FILHOS NARCISISTAS: manipulação, culpa e chantagem - PodPeople Inverso com Dra. Ana Beatriz #050
Filhos narcisistas podem transformar a relação com os pais em um ciclo de manipulação, culpa, chantagem e controle.Falamos sobre os principais sinais do narcisismo dentro da família, a dificuldade de impor limites e o impacto emocional e financeiro que esse comportamento pode causar aos pais.Também abordamos situações em que o filho age como se os pais tivessem obrigação de resolver seus problemas, pagar suas dívidas, sustentar seu estilo de vida ou ceder diante de ameaças, silêncio e pressão emocional.Reconhecer esse padrão é importante para entender quando os pais precisam mudar a forma de lidar com essa relação e proteger a própria segurança e bem-estar.
- Identificando filhos narcisistas e suas características manipuladorasfilhos se acham especiais·pais devem cobrir furos·interesseiro e tirano·falso para o exterior
- A culpa dos pais e a dificuldade de aceitar o narcisismo do filhoculpa não é dos pais·mimo piora a situação·transtorno de personalidade·luto por um filho idealizado
- Estratégias para proteger-se de filhos narcisistas e buscar ajudaproteger dinheiro e bens·não passar bens em vida·técnica da pedra cinza·contato zero como solução
- O ciclo de abuso e manipulação financeira dos filhos narcisistaspega cartão de crédito·exige pagamento de dívidas·faz empréstimo no nome dos pais·vende bens sem permissão
- A violência emocional e física praticada por filhos narcisistasviolência emocional e gaslighting·ameaça sumir e não dar notícias·quebra móveis e soca parede·intimidação para gerar medo
O narcisista, ele tem essa coisa, ele mente olhando nos seus olhos. Porque ele sabe das fraquezas dos pais. Se cada não que ele recebe, ele te isola, faz o silêncio, proíbe de ver os netos, é esquisito. O narcisismo é um transtorno de personalidade, então é uma maneira onde ele acha que realmente os pais têm obrigação de enaltecê-los. Se esses pais cederem do tipo, vou botar logo tudo no nome dele e ferrou, ele vai botar esses pais na rua.
Você entra em luto. Luto de um filho que você idealizou e que não é nada daquilo. Então é difícil, não é fácil. Mas do momento que você entende isso, quem tem que mudar de postura é você. Amor incondicional não significa engolir abuso. Mas o que que eu posso fazer por ele? Rezar de longe.
É uma frase até dura, né? Não existe amor de mãe que cure a maldade de um adulto que escolheu ser ruim.
Acho que o grande desespero é quando os pais vão envelhecendo, porque eles se tornam Empresas Fáceis. Antes de começar, eu queria pedir a todos que estão aqui que se inscrevam no canal, compartilhem o nosso conteúdo e acione o sininho para receber todas as novidades, tá bom? Que aí cada vez a gente vai poder fazer mais e mais episódios que vai fazer muito bem para todo mundo. Olá, sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio do Pod People Inverso.
Aqui você já sabe, a Bia vira entrevistada, Gabriel entrevistador. E a gente tem que agradecer aos nossos parceiros que tornam o universo possível. Vamos lá, Gu?
Pois é, Bia. Hoje a gente gostaria de agradecer à SANA Cursos e Palestras. É, a SANA, ela conecta palestrantes de experiência a empresas que buscam conteúdo transformador, né, para ajudar principalmente na questão da saúde mental e no comportamento humano. Então a Sanna, ela tem essa característica de cuidar de toda a intermediação comercial e contratual para que a pessoa possa focar apenas na entrega da melhor palestra, né, do conteúdo.
E com a NR-1 aí, né, mais importante ainda ter tudo isso na sua frente.
Saúde financeira, saúde mental geral, tema de saúde nas escolas, saúde mental nas escolas, temos para tudo, filosofia, comportamento humano.
E a gente sabe que o mais complicado é conseguir toda essa questão contratual, cada etapa, e a SANA ela se preocupa com isso, ela vai facilitar a etapa desde o início do contato com a empresa até o pagamento final, vai garantir segurança e transparência para que seu evento possa acontecer da melhor maneira. É assim, então quem quiser conhecer um pouco mais, o site é sanacursosipalestras.com.br, mas também tá no Instagram também.
Só no QR code?
Ah não, no QR code, claro, claro.
QR code na tela, verdade, verdade.
Estamos lá. Perfeito. Tudo bom, Gabriel?
Tudo bem.
Como vai você, Gabriel?
Melhor agora.
Olha, o pessoal perguntou, né, no Tirando Dúvidas, ué, cadê o Gabriel? Acabou o universo? Gente, não acabou. A gente vai diversificando para entregar o melhor conteúdo, de melhores formas. Para vocês. Agora não esquece, então, para a gente fazer isso, vocês precisam se inscrever no canal, curtir, compartilhar, botar o joinha e o sininho para receber todas as notificações, tá bom?
Para você, perfeito, tá bom?
Porque o pessoal vai lá, olha, fala: eles são tão fofinhos, tão bonitinhos, mas vocês não se inscrevem no canal. Por favor, se inscreve no canal.
Nossa, um pedido desse, né, Gabriel?
Eu vou me inscrever no canal, no Instagram, depois disso no Facebook.
Eu vou desinscrever.
Uma mensagem tão bonita que eu sou inscrito, eu vou desinscrever e me inscrever de novo.
Mas é verdade, a gente tem que dar o apoio para a gente continuar aqui com aquele, com aquela motivação, com a disposição, criando coisas. É o universo, é o Tirando Dúvidas. E a gente vai ter um Tirando Dúvidas a partir de outubro ao vivo, que aí vai ser eu, Gabriel e Gustavo. Pronto, vou estar com a tropa de elite. Vamos lá.
E uma curiosidade para quem tá em casa, né? Cerca de 60% de quem assiste os nossos vídeos não se inscreve no canal.
A gente só se inscreve 40, gente.
Olha só que absurdo! São mais de, são mais de 3 milhões de pessoas que assistem e não se inscrevem.
Gente, por favor, se inscreve, senão a gente não consegue fazer esse trabalho tão bacana com tanta disposição para vocês. Se inscreve agora.
Perfeito, vamos lá. Hoje é aquele assunto que o pessoal tem cobrado bastante nos comentários.
Verdade, quando a gente fez mãe narcisista, foi um tal de Bia, faz pai narcisista, Bia, faz filho narcisista, Bia. Aí, que que eu fiz? Gabriel, é contigo.
Vamos lá, hoje a gente começa com: todo mundo disse que filho ingrato é falta de educação dos pais. Faltou chinelo? Você mimou demais? Onde foi que eu errei, né? A ciência e a psicologia descobriram a verdade. A culpa não é sua. Existe um tipo de filho que escolhe ser o agressor, e o nome disso não é falha na criação. Hoje a gente fala um pouquinho sobre filhos narcisistas.
Vou te dizer uma coisa, é triste. Eu não sei se ele já pegou muitos pacientes com filhos narcisistas. E geralmente, e dá assim, o filho narcisista, ele, ele se acha especial demais e acha que os pais lhes devem tudo. Os pais têm que fazer porque é obrigação deles. Qualquer coisa que dá errado, ele quer que os pais cubram. Qualquer coisa que ele não— ele quer ter todos os direitos e nenhum dever. É, ele quer todos os direitos, todos os direitos.
E isso é desde a infância? Você pegava assim?
A infância nem tanto, é mais a partir ali da adolescência. Na infância pode ser até crianças bem interessantes, interessantes. Mas tem uma coisa que me chama mais atenção no caso de ter um filho narcisista. Acho que o grande desespero é quando os pais vão envelhecendo, porque eles se tornam presas fáceis e eles ficam com medo disso, né?
Porque eles vão vendo como é que o filho tá agindo na vida toda e como eles começam, eles estão mais fragilizados, não tem mais.
