfil de ONG e a gente precisava entender.

Como que nós vamos transformar um perfil 100% de concessão de auxílios 0,800 em uma... Era um perfil só informativo. Só informativo. Em algo...

que dê pra eu realmente viver da advocacia, que ela também consiga viver da advocacia. O Redom Advocacia, ele nasceu com uma motivação de ajudar os outros. E ele continua com essa motivação. Mas a gente não pode esquecer de que o boleto bate na porta pra todo mundo. Então, ele precisa também ter uma contrapartida de remuneração por parte do serviço informativo. E ali, nesse momento que eu me formava e a minha mãe já tinha esse perfil, a gente chegou a se olhar e perguntar, tá,

E como é que a gente vive disso? Como é que a gente corre atrás dessa prospecção? A gente pode ficar esperando o cliente sentadinho ali e esperar que o cliente apareça de qualquer forma. Não, a gente tem que ir atrás do cliente. E foi ali que a gente sentou, conversou assim, tá, como transformar isso em algo rentável? E foi quando a virada de chave realmente aconteceu, né? Da gente... Minha mãe acho que pode falar um pouco melhor disso, porque foi ela que te achou. É, verdade.

É isso que a Ana Clara está falando, de como é que nós vamos usar essa nossa expertise no sentido de também monetizar, sair apenas daquele perfil informativo, que a gente brinca do perfil ONG. E eu vou te dizer mais uma coisa.

Nós tivemos essa virada de chave porque também, Lisandra, nós entendemos, na época, que nós precisávamos crescer dessa forma porque nós queríamos alcançar mais pessoas que precisavam da nossa ajuda. E aí foi quando...

Eu conheci você, porque nesse processo eu estava acompanhando muito de perto a atividade da OAB e numa dessas atividades da OAB apareceu você...

você ia fazer uma palestra na OAB, e eu acompanhei a sua palestra, e eu falei assim, é com ela que eu preciso conversar. Eu me lembro, me lembro que você procurou no Instagram, não foi, a gente começou a conversar. E a gente começou a conversar, e dali você passou a ser a nossa mentora.

durante alguns meses. E nesse processo todo de mentoria é que nós aprendemos realmente como tratar uma vocação para que o escritório crescesse como um escritório, como pessoas que queriam empreender.

nessa área. Eu acho interessante a gente mencionar que o Redom Advocacy, ele realmente existiu com você, porque o meu CNPJ foi aberto em abril de 2024. Foi quando a gente começou? 11 de abril de 2024. Fizemos o aniversário de dois anos de CNPJ esse mês. E foi no mês que a gente começou a nossa mentoria. Antes disso, não existia o Redom Advocacy. Eu provoquei vocês, né? Se o escritório já tinha...

CNPJ, registrado, já que vocês queriam começar do jeito certo, que então começasse do jeito certo, né? Você vê, foi há dois anos atrás e hoje vocês já estão super estruturadas e teve um crescimento rápido. Agora, eu me lembro, uma coisa que é importante até a gente deixar aqui...

para que as pessoas possam entender, você, na época, ainda trabalhava nas Forças Armadas. Você trabalhou anos nas Forças Armadas, então você tinha mais um intuito informativo, não era nem de, ah, vou viver da advocacia. Como a Ana Clara se formou e veio querer se juntar a você e aí construir realmente um escritório de advocacia, porque eu acho que veio essa injeção, acho que, Dione, também um pouco da sua...

Ah, peraí, então já que a Ana Clara quer trabalhar com isso, então como que nós vamos fazer disso realmente um negócio? E aí veio essa... Muita vontade dela de fazer um negócio dar certo e realmente ter um escritório que vocês pudessem não só ajudar as pessoas, mas que realmente virasse um negócio que ela pudesse, você também depois, viver daquilo, né? Verdade.

E quais foram os desafios? Porque quando a gente começou, tinha muito desafio. E eu queria que vocês pudessem falar assim, o que vocês sentiram quando a vontade veio de fazer isso virar realmente algo profissionalizado, estruturado e que tivesse realmente...

fosse um negócio, que desafio vocês encontraram assim? Bom, eu vou falar por mim, né? E eu tenho certeza que a Ana Clara também tem lá os desafios que ela enfrentou. O meu desafio inicial, pelo fato de eu ter sido militar, né?

E sou militar. Eu até brinco porque eu ainda sou militar. Porque militar é militar até morrer. Apesar de eu não estar mais no serviço ativo, eu me entendo como militar. E é por isso que eu conheço bem da dor dessas pessoas, dessa família militar, de pessoas que são meus pares, que são pessoas que viveram situações como eu vivi.

E um dos grandes desafios para mim era como chegar nessas pessoas e não ser criticada pelo que eu estava fazendo. E também outra objeção que eu tinha comigo mesmo era a vergonha. Vergonha como?

eu não me sentia à vontade de sair daquela situação em que eu era apenas uma chefe de setor em que eu trabalhava em processos internos, atendia pessoas para...

fazer com que essa minha expertise fosse levada para as pessoas, mas já com um perfil empresarial. É como se você estivesse se monetizando em cima da dor dos outros. É, eu acho que ela falou bem. Essa expressão é muito próxima do que eu sentia. Você vê uma crença limitante, né? É.

por mais que você tenha um excelente conhecimento como você tinha. E é que acho importante falar, eu também sou filha de militar, então quando vocês vieram até a mim, me lembro na época, também me tocou muito, porque você deixou muito claro o teu propósito. E aí a Ana Clara também, ah, mas eu quero levar isso adiante também, porque o seu pai também é militar, o seu marido é militar, também é advogado na área militar. Isso me tocou também porque eu também sou filha de militar e eu sei...

as dificuldades, e eu sei que é uma profissão com uma legislação muito específica, não tem muitos advogados bons na área que realmente conheçam, né, e conheçam a realidade do militar. Sou filha de militar, neta de militar, sobrinha de militar, irmã de militar, então, vivo ali naquele meio, e esse propósito de vocês também me abraçou.

