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Compaixão: Aprenda a Ser Gentil com Você - PODPEOPLE INVERSO COM DRA. ANA BEATRIZ | Ep. 033

26 de maio de 202658min
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Você sente que nunca é suficiente, mesmo fazendo tudo certo?Neste episódio do PodPeople Inverso, conversamos sobre autocrítica, autocompaixão, burnout, ansiedade e o impacto da cobrança excessiva na saúde mental.Falamos sobre como o excesso de comparação, redes sociais e perfeccionismo estão levando cada vez mais pessoas ao esgotamento emocional. Também discutimos como o estresse altera o cérebro e o corpo, afetando hormônios, autoestima, desempenho e qualidade de vida.Você vai entender por que se cobrar o tempo inteiro não garante sucesso, e como desenvolver uma relação mais saudável consigo mesmo.Um episódio necessário sobre saúde emocional, acolhimento humano e equilíbrio mental.

Participantes neste episódio3
B

Bia Santos

HostJornalista
G

Gabriel

HostTerapeuta
D

Dra. Ana Beatriz

Convidado
Assuntos6
  • Reflexão diária e autocríticaImpacto da autocrítica no desempenho e saúde mental · Autocompaixão como ferramenta de resiliência · Relação entre autoestima, resultados e comparação social · Traços narcisistas e redes sociais · Diferença entre traço narcisista e transtorno de personalidade narcisista · A importância do autoconhecimento e da autoaceitação · O papel do estresse no corpo e no cérebro · O ciclo de adoecimento mental e envelhecimento
  • Autoconsciência, autocompaixão e crescimento pessoalAtivação da amígdala e liberação de cortisol/adrenalina · Comprometimento do córtex pré-frontal e sequestro amigdalar · Liberação de ocitocina e opioides endógenos pela autocompaixão · O papel da imaginação na liberação de ocitocina · O cérebro como sistema de ameaça e cuidado
  • Autoliderança na práticaTratar a si mesmo como um amigo · Mindfulness: intenção, atenção e atitude · Autogentileza e o banho como ritual · Carta de autocompaixão e cápsula do tempo · A diferença entre autocompaixão e acomodação · O papel do sistema de ameaça e do sistema de cuidado no cérebro · Hormônios liberados pela autocrítica e autocompaixão
  • Neuromitos e Saúde MentalComparação entre gerações X, Millennials e Z · Impacto da tecnologia e redes sociais na saúde mental · Crises globais e desesperança · Cultura de cobrança em países como China e Coreia · O exemplo dos pais e a transmissão de comportamentos
  • Autossabotagem e PsicologiaAutocrítica exacerbada em atletas e personalidades · O custo energético e o burnout · Medo do fracasso e a ligação com a autoestima · Trabalhos noturnos e seus impactos na saúde · A Bolsa de Valores e o rodízio de funcionários
  • Necessidade de estar pronto vs. agir com medoAutocrítica como combustível tóxico · Autocompaixão como desejo de crescimento · O exemplo dos pais e a transmissão de comportamentos · A vida como maratona, não como 50 metros
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Meu desejo é parar de achar que existe um jeito certo de ser mãe. A gente entende que cada gestação é única e que cada fase pede cuidados diferentes. Por isso, Nestlé Materna desenvolveu uma linha completa de suplementos para acompanhar você em toda a jornada da maternidade. Desde o apoio à fertilidade para mulheres que estão planejando a gestação até linhas exclusivas com vitaminas e minerais para cuidados na gestação e no perpério. Nestlé Materna, com você, do seu jeito.

Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho. Que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia. Tchau.

Você não pode ser deslumbrante ou ter um desempenho humil todos os dias. Isso não ocorre. O excesso de autocrítica, ele traz na pessoa um tal estresse individual que essa pessoa não sustenta e ela acaba por estresse capotando. Quem tem autocompaixão consigo, isso vaza para os outros.

A autoestima vai ficar boa se fizer o mesmo procedimento que fulano fez. É como se ela se visse o tempo todo num espelho, mas que não reflete ela ou ele. Esse espelho está sendo a rede social. Tem uma mudança na maneira de viver, cobrando coisas que não são humanas.

A gente não pode deixar que a vida da gente perca esse acolhimento humano. Deu tudo errado hoje, toma um banho e vai dormir. Amanhã, outro dia, tudo se resolve. Faz parte do ser humano errar. Mas faz parte do ser humano que tá aqui pra melhorar, aprender com o erro e saber que todo mundo erra. Esse negócio, ah, fulano não erra, erra.

Olá, sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio do Pod People Inverso. Aqui você já sabe, a Bia vira entrevistada e o Gabriel entrevistador. Antes de começar, eu queria agradecer os nossos patrocinadores. A Axon, que é aquele suplemento que te dá foco e disposição. E também a Sana, sanacursosepalestras.com.br. Por quê? Porque você sabe, se você vai fazer um evento que precisa de bons palestrantes,

é melhor você entrar na SANA e se informar. Lá você vai ter todos os bons palestrantes sobre qualquer assunto. Você vai ter sobre genética, sobre bipolaridade, sobre saúde mental, sobre narcisismo, sobre psiquiatria, psicologia, trauma, filosofia, comportamento humano para dar e vender. SANA, cursos e palestras.com.br. Você vai ter também o QR Code que está aí na tela.

Tudo bom, meu querido? Tudo bom, Bia. Quanto tempo? Quanto tempo. Faz o quê? Um mês, mais ou menos? Dois meses. Dois meses. Dois meses de tempestade, mas estou de volta.

Então vamos lá. O assunto de hoje é algo que o pessoal sempre pede muito, né? Que é a questão de como que a gente pode praticar a autocrítica. Autocrítica ou autocompaixão? Autocompaixão. Mas até onde a autocompaixão é boa e ela é ruim? Porque tem aquilo também da gente nos mimar. Ou será que não? Vamos ver. Vamos ver.

É ali, né, que você, esse tema que você trouxe é bem bacana, porque as pessoas associam muito a questão da autocrítica como algo necessário para você ter um bom desempenho. Então, como se aquelas pessoas que se criticassem o tempo todo, que ficassem, podia fazer melhor, podia ter me esforçado mais, podia, como se isso fosse um, algo que predispusesse a pessoa ao sucesso.

E o que esse artigo traz, você fez um compilado de artigos, é que é o contrário, que o excesso de autocrítica não é que leva ao sucesso, ou se leva àquele sucesso de arrancada. O momentâneo? O momentâneo, o curto, ele não se sustenta, porque ele traz na pessoa um tal estresse individual.

um nível de cobrança, um nível de alerta o tempo todo, que essa pessoa não sustenta e ela acaba por estresse capotando. Seria o burnout no caso?

Pode ser, pode ser burnout, pode ser um assino de pânico, pode ser qualquer coisa que o excesso de cobrança e de estresse consequente disso possa adoecer. Tem gente que vai adoecer, por exemplo, por uma doença autoimune ou uma alteração intestinal. Isso aí vai depender de cada pessoa, como cada organismo reage ao estresse.