E aí a gente tem que falar de forma muito séria, porque a sociedade tem aquela coisa de pai e mãe tem obrigação, tem obrigação. Mas a gente tem que ver que filho é esse, né? Narcisista é um filho diferenciado, no sentido, o que ele puder explorar, o que ele puder fazer para manter sua imagem, mas patrocinado por esses pais, é importante. Quando ele tem filhos, ele quer que os pais se responsabilizem pelos filhos. Então, se ele, ele, avós, eles são proibidos a paz, novamente, da seguinte maneira, é Ah, eu não tenho dinheiro para pagar a pensão.
Aí pede os pais, aí os pais vão lá. Então, enquanto você tá nessa situação, quando vai ver, obrigação. E o dia que pai e mãe fala assim, olha, não vou poder esse mês, acabou, você não vai ver seus netos. E os avós já estão apegados àquela criança. Então é difícil, vamos lá.
Eles são conscientes disso? Os filhos são conscientes que eles fazem isso?
Totalmente. Entendi. Porque o narcisista, ele quer ser exaltado, ele quer passar aquela imagem de todo-poderoso, e ele quer que alguém sustente essa estrutura. No caso dos pais, isso é mais intenso.
Entendi. Caramba, o quão complicado é isso, né?
É muito complicado, porque tem a coisa afetiva, né? Os pais têm aquela coisa da obrigação. Então é bem importante que os pais identifiquem isso.
Acaba que acaba condicionando os próprios pais, né? Olha que a inversão que acontece, em vez dos pais condicionarem eles, criarem tudo, ao contrário.
E eles têm aquela coisa de deixar de falar, de dar silêncio, de manipular os pais. Vamos ver o que que temos aí.
Vamos lá, vamos lá. Por que meu filho me trata assim? Ele não é estressado, ele se encaixa no perfil do filho sanguessuga. Narcisista adulto. Ele já passou dos 30 anos, mas age como um tirano.
Aí é mais do que um tirano, né? Ele age como se ele tivesse, como se os pais tivessem obrigação de continuar fazendo eles se sentirem especiais, cobrindo todos os furos. Não é mimando, é cobrindo os furos. Então aí você vê, essa aí são características, né?
Não é que ele, como é que a gente pode colocar aqui, não é porque ele tá estressado no trabalho, tá infeliz, não é uma maneira dele ser.
O narcisismo é um transtorno de personalidade, então é uma maneira de ele ser onde ele acha que realmente os parceiros e os pais têm obrigação de enaltecê-los.
É como se eles fossem tão especiais, vou olhar para essa ascensão dele, né, e tudo.
Não, promover, né, nem olhar, é promover isso, bancar isso.
Caramba!
Por exemplo, ele pode nem trabalhar, mas ele quer um carro que ele possa passar e as pessoas acham que ele é muito, que ele é muito, vamos dizer assim, bem-sucedido, aquela aparência. Então ele vai fazer o quê? Vai comprar o carro. Aí vai pedir para o pai dar o nome. Pai, você podia botar esse carro aqui? Eu vou financiar, botar o financiamento no seu nome. O pai vai: não, tá certo, menino, o menino que tem um carro para poder se apresentar, para arrumar um trabalho novo. Ele vai dizer que o trabalho depende do carro, da apresentação.
Geralmente é inteligente, ele sabe articular isso.
Sim, ele vê essas fragilidades, sabe que o pai tá doido, que ele trabalha, então, mas ele não quer.
Às vezes o pai não teve condição de ter um carro lá quando o neto era no estágio de vida.
Aí compra para ele, o que que acontece? Ele não paga.
Entendi.
Não paga nem devolve o carro, sobra para quem?
Para o pai.
Pagar um carro que ele nunca vai usar.
E se a gente olhar para cá, a gente tem 3 sinais assim que pode ajudar você a identificar, não o seu, mas o filho de uma amiga, um filho de outra pessoa.
Ou do seu também, né?
A gente tem que Pode estar dentro de casa, né? A gente nunca se sabe.
Pode estar dentro de casa.
A primeira característica, né, é o interesseiro. Ele só liga ou aparece quando quer dinheiro, comida, favores, alguma coisa, né?
Ele quer ser servido. Os pais são serviçais, né, que têm que estar à disposição dele.
Eu lembro que uma vez na escola eu vi um amigo meu discutindo com a mãe dele e ele usou o seguinte argumento: Mas eu não pedi para nascer.
Isso é terrível.
Aí eu fiquei falando, caramba, que loucura!
Devia ser grato por ter nascido, né? Não é?
Que surtudo!
Isso é uma frase que as crianças podem falar, mas elas não têm peso. Mas se isso começa a acontecer na adolescência ou começa a ser constante, isso é manipulação.
Às vezes é porque a criança, aquilo que você falou, né, ela repete, ela vai testar.
Ela vai testar. Alguém na escola vai falar assim: ah, mas a sua mãe te teve, nem pensou. Ele chega em casa, não quer fazer o dever de casa, por exemplo, quer jogar. Aí a mãe fala assim: não, você vai fazer o dever. Não, eu não quero. Não, você vai, que eu sou responsável, você vai fazer. Mas eu não pedi para nascer, eu não tenho obrigação de cumprir o que você fala. No instante que a mãe fala: ah, é? Tem o menor problema? Não, não tem o menor problema, não faço dever, mas não vai ter jogo, não vai ter nada, você vai ficar sentadinho aí olhando para o refletindo. Daqui a pouco ele vai lá e faz, e ok. E aquilo não se repete porque ele viu.
Reforça o comportamento e vai jogar e tudo, ele vai usando isso mais vezes.
Se você vai, ah, tá bom, então vai lá jogar seu joguinho, depois você volta. Se você faz isso com filho narcisista, você caiu numa cilada.
Então o pai pode reforçar os comportamentos. Qual que é o limiar de quando ceder e não ceder, para não parecer também que você é muito rígido?
É uma lógica. Por exemplo, uma criança tem que fazer o dever de casa. Então, primeiro, as primeiras coisas: chegar da escola, fazer o dever. Depois, sobrar tempo, ele vai ter direito ao jogo, com tempo limitado.
Entendi.
É a lógica, é o bom senso.
Às vezes, se colocar isso para criança de uma forma que ela entenda, às vezes, dependendo da idade, não precisa conversar, é determinar. É fácil, fácil.
É para fazer. Tudo bem. Olha, filho, senta aqui, vai fazer seu dever. Tem dificuldade? Eu te ajudo. Não tem? Faz. Depois que acabar, aí a gente vê. Sobrou, você vai jogar uma hora de videogame, fica tranquilo.
Entendi.
É o bom senso. Educação é bom senso e é lógica. Responsabilidade é fazer as primeiras coisas, aquelas que têm que ser feitas.
Não tem como adiar. Não é negociável.
É que nem criança dormir tarde, não tem sentido.
Não pode.
Criança, vamos supor, até 8 anos, 10 anos, 8 horas, cama. Ou então é assim, ah, mas eu queria. Tá bom, sexta-feira véspera, ou então sábado para domingo, ok, mas é só sábado para domingo, e também com limite, porque senão prejudica o crescimento por causa do GH, né, que é o hormônio do crescimento, na verdade, que é produzido, liberado ali entre 11 e 1 hora da manhã. Então criança tem que crescer, criança tem que se alimentar bem, criança não pode ficar comendo muito doce à noite porque inibe a liberação do GH. Então são certas coisas, mas vamos voltar aqui.
Vamos lá, a segunda característica é o interesseiro perfeito, o tirano que humilha, xinga, grita dentro da sua casa ou não. Cadê que é? Como é que eu vou dizer?
É o famoso grita com você dentro da própria casa, se ouvir ou não.
Então é o Exatamente. É um conceito, né? Tava até vendo outro dia o vídeo do Cadá falando sobre o adulto mimado, que você quer conhecer uma pessoa.
Ah, do Cadá?