Eu acho que por isso que a gente também construiu essa relação super simbiótica, né? Porque me abraçou. Falei, outro dia meu pai botou lá no grupo da família o vídeo da escola. E eu assim, nossa, de onde você pegou esse vídeo? Do grupo dos militares. Nossa, a minha mentorada está muito famosa, mesmo que o vídeo dela está em todos os grupos dos militares. É compartilhado, né? Eu falei assim, nossa, ela...

ela é minha mentorada, foi minha mentorada e o vídeo dela, Rodina, tá lá no grupo dos militares, da turma dele, né, então vai passando de turma em turma, e eu acho um propósito muito bonito, e aí eu acho que eu entendi ali naquele momento, né a sua dificuldade, que era monetizar em cima de algo que até então você entregava de graça né, sem adesso

um viés de cobrança. Tipo, agora eu vou te ajudar, mas eu preciso cobrar para fazer isso.

Talvez é uma crença que limita a gente. Muitas vezes a pessoa não entende por que ela não consegue sair do lugar porque ela está presa nas próprias crenças que limitam. E eu acho que é uma coisa que a gente compartilha, que o que acontece? Nós trabalhamos com direito militar, mas também nós somos nichadas dentro do direito militar. Nós trabalhamos com concessão de benefícios e concessão de pensões. Então, quando a pessoa nos procura...

nunca ela está nos procurando porque ela está bem. Ou ela está passando por um processo de luto, ou ela está passando por um processo de dificuldade financeira, ou ela está passando por uma doença grave. Então, quando nós decidimos fazer essa... Ok, vamos empreender na advocacia dentro da área do direito militar, existia ali essa crença limitante de que...

Poxa, o meu cliente vai chegar pra mim, ele vai chegar com aquela dor, tá falando do pai, da mãe que faleceu na semana passada, mas ele precisa resolver aquela parte financeira, é uma coisa que ele não pode deixar pra depois.

E eu vou ter que passar pra ele um preço pra conseguir resolver aquela dor. E uma coisa que, pra gente, né, era um desafio era entender o valor do nosso serviço. Por quê? Quando você estuda, quando você é realmente especialista naquela área que você atua, tudo parece simples. Ah, habilitar uma pessoa? Super simples. Fazer um processo de TCU?

Muito simples, porque a gente já tem uma experiência grande dentro daquela área. E aí chega o cliente com aquela dor, com aquela história triste.

E aí você pensa, mas olha, é simples eu entrar com aquela habilitação. Será que eu devo cobrar X ou eu devo cobrar X dividido por 2? Porque é simples. Mas será que o meu serviço vale X dividido por 2 ou vale X? Isso é uma questão muito, muito importante. A precificação, né? Eu ainda vejo muitos, muitos advogados que precificam no axômetro.

No axômetro. E até muito, às vezes, pela cara do cliente. Porque eu acho que o cliente não vai pagar mais. Ou com esse medo de cobrar e aí o cliente não fechar. E isso muda também muito a questão do crescimento do escritório. Porque muitas vezes você está cobrando muito pouco por um serviço que tem o seu valor. Porque você só é boa nisso? Você só é boa na área que vocês atuam? Porque quantos anos você estudou?

Olha, vamos lá. Para quem ainda não conhece um pouco da minha história, eu posso dizer com muita tranquilidade que eu trabalho e estudo a legislação militar há mais de 40 anos. Há mais de 40 anos. E aí o negócio parece muito fácil porque há mais de 40 anos.

Não é que seja fácil. É que vocês vão entregar realmente aquilo que vai trazer resultado. Porque há mais de 40 anos, você estuda aquilo. Então, por isso tem que cobrar.

Mas aí é a questão do início. Como cobrar dentro daquela visão limitante de que, poxa, meu cliente está na dor. Eu, pelo menos falo, era um dos meus maiores desafios fazer uma reunião, uma consultoria com o cliente, entender o caso dele, ver que tinha uma solução, explicar para ele a solução.

e cobrar depois, falar assim, olha, eu sei que seu pai faleceu semana passada, que você talvez não tenha dinheiro para comprar, a compra do mês que vem, mas o meu preço é X. Eu tinha essa limitação de me valorizar e de entender que também aquela pessoa, ela deveria me valorizar e...

pagar, né, ou investir no meu serviço, porque eu ia resolver o problema dela, mas eu ficava muito vinculada à parte emocional do cliente, eu me ligava muito à emoção do cliente, que isso no início me atrapalhava a passar preço.

a falar pra ele, na verdade, não é um preço, porque aquilo era um investimento na solução do problema dele. Hoje eu falo isso pro meu cliente, é um investimento. Mas eu tinha essa limitação de entender que ele precisava de mim e que eu precisava dele também, no sentido de que ele tinha que... que eu precisava que ele aceitasse aquele meu serviço. E que eu tinha que me valorizar.

Então, eu tinha essa limitação de conseguir me afastar da parte emocional, trabalhar de uma forma mais racional e saber me valorizar nesse meio caminho. Então, enquanto a minha mãe tinha essa dificuldade, essa dificuldade de conseguir monetizar em cima da dor do outro, eu sabia que precisava monetizar, mas eu tinha a dificuldade de quantificar.

De forma separada da emoção. Então, eu não vou cobrar mais barato, porque, coitado, o processo dele é triste. Mas todos os nossos processos são tristes.

A gente não tem um cliente que nos procure, que não esteja triste. Mas atuar no direito, como advogado, geralmente você está atuando em cima da dor da pessoa. É verdade. Quem vem procurar o advogado feliz da vida? Todo mundo procura o advogado porque está com um problema. Quem procura o advogado feliz da vida? Vou lá, vou mandar o advogado gastar dinheiro.

A não ser que, num caso, muitos casos muito isolados, vem uma pessoa de livre e espontânea vontade, eu quero fazer um planejamento sucessório. Então, vamos fazer o planejamento sucessório. Não foi provocado pela dor, mas é muito raro. Eu acho que isso vem muito da falha, na verdade, na educação.

do ensino dos novos profissionais. Porque eu falo pela minha experiência como estagiária. Eu, como estagiária, não tinha contato direto com o meu cliente. Eu tinha contato direto com o advogado. Às vezes, nem o advogado tinha contato direto com o cliente, que era o sócio do escritório que tinha contato com o cliente. Então, ele era um nome...