Caramba, então só pelo, vamos dizer assim, pelo estresse ele é capaz e responsável para alterar todo o nosso organismo físico, digamos assim. Totalmente, porque o estresse ele acumula e ele acaba mudando o nosso metabolismo. Há uma mudança hormonal.

A gente sabe que o cérebro acaba liberando substâncias que ativam a suprarenal, fazem liberar cortisol, fazem liberar adrenalina, o que bota todo o organismo em estado de alerta. Então, é algo bom? É. Mas se você usar demais...

ele acaba adoecendo o organismo. Entendi. Agora, a gente pensa assim, atletas de alta performance, pessoas que vão ao extremo, até mesmo de se cobrar, não só mentalmente, mas fisicamente, é tudo relacionado com essa auto... Cobrança? É, essa autocrítica.

Eu acredito que atletas têm uma autocrítica muito grande. Quando a autocrítica é muito grande, a gente vê que todo atleta de alta performance, vamos botar os atletas de Olimpíadas, aqueles bem de topo, eu acredito que esses atletas sofrem muito mais lesões, eles têm muito mais níveis de estresse, com certeza.

Principalmente quando eles têm acoplado a esse desempenho, a esse excesso de autocobrança. Então, é bem capaz que isso ocorra. Agora, em relação à autocompaixão, a gente tem que entender um pouquinho antes por que as pessoas que se cobram demais costumam...

ter uma autoestima instável. Não, mas instável. Olha que interessante que isso diz.

Porque sempre buscamos... Paradoxo da autoestima. Porque o que sempre buscamos pode ser uma armadilha. O que eu achei interessante é que ele fala de uma autoestima que é muito vinculada a resultados. Então, ele bota ali que a autoestima tem uma instabilidade. Por quê? Porque ela prevê sentimentos de valor próprio que flutuam dependendo do sucesso e fracasso. E também da comparação social.

Então, a autoestima, como é posta dentro desses artigos, ela é algo muito relacionado ao outro, a resultados pelo sucesso, vamos dizer assim, pela comparação social que gera a competição. E também achei tão interessante que ele fala o seguinte, que a autoestima, quem tem autoestima muito positiva, assim, o tempo todo, tem traços narcisistas. Por quê?

Porque passa por uma falta de crítica, né? É aquela pessoa que o tempo todo, ela está se achando melhor. E geralmente, não estou dizendo que é um narcisista, mas um traço narcisista. E é verdade. Agora, eu acho que isso é o que a gente entende por autoestima. Mas eu acho que existe uma autoestima genuína.

Aquela que a gente sabe o que a gente tem de melhor, sabe também nossas fraquezas. E quando você tem essa consciência, você não depende tanto dos resultados. E justamente essa consciência das nossas fragilidades, esse acolhimento, faz com que a união de uma autoestima genuína gere compaixão.

que legal o que é difícil as pessoas geralmente não equilibram isso vem do autoconhecimento vem da onde a gente desenvolve isso olha, o que eu vou te falar autoestima pra mim, que é uma autovalorização é saber o que a gente faz genuinamente agencies Música

de coração, é aquele talentozinho que a gente tem desde pequeno para algo, para entender algo, para sentir algo, que a gente sabe que está ali, que não é constante o tempo todo, porque às vezes eu passo por situações que eu fico menos capacitada, ou por cansaço, ou por estresse, não interessa. Então, assim, saber que a gente tem talentos, que o desempenho desse talento não é constante.

E justamente quando eu tenho essa maturidade, essa sabedoria, eu tenho a tal da compaixão. Então, aqui eu acho interessante porque eles separaram. Você vê que a autoestima, eles fizeram uma coisa bem relacionada a resultados, a comparação, ainda mais numa sociedade como a nossa.

na era digital, a comparação social é tremenda. E, ao mesmo tempo, esse traço narcisista, que a gente vê muito nas redes sociais. Volta ali um pouquinho. Não sei se você já notou, tem gente na rede social que está sempre maravilhoso, que está sempre falando coisas deslumbrantes, nunca tem um dia que é mais ou menos.

Então, eu achei interessante isso, porque a maioria das pessoas realmente associa a autoestima a essa questão do desempenho e da comparação, e até desse um pouquinho de um traço narcisista exagerado, é verdade. Se você for nas redes sociais, você vai ver isso. Quando a gente fala de traço e do narcisista em si, qual é a diferença do traço e da personalidade em si?

Porque a personalidade, o transtorno de personalidade narcisista é uma coisa muito mais profunda. É uma maneira de ser da pessoa. As características são constantes e mais intensas. E o traço é justamente essa coisa que aparece, não chega a ser uma personalidade. Pode ser até um personagem que é montado. Se você for na rede social, você vai ver gente que está sempre super bem.

maquiado, penteado, ternos, roupas mirabolantes, homens e mulheres. Todo dia, sempre o dia mais feliz. Todo dia o mais feliz, o cabelo milimetricamente penteado, aquela roupa muito bem cortada.

Eu não vejo, se isso é autoestima, se a pessoa precisa daquilo para autoestima, eu acho que é essa autoestima que, para mim, é falsa. Entendi. Porque a autoestima verdadeira, a gente sabe quem a gente é, e a gente sabe que não precisa, que as outras pessoas, não precisa ser melhor do que o outro, eu já sou quem eu sou e ok. É, às vezes vou estar melhor, às vezes vou estar pior. Então, eu achei interessante isso, porque eu acho que, em termos de rede social, isso acontece muito.

Agora, se a gente for parar para pensar, tem alguma forma de que essas pessoas da rede social estejam usando isso para sustentar um vazio? Algo que elas não estão sendo honestas com elas mesmas? Olha, provavelmente sim, mas eu não acho que elas estejam conscientes de que isso existe.

Então elas nem sabem que existe esse vazio no caso? Acho que não. Eu acho que a geração que se fez na era digital, que não viveu o analógico, ela tem muita dificuldade de ter esse momento interior de autoconhecimento. Por quê?

Porque está tudo posto ali naquela rede como se ali fosse a referência. E é muito de opinião e não de... E de comparação. Então, assim, eu acho que a maioria das pessoas que está ali e bota que a autoestima vai ficar boa se fizer o mesmo procedimento que fulano fez ou se fizer usar o produto que fulano está usando.

eu acho que é fruto de uma geração que tem muita dificuldade de se ver para dentro. É como se ela se visse o tempo todo num espelho, mas que não reflete ela ou ele. Esse espelho está sendo a rede social. E vai chegar algum momento que elas vão olhar para o espelho e não vai ver mais a rede social, mas elas de verdade? Não sei.

Não tem acontecido isso. E isso não tem acontecido, eu espero que isso aconteça. Tanto não tem acontecido que o adoecimento mental está aumentando muito. E principalmente nos mais jovens.