Cadá? Isso, do Cadá. Cadá é Major Cadá. É que se você quer ver se a pessoa é um adulto mimado, se ela cresceu com tudo assim, fala não para essa pessoa para ver como é que ela vai reagir. E exatamente isso, se você fala um não, ele fica louco, vira um tirano com você e briga.
E que isso acontece, as crianças não gostam de levar não. Né, mas faz parte, faz parte a frustração. Agora, se você é um adulto regulado, emocionalmente regulado, o que que você faz? Ah não, ele deu uma coisa. Não, eu entendo, eu gostaria de dizer sim, mas não vai ser possível. Eu entendo a sua tristeza, mas a vida vai ter opção de não. Então a gente vai começar a aprender. Respira um pouquinho, relaxa, e vamos fazer o que tem que fazer. Isso é um adulto emocionalmente regulado que ensina a criança a se regular.
E quando o adulto não está regulado para regular a criança?
Aí é complicado. Porque aí se for uma criança sem ser narcisista, tem que saber, todo mundo tem que aprender a se autorregular emocionalmente. Se for um narcisista, ele vai falar, tem uma brecha, ela se desregula, ele se desregula. E ele vai começar a provocar isso e falar, tá vendo? Não dá para falar.
Criança já pegando isso?
Não vai falar, não dá para falar com você, pai. Olha como você está desequilibrado. Aí o pai fica, poxa, realmente. Eu, né, esse garoto tá certo. E ele vai aprendendo a tirar ali, levar a pessoa ao limite. Para quê? Quando a pessoa, um adulto boa gente, quando se desregula, ele fica com culpa. E aí a culpa fica muito fácil de manipular. Então ele vai testar se na hora da tirania você ceder, porque assim, crianças vão tender a querer sim o tempo todo, elas não têm ainda essa habilidade, mas você ouve o não com tranquilidade e fala, ok, não, mas não vai dar.
Mas eu quero. Não vai dar, não dá, não dá, é chato. Mas é muito, é muito chato. Tudo bem, agora a gente só vai poder fazer isso domingo, tá bom para você? Não quer? Então também não fazemos domingo. Agora é assim, é o que temos para hoje, vamos fazer. Aí espera um pouco, que aí ela chora. Olha o choro regulando um pouco.
Aí daqui a pouco Se você quer saber mais sobre o choro e como ele regula, como a Bia acabou de falar, vai deixar um card em algum lugar aqui para você clicar, para você ir para o inverso sobre a ciência do choro.
Exatamente.
E a terceira característica é o falso. Na rua ele é um anjinho para o parente, para o vizinho, para os amigos, e na verdade ele se faz ser o melhor filho do mundo enquanto você é o pior pai e a pior mãe.
Para fora, e diz que você é péssimo pai, péssima mãe. E interessante isso, que o narcisista leva isso para a vida adulta, né? Ele continua da porta para fora, ele mantém aquela fachada, aquela fachada, aquele teatro para ser exaltado, para ser admirado.
Agora que a gente tá falando de narcisista, né, do narcisismo assim como um todo, você acha que ultimamente tem tido mais pessoas narcisistas ou com características narcisistas do que antes?
Não, eu acho que a gente vive uma sociedade em que existe uma cultura que exalta os narcisistas, reforça, né, reforça. Porque os narcisistas são aqueles que da porta para fora se apresentam muito bem, eles caem muito bem em redes sociais. Por exemplo, líderes narcisistas, eles se apresentam muito bem, mas vai ver como é que é o lar dele. Líderes religiosos, alguns, não todos, claro, são da porta para fora maravilhosos, da porta para dentro fazem tudo aquilo que condena os seus fiéis.
Caramba, médicos, juízes. Então assim, a gente tem uma sociedade que é complacente com essa, com essa, com essa maneira fake de ser. Então tem gente que fala assim, ah, não posso julgar o fulano, ele aqui no trabalho é ótimo, mas o fulano bate na mulher em casa, espanca o filho, espanca cachorro, fulano é tudo, né?
Não tem jeito.
Eu tive um pacientinho que ele, a mãe deu um cachorro para ele, um cachorro, um American Bully, e o pai começou a, porque o cachorro, todo mundo adorando o cachorro, papapá, ele com esse cachorro, não sei o quê, começou a chutar o cachorro. Ele pegou o cachorro, levou no abrigo. Aí chegando lá, mas você por quê? Foi assim, eu tenho que livrar o meu cachorro do meu pai. Por favor, arrume um dono para ele, porque eu sozinho hoje não posso.
Eu tenho 10 anos, um dia eu vou pegar ele de volta para mim. Ele não merece o meu pai tá batendo nele. Então, e da porta para fora, o pessoal: não, mas seu pai é o fulano aqui do clube. Pois é, mas eu tenho que salvar meu cachorro, que enquanto sou eu e minha mãe, a gente aguenta junto. Meu cachorro não.
E ele recuperou o cachorrinho?
Recuperou depois, porque a mãe se separou. Do pai, né? E aí a família que tinha adotado, ele foi atrás, ofereceu dinheiro, devolveu.
Caraca!
Mas fez guarda compartilhada.
E você lembra o nome do cachorrinho?
Não posso falar, senão vão chegar. É, exatamente.
Que história legal, né?
É, isso aí foi muito— aí você vê a pureza desse menino, né?
Que inteligência, né? Inteligência.
Mas ele sabia exatamente que era o pai. Ele falava assim, eu saio com meu pai na rua, ele é exaltado, ele fala coisas bonitas, ninguém sabe como ele é em casa. Em casa ele é o oposto disso tudo, ele agride, ele menospreza a gente, ele bate. E a mãe achou que aquele cachorrinho ia, por ser um American Bully, mas um filhote, ia dar força para o menino, ia proteger. Ainda brinquei, falei, American Bully é a raça mais docinha que tem.
Mas ele, o pai chutou o cachorro umas vez numa semana, ele pegou o cachorro. Caramba, que legal desse menino, né? Que inteligência emocional, que, né, leu o ambiente.
Logo depois, o cachorrinho hoje já morreu, né, porque viveu até 12 anos. Mas ele, com 2 anos, ele, 2 anos depois, os pais, os pais separaram. Ele foi ver quem tinha adotado, era do bairro, foi na casa, contou a história toda. E aí ficava durante a semana com um, final de semana com outro. Aí quando a outra família viajar, deixava. E quando eles tinham que viajar, ficava.
Então, poxa, que legal!
O cachorro foi muito amado.
Acabou que o cachorro fez até ele ter uma ponte, né? Fiz uma amizade por duas famílias muito bacana. Agora a gente vai para a parte que é um pouco mais dolorida, né?
Que você é vítima do seu próprio filho.
Exatamente. Olha só, então para você que tem casa, já tá adulto, né? E já tá, já tá, não sei, né?
Porque não pegar cartão de crédito, que tem criança, é verdade, é verdade. Eu acho que tem um pagar dívidas dele, tem que ser da adolescência para cima, adolescência.
Porque tem umas, teve uns meses atrás, uma criança pegou o cartão da mãe e comprou tudo de bonequinho no iFood. Eu vi do McDonald's, eu acho, se eu não me engano, tudo de bonequinho. Aí a mãe achou que tava sendo clonado o cartão. Na hora que ela chegou em casa, tinha aquele monte de pacotinho do iFood com os bonequinhos do lado de fora. Vamos lá, sinais que você é vítima do seu próprio filho. Primeiro, ele pega seu cartão de crédito escondido ou exige que você pague as dívidas dele.
Segundo, ele te xinga de palavras horríveis e diz que você não faz mais que a sua obrigação. De novo, aquilo que você fala, né, de ele colocar como se você sempre devesse alguma coisa para ele.
Narcisista sempre vai colocar isso: é a sua obrigação me sustentar, sua obrigação me cobrir, a sua obrigação Isso é bem forte.