No meu time sheet, era um nome na minha lista de tarefas daquele dia. Era um processo que eu fazia o andamento. Então, eu conseguia me distanciar como estagiária. E aí, eu pensava, é simples ser advogada. E agora, quando eu passei a ser a pessoa de contato com o cliente, para mim, ali virou a realidade de que eu tinha contato direto com a dor.

Quando eu estagiária, naquele momento de aprendizado, eu não aprendi a lidar com o cliente. Eu aprendi a ver um nome na lista de tarefas e acabou. E quando você vira advogado, dono do seu próprio escritório, tendo contato direto com aquele cliente, você fica mais real a dor. Então, eu acho que foi por isso que eu sentia essa dificuldade, naquele momento, de me desassociar e conseguir me valorizar e precificar da forma correta.

Porque até então eu não tinha tido essa experiência na faculdade como estagiária. Não tinha tido essa experiência na vida. Nunca fui dona de negócio. Então, foi uma mudança drástica para a gente ter que nos desassociar e passar realmente a nos valorizar e saber entender que, apesar de todo mundo, a maioria, 90% dos clientes, só procurar advogado no momento da dor, eles estavam me procurando naquele momento da dor. E não o sócio do escritório que eu estagiava, a advogada que eu era estagiária.

É, e tinham duas questões. Você era recém-formada, então estava começando a advocacia, primeiro veio de uma faculdade pública, mas eu acredito que nenhuma faculdade no Brasil prepara o aluno, e aí vamos falar até geral, o aluno para sair da faculdade já ser um dono de negócio. A não ser que ele já venha de uma família de empresários, ele...

essa mentalidade, esse comportamento, ele não é nato. Não é um comportamento que você nasce com ele, é algo que você precisa construir. Então, se você não veio de um meio em que a sua família já é uma família de empresários, você não desenvolve essa mentalidade do nada. Então, você, primeiro, veio de uma faculdade pública onde a maioria das pessoas são treinadas para serem concursadas. E aí você começou a advocacia, começou um escritório.

A Rejane era funcionária pública, então também nunca precisou vender o seu serviço para poder ter ali o dinheiro no final do mês. Então, veio, vocês se uniram para começar esse propósito que é super bonito, atender a família militar no que vocês fazem, mas como estruturar isso que realmente seja algo que a gente possa construir e viver disso. E eu acho que aí estava o maior desafio.

E a gente também, nesse processo de crescimento, Lisandra, é uma coisa que eu gostaria também de pontuar aqui, o nosso escritório...

começou comigo e com a Ana Clara, sozinhas. Então, fazendo tudo. No caso, eu fazendo os vídeos, levando a informação, ela comigo junto ali também na produção do conteúdo e por trás toda a parte operacional para que o nosso serviço funcionasse. Então, era desde fazer o atendimento do cliente no atendimento presencial.

para um cliente que nós fazíamos um atendimento à distância, por videoconferência, que a gente ainda faz até hoje, mas também elaborar as petições, elaborar os recursos, fazer o controle da movimentação desse processo. E aí a gente chegou uma hora que eu falei assim, nossa, não cabe mais para nós duas. Nós temos que...

ter pessoas nos ajudando. Porque começou a crescer. Porque começou a crescer. Então, essa mentalidade que hoje, da estrutura do escritório que nós temos, ela não começou uma estrutura pronta. Ela foi sendo construída. Começou nós duas fazendo tudo. E quando a gente viu que a gente precisava de gente, de pessoas qualificadas nos ajudando, e...

com a sua mentoria, a gente viu que assim, olha, para crescer, dói. Crescer dói. Dói no sentido de que você tem que pensar exatamente, estrategicamente, como você vai crescer o seu negócio sem se perder nesse processo de crescimento. Então, nós começamos a entender que a gente precisava de uma estagiária.

Depois a gente começou a entender que a gente precisava de alguém para fazer um primeiro atendimento com as pessoas que chegam para o nosso escritório, para fazer o agendamento. Uma coisa que nós, filha, fazemos questão, isso a gente não delega para ninguém, Lisandra. Todos os atendimentos, seja por videoconferência, seja presencialmente, somos nós duas que fazemos.

Agora, as funções administrativas que foram surgindo nesse contexto de crescimento, nós tivemos que aprender com você a como delegar, porque senão nós duas não estaríamos com a estrutura que nós temos hoje, de chegar o cliente, de conseguir horário na nossa agenda, porque até hoje...

Nós somos nós duas que peticionamos. Sabe? É uma coisa que nós nos debruçamos na elaboração de qualquer documento, seja um requerimento administrativo, uma petição inicial, um recurso.

Porque fomos nós duas que conhecemos de perto a dor daquela pessoa. Então, isso a gente faz questão. E para que a gente continue com essa qualidade do nosso trabalho, de fazer o atendimento, de preparar a peça, seja ela de uma petição inicial, um recurso, um requerimento para a força.

Isso a gente não delega porque a gente tem esse prazer de fazer, até porque nós tivemos o contato com a pessoa. Agora, a gente teve que aprender a delegar. E montar uma estrutura administrativa para isso. Aprender a montar toda essa estrutura. E foi uma coisa que a Ana Clara falou, que eu queria até entrar mais um pouquinho nisso.

Além dessa mudança de mentalidade, que eu entendo que eu acho que ela é primordial. Hoje até eu estava escutando um podcast de manhã, e no podcast estava falando assim, muitas vezes a prosperidade que você busca, aquele crescimento que você busca, ele não está fora, ele primeiro nasce dentro.

Ele está dentro. O que é dentro? Dentro é mudança de mentalidade, é você desconstruir pensamentos que te limitam, mudar comportamentos, mudar atitudes. E aí quando você muda a sua visão de mundo, mas primeiro dentro...

você começa a atrair a prosperidade que você deseja. Então, acho que essa mudança foi muito nítida, né? Quando a gente estava lá trabalhando. Mas além dessa mudança, que não adianta só mudar a mentalidade...