Então, isso vai muito com aquele inverso onde você falou que o principal adoecimento, o principal fator de envelhecimento é o estresse. De não se ser quem se é. Exatamente. Então, é quase que um ciclo, uma coisa vai alimentando a outra. Exatamente. Como que a gente pode usar essa autocompaixão como uma força para a gente? Para não cair nesse ciclo, para não ficar nesse, vamos dizer assim, se rebulir, se dizer eu sou, eu não sou, eu sempre tenho que estar feliz.

É porque, assim, o que eu vejo é que a gente falou a questão da autoestima, tá? A gente está falando agora da autocompaixão. A autocompaixão, ela não é você deixar tudo para lá. Porque a gente primeiro falou muito da autocrítica. Aí depois da autoestima. E agora a gente está falando da autocompaixão.

Diferente do que as pessoas acham, que as pessoas falam assim, se eu tiver muita autocompaixão, eu não faço nada, me entrego à preguiça. Não é isso. A autocompaixão é quando eu sei que eu tenho os meus talentos.

Eu sei que às vezes eles não vão funcionar por N motivos. Eu sei que nem sempre eu vou ser 10, às vezes eu vou ser 6, às vezes eu vou ser 7, 8. A autocompaixão é quando eu acolho isso e falo assim, hoje não foi um dia legal. Em vez de eu falar assim, que ódio, eu tinha que ter ido melhor, eu tinha que ter feito isso, aquilo. A autocompaixão me diz assim, calma, você é humana.

O futuro não começa com um carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Tem dias sim, dias não Essa geração, né Como dizia assim, os millennials A geração X agora Que tem até aquilo que estão mais adoecendo Por saúde mental, que cresceu Sabendo que poderia fazer tudo com performance Os millennials Você acha que Isso dessa autocobrança Foi um dos fatores que fez eles adoecerem Mais cedo do que a geração anterior Da dos millennials E aí

Eu acho que sim, porque de geração para geração, nos últimos anos, nos últimos 50 anos, as gerações que vinham na frente, elas conseguiam ter acesso a muito mais coisas que a geração passada. E elas foram crescendo, não só financeiramente, como intelectualmente.

Verdade, tinha até aquele estudo, a gente fez o inverso também. Exatamente. O QI da geração seguinte era sempre maior do que a passada. Atualmente, na geração Z, é a primeira vez que o QI não sobe de uma geração para outra. Então, o que está acontecendo? A gente tem uma mudança na maneira de viver que está...

cobrando coisas que não são humanas. Você não pode ser deslumbrante ou ter um desempenho humil todos os dias. Isso não ocorre. A minha geração já tinha isso como uma coisa super tranquila. Quantas vezes eu tinha um dia ruim na faculdade de medicina e eu me lembro que eu chegava em casa e minha mãe e minha filha...

Deu tudo errado hoje, toma um banho e vai dormir. Amanhã, outro dia, tudo se resolve. Hoje é como se um dia errado, falou uma coisa errada, vai dar um cancelamento na internet. Aquilo é como se fosse uma morte em vida. Então, a coisa ficou muito, uma autocrítica muito grande, talvez por medo da exposição.

e o ser humano é um bicho de exposição, mas, ao mesmo tempo, a gente não pode deixar que a vida da gente perca esse acolhimento humano. Porque, por exemplo, você comete um erro, as pessoas vêm de paulada. Eles acabaram criando traumas deles mesmos? Por exemplo, se eu não me cobrar assim, vai acontecer o que aconteceu aquela vez? Eu acho que é inevitável. O ser humano vai errar.

A questão é como ele vai lidar com o erro. Ele vai se bater também? Porque assim, que o outro bata é um direito do outro. Não é educado, mas é um direito do outro. Agora, se você não se acolhe, se você não tem essa autocompaixão, só aumenta o teu estresse.

Então vai só piorando, você vai apanhando mais lá fora, vai batendo mais aqui dentro. E vai se desconectando mais de você. Por exemplo, se você... O que é autocompaixão? Quando eu vejo o que é que... Acolho meus sentimentos. Estou sofrendo? Estou sofrendo. Vai passar? Vai passar. Eu não sou meu sofrimento. Né?

Então, esse autoacolhimento é como se você fosse um sábio dentro de você mesmo, e que você conversa com você como se fosse um sábio. E aí esse sábio diz, vai deitar mais cedo, amanhã é outro dia, você começa tudo de novo. E isso, diferente do que as pessoas achavam, que você, ah, mas se você for muito bonzinho com você mesmo, você não faz nada, é mentira, te dá resiliência.

te dá amadurecimento, te dá condição humana. E isso é uma das coisas que fala lá, que é a questão de como você vai usar isso para ser uma força para você de se acolher e não do outro, digamos assim. Será que aqueles atletas, aquelas personalidades, aquelas pessoas que têm esse, vamos dizer assim, essa máscara do workaholic, de sempre performar, sempre ser melhor, sempre se cobrar.

não acabou inspirando outras pessoas a seguir esse modelo de vida para conseguir os mesmos resultados, já que, poxa, se ele conseguiu através do trabalho duro, eu também vou lá.

Olha, tem minhas dúvidas. A gente nunca sabe o que se passa por trás da vida daqueles atletas. Né? Então, assim, vamos botar aí a Rebeca Andrade. A Rebeca Andrade, ela passou por uma situação muito difícil. Ela abriu isso, ela foi procurar ajuda.

até de terapia, deixou isso muito claro e voltou com muito mais força. Ela teve autocompaixão dela. Autocompaixão não é se acomodar, não é justificar erro, é acolher o sofrimento na hora que você está passando por ele para poder caminhar adiante. É aquilo que eu falei, você falar se amanhã é outro dia.

Mas você não pode dizer, não, não está sofrendo, está sofrendo. E a Simone Biles também passou por isso.

A Simone Biles, ela pediu pra não ir. Ela pediu pra não ir. E quando ela foi na outra, ela tava muito mais resiliente. E ela foi uma das pessoas a cumprimentar a Rebeca Andrade. Porque as duas se viram em movimentos muito parecidos. E gerações um pouco diferentes, né? A Simone um pouco mais velha. Achei lindo aquilo. Quer dizer, a Simone teve a autocompaixão com ela. Viu a autocompaixão.

da Rebeca também, e as duas só tiveram mais força. Eu não sei como... Olha, ali está falando fonte de força incondicional. Então, assim, a autocompaixão, diferente do que as pessoas acham, traz para a gente uma força extraordinária, que é esse autoacolhimento para seguir em frente.

Agora, com base nesses artigos, a gente vê como que é esse passo a passo, essa autocompaixão na prática. Você acha que funciona assim? É tão fácil como você praticar autogentileza, autocrítica, depois a humanidade, depois esse mindfulness? Como que a gente consegue aplicar isso no dia a dia de forma prática? Porque senão a gente também fica aquele pessoal que tem desculpa pra tudo. Hoje não deu.

Não, isso é a tua visão. Não, isso é a tua visão. Eu acho bem bacana, porque assim, como é agir com autocompaixão? Coisa mais básica. Como que você agiria com um amigo, uma pessoa que você ama muito? Se essa pessoa estivesse numa situação difícil, como é que você falaria pra essa pessoa? Você falaria assim, não, continua, continua, vai lá. Não. Não. Como é que você falaria pro seu amigo? Não, o que você tá precisando? Vamos lá, vamos fazer.