A terceira faz você achar que está ficando louca, mente olhando no seu olho e distorce o passado. É gaslighting que chamam? Como é que chama isso hoje em dia? Tinha um nomezinho.
Não, pode até, pode ser classificado, mas gaslighting a gente usa mais para relacionamentos. Mas o narcisista, ele tem essa coisa, ele mente olhando nos seus olhos.
Nem treme.
Não, não treme, porque ele sabe das fraquezas dos pais. Então ele sabe que ele pode jogar uma jogada mais forte que eles vão cair.
Aquilo que você falou, ele já foi testando antes, ele já estudou o campo. Caramba, que perigoso, hein? E filho narcisista faz pais separarem? Divide, por exemplo, dividir para conquistar, se precisassem.
Se não consegue fazer com os dois, sim, com certeza. Caraca, com certeza! Porque vamos supor que a mãe ceda mais, vamos, a gente vai ver aí, não é fácil. Caramba, porque na realidade chega um momento que você mais tem que se defender do que criar, do que criar, porque é um transtorno de personalidade. Então às vezes, por exemplo, como você pode ter uma mãe que não é narcisista e um pai que é narcisista. Esse pai narcisista com esse filho narcisista, ele não tá reinando sozinho, então ele vai embora, vai tipo assim.
Então dois narcisistas não é difícil, né?
Porque vão, vão, os dois querem aplausos, né? Aí essa mãe, essa mãe acha que esse filho é assim por causa do pai. Aí o que que ela faz? Coitada, eu vou dar apoio porque o pai sempre foi muito vaidoso, nunca deu atenção para ele, então vou me dedicar. Então Aí quando aquele pai sai, essa mãe vira vítima, vira o alvo perfeito para ele falar: tá vendo, você não impediu o meu pai de fazer o que ele fez comigo, você não tomou providência.
Aí essa mãe culpada vai fazendo tudo, até que um dia essa mãe pede ajuda, até o ex-marido às vezes.
Meu amigo, volta aqui, tá ruim. Aí ele fala: olha, tava ruim, agora parece que piorou.
Ô, pede ajuda!
O quarto: ameaça sumir e nunca mais dar notícias, ou não deixar ver os netos No caso, né, de ter criancinha.
E esse sumiço, se você não der o que ele quer, do filho narcisista, é para deixar os pais culpados.
É diferente daquele filho TDAH que some, que às vezes esquece da notícia.
Mas sumir, sumir assim, uma semana ele some para ver se a mãe entra em desespero, o pai entra em desespero, tipo, ai, acho que ele fez alguma coisa, a culpa é minha. Ele é estratégico.
Caramba!
É porque o filho TDAH, ele esquece mesmo, esquece da notícia, mas isso é no mesmo dia, ele volta para casa, ele esquece. Acontece, mas esse aqui não. Isso é uma coisa calculada para que o pai entre em desespero e acabe fazendo o que ele quer.
E se não fizer, ele some de novo.
Ele vai usando os recursos que ele tem para desequilibrar os pais e fazer eles se sentirem culpados e conseguir o que ele quer.
Caramba, é um campo minado!
É um campo minado. Mas tem um negócio ali atrás, ó. Se você marcou mais de duas, isso Isso é, isso não é fase, é um padrão de abuso. Então é importante ver, né? Hoje em dia ele pega, além do cartão de crédito, ele pega o dedinho do pai e da mãe quando eles estão dormindo, libera o celular.
Caramba, tem que tomar cuidado com tudo. E geralmente, vamos lá, né, por mais que se marcou duas, não é uma sugestão, né? Claro que não é uma desse estudo, mas Mas se marcou esses dois, né, marcou, vamos falar, 3 de 4 ou 4 de 4, deve levar ele no psiquiatra, no psicólogo?
Olha, a gente tem que entender que são transtornos de personalidade. Quem tem que se tratar e entender essa dinâmica são os pais, para se proteger.
Entendi. Então aí com ele não faz nada, muito difícil, porque ele se acha perfeito. Mas ele, medicamento, tratamento?
Não, transtorno de personalidade.
Entendi. Não, por isso eu pensei isso, é um transtorno. Às vezes tinha alguma coisa para alertir.
Personalidade é muito mais uma maneira de ser. Por exemplo, qual o melhor tratamento para transtorno de personalidade do tipo borderline? A terapia dialética comportamental. Mas aí o border, ele quer se tratar, ele quer parar de sofrer. O narcisista não vê muita vantagem, porque em princípio ele disfarça bem, ele joga perfeito. Para que que eu vou tratar? Ele joga para plateia, todo mundo acha ele maravilhoso, um cara bacana, um marido excepcional, porque na hora que ele vai na escola ele tira foto com o filho, tira foto com a esposa, ele performa bem, performa bem, faz uma festa de aniversário para os pais com dinheiro deles, tira umas fotos lindas e bota assim no Instagram: meus pais, minha vida.
Ele é um canalha, esse narcisista. Caramba, pode ser a gente fazer festa dos pais com o próprio dia dos pais. Isso é absurdo, né?
Não, é você ver a carinha dos pais E ele lá vai fazendo até a conta para ele.
Será que vai dar para pagar a conta?
Não, pai vai saber depois, pai vai saber depois.
E todo mundo fica, às vezes você que tem esse conhecimento, essa experiência de ver narcisistas assim, né, performando, e quando não estão performando, esse traço que você falou de ver, olhar para os pais, os pais todo murchinho assim e tudo, é algo que dá para perceber geralmente quando essa tem uma pessoa que ela é muito expressiva e tudo. Se você vê quem tá com ela, mas você tem conviver, para ter essas sutilezas do corpo.
Dá para conviver, não dá para falar assim aleatoriamente, a não ser que seja uma coisa muito berrante, né?
Muito, por exemplo, a esposa mais caladinha, mais quietinha, os filhos todo, né?
Pode ser, pode ser que seja um indício, mas a gente tem que conviver e saber daquelas histórias.
Agora fica aquela pergunta, né? Mas a culpa é minha? Aonde que eu errei? E esse estudo traz, né, que aqui a parte mais difícil de ver é o que a mãe, o pai se perguntam, né? E aqui que tá, né, aquilo que você falou: eles não têm culpa. Infelizmente ou felizmente, a culpa não é sua, né?
É porque uma péssima educação pode piorar, não pode piorar o narcisismo.
Mas aí ele pode corrigir se ele tiver dado educação ruim depois, né?
Se ele não é um narcisista de personalidade, porque conforme ele vai crescendo, um transtorno de personalidade ele vai se manifestando com o desenvolvimento daquela criança, né? Porque a personalidade vai sendo formada junto com as situações, com a educação. Se ele não é um narcisista, a educação dá conta. Se ele é um narcisista, ele é muito resistente à educação e ele começa a manipular muito, muito cedo os laços.
No caso, sim.
Entendi. Narcisista é aquele que ele trata o professor super bem, vai um dia dar uma nota baixa, uma anotação, e ele achar que aquilo vai prejudicar ele, ele não vai poder fazer alguma coisa, não vai ganhar alguma coisa que ele quer, ele começa a falar mal do professor, vai destruir a reputação dele, vai sujar essa imagem perfeita, vai tentar. Agora, até para o pai e a mãe ter pena dele, ainda brigar com o professor.
Então ele faz ainda o pai e a mãe ir lá servindo para ele, como se fosse aquela mãe É capaz, né, que faz o feudo. Então vão ser as extensões dele onde ele vai tentar fazer isso, que, que, como é que eu vou dizer, diferente, né?
É difícil, não é diferente, é difícil.
É porque parece que a mente de uma criança que pensa assim, em vez dela tá pensando, é claro que você não dá um diagnóstico de transtorno de personalidade em criança, você vai vendo como ele vai evoluindo.
Igual a gente viu no outro episódio, é com 18, 19 anos, mais ou menos aí, mas tem, depende Faça da puberdade, tem que ter tudo isso, tem que ter um pouquinho mais de tempo para que a personalidade se configure e confirme aquilo mesmo. Não tem jeito, mas a gente tem que estar atento porque pode dar sinais cedo.