Eu queria que vocês trouxessem um pouquinho aqui quais foram as principais decisões que vocês precisaram ir tomando ao longo desses dois anos, desde antes de vocês terem a estagiária.

quem está hoje no comercial com vocês, mas que decisões vocês foram vendo que, aos pouquinhos, vocês precisavam ir tomando em mudança de comportamento, atitude, e até procedimentos, para vocês irem construindo essa advocacia, esse escritório estruturado que vocês têm hoje? Olha, eu acredito que...

O primeiro passo foi definir produtos que a gente apresenta para os nossos clientes. Quando a gente sai da faculdade, a gente cria um escritório, a gente fica preocupado com pagar as contas do mês seguinte. Então, a gente quer pegar tudo.

Só que quando você decide pegar todo tipo de processo de todo tipo de área, você acaba se trazendo muito mais trabalho do que você pegar aqueles processos que você já tem conhecimento, um bom conhecimento de como vai funcionar, de como argumentar, né? Você acaba trabalhando em dobro para ganhar, às vezes, a mesma coisa ou até menos.

Então, o primeiro passo que a gente até foi com você, Elisandra, a gente definir o que o nosso escritório iria oferecer de produtos. E uma coisa que eu gosto de dar de exemplo é, quando eu te falei que a gente é nichado, a gente trabalha com concessão de benefícios, hoje eu não aceito nenhum tipo de processo disciplinar militar.

Eu tenho parceiros, repasso para esses parceiros que são pessoas que gostam de trabalhar nessa área. Eu não gosto. Vou saber o que eu preciso sobre um processo administrativo disciplinar? Vou saber. Mas eu não quero, não é uma coisa que me interessa, não é uma coisa que eu vejo também que me traga algum tipo de retorno financeiro tão expressivo assim e que me traz muito mais trabalho, que é até um processo que você precisa de muita diligência pessoal, presencial.

Então, a gente precisou primeiro definir os tipos de produtos que o nosso escritório iria apresentar. É estranho falar isso dentro de um escritório de advocacia, mas...

É a verdade. E aí, nós começamos definindo como é que seria a porta de entrada daquele cliente, que o produto inicial é a nossa consultoria. A gente até mudou antes. Muita gente chama de consultoria jurídica. Você trouxe para a gente aquele conceito de consultoria estratégica e que isso ajuda na hora da venda, de você explicar o valor daquela consultoria. Então, o primeiro produto, o produto de entrada, é a consultoria estratégica, porque dentro da nossa área, existe uma necessidade grande de análise documental.

então eu vejo assim muita gente na área previdenciária do regime geral, do regime próprio que consegue fechar contrato sem fazer uma primeira análise ou sem cobrar aquela primeira análise porque já tem alguns critérios muito estabelecidos dentro da área do direito militar, às vezes um pequeno detalhe dentro de um documento que a gente lê muda tudo, muda toda a estratégia então a gente precisa fazer essa venda desse produto da consultoria

A primeira definição do produto de entrada do escritório. Isso é muito interessante, porque muitos advogados ainda sentem essa dificuldade de fazer uma cobrança inicial para entender a situação do cliente e aí dali direcionar ele para contratar um outro serviço. Então hoje você consegue fazer essa cobrança inicial para depois direcionar ele para um outro serviço. Sim.

E eu até falo isso muito com os meus amigos que são advogados também, alguns de escritórios e outros que também estão atuando na área como autônomos. Porque eu falo assim, quando você se sente mais motivado? Quando o dinheiro cai na conta e você precisa ler aquela documentação porque você tem que dar um retorno para aquele cliente? Ou quando o cliente não te paga nada e você tem que ler?

Porque você ali está trabalhando numa coisa, numa hipótese futura de alguns anos, ou de alguns meses, para você conseguir ter algum retorno daquilo. Quando o seu cliente paga a consultoria para você, antes de você analisar, você tem ali uma...

uma obrigação contratual com ele. Por mais que não tenha um contrato físico, você tá ali. Ele está te remunerando pela prestação daquele serviço. Então você se sente muito mais motivado e muito mais é, eu acho que é motivado mesmo. Muito mais motivado pra entender o caso dele, estudar e tentar achar aquela brechinha que pode ajudar ele. Diferente de quando você talvez não cobre, você vai fazer aquele feijão com arroz. Pelo menos eu vejo e eu converso muito isso com alguns amigos meus advogados.

Então, quando a gente definiu que a gente precisava analisar aquela documentação e que a gente se sentia muito mais motivada quando tinha algum retorno financeiro em cima daquilo, a gente disse, não, temos que cobrar a consultoria. Eu acho que o retorno financeiro não é para você, claro, motiva e eu vejo que isso é valorização do seu tempo, do seu trabalho. Mas serve também como um filtro. Porque muitas vezes você não cobra para fazer essa primeira análise e o cliente não fecha.

Aliás, eu acho que o cliente, você converte menos quando você não cobra. Isso causa uma frustração, porque você perdeu, você dedicou tempo para analisar o caso do cliente, para analisar a documentação, para apresentar para ele um caminho e ele, ah, tá bom, muito obrigada, vou pensar. E não fecha com você. E isso traz uma frustração, porque foi um tempo que você dedicou do seu conhecimento. E aí, quando você começa a cobrar...

você tem uma tendência maior a fechar. Você filtra aqueles que só queriam curiosidade para ouvir a tua opinião, mas aqueles que realmente estão interessados em fechar pagam. E aí eu queria entender se vocês sentiram essa diferença em termos de conversão. Sim, sim. E hoje eu estava até conversando com a Ana Clara e com a nossa colaboradora lá, que trabalha com esse primeiro atendimento.