Eu passei agora por um momento muito difícil. O que você me dizia?

Nossa, muita coisa. Não, sim. Mas assim, você tá precisando de uma coisa, vai passar, esse é um momento. Sim. Entendeu? Isso é uma... Caramba, isso é um negócio muito legal. Porque assim, você tem que se tratar, você tem que se tratar, quando você tá mal, você tem que se tratar como se você estivesse tratando o seu melhor amigo, a pessoa que você ama, sua mãe, seu pai.

o amigo, a esposa. Caramba, isso é um negócio muito legal, porque é aquilo famoso do óbvio, né? A gente faz pelo outro, mas aquilo a gente não faz pra gente. Exatamente. Então, quantas vezes eu dizia, hoje eu tô a mesma coisa, hoje eu tô... 11% melhor. 11% melhor, né? Tipo assim, então...

Essa questão de eu me ver como minha amiga, você se lembra que um dia eu falei assim, eu nunca faltei um compromisso profissional na minha vida. Tô mal. Naquele dia, eu falei que tô mal, mas não é tomar como crítica. Tipo assim, não deu. Primeira vez, aconteceu a primeira vez.

Não deu. Em quatro anos de trabalho, a primeira vez que ela faltou no trabalho, acredite, todo mundo... Não, em 40 anos de profissão. Ficou louco. Então, assim, eu tava me sentindo mal, mas teve uma hora que eu falei, peraí, justamente por eu nunca ter feito isso... Eu posso fazer isso. Eu tenho moral pra fazer isso. Não tinha nem opção de não fazer. Sim, mas aquilo podia ficar doendo, ficar super mal, mas chegou uma hora que eu falei, peraí, hora de me cuidar.

E fui me cuidar. Sim. Fui. Fui procurar. Eu fui procurar, procurar. Não tinha resposta aqui. Vou procurar aqui. Você mesmo lá procurando diagnósticos. E eu falando, não, isso não casa por isso, por isso, por isso. Tanto que chegou uma hora e eu mesmo falei, tá na hora de procurar algum câncer espalhado pelo corpo.

Não tem condição. Nada adiantava. Nada adiantava, né? Então, assim, isso é autocompaixão. Não é ficar parado, é assim, o momento é de sofrimento, ok, vamos buscar... Vou tomar sorvete e assistir Netflix. Vou buscar o que eu tenho pra fazer, mas eu não vou ficar só sofrendo, porque eu não sou esse sofrimento. Eu não sou isso. Eu sou uma história. Por isso que na hora de cancelar as coisas, eu falei, não, eu vou cancelar, porque eu não tenho condição.

Ser fiel a você mesmo. Eu fui fiel a mim. Então, isso é autocompaixão. Isso é uma coisa que eu olho para trás e falo assim, hoje eu estou muito mais forte. Hoje, tudo que aconteceu, eu olho para trás e falo assim, cara, ao mesmo tempo, cada lugar que eu ia em busca de um diagnóstico recebia tanto carinho, mas tanto carinho que eu olhava assim, eu falava assim, cara, deve ser isso.

Eu devo estar nesse momento para me permitir. E eu tive várias enfermeiras maravilhosas. Uma falou assim, talvez tenha acontecido isso, você cuida de todo mundo, está na hora de você deixar se cuidar.

Então, assim, isso me fez mais forte. Tanto quando eu falei assim, quando eu estava indo em São Paulo, quando eu falei, estou 80% melhor. O que eu falei? Acho que semana que vem a gente já volta a gravar. Sim. Mas não é porque eu estava me cobrando, é porque eu estava me sentindo bem.

Exatamente. De novo, né? É por isso que a gente tem que tomar cuidado dessa questão de se cobrar demais ou passar a mão na cabeça demais. A diferença de ser mimada e ser compreensiva com você. A autocompaixão é ser compreensiva diante de uma realidade. Sim.

E a coisa mais simples, te trate numa situação difícil, como você trataria o seu melhor amigo. Agora, olhando assim, de acordo com os artigos, com os estudos, você acha que faz sentido desse jeito, desse passo a passo, essa forma de funcionar? Olha...

Ele coloca ali, né? Tipo assim, dentro do artigo que você selecionou, autogentileza. Autogentileza tem muito a ver com autocompaixão. E ele faz o inverso da autocrítica. Isso. Então, o que ele bota ali? Ser caloroso e compreensivo consigo mesmo em momentos de dor, em vez de se atacar. É o que você falou.

isso foi difícil, como posso me cuidar agora? É a hora que você, na realidade é como se você fosse pai e mãe de você mesmo porque assim, dentro de nós tem um pai e tem uma mãe autocompaixão é quando você você já viu pai e mãe que ama ele sabe quando ele cobra do filho, quando é preguiça e quando ele tem que dar aquele apoio, tipo assim o filho vai dormir você não tá aguentando, deu então

Será que é igual naquele inverso, acho que o... Se não for o 3, eu acho que até o 2, que é sobre você ser o pai e a mãe da sua criança interior? Ali é mais em relação ao trauma, se eu não me engano. Mas assim, dentro de nós tem um pai e tem uma mãe.

e quando você tem auto-compaixão por você, você é um pouco seu pai e sua mãe, mas um bom pai e uma boa mãe, mesmo que você não tenha título. Entendi. Você pode criar esse bom pai e essa boa mãe.

Então é aquilo, né? Se você não teve um bom pai, uma boa mãe, um bom exemplo, você consegue ser esse seu exemplo, né? Pode. Entendi. Outra coisa legal também que você falou, que eu deixei passar assim, que é você não é... Como é que eu vou dizer? É... A sua dor? Isso. Eu acho isso legal porque tem muita gente que acha que o que aconteceu ali é só aquilo ali sempre, né? Às vezes é só mais um lado da personalidade, mais um lado daquele momento.

Mas a gente nunca é...

uma coisa só. Então, por exemplo, quando a gente está sofrendo, como ser humano, a gente vai sofrer. A dor é inerente da existência humana. Mas a gente não é aquela dor. A gente está sentindo aquela dor. Então, quando você pensa assim, fica muito mais fácil, porque você sabe que vai ter sol de volta. Por exemplo, dia nublado. Não tem sol. Não tem sol, não. A gente não está vendo, mas o sol está lá.

É só esperar o amanhã, talvez. É só esperar a nuvem passar. Como é que ela era boa? Chegou da faculdade mal? Vai dormir. Vai dormir. Não adianta que você hoje não vai render. Será que os pais dessa geração milênio, que vamos falar da minha geração, os filhos que eles estão tendo agora, eles estão tendo essa... Como é que eu vou dizer? Essa cobrança de mais ou cobrança de menos pra eles virarem essa geração Z agora meio...

Eu acho que as gerações... Sem muita garra, né? Que a geração milênio, ela teve muito mais do que seus pais, né? E eu acho que eles acreditaram que, tipo assim, no esforço tudo se consegue, vamos lá, vamos lá.