Entendi. Agora, o que que a sociedade conta, né, versus a realidade comprovada? Ele é assim porque você não soube criar. Quantas vezes, né, uma mãe não escuta isso de alguém? Ah, porque não bateu, não não brigou, nunca urgiu, não botou no castigo. E a verdade é, o abuso é uma escolha dele.
Não, mas geralmente esse, ele quer, por exemplo, dinheiro para jogar, para chegar lá no lugar e tirar onda com carro, com tudo. Ele vai dar um jeito de pegar isso, seja de forma manipuladora ou dando seus pequenos golpes.
Entendi. Entendi. Você deu amor demais. Esse aqui, no caso, seria mimou demais, né? Ou seja, mimar o filho demais faz ele ser narcisista?
Não, não, eu acho que o mimo acaba piorando a situação, porque fica mais fácil de manipular pais que mimam.
Entendi.
Mas não, não é só isso.
É a verdade, é que ele tem um transtorno de personalidade, né? Não é que amou demais, fez demais. E o último é: se você tivesse sido mais dura, a lá de novo, é porque assim, as pessoas querem botar tudo num pacote.
Um filho narcisista, ele não pode ser comparado com outras crianças que de fato houve um erro de criação, houve um erro de dar demais, ou houve uma falta de disciplina. Não, porque ele vai fazer a natureza, né?
É uma frase até dura, né? Não existe amor de mãe que cure a maldade de um adulto que escolheu ser ruim.
É que aí é a coisa comprovada. Não sei se ser ruim, eu acho que é muito mais é ser alguém que só quer saber dele e ser exaltado por isso. É como se os pais tivessem obrigação de fazê-lo manter essa imagem dele pelo resto da vida, pelo resto da vida.
Não tem escolha. Eu tenho que ser amado, adorado, venerado enquanto eu quiser.
Exatamente.
Agora vamos lá, né? Porque eu sempre cedo, ou seja, por que que os pais cedem? É, acaba caindo nesse joguinho, né? Aí aqui tem um esquemazinho que é a crise. Ele arruma um problema de propósito, faz dívida, perde o emprego, ele entra em briga. Aí da crise vai para culpa, ele joga o peso nas suas costas, diz: você é minha mãe, tem que me ajudar. Ou ameaça fazer alguma loucura. Vou me cortar, eu vou sumir. E vem em seguida o resgate.
Você não aguenta a pressão, paga a conta, ou você cede para ele. E depois de novo vem a crise.
Ele some até precisar de novo. Ele só aparece quando tá precisando de você para alguma coisa.
E quando você tá no— depois que você resgatou lá, né, no fundinho, ele vai fazer o quê de novo? Vai sumir.
E quando ele precisar, ele vem com a filha, vai aparecer como se nada tivesse acontecido.
Ou seja, é um padrão, né?
E se a mãe falar: nossa, você sumiu!
Sumir por sua culpa, ou eu sumi porque você não quis me ajudar aquela vez, você demorou me ajudar.
Exatamente. Eu tive que procurar outras saídas. Ainda deixam no ar esse tipo de saída para você preencher.
Nada instiga mais do que a imaginação do outro, né? Então deixa lacuna lá para você preencher, justamente para Que perigoso! E ele vai lá pedindo, né? Isso, olha que loucura. E vamos lá, né? CD não resolve a vida dele, só financia o próprio, o próximo abuso, próximo ciclo. Ou seja, um vai alimentando o outro, o outro, o outro, o outro.
E a maioria dos pais cai.
E geralmente, como que identifica assim quando tá começando um ciclo? É sempre crises muito grandes, crises menores?
Ele não conseguiu o que quer, ele some. Aí a culpa é sua que não ajudou. Ele foi mal na escola porque você não foi falar com a professora, você tinha que ir lá falar com a professora.
Então é qualquer tipo de crise, qualquer problema. No caso, o que rola, como que ele não seja visto como perfeito.
E tem uma coisa no narcisista filho, né? Se ele for bonito, tanto homem quanto mulher, parece ficar mais difícil para os pais Assumirem, porque acaba que o filho, isso é uma coisa meio cultural, né, da sociedade, infelizmente, como se o filho bonito fosse um troféu inteligente. E ele, da porta para fora, ele é educado.
E pensando num filho narcisista que é extremamente inteligente, ele já entendeu que ele é um troféu para o pai dele, então ele usa isso também.
Com certeza, cara, que perigoso, que perigoso.
Agora vem, né, não é jeito difícil, é violência. O painel 1, né, a violência emocional, que é quando ele quer destruir a sua cabeça, faz você chorar de propósito, te culpa pelos fracassos e te dá o castigo do silêncio, ignorando você por semanas. De novo, para fazer o ciclo, para vir para aquela crise e você ficar dentro desse limbo, né? São as possibilidades, porque acaba que você não vai ter energia nem para fazer outras coisas da sua vida, porque você tá vivendo uma vida em função dele.
Que forte isso. Aí a gente vai para o painel, para o segundo painel, né, que é violência financeira. Rouba sua paz e o seu suor. Ó, o carro lá que você falou, faz empréstimo no seu nome, exige dinheiro da sua aposentadoria, vende coisa da sua casa sem te pedir.
Ainda fala assim, mas é nosso, isso vai ser meu quando vocês morrerem. Isso é muito comum. Ué, é nosso?
Você já teve que falar para alguma mãe?
Nada dele é dividido com os outros.
É o famoso é tudo nosso, nada deles.
Exatamente. Já, já.
E como é que foi assim para ela receber? Geralmente, como é que eles recebem esse primeiro impacto?
Primeiro assim, mas o que que pode fazer? O que que a gente pode fazer? Não tem um remédio? Não tem não sei o quê? Papapá, papapá. Aí você tem que dizer, é personalidade. Você que vai ter que mudar a maneira de lidar com ele. Se ele melhorar, é sinal de que o narcisismo dele não é tão forte, não é tão forte, não tanto quanto a gente imaginava, não é bem assim. Talvez tenha sido uma falta de disciplina. Mas se ele for narcisista mesmo, na hora começa a mudar. Ele tenta testar, testar, testar, testar, vai até o limite, vai até o limite.
E quando ele viu que ele não conseguiu, ele some e não volta mais.
Ele some, tenta manipular, ele tenta manipular, e ou então ir buscar pegar outras vítimas que acreditam na manipulação dele.
Ele sempre tá atrás da próxima vítima, sempre tá atrás.
E ele gosta de ter várias, várias vítimas ou várias opções, suprimentos dessa vaidade, para suprir essa vaidade, bancar esse estilo de vida tão, tão deslumbrante.
E o último, né, que a violência física e a intimidação. Ele quebra os móveis, soca a parede, fala alto e ir para cima de você para tentar te dar medo de responder.
Exatamente, te acua, né? É uma maneira de te acuar.
Você fica extremamente coagida com isso.
É, mas tem uma coisa interessante.
Isso é mais para homem ou mulheres também fazem isso?
Não, o filho narcisista pode ser homem, pode ser mulher, é tudo para manipular.
Caramba, ele gasta muita energia, cara. Vamos falar que narcisista dorme muito, tá?
Tem condição não, não dorme não, dorme não. Não, dorme bem. Problema dele não é dele, é dos outros. Ele dorme bem.
Então ele tá tranquilo, né?
Tá leve, tranquilíssimo. Ele vai arrumar alguém que vá comprar essa ideia. Exatamente.
Caramba, tenho medo. Tenho que ter medo? Tenho que ter medo dentro da minha própria casa?
É o que os pais pensam, né?
E como é que eu vou dizer, nesses casos que você deu essa notícia O que que faz esse estralo deles começarem a pensar nessa?