E, assim, sabe aquela questão, brincadeira que fala, ah, perfil ONG? Nós continuamos com o perfil ONG, vamos chamar assim. O perfil de vocês é maravilhoso. Quem está nos assistindo, o direito militar aplicado, ali é maravilhoso o perfil. A gente vai chegar lá para falar de perfil. Então, o que acontece, Lisandra? Essa questão da precificação, de ter a consultoria estratégica mediante...

um custo de investimento da pessoa, isso existe, porque o escritório trabalha com isso. Mas existem questões tão simples que são tão...

fáceis, óbvias, que a pessoa nos procura, que nós respondemos. Diariamente, eu, Ana Clara e a nossa colaboradora, a gente responde muito direct, muito WhatsApp que chega para a gente, que é uma resposta muito direta, muito simples. Agora, aquelas questões que, como a Ana Clara falou, que precisam que a gente...

se debruce para analisar no detalhe. É uma data, é a data do órbito. Foi concedida, foi julgado legal. Às vezes é a data de um exame. É a data de um exame, de uma biópsia. Então, isso exige, sim, esse nosso olhar com a nossa experiência, com a nossa expertise, que é aquela virada, é aqui que eu vou te ajudar.

Agora, questões muito comuns, e eu vou aproveitar aqui, que eu vou dar um exemplo. Filha de militar pode casar? E ela perde a pensão militar se ela casar? Aliás, essa é uma dúvida que todas têm. Então, a gente fala, case, seja feliz. Seja feliz, né? Não é isso que vai atrapalhar.

a sua vida, né? Você casar com relação, porque criou-se realmente esse mito e muitos militares falam pra filha, não casa porque se você casar, você não vai receber a minha pensão. Criou-se esse mito por conta até de uma história que depois a gente pode até contar porque criou-se esse mito.

Mas essas pessoas, veja, é o que a Ana Clara falou, é uma coisa tão simples, mas aquilo causa uma dor naquela pessoa. É uma senhora, ou às vezes uma mulher jovem, que ela está com aquela dor.

ela tem um relacionamento sério, ela quer seguir a vida amorosa dela e ela fica, e se eu casar com você, será que eu vou perder? Isso para ela é uma dor. Para mim, como a Ana Clara falou, para mim, para ela, é simples dizer, case, seja feliz, o seu casamento não vai atrapalhar na concessão da sua pensão.

Então, a gente continua trazendo essas questões que para nós são muito simples, muito diretas, e eu faço isso com muito prazer dentro do perfil, e nas mensagens que chegam no direct, no Instagram, ou que chegam para nós pelo nosso WhatsApp. Mas aquelas questões mais complexas que realmente exigem...

uma percepção nossa, sabe? Existe ali uma estratégia. Dá para a gente chegar e dizer assim para essa pessoa, renuncie a sua pensão. A gente tem que ter muita coragem e muita expertise e muito conhecimento do assunto para aquela pessoa que chegou com a dor, dizendo, e aí, eu posso acumular, não posso acumular? E a gente diz...

Renuncia que vai ser melhor para você.

É botar a vida do outro na nossa mão. Mas essa questão da gente acabar de melhorar a conversão depois que a gente começou a cobrar, melhorou bastante. Mas também tem um outro ponto. Eu criei uma responsabilidade do meu cliente comigo. Quando você falou de, ah, eu perdi meu tempo analisando pra pessoa não fechar, eu falo até mais. Eu perdi meu tempo analisando pra pessoa não aparecer nem pra consulta. O que ela tinha a perder ali? Sim.

Então, a gente aprende na dor, né? É você ter ali o seu... Uma consultoria marcada na sexta-feira, a pessoa dizendo com urgência que, ah, não, na segunda eu pago, ou não, eu, por favor, tenho um problema sério, não tenho como custear. Aí você perde o seu fim de semana analisando a documentação para chegar às 10 horas da manhã, na segunda-feira, a pessoa não aparecer. Você manda mensagem e ela não tem nem a coragem moral.

de te responder. Por quê? Porque ela estava fazendo ali um leilão. Hoje, com a quantidade de advogados que a gente tem na internet, muitas não valorizam a pessoa ser especialista. Eles estão procurando aquele que diz que vai resolver o problema deles, que diz que vai resolver o problema rápido e que diz que vai resolver o problema cobrando pouco. Então, quando você cobra, você também qualifica o cliente e você cria uma responsabilidade. A nossa taxa de no-show, de gente que não aparece na consultoria,

Zerou praticamente. Às vezes acontece quando a pessoa tem uma urgência, uma emergência nas vias da consultoria acontecer. Mas ela dá algum tipo de retorno para a gente também. Sim, sim. Mas isso qualificou... Você está criando procedimentos no escritório. Aí você mostra para o cliente que, não, aqui nós temos um procedimento. Então...

A primeira consultoria, né? Que a gente tirou o nome de consulta pra não ficar aquela coisa que no direito não é valorizada, diferente da consulta do médico, né? Que as pessoas pagam a consulta do médico sem questionar, né? Se você tá procurando um médico que não é do plano de saúde, você nem questiona, né? Você cobra a consulta, você já sabe que ele vai cobrar a consulta. Agora, o advogado ainda existe essa resistência e eu vejo que é muito em razão da própria classe que criou.

esse comportamento na sociedade, de não cobrar consulta. Aí vem aquele que cobra, encontra resistência, né? Mas aí a gente mudou o nome para não ficar aquela coisa pejorativa para essa consultoria estratégica e realmente com análise, documento, e ela tem todo um script de venda, né? Então vocês criaram todo um procedimento. Como é que é hoje o procedimento?

Hoje o cliente chega no escritório através de tráfego pago ou até mesmo do orgânico. E hoje nós temos uma pessoa que fica ali responsável pelo primeiro atendimento. Mas antigamente era eu e ela. E aí o que a gente sempre colocou? O nosso escritório não pode também perder o teor humanizado.

não é a pessoa chegar, oi, tem um problema, e eu chegar para ela e passar, está aqui o meu preço. Não, a gente tem, isso faz parte até da conexão que a gente tem com o cliente, da gente ouvir. E até porque, muito do que ele fala naquele atendimento inicial pode ser útil para o momento da consultoria.