E acabou que não teve essa entrega tão certa. E pra geração Z também tá difícil. Muita geração Z vai ficar em casa durante um tempo. Então eu acho que eles não sabem ainda o que entregar. Tanto que muitos estão optando por não ter filho. Entendi. Porque assim, a crise... Tudo bem, existe uma crise mundial, existe uma crise no meio ambiente. Sempre teve crises querendo a nossa, a gente foi pra pensar. Mas não tinha desesperança. Isso.

Hoje a gente tem muito mais desesperança. E qual é a diferença da crise e da desesperança? Porque a gente hoje tem crises globais. Antes eram crises mais localizadas. Por exemplo, a questão da violência. Tudo bem que a gente vive num país muito violento, que a violência tem que ser feita alguma coisa porque tira a dignidade de ir e vir. Mas o mundo está mais violento.

As guerras estão voltando. E estão durando. Então, assim, hoje a gente vive um momento mais cinza da humanidade. Acho que tivemos momentos solares, a gente vive um momento mais cinza. Entendi. Mais nublado. Mais nublado.

E a gente seguindo, né? Quando a gente vai dar auto-gentileza contra a autocrítica, a gente vai para a humanidade comum versus o isolamento. Você acha que é bem isso de reconhecer que o seu sofrimento... É, porque assim, o que ele quis dizer aí, eu acredito, é a humanidade comum versus isolamento. O que ele quis dizer é o seguinte, que quando a gente acolhe um sofrimento, ao invés de a gente se isolar, a gente entende que aquilo faz parte de ser ser humano.

Entendi. E como que a gente faz isso? Ah lá, errar não me torna defeituoso, me torna humano.

Mas como que a gente começa a mudar esse pensamento? Porque parece que tem uma vozinha, toda vez que você começa a se acolher mais, tem a outra que fala mais alto, fala assim, para de frescura, bora lá. Eu acho que é o equilíbrio, né? Porque tem uma outra coisa, a autocompaixão não é um traço fixo, ela é treinável. Então, o que eu acho que você pode fazer, literalmente, para começar a fazer isso, o que você falaria para o seu melhor amigo se ele estivesse nessa situação?

Entendi. Aí você começa a se tratar com esse respeito. Vai conversando, vai... Não, é justamente isso. O que eu falaria, por exemplo, quando eu tive doente, eu falei, o que eu falaria pra alguém, um amigo, minha mãe? Eu diria, vá se cuidar.

Todo o resto se resolve. E foi isso. Caramba, eu consigo imaginar você falando isso. Vai se cuidar. O resto, tudo se resolve. Às vezes as pessoas ficam com esse negócio do mindfulness e ficou algo muito difundido dos americanos, aquela coisa difícil, né?

Como é que você acha de quebrar esse estereótipo? Eu não acho difícil. O mindfulness é um treinamento que você faz com a tua mente e que ele tem três pilares, que é a intenção, a atenção e a atitude.

A intenção é quando você fala assim, vou viver esse momento aqui e agora. Você para tudo para viver aquilo. A atenção, em geral, você foca ou na sua respiração, ou no batimento cardíaco. Eu alterno muito, às vezes eu faço pelo batimento cardíaco. E aí você fica, porque aí você, no corpo, observando a respiração ou o batimento cardíaco, você ancora a tua atenção.

E a atitude é justamente quando você começa a falar assim, eu estou sentindo muita dor agora, eu estou sofrendo, mas isso é algo que vai passar. Isso é uma emoção, isso não sou eu. Entendi. É como se você, por exemplo, você é uma doença? Não.

Você estar doente, né? E como que você faz isso? É por dia? É por semana? Eu acho que todo mundo devia fazer uma vez por dia. Entendi. Quase que aquele skin care mental que você fala? É. Mas isso é coisa assim de seis, oito ou dez minutos. Não é uma coisa que você tem que ficar meia hora. É você ter a intenção, a atenção.

e uma atitude em relação àquilo. Na realidade, facilita muito. Eu diria que o mindfulness feito nesse sentido facilita o desenvolvimento da tua autocompaixão. Porque é como se você estivesse sempre se auto-percebendo e se auto-regulando, evitando que você vá ficar remoendo coisas negativas.

Entendi. Caramba, que legal, né? Entendeu que não é acomodação? Não, não. É ajuste de rota. Isso. É aquilo, né, que quando você vai falar pro seu amigo, você não vai pensar em dar uma desculpa pra ele, que você não quer ver ele naquela situação, né? Exatamente. Você vai ser acolhedor. Você vai ser acolhedor e vai falar, cara, isso vai passar.

Agora a gente pensando no funcionamento do nosso cérebro, assim, quando a gente traz para os estudos, a gente consegue ver que lá, o sistema de ameaça, ele é muito mais ativado pela autocrítica, enquanto o sistema do cuidado, ele é ativado pela autocompaixão.

pode acontecer com o nosso cérebro quando a gente foca muito nessa autocrítica e se torna crônico? Olha lá, ali está perfeito. A autocrítica vai levar ao estresse. Aquilo que a gente está falando. Por quê? Porque no cérebro você vai ter a amígdala disparada. A amígdala é onde está o sensor de tudo que é ameaça. Uma pessoa autocrítica, tudo é ameaça.

Nada é... Tipo, espera aí, vamos lidar com isso. E essa disparada da amígdala libera os hormônios. Olha lá, cortisol, adrenalina. A fisiologia, o que acontece quando há liberação de cortisol e adrenalina? O coração acelera, os músculos ficam tensos, tá?

Aquele sistema de sobrevivência dos nossos primórdios. Desde lá, está lá ele. Não tem jeito. É ameaça, o sistema de ameaça, de fuga, de luta. E isso acaba comprometendo o córtex pré-frontal.

que deixa de ser racional e fica engolido nessas emoções negativas. Entendi. Então, toda vez que a amígdala dispara, é como se ela desconectasse o racional. Então, não consegue nem ativar, porque a amígdala... Não, a amígdala sequestra, exatamente, sequestra, né? Então, ali, o estudo psicológico, luta, fuga, congelamento, pensamento rígido, foco no perigo, tá? Então, ali, você fica nesse mar de estresse.

Já quando você vai para a autocompaixão, você acalma o teu cérebro. Porque você ativa o teu córtex pré-frontal. Que fala assim, calma. É como se fosse um pai, uma mãe pegando um bebê chorando, acolhendo. Ele não acalma. Sim. É a gente, a mesma coisa. E por que tem, pelo menos na minha visão, tem mais gente que tem essa autocrítica, né? Essa cobrança do que a autocompaixão. Por desconhecimento.

Porque assim, se você deixar, o cérebro sempre vai reagir como ameaça. Entendi. Para você, por isso que a autocompaixão é treinável. Você tem que ir se fazendo, ativando o teu córtex pré-frontal. Olha a diferença dos hormônios. Enquanto a autocrítica libera cortisol e adrenalina, a autocompaixão libera ocitocina e opioides endógenos, que inclusive alivia a dor.