Às vezes não pensa, vão embora, nunca mais voltam, e vão levar aquela dor do tipo: é meu karma, eu tenho que me virar. Agora, aqui tem uma coisa interessante, porque aqui geralmente é quando eles ficam idosos. Aqui, ó, tem uma coisa que ninguém tem coragem de falar: velhice deveria ser a fase do descanso, mas para pais de narcisistas Antagonista vira um cativeiro. Ou seja, tem uma coisa: se esses pais cederem do tipo vou botar logo tudo no nome dele, ferrou.
Ele vai botar esses pais na rua, caramba, botou na casa de asilo qualquer, vai botar na rua.
Para onde o pai e a mãe vão?
Eles, mas aí que tá, eles não têm empatia, não tem ausência de empatia, de certa forma é uma ausência total. Eu falo porque, tipo, colocar um pai e uma mãe para fora, ou fazer isso com o pai, com a mãe, e deixar ele pegar dia de aposentadoria, me parece tão errado a ponto da pessoa pensar isso.
Mas ele acha que ele merece e que os pais têm obrigação.
Então ele tem empatia de, tipo assim, é errado, mais ou menos.
Ele tem uma, não é como psicopata. O psicopata, ele, ausência total, ele simplesmente eliminaria. Ele não elimina porque ele precisa de suprimento, ele precisa de pessoas que acreditem nisso e continuem bancando com ele. O psicopata diria: quer saber de uma coisa? Eu faço parte, só vamos passar todo mundo e vai vir por herança e tá, tá, tá.
Caramba!
Mas assim, os dois têm um comportamento muito explorador. Digamos que o psicopata, ele é mais perverso, ele é mais frio, e ele busca só o interesse material das coisas.
É como se o narcisista, ele fica se perdendo, não quer aparecer demais.
O psicopata é mais certeiro, ele tem um O narcisista, ele tem uma preocupação com a imagem. Então ele vai fazendo, ele não quer matar esses pais porque ele manipula e consegue o que ele quer, entendeu? Ele quer mais que mantenham ele como uma pessoa muito especial, no oratóriozinho, né? Entendi. Caramba, é melhor para ele manter as pessoas que que ele consegue manipular.
E para eles é mais fácil, né? Porque quando a gente olha para cá, a gente vê os pais fisicamente mais fracos, mas é dono da casa da aposentadoria. De novo, se você não passar a casa e não der o golpe para eles, que eu acho difícil entrar no golpe, mas eles conseguem. Eu acho que é para você ver, eles são muito inteligentes.
Olha, chegou uma coisa aqui que deu um problema lá na tua aposentadoria, papapá. Mas meu filho, o que que é isso? Eu vou ligar para falar. Não, resolva agora. Olha, bota aqui, deixa eu ver a sua carinha. Chá comigo. E aí pega.
Mas eu tô te falando o seguinte, né, o narcisista ele é tão inteligente, porque para entrar no meu golpe fica: aproxime o rosto. O narcisista consegue fazer isso com o pai, com a mãe?
Consegue, porque bota o rosto do pai, da mãe ali e fica: vira o rostinho, vira para cá, vira para cá. Consegue. Caraca, ele precisa disso para manter a sua imagem. O que ele não quer é a imagem dele destruída.
É muito forte, né, se a gente for para pensar, né, que você lembra do do idoso, do velhinho.
Porque você lembra com o sentimento de quem não é narcisista, ele não tem essa.
É querer pensar com a minha cabeça no corpo do outro, não pensar na cabeça do outro.
Não tem. Aí ele tá falando de filhos narcisistas, são filhos que não se importam com os pais, se importam com o que eles podem prover para eles.
Para eles ter medo de sair do próprio quarto para não cruzar com seu filho no corredor é uma prisão. Você tem o direito de ser livre.
Ou seja, se você tá dentro de casa agora e já passou pela sua cabeça assim, caramba, vou ficar aqui porque eu não quero, eu vou passar lá para cozinha, ele vai logo, mãe, tem um dinheiro, tem não sei o quê, papapá, mãe, tô precisando, mãe, olha só, teu neto tá precisando de uma pensão, mãe.
Nossa, o neto de novo. Então, ou seja, red flag, né, a bandeirinha.
Vai apelar para outra coisa e não tá nem para o filho, mas ele quer, é, o filho é uma forma de conseguir mais recursos também.
E os meus netos? Filhos narcisistas usam os próprios filhos, seus netos, como uma moeda de troca. Olha só, literalmente, literalmente, o timing não poderia ser melhor. Se você diz não para o dinheiro, ele proíbe de você de ver os netos. Se você diz sim, você ensina ao seu neto que chantagem, a chantagear a avó funciona. Caramba, ou seja, ele vai reforçando os comportamentos do filho dele.
A chantagem tá montada. Se esse filho tiver alguma alguma, algum gene, um genzinho desse pai, tem um pezinho lá, ele já descobriu. Se não tiver, ele vai achar estranho.
Até ele pode falar assim, vai, pai.
É que nem o menino que foi entregar o cachorro para, porque ele, ele não concordava. Pode, aí você vai ver se tem algum dos netos que tem um pouco desse pai Porque se for assim, ele vai dizer assim, por que? Para mãe: por que que eu às vezes posso ver meu avô, meu avô, e às vezes eu não posso? Por que que meu pai, toda vez que meu avô e minha avó não faz o que ele quer, não quer que eu vá? Eu quero ver meu avô, minha avó, independente do meu pai.
Então aí você também já vai identificando o comportamento dessa criança, porque o neto aprende a chantagear se tiver um pouquinho do pai.
Senão ele vai, ele vai estranhar.
Não, ele vai estranhar.
Não é negócio normal.
Ele vai estranhar. Um dia ele vai falar para vó: vó, por que que eu não pude vir aqui semana passada se eu pedi? Aí a vó dizendo: não, porque seu pai tava muito atarefado. Não, tem que ser porque seu pai— eu não fiz uma coisa que ele queria, e aí ele não trouxe você para eu ficar triste.
No caso, a avó, o avô, eles podem falar isso com a criança?
Pode, dependendo da idade da criança e o que que essa criança entende. Não pode dizer que o pai tava ocupado trabalhando, enaltecer uma imagem que não é verdadeira.
Ou seja, não reforçar o comportamento dele, a imagem que ele quer se atribuir.
Uma criança muito pequena vai dizer: não, é porque vovô e vovó estavam preparando, pediram para preparar para essa semana porque eu queria fazer um bolinho especial, e vovó tava tendo que ir ao médico. Não tocou no pai.
Ah, isso é legal, né?
Depende da idade e da capacidade de compreensão da criança.
Entendi.
Mas nunca falar assim: não, porque a gente não queria te ver. Não, a gente tava morrendo de saudade. Ou então falar: não sei, filho, porque Você sabe que vovó e vovô sempre tá aqui, sempre tá aqui, sempre com saudade de você. Não falar do pai, seu pai tava trefado, não, porque aí enaltece uma qualidade que o pai não tem, aí tá reforçando.
Aí o pai vai começar a gostar disso. Opa, pera aí, quando eu ia falar, não, eu seguro os meninos, eu ganho o que eu quero depois, e quando eu volto eles compensam ainda.
Não, compensa e me dá uma imagem bonita.
Caramba, o avô sofre, né?
Depende. Jesus, porque passar por isso tudo, avô e avó que tem um filho narcisista que usa os netos como manobra de chantagem, nossa, sofrem demais.
Aí vamos lá, né? Dói na alma, mas ceder à extorsão não protege os netos, só ensina a eles que o abuso é o jeito normal de viver em família. Ou seja, vai replicando esse seu comportamento com outras pessoas, com outras vítimas, se tiver o gene, né?
Né? Se não tiver um pouco mais de genética, né?
E agora a pergunta que não quer calar: ele vai mudar se eu ajudar só mais essa vez? Não, é a última vez, só dessa vez. Eu não vou te ajudar de novo.