Então, a gente sempre se apresenta, apresenta o escritório como um escritório especializado, porque ali a gente já está criando também. A percepção de valor. A percepção de valor, né? No subconsciente daquele cliente, olha, eles são um escritório que sabe muito sobre direito militar. E não é, ah, achei um escritório no Google, aqui eu vou mandar a mensagem. Isso é outra coisa, né? A especialidade que vocês criaram do escritório.

Porque muitos querem fazer de tudo. Se a gente falar de escritórios grandes, que são full service, eles são grandes.

E aí eles têm vários advogados lá dentro. Mas a gente ainda vê muitos escritórios pequenos que querem fazer de tudo. E essa questão da especialidade, de vocês terem segmentado serviços, também acho que serve para vocês se diferenciarem, não? Sim, eu já... É porque as pessoas, quando pensam de direito militar, muitas pessoas falam assim...

Como é que você vive disso? Tem demanda para isso? Tem, se você sabe prospectar. Se você sabe chegar na dor daquele cliente. Porque da mesma forma que você tem dentro do INSS mil demandas, você também tem dentro do direito militar. Minha mãe não gosta que eu fale disso, mas o direito militar existe uma previdência que dá problema também.

Então, quando a gente demonstra ali a nossa especialidade e a gente consegue provar o valor do escritório, de você ter um conhecimento de 40 anos de atuação dentro da administração pública, você consegue mostrar para o cliente de que vale mais a pena ele procurar aquele escritório especializado do que um escritório generalista. E aí, a questão toda é você também mudar dentro de você

A ideia de que, não, eu consigo ser especialista, não só especialista na parte técnica, mas eu consigo me dizer como uma pessoa especialista que só trabalha com aquilo. Eu tenho um momento, assim, muito engraçado, de uma vez que eu fui fazer uma palestra, fui, na verdade, comparecer a uma palestra na UAB, encontrei uma pessoa que trabalhava com direito militar. E aí ela me perguntou, mas o que você faz? Aí eu, atuo com direito militar. Mas só isso? Você consegue viver disso?

E olha que a gente não estava nem nesse ponto aqui do escritório. A gente estava num ponto de ano passado, né? E eu, sim. Porque eu sou especialista em direito militar. E eu acho que é também essa questão de a gente ter mudado essa visão interna nossa, que isso também passa para o cliente de alguma forma. Por isso que a gente faz questão de, na hora de vender a consultoria, dizer, nós somos um escritório especialista em direito militar. Ninguém chega para a gente procurar para a gente fazer um divórcio.

Pode ser que um cliente nosso de direito militar, no meio do processo, precise de um divórcio. Isso acontece, porque ele acaba criando uma confiança tão grande em vocês, uma conexão tão grande, porque, como vocês são especialistas, e não só são especialistas, mas vocês entendem a dor...

do cliente, porque vocês você viveu isso, né, dentro da instituição e você é filha de militares, então você vocês fazem parte da família do cliente que vocês atendem, então acho que ele cria essa conexão maior a ponto de depois eles quererem trazer outras coisas pra vocês solucionarem. E olha, e são essas E esse pode ser um outro passo do escritório, trazer outros advogados que vão atuar. Não, já está dentro do nosso propósito, do nosso projeto porque adesso

É a visão de futuro. Sabe por quê, Elisandra? Que bom que você tocou dessa forma no momento em que a Ana Clara estava dentro desse contexto. Veja, nós trabalhamos com essa questão bem nichada do direito militar. Nós trabalhamos com pensão militar, nós trabalhamos com uma concessão de um benefício, de uma reforma, de um auxílio de validez, de uma isenção de imposto de renda. Mas...

Nós já estamos criando dentro desse contexto a ideia de que a gente quer cuidar da família militar. Em todos os aspectos. Então, quando chega para nós um militar que tem um filho, por exemplo, doente...

com um autismo, uma síndrome de Down, uma esquizofrenia, e ele pergunta como que a gente pode ajudar a cuidar desse filho no futuro para que aquele filho tenha direito à pensão dele quando ele falecer. E aí é nessa hora que a gente tem um processo de interdição, a gente faz uma perícia médica, pede uma perícia médica para esse filho.

E aí, hoje, eu e ela temos sim essa proposta. Não de se tornar um escritório generalista. Não, é só faltar. Mas um escritório que cuide da família militar nas suas dores. Ora, vai ser nesse nosso nicho realmente do...

Mais hora vai ser no outro problema. O escritório nichado pode atuar em todas as áreas necessárias para atender o nicho de cliente dele. É muito diferente de você ser um escritório generalista que atende todo e qualquer cliente para qualquer coisa que ele precise. E aí você tem dentro do escritório civil, tributário, empresarial para qualquer tipo de cliente. Aí vira um escritório muito generalista que não fala diretamente para ninguém específico.

o caso de vocês, vocês são nichadas na família militar. Primeiro, agora, é o direito militar. Nasceu pelo direito militar. Só que isso é normal. É o desdobramento. Que agora é, bom, eles confiam tanto na gente. E primeiro começamos assim, com o direito militar.

Há dois anos atrás. E hoje nós estamos do jeito que vocês estão hoje. Cresceram aí muito. E vão crescer mais. E aí necessidades vão surgindo. Pô, a gente quer continuar cuidando. Porque outros problemas surgem e eles nos pedem.

E agora vem o momento de estruturar essa expansão de áreas, que não necessariamente são vocês, mas outros advogados que vocês confiem, e aí vocês vão construindo ali as outras áreas para atender o nicho de clientes de vocês, que é a família militar. E nem que para isso já tenha até um outro projeto nosso. Olha como a gente vai...

expandindo a nossa mente, né? E vai expandindo aquilo que estava bem pequenininho dentro da gente lá atrás. É de qualificar... Porque se eu hoje quero cuidar da família militar, eu não sou onipresente ou onisciente. Eu preciso entender que precisamos de ajuda, né? E aí, um passo que nós vamos também dar é qualificar...

colegas. Pra poder trabalhar com vocês. Pra trabalhar conosco nesse processo de ajudar a família militar. Então, a gente quer, realmente... Você já está agora na fase de incorporação, tipo, trazendo novos advogados pra dentro do escritório. E oferecendo cursos.