Que legal. Ou seja, tratar a dor, entender e cuidar dela é muito melhor do que só... É quase um analgésico que você está fazendo. Ignorar ela e ir com ela mesmo. Exatamente. Então te traz calma, segurança, pensamento claro. Entendi. Outras possibilidades. Você ativa uma área mais evoluída do cérebro.

Caramba. Por isso tem que ser uma pessoa, digamos assim, mais evoluída, né? Ter esse conhecimento. Porque não é difundido isso. Sim, porque se eu deixar, sempre ele vai estar reagindo ali. E vai ficar preso ali. Exatamente.

Agora a gente falando um pouquinho da ocitocina que é liberada através dessa autocompaixão, né? Da autocompaixão. Além de colocar o bebezinho no colo, quando a mãe nasce e tudo, o que mais que pode liberar essa ocitocina e a importância dela? A autocompaixão, porque você falou botar o bebê no colo libera a ocitocina. Se botar no colo também. Quando você se acolhe, o que é autocompaixão? Auto acolhimento. Você também libera a ocitocina.

Caramba, que legal. Então, de novo, né? Se você vai acolher um bebezinho, se acolhe também. Se acolhe. Olha você novamente sendo pai e mãe de você mesmo. Então, olha só que interessante. Olha os efeitos da ocitocina por si só. Olha lá, inibe o cortisol.

ativado por intenção. Ou seja, só de você imaginar que você está fazendo algo, que você está tendo essa autocopaixão com você mesmo, você já está liberando mais o citocina, né? De imaginar. Agora imagina se você faz mesmo. É mesmo. E isso, será que tem alguma relação com a dopamina, aquele estudo, né? Que você fica só de lembrar da recompensa, você já libera dopamina porque você quer que é recompensa? Ou são gatilhos diferentes?

Olha, pode até ser. Olha lá, ali tem um estudo da Ellen que mostra que imaginar receber compaixão reduz significativamente o nível de cortisol. Ou seja, o cérebro é aquilo, né? Ele não só quer mentir ou verdade, ele... Se você imaginar com determinação, ele vai entender que é pra onde você tá querendo levar o mastro, né? O remo.

seja o capitão do seu barco mas não precisa ser duro o tempo todo agora a gente falando desse de novo, voltando um pouquinho daquele estereótipo de você ser muito duro com você mesmo você vai conseguir os resultados a gente tem muito autocrítica exacerbada

Isso, por exemplo, o Feder do tênis, o Kobe do basquete, Cristiano Ronaldo do futebol. Às vezes eles são uma exceção à regra ou eles realmente aprenderam a lidar com isso tudo e...

Olha, eu não sei, porque não me parece, por exemplo, no caso do Colby, não me parece que ele era uma pessoa... Ele fazia por uma questão de treinar.

Ele optava por treinar mais, mas provavelmente ele teve dias que ele treinou menos e aceitou isso, porque no dia seguinte, ou dois dias depois, ele poderia fazer mais e melhor. Por exemplo, o Zico era um cara que quando acabava o treino do Flamengo, e o Flamengo na época era na Gávea, qualquer um podia ir lá ver.

Não era sem treinamento tão longe. Era tudo muito... Na Zona Sul tinha o Botafogo, tinha o Flamengo, tinha o Fluminense. As coisas eram bem mais simples. Todo mundo ia embora, era dispensado, ele ficava batendo falta. Mas não era ficar batendo falta porque ele estava... Muitos pegavam e iam fazer outras coisas. Ele queria ficar ali batendo falta. Entendi.

Mas certamente teve dias que ele estava doente e ele não ficou batendo falta. A questão é você fazer com que você faça coisas que você gosta, mas a qualquer custo, aí não é legal. Aí isso é uma autocrítica que nunca tem fim. Entendi. Uma coisa é você fazer mais de uma coisa que você gosta, porque você acredita... E quer ser melhor para você mesmo sempre. Exatamente. Não é uma questão de autoestima porque os outros vão achar. Você está fazendo...

Por você. Entendi. Porque você acredita que aquilo vai te dar um bom resultado. Agora, se uma pessoa começa a virar à noite fazendo isso... Só por fazer, porque... Aí é uma autocrítica nociva. Entendi. Totalmente nociva e sem autocompaixão. E vira patológico depois de um tempo por causa do estresse? Vai virar. Quero fazer um pouco mais, mas esse pouco mais não é um pouco mais de tipo assim, fazer qualquer custo, eu vou virar madrugada, eu vou... Entendi.

Isso, por exemplo, me lembro que a minha mãe sempre dizia, se você tiver que estudar de madrugada, tem uma coisa errada com o seu estudo. Caramba! Ou então esse negócio de tomar café, tomar Coca-Cola, ela fala, para com isso, tá estudando errado. Se você tiver que perder uma noite de sono pra estudar, tem uma coisa errada. É melhor nem estudar, né? Porque fala que uma boa noite de sono...

E a gente hoje sabe disso. A limpeza do cérebro de toxinas ocorre principalmente entre 10 da noite e 2 da manhã. Olha. Então não basta dormir bem. Também tem que dormir mais cedo. Caramba.

Por isso que tem aqueles trabalhos noturnos, né, que as pessoas depois de um tempo, elas criam patologias como estresse crônico, igual... Não, adoece, hipertensão, apneia... Tem até caso, que eu tava olhando uma vez, de...

Que a pessoa vira diabética. Pode. Resistência à insulina. Pode, por estresse. Agora, esses trabalhos, eles tinham que ser assim, né? O cara trabalha dois anos e depois tem que sair dali. Temporário, né? A própria empresa poderia remanejar eles. Porque, assim, muito mais que isso. Antigamente, a Bolsa de Valores, quando era aquela loucura do pregão, que o pessoal ficava berrando,

Aquela loucura, era loucura mesmo. Hoje é tudo pelo computador. Eles só podiam ficar no pregão no máximo um ano e meio e dois. Olha. Aí recolhiam e iam para outro sistema dentro da empresa. E tinha gente viciada em voltar para o pregão. Tinha. Tinha, tinha. Naquele auge.

de Bolsa de Valores, que era aquela berração, uma loucura aquilo. Tinha gente que se drogava para estar no pregão. Muita gente adoeceu. A Bolsa de Valores fazia esse rodízio.

de tempo. Não era economicamente viável até pra eles, porque eles não performam o mesmo que eles performavam. Os caras começavam a se drogar e fazer apostas já ousadíssimas demais, eles recolhiam. Caramba, que legal.

Agora, quando a gente coloca a motivação pelo medo, pela motivação pelo cuidado, né? É mesmo aquela questão do combustível. Às vezes, o combustível de um é o medo, o outro combustível é o, vamos dizer, o cuidado. A autocrítica, quanto maior ela for, mais tóxica ela vai ser.

E na realidade, na autocrítica, o sentimento, a emoção básica é o medo, é o medo do fracasso. Já a compaixão, você tem um desejo de crescimento, de melhorar, de seguir em frente. É bem diferente. E quando a gente pensa assim, já esse medo do fracasso e tudo, e por que tem medo do fracasso?