Não, não, não. É que nem aquela—
como lidar com a culpa de não ajudar? Porque eles sabem empregar essa culpa em você, né?
Você tenha definido muito claramente que esse filho é não é narcisista. Isso analisado por um profissional, visto por todo um conjunto, por uma história. Quando você chega a essa conclusão, leva um tempo se aceitar, entendi, que você entra em luto, luto de um filho que você idealizou e que não é nada daquilo. Então é difícil, não é fácil, não é fácil. Mas do momento que você entende isso, quem tem que mudar de postura é você.
E dá para pai, para mãe, ir fazendo alguns testezinhos, no caso igual aquilo de ajudar só mais dessa vez? E se você não ajudar dessa vez, por exemplo, e ver reação dele?
Tem alguma forma de identificar sempre da maneira que ele vai reagir? Pode dizer muito.
Aí você vai meio que, como é que eu vou dizer, anotando para ver se tem aqueles pontos certinhos.
Se cada não que ele recebe recebe, ele, ele te isola, faz o silêncio, proíbe de ver os netos, ou então começa a articular um maldizer de você para todo mundo em volta, é esquisito. Caramba, é muito suspeito, porque ele sempre vai dizer mal. Ah, você não tem visto você vindo ver sua mãe? Não, mas a mamãe também tá difícil, ela tá muito rigorosa com os meus filhos, eu não posso deixar meus filhos nessa coisa. Ela e papai não estão muito bem, entendeu?
Fico com medo, eu só vou trazer quando eu puder estar junto. Dando uma de um filho muito cuidadoso, um pai muito—
caramba! E aquilo, né, toda mentira para eles é aquilo que você falou, eles nem tremem, nem mudam.
A mentira para eles é um instrumento de trabalho, como é a faca para o açougueiro, como é o táxi para o taxista, como é o carro para Eles têm a língua, né?
É igual aquele diálogo que tem do Ulisses com Aquiles, né? Que o Aquiles fala: você fala muito bem, fala comigo, fala com meu primo nosso. Aí ele vai lá e fala assim: Deus te deu a sua espada e Deus me deu as línguas, a minha língua. Usamos com aquilo, jogamos com aquilo que os deuses nos dizem, né?
Ou seja, a ferramenta do narcisista para queimar quem não faz o que ele quer.
Caramba, cara! Cara, que loucura!
Até porque ele falando mal desses pais, muito provavelmente tem uma tia, tem um tio, meu filho. Então deixa eu te ajudar, porque pode ser que seu pai, sua mãe esteja numa situação difícil, não quis falar para você, que aí não comenta com os irmãos, né, a tia, porque, ah não, não vou dar essa preocupação. Um belo dia, quando cada um começa a falar, tipo assim, ah, ele falou isso para você? Mentira!
Ele falou, mas eu ajudei ele essa vez também. Não, pera aí, mas essa vez eu ajudei ele.
Pega ajuda de ainda volta para manipular, ajuda daqui, pega de novo.
Caramba! E toda vez que você não fala não para ele, aquilo, né, você vai reforçar, reforçando o comportamento.
E aí cada vez o abuso vai aumentando.
Agora o choque de realidade: ele não quer ser salvo, ele quer ser servido. É o que você diz desde o começo, né? A única pessoa que precisa mudar o jeito de agir é você. Você não muda ele.
Para um narcisista os pais são serviçais.
Agora, Bia, em casa assim, né, a mãe e o pai deve estar pensando: eu tenho que aguentar isso tudo? Eu tenho que suportar isso tudo só porque eu sou mãe, pai? Eu coloquei no mundo, eu tenho essa obrigação?
Não, de jeito nenhum. Quando a gente tem essa certeza de que o filho tem essa, essa índole, digamos assim, essa maneira de ser, tem que entender que você não tem que deixar de existir sofrer, você é massacrado, você é manipulado por conta de uma pessoa que acha que você é um serviçal. Então assim, amor incondicional não significa engolir abuso. Eu costumo dizer para o Tinha Paz, falava assim: mas o que que eu posso fazer por ele? Rezar de longe.
Que duro ouvir isso para o pai, para a mãe, né?
Né? Mas talvez um pai e uma mãe consiga rezar por um filho que ele não tem pouca convivência, que ele não controla, que não teve aquilo desde o começo. Pode ser que ocorra um milagre, tudo que a gente quer, mas é pouco provável.
É aquilo, né? Não é impossível, mas é pouco provável.
Como se proteger o seu dinheiro e a sua casa, que é a fragilidade dos pais. Que tem filhos narcisistas e vão envelhecendo.
Porque aquilo que você falou, né, eles começam a ficar mais forte fisicamente também, cognitivamente.
Eles, e os pais ficam presos, mais fáceis e mais frágeis. É o cativeiro, é o cativeiro.
Então a primeira coisa é, né, tranque o básico, guarde seus cartões de banco, senha do INSS, documento do imóvel, a chave. Não deixa nada em gaveta. Depois tem que fechar torneira, Nunca, jamais, em hipótese alguma, faça empréstimo no seu nome para ele. Se o nome sujar, que suje o dele, não o seu, tadinha. Porque igual tem muita coisa, é muita, né? Até minha avó fala isso: a única coisa que a gente tem nessa vida é um nome, né?
Então você ficou a vida toda com o nome limpinho, bonitinho, né? Não vai ser agora que você vai entregar ele. E o por último, né? Proteja o teto, não passe a casa para o nome dele em vida. É a única garantia que você tem de não ser jogada na rua, de não ser abandonada.
Então assim, é difícil. Ou então, resolve, tá falando como se fosse filho único, né? Lembrei disso agora. Às vezes você tem 3 filhos.
E já aconteceu de ter mais de um filho narcisista?
Já, já. Não, já aconteceu não de ter um narcisista e outros 2 não. Aí tinha um narcisista, um que cedia para o narcisista que acaba vindo para cima, totalmente correto e não se metia muito, só se queria saber. Eles falam, né, esse é o insuportável, que eles vão falar muito mal, mas talvez seja esse que os pais vão escolher e passar uma procuração para resolver, não, para resolver a vida dos pais, né? Porque se deixar, e se os pais começam a perder a memória, eles não vão poder ter esse controle.
Então tem que ter um filho que zele por isso. Isso aconteceu muito comigo, de famílias junto, em conjunto, escolher qual seria esse filho de confiança. E aí a gente fazia toda uma análise da personalidade de cada um, da história de cada um. É, eu tive uma família judia muito bacana que fez isso, né? Foi interessante. E me reuniu eu, rabino e eles. E aí a gente chegou à conclusão qual era o filho que tinha mais esse perfil de não ser manipulado pelo irmão mais narcisista.
E foi ele que garantiu uma velhice mais digna para os pais. Aí quando acabou, os pais faleceram, ele prestou a conta, cortou o laço, e eles dividiram a herança como tinha que ser. Mas os pais tiveram a casa deles, no conforto deles, com os empregados deles até o fim. Porque os outros dois, o narcisista falava: não, bota num apartamento pequeno, papapá. Ele falou, não, papai e mamãe trabalharam para ter este apartamento, porque o narcisista queria morar ali, né, naquele apartamento maravilhoso.
É, e ele depois, ele falou, tá aqui, tratei de papai e mamãe, agora não preciso mais ter esse vínculo com vocês. E aquele tinha uma irmã que ia na onda do narcisista, né. Então a gente tem horas que a gente tem que definir isso, né?
Quem é o filho, infelizmente tem que tomar esse tipo de decisão, né?
Quem é o filho que não vai se deixar levar e vai ajudar os pais a não perder essa dignidade.
E deixando bem claro de novo, né, para filhos narcisistas, não generalizar. E lembre-se, né, proteger o que você batalhou a vida toda para conseguir é um direito, não é egoísmo. E agora a gente vai falar um pouquinho de como proteger, né, desse corte contato, que é mais ou menos como fazem o que a gente falou da mãe narcisista também. Exatamente, a técnica da pedra cinza, né, para quem ainda mora junto, né. Você tem a pedra cinza quando você tem que conviver, aí você tem que deixar de ser interessante.