É porque pra uma pessoa se sentir qualificada pra atuar num divórcio entre um militar e uma civil ela tem que entender qual é a estrutura remuneratória do militar pra ela saber pedir a pensão alimentícia tanto da criança quanto da viúva. E esse advogado ele tem que comprar o propósito de vocês.

Ai, a gente já tem que chegar aqui ao fim. Eu só queria, antes da gente chegar no fim, eu queria só parabenizar vocês que vocês construíram uma presença muito forte no digital. Eu ia tentar um pouco no digital com o Instagram, com o YouTube. Agora vocês estão no TikTok que eu vejo seus vídeos lá no TikTok.

aqui em ti, Vidalinha, no TikTok, mas estamos começando. Eu vejo seus vídeos lá no TikTok e esse grande engajamento que vocês têm no perfil, ele também trouxe um reconhecimento nacional que vocês foram inclusive, né, é, é, receberam a indicação pro Law Summit de 2026, né.

para o melhor escritório na área do direito militar aí na internet. Como é que foi receber esse prêmio? Só para a gente terminar aqui, eu queria que você contasse um pouquinho. Eu vou deixar que a Ana Clara fale, mas eu só vou dizer para vocês assim, quando nós recebemos essa indicação, não é o foco do que eu vou dizer aqui, nós estávamos numa fila de um brinquedo na Disney.

E chegou pra nós. E a gente tava naquela fila de quase quatro horas de um brinquedo lá da Disney. Aí ela, mãe, olha o que saiu, chegou aqui pra mim no celular. Então, ter sido indicada pro prêmio do Law Summit 2026 foi realmente um reconhecimento de todo esse trabalho que a gente tem oficialmente há dois anos, mas que a minha mãe tem há mais anos com o Instagram dela.

Porque quando eles, você faz a... Eu tive que fazer essa inscrição para análise, né? Mas eu nem lembrava mais que eu tinha feito isso. Porque a gente usa o sistema que patrocina o Low Summit. E aí apareceu a propaganda. Fiz, era uma coisa muito rápida. Botei as informações no escritório. Mas assim, a gente achava que não ia dar nada. E quando a gente recebeu a confirmação da nossa indicação, eu pensei assim, meu Deus.

Em dois anos, a gente conseguiu ser indicado e está concorrendo com escritórios que têm muito mais anos de estrada dentro da área do direito administrativo e do direito militar. E estávamos ali concorrendo pau a pau. Não chegamos a ganhar.

efetivamente o prêmio, mas isso mostra assim, só de ter sido indicado entre todos os escritórios do Brasil que se inscreveram e a equipe que analisou todas as inscrições ter visto o potencial do nosso escritório, isso na verdade foi um reconhecimento indireto de todo o esforço que a gente teve de forma mais recisiva nesses últimos dois anos, mas que é uma construção desde a época que a minha mãe ainda estava como adesso

tarefa por tempo certo na Marinha, que ela não chegava a divulgar realmente, era um perfil informativo. Então isso mostra que, porque quando eles fizeram a análise, eles veem não só os conteúdos e o número de seguidores, porque tem muita gente que compra seguidor e não tem ali realmente o engajamento. E eles chegaram a ver que os nossos seguidores, eles adoram conversar com a gente.

Eles adoram elogiar ela. Quando ela posta a foto do Luke, nossa, comandante, eles chamam ela de comandante. Comandante, como a senhora tá linda, elegante. Eles realmente entram dentro, no nosso escritório. A Regiane realmente incorporou ali...

Eu amo que eu falo. Aí falaram, o marketing do escritório, ela é a cara ali do marketing, grava o vídeo. E no início eu tava com vergonha, quando eu falei, bota a sua cara, você que vai ter que aparecer. Porque no início era aquele perfil catálogo, né? Com aqueles posts feitos por agência. Nossa. Falei, tira tudo isso aí e bota a cara. É verdade. Quando eu falei agora, eles entram nos escritórios, eles realmente entram, porque o que ela mostra lá na rede social...

É o que acontece, é a Regiane do dia a dia, é a Regiane que faz o atendimento, né? Então, quando a gente saiu daquele perfil catálogo e a gente colocou a cara da minha mãe aparecendo, a gente convidou o nosso seguidor, convidou o nosso cliente para dentro do escritório, mesmo que eles não sejam realmente um cliente, não tenham um processo com a gente. E aí, isso aumentou o nosso engajamento, isso aumentou a nossa conversão, isso aumentou também a visão dos clientes do nosso escritório.

É muito mais fácil deles acharem a gente hoje no Instagram, no Google. Outro dia eu pesquisei uma coisa sobre o fator redutor e estava a nossa foto. Era uma pesquisa totalmente técnica. Eu botei sem querer no Google Imagens e estava a cara da minha mãe. Na pesquisa, falando. Então, isso mostra muito como é que realmente o nosso marketing funciona. Não, o marketing está muito bom. Vocês realmente pegaram o jeito. E deixa só para finalizar aqui uma coisa que... Eu conversei com você logo no início que eu fiz muitas palestras.

ao longo da minha carreira, fui professora universitária, então eu tinha um contato, eu adoro, gente, adoro falar com o público, adoro conversar, porque eu acho que o ser humano está muito necessitado disso, dele ser ouvido, dele também conseguir escutar algo com o olhar de quem realmente está sentindo o que ele está passando.

E aí, por que eu falo isso? Eu tinha um contato muito tete a tete ali com as pessoas, né? Nas palestras, na faculdade, nas salas de aula. Quando veio essa questão do perfil do Instagram, uma das grandes dificuldades que eu tinha era olhar para aquele pontinho da câmera. E me sentia assim... Gente, eu estou falando com uma máquina. É, eu também tive essa dificuldade no início. E hoje, Lisandra, eu posso te dizer com...

toda a minha franqueza. Eu, quando me coloco agora de frente do celular, eu estou enxergando todo mundo que está na minha frente.