O que esconde esse medo de fracassar? Porque tem gente que acha que se fracassar, a gente não viu que a autoestima está ligada a resultado? Sim. Então a pessoa vai achar o seguinte, eu não valho nada. Se eu estou fracassando, eu não valho nada. Isso é a autoestima gerada pelo externo.

Entendi. E aí, pessoas muito autocríticas, elas realmente, olha só, custo energético, esgotamento, burnout, tem maior nível de burnout, as mais autocríticas, né? Esse tipo de, como é que eu vou dizer, de comportamento, dessa autocrítica, desse medo, dessa toxicidade, pode ser passado pra, como é que eu vou dizer, igual os millennials, por exemplo, passando pros filhos deles agora?

Olha, depende. Porque assim, filhos tem muito essa coisa de observar os pais, né? Verdade. Esses dias eu vi um senhorzinho andando, e eu vi o netinho andando igual ele. Atrás. Diz que o...

Como é que é? Ai, meu Deus. O exemplo arrasta, né? Então, por exemplo... A ordem convence, o exemplo arrasta. Exatamente. Então, o exemplo é fundamental. Se você vê um pai que está o tempo todo com uma autocrítica horrorosa, é claro que aquilo vai influenciar.

é óbvio que vai entendi, então às vezes por isso que se os primeiros filhos dos millennials assim, por exemplo, eles já crescem com a crítica ferrenha, né porque se a gente for pensar agora na China mesmo eles são muito como é que eu vou dizer? a cobrança é muito grande então será que a autocrítica bem desde a infância, assim depende dos pais lá é algo cultural lá me parece que é algo cultural acho que na Coreia também mas não soube, mas soube soube soube soube

Ah, entendi. Acho que na Coreia também. Aí tem que ver, né? Porque às vezes a gente ouve falar, mas a gente não sabe exatamente como funciona um outro país. Entendi. Mas parece... Cultura diferente. Me parece, por exemplo, vestibular na Coreia, os pais ficam do lado de fora esperando, é como se fosse um jogo. Sabe? E o filho que vai mal...

A gente falou até sobre isso, né? Que vai andar atrás. É esquisito. Então, assim, e não sei se isso melhora as crianças. Talvez melhore um desempenho imediato. Mas eu não sei qual o preço disso depois. Entendi. No futuro, né? Porque a autocompaixão faz você aprender por você.

você vai aprendendo com os erros, você vai se acolhendo. A autocrítica faz você aprender no estresse. Então, o que acontece? É como se fosse o corredor de 50 metros e o de maratona. O autocrítico vai correr os 50 metros. Mas o que tem autocompaixão vai correr a maratona. Entendi. E vai chegar lá.

De novo, não é aquilo. Falar da vida não é uma coisa de 50 metros. Exato. A vida é uma maratona. Entendi. Ela não é um 50 metros que você arranca e dá conta. Ela continua depois de 50 metros. Sim. Então é melhor se preparar para a maratona e não por 50 metros. A vida não é 50 metros.

Agora a gente voltando, assim, né, igual a gente falou no começo das redes sociais, então acaba que as redes sociais, o jeito que elas estão colocando hoje, as pessoas, né, de se comparando de novo e tudo, às vezes é tipo assim, ah, caramba, ele foi autocritico com ele mesmo, deu certo, dando certo, eu vou lá também, vou repetir, mas às vezes o que está no posto de dois... Dá certo quanto tempo?

E outra coisa, por exemplo, esses coaches, né? Que ensinam, faça isso, faça aquilo, quantas pessoas dão certo? E falaram, eles dão uma sumida, né? Isso um ano, dois anos atrás. Porque talvez já esteja estressando as pessoas, e não deu resultado. Ninguém foi tomar tapa na cara. E ninguém, e será que deu certo? Que dê? Tem algum estudo? Cadê os resultados? Que dê? E o pior, no Brasil tem uma opção de coach que nunca fez nada e estava ensinando o pessoal a fazer alguma coisa. É o famoso coach de palco, né?

É, porque o cara não tem histórico. É diferente quando você pega um cara que trabalhou em não sei quantas empresas, abriu não sei quantos negócios, tem uma história pra contar. Aí, hoje, o coach, que não é mais coach, é o cara que tem história e vai dividir a experiência dele com você. Entendi. Aí, sim, vamos ouvir. Vamos ouvir. Vamos ouvir um cara que quebrou, fez de novo, tá, tá, tá, e tá aqui. Ele vai te dizer onde errou.

Mas agora, esse coach de show, de espetáculo que a gente viu, quantas pessoas, eu tenho curiosidade, eu queria até que as pessoas que foram a coaches e pagaram e foram lá, eu queria que elas dissessem, funcionou? Ah, mas eu acho que isso aí pode ser que mexa até com o ego delas, tipo assim, caramba, eu não vou falar que eu fui otário, de certa forma. Eu não vou falar que eu fui lá e gastei um dinheiro. Talvez tenha funcionado para um, dois, mas não é uma receita de bolo.

Talvez tenha funcionado para alguns que arrancaram e depois se autocorrigiram no excesso. Entendi. Mas pela pessoa. Agora, a gente olhando aqui, tem a forma que a autocompaixão, ela até ajuda a prevenir e a proteger contra ansiedade e depressão. Com certeza. E se a gente viu que ela aumenta a ocitocina, baixa cortisol, baixa adrenalina...

É óbvio. Diminui o estresse, diminui a ansiedade e diminui a probabilidade de adoecimento por transtorno de ansiedade e depressão. Entendi. É até lógico, né?

Agora que você falou, é, né? E tem vários estudos aí, né? Sim, sim. É um completo de mais de 48 estudos, para você ter ideia de quão complexo é isso da gente trazer sobre essa autocrítica. Porque, de novo, se a gente for parar para pensar, ela vai entrando em várias camadas, né? Então, olha para você ver, autocrítica, aí vem autocompaixão.

Aí vem autoaceitação. Autoestima. Vai fazendo um bolo. Mas eu acho que a gente conseguiu separar as coisinhas, entendeu? A autocompaixão é um escudo, né? Então, a gente poderia colocar ali também que, além de ajudar na ansiedade, depressão e estresse, ela está automaticamente ajudando também no envelhecimento, né? Porque já que o estresse é o maior fator de envelhecimento que a gente viu, se previne ajuda com estresse, depressão e ansiedade.

Eu acho que deve ter uma ajuda bastante, ainda mais se você tem uma autoestima legítima e não vinculada a outros... Aceitação. Aceitação de outros ou desempenho imediato. Eu acho que a junção de uma autoestima legítima e uma autocompaixão sábia, eu acho que é poderoso, assim, para a vida.