Exatamente. Agora, o contato zero é quando você pode não conviver, entendeu?
Que aí o contato zero é o quê, por exemplo, né, quando a gente pega aqui, manda site para casa bloqueada, por exemplo, é quando você ainda mora com esse filho, não tem como tirar aquele filho de casa no momento.
Então você tem que não chorar, não gritar, não se desregular, porque toda vez que você entra em desregulação ele manipula. Sempre dá respostas muito curtas. Não, não dá. Ah, mas eu queria— não é possível, porque aí não fala nunca assim: ah, tá, vou ver. Não, Não, não dá. Se ele fala 10 vezes, você fala não vai dar. E qualquer coisa você sai, né? Porque o que que acontece com narcisista, que a sua emoção, que é o seu descontrole emocional, se ele não conseguir, se ele não conseguir, começa a ser desinteressante. Aí ele vai fazer esse jogo com outra pessoa, que vai cair.
Geralmente as pessoas caem, então ele não vai perder tempo tentando te convencer a cair no jogo dele, né?
Vai pegar a próxima para poder ter sempre. Ele vai querer ter várias pessoas de Porque se uma falha, tem a outra, tem a outra, tem outra.
Isso é muito perigoso.
E a outra é o contato zero, que aí é uma solução definitiva, mais difícil, né? Mas tem que ser muito com a certeza desse diagnóstico, a certeza dessa impossibilidade. Aí é quando você pede para sair da sua casa, bloqueia contato e entender que isso não, não é pecado.
E aquilo que você fala muito, né, que é o luto em vida, né, de um filho que tá vivo.
Você idealizou tanto, você tinha tanta esperança, e aí esse filho vai garantir o meu futuro. Não, vai tirar o seu futuro ou a sua dignidade de envelhecer, né?
Caramba!
E esse luto dói, tá? Dói muito. Às vezes que eu tive que falar, eu já tive casais que se retiraram do consultório meio revoltados.
Eu vou procurar uma segunda opinião.
Claro, eu falei, por favor, é o mínimo, uma ou duas, não só uma second opinion, né, para procurar a terceira. E voltaram anos depois e a gente tardou a fazer o que a senhora tinha sugerido, mas eu entendo, porque você enterrar um filho, que você enterrar um filho que você imaginava ser amoroso, cuidadoso, e aí enterrar aqueles momentos que você sonhou, que você sonhou, ele joga muito na sua esperança e tudo, muito no seu psicológico. É a última vez.
Então é aquilo, né? A dor vai bater, vai chorar e sentir saudade do filho que você queria que ele fosse, ou da criança que ele foi um dia. É normal viver o luto por alguém que está vivo, com certeza. Você está enterrando a esperança e isso dói para caramba.
Mas ao mesmo tempo, é, o vizinho vão falar: ai, como pode? Mas deixa eu falar, deixa eu falar, porque se esse vizinho for ajudar, ele em pouco tempo vai descobrir como é difícil você cortar contato com aquele filho de uma égua lá.
Como vou fazer também? Exatamente, porque ele vai usar os outros, porque só você sabe, né, como é que é viver dentro de 4 paredes com essa pessoa que lá fora é perfeita.
Uma dessas mães, aí começaram pessoas ligarem: fulano, ele veio aqui, aí eu, em seu nome, ajudei. Meu nome não, faça isso em meu nome não. Em meu nome você reza um Pai Nosso, uma Ave Maria. Eu lembro dessa paciente: não, meu nome não, você fez porque você Eu só posso dizer que eu não fiz por nada. Eu sempre fui uma pessoa coerente, nunca fui uma pessoa desrespeitosa. Não, não, fulano, mas eu achei que eu tava sendo consideração você.
Não, tá não. Eu só posso dizer que eu tive meus motivos. Eu espero que você não descubra esses motivos em breve. Eu só tô te falando isso. Não falou mal do filho, mas deixou claro: olha a minha trajetória, olha a minha coerência.
Eu não faria isso se não fosse algo realmente bom, que já deixou um alerta, né?
Não. E os amigos que conheci fala: não, ela tá falando, eu não quero nem saber o que é, eu vou me retirar.
E para a gente fechar esse episódio, é aquilo, né? Você já fez seu papel. Lembra lá do começo? A ciência falou, a culpa não é sua. Não tem o que, né? De novo, igual que você falou, um transtorno de personalidade É um jeito de ser no mundo, de agir, de pensar.
Você pensa o outro como utilitário das suas vaidades, do seu—
e aquilo você fez o melhor que você podia, da forma que você podia, essa consciência, né?
É isso mesmo. E o último aqui, aquela frase: você não fracassou, o seu único trabalho agora é proteger a sua saúde, seu bolso, sua paz. A dignidade, a dignidade, dignidade literal, né? Eu resumi numa palavra, é a dignidade, é proteger a dignidade.
Mas porque eu roubei a sua palavra que você falou lá no começo. E para a gente fechar aqui, até deixar na tela, né, para você, é que deixar bem claro que você não tá sozinho, né? Tem muitas formas de você procurar ajuda hoje em dia. Eu acho que antigamente, com falta de internet, dessa comunidade online, online era mais complicado. Hoje em dia não, né? Você tem recursos. Então tem o Disque 100, é para as pessoas que não têm condições, né?
É mais, mesmo assim tem possibilidade de agir, né? Sim, denunciar violência contra idoso. A denúncia no Disque 100 anônimo, né?
O agressor não vai saber que tem delegacia do idoso. Exatamente, tem do idoso, da mulher também, porque pode ser que o filho, aquilo, né, filho mais velho, a mãe mais acuadinha, a mãe solteira talvez que não tem quem ajude ela, ou viúva, verdade. Tem o CAPS também e o SUS, que é procure o postinho perto da sua casa, tem psicólogo lá gratuito para ajudar você e para você também tirar essas dúvidas nessa curva.
Esse serviço, né, nem sempre é tão fácil, mas é importante que veja isso, mesmo que seja um processo de terapia online. Assim, é importante ter essa, tem que ver isso, né?
E também tem a Defensoria Pública, né? Advogado de graça para quem, ela de graça para impedir que ele roube seus bens ou para desfazer procurações. Ou seja, se em algum momento deu uma procuração para ele de algum documento, assinou, não assine documentos, procura a Defensoria Pública para ela te ajudar antes que seja Descobrir da pior maneira que seu filho é capaz de quase tudo é muito difícil. É aquilo, é que às vezes o pai e a mãe não vão superar, né?
Porque ainda mais se demorar tanto tempo, já enraizou, já perdem a dignidade mesmo, fragilidade. Pai e mãe, quando tá numa idade, precisa que a gente cuide como eles cuidaram da gente quando era criança, e não o contrário, né?
Viu, senhor Daniel? Se às vezes eu sou duro O senhor, Ana Beatriz falou cuidar de você, você cuidou de mim.
É, exatamente, do jeitinho. Às vezes tem que botar limite, do jeitinho que você me ensinou. Às vezes precisa, né? Adolescente, né?
Adolescente, ele é um adolescente de 60 anos.
Exatamente, exatamente.
O que eu ia falar para o pessoal nos comentários que seguem, que curtem, é vamos nutrir essa comunidade, vamos comentar aqui, deixar suas experiências, Às vezes alguém pode te ajudar, alguém que tá perto de você.
É uma forma de você conectar, já passou por isso. Isso, que as pessoas não esqueçam, né, de se inscrever no canal, compartilhar esse conteúdo para quem você acha que pode ajudar. Não esquece de fazer isso. Também tem uma coisa, vai deixando as dúvidas aí que a gente pega um Tirando Dúvidas e a gente fala mais sobre isso.
Não se esqueçam, bebam água, e até o próximo Pod People Inverso.
SANA Cursos e Palestras
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