Eu enxergo as pessoas. A gente vê, você fala com coração mesmo. Eu enxergo. Hoje, aquele pontinho da câmera ali, pra mim, não é mais nada. São os nossos 34 mil seguidores dentro daquele pontinho. Eu olho e realmente eu me dirijo àquelas pessoas como se elas realmente estivessem todas ali me assistindo ou esperando o que eu tenho pra falar pra elas. E isso faz parte dessa segurança que a gente construiu nesses dois anos em ver que

Eu sou uma pessoa que posso ajudar o próximo. E eu não sou um robô, eu não sou uma máquina. Eu preciso ter alma ali naquele vídeo. E aí, se eu posso falar isso, eu coloco a minha alma nesses vídeos. A gente vê. Dá para perceber, assim, eu assisto ali vocês. E a Regione, realmente, é com muito amor que você faz os seus vídeos. E...

para eu ser muito honesta nesse momento aqui, o mesmo amor que eu coloco na hora que eu faço um vídeo é o amor que essa... Eu vou chamar de menina porque ela é minha filha. Mas é o amor que essa profissional coloca na hora que ela vai atender.

E na hora que ela peticiona, ela peticiona com a alma dela. Teve um período aí que a gente estava até postando, a gente está saindo muito tarde do escritório. Porque boa parte do início da nossa rotina no escritório eram questões administrativas e atendendo. Seja por videoconferência, seja atendendo presencialmente.

E aí, quando o dia acaba, para a maioria das pessoas, é a hora que ela se debruça na elaboração das peças processuais. É a hora que ela vai conseguir botar a mão na massa. Então, é assim. É a dupla dinâmica. Eu, dentro daquilo que eu gosto de fazer, e ela, dentro daquilo que ela também tem o maior prazer. É um serviço silencioso que não está lá.

no Instagram, mas que é todo conduzido por ela. E eu tenho muito orgulho disso. Vocês estão de parabéns. Vocês estão de parabéns. É uma pena que a gente chegou aqui ao final, porque eu queria ainda falar bem mais aqui, que vocês trouxessem muito mais do que vocês estão fazendo. Mas foi um prazer enorme receber vocês aqui e a gente poder ter esse bate-papo. E a trajetória de vocês, ela reforça algo que é muito importante.

que não adianta só você ter muito conhecimento técnico, que o que transforma é a advocacia, é ter um propósito claro, ter a vontade, mas também buscar a transformação necessária, que foi o que vocês buscaram. Eu me lembro a primeira vez que você me procurou para falar, vocês queriam essa transformação, mas vocês fizeram ela acontecer. Porque eu podia ter falado milhões de coisas que vocês tinham que fazer, se vocês não fizessem, não ia ter transformação nenhuma. Vocês fizeram.

E vocês faziam mesmo, e até às vezes discutiam ali, mas faziam, eu puxava a orelha, faziam.

E foi isso que fez tudo mudar, porque vocês acreditaram, executaram e fizeram e continuam fazendo até hoje, buscando crescimento, buscando outras coisas, buscando implementar. A Ana Clara fica pesquisando como que pode melhorar, faz curso de inteligência artificial, faz isso, faz aquilo. Eu sou a menina dos aplicativos e dos sistemas operacionais, porque eu acho que a tecnologia tem realmente para facilitar a nossa vida. E Lisandra, eu posso fazer um registro agora aqui?

existe uma frase muito conhecida, que se diz assim, se você quer chegar rápido, você vai sozinho. Se você quiser chegar longe, você tem que ir acompanhado. E o que eu posso deixar hoje aqui como uma questão que realmente aconteceu conosco. Nós tínhamos aquela vontade de crescer, de chegar nas pessoas.

E sem uma condução que nós tivemos com você, esse podcast não estaria acontecendo hoje. Ela não falou que não ia chorar? Ela falou que não ia chorar. Então, para quem está nos assistindo, eu posso dizer com muita tranquilidade. Vá acompanhado. Vá com alguém. Porque esse alguém vai te pegar na mão.

e te levar até onde você quer chegar. Mas aí eu repito, eu que agradeço. Agradeço a confiança de vocês, e eu fico muito feliz, porque é como eu falei aqui, vocês chegaram onde vocês chegaram, porque vocês botaram a mão na massa. Porque eu poderia ter dado todas as orientações, se vocês não tivessem acreditado e colocado a mão na massa, realmente esse podcast não estaria acontecendo.

vocês estão de parabéns, porque vocês botaram a mão na massa e continuam fazendo e buscando mais, e buscando mais, e buscando aprender, e buscando se qualificar cada vez mais. Então, a execução foi muito importante. Acho que a direção sem execução não tem resultado. E também executar sem direção certa também não tem resultado. Então... Por isso que tem que ser acompanhado. Acompanhado.

E também a execução que vocês fizeram. Então, maravilhoso. E para quem está aqui nos assistindo, se você gostou desse episódio, compartilhe com outros sócios, outros colegas, outros gestores de escritórios de advocacia.

Quem quer construir um escritório mais profissionalizado, mais estruturado, tenho certeza que essa história aqui delas trouxe aí exemplo para muita gente de que é possível se você tem direção e execução. Eu quero que vocês deixem aqui, para quem quiser acompanhar mais o trabalho de vocês e conhecer a Redom Advocacia, conhecer os canais de vocês, onde que as pessoas podem encontrar.

Hoje a nossa maior plataforma é o Instagram, então se vocês querem entender um pouquinho mais sobre direito militar, entender um pouquinho mais da nossa rotina, é só seguir lá Direito Militar Aplicado no Instagram, Direito Militar Aplicado também no TikTok e Redom Advocacia no YouTube, que esse a gente botou um pouquinho diferente. Temos também o nosso site, que ali a gente coloca alguns artigos jurídicos para ajudar os nossos clientes a entenderem um pouquinho dessa área que a gente trabalha, que é redomadvocacia.com.br.

E acho que é isso. E também os clientes que querem buscar um escritório especializado em direito militar também. E eu vi que vocês também já estão dando palestra. Essa semana eu vi lá vocês dando palestra dentro da instituição. Foi. Então é isso. Então é isso, pessoal que está aqui nos assistindo. Esse foi o nosso episódio de hoje. E nós nos vemos no próximo InnovaCast.

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