E a gente pode olhar também que, segundo os estudos, ser, né, aplicar, né, essa autocompaixão com você mesmo. Autogentileza. Essa autogentileza ajuda até mesmo no relacionamento. Com certeza. Com seus relacionamentos. Com certeza. Você já teve caso de algum paciente seu que ele chegou, ele era bem assim, e depois com o tempo ele foi conseguindo ser mais... E aí

Tranquilo, aplicando essa autocompaixão. Com certeza. Com certeza. Com certeza. Quem é auto gentil com si mesmo, quem tem autocompaixão consigo, isso vaza para os outros. Pode ter certeza.

Quando você também é uma pessoa crítica, excessivamente crítica com você, você também vaza para os outros. Você é excessivamente crítico, chato, cobrador. Vai se projetando. Com certeza. Entendi. A gente nunca está sozinho, né? Então, assim, onde a gente vibra os sentimentos, as emoções, existe todo um campo em volta que é atingido. Por bons e por maus sentimentos. Olha que legal, né? A gente falou sobre a microbiota aquela vez.

A microbiota é o físico. Aqui já é, vamos dizer assim, o emocional. Emocional. Emoções, sentimentos. Como é complexo socializar, né?

É complexo, mas é um negócio bonito de aprender. Eu acho, eu acho. Bem bonito. Agora, pra gente fechar aqui, Bia, o que você acha da gente passar pro pessoal um kit de ferramentas assim, pra eles chegarem hoje e falar assim, opa, deixa eu tentar. Vou praticar um pouquinho de autocompaixão? Isso. Eu acho bem legal. E também a pessoa não precisa fazer tudo, né? Toque físico. Você pode fazer isso no banho. É tão simples.

né? Compra um... Eu tenho umas coisas, eu gosto de sabonete líquido e gosto de um óleo que é pra restaurar o pH da pele. Então, toda vez que eu vou antes de acabar o banho, antes de sair, eu passo um óleo. É uma delícia. Ele é feito pra isso mesmo. É... E eu faço muito carinho na hora de passar aquele óleo. Que legal. É muito carinhoso, assim. Isso é o toque físico, porque tem gente que fala assim, ah, eu vou me abraçar. Gente...

Você toma banho, não é possível que você não passe, não tenha problema em passar a mão de forma carinhosa no seu corpo. Entendi. Então você pode fazer isso porque libera a ocitocina, a calma, por isso que muita gente se acalma no banho.

Entendi Querendo ou não A não ser que você seja uma pessoa que toma aquele banho Sai correndo E sai Lava o pé, a mão E aí você não vai liberar Mas se você fizer do banho um ritual De conforto, de aconchego Nossa, com certeza Você pode falar com você mesmo Como você falaria com um amigo Também faço isso no banho

Muitas vezes faço isso no banho. Como é que foi meu dia? Como é que está meu nível de cansaço? Como é que está meu nível de satisfação? Vou tomar uma sopinha? Vou comer uma frutinha? Se eu tiver mais querendo aconchegar a sopinha?

Eu sei até a minha alimentação de acordo com o meu estado. Que legal. Sopa me aconchega. Não tem jeito. Porque é quentinho? Lembra de vó? Eu acho que sim. Tem aquela coisinha da sopinha, sabe? Quando a gente é criança, quando a gente tá doente, não vai à escola, ganha sopinha. Porque tem que ser uma coisa. Músculo, sopa de músculo, legumes com músculo. E lembrar sempre, né? Que tipo assim, você tá em sofrimento, cometeu erro.

Faz parte do ser humano errar. Mas faz parte do ser humano que tá aqui pra melhorar aprender com o erro e saber que todo mundo erra. Esse negócio, ah, fulano não erra. Erra. Mas continua, né? Mas continua, exatamente. Entendi. Agora, parte 2.

A gente já falou muito, né? A gente já falou do mindfulness, que é esse momento de acolher o sofrimento, os erros, lembrar da humanidade, que todo mundo erra, e a autogentileza, né? Que é autocompaixão. Escrever uma carta de autocompaixão, eu acho isso muito legal. Muito legal. Você já escreveu uma carta sua? Eu escrevo muito.

É mesmo? Escrevo. Fui na terapia, estava fazendo terapia. Ela me falou assim, escreve uma carta para você. Infelizmente, não voltei na terapia. Eu sou um péssimo paciente. Porque eu fui escrevendo, o que eu vou escrever aqui? Tente, porque olha só, escrever, principalmente a mão, aciona muito mais áreas cerebrais. É mesmo? Possibilita muito mais poder de criatividade. Junta, tem mais conexões. O poder de reação do teu cérebro é melhor.

Antigamente tinha uma tradição nas escolas de a gente escrever uma carta para daqui a 10 anos, para daqui a 5 anos, e aí trancava e pegava depois cápsula do tempo. Faz de 6 meses, já é bem bacana. Caramba, que legal. Mas tranca, só vê depois de 6 meses. Aí, geralmente, como é que foi essas últimas cartas? Você gostou do resultado?

Tá sendo legal, tá sendo legal. Tá me dando mais paz e tá, tipo assim, tá vendo? Olha, naquela época eu tava tão temerária disso e nada disso aconteceu. Entendi, hein? Sabe? É bom pra ver assim que a gente... É uma forma de você literalmente ver de fora um pouquinho, né? Exatamente. Porque você tá tão dentro do problema, da situação.

Que você entra na autocrítica e aí você começa essa relação tóxica com você mesmo. E autocompaixão é quando você tem uma relação boa com você mesmo. Então, fica, vamos dizer assim, né? Fica a mensagem para quem está aí em casa, né? Você tem que escolher. Ou você vai viver na autocrítica e vai desenvolver burnout, isolamento, estagnação, né? Além de depressão, ansiedade. Ou você vai escolher e equilibrar um tanto de autocompaixão.

que vai te fazer resiliente, mais conectado com as outras, melhor conectado com as outras pessoas e crescimento como pessoa, né?

E sabe o que ajuda também, Bia, nessa parte de autocompaixão e de mostrar que você se importa? É mandar esse vídeo para o seu amigo, para a sua amiga, para a sua mãe, pai, clicar aqui embaixo, marcar eles para ver isso, porque tem muita gente que às vezes você pode dar o conselho, mas ele só escuta da boca do outro. Então, manda para aquela pessoa que você se importa, pratique autocompaixão com você e autocompaixão com ela também.

E lembre-se, né? Da próxima vez que você falhar, faz o seguinte, tenta se tratar como se você fosse seu melhor amigo. Porque é difícil. Mas se você se acolher, se você tiver compaixão, pode ter certeza que você está indo na direção de ser uma pessoa mais resiliente, mais agradável e mais produtiva. Por mais que você pense que não. Autocompaixão não é acomodação. Autocompaixão é você se acolher para voltar mais e melhor.

então é isso não se esqueça de clicar aqui embaixo se inscrever, vamos fazer uma corrente legal, uma positiva, clica aqui embaixo nos comentários, digita uma história legal que você praticou ou uma que você não praticou e vamos ver se a nossa comunidade é como que eu vou tem auto compaixão? tem auto gentileza? vamos ver, que eu espero que sim eu acho que a nossa comunidade vamos todos nos acolher sou mesmo sou mesmo

Não se esqueça, até o próximo Pod People Inverso. Até.

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